domingo, 21 de junho de 2026

Viennese Blood - André Rieu (Wiener Blut)


 

Daniel Sampaio (psiquiatra): "Inquieta-me, sobretudo, a pouca profundidade da relação amorosa atual"


 

SANTO DO DIA - 21 DE JUNHO: SÃO LUIZ GONZAGA


 

Angelus, 21 de junho de 2026 - Papa Leão XIV


 

LEÃO XIV

ANGELUS

Praça de São Pedro
Domingo, 21 de junho de 2026


Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!

Jesus, no Evangelho da Liturgia de hoje (Mt 10, 26-33), ao enviar os discípulos em missão, dirige-lhes, entre outras coisas, esta exortação: «O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais ao ouvido, proclamai-o sobre os terraços» (v. 27).

Ele estabelece uma ligação entre o que ouvimos “ao ouvido” – ou seja, no íntimo do coração – e aquilo que somos chamados a proclamar a todos, lembrando-nos de que o anúncio do Evangelho é, antes de mais nada, a partilha de um encontro pessoal com Ele, único para cada um.

Com efeito, a força do apostolado – para além das técnicas e dos instrumentos – baseia-se na ação do Espírito Santo em nós e na autenticidade da nossa resposta. São Tomás de Aquino referia-se à pregação como a transmissão aos outros daquilo que nós próprios contemplámos: «contemplata aliis tradere» (cf. Summa Theologiae, III, q. 40, a. 1, ad 2).

E não se deve pensar que a contemplação seja uma experiência exclusiva, reservada a alguns santos ou aos monges e eremitas. Todos nós podemos fazê-la, esforçando-nos por reservar, entre as ocupações do nosso dia-a-dia, momentos de quietude em que nos colocamos em silêncio diante de Deus, para ouvir a sua voz, confiar-lhe as nossas alegrias e preocupações, e examinar com Ele a nossa vida. Isto torna-nos pessoas cada vez mais dotadas de uma fé sólida e consciente e, consequentemente, apóstolos credíveis e livres, homens e mulheres capazes de refletir a luz do Evangelho em todos os ambientes e em todas as situações da vida, e de dar testemunho d’Ele mesmo onde o seu valor não é compreendido ou aceito.

São Mateus, autor do trecho bíblico a que nos referimos, escrevia para comunidades que não tinham uma vida fácil. Deviam enfrentar hostilidades e perseguições, tal como ainda hoje acontece a tantos cristãos em vários lugares do mundo, e era grande a tentação de desanimar e de se deixarem vencer pelo cansaço ou pelo medo.

Tal como naquela época, hoje também é um desafio permanecer fiéis aos ensinamentos de Jesus e anunciar a sua Palavra: responder ao ódio com amor, à arrogância com mansidão, ao desânimo com perseverança. Por isso, é necessário que enraizemos a nossa fé e a nossa missão numa relação intensa com Ele (cf. Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 8). Esta relação dá-nos a força para não desistirmos e para continuarmos a transmitir a todos, em todas as circunstâncias, a sua mensagem de esperança, amor e paz. O mundo precisa tanto disso!

Que a Virgem Maria nos ajude a ser discípulos missionários do Senhor Jesus, cada um segundo a sua vocação.

_____________________________

Depois do Angelus:

Queridos irmãos e irmãs,

O Dia Mundial do Refugiado, instituído pelas Nações Unidas, foi celebrado ontem, no 75º aniversário da Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados, uma iniciativa criada para proteger os perseguidos e os que são obrigados a abandonar a sua terra, casa e família. Espero que o espírito que animou a elaboração deste importante instrumento internacional continue ainda hoje a iluminar as consciências dos responsáveis das nações. Ninguém pode virar as costas a quem procura proteção e segurança. Além disso, exorto todos a acolherem aqueles que são vítimas de perseguição, para que possam viver em paz, com dignidade, e olhar para o futuro com esperança.

Gostaria de saudar os membros do Diálogo Internacional Católico-Pentecostal. “A Igreja crê como ora”, e refletir em conjunto sobre o princípio lex orandi, lex credendi reveste-se de particular relevância nos dias de hoje.

Saúdo com carinho todos vós, fiéis de Roma e peregrinos vindos de vários países.

Dirigindo-me aos peregrinos que vieram do Brasil, asseguro as minhas orações pelos jovens que morreram, há alguns dias, num acidente rodoviário, no estado do Ceará.

Saúdo os jovens crismandos de duas paróquias de Ozieri, na Sardenha.

Desejo a todos um bom domingo!

 

VIDEO 2) Domingo, 21 de Junho de 2026 - 11:00 Missa, no Recinto de Oração


 

Laudes do 12º Domingo do Tempo Comum


 

sábado, 20 de junho de 2026

Sábado, 20 de Junho de 2026 - 11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

马年吉祥 百事合意 幸福美满 年年有余


 

Em 19 de junho de 1982 Robert Prevost era ordenado sacerdote


 

Exatamente 44 anos atrás, o futuro Leão XIV era ordenado sacerdote na Capela de Santa Mônica, na Piazza del Santo Uffizio. A Diocese de Roma envia seus melhores votos: "Continuamos edificados por sua dedicação diária à busca da paz."

Vatican News

A poucos passos do Vaticano, na capela de Santa Mônica, há 44 anos, Robert Prevost, então com 27 anos, era ordenado sacerdote. Cinco anos antes, ele havia ingressado na Ordem de Santo Agostinho e professado votos solenes em 1981. Em setembro daquele ano, chegou a Roma, ao Colégio Internacional de Santa Mônica, para estudar direito canônico na Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino (Angelicum).

Alguns meses mais tarde, sua ordenação teve lugar em um lugar que mais tarde se tornaria muito familiar para ele. Prevost, de fato, viveu no Prédio do Santo Ofício desde 2023 e, naquele mesmo ano, no consistório de 30 de setembro, o Papa Francisco o nomeou cardeal, designando-o para a diaconia de Santa Mônica.

“Sou o vosso servo”

 

O santinho para aquele ocasião reproduzia um ícone russo do século XV representando a Última Ceia. As palavras escolhidas eram do Sermão 399 de Santo Agostinho: “Para mim alimentar todos vocês com pão comum é algo que não posso fazer. Mas esta Palavra é a sua porção. Eu os alimento da mesma mesa que me alimenta. Sou o vosso servo".

As felicitações da "sua" diocese

 

Em uma mensagem de felicitações enviada pela Diocese de Roma, da qual é Bispo, lê-se: “Estamos conscientes da delicadeza do seu ministério e somos edificados pela sua dedicação diária ao anúncio do Reino e à busca da paz”. “Nós o sustentamos– está escrito no texto – com renovado afeto e com a oração de todo o Povo Santo de Deus, invocando para o senhor a força desarmada dos humildes. Que a Santíssima Virgem do Divino Amor o proteja e abençoe o seu ministério”.

Papa a adolescentes dos EUA: abram o coração ao amor de Deus que dá paz e alegria

 


"Somente o amor de Deus pode dar uma alegria verdadeira e perfeita", disse Leão XIV em mensagem de vídeo aos estudantes de Ensino Médio que irão participar das Conferências de Verão da Juventude de Steubenville. Através do exemplo de São Francisco, o Papa convidou a cultivar esse relacionamento com confiança em busca da paz, para que "a ansiedade, a tristeza e a solidão" desapareçam: "este é o segredo para conseguir enfrentar as circunstâncias difíceis com um sorriso. Abram seus corações".

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV dirigiu uma mensagem em vídeo a todos os estudantes de Ensino Médio dos Estados Unidos que irão participar das Conferências de Verão da Juventude de Steubenville, cidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos (Steubenville Youth Conferences). A série de eventos católicos, promovida pela tradicional Universidade Franciscana local, comemora um marco histórico em 2026: são 50 anos de evangelização juvenil e os organizadores preveem a participação estimada de 50 mil adolescentes em 25 conferências espalhadas pelo país e também pelo Canadá.

