Caminhando
domingo, 11 de outubro de 2026
Papa Leão: decidi me submeter a uma cirurgia para retirar um nódulo no pulmão
Vatican News
O Papa Leão XIV anunciou, ao final do Angelus deste domingo, 11 de outubro, que deverá se submeter a uma cirurgia para retirar um nódulo circunscrito no pulmão. Diante das numerosas pessoas reunidas na Praça São Pedro, o Papa explicou:
“Recentemente, durante alguns exames, os médicos encontraram em mim um nódulo circunscrito no pulmão. Foi identificado em uma fase muito inicial e está bem localizado. Os médicos consideram oportuno intervir. E então, seguindo os conselhos deles, decidi me submeter a uma cirurgia para retirá-lo.”
A intervenção já está programada para os próximos dias no Hospital Policlínico Gemelli.
Leão XIV agradeceu a todos os fiéis, tanto os presentes na Praça São Pedro quanto aqueles que acompanhavam o Angelus de várias partes do mundo, “pela proximidade espiritual”. “Confio-me às suas orações! Bom domingo!”, concluiu o Papa.
Em resposta às perguntas dos jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, esclareceu “que a intervenção está prevista para os primeiros dias da próxima semana e que o período previsto de internação pós-operatória é de cerca de uma semana”.
October 11, 2026 Angelus prayer- Pope Leo XIV
PAPA LEÃO XIV
ANGELUS
Praça de São Pedro
Domingo 11 de outobro de 2026
Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Hoje, no Evangelho, Jesus fala da festa de casamento que um rei preparou para o seu filho (cf. Mt 22, 1-14).
O matrimónio de um filho é um momento especial em qualquer família, e este pai, cheio de felicidade, quer partilhar a sua alegria com todos. Oferece um banquete e convida muita gente. A este respeito, São Tomás de Aquino afirma que o bem, por natureza, tende a difundir-se: «Bonum dicitur diffusivum sui» (Summa theologiae, I, q. 5 a. 4, ad 2). Também nos fala desta realidade a imagem utilizada na nossa história, partindo dum contexto específico da vida. Quando algo de bom acontece, acende-se uma luz que nos leva a incluir os outros na nossa felicidade.
No entanto, diante duma oferta tão bonita, os convidados, em vez de se juntarem à festa, recusam-se a ir, preferindo continuar nos seus afazeres. Alguns, até, incomodados, insultam e chegam mesmo a matar os mensageiros do rei. Infelizmente, isto também acontece: nem sempre o bem que oferecemos é compreendido, reconhecido ou apreciado; pelo contrário, por vezes é mal interpretado e rejeitado. Mas isso não deve desanimar-nos. Perante a recusa, o rei não anula o casamento nem cancela as celebrações; pelo contrário, alarga o convite a um número ainda maior de pessoas, enviando os seus servos a chamá-las pelas ruas, para que a alegria dos noivos seja um dom para todos.
Neste ponto, perguntemo-nos: os protagonistas desta história quem representam? São Jerónimo identifica o rei com o Pai dos Céus, o noivo com Jesus e a noiva com a Igreja (cf. Comentário a Mateus, Livro III, cap. 22). Portanto, entre os protagonistas estamos também nós, escolhidos pelo Senhor para partilhar com Ele a nossa existência e para sermos, com Ele, portadores de vida. A festa de casamento é a nossa, e a sala do banquete são as nossas igrejas, as nossas casas, os lugares onde vivemos e onde o Filho do Rei, Jesus Cristo, volta todos os dias para nos declarar o seu amor, aguardando o nosso “sim”. É lá que O encontramos, revestidos, tal como a noiva, com a veste branca do Batismo e adornados com as joias das boas obras, que nos aproximam de Deus e uns dos outros.
A alegria que anunciamos não é, pois, artificial, mas profunda, concreta e real, bela como os rostos das pessoas que encontramos, verdadeira como o trabalho, os sorrisos, as lágrimas, os apertos de mão e os gestos de bondade que marcam os nossos dias. É um dom de Deus, para a salvação do mundo.
