quarta-feira, 29 de abril de 2026

Mulheres na Igreja #4 - Hildegarda de Bingen (1098 - 1179)


 

Portugal: “Certamente vai haver uma visita do Papa Leão XIV”

 

Maria Amélia Paiva é embaixadora de Portugal junto da Santa Sé e analisa o legado humano e espiritual do Papa Francisco. Lança também um olhar para o pontificado de Leão XIV.

Rui Saraiva – Portugal

No passado dia 21 de abril assinalou-se o primeiro aniversário do falecimento do Papa Francisco. É uma data que convoca a refletir sobre o seu imenso legado humano e espiritual.

A Renascença e a Agência Ecclesia, entrevistaram Maria Amélia Paiva, embaixadora de Portugal junto da Santa Sé. Publicamos aqui parte desta entrevista conduzida pelos jornalistas Henrique Cunha da Renascença e Octávio Carmo da Agência Ecclesia.

Um ano após a partida de Francisco, que marca principal considera que este Papa deixou na ação do Vaticano e na forma como a Igreja se relaciona com o mundo?

O Papa Francisco deixou-nos, faz agora um ano, a 21 de abril, as marcas são grandes. O legado do Papa Francisco é um legado muito importante, é um legado de um pontificado que foi muito marcante. Muitos consideram tratar-se de um pontificado de uma revolução gentil ou suave. Mas desde uma igreja de maior simplicidade ou uma igreja de saída, como também muitas vezes se descreve, há já aí uma grande diferença, e por exemplo, e logo no início do seu papado, quando optou por viver na Domus Santa Marta, contribuiu talvez dessa forma para humanizar a figura papal, tornando-a mais próxima e acessível. E por outro lado, logo também nesse mesmo sinal, nas suas primeiras intervenções e nas intervenções que marcaram todo o pontificado, há um sinal de grande proximidade com as periferias geográficas e sobretudo com os pobres, com os migrantes, com os refugiados.

Mas o Papa Francisco deixa um legado muito vasto de reforma, por exemplo, da cúria, uma reforma estrutural de transparência, uma nova constituição apostólica que permite, por exemplo, que mulheres assumam e tenham assumido pela primeira vez cargos de liderança no Vaticano. Implementou mudanças estruturais para uma maior transparência financeira, controlos rigorosos contra a corrupção, enfim, uma reforma também aí estrutural e muito relevante. Mas há mais do que isso, há um combate claro à impunidade, adotou a política da tolerância zero em relação aos casos de abuso sexual, que é uma política muito relevante, apesar de muitas acusações de alguns que acham que devia ter feito ainda mais. Certamente fez um caminho muito importante ao sinalizar isto.

Mas há uma outra área, se posso ainda continuar, de muita relevância, que é a da ecologia integral, nomeadamente com as mensagens muito fortes sobre o cuidado a ter com a casa comum como pilar central, criticando de forma muito clara e muito taxativa a destruição da natureza e o sistema económico excludente, e por isso tantas vezes foi chamado do Papa Verde. A ‘Laudato Si’, a encíclica que celebrou em 2025 os seus dez anos, cristaliza esta forma de olhar para a criação e para o cuidado da casa comum, é talvez um dos textos mais relevantes do pontificado do Papa.

Mas o acolhimento e a misericórdia, o diálogo inter-religioso e a geopolítica da paz. A paz foi uma constante nos apelos do Papa Francisco, e eu lembro de facto um livro que saiu no final de 22, início de 2023, quando o Papa escreveu e foi reunido um conjunto de apelos que ele fez para pôr termo à guerra na Ucrânia. Mas o diálogo com as outras religiões. É todo um conjunto de linhas de atuação que mostram de facto um pontificado muito, muito relevante e por isso é tão importante falar dele e tão importante esta vossa iniciativa de recordar o legado do Papa Francisco.

O Papa Francisco, como já referiu, fez vários apelos à paz, aliás falou por diversas vezes da Terceira Guerra Mundial aos pedaços. Por que motivo os apelos que ele fez pareceram tantas vezes incomodar certos centros de poder económico e político? Ainda hoje, com o seu sucessor, por exemplo, está a acontecer o mesmo.

Pois o significado e a importância dessas mensagens são fundamentais e os apelos, infelizmente, nem sempre parecem ser ouvidos, mas no fundo acabam por ser ouvidos e espero que façam o seu caminho e que possamos, de facto, encontrar aqui soluções através do diálogo, através da diplomacia e através da capacidade de nos reconciliarmos uns com os outros. E este diálogo é muito importante, nomeadamente porque quer o Papa Francisco, quer, como disse, o Papa Leão XIV, tem marcado muito também as suas intervenções pela reconciliação e pelo diálogo com os outros. E os outros são todos os outros.

Quando o Papa Francisco usou, muitas vezes, durante a JMJ23 em Lisboa, a expressão todos, todos, todos, ele está mesmo a falar de todos; das outras religiões, dos outros credos religiosos, de todos os outros que muitas vezes não estão na mesa das conversas sobre os temas mais relevantes e, por isso, é  importante falar com todos e os todos não são apenas aqueles que têm o poder político, são também todos os outros que podem ter um papel nesta aproximação, neste diálogo, nesta reconciliação que é tão importante fazermos e, sobretudo, optarmos sempre e sempre pela via da diplomacia e não pela via das armas.

A senhora embaixadora falou da JMJ em Lisboa, em 2023, juntamente com as passagens por Fátima, são seguramente marcas que Portugal deixou no pontificado de Francisco. Pergunto também se no contacto com a diplomacia do Vaticano, esses momentos, que foram importantes para nós, também moldam a visão que se tem, em Roma, sobre Portugal e sobre a Igreja por cá?

Isso certamente, dos contactos que tive aqui, não querendo cometer nenhuma inconfidência, porque não o posso e não o devo fazer, claramente a JMJ tem um marco muito importante neste revigorar do relacionamento entre Portugal e a Igreja Portuguesa e a Santa Sé, entre Portugal, a Igreja Portuguesa e a Santa Sé.

Claramente é um marco muito importante. A JMJ foi um grande sucesso, foi um grande sucesso de uma colaboração muito vasta, de muitos que contribuíram para isso e de uma relação muito próxima que houve entre a Igreja Portuguesa e o Vaticano, que permitiu de facto o sucesso e a vários títulos já me foi referido exatamente esse marco tão importante no relacionamento recente, mais recente, entre Portugal e a Santa Sé.

O mundo não parou e a Igreja também não. Desde a eleição do seu sucessor, o Leão XIV, tem encontrado desafios globais, já teve oportunidade de estar com ele e de o ouvir. Que marca própria já se nota na ação do Papa norte-americano?

Acho que a marca está a ser construída, como é natural e como é normal. O Papa tem menos de um ano de pontificado, mas eu acho que há dois ou três temas que são muito recorrentes e de alguma forma são de continuidade entre o Papa Francisco e o Papa Leão XIV.

Antes de mais, eu diria a defesa da paz e da mensagem do Evangelho nesse sentido. E este papel que a Igreja Católica deve ter de continuar a ser uma voz profética de paz e não um agente de poder político. E por isso eu acho que o Papa Leão XIV, de alguma forma, é eleito num contexto que se pode dizer, simplificando certamente, de continuidade e de aprofundamento daquilo que vinham a ser as linhas de força dos pontificados anteriores e sobretudo do pontificado do Papa Francisco.

E claramente o conclave ao escolher o cardeal Robert Prevost, claramente continua nesta linha de um deslocamento do centro de gravidade do catolicismo para o sul global, onde o número de fiéis aumenta, onde há uma expressão cada vez maior também desta atenção às periferias.

A ligação de Portugal à Santa Sé é histórica. Em relação ao Papa Leão XIV, o Estado português já formulou um convite oficial para que visite o nosso país. Nas conversas que tem mantido com o Santo Padre ou com a Secretaria do Estado, essa possibilidade já foi de alguma forma abordada? 

É evidente que vários já fomos os interlocutores desse convite, mas também a complexidade da agenda papal não nos permitiu ainda obter uma resposta taxativa à aceitação desse convite. Mas vamos ter de aguardar e vamos ter de esperar mais um pouco.