Como semear a paz de Cristo a exemplo de São Francisco

Em vídeo, o Papa também recordou de outro aniversário: os 800 anos da morte de São Francisco. E, com a ligação da instituição franciscana, Leão XIV procurou refletir sobre a mensagem que o Pobrezinho de Assis poderia transmitir aos jovens de hoje. "Penso que poderia nos falar de muitas coisas", comentou o Pontífice, "mas especialmente da paz autêntica e da alegria perfeita, pois esses temas foram uma parte importante da sua vida":

“Se, no século XIII, vocês tivessem encontrado São Francisco pelas ruas de Assis, provavelmente ele os teria olhado com um sorriso sereno e amoroso e teria dito: 'Paz e bem'. Era assim que São Francisco costumava saudar as pessoas, e expressa um dos desejos que tinha no coração. Nós também podemos nos perguntar: desejo a verdadeira paz para aqueles que entram em contato comigo? Trato os outros de uma maneira que lhes traga paz?”

Talvez, comentou o Papa, pode representar uma atitude difícil de se levar adiante, por trazer frustração e conflito ao invés de paz. O importante, porém, é recordar do que fazia São Francisco, que semeava "a paz não pelos próprios esforços, mas porque possuía dentro de si a fonte da verdadeira paz", já que "a paz é um dom de Deus, um dom que recebemos quando convidamos o Senhor a entrar em nosso coração" e que precisamos levá-lo até as nossas famílias e comunidades.

Os requisitos para a alegria perfeita

Além da paz de Cristo, a exemplo de São Francisco, o Papa recomendou a procurar ser alegre como o Pobrezinho de Assis. A alegria do santo vinha através da "beleza da criação, com a bondade e a misericórdia infinitas de Deus, com a conversão dos pecadores". Leão XIV, então, para ilustrar aos adolescentes das Conferências de Verão da Juventude o que era a alegria perfeita, voltou a contar sobre São Francisco:

"Numa noite de inverno, enquanto voltava a pé para Assis com o Frei Leão, um dos primeiros membros da Ordem Franciscana, São Francisco começou a fazer uma lista das coisas aparentemente 'boas' que não levam à alegria perfeita. A certa altura, o Frei Leão exclamou: 'Padre Francisco, diga-me onde se pode encontrar a alegria perfeita!'. Ao responder, o santo descreveu uma situação trágica que envolvia sofrer com o frio, a fome e a rejeição – o oposto do que se esperaria –, acrescentando então que, se essas dificuldades fossem aceitas com paciência, sem reclamar e com amor a Deus, 'essa é a alegria perfeita'."

“Poderíamos perguntar: é realmente possível sentir alegria em circunstâncias tão difíceis? Só é possível se a nossa vida for fundamentada em nosso relacionamento com Deus como Pai amoroso.”

De fato, disse o Papa, "a mensagem de São Francisco e a minha é simples": encontramos a verdadeira paz e a alegria perfeita ao nos abrirmos e ao confiarmos no poder transformador do Senhor. Esses dons de Deus, ao contrário, alertou Leão XIV, não devem ser buscados nas telas e "navegando infinitamente pelas redes sociais todos os dias"; nem pelo uso de drogas e álcool, promiscuidade, relações superficiais e obsessão pela imagem; e muito menos podem ser encontrados "em bens como a riqueza, a beleza, a fama ou mesmo a saúde, pois um dia deixaremos tudo isso para trás". São todas atividades que dificultam momentos de oração, tempo de qualidade com amigos e família, para se aprender mais sobre a fé, para estudar ou praticar esportes. E o Papa finalizou o vídeo, afirmando:

"Somente o amor de Deus pode nos dar uma alegria verdadeira e perfeita. Se estivermos profundamente convencidos de que Deus cuida de nós como seus filhos amados, não ficaremos confusos nem desanimados, nem mesmo em situações difíceis. Muitos de vocês ouviram desde pequenos que Deus os ama. Mas vocês acreditam nisso de verdade? Vocês são preciosos aos olhos de Deus! Vocês são amados por Ele incondicionalmente! Têm certeza disso? Se cultivarem com Ele um relacionamento de confiança, por meio da oração regular, ao receber os sacramentos, se se entregarem às Suas mãos, então, a ansiedade, a tristeza e a solidão desaparecerão, enquanto Sua graça os preencherá e o Seu amor inflamará o coração de vocês. Este é o segredo para conseguir enfrentar as circunstâncias difíceis com um sorriso. Abram seus corações para descobrir essa realidade."

Prior dos Agostinianos em Pavia: queremos apoiar o Papa testemunhando a unidade

 


Mais de cem frades da Ordem de Santo Agostinho estarão presentes na Basílica de São Pedro em Ciel d'Oro, um dos locais que Leão XIV visitará na cidade lombarda em 20 de junho. Há mais de um ano, milhares de peregrinos têm visitado o túmulo do Bispo de Hipona, e a comunidade que custodia as relíquias busca se renovar para uma pastoral internacional. Padre Casagrande: uma lâmpada de bronze com três ramos de oliveira recordará a mensagem de paz do Papa.

Tiziana Campisi - Correspondente em Pavia

"Estamos muito felizes em receber Leão XIV em nosso convento e de acompanhá-lo à Basílica de São Pedro in Ciel d'Oro, onde ele poderá venerar as relíquias de Santo Agostinho, preservadas aqui em Pavia desde o século VIII."

Padre Gianfranco Casagrande, prior da comunidade dos padres agostinianos - a quem foi confiado o cuidado pastoral do local de culto que guarda os restos mortais do bispo de Hipona em uma arca de mármore - não consegue conter sua alegria com a chegada do Papa na tarde de sábado, 20 de junho. "Porque é a realização de um sonho que ele acalentava desde sua eleição": prestar homenagem ao grande Pai da Igreja, de quem ele é "filho", um religioso agostiniano, como revelou no próprio dia de sua eleição para o papado.

"Ele retorna aqui, à casa de Santo Agostinho, onde esteve muitas vezes, especialmente como prior geral da Ordem agostiniana, e poderá encontrar Agostinho em seu túmulo, dentro da Arca. E isso é muito significativo - explica o padre Gianfranco - porque sua mensagem para toda a Igreja é também a da espiritualidade agostiniana, uma espiritualidade fundada na unidade, na comunhão, na amizade e, sobretudo, na partilha fraterna para superar todo tipo de conflito, pessoal, comunitário e social. Aqui, portanto, haverá um encontro de dois corações - acrescenta o sacerdote - o coração do Papa e o coração de Agostinho."

Padre Gianfranco Casagrande em primeiro plano, durante uma celebração (foto da Diocese de Pavia)
Padre Gianfranco Casagrande em primeiro plano, durante uma celebração (foto da Diocese de Pavia)   (foto diocesi di Pavia)

Leão XIV e a família agostiniana

 

A Basílica de São Pedro in Ciel d'Oro é a segunda etapa da visita pastoral de Leão XIV a Pavia, que antes da celebração da Palavra, encontrará os irmãos em seu convento. Entre os presentes estarão o prior geral da Ordem de Santo Agostinho, padre Joseph Farrell, e o prior da Província agostiniana da Itália, padre Gabriele Pedicino. Mas também estarão mais de cem frades o agaurdando na basílica, juntamente com uma representação de monjas e irmãs de vida ativa da família agostiniana, para serem, com o Pontífice, "um só coração e uma só alma, voltada para Deus", como pede o Bispo de Hipona em sua Regra.

Robert Prevost visitou Pavia pela última vez em 2024, como cardeal, para concluir as celebrações do 1300º aniversário da transladação das relíquias de Santo Agostinho de Cagliari, em 28 de fevereiro, em São Pedro in Ciel d'Oro. Agora, há um clima de grande expectativa, religiosos e leigos estão ocupados preparando-se para a chegada de Leão XIV.

