sábado, 7 de março de 2026

3-Year-Old Baby Joelle Played with the Orchestra - Shostakovich's Waltz No 2

 


Irã: quando nem mesmo a morte de mais de 150 meninas é notícia

 

É doloroso constatar que a notícia da morte de pelo menos 150 estudantes na escola primária Shajareh Tayyebeh, em Minab, recebeu pouca atenção. No entanto, nos conflitos em todo o mundo, as crianças estão sempre entre as primeiras vítimas, apesar das convenções internacionais que impõem sua tutela e proteção.

Guglielmo Gallone – Vatican News

Seis dias se passaram desde o ataque dos EUA e de Israel ao Irã. É doloroso constatar que a notícia do assassinato de pelo menos 150 meninas, estudantes da escola primária Shajareh Tayyebeh em Minab, no sul do Irã, alvo do ataque no primeiro dia da ofensiva, tenha recebido pouca atenção.

A reconstrução do ocorrido

No entanto, após ter sido inicialmente divulgada apenas pelas autoridades iranianas, a notícia foi analisada e retomada também por fontes internacionais de renome, como The Guardian, Washington Post, Le Monde e NBC News. Em particular, o jornal britânico The Guardian analisou a dinâmica do que aconteceu, cruzando vídeos verificados, imagens geolocalizadas e fotografias de satélite, na tentativa de reconstruir um dos episódios mais graves em termos de vítimas civis desde o início da ofensiva. De acordo com a reconstrução, o ataque ocorreu na manhã de sábado, enquanto as aulas estavam em andamento. No Irã, a semana letiva vai de sábado a quinta-feira e, por volta das 10h da manhã, quando a primeira onda de bombardeios dos Estados Unidos e de Israel atingiu vários alvos no país, os alunos estavam normalmente em sala de aula. Entre 10h e 10h45, um míssil atingiu diretamente o prédio da escola Shajareh Tayyebeh, demolindo a estrutura de concreto armado e destruindo as salas de aula onde estavam meninas entre sete e doze anos.

Histórias além de números

As imagens do local do ataque mostram janelas destruídas pela explosão, paredes escuras pela fumaça e um parque infantil devastado, com cadeiras infantis espalhadas entre os escombros e mochilas cobertas de poeira e sangue. De acordo com a reconstituição publicada pelo “The Guardian”, muitos corpos foram recuperados sob os escombros do prédio desabado, enquanto os socorristas cavavam com as mãos entre as ruínas. O número de vítimas continua difícil de verificar de forma independente, em parte devido às restrições ao trabalho dos jornalistas e aos apagões de internet no país. A mídia estatal iraniana fala de 168 mortos e pelo menos 95 feridos, números que os jornais internacionais citam com cautela, mas que, mesmo assim, descrevem o episódio como o evento mais grave com vítimas civis em massa desde o início do ataque. Aos números somam-se os relatos dramáticos de quem viveu aquele momento. Uma mãe, obstetra na cidade, contou à NBC News que recebeu um telefonema urgente da escola pedindo que voltasse para buscar o filho porque “a guerra tinha começado”. Quando chegou ao prédio, porém, era tarde demais: os ataques aéreos tinham atingido a escola, fazendo-a desabar sobre as salas de aula. “Quando chegamos”, contou ela, “a escola inteira tinha desabado sobre as crianças”. De acordo com investigações conduzidas pelo The Guardian, o prédio da escola ficava nas imediações de um complexo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que inclui estruturas de apoio como uma clínica e outros prédios administrativos. No entanto, não há indícios de que a escola fosse usada para fins militares: o pátio e as salas de aula eram separados e cercados do restante do complexo. Além disso, a escola também atendia muitas crianças da comunidade local, frequentemente de famílias que não podiam pagar mensalidades de escolas particulares. O momento exato do ataque também permanece incerto. As autoridades iranianas começaram a ordenar o fechamento das escolas logo após o início dos bombardeios, mas, segundo fontes do sindicato dos professores citadas pelo The Guardian, o intervalo entre o anúncio do fechamento e a explosão foi muito curto para que os pais chegassem à escola e retirassem seus filhos.

