terça-feira, 3 de novembro de 2026

3 de novembro de 2026 11h00 Missa, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima


 

#amen #recuerdos #papa #papafrancisco #jesucristo#amor #bendiciones #reflexion #fe #dios #oraciones


 

Os gestos que acendem a esperança: o legado de Francisco e o Dia Mundial dos Pobres

 

O Papa Francisco instituiu o Dia Mundial dos Pobres em 20 de novembro de 2016, por meio da carta apostólica Misericordia et Misera, divulgada no encerramento do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, sendo celebrado no XXXIII Domingo do Tempo Comum.

Dom Fr. Diamantino Prata de Carvalho, OFM*

Quando o Papa Francisco instituiu o Dia Mundial dos Pobres no encerramento do Ano Jubilar da Misericórdia, a Igreja Católica e toda a sociedade civil foram provocadas a olhar de frente, sem rodeios ou eufemismos, para as chagas mais dolorosas da marginalização urbana e rural. Mais do que a simples adição de uma data comemorativa no calendário litúrgico, o Santo Padre deu início a um processo irreversível de conversão pastoral e social, no qual o pobre deixa definitivamente de ser encarado como mero objeto de esmola ou estatística sociológica para se tornar sujeito ativo, interlocutor pleno e presença verdadeiramente transformadora no coração do tecido comunitário.

O legado duradouro dessa iniciativa reside em sua capacidade visceral de desinstalar as certezas institucionais e as convenções burguesas confortáveis, substituindo a indiferença anestesiante das grandes metrópoles por uma cultura do encontro interpessoal autêntico, na qual a solidariedade deixa de ser uma concessão para se tornar um dever de justiça. Francisco demonstrou ao mundo que a atenção e o amor preferencial aos necessitados não constituem um apêndice opcional da fé cristã, nem uma ideologia política contingente, mas representam o próprio coração vivo do Evangelho vivido em sua radicalidade histórica.

Os gestos mais marcantes do pontificado de Francisco em torno desta data traduzem uma pedagogia de proximidade profunda que fala diretamente à consciência da humanidade. As imagens marcantes do sucessor de Pedro partilhando refeições à mesa do Vaticano com milhares de pessoas em situação de rua, a instalação de chuveiros, barbearias e serviços médicos gratuitos nas imediações da Praça de São Pedro e as frequentes visitas surpresa a periferias esquecidas do globo são símbolos de uma densidade profética inestimável.

Tais atos não se esgotam em uma dimensão meramente cênica, pois carregam a força denotativa de quem derruba muros invisíveis de preconceito, burocracia e rejeição social. O pontífice ensinava pacientemente que o toque humano, o olhar nos olhos, a escuta atenta da história do outro e a partilha do mesmo espaço são atitudes insubstituíveis que antecedem, qualificam e humanizam qualquer ação estruturada de socorro material ou política pública. Ao colocar os vulneráveis no centro físico e espiritual do Vaticano, o Papa desconstruiu hierarquias históricas e lembrou que na Igreja ninguém é hóspede ou estranho, mas todos são membros da mesma família humana.

Projetando essa caminhada para o futuro, espera-se que o processo deflagrado por esta iniciativa ganhe contornos cada vez mais institucionais, estruturantes e proféticos em um planeta terrivelmente fragmentado por crises econômicas e ambientais. A expectativa central é de que as comunidades eclesiais locais superem de vez as práticas assistencialistas pontuais e passem a articular processos duradouros de inclusão socioeconômica, política e cultural para as populações marginalizadas.

A Igreja do futuro, impulsionada por este sopro renovador do Papa Francisco, almeja firmar-se como um laboratório permanente de fraternidade universal, no qual as estruturas sociais e os modelos de desenvolvimento sejam corajosamente revisados à luz da ecologia integral e da justiça distributiva. Espera-se, portanto, que as lideranças globais e os cidadãos em geral passem a compreender que a pobreza extrema não é um fato inevitável da natureza ou um destino fatal, mas sim a consequência direta de escolhas econômicas perversas e estruturas de pecado que exigem profunda coragem moral, renovação espiritual e audácia política para serem desmontadas e urgentemente corrigidas.

