sábado, 27 de junho de 2026

The Most Powerful Blessing of Pope Leo XIV and the


 

Sábado, 27 de Junho de 2026 -11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Comentário à liturgia do 13.º Domingo do Tempo Comum - Ano A


 

Consistório: concluído o primeiro dia de trabalhos sob o signo da paz

 


Para os cardeais presentes, foi uma tarde de debates na Sala Paulo VI. Com marcante convergência sobre a necessidade de trabalhar para a construção da paz e da “civilização do amor”, inclusive por meio de uma linguagem pautada pela escuta e o perdão. Vários grupos concordaram sobre a necessidade de superar a lógica da "guerra justa" e, em vez disso, falar sobre o direito a uma defesa proporcionada. O Papa Leão participou do início da sessão e, depois, do encerramento, conduzindo a oração final.

Vatican News

A sessão da tarde do Consistório Extraordinário dos Cardeais, realizada na Sala Paulo VI na sexta-feira (26), foi aberta com o pensamento voltado para a “dolorosa situação da Venezuela” e para as muitas vítimas causadas pelo terremoto. A sessão, que teve como tema “A cultura do poder e a civilização do amor”, foi dedicada à reflexão sobre o capítulo V da Encíclica Magnifica humanitas. Os trabalhos começaram com uma oração comunitária e foram moderados pelo cardeal Pablo Virgilio Siongco David, que em seguida passou a palavra ao cardeal Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, para a sua conferência introdutória. O Papa Leão participou do início da sessão e retornou no momento da plenária.

A guerra não deve ser normalizada

Em seguida começaram os trabalhos com 11 grupos apresentando seus relatos: 8 do primeiro bloco e 3 do segundo. Segundo um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, todos falaram sobre as criticidades do tempo presente, “da força desumanizadora da cultura do poder, de sua universalidade, da tentação de se conformar à lógica dos poderosos, de normalizar a guerra e a polarização, o que leva a uma redução do limiar de tolerância em relação à violência e a uma perigosa simplificação na busca por soluções”. Daí o apelo à responsabilidade para construir a paz e a civilização do amor, ao testemunho convincente, sobretudo na Igreja, da necessidade de uma linguagem que olhe para as pessoas, feita de escuta, perdão, reconciliação, justiça restaurativa e de gestos concretos. Uma linguagem capaz de tocar o coração de quem está em conflito e que compreenda as feridas geradas pela guerra, “uma língua que facilite a busca pela unidade na Igreja”.

A responsabilidade de construir a paz

Unidade na Igreja para ter credibilidade e o diálogo necessário com as outras fés e religiões, particularmente com o Islã: este foi outro ponto destacado no debate dos grupos. “Em um tempo em que a globalização da indiferença torna as pessoas intolerantes ao sofrimento alheio”, cada indivíduo deve assumir a responsabilidade pela construção da paz. Nessa perspectiva, todos os grupos evidenciaram a centralidade da fé em Cristo, do Evangelho que transforma o mundo quando não se aceita que seja apenas teoria, e da vocação originária da Igreja, porque existem situações que, para serem enfrentadas, necessitam da intervenção de Deus. Sob essa ótica, alguns grupos destacaram o trabalho da Igreja na Terra Santa e no Leste Europeu.

Também houve espaço no debate para o papel do poder político, “livre da ligação tóxica com o poder econômico”; falou-se sobre família, educação, a dificuldade de sair da lógica das respostas imediatas e sobre uma audaciosa obra de evangelização. Vários grupos mencionaram o papel da diplomacia da Santa Sé e dos Núncios em fazer ouvir a voz da Igreja.

Ao lado do Papa em seu apelo pela paz

Nesse contexto, surgiu a necessidade de superar a lógica da guerra justa — uma vez que o Evangelho não se impõe pela força — e de falar, em vez disso, sobre o direito a uma defesa proporcionada. Foi expressa uma profunda gratidão ao Papa Leão pela Encíclica, por sua condenação dos conflitos e por seus apelos à paz. Houve também uma reflexão sobre o munus petrino, garantia da independência da Igreja em relação à autoridade política, e sobre a necessidade de gestos que, neste tempo, possam servir como ícones de paz.