Robert Prevost, quando, como cardeal em 2024, celebrou o encerramento do 13º centenário da chegada das relíquias de Santo Agostinho a Pavia.
Robert Prevost, quando, como cardeal em 2024, celebrou o encerramento do 13º centenário da chegada das relíquias de Santo Agostinho a Pavia.

Da Arca de Santo Agostinho um presente para o Papa

 

"Hoje, nosso confrade Prevost é o Pastor universal da Igreja - considera o prior da comunidade agostiniana em Pavia. Por um lado, sentimos o peso que ele carrega por toda a Igreja e, ao mesmo tempo, gostaríamos de aliviá-lo, carregando-o nós mesmos, rezando por ele, deixando-o sentir nossa proximidade, nossa amizade e nosso espírito de vida fraterna."

Um sinal concreto será o presente que lhe será entregue: uma cópia do alto relevo que retrata a conversão de Santo Agostinho, representada na Arca de Santo Agostinho, reproduzida com uma impressão 3D de uma foto tirada durante a restauração. Isso porque a Arca também passou por uma limpeza para a visita do Papa.

A Superintendência de Arqueologia, Belas Artes e Paisagens das províncias de Monza-Brianza e Pavia removeu a poeira e as incrustações, e uma nova iluminação agora destaca o mármore de Carrara, revelando muitos detalhes. "Por exemplo, há vários cachorrinhos esculpidos aqui e ali - descreve o padre Gianfranco - veio à tona um gatinho que persegue um rato, e muitos detalhes estão mais visíveis".

"O presente que estamos oferecendo ao Papa tem o objetivo de lembrá-lo da arca de Santo Agostinho, do túmulo do nosso santo Doutor e da nossa comunidade", continua o agostiniano. "Escolhemos reproduzir o momento da Tolle lege porque é um episódio fundamental, que marca a transição para a santidade na vida de Aurélio Agostinho." E então, em homenagem a Leão XIV, uma lâmpada de bronze feita de três altos ramos de oliveira foi encomendada ao escultor Armando Marrocco, "um símbolo da paz que o Papa está anunciando a toda a Igreja e ao mundo inteiro", especifica o Padre Gianfranco. Ela será acesa pelo próprio Papa e permanecerá ao lado das relíquias de Santo Agostinho, que serão expostas no presbitério inferior no sábado.

A Arca de Santo Agostinho (Chris Devers)
A Arca de Santo Agostinho (Chris Devers)   (Chris Devers)

Uma comunidade que quer ser internacional

 

A comunidade agostiniana de Pavia é composta atualmente por oito religiosos, e a Província da Itália, em colaboração com o Conselho Geral da Ordem, está planejando a presença de frades de vários países para revitalizá-la. Isso também para atender o grande número de turistas, peregrinos, famílias, jovens e indivíduos que visitam a Basílica de São Pedro in Ciel d'Oro há um ano e aprendem mais sobre Santo Agostinho. "Milhares de pessoas nos visitam - explica o padre Gianfranco - e a comunidade precisa de apoio. Entre outras coisas, estamos nos aproximando do 1600º aniversário da morte de Santo Agostinho em 2030, e gostaríamos de organizar um período de preparação de três anos. Por isso, decidimos criar comissões para trabalhar em conjunto e planejar um centenário que una todos os grupos eclesiais que aderem à regra de Santo Agostinho e à sua espiritualidade, tanto eclesiásticos quanto leigos e sociais". 

As relíquias do Bispo de Hipona

 

Diz-se que os restos mortais do Bispo de Hipona chegaram a Pavia em 723, quando a cidade era a capital do reino lombardo sob Liutprando. O soberano os adquiriu a peso de ouro em Cagliari para protegê-los das incursões dos sarracenos. Provavelmente foram levados da África para a Sardenha entre os séculos VII e VIII, por medo que fossem, profanadas, segundo alguns pelos bárbaros, segundo outros por populações árabes que chegavam da região do Magrebe.

O rei Liutprando mandou colocar as relíquias em um relicário de prata, que foi preservado em San Pietro in Ciel d'Oro e confiado aos cuidados de uma comunidade monástica beneditina ali estabelecida, aos quais se somaram em 1221 os Cônegos Regulares e, cerca de três séculos mais tarde os Cônegos lateranenses

Os agostinianos chegaram em 1327 e construíram seu convento ao sul da basílica, que, portanto, era oficiada por ambos. Foram os próprios agostinianos, para homenagear seu "pai espiritual", que encomendaram o monumento, "um paralelogramo de quatro andares composto de molduras, estátuas, baixos-relevos e vários ornamentos", construído entre 1360 e 1400. Tem aproximadamente quatro metros de altura e pouco mais de três metros de largura, conforme descrito por Defendenti Sacchi em 1832.

A obra é atribuída aos mestres campioneses Matteo e Bonino e a Balduccio di Pisa e seus alunos, e foi desmontada. e remontadas diversas vezes. Durante séculos, a localização exata das relíquias permaneceu incerta. Elas só foram descobertas em 1695 e declaradas autênticas em 1728, após extensos estudos e investigações. Em 1785, após a supressão dos conventos dos cônegos e agostinianos, as relíquias de Agostinho foram confiadas à cidade de Pavia e preservadas primeiro na Igreja do Gesù e depois na catedral.

Após diversas vicissitudes, o local de culto foi declarado monumento nacional e submetido a restauração, sendo reaberto em 1896 e, em 7 de outubro de 1900, voltou a acolher as relíquias de Santo Agostinho.

A urna de prata na qual o Rei Liutprando mandou guardar as relíquias de Santo Agostinho (Chris Devers)
A urna de prata na qual o Rei Liutprando mandou guardar as relíquias de Santo Agostinho (Chris Devers)   (Chris Devers)

Ninguém Pode Servir a dois Senhores (Mt 6,24-33)


 

Homilia Diária | A Providência divina e a vida na graça (Sábado da 11ª Sem. Tempo Comum - 20/06/26)


 

SANTO DO DIA - 20 DE JUNHO: NOSSA SENHORA CONSOLATA


 

Laudes de Sábado da 11ª Semana do Tempo Comum


 

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Quarta-feira, 17 de Junho de 2026 -11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Canadá se tornou centro mundial da eutanásia com 100 mil mortos em dez anos

 


Toronto, Canadá ??
Toronto, Canadá. | Thomas Roell/Shutterstock
 

O programa de suicídio assistido adotado pelo governo do Canadá completa dez anos este mês. Desde seu lançamento, a morte assistida tornou-se uma das principais causas de morte no país.

Alex Schadenberg, diretor executivo da Coalizão para a Prevenção da Eutanásia, diz que há um lado sombrio nessa tendência: outros países estão cada vez mais relutantes em se envolver com o suicídio assistido.

“A única coisa boa sobre o Canadá é o efeito que o Canadá está tendo em outros países”, disse ele.

Medidas que regulamentam o suicídio assistido sofreram derrotas significativas em vários outros parlamentos nacionais nos últimos anos.

O procedimento continua sendo extremamente popular no Canadá.

Dados do governo mostram que o número de suicídios cresceu a uma taxa anual de cerca de 30% entre 2019 e 2022; diminuiu nos anos seguintes, embora tenha continuado crescendo, com um total de 16.499 canadenses que morreram por suicídio em 2024.

O governo do Canadá disse que a “grande maioria” das pessoas que morreram por suicídio assistido teve uma “morte razoavelmente previsível”, enquanto cerca de 4,5% das mortes das vítimas não atenderam a esse critério.

O governo disse que a taxa de crescimento decrescente "parece sugerir que o número de suicídios anuais está começando a se estabilizar", embora tenha ressaltado que as "tendências de longo prazo" só poderão ser identificadas depois de "mais alguns anos".

