domingo, 30 de agosto de 2026

Nepali Handcraft Fair: Quality, Beauty, Value #nepal #crafts


 

O #papaleãoxiv assegurou sua #oração às vítimas das


 

VIDEO 1) Domingo, 30 de Agosto de 2026 -11h00 Missa, no Recinto de Oração


 

Angelus 30 de agosto de 2026 - Papa Leão XIV


PAPA LEÃO XIV

ANGELUS

Praça da Liberdade (Castel Gandolfo)
Domingo, 30 de agosto de 2026


Queridos irmãos e irmãs, bom dia e bom domingo!

Hoje, o Evangelho fala-nos de Jesus que revela aos discípulos o Mistério da sua Páscoa iminente: o Messias — diz Ele — terá de «ir a Jerusalém e sofrer muito, da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos doutores da Lei, ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar» (Mt 16,21).

O que Ele afirma está muito longe das expectativas deles de um Messias triunfante e poderoso, com cuja ajuda derrotariam e esmagariam os inimigos (cf. Sl 108, 14). Já tinham tido oportunidade, durante o tempo que passaram com Ele, de se surpreender com tantos dos seus gestos e palavras. Esta última mensagem, porém, ultrapassa verdadeiramente todas as previsões. Em particular, Pedro manifesta o seu desacordo e repreende Jesus, dizendo-Lhe: «“Deus te livre, Senhor! Isso nunca te há de acontecer!”» (v. 22).

Pouco antes, tinha reconhecido n’Ele «o Messias, o Filho de Deus vivo» (v. 16). Agora, porém, surpreendido e talvez desapontado com o que ouve, em contraste com a belíssima profissão de fé que acabara de fazer, repreende-O. Parece dizer-Lhe: “Sim, acredito que és o Messias, mas não é assim que se salva o mundo”. O seu é um impulso de zelo, certamente animado por um amor sincero, e, no entanto, leva-nos a refletir.

Efetivamente, também para nós nem sempre é fácil compreender e aceitar os caminhos de Deus, especialmente quando estão muito distantes dos nossos. Nessa altura, surge a tentação de pensar, contra toda a lógica da fé, que é o Senhor quem está errado, ou pior ainda, que não nos ouve ou que não se interessa por nós. Perante esta incerteza, Pedro, apesar da sua impulsividade, ensina-nos duas coisas importantes.

A primeira é nunca interromper, nem mesmo nestes momentos, o diálogo com o Senhor; pelo contrário, manifestar-Lhe com confiança até mesmo a nossa dificuldade em compreender o que Ele nos pede.

A segunda, porém, é nunca julgar a ação de Deus, mas sim ouvir, com humildade, na oração, o que Ele nos está a revelar através da sua ação, mesmo quando isso não corresponde às nossas expectativas.

E a grandeza do Primeiro dos Apóstolos manifesta-se também nisto.

Jesus responde-lhe: «Afasta-te, Satanás!» (v. 23), e explica-lhe a ele e aos outros discípulos que, para seguirem as suas pegadas, terão de negar-se a si próprios, tomar a sua cruz e segui-lo (cf. v. 24). Pedro fá-lo-á: depois de o ter ouvido, aceitará o desafio e permanecerá fiel às palavras de Cristo – a quem reconheceu como seu Redentor – durante toda a sua vida, até ao martírio.

Peçamos ao Senhor, então, que também nós, na nossa vida de fé e na nossa oração, tenhamos a mesma sinceridade de Pedro, ao dizer-Lhe humildemente o que realmente sentimos, mesmo quando o coração está confuso, e, ao mesmo tempo, que saibamos cultivar a sua mesma docilidade, ao aceitar o que Ele nos pede para além das nossas expectativas.

Que Maria nos ajude, ela que foi obediente aos desígnios de Deus até junto à Cruz do seu Filho Jesus.

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Depois do Angelus:

Queridos irmãos e irmãs,

Chegam do Haiti notícias dramáticas sobre o grave massacre perpetrado em Kenscoff, no qual perderam a vida numerosas pessoas, enquanto outras foram sequestradas. Manifesto a minha solidariedade orante pelas vítimas e pelos seus familiares e peço que todos os reféns sejam libertados sem demora. Dirijo um apelo urgente a todos os responsáveis para que se empenhem concretamente em garantir a segurança da população e pôr fim a toda a forma de violência.

