Caminhando
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Leone XIV compie 71 anni. Gli auguri di buon Compleanno dei pellegrini in piazza San Pietro
As felicitações de aniversário a Leão XIV
Vaticano News
A “coragem do essencial” como caminho para seguir as prioridades da Igreja, que, em um tempo marcado por guerras e divisões, é chamada a reconhecer em seu guia um farol de “força e sabedoria” para construir uma nova “civilização do amor”. São os votos de felicitações, acompanhados do desejo de uma paz constantemente invocada, dirigidos hoje, 14 de setembro, ao Papa Leão XIV por ocasião de seu 71º aniversário.
CEI: acolher as palavras sobre perdão e paz
Por ocasião da data, a Conferência Episcopal Italiana (CEI) enviou uma mensagem em nome das Igrejas de todo o país, renovando sua gratidão pelos encontros realizados com o Papa nestes meses. Foram ocasiões nas quais o Pontífice “indicou no Evangelho a prioridade da vida da Igreja, fonte da fé entendida como encontro com Cristo morto e ressuscitado”.
Uma fé que, recorda o texto, se fortalece na promoção de comunidades voltadas para o anúncio, de paróquias capazes de acolher e evangelizar e de organismos de participação que atuem efetivamente.
São indicações preciosas que orientam o caminho da Igreja na Itália, inspirando cada pessoa a acolher também as palavras pronunciadas pelo Papa no Angelus de ontem, 13 de setembro, “sobre a relação entre perdão e paz e sobre as divisões e os conflitos que surgem quando o primeiro falta”. Um ensinamento que, escreve ainda a presidência da CEI, é particularmente atual diante das guerras que atingem diversas regiões do mundo.
“Nossas Igrejas”, conclui a mensagem, “continuarão próximas das populações atingidas pelo sofrimento por meio de gestos concretos de solidariedade”.
Diocese de Roma: sustentar o anseio de comunhão
Ao seu bispo chega também a mensagem de felicitações da Diocese de Roma, que invoca sobre ele “força e sabedoria” para enfrentar os numerosos desafios deste tempo e sustentar “o anseio de paz das pessoas de boa vontade que, sob sua orientação, desejam construir a civilização do amor”.
Meloni: não ceder ao cansaço e à resignação
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, por sua vez, retomou as palavras do Papa aos jovens reunidos no Meeting de Rimini, no último dia 22 de agosto: “Não haja apenas quem sopra sobre o fogo do cansaço e do desespero; haja também quem reacenda sonhos e visões”.
Meloni define essas afirmações como um “poderoso estímulo” diante da complexidade dos desafios atuais, que correm o risco de alimentar “cansaço e resignação”. Ao contrário, escreve a primeira-ministra, cada pessoa é chamada a “tornar-se guardiã e intérprete de uma esperança ativa, capaz de reacender os sonhos e transformar as visões em ações concretas”.
Horta do Vaticano passa a ser 100% orgânica
Por Hannah Brockhaus
14 de set de 2026 às 07:53
Uma horta e um pomar dentro dos muros do Vaticano, que fornecem alimentos para a residência do papa, são agora cultivados usando exclusivamente técnicas de agricultura orgânica.
A pequena propriedade de 500m2 de terra cultivável fica dentro do mosteiro Mater Ecclesiae, onde o papa Bento XVI viveu em sua aposentadoria e onde agora vivem freiras beneditinas enclausuradas da abadia de Santa Escolástica em Victoria, Argentina.
A horta "sempre foi uma característica marcante dos Jardins do Vaticano porque, na verdade, os Jardins do Vaticano foram originalmente criados principalmente para esse propósito — fornecer sustento para o Palácio" Apostólico, disse Stefano Giampaolo, especialista em silvicultura e chefe do Serviço de Jardins e Meio Ambiente do Vaticano, à EWTN News.
Giampaolo disse que agora o terreno é mais precisamente compreendido como a horta dos Jardins do Vaticano, que com 22 hectares, cobrem cerca de metade da Cidade do Vaticano.
As freiras beneditinas do mosteiro Mater Ecclesiae, que rezam pelo papa, consomem as frutas e verduras cultivadas na horta e as usam para fazer geleias e conservas. O excedente da produção é doado a um refeitório para pessoas carentes no Vaticano, administrado pelas Missionárias da Caridade.
