Caminhando
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Papa apresenta boa recuperação do pulmão
Vatican News
Na tarde desta quinta-feira, 15 de outubro, a Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou uma nova atualização sobre o estado de saúde do Papa Leão XIV. Eis o comunicado na íntegra:
"O Dr. Luigi Carbone e o Prof. Stefano Margaritora comunicam o seguinte a respeito da evolução pós-operatória do Papa:
O Santo Padre realizou, esta manhã, os exames de rotina, cujos resultados estão dentro da normalidade. A radiografia do tórax revelou uma boa recuperação do pulmão operado. O Papa realizou suas atividades diárias de forma autônoma. A sessão de fisioterapia incluiu exercícios motores completos.
De modo geral, a evolução pós-operatória segue normalmente."
Missa e retomada do trabalho
Nesta quinta-feira, Leão XIV voltou a concelebrar a Santa Missa - como já havia feito na tarde de ontem - em uma sala especialmente preparada no décimo andar do Hospital Gemelli. Segundo a Sala de Imprensa, o Pontífice também retomou suas atividades de trabalho.
Nos próximos dias, serão divulgadas novas atualizações sobre seu estado de saúde. Enquanto isso, prossegue em várias partes do mundo as orações pela recuperação do Papa. Também na área externa do Gemelli, junto à conhecida estátua de São João Paulo II, numerosos fiéis se reúnem para rezar o Terço e deixar bilhetes, velas e bandeiras com mensagens de carinho e votos de pronta recuperação a Leão XIV.
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Saúde do Papa: retirado o lobo inferior do pulmão direito
Vatican News
Por meio de um comunicado divulgado na noite desta terça-feira, 13 de outubro, a Sala de Imprensa da Santa Sé informou os seguintes detalhes sobre a cirurgia à qual foi submetido o Papa Leão XIV:
“O Dr. Luigi Carbone e o Prof. Stefano Margaritora comunicam o seguinte a respeito da intervenção realizada nesta tarde:
O Santo Padre foi submetido, conforme programado, a uma cirurgia torácica.
Para assegurar a radicalidade da intervenção, foi removido o lobo inferior do pulmão direito por meio de técnica videoassistida. O exame histológico intraoperatório confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, conforme suspeitado pelos exames pré-operatórios.
O Santo Padre permaneceu na sala de cirurgia por cerca de três horas, enquanto a intervenção teve duração aproximada de 90 minutos. A cirurgia foi bem-sucedida e não houve complicações.
Após a intervenção, o Papa despertou normalmente e, depois de um breve período de observação, retornou ao seu quarto, no 10º andar.
A equipe cirúrgica foi coordenada pelo Prof. Stefano Margaritora, auxiliado pela Prof.ª Elisa Meacci, pela Dr.ª Maria Teresa Congedo e pelo Dr. Leonardo Petracca Ciavarella.
A equipe de anestesiologia era composta pelo Prof. Massimo Antonelli, pelo Dr. Giovanni Punzo e pelo Dr. Giuseppe Bello.”
Exames e internação
Nos próximos dias, o Papa será submetido aos exames pós-operatórios, além da análise do material retirado durante a cirurgia. Os exames realizados antes da operação já haviam permitido aos médicos definir com precisão como e onde intervir. O termo “radicalidade” indica que o objetivo foi retirar completamente tudo o que havia sido identificado, sem deixar tecido tumoral.
Quanto ao período de internação, por enquanto permanece a previsão já anunciada: cerca de uma semana. Já nesta quarta-feira, a Sala de Imprensa da Santa Sé deverá divulgar novas informações sobre como Leão XIV passou a noite e sobre os primeiros resultados dos exames pós-operatórios.
O Papa permanece acompanhado pelas pessoas que já o assistem diariamente no apartamento pontifício. Ao despertar da anestesia, mostrou-se imediatamente consciente e orientado. Segundo informou aos jornalistas o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, “quando voltou ao quarto, pediu o jantar”.
Conheça o santo padroeiro dos problemas pulmonares e reze pelo papa
Por Redação central
13 de out de 2026 às 13:54
Enquanto o papa Leão XIV se submete a uma cirurgia pulmonar e se recupera no Hospital Gemelli, em Roma, Itália, esta semana, fiéis podem recorrer à intercessão de um frade franciscano do século XV, padroeiro das doenças pulmonares e respiratórias.
São Bernardino de Sena, conhecido como "o apóstolo da Itália" por seus esforços para reavivar a fé católica no país no século XV, superou uma voz fraca e graves problemas respiratórios e de garganta no início de sua vida, além de cuidar de vítimas da peste e de pessoas internadas.