Mas o Papa já disse que gostava de vir a Portugal, não é? 

Sim, o gostar de vir é claríssimo, é claríssimo. Ele é também um Papa muito mariano, como foi o Papa Francisco. Agora, o poder dizê-lo de uma forma já muito conclusiva que irá no ano Y, no mês Y ou Z, isso ainda não temos essa resposta, mas acho que temos que também dosar de alguma calma e de alguma paciência, porque certamente vai haver uma visita do Papa Leão, temos é que aguardar pelo calendário.

Maria Amélia Paiva é embaixadora de Portugal junto da Santa Sé.

Laudetur Iesus Christus

Audiência Geral 29 de abril de 2026 - Papa Leão XIV

  

LEÃO XIV

AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro
Quarta-feira, 29 de abril de 2026


Catequese. Viagem apostólica de sua santidade Leão XIV à Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial

Prezados irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!

Hoje desejo falar sobre a Viagem apostólica que realizei de 13 a 23 de abril, visitando quatro países africanos: Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.

Desde o início do meu pontificado pensei numa viagem à África. Dou graças ao Senhor por me ter concedido realizá-la, como Pastor, para encontrar e encorajar o povo de Deus; e também por a ter vivido como mensagem de paz num momento histórico, marcado por guerras e por graves e frequentes violações do direito internacional. E expresso o meu mais sentido “obrigado” aos Bispos e às Autoridades civis que me receberam e a todos aqueles que colaboraram para a organização.

A Providência quis que a primeira etapa fosse precisamente o país onde se encontram os lugares de Santo Agostinho, ou seja, a Argélia. Assim, vi-me, por um lado, a recomeçar pelas raízes da minha identidade espiritual e, por outro, a atravessar e a consolidar pontes muito importantes para o mundo e a Igreja de hoje: a ponte com a época extremamente fecunda dos Padres da Igreja; a ponte com o mundo islâmico; a ponte com o continente africano.

Na Argélia, recebi uma hospitalidade não só respeitosa, mas cordial, e pudemos constatar de perto e mostrar ao mundo que é possível viver juntos como irmãos e irmãs, até de diferentes religiões, quando nos reconhecemos filhos do mesmo Pai misericordioso. Além disso, foi uma ocasião propícia para nos colocarmos na escola de Santo Agostinho: com a sua experiência de vida, os seus escritos e a sua espiritualidade, ele é mestre na busca de Deus e da verdade. Um testemunho hoje mais importante do que nunca para os cristãos e para todas as pessoas.

Nos outros três países que visitei, a população é na sua grande maioria cristã, e por isso mergulhei num clima de festa da fé e de hospitalidade calorosa, favorecido também pelos traços típicos do povo africano. Também eu, como os meus predecessores, experimentei um pouco do que acontecia a Jesus com as multidões da Galileia: Ele via-as sedentas e famintas de justiça, anunciando-lhes: “Bem-aventurados os pobres, bem-aventurados os mansos, bem-aventurados os pacificadores...” e, reconhecendo a sua fé, dizia: “Vós sois o sal da terra e a luz do mundo” (cf. Mt 5, 1-16).

A visita aos Camarões permitiu-me revigorar o apelo ao compromisso conjunto pela reconciliação e a paz, porque também aquele país, infelizmente, está marcado por tensões e violências. Estou feliz por ter visitado Bamenda, na região anglófona, onde incentivei a trabalhar juntos pela paz. Os Camarões são chamados “África em miniatura”, em referência à variedade e à riqueza da sua natureza e dos seus recursos, mas podemos entender esta expressão também no sentido de que as grandes necessidades de todo o continente se encontram nos Camarões: a necessidade de uma distribuição equitativa das riquezas; de dar espaço aos jovens, superando a corrupção endémica; de promover o desenvolvimento integral e sustentável, opondo às várias formas de neocolonialismo uma cooperação internacional clarividente. Agradeço à Igreja nos Camarões e a todo o povo camaronês, que me recebeu com tanto amor, e rezo a fim de que o espírito de unidade que se manifestou durante a minha visita se mantenha vivo e guie as escolhas e as ações futuras.

A terceira etapa da Viagem foi Angola, grande país a sul do equador, de tradição cristã plurissecular, ligada à colonização portuguesa. Assim como muitos países africanos, após ter alcançado a independência, Angola atravessou um período convulso, que no seu caso foi ensanguentado por uma longa guerra interna. No cadinho desta história, Deus guiou e purificou a Igreja, convertendo-a cada vez mais ao serviço do Evangelho, da promoção humana, da reconciliação e da paz. Igreja livre para um povo livre! No Santuário mariano de Mamã Muxima – que significa “Mãe do coração” – senti pulsar o coração do povo angolano. E nos vários encontros vi com alegria tantas religiosas e religiosos de todas as idades, profecia do Reino dos céus no meio do seu povo; vi catequistas que se dedicam inteiramente ao bem das comunidades; vi rostos de idosos esculpidos por fadigas e sofrimentos, mas transparentes à alegria do Evangelho; vi mulheres e homens que dançavam ao ritmo de cânticos de louvor ao Senhor ressuscitado, fundamento de uma esperança que resiste às desilusões causadas pelas ideologias e pelas promessas vãs dos poderosos.

Esta esperança exige um compromisso concreto, e a Igreja tem a responsabilidade, com o testemunho e o anúncio intrépido da Palavra de Deus, de reconhecer os direitos de todos e de promover o seu respeito efetivo. Com as Autoridades civis angolanas, mas também com aquelas dos outros países, pude assegurar a vontade da Igreja católica de continuar a dar esta contribuição, em particular nos campos da saúde e da educação.

O último país que visitei foi a Guiné Equatorial, 170 anos depois da primeira evangelização. Com a sabedoria da tradição e a luz de Cristo, o povo guineense atravessou as vicissitudes da sua história e, nos últimos dias, na presença do Papa, renovou com grande entusiasmo a sua vontade de caminhar unido rumo a um futuro de esperança.

Não posso esquecer o que ocorreu na prisão de Bata, na Guiné Equatorial: os presos entoaram a plenos pulmões um cântico de ação de graças a Deus e ao Papa, pedindo para rezar “pelos seus pecados e a sua liberdade”. Nunca tinha visto nada de semelhante! E depois recitaram comigo o “Pai-Nosso” debaixo de uma chuva torrencial. Um sinal genuíno do Reino de Deus! E ainda debaixo da chuva teve início o grande encontro com a juventude, no estádio de Bata. Uma festa de júbilo cristão, com testemunhos comoventes de jovens que encontraram no Evangelho a vereda para um crescimento livre e responsável. Esta festa culminou na celebração eucarística do dia seguinte, que coroou dignamente a visita à Guiné Equatorial e também toda a Viagem apostólica.

Caros irmãos e irmãs, para as populações africanas, a visita do Papa é ocasião para fazer ouvir a sua voz, para manifestar a alegria de ser povo de Deus e a esperança num porvir melhor, de dignidade para cada um e para todos. Estou feliz por lhes ter proporcionado esta possibilidade e, ao mesmo tempo, dou graças ao Senhor pelo que eles me ofereceram, uma riqueza inestimável para o meu coração e o meu ministério.

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Saudações:

Uma cordial saudação a todos os peregrinos de língua portuguesa, de modo especial ao grupo do Colégio Laura Vicuña, de Lisboa, e às jovens da Orquestra Chiquinha Gonzaga, do Rio de Janeiro! Na África, encontrei comunidades eclesiais que, cada uma do seu modo, dão testemunho de uma fé viva. Peçamos ao Senhor que reavive a nossa fé onde! Deus vos abençoe!

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Resumo da catequese do Santo Padre:

Na catequese de hoje recordamos a recente Viagem Apostólica a quatro países da África. Quis a Divina Providência que o primeiro país fosse a Argélia, que abriga lugares importantes na vida de Santo Agostinho e onde é possível a convivência fraterna entre diferentes religiões. Nos Camarões foi reforçado o apelo à reconciliação e à paz, especialmente durante a visita à cidade de Bamenda. O terceiro país foi Angola, onde se encontra uma Igreja viva, que anuncia corajosamente o Evangelho: no Santuário de Mamã Muxima, que significa Mãe do Coração, sente-se o pulsar do coração angolano. Por fim, na Guiné Equatorial, foi marcante a visita aos detidos na prisão de Bata, seguida pelo encontro com os jovens, no estádio, ambos sob intensa chuva, o que não diminuiu em nada o fervor dos participantes. Agradeçamos ao Senhor este grande dom.

