quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 10.09.2026


 

Na liturgia, a música não é decoração


 

Golaço da Igreja madrilenha! No Estádio Bernabéu


 

Os novos mártires do século XXI: encontro para refletir sobre os Santos da “porta ao lado”

 

O Dicastério para as Causas dos Santos promove o encontro na próxima terça-feira, 15 de setembro, no Instituto Patrístico Augustinianum, em Roma, das 9h30 às 18h30. O prefeito, cardeal Semeraro: “Os santos não são apenas aqueles proclamados pela Igreja”. O professor Riccardi: “As notícias nos mostram que o sacrifício dos cristãos continua”. Na quarta-feira, 16, os participantes serão recebidos em audiência pelo Papa Leão XIV.

Daniele Piccini – Cidade do Vaticano

Entre eles há quem tenha lutado até o dom da própria vida contra o narcotráfico ou o desmatamento. Há quem tenha protegido aldeias inteiras da exploração dos recursos naturais, que destrói os ecossistemas e os torna inabitáveis, e tenha pago com o próprio sangue seu amor pelos outros. Há quem tenha denunciado ações criminosas ou corruptas em benefício de uma comunidade ou de todo um país e não tenha sido perdoado por isso. São os novos mártires do século XXI, estimados em cerca de 1.700. Para refletir sobre sua identidade e suas motivações e valorizar seus atos de sacrifício, o Dicastério para as Causas dos Santos organiza, na terça-feira, 15 de setembro, no Instituto Patrístico Augustinianum, na Via Paolo VI, 25, em Roma, um congresso intitulado “O século XXI: um novo tempo de mártires?”. O encontro acontece exatamente um ano após a Missa presidida por Leão XIV na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, para recordar os mártires e testemunhas da fé do século XXI, no dia em que a Igreja celebra a festa da Exaltação da Santa Cruz. O encontro foi apresentado na manhã desta quinta-feira, 10 de setembro, na Sala de Imprensa da Santa Sé.

“Nem todos os santos são canonizados”

“A santidade não é apenas aquela oficialmente canonizada”, afirmou o cardeal Marcelo Semeraro, prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos. “A graça da santidade na Igreja – acrescentou – é significada, mas não se esgota nas canonizações. Naturalmente, não se exclui que, para alguns dos inscritos no Catálogo, uma vez verificadas as condições exigidas, possa ser iniciado um processo de beatificação e canonização. O que se pretende, porém, destacar são sobretudo a ‘medida elevada da vida cristã ordinária’, indicada por João Paulo II em Novo millennio ineunte, n. 30, e a santidade ‘da porta ao lado’, recordada pelo Papa Francisco em Gaudete et exsultate, nn. 6-8.”

Foi o Papa Francisco quem instituiu, neste Dicastério, por meio da Carta de 3 de julho de 2023, a “Comissão dos Novos Mártires – Testemunhas da Fé”, com a finalidade de “elaborar um Catálogo de todos aqueles que derramaram seu sangue para confessar Cristo e testemunhar o Evangelho”.

Leão XIV preside a Missa em Comemoração dos Mártires e Testemunhas da Fé do Século XXI, em 14 de setembro de 2025, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros.
Leão XIV preside a Missa em Comemoração dos Mártires e Testemunhas da Fé do Século XXI, em 14 de setembro de 2025, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros.   (@Vatican Media)

Sem os valores da santidade, o ser humano desaparece

“A santidade cristã – acrescentou o cardeal – também possui um valor antropológico, muito bem destacado por Bento XVI.” O Papa Ratzinger, na Carta Encíclica Spe salvi, reafirmava que o abandono das qualidades dos mártires da Igreja – “sofrer com o outro, pelos outros; sofrer por amor da verdade e da justiça; sofrer por causa do amor e para se tornar uma pessoa que verdadeiramente ama” – levaria à destruição do próprio ser humano, pois, escrevia ainda o Pontífice, “a capacidade de sofrer por amor da verdade é medida da humanidade”.

O prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos destacou, por fim, “o valor ecumênico da iniciativa”, já percebido profundamente tanto pelo Papa João Paulo II – que, na Carta Encíclica Ut unum sint, falava de um “martirológio comum” dos cristãos – quanto, mais recentemente, pelo Papa Francisco, que, “ao instituir a Comissão dentro do Dicastério para as Causas dos Santos, destacou que seu trabalho ‘permitirá acrescentar aos mártires oficialmente reconhecidos pela Igreja os testemunhos documentados – e são muitos – desses nossos irmãos e irmãs, dentro de um amplo panorama no qual ressoe a única voz da martyria dos cristãos’”.