A transição para técnicas de agricultura biológica já está em curso há vários anos, em parte como resposta à encíclicaLaudato si', do papa Francisco, de 2015, disse Giampaolo.
Os desafios da produção orgânica
Segundo Gilberto Bianchi, jardineiro responsável pelo pomar e pela horta desde 2008, a Santa Sé tem o “desejo de respeitar a natureza” no modo como cuida das plantas e árvores em suas terras.
Mas isso está longe de ser fácil.
“É evidente que cultivar uma horta totalmente orgânica apresenta desafios, em parte porque os insetos são agressivos e usamos predadores naturais do solo para controlá-los”, disse Bianchi. “Não usamos fertilizantes químicos nem inseticidas”.
Ele disse que a drenagem do solo e a conservação da água são também desafios.
“Esse tipo de solo tem ótima drenagem, então, para conservar água, adicionamos fibra de coco para reter a umidade. E a irrigação é feita por gotejamento, direcionando a água especificamente para as plantas e evitando o desperdício”, disse Bianchi.
Parte da agricultura orgânica também significa respeitar as estações do ano, disse ele. "Neste momento, estão sendo plantadas as culturas de inverno, enquanto as culturas de verão estão sendo colhidas”.
A colheita do final do verão tem tomates, berinjelas, vagens, abobrinhas, pepinos e pimentões, enquanto a safra de outono e inverno tem brócolis, espinafre, alface e abóboras.
Segundo o Vatican Media, o jardim tem também alho, manjericão e uma variedade peruana de pimenta conhecida por sua ardência. Plantas de kiwi também foram adicionadas recentemente a pedido das freiras argentinas.
Ao lado do jardim fica um pequeno pomar com cerca de 15 árvores cítricas, algumas com 150 anos de idade.
“Neste momento, estamos plantando couve-de-sabóia”, disse Bianchi. “Em resumo, o que estiver na época. … Então, o que quer que seja plantado é porque a natureza dita isso naquele momento. As plantas são cultivadas a partir de sementes. Não usamos plantas cultivadas em laboratório”.
Uma coleção histórica de jardins
Bianchi, que trabalha há cerca de três décadas nos Jardins do Vaticano, “é quem tem mais experiência nessa área e agora está transmitindo esse conhecimento a um novo jardineiro”, disse Giampaolo.
O jardineiro especializado faz parte de uma equipe de cerca de 35 jardineiros e administradores que supervisionam os espaços verdes do Vaticano e fornecem arranjos florais para cerimônias papais.
“As pessoas esperam ver um único jardim, mas na realidade, como o nome sugere, são os Jardins do Vaticano — uma coleção de jardins”, disse Giampaolo.
Os jardins datam de meados do século XIII, quando o papa Nicolau III transferiu a residência papal do palácio de Latrão para o Vaticano, mandou construir as muralhas da cidade-Estado e ordenou a criação de um gramado, um pomar e um viridarium — jardim em estilo romano com canteiros de flores e uma fonte.
Hoje, disse Giampaolo, “existem inúmeras espécies diferentes, tanto de árvores quanto de flores”.
“Isso porque, ao longo do tempo, os jardins foram enriquecidos por doações e pela busca de material botânico específico, a ponto de se tornarem um verdadeiro jardim botânico”, disse ele.
“Os visitantes costumam ficar impressionados com a diversidade dos espaços — tantos jardins diferentes contidos nesta pequena área”, disse Giampaolo.
Em última análise, disse ele, os jardineiros esperam um dia eliminar todos os fertilizantes e pesticidas sintéticos dos cuidados que prestam a todo o território do Vaticano.
“É um processo — a transformação de todos os jardins em jardins orgânicos”, disse Giampaolo.
(acidigital)
domingo, 13 de setembro de 2026
Angelus 13 de setembro de 2026 - Papa Leão XIV
PAPA LEÃO XIV
ANGELUS
Praça de São Pedro
Domingo, 13 de setembro de 2026
Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Hoje, o Evangelho (cf. Mt 18, 21-35) fala-nos de um valor fundamental da vida cristã: o perdão. Jesus ensinou-o e testemunhou-o até à cruz, onde rezou ao Pai pelos seus perseguidores com as palavras que todos conhecemos: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem» (Lc 23, 34).