Homilia Diária | Santa Catarina de Sena e o recolhimento interior (Mem. de Santa Catarina de Sena)


 

Papa da un Resumen de su Viaje Apóstolico a


 

SANTO DO DIA - 29 DE ABRIL: SANTA CATARINA DE SENA


 

Laudes da Memória de Santa Catarina de Sena, virgem e doutora da Igreja


 

terça-feira, 28 de abril de 2026

SUPERE AGORA O MEDO DA MORTE! | Pe. Gabriel Vila Verde


 

Vencendo toda confusão (Jo 10,22-30) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 28/04


 

MAÇONARIA E IGREJA: POR QUE NÃO DÁ PRA CONCILIAR | GUILHERME FREIRE


 

Terça-feira, 28 de Abril de 2026 -11:00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Programa ECCLESIA dia 28 Abril 2026


 

Hoje é dia de são Pedro Chanel, mártir e padroeiro da Oceania.

 


São Pedro Chanel São Pedro Chanel
 

A Igreja celebra hoje (28), o padre são Pedro Chanel, primeiro mártir e padroeiro da Oceania, onde conseguiu a conversão de muitos nativos.

Pierre-Louis-Marie Chanel nasceu na França em 1803 em uma família de camponeses. Recebeu as ordens sacerdotais aos 24 anos e foi enviado para a paróquia de Crozet, que estava em declínio, mas que com a sua chegada começou a renascer.

Em 1831 ingressou na Sociedade de Maria (Maristas) formada pelo padre Jean Claude Colin na França e que recebeu a aprovação final do papa Gregório XVI em 1836. O papa pediu à nova congregação que enviasse missionários à Polinésia.

Na ilha de Futuna, na Oceania, são Pedro Chanel encontrou um território dividido entre duas tribos. O canibalismo havia sido proibido havia pouco tempo

Apesar das dificuldades, são Pedro Chanel conseguiu converter muitos, aprendendo a língua, ensinando e cuidando dos doentes.

Aos poucos, porém, a intranquilidade de Niuliki, o rei de Alo e principal reino da ilha de Futuna, cresceu, pois ele achava que o cristianismo tiraria suas prerrogativas como líder religioso e rei.

Depois que Meitala, filho do rei de Alo, foi batizado, Niuliki enviou seu genro Musumusu para resolver o problema conforme necessário.

Musumusu enfrentou primeiro seu cunhado Meitala, mas ficou ferido e foi até a residência de são Pedro Chanel fingindo que precisava de atendimento médico

Enquanto era atendido, partidários de Musumusu saquearam a casa do santo e o genro do rei rompeu a cabeça de são Pedro Chanel com um machado matando-o em 28 de abril de 1841.

Depois de uma longa viagem, os restos mortais do mártir chegaram a Lyon, França, no dia 1º de junho de 1850, na sede da Casa Mãe dos Maristas.

São Pedro Chanel foi declarado mártir e beato em 17 de novembro de 1889, e canonizado em 12 de junho de 1954 por Pio XII.


Hora Terça de Terça-feira da 4ª Semana da Páscoa


 

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Vi uma asiática a comprar camisetas, transformá-las e vendê-las a 10 vezes o preço. Três ideias surg


 

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 27.04.2026


 

FULL MEETING: Pope Leo XIV Meets Archbishop Sarah Mullally in Historic Vatican Prayer Moment | AK1B


 

No voo que o trouxe de volta a Roma, o Papa


 

Viagem do Papa Leão XIV a África


 

Aumenta número de vocações na África e Ásia, alimentadas pela fé do Povo de Deus

Publicamos uma contribuição detalhada preparada pelo Padre Guy Bognon, Secretário-Geral da Pontifícia Sociedade de São Pedro Apóstolo (POSPA), por ocasião do 63º Dia Mundial de Oração pelas Vocações.

Por Padre Guy Bognon*

O Dia Mundial de Oração pelas Vocações, instituído pelo Papa Paulo VI e celebrado oficialmente pela primeira vez no domingo, 12 de abril de 1964, é celebrado este ano em 26 de abril, IV Domingo da Páscoa, conhecido como "Domingo do Bom Pastor".

Este dia especial de oração pelas vocações tem uma ligação particular e muito próxima com a Pontifícia Sociedade de São Pedro Apóstolo, que se dedica exclusivamente às vocações sacerdotais e religiosas nos territórios sob a jurisdição do Dicastério para a Evangelização, Seção para a Primeira Evangelização e as Novas Igrejas Particulares.

1. O Dia Mundial de Oração pelas Vocações: o que é?

Como muitas palavras que são esvaziadas de seu significado original para tranquilizar as consciências, o termo "vocação" é cada vez mais compreendido apenas em seu sentido genérico de inclinação, impulso irresistível ou particular que um indivíduo sente em relação a uma profissão, um tipo de atividade ou um estado de vida.

Como resultado, há uma crescente tendência de fazer deste dia um Dia de Oração por todos os estados de vida, por todos os tipos de vocação.

Mas se retornarmos ao contexto em que nasceu esta iniciativa do Papa Paulo VI, fica claro que não se tratava precisamente de rezar para que as pessoas sentissem ou abraçassem a vocação de historiador, romancista, empresário ou pintor, ou que muitos jovens escolhessem a vida matrimonial para se tornarem esposas e maridos, mães e pais na sociedade, já que não havia escassez nessa área.

Embora o termo "Vocação" possa assumir esses significados, ao falar do Dia de Oração pelas Vocações, a Igreja entende a expressão em seu sentido estrito como o movimento interior pelo qual o ser humano se sente chamado por Deus e destinado à vida consagrada, sacerdotal e religiosa. O objetivo deste Dia era, portanto, antes de tudo, rezar para que muitas pessoas, especialmente os jovens, decidissem se comprometer a se tornarem sacerdotes, religiosos e religiosas, para proclamar Cristo ao mundo com toda a sua vida.

De fato, por ocasião do primeiro Dia de Oração pelas Vocações, a primeira mensagem do Papa, no sábado, 11 de abril de 1964, começou com estas palavras que ecoam o convite de Cristo: "Rogai ao Senhor da Seara que envie trabalhadores" para a sua Igreja (cf. Mt 9,38). E a razão por trás dessa exortação era clara: “Ao contemplarmos com ansiedade a imensidão dos campos verdes que, em todo o mundo, aguardam mãos sacerdotais, esta sincera invocação brota da alma ao Senhor, em conformidade com a recomendação de Cristo.”

Viagem Apostólica à Guiné Equatorial - Santa Missa no Estádio de Malabo
Viagem Apostólica à Guiné Equatorial - Santa Missa no Estádio de Malabo   (@Vatican Media)

Este convite do Papa, que repropõe as próprias palavras de Cristo, surgiu de uma constatação angustiante: a falta de pastores e de almas totalmente e energicamente dedicadas às numerosas necessidades pastorais da missão evangelizadora. É precisamente por essa razão que, naquela primeira mensagem, aquele dia foi designado o “Dia Mundial de Oração pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas”.

Este convite à oração é dirigido a todos os membros do Povo de Deus, e a oração a ser recitada é em favor de todos os membros do Povo de Deus, para que cada um, segundo as próprias possibilidades e a a própria função, possa contribuir para o nascimento e florescimento das vocações sacerdotais e religiosas. (...)

A oração à qual todo o Povo de Deus é especialmente convidado no Domingo do Bom Pastor é chamada a continuar nas devoções diárias ou ordinárias, uma vez que em todo o lado e a cada momento se sente a necessidade de pastores de uma forma sempre nova. Estas orações e devoções nunca deixam de dar frutos.