Nascido numa família de classe alta na república italiana de Sena, em 1380, Bernardine Albizeschi logo sofreu infortúnios ao perder a mãe aos três anos e o pai quatro anos depois. Sua tia Diana cuidou dele a partir de então, ensinando-o a buscar consolo e segurança na fé em Deus.
Desde jovem, Bernardino demonstrou notável preocupação com os pobres, fruto de seu amor por Deus. Acostumado ao jejum, por vezes preferia ficar sem comer para ajudar quem mais precisava. Dos 11 aos 17 anos, dedicou-se aos estudos, desenvolvendo a eloquência e a dedicação que lhe seriam úteis no futuro trabalho como evangelista.
Antes de se tornar pregador, Bernardino passou vários anos ministrando aos doentes e moribundos. Ele ingressou numa associação religiosa que atuava num hospital na cidade de Scala e se dedicou a esse trabalho de 1397 a 1400.
Na época, uma grave epidemia de peste assolou Sena, causando uma crise que eventualmente levaria o jovem a assumir o comando de todo o hospital. Dentro de suas paredes, até 20 pessoas morriam diariamente de uma doença que também vitimou muitos dos funcionários do hospital. A equipe foi dizimada e novas vítimas chegavam constantemente.
Bernardino convenceu 12 jovens a ajudá-lo a continuar o trabalho do hospital, que ele assumiu por um período de quatro meses. Embora a peste não o tenha infectado, o trabalho exaustivo o deixou fraco e ele contraiu outra doença que o manteve acamado por quatro meses.
Depois de se recuperar, ele passou cerca de um ano cuidando de sua tia Bartholomaea antes dela morrer. Bernardino, então com 22 anos, mudou-se para uma pequena casa nos arredores da cidade, onde começou a discernir a vontade de Deus para o seu futuro por meio da oração e do jejum.
Ele escolheu se unir aos franciscanos da Estrita Observância em 1403, abraçando uma vida austera focada na pobreza e na humildade. Nesse período, enquanto rezava diante de um crucifixo, Bernardino ouviu Cristo lhe dizer: Meu filho, eis-Me aqui pendurado numa cruz. Se Me amas, ou desejas imitar-me, prega-te também nu à tua cruz e segue-me. Assim, certamente Me encontrarás.
Depois da ordenação sacerdotal de Bernardino, seus superiores o incumbiram de pregar como missionário entre italianos que estavam se afastando da fé católica. O evangelista dominicano são Vicente Ferrer, pouco antes de deixar a Itália, pregou um sermão no qual previu que um de seus ouvintes daria continuidade ao seu trabalho entre os italianos — profecia que Bernardino ouviu pessoalmente e acabou cumprindo.
A devoção pessoal de Bernardino a Deus, que impressionava até mesmo os franciscanos mais rigorosos, tornava sua pregação extremamente eficaz. Ele motivava seus ouvintes a abandonar seus vícios, voltar-se para Deus e fazer as pazes uns com os outros. Promovia a devoção ao nome de Jesus Cristo como um meio simples e eficaz de lembrar o amor de Deus em todos os momentos.
Quando outros sacerdotes o consultavam em busca de conselhos, Bernardino lhes dava uma regra simples: “Em todas as suas ações, busquem em primeiro lugar o reino de Deus e a sua glória. Direcionem tudo o que fizerem puramente para a sua honra. Perseverem na caridade fraternal e pratiquem primeiro tudo aquilo que desejam ensinar aos outros”.
“Assim”, disse ele, “o Espírito Santo será o seu mestre e lhe dará tanta sabedoria e tanta eloquência que nenhum adversário será capaz de resistir a ti”.
A própria vida de Bernardino atestou essa fonte de força diante das provações. Ele suportou pacientemente uma acusação de heresia — que o papa Martinho V julgou falsa — e recusou-se a abandonar sua pregação ousada quando um nobre o ameaçou de morte.
Bernardino era muito admirado em toda a Itália, e o cargo de bispo lhe foi oferecido em três ocasiões. Mas em todas elas ele recusou a posição, escolhendo cumprir a profecia de são Vicente Ferrer por meio de seu trabalho missionário. Bernardino pregou em grande parte da Itália várias vezes e chegou a reconciliar membros de facções políticas rivais.
Depois, Bernardino serviu por cinco anos como vigário-geral da sua ordem franciscana e revitalizou a prática da sua rigorosa regra de vida. Em 1444, 40 anos depois de ter ingressado na vida religiosa, Bernardino adoeceu numa viagem. Continuou pregando, mas logo perdeu as forças e a voz.