Caminhando
segunda-feira, 9 de março de 2026
Teólogos dizem a Trump que siga doutrina da guerra justa no Irã
Por Tyler Arnold
6 de mar de 2026 às 13:50
Os EUA e Israel lançaram ataques militares conjuntos contra a República Islâmica do Irã no último fim de semana, levando o regime iraniano a retaliar com ataques de drones e mísseis contra Israel, bases e instalações americanas, aeroportos e infraestrutura energética dos países do golfo, e outros alvos.
Em meio à tensão, teólogos católicos que falaram com a EWTN News alertam o presidente dos EUA, Donald Trump, para que mantenha a clareza moral em suas decisões e conduta, cumprindo a longa tradição católica da doutrina da guerra justa.
Seguir a doutrina da guerra justa “não é só importante, mas imprescindível”, disse Joseph Capizzi, reitor e professor titular de teologia moral e ética da Universidade Católica da América, nos EUA. “Os governos devem considerar esses princípios da guerra justa porque eles são, antes de tudo, e melhor compreendidos como princípios da boa governança, ou da arte de governar”.
Para que uma guerra seja justificada, segundo o Catecismo da Igreja Católica, ela deve ser travada para combater um mal grave, o dano causado pela guerra não pode ser maior do que o mal que ela visa eliminar, deve haver uma perspectiva séria de sucesso e todas as alternativas à guerra devem já ter sido tentadas.
Taylor Patrick O'Neill, professor de teologia no Thomas Aquinas College, disse à EWTN News que todas as condições devem estar presentes para que uma guerra seja justa. Ele disse que uma guerra é pecaminosa "se não atender a um único desses critérios".
Justa causa e último recurso
A justificativa de Trump baseia-se na alegação de que o regime iraniano busca obter uma arma nuclear por meio de seu programa de enriquecimento de urânio.
Em junho do ano passado, Trump ordenou o bombardeio da usina de enriquecimento de urânio de Fordow, Irã, e disse na ocasião que o Irã estava "a poucas semanas de ter uma arma nuclear". Autoridades divulgaram relatos conflitantes sobre o sucesso do ataque e o quanto ele atrasou o programa nuclear iraniano, variando de meses a anos.
As declarações de Trump pareciam contradizer o depoimento prestado três meses antes por Tulsi Gabbard, diretora de Inteligência Nacional dos EUA, que disse que a avaliação da comunidade de inteligência era de que “o Irã não está construindo uma arma nuclear” e que o então líder supremo do país, Ali Khamenei, sequer havia autorizado um programa de armas nucleares.
Em janeiro, Trump retomou as negociações com o Irã, mantendo as mesmas alegações e exigindo um acordo que previsse o fim ou a redução do enriquecimento de urânio e a diminuição do programa de mísseis balísticos.
O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Al Busaidi — mediador nas negociações — disse ao programa Face the Nation, da rede de televisão americana CBS em 27 de fevereiro, que o Irã concordou com várias concessões. O país concordou em reduzir o enriquecimento de urânio e seu estoque a um nível em que o Irã “jamais poderia ter material nuclear capaz de produzir uma bomba” e se submeteria a inspeções.
Al Busaidi disse acreditar que “o acordo de paz está ao nosso alcance”, mas menos de um dia depois, Trump lançou a Operação Fúria Épica, que deu início aos ataques militares contra o Irã. Trump disse na última terça-feira (3): “Na minha opinião, eles atacariam primeiro”.
O'Neill disse à EWTN News que, para uma guerra ser justificada, ela precisa de uma causa justa e uma intenção correta, o que significa que uma guerra não é justificada por uma causa justa se "na verdade, sua intenção ao entrar em guerra for outra".
Ele disse que os fiéis têm o direito de “perguntar se existe ou não justa causa” e “perguntar se existe ou não boa intenção”. Ele disse que seria necessária uma ameaça “iminente”, como, por exemplo, se houvesse “alguma arma ou [se] algum tipo de ação militar estivesse sendo planejada e fosse executada”.