Ao promover a formação do clero local por meio do apoio aos seminários diocesanos e interdiocesanos e às casas de formação religiosa nos territórios de missão, a Pontifícia Sociedade de São Pedro Apóstolo observa um aumento anual no número de seminaristas e noviços que decidem seguir a vida sacerdotal e religiosa.

Considerando, por exemplo, os dados do ano letivo de 2023-2024 (778 seminários para 82.859 seminaristas) e os do ano letivo de 2024-2025 (801 seminários para 88.156 seminaristas), a diferença é de 23 seminários e 5.297 seminaristas.

Não faltam explicações para tentar justificar o aumento anual no número de seminários e seminaristas.

2. Algumas razões evidentes para o aumento das vocações sacerdotais

 

De um modo geral, e sob a perspectiva da fé, pode-se dizer que o aumento no número de vocações sacerdotais e religiosas é um sinal tangível de que o Senhor atende às orações do seu povo, que clama a Ele por suas necessidades, cumprindo, ao mesmo tempo, a sua parte de responsabilidade. De fato, como São João Paulo II tão acertadamente afirmou na Exortação Apostólica Pastores Dabo Vobis, “o dom de Deus não anula a liberdade do homem, antes a suscita, desenvolve e exige. Por este motivo, a confiança total na incondicionada fidelidade de Deus à Sua promessa está ligada na Igreja à grave responsabilidade de colaborar com a acção de Deus que chama, de contribuir para criar e manter as condições nas quais a boa semente , semeada pelo Senhor, possa criar raízes e dar frutos abundantes.”. Essas condições, em certa medida, provavelmente constituem o terreno fértil que fomenta vocações sacerdotais e religiosas em alguns países onde a lógica humana menos espera isso.

- Segundo relatos de formadores nas casas de formação, a origem dos jovens que chegam aos seminários é frequentemente modesta, provenientes de famílias simples e de condições econômicas humildes. Alguns desses jovens vivenciam a pobreza, tornando-se sensíveis ao sofrimento dos necessitados, dos doentes, dos sem voz, dos abandonados, dos humilhados, e sentindo profundamente em si mesmos o chamado para dedicar suas vidas a servir aqueles para quem ninguém mais tem tempo. Tendo experimentado a dor de situações difíceis, eles adquiriram a capacidade de silêncio, reflexão, cultura pessoal, vida espiritual e oração. Estão mais dispostos a ouvir o chamado discreto e gentil de Deus que os convida a estar disponíveis.

- Os ambientes onde abundam vocações são lugares onde a fé é vivida fervorosamente. Para haver sacerdotes ou pessoas consagradas, é preciso, antes de tudo, que sejam cristãos. Essas numerosas vocações são fruto da vitalidade de uma fé vivida com alegria, sem complexos, sem falsa vergonha; através da prática regular e entusiástica dos sacramentos do batismo, da comunhão, da confirmação, da reconciliação e do matrimônio, segundo as normas da Igreja.

- As vocações provêm de ambientes onde os ensinamentos da Igreja Católica são seguidos sem seleção, retendo-se apenas o que agrada e tranquiliza, rejeitando-se com facilidade e sem escrúpulos o que é considerado difícil, árduo ou ultrapassado.

- São lugares onde agentes pastorais, sacerdotes, religiosos e religiosas, e até mesmo fiéis leigos, comunicam-se facilmente com os jovens através de diversos projetos pastorais e de uma catequese rigorosa; lugares onde os jovens têm a certeza de que sua experiência na Igreja não limita sua liberdade, mas a enriquece e contribui para sua plena realização.

— Trata-se de paróquias ou dioceses onde a pastoral vocacional, sem excessivas complicações intelectuais e abstratas, é estruturada e organizada na simplicidade das realidades locais para acompanhar assiduamente os jovens na busca da vontade de Deus para suas vidas, com rigor e amor. Isso evidencia que, mesmo nesses países de missão, onde as vocações são geralmente numerosas, observa-se seu declínio ou inexistência em paróquias onde os párocos demonstram pouca preocupação com os jovens e têm dificuldades para implementar uma boa pastoral vocacional.

— Por fim, nota-se que os locais onde as vocações sacerdotais e religiosas estão aumentando significativamente são os territórios e dioceses onde ainda existem seminários menores. Seu objetivo é "auxiliar o amadurecimento humano e cristão dos adolescentes que demonstram os primeiros sinais de vocação ao sacerdócio ministerial, a fim de fomentar neles uma liberdade interior própria da idade, permitindo-lhes corresponder ao plano de Deus para suas vidas" (Ratio Fundamentalis Istitutionis Sacerdotalis 2016, n. 18).

Segundo os testemunhos dos Reitores, estes Seminários Menores são a principal fonte de candidatos que ingressam nos Seminários Preparatórios e nos Seminários Maiores, bem como nos Noviciados e em outras casas de formação religiosa.

Diante deste aumento de vocações, que exige a criação de novos seminários, a Pontifícia Fraternidade São Pedro Apóstolo sente-se mais diretamente envolvida em seu papel e busca constantemente maneiras de contribuir para a formação desses jovens que sentem essa vocação particular para a vida consagrada.

Viagem Apostólica à Guiné Equatorial - Santa Missa no Estádio de Malabo
Viagem Apostólica à Guiné Equatorial - Santa Missa no Estádio de Malabo   (@Vatican Media)

3. O Papel da POSPA hoje na área das vocações

 

A formação de um jovem que sente o chamado divino não é apenas responsabilidade de sua família, muito menos de sua paróquia de origem, mas de toda a Igreja universal. Consequentemente, os seminários e as casas de formação religiosa necessitam da generosa cooperação de todos os fiéis para proporcionar aos candidatos a formação adequada e necessária que os capacite a se tornarem pastores e missionários da Igreja. (...)

Hoje, sem a contribuição da POSPA, que se beneficia dos fundos disponibilizados pelas Direções Nacionais das Pontifícias Obras Missionárias, muitos seminários seriam obrigados a fechar as portas, a criação de novos seminários, tão urgentemente necessários, seria difícil, senão impossível, e muitos jovens capazes de se tornarem bons sacerdotes seriam forçados a escolher outro caminho na vida.

Em sua Carta Apostólica por ocasião do centenário da POSPA, em 1989, o Papa São João Paulo II escreve: "O crescimento do clero autóctone pode ser prejudicado pela insuficiência de recursos disponíveis. Segundo o testemunho de numerosos bispos de países de missão, ainda hoje mais de uma diocese pode ver suas esperanças em um clero nativo frustradas sem o apoio da Fraternidade São Pedro Apóstolo. Após várias décadas, essas palavras do Papa permanecem mais relevantes do que nunca."

À luz dos dados mais recentes disponíveis, para o ano letivo de 2024-2025, a POSPA concedeu bolsas ordinárias a:

- 449 Seminários Menores, com um total de 53.405 seminaristas menores, dos quais 84% ​​estão na África e 16% na Ásia.

- 141 Seminários Propedêuticos, com um total de 6.575 seminaristas preparatórios, dos quais 77% estão na África, 17% na Ásia, 2% na América e 1% em outros países. Oceania.

- 211 Seminários Maiores com um total de 23.312 seminaristas maiores, dos quais 68% estão na África, 21% na Ásia, 1% nas Américas e 1% na Oceania.

Além das verbas ordinárias para o funcionamento diário dos Seminários, também são concedidas verbas extraordinárias, destinadas a projetos de construção ou grandes intervenções materiais necessárias à vida do Seminário. Além disso, para garantir a qualidade da formação dos seminaristas, são promovidas e apoiadas sessões de formação permanente para formadores de seminaristas em diversos países. Em consonância com esse objetivo, também são disponibilizadas bolsas de estudo em universidades católicas para a formação de sacerdotes designados pelas Conferências Episcopais para lecionar e formar nos Seminários. Essas bolsas também são estendidas a religiosos e religiosas de congregações indígenas de direito diocesano, para a formação de formadores em seus noviciados.