Peçamos a Maria, Mãe do Senhor, que nos ajude a crescer nesta alegria, anunciando-a sempre e em toda parte com generosidade, coragem e fé, mesmo onde não é compreendida.
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Depois do Angelus:
Queridos irmãos e irmãs,
Ontem, em Mântua, foi beatificada a Irmã Maria Inácia Isacchi, fundadora da Congregação das Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração de Jesus. Entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, dedicou-se com corajosa caridade aos necessitados e desfavorecidos. Que o seu exemplo reavive em todos nós o desejo de ser, no mundo, testemunhas do amor evangélico para com todos.
A guerra na atormentada Ucrânia continua a causar sofrimento muito além das suas fronteiras, sobretudo nos países mais pobres, onde tantas pessoas dependem da importação de cereais. Dirijo um sentido apelo às partes em conflito para que permitam o transporte seguro de cereais no Mar Negro. O pão de cada dia de milhões de pessoas não pode ficar refém da guerra.
Hoje celebra-se em Itália o Dia das Vítimas de Acidentes de Trabalho. Saúdo a Associação Nacional dos Mutilados e Inválidos do Trabalho e encorajo os esforços em prol da prevenção.
Dirijo uma calorosa saudação de boas-vindas a todos vós, romanos e peregrinos!
Saúdo os membros da Hermandad del Señor de los Milagros em Roma e todos os que participaram na procissão com a venerada imagem do Crucificado. Obrigado pelas vossas orações em vista da Visita pastoral que realizarei ao Peru.
É com alegria que acolho os fiéis da Eparquia Greco-Católica de Mukacevo, na Ucrânia, acompanhados pelo seu Bispo; a Asociación de fieles Hakuna; as Antiguas Alumnas Jesús Maria España; o Coro e a Escola Coral da Catedral de Haarlem, nos Países Baixos; e os fiéis vindos de Viena.
Saúdo os jovens da vigararia de Chiaravalle, na diocese de Senigallia; os sócios da delegação provincial da AIDO de Belluno; o grupo “Ars Enotria” de Cosenza; e a equipa de futebol feminino do Hospital de Biella.
Caríssimos, durante alguns exames realizados recentemente, os médicos detetaram-me um nódulo circunscrito no pulmão. Foi identificado numa fase muito inicial e bem localizado. Os médicos consideram oportuno intervir e, portanto, seguindo os seus conselhos, decidi submeter-me a uma cirurgia para o remover. A operação está agendada para os próximos dias. Agradeço a vossa proximidade espiritual e entrego-me às vossas orações.
Obrigado e bom domingo!
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sábado, 10 de outubro de 2026
Saúde Mental, Ir. Smerilli: jovens e vítimas de crises humanitárias são prioridades pastorais
Daniele Piccini – Vatican News
Diante do problema das doenças mentais, a Igreja não pode se limitar a dar "respostas ocasionais ou reativas", mas desenvolver um "ministério estável, competente, compassivo e preventivo", que não cuide apenas da pessoa em sua totalidade, mas o faça com competência, utilizando "agentes pastorais preparados", "colaboração com profissionais de saúde", com "atenção à prevenção do suicídio" e apoio às famílias”. Eis o tema central da Mensagem, assinada pela Irmã Alessandra Smerilli (FMA), Prefeita do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, por ocasião do Dia Mundial da Saúde Mental, que se celebra neste sábado, 10 de outubro.
Coração da missão da Igreja
Segundo a Mensagem, o Dicastério convida-nos a um "compromisso significativo" mediante o cuidado dos que sofrem de problemas de saúde mental e a colaboração com a Igreja e outras instituições "para definir políticas, serviços e resoluções". Seguindo a intenção de Oração de Leão XIV, para o mês de outubro, — divulgada pela Rede Mundial de Oração do Papa — o Pontífice referiu-se, de modo particular, à saúde mental. Com efeito, a Irmã Alessandra Smerilli ressalta que a preocupação com os que sofrem de problemas de saúde mental "não é uma questão marginal, mas parte integrante do coração da missão da Igreja".