Uma reflexão histórica e cultural sobre o martírio

“A inspiração para o congresso – refletiu o professor Andrea Riccardi, vice-presidente da Comissão dos Novos Mártires – Testemunhas da Fé – nasce de um aspecto da vida do Papa João Paulo II, que sempre se sentiu companheiro dos mártires, mas também se perguntou constantemente por que havia sobrevivido ao atentado de 13 de maio de 1981. E a resposta que dava a si mesmo era: ‘para testemunhar a graça da resistência, até o dom da vida, de tantos homens e mulheres de todas as condições’.”

O historiador e fundador da Comunidade de Santo Egídio respondeu afirmativamente à pergunta retórica apresentada pelo título do congresso: o nosso é, sem dúvida, um tempo de “novos mártires”. “O Papa Francisco – prosseguiu o professor Riccardi – percebeu isso ao instituir esta Comissão. O tempo do martírio continua. As notícias o sugerem. Não será um congresso científico, mas uma reflexão enraizada em uma consciência madura da Igreja sobre o valor e o significado do martírio. A Comissão sentiu a necessidade de elaborar historicamente e culturalmente sobre essa experiência da Igreja do século XXI, observando – concluiu o historiador – as muitas faces do martírio.”

Auditório do Pontifício Instituto Patrístico Agostiniano
Auditório do Pontifício Instituto Patrístico Agostiniano

O programa do congresso

Dom Fabio Fabene, secretário do Dicastério para as Causas dos Santos e presidente da Comissão dos Novos Mártires – Testemunhas da Fé, apresentou, por fim, o programa do congresso, que se propõe a “analisar o fenômeno do martírio contemporâneo”. O encontro será realizado em duas sessões: das 9h às 13h e das 15h30 às 18h30. Os participantes serão recebidos pelo Papa Leão XIV na quarta-feira, 16 de setembro, antes da audiência geral.

Na primeira sessão, pela manhã, dom Fabio Fabene, após uma oração, abrirá os trabalhos e passará a palavra ao cardeal Fridolin Ambongo, arcebispo de Kinshasa, na República Democrática do Congo, e ao professor Andrea Riccardi. À tarde, depois do intervalo e da mesa-redonda, participarão Sandra Sarti, presidente da organização Ajuda à Igreja que Sofre Itália; irmã Nicoletta Vittoria Spezzati, consultora histórica do Dicastério para as Causas dos Santos; a jornalista Lucia Capuzzi; e irmã Alice Drajea Jurugo, das Irmãs do Sagrado Coração de Jesus.

O cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, abrirá os trabalhos da tarde dedicados aos testemunhos da Terra Santa. Em seguida, haverá as apresentações de Paolo Affatato, jornalista da Fides, e do professor Roberto Regoli, da Pontifícia Universidade Gregoriana. Posteriormente, contribuirão para a reflexão o professor Gianni La Bella, da Universidade de Modena e Reggio Emilia, e dom Marco Gnavi, secretário da Comissão. O cardeal Semeraro fará, por fim, as conclusões do congresso.


A Santa Sé à ONU: a dignidade dos idosos não diminui com a fragilidade

 

Declaração do observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas e às outras organizações internacionais em Genebra, o arcebispo Ettore Balestrero, por ocasião da 63ª sessão ordinária do Conselho dos Direitos Humanos: são necessários diálogo, compreensão e acompanhamento, para que os idosos permaneçam “membros ativos da sociedade, capazes tanto de receber quanto de oferecer sua contribuição

Giada Aquilino – Cidade do Vaticano

A dignidade da pessoa é “um dom de Deus” e não se apaga, mesmo quando as capacidades, o intelecto e a consciência se enfraquecem ou desaparecem. Foi o que reafirmou ontem o arcebispo Ettore Balestrero, observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas e às outras organizações internacionais em Genebra, por ocasião da 63ª sessão ordinária do Conselho dos Direitos Humanos. Em sua declaração durante o diálogo interativo com o Especialista Independente sobre o exercício de todos os direitos humanos pelas pessoas idosas, o núncio apostólico destacou o “grave risco” – apontado em um relatório ad hoc anterior – de que, quando as capacidades cognitivas estão comprometidas, a pessoa “possa ser cada vez mais frequentemente representada por outros em vez de ser ouvida, como se uma capacidade reduzida significasse uma personalidade reduzida”.