Além dos seminários onde os sacerdotes diocesanos são formados, a Fraternidade São Pedro Apóstolo também serve à comunidade religiosa. Os noviços das Congregações presentes nos territórios de missão enviam uma modesta contribuição anual, a título de Subsídio Ordinário, aos noviciados das congregações religiosas de direito diocesano e pontifício. Segundo os dados mais recentes, existem 1.200 noviciados com um total de 7.845 noviços, dos quais 2.801 são rapazes e 5.044 são raparigas. As vocações religiosas também são numerosas, crescendo sobretudo em África e na Ásia.

Cabe salientar que, apesar do aumento das vocações nos territórios de missão, o campo a colher continua a expandir-se e a necessidade de obreiros é cada vez mais premente, sobretudo tendo em conta as Igrejas que mais precisam deles neste momento em que a missão chama a todos os lados. Por vocação, cada Igreja local é chamada a considerar e a participar nas necessidades da Igreja universal e, portanto, de todas as outras Igrejas, através da oração e da partilha. Seja qual for a necessidade ou a urgência da missão no seu próprio território, cada Igreja deve poder interessar-se pelas experiências de outras Igrejas e partilhar com elas os seus recursos para a expansão do Corpo. De Cristo até os confins da terra e até o fim dos tempos. 

*Sacerdote da Fraternidade dos Sacerdotes de São Sulpício, Secretário-Geral da Pontifícia Sociedade de São Pedro Apóstolo (POSPA)

(AGÊNCIA FIDES)


 

Papa: Chernobyl é alerta para uso de tecnologias cada vez mais poderosas

 

Recorrem-se neste domingo, 26 de abril, os 40 anos da tragédia nuclar que abalou a Ucrânia e a Europa. Dados oficiais apontam que apenas 31 pessoas morreram como resultado imediato da explosão, mas a extensão dos danos atingiu e atinge milhares de pessoas ainda hoje.

Vatican News

Ao final do Regina Caeli, o Papa recordou os 40 anos do desastre de Chernobyl e fez um alerta: 

Hoje marca o 40º aniversário do trágico acidente de Chernobyl, que impactou a consciência da humanidade. Ele permanece como um alerta sobre os riscos inerentes ao uso de tecnologias cada vez mais poderosas. Confiamos à misericórdia de Deus as vítimas e todos aqueles que ainda sofrem as consequências. Espero que, em todos os níveis de tomada de decisão, o discernimento e a responsabilidade sempre prevaleçam, para que todo uso da energia atômica esteja a serviço da vida e da paz.

Em 26 de abril de 1986, aconteceu um dos piores acidentes da história envolvendo energia nuclear onde hoje é o norte da Ucrânia. O desastre ocorreu perto da cidade de Chernobyl, na ex-URSS, que investiu pesadamente em energia nuclear após a Segunda Guerra Mundial

Durante um teste de segurança mal executado no reator nº 4, houve uma combinação de falhas humanas e problemas no projeto do reator. Isso causou uma explosão seguida de um incêndio, liberando uma enorme quantidade de material radioativo na atmosfera. Esse material se espalhou por grande parte da Europa.

Trabalhadores e bombeiros morreram logo após o acidente por exposição intensa à radiação. Milhares de pessoas desenvolveram câncer, especialmente câncer de tireoide. A resposta inicial foi lenta, o que agravou a exposição à radiação.

A cidade de Pripyat foi abandonada, e uma grande área ao redor (zona de exclusão) permanece praticamente desabitada até hoje. Solo, água e florestas ficaram contaminados por décadas.

Hoje, o reator destruído está coberto por uma estrutura de contenção (um “sarcófago” moderno) para impedir a liberação contínua de radiação.


Homilia Diária | Cristo, Bom Pastor e Rei (Segunda-feira da 4.ª Semana da Páscoa - 27/04/26)


 

A primeira missa do Brasil foi celebrada há 526 anos

 


A primeira missa do Brasil foi celebrada em um dia como hoje ??
A primeira missa do Brasil foi celebrada em um dia como hoje | ACI Digital
 

Há 526 anos, no dia 26 de abril de 1500 – domingo da oitava de Páscoa –, foi celebrada a primeira missa do Brasil. A missa foi rezada por frei Henrique de Coimbra e outros sacerdotes em Santa Cruz Cabrália, litoral sul da Bahia, sobre o ilhéu da Coroa Vermelha.

Em sua carta ao rei dom Manuel, o escrivão Pero Vaz de Caminha descreveu a celebração feita em um “altar mui bem arranjado” e que, segundo observou, “foi ouvida por todos com muito prazer e devoção”.

Os portugueses chegaram ao Brasil em 22 de abril de 1500, nas 13 caravelas lideradas por Pedro Alvares Cabral, o qual, avistando do mar um monte, chamou-o de Monte Pascoal, por ser oitava de Páscoa. Àquela terra, inicialmente, colocou o nome Terra de Vera Cruz.

Após desembarcarem em terra firme e terem os primeiros contatos com os índios, seguiram a bordo de suas caravelas para um lugar mais protegido, parando na praia da Coroa Vermelha. Foi neste local que celebraram a Santa Missa.

Terminada a celebração, conforme relata Pero Vaz de Caminha, o sacerdote subiu em uma cadeira alta e “pregou uma solene e proveitosa pregação, da história evangélica; e no fim tratou da nossa vida, e do achamento desta terra, referindo-se à Cruz, sob cuja obediência viemos, que veio muito a propósito, e fez muita devoção”.

Conforme indicam os relatos, o escrivão Caminha acreditava que a conversão dos índios seria fácil, pois demonstraram respeito quanto à religião. Neste sentido, pediu ao rei que enviasse logo clérigos para batizá-los.

A representação mais famosa da celebração é o quadro “A Primeira Missa no Brasil“, feito em 1861 pelo pintor catarinense Victor Meirelles de Lima.

Após esta, a segunda missa foi celebrada no dia 1º de maio, na foz do rio Mutarí. 

Hoje é celebrada santa Zita, padroeira das empregadas do lar

 


Santa Zita Santa Zita
 

Hoje (27), é celebrada a festa de santa Zita, padroeira das empregadas do lar. Ela era de condição muito humilde e, desde pequena, teve que trabalhar como empregada para manter sua família. Sofreu muitas zombarias, mas seu amor aos pobres fez com que até os anjos a ajudassem nas tarefas da casa.

Santa Zita nasceu perto de Lucca (Itália) em 1218 e, desde os doze anos de idade, serviu por 48 anos a uma família muito rica.

Como se preocupava muito com os desfavorecidos, certo dia foi ajudar um necessitado, deixando por um momento seu trabalho na cozinha. Os outros empregados disseram à família, que foi à cozinha investigar e encontrou os anjos fazendo o trabalho da santa.

Dessa maneira, foi-lhe permitida mais liberdade para servir aos pobres. Mas, nem por isso pararam os ataques e zombarias dos outros empregados.

Naquela época, uma grande fome atingiu a cidade e santa Zita repartiu até a sua própria comida com os pobres. A necessidade dos mais desfavorecidos chegou a tal ponto que a santa teve que repartir as reservas de grãos da família. Quando os patrões foram ver, depararam-se com a surpresa de que a despensa estava milagrosamente cheia.

Na véspera de Natal, Zita se encontrou com um homem que tremia de frio na entrada da Igreja de são Frediano. A santa lhe deu um manto caro da família para que se aquecesse e pediu que o devolvesse ao terminar a Missa, mas o homem desapareceu.

No dia seguinte, o patrão ficou enfurecido com Zita, mas um idoso desconhecido no povoado chegou e devolveu o manto. Os cidadãos interpretaram que este necessitado tinha sido um anjo e, desde aquele momento, a porta de São Frediano foi chamada “A Porta do anjo”.

Santa Zita partiu para a Casa do Pai em 27 de abril de 1278 e, imediatamente, sua fama de santidade se expandiu em todo o país e na Inglaterra. Seus restos mortais repousam na capela de santa Zita da igreja de são Frediano, em Lucca (Itália).

Laudes de Segunda-feira da 4ª Semana da Páscoa


 

domingo, 26 de abril de 2026

Quiero Cantar


 

HOMILIA DO PAPA LEÃO XIV

 


 

SANTA MISSA E ORDENAÇÕES SACERDOTAIS

HOMILIA DO PAPA LEÃO XIV

Basílica de São Pedro
IV Domingo de Páscoa, 26 de abril de 2026


Queridos irmãos e irmãs,

Com esta saudação dirijo-me em particular àqueles que agora foram apresentados e que receberão a ordenação presbiteral, aos seus familiares, aos padres de Roma – muitos dos quais recordam a própria ordenação neste IV Domingo da Páscoa –, e a todos os presentes.

