segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Os 4 temperamentos: por que você reage do jeito que reage


 

Segunda-feira, 19 de Outubro de 2026 -11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

O rápido desenvolvimento - Carta Apostólica de João Paulo II

 


A Carta Apostólica do Sumo Pontífice São João Paulo II, “O RÁPIDO DESENVOLVIMENTO”, diz no número 03: “São numerosos os desafios para a nova evangelização num mundo rico de potencialidades comunicativas como o nosso".

Jackson Erpen - Cidade do Vaticano

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Ao retomar, mais de duas décadas depois, as palavras de São João Paulo II sobre a comunicação social, Pe. Gerson Schmidt* destaca em sua reflexão como sua análise permanece surpreendentemente atual diante da aceleração tecnológica, das redes digitais, dos algoritmos e da inteligência artificial. Em O rápido desenvolvimento, publicada em 2005, o Pontífice polonês não se limitava a defender o uso dos meios de comunicação pela Igreja, mas também alertava para uma transformação cultural profunda, na qual as novas tecnologias passariam a influenciar a formação da consciência, os relacionamentos, a educação, a vida social e até os comportamentos cotidianos. Hoje, inseridos numa realidade marcada pela velocidade e pelo excesso de informação, somos convidados a revisitar esse ensinamento e perguntar: o que acontece com a pessoa humana quando a comunicação deixa de ser apenas um instrumento e passa a moldar a própria maneira de pensar, relacionar-se e viver?

Em sua reflexão semanal, o sacerdote gaúcho nos propõe "O rápido desenvolvimento - Carta Apostólica de São João Paulo II":

"Giovanni Paolo II, comemorando mais de 40 anos do Decreto do Concílio Vaticano II - Inter Mirifica, tem alertado com toda a força para a necessidade da utilização dos modernos meios de Comunicação. A Carta apostólica do Sumo Pontífice São João Paulo II, “O RÁPIDO DESENVOLVIMENTO”, é dirigida aos responsáveis pelas comunicações sociais. Estamos vivendo num mundo encharcado e afogado num movimento muitíssimo acelerado. Não conseguimos acompanhar a evolução, o desenvolvimento, a enxurrada de informações que recebemos, dos acontecimentos ao nosso redor. Estamos numa “sociedade de cansaço” muito grande, quase sem volta. Temos pressa. Não temos tempo mais para as coisas mais fundamentais, como o cuidado de nós mesmos, um encontro fraterno entre amigos. O trabalho e o dinheiro dão o ritmo de nossas constantes ações num sistema complexo. O mundo exige de nós eficiência, rapidez e produção plena, sem possíveis falhas, a todo o vapor, expressão antiga, que lembra um trem num ritmo aceleradíssimo. Poderíamos dizer não mais a todo o vapor, mas a todo o “vapor digital”. Estamos no mundo de algoritmos.

Estamos numa era pós-moderna, numa cultura de um pensar digital e dentro da inovação e reformulação de nossas mentes, por meio da Inteligência Artificial. Recordemos o que já frisamos anteriormente. A Carta Apostólica do Sumo Pontífice São João Paulo II, “O RÁPIDO DESENVOLVIMENTO”, já dizia assim no número 03: “São numerosos os desafios para a nova evangelização num mundo rico de potencialidades comunicativas como o nosso. Tendo isto em consideração, na Carta encíclica Redemptoris missio quis realçar que o primeiro areópago do tempo moderno é o mundo da comunicação, capaz de unificar a humanidade tornando-a como se costuma dizer "uma aldeia global". Os meios de comunicação social alcançaram tal importância que se tornaram para muitos o principal instrumento de guia e de inspiração para os comportamentos individuais, familiares e sociais. Trata-se de um problema complexo, visto que esta cultura nasce, ainda antes do que dos conteúdos, do próprio fato que existem novos modos de comunicar com técnicas e linguagens inéditas. A nossa época é uma época de comunicação global, onde muitos momentos da existência humana se desenrolam através de processos mediáticos, ou pelo menos, se devem confrontar com eles. Limito-me a recordar a formação da personalidade e da consciência, a interpretação e a estruturação dos vínculos afetivos, o desenvolvimento das fases educativas e formativas, a elaboração e a difusão de fenômenos culturais, o desenvolvimento da vida social, política e econômica”. O documento referendado é assinado e publicado por Joannes Paulus II, em 24 de janeiro de 2005, memória de São Francisco de Sales, patrono dos jornalistas. É o dia também que todos os anos os Papas divulgam a Mensagem para o dia Mundial da Comunicações Sociais.