Asseguro a minha oração pelos atingidos na terrível inundação que ocorreu no Nepal e no Tibete. Rezemos por quem perdeu a vida, pelos feridos e desaparecidos, pelas famílias e pelos socorristas. Que a solicitude de todos contribua para aliviar o sofrimento e levar a ajuda necessária à população.

Continuemos a rezar pela paz. Santo Agostinho, cuja memória celebrámos nestes dias, dizia que «a paz […] é semelhante àquele pão que se multiplicava nas mãos dos discípulos do Senhor enquanto eles o partiam e o distribuíam» (Sermo 357, 2). Que aumentem no mundo aqueles que, com coragem, partem e distribuem o pão da paz, superando as divisões, promovendo a justiça, praticando o perdão, para o bem de todos.

[Em inglês] Na terça-feira, celebramos o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. Este dia marca o início do Tempo da Criação – celebrado por cristãos de várias denominações – cujo tema este ano é «Água Viva». Como recordei na Mensagem para este Dia, cuidar da nossa casa comum exige uma conversão do coração, para que aquilo que tem sido utilizado para causar destruição possa, em vez disso, ser orientado para a vida. Convido todos a unirem-se em oração e ação, para que possamos tornar-nos canais onde flua a água viva da paz de Deus, revigorando o nosso mundo ferido.

Saúdo-vos a todos, fiéis de Castel Gandolfo e peregrinos de vários países! Em particular, dou as boas-vindas aos participantes na iniciativa solidária «Run to Rome», aos jovens que percorreram o caminho itinerante da Via Lucis, ao grupo dos Devotos de Nossa Senhora dos Milagres de Corbetta e aos motociclistas presentes para o seu tradicional encontro anual.

Agradeço às Forças da Ordem e a todos aqueles que contribuíram para a minha estadia de verão aqui em Castel Gandolfo, bem como pelos serviços prestados para garantir a segurança durante os encontros com os peregrinos. Muito obrigado!

Envio a minha saudação cordial aos fiéis que acompanham o Angelus na Praça de São Pedro.

Desejo a todos um bom domingo!


Juiz manda que presidente da Colômbia se desculpe por falas religiosas na posse

 


Abelardo de la Espriella faz seu primeiro discurso como presidente da Colômbia em 7 de agosto de 2026. - @ABDELAESPRIELLA (X) ??
Abelardo de la Espriella faz seu primeiro discurso como presidente da Colômbia em 7 de agosto de 2026. - @ABDELAESPRIELLA (X) 
 

Um juiz em Bogotá, Colômbia, ordenou que o presidente do país, Abelardo de la Espriella, "apresente um pedido de desculpas" pelas manifestações religiosas que ocorreram na cerimônia de posse em 7 de agosto porque violaram "a neutralidade religiosa do Estado".

A ordem, divulgada pela emissora colombiana Blu Radio, diz que o presidente deve apresentar um pedido de desculpas num pronunciamento transmitido pelo rádio e pela televisão em 30 de setembro, às 19h, "por ter violado a neutralidade religiosa do Estado no ato oficial de sua posse".

O presidente terá que dizer "que se absterá de qualquer conduta que implique uma inclinação para a Igreja Católica ou qualquer outro credo específico".

A sentença também ordena a De la Espriella que "emita uma diretiva presidencial no mês de setembro, ordenando aos funcionários públicos que respeitem e garantam a neutralidade religiosa do Estado em todos os atos que praticarem no exercício de suas funções".

O juiz também puniu o presidente do Congresso do país, Honorio Miguel Henríquez Pinedo, ordenando-lhe que se desculpe em sessão plenária na última semana de setembro "por ter violado a neutralidade religiosa do Estado" e que diga que isso não se repetirá nos atos em que representa o poder legislativo da Colômbia.

Na cerimônia de posse, em 7 de agosto, realizada em Cali, uma imagem de Nossa Senhora de Fátima estava presente, e houve um momento de louvor e oração inter-religiosa, com a participação de um rabino, um pastor evangélico e um padre católico.

