Caminhando
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Papa manifesta proximidade às vítimas do terremoto na Indonésia
Thulio Fonseca – Vatican News
O Papa Leão XIV manifestou sua proximidade às vítimas do forte terremoto que atingiu, no último sábado, 15 de agosto, a província de Nusa Tenggara Oriental, na Indonésia. Em telegrama enviado nesta segunda-feira (17/08) ao arcebispo de Ende, dom Paulus Budi Kleden, e assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, o Pontífice afirma ter recebido com profunda tristeza a notícia da devastação provocada pelo desastre.
Leão XIV assegura sua “solidariedade espiritual e proximidade àqueles que sofrem os efeitos persistentes desta catástrofe, particularmente aos numerosos deslocados e feridos”. O Papa também encoraja as autoridades eclesiais e civis que continuam prestando assistência humanitária às populações atingidas e reza pelos profissionais envolvidos nas operações de emergência e resgate. Ao confiar os mortos “à amorosa misericórdia de Deus Todo-Poderoso”, o Santo Padre invoca sobre todos os atingidos “as bênçãos divinas de consolação e força”.
Sobe para 54 o número de falecidos
O balanço mais recente da Agência Nacional de Gestão de Desastres da Indonésia (BNPB) elevou para 54 o número de mortos em consequência do terremoto. As equipes de emergência permanecem mobilizadas nas áreas atingidas, enquanto prosseguem as operações de busca, assistência à população e levantamento dos danos.
O terremoto de magnitude 7,7 atingiu a região de Flores, na província de Nusa Tenggara Oriental, na manhã de sábado. Segundo a Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia (BMKG), o epicentro foi localizado no mar, a cerca de 30 quilômetros a nordeste de Nagekeo, a uma profundidade de 15 quilômetros. O tremor foi classificado como superficial e relacionado à atividade tectônica na região de Flores. O abalo também provocou um tsunami. Alterações no nível do mar foram registradas em diferentes pontos da região, com ondas que chegaram a cerca de 1,6 metro em Pota, na regência de Manggarai Oriental. O alerta de tsunami emitido após o terremoto foi posteriormente encerrado pelas autoridades.
Mais de 1.600 tremores secundários
A atividade sísmica continua intensa na região. De acordo com a BMKG, até a manhã desta segunda-feira, 17 de agosto, já haviam sido registrados 1.624 tremores secundários, com magnitudes entre 1,3 e 6,2. Entre eles, 23 tiveram magnitude superior a 5 e 59 foram sentidos pela população.
As autoridades indonésias continuam prestando assistência aos moradores das áreas afetadas e pedem à população que permaneça atenta diante da possibilidade de novos tremores, evitando entrar em edifícios que apresentem danos ou cuja segurança ainda não tenha sido verificada.
Papa: a mesa de Deus é para todos, a ninguém estão reservadas só as migalhas
Bianca Fraccalvieri - Vatican News
O Angelus dominical do Papa Leão XIV foi em Castel Gandolfo, para onde se dirigiu por ocasião da Solenidade da Assunção da Virgem Maria, celebrada em 15 de agosto. Nesta festa, afirmou o Pontífice, contempla-se Nossa Senhora na sua inseparável relação com o Filho: nem mesmo a morte conseguiu interromper essa comunhão de alma e corpo, que é vida eterna. Assim, todos os domingos, Ela nos recorda que essa mesma plenitude está reservada a quem segue Jesus: a sua ressurreição não é um acontecimento do passado, mas uma vida nova que nos envolve.
Comunicar a paz de Cristo para além das fronteiras
Isso é demonstrado hoje pela mulher cananeia, protagonista do Evangelho proclamado na liturgia (Mt 15, 21-28). Apesar de não pertencer ao seu povo e de viver numa região estrangeira, ela procura insistentemente falar com Jesus, desejando a paz para a sua filha atormentada. Os discípulos veem-na como uma pessoa incômoda, e o próprio Jesus resiste aos seus pedidos. Em certo momento, porém, acontece algo inesperado, Jesus se deixa tocar pelo que vê e ouve. Por fim, diz: «Mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas».
