sábado, 27 de junho de 2026

The Most Powerful Blessing of Pope Leo XIV and the


 

Sábado, 27 de Junho de 2026 -11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Comentário à liturgia do 13.º Domingo do Tempo Comum - Ano A


 

Consistório: concluído o primeiro dia de trabalhos sob o signo da paz

 


Para os cardeais presentes, foi uma tarde de debates na Sala Paulo VI. Com marcante convergência sobre a necessidade de trabalhar para a construção da paz e da “civilização do amor”, inclusive por meio de uma linguagem pautada pela escuta e o perdão. Vários grupos concordaram sobre a necessidade de superar a lógica da "guerra justa" e, em vez disso, falar sobre o direito a uma defesa proporcionada. O Papa Leão participou do início da sessão e, depois, do encerramento, conduzindo a oração final.

Vatican News

A sessão da tarde do Consistório Extraordinário dos Cardeais, realizada na Sala Paulo VI na sexta-feira (26), foi aberta com o pensamento voltado para a “dolorosa situação da Venezuela” e para as muitas vítimas causadas pelo terremoto. A sessão, que teve como tema “A cultura do poder e a civilização do amor”, foi dedicada à reflexão sobre o capítulo V da Encíclica Magnifica humanitas. Os trabalhos começaram com uma oração comunitária e foram moderados pelo cardeal Pablo Virgilio Siongco David, que em seguida passou a palavra ao cardeal Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, para a sua conferência introdutória. O Papa Leão participou do início da sessão e retornou no momento da plenária.

A guerra não deve ser normalizada

Em seguida começaram os trabalhos com 11 grupos apresentando seus relatos: 8 do primeiro bloco e 3 do segundo. Segundo um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, todos falaram sobre as criticidades do tempo presente, “da força desumanizadora da cultura do poder, de sua universalidade, da tentação de se conformar à lógica dos poderosos, de normalizar a guerra e a polarização, o que leva a uma redução do limiar de tolerância em relação à violência e a uma perigosa simplificação na busca por soluções”. Daí o apelo à responsabilidade para construir a paz e a civilização do amor, ao testemunho convincente, sobretudo na Igreja, da necessidade de uma linguagem que olhe para as pessoas, feita de escuta, perdão, reconciliação, justiça restaurativa e de gestos concretos. Uma linguagem capaz de tocar o coração de quem está em conflito e que compreenda as feridas geradas pela guerra, “uma língua que facilite a busca pela unidade na Igreja”.

A responsabilidade de construir a paz

Unidade na Igreja para ter credibilidade e o diálogo necessário com as outras fés e religiões, particularmente com o Islã: este foi outro ponto destacado no debate dos grupos. “Em um tempo em que a globalização da indiferença torna as pessoas intolerantes ao sofrimento alheio”, cada indivíduo deve assumir a responsabilidade pela construção da paz. Nessa perspectiva, todos os grupos evidenciaram a centralidade da fé em Cristo, do Evangelho que transforma o mundo quando não se aceita que seja apenas teoria, e da vocação originária da Igreja, porque existem situações que, para serem enfrentadas, necessitam da intervenção de Deus. Sob essa ótica, alguns grupos destacaram o trabalho da Igreja na Terra Santa e no Leste Europeu.

Também houve espaço no debate para o papel do poder político, “livre da ligação tóxica com o poder econômico”; falou-se sobre família, educação, a dificuldade de sair da lógica das respostas imediatas e sobre uma audaciosa obra de evangelização. Vários grupos mencionaram o papel da diplomacia da Santa Sé e dos Núncios em fazer ouvir a voz da Igreja.

Ao lado do Papa em seu apelo pela paz

Nesse contexto, surgiu a necessidade de superar a lógica da guerra justa — uma vez que o Evangelho não se impõe pela força — e de falar, em vez disso, sobre o direito a uma defesa proporcionada. Foi expressa uma profunda gratidão ao Papa Leão pela Encíclica, por sua condenação dos conflitos e por seus apelos à paz. Houve também uma reflexão sobre o munus petrino, garantia da independência da Igreja em relação à autoridade política, e sobre a necessidade de gestos que, neste tempo, possam servir como ícones de paz.

Um chamado à responsabilidade

Por fim, houve espaço para alguns pronunciamentos individuais sobre os temas da sessão. Alguns cardeais agradeceram pelo espaço de partilha proporcionado pelo Consistório, reiterando também a necessidade de trabalhar em conjunto com os líderes de outras religiões para consolidar a civilização do amor. Alguns relataram a reação de muitos às palavras severas do Papa na Encíclica sobre o atraso da Igreja em condenar a escravidão; palavras que abriram os corações. A Encíclica, destacaram os purpurados, é também um chamado para o Colégio Cardinalício assumir a responsabilidade pela construção da paz, inclusive por meio de símbolos, como foi o Encontro de Oração pela Paz convocado por João Paulo II em Assis, em 1986. Ao término da sessão, por volta das 19h30, o Papa Leão conduziu a oração de encerramento.

Papa envia ajuda às vítimas do terremoto na Venezuela

 


O valor de 100 mil euros foi enviado à liderança da Igreja do país latino-americano por meio da Esmolaria Pontifícia. O estado costeiro de La Guaira foi o mais atingido, descrito pela presidente interina Rodríguez como uma "zona de desastre". Dom Pablo Modesto González Pérez: "Estamos sem eletricidade e todos fomos afetados. Muitas paredes do seminário desabaram."

Vatican News

O Papa Leão XIV, por meio da Esmolaria Apostólica, destinou 100 mil euros para a Igreja na Venezuela, como uma primeira ajuda emergencial às vítimas do terremoto. A informação foi divulgada na tarde desta quinta-feira. O montante foi definido após conversas com o núncio no país, dom Alberto Ortega Martín, arcebispo titular de Midila, e o arcebispo de Caracas, dom Raúl Biord Castillo. No entanto, será dada atenção constante às necessidades do povo venezuelano, que serão atendidas nos próximos dias, conforme orientação da Igreja local.

Estado de emergência

 

A presidente interina, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência nacional após dois fortes tremores, de magnitude 7,2 e 7,5, atingirem o país.  Os tremores foram sentidos em diversas áreas, incluindo a capital, Caracas, provocando pânico entre a população e danos significativos à infraestrutura. Os tremores também foram registrados no norte do Brasil: Manaus, Boa Vista, Belém e Macapá.

Até o momento, os balanços preliminares apontam pelo menos 235 mortos e 4.300 feridos, embora os números tendem a aumentar à medida que as equipes de resgate avançam nas buscas. A região de La Guaira, a mais atingida, foi declarada zona de desastre. A área ficou sem energia elétrica e muitas pessoas passaram a noite nas ruas ou procurando sobreviventes sob os escombros. Em sua mensagem à nação, Rodriguez informou que a série de fortes terremotos danificou dezenas de prédios, incluindo residenciais, na capital Caracas e nos estados de Miranda, La Guaira, Aragua, Carabobo e Falcón.

O dado que causa profunda angústia é o número de pessoas desaparecidas, que está em constante crescimento: primeiro 10.000, agora cerca de 40.000 pessoas parecem estar desaparecidas. O medo que toma conta de todos é que eventualmente o número de mortos se aproxime, como um pesadelo, da estimativa feita de improviso pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos: entre 1.000 e 100.000 vítimas.

Após os fortes tremores da noite passada, pelo menos mais dois tremores menores foram sentidos na Venezuela: um de magnitude 4,5 e outro de 4,4. No entanto, de acordo com dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos, existe a probabilidade de que ocorra um tremor secundário de magnitude 5,0 ou superior nas próximas semanas.

