Caminhando
segunda-feira, 4 de maio de 2026
Hoje é dia de são Floriano, padroeiro dos bombeiros
São FlorianoPor Redação central
4 de mai de 2026 às 01:00
Hoje (4) é dia de são Floriano de Lorsch, mártir e padroeiro da Polônia. Lorsch é uma cidade antiga na Alemanha onde fica a Abadia Imperial de Lorsch, um complexo beneditino.
Um bom soldado, melhor cristão
Floriano viveu entre os séculos III e IV, nos tempos do Império Romano, a cujo serviço se dedicou como soldado. Ele foi o encarregado das forças imperiais destacadas na Baviera. Ele é o padroeiro da Polônia, da cidade de Linz, hoje pertencente à Áustria, dos limpadores de chaminés e dos bombeiros.
São Floriano nasceu por volta do ano 250, na cidade de "Aelium Cetiumin", hoje conhecida como Saint Pölten no atual território da Áustria. Floriano vivia em Lauriacum, Enns, Alta Áustria, e, segundo a lenda, interveio apagando um grande incêndio com um jarro de água, salvando muitas vidas, por isso a tradição lhe concedeu o título de padroeiro das companhias de bombeiros.
Dignidade e martírio
No tempo do imperador Diocleciano, que perseguia a Igreja, seu representante, o cônsul Aquilino, chegou à Baviera com a ordem de acelerar a eliminação da crescente comunidade cristã. Aquilino teve um encontro com Floriano no qual pediu sua disposição para fazer cumprir o edito do imperador contra a Igreja. Floriano recusou, alegando ser ele próprio um convertido à causa de Cristo e porque amava todas as pessoas da região que, como ele, haviam se convertido ao cristianismo. Floriano entregou seu cargo à autoridade imperial e decidiu compartilhar o mesmo destino dos demais irmãos na fé.
As Atas dos Mártires detalham que Floriano não ofereceu resistência aos soldados de Aquilino. Ordenado a adorar as divindades romanas, recusou-se publicamente a fazê-lo, por isso seria açoitado até ficar desfigurado.
O Martirológio Romano diz que sua execução foi uma ordem direta de Aquilino e que ocorreu em Lorsch. Floriano foi jogado do alto de uma ponte nas águas do rio Enns com uma pedra amarrada ao pescoço em 304.
Padroeira da Polônia
Suas relíquias foram resgatadas das águas e transferidas para Roma. O papa Lúcio III, em 1138, deu uma parte delas ao rei Casimiro da Polônia e ao bispo de Cracóvia. Desde então, são Floriano é o padroeiro da Polônia, bem como da região de Linz, Áustria. Hoje é possível venerar seus restos mortais em Cracóvia, na Polônia, na igreja que leva seu nome.
Veneração e iconografia
Este santo é geralmente representado com um jarro de água na mão, aludindo à lenda segundo a qual apagou um incêndio sozinho usando um jarro.
São Floriano também é padroeiro dos limpadores de chaminés, fabricantes de sabão, cervejeiros, viticultores; também se pede a sua proteção quando alguém está em perigo de se afogar nas águas.
domingo, 3 de maio de 2026
Regina Caeli, 3 de Maio de 2026 - Papa Leão XIV
PAPA LEÃO XIV
REGINA CAELI
Praça de São Pedro
Domingo, 3 de maio de 2026
Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
No Tempo Pascal, tal como a Igreja nascente, recordamos as palavras de Jesus que revelam todo o seu significado à luz da sua paixão, morte e ressurreição. O que antes escapava aos discípulos ou lhes causava perturbação, agora ressurge na memória, aquece o coração e dá esperança.
O Evangelho proclamado neste domingo introduz-nos no diálogo do Mestre com os seus, durante a Última Ceia. Em particular, ouvimos uma promessa que nos conecta desde já no mistério da sua ressurreição. Jesus diz: «Quando Eu tiver ido e vos tiver preparado lugar, virei novamente e hei de levar-vos para junto de mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também» (Jo 14, 3). Os Apóstolos descobrem assim que em Deus há lugar para cada um. Dois deles tinham-no experimentado desde o primeiro encontro com Jesus, junto ao rio Jordão, quando Ele se deu conta de que o seguiam e os convidou a ficar naquela tarde na sua casa (cf. Jo 1,39). Também agora, diante da morte, Jesus fala de uma casa, desta vez muito grande: é a casa do seu Pai e do nosso Pai, onde há lugar para todos. O Filho descreve-se como o servo que prepara os aposentos, para que cada irmão e irmã, ao chegar, encontre o seu pronto e se sinta desde sempre esperado e finalmente encontrado.