O'Neill disse que muitas vezes é difícil para o público em geral saber se a causa é legítima ou se é realmente o último recurso: "Não sabemos quais opções foram tentadas antes". Ele disse que pode haver informações indisponíveis ao público que fazem "parte do cálculo moral".
Capizzi disse que, ao considerar se a ação militar é realmente o último recurso, ela deve ser "avaliada em termos da gravidade da ameaça" e do impacto de não conseguir "diminuir ou eliminar essa ameaça".
Ele disse que uma ameaça mais grave poderia acelerar o processo rumo a um "uso justo da força".
Força proporcional e um objetivo final
Na última segunda-feira (2), Trump discursou aos EUA para agradecer aos militares do país pela eliminação de líderes militares iranianos e prometer uma intensificação de ataques aéreos.
Ele disse que a missão poderia durar de quatro a cinco semanas, mas não disse quem controlaria o país ao término da missão. Antes, ele disse que poderia trabalhar com a nova liderança dentro do regime, mas também instou os iranianos a se revoltarem e assumirem o controle do país.
(acidigital)
Hoje é celebrada santa Francisca Romana, padroeira dos motoristas
Santa Francisca RomanaPor Redação central
9 de mar de 2026 às 00:15
Hoje (9), a Igreja celebra a festa de santa Francisca Romana, padroeira dos motoristas. Suportou muitas provações, como a morte de seus filhos, ficar viúva e ter suas terras confiscadas. Em meio ao sofrimento, teve a graça de poder ver seu anjo da guarda que velava por ela o tempo todo e a guiava.
Em entrevista ao Grupo ACI, o beneditino olivetano, padreTeodoro Muti, expressou que “santa Francisco Romana foi a madre Teresa do século IV. Era a santa dos pobres e necessitados. Pertencia a uma família rica e nobre, mas ajudava os enfermos nos hospitais e se preocupava também com a saúde espiritual”.
Santa Francisco nasceu em Roma no ano de 1384. Apesar da dura época em que viveu, dividiu seus bens entre os pobres e atendia com bondade e paciência os enfermos. Todos encontravam nela consolo.
Ela descreveu assim seu anjo da guarda: “Era de uma beleza incrível, com uma pele mais branca que a neve e um rubor que superava a vermelhidão das rosas. Seus olhos, sempre abertos olhando para o céu, o cabelo comprido e cacheado cor do ouro”.
“Sua túnica era comprida até os pés e era branca um pouco azulada e, outras vezes, com brilhos avermelhados. Era tal a irradiação luminosa que o seu rosto emanava, que podia ler as matinas em plena meia noite”.
Certo dia, o cético pai de Francisca pediu a ela a honra de que lhe apresentasse a criatura que ele considerava imaginária. Ela segurou a mão do anjo, juntou com a de seu pai e os apresentou. O homem pode ver o ser celestial e não duvidou nunca mais.
Santa Francisco instituiu a Congregação das Oblatas de Maria (Oblatas de Tor de' Specchi), sob a regra de são Bento. Morreu em 1440 e seu confessor, padre John Matteotti, escreveu sua biografia. Foi canonizada em 1608.
No dia 9 de março, há uma grande tradição romana de reunir vários carros nas imediações da igreja de santa Francisca Romana (ou também conhecida com o nome de santa Maria Nova) para receber a bênção da santa, padroeira dos condutores.
domingo, 8 de março de 2026
ANGELUS
PAPA LEÃO XIV
ANGELUS
Praça de São Pedro
Domingo, 8 de março de 2026
Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
O diálogo entre Jesus e a samaritana, a cura do cego de nascença e a ressurreição de Lázaro, desde os primeiros séculos da história da Igreja, iluminam o caminho de quem, na Páscoa, receberá o Batismo e dará início a uma nova vida. Estas grandiosas páginas evangélicas, que lemos a partir deste domingo, são oferecidas aos catecúmenos e, ao mesmo tempo, são ouvidas novamente por toda a comunidade, pois ajudam a tornarmo-nos cristãos ou, se já o somos, a sê-lo com mais autenticidade e alegria.