*Dom Fr. Diamantino Prata de Carvalho, OFM é bispo emérito da Campanha, MG


MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV PARA A XLI JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE - 3 a 8 de agosto de 2027

 


 

MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV 
PARA A XLI JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

[22 de novembro de 2026 – 3 a 8 de agosto de 2027]


«Tende coragem: Eu venci o mundo!» (cf. Jo 16, 33)

Queridos jovens,

Com esta mensagem, quero aproximar-me de todos vós e desejo, em primeiro lugar, dar graças a Deus pela dádiva que sois para a Igreja e para a sociedade. Ele conhece-vos, ama-vos e acompanha o caminho das vossas vidas. Apesar de serdes tão diferentes e estardes espalhados pelo mundo, o seu Espírito suscita em vós a mesma aspiração a coisas grandiosas e duradouras, impelindo-vos à busca da liberdade e da verdade. De Deus provém o vosso desejo de amar e ser amados, bem como a esperança que o Espírito Santo desperta nos vossos corações: uma esperança que pode tornar-se luz também para os outros. Por tudo isto, dou graças ao Senhor.

Preparamo-nos para celebrar nas Igrejas locais a XLI Jornada Mundial da Juventude no próximo dia 22 de novembro, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, pensando já no nosso encontro internacional em Seul, no mês de agosto de 2027. Tendo em vista estes eventos, desejo confiar-vos as palavras de Jesus: «Tende confiança: Eu venci o mundo!» (cf. Jo 16, 33). A partir destas palavras, que constituem o tema que nos guiará nos próximos meses, comecemos agora a meditar juntos.

De onde vem a coragem?

As palavras de Cristo começam com um convite a ter coragem. Sei bem que em nós, por vezes, tal como nos primeiros discípulos, a incerteza ou o medo podem prevalecer em vez da coragem. Muitos de vós carregais no íntimo perguntas e preocupações que oprimem o coração. Talvez tenhais receios em relação ao futuro, sintais a pressão do sucesso e de parecer perfeitos, e estejais expostos ao stress de uma comparação constante com os outros ou com modelos inatingíveis e artificiais. Sob a influência de imagens criadas pelas redes sociais, podeis ter dificuldade em reconhecer e aceitar a vossa identidade. Sentis a necessidade de afetos sinceros, pois a tecnologia pode imitar a empatia, mas não substituir a autêntica proximidade humana. Alguns de vós conheceis a solidão, a desilusão ou o temor de não estar à altura.

Por estas razões, talvez também vos sintais como os discípulos de Jesus, a bordo duma pequena barca que atravessa o lago durante a noite. O vento intensifica-se, as ondas crescem e a margem desaparece na escuridão. É em semelhantes circunstâncias que ressoa no Evangelho o convite à coragem. Jesus vai ao encontro dos seus discípulos e diz-lhes: «Sou Eu, não tenhais medo!» (Jo 6, 20). Esta é a certeza que desejo confiar ao vosso coração: antes mesmo que comeceis a procurar Cristo, Ele já vos procura, caminhando sobre as águas agitadas da vida. A coragem cristã não nasce, em primeiro lugar, da nossa força: nasce da sua presença.

Cristo certamente não viveu nem nos promete uma vida sem tempestades. Mas nenhuma escuridão e nenhum sofrimento é mais forte do que o seu amor. Ele nunca vos abandona. Convida-vos à amizade com Ele e a confiar-lhe o vosso caminho e o das vossas comunidades. Deixai-vos, portanto, encontrar por Jesus Cristo, que vos procura, e confiai-lhe o vosso caminho pessoal e de grupo. Sentireis crescer no coração uma coragem nova, que não desvanece.

A vitória sobre o mundo

O Senhor Jesus, que foi ao encontro dos seus discípulos caminhando sobre as águas, diz-nos agora: «Tende confiança: Eu venci o mundo!» (cf. Jo 16, 33). Acolhei estas palavras como uma promessa dirigida pessoalmente a cada um de vós e aos irmãos e irmãs com quem caminhais. Mais do que uma exortação, elas são um dom. Cristo não diz: “Vencereis o mundo”. Diz: “Eu venci o mundo”. Neste trecho do Evangelho, sabemos que por “mundo” não se entende o universo criado e amado por Deus e destinado à salvação, mas o «mundo de trevas» (Ef 6, 12), ou seja, aquela realidade misteriosa, presente também no coração dos homens, que resiste a Deus e se opõe a Ele. Com a sua morte e ressurreição, Jesus – e somente Ele – venceu esta realidade sombria e reabriu à humanidade o caminho para Deus, para a felicidade, para a justiça e para a paz.

