quarta-feira, 28 de outubro de 2026

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O Papa: redescobrir Maria como pilar do diálogo e caminho para a paz

 

Mensagem de Leão XIV, assinada pelo secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, por ocasião do encontro "Maria, caminho de diálogo e paz para o mediterrâneo", promovido pela PAMI e pela Ordem dos Frades Menores, que se realiza em Perugia e Assis.

Vatican News

Ao olharmos para a Virgem Maria, "mulher de fé e obediência a Deus", podemos redescobrir nela "um modelo de escuta e acolhimento, pilares de todo diálogo autêntico e fundamento para um caminho compartilhado de paz fundado na fraternidade". Esta é a esperança do Papa Leão XIV, em mensagem assinada pelo secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, aos participantes de um encontro promovido pela Pontifícia Academia Mariana e pela Ordem dos Frades Menores, em colaboração com o Dicastério para o Diálogo Inter-religioso e o Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos, sobre o tema "Maria: caminho de diálogo e paz para o mediterrâneo".

Participam Santuários Marianos do mundo

O evento começou na terça-feira, 27 de outubro, e terminará na quinta-feira, 29, em Perugia e Assis, onde se concluiu na última terça-feira o evento de oração pelo 40º aniversário do "Espírito de Assis". O Centro Mediterrâneo Oikos e a Rede de Teólogos do Mediterrâneo estão entre os promotores, com o apoio da Federformazione. Doze santuários marianos do mundo estão envolvidos, incluindo Notre-Dame de Santa Cruz em Orã, Argélia; Notre Dame de la Garde em Marselha, França; a Basílica da Anunciação em Nazaré; e Nossa Senhora do Líbano em Harissa, Líbano.

"Acreditamos", explicam os organizadores, "que Maria de Nazaré pode ser um ponto de referência para diferentes culturas e religiões meditarem, contemplarem e trabalharem juntas pela paz, partindo do contexto paradigmático do Mediterrâneo. Há uma necessidade urgente de pôr fim às guerras, curar feridas, reconciliar e promover o diálogo, a paz e a cuidado. Maria pode ajudar nesse processo, para que as diversas identidades culturais e religiosas encontrem elementos úteis para o crescimento pessoal e comunitário, num espírito de não rivalidade e não violência, promovendo a colaboração e a participação, e dando voz às mulheres que são tecelãs da paz, do diálogo e do acolhimento".


Saudação do Papa aos ativistas migrantes no centro de detenção do ICE em Chicago

 

Um grupo de trinta pessoas da Coalizão para a Liderança Espiritual e Pública compareceu à Audiência Geral desta manhã na Praça São Pedro e transmitiu a Leão XIV as vozes de tantas pessoas arrancadas de suas vidas e famílias. Eles presentearam o Pontífice com um álbum de fotografias e cartas de diversos migrantes, permitindo-lhes compartilhar "suas experiências de vida, em meio a mil dificuldades".

Salvatore Cernuzio – Vatican News

“Eu disse a ele que toda vez que visito Broadview, encontro Jesus e sua paixão… Peço desculpas, mas agora estou muito emocionada.” Abigail Ortiz Valles não conseguiu terminar seu breve testemunho sobre o encontro desta manhã, 28 de outubro, com o Papa Leão XIV na Praça São Pedro sem se emocionar. Leiga scalabriniana, originária do México, para onde emigrou, ela veio de Chicago a Roma para participar da Audiência Geral na Praça São Pedro, juntamente com cerca de trinta outros membros — sacerdotes, diáconos, estudantes e líderes católicos — da CSPL, a Coalizão para a Liderança Espiritual e Pública.

A serviço da justiça

Este é um movimento que, na cidade natal de Robert Francis Prevost, se apresenta como uma "força" a serviço da justiça. Na prática, isso significa fornecer apoio e assistência diários às centenas de migrantes da América Central e do Sul que vivem nos subúrbios da cidade em condições de profunda incerteza e fragilidade, oferecendo oração, assistência pastoral e proximidade.

Visitas ao centro de detenção

O cerne da missão da Coalizão, no entanto, é o trabalho realizado junto aos detentos no centro de detenção de Broadview, administrado pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), a agência do Departamento de Segurança Interna dos EUA que tem sido alvo de intensa controvérsia e acusações sobre seus métodos. Defender os direitos de "mães, pais, irmãos, irmãs e trabalhadores em nossas comunidades que estão sendo arrancados de suas famílias e de suas vidas" é o principal objetivo da CSPL, que, após bloqueios e atrasos iniciais, recebeu autorização temporária para acessar diariamente a estrutura federal, localizada a quinze quilômetros do centro de Chicago. Desde maio de 2026, foram realizadas mais de 135 visitas a 725 imigrantes detentos.