Jesus, na verdade, é a resposta de Deus à nossa sede. Como indica à samaritana, o encontro com Ele faz brotar no íntimo de todos uma «fonte de água que dá a vida eterna» ( Jo 4, 14). Ainda hoje, quantas pessoas, em todo o mundo, procuram esta fonte espiritual! «Às vezes – escrevia a jovem Etty Hillesum no seu diário – consigo alcançá-la, mas frequentemente ela está coberta por pedras e areia: Deus está, então, sepultado. É preciso, por isso, voltar a desenterrá-lo» [1]. Caríssimos, não há energia melhor empregada do que aquela que dedicamos a libertar o coração. Por isso, a Quaresma é um dom: estamos a entrar na terceira semana e podemos, portanto, intensificar o caminho!
No Evangelho também está escrito que «chegaram os seus discípulos e ficaram admirados de Ele [Jesus] estar a falar com uma mulher» (Jo 4, 27). Sentem tanta dificuldade em aceitar a própria missão, que o Mestre precisa desafiá-los: «Não dizeis vós: ‘Mais quatro meses e vem a ceifa’? Pois Eu digo-vos: Levantai os olhos e vede os campos que estão doirados para a ceifa» (Jo 4, 35). O Senhor diz também à sua Igreja: “Levanta os olhos e reconhece as surpresas de Deus!”. Quatro meses antes da colheita, quase nada se vê nos campos. Mas onde nós não vemos nada, a Graça já está em ação e os frutos estão prontos para serem colhidos. A messe é grande: talvez os trabalhadores sejam poucos, porque distraídos noutras atividades. Porém, Jesus está atento. Segundo os costumes, Ele deveria simplesmente ignorar aquela mulher samaritana; mas, em vez disso, Jesus fala com ela, escuta-a, dá-lhe atenção, sem segundas intenções e sem desprezo.
Quantas pessoas procuram na Igreja esta mesma delicadeza, esta disponibilidade! E como é belo quando perdemos a noção do tempo para dar atenção àqueles que encontramos, tal como são. Jesus chegava a esquecer-se de comer, de tal modo o alimentava a vontade divina de chegar a todos em profundidade (cf. Jo 4, 34). Assim, a samaritana torna-se a primeira de muitas evangelizadoras. Por causa do seu testemunho, a partir da sua aldeia de desprezados e rejeitados, muitos vão ao encontro de Jesus e também neles brota a fé como água pura.
Irmãs e irmãos, peçamos hoje a Maria, Mãe da Igreja, para podermos servir, com Jesus e como Jesus, a humanidade sedenta de verdade e justiça. Não é tempo de confrontos entre um templo e outro, entre o “nós” e os “outros”: os adoradores que Deus procura são homens e mulheres de paz, que O adoram em Espírito e verdade (cf. Jo 4, 23-24).
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Depois do Angelus:
Queridos irmãos e irmãs,
Do Irão e de todo o Médio Oriente continuam a chegar notícias que suscitam profunda consternação. Aos episódios de violência e devastação, e ao clima generalizado de ódio e medo, junta-se o receio de que o conflito se alargue e outros países da região, entre os quais o querido Líbano, possam afundar novamente na instabilidade.
Elevemos a nossa humilde oração ao Senhor, para que cesse o ruído das bombas, se calem as armas e se abra um espaço de diálogo, no qual se possa ouvir a voz dos povos. Confio esta súplica a Maria, Rainha da Paz: Ela interceda por aqueles que sofrem por causa da guerra, acompanhando os corações por caminhos de reconciliação e esperança.