Reações dos Estados Unidos e Israel

Enquanto os funerais coletivos das vítimas se realizavam na cidade costeira de Minab, nenhum dos lados reivindicou diretamente a responsabilidade pelo ataque. Em resposta às declarações do presidente iraniano Masoud Pezeshkian, que descreveu o ato como "selvagem" e "desumano", Washington afirmou estar ciente dos relatos de vítimas civis e ter iniciado uma investigação sobre o acontecimento, reiterando que as forças estadunidenses "não atacariam deliberadamente uma escola". "Estamos cientes dos relatos de danos a civis resultantes de operações militares em andamento. Levamos esses relatos a sério e estamos investigando-os", declarou inicialmente o capitão Tim Hawkins, do Comando Central dos EUA (CENTCOM), que supervisiona as operações estadunidenses na região. Ele acrescentou posteriormente: "A proteção de civis é de suma importância e continuaremos a tomar todas as precauções disponíveis para reduzir o risco de danos não intencionais." Mais tarde, o secretário da Defesa Pete Hegseth disse aos jornalistas que o Pentágono está examinando relatos do acontecimento: "Tudo o que sei é que estamos investigando o que aconteceu. É claro que nunca atacamos civis, mas estamos analisando e realizando verificações." O secretário de Estado Marco Rubio também afirmou que os Estados Unidos "não atacariam uma escola deliberadamente", acrescentando que o Departamento de Defesa "investigará se foi um ataque nosso". Nadav Shoshani, porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), disse ontem que os militares israelenses "não têm conhecimento de nenhuma operação da IDF naquela área" onde a escola está localizada. Nas últimas horas, a Reuters, citando dois oficiais estadunidenses, informou que investigadores militares dos EUA acreditam ser "provável" que o ataque à escola tenha sido realizado por forças estadunidenses, embora tenha especificado que a investigação ainda está em andamento e que uma conclusão definitiva ainda não foi alcançada.

A tragédia das crianças mortas na guerra

É precisamente essa zona cinzenta — uma estrutura civil localizada ao lado de um alvo potencialmente militar — que torna o episódio de Minab emblemático das guerras contemporâneas. Em conflitos de alta intensidade, especialmente quando se combatem campanhas de bombardeio em larga escala, a distinção entre alvos militares e espaços civis torna-se cada vez mais tênue. Escolas, hospitais e bairros residenciais muitas vezes se encontram nas imediações de infraestruturas estratégicas, transformando a geografia urbana num campo de batalha indistinto. Isso aconteceu em Gaza: durante os 23 meses de guerra que mataram mais de 50 mil crianças (dados do UNICEF). Em abril de 2025, um ataque aéreo israelense atingiu a Escola Yaffa na Cidade de Gaza, onde famílias deslocadas tinham se refugiado. Em maio de 2025, foi a vez de Fahmi AlJarjaoui, no bairro de Aldaraj, na Cidade de Gaza, que abrigava cerca de cem pessoas deslocadas, 30 das quais — incluindo algumas crianças — foram mortas no ataque, que também deixou cerca de sessenta feridos. Situações semelhantes também ocorreram na guerra na Ucrânia. De acordo com um relatório do UNICEF, mais de 1.300 escolas foram destruídas ou gravemente danificadas desde o início da invasão russa em 2022, enquanto as Nações Unidas documentaram centenas de ataques a escolas e hospitais e vários casos de crianças mortas ou mutiladas durante o conflito. Também no Sudão, onde a pior crise humanitária do mundo persiste desde 2023, causada por uma guerra civil entre o Exército regular e as Forças de Apoio Rápido (RSF), a Organização Mundial da Saúde relatou que, em dezembro de 2025, um ataque a um jardim de infância matou mais de cem pessoas, incluindo 63 crianças, no Estado de Kordofan do Sul.

Não existem mortes de primeira e segunda classe

Por quê? O que as crianças têm a ver com a guerra? Se é verdade que escolas ou hospitais são frequentemente escolhidos covardemente por terroristas ou pelo inimigo como abrigo, é possível que não haja lógica moral e humana para evitar bombardear esses lugares? Na era da inteligência artificial, geolocalização, drones e mísseis balísticos, o que aconteceu com os olhos — humanos e somente humanos — que devem avaliar e autorizar tais operações? "Não existem mortes de primeira e segunda classe, nem pessoas que tenham mais direito à vida do que outras simplesmente por terem nascido num continente em vez de outro ou num determinado país", disse o secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, numa entrevista à mídia vaticana, lembrando "a importância do direito internacional humanitário, cujo respeito não pode depender de circunstâncias e interesses militares e estratégicos".