O arcebispo de Cartagena, Colômbia, Francisco Javier Múnera, presidente da Conferência Episcopal Colombiana, transmitiu ao presidente os anseios da população por unidade, reconciliação, paz, esperança e uma sociedade em que "ninguém se sinta excluído ou discriminado".

Henríquez Pinedo, ao fim de seu discurso como presidente do Congresso da Colômbia, pediu a Deus que abençoe a Colômbia e guie o novo líder do país em seu trabalho.

Naquele dia, De la Espriella fez seu primeiro discurso como presidente da Colômbia, no qual agradeceu a Deus por abençoar o país e encerrou suas palavras gritando "Viva Cristo Rei!".

(acidigital) 

Retira-te, satanás (Mt 16,21-27) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 30/08


 

Hoje é celebrado o beato Eustáquio van Lieshout, missionário da saúde e da paz no Brasil

 


Beato Eustáquio van Lieshout Beato Eustáquio van Lieshout | ACI Digital
 

Hoje (30), a Igreja celebra o beato Eustáquio van Lieshout, sacerdote holandês que veio para o Brasil e ficou conhecido como missionário da saúde e da paz, por sempre abençoar e saudar os fiéis com essas duas palavras. Atualmente, seus restos mortais estão no Memorial do Santuário da Saúde e da Paz, em Belo Horizonte (MG), que atrai grande número de devotos.

Padre Eustáquio nasceu em 3 de novembro de 1890, em Aarle Rixtel, na Holanda, e recebeu o nome de batismo de Humberto van Lieshout. Ingressou na Congregação dos Sagrados Corações e foi ordenado sacerdote em 10 de agosto de 1919. Seis anos depois, em 15 de julho de 1925, chegou como missionário ao Brasil, juntamente com seus irmãos de congregação, os padres Gil van den Boorgart e Matias van Rooy.

Inicialmente, foram para a cidade de Romaria, no Triângulo Mineiro, onde assumiram a pastoral do santuário episcopal e da paróquia de Nossa Senhora da Abadia de Água Suja e das paróquias de São Miguel de Nova Ponte e Santana de Indianópolis, na arquidiocese de Uberaba.

Padre Eustáquio dava especial atenção aos doentes. Segundo sua biografia publicada pelo site do Vaticano, quando ministrava suas orientações pessoais para “ações curativas de enfermidades físicas padre Eustáquio falava da disposição de Deus em curar as pessoas integralmente e, sempre que possível, indicava medicamentos naturais de aquisição fácil e uso seguro”, sempre recorrendo aos seu “Manual de Medicina no Campo”.

Mais tarde, padre Eustáquio foi transferido para Poá (SP), onde “também fazia bênçãos, entre elas a da água no reservatório e nas pias de água benta, à entrada da igreja”. Com o tempo, “fiéis começaram a levar para a igreja garrafas de água para ser abençoadas”. Mas, com a repercussão de notícias de curas por meio das bênçãos do sacerdote, “o aglomerado de pessoas começou a aumentar em Poá”. Assim, ele foi transferido para Araguari (MG) e cumpriu um tempo de reclusão.

Em 1942, foi transferido para Belo Horizonte (MG), aonde chegou “sem alarde, já que era nacionalmente venerado como santo e taumaturgo. Porém, a despeito da discrição, logo nos primeiros dias muitas pessoas o procuraram pedindo bênçãos e curas”.

No dia 16 de maio de 1943, lançou a pedra fundamental da atual Igreja dos Sagrados Corações, conhecida como Igreja do Padre Eustáquio, que não chegou a ver construída. Padre Eustáquio morreu em 30 de agosto daquele mesmo ano.

Padre Eustáquio foi beatificado em 15 de junho de 2006, em missa celebrada pelo então prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal José Saraiva Martins, no estádio Mineirão, na capital mineira. A beatificação aconteceu após o reconhecimento da cura milagrosa de um sacerdote por sua intercessão. Padre Gonçalo Belém, de Belo Horizonte, foi curado de um câncer, em 1962. Na época, o sacerdote tinha 39 anos e descobriu que tinha um tumor na laringe e que deveria ser submetido a uma cirurgia, sem garantia de cura. Foi incentivado a pedir a intercessão de padre Eustáquio e assim o fez. Na véspera de sua cirurgia, os médicos não detectaram nenhum sinal do tumor. Padre Gonçalo Belém Rocha morreu em 2007, aos 83 anos.