Categorias de alto risco
A Mensagem da Irmã Alessandra Smerilli pelo Dia Mundial da Saúde Mental identifica duas situações particularmente vulneráveis para o surgimento de problemas de saúde mental. A primeira, - lê-se no texto, - diz respeito às pessoas que vivem crises humanitárias — guerras, migração forçada, instabilidade política, desastres ambientais e pobreza estrutural — que deixam traumas profundos em indivíduos e comunidades. Depois, há os jovens, cujo sofrimento pode decorrer de pressão social, incerteza económica e isolamento. Contextos muito diferentes compartilham o mesmo ambiente emocional, do qual emerge a fragilidade, caracterizada pela falta de "segurança, relacionamentos, significado e esperança".
Durante sua Visita apostólica à Espanha, na vigília de oração no Estádio Olímpico Lluís Companys, em Barcelona — citada na Mensagem —, o Papa Leão XIV dirigiu-se aos jovens, dizendo: “Precisamente as sociedades, que se consideram avançadas, representam uma ameaça à saúde mental, visto que, evidentemente, há algo profundamente errado com certa ideia de crescimento. Uma visão limitada de progresso tornou as pessoas alheias e até indiferentes, ao bem-estar mental dos outros”.
Desafio pastoral urgente
“As feridas interiores, emocionais e relacionais representam uma das dimensões mais profundas do sofrimento humano”, afirma em sua mensagem a Irmã Smerilli, a ponto de não poder mais ser consideradas um fenômeno ocasional ou periférico, que a Igreja possa ignorar: “Paróquias, escolas, comunidades religiosas e pequenas comunidades eclesiais são, quase sempre, lugares onde as pessoas trazem seus sofrimentos e buscam ouvidos atentos, acompanhamento e apoio em momentos de vulnerabilidade psicológica. Em consequência, em muitas Igrejas locais, a saúde mental está se tornando um dos desafios pastorais mais urgentes.” E a Mensagem conclui: “Este aspecto do bem-estar pessoal faz parte do desenvolvimento humano integral, que deve levar em conta não apenas as necessidades materiais, mas também as exigências da vida intelectual, moral, espiritual e religiosa”.
Leão XIV: o poder não pode ocupar o lugar do serviço
Thulio Fonseca - Vatican News
“Vocês são sementes de comunhão em terras marcadas pela violência.” Foi com essa imagem que o Papa Leão XIV encorajou, neste sábado, 10 de outubro, os membros do Sínodo dos Bispos da Igreja Greco-Melquita de Antioquia, recebidos em audiência no Vaticano.
Ao recordar que foi em Antioquia que os seguidores de Jesus Cristo foram chamados pela primeira vez de “cristãos”, o Santo Padre destacou que a fé não pode permanecer apenas na mente, mas deve penetrar o coração e transformar-se em caridade concreta: partilhar o alimento com quem tem fome, oferecer educação e assistência à saúde, acompanhar os que sofrem e fazer da Igreja “um farol - a luz de Cristo - especialmente neste período tão conturbado”.
Próximo dos cristãos que sofrem
Logo no início do seu discurso, Leão XIV voltou o olhar, de modo particular, para as comunidades greco-melquitas presentes em regiões atingidas por conflitos:
“Em muitas das terras tradicionalmente ligadas à sua Igreja, os fiéis são afligidos pela guerra, pela instabilidade, pelo extremismo religioso e pelas dificuldades econômicas. Por meio de vocês, gostaria de dizer à sua amada Igreja: estou próximo de vocês. Toda a Igreja Católica está com vocês.”
O Pontífice recordou também as feridas que levam muitos cristãos a deixar sua terra em busca de trabalho, segurança e proteção diante dos perigos e, em alguns casos, da perseguição. Nesse contexto, ressaltou a vocação da Igreja Greco-Melquita de ser “testemunha de reconciliação e de paz em terras devastadas pelos conflitos” e “semente de comunhão” onde a violência deixou suas marcas.
