sábado, 31 de janeiro de 2026
Papa ao jornal "Il Foglio": mais vozes para garantir a liberdade, o diálogo sem polarizações
Benedetta Capelli – Vatican News
Liberdade de opinião, responsabilidade ao narrar os fatos, respeito pela diversidade de pensamento, o diálogo para contrastar "a polarização extremista e enganosa". Estes são os conceitos que o Papa Leão evoca para construir "um mundo mais justo e pacífico" na mensagem, datada de 23 de janeiro, que enviou ao diretor do Il Foglio, Claudio Cerasa, por ocasião dos 30 anos de fundação do jornal. Fundado em Roma em 30 de janeiro de 1996 por Giuliano Ferrara, que o dirigiu até 2015, o jornal propôs-se desde o início como um espaço de confronto de opiniões.
A liberdade de pensamento, tutela da dignidade do homem
O Papa apresenta os seus cumprimentos e recorda que “em anos de tão grande mudança, — escreve — a presença de uma oferta plural no campo da informação, para a qual vocês contribuíram com o seu trabalho, foi e é garantia de liberdade”.
A possibilidade de difundir diferentes opiniões, e de oferecer interpretações diversas dos fatos, é o fundamento concreto desse livre confronto de ideias sem o qual não existe liberdade de pensamento, mas sim a negação da dignidade de cada ser humano e do seu direito de pensar.
Rótulos para exibir
Partindo precisamente destes pressupostos, o Pontífice reforça a necessidade do confronto para não decair em categorias limitantes que não retratam a realidade.
É necessário promover o diálogo e não se render a uma polarização extremista e enganosa que reduz a realidade a uma paródia de si mesma, as raízes culturais e religiosas quase a rótulos a exibir, o pensamento a um cálculo.
Formar informando
“A imprensa livre – lê-se na mensagem – e, de modo mais geral, todos os meios de comunicação teriam esta tarefa extraordinária de formar informando”. Uma tarefa a ser realizada com “grande senso de responsabilidade” ao distinguir “entre a narração o mais objetiva possível dos fatos e a exposição das opiniões sobre eles, sempre obrigatoriamente aberta ao confronto”.
E de contribuir, assim, para a construção de um mundo mais justo e pacífico.
Um futuro feito de encontros
Os votos do Papa aos redatores do jornal é que "sejam sempre animados por este desejo de construir um futuro feito de encontros e não de confrontos, e de defender, assim, a beleza das nossas vidas".
Papa une-se à dor das vítimas da tempestade em Portugal
Vatican News
O Papa Leão XIV manifestou profundo pesar pelas vítimas mortais causadas pela passagem da tempestade Kristin por Portugal, que deixou um rastro de destruição, sobretudo na região central do país. Numa mensagem enviada ao presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e bispo de Leiria-Fátima, dom José Ornelas, o Santo Padre uniu-se espiritualmente à dor das famílias enlutadas.
Na mensagem, assinada pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, o Papa demonstra particular proximidade para com os feridos, desalojados e todas as pessoas gravemente afetadas pelos estragos provocados pelo ciclone. O Santo Padre assegura ainda as suas orações pelas autoridades nacionais e locais, bem como pelas instituições civis, militares e religiosas envolvidas nas operações de socorro.
O Papa Leão XIV destaca também o empenho das organizações eclesiais e a solidariedade espontânea demonstrada pelos cidadãos, agradecendo os esforços de todos os que têm prestado ajuda às populações atingidas. Por intercessão de Nossa Senhora de Fátima, o Santo Padre concede a sua bênção apostólica, pedindo a Deus “o bálsamo da solidariedade e a luz da esperança cristã” para todos os afetados por esta tragédia.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registram mais estragos. O Governo decretou situação de calamidade até o dia 1º de fevereiro para cerca de 60 municípios. Pelo menos cinco pessoas morreram e, segundo a Proteção Civil, centenas ficaram feridas e desalojadas.
*com informações do Santuário de Fátima
Sete frases para ser feliz como são João Bosco
Por Redação central
31 de jan de 2026 às 02:00
Diz-se que são João Bosco era um santo alegre e que, mesmo quando tinha muitos problemas, demonstrava ainda mais alegria. Tudo isso como resultado de sua plena confiança na Providência Divina e em Nossa Senhora Auxiliadora.
Do muito que dom Bosco disse e escreveu, apresentamos sete frases do santo que podem ajudar a alcançar a felicidade.
1. “Alegria, Estudo, Piedade. Este é o grande programa. Se o seguir, poderá viver feliz e fazer muito bem à sua alma”.
2. “Se querem que nossa vida seja sempre alegre e tranquila procurem viver sempre na graça”.
3. “Querem estar sempre satisfeitos e risonhos? É a obediência a que nos leva a essa alegria”.
4. “Com a comunhão frequente os tornareis muito queridos por Deus e pelos homens, e Maria Santíssima os concederá a graça de receber os Santos Sacramentos ao fim da vida”.
5. “Ser bom não consiste em não cometer falhas, mas na vontade de corrigir-se”.
6. “Para trabalhar com sucesso, tenha caridade no coração e paciência na execução”.
7. “Faça o que pode, Deus fará o que não podemos fazer. Confie sempre em Jesus Sacramentado e em Nossa Senhora Auxiliadora e verá o que são milagres”.
(acidigital)
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
O Senhor não faz alarde, mas Seu Reino surge e cresce em todos os cantos, diz Leão XIV ao Regnum Christi
29 de jan de 2026 às 14:49
O papa Leão XIV recebeu hoje (29) no Vaticano participantes da assembleia geral das mulheres consagradas e dos leigos consagrados do Regnum Christi, aos quais exortou a redescobrir seu carisma, exercer um governo voltado para o serviço e fortalecer a comunhão entre todos os seus membros.
Regnum Christi e Legionários de Cristo são as duas instituições fundadas pelo padre Marcial Maciel, mexicano, afastado da chefia do grupo por abusos em 2006. Ele morreu em 2008.
A importância de saber “quem somos”
Num discurso lido em espanhol, o papa convidou o Regnum Christi a redescobrir o seu dom definidor, o carisma "que qualifica e torna reconhecível" a sua presença na Igreja e no mundo.
Para Leão XIV, “hoje, mais do que nunca, é necessário saber quem somos se quisermos dialogar de modo autêntico com a sociedade, sem sermos absorvidos ou conformados por ela”. Por isso, ele exortou os consagrados a esclarecer sua identidade, convicto de que uma consciência mais clara de sua própria vocação lhes permitirá proclamar o Evangelho com mais frutos.
O papa disse que quem recebe o carisma "é chamado a mantê-lo vivo dentro de si, para que não se torne algo estático", mas sim uma "força vital, fluindo criativa e livremente".
“Eles são um corpo vivo onde a energia carismática permeia cada célula e cada membro, que por sua vez carregam e transmitem”, disse Leão XIV. “E essa energia deve animar a missão que realizam e iluminar o caminho a seguir, para legá-la depois como um legado vivo às gerações futuras, que também são chamadas a se apaixonar por ela e a fazer dela a fonte de seu serviço”.