Atento aqui que há mais de 20 anos, o santo de nosso tempo, João Paulo II, homem que se comunicava profundamente com gestos pois foi ator de teatro há juventude, por isso, por exemplo, beijava o solo do país que chegava, alertava para visão nova da realidade onde o indivíduo nasce já mergulhado na tecnologia. As crianças, no berço, recebem numa das mãos uma mamadeira e a outra um celular. Repetimos o que já apontamos. Atentos ao que o Papa falava já em 2005, 39 dias antes de sua morte, em 02 de abril daquele ano, na festa do Domingo da Misericórdia por ele instituído. (Se o ouvinte não prestou atenção, atente-se a isso!). O Papa, há mais de duas décadas, falou que “os meios de comunicação social alcançaram tal importância que se tornaram para muitos o principal instrumento de guia e de inspiração para os comportamentos individuais, familiares e sociais. Trata-se de um problema complexo, visto que esta cultura nasce, ainda antes do que dos conteúdos, do próprio fato que existem novos modos de comunicar com técnicas e linguagens inéditas”."

Pe. Gerson Schmidt* – Jornalista, mestre em comunicação, sacerdote, pároco e munícipe da Barra do Ribeiro (RS) responsável último por sete comunidades locais católicas do município.


Ninguém pode servir a dois senhores - CAMINHO NEOCATECUMENAL


 

Qual é a raiz de todos os males? (Lc 12,13-21) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 19/10


 

Hoje é a festa de são Paulo da Cruz, fundador dos Padres e Irmãs Passionistas

 


São Paulo da Cruz ??
São Paulo da Cruz 
 

Hoje (19), a Igreja Católica celebra são Paulo da Cruz (1694-1775), fundador dos Padres e Irmãs Passionistas (Congregação da Paixão), que convida a agir “de forma que todos vejam que leva, não só no interior, mas também no exterior, a imagem de Cristo crucificado, modelo de toda doçura e mansidão”.

São Paulo da Cruz, cujo nome de batismo era Paulo Francisco Danei Massari, nasceu em Ovada, Itália, em 1694. Recebeu de seus pais uma cuidadosa educação na fé. Enquanto sua mãe despertava nele a piedade cordial à cruz de Cristo, seu pai lia com frequência para ele a vida dos santos, para que Paulo sempre se sentisse animado a ser uma pessoa melhor.

Quando Paulo tinha cerca de 19 anos, ouviu na missa que o padre pregava sobre a penitência e a oração. Essa homilia o tocou profundamente e mudou sua vida de muitas maneiras; foi o impulso espiritual que finalmente o encorajou a se consagrar a Deus. Cheio de fervor, Paulo começou a usar todos os meios à sua disposição para viver santamente. Aqueles dias foram de intensa oração e serena alegria. Deus estava preparando seu coração para grandes coisas, que deveriam ser feitas com espírito de renúncia e humildade.

Um sonho, uma missão a cumprir

De repente, uma noite Paulo teve um sonho no qual a Virgem Maria apareceu a ele e lhe mostrou um hábito com o emblema de uma nova comunidade religiosa que deveria viver sob o modelo de Jesus Cristo crucificado. São Paulo contou sobre esse sonho a seu bispo, dom Gattinara, que lhe propôs fazer o que a Virgem lhe pediu: ordenou que usasse um hábito igual ao do sonho, todo preto; o qual seria o “hábito da Paixão”. Com isso, Paulo da Cruz foi revestido em 22 de novembro de 1720. Mais tarde, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, faria seus votos e uma promessa: promover a memória da Paixão de Cristo.