Trabalhar e rezar pela unidade
Ao falar do próprio Sínodo como “guardião da comunhão”, o Papa insistiu na responsabilidade dos bispos de cultivar a colegialidade episcopal e de não permitir que interesses pessoais prevaleçam sobre o serviço à Igreja:
“Devemos estar sempre vigilantes para não cair na tentação de nos colocarmos acima dos outros, buscando o poder em vez do serviço, o lucro em vez da transparência e da honestidade, e o sucesso pessoal em vez do cuidado pastoral. O Espírito Santo nos impele a trabalhar e a rezar pela unidade que ajudará todos a reconhecer que Cristo está em nosso meio. Além disso, a expressão mais eloquente da nossa fé e a comunicação mais clara da Boa-Nova àqueles que não conhecem Cristo acontecem quando tomamos a nossa cruz e escolhemos manifestar o amor nos momentos em que sentimos medo, raiva ou sofrimento.”
Apoiar a presença cristã no Oriente Médio
Leão XIV destacou ainda o compromisso da Sé Apostólica com os cristãos da região. Graças à generosidade de muitos, explicou, estão sendo disponibilizadas bolsas de estudo para fiéis da Síria, do Líbano e do Iraque, com o objetivo de favorecer o acesso à educação católica e oferecer ajuda às novas gerações:
“Nosso objetivo é apoiar os jovens, para que as famílias cristãs tenham a ajuda necessária para permanecer no Oriente Médio e manter viva a presença cristã.”
Em um comunicado, o Dicastério para as Igrejas Orientais explicou que as bolsas fazem parte de “um projeto pastoral destinado a famílias cristãs particularmente necessitadas”. Por determinação do Pontífice, a iniciativa cobre “o custo anual das mensalidades escolares e universitárias” de crianças, adolescentes e jovens. Trata-se, segundo o Dicastério, de um “sinal de solicitude paterna” com o qual Leão XIV deseja manifestar sua proximidade e a de toda a Igreja Católica aos fiéis duramente provados pelos conflitos e pela instabilidade que há muito tempo atingem esses países.
Ao concluir, o Papa agradeceu aos bispos por seu serviço e assegurou sua proximidade espiritual. Confiando o Sínodo à intercessão da Theotokos, a Mãe de Deus, pediu que o Espírito Santo ilumine e guie as decisões dos bispos e invocou a bênção do Senhor sobre todos os fiéis da Igreja Melquita.
Encontro sobre Amoris laetitia debate por que muitos jovens não querem se casar
Por Victoria Cardiel
9 de out de 2026 às 14:50
No encontro internacional sobre a família, que se realiza até 14 de outubro no Vaticano, a portas fechadas e com a participação dos presidentes das conferências episcopais de todo o mundo e convidados do papa, participantes buscam responder à questão: por que diminui o número de jovens que se casam na Igreja e como é que a sociedade atual compreende a relação entre sexualidade, procriação e o vínculo sacramental do matrimônio.
O presidente da Conferência Episcopal Australiana, bispo Timothy Costelloe, disse ontem (8), na sessão da tarde, que em seu país, e provavelmente em muitos outros, “o conceito de uma ligação necessária entre atividade sexual e procriação, assim como a importância dessa ligação no casamento cristão, não é mais amplamente compreendido ou aceito”.
Para ilustrar essa realidade, ele citou o depoimento de um diretor de Educação Religiosa na Austrália Ocidental, um pai casado, que disse que muitos jovens “herdaram pressupostos culturais sobre sexualidade que diferem substancialmente dos da Igreja”.
Para Costelloe, essa situação destaca “a tensão entre a visão da Igreja e algumas correntes dominantes da sociedade contemporânea (...) que muitas vezes apresentam uma visão das relações humanas que privilegia a realização pessoal, a autonomia e a felicidade imediata em detrimento da permanência, do sacrifício e da aliança”.