Dados indicam que o país tem o maior número de mortes por suicídio assistido do mundo.

Algumas restrições, expansões propostas

Em fevereiro de 2015, a Suprema Corte do Canadá decidiu que a proibição do suicídio assistido no país era ilegal. Essa decisão, tecnicamente, legalizou a prática no Canadá, embora o tribunal tenha adiado a implementação da decisão por um ano.

O suicídio assistido tornou-se totalmente disponível no país no verão seguinte, em 16 de junho de 2016. Em abril deste ano, o país aprovou oficialmente 100 mil procedimentos de MAID (Morte Assistida por Médico, na sigla em inglês).

David Cooke, gerente de campanhas do grupo pró-vida Campaign Life Coalition disse à EWTN News que o décimo aniversário do programa MAID é "um aniversário para lamentar".

“Com dez anos de homicídio médico legalizado, o Canadá tem o sangue de mais de 100 mil vítimas em suas mãos — sangue que clama a Deus por justiça”, disse ele. “O programa de eutanásia do Canadá está numa onda de assassinatos”.

Cooke disse que, embora o programa tenha sido divulgado como uma "resposta" ao "sofrimento humano", ele "desencadeou enorme sofrimento na sociedade canadense e nas famílias e amigos das vítimas".

“Até mesmo as próprias vítimas sofrem — por serem submetidas ao abandono médico e social, ao preconceito, por terem negado o acesso oportuno a tratamento e apoio que afirmam a vida, além de terem que enfrentar a experiência horrenda e indescritível de serem envenenadas até a morte”, disse ele.

O regime de eutanásia "destruiu completamente a integridade e o propósito de salvar vidas do nosso sistema de saúde, descartando canadenses doentes e deficientes como medida de redução de custos", disse Cooke.

Defensores dizem que o programa governamental tem mecanismos de segurança integrados, como a estipulação de que os pacientes devem ter pelo menos 18 anos de idade e sofrer de uma "condição médica grave e irremediável" antes de serem autorizados a participar.

Está cada vez mais difícil ver notícias católicas nas redes sociais. Inscreva-se hoje mesmo em nossos canais gratuitos:

Entre as preocupações levantadas pelos defensores da vida está a pressão para estender o suicídio assistido àqueles que sofrem exclusivamente de doenças mentais. Essa expansão foi adiada para o ano que vem, embora o grupo Cardus Health tenha dito no ano passado que pacientes com doenças mentais estavam morrendo em taxas desproporcionalmente altas no país.

Um relatório de 2024 disse que, desde 2018, os "reguladores da eutanásia" em Ontário identificaram cerca de 400 "problemas de conformidade" com as leis sobre morte assistida — como falhas no processo de elegibilidade e gestão inadequada de relatórios — mas que nenhuma dessas violações foi processada.

Ao longo da última década, defensores católicos no país têm protestado regularmente contra o programa, inclusive em fevereiro, quando a Conferência Canadense de Bispos Católicos instou o governo a aprovar uma medida que proibisse o acesso de cidadãos ao MAID (Morte Assistida por Médico) caso sua única condição seja uma doença mental.

Schadenberg disse que a Coalizão para a Prevenção da Eutanásia atua no combate aos esforços para expandir a Morte Assistida por Médico (MAID, na sigla em inglês), inclusive no caso de Claire Brosseau, atriz canadense que está processando para ter acesso à eutanásia devido a uma doença mental crônica.

Brosseau disse que sofre de "um tipo grave de transtorno bipolar tipo I e transtorno de estresse pós-traumático, entre outros transtornos mentais" e que as leis de MAID (morte assistida por médico) do país "discriminam" indivíduos como ela.

Mas, preocupações sobre permitir que pacientes com doenças mentais tenham acesso ao suicídio assistido são tão prevalentes que, no ano passado, o Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência instou o Canadá a interromper a expansão planejada do suicídio assistido para aqueles que sofrem exclusivamente de problemas de saúde mental.

Cooke disse que tal plano permitiria a eutanásia para aqueles que lutam contra depressão, dependência química, autismo, esquizofrenia, distúrbios alimentares e "uma infinidade de outras dificuldades que prejudicam o pensamento e o julgamento".

“Oferecer eutanásia a quem não está em seu juízo perfeito é um horror que remete ao programa nazista T4”, disse ele. “Essas almas feridas seriam melhor atendidas por meio de aconselhamento, terapia e medicação — não por assassinato”.

Schadenberg destacou as propostas de salvaguardas para a eutanásia em Alberta, que são modestamente encorajadoras e ofereceriam proteção a cidadãos menores de idade e àqueles que sofrem de doenças mentais. Ele disse que as propostas são "restrições menores", mas as descreveu como "resultados positivos em comparação com o resto do Canadá".

Cooke também citou as salvaguardas de Alberta, que abrangem a afirmação do direito dos pacientes de não receber cuidados de médicos que praticam eutanásia e a defesa do direito dos próprios médicos de não matar seus pacientes.

Médicos e outros profissionais de saúde em Alberta estão agora proibidos de propor a eutanásia como opção médica, sendo obrigados a esperar que o paciente a mencione.

Embora a adesão ao suicídio assistido continue alta no Canadá, Schadenberg disse que a taxa descontrolada de suicídios no país estava provocando reações contrárias em outros países.

“A Escócia rejeitou seu projeto de lei sobre suicídio assistido, o projeto de lei do Reino Unido foi rejeitado na Câmara dos Lordes, [e] a Eslovênia revogou sua lei sobre suicídio assistido”, disse ele, dizendo que “tudo isso está relacionado à loucura que o Canadá alcançou”.

Cooke disse que a Campaign Life Coalition está incentivando outras províncias a desenvolverem suas próprias salvaguardas, e aumenta a conscientização sobre "os horrores da eutanásia" por meio de lobby e manifestações públicas.

Schadenberg disse ao programa “EWTN Pro-Life Weekly” em março que a luta contra a eutanásia no Canadá é “uma situação de longo prazo na qual precisamos estar envolvidos”.

“A maioria das pessoas morre por eutanásia não porque esteja sentindo dores extremas... Geralmente é porque sentem que suas vidas não têm sentido, propósito ou valor”, disse ele.

“O mais importante que podemos fazer é reconhecer a importância de cuidar das pessoas, de estar com as pessoas”, disse Schadenberg.

Ele pediu aos defensores que garantam que “os familiares [e] os amigos... quando estiverem passando por uma doença, não se sintam sozinhos, não se sintam solitários, não sintam que suas vidas carecem de significado ou propósito, e que alguém realmente se importe com eles”.

June 17 2026, General Audience - Pope Leo XIV , A Viagem Apostólica à Espanha


 

 

LEÃO XIV

AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro
Quarta-feira, 17 de junho de 2026


Catequese. A Viagem Apostólica à Espanha

Estimados irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!

Hoje desejo propor algumas reflexões sobre a Viagem Apostólica que na semana passada realizei à Espanha, visitando Madrid, Barcelona, a Abadia de Montserrat e as Ilhas Canárias.

Após a longa viagem a quatro países africanos, desta vez encontrei-me imerso num país europeu de antiga e riquíssima tradição católica. E ficou evidente que, na Espanha de hoje, que passou por notáveis mudanças sociais e culturais, o Papa foi acolhido em toda a parte com entusiasmo e abertura à escuta. Por isto dou graças a Deus e a todo o povo espanhol, ao Rei e às Autoridades civis, aos Bispos e às Comunidades eclesiais.

O povo de Deus confortou-me muito com a manifestação festiva da sua fé e carinho. Por minha vez, confirmei os fiéis e, como Bispo de Roma, encorajei-os a superar todas as formas de divisão e de oposição, cultivando sempre a comunhão, o diálogo, a unidade na diversidade. Este é o serviço próprio do Sucessor de Pedro, serviço que nas viagens apostólicas encontra uma expressão específica, sempre adaptada às situações eclesiais e sociais dos países visitados.

