segunda-feira, 30 de março de 2026

Missa Segunda-feira Santa desde a Basílica da Santíssima Trindade do Santuário de Fátima 30.03.2026


 

30 de Março - Segunda-Feira Santa: Jesus Purifica o Templo — O Segredo de Santo Agostinho


 

Deus “rejeita a oração de quem faz a guerra”, diz Leão XIV

 


Papa Leão XIV na praça de São Pedro, no Vaticano, na missa do Domingo de Ramos, em 29 de março de 2026 ??
Papa Leão XIV hoje (26) na praça de São Pedro, no Vaticano, na missa do Domingo de Ramos. | Daniel Ibáñez/ EWTN News
 

O papa Leão XIV condenou hoje (29), na missa do Domingo de Ramos na praça de São Pedro, no Vaticano, o uso da religião para justificar conflitos e afirmou a figura de Jesus Cristo "como Rei da Paz", mesmo "enquanto à Sua volta se prepara a guerra".

“Como Rei da Paz, Jesus quer reconciliar o mundo no abraço do Pai e derrubar todos os muros que nos separam de Deus e do próximo, porque «Ele é a nossa paz» (Ef 2, 14)”, disse o papa na missa.

Primeira Semana Santa de Leão XIV

O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa e comemora a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém. É o primeiro grande evento litúrgico deste período, numa Semana Santa especialmente significativa por ser a primeira sob o pontificado do papa Leão XIV. 

Nestes dias, ele celebrará a tradicional Via Sacra no Coliseu, em Roma, e retomará a celebração da missa da Quinta-feira Santa na basílica de são João de Latrão, sua catedral como bispo de Roma. O papa está, assim, retomando uma prática diferente da de seu antecessor, Francisco, que preferia celebrá-la em prisões ou abrigos para migrantes.

Leão XIV participou da procissão do obelisco central da praça de São Pedro até o altar, acompanhado por cardeais, bispos e centenas de sacerdotes que concelebraram a missa junto com religiosos e milhares de fiéis, carregando ramos de oliveira e palmas.

Tal como nos anos anteriores, as palmeiras e os ramos de oliveira foram oferecidos ao Vaticano por entidades italianas, enquanto as chamadas "palmeiras fênix", maiores e sem trançado, foram doadas pelo Caminho Neocatecumenal. 

A esses juntaram-se os tradicionais palmurelli, pequenos ramos de palmeira trançados à mão, que muitos fiéis carregavam consigo. No início da celebração, o papa procedeu à sua bênção.

Jesus, um carinho para a humanidade

Em sua homilia, o papa falou sobre a jornada de Jesus até a Cruz, dizendo que Deus "se oferece como uma carícia para a humanidade, enquanto outros empunham espadas e paus".

“Jesus, que se apresenta como Rei da paz, enquanto à sua volta se prepara a guerra”, disse Leão XIV. “Ele, que permanece firme na mansidão, enquanto os outros se agitam na violência”.

O papa também falou sobre o episódio do Evangelho em que Simão Pedro desembainha a espada para defender Jesus e fere o servo do sumo sacerdote, dizendo que "imediatamente Ele o detém, dizendo: «Mete a tua espada na bainha, pois todos quantos se servirem da espada morrerão à espada» (Mt 26, 52)".

Assim, ele falou sobre a incompatibilidade entre fé e violência: “Um Deus que rejeita a guerra; que ninguém pode usar para justificar a guerra; que não escuta mas rejeita a oração de quem faz a guerra, dizendo: «Podeis multiplicar as vossas preces, que Eu não as atendo. É que as vossas mãos estão cheias de sangue» (Is 1, 15)”, disse Leão XIV, citando o profeta Isaías.

Diante da Cúria Vaticana, o papa falou sobre a imagem de Cristo como servo sofredor que, “enquanto era carregado com os nossos sofrimentos e traspassado pelas nossas culpas”, se humilhou. “Ele «não abriu a boca,

como um cordeiro que é levado ao matadouro, ou como uma ovelha emudecida nas mãos do tosquiador» (Is 53, 7)”, disse Leão XIV, citando novamente o profeta Isaías, que predisse a vinda de Jesus Cristo em grande detalhe, centenas de anos antes do Seu nascimento.

“Não se armou, nem se defendeu, nem travou nenhuma guerra”

“Ele não se armou, nem se defendeu, nem travou nenhuma guerra”, disse Leão XIV. “Manifestou o rosto manso de Deus, que sempre rejeita a violência, e, em vez de se salvar a si mesmo, deixou-se cravar na cruz, para abraçar todas as cruzes erguidas em cada tempo e lugar da história da humanidade”.

O papa disse também que, ao contemplarmos Cristo crucificado, "vemos os crucificados da humanidade". 

As reações do mundo após acesso negado à Basílica do Santo Sepulcro

 

Muitas condenações do mundo político e institucional pelo que ocorreu na manhã de domingo, 29 de março, com o cardeal Pizzaballa e o Pe. Ielpo, impedidos pela polícia israelense em Jerusalém de entrar na igreja. Um gesto – denunciam – que coloca em risco a liberdade religiosa e de culto. Indignação pela medida irracional: é a posição da Igreja italiana, que pede uma trégua para a Páscoa. Israel fala de medidas de segurança necessárias devido aos ataques do Irã.

Benedetta Capelli – Vatican News

A notícia da manhã deste domingo, 29 de março, sobre a impossibilidade do cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, e do Custódio da Terra Santa, Pe. Francesco Ielpo, de entrarem na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para celebrar a Missa do Domingo de Ramos causou alvoroço. Uma decisão implementada pela polícia israelense.

A condenação das instituições

Muitos líderes políticos se manifestaram para condenar o ocorrido. O Ministério das Relações Exteriores palestino, na rede social X, definiu o caso como “um crime que atinge tanto o mundo cristão quanto o islâmico” e que “exige uma intervenção internacional urgente”; “uma clara violação dos direitos fundamentais do povo palestino, em primeiro lugar, a liberdade de culto”, uma ofensa à sensibilidade de quem compartilha a sacralidade de Jerusalém e seu status religioso. Palavras de condenação à decisão da polícia israelense também vieram do presidente francês, Emmanuel Macron, no X. Na postagem, ele garantiu total apoio aos representantes cristãos e lembrou “o preocupante aumento das violações do status dos locais sagrados em Jerusalém”.

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, falou nas redes sociais de “ingerência excessiva”, lembrou do limite de 50 pessoas dentro dos locais sagrados – medida do governo israelense para garantir a segurança – e que a delegação do cardeal Pizzaballa e do custódio Ielpo era composta por 4 pessoas, “bem abaixo desse limite”. “É difícil compreender ou justificar”, explicou o diplomata.   