Caríssimos, no mundo antigo em que ainda caminhamos, chamam a atenção os lugares exclusivos, as experiências ao alcance de poucos, o privilégio de entrar onde ninguém mais pode. Em vez disso, no mundo novo para onde o Ressuscitado nos leva, aquilo que tem maior valor está ao alcance de todos. Mas não por isso perde o seu encanto. Pelo contrário, aquilo que está acessível a todos agora gera alegria: a gratidão substitui a competição; a acolhida apaga a exclusão; a abundância já não implica desigualdade. Acima de tudo, ninguém é confundido com outra pessoa, ninguém está perdido. A morte ameaça apagar o nome e a memória, mas em Deus cada um é finalmente ele mesmo. Na verdade, é este o lugar que procuramos durante toda a vida, por vezes dispostos a tudo para ter um pouco de atenção e reconhecimento.
«Tende fé», diz-nos Jesus. Eis o segredo! «Tende fé em Deus e tende fé também em mim» (Jo 14,1). É precisamente esta fé que liberta o nosso coração da ansiedade de obter e de possuir, do engano de perseguir um lugar de prestígio para valer alguma coisa. Cada um tem já um valor infinito no mistério de Deus, que é a verdadeira realidade. Amando-nos uns aos outros como Jesus nos amou, oferecemos a nós mesmos essa consciência. É o mandamento novo: assim antecipamos o céu na terra, revelamos a todos que a fraternidade e a paz são o nosso destino. Com efeito, no meio de uma multidão de irmãos, no amor, cada um descobre ser único.
Peçamos, então, a Maria Santíssima, Mãe da Igreja, para que cada comunidade cristã seja uma casa aberta a todos e atenta a cada um.
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Depois do Regina Caeli:
Queridos irmãos e irmãs,
Começou o mês de maio: em toda a Igreja renova-se a alegria de nos reunirmos em nome de Maria, nossa Mãe, especialmente para rezarmos juntos o terço. Revivemos a experiência daqueles dias, entre a Ascensão de Jesus e o Pentecostes, quando os discípulos se reuniam no Cenáculo para invocar o Espírito Santo: Maria Santíssima estava no meio deles e o seu coração guardava o fogo que animava a oração de todos. Confio-vos as minhas intenções, em particular pela comunhão na Igreja e pela paz no mundo.
Hoje celebra-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, patrocinado pela UNESCO. Infelizmente, este direito é frequentemente violado, por vezes de forma flagrante, outras vezes de forma dissimulada. Recordemos os inúmeros jornalistas e repórteres vítimas das guerras e da violência.
Saúdo com carinho todos vós, fiéis de Roma e peregrinos vindos de muitos países!
Dou as boas-vindas às professoras – religiosas e leigas – das Escolas das Hermanas Franciscanas de los Sagrados Corazones; bem como aos fiéis de Madrid e Granada, de Minneapolis e da Malásia; e aos peruanos que, em Roma, formam a Associação Virgen de Chapi de Arequipa.
Saúdo a Associação «Meter», que há trinta anos se empenha em defender os menores da praga dos abusos, envolvendo a comunidade eclesial e a civil, educando para estar perto das vítimas e para fazer prevenção. Obrigado pelo vosso serviço!
Tenho o prazer de dar as boas-vindas aos fiéis de Pádua, ao Grupo «Giovani Valdaso» e ao «Punto Giovani» da Comunidade Camiliana de Piossasco, à Ação Católica do Vicariato de Noale, aos jovens de Verolanuova e Cadignano, ao Coro Juvenil de Coredo-Predaia e aos alunos do Liceu Fardella–Ximenes de Trapani.
Desejo a todos um bom domingo!
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Por que maio é o Mês de Maria?
Virgem Maria | Pixabay (Domínio público)Por Redação central
1 de mai de 2026 às 01:25
Há vários séculos, a Igreja Católica dedica todo o mês de maio para honrar a Virgem Maria, Mãe de Deus. A seguir, explicamos o porquê.
A tradição surgiu na antiga Grécia. O mês de maio era dedicado a Artemisa, deusa da fecundidade. Algo semelhante ocorreu na antiga Roma, pois maio era dedicado a Flora, deusa da vegetação. Naquela época, celebravam os ‘ludi florals’ (jogos florais) no fim do mês de abril e pediam sua intercessão.
Na época medieval abundaram costumes similares, tudo centrado na chegada do bom clima e o afastamento do inverno. O dia 1º de maio era considerado como o apogeu da primavera.