Membros valiosos da sociedade

 

Ao citar a encíclica Magnifica humanitas, de Leão XIV, o arcebispo Balestrero recordou que a pessoa não é definida por sua consciência, seu intelecto ou suas capacidades: essas qualidades “podem se enfraquecer ou até mesmo desaparecer”, mas a dignidade da pessoa – reconhecida pela Declaração Universal dos Direitos Humanos “como fundamento de direitos iguais e inalienáveis” – “não desaparece com elas”. O reconhecimento da dignidade, destacou, acontece “sobretudo” no âmbito da família e da comunidade, onde cada pessoa é ouvida e apoiada. “Quando as pessoas idosas afetadas por déficits cognitivos podem viver nesses contextos, não são consideradas um peso a ser colocado de lado, mas – ressaltou – são vistas, ao contrário, como membros valiosos da sociedade”. A dependência e a fragilidade, acrescentou, “não negam nem obscurecem essa dignidade”; pelo contrário, “são uma manifestação da condição humana”.

Diálogo, compreensão e acompanhamento

 

Os idosos com déficits cognitivos, prosseguiu o observador permanente, “continuam a deter e exercer seus direitos, muitas vezes por meio de formas de apoio e de relacionamento”. É justamente por isso que “a resposta não deve ser a substituição, mas o diálogo, a compreensão e o acompanhamento”, para que permaneçam “membros ativos da sociedade, capazes tanto de receber quanto de oferecer sua contribuição”.


O Papa: a Igreja não está isolada do mundo, mas anuncia a esperança

 

Leão XIV recebeu os bispos nomeados recentemente que participam do curso de formação no Vaticano. Em seu discurso, ele assegurou que "nenhum bispo está sozinho" e os exortou a estarem próximos do povo, amando aqueles que Deus lhes confiou, especialmente os sacerdotes. O Pontífice olha para este tempo de mudanças e desenvolvimento tecnológico e indica a Magnifica humanitas como referência para enfrentar o grande desafio de proteger a humanidade na era da Inteligência Artificial.

Salvatore Cernuzio – Vatican News

“Nenhum bispo caminha sozinho.” Nenhum bispo deve abandonar seu povo, mas sim conhecer suas alegrias, tristezas e sonhos, mantendo “um coração aberto a todos” — incluindo cristãos de outras confissões e fiéis de outras religiões — e anunciando o Evangelho nesta época, por vezes “desconcertante”, de rápidas mudanças e desenvolvimento da inteligência artificial. Assim, o Papa se dirigiu a 147 bispos de cinco continentes. São os prelados nomeados no último ano que participam do curso anual de formação no Vaticano, um espaço para favorecer o diálogo, a orientação e o conhecimento entre os que provêm de diversos contextos eclesiais, culturais e sociais. Noventa e oito bispos inscritos no programa oferecido pelo Dicastério para os Bispos e 49 no programa oferecido pelo Dicastério para a Evangelização participaram desta edição.

Bispos, servidores da comunhão na Igreja e no mundo de hoje, foi o tema deste minicurso oferecido aos novos bispos, que começou em 2 de setembro e terminou na manhã desta quinta-feira, dia 10, com uma audiência com o Papa Leão XIV na Sala do Sínodo. Ele iniciou o encontro pedindo "uma oração pelo descanso eterno" do pai do cardeal Louis Antonio Tagle, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, que faleceu há alguns dias.

"Nenhum bispo caminha sozinho"

Leão XIV começou seu discurso dizendo estar "sinceramente feliz" com a "experiência única de fraternidade" vivida pelos prelados nos últimos dias: juntos eles "escutaram, rezaram, celebraram a Eucaristia". Tudo isso nos ajuda a lembrar "uma coisa muito simples e preciosa: nenhum bispo caminha sozinho", afirmou o Papa.

Vocês estão em minhas orações, e com vocês suas Igrejas: sacerdotes, diáconos, consagrados e consagradas, seminaristas, famílias, jovens, idosos, pobres, os que sofrem e aqueles que ainda aguardam o encontro com a alegria do Evangelho. Todos devem encontrar um lugar no coração do Bispo, porque todos já têm um lugar no coração de Cristo.