Buscas por desaparecidos e solidariedade internacional

 

O governo decretou estado de emergência e mobilizou forças de socorro para as áreas mais afetadas, enquanto aeroportos, linhas de metrô e outros serviços públicos tiveram operações interrompidas. Equipes de emergência continuam trabalhando entre os escombros em busca de sobreviventes, enquanto especialistas avaliam a extensão total dos prejuízos causados pelos tremores.

O Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetia, localizado perto de Caracas, foi fechado devido aos “graves danos” causados ​​pelo terremoto. As aulas estão suspensas por vários dias. O Ministério da Educação informou que algumas escolas serão utilizadas como abrigos e centros de coleta de doações. "Pedimos à nossa população que mantenha a calma", disse Rodríguez, solicitando aos profissionais de saúde que se dirijam aos hospitais para prestar assistência aos feridos. A infraestrutura petrolífera da Venezuela, por sua vez, não foi danificada pelo terremoto, segundo a agência de notícias britânica Reuters.

A Cruz Vermelha Venezuelana informou que sua sede foi gravemente danificada, mas que enviou equipes de resgate para as áreas mais afetadas, alertando para os riscos de fortes tremores secundários.

Equipes de resgate especializadas, coordenadas pelas Nações Unidas, estão a caminho da Venezuela para participar das buscas por pessoas presas sob os escombros após o duplo terremoto que atingiu o país, anunciou a presidente interina Delcy Rodríguez. Governos de diversos países ofereceram ajuda, dos Estados Unidos à Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, El Salvador, México, Panamá e Uruguai, além de Portugal, Itália, Catar, Espanha e Índia. O Catar já enviou equipes de ajuda humanitária, que devem chegar à Venezuela amanhã, juntamente com equipes do México e de El Salvador. 

O Ministério da Defesa espanhol, por exemplo, está se preparando para enviar 54 socorristas da USAR, uma unidade de elite da Unidade Militar de Emergência (UME), altamente especializada na busca e resgate de pessoas presas em ambientes urbanos. Sua principal tarefa é localizar, estabilizar e resgatar vítimas presas sob estruturas desabadas, em espaços confinados ou em cenários de grandes desastres. 

A França enviará imediatamente "uma equipe de 85 socorristas franceses especializados em operações de resgate e limpeza", informou no X o presidente francês, Emmanuel Macron, enquanto os Países Baixos anunciaram o envio de uma equipe de resgate. O governo holandês informou que destinará cerca de 2 milhões de euros para o envio da equipe, que contará com socorristas, cães e equipamentos.

A Suíça, por sua vez, enviará 80 socorristas, 8 cães farejadores e 18 toneladas de suprimentos de emergência para a Venezuela para auxiliar nas operações de busca e resgate, anunciou o Ministério das Relações Exteriores suíço.

Já a Alemanha está pronta para disponibilizar até seis aeronaves de transporte A400M, que poderiam ser usadas para transportar pessoal e suprimentos para a Venezuela, mas também para facilitar operações de transporte aéreo dentro do país, explicou Boris Pistorius por meio do canal do Ministério da Defesa no WhatsApp.

Prédios desabados e incêndios em Catia la Mar

 

Catia La Mar, no estado de La Guaira, pode ser o epicentro do desastre causado pelo terremoto que devastou Caracas e a região centro-norte do país. Numerosos relatos nas redes sociais descrevem a devastação generalizada nessa cidade litorânea, com prédios completamente destruídos ao longo da Avenida El Ejército, além de outras estruturas totalmente desabadas e veículos soterrados sob os escombros. Entre os prédios mais danificados estão a Escola Naval, edifícios residenciais em Playa Grande e vários quarteirões do complexo residencial Hugo Chávez, onde também ocorreram incêndios, provavelmente causados ​​pela explosão de botijões de gás.

Testemunhas: "Durou dois minutos, foi como um filme de terror"

 

Muitos venezuelanos estavam em casa quando os terremotos atingiram o país durante a tarde, em um feriado. "Tudo estava caindo sobre nós. Os televisores estavam no chão. Parecia um filme de terror. Além disso, durou cerca de dois minutos, ou pelo menos foi o que me pareceu", contou à imprensa local uma moradora da Avenida Bolívar, em Catia, a oeste de Caracas. A mulher descreveu a confusão inicial antes de perceber a magnitude do evento. "A princípio, pensamos que estivesse chovendo muito, mas depois descobrimos que as caixas d'água no telhado haviam se rompido devido ao impacto do abalo", disse ela.

Terremoto mais forte em 126 anos

 

Além dos danos materiais e das vítimas, os terremotos geraram preocupação internacional devido à possibilidade de fortes réplicas e ao elevado potencial destrutivo do evento.

Um relatório do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) classificou este terremoto como o mais forte registrado na parte norte do país nos últimos 126 anos. O evento sísmico é comparável em intensidade apenas ao terremoto histórico de magnitude 7,7 registrado em outubro de 1900.

Especialistas atribuem a violência do evento à pouca profundidade do epicentro, estimada entre 10 e 13 quilômetros. De acordo com a análise técnica, "a liberação de energia ocorreu superficialmente no sistema de falhas que forma o limite sul da placa do Caribe com a placa sul-americana (o eixo de deformação que conecta os sistemas de falhas de Bocona e San Sebastián)". Essa combinação de alta magnitude e pouca profundidade desencadeou um movimento sísmico excepcional, cujas ondas se propagaram por uma grande distância. O tremor foi relatado a mais de 160 quilômetros de distância, atingindo a capital venezuelana e também afetando distintamente as regiões vizinhas da Colômbia e região norte do Brasil.

Em 1967, um terremoto matou 200 pessoas na Venezuela

 

Os terremotos que atingiram a Venezuela trouxeram à memória, entre os venezuelanos, o terremoto de 1967 que devastou a capital, Caracas. Naquela época, um terremoto de magnitude 6,6 destruiu vários prédios na cidade e matou mais de 200 pessoas. Áreas residenciais de Caracas, como Altamira e Los Palos Grandes, também foram severamente afetadas.


Homilia Diária | Oração: o meio de receber a força de Deus (Sábado da 12ª Semana do Tempo Comum)


 

Hoje é celebrada Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

 


Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Nossa Senhora do Perpétuo Socorro | ACI Digital
 

Hoje (27) é celebrada a festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padroeira dos Padres Redentoristas e cujo ícone original está no altar principal da igreja de Santo Afonso, em Roma.

Esta imagem recorda o cuidado da Virgem por Jesus, desde a concepção até a morte, e que hoje continua a proteger os seus filhos que recorrem a Ela.

Diz-se que no século XV, um comerciante rico do Mar Mediterrâneo tinha a pintura do Perpétuo Socorro, embora se desconheça como chegou a suas mãos. Para proteger o quadro de ser destruído, decidiu levá-lo para a Itália e na travessia aconteceu uma terrível tempestade.

O comerciante pegou o quadro, pediu socorro e o mar se acalmou. Estando já em Roma, ele tinha um amigo, a quem mostrou o quadro e lhe disse que um dia todo o mundo renderia homenagem a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Depois de um tempo, o comerciante ficou doente e, antes de morrer, fez seu amigo prometer que colocaria a pintura em uma igreja ilustre. No entanto, a esposa do amigo se encantou com a imagem e ele não concretizou a promessa.