O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Bundestag, Armin Laschet, destacou nas redes sociais que “negar ao cardeal o acesso ao local mais sagrado do cristianismo é inaceitável”. “Trata-se”, acrescentou, “de pura intimidação, desprovida de qualquer sensibilidade ou compreensão”. “A recusa – pode-se ler no perfil X do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal – merece a mais firme condenação” e convida as autoridades israelenses “a garantir e a proteger a liberdade de religião e de culto”.

Grande repercussão na Itália

Na Itália, o que aconteceu teve grande repercussão. A primeira-ministra, Giorgia Meloni, expressou a solidariedade do governo italiano ao cardeal Pizzaballa e ao Pe. Ielpo. “O Santo Sepulcro de Jerusalém é um local sagrado para o cristianismo e, como tal, deve ser preservado e protegido para a celebração dos ritos sagrados. Impedir a entrada constitui uma ofensa não apenas aos fiéis, mas a todas as comunidades que reconhecem a liberdade religiosa”. Fazendo eco a ela, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, decidiu convocar o embaixador de Israel na Itália, Jonathan Peled. Nas redes sociais, ele expressou sua solidariedade aos religiosos e definiu como “inaceitável” a proibição de entrar na Basílica do Santo Sepulcro. Palavras de condenação também vieram dos líderes da oposição, que expressaram solidariedade ao Patriarca Pizzaballa e ao Custódio Ielpo.

A voz da Igreja italiana

Lamento pelo ocorrido e total solidariedade às comunidades cristãs da Terra Santa. Foi o que expressou também por telefone o cardeal Matteo Zuppi, presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), ao cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, em relação ao que aconteceu. “Em nome dos bispos italianos – afirma o cardeal –, manifesto minha indignação por ‘uma medida grave e irracional’, compartilhando o que foi declarado no comunicado conjunto do Patriarcado e da Custódia. Trata-se de um fato doloroso para os muitos cristãos que, vivendo nessas terras, representam um testemunho essencial de esperança para todos os povos em contextos de divisão e conflitos”.

O presidente da CEI garante suas orações pelos cristãos da Terra Santa e ressalta que “as autoridades locais e as organizações internacionais têm o dever inalienável de garantir a liberdade religiosa na Terra Santa, condição imprescindível para qualquer processo de paz autêntico”. O apelo é para que se abram espaços de diálogo e se chegue logo a soluções razoáveis.  “Ao Senhor da paz — conclui o cardeal Zuppi — confiamos os sofrimentos de todos aqueles que vivem o drama dos conflitos e das guerras. A todos os governantes pedimos um gesto de reconciliação e uma trégua para a próxima Páscoa”.

A reação de Israel

Após o comunicado conjunto do Patriarcado Latino de Jerusalém e da Custódia da Terra Santa, no qual se destacava a gravidade do ocorrido, considerando a decisão “uma medida claramente irracional e gravemente desproporcional”, o presidente israelense, Isaac Herzog, publicou um post no X expressando “profundo pesar pelo desagradável incidente”. Ele esclareceu ter ligado para o cardeal Pierbattista Pizzaballa, ressaltando que a decisão foi motivada por razões de segurança e pela ameaça de ataques com mísseis por parte do Irã. As palavras do presidente seguem as do gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, com a promessa de elaborar um plano para permitir as celebrações na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, mas sempre no pleno respeito às medidas de segurança. Eles garantem que “não houve qualquer intenção maliciosa”, mas a proibição de acesso por parte da polícia israelense, reiterou o gabinete do primeiro-ministro no X, foi motivada “apenas pela preocupação com a segurança dele e de sua comitiva”.


Victoria tu reinaras (Letra: E. Malvido / Música: D. Julien)


 

VEJA O SIGNIFICADO DE CADA DIA DA SEMANA SANTA


 

Jerusalém abençoada com a Santa Cruz


 

Homilia Diária | Quatro virtudes para viver bem a Semana Santa (Segunda-feira da Semana Santa)


 

Laudes de Segunda-feira na Semana Santa


 

domingo, 29 de março de 2026

DOMINGO DE RAMOS: PAIXÃO DO SENHOR – HOMILIA DO PAPA LEÃO XIV (Missa)

 

DOMINGO DE RAMOS: PAIXÃO DO SENHOR – 
COMEMORAÇÃO DA ENTRADA DO SENHOR EM JERUSALÉM E SANTA MISSA

CAPELA PAPAL

HOMILIA DO PAPA LEÃO XIV

Praça de São Pedro
Domingo, 29 de marzo de 2026


Queridos irmãos e irmãs,

Enquanto Jesus percorre o caminho da cruz, coloquemo-nos atrás d’Ele, sigamos os seus passos. E, caminhando com Ele, contemplemos a sua paixão pela humanidade, o seu coração que se parte, a sua vida que se torna dom de amor.

Olhemos para Jesus, que se apresenta como Rei da paz, enquanto à sua volta se prepara a guerra. Ele, que permanece firme na mansidão, enquanto os outros se agitam na violência. Ele, que se oferece como uma carícia para a humanidade, enquanto outros empunham espadas e paus. Ele, que é a luz do mundo, enquanto as trevas estão prestes a cobrir a terra. Ele, que veio trazer a vida, enquanto se cumpre o plano para o condenar à morte.

Como Rei da Paz, Jesus quer reconciliar o mundo no abraço do Pai e derrubar todos os muros que nos separam de Deus e do próximo, porque «Ele é a nossa paz» (Ef 2, 14).

Como Rei da paz, entra em Jerusalém montado num jumento, não num cavalo, cumprindo a antiga profecia que convidava a exultar pela chegada do Messias: «Eis que o teu rei vem a ti; / Ele é justo e vitorioso; / vem, humilde, montado num jumento, / sobre um jumentinho, filho de uma jumenta. / Ele exterminará os carros de guerra da terra de Efraim / e os cavalos de Jerusalém; / o arco de guerra será quebrado. / Proclamará a paz para as nações» (Zc 9, 9-10).

Como Rei da paz, quando um dos seus discípulos desembainha a espada para o defender e fere o servo do sumo sacerdote, imediatamente Ele o detém, dizendo: «Mete a tua espada na bainha, pois todos quantos se servirem da espada morrerão à espada» (Mt 26, 52).