Junto com seu irmão João Batista, eles assumiram a missão de estabelecer a nova comunidade religiosa. Ambos já se dedicavam a servir os mais pobres e necessitados. Especialmente em sua obra, eles deram atenção especial aos doentes. Os “Passionistas” - como passaram a ser chamados - pediam esmolas para ajudar aqueles que, com a sua dor, se uniram ao Cristo sofredor. Quando a nova família espiritual começou a tomar forma, Paulo solicitou uma audiência com o papa Bento XIV, que aprovaria os estatutos da nova "Congregação da Paixão". Os seus membros se consagrariam à vida de oração, concentrando-se na meditação da Paixão, e ao anúncio do mistério do sacrifício de Cristo pela humanidade. Logo depois, em 1727, Paulo e seu irmão foram ordenados sacerdotes.

O papa Clemente XIV convocou São Paulo da Cruz para ser seu conselheiro pessoal e, em sinal de patrocínio à Ordem da Paixão, deu-lhe o convento e a basílica dos santos João e Paulo, que se tornaria a casa-mãe dos Passionistas. A ordem a conserva até hoje. Nesse lugar, Paulo da Cruz passou seus últimos dias, até que, em 1775, aos 80 anos, Deus o chamou à sua presença.

Os passionistas deram muitos frutos de santidade ao longo de sua história, entre os quais São Vicente Maria Strambi, São Gabriel das Dores e Santa Gema Galgani.

Um santo para um mundo sem amor

Em 29 de setembro de 2006, o papa emérito Bento XVI enviou uma mensagem aos irmãos Passionistas por ocasião do Capítulo Geral de sua Ordem, realizado em Roma. Aqui estão algumas de suas palavras sobre seu fundador: “Paulo da Cruz considerava a Paixão de Jesus como a maior manifestação do amor de Deus, capaz de converter os corações muito mais do que qualquer outro argumento. Com efeito, somente à luz da Cruz é possível aproximar-se do mistério do Amor divino”.


Laudes de Segunda-feira da 29ª Semana do Tempo Comum


 

domingo, 18 de outubro de 2026

Angelus 18 de outubro de 2026 - Papa Leão XIV


 

 

PAPE LEÃO XIV

ANGELUS

Praça de São Pedro
Domingo, 18 de outubro de 2026


Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!

O Evangelho proclamado na liturgia de hoje (Mt 22, 15-21) põe-nos diante duma das frases mais famosas de Jesus: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (v. 21). Por isso, é importante situá-la no contexto em que foi originalmente proferida.

O evangelista Mateus descreve uma situação hostil em relação a Jesus: os fariseus reúnem-se para ver como apanhá-lo em contradição nas suas palavras (cf. v. 15). Decidem enviar algumas pessoas para o interrogar sobre uma questão controversa: «É lícito ou não pagar o imposto a César?» (v. 17). A resposta do Mestre é astuta, pois mantém-no fora da armadilha e desmascara a hipocrisia daqueles que querem fazê-lo cair. Pede-lhes a moeda do tributo, ou seja, um denário. Eles dão-lha, e Jesus diz: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Respondem-lhe: «De César». Então afirma: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (vv. 17-21).

Em Jesus, contemplamos um Deus que não teme a história e que, pelo contrário, vem habitar nela. O seu Reino não retira os cargos nem as responsabilidades humanas. Pede, porém, que vivamos sem concessões, livres de más ambições e de interesses injustos, colocando acima de tudo o Reino de Deus e a sua justiça (cf. Mt 6, 33). Neste sentido, chama a atenção o elogio que essas mesmas pessoas dirigem a Jesus, ainda que movidas por más intenções: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, sem te deixares influenciar por ninguém, pois não olhas à condição das pessoas» (v. 16).

Caríssimos, é precisamente este o perfil de quem “dá a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”: ser verdadeiro, sem subserviência nem hipocrisia, livre para o bem. Roguemos ao Senhor que nos ajude a ser assim. E confiemo-nos à intercessão da Virgem Maria.