Um chamado à responsabilidade

Por fim, houve espaço para alguns pronunciamentos individuais sobre os temas da sessão. Alguns cardeais agradeceram pelo espaço de partilha proporcionado pelo Consistório, reiterando também a necessidade de trabalhar em conjunto com os líderes de outras religiões para consolidar a civilização do amor. Alguns relataram a reação de muitos às palavras severas do Papa na Encíclica sobre o atraso da Igreja em condenar a escravidão; palavras que abriram os corações. A Encíclica, destacaram os purpurados, é também um chamado para o Colégio Cardinalício assumir a responsabilidade pela construção da paz, inclusive por meio de símbolos, como foi o Encontro de Oração pela Paz convocado por João Paulo II em Assis, em 1986. Ao término da sessão, por volta das 19h30, o Papa Leão conduziu a oração de encerramento.

Papa envia ajuda às vítimas do terremoto na Venezuela

 


O valor de 100 mil euros foi enviado à liderança da Igreja do país latino-americano por meio da Esmolaria Pontifícia. O estado costeiro de La Guaira foi o mais atingido, descrito pela presidente interina Rodríguez como uma "zona de desastre". Dom Pablo Modesto González Pérez: "Estamos sem eletricidade e todos fomos afetados. Muitas paredes do seminário desabaram."

Vatican News

O Papa Leão XIV, por meio da Esmolaria Apostólica, destinou 100 mil euros para a Igreja na Venezuela, como uma primeira ajuda emergencial às vítimas do terremoto. A informação foi divulgada na tarde desta quinta-feira. O montante foi definido após conversas com o núncio no país, dom Alberto Ortega Martín, arcebispo titular de Midila, e o arcebispo de Caracas, dom Raúl Biord Castillo. No entanto, será dada atenção constante às necessidades do povo venezuelano, que serão atendidas nos próximos dias, conforme orientação da Igreja local.

Estado de emergência

 

A presidente interina, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência nacional após dois fortes tremores, de magnitude 7,2 e 7,5, atingirem o país.  Os tremores foram sentidos em diversas áreas, incluindo a capital, Caracas, provocando pânico entre a população e danos significativos à infraestrutura. Os tremores também foram registrados no norte do Brasil: Manaus, Boa Vista, Belém e Macapá.

Até o momento, os balanços preliminares apontam pelo menos 235 mortos e 4.300 feridos, embora os números tendem a aumentar à medida que as equipes de resgate avançam nas buscas. A região de La Guaira, a mais atingida, foi declarada zona de desastre. A área ficou sem energia elétrica e muitas pessoas passaram a noite nas ruas ou procurando sobreviventes sob os escombros. Em sua mensagem à nação, Rodriguez informou que a série de fortes terremotos danificou dezenas de prédios, incluindo residenciais, na capital Caracas e nos estados de Miranda, La Guaira, Aragua, Carabobo e Falcón.

O dado que causa profunda angústia é o número de pessoas desaparecidas, que está em constante crescimento: primeiro 10.000, agora cerca de 40.000 pessoas parecem estar desaparecidas. O medo que toma conta de todos é que eventualmente o número de mortos se aproxime, como um pesadelo, da estimativa feita de improviso pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos: entre 1.000 e 100.000 vítimas.

Após os fortes tremores da noite passada, pelo menos mais dois tremores menores foram sentidos na Venezuela: um de magnitude 4,5 e outro de 4,4. No entanto, de acordo com dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos, existe a probabilidade de que ocorra um tremor secundário de magnitude 5,0 ou superior nas próximas semanas.

Buscas por desaparecidos e solidariedade internacional

 

O governo decretou estado de emergência e mobilizou forças de socorro para as áreas mais afetadas, enquanto aeroportos, linhas de metrô e outros serviços públicos tiveram operações interrompidas. Equipes de emergência continuam trabalhando entre os escombros em busca de sobreviventes, enquanto especialistas avaliam a extensão total dos prejuízos causados pelos tremores.

O Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetia, localizado perto de Caracas, foi fechado devido aos “graves danos” causados ​​pelo terremoto. As aulas estão suspensas por vários dias. O Ministério da Educação informou que algumas escolas serão utilizadas como abrigos e centros de coleta de doações. "Pedimos à nossa população que mantenha a calma", disse Rodríguez, solicitando aos profissionais de saúde que se dirijam aos hospitais para prestar assistência aos feridos. A infraestrutura petrolífera da Venezuela, por sua vez, não foi danificada pelo terremoto, segundo a agência de notícias britânica Reuters.

A Cruz Vermelha Venezuelana informou que sua sede foi gravemente danificada, mas que enviou equipes de resgate para as áreas mais afetadas, alertando para os riscos de fortes tremores secundários.

Equipes de resgate especializadas, coordenadas pelas Nações Unidas, estão a caminho da Venezuela para participar das buscas por pessoas presas sob os escombros após o duplo terremoto que atingiu o país, anunciou a presidente interina Delcy Rodríguez. Governos de diversos países ofereceram ajuda, dos Estados Unidos à Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, El Salvador, México, Panamá e Uruguai, além de Portugal, Itália, Catar, Espanha e Índia. O Catar já enviou equipes de ajuda humanitária, que devem chegar à Venezuela amanhã, juntamente com equipes do México e de El Salvador. 

O Ministério da Defesa espanhol, por exemplo, está se preparando para enviar 54 socorristas da USAR, uma unidade de elite da Unidade Militar de Emergência (UME), altamente especializada na busca e resgate de pessoas presas em ambientes urbanos. Sua principal tarefa é localizar, estabilizar e resgatar vítimas presas sob estruturas desabadas, em espaços confinados ou em cenários de grandes desastres. 

A França enviará imediatamente "uma equipe de 85 socorristas franceses especializados em operações de resgate e limpeza", informou no X o presidente francês, Emmanuel Macron, enquanto os Países Baixos anunciaram o envio de uma equipe de resgate. O governo holandês informou que destinará cerca de 2 milhões de euros para o envio da equipe, que contará com socorristas, cães e equipamentos.

A Suíça, por sua vez, enviará 80 socorristas, 8 cães farejadores e 18 toneladas de suprimentos de emergência para a Venezuela para auxiliar nas operações de busca e resgate, anunciou o Ministério das Relações Exteriores suíço.

Já a Alemanha está pronta para disponibilizar até seis aeronaves de transporte A400M, que poderiam ser usadas para transportar pessoal e suprimentos para a Venezuela, mas também para facilitar operações de transporte aéreo dentro do país, explicou Boris Pistorius por meio do canal do Ministério da Defesa no WhatsApp.

Prédios desabados e incêndios em Catia la Mar

 

Catia La Mar, no estado de La Guaira, pode ser o epicentro do desastre causado pelo terremoto que devastou Caracas e a região centro-norte do país. Numerosos relatos nas redes sociais descrevem a devastação generalizada nessa cidade litorânea, com prédios completamente destruídos ao longo da Avenida El Ejército, além de outras estruturas totalmente desabadas e veículos soterrados sob os escombros. Entre os prédios mais danificados estão a Escola Naval, edifícios residenciais em Playa Grande e vários quarteirões do complexo residencial Hugo Chávez, onde também ocorreram incêndios, provavelmente causados ​​pela explosão de botijões de gás.

Testemunhas: "Durou dois minutos, foi como um filme de terror"

 

Muitos venezuelanos estavam em casa quando os terremotos atingiram o país durante a tarde, em um feriado. "Tudo estava caindo sobre nós. Os televisores estavam no chão. Parecia um filme de terror. Além disso, durou cerca de dois minutos, ou pelo menos foi o que me pareceu", contou à imprensa local uma moradora da Avenida Bolívar, em Catia, a oeste de Caracas. A mulher descreveu a confusão inicial antes de perceber a magnitude do evento. "A princípio, pensamos que estivesse chovendo muito, mas depois descobrimos que as caixas d'água no telhado haviam se rompido devido ao impacto do abalo", disse ela.