Este é um domingo cheio de vida! Ainda que a morte nos rodeie, a promessa de Jesus já se cumpre: «Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância» (Jo 10, 10). Na disponibilidade dos jovens, que hoje a Igreja pede sejam ordenados presbíteros, encontramos muita generosidade e entusiasmo. Ao reunirmo-nos, tão numerosos e diversos, em torno do único Mestre, sentimos uma força que nos regenera. É o Espírito Santo, que une pessoas e vocações na liberdade, para que ninguém viva já para si mesmo. O domingo – todos os domingos – chama-nos para fora do “sepulcro” do isolamento, do fechamento, para que nos encontremos no jardim da comunhão, do qual o Ressuscitado é o guardião.

O serviço do sacerdote, sobre o qual a vocação destes irmãos nos convida a refletir, é um ministério de comunhão. Na verdade, a “vida em abundância” chega-nos no encontro profundamente íntimo com a pessoa do Filho, mas abre-nos imediatamente os olhos para um povo de irmãos e irmãs que já experimentam, ou que ainda procuram, o «poder de se tornarem filhos de Deus» (Jo 1, 12). Eis aqui um primeiro segredo na vida do sacerdote. Caríssimos ordenandos, quanto mais profundo for o vosso vínculo com Cristo, tanto mais radical será a vossa pertença à humanidade comum. Não há oposição, nem competição, entre o céu e a terra: em Jesus, eles unem-se para sempre. Este mistério vivo e dinâmico compromete o coração num amor indissolúvel: compromete-o e enche-o. É claro que, tal como o amor dos cônjuges, também o amor que inspira o celibato pelo Reino de Deus deve ser cuidado e sempre renovado, pois todo o verdadeiro afeto amadurece e torna-se fecundo com o tempo. Vós sois chamados a um específico, delicado e difícil modo de amar e, mais ainda, de vos deixardes amar, na liberdade. Um modo que poderá fazer de vós, além de bons sacerdotes, também cidadãos honestos, disponíveis, construtores de paz e de amizade social.

A este respeito, chama a atenção, no Evangelho que acabámos de ouvir (Jo 10, 1-10), a referência que faz Jesus a figuras e gestos de agressão: entre Ele e aqueles que ama, na verdade, irrompem estranhos, ladrões e salteadores que ultrapassam os limites, que vêm – diz Jesus – «apenas para roubar, matar e destruir» (v. 10) e, sobretudo, têm uma voz diferente da sua, irreconhecível (cf. v. 5). Há um grande realismo nas palavras do Senhor: Ele conhece a crueldade do mundo no qual caminha conosco. Com as suas palavras, evoca formas de agressão física, mas sobretudo espiritual. No entanto, isso não o impede de doar a sua vida. A denúncia não se torna renúncia, o perigo não leva à fuga. Eis um segundo segredo para a vida do sacerdote: a realidade não nos deve causar medo. Quem nos chama, é o Senhor da vida. Caríssimos, que o ministério que vos é confiado possa transmitir a paz daquele que, mesmo entre os perigos, sabe por que razão está seguro.

Hoje, a necessidade de segurança torna os ânimos agressivos, leva as comunidades a fecharem-se sobre si mesmas e induz à procura de inimigos e bodes expiatórios. O medo anda frequentemente à nossa volta e, talvez, esteja dentro de nós. A vossa segurança não resida no cargo que ocupais, mas na vida, morte e ressurreição de Jesus, na história da salvação da qual participais com o vosso povo. É uma salvação que já atua em tanto bem realizado silenciosamente, entre pessoas de boa vontade, nas paróquias e ambientes aos quais vos aproximareis, como companheiros de viagem. O que anunciais e celebrais proteger-vos-á também em situações e tempos difíceis.

As comunidades para onde sereis enviados são lugares onde o Ressuscitado já está presente, onde muitos já o seguiram de forma exemplar. Reconhecereis as suas chagas, distinguireis a sua voz, encontrareis quem vo-lo indicará. São comunidades que também vos ajudarão a ser santos! E vós ajudai-as a caminhar unidas atrás de Jesus, o Bom Pastor, para que sejam lugares – jardins – da vida que ressuscita e se comunica. O que falta às pessoas é, muitas vezes, um lugar onde experimentar que juntos é melhor, que é bom estar com os outros e que se pode viver em conjunto. Facilitar o encontro, ajudar a aproximar quem de outra forma jamais se encontraria e encurtar distâncias entre opostos é indissociável da celebração da Eucaristia e da Reconciliação. Reunir é sempre e de novo implantar a Igreja.

No Evangelho, há uma imagem significativa que, a certa altura, Jesus começa a usar para falar de si mesmo. Estava a descrever-se como o “pastor”, mas quem o ouve parece não compreender. Então, Ele muda de metáfora: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas» (Jo 10, 7). Em Jerusalém, havia uma porta que se chamava precisamente assim, “a porta das ovelhas”, perto da piscina de Betzatá. Por ela, entravam no templo ovelhas e cordeiros, previamente imersos na água para depois serem destinados aos sacrifícios. De um modo espontâneo, vem à nossa mente o Batismo.

«Eu sou a porta», diz Jesus. O Jubileu mostrou-nos como esta imagem continua a tocar o coração de milhões de pessoas. Durante séculos, a porta – frequentemente um verdadeiro portal – convidou a atravessar o limiar da Igreja. Em alguns casos, a pia batismal era construída no exterior, como a antiga piscina de Betzatá, sob cujos pórticos «jaziam numerosos doentes, cegos, coxos e paralíticos» (Jo 5, 3). Queridos ordenandos, senti-vos parte desta humanidade que sofre e que espera a vida em abundância. Ao iniciar outros na fé, reavivareis a vossa própria fé. Com os outros batizados, atravessareis todos os dias o limiar do Mistério, aquele limiar que tem o rosto e o nome de Jesus. Nunca escondais esta porta santa, não a obstruais, não sejais um impedimento para quem deseja entrar. «Vós próprios não entrastes e impedistes a entrada àqueles que queriam entrar!» (Lc 11, 52): é a amarga repreensão de Jesus aos que esconderam a chave de uma passagem que devia estar aberta a todos.

Hoje, mais do que nunca, especialmente onde os números parecem indicar um distanciamento entre as pessoas e a Igreja, mantende a porta aberta! Deixai entrar e estai sempre prontos para sair. Este é outro segredo para a vossa vida: vós sois um canal, não um filtro. Muitos acreditam já saber o que há além daquele limiar. Trazem consigo memórias, talvez de um passado distante; com frequência, há algo vivo que não se extinguiu e que atrai; por vezes, porém, há qualquer outra coisa, que ainda sangra e afasta. O Senhor sabe e espera. Sede reflexo da sua paciência e da sua ternura. Vós sois de todos e para todos! Que este seja o traço fundamental da vossa missão: manter livre essa soleira e indicá-la, sem necessidade de muitas palavras.

Por outro lado, Jesus insiste e esclarece: «Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo; há de entrar e sair e achará pastagem» (Jo 10, 9). Ele não sufoca a nossa liberdade. Existem relações que sufocam, comunidades nas quais é fácil entrar e quase impossível sair. Não é assim a Igreja do Senhor, não é assim a comunidade dos seus discípulos. Quem é salvo, diz Jesus, “entra, sai e encontra pastagem”. Todos procuramos abrigo, descanso e cuidado: a porta da Igreja está aberta. Não para nos afastarmos da vida: ela não se esgota na paróquia, na associação, no movimento, no grupo. Quem é salvo “sai e encontra pastagem”.