Um governo orientado para o serviço
O papa Leão XIV falou sobre a governança da Companhia de Jesus, que disse ser como um serviço essencial e “um autêntico ministério eclesial, chamado a acompanhar os irmãos e irmãs rumo a uma fidelidade consciente, livre e responsável no seguimento de Cristo”.
O papa disse que todo modo de governo deve sempre estar orientado para o serviço, já que sua missão é "apoiar, acompanhar e ajudar cada membro a se tornar cada vez mais semelhante à pessoa do Salvador".
Leão XIV falou sobre a importância do discernimento comunitário e encorajou os consagrados a "não terem medo de explorar novas maneiras de governo", em fidelidade ao seu carisma e atentos ao chamado do Espírito.
Comunhão na diversidade
Concluindo seu discurso, o papa Leão XIV falou sobre a necessidade de promover uma “comunhão cada vez mais profunda” entre todos os membros da família do Regnum Christi, sem perder de vista a riqueza e a diversidade de suas diferentes vocações.
Depois de dizer que “todos nós somos vidas em jornada”, abertos aos sonhos que Deus continua inspirando através dos profetas, o papa disse que “o Senhor não faz alarde, mas Seu Reino surge e cresce em todos os cantos do mundo”.
Por fim, ele disse que Deus “continua nos surpreendendo e se revelando de maneiras que não são nossas”, uma fidelidade que — disse ele — nunca deixa de maravilhar e renovar a esperança dos crentes.
Cruz Olímpica chega em Milão para Jogos de Inverno e "promoção da paz", diz o Papa
Andressa Collet - Vatican News
O Papa Leão XIV enviou nesta quinta-feira (29/01), oito dias antes do início dos Jogos Olímpicos de Inverno Milano-Cortina 2026, um telegrama a dom Mario Delpini, arcebispo de Milão, cidade italiana que, junto a Cortina d'Ampezzo, irá receber 3.500 atletas de 93 países, inclusive do Brasil, para os 17 dias de competições a partir de 6 de fevereiro. O Pontífice dirigiu uma saudação especial aos participantes da missa na Basílica de São Babila de acolhimento da Cruz Olímpica e Paralímpica dos Atletas entregue por representantes da Athletica Vaticana - a associação polisportiva oficial da Santa Sé -, após terem recebido o símbolo durante o Jubileu do Esporte em junho de 2025.
No telegrama, assinado pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, Leão XIV espera que "este importante evento suscite sentimentos de amizade e fraternidade, reforçando a consciência do valor do esporte a serviço do desenvolvimento integral da pessoa humana". Ao final da semana e junto à bênção apostólica, o Papa "assegura a sua oração para que estes dias de saudável competição contribuam a construir pontes entre culturas e povos, promovendo o acolhimento, a solidariedade e a paz".
O acolhimento à Cruz Olímpica
Segundo comunicado da Arquidiocese de Milão, antes da celebração, a Cruz Olímpica foi levada ao altar da basílica após uma procissão que começou fora da igreja. Durante a missa, foi lida uma oração composta pelo arcebispo Delpini por ocasião dos Jogos Olímpicos. A celebração desta quinta-feira (29/01), que contou com a presença do bispo Paul Tighe, secretário do Dicastério para a Cultura e a Educação, antecipou, significativamente, de um dia o início da trégua olímpica que — de acordo com a resolução aprovada, com amplo consenso, pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 19 de novembro — vai de uma semana antes do início das Olimpíadas (de abertura em 6 de fevereiro) até uma semana após o encerramento das Paralimpíadas (com cerimônia final em 15 de março).
Desde as Olimpíadas de Londres de 2012, o símbolo é confiado à diocese-sede dos Jogos - tanto de inverno como de verão. E, durante todo o período de competição, o local também é designado a acolher as celebrações relacionadas ao evento. Entre as iniciativas previstas, as missas de domingo de 8 e 15 de fevereiro e de 15 de março em diferentes idiomas — inglês, francês, alemão e italiano — para permitir a participação tanto dos membros das delegações internacionais quanto dos turistas presentes em Milão por ocasião dos Jogos.
A peregrinação durante o Jubileu do Esporte
Em 14 de junho de 2025, durante o Jubileu do Mundo do Esporte, a Athletica Vaticana recebeu a Cruz Olímpica no início da peregrinação na Piazza Pia. Até a Basílica de São Pedro, o símbolo passou de mão em mão até chegar a Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional, na passagem da Porta Santa, acompanhado pelo cardeal José Tolentino de Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação.
A Cruz foi criada pelo artista inglês Jon Cornwall — especialmente para a edição dos Jogos de Londres em 2012 — com 15 pedaços de madeiras diferentes (considerando também o pódio que a sustenta), cuidadosamente selecionados e provenientes de diferentes partes do mundo: do próprio Brasil e também da Terra Santa, mas inclusive da China, Rússia, África, Índia, Austrália, Argentina, Jamaica, América do Norte e, precisamente, de Londres.
A passagem da Cruz pelo Brasil
Após os Jogos de 2012, a Cruz dos Atletas acabou sendo confiada espontaneamente à Arquidiocese do Rio de Janeiro para as Olimpíadas e Paralimpíadas de 2016. E foi justamente no Brasil, por ocasião da JMJ 2013, que o Papa Francisco abençoou a Cruz que, em 2014, esteve “presente” na Copa do Mundo de futebol, também no Rio de Janeiro. Para os Jogos de Tóquio, em 2021, a pandemia impediu a organização das iniciativas. Assim, a Cruz — levada a Lisboa em 2023 para a JMJ — encontrou seu lugar em Paris, na “Capela dos Atletas”, montada na Igreja da Madalena.
O Papa: ajudar os jovens a crescerem numa intimidade mais profunda com o Senhor
Vatican News
O Papa Leão XVI recebeu em audiência, nesta sexta-feira (30/01), na Sala dos Papas, no Vaticano, os diretores e membros da Rede Mundial de Oração do Papa.
"Como sabem, todos os meses, após um cuidadoso discernimento, meus antecessores e eu compartilhamos com vocês diversas intenções relacionadas aos desafios que a humanidade enfrenta, bem como a vida e a missão da Igreja", disse o Pontífice em sua saudação.
“Sou grato por seus esforços em divulgá-las a milhões de pessoas nesta rede mundial que todos os dias apresentam estas necessidades a Deus. Esta oração não é estranha à obra evangelizadora do Corpo de Cristo, mas é parte integrante dela.”
Leão XIV lembrou que a espiritualidade da Rede Mundial de Oração do Papa "está arraigada no Coração de Jesus", e isso ajuda os membros do organismo conhecerem "nosso Senhor mais intimamente e serem mais compassivos e empáticos ao oferecerem seu apoio em oração por aqueles que precisam". "Nesse sentido, seu percurso de formação, O Caminho do Coração, é um guia útil para viver essa espiritualidade no dia a dia. Espero que, por meio do seu apostolado, vocês continuem ajudando os batizados a compreenderem que são amigos e apóstolos de Cristo", sublinhou o Papa, encorajando-os a "promover uma participação ainda maior nesta Rede, que une diferentes culturas, línguas e carismas numa missão comum".