Compreendemos assim outros aspectos da coragem à qual Jesus vos convida. Ela não nasce dos vossos propósitos nem da força do vosso caráter. Nasce da confiança n’Aquele que vos precede, da fé em Jesus Cristo. Se pensarmos que Cristo venceu o mundo amando-o, compreenderemos que a coragem cristã não é uma coragem “contra” algo ou alguém, mas uma coragem “a favor” da vida, da verdade, da liberdade, da justiça.

Com a coragem dada por Cristo, podemos então olhar com novos olhos para o mundo que Deus tanto amou (cf. Jo 3, 16). Por menor que seja a nossa parte, ela é-nos igualmente confiada, para que se passe de um “mundo de trevas” a um “mundo salvo”. Cristo não vos chama a fugir deste mundo, mas a vê-lo com o seu olhar e a tocá-lo com o seu amor que tudo cura. Deixai-vos tocar e comover pela realidade! Jesus não amou o mundo à distância. Entrou plenamente na nossa realidade, rebaixando-se até à cruz (cf. Fl 2, 7-8). Conheceu a alegria e a amizade, mas também o cansaço, a rejeição, a solidão e o sofrimento, sem deixar que o seu coração se fechasse.

Do mesmo modo, vós viveis num mundo criado como bom, mas ferido; rico de possibilidades, mas marcado por injustiças, tensões e medos. Muitos desejam a paz, mas deparam-se com a violência; muitos desejam a comunhão, mas experimentam a solidão. No meio destas contradições, os cristãos são chamados a seguir Cristo na sua coragem mansa: a coragem de ser amorosos quando a dureza parece mais fácil e decisiva, a coragem de procurar a paz quando os embates parecem mais vantajosos, a coragem de salvaguardar a esperança quando o cinismo parece mais convincente.

A vitória do amor que se doa

Ao ouvir falar de “vitória”, alguém poderia pensar que é uma questão de ser mais forte do que os outros, de se afirmar ou de demonstrar continuamente o próprio valor. Mas estas são as vitórias que a mentalidade atual propõe: vitórias de um mundo sem Deus. Se olhamos para Jesus, encontramos outro tipo de vitória. São Paulo diz que Cristo, embora fosse de natureza divina, esvaziou-se a si mesmo, tomando a condição de servo (cf. Fl 2, 6-7). O Filho de Deus rebaixa-se porque o seu amor é livre, não tem nada a provar nem a assegurar para si próprio; não perde a sua dignidade ao rebaixar-se, mas revela a altura e a profundidade do seu coração divino, capaz de dar a vida àqueles que estavam mortos. A sua vitória é a vitória do amor que se doa sem cálculos.

Queridos jovens, a verdadeira vitória não consiste em impor-se, mas em doar-se. Seguindo a via aberta por Jesus Cristo, também vós não precisais de vos impor, de demonstrar continuamente o quanto valeis, de parecer perfeitos ou de esconder as vossas fragilidades, dúvidas ou limites. Tende a coragem de ser autênticos diante de Deus e dos outros. A vossa dignidade não nasce da imagem que conseguis construir de vós próprios. Sois preciosos porque fostes criados à imagem de Deus, conhecidos e amados por Ele. Compreendemos quem somos realmente quando descobrimos que o nosso coração foi criado para Deus, para o amar e, n’Ele, amar os nossos irmãos e irmãs. Com efeito, existe em nós o desejo de nos darmos, de nos gastarmos pela felicidade e pelo bem dos outros. Esta é a liberdade que Cristo vos oferece: ir além da preocupação exclusiva por vós próprios e abrir-vos à generosa criatividade do amor.

A coragem da humildade

O abaixamento de Cristo por nosso amor não termina na cruz: o Pai ressuscita o Filho e o exalta acima de todas as criaturas (cf. Fl 2, 9-11). Notemos que a Ressurreição não é um ato de autoexaltação, mas um dom do Pai e do seu Espírito Santo. Aqui descobrimos outro aspecto da coragem: a coragem de receber. Poderíamos chamá-la: a coragem da humildade. Ser amigo de Jesus significa assemelhar-se cada vez mais a Ele também neste aspecto.

Uma certa mentalidade diz-nos para fazer tudo sozinhos, trabalhar em nós próprios a fim de nos aperfeiçoarmos continuamente, a fim de construir uma personalidade e um caráter mais fortes; todavia, no fim de contas, isto pode convencer-nos de que somos os salvadores de nós próprios. O Evangelho apresenta-nos outro caminho de crescimento: não nos salvarmos sozinhos, mas deixarmo-nos salvar por Jesus Cristo. Nesse ponto, é necessária a coragem de aceitar a ajuda dos outros, de reconhecer os próprios limites, parar, escutar e confiar a vida a Deus.