No caso da Espanha, pude constatar com alegria como o povo, de todas as idades e condições, aguardava a visita do Papa: em toda a parte encontrei multidões que me receberam com grande afeto. Isto não era dado por certo e merece uma reflexão. Naturalmente, tal participação expressa em primeiro lugar, como eu dizia, a fé do povo espanhol; ao mesmo tempo, acho que manifesta a necessidade generalizada de se unir sobre um alicerce verdadeiro e profundo, que não seja ideológico nem de interesse parcial. Aquele fundamento que, em última análise, só Cristo pode garantir e que o Evangelho, através das necessárias “inculturações”, pode transmitir na vida dos povos. Pode fazê-lo porque a sua mensagem responde plenamente a ambas estas exigências: a busca da verdade e a sede de justiça.

Em Madrid e Barcelona, reunimo-nos nas grandes Catedrais, assim como nos estádios ultramodernos. Recitamos o santo Rosário na Abadia de Montserrat. Pudemos celebrar na Sagrada Família, símbolo majestoso, sinfonia de pedra e luz que fala a todos do mistério cristão. Este encontro de antigo e moderno, de tradição católica e cultura contemporânea, fez-me sentir pessoalmente a índole própria da Europa, a sua riqueza inestimável, como realidade atual, não ultrapassada. Trata-se de uma herança a preservar com cuidado, para a poder investir no presente global com os seus desafios epocais: a paz, a ecologia integral, o desenvolvimento equitativo e sustentável, o respeito pela dignidade humana. São desafios que já o Concílio Vaticano II tinha reconhecido claramente e que o Magistério sucessivo voltou a abordar, até à minha recente Encíclica Magnifica humanitas, que visa tutelar a pessoa humana na era da inteligência artificial.

Ao longo dos vários encontros, senti a necessidade de ouvir na voz do Papa o Evangelho da esperança para a nossa humanidade de hoje, duramente provada pelas consequências negativas de um modelo de desenvolvimento enganador. Esta necessidade, manifestada nos numerosos testemunhos que pude ouvir — testemunhos às vezes comoventes, por vezes edificantes — reconheci-a também e sobretudo no rosto das crianças e dos pobres que encontrei: do menino que, na paróquia, me leu a sua carta; de algumas vítimas de abuso, que pedem para ser ouvidas; dos presos que me esperavam na cadeia; dos jovens cheios de inquietude e de projetos; dos migrantes nos centros de primeiro acolhimento nas Ilhas Canárias.

Foi precisamente lá, nas Ilhas Canárias, última etapa do nosso itinerário, que me ofereceram uma chave de leitura global. Ela foi-me oferecida, por um lado, pela própria posição geográfica daquele arquipélago; e, por outro, pela realidade de uma Igreja local que acolhe um grande número de migrantes forçados, provenientes principalmente da África. Sabemos que o fenómeno migratório é complexo e exige planos de ação orgânicos e concertados. Mas esta chave de leitura abre uma perspetiva diferente e mais ampla: faz-nos compreender que somos chamados a reler o Evangelho no mundo de hoje, intercambiando os dons das nossas respetivas culturas e, em particular, os frutos nelas produzidos pela fecundidade da mensagem de Cristo. E um destes frutos é precisamente o diálogo entre as pessoas e entre os povos, o encontro em espírito de fraternidade, que permite descobrir e apreciar reciprocamente os valores dos quais o outro é portador. Este percurso não é fácil, exige boa vontade e a ajuda de Deus, mas é o caminho que leva à civilização do amor.

Caros irmãos e irmãs, o lema desta Viagem Apostólica foi “Alzad la mirada”, “Elevai o olhar!” (cf. Jo 4, 35). São palavras de Jesus, dirigidas aos seus primeiros discípulos, para lhes ensinar a ver nas pessoas e nas multidões o desejo de vida, verdade, plenitude. É a mim, em primeiro lugar, que o Senhor repete essas palavras e, com a sua graça, experimentei-as inclusive durante a Viagem. Hoje gostaria de partilhar convosco este convite: elevemos o olhar! Aprendamos com Jesus a fitar o próximo, as pessoas, o mundo “com o olhar de Deus”, isto é, com amor, respeito e compaixão.

Para concluir, quero agradecer a todos aqueles que rezaram pelo bom êxito desta Viagem Apostólica, de modo especial às comunidades de monjas contemplativas, que na Espanha, graças a Deus, são deveras numerosas. Continuai a rezar para que, pela intercessão da Virgem Maria, as sementes que espalhei deem frutos abundantes. Obrigado!

_________________

Saudações:

Tenho a alegria de dar as boas-vindas aos peregrinos de língua portuguesa, especialmente ao grupo de sacerdotes vindos de Portugal e à família marista proveniente do Brasil. Queridos irmãos e queridas irmãs, o Senhor Jesus pede-nos que levantemos os olhos e observemos a humanidade com o seu olhar compassivo, transformando cada lugar com a esperança e a caridade. Que Deus vos abençoe!

APELO

É com satisfação que acolho a conclusão de um acordo entre a República Islâmica do Irão e os Estados Unidos da América, que será assinado na sexta-feira, como resultado encorajador de um paciente trabalho de diálogo e negociação. Manifesto gratidão aos países que se esforçaram por fomentar o encontro entre as Partes e por tornar possível este entendimento. Espero que este acordo possa contribuir para fortalecer a confiança mútua, a segurança e a estabilidade no Médio Oriente, promovendo percursos de diálogo e cooperação entre os povos.

Por outro lado, chegam notícias dolorosas sobre a guerra na Ucrânia, que continua a alastrar-se: tantas vítimas inocentes, socorristas mortos, igrejas e lugares do acervo cultural devastados pelas chamas. Estou próximo de quantos choram os seus entes queridos, dos feridos e daqueles que, no meio da violência, continuam a servir a vida com coragem. Convido todos a rezar para que esta guerra termine. Peçamos ao Senhor que abra caminhos de diálogo, apague o ódio e torne possível uma paz justa e duradoura.

____________________________________

Resumo da catequese do Santo Padre:

Desejo partilhar hoje algumas reflexões sobre os dias que passei em Espanha. Antes de mais, marcaram-me o entusiasmo e o afeto com os quais o povo espanhol me acolheu, mostrando abertura para escutar a mensagem de diálogo e unidade que lhes anunciava. Pude constatar a festiva manifestação de fé do povo de Deus e isso alegrou-me profundamente: fez-me a pensar que todos precisamos de nos encontrar unidos sobre um sólido fundamento, ou seja, a verdade e a justiça de Cristo. Desde Madrid a Barcelona, desde a Abadia de Montserrat às Ilhas Canárias apercebi-me da necessidade difusa de escutar o Evangelho da esperança, que nos pede para levantarmos os olhos e vermos tudo com o respeito e o amor de Jesus.

 

Papa defende jornalismo rigoroso contra ‘droga das fake news’ e polarizações artificiais

 


Papa Leão XIV na missa no estádio de Gran Canaria, Espanha, em 11 de junho de 2026 ??
Papa Leão XIV na missa no estádio de Gran Canaria, Espanha, em 11 de junho de 2026. | Vatican Media.
 

O papa Leão XIV defendeu, em mensagem ao jornal italiano L'Adige, por ocasião do 80º aniversário do jornal, celebrado hoje (16), a importância do jornalismo rigoroso contra "o vício das fake news" e as "polarizações artificiais".

Em sua mensagem ao jornal, o papa exortou os jornalistas a “proteger vozes e rostos, cultivarem a seriedade de cada crônica e de cada análise, e preservar a beleza das culturas e dos territórios”.

Ele exortou as pessoas a "fortalecer as comunidades na verdade que nos une a todos, a governar a tecnologia sem se render à retórica de um único modo de pensar, a respeitar as diversas opiniões".

