O papa Leão XIV recebeu hoje (15) uma delegação da Igreja Siro-Malancar para o primeiro congresso entre clérigos e fiéis da denominação indiana que vivem na Europa, pedindo-lhes que valorizem e promovam a sua identidade, especialmente no contexto da diáspora na Europa e nos EUA.

A origem dessa Igreja está na tradição cristã da Índia, especialmente no Estado de Kerala, ligada a cristãos que foram evangelizados pelo apóstolo são Tomé no século I.

Depois de saudar os bispos presentes e destacar a renovação espiritual dessa Igreja, o papa disse que a Igreja Siro-Malancar é “um farol de energia evangélica e caridade apostólica”, que tem levado “justiça social, educação e desenvolvimento humano integral àqueles que vivem à margem da sociedade”.

Ele disse também que essa Igreja começou a crescer rapidamente para além das fronteiras étnicas ou linguísticas, inicialmente em Tamil Nadu, como resultado do trabalho de evangelização em 1934.

O papa enfatizou a necessidade de um "compromisso urgente" com a preservação e promoção "dos tesouros inestimáveis ​​incorporados por todas as Igrejas Orientais", especialmente na crescente diáspora.

Leão XIV falou também sobre a presença desses fiéis nos EUA, assim como Bento XVI e Francisco.

Seguindo essa linha de raciocínio, ele dirigiu-se particularmente ao bispo Kuriakose Mar Osthathios, recentemente nomeado pelo papa Leão XIV como visitador apostólico para fiéis siro-malancares que vivem na Europa.

Segundo o papa, a responsabilidade do visitador apostólico é “avaliar a situação atual da pastoral com vista a formular propostas aos bispos locais e à Santa Sé para o bem espiritual dos fiéis”.

Ele disse também que pediu ao Dicastério para as Igrejas Orientais que o ajude a "avaliar as melhores maneiras de lançar bases sólidas e duradouras" para que as futuras gerações de fiéis siro-malancares possam continuar a aprofundar sua amizade com o Senhor Jesus por meio de suas próprias tradições, contribuindo assim para o bem de toda a Igreja Católica.

Sobre isso, Leão XIV pediu-lhes para difundir “a preciosa identidade da Igreja Siro-Malancar”, participando na sua vida eclesial “e vivendo plenamente a sua herança única, conscientes da sua grande dignidade”.

Sabendo que os cristãos de são Tomé, na Índia — uma das comunidades cristãs mais antigas do mundo — “gozam de uma reputação bem merecida por suas famílias profundamente crentes, das quais surgem inúmeras vocações para o sacerdócio e a vida religiosa”, Leão XIV rezou para que uma fé firme “continue a florescendo em seus lares e em seus corações, especialmente nos dos jovens”.

(acidigital)