Laudes do 22º Domingo do Tempo Comum


 

sábado, 29 de agosto de 2026

Igrejas Orientais: o Papa concede aos Sínodos o poder de destituir Patriarcas

 


Com um Motu Proprio publicado neste sábado, 29 de agosto, Leão XIV estabelece a competência do Sínodo dos Bispos para remover o próprio Patriarca, a fim de “recompor a comunhão ferida, inclusive removendo-o do cargo, por causa grave”, no caso de seu “vínculo” estar “irremediavelmente comprometido”. Caberá ao Pontífice conceder o assentimento à decisão sinodal.

Vatican News

A Carta Apostólica em forma de Motu Proprio de Leão XIV, Mutua concordia, publicada hoje, 29 de agosto, pretende preencher uma lacuna normativa. O documento modifica os cânones 106 e 126 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais e atribui ao Sínodo dos Bispos a faculdade, mediante “um procedimento ordenado”, de remover de seu cargo um Patriarca quando, por motivos graves, sua relação com o Sínodo estiver irremediavelmente comprometida. Permanecendo intactas as prerrogativas da Sé Apostólica, portanto, os Sínodos dos Bispos são chamados “a recompor a comunhão ferida”, mediante um procedimento que, respeitando as normas, garante ao Patriarca “o direito à plena defesa diante do Sínodo”. Caberá, porém, ao Papa a “concessão do assentimento à decisão sinodal, para ter a certeza de que seja garantida a plena liberdade dos Padres ao expressarem sua escolha, protegidos de qualquer possível pressão indevida, interna ou externa”.

O Pontífice determinou que, no cânon 106, depois do § 2, seja inserido um novo parágrafo, o § 3, no qual se especifique que “se o Patriarca deixar de cumprir as obrigações” previstas pelo próprio Código, “o Sínodo dos Bispos da Igreja patriarcal pode ser legitimamente convocado pelo Bispo mais antigo por ordenação episcopal, com direito a voto; e, se também este deixar de proceder à convocação, tal faculdade caberá aos Bispos seguintes, mais antigos por ordenação episcopal, que estejam disponíveis e tenham direito a voto”.

No cânon 126, com o Motu Proprio, estabelece-se ainda, no § 3, que “por uma causa grave, reconhecida como tal pelo Sínodo dos Bispos da Igreja patriarcal, o mesmo Sínodo, convocado segundo o previsto nos cânones 106 § 1, n. 3, e 108 § 3, pode pedir ao Patriarca que renuncie ao cargo”. E o § 4 seguinte determina que, se, após esse pedido, “o Patriarca não renunciar ao próprio cargo, o Bispo mais antigo por ordenação episcopal, com direito a voto, providencia a eleição de um novo Presidente pelo Sínodo, o qual submete a remoção do Patriarca ao voto secreto de pelo menos dois terços dos membros do Sínodo com direito a voto, respeitando seu direito de defesa diante do próprio Sínodo”. Compete também ao Presidente informar o Papa, que deverá dar “o assentimento à remoção que torna vacante a sede patriarcal”.

Nas Igrejas Orientais existe uma estreita relação entre o Patriarca — que preside à sua Igreja patriarcal como pai e chefe, tamquam pater et caput (CCEO, cân. 55) — e o Sínodo dos Bispos, por ele próprio convocado e presidido. Para uma vida eclesial fecunda, na unidade do Espírito e tendo como único interesse o bem da própria Igreja, é necessária a existência de uma relação harmoniosa entre eles. Entretanto, o Código dos Cânones das Igrejas Orientais, que determina o funcionamento e as atribuições dos Sínodos dos Bispos, nada estabelecia para o caso em que “o sagrado vínculo entre o Pater et Caput e os demais Bispos viesse a ser irreparavelmente comprometido”, provocando “uma grave ferida que deveria ser sanada, como também solicitado por numerosos Prelados orientais”.