“É particularmente importante convidar os jovens a participar, para que possam constituir a próxima geração de intercessores pelas necessidades do mundo inteiro. Como muitos deles estão buscando uma relação mais profunda e pessoal com Jesus Ressuscitado, o seu Movimento Eucarístico Juvenil pode ser um caminho particularmente fecundo para ajudá-los a crescer numa intimidade mais profunda com nosso Senhor.”
Leão XIV concluiu, agradecendo-lhes "de coração pelos seus esforços em promover a oração pelas intenções do Papa em todo o mundo" e encorajando-os "a prosseguirem neste caminho com alegria".
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Parolin: em Minneapolis uma violência inaceitável
Antonella Palermo - Cidade do Vaticano
"A posição da Santa Sé é sempre para evitar qualquer tipo de violência, obviamente, e, portanto, não podemos aceitar episódios desse tipo. Simplesmente isto, vocês sabem" O cardeal Pietro Parolin assim respondeu a uma pergunta sobre os eventos que dizem respeito às operações de agentes do ICE em Minnesota, Estados Unidos, que resultaram na morte de dois cidadãos americanos. "As dificuldades, os problemas, as contradições são resolvidas de outra forma", acrescentou o secretário de Estado, ecoando as declarações já feitas pelos bispos estadunidenses, que são concordes em definir a situação como "inaceitável".
Board of Peace, há "questões críticas"
As declarações do cardeal Parolin foram uma resposta a perguntas de jornalistas no encontro "Ética e Economia", organizado pelo Departamento GEPLI da Universidade LUMSA de Roma, em colaboração com o Movimento de Escolas de Ética e Economia do Mundo. O secretário de Estado comentou então a carta aberta que lhe foi enviada na terça-feira, 27, pela Rede de Padres Contra o Genocídio, que insta a Santa Sé a não participar do Conselho de Paz para a reconstrução de Gaza, que está sendo formado sob a direção de Trump.
Questionado se o Vaticano havia considerado sua posição sobre o assunto e se deveria ou não participar, ele respondeu: "É preciso responder depois de um minuto... deixem-nos pensar um pouco", respondeu Parolin, acrescentando que compreende as preocupações deles.
Em seguida, reiterou o que havia dito à imprensa sobre o mesmo assunto dias antes, precisando: "Diante desta proposta, havia realmente pontos críticos que precisavam ser levados em consideração e que seriam considerados na preparação de uma resposta. A resposta ainda não foi dada, mas acredito que os aspectos críticos desse plano não podem ser ignorados."
Ele também foi questionado sobre o risco da chegada de equipes do ICE à Itália para os Jogos Olímpicos de Inverno. "Sim, sim, li as notícias, mas sei que também há uma polêmica a respeito. Não entrarmos em polêmica", afirmou.
Groenlândia, rumo a uma solução
Parolin, que retornou há dois dias da Dinamarca para as celebrações do primeiro evangelizador, Santo Ansgar, no século IX, confirmou ter encontrado o ministro das Relações Exteriores, Lars Løkke Rasmussen, como era previsto pelo programa da visita. Rasmussen lhe forneceu uma visão geral específica da situação da Groenlândia. "Ele me falou sobre seus contatos em Washington, que foram muito apreciados. Também ouvi comentários de outras pessoas, especialmente de bispos luteranos, que disseram que a opinão pública dinamarquesa estava muito satisfeita com as posições assumidas. Sem entrar em detalhes, acredito que estamos caminhando rumo a uma solução, um acordo. Não sei os termos exatos agora", enfatizou, "mas me pareceu que o ministro das Relações Exteriores também se mostrou bastante otimista após esses diálogos Esperemos que seja assim."
Casa Sollievo della Sofferenza, compreensão para a crise dos trabalhadores
Um repórter então lhe pede esclarecimentos sobre a Casa Sollievo della Sofferenza, em San Giovanni Rotondo (FG), propriedade da Santa Sé. É recordado a ele o déficit do hospital, que é acompanhado por uma grave crise de pessoal: "Estamos tentando de tudo para resolver o problema e ajudar o hospital a superar as dificuldades que está enfrentando", responde. Em relação às críticas sobre a falta de transparência financeira, ele responde prometendo consultar o presidente do Conselho de Administração para "solicitar mais informações" e reafirmando seu compromisso em atender às preocupações dos trabalhadores.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Cinco santos e beatos viveram o terror do campo de extermínio de Auschwitz
Santos e beatos viveram o terror do campo de extermínio de AuschwitzPor Redação central
27 de jan de 2026 às 01:00
Hoje (27), faz 81 anos da libertação do campo de concentração e extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau, Polônia, onde mais de um milhão de pessoas foram vítimas do genocídio dirigido pelo regime nazista.
Entre tantas pessoas que sofrearam perseguição, há católicos que decidiram entregar suas vidas para defender sua fé e seus princípios. Conheça a história de cinco santos, beatos e mártires que nos ensinam como ser luz em meio à escuridão da crueldade humana.
1. São Maximiliano Kolbe
São Maximiliano Kolbe nasceu em 8 de janeiro de 1894 na cidade polonesa de Zdunska Wola, que naquele tempo estava ocupada pela Rússia.
Estando como estudante em Roma, fundou a “Milícia da Imaculada”, a fim de promover o amor e o serviço à Virgem Maria e a conversão das almas a Cristo. De volta à Polônia, publicou a revista mensal “Cavaleiro da Imaculada”.
Em 1929, fundou a primeira “Cidade da Imaculada”, no convento franciscano de Niepokalanów a 40 quilômetros de Varsóvia. Tempos depois, ofereceu-se como voluntário para ir para o Japão.
Retornou à Polônia em plena Segunda Guerra Mundial, foi preso, libertado e preso novamente. Foi enviado ao campo de concentração de Auschwitz. Certo dia, um prisioneiro fugiu e, para der demonstração de severidade, os alemães escolheram 10 prisioneiros que foram condenados a morrer de fome. Entre os homens escolhidos estava o sargento Franciszek Gajowniczek, também polonês, que exclamou: “Meu Deus, tenho esposa e filhos”.
Diante disso, padre Maximiliano se ofereceu para trocar de lugar com o condenado. O padre foi levado para o subterrâneo, onde incentivou constantemente os demais presos a seguir unidos em oração. Todos morreram e apenas ele ficou vivo. Ao final, aplicaram-lhe uma injeção letal que acabou com sua vida em 14 de agosto de 1941.
2. Santa Teresa Benedita da Cruz
Edith Stein, mais tarde irmã Teresa Benedita da Cruz, nasceu em Breslau em 1891, cidade que pertenceu à Alemanha e que, depois, passou para a Polônia. Na adolescência, deixou a observância da religião judaica de sua família.