Terremoto mais forte em 126 anos

 

Além dos danos materiais e das vítimas, os terremotos geraram preocupação internacional devido à possibilidade de fortes réplicas e ao elevado potencial destrutivo do evento.

Um relatório do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) classificou este terremoto como o mais forte registrado na parte norte do país nos últimos 126 anos. O evento sísmico é comparável em intensidade apenas ao terremoto histórico de magnitude 7,7 registrado em outubro de 1900.

Especialistas atribuem a violência do evento à pouca profundidade do epicentro, estimada entre 10 e 13 quilômetros. De acordo com a análise técnica, "a liberação de energia ocorreu superficialmente no sistema de falhas que forma o limite sul da placa do Caribe com a placa sul-americana (o eixo de deformação que conecta os sistemas de falhas de Bocona e San Sebastián)". Essa combinação de alta magnitude e pouca profundidade desencadeou um movimento sísmico excepcional, cujas ondas se propagaram por uma grande distância. O tremor foi relatado a mais de 160 quilômetros de distância, atingindo a capital venezuelana e também afetando distintamente as regiões vizinhas da Colômbia e região norte do Brasil.

Em 1967, um terremoto matou 200 pessoas na Venezuela

 

Os terremotos que atingiram a Venezuela trouxeram à memória, entre os venezuelanos, o terremoto de 1967 que devastou a capital, Caracas. Naquela época, um terremoto de magnitude 6,6 destruiu vários prédios na cidade e matou mais de 200 pessoas. Áreas residenciais de Caracas, como Altamira e Los Palos Grandes, também foram severamente afetadas.


Homilia Diária | Oração: o meio de receber a força de Deus (Sábado da 12ª Semana do Tempo Comum)


 

Hoje é celebrada Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

 


Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Nossa Senhora do Perpétuo Socorro | ACI Digital
 

Hoje (27) é celebrada a festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padroeira dos Padres Redentoristas e cujo ícone original está no altar principal da igreja de Santo Afonso, em Roma.

Esta imagem recorda o cuidado da Virgem por Jesus, desde a concepção até a morte, e que hoje continua a proteger os seus filhos que recorrem a Ela.

Diz-se que no século XV, um comerciante rico do Mar Mediterrâneo tinha a pintura do Perpétuo Socorro, embora se desconheça como chegou a suas mãos. Para proteger o quadro de ser destruído, decidiu levá-lo para a Itália e na travessia aconteceu uma terrível tempestade.

O comerciante pegou o quadro, pediu socorro e o mar se acalmou. Estando já em Roma, ele tinha um amigo, a quem mostrou o quadro e lhe disse que um dia todo o mundo renderia homenagem a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Depois de um tempo, o comerciante ficou doente e, antes de morrer, fez seu amigo prometer que colocaria a pintura em uma igreja ilustre. No entanto, a esposa do amigo se encantou com a imagem e ele não concretizou a promessa.

Nossa Senhora apareceu ao homem em várias ocasiões pedindo-lhe que cumprisse a promessa, mas por não querer desagradar sua esposa, ficou doente e morreu. Mais tarde, a Virgem falou com a filha de seis anos e lhe deu a mesma mensagem de que desejava que o quadro fosse colocado em uma igreja. A pequena foi e contou à sua mãe.

A mãe se assustou e a uma vizinha que zombou do ocorrido surgiram dores tão fortes que só aliviaram quando invocou arrependida a ajuda da Virgem e tocou o quadro.

Nossa Senhora apareceu novamente para a menina e lhe disse que a pintura devia ser colocada na igreja de São Mateus, que estava entre as basílicas de Santa Maria Maior e São João de Latrão. Finalmente, assim foi feito e se realizaram grandes milagres.