Nossa Senhora apareceu ao homem em várias ocasiões pedindo-lhe que cumprisse a promessa, mas por não querer desagradar sua esposa, ficou doente e morreu. Mais tarde, a Virgem falou com a filha de seis anos e lhe deu a mesma mensagem de que desejava que o quadro fosse colocado em uma igreja. A pequena foi e contou à sua mãe.

A mãe se assustou e a uma vizinha que zombou do ocorrido surgiram dores tão fortes que só aliviaram quando invocou arrependida a ajuda da Virgem e tocou o quadro.

Nossa Senhora apareceu novamente para a menina e lhe disse que a pintura devia ser colocada na igreja de São Mateus, que estava entre as basílicas de Santa Maria Maior e São João de Latrão. Finalmente, assim foi feito e se realizaram grandes milagres.

Séculos depois, Napoleão destruiu muitas igrejas, incluindo a de São Mateus, mas um padre agostiniano conseguiu secretamente tirar o quadro e, mais tarde, a pintura foi colocada em uma capela agostiniana em Posterula.

Os Redentoristas construíram a Igreja de santo Afonso sobre as ruínas da Igreja de São Mateus e, em suas investigações, descobriram que antes havia ali o milagroso quadro do Perpétuo Socorro e que estava com os Agostinianos, graças a um sacerdote jesuíta que conhecia o desejo da Virgem de ser honrada nesse lugar.

Assim, o superior dos Redentoristas solicitou ao beato Pio IX, que ordenou que a pintura fosse devolvida à Igreja entre Santa Maria Maior e São João de Latrão. Do mesmo modo, encarregou os Redentoristas de fazer com que Nossa Senhora do Perpétuo Socorro fosse conhecida.

Os Agostinianos, uma vez que souberam da história e do desejo do papa, de bom grado devolveram a imagem mariana para agradar a Virgem.

Hoje em dia, a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tem se expandido por vários lugares, construindo-se igrejas e santuários em sua honra. Seu retrato é conhecido e reverenciado em todo o mundo.


Laudes de Sábado da 12ª Semana do Tempo Comum


 

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Dia de São Josemaría Escrivá #féemjesuscristo


 

Sexta-feira, 26 de Junho de 2026 - 11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

PAPA LEÃO XIV CONDUZ ORAÇÃO mariana emocionante que comove fiéis no Vaticano


 

CONSISTÓRIO EXTRAORDINÁRIO SANTA MISSA HOMILIA DO PAPA LEÃO XIV


 

CONSISTÓRIO EXTRAORDINÁRIO

SANTA MISSA

HOMILIA DO PAPA LEÃO XIV

Basílica de São Pedro
Sexta-feira, 26 de junho de 2026


Caríssimos irmãos,

Reunimo-nos em redor do altar do Senhor, junto ao túmulo de São Pedro, para dar início ao Consistório. Vindos de todas as partes do mundo, estamos a celebrar esta Eucaristia: com a nossa vida, ofereçamos a Deus as comunidades e os povos que trazemos no coração, bem como os projetos e as experiências pastorais, alegres e trabalhosas.

Agora, esta diversidade de sentimentos e pensamentos converge, isto é, encontra o centro luminoso que é Cristo. Ele mesmo, em pessoa, dirige-se a nós dizendo: «Eu sou a videira verdadeira» (Jo 15, 1). Por meio de Jesus, a graça e a verdade fluem na vossa vida (cf. Jo 1, 17), renovando-nos interiormente: estes dons divinos são também a seiva fecunda do Consistório que hoje começamos. É o próprio Evangelho que estabelece a condição para que seja frutífero: «Permanecei em mim, que Eu permaneço em vós» (Jo 15, 4). Por um lado, o Mestre adverte-nos: «Sem mim, nada podeis fazer» (v. 5); por outro, deseja que os seus discípulos deem «muito fruto» (v. 8). Sim, muito fruto! A graça de Deus, em quem a acolhe, não provoca atrofiamento, mas desenvolvimento vigoroso. O Verbo eterno, na verdade, fez-se homem para que todos «tenham vida e a tenham em abundância» (Jo 10, 10). Iniciada na fé, esta vida sai ainda reforçada pela provação da poda, porque é cultivada pela solicitude do Pai.

Enquanto pedimos a Deus que nos conceda força e sabedoria, é significativo que o nosso Consistório tenha lugar nas vésperas da solenidade dos santos Apóstolos Pedro e Paulo. Detemo-nos juntos nesta memória, que recorda as colunas da Igreja Católica e Romana, os dois missionários mártires cuja pregação se fundiu com a sua vida, a ponto de se tornarem parte das Sagradas Escrituras.

Ao escutarmos hoje as palavras de São Paulo aos Coríntios, podemos notar a feliz consonância com o Evangelho. Na verdade, os diversos carismas, os ministérios e o agir eclesiais são como que os ramos da única videira, ou seja, do único Senhor (cf. 1 Cor 12, 4-6), que infunde o Espírito Santo na sua Igreja. A esta unidade orgânica corresponde o critério que torna bons e agradáveis todos esses serviços eclesiais: o critério do bem comum (cf. v. 7).

Caríssimos, da Palavra de Deus que acabámos de ouvir, gostaria de extrair algumas orientações para o nosso discernimento nestes dias.

Em primeiro lugar, o exemplo dos santos Pedro e Paulo encoraja-nos a partilhar na fé a verdadeira liberdade. Com efeito, é precisamente a relação com o Senhor Jesus que nos liberta do pecado e do medo: ao mesmo tempo que nos chama a segui-l’O, Ele próprio nos envia ao mundo como sucessores dos Apóstolos. Anunciar o Evangelho, celebrar os Sacramentos e dedicar-nos ao rebanho do Senhor realizam-se e dão fruto na medida em que acreditamos n’Ele, o Bom Pastor. A fé é aquela virtude que, embora nunca se deva ter como garantida, dá vida à Igreja, pois corresponde à graça que alimenta os ramos da única videira. A Igreja viva é a Igreja que acredita, pelo dom do Espírito Santo derramado nos nossos corações: esta Igreja dá muito fruto. Como a graça divina precede a liberdade humana, assim a fé da Igreja precede a nossa e pede para ser testemunhada com ardor. Esta missão tem Cristo como princípio e fim. Usando as palavras do salmista: «proclamai, dia após dia, a sua salvação. Anunciai aos pagãos a sua glória» (Sl 96, 2-3).

Em segundo lugar, pedimos o dom da paz na unidade. Ao mesmo tempo que convidamos todos os povos à fé, na qual somos verdadeiramente livres, as tensões internacionais e os conflitos ferem gravemente a família humana. No entanto, não faltam – antes pelo contrário, multiplicam-se na Igreja e no mundo – iniciativas e experiências que apelam ao respeito pela dignidade humana, pela justiça, pelo direito e, simplesmente, pelo que é humano. Isto é motivo de esperança, pois atesta a beleza da obra de Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança, como sinal da sua glória no mundo. Quando este sinal é ferido, todos somos feridos. Quando é corrompido, todos sofremos. Quando é assassinado, todos nos sentimos dilacerados. Por isso, a guerra nunca é digna do homem e nunca é abençoada por Deus, pois o Criador dotou-nos de inteligência e vontade para resolver os conflitos como seres humanos e não como animais, eventualmente dotados de armas hipertecnológicas. A unidade da família humana precede cada povo e cada Estado. Não se trata apenas de um dado biológico: é um princípio ético. A paz é um dever de justiça, porque somos uma única família humana, uma magnifica humanitas que encontra em Cristo a sua Cabeça e Redentor.

