quinta-feira, 29 de outubro de 2026

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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026 11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

A Igreja não pode permanecer passiva nem indiferente ao que acontece no mundo!


 

Sou um pobre miserável a quem Deus teve muita misericórdia…


 

Aberta fase diocesana da causa de beatificação e canonização de frei Ignacio Larrañaga

 


Fundador das Oficinas de Oração e Vida, sacerdote capuchinho espanhol dedicou sua missão à evangelização e à oração contemplativa. A investigação diocesana reunirá testemunhos e escritos para examinar sua vida, suas virtudes e sua fama de santidade.

Jackson Erpen - Cidade do Vaticano

A Arquidiocese de Guadalajara, no México, abriu oficialmente, em 6 de outubro de 2026, a fase diocesana da causa de beatificação e canonização de frei Ignacio Larrañaga Orbegozo, sacerdote capuchinho e fundador das Oficinas de Oração e Vida (TOV). A iniciativa marca o início da investigação eclesiástica sobre a vida, as virtudes cristãs e a reputação de santidade do religioso, falecido em 2013. 

A cerimônia foi realizada na cúria arquidiocesana e presidida pelo bispo auxiliar de Guadalajara, dom Juan Manuel Muñoz Curiel, em representação do cardeal José Francisco Robles Ortega, arcebispo da cidade. Durante o ato, foram lidos o nihil obstat do Dicastério para as Causas dos Santos, que confirma não haver impedimento à abertura do processo, e o decreto arquidiocesano que formalizou o início da causa.

A competência da Arquidiocese de Guadalajara para conduzir essa etapa está relacionada ao fato de Frei Ignacio ter falecido em seu território, em 28 de outubro de 2013, aos 85 anos, durante uma visita à região para participar de um encontro de formação. 

Um buscador incansável de Deus

Durante a cerimônia, dom Juan Manuel Muñoz Curiel recordou frei Ignacio como um «incansável buscador de Deus» e um «místico do nosso tempo». Segundo o bispo, o sacerdote soube transmitir a riqueza da espiritualidade contemplativa franciscana por meio de um método simples e acessível, ajudando pessoas de diferentes realidades a aprofundar sua relação com Deus.

O prelado ressaltou que a abertura da causa não significa simplesmente apresentar uma figura religiosa para ser admirada, mas recordar que a santidade é uma vocação de todos os batizados. A trajetória de Frei Ignacio, com suas dificuldades, limitações e desafios apostólicos, é apresentada como testemunho de confiança em Deus e de entrega à missão evangelizadora.

Inspirando-se nesse legado, o bispo convidou os fiéis a sair da mediocridade espiritual e a abraçar com coragem o chamado à santidade. A investigação, portanto, pretende examinar de maneira rigorosa uma vida que deixou marcas na espiritualidade católica, especialmente no campo da oração pessoal e comunitária. 

Testemunhas e escritos serão examinados

Entre os primeiros atos processuais, o postulador diocesano da causa, monsenhor Óscar Sánchez Barba, apresentou uma lista inicial de 50 testemunhas provenientes de diferentes países, além de 47 livros e folhetos escritos por Frei Ignacio e outros documentos relacionados à sua vida e obra.

Um tribunal eclesiástico ouvirá as testemunhas e examinará a documentação reunida, procurando esclarecer as circunstâncias de sua vida, o exercício das virtudes cristãs e a extensão de sua fama de santidade. Também poderão ser recebidos relatos e documentos úteis à investigação, conforme o edital publicado pela arquidiocese.

Concluída a fase diocesana, os resultados serão encaminhados ao Dicastério para as Causas dos Santos. A partir do exame das provas, poderá ser elaborada a Positio, documentação que fundamentará a avaliação das virtudes do sacerdote. Se o processo reconhecer que ele viveu as virtudes cristãs em grau heroico e o Papa autorizar o decreto correspondente, Frei Ignacio poderá receber o título de Venerável. Para a beatificação, será necessário, ordinariamente, o reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão. 

Uma vida dedicada à oração e à evangelização

Ignacio Larrañaga nasceu em 4 de maio de 1928, em Azpeitia, no País Basco, Espanha. Aos 12 anos, ingressou no seminário dos capuchinhos de Alsasua. Fez sua primeira profissão religiosa em 1948 e foi ordenado sacerdote em 20 de dezembro de 1952. Desde o início do ministério, orientou sua atividade pastoral para a evangelização e o aprofundamento da oração contemplativa.

Em 1959, chegou ao Chile, onde participou de missões populares e de diversas atividades pastorais. A partir de 1970, desenvolveu um amplo trabalho de pregação e formação espiritual na América e na Europa. Em 1974, iniciou no Brasil os Encontros de Experiência de Deus, voltados à descoberta e ao aprofundamento da relação pessoal com o Senhor.

Em 1984, em Santiago do Chile, deu início às Oficinas de Oração e Vida, que posteriormente se difundiram por países da América, Europa, Ásia e África. A proposta buscava ensinar a rezar de maneira progressiva, favorecendo a intimidade com Deus e a integração da oração à vida cotidiana. Em 2022, as Oficinas de Oração e Vida receberam da Santa Sé a aprovação como associação privada internacional de fiéis de direito pontifício.

Frei Ignacio também deixou uma extensa produção espiritual, com obras como Mostra-me o teu rosto, O irmão de Assis, O pobre de Nazaré e O silêncio de Maria. Seus escritos e iniciativas de formação procuraram aproximar a experiência contemplativa da realidade concreta das pessoas, oferecendo caminhos de oração, confiança e amadurecimento na fé. 

A abertura da causa representa, assim, o começo de um caminho de discernimento da Igreja sobre o legado espiritual de Frei Ignacio Larrañaga. Mais do que uma homenagem à sua memória, o processo busca verificar, à luz das normas eclesiásticas, se sua vida constitui um testemunho de santidade digno de ser proposto oficialmente aos fiéis como exemplo de seguimento de Cristo.

Um século depois de Pio XI ordenar bispos chineses, quem escolhe os bispos da China?

 


Estátua de Cristo no jardim da catedral de Santo Inácio em Xujiahui, Xangai, sede do bispo Joseph Shen Bin. | Crédito: Blanscape/Shutterstock ??
Estátua de Cristo no jardim da catedral de Santo Inácio em Xujiahui, Xangai, sede do bispo Joseph Shen Bin. | Crédito: Blanscape/Shutterstock 
 

Quando o papa Pio XI ordenou seis padres chineses bispos na basílica de São Pedro, Vaticano, em 28 de outubro de 1926, ele os escolheu pessoalmente a partir de listas enviadas da China.

Um século depois, os bispos na China continental são nomeados sob um acordo que a Santa Sé fez com Pequim em 2018. O texto do acordo nunca foi publicado.

O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé, defendeu o acordo numa entrevista de 2022. Segundo ele, novos bispos estavam sendo ordenados por meio de um procedimento “que deixa ao papa a palavra final e decisiva”. Ele classificou os resultados como “pequenas conquistas”, mas “passos importantes rumo à cura progressiva das feridas infligidas à comunhão eclesial pelos eventos do passado”.

A organização Human Rights Watch disse no ano passado que a Santa Sé nunca exerceu seu poder de veto. Críticos que falaram à EWTN News dizem que o Partido Comunista Chinês agora tem um papel na escolha de bispos.

'Colónias espirituais'

No sétimo aniversário de sua própria ordenação episcopal, em 1919, o papa Pio XI expressou sua alegria ao ver os primeiros “bispos do clero nativo chinês” consagrados em Roma.

“Ao contrário da situação atual na China, as consagrações de bispos chineses em 1926 tinham como objetivo dar à China bispos nativos, e não separá-los da Santa Sé”, disse Anthony E. Clark, professor de história chinesa na Universidade Whitworth, EUA, e leigo dominicano, à EWTN News.

Naquela época, as missões na China operavam sob um protetorado francês. O padre Frédéric-Vincent Lebbe, vicentino que chegou à China depois da Revolta dos Boxers, disse que as missões haviam criado “colônias espirituais” em vez de Igrejas vivas.