Uma vergonha para a humanidade

Estas palavras ecoam as proferidas pelo Papa Leão XIV desde o início de seu pontificado e encontram-se bem representadas no seu discurso aos participantes da assembleia plenária da Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais (ROACO), no qual afirmou: "Isto é indigno do homem, é vergonhoso para a humanidade e para os líderes das nações. Como se pode acreditar, depois de séculos de história, que as ações bélicas trazem a paz e não se voltam contra aqueles que as travaram? Como se pode pensar em lançar as bases para o amanhã sem coesão, sem uma visão de conjunto inspirada no bem comum? Como se pode continuar traindo o desejo de paz dos povos com falsa propaganda de rearmamento, na vã ilusão de que a supremacia resolve os problemas em vez de alimentar o ódio e a vingança? As pessoas desconhecem cada vez mais a quantidade de dinheiro que vai para os bolsos dos mercadores da morte e com a qual se poderiam construir hospitais e escolas; e, em vez disso, os que já foram construídos são destruídos!"

A sombra de um abismo irreparável

No entanto, tal como na tragédia da escola iraniana em Minab, palavras semelhantes parecem encontrar cada vez menos espaço no debate público internacional. Palavras que, tal como as de muitos outros líderes religiosos, não só questionam a legitimidade ou a eficácia da guerra, mas sobretudo recordam aquilo que muitas vezes desaparece na linguagem estratégica e analítica tão difundida hoje em dia: as vidas que estão sendo destruídas. Crianças, famílias, comunidades inteiras que pagam o preço mais alto por decisões tomadas noutros lugares. Este é talvez o paradoxo mais marcante da guerra contemporânea. Não apenas a guerra em si. Mas sim o fato de, apesar de gerações inteiras terem visto e vivido as imensas consequências da guerra contemporânea travada com os meios tecnológicos e militares mais avançados, apesar das imagens ao vivo e disponíveis em smartphones, de cidades bombardeadas e escolas destruídas, o discurso público global e as decisões políticas parecerem cada vez mais orientados para debater não se a guerra deve parar, mas como deve continuar. E as crianças tornam-se, assim, as primeiras vítimas não só das armas, mas também desta lógica absurda que está se tornando um "abismo irreparável".

(vaticannews)

O Papa: somente unidos no amor poderemos vencer as contínuas ameaças da guerra

 

Por ocasião do centenário do Ordinariado Militar para a Itália o Papa Leão XIV, em seu discurso, recordou aos presentes a importância da formação, da vocação, do ser instrumentos de unidade, reiterando que “a paz não é apenas ausência de conflito, mas plenitude de justiça, de verdade e de amor”. O encontro foi realizado neste sábado (07/03) no Vaticano.

Vatican News

Na manhã deste sábado (07/03), o Papa Leão XIV recebeu no Vaticano os membros do Ordinariado Militar para a Itália por ocasião do seu Centenário. O Pontífice iniciou seu discurso recordando palavras que orientam o caminho do Ordinariado: “Inter Arma Caritas: levar Cristo às veias da humanidade, renovando e partilhando a missão apostólica, olhando para o amanhã com serenidade, fazendo escolhas corajosas”, um evento disse ainda “que guarda memória, atualidade e profecia”.

Memória, celebração de Deus na história

“Vivemos em uma sociedade que corre o risco de perder o sentido da memória”, advertiu o Papa, “a nossa época possui uma capacidade extraordinária de transmitir informações, mas uma capacidade cada vez mais fraca de interiorizá-las”. Esclarecendo que para a Igreja, ao contrário, a memória “é consciência viva: não acúmulo de dados, mas constante apelo à responsabilidade; não nostalgia, mas raiz que gera profecia”. Enquanto que “para os cristãos a memória tem um caráter único: é celebração de Deus que entra na história, porque a fé cristã se fundamenta em um fato histórico e a salvação não é uma ideia, mas a pessoa viva do Senhor Jesus Cristo”. Leão XIV destacou em seguida que o “Centenário do Ordinariado Militar para a Itália insere-se nesta lógica, como memória encarnada de uma história concreta, feita de homens e mulheres de farda que, em caminhada na Igreja, sustentados e acompanhados por seus Pastores, nos dias luminosos de paz e nos dramáticos da guerra, com sacrifício, coragem e dedicação, contribuíram para o crescimento desta sociedade, por vezes à custa da própria vida”.