“Neste momento de grandes mudanças que estamos atravessando, desejo que o seu jornal seja sempre um instrumento da verdade, um guardião da história e da memória, uma fonte de conhecimento e um fermento da humanidade”, escreve o papa, que apela para que se enfrente o desafio da informação com “qualidade”.

Em sua carta, Leão XIV fala sobre as origens do L’Adige e a figura de seu fundador, Flaminio Piccoli, que escolheu para o jornal o nome do rio que atravessa Trento, onde é publicado.

“A água corrente é de fato um símbolo de regeneração contínua, possível só se bebermos de uma fonte pura”, diz o papa. “Que metáfora mais bela poderia haver para o bom jornalismo? Ser água que sacia profundamente a sede de conhecimento de pessoas de diferentes gerações; nutrir as consciências com notícias e não com fofocas; oferecer uma interpretação correta e transparente da realidade; unir, nos bons e nos maus momentos, a comunidade na qual se está enraizado, protegendo sua história e sua memória”.

Leão XIV destacou a contribuição do pensamento cristão para o desenvolvimento do jornalismo e a defesa da liberdade de expressão: “Suas raízes testemunham a riqueza do pensamento cristão como fermento do jornalismo, não só católico, mas também como baluarte da liberdade de expressão”.

Por fim, o papa citou Alcide De Gasperi, que, segundo ele, antes de se tornar um protagonista político na reconstrução democrática da Itália pós-fascismo, “foi editor e depois diretor do jornal La Voce Cattolica de Trento e depois fundador do jornal Il Trentino”.

Homilia Diária | As boas obras e o louvor de Deus (Quarta-feira da 11ª Sem. Tempo Comum - 17/06/26)


 

Cuidar da criação é uma exigência da fé, diz o papa

 


Natureza ??
Imagem meramente ilustrativa. Natureza. | Pixabay
 

O papa Leão XIV disse que “aqueles que acreditam que nosso mundo foi criado por Deus e que é intrinsecamente bom são chamados a assumir uma responsabilidade ainda maior no cuidado com a criação, pois essa é uma exigência da própria fé”.

Numa mensagem em vídeo dirigida aos participantes da X Cúpula Mundial na Áustria — um evento internacional anual sobre clima, sustentabilidade e meio ambiente que acontece hoje (16) em Viena, capital do país, — o papa disse que “a Igreja sempre esteve consciente” da dimensão moral da ecologia.

À luz das virtudes teológicas, o papa convidou à reflexão sobre as questões das alterações climáticas e da proteção ambiental a partir de uma dimensão religiosa, "essencial para abordar adequadamente esses desafios".

Para Leão XIV, “a fé reforça o desejo comum de proteger a vida e cuidar da natureza”. Segundo o papa, a crise climática é uma manifestação mais ampla da crise socioeconômica e é preciso dar especial atenção aos mais pobres.

“Apesar dos pessimistas ou dos cínicos, a esperança pode ser uma poderosa força motriz”, disse o papa.

Segundo ele os países mais ricos devem "apoiar financeiramente os países mais pobres".

"Uma nova estrutura financeira internacional centrada nas pessoas" é necessária, segundo o papa.

O papa Leão XIV convidou ao cultivo de uma “cultura autêntica de cuidado” com o meio ambiente, que abrange o que o papa Francisco definiu como “amor cívico e político”, ao qual Leão XIV se referiu como “a chave para o desenvolvimento autêntico”.

Concluindo, o papa Leão XIV disse esperança de que os participantes da cúpula promovam essa cultura do cuidado “e assim contribuam para a civilização do amor”, buscando soluções eficazes “para proteger o maravilhoso dom da criação”.

(acidigital) 

Hoje é celebrado santo Alberto Chmielowski, que inspirou a vocação de são João Paulo II

 


Santo Alberto Chmielowski Santo Alberto Chmielowski
 

Santo Alberto Chmielowski foi um pintor de profissão e religioso polonês que inspirou a vocação do papa são João Paulo II. Também fundou os “irmãos” e “irmãs” da Ordem Terceira de São Francisco, Servos dos Pobres.

O santo nasceu em uma pequena cidade do reino da Polônia (parte do império russo), em 20 de agosto de 1845. Sua família era nobre. Cresceu em um clima de ideais patrióticos e amor pelos pobres.

“Aos 17 anos (1863), ainda estudante na escola agrícola, participou na luta insurrecional para libertar a sua pátria do jugo estrangeiro e nessa luta sofreu a mutilação da perna. Buscou o significado de sua vocação através da atividade artística, deixando obras que ainda hoje impressionam por uma particular capacidade expressiva”, disse São João Paulo II durante a missa de canonização deste santo.

Em 1874, sendo já um artista maduro, decidiu dedicar "a arte, o talento e suas aspirações à glória de Deus". Assim, os temas religiosos passaram a predominar em suas atividades artísticas.

Uma de suas melhores pinturas, "Ecce Homo", foi o resultado de uma profunda experiência do amor misericordioso de Cristo pelo homem, experiência que conduziu Chmielowski à sua transformação espiritual.

Anos depois, decidiu renunciar à arte e dedicar sua vida ao serviço dos marginalizados. Em 1888, pronunciou os votos religiosos na congregação dos Irmãos da Ordem Terceira de São Francisco.

Alberto organizou asilos para os pobres, casas para os mutilados e incuráveis, enviou as irmãs de sua congregação para trabalhar em hospitais militares, fundou refeitórios públicos para os pobres e orfanatos para crianças e jovens desabrigados.

Graças ao seu espírito empreendedor, quando morreu, deixou fundadas 21 casas religiosas nas quais prestavam seus trabalhos 40 irmãos e 120 religiosos.

O santo morreu de câncer no estômago em 1916, em Cracóvia, no asilo por ele fundado. Foi beatificado em Cracóvia, em 22 de junho de 1983, pelo papa João Paulo II, que também o canonizou em 12 de novembro de 1989, em Roma.

Laudes de Quarta-feira da 11ª Semana do Tempo Comum


 

terça-feira, 16 de junho de 2026

Terça-feira, 16 de Junho de 2026 - 11:00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

"Vencidos" com Helena Sacadura Cabral | RTP Antena 1


 

Programa 70 - Luz para os meus Passos - AT - As prefigurações de Cristo no AT - 20 (14/06/2026)


 

Emotional Moment as Pope Leo XIV Cuddles a baby who


 

A Igreja ‘é chamada a ser pobre e refúgio para os pobres’, diz Leão XIV

 


Papa Leão XIV almoçou com mais de 1,3 mil pessoas em situação de pobreza e exclusão no Dia Mundial dos Pobres 2025 Papa Leão XIV almoçou com mais de 1,3 mil pessoas em situação de pobreza e exclusão no Dia Mundial dos Pobres 2025 | Daniel Ibañez/ EWTN News
 

Em sua mensagem para o X Dia Mundial dos Pobres, que será celebrada em 15 de novembro de 2026, o papa Leão XIV disse que “a Igreja, pela sua própria natureza, é chamada a ser pobre e refúgio para os pobres”.

A mensagem, divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé hoje (14), tem como título “O Senhor é o refúgio do pobre”, tirado do Salmo 14,6. “As palavras do salmista sugerem o caminho que somos chamados a percorrer na perspectiva do X Dia Mundial dos Pobres”, disse o papa. Ele destacou que, “mais uma vez, é necessário recorrer à Palavra de Deus para compreender a importância que os pobres têm na vida da Igreja”.

O Dia Mundial dos Pobres foi instituída pelo papa Francisco em 20 de novembro de 2016, ao concluir o Jubileu da Misericórdia. Naquele dia, em sua carta apostólica Misericordia et misera, Francisco disse que essa data deve ser celebrada em toda a Igreja no XXXIII Domingo do Tempo Comum.