Falhas morais dos líderes eclesiásticos
Muitos jovens também enfrentam experiências dolorosas, “como a ruptura conjugal em suas próprias famílias, violência doméstica, desigualdades entre mulheres e homens e as falhas morais de líderes religiosos, cuja credibilidade e testemunho foram comprometidos”.
“Estamos competindo com muitas outras propostas sobre o significado do casamento”, disse ele.
Apesar dessas dificuldades, o bispo disse que muitos jovens continuam buscando relacionamentos que façam aflorar o "melhor neles", que sejam "duradouros" e que lhes proporcionem uma base sólida sobre a qual construir um futuro significativo.
Ele defendeu a necessidade de apoiar essas aspirações e acompanhar jovens no processo de construção de relacionamentos estáveis.
Costelloe disse que o elevado número de casamentos que "terminam em divórcio" faz com que muitos jovens duvidem que "um compromisso para a vida toda seja possível ou mesmo desejável".
O bispo destacou o valor do testemunho que as "famílias estáveis" podem oferecer.
O desafio de compreender a rejeição do casamento entre os jovens
No encontro, o cardeal Kevin Farrell, Prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, alertou para o declínio do número de casamentos em todo o mundo, tanto no âmbito civil quanto no religioso. “Vamos tentar interpretar esse fenômeno, levando em consideração se as suas causas são as mesmas em todos os lugares”, disse ele a sobre o encontro, que ocorre para marcar o décimo aniversário da exortação apostólica Amoris laetitia, publicada pelo papa Francisco depois de dois sínodos marcados por intensos debates sobre a pastoral familiar.
O prefeito disse que os padres não são os únicos preocupados com os jovens que não querem se casar. Muitos pais cristãos também estão preocupados porque seus filhos "sofrem de solidão, hesitam em assumir um compromisso duradouro ou rejeitam categoricamente o caminho que eles próprios trilharam com alegria".
Entre os fatores que ajudam a explicar essa tendência, ele citou o elevado número de divórcios, a diversidade de arranjos de coabitação e a influência das tendências culturais predominantes.
Nesse sentido, o prefeito disse: “Num nível mais profundo, poderíamos nos perguntar se talvez Deus tenha parado de falar ao coração dos jovens e de despertar neles o desejo de se casar”.
Assim, ele disse que, nesses dias de encontro, participantes tentarão identificar sinais de esperança e refletir sobre espaços, iniciativas, pessoas e eventos que podem abrir novos caminhos rumo ao casamento.
“Também refletiremos sobre até que ponto nossas comunidades estão atentas ao testemunho daqueles que, apesar de tudo, escolhem o matrimônio – seja numa fase inicial da vida ou mais tarde – e como a experiência deles pode nos ajudar a compreender e apresentar a vocação ao matrimônio de modo mais eficaz”, disse o prefeito.
O que os jovens procuram quando falam de amor?
O bispo-auxiliar de Mumbai, Índia, Stephen Eustace Victor Fernandes, disse que o principal desafio para a Igreja não é tanto perguntar por que jovens não aceitam o casamento, mas sim entender o que eles buscam quando falam “de amor, liberdade, dignidade e futuro”.
Fernandes disse que os jovens vivem relacionamentos num contexto cultural muito diferente das gerações anteriores, onde “a cultura da imediatidade e da escolha contínua pode influenciar sua experiência de intimidade, enquanto o casamento exige paciência, presença, perdão e perseverança”.
Ele disse também que muitos jovens têm dificuldade em imaginar uma vida pessoal, relacional e familiar estável devido ao contexto de "insegurança econômica" decorrente de dificuldades no emprego, custos de moradia, migração ou instabilidade social.
Segundo ele, para muitos, adiar o casamento não é simplesmente uma rejeição ao casamento em si, mas pode refletir "uma crise de confiança na possibilidade de construir uma vida estável e duradoura com outra pessoa".