Caminhando
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Quatro maneiras de lucrar indulgência plenária a cada dia na Quaresma
Fiéis rezando | ACI PrensaPor Redação central
17 de fev de 2026 às 05:00
No tempo da Quaresma, que prepara para a Páscoa, pode-se lucrar uma indulgência plenária por dia.
O Catecismo da Igreja Católica explica que a indulgência "é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida aos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos".
As indulgências, que podem ser parciais ou plenárias, podem ser lucradas para si mesmos ou pela alma de um falecido. Não se pode lucrar por outra pessoa viva.
Na Constituição Apostólica Indulgentiarum doctrina, Paulo VI disse que "se os fiéis transferem as indulgências a favor dos defuntos, exercem então de maneira excelente a caridade e, elevando seu pensamento para as realidades celestes, tratam as coisas terrestres do modo mais correto".
Só se pode lucrar apenas uma indulgência plenária por dia.
A primeira maneira de lucrar uma indulgência plenária é seguir o caminho da Via-Sacra. Nela recorda-se e medita-se a Paixão e Morte do Jesus Cristo.
Participar da Via-Sacra junto com as três condições para obter a indulgência, pode levar a lucrá-la todos os dias.
Para aqueles que não puderem fazê-lo fisicamente, o Manual das Indulgências da Igreja afirma que "os legitimamente impedidos poderão ganhar a indulgência com uma piedosa leitura e meditação da Paixão e Morte do Senhor ao menos por algum tempo, por exemplo, um quarto de hora".
Afirma também que, "conforme o costume mais comum, o piedoso exercício consta de quatorze leituras devotas, a que se acrescentam algumas orações vocais. Requer-se piedosa meditação só da Paixão e Morte do Senhor, sem ser necessária a consideração do mistério de cada estação".
A segunda forma de lucrar uma indulgência plenária é através da oração do Terço. Para lucrar a indulgência, deve-se rezá-lo com devoção em uma igreja, oratório, na família, em uma comunidade religiosa ou associação de fiéis e, em geral, "quando vários dos fiéis se reúnem com um propósito honesto", menciona o manual.
A terceira forma é a Adoração Eucarística por pelo menos meia hora. A adoração de Jesus Cristo, Deus e verdadeiro Homem, é a resposta ao amor que Deus tem por cada um, assim como o reconhecimento dos pecados diante dele.
A quarta forma é ler ou escutar as Sagradas Escrituras por pelo menos meia hora.
Para lucrar a indulgência plenária é preciso também cumprir com três condições: confissão sacramental dos pecados, receber a Santa Comunhão e oração pelas intenções do Papa. Esta oração, diz o Vaticano, "é deixada para a escolha dos fiéis, mas se sugere um 'Pai-Nosso' e uma 'Ave Maria'".
"As três condições podem ser preenchidas em dias diversos (aproximadamente 20 dias), antes ou após a realização da obra prescrita; mas convém que a comunhão e a oração nas intenções do Soberano Pontífice se façam no mesmo dia em que se faz a obra”, diz o manual das indulgências. "Com uma só confissão sacramental, podem adquirir-se várias indulgências plenárias, mas para cada indulgência plenária é necessária uma comunhão e as orações nas intenções do Sumo Pontífice".
Quarta-feira de Cinzas, a Igreja Católica começa a Quaresma
Quarta-feira de Cinzas | ACI DigitalPor Redação central
18 de fev de 2026 às 00:02
A Igreja Católica inicia hoje (18), com a Quarta-feira de Cinzas, o tempo litúrgico da Quaresma no qual, durante 40 dias e através da vivência do jejum, da oração e da esmola, os fiéis se preparam para a Semana Santa em que se atualizam os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.
Neste tempo, os fiéis estão chamados à conversão pessoal, exortação que durante a imposição das Cinzas o celebrante expressa com as palavras: “Convertei-vos e crede no Evangelho”.
Com a expressão “Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás”, recorda-se a fragilidade da vida humana e que a morte é um destino inevitável.
Na Roma antiga, os fiéis começavam com uma penitência pública o primeiro dia de Quaresma no qual eram salpicados com cinzas. Atualmente os fiéis são marcados com uma cruz na testa com as cinzas obtidas ao queimar as palmas usadas no domingo de Ramos do ano anterior.