Mais tarde, chegou a ser uma brilhante estudante de fenomenologia na Universidade de Gottiengen. O filósofo Edmund Husserl, fundado da fenomenologia, escolheu-a como sua assistente de cátedra em vez de Martin Heidegger, um dos pensadores e filósofos mais influentes do século XX, que integrou o partido Nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Finalmente Edith recebeu o título de Filosofia da Universidade de Freiburg.
Depois de ler, na casa de um casal de amigos, a História da Vida, de Santa Teresa de Ávila, Edith decidiu se tornar católica. Buscou a ajuda de um sacerdote e foi batizada em 1922. Aos poucos, foi brotando nela a inquietude vocacional, enquanto era acompanhada por seu diretor espiritual. Em 15 de abril de 1934, tomou o hábito carmelita em um mosterio na Holanda e tomou o nome de Teresa Benedita da Cruz.
As forças de ocupação nazistas na Holanda declararam todos os católicos-judeus como “apátridas”. Um corpo militar nazista entrou no convento carmelita e levou a Teresa e Rosa, sua irmã, para o campo de concentração de Auschwitz, junto com milhares de judeus.
Imediatamente, os prisioneiros foram conduzidos para a câmara de gás e santa Teresa Benedita da Cruz morreu em 9 de agosto de 1942, oferecendo sua vida pela salvação das almas, a libertação do seu povo e a conversão da Alemanha.
Santa Teresa Benedita da Cruz foi canonizada em 1998 por são João Paulo II, que lhe deu o título de “mártir do amor” e, em outubro de 1999, foi declarado copadroeira da Europa.
3. Beato padre José Kowalski
José Kowalski nasceu em 13 de março de 1911, em Siedliska, Polônia, um pequeno povoado camponês. Pertenceu a uma família profundamente católica, por isso, foi batizado em 19 de março, dia em que se celebra a festa de são José.
O beato se destacava por seu serviço, atenção e trabalho árduo, assim como por sua disposição para poiar os jovens e no serviço de confissões. Seu zelo por aproximar mais as pessoas de Cristo chamou a atenção do exército nazista, que o prendeu junto com outros onze salesianos em 23 de maio de 1941.
Entretanto, apesar dos riscos, padre José realizou sua pastoral no campo de concentração de Auschwitz. De acordo com os testemunhos, o beato organizava a oração cotidiana no campo.
Padre José Kowalski morreu na madrugada de 4 de julho de 1942, afogado no esgoto do campo, depois de ter sido torturado. Foi beatificado em 13 de junho de 1999.
“Com pleno conhecimento, com vontade decidida e disposta a todas as consequências, abraço a doce cruz do chamado de Cristo e quero levá-la até o final, até a morte”, disse o beato, que, seguindo o chamado de Deus, se uniu à congregação salesiana em 1927.
4. Serva de Deus Stanislawa Leszczynska
Leszczynska nasceu em 8 de maio de 1896, na Polônia, em uma família católica. Em 1922, anos em que as mulheres costumavam dar à luz em suas casas, foi recebida como parteira na Universidade de Varsóvia.
Em 1916, casou-se com Bronislaw Leszczynski, com quem teve dois filhos e uma filha. Entretanto, foi separada dos homens de sua família quando a Alemanha invadiu a Polônia em 1939.
A Palavra de Deus não é fossilizada, mas uma realidade viva, diz Leão XIV
Por Victoria Cardiel
28 de jan de 2026 às 10:50
O papa Leão XIV disse hoje (28) que a Palavra de Deus “não é fossilizada, mas uma realidade viva e orgânica que se desenvolve e cresce na Tradição”.
Dando continuidade ao seu ciclo de catequese dedicado à constituição dogmática Dei verbum do Concílio Vaticano II, centrada na Revelação divina, Leão XIV concentrou-se particularmente na relação entre a Sagrada Escritura e a tradição.
O papa citou o ensinamento de são João Henrique Newman, doutor da Igreja, que em sua obra Ensaio sobre o desenvolvimento da doutrina cristã (Editora Cultor de Livros - 560 p., R$ 119,00) descreveu o cristianismo — tanto como uma “experiência comunitária” quanto em sua formulação como “doutrina” — como uma “realidade dinâmica”.
Da aula Paulo VI, no Vaticano, o papa disse que essa compreensão já está presente no Evangelho, quando Jesus Cristo usa as parábolas da semente para expressar uma vida que cresce e amadurece graças a uma força interior. É, disse ele, “uma realidade viva” que se desdobra ao longo do tempo sem perder a sua identidade.
Escritura e Tradição: uma unidade inseparável
Seguindo o Concílio Vaticano II, Leão XIV disse que a Sagrada Escritura e a tradição “estão intimamente unidas e compenetradas entre si”.
“Com efeito, derivando ambas da mesma fonte divina, fazem como que uma coisa só e tendem ao mesmo fim”, disse o papa, citando o documento Dei verbum.
Ele disse que a tradição da Igreja "percorre o caminho da história por meio da Igreja, que conserva, interpreta e encarna a Palavra de Deus".
O Catecismo da Igreja Católica, disse o papa, citando os Padres da Igreja, também demonstra que “a Sagrada Escritura está escrita no coração da Igreja e não em instrumentos materiais”.
O papa citou duas expressões clássicas da tradição cristã. A conhecida afirmação do papa são Gregório Magno: “A Sagrada Escritura cresce com aqueles que a leem”. E as palavras de santo Agostinho, que salientou que existe só um “discurso de Deus que se desdobra ao longo da Escritura e uma Palavra que ressoa nos lábios de tantos santos”.
A Palavra de Deus, portanto, disse Leão XIV, graças ao Espírito Santo, é “compreendida na riqueza da sua verdade e incorporada nas coordenadas mutáveis da história”.
Para salvaguardar o “depósito” da fé
Nesse contexto, Leão XIV recordou a exortação do apóstolo Paulo a Timóteo: “Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado”. Essa passagem encontra eco na constituição Dei verbum, que diz que “a Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um único depósito da Palavra de Deus confiado à Igreja”, cuja interpretação pertence “ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade é exercida em nome de Jesus Cristo”.
O termo “depósito”, disse o papa, vem do campo jurídico e implica uma responsabilidade precisa: “Preservar o conteúdo, que neste caso é a fé, e de o transmitir intacto”.
Ele disse que esse depósito da Palavra de Deus “está ainda hoje nas mãos da Igreja, e todos nós”, que, a partir dos diferentes ministérios eclesiais, somos chamados a guardá-lo “na sua integridade, como uma estrela-guia para a nossa jornada através da complexidade da história e da existência”.
January 28, 2026 General Audience- Pope Leo XIV
LEÃO XIV
AUDIÊNCIA GERAL
Sala Paulo VI
Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Catequese. Os Documentos do Concílio Vaticano II I. Constituição dogmática Dei Verbum. 3. Um único depósito sagrado. A relação entre a Escritura e a Tradição.
Estimados irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!