Um presente para o Papa: um álbum de fotos e cartas

Vestindo camisetas amarelas com a imagem da Virgem Maria e segurando uma faixa com os dizeres "A Igreja... precisa da sua santa rebeldia", o grupo chegou à Praça São Pedro no início da manhã. Eles esperaram até a última saudação ao final da audiência para cumprimentar Leão XIV e presenteá-lo com fotos de iniciativas e celebrações da CSPL, junto com cartas de vários migrantes que escreveram diretamente ao Pontífice para confidenciar "suas experiências de vida, que, apesar de mil dificuldades, continuam graças à esperança de um futuro melhor, graças à ajuda de Nosso Senhor e também ao trabalho de movimentos como este, apoiados pelo nosso arcebispo metropolitano, cardeal Blase Cupich". Dom José Maria Garcia Maldonado, bispo auxiliar de Chicago, explicou isso à mídia vaticana, descrevendo a Coalizão como "uma força da Igreja a serviço do bem e da justiça, especialmente ativa na defesa dos direitos dos migrantes que se encontram vivendo em situações muito complicadas".

O Papa, segundo relatos de pessoas presentes, pareceu comovido com os presentes que recebeu. Ele cumprimentou a todos e posou para uma foto com o grupo.

Missa desde a Basílica da Santíssima Trindade do Santuário de Fátima 28.10.2026


 

Audiência Geral, 28 de outubro de 2026 - Papa Leão XIV


 

 

LEÃO XIV

AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro
Quarta-feira, 28 de outubro de 2026


Catequese. Os Documentos do Concílio Vaticano II IV. Constituição pastoral Gaudium et spes 7. A relação entre a fé e a cultura (GS, 53-62)

Estimados irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!

O Concílio Vaticano II não podia deixar de abordar a cultura e as suas relações com a fé cristã. Fá-lo no segundo capítulo da segunda parte da Constituição Gaudium et spes (GS).

A Igreja católica sempre se preocupou por acompanhar a pregação do Evangelho com a instituição de escolas de todos os tipos, destinadas a fomentar a formação humana, cultural e espiritual de homens e mulheres dos cinco continentes. Como sabemos, as universidades medievais nasceram do coração da Igreja, contribuindo de maneira determinante para o desenvolvimento da civilização ocidental. Ao mesmo tempo, o progresso da cultura e dos conhecimentos apresenta interrogações sempre novas e mais profundas, estimulando os crentes a explicar a razão da sua fé (cf. 1 Pd 3, 15-17). Além disso, enquanto expressões da dimensão espiritual do ser humano, as várias manifestações da cultura contribuem para abrir as mentes às perguntas perenes sobre o sentido do mundo e da existência humana, preparando assim para receber o Evangelho de Jesus Cristo.

A relação entre fé e cultura encontra o seu fundamento principal na Encarnação: se a Palavra divina se fez carne e veio habitar entre nós (cf. Jo 1, 14), então também a fé é uma realidade encarnada, entrelaçada com a cultura em que está inserida. Também ela é chamada a tornar-se cultura, ou seja, a alcançar a pessoa no seu ambiente de vida, feito de palavras humanas, tradições, sentido religioso, arte e poesia, pensamento e ciência. Como São João Paulo II gostava de repetir, «uma fé que não se torna cultura é uma fé não acolhida de modo pleno, não inteiramente pensada nem vivida com fidelidade». [1]

A fé pode encarnar-se em todas as culturas, pois não se identifica com nenhuma delas de modo específico. Ela habita-as, moldando-as a partir de dentro segundo a “forma” de Jesus Cristo, ou seja, com a caridade, o serviço e o reconhecimento filial da paternidade de Deus. Assim, a Igreja capta nas diferentes culturas o que há de bom, de belo e de verdadeiro, para encarnar e transmitir a mensagem do Evangelho. Ao mesmo tempo, tendo sido «enviada aos homens de todos os tempos e lugares [...] não está exclusiva e indissoluvelmente ligada a nenhuma raça ou nação, a nenhum género de vida particular, a nenhuma tradição antiga ou moderna. Aderindo à própria tradição e, ao mesmo tempo, consciente da sua missão universal, é capaz de entrar em comunicação com as diversas formas de cultura, com o que se enriquecem tanto a própria Igreja como estas várias culturas» (GS, 58).

A Igreja promove a cultura porque esta é um bem em si, é um serviço ao ser humano e ao cumprimento da sua vocação na terra. Por esta razão, a Gaudium et spes exorta a Comunidade internacional a garantir que todos possam ter acesso aos bens culturais fundamentais, superando o analfabetismo e a falta de instrução. Todos aqueles que são capazes de aceder aos estudos superiores — afirma corajosamente o Concílio — devem ser colocados em condições de o poder fazer realmente. Além disso, é «dever de todos reconhecer e fomentar a necessária e específica participação das mulheres na vida cultural» (GS, 60).