Refletindo sobre a Encíclica que promulguei no passado dia 15 de maio, é necessário prosseguir o caminho traçado por São Paulo VI: quando ele «introduziu a expressão “civilização do amor”, o mundo estava marcado pela Guerra Fria, pela corrida ao armamento e por fortes desequilíbrios económicos. Naquele contexto, a Igreja apontava um caminho alternativo à oposição ideológica entre sistemas, imaginando uma ordem social em que a justiça e a caridade se entrelaçam» (Carta enc. Magnifica humanitas, 186. Cf. São Paulo VI, Regina Caeli, 17 de maio de 1970). É assim que o testemunho cristão se torna profecia dum mundo novo, evangelização e serviço, projeto cultural e social que promove integralmente o desenvolvimento humano. Ao anunciar o Evangelho, entre alegrias e perseguições, a Igreja nunca toma partido: é para todos, e a cada um dirige a mesma palavra de conversão e salvação

Em terceiro lugar, saboreemos hoje e sempre a concórdia na obediência, ou seja, na escuta que reconhece o dom do Verbo, que se fez carne por nós. Através deste exercício, o Espírito Santo orienta-nos, indicando Ele mesmo os problemas e as oportunidades pastorais, purificando as intenções e corrigindo aquilo que desvia do caminho comum. A implementação do Sínodo, pela qual nos empenhamos, convida todos a avançar na unidade da fé, na promoção da paz, na obediência à Palavra viva, que é Jesus. Nesta perspetiva, «as enormes e rápidas mudanças culturais exigem que prestemos constante atenção ao tentar exprimir as verdades de sempre numa linguagem que permita reconhecer a sua permanente novidade» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 41). Com efeito, o único Verbo, que se fez homem, expressa-se em todas as línguas: o Cristo morto e ressuscitado é a videira verdadeira, que dá fruto através de todas as culturas que os cristãos transformam a partir de dentro. Assim, enquanto as ideologias do mundo murcham, o Espírito Santo faz florescer na Igreja o entendimento fraterno, a caridade e o ímpeto missionário.

Ao trabalharmos juntos, a nossa colegialidade resume a sinodalidade na qual todos os batizados participam, na unidade do povo de Deus. Sinodalidade e colegialidade são, na verdade, formas de fraternidade cristã, que nos une enquanto batizados e enquanto bispos. Por isso, a ajuda que me podereis prestar, no exercício do ministério petrino, encontra em mim alguém que pede, e não alguém que manda. Efetivamente, a autoridade do primado é própria de quem escuta e, só por causa disso, guia; de quem aprende e, só por causa disso, ensina, sempre no seguimento do único Mestre. Que a intercessão dos santos Apóstolos Pedro e Paulo nos acompanhe neste apaixonante caminho.

 

O toque que cura (Mt 8,1-4) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 26/06


 

Hoje é celebrado são Josemaria Escrivá, “o santo do ordinário”

 


São Josemaria Escrivá São Josemaria Escrivá | ACI Digital
 

“Deus não te arranca do teu ambiente, não te retira do mundo, nem do teu estado de vida, nem das tuas ambições humanas nobres, nem do teu trabalho profissional... mas, aí, te quer santo!”, dizia são Josemaria Escrivá , fundador do Opus Dei e conhecido como “o santo do ordinário”.

São Josemaria Escrivá de Balaguer nasceu em Barbastro (Espanha – 1902) em uma família profundamente cristã. Quando criança, teve uma infância muito difícil. Três irmãs mais novas que ele morreram ainda meninas, o negócio de seu pai faliu e a família teve que se mudar para Logroño.

Certo dia, viu pegadas na neve dos pés descalços de um religioso e sentiu que Deus desejava algo dele. Pouco a pouco, foi aumentando sua inquietude vocacional e ingressou no seminário. Mais tarde, estudou Direito na Universidade de Saragoça.

Caracterizava-se por um caráter generoso e alegre, enquanto sua simplicidade e serenidade o fizessem muito querido entre seus companheiros. Tinha muito esmero na piedade, disciplina e estudo, tornando-se um exemplo para seus colegas.

Foi ordenado sacerdote em 28 de março de 1925. Anos mais tarde, com a permissão de seu Bispo, mudou-se para Madri para obter seu doutorado em Direito. Em 2 de outubro de 1928, Deus lhe fez ver o que queria dele e fundou o Opus Dei.

Na ocasião, são Josemaria definiu o Opus Dei como “uma mobilização de cristãos que soubessem sacrificar-se gostosamente pelos outros, que tornassem divinos os caminhos humanos da terra (todos!), santificando qualquer trabalho nobre, qualquer trabalho limpo”.

Em 1933, o santo promoveu uma academia universitária compreendendo que o mundo da cultura e da ciência é um ponto importante para a evangelização de toda a sociedade. Com a eclosão da guerra civil em 1936, teve início a perseguição religiosa e são Josemaria se viu obrigado a refugiar-se em vários lugares até chegar a Burgos.

Com o fim da guerra, em 1939, retornou para Madri e terminou seus estudos de doutorado em direito. Sua fama de santidade foi se estendendo e dirigiu muitos exercícios espirituais a pedido de vários bispos e superiores religiosos. Em 1946, mudou-se para Roma e obteve da Santa Sé a aprovação definitiva do Opus Dei.

Aos poucos, foi-lhe sendo confiados cargos importantes no Vaticano e seguiu com atenção o Concílio Vaticano II, relacionando-se com muitos padres conciliares. Viajou por vários países da Europa e América, impulsionando e consolidando o trabalho apostólico do Opus Dei. É autor do livro ‘Caminho’, que se converteu em um clássico moderno da espiritualidade católica.

“Ali onde estão vossas aspirações, vosso trabalho, vossos amores, ali está o lugar de seu encontro cotidiano com Cristo”, incentivava são Josemaria.

Partiu para a Casa do Pai em 26 de junho de 1975, por causa de uma parada cardíaca, e aos pés de um quadro da Santíssima Virgem de Guadalupe. Foi canonizado por João Paulo II em 2002.

Ofício das Leituras de Sexta-feira da 12ª Semana do Tempo Comum


 

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Quinta-feira, 25 de Junho de 2026 -11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Papa a escritores: Deus se revela em meio a histórias muito humanas dos livros

 

Por ocasião dos 100 anos da Livraria Editora Vaticana, a editora oficial da Santa Sé, Leão XIV encontrou um grupo de 50 escritores e refletiu sobre as formas de compreender Jesus através também dos livros, já que "escrever é um ato de verdade", amplia a nossa humanidade e nos deixa mais próximos de Deus: "é ali, em meio a histórias muito humanas, que Deus se revela", na libertação da escravidão, no nascimento do filho, no amor misericordioso, "por meio de fatos e encontros, rostos e histórias".

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV, antes da Audiência Geral desta quarta-feira (24/06), encontrou um grupo de 50 escritores provenientes de várias partes do mundo, reunidos em Roma por ocasião dos 100 anos da Livraria Editora Vaticana (LEV). A editora oficial da Santa Sé, fundada em 1926 pelo Papa Pio XI, já serviu 9 Pontífices, "divulgando o magistério como contribuição para a difusão do Evangelho no mundo", como recordou Leão XIV no início de maio, na audiência de aniversário do centenário da editora da Igreja Católica Romana.