A preocupação era a mesma em Roma: o papa Bento XV, que publicou a carta apostólica Maximum illud em 1919, "desejava remover o nacionalismo europeu da Igreja chinesa e capacitar os católicos da China a cooperarem com o papa no governo de suas próprias comunidades locais", disse Clark à EWTN News.

Sete anos depois, o papa Pio XI colocou a formação de um clero nativo "acima de tudo" na Rerum Ecclesiae.

Fenggang Yang, sociólogo da Universidade Purdue e diretor do Centro de Religião e Oriente Global da instituição, disse que as consagrações de 1926 ocorreram "num período de crescente nacionalismo chinês que tinha o cristianismo como alvo, visto como uma religião estrangeira sob a proteção de países imperialistas europeus".

“A liderança chinesa fortaleceu a reivindicação da Igreja de pertencer à sociedade chinesa. Mas a Igreja Católica fez essa adaptação de maneira insuficiente e lenta”, disse Yang à EWTN News.

Segundo dados da agência Fides de 1948, só 14 dos 139 bispos da China eram chineses, mas 2.690 dos 5.780 sacerdotes eram.

De 1949 a 2018

Depois da vitória comunista de 1949, Pio XII rejeitou uma Igreja “nacional” na encíclica Ad Sinarum Gentem e, em 1958, condenou as primeiras ordenações de bispos sem mandato papal na encíclica Ad Apostolorum principis. Os fiéis estavam divididos em comunidades registradas e não registradas, ou “clandestinas”, às quais Bento XVI fez um apelo à reconciliação em carta de 2007.

Sob o pontificado do sucessor de Bento XVI, o papa Francisco, a Santa Sé e Pequim assinaram um "acordo provisório" sobre a nomeação de bispos em 22 de setembro de 2018. O acordo foi renovado três vezes, em 2020 , 2022 e, por mais quatro anos, até outubro de 2028, em 2024.

O caso da Santa Sé

O acordo visava “só atingir os objetivos espirituais e pastorais específicos da Igreja”, como “restabelecer e preservar a unidade plena e visível da comunidade católica na China”, escreveu o papa Francisco em 2018.

Num ensaio para a Fides, o padre Paul Han, da China continental, escreveu que o acordo "estabeleceu uma estrutura viável" e "evitou as antigas divisões" entre as comunidades "públicas" e "clandestinas".

O processo nem sempre correu sem problemas. Em abril de 2023, as autoridades chinesas transferiram o bispo Joseph Shen Bin de Haimen para Xangai, informando a Santa Sé, mas sem consultá-la, como prevê o acordo, disse o Vatican News.

Três meses depois, o papa Francisco nomeou Shen, tendo "decidido, no entanto, retificar a irregularidade canônica" para o "bem maior da diocese", disse Parolin. Tal modo de proceder, disse o cardeal, "parece desconsiderar o espírito de diálogo e colaboração" entre as duas partes.

No período de sede vacante do ano passado, as assembleias oficiais elegeram dois candidatos; o sucessor do papa Francisco, Leão XIV, aprovou ambos em agosto do ano passado.

Mais recentemente, em 15 de outubro, o padre Inácio Ding Zuyao foi consagrado bispo de Haimen, diocese do bispo Simon Zhu Kaimin desde 1926, depois de Leão XIV aprovar sua candidatura nos termos do acordo. Ele é o 19º bispo escolhido sob o pacto.


(acidigital)

Mercedes-Benz celebra história de fabricação de carros para o papa

 

Papa Leão XIV com alguns executivos da Mercedes-Benz depois de audiência privada com eles no Vaticano, em 28 de outubro de 2026. | Crédito: Vatican Media ??
Papa Leão XIV com alguns executivos da Mercedes-Benz depois de audiência privada com eles no Vaticano, em 28 de outubro de 2026. | Crédito: Vatican Media 
 

A Mercedes-Benz celebrou cerca de 100 anos de produção do papamóvel — o veículo pessoal do papa.

Para marcar a ocasião, o papa Leão XIV teve uma audiência privada hoje (28) com executivos da fabricante alemã de carros de luxo. No mesmo dia, foi inaugurada nos Museus Vaticanos a exposição Um Século do Papamóvel, com o primeiro papamóvel, dado ao papa Pio XI em 1930, e carro em que são João Paulo II estavas quando foi baleado em 13 de maio de 1981.

Transportes em evolução para os sucessores de Pedro

Em seu discurso à Mercedes-Benz, o papa elogiou a empresa pela parceria duradoura com a Santa Sé e falou sobre como o transporte do papa — de são Pedro até os dias atuais — evoluiu.

“Ao longo das décadas, o papamóvel evoluiu de um meio de transporte para um instrumento de encontro, permitindo ao papa aproximar-se dos fiéis em visitas pastorais e celebrações públicas”, disse Leão XIV. “Assim, o trabalho ajudou a facilitar a missão da Igreja de alcançar as pessoas e levar uma mensagem de fé, esperança e caridade ao mundo”.

O papa também os encorajou a direcionar suas inovações para um mundo mais sustentável, colocando sua "inovação tecnológica a serviço da dignidade humana, do cuidado com a criação e do bem comum".

Carruagens, a 'sedia gestatoria' e o transporte moderno

O transporte papal evoluiu desde o fim do Império Romano, quando os papas eram carregados nas "sedia gestatoria" — tronos cerimoniais ornamentados carregados por 12 soldados em procissões e grandes celebrações litúrgicas usado pela última vez na abertura do Conc´[ilio Vaticano II, em 1962.

A partir do fim do século XIX, os papas passaram a optar cada vez mais por meios de transporte modernos, sendo que o papa beato Pio IX usou o primeiro trem papal em 1859. O Nürburg 460 Pullman, fabricado pela Mercedes-Benz e oferecido ao papa Pio XI em 1930, foi o primeiro automóvel oficial utilizado para transportar o papa.

A palavra "papamóvel" foi usada pela primeira vez para descrever um Lincoln Continental personalizado para a visita do papa são Paulo VI aos EUA em 1965. Papas desde são João Paulo II têm usado o papamóvel, e a Mercedes-Benz adaptou modelos posteriores para maior segurança devido ao atentado sofrido por ele em 1981.

O dever de garantir a segurança do papa

Os executivos da Mercedes-Benz falaram com a EWTN News sobre a parceria de cerca de um século com a Santa Sé.

Marc Langenbrinck, diretor-executivo da Mercedes-Benz Itália, descreveu a parceria como um privilégio, especialmente por ser católico.

“É simplesmente o dia mais bonito da minha carreira porque sou católico e acredito, e para mim é algo que representa um projeto de uma vida inteira”, disse Langenbrinck à EWTN News.

Marcus Breitschwerdt, vice-presidente executivo da Mercedes-Benz, falou sobre as medidas de segurança e acessibilidade implementadas no papamóvel.

“Bem, antes de mais nada, um veículo precisa se mover com segurança e conforto, mas também com segurança em termos de tráfego e riscos de acidentes”, disse Breitschwerdt à EWTN News. “Ele precisa ser concebido e executado com segurança, levando em consideração os riscos modernos que se enfrentam em meio a grandes multidões”.

“Então temos versões blindadas; temos os papamóveis com vidros reforçados, que são muito, muito sofisticados”, disse Breitschwerdt.

Breitschwerdt, num discurso para o lançamento da exposição, disse também que nenhum funcionário da Mercedes-Benz jamais tem permissão para se sentar no assento do papa no papamóvel.

“Existe uma regra estrita de que ninguém — nem mesmo os mecânicos que fazem a manutenção dos veículos ou o nosso diretor-executivo — tem permissão para se sentar na cadeira do papa”, disse Breitschwerdt.

esus é o Senhor! (Lc 13,31-35) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 29/10


 

SANTO DO DIA - 29 DE OUTUBRO: SÃO NARCÍSO


 

Laudes de Quinta-feira da 30ª Semana do Tempo Comum


 

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Mediterranean Cha Cha 🇬🇷 | Santorini Summer | Accordion & guitar flamenco


 

O Papa: redescobrir Maria como pilar do diálogo e caminho para a paz

 

Mensagem de Leão XIV, assinada pelo secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, por ocasião do encontro "Maria, caminho de diálogo e paz para o mediterrâneo", promovido pela PAMI e pela Ordem dos Frades Menores, que se realiza em Perugia e Assis.

