O papa Leão XIV exortou hoje (22) os detentos da prisão de Bata, na Guiné Equatorial, a manter o otimismo apesar dos desafios da vida na prisão.

Em sua mensagem hoje, na penitenciária, o papa falou sobre o significado mais profundo da esperança e da transformação pessoal, falando sobre os desafios enfrentados pelos detentos e incentivando-os a usar a prisão como um espaço de reflexão, reconciliação e crescimento.

“Embora a prisão possa parecer um lugar solitário e desolado… ela também pode se tornar um espaço de reflexão, reconciliação e crescimento pessoal”, disse Leão XIV.

“A vida não se define só pelos erros, que muitas vezes são resultado de circunstâncias difíceis e complexas”, disse ele. “Há sempre a possibilidade de recomeçar, aprender e se tornar uma nova pessoa”.

“Vocês não estão sozinhos”, disse o papa. “As suas famílias os amam e esperam por vocês, e muitos, fora destas paredes, rezam por vocês. E mesmo se alguém temesse ter sido abandonado por todos, Deus nunca os abandonará e a Igreja estará ao seu lado”.

Leão XIV falou aos detentos sobre o amor incondicional de Deus, apesar dos erros passados.

“Ninguém está excluído do amor de Deus”, disse ele. “Cada um com a sua história, com erros e sofrimentos, continua a ser precioso aos olhos dos Senhor. Podemos afirmar isso com certeza porque Jesus nos revelou isso em cada encontro, cada gesto e cada palavra”.

“Mesmo quando foi preso, condenado e morto sem ter culpa alguma, Ele nos amou até o fim”, disse o papa. “Ao fazer isso, Ele mostrou-nos que acreditava no poder do amor para transformar até os corações mais endurecidos”.

O papa Leão XIV exortou os detentos a se verem como parte da comunidade nacional da Guiné Equatorial, capazes de inspirar outros por meio da perseverança, da responsabilidade e da fé.

“Cada esforço de reconciliação, cada gesto de bondade, pode tornar-se uma centelha de esperança para os outros”, disse o papa.

Ele disse que todos os esforços devem ser feitos para garantir que os detentos tenham a oportunidade de estudar e trabalhar com dignidade enquanto estiverem na prisão.

O papa descreveu a Guiné Equatorial como uma “terra rica em culturas, línguas e tradições”, instando por sistemas que priorizem a verdadeira justiça e a dignidade de cada pessoa humana, inclusive os presos.

(acidigital)