Como Rei da paz, enquanto era carregado com os nossos sofrimentos e traspassado pelas nossas culpas, Ele «não abriu a boca,
como um cordeiro que é levado ao matadouro, ou como uma ovelha emudecida nas mãos do tosquiador» (Is 53, 7). Não se armou, nem se defendeu, nem travou nenhuma guerra. Manifestou o rosto manso de Deus, que sempre rejeita a violência, e, em vez de se salvar a si mesmo, deixou-se cravar na cruz, para abraçar todas as cruzes erguidas em cada tempo e lugar da história da humanidade.

Irmãos, irmãs, este é o nosso Deus: Jesus, Rei da paz. Um Deus que rejeita a guerra; que ninguém pode usar para justificar a guerra; que não escuta mas rejeita a oração de quem faz a guerra, dizendo: «Podeis multiplicar as vossas preces, que Eu não as atendo. É que as vossas mãos estão cheias de sangue» (Is 1, 15).

Olhando para Ele, que foi crucificado por nós, vemos os crucificados da humanidade. Nas suas chagas vemos as feridas de tantas mulheres e homens de hoje. No seu último grito dirigido ao Pai ouvimos o choro de quem se encontra abatido, sem esperança, doente, sozinho. E, sobretudo, ouvimos o gemido de dor de todos aqueles que são oprimidos pela violência e de todas as vítimas da guerra.

Da sua cruz, Cristo, Rei da paz, ainda clama: Deus é amor! Tende piedade! Deponde as armas, lembrai-vos de que sois irmãos!

Com as palavras do Servo de Deus, o bispo Tonino Bello, gostaria de confiar este clamor à Maria Santíssima, que está ao pé da cruz do Filho e chora também aos pés dos crucificados de hoje:

«Santa Maria, mulher do terceiro dia, dá-nos a certeza de que, apesar de tudo, a morte já não terá mais poder sobre nós. Que os dias das injustiças dos povos estão contados. Que os clarões das guerras se estão a reduzir a luzes crepusculares. Que os sofrimentos dos pobres chegaram aos seus últimos suspiros. […] E que, finalmente, as lágrimas de todas as vítimas da violência e da dor em breve secarão, como a geada ao sol da primavera» (Maria, mulher de nossos dias).

 

Celebração do Domingo de Ramos, Missa e Oração do Angelus, 29 de Março de 2026


 

LEÃO XIV

ANGELUS

Praça de São Pedro
Domingo de Ramos, 29 de março de 2026


Queridos irmãos e irmãs,

No início da Semana Santa, estamos mais do que nunca unidos em oração aos cristãos do Médio Oriente, que sofrem as consequências de um conflito atroz e, em muitos casos, não podem viver plenamente os Ritos destes dias santos. Precisamente enquanto a Igreja contempla o mistério da Paixão do Senhor, não podemos esquecer quantos hoje participam de forma real no seu sofrimento. A sua provação interpela a consciência de todos. Elevemos a nossa súplica ao Príncipe da Paz, para que sustente os povos feridos pela guerra e abra caminhos concretos de reconciliação e de paz.

Desejo também confiar ao Senhor os marinheiros que são vítimas da guerra: rezo pelos falecidos, pelos feridos e pelos seus familiares. Terra, céu e mar foram criados para a vida e para a paz!

E rezemos por todos os migrantes que morreram no mar, em particular por aqueles que perderam a vida nos últimos dias ao largo da ilha de Creta.

Saúdo e agradeço a todos vós, romanos e peregrinos que participaram nesta celebração! Juntos, dirigimo-nos agora à Virgem Maria, confiando à sua intercessão todas as nossas súplicas. Deixemo-nos guiar por ela nestes dias santos, para seguirmos com fé e amor Jesus, nosso Salvador.

Laudes do Domingo de Ramos


 

sábado, 28 de março de 2026

Jerusalén 2024║ Kiko Arguello【 Camino Neocatecumenal】


 

Missa desde a Basílica da Santíssima Trindade do Santuário de Fátima 28.03.2026


 

SILVONEI JOSÉ (A Voz do Vaticano) | SantoFlow Podcast #186


 

O que se celebra no Domingo de Ramos

 



O que celebramos no Domingo de Ramos? Palmas no Domingo de Ramos

Com o Domingo de Ramos começa a Semana Santa. Neste dia é recordada a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém em meio a uma multidão que o aclamou como o Messias.

Este acontecimento pode ser lido no evangelho de são Mateus, onde é anunciada a Paixão.

A primeira tradição litúrgica deste dia corresponde à de Jerusalém. Nela, recordamos o gesto profético de Jesus que ingressa como Rei da paz, e o Messias que foi aclamado e depois condenado para o comprimento das profecias.

No evangelho de são Mateus, narra-se que as pessoas cobriam o caminho por onde Cristo passaria e gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”.

As cerimônias principais do dia são a bênção dos ramos, a procissão, a missa e, durante a missa, o relato da Paixão.

Os fiéis que participam da procissão, que data do século IV em Jerusalém, devem levar nas mãos ramos de palmas, oliveiras ou outras árvores e entoar cantos adequados. Os sacerdotes e os ministros, levando também ramos, devem ir à frente do povo.

Não se pode esquecer que a bênção dos ramos acontece antes da procissão e que se deve instruir os fiéis cristãos a guardarem os ramos abençoados em suas casas junto com as cruzes ou quadros religiosos que tenham em seus lares, como recordação da vitória pascal do Senhor Jesus.

A segunda tradição litúrgica é a de Roma, a qual nos convida a entrar conscientemente na Semana Santa da Paixão gloriosa e amorosa de Cristo, antecipando a proclamação do mistério no evangelho de Mateus.

Para o bem espiritual dos fiéis, convém que se leia por inteiro a narração da Paixão e que não se omitam as leituras que a precedem. Terminada a narração da Paixão, não se deve omitir a homilia.

(acidigital) 

Papa na saudação ao Principado de Mônaco

 

Papa na saudação ao Principado de Mônaco: com Jesus, elaborar boas práticas de fraternidade

No primeiro discurso dirigido ao Príncipe Alberto II e à população na viagem apostólica de 13 horas à Cidade-Estado, um dos últimos países da Europa a manter o catolicismo como religião oficial, Leão XIV exortou ao compromisso em aprofundar a Doutrina Social da Igreja e a elaborar boas práticas locais e internacionais pela "presença que não oprime e não separa", para que "ninguém seja jamais excluído da mesa da fraternidade".

Andressa Collet - Vatican News

“Estou feliz por passar este dia com vocês e por ser, assim, o primeiro dos Sucessores do Apóstolo Pedro nos tempos modernos a visitar o Principado de Mônaco, uma Cidade-Estado que se distingue pelo profundo vínculo que a une à Igreja de Roma e à fé católica.”