Vatican News

Ao olharmos para a Virgem Maria, "mulher de fé e obediência a Deus", podemos redescobrir nela "um modelo de escuta e acolhimento, pilares de todo diálogo autêntico e fundamento para um caminho compartilhado de paz fundado na fraternidade". Esta é a esperança do Papa Leão XIV, em mensagem assinada pelo secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, aos participantes de um encontro promovido pela Pontifícia Academia Mariana e pela Ordem dos Frades Menores, em colaboração com o Dicastério para o Diálogo Inter-religioso e o Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos, sobre o tema "Maria: caminho de diálogo e paz para o mediterrâneo".

Participam Santuários Marianos do mundo

O evento começou na terça-feira, 27 de outubro, e terminará na quinta-feira, 29, em Perugia e Assis, onde se concluiu na última terça-feira o evento de oração pelo 40º aniversário do "Espírito de Assis". O Centro Mediterrâneo Oikos e a Rede de Teólogos do Mediterrâneo estão entre os promotores, com o apoio da Federformazione. Doze santuários marianos do mundo estão envolvidos, incluindo Notre-Dame de Santa Cruz em Orã, Argélia; Notre Dame de la Garde em Marselha, França; a Basílica da Anunciação em Nazaré; e Nossa Senhora do Líbano em Harissa, Líbano.

"Acreditamos", explicam os organizadores, "que Maria de Nazaré pode ser um ponto de referência para diferentes culturas e religiões meditarem, contemplarem e trabalharem juntas pela paz, partindo do contexto paradigmático do Mediterrâneo. Há uma necessidade urgente de pôr fim às guerras, curar feridas, reconciliar e promover o diálogo, a paz e a cuidado. Maria pode ajudar nesse processo, para que as diversas identidades culturais e religiosas encontrem elementos úteis para o crescimento pessoal e comunitário, num espírito de não rivalidade e não violência, promovendo a colaboração e a participação, e dando voz às mulheres que são tecelãs da paz, do diálogo e do acolhimento".


Saudação do Papa aos ativistas migrantes no centro de detenção do ICE em Chicago

 

Um grupo de trinta pessoas da Coalizão para a Liderança Espiritual e Pública compareceu à Audiência Geral desta manhã na Praça São Pedro e transmitiu a Leão XIV as vozes de tantas pessoas arrancadas de suas vidas e famílias. Eles presentearam o Pontífice com um álbum de fotografias e cartas de diversos migrantes, permitindo-lhes compartilhar "suas experiências de vida, em meio a mil dificuldades".

Salvatore Cernuzio – Vatican News

“Eu disse a ele que toda vez que visito Broadview, encontro Jesus e sua paixão… Peço desculpas, mas agora estou muito emocionada.” Abigail Ortiz Valles não conseguiu terminar seu breve testemunho sobre o encontro desta manhã, 28 de outubro, com o Papa Leão XIV na Praça São Pedro sem se emocionar. Leiga scalabriniana, originária do México, para onde emigrou, ela veio de Chicago a Roma para participar da Audiência Geral na Praça São Pedro, juntamente com cerca de trinta outros membros — sacerdotes, diáconos, estudantes e líderes católicos — da CSPL, a Coalizão para a Liderança Espiritual e Pública.

A serviço da justiça

Este é um movimento que, na cidade natal de Robert Francis Prevost, se apresenta como uma "força" a serviço da justiça. Na prática, isso significa fornecer apoio e assistência diários às centenas de migrantes da América Central e do Sul que vivem nos subúrbios da cidade em condições de profunda incerteza e fragilidade, oferecendo oração, assistência pastoral e proximidade.

Visitas ao centro de detenção

O cerne da missão da Coalizão, no entanto, é o trabalho realizado junto aos detentos no centro de detenção de Broadview, administrado pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), a agência do Departamento de Segurança Interna dos EUA que tem sido alvo de intensa controvérsia e acusações sobre seus métodos. Defender os direitos de "mães, pais, irmãos, irmãs e trabalhadores em nossas comunidades que estão sendo arrancados de suas famílias e de suas vidas" é o principal objetivo da CSPL, que, após bloqueios e atrasos iniciais, recebeu autorização temporária para acessar diariamente a estrutura federal, localizada a quinze quilômetros do centro de Chicago. Desde maio de 2026, foram realizadas mais de 135 visitas a 725 imigrantes detentos.

Um presente para o Papa: um álbum de fotos e cartas

Vestindo camisetas amarelas com a imagem da Virgem Maria e segurando uma faixa com os dizeres "A Igreja... precisa da sua santa rebeldia", o grupo chegou à Praça São Pedro no início da manhã. Eles esperaram até a última saudação ao final da audiência para cumprimentar Leão XIV e presenteá-lo com fotos de iniciativas e celebrações da CSPL, junto com cartas de vários migrantes que escreveram diretamente ao Pontífice para confidenciar "suas experiências de vida, que, apesar de mil dificuldades, continuam graças à esperança de um futuro melhor, graças à ajuda de Nosso Senhor e também ao trabalho de movimentos como este, apoiados pelo nosso arcebispo metropolitano, cardeal Blase Cupich". Dom José Maria Garcia Maldonado, bispo auxiliar de Chicago, explicou isso à mídia vaticana, descrevendo a Coalizão como "uma força da Igreja a serviço do bem e da justiça, especialmente ativa na defesa dos direitos dos migrantes que se encontram vivendo em situações muito complicadas".

O Papa, segundo relatos de pessoas presentes, pareceu comovido com os presentes que recebeu. Ele cumprimentou a todos e posou para uma foto com o grupo.

Missa desde a Basílica da Santíssima Trindade do Santuário de Fátima 28.10.2026


 

Audiência Geral, 28 de outubro de 2026 - Papa Leão XIV


 

 

LEÃO XIV

AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro
Quarta-feira, 28 de outubro de 2026


Catequese. Os Documentos do Concílio Vaticano II IV. Constituição pastoral Gaudium et spes 7. A relação entre a fé e a cultura (GS, 53-62)

Estimados irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!

O Concílio Vaticano II não podia deixar de abordar a cultura e as suas relações com a fé cristã. Fá-lo no segundo capítulo da segunda parte da Constituição Gaudium et spes (GS).

A Igreja católica sempre se preocupou por acompanhar a pregação do Evangelho com a instituição de escolas de todos os tipos, destinadas a fomentar a formação humana, cultural e espiritual de homens e mulheres dos cinco continentes. Como sabemos, as universidades medievais nasceram do coração da Igreja, contribuindo de maneira determinante para o desenvolvimento da civilização ocidental. Ao mesmo tempo, o progresso da cultura e dos conhecimentos apresenta interrogações sempre novas e mais profundas, estimulando os crentes a explicar a razão da sua fé (cf. 1 Pd 3, 15-17). Além disso, enquanto expressões da dimensão espiritual do ser humano, as várias manifestações da cultura contribuem para abrir as mentes às perguntas perenes sobre o sentido do mundo e da existência humana, preparando assim para receber o Evangelho de Jesus Cristo.

A relação entre fé e cultura encontra o seu fundamento principal na Encarnação: se a Palavra divina se fez carne e veio habitar entre nós (cf. Jo 1, 14), então também a fé é uma realidade encarnada, entrelaçada com a cultura em que está inserida. Também ela é chamada a tornar-se cultura, ou seja, a alcançar a pessoa no seu ambiente de vida, feito de palavras humanas, tradições, sentido religioso, arte e poesia, pensamento e ciência. Como São João Paulo II gostava de repetir, «uma fé que não se torna cultura é uma fé não acolhida de modo pleno, não inteiramente pensada nem vivida com fidelidade». [1]

A fé pode encarnar-se em todas as culturas, pois não se identifica com nenhuma delas de modo específico. Ela habita-as, moldando-as a partir de dentro segundo a “forma” de Jesus Cristo, ou seja, com a caridade, o serviço e o reconhecimento filial da paternidade de Deus. Assim, a Igreja capta nas diferentes culturas o que há de bom, de belo e de verdadeiro, para encarnar e transmitir a mensagem do Evangelho. Ao mesmo tempo, tendo sido «enviada aos homens de todos os tempos e lugares [...] não está exclusiva e indissoluvelmente ligada a nenhuma raça ou nação, a nenhum género de vida particular, a nenhuma tradição antiga ou moderna. Aderindo à própria tradição e, ao mesmo tempo, consciente da sua missão universal, é capaz de entrar em comunicação com as diversas formas de cultura, com o que se enriquecem tanto a própria Igreja como estas várias culturas» (GS, 58).