Evangelho (Mateus 6,1-6.16-18)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1"Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. 2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. 5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. 16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: Eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa".
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
Cinco pontos básicos para entender a Quaresma e como ela é vivida
Quaresma | Shutterstock/Kara GebhardtPor Redação central
15 de fev de 2026 às 05:00
A Quaresma é um período litúrgico de oração e penitência para se preparar para o Tríduo Pascal, que celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo.
São Leão Magno afirma que os dias da Quaresma "nos convidam de forma veemente ao exercício da caridade; se quisermos chegar à Páscoa santificados em nosso ser, devemos ter um interesse muito especial na aquisição dessa virtude, que contém em si todas as outras e cobre uma infinidade de pecados".
1. As três práticas da Quaresma
A primeira prática da Quaresma é a oração, condição indispensável para o encontro com Deus. Por meio dela, o cristão se comunica com o Senhor, permite que a graça entre em seu coração e, como a Virgem Maria, se abre à ação do Espírito Santo, dando uma resposta livre e generosa (Lc 1,38).
A segunda é a mortificação, que inclui o jejum e a abstinência. Ela deve ser vivida diariamente. Significa oferecer a Cristo os momentos que causam desconforto e aceitar a adversidade com humildade e alegria.
A terceira é a esmola ou, de forma mais ampla, a caridade. São João Paulo II explica que ela está enraizada "nas profundezas do coração humano: cada pessoa sente o desejo de estar em contato com os outros, e ele se realiza plenamente quando é dado livremente aos outros".
2. Jejum e abstinência
O jejum consiste em comer apenas uma refeição completa ao dia, e a abstinência se refere a não comer carne. Ambos os sacrifícios reconhecem a necessidade de realizar trabalhos para o bem da igreja e dos irmãos e em reparação dos pecados.
Nesta prática, as necessidades terrenas também são deixadas de lado a fim de redescobrir a sede de Deus. "Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus" (Mt 4,4).
O jejum é obrigatório dos 18 aos 59 anos de idade, e não proíbe a ingestão de um pouco de alimento pela manhã e à noite.
Além da Quarta-feira de Cinzas e da Sexta-feira Santa, a abstinência deve ser observada todas as sextas-feiras do ano e é obrigatória a partir dos 14 anos de idade.
A prática antiga ou tradicional, anterior ao Concílio Vaticano II, é de abstinência de carne ao longo de toda a Quaresma e jejum em todas as quartas e sextas-feiras da Quaresma.
3. Início e fim da Quaresma
A Quarta-feira de Cinzas indica o início dos 40 dias de preparação para a Páscoa. Nesse dia, o padre abençoa e impõe as cinzas extraídas das palmas abençoadas no Domingo de Ramos do ano anterior.
As cinzas são um sinal de humildade e lembram o cristão de sua origem e seu fim. Elas são impostas na testa com o sinal da cruz e pronunciando as palavras bíblicas: "Lembre-se de que você é pó e ao pó voltará" ou "Arrependa-se e creia no Evangelho".
A Quaresma termina na noite da Quinta-feira Santa. Nesse dia, a igreja comemora a Última Ceia de que o Senhor participou com seus apóstolos antes de ser crucificado na Sexta-feira Santa.
4. Duração da Quaresma
A Quaresma dura 40 dias. Esse é um número especial na Bíblia, pois o número quatro simboliza o universo material e, seguido de zeros, faz alusão ao tempo de vida na Terra, com suas provações e dificuldades.
Além disso, os 40 dias lembram os dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública.
5. A cor litúrgica da Quaresma
A cor litúrgica dessa época é o roxo, que significa luto e penitência. É um período de reflexão, conversão espiritual e preparação para o mistério pascal.
(acidigital)
O que fazer depois de receber as cinzas no início da Quaresma
Membros da marinha dos EUA
recebem as cinzas na testa | Foto da U.S. Navy feita pelo especialista
de terceira classe Brian May / Domínio público.17 de fev de 2026 às 07:00
Na missa da Quarta-feira de Cinzas que marca o início da Quaresma, o padre e os ministros que o ajudam falam uma fórmula quando impõem as cinzas na testa dos fiéis.