Queridos jovens, ao abrirdes o coração a Cristo, não vos perdereis; pelo contrário, descobrireis mais profundamente quem sois aos olhos de Deus e conhecer-vos-eis como Ele vos vê. Voltai, pois, às profundezas do vosso coração: não vos desorientareis, porque é aí que Deus vos espera. Deixai-vos salvar por Ele, deixai que o seu amor – o Espírito Santo – molde a vossa vida e que Jesus habite em vós, nas vossas decisões. Quando isto acontece, tudo se renova, mesmo nas situações do quotidiano: na fidelidade aos amigos, no respeito por quem pensa de forma diferente de vós, na atenção a quem está sozinho, na proximidade aos mais fracos e também na forma como vos comportais no mundo digital. Tudo é transformado pelo amor. Para muitos, o amor é uma forma de fraqueza; Cristo, pelo contrário, mostra-nos que o amor é fonte de liberdade e fortaleza.

Cristo Ressuscitado vem ao vosso encontro com a sua paz

Na noite da Ressurreição, quando a luz da Páscoa já tinha entrado no mundo, os discípulos, cheios de medo, permaneciam no Cenáculo, de portas fechadas. A fé não faz desaparecer imediatamente as trevas, mas não nos deixa sozinhos nelas. Jesus, o Vitorioso, não espera que os discípulos tenham vencido o medo ou que abram as portas. Ele vem para o meio deles e as suas primeiras palavras são: «A paz esteja convosco!» (Jo 20, 19). Eles tinham-no abandonado. Um deles tinha-o traído, outro negado. Ele concede-lhes a sua paz.

Talvez também no vosso coração e nas comunidades a que pertenceis haja portas que permanecem fechadas devido a desilusões, feridas, ressentimentos e sentimento de culpa. Cristo vem para vos dar a sua paz e para vos reconciliar uns com os outros. A coragem cristã nasce da presença do Senhor Ressuscitado, que perdoa e envia. O dom da sua paz infunde-nos uma coragem que o mundo não pode dar: uma coragem em que, apesar das feridas, o medo já não tem a última palavra.

Abri o coração a Cristo

Quando nos encontrarmos em Seul, experimentareis de forma especial a beleza da Igreja universal e o generoso acolhimento da Igreja da Coreia. Jovens provenientes de diferentes nações, línguas e culturas encontrar-se-ão unidos em Cristo. Na Eucaristia, na Via Sacra, nas catequeses, nas celebrações e nos muitos encontros desses dias, experimentareis novamente que o Evangelho ultrapassa todas as fronteiras e fala a todos os povos. Deixai que esses dias se tornem um verdadeiro encontro com Jesus Cristo, um momento para confiar-lhe as vossas vidas. As Jornadas Mundiais da Juventude nasceram para isso. A nossa peregrinação já começou. Não prepareis apenas os pormenores práticos da viagem a Seul: preparai o vosso coração!

Levai a Cristo as vossas preocupações e as vossas feridas, mas também as que dilaceram as vossas sociedades e opõem os vossos países. Levai-lhe esta criação que geme e sofre, o clamor da terra e dos pobres que o Papa Francisco nos ensinou a ouvir. Partilhai com Jesus as vossas alegrias e esperanças. É nesta perspectiva que faço minhas as palavras com que São João Paulo II iniciou o seu pontificado: «Não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo!» (Homilia no início de Pontificado, 22 de outubro de 1978). Não espereis ser perfeitos para vos abrirdes a Ele, que vem ao vosso encontro tal como sois. Abri a vossa vida a Cristo. Abri as vossas comunidades a Cristo. Abri os caminhos que vos conduzem ao coração das pessoas que ireis encontrar. O Senhor Ressuscitado, que entrou encontrando-se as portas fechadas, vem ainda hoje para o meio de nós. Por isso, não vos contenteis com uma vida inferior àquela para a qual Cristo vos chama. Deixai-vos unir e transformar pelo seu amor.

Queridos jovens, desejo ardentemente encontrar-vos em Seul. Mas lembrai-vos: o Senhor que lá iremos encontrar já vem ao vosso encontro. Recebei a sua promessa: «Tende confiança: Eu venci o mundo!» (cf. Jo 16, 33) e permiti que Ele vos acompanhe ao longo de todo o caminho.