Assim o Papa Leão XIV se dirigiu ao Príncipe Alberto II e à população no primeiro discurso da primeira viagem internacional de 2026 para o Pontífice. A visita "relâmpago" de 13 horas ao Principado de Mônaco neste sábado (28/03) começou oficialmente com a chegada no heliporto da Cidade-Estado, quando foi recebido por autoridades civis e eclesiásticas, e a cerimônia de boas-vindas no Palácio do Príncipe com a visita de cortesia a Alberto II.

A foto oficial do Papa Leão com a família do Príncipe Alberto II
A foto oficial do Papa Leão com a família do Príncipe Alberto II   (@Vatican Media)

O segudo menor país com viva herança espiritual

Na saudação, o Papa descreveu em detalhes a Cidade-Estado "voltada para o Mediterrâneo e situada entre os países fundadores da unidade europeia", com "vocação para o encontro e o cuidado da amizade social, hoje ameaçados por um clima generalizado de fechamento e autossuficiência". Num momento histórico em que "a ostentação da força e a lógica da prevaricação prejudicam o mundo e comprometem a paz", continuou ele recordando que na Bíblia são os pequenos que escrevem a história, "o dom da pequenez e uma viva herança espiritual empenham a riqueza de vocês ao serviço do direito e da justiça".

Das dimensões reduzidas – é o segundo menor país do mundo, depois do Estado da Cidade do Vaticano – à grande composição plural da população, formada por "um microcosmo", disse o Papa, formada por uma minoria ativa de nativos locais e uma maioria de cidadãos provenientes de outras nações, que "ocupam cargos de considerável influência nos setores econômico e financeiro", por exemplo:

"Para alguns, morar aqui representa um privilégio e, para todos, um apelo específico a perguntar-se sobre o seu lugar no mundo. Aos olhos de Deus, nada se recebe em vão!", aprofundou Leão XIV, encorajando a aproveitar as oportunidades locais não para criar abismos "entre ricos e pobres, entre privilegiados e marginalizados, entre amigos e inimigos", mas dar "um destino universal" para que a vida de todos seja melhor, colocando em prática a "lógica de liberdade e partilha".

A visita de cortesia do Papa Leão XIV no Palácio do Príncipe
A visita de cortesia do Papa Leão XIV no Palácio do Príncipe   (@Vatican Media)

A fé católica no Principado de Mônaco

O Principado de Mônaco é um dos últimos países da Europa a manter o catolicismo como religião oficial e o diálogo entre as instituições civis e a Igreja mantém uma importância concreta. O Papa, então, abordou sobre o papel da Cidade-Estado e as escolhas feitas através de "um coração livre e uma inteligência iluminada" que emana do Evangelho, sobretudo em tempos de "cultura pouco religiosa e muito secularizada":

"A fé católica, que o país de vocês é dos poucos a ter como religião de Estado, coloca-nos perante a soberania de Jesus, que interpela os cristãos a tornarem-se, no mundo, um reino de irmãos e irmãs, uma presença que não oprime, mas eleva; que não separa, mas une; pronta a sempre proteger com amor toda a vida humana, em qualquer momento e condição, para que ninguém seja jamais excluído da mesa da fraternidade. É a perspectiva da ecologia integral, que sei que é muito cara a vocês. Confio ao Principado do Mônaco, pelo vínculo tão profundo que o une à Igreja de Roma, um compromisso de todo especial no aprofundamento da Doutrina Social da Igreja e na elaboração de boas práticas locais e internacionais que manifestem a sua força transformadora."

Pax vobis! Que la paix soit avec vous !


Homilia Diária | Da ação dos maus, Deus tira um bem (Sábado da 5ª Semana da Quaresma - 28/03/2026)


 

SANTO DO DIA - 28 DE MARÇO: SANTA GISELA DA BAVIERA


 

Liturgia das Horas: Laudes, 1ss.sab, 28 mar 26 TQ05


 

quarta-feira, 25 de março de 2026

Hoje o mundo celebra o Dia do Nascituro

 


NinoPorNacer_240322.webp Imagem ilustrativa | Pexels
 

O Dia do Nascituro é celebrado internacionalmente a cada 25 de março para comemorar, promover e defender a vida humana desde o momento em que foi concebida no ventre materno até a morte natural. Embora, no Brasil, o Dia do Nascituro seja celebrado em 8 de outubro, no marco da Semana Nacional da Vida.

A data foi instituída na Argentina em dezembro de 1998 pelo então presidente Carlos Saúl Menem. O presidente, poucos dias antes desta festa ser celebrada em 1999, incentivou os presidentes de toda a América Latina a aderirem à iniciativa.

São João Paulo II enviou uma carta ao presidente argentino em dizia: "que a celebração do Dia do Nascituro favoreça uma opção positiva em favor da vida e do desenvolvimento de uma cultura orientada nessa direção, que garanta a promoção da dignidade em todas as situações”.

Em 1999, a celebração do Dia do Nascituro foi instituída por lei na Guatemala e na Costa Rica. No ano seguinte, na Nicarágua. Também em 2000 a Bolívia aderiu. A República Dominicana aderiu em 2001, o Peru, em 2002, e o Paraguai em 2003.

A festa também é comemorada em 25 de março em El Salvador, Uruguai, Espanha, México, Áustria, Eslováquia, Cuba, Filipinas, Equador, Chile e Porto Rico.

A data coincide com a Solenidade da Anunciação, celebrada no dia 25 de março. Neste dia a Igreja Católica recorda o anúncio do Anjo Gabriel à Virgem Maria e o corajoso "Sim" a Deus que a faz conceber o Menino que salvou a humanidade.

Solenidade da Anunciação do Senhor 2026 | Nazaré

 

  

 https://www.youtube.com/live/oXu-iBvZgzI?si=ia7Q-IXzjsthOmVe

 

 

 

Ecclesia 25 março 2026


 

SANTO DO DIA - 25 DE MARÇO: ANUNCIAÇÃO DO SENHOR


 

Bendita és tu, Maria - Lucas 1, 42-45


 

Homilia Diária | Anunciação e Redenção, dois mistérios salvíficos (Anunciação do Senhor - 25/03/26)


 

Laudes da Solenidade da Anunciação do Senhor


 

terça-feira, 24 de março de 2026

Little girl sings with a harp, pianist cries...


 

Missa desde a Basílica da Nossa Senhora do Rosário de Fátima 24.03.2026


 

Maria, pequena Maria - Hino


 

Rezar de joelhos faz alguma diferença?