Hoje, 8 de março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Renovemos o empenho, que para nós cristãos está alicerçado no Evangelho, pelo reconhecimento da igual dignidade entre homens e mulheres. Infelizmente, muitas mulheres ainda são, desde a infância, discriminadas e sofrem várias formas de violência: a elas, de maneira especial, dirijo a minha solidariedade e oração.
Dou as boas-vindas aos estudantes vindos dos Estados Unidos da América: de College Station, Texas, de Kansas City, Missouri, de Fort Wayne, Indiana. E de Jerez e Cádiz, na Espanha; bem como ao grupo de peregrinos do Peru, Panamá, Honduras, México e Chile.
Saúdo os fiéis de Brescia, Castrolibero, Gravina di Puglia, Perugia e das paróquias de São Clemente Papa e São Pio de Pietrelcina, em Roma.
Saúdo a comunidade “Casa de Maria” de Roma, o grupo de crismandos da Diocese de Orvieto-Todi, os adolescentes de Mantova e a equipa de rugby de Rovigo.
Desejo a todos um feliz domingo.
[1] Etty Hillesum, Diario, Milano 2012, 153.
Copyright © Dicastério para a Comunicação - Libreria Editrice Vaticana
Caritas Internationalis: dignidade, justiça e ação para todas as mulheres
Vatican News
Promover a igualdade, proteger a dignidade humana e garantir segurança e justiça para todas as mulheres e meninas, não como conceitos “ideais”, mas como “realidades vividas”. A exortação da Caritas Internationalis para o Dia Internacional da Mulher, neste 8 de março, está relacionada ao relatório do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, intitulado: “Garantir e reforçar o acesso à justiça para todas as mulheres e meninas”, do qual emerge que, em 2026, as mulheres em todo o mundo deterão “apenas 64% dos direitos legais de que gozam os homens”. Ao ritmo atual, destaca uma declaração publicada em caritas.org, preencher essa lacuna levaria 286 anos: “não é aceitável”. Para a Caritas, a igualdade entre mulheres e homens está enraizada na convicção de que cada pessoa é criada à imagem e semelhança de Deus: a dignidade humana é “universal e indivisível”.
Barreiras sociais, culturais e econômicas
Quando a dignidade e os direitos são ignorados, também por barreiras sociais, culturais ou econômicas, “nossa humanidade comum fica diminuída”. Portanto, apoiar a dignidade das mulheres e meninas e “promover sua emancipação, sua liderança e sua participação igualitária” na busca do bem comum são “essenciais para o florescimento de toda a família humana”.
Em um momento de cortes internacionais nos financiamentos para a ajuda ao desenvolvimento, destaca-se que “reconhecer, apoiar e investir na liderança das mulheres” é igualmente “essencial” para uma prosperidade autêntica e integral e para uma mudança duradoura: a igualdade e a dignidade não estão “sujeitas” à variabilidade dos orçamentos, “a justiça não é opcional”.
A segurança é uma obrigação
Como escreve Leão XIV na exortação apostólica Dilexi te, referindo-se à Evangelii gaudium do Papa Francisco, “duplamente pobres são as mulheres que sofrem situações de exclusão, maus-tratos e violência”. Em caso de guerra, “as mulheres e as meninas são frequentemente as mais afetadas, obrigadas a fugir de suas casas e comunidades para salvar suas vidas, muitas vezes vítimas de abusos físicos e sexuais, abandonadas a cuidar de seus filhos, com as mais graves violações de seus direitos fundamentais”, observa Alistair Dutton, secretário-geral da Caritas Internationalis. O compromisso da Caritas é, portanto, claro e evoca o tema da edição de 2026 do Dia: “Dignidade, justiça e ação. Para todas as mulheres e meninas”, porque “garantir a segurança das pessoas é uma obrigação”.
(vaticannews)
Oração pelas mulheres em seu dia
Nossa Senhora de Guadalupe | Grant Whitty no UnsplashPor Redação central
8 de mar de 2026 às 01:00
Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, que é celebrado hoje (8), apresentamos uma oração para pedir por cada uma das mulheres, para que Deus as proteja.