Durante este período, antes do século XII, entrou em vigor a tradição de Tricesimum ou “A devoção de trinta dias à Maria”. Estas celebrações aconteciam do dia 15 de agosto a 14 de setembro e ainda são comemoradas em alguns lugares.
A ideia de um mês dedicado especificamente a Maria remonta aos tempos barrocos – século XVII. Apesar de nem sempre ter sido celebrado em maio, o mês de Maria incluía trinta exercícios espirituais diários em homenagem à Mãe de Deus.
Foi nesta época que o mês de maio e de Maria combinaram, fazendo com que esta celebração conte com devoções especiais organizadas cada dia durante todo o mês. Este costume durou, sobretudo, durante o século XIX e é praticado até hoje.
As formas nas quais Maria é honrada em maio são tão variadas como as pessoas que a honram.
As paróquias costumam rezar no mês de maio uma oração diária do Terço e muitas preparam um altar especial com um quadro ou uma imagem de Maria. Além disso, trata-se de uma grande tradição a coroação de Nossa Senhora, um costume conhecido como Coroação de Maio.
Normalmente, a coroa é feita de lindas flores que representam a beleza e a virtude de Maria e também lembra que os fiéis devem se esforçar para imitar suas virtudes. Em algumas regiões, esta coroação acontece em uma grande celebração e, em geral, fora da Missa.
Entretanto, os altares e coroações neste mês não são apenas atividades “da paróquia”. Mas, o mesmo pode e deve ser feito nos lares, com o objetivo de participar mais plenamente na vida da Igreja.
Deve-se separar um lugar especial para Maria, não por ser uma tradição comemorada há muitos anos na Igreja ou pelas graças especiais que se pode alcançar, mas porque Maria é nossa Mãe, mãe de todo o mundo e porque se preocupa com todos nós, intercedendo inclusive nos assuntos menores.
Por isso, merece um mês inteiro para homenageá-la.
Hoje a Igreja celebra os santos apóstolos Filipe e Tiago
São Filipe e São TiagoPor Redação central
3 de mai de 2026 às 00:01
A Igreja recorda hoje (3), os santos apóstolos Filipe e Tiago, que morreram como mártires por causa de sua fé em Cristo.
São Filipe nasceu em Betsaida e foi discípulo de são João Batista. Foi um dos primeiros apóstolos chamados por Jesus. Foi ele quem perguntou a Jesus sobre a distribuição dos pães: “Como vamos dar de comer a tanta gente?” (Jo 6,5-7). E também foi a ele que recorreram os pagãos que queriam conhecer o Senhor (Jo 12 20-22). Além disso, Filipe pediu a Cristo na Última Ceia: “mostra-nos o Pai” (Jo 14,8-11).
Filipe foi também quem pediu permissão a Jesus para ir enterrar seu pai. “Segue-me e deixa que os mortos enterrem seus mortos” (Mt 8,22), respondeu-lhe o Senhor.
Depois da ascensão, Filipe recebeu o Espírito Santo em Pentecostes, junto com os outros apóstolos e a Virgem Maria. Mais tarde, foi evangelizar a região da Frígia, atual Turquia, Hungria, Ucrânia e Rússia oriental.
São Filipe foi martirizado e morreu crucificado e apedrejado em Hierápolis. No século VI, as relíquias do apóstolo foram levadas para Roma e colocadas na basílica dos Doze Apóstolos. O martirológio da Idade Média celebrava sua festa no dia 1º de maio, mas a data foi alterada para 3 de maio.
São Tiago é chamado de “filho de Alfeu” e também é conhecido como “o primo do Senhor”, porque sua mãe era parente da Virgem. A ele é creditada a autoria da primeira epístola católica. Um de seus mais profundos e famosos provérbios é: “A fé sem obras é morta”.
Também se encontra nos Atos dos Apóstolos referências ao apóstolo assinalando que era muito querido pela Igreja de Jerusalém e que o chamavam “o bispo de Jerusalém”. São Paulo o considera em sua carta aos Gálatas, junto com são Pedro e são João, um dos principais pilares da Igreja. Além disso, o apóstolo dos gentios diz que depois de sua conversão foi visitar Pedro, mas não encontrou nenhum discípulo a não ser são Tiago. Inclusive na última visita de são Paulo a Jerusalém, este foi direto para a casa de são Tiago, onde se reuniu com todos os líderes da Igreja de Jerusalém. (At 21,15).
Nos registros históricos da época, São Tiago é chamado “O Santo”. Os fiéis asseguravam que ele nunca tinha cometido um pecado grave, não bebia nem comia carne. O apóstolo passava muito tempo orando e, por isso, teve calos nos joelhos.