"Também hoje a Igreja pode deixar-se surpreender pela obra de Deus e comunicar a paz de Cristo para além das fronteiras já traçadas", disse Leão XIV. A sua missão é antecipada pela graça divina, que atua no segredo das consciências, de modo que, em cada encontro, mesmo naqueles que perturbam os nossos planos, "é preciso prestar atenção, abrir os olhos e abrir o coração ao que Deus nos quer dizer".
Desigualdades e discriminações são insuportáveis
Para o Santo Padre, da mulher cananeia devemos aprender a humildade e a determinação:
“Graças à sua fé, aprendemos que a mesa de Deus está preparada para todos e que a ninguém estão reservadas só as migalhas porque cada um, junto do Pai, tem o seu lugar. À luz desta fé, as desigualdades, as discriminações e as barreiras que pisam a dignidade de tantos filhos e filhas de Deus tornam-se insuportáveis.”
O Pontífice concluiu recordando aos fiéis que "somos a Igreja de Jesus Cristo num mundo atormentado, que procura a paz. A Maria, nossa Mãe, pedimos que interceda por nós".
Hoje é a festa de santa Beatriz da Silva, difusora da Imaculada Conceição
Santa Beatriz da Silva
Por Redação central
17 de ago de 2026 às 00:01
Santa Beatriz da Silva foi uma religiosa católica portuguesa que fundou a Ordem da Imaculada Conceição (Concepcionistas Franciscanas), dedicada à oração contemplativa.
A santa nasceu em 1426 em Ceuta, cidade do norte da África, que naquela época estava sob o domínio da coroa de Portugal.
A mãe de Beatriz, seguindo a tradição familiar, era muito devota da Ordem de São Francisco e, por isso, encomendou a educação religiosa de seus onze filhos aos padres franciscanos, que semearam em suas almas um amor especial pela Imaculada Conceição.
O quinto dos irmãos de Beatriz, chamado João – mais tarde Beato Amadeu da Silva –, tomou o hábito de são Francisco e fundou a associação chamada “amadeístas”.
Beatriz chegou a Castela em 1447, acompanhando como donzela de Isabel de Portugal, que partia de seu reino para contrair matrimônio com o rei de Castela, João II.
Entretanto, passado certo tempo, como sua beleza provocava a admiração dos nobres ou, talvez, porque a própria rainha temia ver nela uma perigosa rival, Beatriz abandonou a corte real que estava em Tordesilhas (Valladolid) e ingressou no mosteiro cisterciense de santo Domingos de Silos, em Toledo, no qual duramente 30 anos dedicou-se unicamente a Deus.
Depois desses quase trinta anos de dedicação a Deus, decidiu fundar um novo mosteiro que foi a primeira sede da Ordem da Imaculada Conceição.
Em 1489, a pedido de Beatriz e da rainha Isabel a católica, o papa Inocêncio VIII autorizou a fundação do novo mosteiro e aprovou as principais regras. Entretanto, antes que começasse a vida regular no novo mosteiro, Beatriz faleceu em 1492.
A nova família religiosa se difundiu rapidamente por diversas nações europeias e depois também na América. Atualmente, é formada por cerca de 3 mil religiosas que vivem em 150 mosteiros espalhados por todo o mundo.
O culto a santa Beatriz foi confirmado por Pio XI em 28 de julho de 1926, com o título de beata. Foi canonizada em 3 de outubro de 1976 pelo papa Paulo VI e seus restos mortais se conservam para veneração pública na Casa Mãe de Toledo, na Espanha.
domingo, 16 de agosto de 2026
Cantor coreano organiza peregrinação de brasileiros para a JMJ Seul 2027
Por Nathália Queiroz
14 de ago de 2026 às 10:52
O cantor e missionário sul-coreano Junho Chu, que vive no Brasil e se apresenta em eventos católicos, está organizando uma peregrinação de brasileiros para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Seul 2027. O grupo já tem 19 inscritos e a expectativa é reunir mais de 50 jovens.
Chu vai conduzir a peregrinação, organizada em parceria com a operadora católica Setviatge. Além da programação oficial da JMJ, ele prepara encontros sobre a história e a espiritualidade da Igreja coreana e uma apresentação musical para o grupo.