Confio cada um de vós à intercessão maternal da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, para que, tal como fez Ela própria, vos ensine a abrir o coração a Cristo, a confiar na sua palavra e a acolher com alegria a sua paz, partilhando-a com todos.

Vaticano, 22 de outubro de 2026,
Memória de São João Paulo II.

LEÃO PP. XIV

Como obter indulgências plenárias na primeira semana de novembro

 


Velas. Imagem referencial. | Pixabay ??
Velas. Imagem referencial. | Pixabay 
 

É possível obter oito indulgências plenárias pelas almas dos mortos na primeira semana de novembro.

O que é uma indulgência plenária?

A indulgência plenária é uma graça concedida pela Igreja, pelos méritos de nosso Senhor Jesus Cristo, para eliminar a pena temporal devida ao pecado.

Não se trata do perdão dos pecados, mas da remissão da pena pelos pecados já perdoados. Pode ser aplicado tanto a si mesmo quanto às almas que já estão no purgatório.

Em termos simples, mas abrangentes, a indulgência plenária permite que a alma "volte" ao estado em que se encontrava quando a pessoa foi batizada.

Para obter uma indulgência plenária, o fiel deve ter se confessado recentemente e comungado no dia, ter a disposição interior de completo desapego ao pecado, mesmo venial, e rezar pelas intenções do papa.

E quanto à Oitava de Todos os Santos?

A Penitenciaria Apostólica da Santa Sé, em seu Enchiridion indulgentiarum (Manual das Indulgências), diz que os fiéis podem obter uma indulgência plenária pelos fiéis mortos “todos os dias, de 1º a 8 de novembro”, se, além de cumprirem os termos normais da indulgência plenária, “visitarem devotamente um cemitério e ao menos rezarem mentalmente pelos mortos”.

As condições para a obtenção da indulgência plenária podem ser cumpridas alguns dias antes ou depois da realização das obras necessárias, mas é aconselhável que a comunhão e a oração ocorram no mesmo dia em que a obra for concluída.

A Oitava de Todos os Santos foi notavelmente prolongada ao longo do mês de novembro, tanto em 2020 quanto em 2021, devido às preocupações em evitar grandes aglomerações de pessoas em igrejas ou cemitérios por causa da pandemia de covid-19.

(acidigital)

Homilia Diária | Amar a Deus: o fim último da renúncia (Terça-feira da 31ª do Tempo Comum -03/11/26)


 

Hoje é celebrado são Martinho de Lima, o santo da vassoura

 


São Martinho de Lima ??
São Martinho de Lima 
 

“Eu te medico, Deus te cura”, costumava dizer são Martinho de Lima (ou são Martinho de Porres), o santo da vassoura e padroeiro dos barbeiros, dos grandes senhores e homens simples que acodem a ele em busca de sua ajuda. Sua festa é celebrada hoje (3).

São Martinho nasceu em Lima, em 1579. Desde a infância, sentiu a predileção pelos enfermos e os pobres. Aprendeu o ofício de barbeiro e algo sobre medicina. Aos 15 anos, pediu para ser admitido como terciário no convento dos dominicanos.

Em seu serviço como enfermeiro, não fazia diferença entre pobres e aqueles que tinham mais, embora tivesse que passar por experiências de incompreensão e inveja. Em 1603, fez a profissão religiosa.

Com a ajuda de Deus, realizava alguns milagres de curas instantâneas ou, em algumas ocasiões, bastava a sua presença para que os doentes terminais começassem a se recuperar. Alguns o viram entrar e sair de recintos com as portas fechadas, enquanto outros asseguram tê-lo visto em dois lugares diferentes ao mesmo tempo.

Era tão grande o carinho e a admiração que tinham pelo humilde frei Martinho, que até o vice-rei daquela época foi visitá-lo no seu leito de morte para beijar sua mão. Morreu em 3 de novembro de 1639, beijando o crucifixo com grande alegria.

São Martinho é recordado com a vassoura, que é o símbolo de seu humilde serviço. Por isso, são João XXIII, ao canonizá-lo em 1962, disse: “Que o exemplo de Martinho ensine a muitos como é feliz e maravilhoso seguir os passos e obedecer aos mandamentos divinos de Cristo!”.