Em suas orações, pedia perdão a Deus pelos pecados do seu povo. Por essa razão, as pessoas o chamavam “O que intercede pelo povo”. Essas ações comoveram muitos judeus que, pelo exemplo de são Tiago, se converteram.
O êxito da sua evangelização provocou indignação entre os fariseus e os escribas. Portanto, em um dia de festa, o sumo sacerdote Anás II, aproveitando a multidão, disse: “Nós rogamos que já que o povo sente por ti grande admiração, apresente-se diante da multidão e lhes diga que Jesus não é o Messias ou redentor”. Frente a esse pedido, são Tiago respondeu: “Jesus é o enviado de Deus para a salvação dos que querem se salvar. E um dia o veremos sobre as nuvens, sentado à direita de Deus”.
Os sumos sacerdotes se enfureceram com essa resposta, pois temiam que todos os judeus se convertessem ao cristianismo. Então, tomaram são Tiago, levaram-no para a parte mais alta do templo para precipitá-lo lá de cima. De joelhos, ele rezava: “Deus Pai, eu te rogo que os perdoe, porque não sabem o que fazem”.
sábado, 2 de maio de 2026
O Papa: pobres encontrem em seus pastores a maternidade que é o rosto da Igreja
Raimundo de Lima – Vatican News
Deixem o Espírito da profecia agir em vocês: não se contentem com os privilégios que sua condição pode oferecer-lhes, não sigam a lógica mundana de ocupar os primeiros lugares, sejam testemunhas de Cristo que não veio para ser servido, mas para servir. Vocês serão profetas em seu ministério se forem homens de paz e unidade, compondo com os fios de graça e misericórdia, os espaços vastos e populosos desta Diocese, harmonizando as diferenças, acolhendo, ouvindo e perdoando. Foi o que disse o Santo Padre aos novos bispos auxiliares da Diocese de Roma, por ele ordenados no final da tarde deste sábado, 2 de maio, na Basílica de São João de Latrão, sede da diocese. Os novos bispos são: dom Stefano Sparapani, dom Alessandro Zenobbi, dom Andrea Carlevale e dom Marco Valenti.
Consagrados ao serviço do Evangelho de Cristo
Após o canto Veni, Creator Spiritus e a apresentação dos dos eleitos, antes da ordenação episcopal, o Pontífice fez a homilia da celebração. Leão XIV lembrou já de início - às 2.500 pessoas presentes na basílica -, que esta Igreja de Roma tem uma vocação singular para a universalidade e a caridade, graças ao seu vínculo especial com Cristo, ressuscitado e vivo, fundamento do edifício espiritual de pedras vivas que é o povo santo de Deus. “Aproximar-se de Cristo significa, portanto, aproximar-se uns dos outros e crescer juntos na unidade: este é o Mistério que nos envolve e transforma por dentro a cidade. A serviço do seu dinamismo, trazido a Roma pelos apóstolos Pedro e Paulo, os nossos irmãos Andrea, Stefano, Marco e Alessandro são ordenados ao episcopado. É uma celebração do povo, pois eles vêm deste povo e do presbitério que os acolhe com amor”, ressaltou o Papa.
Nossa comunidade diocesana se reúne hoje na invocação do Espírito Santo, que ungirá os novos bispos, para que sejam plenamente consagrados ao serviço do Evangelho de Cristo. Ele é a pedra rejeitada que, "escolhida por Deus", "se tornou a pedra angular" (1 Pedro 2,4.7; cf. Salmo 118, 22).
Igreja que vive em Roma, a pedra rejeitada é o coração do anúncio messiânico, voltado para aqueles que a sociedade rejeitou e continua a rejeitar. É o coração do nosso anúncio, da nossa missão, disse o Santo Padre.
Em Cristo, os rejeitados se sentem escolhidos para o Reino
Nesta cidade, capital do grande império, a pedra rejeitada tornou-se o estandarte de uma nova esperança, a do Reino de Deus, como vislumbrado nas Bem-aventuranças e cantado no Magnificat. Ao subverter a lógica do domínio, daqueles que perseguem a ambição insensata de determinar a arquitetura da Terra, acontece em Cristo que os rejeitados redescobrem a sua dignidade e se sentem escolhidos para o Reino de Deus, observou o Papa.