“Será a mais digna preparação para bem viver a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, que Se identificou com os mais pequenos e os pobres e nos há de julgar sobre as obras de misericórdia”, disse Francisco, referindo-se à solenidade que será celebrada em 2026, no domingo, 22 de novembro, e com a qual se encerra o Ano Litúrgico da Igreja.

‘Uma injustiça social que brota de uma corrupção arrogante’

Em sua mensagem, Leão XIV alerta que “nota-se, infelizmente, como também nos nossos dias é difundida uma injustiça social que brota duma corrupção arrogante, tão deplorável quanto discriminatória”.

“A perda do sentido de transcendência na vida quotidiana já não é tanto uma negação teórica da existência de Deus; antes, manifesta-se em não considerar a sua bondade e misericórdia na construção da justiça pessoal e social”, disse.

O papa afirmou que “os primeiros a sofrer suas consequências são os pobres”, cujo número, advertiu, “não por acaso, está a aumentar em muitas sociedades”.

Leão XIV lamentou que “a ausência de Deus faz com que as pessoas já não se coloquem umas ao lado das outras, num clima de respeito mútuo, mas sim umas acima das outras, num clima de domínio e opressão”.

O ambiente digital aumenta a indiferença para com os pobres

Depois alertar que “o clamor dos pobres por justiça é hoje abafado por múltiplas técnicas, cada vez mais dissimuladas”, Leão XIV denunciou que “o ambiente digital radicaliza o preconceito contra eles e aumenta a cortina de indiferença que envolve as suas causas”.

“Ao pobre não resta senão clamar por Deus e fazer chegar até Ele o seu lamento, com a certeza de ser ouvido, porque Deus é fiel e rico em misericórdia”, disse. O papa destacou que “os oprimidos, humilhados e indefesos crescem também hoje na certeza de que devem entregar-se a Deus, cheios de confiança e expectativa”.

“Nesta entrega total, renasce o sentido da própria dignidade, reconhecem-se irmãs e irmãos com quem organizar os próprios sonhos, a esperança torna-se silenciosamente realidade. Refugiar-se em Deus equivale a encontrar a proteção verdadeira e segura, aquela que os poderosos não podem garantir e preferem negar”, disse ele.

O papa destacou que o pobre “sabe reconhecer melhor do que os outros o essencial, porque vive do essencial”. “emelhante a Cristo mais do que qualquer outro, reconhece Deus como seu refúgio, mesmo quando as circunstâncias parecem contradizê-lo, e está cheio de esperança na justiça divina, que não tardará a manifestar-se”.

Chamados ‘a sermos refúgio para os pobres’

Leão XIV disse que, “em Cristo, portanto, também nós somos chamados a tornarmo-nos pobres e a sermos refúgio para os pobres”.

“A comunidade cristã não pode permanecer insensível perante tantos que hoje se encontram à porta e permanecem invisíveis para aqueles que estão fechados entre as suas próprias paredes”, disse e destacou que “a Igreja, pela sua própria natureza, é chamada a ser pobre e refúgio para os pobres”.

“Surgem inevitavelmente algumas perguntas que, neste X Dia Mundial dos Pobres, precisamos urgentemente de fazer ressoar na nossa mente e no nosso coração”, disse o papa. “Somos sinal de um Deus que é refúgio para os pobres? Temos consciência da nossa pobreza e preferimo-la à riqueza injusta? Chegamos onde se encontram os pobres, experimentando a sua marginalidade? Ouvimos os seus pensamentos e partilhamos as suas expectativas? Pronunciamos os seus nomes com ternura divina? A nossa caridade reaviva e sustenta neles o desejo de justiça e redenção?”.

“Estas e muitas outras questões obrigam-nos a um sério exame de consciência, para verificar o quanto ainda somos chamados a ser em favor dos pobres e da sua libertação”, disse.

Leão XIV recordou “o oitavo centenário da morte de são Francisco de Assis” que, segundo ele, “convida-nos a recordar como, ao chegar a Roma em peregrinação ao túmulo do apóstolo Pedro, ele se compadeceu dos mendigos”. “Queremos testemunhar que é possível, também hoje, experimentar a mesma alegria ao colocar-se no lugar dos pobres e ao ouvi-los, em vez de apenas falar sobre eles”, disse o papa.

“Quem tem Deus como refúgio é livre para fazer escolhas proféticas, que testemunham como tudo pode ser repensado a partir de baixo, na humildade e na fraternidade que, por si sós, curam um mundo ferido pela prepotência”, disse.

Leão XIV recebe Igreja Siro-Malancar e pede que preserve identidade na Europa e nos EUA

 


Papa Leão XIV recebeu no Vaticano uma delegação da Igreja Siro-Malancar em 15 de junho de 2026 ??
Papa Leão XIV recebeu hoje (15) no Vaticano uma delegação da Igreja Siro-Malancar. | Vatican Media
 

O papa Leão XIV recebeu hoje (15) uma delegação da Igreja Siro-Malancar para o primeiro congresso entre clérigos e fiéis da denominação indiana que vivem na Europa, pedindo-lhes que valorizem e promovam a sua identidade, especialmente no contexto da diáspora na Europa e nos EUA.

A origem dessa Igreja está na tradição cristã da Índia, especialmente no Estado de Kerala, ligada a cristãos que foram evangelizados pelo apóstolo são Tomé no século I.

Depois de saudar os bispos presentes e destacar a renovação espiritual dessa Igreja, o papa disse que a Igreja Siro-Malancar é “um farol de energia evangélica e caridade apostólica”, que tem levado “justiça social, educação e desenvolvimento humano integral àqueles que vivem à margem da sociedade”.

Ele disse também que essa Igreja começou a crescer rapidamente para além das fronteiras étnicas ou linguísticas, inicialmente em Tamil Nadu, como resultado do trabalho de evangelização em 1934.

O papa enfatizou a necessidade de um "compromisso urgente" com a preservação e promoção "dos tesouros inestimáveis ​​incorporados por todas as Igrejas Orientais", especialmente na crescente diáspora.

Leão XIV falou também sobre a presença desses fiéis nos EUA, assim como Bento XVI e Francisco.

Seguindo essa linha de raciocínio, ele dirigiu-se particularmente ao bispo Kuriakose Mar Osthathios, recentemente nomeado pelo papa Leão XIV como visitador apostólico para fiéis siro-malancares que vivem na Europa.

Segundo o papa, a responsabilidade do visitador apostólico é “avaliar a situação atual da pastoral com vista a formular propostas aos bispos locais e à Santa Sé para o bem espiritual dos fiéis”.

Ele disse também que pediu ao Dicastério para as Igrejas Orientais que o ajude a "avaliar as melhores maneiras de lançar bases sólidas e duradouras" para que as futuras gerações de fiéis siro-malancares possam continuar a aprofundar sua amizade com o Senhor Jesus por meio de suas próprias tradições, contribuindo assim para o bem de toda a Igreja Católica.

Sobre isso, Leão XIV pediu-lhes para difundir “a preciosa identidade da Igreja Siro-Malancar”, participando na sua vida eclesial “e vivendo plenamente a sua herança única, conscientes da sua grande dignidade”.

Sabendo que os cristãos de são Tomé, na Índia — uma das comunidades cristãs mais antigas do mundo — “gozam de uma reputação bem merecida por suas famílias profundamente crentes, das quais surgem inúmeras vocações para o sacerdócio e a vida religiosa”, Leão XIV rezou para que uma fé firme “continue a florescendo em seus lares e em seus corações, especialmente nos dos jovens”.

(acidigital) 

Católicos e judeus devem trabalhar juntos para combater o antissemitismo, diz Leão XIV

 


Papa Leão XIV recebe menorá de um representante da Federação Judaica Unida de Nova York no Palácio Apostólico, no Vaticano, em 15 de junho de 2026 ??
Papa Leão XIV recebe menorá de um representante da Federação Judaica Unida de Nova York no Palácio Apostólico, no Vaticano, em 15 de junho de 2026. | Vatican News
 

O papa Leão XIV falou hoje (15) sobre a herança comum de judeus e católicos, dizendo que eles devem estar unidos contra o antissemitismo e no serviço aos necessitados.