Laudes de Terça-feira da 31ª Semana do Tempo Comum


 

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Santa Missa pelos Defuntos, 2 de novembro de 2026 - Papa Leão XIV


 

 

COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS

SANTA MASSA

HOMILIA DO SANTO PADRE LEÃO XIV

Cemitério do Verano, Roma
Segunda-feira, 2 de Novembro de 2026

[Multimídia]

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Queridos irmãos e irmãs,

Reunimo-nos para celebrar a Eucaristia neste lugar de oração e de memória, de afecto e de esperança. Oferecemos-lhe em sufrágio dos fiéis que morreram, especialmente aqueles que descansam aqui e aqueles que cada um de nós carrega em nossos corações.

Comemorar os fiéis que morreram no rescaldo da Solenidade de todos os Santos orienta a nossa oração. Voltamo-nos para o Pai do céu para que a vida de santidade e bem-aventurança, que já desfrutam tantos de seus filhos e filhas, possam envolver a alma daqueles que dormem o sono da paz.

Nossa fé é iluminada pela Palavra que foi proclamada e que enriquece nossa confiança nas mãos de Deus. Eles – o Livro da Sabedoria nos lembra – são capazes de guardar efetivamente as almas dos justos: “nenhum tormento os tocará” (Sboísmo 3:1). Esta é a promessa de salvação, que especialmente neste dia se torna o coração da súplica que nós levantamos para o Senhor da vida para todos os fiéis que morreram.

Que suas mãos paternais e seguras os guardem para sempre, para que possam desfrutar plenamente daquele pertencimento mútuo e vital que o Senhor promete ao seu povo no Livro do Apocalipse: “Serão seus povos, e ele será o Deus com eles, o seu Deus (Ap 21:3). A nossa oração intercede para que se cumpra esta eterna comunhão de vida, prometida pelo Bom Pastor às suas ovelhas, que não se perderá para sempre e que ninguém arrancará da sua mão (cf. Jo 10,28).

Caríssimos, ouvimos o Evangelho das Bem-aventuranças (Mt 5,1-12). São como o auto-retrato de Jesus, que Ele mesmo coloca à disposição de seus discípulos, proclamando: “Bem-aventurados sois vós!” (v. 11). As Bem-aventuranças são o caminho da vida plena e realizada, já agora e para a eternidade. Quando os ouvimos proclamados na Liturgia, sabemos disso, é o Senhor Ressuscitado que nos fala. E este anúncio de salvação que são as Bem-aventuranças ressoa com força espiritual particular em um cemitério, que é como um limiar entre a vida após a morte e a vida após a morte, entre a existência terrena e além que nos espera. O Jesus ressuscitado nos diz: bem-aventurados os que vivem por este caminho, pois deles é o reino dos céus.

Entre as oito bem-aventuranças do Evangelho de Mateus há uma que hoje nos toca de modo particular: “Bem-aventurados os que estão em pranto, porque serão consolados” (Mt 5,4). Neste momento queremos rezar por aqueles que perderam recentemente um ente querido; especialmente por aqueles a quem a violência absurda da guerra rasgou. Que as lágrimas de tantas mães, de tantas crianças, de tantas pessoas idosas toquem as consciências daqueles que têm o poder de silenciar as armas!

No oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis, é espontâneo lembrar a “bem-aventurança” que ele acrescentou ao Cântico das criaturas, quando ele entendeu que seu fim estava próximo: “Laudato si’ mi’ Signore para sora nostra morte corporal, / do qual o homem vivo nulo pode escapar: / ai daqueles que morrerão em pecados mortais; / Bem-aventurados aqueles que encontrarão em seus santos

Queridos irmãos e irmãs, a fé em Cristo nos diz que o nosso vínculo com os fiéis falecidos não é interrompido, mas transformado. Com a oração do sufrágio acompanhamos os nossos entes queridos rumo à plena comunhão com o Senhor, aquela comunhão que realmente antegou já aqui, no Sacramento da Eucaristia. Animados por esta fé cheia de esperança, continuamos a nossa jornada terrena, esperando o dia em que Ele enxugará todas as lágrimas, quando “não haverá mais morte, nem mais luto, nem lamento nem angústia, pois as coisas dos primeiros passaram” (Ap 21:4).

Pare e escute isso. Um Santo dos nossos tempos cantando.


 

El amor vence siempre | Uno de los mensajes más lindos de San Juan Pablo II


 

Misa por difuntos con el Papa León los días 2 y 5 de noviembre