Dando continuidade à leitura da Constituição conciliar Dei Verbum sobre a Revelação divina, hoje refletimos sobre a relação entre a Sagrada Escritura e a Tradição. Podemos tomar como pano de fundo duas cenas evangélicas. Na primeira, que tem lugar no Cenáculo, Jesus, no seu grande discurso-testamento dirigido aos discípulos, afirma: «Eu disse-vos isto estando convosco. Mas o Consolador, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, Ele ensinar-vos-á todas as coisas e recordar-vos-á tudo o que vos tenho dito. [...] Quando vier o Espírito da verdade, Ele guiar-vos-á para a verdade total» (Jo 14, 25-26; 16, 13).
A segunda cena leva-nos, ao contrário, até às colinas da Galileia. Jesus ressuscitado mostra-se aos discípulos, surpreendidos e duvidosos, confiando-lhes uma missão: «Ide, pois, ensinai todas as nações [...] ensinando-as a cumprir tudo o que vos tenho mandado» (Mt 28, 19-20). Em ambas estas cenas é evidente o íntimo nexo entre a palavra pronunciada por Cristo e a sua difusão ao longo dos séculos.
É quanto afirma o Concílio Vaticano II, recorrendo a uma imagem sugestiva: «A sagrada Tradição e a Sagrada Escritura estão intimamente ligadas e compenetradas entre si. Com efeito, derivando ambas da mesma fonte divina, formam como que uma só coisa e tendem para o mesmo fim» (Dei Verbum, 9). A Tradição eclesial ramifica-se ao longo da história através da Igreja que ampara, interpreta, encarna a Palavra de Deus. O Catecismo da Igreja Católica (cf. n. 113) remete, a tal respeito, para um lema dos Padres da Igreja: «A Sagrada Escritura está inscrita no coração da Igreja antes do que em instrumentos materiais», isto é, no texto sagrado.
No sulco das palavras de Cristo supracitadas, o Concílio afirma que «a Tradição apostólica progride na Igreja com a assistência do Espírito Santo» (DV, 8). Isto acontece com a compreensão plena, através da «contemplação e estudo dos crentes», mediante a experiência que nasce da «íntima compreensão das coisas espirituais» e, sobretudo, com a pregação dos sucessores dos apóstolos, que receberam «um carisma seguro da verdade». Em síntese, «na sua doutrina, vida e culto, a Igreja perpetua e transmite a todas as gerações tudo aquilo em que acredita» (ibid.).
A este respeito, é famosa a expressão de São Gregório Magno: «A Sagrada Escritura cresce com quantos a leem». [1] E já Santo Agostinho afirmava que «é um só o discurso de Deus que se desenvolve em toda a Escritura e um só é o Verbo que ressoa nos lábios de tantos santos». [2] Portanto, a Palavra de Deus não é fossilizada, mas constitui uma realidade viva e orgânica que se desenvolve e cresce na Tradição. Graças ao Espírito Santo, esta última compreende-a na riqueza da sua verdade, encarnando-a nas coordenadas mutáveis da história.
Nesta linha, é sugestivo o que propunha o santo Doutor da Igreja John Henry Newman, na sua obra intitulada O desenvolvimento da doutrina cristã. Ele afirmava que o cristianismo, quer como experiência comunitária quer como doutrina, é uma realidade dinâmica, da maneira indicada pelo próprio Jesus com as parábolas da semente (cf. Mc 4, 26-29): uma realidade viva que se desenvolve graças a uma força vital interior. [3]
O apóstolo Paulo exorta várias vezes o seu discípulo e colaborador Timóteo: «Ó Timóteo, conserva o depósito que te foi confiado» (1 Tm 6, 20; cf. 2 Tm 1, 12.14). Na Constituição dogmática Dei Verbum ressoa este texto paulino, quando diz: «A sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só depósito da Palavra de Deus confiado à Igreja», interpretado pelo «magistério vivo da Igreja, cuja autoridade é exercida em nome de Jesus Cristo» (n. 10). “Depósito” é um termo que, na sua matriz original, é de natureza jurídica e impõe ao depositário o dever de conservar o conteúdo, que neste caso é a fé, e de o transmitir intacto.
Ainda hoje o “depósito” da Palavra de Deus está nas mãos da Igreja e todos nós, nos vários ministérios eclesiais, devemos continuar a conservá-lo na sua integridade, como estrela polar para o nosso caminho na complexidade da história e da existência.
Caríssimos, para concluir ouçamos novamente a Dei Verbum, que exalta a interligação entre a Sagrada Escritura e a Tradição: elas – afirma – estão tão ligadas e unidas entre si que não podem existir independentemente e, juntas, segundo o modo que lhes é próprio, sob a ação de um único Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas (cf. n. 10).
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Saudações:
Tenho a alegria de dar as boas-vindas aos peregrinos de língua portuguesa, especialmente ao grupo musical Camerata Antiqua de Curitiba, no Brasil. Queridas irmãs e queridos irmãos, o meu pensamento dirige-se sobretudo ao querido povo de Moçambique, atingido por inundações devastadoras. Ao rezar pelas vítimas, manifesto a minha proximidade aos desalojados e a todos aqueles que lhes oferecem ajuda. Que o Senhor vos ajude e abençoe!
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Apelo
Ontem celebrou-se o Dia internacional em memória das vítimas do Holocausto, que causou a morte de milhões de judeus e de numerosas outras pessoas. Nesta ocasião anual de dolorosa lembrança, peço ao Todo-Poderoso a dádiva de um mundo sem antissemitismo nem preconceito, opressão e perseguição para qualquer criatura humana. Renovo o meu apelo à comunidade das Nações a fim de que esteja sempre vigilante, para que o horror do genocídio não se abata mais sobre povo algum e para que se construa uma sociedade fundamentada no respeito recíproco e no bem comum.
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Resumo da catequese do Santo Padre:
Ao refletirmos sobre a Constituição Dei Verbum do Concílio Vaticano II, centramo-nos hoje na relação entre Sagrada Escritura e Tradição. Ambas «constituem um só depósito sagrado da Palavra de Deus, confiado à Igreja» (DV, 10), provêm da mesma fonte divina, estão intimamente unidas a ponto de não subsistirem uma sem a outra e tendem a um só fim, ou seja, a salvação de todos. A Palavra de Deus, ao contrário do que possamos pensar, não é algo estático, mas uma realidade viva que cresce na Tradição: como ensinavam os Padres da Igreja, mais do que em objetos materiais, «a Sagrada Escritura está escrita no coração da Igreja». Possamos nós transmiti-la integralmente tal como nos foi confiada.
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[1] Homiliae in Ezechielem I, VII, 8: PL 76, 843D.