Leão XIV recebeu no Vaticano os membros do Ordinariado Militar para a Itália por ocasião do seu Centenário.
Leão XIV recebeu no Vaticano os membros do Ordinariado Militar para a Itália por ocasião do seu Centenário.   (@VATICAN MEDIA)

Formação e instrumento de unidade

“A ação do Capelão Militar”, explicou o Papa, “desenvolve-se frequentemente no silêncio, em locais de paz e aqueles de conflito, em instalações militares”, evidenciado neste sentido a importância dos contextos formativos: “lugares nos quais se moldam as consciências”. Recordou ainda que “o Capelão se coloca também a serviço do diálogo entre os povos, as culturas e as religiões, testemunhando uma Igreja que se faz instrumento de unidade”. Contribuindo deste modo para a promoção do bem comum e da paz social, fruto de um paciente trabalho artesanal, que requer formação, justiça e caridade.

Uma vocação, resposta a um chamado que interpela a consciência

“Os homens”, continuou o Papa, “enquanto pecadores, estão e estarão sempre sob a ameaça da guerra até a vinda de Cristo; mas, na medida em que conseguem, unidos no amor, vencer o pecado, eles vencem também a violência”, e nesse horizonte situa-se a missão do militar cristão. “Defender os fracos, tutelar a convivência pacífica, intervir em calamidades, atuar em missões internacionais para guardar a paz e restabelecer a ordem”. Porém, tudo isso não pode reduzir-se a mera profissão: “é uma vocação, resposta a um chamado que interpela a consciência. A identidade do militar é forjada por generosidade, espírito de serviço, altas aspirações e sentimentos profundos”. Tendo sempre presente que, “tais valores exigem um fundamento, um dom da Graça capaz de alimentar a caridade até a dedicação total de si. É necessário, portanto, inspirar com a seiva do Evangelho os códigos, as normas e as missões da vida militar para que, no serviço à segurança e à paz, o bem comum dos povos esteja sempre em primeiro lugar”.

O Evangelho da paz

Por fim, o Papa Leão disse aos presentes que para a promoção do Evangelho da Paz, “o Ordinariado Militar para a Itália, através da cura espiritual, quer ser um laboratório eficaz da ação de Deus em favor do homem, um espaço de formação para a passagem do amor sui ao amor Dei, fundamento daquela Civitas Dei na qual a lei fundamental é a caridade”, e “onde a paz não é apenas ausência de conflito, mas plenitude de justiça, de verdade e de amor”. Nesta perspectiva, o Papa Leão encorajou-os a prosseguirem na realização dos projetos voltados a promover uma reflexão interdisciplinar sobre os desafios do mundo atual, sobre a inculturação da fé, sobre a relação entre Evangelho, cultura, ciências e novas tecnologias.


(vaticannews)

Dia Internacional da Mulher e Comentário à liturgia do 03º Domingo da Quaresma - Ano A


 

Sábado 07/Março/2026 11:00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Homilia Diária | O Pai misericordioso e seus dois filhos (Sábado da 2ª Sem. da Quaresma - 07/03/26)


 

SANTO DO DIA - 07 DE MARÇO: SANTA PERPÉTUA E SANTA FELICIDADE


 

Laudes de Sábado da 2ª Semana da Quaresma


 

sexta-feira, 6 de março de 2026

Via Sacra - 06/03/2026


 

REZAR DE VERDADE - Pregação Completa. | Pe. Gabriel Vila Verde


 

"REZAR COM O PAPA"

"REZAR COM O PAPA"

MENSAGEM EM VÍDEO DO SANTO PADRE LEÃO XIV


MARÇO: Pelo desarmamento e pela paz

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Um homem. 


Senhor da Vida,
que você moldou cada ser humano à sua imagem e semelhança,
Nós acreditamos que você nos criou para a comunhão, não para a guerra,
para a fraternidade, não para a destruição.

Vós, que saudastes os vossos discípulos, dizendo: “A paz seja convosco”.
Concede-nos o dom da vossa paz
e a força para torná-lo uma realidade na história.
Hoje levantamos nossa súplica pela paz no mundo,
Implorar às nações para abrir mão de armas
e escolher o caminho do diálogo e da diplomacia.

Desarme nossos corações de ódio, rancor e indiferença,
para que possamos ser instrumentos de reconciliação.
Ajude-nos a entender essa verdadeira segurança
não nasce do controle que alimenta o medo,
mas confiança, justiça e solidariedade entre os povos.

Senhor, iluminai os líderes das nações,
para que tenham a coragem de abandonar projetos de morte,
parando a corrida armamentista,
e colocar a vida dos mais vulneráveis no centro.
Nunca mais a ameaça nuclear condiciona o futuro da humanidade.