Na audiência estava um grupo de 50 escritores
Na audiência estava um grupo de 50 escritores   (@Vatican Media)

Escrever é um ato de verdade

No escritório junto à Sala Paulo VI nesta quarta-feira (24/06), Prevost recebeu os escritores e falou sobre a importância do livro e da própria escrita, "uma forma de expressão humana da qual vocês são, com variedade de estilos e de linguagens, mestres e modelos". Recordando São Paulo VI, enfatizou o quanto precisamos dos artistas, "da sua imaginação, da sua criatividade narrativa e do seu pensamento dinâmico. Precisamos disso para criar espaços de liberdade e autenticidade, nos quais a graça divina possa fazer ressoar a promessa de consolação e paz". O Papa, então, agradeceu "por todas as vezes em que lançaram sementes de reconciliação, de encontro e de amizade", além de pedir que "sejam capazes de suscitar o interesse pela verdade, pois vocês mesmos são atraídos por ela":

"Escrever – da maneira como vocês o fazem – é um ato de verdade, de revelação. Escrever nos revela quem somos, aquilo em que acreditamos e o que esperamos, o mundo para o qual nos dirigimos, o futuro com que sonhamos. Nessa busca pela verdade, percebemos como ela é discreta, como se apresenta a nós no diálogo interior com Deus e no diálogo aberto e respeitoso com o próximo. «A verdade não é um território a defender, mas um bem a partilhar» (Magnifica humanitas, 25). Nunca somos senhores da verdade; é ela, de fato, que nos 'conquista'."

Escrever é um gesto de humanidade

Para falar sobre a escrita que amplia a nossa humanidade, Leão XIV citou o dramaturgo e poeta romano Terêncio, que foi eternizado pela célebre frase “Sou um ser humano; nada do que é humano me é estranho”; além do próprio Papa Francisco, que escreveu uma Carta sobre o Papel da Literatura na Educação, argumentando sobre o valor formativo da literatura através das experiências humanas. A escrita, aprofundou Prevost através das palavras de Bergoglio, ativa "o poder empático da imaginação", veículo fundamental para levar a sentimentos como a solidariedade, a partilha, a compaixão e a misericórdia:

"É nisso que reside a grande escola de humanidade que vocês fazem os leitores experimentarem, pois quem lê, de certa forma, vive muitas vidas além da própria. E isso nos ajuda a descobrir as diversidades de pontos de vista, a não absolutizar o nosso e a compor, como em um mosaico, o perfil daquela verdade que sempre passa por nós."

A bênção do Papa Leão XIV ao grupo de escritores
A bênção do Papa Leão XIV ao grupo de escritores   (@Vatican Media)

Escrever não é estranho a Cristo

Por fim, finalizou o Papa em discurso, "escrever tem a ver com Deus. Pode parecer ousado dizer isso, mas vários teólogos refletiram e escreveram sobre a consonância entre a forma da escrita e a revelação do Deus bíblico". Leão XIV, então, citou o renomado frade dominicano, teólogo e escritor britânico, cardeal Timothy Radcliffe, que, retomando Terêncio, afirmou que, para os cristãos, "nada do que é humano é estranho a Cristo. Toda tentativa de dar resposta às questões fundamentais da nossa vida – como amar, ser justo, ser livre, enfrentar o sofrimento e a morte – nos ajuda a compreender Cristo, aquele que é o mais humano de todos" (T. Radcliffe, Acender a imaginação, Verona 2021, p. 29). E o Pontífice acrescentou:

“Quando chegamos ao âmago da nossa humanidade, não estamos distantes de Deus: é ali, em meio a histórias muito humanas, que Deus se revela. O Deus da Bíblia se manifesta na libertação da escravidão, no nascimento inesperado de um filho, no amor misericordioso e fiel. Fala por meio de fatos e encontros, rostos e histórias. «Deus opera na nossa vida através do que fazemos e do que somos, e através das muitas pessoas que encontramos».”

(vaticannews)

O que é o Óbolo de São Pedro e para que serve

 


Imagem referencial Óbolo de são Pedro Imagem referencial | Shutterstock
 

Nos dias antes da solenidade de são Pedro e são Paulo, que é celebrada em 29 de junho, na maioria das paróquias se realiza a convocação para a coleta do Óbolo de São Pedro.

Segundo o site da Santa Sé, o Óbolo de São Pedro é “a ajuda econômica” que os fiéis oferecem ao papa “como sinal de adesão à solicitude do Sucessor de Pedro relativamente às múltiplas carências da Igreja universal e às obras de caridade em favor dos mais necessitados”.

A coleta é realizada em todas as dioceses no “Dia mundial da caridade do papa”, todo dia 29 de junho ou no domingo mais próximo da solenidade de são Pedro e são Paulo.

A Santa Sé diz que a origem desta prática data do final do século VIII, depois da conversão dos anglo-saxões, os quais se sentiram “tão ligados ao bispo de Roma que decidiram enviar, de maneira estável, um contributo anual ao Santo Padre”.

Esta coleta foi chamada “Denarius Sancti Petri” (Esmola para São Pedro) e se difundiu pelos demais países europeus. Em 5 de agosto de 1871, o papa Pio IX a regularizou através da encíclica “Saepe Venerabilis”.

Algumas das obras de caridade financiados com o Óbolo de São Pedro são o melhoramento da estrutura do Hospital Pediátrico na República Centro-Africana, o alívio da crise humanitária no Haiti e a oferta de dez bolsas universitárias para os jovens deslocados pela guerra e pelo terrorismo no Curdistão iraquiano.

É possível conhecer mais sobre os projetos de ajuda AQUI.

Em novembro de 2016, a Santa Sé lançou o site oficial do óbolo de São Pedro para que os fiéis colaborem com as obras de caridade da Igreja, leiam as mensagens do Papa, entre outras coisas. Está disponível em italiano, inglês e espanhol.

Em 2017, foram criadas as contas de Twitter e Instagram desta iniciativa. No Twitter, estão em três idiomas: @obolus_it (em italiano), @obolus_es (em espanhol) e @obolus_en (em inglês). No Instagram é uma conta única: obolus_va.


Maria Elisa conversa com Luis Osório | Vencidos | Antena 1


 

ESCAVAÇÕES REVELARAM UM TESOURO BELO E FEDORENTO! Israel com Aline


 

Homilia Diária | Amor a Deus, a razão das boas obras (Quinta-feira da 12ª Semana do Tempo Comum)


 

SANTO DO DIA - 25 DE JUNHO: SÃO GUILHERME


 

Laudes de Quinta-feira da 12ª Semana do Tempo Comum


 

quarta-feira, 24 de junho de 2026

A Eucaristia sustenta os fiéis em meio ao medo e ao sofrimento, diz Leão XIV

 


Papa Leão XIV saúda 120 mil pessoas reunidas no estádio Japoma, em Douala, Camarões, para uma missa papal em 17 de abril de 2026 ??
Papa Leão XIV saúda hoje (17) 120 mil pessoas reunidas no estádio Japoma, em Douala, Camarões, para uma missa papal. | George Wirnkar/ACI Africa
 

O alimento físico não basta, a alma precisa do alimento da Eucaristia, que sustenta os fiéis em tempos de medo e sofrimento, disse hoje (17) o papa Leão XIV numa missa em Douala, Camarões.

Celebrando missa para cerca de 120 mil pessoas do lado de fora do estádio Japoma, na capital econômica de Camarões, o papa disse em sua homilia que o milagre da multiplicação dos pães e peixes por Jesus Cristo é um sinal de que Ele veio para servir com amor, não para dominar.

O milagre “mostra-nos não só como Deus alimenta a humanidade com o pão da vida, mas também como podemos levar esse alimento a todos os homens e mulheres que, tal como nós, têm fome de paz, liberdade e justiça", disse Leão XIV.