Com o Motu Proprio, entra em vigor, portanto, uma disciplina a ser seguida diante de uma ruptura insanável entre o Patriarca e o Sínodo, no caso de o Patriarca não apresentar sua renúncia. Estabelece-se que cabe ao Sínodo formular as graves razões que determinaram a ruptura, definir quem e como deve convocá-lo nessa situação, determinar qual é a maioria dos votantes necessária para pôr fim ao mandato patriarcal e garantir a salvaguarda do direito de defesa do Patriarca. As disposições do Papa pretendem valorizar as prerrogativas dos Sínodos dos Bispos das Igrejas Católicas Orientais, dotando-os de uma nova faculdade coerente com sua natureza de Igrejas sui iuris e devolvendo a elas aquilo que nelas tem origem, uma vez que estão em melhores condições de compreender e avaliar a situação, reservando ao Romano Pontífice um papel de garantia. O que foi estabelecido no Motu Proprio aplica-se também, por sua natureza, às Igrejas arquiepiscopais maiores (cf. cân. 152).


Papa: pesquisas sobre IA ajudem os governos a humanizar tecnologias digitais

 


Cerca de 500 pesquisadores de vários países encontraram Leão XIV e foram encorajados a continuar refletindo sobre o equilíbrio no uso das tecnologias digitais, sobretudo pela velocidade no progresso das ferramentas. Não é barrar a evolução, mas desenvolver "certa ética para orientar o uso" que tem se concentrado "nas mãos de grandes atores": "é preciso garantir que o bem da família não seja sacrificado por interesses privados" e que as tecnologias digitais sejam humanizadas para servir à paz.

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV, entre as audiências da manhã desta sexta-feira (28/08), também recebeu os membros do Instituto Internacional de Ciências Administrativas (IIAS) com sede em Bruxelas, na Bélgica, ao final da conferência anual da organização, que está sendo realizada em Roma. O grupo de 500 pessoas, provenientes de várias partes do mundo e inclusive da Santa Sé, foi recebido na Sala Clementina, no Vaticano.

O Instituto, como recordou o Pontífice em discurso, foi fundado em 1930, logo após a grande crise econômica que o mundo enfrentou. A organização promove eventos de alto impacto focados em estudos e reformas da administração pública, e tem como vocação, recordou Leão XIV nas palavras de Pio XII em 1950, ser “um apelo incessante à consciência das autoridades políticas, com o objetivo de adaptar a vida social às condições continuamente variáveis do tempo, de modo que ela possa concretizar as intenções e os planos da Sabedoria do Criador”. Uma missão que "não é fácil", disse o Papa, esperando que o desânimo não ameace a determinação de realizar essa "nobre tarefa".

A audiência foi realizada na Sala Clementina, no Vaticano
A audiência foi realizada na Sala Clementina, no Vaticano   (@VATICAN MEDIA)

Tecnologias digitais: velocidade x equilíbrio

Em Roma, por exemplo, a conferência trouxe o tema da Inteligência Artificial e o uso equilibrado das tecnologias digitais, assim como fez o próprio Papa com a recente encíclica sobre a salvaguarda da pessoa humana nesta era, a Magnifica humanitas. Essa realidade, que afeta a vida diária de todos, também progride com muita velocidade, levando a se questionar "se, no futuro, será possível controlar essas máquinas, se o ser humano não corre o risco de se tornar vítima das próprias invenções".

A situação é preocupante, observou o Papa, pois "um dos graves problemas atuais é constatar que as decisões relativas à vida humana estão a cargo das máquinas". Um encontro de aprofundamento, como o do Instituto Internacional, disse Leão XIV, pode ajudar "as autoridades a tomar decisões nessa área para o bem da humanidade". Apelar à prudência, a auditorias rigorosas e, por vezes, a um abrandamento na adoção da IA, disse o Pontífice citando Magnifica humanitas, "não significa ser contra o progresso, mas sim exercer a salvaguarda responsável da família humana".