[2] Enarrationes in Psalmos 103, IV, 1
[3] Cf. J.H. Newman, Lo sviluppo della dottrina cristiana [“O desenvolvimento da doutrina cristã”], Milão 2003, p. 104.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Cardeal Parolin: credibilidade da Igreja não nasce do poder, mas do testemunho
“A Igreja permanece credível não graças ao poder, aos números ou às estratégias, mas quando a fé se torna testemunho vivido, expresso e traduzido em atos concretos de libertação, justiça e misericórdia que devolvem dignidade e abrem caminhos de verdadeira liberdade”. Foi o que disse o cardeal Pietro Parolin, presidindo no domingo, 25 de janeiro, a missa na Catedral de Copenhague, na qualidade de legado pontifício das celebrações do 12º centenário do início da missão de Santo Ansgário na Dinamarca. Era o século IX quando o monge beneditino chegou ao norte da Europa para uma missão baseada não em “estratégias ou sucesso, mas na fidelidade a Jesus”, lembrou o secretário de Estado, e a primeira coisa que fez foi resgatar a liberdade de alguns escravos. No entanto, seu gesto, em um mundo “ferido por novas formas de escravidão – econômica, cultural, espiritual – e marcado pela exclusão e pela indiferença”, ainda hoje fala com “renovada atualidade”.
Levar consigo a Boa Nova
Depois de transmitir os cumprimentos de Leão XIV, assegurando proximidade espiritual, o cardeal destacou a força de um vínculo forjado no passado e a presença ainda viva da solicitude pastoral e do impulso evangélico que animaram a missão de Ansgário há doze séculos. Missão que nasceu de uma “extraordinária experiência de libertação” em sua própria vida, disse Parolin, inspirando-se na leitura de Isaías (52, 7-10): este, de fato, não se detém tanto na mensagem quanto no mensageiro, cujos pés “são belos não pelas ideias ou explicações que traz, mas porque trazem a boa nova, capaz de salvar as pessoas, transformando o coração de quem o ouve e tornando-o livre”. Da mesma forma, Ansgário havia encontrado a alegria de ser perdoado por Deus e desejava “compartilhar essa alegria com os outros”, porque essa era “a boa nova que ele trazia consigo”.
A coragem de seguir Jesus
Falando no templo dedicado ao monge beneditino que foi o primeiro missionário cristão entre os povos da atual Dinamarca e Suécia, o cardeal percorreu as principais etapas biográficas, desde a entrada, ainda criança, no mosteiro francês de Corbie, até a transferência, aos 20 anos, para o recém-fundado mosteiro de Corvey, na atual Alemanha. Depois, a corajosa escolha da missão evangelizadora na Dinamarca, quando o imperador Luís, o Pio, pediu padres para acompanhar o recém-batizado rei dinamarquês, Harald Klak.
Ao deixar lugares e pessoas familiares para seguir Jesus, Ansgário nunca vacilou, demonstrando “coragem e confiança” que impressionaram seus contemporâneos: o discípulo e biógrafo de Ansgário, São Remberto, anotou na “Vita Anskarii” a admiração daqueles que o viam fazer escolhas dolorosas por amor a Cristo. Em sua obra, o beneditino dava prova do cristianismo vivendo como cristão, em linha com o Evangelho que, como observou o secretário de Estado, não oferece “soluções abstratas”, mas uma “visão da pessoa humana cuja dignidade precede qualquer cálculo”.
Com os corações transformados
Em sua missão, Santo Ansgário “enfrentou uma enorme oposição e parecia um fracassado, mas o sucesso não era o que ele buscava”: ele se realizava, sublinhou o secretário de Estado, referindo-se à Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, ao paradoxo paulino da “loucura da cruz”, pelo qual, em um mundo que ensina a valorizar o poder, a influência e o sucesso, Cristo crucificado parece um fracasso. “Mas essa loucura – esclareceu – é a sabedoria de Deus, porque mostra um amor capaz de se doar completamente”. Da mesma forma, a história da vida de Ansgário lembra que a Igreja cresce “não principalmente em números, mas em homens e mulheres que vivem vidas de fidelidade, perseverança e amor: a missão começa com corações transformados”.
Parolin convidou, nas celebrações jubilares dedicadas ao santo, a “renovar a ousadia evangélica” e a “guardar a esperança onde a história parece cansada” para testemunhar que a fecundidade “nasce do amor que une e da confiança na ação contínua de Deus, mesmo nas situações mais frágeis”.
Caminhar com Cristo
Hoje, a Dinamarca não é mais o lugar pagão que Ansgar encontrou quando chegou, a história do país “está indelevelmente marcada por sua herança cristã” e a comunidade católica, juntamente com os luteranos e todas as pessoas de boa vontade, contribui “através do serviço, da solidariedade e do respeito pela dignidade humana”, destacou o cardeal. Citando o lema episcopal do Papa – In Illo uno unum – o cardeal concluiu destacando como Ansgar sabia que a missão dos seguidores de Jesus Cristo começa com “um coração transformado” e que a saúde da Igreja não se mede pelos números ou pelos sucessos, mas pela capacidade de “caminhar com Cristo e permanecer perto dele em todas as circunstâncias”.
Leão XIV: a Igreja permanece firme contra toda forma de antissemitismo
Thulio Fonseca – Vatican News
Nesta terça-feira, 27 de janeiro, celebra-se o Dia da Memória, data instituída para recordar as vítimas do Holocausto, quando milhões de judeus e pessoas pertencentes a outros grupos foram assassinados pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial. A comemoração tem como objetivo convidar a humanidade a não esquecer as tragédias provocadas pelo ódio, pelo racismo e pela ideologia da exclusão, bem como renovar o compromisso com a dignidade humana, a paz e a fraternidade entre os povos.
Neste contexto, o Papa Leão XIV publicou uma mensagem em sua conta “@Pontifex” na rede social X, na qual condena toda forma de antissemitismo à luz da Declaração Nostra Aetate, documento do Concílio Vaticano II que marcou uma nova etapa nas relações da Igreja Católica com o povo judeu e com as outras religiões, promovendo o diálogo, o respeito mútuo e a rejeição de qualquer forma de discriminação religiosa:
“Hoje, Dia da Memória, gostaria de recordar que a Igreja permanece fiel à firme posição da Declaração #NostraAetate contra todas as formas de antissemitismo e rejeita qualquer discriminação ou assédio por motivos étnicos, linguísticos, de nacionalidade ou religião.”
Arcebispo pede orações por morte causada por agentes de imigração dos EUA
Por Redação central
26 de jan de 2026 às 10:54
O arcebispo de St. Paul e Minneapolis, EUA, Bernard Hebda, pediu orações por Alex Jeffrey Pretti, morto a tiros por agentes federais da imigração dos EUA, pelos pais e pelos entes queridos dele.
Milhares de agentes federais fortemente armados estão aplicando as leis de imigração americanas procurando e detendo imigrantes ilegais nas Cidades Gêmeas, como é chamada a região metropolitana de St. Paul e Minneapolis.