 

Crianças não podem achar seus melhores amigos ‘em chatbots’, diz o papa

 


Papa Leão XIV abençoa bebê na audiência geral de 4 de março de 2026 ??
Papa Leão XIV abençoa bebê na audiência geral de 4 de março de 2026. | Daniel Ibáñez/ EWTN
 

“Não devemos permitir que as crianças acabem acreditando que podem encontrar nos chatbots da inteligência artificial seus melhores amigos ou o oráculo de todo o conhecimento, entorpecendo seu intelecto e sua capacidade de relacionamento, adormecendo sua criatividade e seus pensamentos”, disse o papa Leão XIV em mensagem publicada ontem (22) no Popotus, suplemento semanal dedicado às crianças do jornal italiano Avvenire, propriedade da Conferência Episcopal Italiana, que celebra seu 30º aniversário.

Ele exortou as pessoas a "zelar" pela infância e a guiarem o "crescimento das crianças para que sejam protagonistas de um mundo renovado".

O interesse do papa pela inteligência artificial tem sido constante desde o início de seu pontificado. Em 10 de maio do ano passado, falando aos cardeais na Sala Nova do Sínodo, ele falou sobre a necessidade de "responder a outra revolução industrial e aos desenvolvimentos da inteligência artificial, que trazem novos desafios para a defesa da dignidade humana, da justiça e do trabalho".

A revista Time citou Leão XIV em 29 de agosto do ano passado em sua lista das 100 pessoas mais influentes na área de inteligência artificial.

Leão XIV encorajou as crianças, falando aos leitores do Popotus, a redescobrir a beleza do mundo: “Quero dizer a vocês que restaurar a beleza do mundo é possível, e que vocês podem ajudar os adultos a vê-la — precisamente por meio desse jornal feito para vocês — com renovado encantamento, a pensar nela com confiança e a construí-la sem preconceitos”.

A linguagem universal do amor

O papa também falou sobre os valores fundamentais que deveriam preservar "desde esses primeiros anos" de suas vidas.

“Confie naqueles que te amam, na linguagem universal do amor, no poder desarmante de um sorriso, na coragem de pedir perdão, na beleza de fazer as pazes”, disse ele.

Leão XIV também expressou sua “grande preocupação” com guerras que ameaçam o futuro da humanidade e falou sobre a necessidade de recuperar uma perspectiva clara da realidade.

Citando as palavras de Jesus Cristo — “Em verdade vos digo que, se não se converterem e não se tornarem como crianças, não entrarão no reino dos Céus” —, o papa disse que ser como crianças não significa voltar atrás, mas “guardar uma chave para ver o essencial de cada coisa, para encontrar respostas surpreendentes mesmo para as perguntas mais difíceis”.

Ver o mundo novamente com olhos puros

“Talvez só olhando para os olhos perdidos das crianças diante da barbárie da guerra possamos nos converter”, disse Leão XIV. “Reaprender a olhar-nos nos olhos e a olhar o mundo com olhos puros”.

Dirigindo-se também a pais e educadores, Leão XIV expressou sua gratidão pelo “carinho e amor com que educam a infância”, ajudando-as “a revelar a beleza que existe dentro delas e a expressá-la de maneiras sempre novas”.

“Todos nós, especialmente hoje, na era digital e da inteligência artificial, precisamos de uma educação permanente”, concluiu ele. “E, para continuarmos sendo humanos, precisamos preservar um olhar infantil sobre a realidade”.

(acidigital) 

Cada dia da Semana Santa tem uma cor litúrgica

 


Bispos durante as celebrações da Semana Santa. Bispos durante as celebrações da Semana Santa. | Crédito: Vatican Media.
 

Durante a Semana Santa na Igreja Católica são usadas cores litúrgicas com significados especiais.

1. Cor branca na Semana Santa

A Instrução Geral do Missal Romano indica que o branco deve ser usado nos ofícios e nas missas do Tempo Pascal. Também é usado em celebrações do Senhor que não sejam de sua Paixão.

O padre William Saunders, da diocese de Arlington, EUA, explicou certa vez que as cores branca e dourada “simbolizam a alegria e a pureza da alma” e são sempre usadas no Natal e na Páscoa.

2. Cor vermelha na Semana Santa

A Igreja determina que vermelho seja usado no Domingo de Ramos, na Sexta-Feira Santa e em todas as demais comemorações da Paixão do Senhor.

O padre Saunders disse que esta cor significa “o derramamento de sangue”, mas também “simboliza o fogo ardente do amor de Deus”.

3. Cor roxa na Semana Santa

O roxo é usado pela Igreja no tempo da Quaresma, em preparação para a Semana Santa.

O padre Saunders disse que esta cor representa um “sinal de penitência, sacrifício, preparação” para o tempo da Quaresma.

Segundo a Instrução Geral do Missal Romano, “nos dias mais solenes podem ser usadas vestes sagradas festivas ou mais nobres, mesmo que não sejam da cor do dia”.

(acidigital) 

Homilia Diária | Voltemos para a fonte do nosso ser (Terça-feira da 5ª Sem. da Quaresma - 24/03/26)


 

SANTO DO DIA - 24 DE MARÇO: SANTA CATARINA DA SUÉCIA


 

Laudes de Terça-feira da 5ª Semana da Quaresma



segunda-feira, 23 de março de 2026

DE AGRÔNOMO A PADRE: A HISTÓRIA DA VOCAÇÃO DE DOM JOSÉ FALCÃO


 

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 23.03.2026


 

Por que a Semana Santa muda de data

 


O Sábado Santo é uma das celebrações mais evocativas da Semana Santa O Sábado Santo é uma das celebrações mais evocativas da Semana Santa | Zofia Czubak/EWNT News
 

As datas do Tríduo Pascal mudam a cada ano porque são as fases da Lua que guiam o calendário da Igreja para as celebrações dos mistérios da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.

Na Semana Santa, os cristãos celebram a paixão, morte e a ressurreição de Jesus, a festa mais importante do calendário litúrgico. Nos primeiros séculos da fé, era a única festa que se celebrava. Não havia outros tempos litúrgicos nem outras solenidades.

A origem desta data se deve ao fato de que a morte de Cristo ocorreu ao redor da festa de pesach, a páscoa judaica. Os evangelhos se referem a esta celebração na passagem bíblica da última ceia, quando Jesus se reuniu com seus discípulos para celebrar esta festa na que os judeus recordavam a saída do Egito.

Os judeus celebravam o pesach o dia 15 do mês de Nisan, que começa com a primeira lua nova da primavera. Assim, ficou estabelecido no primeiro concilio ecumênico de Niceia, em 325, que a Páscoa se celebra no domingo seguinte à primeira lua cheia depois do equinócio da primavera do hemisfério norte, outono do hemisfério sul. Algumas igrejas ortodoxas não seguem essa determinação e celebram a Páscoa em datas diferentes.