A Igreja promove a cultura porque esta é um bem em si, é um serviço ao ser humano e ao cumprimento da sua vocação na terra. Por esta razão, a Gaudium et spes exorta a Comunidade internacional a garantir que todos possam ter acesso aos bens culturais fundamentais, superando o analfabetismo e a falta de instrução. Todos aqueles que são capazes de aceder aos estudos superiores — afirma corajosamente o Concílio — devem ser colocados em condições de o poder fazer realmente. Além disso, é «dever de todos reconhecer e fomentar a necessária e específica participação das mulheres na vida cultural» (GS, 60).

Além disso, a Gaudium et spes defende a necessidade de orientar o ensino para uma certa unidade do saber, embora as alteradas condições de vida possam tornar isto mais difícil (cf. GS, 61). Os cristãos são os primeiros a ter o dever de se empenhar para atuar esta unidade sapiencial, antes de mais nada em si próprios. Ainda que tenham recebido da Revelação as respostas às grandes interrogações da existência, contudo eles não estão dispensados de uma paciente formação intelectual e cultural; aliás, os seus conhecimentos humanos e científicos devem evoluir a par com os conteúdos da sua fé, que deverão ser continuamente aprofundados com a idade e de acordo com o nível de estudos. O Concílio dirige um apelo particular aos teólogos: «Aqueles que se dedicam às ciências teológicas [...] procurem colaborar com os especialistas de outros ramos do saber, pondo em comum trabalhos e conhecimentos. A investigação teológica deve, simultaneamente, procurar um profundo conhecimento da verdade revelada e não descurar a ligação com o seu tempo, para que assim possa ajudar os homens formados nas diversas matérias a alcançar um conhecimento mais completo da fé» (GS, 62).

Irmãos e irmãs, a Constituição Gaudium et spes exorta-nos a não viver a fé em espírito de oposição ou de hostilidade em relação ao mundo, à cultura e às suas expressões humanas, mas pelo contrário exorta-nos assim: «Vivam, pois, os fiéis em estreita união com os demais homens do seu tempo e procurem compreender perfeitamente o seu modo de pensar e sentir, como se exprimem através da cultura» (GS, 62). Com efeito, alcançar uma síntese madura e responsável entre fé e cultura é uma condição necessária para a perseverança na vocação cristã, mas também um requisito indispensável para dar testemunho da fé no mundo e para a comunicar aos outros de modo credível.

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[1] cf. São João Paulo II, Discurso aos participantes no Congresso do movimento eclesial de compromisso cultural (MEIC), 16 de janeiro de 1982.

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Saudações:

Dou as minhas cordiais boas-vindas a todos os peregrinos de língua portuguesa, em especial aos que vieram do Brasil! Queridos irmãos e irmãs, peçamos ao Espírito Santo que nos guie na missão de anunciar o Evangelho também no mundo da cultura, colocando os nossos dons ao serviço da fé e da dignidade da pessoa humana. O Senhor vos abençoe!

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Resumo da catequese do Santo Padre:

A Constituição Pastoral Gaudium et spes do Concílio Vaticano II, refletindo sobre a Igreja no mundo contemporâneo, aborda também o tema da cultura. Ao promovê-la em todas as suas formas, a Igreja sempre uniu a pregação do Evangelho à criação de escolas, para desenvolver a formação humana e espiritual, estimulando os crentes a dar razão da sua fé (cf. 1 Pe 3, 15-17) e preparando todos os povos para acolher o Evangelho. A autêntica relação entre fé e cultura tem o seu fundamento na Encarnação: por isso, a fé aperfeiçoa cada cultura na qual se integra e é chamada a tornar-se cultura segundo a forma de Cristo. A Gaudium et spes defende, assim, a necessidade de cultivar uma unidade fecunda do saber, vivendo a fé com uma atitude positiva em relação ao mundo e à história.

Como acertar nas suas decisões (Lc 6,12-19) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 28/10


 

SANTO DO DIA - 28 DE OUTUBRO: SÃO JUDAS TADEU E SÃO SIMÃO


 

CÂNTICO DOS TRES JOVENS - CAMINHO NEOCATECUMENAL


 

Liturgia das Horas: Laudes, São Simão e São Judas, 28 de outubro


 

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Veja as palavras do Papa Leão XIV. Que beleza.


 

ELEIÇÃO EM ISRAEL! Israel com Aline


 

Terça-feira, 27 de outubro de 2026 11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Salve-Rainha com o Papa Leão XIV direto da Catedral de Notre-Dame!


 

Shemá Israel Caminho Neocatecumenal com Cifras


 

Israel: eleições começam em um clima de forte instabilidade regional

 


Para o novo Knesset, disputam-se o bloco da oposição, liderado pelo ex-chefe do Estado-Maior Eisenkot, e a coalizão de Netanyahu e dos partidos de extrema direita. As pesquisas, no momento, favorecem aqueles que defendem a mudança. A votação deste 27 de outubro, segundo muitos analistas, será “decisiva” para o país e para a estabilidade do Oriente Médio

Roberto Paglialonga – Vatican News

Três anos após o ataque terrorista liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, Israel volta às urnas nesta terça-feira, 27 de outubro. E isso ocorre em um contexto de grave instabilidade em todo o Oriente Médio: as tensões entre o Irã e os EUA; o conflito no Iêmen e entre os houthis e a Arábia Saudita; o bloqueio no Estreito de Ormuz ao tráfego de navios; as operações militares das Forças de Defesa de Israel (IDF) e os ataques de colonos na Cisjordânia, no Estado da Palestina; a violência que nunca se acalmou na Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro de 2025.

A incógnita das urnas

Mais de 7 milhões de eleitores são chamados às urnas para decidir se confirmam a liderança política de Benjamin Netanyahu — cujo mandato como primeiro-ministro é o mais longo desde a fundação de Israel (após o período de três anos entre 1996 e 1999, Netanyahu, de fato, ocupa o cargo desde 2009, com exceção de um breve intervalo entre 2021 e 2022, durante os governos de Naftali Bennett e Yair Lapid) — ou encerrar este ciclo promovendo uma mudança.

A votação, na cédula, não será para um nome previamente identificado, mas para uma lista: no país há um único colégio eleitoral nacional e as 120 cadeiras do Knesset, o Parlamento, são distribuídas proporcionalmente aos votos entre os partidos que conseguirem ultrapassar o limite mínimo de 3,25%. A apuração começará assim que as urnas forem fechadas, às 22h, enquanto os resultados oficiais são esperados até quarta-feira, 4 de novembro. Assim que os resultados forem conhecidos, caberá ao presidente, Isaac Herzog, a tarefa de encarregar quem tiver mais chances de formar uma maioria parlamentar capaz de sustentar um governo. As últimas pesquisas mostram um panorama bastante incerto, não permitindo identificar antecipadamente o bloco potencialmente vencedor e capaz de conquistar os 61 assentos que garantem a maioria absoluta. Netanyahu e seus aliados de direita estariam, no momento, com 50 assentos, enquanto a oposição chegaria, no máximo, a 56.