Além disso, a Gaudium et spes defende a necessidade de orientar o ensino para uma certa unidade do saber, embora as alteradas condições de vida possam tornar isto mais difícil (cf. GS, 61). Os cristãos são os primeiros a ter o dever de se empenhar para atuar esta unidade sapiencial, antes de mais nada em si próprios. Ainda que tenham recebido da Revelação as respostas às grandes interrogações da existência, contudo eles não estão dispensados de uma paciente formação intelectual e cultural; aliás, os seus conhecimentos humanos e científicos devem evoluir a par com os conteúdos da sua fé, que deverão ser continuamente aprofundados com a idade e de acordo com o nível de estudos. O Concílio dirige um apelo particular aos teólogos: «Aqueles que se dedicam às ciências teológicas [...] procurem colaborar com os especialistas de outros ramos do saber, pondo em comum trabalhos e conhecimentos. A investigação teológica deve, simultaneamente, procurar um profundo conhecimento da verdade revelada e não descurar a ligação com o seu tempo, para que assim possa ajudar os homens formados nas diversas matérias a alcançar um conhecimento mais completo da fé» (GS, 62).

Irmãos e irmãs, a Constituição Gaudium et spes exorta-nos a não viver a fé em espírito de oposição ou de hostilidade em relação ao mundo, à cultura e às suas expressões humanas, mas pelo contrário exorta-nos assim: «Vivam, pois, os fiéis em estreita união com os demais homens do seu tempo e procurem compreender perfeitamente o seu modo de pensar e sentir, como se exprimem através da cultura» (GS, 62). Com efeito, alcançar uma síntese madura e responsável entre fé e cultura é uma condição necessária para a perseverança na vocação cristã, mas também um requisito indispensável para dar testemunho da fé no mundo e para a comunicar aos outros de modo credível.

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[1] cf. São João Paulo II, Discurso aos participantes no Congresso do movimento eclesial de compromisso cultural (MEIC), 16 de janeiro de 1982.

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Saudações:

Dou as minhas cordiais boas-vindas a todos os peregrinos de língua portuguesa, em especial aos que vieram do Brasil! Queridos irmãos e irmãs, peçamos ao Espírito Santo que nos guie na missão de anunciar o Evangelho também no mundo da cultura, colocando os nossos dons ao serviço da fé e da dignidade da pessoa humana. O Senhor vos abençoe!

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Resumo da catequese do Santo Padre:

A Constituição Pastoral Gaudium et spes do Concílio Vaticano II, refletindo sobre a Igreja no mundo contemporâneo, aborda também o tema da cultura. Ao promovê-la em todas as suas formas, a Igreja sempre uniu a pregação do Evangelho à criação de escolas, para desenvolver a formação humana e espiritual, estimulando os crentes a dar razão da sua fé (cf. 1 Pe 3, 15-17) e preparando todos os povos para acolher o Evangelho. A autêntica relação entre fé e cultura tem o seu fundamento na Encarnação: por isso, a fé aperfeiçoa cada cultura na qual se integra e é chamada a tornar-se cultura segundo a forma de Cristo. A Gaudium et spes defende, assim, a necessidade de cultivar uma unidade fecunda do saber, vivendo a fé com uma atitude positiva em relação ao mundo e à história.

Como acertar nas suas decisões (Lc 6,12-19) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 28/10


 

SANTO DO DIA - 28 DE OUTUBRO: SÃO JUDAS TADEU E SÃO SIMÃO


 

CÂNTICO DOS TRES JOVENS - CAMINHO NEOCATECUMENAL


 

Liturgia das Horas: Laudes, São Simão e São Judas, 28 de outubro


 

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Veja as palavras do Papa Leão XIV. Que beleza.


 

ELEIÇÃO EM ISRAEL! Israel com Aline


 

Terça-feira, 27 de outubro de 2026 11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Salve-Rainha com o Papa Leão XIV direto da Catedral de Notre-Dame!


 

Shemá Israel Caminho Neocatecumenal com Cifras


 

Israel: eleições começam em um clima de forte instabilidade regional

 


Para o novo Knesset, disputam-se o bloco da oposição, liderado pelo ex-chefe do Estado-Maior Eisenkot, e a coalizão de Netanyahu e dos partidos de extrema direita. As pesquisas, no momento, favorecem aqueles que defendem a mudança. A votação deste 27 de outubro, segundo muitos analistas, será “decisiva” para o país e para a estabilidade do Oriente Médio

Roberto Paglialonga – Vatican News

Três anos após o ataque terrorista liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, Israel volta às urnas nesta terça-feira, 27 de outubro. E isso ocorre em um contexto de grave instabilidade em todo o Oriente Médio: as tensões entre o Irã e os EUA; o conflito no Iêmen e entre os houthis e a Arábia Saudita; o bloqueio no Estreito de Ormuz ao tráfego de navios; as operações militares das Forças de Defesa de Israel (IDF) e os ataques de colonos na Cisjordânia, no Estado da Palestina; a violência que nunca se acalmou na Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro de 2025.