O domingo de Páscoa pode cair entre 22 de março e 25 de abril.

As datas de Páscoa se repetem em um período de 5,7 milhões de anos. Nesse intervalo de tempo a data mais frequente para a Páscoa é 19 de abril. Na maioria das vezes, a Semana Santa cai durante a primeira ou segunda semana de abril.

Trump, sobre apelo de Leão XIV por cessar-fogo no Irã: 'Não estamos buscando isso'

 


O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres ao sair da Casa Branca, em Washington D.C., EUA, em 20 de março de 2026 ??
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres ao sair da Casa Branca, em Washington D.C., EUA, na última sexta-feira (20). | Heather Diehl/Getty Images
 

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a Casa Branca "não está buscando" implementar um cessar-fogo na guerra em curso contra o Irã, depois de o papa Leão XIV ter pedido diálogo em vez de conflito.

Owen Jensen, correspondente da EWTN News na Casa Branca, perguntou ao presidente sobre os  apelos do papa, em 15 de março, por um cessar-fogo na mais recente guerra no Oriente Médio. Leão XIV instou “os responsáveis ​​por esse conflito” a “cessar o fogo e reabrir os caminhos do diálogo”.

“Podemos dialogar, mas não quero um cessar-fogo”, respondeu o presidente, que faz parte do Partido Republicano.

“Não se faz um cessar-fogo quando se está literalmente aniquilando o outro lado”, diz Trump.

“[O Irã] não tem marinha, não tem força aérea, não tem nenhum equipamento, não tem observadores, não tem defesa antiaérea, não tem radar, e seus líderes foram todos mortos em todos os níveis”, disse o presidente.

“Não estamos buscando um cessar-fogo”, disse ele.

O conflito no Irã começou em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram ataques conjuntos contra o país do Oriente Médio. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto no bombardeio prolongado, junto com vários outros altos funcionários iranianos.

O Irã respondeu lançando ataques contra bases americanas e israelenses. O conflito interrompeu peregrinações católicas na região e fez com que católicos se mobilizassem para evacuar a zona de guerra.

Trump disse ao canal de televisão americano MS Now na última sexta-feira (20) que os EUA pretendem continuar o conflito no Irã para garantir que o país "nunca pudesse se reconstruir" depois da guerra.

“Se saímos agora, eles levariam pelo menos dez anos para reconstruir, mas eles vão reconstruir”, disse Trump à rede de notícias.

(acidigital) 

Papa: que o olhar perdido das crianças diante da guerra possa nos converter

 

A condição da infância em um mundo entre guerras e IA foi o centro da mensagem de felicitações que Leão XIV dirigiu aos redatores e leitores do encarte infantil "Popotus" do jornal italiano "Avvenire".

Vatican News

A ocasião são os 30 anos do encarte infantil do jornal "Avvenire", mas a mensagem é dirigida a todos os fiéis. E é assim que o Papa Leão fala sobre as crianças "nestes dias de grande preocupação com as guerras que ameaçam o futuro da humanidade".

Ao felicitar os redatores e os pequenos leitores de "Popotus", Leão XIV afirma que devolver ao mundo sua beleza é possível, a pensar nele com confiança e a construí-lo sem preconceitos. 

"Jesus disse aos seus discípulos: 'Se não se converterem e não se tornarem como crianças, não entrarão no reino dos céus'. E Ele nos diz isso também hoje. Ser como crianças não é voltar atrás, mas guardar uma chave para ver o essencial de cada coisa, para encontrar respostas surpreendentes mesmo para as perguntas mais difíceis. Talvez só olhando para os olhos perdidos das crianças diante da barbárie da guerra possamos nos converter. Reaprender a olhar-nos nos olhos e a olhar o mundo com olhos puros."

Dirigindo-se aos pais e professores, o Papa lhes agradece pelo carinho e pelo amor com que educam a infância: "Vocês são testemunhas de como as crianças nos educam enquanto as educamos e de como devemos protegê-las de uma visão desumana da informação e da educação. Todos nós, especialmente hoje, na era digital e da inteligência artificial, precisamos de uma educação permanente. E, para continuarmos sendo humanos, precisamos preservar um olhar infantil sobre a realidade".

Também por isso, prossegue o Santo Padre, não devemos permitir que as crianças acabem acreditando que podem encontrar nos chatbots da Inteligência Artifical seus melhores amigos ou o oráculo de todo o conhecimento, "entorpecendo seu intelecto e sua capacidade de relacionamento, adormecendo sua criatividade e seus pensamentos. "Devemos zelar por sua infância e guiar seu crescimento para que sejam protagonistas de um mundo renovado", conclui o Pontífice.

 

Leão XIV à ITA, que leva os Papas pelo mundo: aviões são veículos de paz, não de guerra

 

O Pontífice recebeu em audiência representantes da ITA Airways, que faz o transporte dos Papas nas viagens que saem do aeroporto internacional Roma-Fiumicino. Ele agradeceu pelo serviço realizado a partir de São Paulo VI, em 1964, até hoje e descreveu a importância de voos que levam mensagens de paz: "os aviões deveriam ser sempre veículos de paz, jamais de guerra!", e após "as trágicas experiências do século XX, os bombardeios aéreos deveriam ter sido banidos para sempre!", o que não aconteceu.

Andressa Collet - Vatican News

A semana começou com uma série de audiências para o Papa Leão XIV no Vaticano. Na Sala Clementina, o Pontífice recebeu nesta segunda-feira (23/03) cerca de 200 pessoas, entre dirigentes e funcionários da ITA Airways, a nova companhia aérea nacional da Itália, criada em 2021 para substituir a Alitalia, com menos aviões e funcionários e foco em rotas consideradas sustentáveis. A herança que permaneceu foi a institucional, como transportar os Papas nas viagens que saem do aeroporto internacional Roma-Fiumicino: Leão XIV viajou pela primeira vez com a ITA em 27 de novembro de 2025 para Ancara, no Turquia, e voltará a usufruir dos serviços da companhia italiana em menos de um mês, como o próprio Pontífice recordou durante a audiência no Vaticano:

"A história das viagens apostólicas dos Papas de avião, a partir de São Paulo VI, está ligada de maneira especial à companhia aérea de bandeira italiana, antes a Alitalia e agora a ITA Airways. E eu também, se Deus quiser, terei a oportunidade de contar novamente com o serviço de vocês, daqui a vinte dias, para a viagem à África."