A oração abaixo foi publicada pela basílica de São Francisco de Assis, na Itália. O texto pede proteção para as mulheres em todas as fases, pelas filhas, irmãs, mães ou esposas, inclusive por aquelas que se sentem sozinhas ou são maltratadas.
Oração pelas mulheres
Obrigado, bom Deus, pelo amor que tendes por nós;
porque nos criaste à vossa imagem e semelhança
na condição de homem e mulher;
para que, reconhecendo a nossa diversidade,
Procuremos complementar-nos:
O homem em apoio das mulheres
e as mulheres em apoio dos homens.
Obrigado pela mulher, Bom Pai, e pela sua missão na comunidade humana.
Nós vos pedimos pela mulher que é filha:
que ela seja acolhida e amada por seus pais,
tratada com ternura e delicadeza.
Nós vos pedimos pela mulher que é irmã:
que ela seja respeitada e defendida por seus irmãos.
Nós vos pedimos pela mulher que é esposa:
que ela seja apreciada, valorizada e ajudada pelo marido,
companheiro fiel na vida conjugal;
que ela seja respeitada e que se faça respeitar,
para viver a comunhão de corações e desejos para dar frutos,
participando assim da maior obra da criação: o ser humano.
Nós vos pedimos pela mulher que é mãe:
que reconhece na maternidade o florescimento de sua feminilidade.
Criada para o relacionamento
que seja sensível, terna e disposta a se sacrificar na formação de cada filho;
com doçura e força,
serenidade e coragem,
fé e esperança,
para que forje a pessoa, o cidadão, o filho de Deus.
Nós vos pedimos pelas mulheres boas e generosas
que deram as suas vidas pelas nossas.
Nós vos pedimos pelas mulheres que se sentem sozinhas,
Por aquelas que não encontram sentido em suas próprias vidas;
pelas marginalizadas, por aquelas que são usadas como objeto de prazer e consumo;
por aquelas que foram abusadas e mortas.
Nós vos pedimos, bom Pai, por todos nós,
homens e mulheres;
para que possamos entender, apreciar e ajudar-nos uns aos outros,
para que na relação agradável e positiva
Trabalhemos juntos a serviço da família e da vida.
Nós vos pedimos, por intercessão da Virgem Maria de Guadalupe,
Mulher, Esposa e Boa Mãe,
cheia de fé humilde e corajosa,
que nos acompanhe, nos sustente e nos conduza
ao vosso Filho Jesus Cristo,
que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.
A agenda de Leão XIV para a Semana Santa 2026
O papa Leão XIV celebra missa na basílica de São Pedro | Daniel Ibáñez / EWTN NewsPor Redação central
8 de mar de 2026 às 08:17
A Santa Sé divulgou a agenda de celebrações litúrgicas do papa Leão XIV na Semana Santa 2026, de 29 de março, Domingo de Ramos, até 5 de abril, Domingo de Páscoa, com destaque para a missa da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, que será celebrada na basílica São João de Latrão, a catedral de Roma.
Domingo de Ramos – 29 de março
O papa Leão XIV celebrará, na Praça de São Pedro, no Vaticano, a Comemoração da Entrada do Senhor em Jerusalém e a Santa Missa do Domingo de Ramos no dia 29 de março às 10h.
Quinta-feira Santa – 2 de abril
Leão XVI celebrará às 9h30 do dia 2 de abril a Missa Crismal na basílica de São Pedro, que será concelebrada pelos patriarcas, cardeais, bispos e padres presentes em Roma. Antes será rezada a Hora Tercia a partir das 9h. Nesta Eucaristia, é abençoado o óleo ou crisma que será usado posteriormente em sacramentos como o batismo e a confirmação, por isso nome missa crismal.