“Cada gesto de solidariedade e perdão, cada iniciativa de bem é um pedaço de pão para a humanidade necessitada de cuidados”, disse o papa.

“E, no entanto, isto não basta”, disse ele. “Na verdade, ao alimento que nutre o corpo é necessário unir, com igual caridade, o alimento da alma, que nutre a nossa consciência, que nos sustenta na hora sombria do medo, nas trevas do sofrimento. Esse alimento é Cristo, que sempre alimenta em abundância a sua Igreja e com o seu Corpo nos fortalece ao longo do caminho”.

Leão XIV celebrou missa em francês em Douala, no seu terceiro dia nos Camarões. Amanhã (18), ele celebrará missa na capital do país, Iaundê, antes de partir para o terceiro país da sua viagem apostólica na África — Angola.

Em sua homilia, proferida principalmente em francês, o papa falou sobre o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, comparando a multidão do Evangelho às pessoas presentes na missa.

“O Evangelho que acabamos de ouvir (Jo 6, 1-15) é palavra de salvação para toda a humanidade”, disse ele. “Por toda a parte se proclama hoje essa Boa Nova, que para a Igreja nos Camarões ressoa como um anúncio providencial do amor de Deus e da nossa comunhão”.

Descrevendo a cena do Evangelho, o papa Leão XIV focou na multidão e na falta de comida: “Jesus pede-nos hoje, tal como pediu então aos seus discípulos: de que modo resolveis esse problema? Olhai quanta gente faminta, oprimida pelo cansaço. O que fazeis?”

O papa disse que essa questão diz respeito a todos: “Essa pergunta é dirigida a cada um de nós: é dirigida aos pais e mães que cuidam das suas famílias. É dirigida aos pastores da Igreja, que velam pelo rebanho do Senhor. É dirigida a todos os que têm a responsabilidade social e política de olhar pelo povo e pelo seu bem. Cristo dirige essa pergunta aos poderosos e aos fracos, aos ricos e aos pobres, aos jovens e aos idosos, porque todos sentimos fome da mesma maneira”.

“Essa carência nos lembra que somos criaturas”, disse ele. “Precisamos de comer para viver. Não somos Deus: mas, precisamente, onde está Deus perante a fome das pessoas?”

Falando sobre a resposta de Cristo, Leão XIV sublinhou o significado da gratidão e da partilha: “Enquanto aguarda as nossas respostas, Jesus dá a sua: «Tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os pelos que estavam sentados, tal como os peixes, e eles comeram quanto quiseram» (v. 11). Um grave problema é resolvido abençoando a pouca comida que há e repartindo-a por todos os que têm fome”.

Ele disse que o milagre é que “há pão para todos se for dado a todos”.

“Há pão para todos se for tomado não com uma mão que se apodera, mas com uma mão que doa”, disse o papa.

Referindo-se à missa que estava sendo celebrada, Leão XIV falou sobre seu poder transformador como “uma fonte de uma fé renovada, pois Jesus está presente no meio de nós".

“O Sacramento não reaviva uma memória distante no tempo, mas realiza uma companhia que nos transforma, porque nos santifica”, disse ele.

“Em torno da Eucaristia, esta mesma mesa torna-se anúncio de esperança nas provações da história e nas injustiças que vemos à nossa volta”, disse Leão XIV. “Torna-se sinal da caridade de Deus, que em Cristo nos convida a partilhar o que temos, para que seja multiplicado na fraternidade eclesial”.

Em inglês, o papa Leão XIV falou aos jovens, pedindo-lhes que “sejam em primeiro lugar, os rostos e as mãos que levam ao próximo o pão da vida: alimento de sabedoria e de libertação de tudo aquilo que não nos nutre, mas que, pelo contrário, confunde os nossos bons desejos e nos rouba a dignidade”.

Falando sobre a realidade da pobreza, ele fez um alerta contra a violência e a corrupção, exortando as pessoas a "não cederem à desconfiança e ao desânimo" e a "rejeitarem toda forma de abuso ou violência, que iludem prometendo ganhos fáceis, mas endurecem o coração e tornam-no insensível".

“Não vos esqueçais de que o vosso povo é ainda mais rico do que esta terra, pois o seu tesouro são os seus valores: a fé, a família, a hospitalidade, o trabalho”, disse o papa.

Audiência Geral, 24 de junho 2026 - Papa Leão XIV


 

 

LEÃO XIV

AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro
Quarta-feira, 24 de junho de 2026

[Multimídia]

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Catequese. Os Documentos do Concílio Vaticano II III. Constituição Sacrosanctum Concilium 4. O mistério eucarístico

Estimados irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!

Continuamos as catequeses sobre os documentos do Concílio Vaticano II, de modo particular a respeito da Constituição Sacrosanctum Concilium (SC) sobre a Liturgia.

Quando Santo Agostinho quer explicar o mistério do Corpo de Cristo aos recém-batizados, retoma a passagem de São Paulo que ouvimos: «Vós sois o corpo de Cristo e, cada um segundo a sua parte, os seus membros» (1 Cor 12, 27). E acrescenta: «É o vosso mistério que recebeis. Àquilo que sois, respondeis: Amém, e a vossa resposta é como a vossa assinatura. Diz-se: “Corpo de Cristo”, e vós respondeis: “Amém”. Sede, pois, membros do Corpo de Cristo, para que o vosso amém seja verdadeiro. […] Sede o que vedes e recebei o que sois» (Sermão 272: PL 38, 1247).

Imediatamente depois de ter evocado a Última Ceia de Jesus, a Constituição sobre a Liturgia fala da Eucaristia com estas conotações agostinianas. Para os cristãos, participar na mesa do Senhor significa realmente «ser instruído pela Palavra de Deus, alimentar-se à mesa do Corpo do Senhor, dar graças a Deus» (cf. SC, 48). É recebendo-o na sua Palavra e na Eucaristia que nos tornamos aquilo que recebemos. Tornamo-nos o Corpo cuja Cabeça é Cristo ressuscitado, sentado à direita do Pai (cf. Cl 1, 18), que nos prepara um lugar nos céus (cf. Jo 14, 3): assim, a Eucaristia é o sacramento do Reino que vem. É o Pão do caminho, que nos conduz rumo à Pátria celestial, até ao dia bem-aventurado em que «Deus for tudo em todos» (cf. 1 Cor 15, 28).

A assembleia litúrgica oferece o Sacrifício «não só pelas mãos do sacerdote, mas juntamente com ele» (SC, 48). Nesta perspetiva, a Eucaristia é a forma do sacrifício espiritual dos cristãos (cf. Hb 13, 16; Rm 12, 1), enquanto caminho da união com Deus e da união recíproca. Participando nela, eles aprendem «a oferecer-se a si mesmos e, dia após dia, por Cristo mediador, progredir na unidade com Deus e entre si» (cf. ibid.). Assim, incorporando-nos a Cristo, a Eucaristia ensina-nos a adotar o estilo de vida do próprio Senhor Jesus, marcado pela doação gratuita de si. Por isso, esta doação faz-nos entrar na dinâmica da unidade, que oferece um poderoso antídoto contra os fermentos de divisão que minam o nosso mundo, as nossas comunidades, as nossas famílias, o nosso coração (cf. SC, 47).

Caríssimos, quando participamos na Eucaristia, somos convidados a ouvir a Palavra de Deus e a alimentar-nos à mesa do Senhor, onde Ele próprio se oferece ao Pai. Estas duas partes da Missa, a Liturgia da Palavra e a Liturgia eucarística, «estão tão intimamente ligadas entre si [...] que formam um só ato de culto» (SC, 56).