 

Leão XIV fez referência à viagem apostólica de 13 a 23 de abril que o levará a visitar quatro nações - Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial: para o país de destino inicial ele viaja com a ITA; já os voos internos e de retorno à Itália normalmente ganham o apoio de companhias aéreas do país visitado. Os Pontífices, então, não usam um avião próprio do Vaticano, mas aeronaves comerciais fretadas, adaptadas para a segurança e o trabalho do Papa, seguindo protocolos adotados por chefes de Estado. Os voos ainda incluem a comitiva pontifícia e uma delegação de jornalistas.


A audiência nesta segunda-feira (23/03) na Sala Clementina, no Vaticano
A audiência nesta segunda-feira (23/03) na Sala Clementina, no Vaticano   (@Vatican Media)

Voo papal leva mensagens de paz

Hoje em fase de consolidação, a ITA está em processo de integração à Lufthansa, um dos maiores grupos de aviação da Europa, tanto que uma representação alemã também participou da audiência com o Papa nesta segunda-feira (23/03). A oportunidade também foi de agradecimento do Pontífice pelo trabalho realizado pelos profissionais, tanto da Alitalia como da ITA, durante as viagens internacionais com os predecessores e colaboradores de Leão XIV, num ambiente que ele caracterizou como "sereno, diria quase familiar, onde o respeito se une à devoção. Encontrar-me com vocês me dá a oportunidade de expressar o apreço e a gratidão, meus e da Santa Sé, por este serviço precioso". 

Delegações da ITA Airways e do Grupo Lufthansa participaram da audiência com o Papa
Delegações da ITA Airways e do Grupo Lufthansa participaram da audiência com o Papa   (@Vatican Media)

Um serviço importante nos dias de hoje, pois inspira diariamente a "traçar rotas de paz nos céus", destacou Leão XIV, ao enfatizar novamente o "retrocesso" das atividades aéreas utilizadas a serviço da guerra:

"Os voos papais são um dos símbolos mais eloquentes da missão dos Sucessores de Pedro na era contemporânea. De maneira particular, em suas viagens apostólicas, o Papa se apresenta a todos como mensageiro de paz: as suas rotas são o que sempre deveriam ser, ou seja, pontes de diálogo, de encontro, de fraternidade. Os aviões deveriam ser sempre veículos de paz, jamais de guerra! Ninguém deveria ter medo de que do céu chegassem ameaças de morte e destruição."

“Após as trágicas experiências do século XX, os bombardeios aéreos deveriam ter sido banidos para sempre! Em vez disso, como sabemos, eles ainda existem, e o desenvolvimento tecnológico, em si positivo, é colocado a serviço da guerra. Isso não é progresso, é retrocesso!”

A ITA está em processo de integração à Lufthansa, um dos maiores grupos de aviação da Europa
A ITA está em processo de integração à Lufthansa, um dos maiores grupos de aviação da Europa   (@Vatican Media)

O poder da Palavra de Deus (Jo 8,1-11) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 23/03


 

SANTO DO DIA - 23 DE MARÇO: SÃO TURÍBIO DE MOGRAVEJO


 

Laudes de Segunda feira da 5ª Semana da Quaresma


 

domingo, 22 de março de 2026

Missa desde a Basílica da Santíssima Trindade do Santuário de Fátima 22.03.2026


 

Orquesta china de música antigua interpreta "El Cóndor Pasa"


 

March 22 2026, Angelus prayer, Pope Leo XIV


 

PAPA LEÃO XIV

ANGELUS

Praça de São Pedro
V Domingo da Quaresma, 22 de março de 2026


Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Neste quinto domingo da Quaresma, o Evangelho da ressurreição de Lázaro (cf. Jo 11, 1-45) é proclamado na Liturgia.

No caminho quaresmal, este é um sinal que fala da vitória de Cristo sobre a morte e do dom da vida eterna que recebemos com o Batismo (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1265). Hoje, Jesus diz também a nós, tal como a Marta, irmã de Lázaro: «Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, mesmo que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá para sempre» (Jo 11, 25-26).

Assim, nesta perspectiva, a Liturgia convida-nos a reviver, na Semana Santa que se aproxima, os acontecimentos da Paixão do Senhor – a entrada em Jerusalém, a Última Ceia, o julgamento, a crucificação e o sepultamento – para compreender o seu sentido mais autêntico e abrir-nos ao dom da graça que eles encerram.

Na verdade, é em Cristo Ressuscitado, vencedor da morte e vivo em nós pela graça do Batismo, que tais acontecimentos encontram o seu cumprimento, para a nossa salvação e plenitude de vida.

A sua graça ilumina este mundo, que parece estar em constante busca de mudanças e novidades, mesmo que isso implique sacrificar coisas importantes – tempo, energias, valores, afetos –, como se a fama, os bens materiais, os divertimentos e as relações passageiras pudessem preencher o nosso coração ou tornar-nos imortais. É o sintoma de uma necessidade de infinito que cada um de nós traz em si, mas cuja resposta não pode ser confiada ao que é efémero. Nada de finito pode saciar a nossa sede interior, porque fomos feitos para Deus e não encontramos paz enquanto não descansarmos n’Ele (cf. Confissões, I, 1.1).

A narrativa da ressurreição de Lázaro convida-nos, portanto, a estar atentos a essa necessidade profunda e, com a força do Espírito Santo, a libertar os nossos corações de hábitos, condicionamentos e formas de pensar que, como grandes pedras, nos aprisionam no sepulcro do egoísmo, do materialismo, da violência e da superficialidade. Nestes lugares não há vida, mas apenas desorientação, insatisfação e solidão.

Também a nós Jesus ordena: «Vem cá para fora!» (Jo 11, 43), encorajando-nos a sair, regenerados pela sua graça, desses espaços confinados, para caminharmos na luz do amor, como mulheres e homens novos, capazes de esperar e amar segundo o modelo da sua caridade infinita, sem cálculos e sem limites.

Que a Virgem Maria nos ajude a viver assim estes dias santos: com a sua fé, com a sua confiança, com a sua fidelidade, a fim de que também para nós se renove, todos os dias, a experiência luminosa do encontro com o seu Filho ressuscitado.

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Depois do Angelus:

Queridos irmãos e irmãs,

continuo a acompanhar com consternação a situação no Médio Oriente, bem como noutras regiões do mundo devastadas pela guerra e pela violência. Não podemos permanecer em silêncio perante o sofrimento de tantas pessoas, vítimas indefesas destes conflitos. Aquilo que as fere, fere toda a humanidade. A morte e a dor provocadas por estas guerras são um escândalo para toda a família humana e um clamor diante de Deus! Reitero com veemência o apelo para que perseveremos na oração, a fim de que cessem as hostilidades e sejam finalmente abertos caminhos de paz, baseados no diálogo sincero e no respeito pela dignidade de cada pessoa humana.