O desafio de proteger a humanidade na era da Inteligência Artificial

Partindo dessa premissa, o Papa ofereceu algumas orientações concretas aos novos bispos para o seu ministério. Especialmente nesta "era de rápidas mudanças", em que "os avanços nas tecnologias de comunicação e na Inteligência Artificial abriram possibilidades que, até alguns anos atrás, nem sequer imaginaríamos". Essas oportunidades e novos cenários "certamente não podem libertar a humanidade do pecado e de suas consequências: as crises que estamos vivendo demonstram isso tragicamente", enfatizou Leão.

Neste cenário complexo e, de certa forma, "perturbador", a Igreja "celebrou o Jubileu da Esperança no ano passado". "Talvez porque viva fora do mundo?", questionou o Pontífice. "Pelo contrário, porque é enviada por Cristo, morto e ressuscitado, para proclamar o Evangelho da salvação a todos. E nós, bispos, somos os primeiros destinatários deste mandato." Ele apontou para a Encíclica Magnifica humanitas como referência para "uma visão e um método para enfrentar o grande desafio de proteger a humanidade na era da Inteligência Artificial".

Encorajo-os a promover a reflexão e o diálogo suas dioceses, a formar e apoiar aqueles que querem comprometer-se a servir a civilização do amor.

O ministério nasce da proximidade com Jesus

O primeiro mandato que o Papa ofereceu aos bispos é o de "permanecer com Jesus". Isto é o mais importante, afirmou o Pontífice, porque "somos bispos", mas antes de tudo "discípulos". E para falar de Cristo, "precisamos estar com Ele". “Para guiar o seu povo, devemos deixar-nos guiar por Ele todos os dias.”

Por isso, valorize sempre o seu tempo com o Senhor: a Eucaristia, a Palavra de Deus, a oração e aqueles momentos em que você pode estar na sua presença com o coração simples do discípulo que se deixa amar pelo seu Senhor.

O ministério “nasce daí” e assim “o serviço torna-se mais sereno, mais livre e mais fecundo”.

Amar seu povo

Um segundo aspecto que o Papa Leão destacou foi ter um coração “totalmente doado aos irmãos”. Doado aos sacerdotes e diáconos que ordenarão, aos jovens sempre “cheios de entusiasmo”, aos religiosos e religiosas, aos missionários, aos catequistas e às famílias, testemunhas de uma “generosidade silenciosa”. “O bispo – afirmou – é um homem que aprende cada dia mais a amar o seu povo: a conhecer as alegrias e as tristezas do seu povo, a partilhar os seus sonhos, a alegrar-se ao ver crescer as comunidades”.

Amem as pessoas que o Senhor lhes confiou. Aprendam seus nomes, ouçam suas histórias, entrem em suas casas quando puderem, rezem com elas.

Portanto, a “presença” é importante, especialmente nas Igrejas jovens: “Ela diz muito, mesmo antes das palavras”. “Uma visita, uma bênção, um tempo dedicado a um sacerdote, ouvir uma família, conversar com um jovem: são pequenos gestos, mas que podem permanecer na alma de uma pessoa por toda a vida”, assegurou o Papa Leão XIV.

Que os sacerdotes encontrem no bispo um pai e um irmão

Na mesma linha, ele exortou à “solicitude pastoral”, que “não significa simplesmente ter muitas responsabilidades”, mas sim demonstrar a verdadeira “paternidade episcopal”, “ter uma grande alma, grande o suficiente para acolher a todos”. A esse respeito, Leão XIV citou o Papa Francisco, que lembrou que “a proximidade é uma das características de Deus com o seu povo”. “Palavras preciosas para nós!” O Papa Prevost afirmou: “Que as pessoas sintam, através da nossa presença, algo da ternura e da paternidade de Deus! E isto vale de modo especial para os sacerdotes.”

Neste ponto, o Pontífice recomendou “amar” os sacerdotes, para que eles encontrem no bispo “um pai e um irmão”.

O Papa os convidou a escutar e encorajar os sacerdotes, a rezar por eles, se alegrar com o bem que fazem e acompanha-los com confiança no seu ministério. Dediquem especial atenção aos idosos e aos doentes. Façam eles saber que são preciosos, que a Igreja lhes é grata e que o Bispo não os esquece. Por vezes, é suficiente um telefonema, uma visita, uma palavra de carinho da parte de vocês.