“A Coreia é minha pátria. O Brasil se tornou uma parte muito importante da minha caminhada missionária”, disse Chu à ACI Digital. “Por isso, poder levar pessoas que conheci e aprendi a amar aqui no Brasil ao país onde nasci é como se essas duas partes da minha vida finalmente se encontrassem”.
“Não me vejo simplesmente como alguém que está levando brasileiros à Coreia”, disse. “Sinto que estou ajudando duas comunidades católicas a se encontrarem”.
O testemunho dos mártires coreanos
Um dos objetivos de Chu é apresentar aos peregrinos a história da Igreja na Coreia
“No século XVIII, estudiosos coreanos tiveram contato com livros católicos vindos da China e começaram a estudar a fé”, disse. “Eles buscaram a verdade, compartilharam entre si o que haviam descoberto e, por fim, pediram que sacerdotes fossem à Coreia para atendê-los. Assim, em um sentido muito profundo, a Igreja coreana nasceu da sede de verdade de leigos comuns”.
“Depois vieram os mártires”, contou Chu. “Milhares de católicos coreanos deram a vida em vez de negar a fé. O testemunho deles continua muito vivo na Igreja coreana”.
Chu também pretende apresentar ao grupo a espiritualidade de santo André Kim Tae-gon e seus 102 companheiros mártires. Primeiro padre coreano, santo André Kim foi morto em 1846. Os 103 mártires foram canonizados por são João Paulo II em Seul, em 1984.
“Acredito que a memória dos mártires oferece à Igreja coreana algo muito precioso: a compreensão de que a fé não é simplesmente algo que herdamos. É algo que escolhemos, que vivemos e que, às vezes, exige que sejamos corajosos”, disse. “Esse é um dos tesouros da Igreja coreana que espero que pessoas do mundo inteiro descubram na Jornada Mundial da Juventude de Seul”.
O cantor relacionou o testemunho dos mártires ao tema da JMJ Seul 2027: “Tende coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33).
“Os católicos coreanos estiveram dispostos a entregar tudo, até a própria vida, em vez de abandonar a fé”, disse. “Acredito que essa mensagem seja especialmente importante hoje”.
“Precisamos de coragem para permanecer fiéis, coragem para defender o que é certo e coragem para viver nossa fé mesmo quando isso é difícil”, disse.
“Minha maior esperança é que os peregrinos brasileiros voltem para casa não apenas com belas lembranças da Coreia, mas com um pouco mais de coragem no coração”.
De uma família ateia à missão no Brasil
Chu cresceu em uma família ateia e foi batizado quando prestava o serviço militar na Força Aérea da Coreia do Sul. Depois, tornou-se músico católico e veio ao Brasil como missionário.
Segundo o cantor, a convivência com os católicos brasileiros também transformou sua maneira de viver a fé.
“Vim ao Brasil pensando que viria para evangelizar”, disse. “Mas, quanto mais tempo permaneço aqui, mais percebo que também estou sendo evangelizado pelo povo brasileiro”.
“Sua alegria, sua devoção e a maneira como expressa seu amor por Deus me ensinaram muitas coisas sobre o que significa viver a fé de todo o coração”, disse Chu.
Para ele, levar brasileiros à Coreia representa a oportunidade de compartilhar com eles uma parte de sua própria história.
“Espero que, quando chegarmos a Seul, eu não diga apenas: ‘Bem-vindos ao meu país’. Espero também poder dizer: ‘Bem-vindos a uma parte da minha história. Agora, vamos compartilhar uns com os outros nossas histórias de fé’”.
Os pacotes para a peregrinação custam de US$ 2.750 a US$ 6.270, conforme a modalidade escolhida. Segundo a Setviatge, as opções mais completas incluem passagens aéreas a partir de São Paulo, hospedagem, parte das refeições, visitas previstas no itinerário e o pacote oficial da JMJ, com inscrição, alojamento, transporte e alimentação durante o encontro.