“A perda de mais uma vida em meio às tensões que assolam Minnesota deve nos levar a todos a refletir sobre o que podemos fazer para restaurar a paz do Senhor”, escreveu Hebda. “Embora ansiemos, com razão, pela justiça de Deus e tenhamos fome de Sua paz, isso não será alcançado até que sejamos capazes de livrar nossos corações dos ódios e preconceitos que nos impedem de enxergar uns aos outros como irmãos e irmãs criados à imagem e semelhança de Deus. Isso é tão verdadeiro para nossos vizinhos sem documentos quanto para nossos representantes eleitos e para os homens e mulheres que têm a ingrata responsabilidade de fazer cumprir nossas leis. Todos eles precisam de nossas humildes orações”.
O arcebispo também escreveu um artigo de opinião no jornal The Wall Street Journal em 20 de janeiro, no qual defende uma reforma da política de imigração dos EUA.
“Se os eventos recentes em Minnesota deixaram alguma coisa clara, é que não podemos mais adiar o árduo trabalho da reforma imigratória”, escreveu Hebda no artigo de opinião. “Cada ano de inação tornou o debate mais acalorado, mais raivoso e menos humano. Uma discussão política difícil se transformou num campo de batalha cultural e político. Isso está acontecendo nas ruas aqui, onde agentes federais de imigração estão entrando em confronto com manifestantes”.
Hebda escreveu: "Como pastor, vejo o custo humano em todos os lados”.
O arcebispo rezou ontem (25) uma missa votiva pela Preservação da Paz na catedral de São Paulo, em St. Paul. Na basílica de Santa Maria, em Minneapolis, houve uma missa ontem à noite por Pretti, sua família e pela comunidade das Cidades Gêmeas.
“Onde quer que você esteja esta tarde, espero que reserve alguns instantes para se unir a nós em oração”, disse Hebda num comunicado.
(acidigital)
Perseguição crescente motiva pedidos para a União Europeia proteger cristãos
Por Grace Camara
26 de jan de 2026 às 16:11
O aumento dos incidentes de violência e as crescentes preocupações com a segurança intensificaram apelos para que a União Europeia (UE) proteja as comunidades cristãs, depois da divulgação, neste mês, da Lista Mundial de Vigilância da Portas Abertas 2026.
Segundo a lista, um em cada sete cristãos em todo o mundo — cerca de 388 milhões — enfrentou altos níveis de perseguição em 2024-2025, inclusive decapitações, assassinatos em massa e sequestros.
Os resultados mostram um aumento generalizado de ataques em toda a Europa. Um relatório do Observatório Internacional sobre Intolerância e Discriminação contra Cristãos (OIDAC), publicado em novembro do ano passado, registrou 2.211 crimes de ódio anticristãos na Europa em 2024, inclusive incêndios criminosos, agressões a membros do clero e vandalismo.
O relatório surgiu na sequência do assassinato, amplamente divulgado, de Ashur Sarnaya, cristão assírio-caldeu iraquiano de 45 anos de idade, em Lyon, França, em setembro do ano passado, que foi transmitido ao vivo na rede social TikTok. Em meio aos riscos elevados, barreiras reforçadas e patrulhas ampliadas foram implementadas em mercados de Natal e lugares de culto religioso em toda a Europa.
Apelos para preencher lacunas institucionais
Membros do Parlamento Europeu, da sociedade civil e organizações da Igreja estão instando a UE a preencher o cargo, há muito vago, de enviado especial para a Promoção da Liberdade de Religião ou Crença e a nomear um coordenador europeu para o ódio anticristão.
O eurodeputado Bert-Jan Ruissen, copresidente do Intergrupo do Parlamento Europeu sobre a Liberdade de Religião ou Crença e membro do Grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus, falou à EWTN News sobre a necessidade de salvaguardas mais robustas por parte da UE.
“Um Enviado Especial não é suficiente”, disse Ruissen. “É necessária uma unidade dedicada para apoiar a missão e capacitar os representantes da UE em todo o mundo no âmbito do FORB”.
Organizações da sociedade civil, como a Plataforma Europeia contra a Intolerância e a Discriminação Religiosa (EPRID, na sigla em inglês), apelaram para que o cargo seja reposicionado no Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE), visando maior coerência e autoridade. Jonathan de Leyser, defensor sênior da organização de direitos humanos Christian Solidarity Worldwide (CSW) junto à UE e membro da EPRID, disse à EWTN News que o enviado especial está inserido na Comissão Europeia, mas tem um mandato em matéria de direitos humanos gerido pelo SEAE.
“Uma mudança para o SEAE resolveria algumas dessas complexidades interinstitucionais”, disse de Leyser.
Falando sobre o aumento de incidentes anticristãos em toda a Europa, Ruissen reafirmou o apelo do intergrupo aos Estados-membros para que documentem sistematicamente os ataques. Ele disse que já existem coordenadores europeus para o antissemitismo e a islamofobia, destacando a necessidade de um coordenador dedicado ao ódio anticristão para garantir paridade na proteção e na supervisão.
Bispos expressam preocupações com a segurança
Bispos europeus também expressaram preocupação com o aumento da perseguição aos cristãos. Alessandro Calcagno, secretário-geral adjunto e conselheiro para os direitos fundamentais da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia, disse à EWTN News que as preocupações com a segurança devem ser abordadas dentro de uma estrutura mais ampla de liberdade religiosa.
“A proteção dos locais de culto é crucial não só para a segurança ou o simbolismo, mas também para salvaguardar o exercício da liberdade religiosa”, disse Calcagno. “As iniciativas da UE devem abordar não só o terrorismo, mas também o vandalismo, a violência, as perturbações, os incêndios criminosos, o assédio e outros atos de malevolência”.
Calcagno disse que os instrumentos de financiamento da UE tornam disponíveis recursos para combater explicitamente o ódio anticristão, dizendo que já existe financiamento comparável para programas que visam outros modos de discriminação religiosa.
Campanhas globais e pressão parlamentar
Enquanto a defesa de direitos e os esforços parlamentares continuam, Ruissen disse que permanece comprometido em pressionar a UE para que resolva as lacunas institucionais na política de liberdade religiosa.
Falando sobre campanhas globais como a #RedWeek 2025, que iluminou o Parlamento Europeu de vermelho em solidariedade às vítimas da perseguição cristã ao redor do mundo, ele disse ter esperança de que o Parlamento Europeu continue apoiando futuras campanhas sobre liberdade religiosa.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
domingo, 25 de janeiro de 2026
Celebração das Segundas Vésperas 25 de janeiro de 2026 - Papa Leão XIV - SOLENIDADE DA CONVERSÃO DE SÃO PAULO APÓSTOLO
SOLENIDADE DA CONVERSÃO DE SÃO PAULO APÓSTOLO
CELEBRAÇÃO DAS SEGUNDAS VÉSPERAS
LIX SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS
HOMILIA DO PAPA LEÃO XIV
Basílica de São Paulo Extramuros
Domingo, 25 de janeiro de 2026
Queridos irmãos e irmãs,
Numa das passagens bíblicas que acabámos de ouvir, o apóstolo Paulo define-se como «o menor dos apóstolos» (1 Cor 15, 9). Ele considera-se indigno deste título, porque no passado foi um perseguidor da Igreja de Deus. No entanto, ele não se sente prisioneiro desse passado, mas sim «o prisioneiro no Senhor» (Ef 4, 1). Na verdade, pela graça de Deus, conheceu o Senhor Jesus Ressuscitado, que se revelou a Pedro, depois aos Apóstolos e a centenas de outros seguidores do Caminho e, por fim, também a ele, um perseguidor (cf. 1 Cor 15, 3-8). O seu encontro com o Ressuscitado determina a conversão que hoje comemoramos.