Espírito Santo,
Faça-nos construtores fiéis e criativos da paz cotidiana:
em nosso coração, nossas famílias,
nossas comunidades e nossas cidades.
Que toda palavra bondosa, cada gesto de reconciliação
e cada decisão de diálogo são as sementes de um novo mundo.

Um homem.

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Rede Mundial de Oração do Papa

 

Santa Sé denuncia à ONU que cristãos são a comunidade mais perseguida do mundo

 


Rezando diante de vela ??
Imagem referencial. | Trac Vu / Unsplash
 

O observador permanente da Santa Sé junto à Organização das Nações Unidas (ONU), arcebispo Ettore Balestrero, denunciou em Genebra, Suíça, que os cristãos são a comunidade mais perseguida do mundo, na conferência Apoio aos Cristãos Perseguidos: Defendendo a Fé e os Valores Cristãos.

Balestrero, que também é representante da Santa Sé junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) e à Organização Internacional para as Migrações (OIM) disse que, no ano passado, “cerca de 5 mil fiéis foram mortos por causa de sua fé”, 13 pessoas por dia.

“Cerca de 400 milhões de cristãos, ou um em cada sete, são vítimas de perseguição ou violência”, disse o arcebispo, segundo o Vatican News, serviço de informações da Santa Sé. “Essa é a comunidade religiosa mais perseguida do mundo”.

Ele disse que as vítimas “são mártires no sentido etimológico do termo”, porque são testemunhas “de sua crença, personificando valores que desafiam a lógica do poder”, disse o arcebispo.

Do ponto de vista do direito internacional, o arcebispo italiano disse que os cristãos também são vítimas de “violações escandalosas dos direitos humanos”.

“O dever do Estado é proteger a liberdade de religião ou crença, o que inclui impedir que terceiros violem esse direito”, disse ele. “Essa proteção deve salvaguardar os fiéis que são alvo de ataques, antes, durante e depois desses ataques”.

Balestrero disse que a impunidade dos que matam cristãos é "um dos problemas mais graves no cenário global da perseguição religiosa".

Depois de expressar sua preocupação com os milhões de cristãos perseguidos, ele disse que esse “flagelo” a que são submetidos “afeta todos os países”, inclusive na Europa. Balestrero citou o recente relatório sobre crimes de ódio do Escritório para as Instituições Democráticas e os Direitos Humanos da Organização para a Segurança e Cooperação Europeia (OSCE), que registrou cerca de 760 crimes de ódio contra cristãos na Europa só em 2024.

Para além dos crimes, o representante da Santa Sé em Genebra denunciou outros modos de perseguição: "Entre elas, há uma espécie de perseguição cortês, que muitas vezes assume o modo de discriminação através da marginalização progressiva e da exclusão da vida política, social e profissional, mesmo em terras tradicionalmente cristãs”.

Ele disse que essa perseguição assume o modo de restrições e limitações mais discretas, "por meio das quais normas legais e práticas administrativas restringem ou, de fato, anulam os direitos legalmente reconhecidos da população predominantemente cristã, mesmo em algumas partes da Europa".

(acidigital) 

Asiáticos iniciam preparativos espirituais e logísticos para a JMJ Seul 2027

 


Fiéis veneram a Cruz da Jornada Mundial da Juventude na igreja de Tejgaon, em Dhaka, Bangladesh, em 4 de abril de 2025 ??
Fiéis veneram a Cruz da Jornada Mundial da Juventude na igreja de Tejgaon, em Dhaka, Bangladesh, em 4 de abril de 2025. | Sumon Corraya

Católicos de Bangladesh, Índia e Nepal estão se preparando para a Jornada Mundial da Juventude 2027, que acontecerá de 3 a 8 de agosto do ano que vem em Seul, Coreia do Sul.

Bangladesh, país com cerca de 400 mil católicos, espera enviar pelo menos mil jovens e animadores para Seul, segundo o padre Bikash James Rebeiro, CSC, secretário da comissão episcopal para a Juventude e coordenador nacional da juventude da Igreja em Bangladesh.

“Nossos jovens em Bangladesh estão ansiosos para participar da Jornada Mundial da Juventude na Coreia do Sul”, disse Rebeiro à EWTN. “Nesta era das redes sociais, jovens recebem informações com antecedência sobre quando e onde a Jornada da Juventude acontecerá. Eles mesmos nos dizem que querem participar”.