Um coração missionário aberto a todos

Leão XIV dirigiu uma palavra aos pastores das Igrejas “mais jovens”: “Vocês conhecem a beleza e também o trabalho da missão, de uma Igreja que talvez possua pouco, mas que é rica de uma grande fé. Por isso, convido-os a manter um coração missionário”, exortou o Papa. "O bispo missionário tem o coração aberto a todos: não só aos que frequentam as nossas paróquias, mas também aos cristãos de outras denominações, aos fiéis de outras religiões, às pessoas que não professam uma fé, a todos os homens e mulheres de boa vontade. Ele escuta e respeita a todos, aproxima-se de todos e sabe reconhecer o bem presente no coração de cada pessoa."

Caminhemos com o nosso povo: rezemos com ele, escutemos a Palavra com ele, celebremos a Eucaristia com ele. Busquemos a face do Senhor com ele todos os dias.


Homilia Diária | Pagar o ódio com o amor (Quinta-feira da 23ª Semana do Tempo Comum - 10/09/26)


 

SANTO DO DIA - 10 DE SETEMBRO: SÃO NICOLAU DE TOLENTINO


 

Liturgia das Horas: Laudes, 3ss.5ª, 10 set 26


 

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Nao é rolando o feed que encontramos respostas aos


 

Amazing dance reaction to the waltz


 

The Most Unique Planter You'll Ever See 🌿


 


 

LEÃO XIV

AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro
Quarta-feira, 9 de setembro de 2026


Catequese. Os Documentos do Concílio Vaticano II IV. Constituição pastoral Gaudium et spes (GS 1-10) 2. A dignidade humana: dom e responsabilidade

Irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos! 

Dedicando o primeiro capítulo à dignidade da pessoa humana, a Constituição conciliar Gaudium et spes (GS) realça que ela é base e condição daqueles «valores que hoje são mais apreciados», mas não devem perder a ligação com «a sua fonte divina», para se subtrair às possíveis distorções devidas à «corrupção do coração humano» (GS, 11). 

Sem dúvida, o caminho que permitiu evidenciar os traços e os direitos fundamentais da dignidade da pessoa representa uma das páginas mais significativas da história humana. No entanto, o percurso a percorrer não terminou e deve enfrentar as contradições, antigas e novas, que impedem uma sua plena atuação. 

A Igreja oferece com clareza a sua contribuição, recordando que a dignidade humana brota do próprio ser da pessoa. Tive a oportunidade de o reiterar também na recente Encíclica Magnifica humanitas: «Cada pessoa (...) é pensada e desejada por Deus para entrar numa história de comunhão com Ele, com os outros e com a criação. A sua dignidade não depende das capacidades que possui, das riquezas ou da função que desempenha, de escolhas certas ou erradas, mas é um dom que a precede e a ultrapassa, concedido por Deus como expressão do seu amor que nunca falha» (n. 50). Por conseguinte, a dignidade infinita do ser humano enraíza-se na sua identidade de criatura feita «“à imagem de Deus”, capaz de conhecer e amar o seu Criador», projeto e dom de amor que transcende as demais realidades criadas, que são confiadas ao seu cuidado «para as dominar e delas se servir, dando glória a Deus» (GS,12). 

Na fé podemos compreender o fundamento último da dignidade da pessoa, uma vez que o Filho, «na própria revelação do mistério do Pai e do seu amor, revela o homem a si mesmo e descobre-lhe a sua vocação sublime» (GS, 22). 

A pessoa significa sempre relação, comunhão, participação no que diz respeito a Deus e aos outros, portanto, uma relação filial com Deus Pai e uma relação fraterna com Cristo e com todos os homens. Exclui fechamentos autorreferenciais. Ser pessoa significa sentir-se a si próprio como dom a partilhar, crescendo e amadurecendo no acolhimento, na reciprocidade e no serviço. 

Esta dignidade é confiada à responsabilidade de cada um: ao mesmo tempo, ela exige também solidariedade e cuidado recíproco, superando as numerosas falsificações e manipulações que até hoje deturpam a sua noção e impedem a sua realização. Com efeito, por causa das escolhas contrárias à sua dignidade, feitas ao longo da história, ainda hoje «o homem encontra-se (...) dividido em si mesmo» e «toda a vida humana, quer singular quer coletiva, apresenta-se como uma luta dramática entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas». Contudo, esta condição frágil e limitada pode ser encarada com esperança, pois «o Senhor em pessoa veio para libertar e fortalecer o homem, renovando-o interiormente e lançando fora o príncipe deste mundo (cf. Jo 12, 31), que o mantinha na servidão do pecado» (GS, 13). 