No que se refere à Palavra, é preciso recordar que não se trata apenas de adquirir um conhecimento intelectual das Escrituras, mas de receber a Palavra «viva e eficaz» (Hb 4, 12), dirigida por Deus a todos e, ao mesmo tempo, a cada um, Palavra que nutre e alimenta com o Pão eucarístico, levando-nos a passar da decadência do pecado para a vida nova em Cristo. «A Eucaristia abre-nos à inteligência da Sagrada Escritura, assim como esta, por sua vez, ilumina e explica o Mistério eucarístico» (Bento XVI, Exortação apostólica pós-sinodal Verbum Domini, 55).

O Concílio Ecuménico Vaticano II pediu que se abrissem mais amplamente os tesouros da Bíblia, a fim de oferecer aos fiéis com maior abundância a mesa da Palavra de Deus (cf. SC, 51). A reforma litúrgica traduziu este pedido naquele tesouro que é o Lecionário, ou seja, o livro que reúne todas as Leituras bíblicas para as celebrações litúrgicas. Esta amplitude inspirou-se na fonte mais pura da Tradição viva, que une a fidelidade à tradição com a abertura a um progresso legítimo (cf. SC, 23).

O início do capítulo II da Constituição sobre a Liturgia está repleto de referências ao grande rio da Tradição, que vai desde os Padres da Igreja até aos nossos dias. Cito: «O nosso Salvador instituiu na última Ceia, na noite em que foi entregue, o Sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar pelo decorrer dos séculos, até Ele voltar, o Sacrifício da cruz, confiando à Igreja, sua amada esposa, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é concedido o penhor da glória futura» (SC, 47).

Caros irmãos e irmãs, bebamos com fé desta nascente de vida divina, deixando-nos transformar pelo mistério que celebramos.

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Saudações:

Saúdo com carinho todos os peregrinos de língua portuguesa, em especial o grupo de São José do Rio Preto e os sacerdotes de Sorocaba! Queridos irmãos e irmãs, gostaria de aconselhar a todos que não descuideis da preparação para a Missa: interiormente, através da confissão frequente; e, à nossa volta, silenciando os ruídos que nos impedem de ouvir a Palavra de Deus. Que o Senhor vos abençoe!

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Resumo da catequese do Santo Padre:

A partir do Concílio Vaticano II, refletimos hoje sobre o mistério eucarístico. Instruídos pela Palavra e saciados à mesa do Senhor – realidades que, na Missa, constituem um único ato de culto –, os cristãos tornam-se o Corpo do qual Cristo é a Cabeça. A esse respeito, Santo Agostinho exorta: “Sede o que vedes e recebei o que sois”. Na Eucaristia, a assembleia litúrgica é nutrida pelo Pão do Céu de modo especial: unida ao sacerdote, oferece pelas suas mãos o sacrifício. Além disso, o desejo do Concílio de um maior contato com a riqueza bíblica realizou-se com o Lecionário. Antídoto contra as divisões, a Palavra de Deus faz-nos passar da decadência à vida nova da graça. Realmente, por meio de uma participação ativa, aprendemos a doar-nos, assumindo o estilo de vida de Jesus, que faz de si dom para os outros.

Como fazer Genuflexão na Igreja!


 

Quarta-feira, 24 de Junho de 2026 - 11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Seu milagre virá (Lc 1,57-66.80) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 24/06


 

La cabeza que anunció al Mesías está en Roma: el misterio de una de las reliquias más veneradas


 

SANTO DO DIA - 24 DE JUNHO: SÃO JOÃO BATISTA


 

Laudes da Solenidade do Nascimento de São João Batista


 

terça-feira, 23 de junho de 2026

The Pope’s Heartwarming Reaction to This Hym


 

COMO CELEBRAR O SÃO JOÃO DA MANEIRA CERTA? | Pe. Gabriel Vila Verde


 

Ativistas nigerianos se manifestam nos EUA em defesa de cristãos perseguido

 


Alveda King discursa no comício Save Nigeria (Salve a Nigéria
Alveda King discursa no comício Save Nigeria (Salve a Nigéria") perto da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 20 de junho de 2026. Ativistas pressionam o governo dos EUA a ajudar no combate à violência e ao extremismo no país da África ocidental. | Cortesia de Save Nigeria
 

Num protesto perto da Casa Branca, ativistas nigerianos pediram ao governo Trump para intensificar ações para acabar com o terrorismo e a perseguição aos cristãos no país da África ocidental.

O comício Save Nigeria (Salve a Nigéria) teve oradores como Alveda King, sobrinha do ativista dos direitos civis Martin Luther King Jr., e representantes de todas as seis zonas geopolíticas da Nigéria no sábado (20).

“Estamos aqui para apoiar os cristãos perseguidos da Nigéria”, disse Stephen Osemwegie, presidente do Save Nigeria Group USA, em discurso no comício, no qual agradeceu ao presidente dos EUA, Donald Trump, por seus esforços para redesignar a Nigéria como um “país de preocupação especial” e para fazer ataques estratégicos contra grupos terroristas no país.

“Este é o fim de semana do feriado de Juneteenth (19 de Junho)”, disse Osemwegie. “Enquanto nossos irmãos e irmãs americanos celebram a vitória histórica sobre os males da escravidão e da opressão de pessoas, vemos uma conexão espiritual inquebrável entre a luta pelos direitos civis nos EUA e nossa luta contra a perseguição religiosa e o terrorismo hoje”.

“As algemas podem parecer diferentes, mas o espírito demoníaco da opressão é exatamente o mesmo”, disse ele.

Osemwegie disse à EWTN News que acabar com o terrorismo radical e a perseguição na Nigéria é "de vital interesse para a segurança nacional dos EUA".

Sendo um país de 240 milhões de habitantes, dos quais 70% têm menos de 45 anos, Osemwegie enfatizou a necessidade crucial de os EUA impedirem que a Nigéria caia “nas mãos do terrorismo islâmico radical”.

“A Nigéria está hoje no epicentro da jihad global”, disse ele. “Se o Boko Haram e o Estado Islâmico se reorganizarem como fizeram na Síria, a Nigéria poderá se tornar outra Síria, outro Afeganistão. E isso significa que seu principal objetivo... [seria] se reorganizar e atacar os EUA”.

“Eles estão realmente planejando se reagrupar usando os incríveis recursos da África e da Nigéria, que têm lítio, terras raras, ouro, entre outros, e uma produção de petróleo de dois milhões de barris por dia”, disse ele. “Não podemos permitir que um país assim se torne um centro terrorista. Isso será uma ameaça para a comunidade global”.

Osemwegie disse também que a escalada do terrorismo poderia desencadear uma crise migratória. “Somos 240 milhõe, poderíamos lotar muitos países vizinhos e a Europa. Queremos que os EUA e o mundo nos ajudem a permanecer aqui, combatendo o terrorismo”.

“O que a Nigéria precisa não são tropas americanas lutando em terra”, disse Osemwegie. “Precisamos de apoio — a plataforma, os drones, os assessores que estarão ao lado de nossas valentes tropas nigerianas que estão dando suas vidas todos os dias. Aliás, perdemos oficiais superiores, generais e soldados lutando sem o equipamento adequado”.

Segundo Osemwegie, a Nigéria precisa que os EUA intervenham para cortar o financiamento de grupos terroristas no país, como o Boko Haram e o Estado Islâmico, que, segundo ele, recebem a maior parte de seu financiamento do Oriente Médio e de outras “partes nefastas do mundo”.