"Não significa ser contra o progresso, mas sim exercer a salvaguarda responsável da família humana"
"Não significa ser contra o progresso, mas sim exercer a salvaguarda responsável da família humana"   (@Vatican Media)

O próprio Papa Francisco, recordou Leão XIV, alertava para a "imensa expansão da tecnologia" que deveria ser acompanhada por adequada formação da responsabilidade, orientando a pesquisa técnico-científica, pela "paz e o bem comum a serviço do desenvolvimento integral do homem e da comunidade". E Prevost acrescentou:

“É importante definir uma ética que acompanhe o uso dessas importantes ferramentas, que, infelizmente, se concentram nas mãos dos grandes atores econômicos e tecnológicos, e que o Estado tem dificuldade em controlar. É preciso garantir que o bem da família humana não seja sacrificado por interesses privados. Encorajo-os a prosseguir suas pesquisas para encontrar formas e meios de contribuir com a administração pública para a humanização das tecnologias digitais, de modo que sejam a serviço da vida e da paz.”

Cerca de 500 pessoas ouviram o discurso do Papa no Vaticano
Cerca de 500 pessoas ouviram o discurso do Papa no Vaticano   (@VATICAN MEDIA)

Évora capital da Cultura 2027 e Comentário à liturgia


 

Sábado, 29 de Agosto de 2026 - 11H00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindad


 

Homilia Diária | São João Batista e a graça precursora (Memória do Martírio de São João Batista)


 

São João Paulo II elogiou o beato mártir que a Polônia celebra hoje

 


Beato Dominik Jedrzejewski. Beato Dominik Jedrzejewski. | Crédito: ACI Digital.
 

Hoje (29), a Igreja na Polônia recorda o sacerdote mártir Dominik Jedrzejewski, beatificado em 1999, por são João Paulo II, em uma cerimônia na qual pronunciou uma homilia que assume especial atualidade por ser um chamado à esperança e à fidelidade para todos os filhos da igreja.

Em 13 de junho de 1999, o papa peregrino beatificou em Varsóvia, Polônia, o padre Jedrzejewski, como parte de um grupo de 108 mártires da Segunda Guerra Mundial.

“A fé viva, a esperança inabalável e a caridade generosa foram-lhes atribuídas como justiça, porque eles estavam profundamente arraigados no mistério pascal de Cristo. Assim, é com razão que exortamos ao seguimento de Cristo na fidelidade, a exemplo deles”.

“Precisamente hoje – continuou o santo – estamos celebrando a vitória daqueles que, no nosso tempo, deram a vida por Cristo, deram a vida temporal para a possuir pelos séculos na sua glória. Trata-se de uma vitória particular, porque é compartilhada pelos representantes do clero e dos leigos, jovens e idosos, pessoas de várias classes e posições”.

“Se hoje nos alegramos pela beatificação de 108 mártires clérigos e leigos, fazemo-lo antes de mais porque eles são o testemunho da vitória de Cristo, o dom que restitui a esperança. Enquanto realizamos este ato solene, num certo sentido revive em nós a certeza de que, independentemente das circunstâncias, podemos obter a vitória plena em tudo, graças Àquele que nos amou”.

Para concluir sua homilia,são João Paulo II disse que “os beatos mártires bradam aos nossos corações: crede que Deus é amor! Acreditai n'Ele, no bem e no mal! Despertai a esperança em vós! Que esta dê em vós o fruto da fidelidade a Deus em cada provação!”.

Dominik Jedrzejewski nasceu em Kowal, na Polônia, foi o mais novo de seis irmãos. Entrou no seminário de Wloclawek e foi ordenado sacerdote em 18 de junho de 1911.

Serviu em três paróquias e foi capelão em uma prisão, prefeito de uma escola local e se dedicou ao trabalho com os jovens.

Em 26 de agosto de 1940, foi preso pelos alemães e enviado ao campo de Sachsenhausen. Em dezembro do mesmo ano, foi transferido para o campo de concentração de Dachau, onde se recusou a renunciar ao sacerdócio em troca de sua liberdade.

Muito enfraquecido por causa do trabalho duro imposto a ele, morreu em 29 de agosto de 1942.

Laudes da Memória do Martírio de São João Batista