Caríssimos, ide e descobri a cultura, as pessoas, a vida! Maravilhai-vos com o que Deus faz crescer sem que nós o tenhamos semeado. Aqueles para quem sereis sacerdotes – fiéis leigos e famílias, jovens e idosos, crianças e doentes – habitam pastagens que deveis conhecer. Algumas vezes, parecer-vos-á que não tendes os mapas. Mas o Bom Pastor possui-os, e é a sua voz, tão familiar, que deveis ouvir. Quantas pessoas hoje se sentem perdidas! A muitos parece que já não conseguem orientar-se. Não há, então, testemunho mais precioso do que aquele que confia: «Em verdes prados me faz descansar e conduz-me às águas refrescantes. Reconforta a minha alma e guia-me por caminhos retos, por amor do seu nome» (Sl 23, 2-3). O seu nome é Jesus: “Deus salva”! Disto, sois testemunhas. «Na verdade, a tua bondade e o teu amor hão de acompanhar-me todos os dias da minha vida» (Sl 23, 6). Irmãos, irmãs, queridos jovens: que assim seja!

 

Santa Missa, 26 de abril de 2026 - Papa Leão XIV


 

REGINA CAELI


 

 

PAPA LEÃO XIV

REGINA CAELI

Praça de São Pedro
IV Domingo de Páscoa, 26 de abril de 2026

 

Irmãos e irmãs, bom dia e bom domingo!

Enquanto continuamos o nosso caminho no tempo pascal, o Evangelho apresenta-nos hoje as palavras de Jesus, que se compara a um pastor e, depois, à porta do redil (cf. Jo 10, 1-10).

Jesus contrapõe o pastor ao mercenário. Na verdade, afirma: «Quem não entra pela porta no redil das ovelhas, mas sobe por outro lado, é um ladrão e salteador» (v. 1). Mais adiante, diz de forma ainda mais clara: «O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância» (v. 10). A diferença é evidente: o pastor tem uma ligação especial com as suas ovelhas e, por isso, pode entrar pela porta do redil; se, pelo contrário, alguém precisa de transpor a cerca, então é certamente um ladrão que quer roubar as ovelhas.

Jesus diz-nos que está ligado a nós por uma relação de amizade: Ele conhece-nos, chama-nos pelo nome, guia-nos e, tal como o pastor faz com as suas ovelhas, vem à nossa procura quando nos perdemos e trata das nossas feridas quando estamos doentes (cf. Ez 34, 16). Jesus não vem, como um ladrão, roubar a nossa vida e a nossa liberdade, mas conduzir-nos pelos caminhos direitos. Não vem sequestrar ou enganar a nossa consciência, mas iluminá-la com a luz da sua sabedoria. Não vem corromper as nossas alegrias terrenas, mas abri-las a uma felicidade mais plena e duradoura. Quem confia n’Ele não tem nada a temer: Ele não vem atormentar a nossa vida, mas vem dar-no-la em abundância (cf. v. 10).

Irmãos e irmãs, somos convidados a refletir e, sobretudo, a vigiar o redil do nosso coração e da nossa vida, porque quem nele entrar pode multiplicar a alegria ou, como um ladrão, pode roubá-la. Os “ladrões” podem ter muitos rostos: são aqueles que, apesar das aparências, sufocam a liberdade ou não respeitam a nossa dignidade; são convicções e preconceitos que nos impedem de ter um olhar sereno sobre os outros e sobre a vida; são ideias erradas que podem levar-nos a escolhas negativas; são estilos de vida superficiais ou marcados pelo consumismo, que nos esvaziam interiormente e nos levam a viver sempre à margem de nós mesmos. E não esqueçamos também aqueles “ladrões” que, saqueando os recursos da terra, combatendo guerras sangrentas ou alimentando o mal nas suas diversas formas, não fazem mais do que roubar a todos a possibilidade de um futuro de paz e tranquilidade.

Podemos perguntar-nos: Quem queremos que guie a nossa vida? Quais são os “ladrões” que tentaram entrar no nosso redil? Conseguiram-no, ou fomos capazes de os afastar?

Hoje, o Evangelho convida-nos a confiar no Senhor: Ele não vem para nos roubar nada; pelo contrário, é o Bom Pastor, que multiplica a vida e no-la oferece em abundância. Que a Virgem Maria nos acompanhe sempre ao longo do caminho e interceda por nós e pelo mundo inteiro.

_______________________

Depois do Regina Caeli:

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje recorda-se o 40.º aniversário do trágico acidente de Chernobyl, que marcou a consciência da humanidade. Este acidente continua a ser um aviso sobre os riscos inerentes ao uso de tecnologias cada vez mais poderosas. Confiamos à misericórdia de Deus as vítimas e todos aqueles que ainda sofrem as suas consequências. Desejo que, a todos os níveis de decisão, prevaleçam sempre o discernimento e a responsabilidade, para que qualquer utilização da energia atómica esteja ao serviço da vida e da paz.

E agora dirijo-me a vós, romanos e peregrinos de vários países: bem-vindos!

Saúdo os Cavaleiros e as Damas da Ordem de São Jorge, Ordem europeia da Casa de Habsburgo-Lorena. Saúdo as crianças do grupo de dança «Malva», de Brovary, na Ucrânia; o Coro Cantica Sacra da Arquidiocese de Trnava, na Eslováquia; os fiéis de Viena, de Madrid e das Ilhas Canárias; os dirigentes e professores da Escola «São Tomás» de Lisboa.

Saúdo o numeroso grupo de jovens da Val Camonica (Diocese de Brescia) e os pequenos acólitos de Biadene e Caonada; bem como os fiéis de Treviso, Vicenza, Crotone e Cariati, Oria e Lecce; e os participantes no congresso da Associação dos Apóstolos da Divina Misericórdia.

Uma saudação especial aos familiares e amigos dos novos presbíteros da Diocese de Roma, que ordenei esta manhã na Basílica de São Pedro: acompanhem sempre com a oração estes jovens ministros do Evangelho.

Desejo a todos um bom domingo.

https://youtu.be/klp8MoC57zA?si=i5O6JshO7Ep2L5LG


 

sábado, 25 de abril de 2026

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 25.04.2026


 

25 de Abril 1974 - Somos livres (Uma gaivota voava, voava) - Com letra e voz guia (ECM)


 

Seguro discursa pela primeira vez em sessão do 25 de Abril e abre o Palácio de Belém


Sessão solene comemorativa do 52.º aniversário do 25 de Abril no parlamento está marcada para as 10h00.


António José Seguro vai discursar no sábado pela primeira vez como Presidente da República na sessão solene comemorativa do 25 de Abril e terá uma conversa com 25 jovens no Palácio de Belém ao público.

A sessão solene comemorativa do 52.º aniversário do 25 de Abril no parlamento está marcada para as 10:00. O chefe de Estado será o último a discursar, depois dos representantes dos partidos e do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco.

Esta será a terceira intervenção de António José Seguro na Assembleia da República desde que assumiu a chefia do Estado, depois dos discursos de posse, em 09 de março, e na sessão comemorativa dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa, em 02 de abril.

Na cerimónia em que tomou posse, o antigo secretário-geral do PS, que esteve dez anos afastado da política, prometeu ser o "Presidente de Portugal inteiro" e estar "próximo das pessoas", ouvindo as suas preocupações, "atento às desigualdades e comprometido com a justiça social e a dignidade humana".

Em defesa da estabilidade política, António José Seguro dirigiu-se aos partidos com representação parlamentar pedindo-lhes "um compromisso político claro" nesse sentido e afirmou que tudo fará para estancar o "frenesim eleitoral" do passado recente com "ciclos eleitorais de dois em dois anos".

Como "desafios estruturais" do país, apontou "crescimento económico insuficiente, economia baseada em baixos salários, desigualdades persistentes, pobreza constante, envelhecimento demográfico, morosidade na justiça, burocracias publicas, dificuldades no acesso à saúde e à habitação".

Quando voltou ao parlamento, para assinalar os 50 anos da Constituição da República Portuguesa, o Presidente da República defendeu que não é a Lei Fundamental que "impede a resolução dos problemas concretos dos portugueses" e que "a frustração que muitos portugueses sentem não é da Constituição", mas antes "do seu incumprimento" e "da incapacidade de vários poderes em concretizarem de forma efetiva os direitos que ela consagra".