À tarde, o papa Leão celebrará a Missa da Ceia do Senhor às 17h30 na basílica de São João de Latrão, a catedral de Roma, onde será realizado o gesto da lavagem dos pés.
Leão XIV retorna a celebração desta missa a uma basílica papal, ao contrário do papa Francisco, que havia optado por celebrar nas prisões de Roma, com exceção de 2020 e 2021, que foram celebradas na basílica de São Pedro devido à pandemia; e 2025, que ele não celebrou devido à sua saúde frágil, embora tenha visitado um centro penitenciário.
Sexta-feira Santa – 3 de abril
O papa Leão XIV presidirá a Celebração da Paixão do Senhor na basílica de São Pedro às 17h.
Neste dia, a Igreja não celebra a Eucaristia nem nenhum sacramento, com exceção da reconciliação e da unção dos enfermos. A celebração litúrgica celebra a morte do Senhor, com a adoração da Cruz e com a comunhão eucarística que foi consagrada no dia anterior, Quinta-feira Santa.
À noite, Leão XIV presidirá a tradicional via-sacra no Coliseu Romano a partir das 21h15, e ao final dará a bênção apostólica.
Sábado Santo – 4 de abril
O papa Leão XIV celebrará, às 21h, na basílica de São Pedro, a vigília pascal: a missa mais solene de todo o ano litúrgico, com a qual se iniciam os 50 dias da Páscoa pela Ressurreição do Senhor.
Domingo de Páscoa – 5 de abril
O papa celebrará a missa do Domingo de Páscoa às 10h15 na Praça de São Pedro. Em seguida, Leão XIV pronunciará sua mensagem pascal para todos e dará a bênção Urbi et orbi (para a cidade e o mundo).
Hoje a Igreja celebra santas Perpétua e Felicidade, mulheres guerreiras e mártires da fé
Santas Perpétua e FelicidadePor Redação central
7 de mar de 2026 às 00:01
“Permanecei firmes na fé e guardai a caridade entre vós; não deixeis que o sofrimento se converta em pedra de escândalo”, disse santa Perpétua antes de morrer com a amiga Santa Felicidade. Com coragem, essas mulheres guerreiras se tornaram mártires e sua festa é celebrada hoje (7).
Perpétua era filha de uma família nobre e tinha um filho recém-nascido. Felicidade era escrava e estava grávida. As duas foram presas, no norte da África, na época em que o imperador Severo havia decretado pena de morte para os cristãos.
Na prisão, Felicidade obteve a graça que tanto pedia, de que seu filho nascesse antes da sua execução. Ao gemer com as dores do parto, respondeu ao guarda que a perturbava: “O que sofro agora é fruto da natureza, mas quando for atacada pelas feras, não estarei sofrendo sozinha, Cristo sofrerá por mim!”.
As duas mulheres se mantiveram firmes e fizeram questão de ser batizadas mesmo na prisão.
De acordo com as atas dessas santas, no dia de seu martírio, Perpétua e Felicidade foram jogadas a uma vaca selvagem, que atacou primeiro Perpétua. A santa se sentou imediatamente e arrumou sua túnica e seu cabelo para que as pessoas não achassem que estava com medo. Em seguida, aproximou-se de Felicidade, que estava no chão.
Pessoas gritavam que isso bastava e os guardas as retiraram pela porta dos gladiadores vitoriosos. Perpétua voltou a si de uma espécie de êxtase e perguntou se já iria enfrentar as feras. Quando lhe contaram o que havia acontecido, a santa não podia acreditar.
Em seguida, a multidão pediu que as mártires comparecessem novamente. Depois que as santas se deram um beijo da paz, Felicidade foi decapitada pelos gladiadores.
O carrasco de Perpétua estava nervoso e errou o primeiro golpe. Então, Perpétua ofereceu o pescoço ela mesma e, dessa maneira, também morreu pela fé. Naquele dia também deram suas vidas outros mártires valentes.