Uma eleição decisiva

Trata-se de uma rodada “decisiva”, como tem sido destacado por diversos setores, que poderá ter repercussões significativas nos equilíbrios do país e da região. Além de estar fortemente polarizada em torno da figura do primeiro-ministro atualmente no cargo, devido às polêmicas sobre a estreita ligação entre o partido Likud — o próprio partido de Netanyahu, que ele lidera desde 1993 — e as formações da extrema direita, representadas pelos dois ministros Itamar Ben-Gvir (Segurança Nacional) e Bezalel Smotrich (Finanças); das tensões decorrentes das inúmeras investigações judiciais nas quais ele está envolvido; e das acusações — dirigidas a ele, em particular, pela oposição — sobre a responsabilidade de ter ignorado os alertas dos serviços de inteligência e dos aliados regionais quanto a um possível ataque de milicianos islâmicos. Nos últimos anos, ocorreram diversos protestos, que se concretizaram também em grandes manifestações de rua por parte da sociedade civil, todos os sábados, especialmente no início de 2023.

As formações políticas

Contra Netanyahu, formou-se um bloco bastante heterogêneo, que vai do centro-direita de Bennett e Lapid (unidos no B’Yachad — Juntos, eles pedem uma mudança, mas não para a esquerda), passando pelo nacionalista Avigdor Liberman (Yisrael Beytenu), que já foi chefe do gabinete do primeiro-ministro, até os progressistas de Yair Golan (Democratas). À frente da oposição está, então, aquele que é considerado pela maioria dos analistas como a novidade dessas eleições: Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior, que — após a experiência com o Azul e Branco de Benny Gantz e a participação como observador no gabinete de guerra criado para coordenar as operações em Gaza, oficialmente dissolvido em junho de 2024 — fundou seu próprio partido, o Yashar, que lidera as pesquisas com um apoio maior do que o do Likud. O que une todas essas formações, acima de tudo, é o objetivo de pôr fim ao governo e à carreira política de Netanyahu. Os partidos árabes (Lista Unida e Ra’am), com projeção de 14 a 16 cadeiras, podem ser decisivos, mas quase todos os líderes do bloco de oposição — com exceção de Golan — excluíram, até o momento, a possibilidade de incluí-los em um eventual governo. Embora, sem os votos deles, pareça difícil alcançar uma maioria capaz de governar. Também por isso, figuras como Eisenkot evocaram a possibilidade de um “governo de minoria”, hipótese essa, no entanto, descartada por Lieberman.

Por outro lado, permanece a coalizão liderada por Netanyahu e pelo Likud, que ainda conta com o voto das classes populares das periferias e da direita nacionalista, e é aliada a partidos extremistas como o Sionismo Religioso, o Otzma Yehudit e grupos ultraortodoxos como o Shas. E foi justamente Netanyahu quem, nas últimas horas, recebeu o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, que pediu expressamente aos israelenses que votassem nele.


Viagem confirmada. Papa: estou feliz de voltar para a América Latina

 

Leão XIV: é o “continente no qual vivi tantos momentos da minha vida. Que esta viagem seja uma oportunidade para abrirmos nossos corações uns aos outros, fortalecermos nossa comunhão como irmãos e irmãs e renovarmos nosso compromisso de anunciar o Evangelho com alegria!”. Os médicos confirmam a boa recuperação pós-operatória: não há contraindicações.

Vatican News

“Duas semanas após a cirurgia à qual o Papa Leão XIV foi submetido, a Sala de Imprensa da Santa Sé confirma que a recuperação do Santo Padre prossegue, em linha com as avaliações favoráveis comunicadas pela equipe médica que o acompanha. Como já informado, a cirurgia foi realizada com sucesso e sem complicações. Os exames médicos posteriores confirmaram que a doença estava localizada e que não são necessários outros tratamentos oncológicos.” É o que informa um comunicado da Sala de Imprensa vaticana publicado nesta segunda-feira, 26 de outubro.

A recuperação pós-operatória

“Desde seu retorno ao Vaticano”, lê-se no texto, o Pontífice “retomou gradualmente suas atividades, adaptando a programação diária de acordo com os médicos, a fim de dar prioridade à recuperação pós-operatória, ao mesmo tempo em que continua a cumprir as responsabilidades de seu ministério. Manteve importantes compromissos e atividades públicas, prestando atenção às exigências de cada dia e reservando momentos adequados de repouso”.

Ouça e compartilhe

A gratidão de Leão XIV

O Papa, informa a Sala de Imprensa, “expressa profunda gratidão pelas orações e pelo carinho recebidos de todas as partes do mundo, bem como pelos atenciosos cuidados dos profissionais de saúde que o acompanharam durante a convalescença”.

Nenhuma contraindicação constatada

O doutor Luigi Carbone, médico pessoal do Papa Leão XIV, e o cirurgião que o operou no último dia 13 de outubro, no Hospital Policlínico Gemelli, confirmam que a recuperação pós-operatória do Pontífice “continua avançando e os últimos exames médicos confirmam seu bom estado de saúde e as condições clínicas favoráveis. Diante do quadro clínico atual e dos exames laboratoriais e instrumentais realizados, não foram constatadas contraindicações que impeçam a realização da próxima Viagem Apostólica à América Latina, conforme programado. O Papa segue as recomendações médicas com rigor e atenção, e com profunda determinação de continuar a servir a Igreja”.

A confirmação da viagem

Nesse sentido, a Sala de Imprensa da Santa Sé “confirma que a Viagem Apostólica do Papa Leão XIV ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, prevista de 6 a 17 de novembro de 2026, será realizada de acordo com o programa anteriormente publicado

Fortalecer a comunhão com as Igrejas locais

O Bispo de Roma, prossegue o texto, “aguarda com grande alegria e entusiasmo esta viagem, que oferecerá a oportunidade de fortalecer os laços de comunhão com as Igrejas locais, encorajar os fiéis em sua missão e levar uma mensagem de fé, esperança e paz aos povos do Uruguai, da Argentina e do Peru, encontrar a fé desses povos e partilhar a esperança e a paz que Cristo traz ao nosso mundo”.

A alegria do Pontífice

O comunicado conclui com uma declaração do Papa: “Estou feliz por poder voltar ao continente no qual vivi tantos momentos da minha vida. Que esta viagem seja uma oportunidade para abrirmos nossos corações uns aos outros, fortalecermos nossa comunhão como irmãos e irmãs e renovarmos nosso compromisso de anunciar o Evangelho com alegria!”.

'Eu estava sendo um padre católico', diz arcebispo sobre críticas a reunião de oração com Trump

 


O arcebispo de Denver, EUA, James Golka, reza pelo presidente Trump ao lado de outros bispos na Casa Branca em 22 de outubro de 2026. | Crédito da foto: Cortesia da Casa Branca ??
O arcebispo de Denver, EUA, James Golka, reza pelo presidente Trump ao lado de outros bispos na Casa Branca em 22 de outubro de 2026. | Crédito da foto: Cortesia da Casa Branca 
 

O arcebispo de Denver, EUA, James Golka, defendeu sua participação num evento de oração com o presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval, na Casa Branca, citando o encontro como uma oportunidade para rezar publicamente e evangelizar a fé.

Golka, que assumiu o cargo na arquidiocese de Denver em março, depois de servir como bispo de Colorado Springs por vários anos, liderou uma oração numa reunião em 22 de outubro, no Salão Oval, entre Trump e vários bispos dos EUA.

No encontro, o arcebispo rezou, em parte, para que o Espírito Santo "envolva nosso país, para nos proteger de qualquer influência do mal".

O evento de oração gerou algumas críticas, pois alguns disseram que era uma oportunidade fotográfica com motivação política por parte da Casa Branca. Golka disse que "sabia que as pessoas poderiam ficar chateadas" com o evento e que ele poderia ser "usado para fins políticos".

“Mas enquanto eu rezava sobre isso, pensei que é isso que os católicos fazem. Rezamos pelas pessoas. Independentemente de concordarmos ou discordarmos em qualquer coisa, sempre rezamos pelo nosso país e pelos nossos líderes”, disse ao jornal Denver Catholic.

Golka disse que, durante a reunião, falou sobre as doutrinas da Igreja ao presidente. "Como católicos, somos chamados a compartilhar nossa fé em todos os momentos e a testemunhar a dignidade de cada pessoa humana", disse ao Denver Catholic.

O arcebispo negou que o evento, inclusive o vídeo da oração divulgado nas redes sociais, fosse um "apoio" ao presidente. "Essa nunca foi minha intenção", disse.