A incógnita das urnas

Mais de 7 milhões de eleitores são chamados às urnas para decidir se confirmam a liderança política de Benjamin Netanyahu — cujo mandato como primeiro-ministro é o mais longo desde a fundação de Israel (após o período de três anos entre 1996 e 1999, Netanyahu, de fato, ocupa o cargo desde 2009, com exceção de um breve intervalo entre 2021 e 2022, durante os governos de Naftali Bennett e Yair Lapid) — ou encerrar este ciclo promovendo uma mudança.

A votação, na cédula, não será para um nome previamente identificado, mas para uma lista: no país há um único colégio eleitoral nacional e as 120 cadeiras do Knesset, o Parlamento, são distribuídas proporcionalmente aos votos entre os partidos que conseguirem ultrapassar o limite mínimo de 3,25%. A apuração começará assim que as urnas forem fechadas, às 22h, enquanto os resultados oficiais são esperados até quarta-feira, 4 de novembro. Assim que os resultados forem conhecidos, caberá ao presidente, Isaac Herzog, a tarefa de encarregar quem tiver mais chances de formar uma maioria parlamentar capaz de sustentar um governo. As últimas pesquisas mostram um panorama bastante incerto, não permitindo identificar antecipadamente o bloco potencialmente vencedor e capaz de conquistar os 61 assentos que garantem a maioria absoluta. Netanyahu e seus aliados de direita estariam, no momento, com 50 assentos, enquanto a oposição chegaria, no máximo, a 56.

Uma eleição decisiva

Trata-se de uma rodada “decisiva”, como tem sido destacado por diversos setores, que poderá ter repercussões significativas nos equilíbrios do país e da região. Além de estar fortemente polarizada em torno da figura do primeiro-ministro atualmente no cargo, devido às polêmicas sobre a estreita ligação entre o partido Likud — o próprio partido de Netanyahu, que ele lidera desde 1993 — e as formações da extrema direita, representadas pelos dois ministros Itamar Ben-Gvir (Segurança Nacional) e Bezalel Smotrich (Finanças); das tensões decorrentes das inúmeras investigações judiciais nas quais ele está envolvido; e das acusações — dirigidas a ele, em particular, pela oposição — sobre a responsabilidade de ter ignorado os alertas dos serviços de inteligência e dos aliados regionais quanto a um possível ataque de milicianos islâmicos. Nos últimos anos, ocorreram diversos protestos, que se concretizaram também em grandes manifestações de rua por parte da sociedade civil, todos os sábados, especialmente no início de 2023.

As formações políticas

Contra Netanyahu, formou-se um bloco bastante heterogêneo, que vai do centro-direita de Bennett e Lapid (unidos no B’Yachad — Juntos, eles pedem uma mudança, mas não para a esquerda), passando pelo nacionalista Avigdor Liberman (Yisrael Beytenu), que já foi chefe do gabinete do primeiro-ministro, até os progressistas de Yair Golan (Democratas). À frente da oposição está, então, aquele que é considerado pela maioria dos analistas como a novidade dessas eleições: Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior, que — após a experiência com o Azul e Branco de Benny Gantz e a participação como observador no gabinete de guerra criado para coordenar as operações em Gaza, oficialmente dissolvido em junho de 2024 — fundou seu próprio partido, o Yashar, que lidera as pesquisas com um apoio maior do que o do Likud. O que une todas essas formações, acima de tudo, é o objetivo de pôr fim ao governo e à carreira política de Netanyahu. Os partidos árabes (Lista Unida e Ra’am), com projeção de 14 a 16 cadeiras, podem ser decisivos, mas quase todos os líderes do bloco de oposição — com exceção de Golan — excluíram, até o momento, a possibilidade de incluí-los em um eventual governo. Embora, sem os votos deles, pareça difícil alcançar uma maioria capaz de governar. Também por isso, figuras como Eisenkot evocaram a possibilidade de um “governo de minoria”, hipótese essa, no entanto, descartada por Lieberman.

Por outro lado, permanece a coalizão liderada por Netanyahu e pelo Likud, que ainda conta com o voto das classes populares das periferias e da direita nacionalista, e é aliada a partidos extremistas como o Sionismo Religioso, o Otzma Yehudit e grupos ultraortodoxos como o Shas. E foi justamente Netanyahu quem, nas últimas horas, recebeu o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, que pediu expressamente aos israelenses que votassem nele.