O alcance dessa conversão reflete-se na mudança do seu nome, de Saulo para Paulo. Por graça de Deus, aquele que outrora perseguia Jesus foi completamente transformado e tornou-se sua testemunha. Aquele que combatia ferozmente contra o nome de Cristo, agora prega o seu amor com zelo ardente, como expressa vivamente o hino que cantámos no início desta celebração (cf. Excelsam Pauli gloriam, v. 2). Ao estarmos reunidos junto dos restos mortais do Apóstolo das Gentes, deste modo se nos recorda que a sua missão é também a missão dos cristãos de hoje: anunciar Cristo e convidar todos a depositarem a sua confiança n’Ele. Com efeito, cada verdadeiro encontro com o Senhor é um momento transformador, que dá uma nova visão e uma nova orientação no cumprimento da tarefa de edificar o Corpo de Cristo (cf. Ef 4, 12).
O Concílio Vaticano II, no início da Constituição sobre a Igreja, declarou o ardente desejo de anunciar o Evangelho a cada criatura (cf. Mc 16, 15) e assim «iluminar com a luz de Cristo, que resplandece no rosto da Igreja, todos os homens» (cf. Const. dogm. Lumen gentium, 1). É tarefa comum dos cristãos dizer ao mundo, com humildade e alegria: «Olhai para Cristo! Aproximai-vos d’Ele! Acolhei a sua Palavra que ilumina e consola!» (Homilia na Missa para o início do Ministério Petrino, 18 de maio de 2025). Caríssimos, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos convida-nos anualmente a renovar o nosso comum compromisso nesta grande missão, conscientes que as divisões entre nós, não impedindo certamente a luz de Cristo de brilhar, todavia tornam mais opaco o rosto que a deve refletir no mundo.
No ano passado, celebrámos os 1700 anos do Concílio de Nicéia. Sua Santidade Bartolomeu, Patriarca Ecuménico, convidou-nos a celebrar este aniversário em Iznik, e dou graças a Deus pela presença de tantas tradições cristãs nessa comemoração, ocorrida há dois meses. Recitar juntos o Credo niceno no próprio local onde fora redigido constituiu um testemunho precioso e inesquecível da nossa unidade em Cristo. Esse momento de fraternidade permitiu-nos também louvar o Senhor pela obra que realizou nos Padres de Nicéia, ajudando-os a expressar com clareza a verdade de um Deus que se fez próximo de nós, encontrando-nos em Jesus Cristo. Possa também hoje o Espírito Santo achar em nós uma inteligência dócil para, a uma só voz, comunicarmos a fé aos homens e mulheres do nosso tempo!
No trecho da Carta aos Efésios escolhido como tema para a Semana de Oração deste ano, ouvimos repetir continuamente o qualificativo “um”: um só corpo, um só Espírito, uma só esperança, um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus (cf. Ef 4, 4-6). Queridos irmãos e irmãs, como poderão estas palavras inspiradas não nos tocar profundamente? Como poderá o nosso coração não arder perante o seu impacto? Sim, «compartilhamos a fé no único Deus, Pai de todos os homens, confessamos juntos o único Senhor e verdadeiro Filho de Deus, Jesus Cristo, e o único Espírito Santo, que nos inspira e nos impele à plena unidade e ao testemunho comum do Evangelho» (Carta ap. In unitate fidei, 12). Somos um! Já o somos! Reconheçamo-lo, experimentemo-lo, manifestemo-lo!
O meu amado predecessor, Papa Francisco, observou que o caminho sinodal da Igreja Católica «é e deve ser ecuménico, assim como o caminho ecuménico é sinodal» (Discurso a S.S. Mar Awa III, 19 de novembro de 2022). Isto mesmo se refletiu nas duas Assembleias do Sínodo dos Bispos de 2023 e 2024, caracterizadas por um profundo zelo ecuménico e enriquecidas pela participação de numerosos delegados fraternos. Considero que este seja um caminho para crescermos juntos no conhecimento mútuo das respetivas estruturas e tradições sinodais. Enquanto aguardamos os 2000 anos da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus em 2033, comprometamo-nos a desenvolver ainda mais as práticas sinodais ecuménicas e a partilhar reciprocamente o que somos, o que fazemos e o que ensinamos (cf. Para uma Igreja sinodal, 137-138).
Caríssimos, ao terminar esta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, dirijo a minha cordial saudação ao Cardeal Kurt Koch, aos membros, consultores e à equipa do Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos, com os membros dos diálogos teológicos e de outras iniciativas promovidas pelo Dicastério. Agradeço a presença nesta liturgia de tantos líderes e representantes das várias Igrejas e Comunhões cristãs mundiais, em particular do Metropolita Polykarpos, pelo Patriarcado Ecuménico, do Arcebispo Khajag Barsamian, pela Igreja Apostólica Arménia, e do Bispo Anthony Ball, pela Comunhão Anglicana. Saúdo também os estudantes com bolsas da Comissão para a Colaboração Cultural com as Igrejas Ortodoxas e Ortodoxas Orientais do Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos, os estudantes do Instituto Ecuménico de Bossey do Conselho Mundial das Igrejas, os grupos ecuménicos e os peregrinos que participam nesta celebração.
O material para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos deste ano foi preparado pelas Igrejas da Arménia. Com profunda gratidão, pensamos no corajoso testemunho cristão do povo arménio ao longo da história: uma história em que o martírio foi uma marca constante. No final desta Semana de Oração, recordamos o santo catholicos São Nerses Snorkhali “o Gracioso”, que trabalhou pela unidade da Igreja no século XII. À frente do seu tempo, ele compreendeu que a procura da unidade é uma tarefa que cabe a todos os fiéis e requer a cura da memória. São Nerses pode também ensinar-nos qual atitude adotar no nosso caminho ecuménico, como recordou o meu venerado predecessor São João Paulo II: «Os cristãos devem ter uma profunda convicção interior de que a unidade é essencial não por uma vantagem estratégica ou um ganho político, mas pelo interesse da pregação do Evangelho» (Homilia na Celebração Ecuménica, Ierevan, 26 de setembro de 2001).
A tradição entrega-nos o testemunho da Arménia como a primeira nação cristã, com o batismo do rei Tiridate em 301 por São Gregório, o Iluminador. Demos graças pela forma como, por meio de intrépidos anunciadores da Palavra que salva, os povos da Europa Oriental e Ocidental acolheram a fé em Jesus Cristo; e rezemos para que as sementes do Evangelho continuem a produzir neste Continente frutos de unidade, justiça e santidade, também em benefício da paz entre os povos e as nações do mundo inteiro.
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