“Os bispos dos EUA ensinam que a Igreja não pode apoiar nenhum candidato ou partido”, disse. “Eu concordo com isso. Independentemente de como você vote, você pertence, em última análise, a Jesus, que te ama infinitamente mais do que você pode imaginar”.

O arcebispo disse ter recebido críticas de amigos sobre a decisão e que respondeu dizendo: "Eu estava sendo um padre católico".

Ele se descreveu como "desolado" com a raiva gerada pelo ocorrido. Ele exortou os cristãos a "olharem além das manchetes, que muitas vezes são criadas para provocar, e buscarem a verdade completa".

“Continuarei rezando pelo nosso presidente, pelo nosso governador e por todos que ocupam cargos públicos, independentemente de seu partido ou posição sobre temas polêmicos”, disse.

Depois do evento, a arquidiocese de Denver disse que rezar por líderes públicos "é uma longa prática católica" que remonta à Era Apostólica.

(acidigital) 

O que a Igreja no Egito está fazendo para manter jovens ligados à sua fé


A Igreja Católica no Egito enfrenta o desafio de manter sua população jovem ligada à fé. Em entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), o bispo Emmanuel Bishay, da Eparquia Copta Católica de Luxor, n... ??
A Igreja Católica no Egito enfrenta o desafio de manter sua população jovem ligada à fé. Em entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), o bispo Emmanuel Bishay, da Eparquia Copta Católica de Luxor, no Egito, esclareceu que as relações entre as igrejas Católica e Ortodoxa são boas. | Crédito: Cortesia da Ajuda à Igreja que Sofre 
 

A Igreja no Egito enfrenta o desafio de manter sua população jovem ligada à fé, disse o bispo Emmanuel Bishay, da eparquia Copta Católica de Luxor, Egito. Segundo ele, muitos jovens abandonam a fé católica ao se casarem.

Em declarações à Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) , o bispo Emmanuel Bishay disse que as relações entre as Igrejas Católica e Ortodoxa são boas.

Mas ele destacou o desafio de manter os jovens na Igreja, dizendo que, para aprofundar a fé católica, a Igreja faz programas de formação junto com iniciativas que facilitam o encontro e o estabelecimento de relacionamentos entre jovens católicos.

“A nível oficial, as relações entre as Igrejas Católica e Ortodoxa são boas. Há afeto e as pessoas trocam cumprimentos em ocasiões religiosas”, disse Bishay num relatório da ACN de 19 de outubro.

“Infelizmente, se um jovem católico ou uma jovem católica se casa com uma pessoa ortodoxa, pode ser exigido que se converta à ortodoxia e siga os preceitos da Igreja Ortodoxa”, disse ele. “Esse é um grande desafio para nós como Igreja: como podemos ajudar nossos jovens a aprofundar sua fé católica e permanecer ligados à sua Igreja?”.

“Acredito que a formação que oferecemos, especialmente por meio da catequese, é um serviço importante. Também criamos muitas oportunidades para que os jovens católicos se conheçam”, disse.

No Egito, os católicos são descritos como “uma minoria dentro de uma minoria”, segundo o relatório da ACN. A organização beneficente diz que a maior denominação cristã no Egito é a histórica Igreja Ortodoxa Copta.

“Embora não existam números oficiais, as estimativas apontam para entre 10 e 15 milhões de coptas no país, o que a torna a maior comunidade cristã do Oriente Médio, por uma grande margem. Os muçulmanos são a vasta maioria dos restantes 120 milhões de habitantes do Egito”, disse o relatório da ACN.

A Igreja Católica Copta, por outro lado, tem só cerca de 300 mil fiéis vivendo no Egito, mas, segundo Bishay, eles têm um papel importante na promoção de boas relações entre diferentes comunidades religiosas, além de contribuírem para a saúde, a educação e a cultura.

“À medida que se viaja mais para o Alto Egito, as pessoas podem ser um pouco mais rígidas em suas atitudes. Fazemos todo o possível para construir relacionamentos com a comunidade ortodoxa e com os muçulmanos, que são a maioria, mesmo que encontremos algumas dificuldades, especialmente em aldeias e pequenos povoados”, disse Bishay, segundo a citação.

Em relação às relações com a comunidade muçulmana, o bispo católico disse que houve períodos difíceis, mas que a situação melhorou.

“As vozes radicais que antes eram ouvidas já não são tão proeminentes, enquanto outra voz, a moderada, está crescendo. A mudança é lenta, mas perceptível: as pessoas estão ouvindo aqueles com visões moderadas, e o governo está lhes dando espaço para agir. O processo está caminhando nessa direção. Acredito que, se o Egito continuar nesse caminho, as coisas continuarão melhorando”, disse o líder da Igreja.

Bishay disse também que a Igreja tem um papel preponderante nos serviços que presta no Egito, especialmente nas regiões mais pobres, mas os seus fiéis continuam enfrentando desafios difíceis por serem uma minoria num país tão vasto.

“A Igreja Católica é pequena em número, mas forte em serviços. Algumas das melhores escolas do Egito são católicas, e o fato de autoridades governamentais recorrerem regularmente a escolas católicas é prova disso. Também atuamos na área da saúde. Só a nossa diocese tem 14 clínicas, a maioria delas com equipes formadas por freiras que dedicam grande parte do seu tempo a esse trabalho. Outra contribuição vem por meio de centros culturais e bibliotecas”, disse Bishay.

“A Igreja Católica não só forneceu esses serviços; ela também mostrou à sociedade egípcia como fornecê-los. A Igreja Ortodoxa Copta aprendeu a fornecê-los conosco e, mais recentemente, as mesquitas também começaram a oferecer serviços desse tipo, seguindo nosso exemplo. A Igreja Católica foi pioneira nessa área”, disse.

O bispo disse que os serviços são particularmente importantes na eparquia de Luxor.

“O Alto Egito recebe menos atenção do que o Delta e o norte do país, o que significa que os serviços são menos adequados, particularmente na área da saúde. Os hospitais nem sempre atendem aos padrões exigidos, e também há deficiências na educação e no cuidado infantil. Isso exige um grande esforço de nossa parte como Igreja Católica”.

“Os números indicam que estamos entre as províncias mais pobres do Egito. Isso afeta as habilidades e os talentos das pessoas, sejam intelectuais ou de qualquer outra natureza. Entristece-me ver pessoas talentosas cujas habilidades não são devidamente valorizadas, ou cujo ambiente não lhes proporciona a oportunidade de se desenvolverem e realizarem seu potencial”, disse.

O bispo expressou gratidão à ACN, que, segundo ele, continua apoiando a Igreja no Egito em várias áreas.

“A ACN é um apoio muito importante para nós. O que é especialmente valioso é que a fundação considera as nossas prioridades, em vez de impor a sua própria agenda. Isso é muito importante!”, disse.

 

Homilia Diária | Como cooperar com a graça divina? (Terça-feira da 30ª Sem. Tempo Comum -27/10/26)


 

Hoje é dia de santo Odrano, abade e fundador irlandês, apóstolo da Escócia

 


Santo Odrano | ACI Digital ??
Santo Odrano | ACI Digital 
 

Hoje (27) é a festa de santo Odrano (Odran ou Odhran), que foi chamado de "nobre e sem mancha". Odrano viveu entre os séculos V e VI e talvez seja o mais famoso abade do mosteiro de Meath, Irlanda.

A evangelização da Escócia e a morte de Odrano

Santo Odrano viveu por mais de 40 anos em Silvermines, no condado de Tipperary, Irlanda, e é considerado o responsável pela construção da igreja local em 520. Segundo a tradição irlandesa, Odrano foi abade do mosteiro de Meath e fundou o mosteiro de Lattreagh.

Em 563, Odrano fez parte do grupo que partiu para a ilha escocesa de Iona (Ilhas Hébridas Interiores, arquipélago da Escócia), onde acabou morrendo. Odrano e seus companheiros partiram de Loch Foyle, Irlanda, para Iona ao lado de são Columba (521-597), santo padroeiro dos escoceses. Iona é uma pequena ilha no oeste da Escócia, onde foi construído um mosteiro e de onde começou a evangelização do povo escocês.