Em discurso no Vaticano para representantes da United Jewish Appeal-Federation de Nova York, o papa elogiou a organização como “um instrumento de filantropia judaica global, que fornece ajuda humanitária essencial e serviços sociais a populações vulneráveis”. Ele também traçou paralelos entre o trabalho da organização e o compromisso da Igreja com o desenvolvimento humano.

“Esses esforços refletem um claro reconhecimento da dignidade humana e da fraternidade, em sintonia com o compromisso da Igreja em favor do desenvolvimento humano integral e com o chamado a amar o próximo”, disse Leão XIV em seu discurso.

O papa falou também sobre o progresso do diálogo católico-judaico desde a publicação, em 1965, da declaração Nostra aetate, do Concílio Vaticano II sobre a Igreja e as religiões não-cristãs. Reafirmando a posição da Igreja contra o antissemitismo, Leão XIV falou sobre a necessidade de católicos e judeus trabalharem juntos para combater todos os tipos de discriminação.

A Nostra aetate afirmou, entre outras coisas, a verdade de que pertencemos a uma só família humana”, disse Leão XIV. “Reconhecendo a dignidade inerente de todos os homens e de todas as mulheres, a Nostra aetate assumia uma posição firme contra o antissemitismo e declarava que a Igreja reprova toda forma de discriminação ou de perseguição perpetrada por motivos de raça, cor, condição social e religião. Em um mundo ainda marcado pela divisão e pelo conflito, ela nos convidava a superar os mal-entendidos do passado em direção à colaboração pelo bem comum”.


Homilia Diária | Amar a Deus nos inimigos (Terça-feira da 11ª Semana do Tempo Comum - 16/06/26)


 

O SANTO DO DIA


 

Laudes de Terça-feira da 11ª Semana do Tempo Comum


 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Desculpem, tenho uma avaria no computador

 


 

https://youtu.be/6HIh2E0ftgs?si=AIPBPqg9SXfzLFJg


 

Leão XIV: retomem o bom hábito de visitar os idosos

 


"Eu nunca te esquecerei" é o tema da mensagem do Papa para o VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. Leão XIV exorta a levar, com esta mensagem e presença, "a proximidade e o carinho do Papa". "Fazei com que as palavras do profeta 'Eu nunca te esquecerei' assumam a forma de um encontro terno e afetuoso." Convida os idosos a se unirem a ele "numa oração incessante para que a paz chegue em breve a todo o mundo".

Mariangela Jaguraba – Vatican News

Foi divulgada, nesta segunda-feira (15/06), a mensagem do Papa Leão XIV para o VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos que será celebrado em 26 de julho próximo. "Eu nunca te esquecerei" é o tema da mensagem extraído do Livro do Profeta Isaías.

"Pela boca do Profeta Isaías, o Senhor promete que nunca se esquecerá de nenhum de nós. Assegura-nos que traz os nossos rostos gravados nas palmas das mãos e que o seu amor é maior do que o de uma mãe pelo seu filho." Com estas palavras, o Papa inicia o texto, ressaltando que "o profeta permite-nos vislumbrar um diálogo íntimo e intenso, no qual Deus se dirige a cada um e ao próprio povo, tratando todos por “tu”. Também hoje podemos ler referidas a nós estas palavras, e cada um pode ouvir aquele “nunca te esquecerei” dirigido a si mesmo. Trata-se de palavras que enchem de consolação e confiança".

De acordo com Leão XIV, estas "são a resposta a um sentimento angustiante que agita o coração: «O Senhor abandonou-me, o meu dono esqueceu-se de mim». Quantas vezes, na Sagrada Escritura, em particular nos Salmos, a oração nasce do desamparo de quem tem a impressão de que a sua vida não interessa a ninguém e é negligenciada! A dolorosa sensação de ser esquecido é, infelizmente, comum a muitas pessoas e, entre elas, não poucas são idosas".

O Papa escreve na mensagem que "o amor de Deus, que, pelo contrário, não esquece ninguém, oferece-se como um ato de justiça e uma resposta ao anonimato, no qual, com demasiada frequência, a vida humana acaba por perder-se". "Sobre a existência de muitos idosos, em particular, parece estender-se um véu que esbate as feições dos rostos e relega ao esquecimento. É o que acontece nas casas onde reina a solidão, e também naqueles asilos onde a singularidade de cada pessoa corre o risco de ser reduzida ao número da sua cama ou à sua patologia", ressalta.

"A celebração do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos é uma oportunidade para redescobrir que a Igreja é chamada a ser mãe de todos e que é sempre possível, em qualquer idade, descobrir-se filhos e filhas de Deus. Que este Dia seja, portanto, um estímulo para todos, em particular os mais jovens, retomarem o bom hábito de visitar os seus avós, os idosos da família e também aqueles que não recebem nenhuma visita. Levai-lhes, com esta mensagem e com a vossa presença, a proximidade e o carinho do Papa. Fazei com que as palavras do profeta “Eu nunca te esquecerei” assumam a forma de um encontro terno e afetuoso. «Numa época que tende a acelerar e a fragmentar, a carne humana continua pedindo para ser cuidada e reconhecida por mãos capazes de ternura, por mentes atentas e por palavras bondosas. A cultura digital multiplica as conexões e oferece novas possibilidades de encontro; no entanto, o coração humano conserva uma necessidade inalienável de proximidade»", escreve o Papa Leão, citando um trecho de sua Carta Encíclica Magnifica humanitas.

De acordo com Leão XIV, "a Igreja conhece o sofrimento dos seus filhos mais idosos, sabe bem que demasiadas vezes se olha para eles com preconceitos e são considerados um fardo; está ciente de que uma economia centrada no lucro enfraquece os laços familiares; sabe que muitos idosos são abandonados pelos filhos, obrigados a migrar ou, em alguns casos, a combater na guerra. Por todas estas razões, alegra-se em anunciar a promessa do Senhor: 'Eu nunca te esquecerei!'".

Leão XIV recorda que "para muitos, a descoberta da ternura de Deus, no decorrer da vida, acontece precisamente na sua última etapa. Cada vez mais, na realidade, ao contrário do que acontecia no passado, é possível chegar à velhice sem ter tido uma verdadeira experiência de fé. Neste caso, a idade avançada, a partir das questões que nesta fase da vida se colocam com maior premência, pode tornar-se o momento oportuno para iniciar ou retomar a vida espiritual". "A Deus, que se faz próximo e que aprendemos a reconhecer na sua ternura, podemos então dirigir-nos com confiança filial na oração. Nunca é tarde demais para a Ele nos começarmos a dirigir", escreve o Papa.

Leão XIV ressalta que "um homem e uma mulher podem renascer na velhice e reconhecer, com o profeta: «A vossa salvação está na conversão e em terdes calma; a vossa força está em terdes confiança». Uma força que, para garantir a convivência humana, pode tornar-se convite a não recorrer aos caminhos da arrogância e do poder, mas aos caminhos da reconciliação e da verdadeira paz". "Neste tempo, marcado de forma tão dura pela violência bélica e social, muitos questionam-se sobre como será o mundo em que crescerão os próprios netos. Exorto-vos, caríssimos, para que vos unais comigo numa incessante oração para que a paz chegue em breve a todo o mundo", sublinha o Papa, agradecendo aos idosos por apoiá-lo com suas orações, especialmente com a oração do Terço. "Retribuo-o de coração, deixando-vos este desejo: que o Senhor nos renove sempre na fé, na esperança e na caridade, Ele que nunca se esquece de nós", conclui.

(vaticannews)