(acidigital)
August 16 2026, Angelus prayer - Pope Leo XIV
PAPA LEÃO XIV
ANGELUS
Praça da Liberdade (Castel Gandolfo)
Domingo, 16 de agosto de 2026
Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Ontem contemplámos a Virgem Maria na sua inseparável relação com o Filho: nem mesmo a morte conseguiu interromper essa comunhão de alma e corpo, que é vida eterna. Todos os domingos ela nos recorda que essa mesma plenitude está reservada a quem segue Jesus: a sua ressurreição não é um acontecimento do passado, mas uma vida nova que nos envolve.
Isso é demonstrado hoje pela mulher cananeia, protagonista do Evangelho proclamado na liturgia (Mt 15, 21-28). Apesar de não pertencer ao seu povo e de viver numa região estrangeira, ela procura insistentemente falar com Jesus, seguindo-O como uma discípula que já tem uma ligação com Ele. Provavelmente nunca se tinham encontrado, mas a fé já havia, misteriosamente, surgido nela. Ela não deseja algo para si própria, mas a paz para a sua filha atormentada e confia em Jesus, em quem reconhece o Messias, descendente de David (cf. v. 22).
O evangelista não esconde os obstáculos que esta mulher tem de enfrentar. Os discípulos veem-na como uma pessoa incómoda, e o próprio Jesus resiste aos seus pedidos. Com efeito, o Mestre tinha-se retirado para aquela região (cf. v. 21) e podemos imaginar que, tal como noutras ocasiões, procurasse um lugar afastado onde rezar e formar os seus discípulos. Naquele momento, porém, acontece algo inesperado. Meditando sobre isto, podemos compreender a obediência de Jesus, que cumpre a sua missão deixando-se tocar pelo que vê e ouve. Por fim, diz-lhe: «Mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas» (v. 28).
Também hoje a Igreja pode deixar-se surpreender pela obra de Deus e comunicar a paz de Cristo para além das fronteiras já traçadas. A sua missão é antecipada pela graça divina, que atua no segredo das consciências, de modo que, em cada encontro, mesmo naqueles que perturbam os nossos planos, é preciso prestar atenção, abrir os olhos e abrir o coração ao que Deus nos quer dizer.
Da mulher cananeia aprendemos a humildade e a determinação. Graças à sua fé, aprendemos que a mesa de Deus está preparada para todos e que a ninguém estão reservadas só as migalhas (cf. vv. 26-27), porque cada um, junto do Pai, tem o seu lugar. À luz desta fé, as desigualdades, as discriminações e as barreiras que pisam a dignidade de tantos filhos e filhas de Deus tornam-se insuportáveis.
Queridos irmãos e irmãs: somos a Igreja de Jesus Cristo num mundo atormentado, um mundo que procura a paz. A Maria, nossa Mãe, pedimos que interceda por nós. «Dos seus lábios jorra o hino mais forte e inovador que jamais foi entoado, o Magnificat» (Magnifica humanitas, 244): é o cântico de quem já vê a realidade com o olhar de Deus e, por isso, não perde a esperança e age com caridade.
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Depois do Angelus:
Queridos irmãos e irmãs,
Renovo o meu apelo para que cessem os repetidos atos de violência contra a população civil palestiniana na Cisjordânia e exorto com urgência a comunidade internacional a garantir que a Solução de dois Estados avance, em prol de uma paz justa e duradoura.
Esta semana terão início os Jogos do Mediterrâneo, que ocorrerão em Taranto. Neles participarão vários países da África, da Ásia e da Europa que pertencem à região mediterrânica. Desejo que este evento desportivo seja um prenúncio de paz e de fraternidade entre os povos desta região e de todo o mundo.
E agora dou as boas-vindas a todos vós, que vos reunistes aqui em Castel Gandolfo para o Angelus dominical.
Saúdo com carinho os peregrinos provenientes de vários países. Ao saudar os polacos, estendo a minha bênção às numerosas participantes na tradicional peregrinação ao Santuário de Piekary Śląskie, na Alta Silésia.
Desejo a todos um bom domingo.