O ativista também chamou a atenção para a “crise humanitária que a Nigéria enfrenta”, com aqueles que foram forçados a fugir de suas casas por sofrerem perseguição por parte de grupos militantes armados, particularmente os grupos militantes Fulani, que têm realizado a maior parte da perseguição aos cristãos no país.

“Estima-se que 11 milhões de pessoas tenham sido forçadas a deixar suas casas desde 2009”, disse ele. “Essas pessoas agora vivem em acampamentos improvisados. Elas não têm acesso a nada, mas o mundo não se dá conta de que precisam de comida, abrigo e, principalmente, de voltar em segurança para suas comunidades”.

'Nigéria, nós te ouvimos, nós te amamos'

“Encorajo o presidente Trump, e oro continuamente por ele, para que se preocupe com o povo da Nigéria”, disse Alveda King em seu discurso no comício.

Falando sobre a mensagem de seu tio, King fez um apelo para que pessoas de todas as crenças se considerem irmãos e irmãs.

“Temos que aprender a conviver. O mesmo vale para Israel, os palestinos e os judeus. Eles são irmãos. Não são vizinhos nem primos. São irmãos de verdade”, disse ela, aludindo a conflitos em curso em Israel e no Oriente Médio em geral.

Em diferentes momentos de seu discurso, King cantou versos dos hinos gospel This Little Light of Mine (Essa Minha Pequena Luz) e How Great Thou Art (Quão Grande És Tu).

Ela enfatizou a necessidade de os cristãos apoiarem causas humanitárias. “Quando criancinhas estão com fome, eu não pergunto 'Você é muçulmano ou judeu?' 'Você é da Nigéria ou dos EUA?'. Uma criancinha está com fome, então vamos alimentá-la”.

Em entrevista à EWTN News, King encorajou o povo nigeriano a manter a esperança.

“Não desanimem”, disse ela. “De um só sangue, Deus criou todas as pessoas para viverem juntas na face da Terra. Meu tio, o reverendo Dr. Martin Luther King Jr., disse: Devemos aprender a viver juntos como irmãos… e não perecer juntos como tolos”.

“Nigéria, nós ouvimos vocês, nós amamos vocês, animem-se e tenham fé em Deus”, disse ela.

Sobrevivente de sequestro pelo Boko Haram pede 'portas abertas'

Rebecca Samuel Dali, que foi sequestrada pelo Boko Haram em 2014 e sobreviveu a abusos sexuais quando criança, disse à EWTN News no comício que compareceu para dizer que é grata pelos esforços de Trump para acabar com a perseguição na Nigéria e para pedir que ele "abra as portas" para aqueles que fogem da perseguição.

Dali foi sequestrada pelo Boko Haram em 30 de julho de 2014. Ela contou que o grupo a libertou depois de três horas, quando seu líder percebeu que sua família foi beneficiada pelos serviços prestados por sua organização, o Centro para a Compaixão, o Empoderamento e a Iniciativa da Paz.

“Se os EUA estivessem fechados, eu não estaria aqui agora”, disse ela. “Então, para abrir as portas para que as pessoas venham e fiquem neste país pacífico, é por isso que estou aqui”.


Jamais um médico deveria ‘decidir sobre a vida de um embrião’, diz Leão XIV

 


Papa Leão XIV no Vaticano em 22 de junho de 2026 ??
Papa Leão XIV hoje (22) no Vaticano. | Vatican Media
 

O papa Leão XIV defendeu hoje (22) a dignidade da vida humana em todas as suas fases e alertou sobre os riscos de uma medicina subordinada a critérios técnicos ou utilitários.

“Um médico jamais deveria se permitir, com base em algoritmos de laboratório, decidir sobre a vida de um determinado embrião ou de uma determinada pessoa idosa”, disse ele hoje no Vaticano, diante de membros da Fundação Jérôme Lejeune. “A medicina nunca poderá se tornar serva da morte programada”.

A fundação foi fundada na França em 1995, depois da morte do geneticista Jérôme Lejeune, que descobriu em 1958 a trissomia do cromossomo 21, causa da síndrome de Down.

Segundo seu site, a organização destina entre € 4 milhões (R$ 23,5 milhões) e € 5 milhões (R$ 147 milhões) anualmente para pesquisa, tem um banco de dados em Paris com cerca de 20 mil amostras e quatro centros médicos: Paris, onde cerca de 13 mil pacientes foram tratados; Nantes, França; Córdoba, Argentina; e Madri.

“Quero expressar meu encorajamento a vocês em seu compromisso com a vida e a dignidade humana”, disse Leão XIV.

Em seu discurso, o papa recordou o cientista francês, cuja causa de beatificação avançou quando o papa Francisco assinou o decreto de suas virtudes heroicas em 2021.

Apesar do reconhecimento internacional que sua descoberta lhe rendeu, ela foi depois usada pela indústria do aborto para identificar bebês nascituros com síndrome de Down, o que Lejeune rejeitou veementemente.

O geneticista francês, declarado venerável pela Igreja, defendeu publicamente a vida dos mais vulneráveis, apesar da rejeição que sofreu em certos círculos científicos.

No encontro, realizado por ocasião do centenário do nascimento de Lejeune, o papa disse que o professor dedicou sua vida às crianças com deficiência: "Comovido pela difícil situação das crianças com deficiência, o professor Lejeune dedicou sua vida a elas como pesquisador científico”.

Ele disse também que a descoberta da anomalia cromossômica responsável pela trissomia do cromossomo 21 o tornou um "precursor da genética moderna".

Medicina é ódio à doença e amor ao doente

O papa também destacou a vocação médica e o compromisso de Lejeune com os pacientes, a quem chamou de "os pobres entre os pobres", e citou uma de suas expressões mais conhecidas: "A medicina é o ódio à doença e o amor ao doente".

Leão XIV falou também sobre a influência de Lejeune na Igreja, dizendo que o papa são Paulo VI o nomeou membro da Pontifícia Academia das Ciências e que a sua proximidade ao papa são João Paulo II contribuiu para a criação da Pontifícia Academia para a Vida.

Em seu discurso, Leão XIV alertou contra o uso eticamente questionável dos avanços científicos. "Homem de ciência e sabedoria, Jérôme Lejeune compreendeu rapidamente que sua descoberta científica seria usada para erradicar pessoas com trissomia do cromossomo 21 antes mesmo de nascerem", disse. O papa disse que o geneticista denunciou esse fenômeno como "racismo cromossômico".

“Sejam, como ele, testemunhas comprometidas na sociedade, a serviço da busca constante pelo bem comum”, disse Leão XIV.

O papa reafirmou que a tecnologia não pode substituir a medicina nem ser separada de um quadro ético: "O valor da pessoa não depende do que ela faz ou produz”.

Por fim, ele disse ser grato pelo trabalho da Fundação Lejeune, que dá continuidade ao trabalho de seu fundador nas áreas de pesquisa, saúde e defesa da dignidade humana. "Fico satisfeito com o papel de destaque que desempenham globalmente na pesquisa sobre deficiências intelectuais de origem genética", disse ele.

O papa concluiu encorajando os membros da instituição a continuarem promovendo uma cultura de vida e do bem comum, e concedeu sua bênção apostólica às suas famílias e aos pacientes atendidos pela instituição.


Homilia Diária | O caminho de Jesus sempre é estreito (Terça-feira da 12ª Semana do Tempo Comum)


 

SANTO DO DIA - 23 DE JUNHO: SÃO JOSÉ CAFASSO


 

Laudes de Terça-feira da 12ª Semana do Tempo Comum