Além disso, a Constituição Gaudium et spes afirma que a dignidade humana diz respeito à totalidade da pessoa e, por isso, é preciso superar as visões dualistas: o ser humano é «uno, composto de corpo e alma». A redução do corpo a “objeto”, do qual dispor arbitrariamente, é sempre negação da dignidade da pessoa: [O homem] «não pode […] desprezar a vida corporal», e é necessário «considerar o seu corpo como bom e digno de respeito, pois foi criado por Deus e há de ressuscitar no último dia», velando a fim de que ele não «se escravize às más inclinações do próprio coração» (GS, 14), uma vez que todos nós somos feridos pelo pecado. 

Para concluir, são três as expressões mais significativas da dignidade da pessoa, evocadas pela Gaudium et spes: a inteligência, que faz do ser humano um buscador insaciável da verdade (n. 15); a consciência, através da qual ele confere unidade e sentido à própria vida (n. 16); a liberdade, que o torna protagonista responsável pelas próprias decisões (n. 17). Trata-se de dimensões intimamente unidas entre si: é na consciência que a verdade é reconhecida como tal e a liberdade pode experimentá-la como seu fundamento e possibilidade. O Espírito Santo, que dá vida em Cristo, torna-nos livres e assegura-nos constantemente a nossa dignidade de filhos de Deus, libertando-nos do medo e guiando-nos para a meta última, aquela vida em plenitude para além da morte que Cristo nos prometeu: só n’Ele encontra verdadeira luz o mistério do homem, d’Ele recebemos luz sobre o enigma da dor e da morte, e com Ele caminhamos ao encontro da ressurreição. 

Caros irmãos e irmãs, criados à imagem de Deus, por meio de Cristo e em vista d’Ele, recebemos uma dignidade única e indelével. Comprometamo-nos a promovê-la e a defendê-la sempre, com a luz e a força do Evangelho! 

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Saudações:

Saúdo com alegria todos os peregrinos de língua portuguesa! Queridos irmãos e irmãs, o nosso mundo exige de nós, de forma especial, que valorizemos a dignidade da pessoa. É sobretudo o pecado que desfigura a imagem de Deus no homem. Peçamos ao Espírito Santo que nos ajude a promover e a salvaguardar a dignidade de cada ser humano. Que o Senhor vos abençoe!

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Resumo da catequese do Santo Padre:

Continuando a nossa reflexão, a Gaudium et spes ensina que a dignidade humana está na base dos valores hoje mais apreciados, recordando sua origem sobrenatural (GS 11). Deste modo, diante das ameaças, é necessário sublinhar que tal realidade decorre do próprio ser da pessoa, criada à imagem de Deus, e não de um consenso. O Filho revela o homem a si mesmo (GS 22) e coloca-o em relação com o Pai e com os irmãos. Por isso, todos nós temos a tarefa de proteger e preservar essa vocação divina, pois nos encontramos divididos, imersos numa luta dramática entre o bem e o mal. O documento explica ainda que o ser humano, dotado de inteligência, consciência e liberdade, é essencialmente constituído de corpo e alma e que negar a dignidade do corpo é, portanto, negar a da própria pessoa.

Santo Padre : A UM GRUPO DE BISPOS AMIGOS DO MOVIMENTO DOS FOCOLARES

 

DISCURSO DO SANTO PADRE LEÃO XIV
A UM GRUPO DE BISPOS AMIGOS DO MOVIMENTO DOS FOCOLARES

Sala Clementina
Quarta-feira, 9 de setembro de 2026


Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.

A paz esteja convosco.

Bom dia a todos e bem-vindos!

Saúdo calorosamente todos vós, amigos do Movimento dos Focolares, que vos reunistes para o vosso encontro espiritual. Estou grato pela vossa visita de hoje, que exprime o vosso afeto colegial, e agradeço-vos as vossas orações constantes. É para mim uma alegria ver tantos de vós, provenientes de diferentes países, contextos e situações sociais, reunidos num só espírito sob a Obra de Maria. Vêm-me à mente aquelas palavras reconfortantes de nosso Senhor: «onde estiverem reunidos, em Meu nome, dois ou três, Eu estou no meio deles» (Mt 18, 20).