Uma antiga tradição irlandesa diz que, logo após desembarcar em Iona, Odrano sentiu que seu fim estava próximo e disse: "Serei o primeiro cristão a morrer nesta região". Ao que são Columba respondeu: "Eu lhe asseguro que você irá para o Reino dos Céus e prometo que ninguém obterá uma graça em meu túmulo sem tê-la pedido a você também". Como Columba não queria ver seu amigo morrer, ele lhe deu sua bênção e eles seguiram caminhos diferentes.

Um combate nas alturas

Columba estava na metade de seu caminho quando ergueu os olhos para o céu. De repente, ele ficou paralisado, como se estivesse em um profundo êxtase. Seus companheiros perguntaram o que ele estava vendo e Columba respondeu, para surpresa de todos, que estava vendo a batalha travada nas alturas entre os espíritos bons e os maus. Em seguida, disse que também tinha visto como os anjos estavam levando triunfantes a alma de santo Odrano para o céu.

A companhia aérea de bandeira da Irlanda, Aer Lingus, batizou um de seus aviões de passageiros, um Boeing 757, de "St. Otteran-Odhrán". ‘Otteranus é ‘Odrano’ em latim, provavelmente em alusão à lenda do santo voando pelos ares acompanhado por anjos.

Escócia e Irlanda unidas

Santo Odrano foi o primeiro dos monges irlandeses a morrer e ser enterrado em Iona, na Escócia. Sua morte foi registrada em 548. Seu local de sepultamento, que fica no único cemitério da ilha, é chamado de "Reilig Orain" em sua homenagem. Um relato antigo diz que seu túmulo está localizado na base da capela do local.

O santo fundou o mosteiro de Latteragh no condado de Tipperary, que mais tarde foi renomeado Leitrioch Odrain. Embora pouco se saiba sobre os detalhes de sua vida, ele é celebrado como um bispo santo em toda a Irlanda.

Laudes de Terça-feira da 30ª Semana do Tempo Comum


 

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Impossible TakeOff Supersonic Tupolev TU-144D From Short Runway


 

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 26.10.2026


 

“Santa Maria, rogai por nós!”


 

Por que você se defende quando é corrigido? | A soberba


 

Comentário à liturgia do 1º Domingo do Advento - Ano A


 

Igrejas na Jordânia: “convivência entre cristãos e muçulmanos não está em perigo”

 

Após o ataque armado, ocorrido durante um funeral, à Igreja Greco-ortodoxa de São Jorge, em Hmoud, que causou 8 mortos e 40 feridos, os representantes das comunidades cristãs afirmaram que tal ação não fará senão fortalecer o vínculo com a Terra Santa e o diálogo inter-religioso: “a unidade vai repelir o extremismo e qualquer tentativa de semear divisão e discórdia”.

Giovanni Zavatta - Vatican News

“Se o objetivo dessa ação é nos expulsar da Terra Santa e nos obrigar a fugir, o único resultado que vai alcançar será o de fortalecer nosso vínculo com ela e aprofundar ainda mais nossas raízes neste lugar. Tal ato atroz e sangrento não irá abalar a nossa unidade nacional, nem nossa determinação inabalável. Pelo contrário, reforça ainda mais os laços entre cristãos e muçulmanos, unindo-nos em torno de nosso líder hachemita». É firme e inequívoca a declaração com a qual o Patriarca Greco-ortodoxo de Jerusalém, Teófilo III, condenou sem reservas o atentado terrorista perpetrado na sexta-feira, 23 de outubro, na Jordânia, na Igreja Greco-ortodoxa de São Jorge, na aldeia de Hmoud, província de Al-Karak.

Medidas de segurança foram reforçadas enquanto se procura os agressores

Pelo menos três homens armados invadiram o local durante uma cerimônia fúnebre, abrindo fogo indiscriminadamente contra os fiéis indefesos, matando 8 pessoas e ferindo outras 40. As autoridades jordanianas afirmaram que ainda estão atrás dos agressores, acrescentando que é prematuro determinar se há ligações com grupos conhecidos, dentro ou fora do país. Até o momento, não houve nenhuma reivindicação do ato criminoso. “Esse é o resultado de uma ideologia terrorista e de um extremismo cego; não permitiremos que a sociedade siga esse caminho”, escreveu o primeiro-ministro, Jafar Hassan, em uma postagem no X, enquanto o rei da Jordânia, Abdullah II, dirigiu-se ao local do massacre, declarando que os responsáveis serão punidos “com mão de ferro”. Enquanto isso, as medidas de segurança foram reforçadas em shoppings, embaixadas estrangeiras e outros locais sensíveis em todo o reino hachemita.

A firmeza do Patriarca Greco-ortodoxo Teófilo III

Teófilo III, que na Jordânia é representado por dois vigários patriarcais em Amã e em Irbid, destacou em sua declaração que, “por mais graves que sejam os acontecimentos que estão ocorrendo ao nosso redor e por mais difíceis que sejam as provações que somos chamados a enfrentar, nunca abandonaremos nossa terra. Somos filhos desta terra, nós mesmos somos suas origens e fazemos parte de sua história, de seu presente e de seu futuro. Permaneceremos aqui, testemunhando nossa fé, independentemente da magnitude dos desafios e da gravidade das provações”. O Patriarca Greco-ortodoxo manifestou ainda a convicção de que a sociedade jordaniana “permanecerá imune a qualquer ideologia obscura e extremista” e que esse ato criminoso “é completamente alheio ao islamismo moderado, tal como é promovido e praticado no país de maneira discreta e sensata”.

Solidariedade dos líderes das Igrejas de Jerusalém

Os patriarcas e líderes das Igrejas de Jerusalém expressaram dor e consternação. Em um comunicado divulgado neste sábado (24/10), eles se referem a um “ataque terrorista brutal e desumano” contra civis indefesos, que “constitui uma grave ofensa a Deus e à humanidade”. Atacar pessoas em oração, dentro da casa de Deus, enquanto choram seus entes queridos, viola todos os valores sagrados e humanos”, prosseguem, destacando que “trata-se de uma agressão a toda a comunidade cristã do Reino Hachemita da Jordânia e ao tecido social jordaniano, um modelo exemplar de convivência onde muçulmanos e cristãos vivem unidos, em espírito de fraternidade, há gerações”.

Ao luto dirigido às famílias das vítimas e à solidariedade fraterna manifestada a Teófilo III, soma-se, no entanto, “o consolo” pelas palavras inequívocas de Abdullah II e pela firme rejeição a tal ato por parte do povo jordaniano: “ações desse tipo não podem, nem jamais conseguirão, abalar a unidade do povo da Jordânia”, concluem os representantes das Igrejas de Jerusalém, convidando todas as paróquias da região a tocar os sinos ao meio-dia (hora da Jordânia), em sinal de solidariedade e oração pelos fiéis falecidos e pelos feridos.

O Patriarcado Latino sobre a importância do papel desempenhado pelo rei Abdullah II

Na sexta-feira (23/10), de forma isolada, o Patriarcado Latino de Jerusalém se pronunciou, expressando condenação e pesar, e destacou o papel desempenhado pela família hachemita, liderada pelo rei Abdullah II, “na consolidação dos valores de moderação e tolerância, na defesa da dignidade humana e na salvaguarda da liberdade de praticar os ritos religiosos”. A coesão nacional do povo jordaniano representa “uma proteção fundamental contra o terrorismo, o extremismo e qualquer tentativa de semear divisão ou discórdia”. Os jordanianos, tanto muçulmanos quanto cristãos, formam uma única família nacional — diz a declaração — unida por uma história compartilhada e um destino comum, ligada por laços de afeto, pertencimento e lealdade à sua terra e à sua liderança”.

Condolências também de Bartolomeu e do CMI

De Roma, onde se encontra em visita, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu ligou para Teófilo III para expressar o mais profundo pesar, condenando sem reservas o atentado. “Todo ato terrorista é, na verdade, dirigido contra a convivência pacífica entre povos, religiões e culturas, que reveste uma importância vital, sobretudo para o Oriente Médio, que há muito tempo sofre”, diz uma nota. O secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas, o reverendo Jerry Pillay, também destacou que “os fortes laços de amizade e respeito mútuo entre cristãos e muçulmanos na Jordânia não serão abalados por esse ato de violência”, pedindo a proteção de todos os locais de culto para que todos possam se reunir em oração com paz e segurança.