No trecho de hoje, Pedro questiona o Mestre precisamente sobre este tema: «Senhor — pergunta-lhe ele —, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?» (Mt 18, 21). As suas palavras revelam um coração generoso: com efeito, o número sete na Bíblia simboliza a plenitude, e “perdoar sete vezes” significa perdoar com grande generosidade. A resposta de Jesus, porém, vai além: «Não te digo até sete vezes — afirma Ele —, mas até setenta vezes sete» (v. 22), ou seja, além de qualquer limite, sem medida.
E para esclarecer melhor o seu pensamento, o Salvador conta a parábola de um servo que tinha, para com o seu senhor, uma dívida tão grande que era praticamente impossível de saldar. Tendo obtido a remissão por pura misericórdia, não tinha demonstrado, no entanto, a mesma piedade para com um dos seus companheiros e, por isso, foi repreendido e severamente castigado (vv. 23-30).
Com estas palavras, Jesus lembra-nos que a dádiva e o perdão estão na base da nossa existência. Tudo nos é dado por Deus num ato de puro amor, e nenhum de nós pode dizer-se perfeito na forma como responde a tanta bondade. Por isso, a gratuidade – que é a fonte da nossa própria vida – é também a melhor regra para a nossa convivência. Experimentamo-lo todos os dias. O perdão é indispensável e, se faltar, não se pode viver em paz: mais cedo ou mais tarde, no coração e entre as pessoas, surgem conflitos, acusações, rancores e vinganças que destroem as relações, dividem as famílias e desencadeiam guerras.
Só o perdão liberta e traz de volta a luz, mesmo ali onde a pobreza material e moral do homem, por um momento, tornou o horizonte sombrio e o caminho incerto. O perdão, como um vento favorável, afasta até as nuvens mais densas, até que o sol volte a brilhar. O próprio São Pedro experimentou-o várias vezes na sua vida; em particular quando, depois de ter negado e abandonado Jesus durante a Paixão, ao encontrá-Lo ressuscitado, à beira do lago, ouviu-Lhe ser dirigida uma única pergunta: «Simão […], tu amas-me?» (Jo 21, 15), acompanhada de um convite: «Segue-me!» (v. 19). Tal como no início, no dia do seu primeiro encontro, como se quase nada tivesse acontecido. E esta caridade, que esquece e cura, marcará, para o primeiro dos Apóstolos, a confirmação da sua missão.
Peçamos, então, à Virgem Maria, Mãe da Misericórdia, que nos ajude a perdoar sempre, mesmo quando é difícil dar o primeiro passo, e a difundir, com coragem e perseverança, a luz serena e curativa do amor que vence o ódio e desarma todo o rancor.
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Depois do Angelus:
Queridos irmãos e irmãs!
[em inglês] Há dois dias, recordou-se o vigésimo quinto aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos da América. Renovo as minhas orações por aqueles que perderam a vida e por aqueles que continuam a carregar as feridas daquele dia trágico. Numa altura em que os conflitos e a violência afligem tantos dos nossos irmãos e irmãs, convido todos a rezarem para que o Senhor conceda ao mundo o dom da sua paz.
[em italiano] A recordação do trágico acontecimento de há vinte e cinco anos leva-nos a renovar o nosso empenho pela paz, sobretudo através da oração, que confiamos à intercessão da Virgem Maria.
E agora saúdo com carinho todos vós, romanos e peregrinos!
Dou as boas-vindas aos grupos vindos de São Paulo, no Brasil, e aos de vários outros países.
Saúdo os membros da Associação Religiosa Jesus Nazareno Cautivo residentes em Roma, o grupo do Oratório Salesiano de Chieri, os fiéis de Dolianova, na Sardenha, e os peregrinos vindos de Assis pela Via de São Francisco.
Saúdo a “Família de Belluno” com a Escola Fainors de Erechim, no Brasil; bem como os motociclistas reunidos para manifestar-se a favor da paz e da vida.
Desejo a todos um bom domingo.
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