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Depois da oração do Angelus

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje celebra-se a centésima Jornada Missionária Mundial. Pensemos em quantas histórias missionárias nestes cem anos! Rezemos para que a Igreja seja sempre fiel ao mandato do Senhor ressuscitado: «Ide pelo mundo inteiro e proclamai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16,15).

Desejo agradecer a todos aqueles que, nestes dias, rezaram por mim. Senti verdadeiramente o vosso apoio, obrigado!

Manifesto o meu especial reconhecimento aos médicos, aos enfermeiros e a todos os funcionários do Policlínico “Gemelli”.

Esta experiência fez-me sentir de modo particular a proximidade com todos aqueles que enfrentam a doença e uma condição de enfermidade.

Superada esta fase delicada, como sabeis, agora retomarei gradualmente as minhas atividades, sempre com a ajuda de Deus e das vossas orações.

Mais uma vez, obrigado a todos e bom domingo!

 

Dez dados sobre a vida de são Lucas

 

Retrato de são Lucas na catedral de São Petersburgo | Obra de Vladimir Borovikovsky ??
Retrato de são Lucas na catedral de São Petersburgo | Obra de Vladimir Borovikovsky 
 

Hoje, 18 de outubro, a Igreja celebra a festa de são Lucas evangelista. Pouco se sabe sobre ele, mas algumas tradições foram transmitidas sobre sua vida.

1. Lucas é mencionado três vezes na Bíblia

  • Em Colossenses 4,14, São Paulo escreve: "Saúda-vos Lucas, o caríssimo médico, e Demas".

  • Em 2 Timóteo 4,11, Paulo escreve: “Só Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, porque me é bem útil para o ministério”.

  • E em Filêmon 23-24, Paulo escreve: "Enviam-te saudações Epafras, meu companheiro de prisão em Cristo Jesus, assim como Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus colaboradores".

É possível que esse Lucas seja o evangelista. Como ele é mencionado em três cartas, pode-se inferir que era um companheiro frequente de são Paulo. Ele também participou de seus trabalhos, pois é conhecido como um de seus "colaboradores".

O fato de são Paulo dizer, em sua última carta, que "só Lucas está comigo" sugere que ele foi um companheiro particularmente próximo e fiel.

A referência a Lucas como "o caríssimo médico" indica quas seria seu ofício.

2. São Lucas escreveu o terceiro evangelho e os Atos dos Apóstolos

São Lucas é identificado pela tradição desde o século II como o autor do terceiro Evangelho e do livro dos Atos dos Apóstolos.

Assim, terá escrito mais do Novo Testamento do que qualquer outro autor. Ambos os textos somam quase 38 mil palavras, ou 24% de todo o Novo Testamento.

3. O evangelho de são Lucas é o que mais fala de Maria

O evangelho de são Lucas é um dos três “evangelhos sinóticos”, o que significa que cobre grande parte do mesmo território que os de são Mateus e são Marcos.

Por isso, se o evangelho de Lucas não tivesse sido escrito, ainda haveria uma grande parte da história de Jesus que teria sido preservada (não apenas por Mateus e Marcos, mas também por João). No entanto, há certas coisas que só Lucas registra, como as seguintes passagens:

  • Anunciação do nascimento de João Batista (1,5-25)

  • Anunciação do nascimento de Jesus (1,26-38)

  • A visitação de Maria a Isabel (1,39-56)

  • O nascimento de João Batista (1,57-80)

  • A circuncisão e apresentação de Jesus (2,21-40)

  • Jesus é achado no templo (2,41-52)

  • O filho da viúva de Naim (7,11-17)

  • A missão dos setenta e dois discípulo (10,01-20)

  • O bom samaritano (10,29-37)

  • “Maria escolheu a boa parte” (10,38-42)

  • O amigo à meia-noite (11,5-8)

  • A parábola do rico insensato (12,13-21)

  • A parábola da moeda perdida (15,8-10)

  • A parábola do filho perdido (15,11-32)

  • A parábola do administrador infiel (16,1-8)

  • Lázaro e o rico (16,19-31)

  • Dez leprosos são purificados (17,11-19)

  • A parábola da viúva persistente (18,1-8)