Na sua intervenção nessa sessão solene, António José Seguro prometeu trabalhar com os outros órgãos de soberania "para que os desígnios do Estado social não sejam letra morta e se consubstanciem em melhores condições de vida para os portugueses, a começar pela melhoria do Serviço Nacional de Saúde (SNS)".

No seu entender, "outros desígnios que muitos portugueses sentem como vazios têm a ver com a desigualdade e a corrupção".

Entre o "muito por fazer" no cumprimento da Constituição, o chefe de Estado apontou também o acesso à habitação e considerou que "o Estado despertou tarde e é lento nas respostas" e que "são urgentes respostas e resultados concretos".

António José Seguro, que integrou os governos de António Guterres entre 1995 e 2002 e liderou o PS entre 2011 e 2014, foi eleito Presidente da República na segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, com cerca de 67% dos votos expressos, contra André Ventura, presidente do Chega.

Esta sexta-feira, para assinalar o Dia da Liberdade, os jardins do Palácio de Belém estarão abertos ao público -- entre as 13:30 e as 19:00, com entrada até às 17:45 -- com atuações culturais. Às 17:00, o Presidente da República vai participar numa conversa com 25 jovens sobre "Liberdade, Democracia e Futuro".

 (Lusa)

Como fazer um bonito cartão pop-up de cravo para o Dia da Mãe que é fácil de fazer


 

Como fazer flores de papel para decoracao.


 

Papa volta a condenar a pena de morte e se une a quem luta pela abolição da prática no mundo

 

Em vídeo pelos 15 anos da abolição à pena de morte em Illinois, nos EUA, Leão volta a condenar a prática, como fez em coletiva de imprensa no retorno da África. Recordou que a Igreja "ensina que 'a pena de morte é inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa'". Disse se unir a esforços locais que "inspiram outros a trabalhar pela causa justa", assim como Papa Francisco e predecessores, cientes de que é possível "salvaguardar a justiça sem recorrer à pena capital".

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV reforçou em mensagem de vídeo nesta sexta-feira (24/04) a condenação à pena de morte, ao assassinato de pessoas e a todas as ações injustas, como enalteceu no dia anterior em coletiva de imprensa no voo de retorno da África. Por ocasião do aniversário de 15 anos da abolição da pena de morte no estado de Illinois, nos Estados Unidos, o Pontífice se dirigiu aos participantes de um evento comemorativo a esse marco realizado pela Universidade DePaul, que contou com a participação da Irmã Helen Prejean, ativista de renome mundial contra essa prática capital. A noite celebrativa no Centro de Estudantes do Lincoln Park, em Chicago, teve transmissão ao vivo.

Em março de 2011, Illinois se transformou no 16° estado do país a abolir a pena de morte, após uma longa e controversa batalha que atestou que o sistema de pena capital carecia de credibilidade, era excessivamente caro e corria o risco de executar pessoas inocentes. Atualmente, de acordo com dados de 2025 do Centro de Informações sobre a Pena de Morte (Death Penalty Information Center), Illinois faz parte do grupo de 23 dos 50 estados dos EUA que não prevêem a pena de morte. No mundo, segundo a organização de direitos humanos Anistia Internacional, muitos países que mantêm a pena de morte ocultam dados, dificultando um levantamento exato, mas cerca de 86 nações ainda realizam execuções (relatório de 2024).

É possível garantir justiça sem recorrer às execuções

Apesar da pena de morte seguir sendo uma realidade nos Estados Unidos, onde a legislação criminal permite que cada estado decida de forma autônoma sobre esse tipo de punição, é grande o movimento em defesa de uma ética da vida. O evento na universidade, por exemplo, uniu histórias pessoais, música, reflexões e a própria mensagem em vídeo do Papa Leão XIV. Logo no início, ele recordou o discurso feito em janeiro deste ano aos membros do Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé:

"A Igreja Católica sempre ensinou que toda vida humana, desde o momento da concepção até a morte natural, é sagrada e merece ser protegida. De fato, o direito à vida é o próprio fundamento de todos os outros direitos humanos. Por isso, somente quando uma sociedade tutela a sacralidade da vida humana  pode florescer e prosperar."

A esse respeito, continuou o Papa em vídeo, "afirmamos que a dignidade da pessoa não se perde, mesmo após a prática de crimes gravíssimos". O Pontífice abordou, assim, sobre os sistemas de detenção que podem ser "eficazes" para proteger os cidadãos e, ao mesmo tempo, "não privam completamente aos criminosos a possibilidade de se redimirem". Por isso tanto Papa Francisco como os outros recentes predecessores, disse Leão XIV, "reiteraram repetidamente que é possível proteger o bem comum e salvaguardar os requisitos da justiça sem recorrer à pena capital":

“A Igreja ensina que 'a pena de morte é inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa'. Assim, eu me uno a vocês para celebrar a decisão tomada em 2011 pelo governador de Illinois e ofereço o meu apoio àqueles que lutam pela abolição da pena de morte nos Estados Unidos da América e em todo o mundo. Rezo para que os seus esforços levem a um maior reconhecimento da dignidade de cada pessoa e inspirem outros a trabalhar pela mesma causa justa.”

 

 

Ide a anunciai a meus irmãos - Mateus 28. 7-10,16-20


 

O mal não prevalecerá (Mc 16,15-20) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 25/04


 

SANTO DO DIA - 25 DE ABRIL: SÃO MARCOS EVANGELISTA


 

Laudes da Festa de São Marcos, Evangelista


 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

‘Vocês não estão sozinhos’, diz Leão XIV a detentos de prisão da Guiné Equatorial

 


Um detento em Bata, Guiné Equatorial, beija a mão do papa Leão XIV em 22 de abril de 2026 ??
Um detento em Bata, Guiné Equatorial, beija hoje (22) a mão do papa Leão XIV. | Vatican Media
 

O papa Leão XIV exortou hoje (22) os detentos da prisão de Bata, na Guiné Equatorial, a manter o otimismo apesar dos desafios da vida na prisão.

Em sua mensagem hoje, na penitenciária, o papa falou sobre o significado mais profundo da esperança e da transformação pessoal, falando sobre os desafios enfrentados pelos detentos e incentivando-os a usar a prisão como um espaço de reflexão, reconciliação e crescimento.

“Embora a prisão possa parecer um lugar solitário e desolado… ela também pode se tornar um espaço de reflexão, reconciliação e crescimento pessoal”, disse Leão XIV.

“A vida não se define só pelos erros, que muitas vezes são resultado de circunstâncias difíceis e complexas”, disse ele. “Há sempre a possibilidade de recomeçar, aprender e se tornar uma nova pessoa”.

“Vocês não estão sozinhos”, disse o papa. “As suas famílias os amam e esperam por vocês, e muitos, fora destas paredes, rezam por vocês. E mesmo se alguém temesse ter sido abandonado por todos, Deus nunca os abandonará e a Igreja estará ao seu lado”.

Leão XIV falou aos detentos sobre o amor incondicional de Deus, apesar dos erros passados.

“Ninguém está excluído do amor de Deus”, disse ele. “Cada um com a sua história, com erros e sofrimentos, continua a ser precioso aos olhos dos Senhor. Podemos afirmar isso com certeza porque Jesus nos revelou isso em cada encontro, cada gesto e cada palavra”.

“Mesmo quando foi preso, condenado e morto sem ter culpa alguma, Ele nos amou até o fim”, disse o papa. “Ao fazer isso, Ele mostrou-nos que acreditava no poder do amor para transformar até os corações mais endurecidos”.

O papa Leão XIV exortou os detentos a se verem como parte da comunidade nacional da Guiné Equatorial, capazes de inspirar outros por meio da perseverança, da responsabilidade e da fé.

“Cada esforço de reconciliação, cada gesto de bondade, pode tornar-se uma centelha de esperança para os outros”, disse o papa.

Ele disse que todos os esforços devem ser feitos para garantir que os detentos tenham a oportunidade de estudar e trabalhar com dignidade enquanto estiverem na prisão.

O papa descreveu a Guiné Equatorial como uma “terra rica em culturas, línguas e tradições”, instando por sistemas que priorizem a verdadeira justiça e a dignidade de cada pessoa humana, inclusive os presos.

(acidigital)