Hoje realiza-se em Roma a grande Maratona, com inúmeros atletas provenientes de todo o mundo. Este é um sinal de esperança! Que o desporto possa traçar caminhos de paz, de inclusão social e de espiritualidade.

Dirijo-vos a todos vós, romanos e peregrinos de vários países, uma saudação calorosa, em especial aos que vieram da Diocese de Córdoba, em Espanha.

Saúdo com alegria os fiéis de Belluno e Pordenone, de Crotone e da Paróquia de Nossa Senhora das Graças, em Roma. Cumprimento os jovens de Nave, da Diocese de Brescia; o grupo de crismandos da Arquidiocese de Florença e os representantes da Associação de Diretores de Hotéis.

Desejo a todos um bom domingo!

Médico católico mudou a visão do mundo sobre a síndrome de Down

 


JeromeLejeune_FundacionJeromeLejeune_011221.webp Doutor Jérôme Lejeune | Fundação Jérôme Lejeune
 

O postulador da causa da canonização de Jérôme Lejeune, Aude Dugast, elogiou o caráter heroico das virtudes do geneticista francês, e seu legado espiritual e intelectual que mudou a visão do mundo da síndrome de Down.

Nascido em 13 de junho de 1926 em Montrouge, França, o doutor Lejeune descobriu em 1958 a trissomia do par de cromossomos 21, responsável pela síndrome de Down.

A descoberta foi publicada na revista Nature em 1959. Desde então, Lejeune dedicou todos os seus esforços para defender essas crianças das tentativas de instrumentalizar sua descoberta para justificar o aborto de crianças com Down.

Essa postura de Lejeune na defesa do direito à vida de crianças com síndrome de Down fez com que sua candidatura ao Prêmio Nobel de Medicina de 1970 não prosperasse, apesar da importância de sua descoberta.

Em uma entrevista ao National Catholic Register, Dugast disse que a virtude da fé do geneticista francês é óbvia, "ele nunca duvidou e sua fé cresceu junto com sua inteligência e conhecimento científico".

“Todo o seu ser estava orientado para a busca da verdade”, disse. “Como resultado, ele usou sua inteligência científica e espiritual para descobrir os mistérios do mundo criado com o grande mérito de poder transmiti-lo ao mundo com palavras simples e com grande humildade”, acrescentou.

O postulador disse que as capacidades do servo de Deus se combinavam com "uma caridade heroica porque tinha um amor incondicional por seus pacientes que demonstrava quando se falava do aborto de crianças com síndrome de Down”.

“Ele não seguiu o espírito da época. Sua moral estava a salvo. E isso é heroico porque ele sabia que teria muitos problemas por fazer isso, ele sabia. Mas disse que ele era o defensor natural dessas crianças porque não podiam se defender sozinhas", comentou.

Dugast disse que o geneticista se manteve "incrivelmente tranquilo e gentil" mesmo quando as portas se fecharam, e foi graças a isso que foi reconhecido como “o verdadeiro defensor da vida. Esta é a marca da sua natureza heroica”.

O postulador acrescentou que o geneticista católico via "no paciente uma pessoa feita à imagem de Deus" e destacou que este olhar "de amor e esperança transforma o paciente e os pais".

“Tenho muitos testemunhos de pais que ficaram maravilhados com a maneira como Lejeune recebeu seu filho e olhou para ele. Isso os ajudou a olhar para seu filho deficiente com amor renovado”, acrescentou.

A justiça, disse ele, é a "grande virtude cardeal de Lejeune", que lutou "pelo reconhecimento dos direitos de todos os nascituros" e não teve medo de "sacrificar a própria carreira" por esta causa.

Dugast disse que essa decisão fez com que o servo de Deus perdesse muitas coisas no processo, como o Prêmio Nobel, ao qual foi nomeado duas vezes; mas nada poderia o desviar do que “via como a verdade da inteligência e a verdade do coração” sobre o valor da vida.

“Em nosso mundo pós-moderno, a pressão é enorme, e se a pessoa não é livre interiormente, se não está disposta a perder tudo para seguir a própria consciência, sempre estará em perigo de se comprometer”, lamentou.

O postulador disse que o legado científico de Lejeune revolucionou o mundo da genética e a vida das famílias com crianças com deficiência.

“Não percebemos hoje, mas antes dessa descoberta em 1958, as famílias que tinham um filho com síndrome de Down, ou uma criança 'mongolóide' como eram chamadas na época, estavam perdidas, sem mencionar a forma como a sociedade via os seus filhos e, portanto, como os via”, acrescentou.

Dugast lamentou que as famílias com filhos com deficiência naquela época tenham sido condenadas ao ostracismo e a viver escondidas, onde as outras filhas não podiam se casar.

“Ao mostrar que se tratava de uma doença cromossômica, Lejeune revolucionou a visão da sociedade sobre as famílias e restaurou sua dignidade. Isso as libertou do peso da suspeita e da fatalidade", disse.

O postulador destacou que o servo de Deus fez da genética uma disciplina “por direito próprio, criou os primeiros certificados citogenéticos, foi o primeiro professor da primeira cátedra acadêmica de genética na França. Ele também foi reitor da Universidade de Medicina de Paris”.

“Diz-se que ele foi o pai da genética moderna. Todos os geneticistas da França durante 30 anos foram seus alunos. Teve um impacto enorme, não só na França, mas também nos EUA e em todo o mundo”, disse.

Mas o seu impacto foi também no plano espiritual, onde o servo de Deus conseguiu demonstrar que “a fé e a ciência andam de mãos dadas, que para ser um grande cientista não é preciso deixar a fé de lado”, e para ser um homem venerável, com virtudes heróicas, “não precisa deixar a inteligência de lado”.

“A inteligência de Jérôme Lejeune está verdadeiramente no centro da sua santidade”, acrescentou.

Dugast também destacou o papel fundamental de Birthe Lejeune, esposa do geneticista francês, a quem descreveu como “mais do que uma mão direita. Ela era parte total dele”.

“Jérôme Lejeune não seria o homem que conhecemos se a senhora Lejeune não estivesse ao seu lado, mesmo que apenas em um nível muito simples. A senhora Lejeune era uma espécie de força vital pura, e Jérôme era um cientista, um poeta, que também era muito concreto, mas não tinha a força vital da senhora Lejeune”, acrescentou.

(acidigial)