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Crianças migrantes são ignoradas com muita facilidade pela sociedade, diz Leão XIV
Por Ishmael Adibuah
14 de ago de 2026 às 11:11
O papa Leão XIV apelou a todas as pessoas para que reconheçam o sofrimento de crianças migrantes, dizendo que elas são frequentemente as mais vulneráveis em migrações em massa.
Em mensagem publicada hoje (14) pela Santa Sé, o papa falou sobre o tema do 112º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, Mesmo uma só destas crianças, extraído de Mateus 18,5. A iniciativa é organizada pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.
Leão XIV falou sobre os crescentes desafios enfrentados por menores forçados a migrar de seus países de origem, como o tráfico de pessoas, a perda dos pais e a violência sexual.
“Infelizmente, os menores migrantes são mais facilmente reduzidos à invisibilidade por não terem adultos que os protejam e apoiem”, disse o papa em sua mensagem.
“A esse cenário, em si já dramático, somam-se outras tragédias: as mortes ao longo das rotas migratórias, o tráfico e a exploração, o recrutamento de menores para o emprego em conflitos armados, a violência sexual, os casamentos forçados e as atrocidades sofridas ou testemunhadas na viagem”.
Ele falou também sobre as contribuições das famílias, da sociedade civil e das comunidades religiosas no auxílio às crianças migrantes.
“Pensemos nas famílias que abrem as portas das suas casas para devolver o calor de um lar a estas crianças, nos educadores das comunidades de acolhimento, nos voluntários e nos profissionais que, todos os dias, ao longo das rotas e nas nossas cidades, se dedicam a cuidar das feridas invisíveis desses pequenos”, disse Leão XIV.
Em seguida, o papa apelou às instituições civis para que trabalhem no sentido de melhorar a proteção das crianças migrantes, a fim de defender a dignidade de cada criança.
“Mesmo um só destes pequeninos, no contexto das instituições civis, chama-nos a reafirmar o princípio do interesse superior do menor. As instituições públicas e privadas são obrigadas a dar centralidade à proteção e à dignidade de cada criança e adolescente”, disse ele.
A violência contra os palestinos na Cisjordânia deve cessar, diz Leão XIV
O papa Leão XIV acena para os
fiéis reunidos na Piazza della Libertà, em Castel Gandolfo, no Ângelus
de 16 de agosto de 2026 | Vatican MediaPor Ishmael Adibuah
16 de ago de 2026 às 09:46
Em sua mensagem do Ângelus de hoje (16), o papa Leão XIV renovou seu apelo pela paz no conflito entre Israel e Palestina, defendendo uma solução de dois Estados e o fim da violência contra os palestinos na Cisjordânia.
“Renovo o meu apelo para que cessem os repetidos atos de violência contra a população civil palestiniana na Cisjordânia e exorto com urgência a comunidade internacional a garantir que a Solução de dois Estados avance, em prol de uma paz justa e duradoura”, disse.
O papa proferiu seu discurso do Angelus mais uma vez a partir do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, depois de ter se deslocado do Vaticano para celebrar a festa da Assunção em 15 de agosto, ocasião em que também proferiu um discurso do Ângelus. Ele permanecerá lá de 12 a 18 de agosto.
O apoio à solução de dois Estados
O papa e a Santa Sé têm defendido consistentemente uma solução de dois Estados para o conflito na Terra Santa.
Em 2025, Leão XIV se reuniu separadamente com os presidentes de Israel e da Palestina e falou sobre a solução com ambos os chefes de Estado.
Em uma entrevista coletiva em 23 de setembro em Castel Gandolfo, o papa destacou o apoio de longa data da Santa Sé à solução de dois Estados.
“A Santa Sé apoia a solução de dois Estados há muitos anos”, disse o papa, ressaltando que a Santa Sé reconheceu formalmente a Palestina em 2015 com a assinatura do Acordo Abrangente. “A Santa Sé reconheceu a solução de dois Estados há algum tempo. Isso está claro: devemos buscar um caminho que respeite todos os povos.”
Apesar dos desafios, cada pessoa tem seu próprio lugar junto do Pai
No Ângelus, Leão XIV também pregou sobre o Evangelho do dia, que narra como Jesus curou a filha de uma mulher cananeia. O papa destacou a persistência e a fé da mulher em buscar um milagre, apesar de Jesus e seus discípulos terem inicialmente recusado seu pedido.