Apelos do Papa pelos povos do Iêmen e Jordânia: todos têm direito de viver em paz

 

"Continuemos juntos a rezar pela paz", exortou Leão XIV ao final do Angelus: "que o Senhor inspire escolhas de diálogo e de paz!". Os apelos foram dirigidos ao Iêmen, que sofre agravamento da emergência humanitária na cidade de Taiz, e à Jordânia, onde um ataque terrorista desestabilizou a "convivência pacífica" em Hammoud. "Vamos nos unir espiritualmente" aos líderes religiosos a partir de Assis, lembrou o Papa, para o Encontro pela paz que começa neste domingo (25/10).
 
Ouça a reportagem com a voz do Papa e compartilhe

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV, ao final da oração mariana do Angelus deste domingo (25/10) a cerca de 20 mil pessoas na Praça São Pedro, voltou a exortar "o diálogo e a paz" entre os povos. Os apelos do Pontífice começaram pelo Iêmen, para que "cessem as hostilidades", favorecendo "o direito de viver em paz" sobretudo na cidade de Taiz - a terceira maior do país -, que sofre com o agravamento rápido da emergência humanitária. Segundo as Nações Unidas, o centro urbano local está isolado há 20 dias com os combates entre rebeldes e forças do governo que tomaram as principais rotas de abastecimento, o que dificulta o deslocamento de civis e a entrada de alimentos e combustível. O Programa Mundial de Alimentos da ONU estima que mais de 800 mil pessoas em Taiz continuam sem acesso a ajuda humanitária. Pela grave situação, veio o apelo do Papa:

"Queridos irmãos e irmãs, acompanho com preocupação a grave situação humanitária no Iêmen, especialmente na cidade de Taiz, onde a população sofre com a falta de alimentos, água e cuidados médicos. Dirijo um apelo sincero para que cessem as hostilidades e seja garantido ao povo iemenita e a todos os povos da região o direito de viver na paz."

A oração pelas vítimas na Jordânia

Ainda no Oriente Médio, o Papa direciona o pensamento às vítimas do atentado durante um funeral na Jordânia. Após o ataque armado de 23 de outubro, que causou 8 mortos e 40 feridos, os representantes das comunidades cristãs afirmaram à Greco-ortodoxa que o ocorrido não fará senão fortalecer o vínculo com a Terra Santa e o diálogo inter-religioso. Leão XIV demonstrou proximidade e preocupação:

"Asseguro minhas orações por todos aqueles que foram mortos e feridos na última sexta-feira, no ataque terrorista contra os fiéis da Igreja Ortodoxa de São Jorge, em Hammoud, na Jordânia. Estou próximo àquela comunidade e a todo o país, que se destaca pela convivência pacífica e pelo respeito entre as diferentes religiões."

Encontro pela paz e de união espiritual em Assis

Enfim, o Papa Leão XIV citou o encontro "Paz desarmada e desarmante" que começa neste domingo (25/10), em Assis, para reforçar o apelo apartir da Itália:

“Continuemos juntos a rezar pela paz. Depois de amanhã, 27 de outubro, vamos nos unir espiritualmente aos Chefes das Igrejas e aos líderes religiosos que irão se reunir em Assis por ocasião do aniversário de 40 anos do encontro convocado por São João Paulo II. Nunca como hoje ficou tão evidente que as guerras, além de semear morte e destruição, empobrecem e prejudicam o mundo. Que o Senhor inspire escolhas de diálogo e de paz!”

O Pontífice deve enviar uma mensagem manifestando "proximidade aos organizadores, aos líderes e representantes das confissões cristãs e das religiões, assim como aos convidados que estarão presentes, na convicção de que o Espírito de Assis, o diálogo e a busca de palavras e gestos de paz são recursos preciosos em uma época de conflitos”. Isso porque, ainda segundo um comunicado da Santa Sé divulgado na última sexta-feira (23/10), o Papa "não poderá estar presente em Assis no dia 27 de outubro, como estava previsto”, para "favorecer a recuperação após a cirurgia torácica" realizada em 13 de outubro, no Hospital Gemelli, de Roma, para a remoção de um adenocarcinoma pulmonar.

A natureza da doença foi confirmada em boletim médico de 21 de outubro, que apresentou os resultados definitivos dos exames histológicos e das análises de biologia molecular: com base em uma avaliação oncológica posterior, “não é necessária nenhuma terapia adicional” para o Papa. Nessa última semana, após alta do hospital em 17 de outubro, Leão XIV manteve os compromissos previstos na agenda, enquanto prossegue o período de recuperação no Vaticano.

O Papa: numa sociedade como a nossa, a dimensão da caridade é fundamental

 

Na audiência com as Irmãs da Caridade, Leão XIV destacou o legado da fundadora, Santa Joana Antida Thouret, que colocou Cristo no centro de sua vida, dedicando-se aos pobres, aos enfermos e aos mais necessitados. Um ensinamento que hoje deve nos levar a cultivar e difundir a atenção ao próximo, "ao bem integral, espiritual e temporal, do próximo".

Vatican News

O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta segunda-feira (26/10), na Sala do Consistório, no Vaticano, as participantes do Capítulo Geral eletivo das Irmãs da Caridade de Santa Joana Antida Thouret, religiosa francesa, fundadora da Congregação das Irmãs da Caridade.

O Capítulo Geral de uma família religiosa é sempre um contexto privilegiado para a ação do Espírito Santo em favor do Povo de Deus. Nos dias de graça que vocês vivenciaram, em atitude de docilidade às suas inspirações, vocês exerceram o discernimento comunitário, que é em si mesmo uma experiência edificante.

Leão XIV prosseguiu o seu discurso, ressaltando que "Santa Joana Antida Thouret compreendeu muito bem a importância dessa 'doação conjunta' na Igreja, demonstrando, ao longo de sua vida, grande amor e respeito pelo Sucessor de Pedro, mesmo ao custo de enfrentar dolorosos mal-entendidos e sacrifícios pelo bem e pela unidade das pessoas que lhe foram confiadas".

A seguir, recordou o tema escolhido pelas Irmãs da Caridade de Santa Joana Antida Thouret para os trabalhos do capítulo, "Raízes em Cristo, missão no mundo", afirmando que "ele descreve com muita propriedade a essência de sua consagração e do seu apostolado".

Ter raízes em Cristo significa, de fato, seguindo o exemplo de Santa Joana Antida, colocar somente Ele no centro de nossa existência e de nossos pensamentos, acostumando-nos a sentir e celebrar Sua presença a cada instante, confiantes de que, unidos a Ele, estaremos cada vez mais próximos uns dos outros e mais capazes de ajudar os outros de acordo com seus desígnios.

O Papa recordou um aspecto importante do legado carismático que santa Fundadora deixou para as suas religiosas: "Prestar atenção ao bem integral, espiritual e temporal dos outros".

Recordo isso porque, numa sociedade como a nossa, que tende a fragmentar o ser humano, dividindo as pessoas não apenas entre si, mas também — e de forma mais grave — dentro de si mesmas, essa dimensão da caridade é fundamental para a recuperação, a promoção e o autêntico respeito pela dignidade de cada um, especialmente dos mais pobres e necessitados. Valorizem-na, cultivem-na e difundam-na.

Leão XIV disse ainda que "neste ano bicentenário do nascimento para o Céu da Santa Madre Thouret, é reconfortante notar o quanto o Senhor abençoou e acompanhou a sua caminhada ao longo do tempo". "Isso é testemunhado na riqueza e diversidade de sua expansão apostólica, agora presente em trinta e dois países, onde vocês mantêm vivo o 'carisma da Caridade' graças ao trabalho de religiosas, leigos, jovens, voluntários e colaboradores de todas as idades e origens", sublinhou.

O Papa concluiu, incentivando as religiosas a continuarem "seu trabalho generosamente", pois "ele é precioso aos olhos de Deus e da Igreja. Obrigado por tudo o que vocês fazem".