  • A parábola do fariseu e do cobrador de impostos (18,9-14)

  • Jantar com Zaqueu (19,1-10)

  • Quem é o maior? (22,24-32)

  • Jesus diante de Herodes Antipas (23,6-12)

4. São Lucas usou fontes escritas e testemunhas oculares para escrever seu evangelho

No início de seu evangelho, Lucas escreve:

“Muitos empreenderam compor uma história dos acontecimentos que se realizaram entre nós, como no-los transmitiram aqueles que foram desde o princípio testemunhas oculares e que se tornaram ministros da palavra. Também a mim me pareceu bem, depois de haver diligentemente investigado tudo desde o princípio, escrevê-los para ti segundo a ordem, excelentíssimo Teófilo”.

A referência de Lucas aos relatos de eventos no evangelho que o precederam e sua referência a ter "diligentemente investigado tudo" parece indicar que ele usou fontes escritas para algumas de suas informações.

Dadas as semelhanças que Lucas tem com Mateus e Marcos (os outros dois evangelhos sinóticos), é provável que ele tenha usado um ou ambos.

Ele também diz que obteve informações daqueles “que foram desde o princípio testemunhas oculares e que se tornaram ministros da palavra”.

Uma das testemunhas que ele conheceu foi a própria Virgem Maria. Lucas registra o material na narrativa da infância de uma forma que parce implicar que Maria foi a fonte de muito ou de tudo (Lucas 2,19-51).

Um dos servidores da Palavra que ele provavelmente usou como fonte foi são Paulo. Uma maneira de demonstrar isso é que as palavras da instituição da Eucaristia no evangelho de Lucas (Lucas 22,19-20) são muito semelhantes à fórmula usada por são Paulo (1 Coríntios 11,24-25). É menos semelhante à fórmula usada em Mateus e Marcos (Mateus 26,26-28, Marcos 14,22-24).

É provável que tenha usado a fórmula usada por são Paulo porque o ouvia muitas vezes celebrar a missa e esta era a versão mais familiar para ele

5. Atos dos Apóstolos cobre a história mais antiga da Igreja após a ascensão

Os Atos dos Apóstolos cobrem um período de 33 d.C. a 60 d.C.

Sem este livro, poderíamos deduzir pouco sobre esse período das cartas do Novo Testamento. Por exemplo, que havia igrejas nas cidades para onde foram enviadas as cartas de alguns acontecimentos da vida de Paulo.

Lucas prestou um grande serviço não parando no final de seu evangelho e continuando a registrar a história da Igreja primitiva além da morte e ressurreição de Jesus.

6. Atos dos Apóstolos também se alimentou de fontes escritas e testemunhas

Assim como no evangelho, Lucas provavelmente obteve suas informações para os Atos dos Apóstolos tanto de fontes escritas quanto com testemunhas oculares e servidores da palavra.

Lucas também foi testemunha de muitos dos eventos registrados. Isso está sinalizado pelo que se conhece como as passagens do “nós” em Atos, lugares onde o autor fala do que “fizemos” e para onde “fomos”, indicando que esteve presente.

Existem quatro dessas passagens:

  • Atos 16,10-17

  • Atos 20,5–15

  • Atos 21,1–18

  • Atos 27,1–28

Uma fonte escrita que Lucas provavelmente usou foi um diário de viagem que tirou das viagens de Paulo. O próprio Lucas pode ter sido o autor deste diário, embora possa ter sido mantido por outra pessoa do círculo paulino.

As passagens de “nós” indicam que ele teve acesso frequente a Paulo. Sabe-se também teve acesso a Pedro e Filipe:

  • Ele teria tido acesso a Pedro durante os dois anos em que Paulo esteve em prisão domiciliar em Roma (Atos 28,30), onde Pedro também estava ministrando.

  • Ele teria acesso a Filipe, o evangelista, durante os dois anos em que Paulo esteve detido em Cesareia Marítima (Atos 23,33, 24,27), onde Filipe morava (Atos 21,8-9).