“Os discípulos veem-na como uma pessoa incômoda, e o próprio Jesus resiste aos seus pedidos”, disse o papa. “Meditando sobre isto, podemos compreender a obediência de Jesus, que cumpre a sua missão deixando-se tocar pelo que vê e ouve. Por fim, diz-lhe: ‘Mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas’”.
Com a persistência dela, disse o papa, os fiéis podem aprender “humildade e determinação” e que “cada um, junto do Pai, tem o seu lugar”.
O SANTO DO DIA

Santo Estêvão
rei da Hungria, +1038
Celebrado a 16 De Agosto
Santo Estêvão era filho do duque dos magiares, (tribo belicosa que se estabeleceu nas províncias da Panónia e da Morávia) nasceu no ano de 979. Chamava-se Voik e recebeu o nome de Estevão aquando da sua conversão aos 17 anos.
Aos 18 anos foi proclamado duque dos Húngaros. Desde o princípio da sua governação tomou como ponto fundamental a conversão total do seu povo ao Cristianismo.
Foi sempre um modelo para os cristãos e governantes. Durante o dia preocupava-se com os negócios e as noites eram para Deus. Entregava-se à oração tanto na paz como na guerra, «A prática da oração, dizia ao filho, é a garantia da saúde do reino. Assim, não te esqueças nunca de repetir aquelas palavras de Salomão: "Envia, Senhor, a sabedoria desde o trono da tua grandeza, para que viva comigo e trabalhe comigo e eu saiba em todo o tempo o que é agradável diante de Ti"».
Verdadeiro pai do seu povo, não havia necessidade que não remediasse. A sua caridade fez que olhasse pelos que viviam dentro do reino e também pelos que estavam fora dele. Fundou hospedarias em Roma, Constantinopla e Jerusalém. para os Húngaros peregrinos.
A grande obra de Santo Estêvão como rei foi a conversão do seu povo. É considerado o primeiro apóstolo dos Húngaros. Deu ao reino uma legislação genuinamente cristã ao conceber o reino como templo sustentado por dez colunas, que são: a solidez da fé, o esplendor da Igreja, a pureza e sabedoria dos eclesiásticos, a fidelidade e fortaleza dos barões e cavaleiros, a generosidade com os estrangeiros, a reta administração da justiça, a sábia organização do conselho, o respeito às tradições dos maiores, o auxílio da oração e, por fim, a piedade e misericórdia;
Conservam-se ainda as leis que deu à Hungria,
Considerava-se um humilde súbdito da Igreja Romana e só passou a usar coroa de rei quando o papa Silvestre II o autorizou, mandando-lhe uma coroa de ouro.
Educou o filho para ser rei fazendo-lhe algumas recomendações:
«O rei que não atende à voz da misericórdia, é tirano. Por isso, meu filho muito amado recomendo-te que tenhas entranhas de mãe, não só com os teus parentes, não só para com os chefes do exército e os potentados, mas para com todo o povo.
As obras de piedade serão a base da tua felicidade. Sê paciente não só com os ricos, mas também com os necessitados. Sê forte, de maneira que nem a fortuna te levante nem te desanime a adversidade. Sê humilde, que Deus se encarregará de exaltar-te. Sê doce, sem esquecer a justiça e sem castigar irrefletidamente. Sê casto e evita os estímulos da concupiscência como latidos de morte. Estas são as pedras preciosas duma coroa real. Sem elas perderás o reino da terra e também não conseguirás aquele que não acaba».
Santo Estevão é um exemplo de como a capacidade de influenciar para o bem é um dom de Deus.
O filho, Santo Emerico, anjo de celestial pureza que Deus glorificou depois com milagres e prodígios, morreu sete anos antes de Santo Estevão.
A coroa real de Estêvão, oferecida pelo Papa Silvestre II, até hoje é venerada como relíquia e como símbolo da nacionalidade húngara.
Fonte: Santos de cada dia - Editorial A.O. - Braga