Queridos irmãos e irmãs, é por isso que, até hoje, nos tornamos pedras rejeitadas pelos homens e escolhidas por Deus: quando, com a vida e a palavra, nos opomos a projetos que esmagam os fracos, que não respeitam a dignidade de cada pessoa, que usam os conflitos para selecionar os mais fortes, negligenciando quem fica para trás, quem não aguenta, considerando quem sucumbe como um lixo da história. Jesus caminhou entre nós como um profeta desarmado e desarmante, e quando foi rejeitado, não mudou seu estilo.
“E agora me dirijo a vocês, queridos irmãos, que a partir de hoje serão Bispos Auxiliares desta Igreja, cujo cuidado recebi como um presente; a vocês que, com o Cardeal Vigário, poderão me ajudar a ser um reflexo do Bom Pastor para o povo romano e a zelar pela caridade de todo o povo santo de Deus espalhado pela terra”, acrescentou o Bispo de Roma.
Ninguém deve se considerar rejeitado por Deus
Em seguida, Leão XIV encorajou-os a alcançar as pedras rejeitadas desta cidade e a proclamar-lhes que, em Cristo, nossa pedra angular, ninguém está excluído de se tornar parte ativa do edifício santo que é a Igreja e da fraternidade entre os seres humanos. O Papa enfatizou que ninguém, absolutamente ninguém, deve se considerar rejeitado por Deus, e que os quatro eleitos deverão ser em seu ministério episcopal arautos desta boa nova que está no coração do Evangelho.
Por fim, convidando-os a serem zelosos pastores, atentos e solícitos em seu ministério, o Pontífice fez uma veemente exortação aos eleitos:
Não se deixem procurar, deixem-se encontrar. E assegurem que sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas, e leigos engajados no apostolado nunca se sintam sozinhos. Ajudem eles a reacender a esperança em seus diversos ministérios e a se sentirem parte da mesma missão. Saibam sempre motivar incansavelmente as pessoas e as comunidades, simplesmente recordando a beleza do Evangelho. Que os pobres de Roma, os peregrinos e os visitantes que aqui vêm de várias partes do mundo encontrem nos habitantes desta cidade, nas suas instituições e nos seus pastores, aquela maternidade que é o rosto autêntico da Igreja.
Reflexão para o V Domingo Pascal
Vatican News
O caminho se faz caminhando, essa idéia nos é passada pela liturgia de hoje, especialmente pela primeira leitura.
Jesus jamais falou em sacerdotes e diáconos, mas em seguidores de sua Palavra, em seus seguidores.
Na leitura dos Atos dos Apóstolos aparece uma situação que exige uma estruturação no serviço aos carentes, concretamente um socorro às viúvas. Para ajudar na solução dessa questão, em clima de oração, é criada a função dos diáconos. Todos têm o dever do anúncio da Palavra e devem estar plenos do Espírito Santo. Anúncio e ação deverão caminhar juntos. A ação é consequência do anúncio e sua expressão concreta.
Seguir Jesus como Caminho, Verdade e Vida é a mensagem central do Evangelho e nos leva a vivenciar a novidade do Amor de Deus por nós, sempre original, descoberto aos poucos e nos plenificando.
Jesus é o Caminho para o Pai. Ele veio do Pai, com o Pai é um e volta para o Pai. Ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, nos diz o Senhor (cfr Mt 11,27).
Jesus é a Verdade, a revelação autêntica do projeto de Deus, a manifestação visível e encarnada do amor do Pai. A verdade vos libertará (cfr. Jo 8, 32). Em Jesus nos sentimos plenamente livres e amados.
Jesus é a Vida (cfr. Jo 1,4), é a própria ressurreição, a vida eterna, a Vida!
Muitas vezes em nossa vida surge uma novidade, algo com que não contávamos e que precisamos acolher, dar espaço e lugar. Precisamos saber inserir esse inesperado que parece ter vindo para ficar e modificar nosso dia a dia e até nossa própria vida.
De acordo com as leituras de hoje é necessário que sejamos movidos pelo amor, pelo desejo de servir, que recorramos a Deus na oração e que coloquemos em prática aquilo que o Espírito Santo nos orientar. Quando Jesus fala que vai nos preparar um lugar no Céu, ele nos está prestando um serviço.
Na vida cristã o maior é aquele que serve mais. A vida de Jesus foi um eterno serviço, desde o nascimento até a morte, sem deixar de lado a ressurreição e os atos após ela.
É necessário seguir Jesus, Caminho, Verdade e Vida, que se retirava em oração, ouvia o Pai e agia.
Assim, do mesmo modo como fizeram o Senhor e a primeira comunidade, estaremos anunciando que Deus nos ama e está conosco e, através de nossas ações, de nossos serviços, continua criando o mundo.