7. O evangelho de Lucas e os Atos dos Apóstolos foram escritos na mesma época

Eles foram escritos como peças complementares e dedicadas ao mesmo indivíduo (Teófilo). Portanto, provavelmente foram escritos ao mesmo tempo.

Como os Atos se interrompem de repente em 60 d.C., antes que Paulo tivesse a chance de comparecer perante César, é provável que isso tenha acontecido quando o livro estava terminado.

Tanto Lucas quanto Atos provavelmente foram escritos em Roma em 59-60 d.C.

8. Lucas teria ajudado Paulo a escrever uma das cartas

Lucas nunca é citado como um dos coautores de Paulo, mas o apóstolo frequentemente usava secretários no processo de escrever suas cartas (veja, por exemplo, Rm 16,22).

Tais secretários, conhecidos como amanuenses, podem ser encarregados de escrever uma carta em nome de outro, com base em pontos de discussão dados a ele por aquele para quem estava escrevendo.

Particularmente quando estava na prisão, Paulo pode ter usado Lucas nesta capacidade, e alguns notaram semelhanças no estilo de Lucas-Atos e algumas das cartas atribuídas a Paulo, particularmente as cartas pastorais (1-2 Timóteo, Tito).

O fato de que, em 2 Timóteo, Paulo diz que "só Lucas está comigo" (2 Timóteo 4,11) pode indicar que Lucas foi o escriba que Paulo usou para escrever esta carta.

Embora a epístola aos Hebreus não seja atribuída a Paulo, muitos notaram a semelhança do estilo deste livro com o evangelho de Lucas e Atos, por isso o evangelista foi proposto como possível autor.

9. Lucas teria sido um gentio e não um judeu

Embora alguns tenham argumentado que ele era judeu, geralmente se pensa que Lucas era um gentio. Uma razão é que, em Colossenses, ele é mencionado separadamente daqueles “da circuncisão”:

"Saúda-vos Aristarco, meu companheiro de prisão, e Marcos, primo de Barnabé, a respeito do qual já recebestes instruções. (Se este for ter convosco, acolhei-o bem.) Também Jesus, chamado o Justo, vos saúda. São os únicos da circuncisão que trabalham comigo no Reino de Deus. Eles se têm tornado a minha consolação. Saúda-vos Epafras, vosso concidadão, servo de Jesus Cristo. Ele não cessa de lutar por vós em suas orações, para que, numa perfeita e plena convicção, permaneçais plenamente submissos à vontade divina. Posso assegurar-vos que muito trabalha por vós e pelos que estão em Laodiceia e em Hierápolis. Saúda-vos Lucas, o caríssimo médico, e Demas” [Colossenses 4,10-14].

10. O padre da Igreja São Jerônimo escreveu sobre Lucas

Não é possível rever detalhadamente o que os padres da Igreja escreveram, mas isso é parte do que são Jerônimo escreveu sobre Lucas em seu texto Vidas dos homens ilustres:

“Lucas, um médico de Antioquia, como indicam seus escritos, não era inexperiente na língua grega.

Seguidor do apóstolo Paulo, e companheiro de todas as suas viagens, escreveu um evangelho, sobre o qual o próprio Paulo diz: 'Enviamos com ele um irmão cujo louvor no evangelho está entre todas as igrejas'; e aos colossenses: 'Lucas, o querido médico, saúda-vos'; e para Timóteo: 'Só Lucas está comigo'.

Ele também escreveu outro excelente volume ao qual antepôs o título dos Atos dos Apóstolos, uma história que se estende até o segundo ano da estada de Paulo em Roma, ou seja, até o quarto ano de Nero, do qual aprendemos que o livro foi composto naquela mesma cidade...

Foi enterrado em Constantinopla, cidade para a qual, no vigésimo ano de Constâncio, seus ossos foram transferidos junto com os restos mortais do apóstolo André.

Domingo, 18 de Outubro de 2026 -11h00 Missa, no Recinto de Oração


 

SANTO DO DIA - 18 DE OUTUBRO: SÃO LUCAS


 

Aclamai o Senhor - Salmo 100 (99)


 

Liturgia das Horas: Laudes, 1ss.dom, TC29, 18 out 26 Ano A