O Missal Romano diz que “o sacerdote impõe as cinzas a todos os presentes que se aproximam dele, dizendo a cada um: ‘Arrependei-vos e acreditai no Evangelho’ (cf. Mc 1,15) ou: ‘Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás-de voltar’ (cf. Gen 3,19)”.
O que fazer depois de receber as cinzas?
Um primeiro ponto é que não há indicação do que a pessoa deve dizer ou fazer, portanto, é um momento para meditar em silêncio sobre o que foi ouvido após a imposição das cinzas.
O padre argentino Mauro Carlorosi, do Oratório de São Felipe Neri, especialista no tema da Divina Misericórdia, disse à ACI Prensa, agência em espanhol do grupo ACI, que, embora "não haja um tempo mínimo" estabelecido para o uso das cinzas na testa ou na cabeça, elas podem servir como um testemunho.
O sacerdote disse que as cinzas "são muito úteis como testemunho de que a pessoa é cristã e está vivendo a Quaresma".
"Não se deve ter medo de dar testemunho onde quer que se esteja", destacou.
“Mas é claro que as cinzas em sua cabeça nesse dia não o impedem de cumprir seu dever. Se tiver que se lavar ou se molhar, pode fazê-lo, mas não deve tirá-las por covardia por usar um sinal externo", acrescentou.
Para o padre Carlorosi, "nestes tempos, precisamos saber como exteriorizar nossa fé, especialmente os leigos. Assim como usamos alianças de casamento em nossas mãos ou fazemos o sinal da cruz em frente às igrejas, podemos usar cinzas com coragem para dar testemunho de Cristo".
"Se as cinzas caírem sozinhas ou se alguém se lavar, então que seja devido à perda no uso natural desse sinal", recomendou o padre.
"E se houver uma mancha feia na testa, que se deteriora com o passar do dia, não há problema em removê-la para que não pareça sujeira. Então, não haveria problema em se lavar", concluiu.
Igreja celebra hoje os sete santos fundadores da Ordem dos Servos de Maria
Sete santos fundadores da Ordem dos Servos de MariaPor Redação central
17 de fev de 2026 às 00:01
No século XIII, sete jovens ricos provenientes da República Livre de Florença (hoje Itália) decidiram abandonar suas riquezas para se entregar a Cristo, seu Evangelho e à Virgem Maria.
Mais tarde, fundaram a Ordem dos Servos de Maria, e sua festa é comemorada hoje (17).
Este é o único caso na história da Igreja Católica no qual sete pessoas fundaram uma ordem religiosa.
No dia 15 de agosto de 1233 (festa da Assunção de Maria), a Virgem apareceu a eles e lhes pediu que renunciassem ao mundo e se dedicassem exclusivamente a Deus.
Foi então que Buonfiglio dei Monaldi (Bonfilho), Giovanni di Buonagiunta (Bonajunta), Bartolomeo degli Amidei (Amadeu), Ricovero dei Lippi-Ugguccioni (Hugo), Benedetto dell’Antella (Maneto), Gherardino di Sostegno (Sóstenes) e Alesio de Falconieri (Aleixo), que nesta época formavam uma confraria de leigos chamada Laudenses, repartiram todo o seu dinheiros entre os pobres e se retiraram ao Monte Senario, perto de Florença, para rezar e fazer penitência. Lá construíram uma Igreja e uma ermida, na qual levaram uma vida austera.
Tempos depois, todos foram ordenados sacerdotes a pedido do cardeal, delegado do papa, exceto santo Aleixo Falconieri, o mais novo deles, que por humildade quis permanecer sempre como irmão.
Em 1239, os sete fundaram a ordem religiosa dos Servos de Maria, após uma nova visão da Virgem na qual lhes disse para seguir as regras de santo Agostinho e lhes mostrou um hábito negro, recomendando que o usassem em memória da Paixão de seu Filho.
Desde 1240, foram conhecidos como os servitas e rapidamente estenderam seu trabalho apostólico por toda Florença, chegando a fundar vários conventos e igrejas.
As características desta organização são a grande devoção à Santíssima Virgem, a solidão e o retiro.
Os Servos de Maria foram reconhecidos pela Santa Sé em 1304. Sua memória é comemorada em 17 de fevereiro, dia em que, segundo consta, morreu o último de seus membros, santo Aleixo Falconieri, no ano 1310.