Rebeiro disse que a Jornada Mundial da Juventude oferece aos jovens fiéis uma oportunidade rara de anunciar sua fé e aprender com seus pares de todo o mundo. “A Jornada Mundial da Juventude é uma troca de culturas e valores”, disse ele. “Jovens de todos os países, ricos e pobres, participam, mas aprendem uns com os outros. Eles testemunham sua fé. Além disso, o catecismo é ensinado na Jornada Mundial da Juventude. Isso é muito importante”.

Ele disse que o processo de preparação é rigoroso. “Primeiro, definimos os critérios para quem pode participar da Jornada Mundial da Juventude”, disse ele. “Depois, fazemos a seleção final. Em seguida, eles participam de meditação individual. Depois, recebem uma orientação. Porque participar da Jornada Mundial da Juventude não é um passeio no parque, é uma jornada espiritual”.

Obstáculos financeiros e de visto

Líderes de jovens de Bangladesh enfrentam desafios logísticos significativos, como restrições financeiras e procedimentos de imigração. A comissão da juventude cobre metade das despesas dos participantes, enquanto os custos restantes devem ser arcados pelos próprios peregrinos ou por suas dioceses.

“Muitos participantes não têm condições de arcar com esses 50%”, disse Rebeiro. “Então, precisamos arrecadar doações para ajudá-los a participar da Jornada Mundial da Juventude”.

Ele falou sobre as dificuldades enfrentadas em peregrinações internacionais anteriores, como as repetidas perguntas por parte de agentes de imigração. “No ano passado, quando levei 27 pessoas numa peregrinação comemorativa do jubileu a Roma, na Itália, o agente de imigração abriu um processo contra mim”, disse ele. “Depois disso, ele nos deixou embarcar no avião”.

Um processo, ou Diário Geral, é um registro oficial da polícia ou da imigração utilizado em Bangladesh.

Apesar dos obstáculos, Rebeiro está esperançoso de que Bangladesh envie uma grande delegação a Seul. Reuniões preparatórias com potenciais peregrinos estão planejadas para setembro deste ano.

Planejamento em andamento na Índia

Preparativos semelhantes estão em andamento na Índia. O padre Chetan Machado, secretário executivo da comissão para a Juventude da Conferência dos Bispos Católicos da Índia (CBCI, na sigla em inglês), disse que o planejamento nacional e regional já começou.

“Fizemos uma série de reuniões”, disse Machado à EWTN News. “Planejamos a jornada da Cruz da JMJ, mas por vários motivos não pudemos convidar a Cruz da JMJ”.

A Índia traduziu a oração oficial da Jornada Mundial da Juventude para 12 idiomas locais e iniciou iniciativas regulares de oração. Regiões começaram preparativos espirituais e um retiro nacional para potenciais participantes está sendo planejado para o fim deste ano. Jovens indianos participaram do concurso de canções-tema da JMJ.

“O maior desafio será a obtenção de vistos para um grande número de peregrinos”, disse Machado. “Levando em conta a experiência da última JMJ em Lisboa, delegados indianos enfrentaram muitos problemas para obter vistos. O segundo desafio será o dos recursos financeiros. Até o momento, não sabemos o custo total da viagem etc. Muitos jovens querem participar da peregrinação da JMJ, mas, devido à situação financeira, muitos desistem”.

No Nepal, líderes de jovens dizem que um pequeno, mas motivado grupo está se preparando para participar do evento. Jovens fiéis locais estão empenhados em sua preparação espiritual e entusiasmados com a participação.

A visita da Cruz na JMJ inspira entusiasmo.

A Jornada Mundial da Juventude, instituída pelo papa são João Paulo II em 1985, tem suas raízes no Ano Santo da Redenção de 1984, quando o papa polonês confiou aos jovens uma grande cruz de madeira que depois se tornou a Cruz da Jornada Mundial da Juventude. Desde então, a cruz percorreu o mundo como símbolo do amor de Cristo e como um chamado à evangelização.

A Cruz da JMJ visitou Bangladesh em março e abril do ano passado, passando pelas dioceses de Dinajpur, Rajshahi e Dhaka, e pela arquidiocese de Chattogram, onde milhares de fiéis a veneraram. A visita ajudou a inspirar um entusiasmo renovado para o encontro em Seul.

Países como Tailândia, Indonésia, Coreia do Sul, Filipinas e Bangladesh já receberam a Cruz da JMJ como parte dos preparativos espirituais que antecedem o evento.

Sexta-Feira, 06 de Março 2026 11:00 Missa, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima


 

Homilia Diária | A eleição divina e a inveja dos não eleitos (Sexta-feira da 2ª Sem. da Quaresma)