Com efeito, o tema escolhido para o vosso congresso, “dar testemunho da unidade”, é um dos elementos essenciais do movimento fundado por Chiara Lubich e é um tema que me é caro. Numa época tristemente marcada por uma polarização crescente, nosso Senhor permitiu-lhe dar testemunho tanto do sentido como do serviço de unidade, tornando-se assim um sinal para a sua e para as gerações futuras (cf. Papa Francisco, Discurso aos Bispos Amigos do Movimento dos Focolares, 25 de setembro de 2021).

Se essa era a missão de Chiara há quarenta anos, hoje é nossa com uma urgência ainda maior. Penso nas difíceis situações sociais, nas circunstâncias, nas divisões que alguns de vós, meus irmãos, enfrentais nos vossos países, situações como preconceito, racismo, intolerância religiosa e até violência.

Penso também na situação aqui no Ocidente, agora demasiado marcada pelos efeitos do individualismo, onde as redes outrora estáveis da família, amizade e comunidade estão a dar lugar a uma crescente fragmentação e onde a liberdade é cada vez mais apresentada como autonomia absoluta — a capacidade de perseguir a felicidade sem quaisquer limites morais, naturais ou sequer humanos (cf. Carta Encíclica Magnifica humanitas, 118).

E, no entanto, observamos um paradoxo. Apesar de toda a ênfase colocada na liberdade individual, hoje as pessoas sentem-se frequentemente menos livres para serem verdadeiramente elas próprias ou seguirem os seus ideais mais elevados, devido a um medo oculto de serem julgadas ou de não se integrarem. Além disso, esta perda de abertura aos outros, que agrava o sentimento de desunião, acaba por nos privar da felicidade para a qual fomos criados, pois fomos feitos à imagem do Deus Trino, que é Ele próprio uma comunhão de pessoas - Pai, Filho e Espírito Santo. Ao revelar o coração do Pai, Cristo mostra-nos o sentido mais profundo da nossa existência, das nossas relações e do caminho para a felicidade. Pelo dom do Espírito, tornámo-nos filhos de Deus, participantes na vida divina, e desta comunhão com Deus brota a nossa comunhão uns com os outros como irmãos e irmãs em Cristo. Esta é a Igreja, um mistério de comunhão (cf. Dicastério para a Doutrina da Fé, Communionis notio, 3), sinal e fermento de unidade para o nosso mundo.

Como participantes na herança espiritual de Chiara Lubich e enquanto ministros da Igreja de Cristo num mundo fragmentado, sois chamados a dar testemunho desta tão desejada unidade da família humana. A resposta às tristes divisões que afligem o nosso mundo não está em criar mais comissões ou lançar mais projetos, mas em regressar à fonte da nossa unidade na Santíssima Trindade. Com efeito, devemos tornar-nos contemplativos!

Com estes pensamentos, encorajo-vos a aproveitar estes dias juntos para viver aquela fraternidade que recorda e confirma a nossa afinidade em Cristo. Estes são dias de graça, passados com os próprios irmãos no episcopado. Sabemos quanto isso nos faz bem. Alegra-me, por isso, que tenhais encontrado na Obra de Maria este apoio espiritual. Que ela vos ajude também a viver a comunhão e a fraternidade nas vossas respetivas Conferências Episcopais.

Acima de tudo, espero que aproveiteis esta oportunidade para alimentar a vossa vida interior: com uma oração generosa e perseverante diante de nosso Senhor no Tabernáculo, com a celebração serena e atenta do Ofício e da Santa Missa e, por fim, com a contemplação frequente da presença das Pessoas da Trindade no mais profundo do nosso ser. Deste modo, sereis testemunhas, uns para os outros e para quantos servis, daquela unidade que constrói uma paz duradoura.

Para concluir, confio-vos, juntamente com a Obra de Maria, à amorosa intercessão de Nossa Senhora, Mãe da Igreja, e concedo de bom grado a todos vós a minha Bênção Apostólica, como penhor de alegria e paz em Cristo nosso Senhor. Obrigado.

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L'Osservatore Romano

Testimonio de Carmen Hernandez Barrera 3ra parte