Séculos depois, Napoleão destruiu muitas igrejas, incluindo a de São Mateus, mas um padre agostiniano conseguiu secretamente tirar o quadro e, mais tarde, a pintura foi colocada em uma capela agostiniana em Posterula.

Os Redentoristas construíram a Igreja de santo Afonso sobre as ruínas da Igreja de São Mateus e, em suas investigações, descobriram que antes havia ali o milagroso quadro do Perpétuo Socorro e que estava com os Agostinianos, graças a um sacerdote jesuíta que conhecia o desejo da Virgem de ser honrada nesse lugar.

Assim, o superior dos Redentoristas solicitou ao beato Pio IX, que ordenou que a pintura fosse devolvida à Igreja entre Santa Maria Maior e São João de Latrão. Do mesmo modo, encarregou os Redentoristas de fazer com que Nossa Senhora do Perpétuo Socorro fosse conhecida.

Os Agostinianos, uma vez que souberam da história e do desejo do papa, de bom grado devolveram a imagem mariana para agradar a Virgem.

Hoje em dia, a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tem se expandido por vários lugares, construindo-se igrejas e santuários em sua honra. Seu retrato é conhecido e reverenciado em todo o mundo.


Laudes de Sábado da 12ª Semana do Tempo Comum


 

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Dia de São Josemaría Escrivá #féemjesuscristo


 

Sexta-feira, 26 de Junho de 2026 - 11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

PAPA LEÃO XIV CONDUZ ORAÇÃO mariana emocionante que comove fiéis no Vaticano


 

CONSISTÓRIO EXTRAORDINÁRIO SANTA MISSA HOMILIA DO PAPA LEÃO XIV


 

CONSISTÓRIO EXTRAORDINÁRIO

SANTA MISSA

HOMILIA DO PAPA LEÃO XIV

Basílica de São Pedro
Sexta-feira, 26 de junho de 2026


Caríssimos irmãos,

Reunimo-nos em redor do altar do Senhor, junto ao túmulo de São Pedro, para dar início ao Consistório. Vindos de todas as partes do mundo, estamos a celebrar esta Eucaristia: com a nossa vida, ofereçamos a Deus as comunidades e os povos que trazemos no coração, bem como os projetos e as experiências pastorais, alegres e trabalhosas.

Agora, esta diversidade de sentimentos e pensamentos converge, isto é, encontra o centro luminoso que é Cristo. Ele mesmo, em pessoa, dirige-se a nós dizendo: «Eu sou a videira verdadeira» (Jo 15, 1). Por meio de Jesus, a graça e a verdade fluem na vossa vida (cf. Jo 1, 17), renovando-nos interiormente: estes dons divinos são também a seiva fecunda do Consistório que hoje começamos. É o próprio Evangelho que estabelece a condição para que seja frutífero: «Permanecei em mim, que Eu permaneço em vós» (Jo 15, 4). Por um lado, o Mestre adverte-nos: «Sem mim, nada podeis fazer» (v. 5); por outro, deseja que os seus discípulos deem «muito fruto» (v. 8). Sim, muito fruto! A graça de Deus, em quem a acolhe, não provoca atrofiamento, mas desenvolvimento vigoroso. O Verbo eterno, na verdade, fez-se homem para que todos «tenham vida e a tenham em abundância» (Jo 10, 10). Iniciada na fé, esta vida sai ainda reforçada pela provação da poda, porque é cultivada pela solicitude do Pai.

Enquanto pedimos a Deus que nos conceda força e sabedoria, é significativo que o nosso Consistório tenha lugar nas vésperas da solenidade dos santos Apóstolos Pedro e Paulo. Detemo-nos juntos nesta memória, que recorda as colunas da Igreja Católica e Romana, os dois missionários mártires cuja pregação se fundiu com a sua vida, a ponto de se tornarem parte das Sagradas Escrituras.

Ao escutarmos hoje as palavras de São Paulo aos Coríntios, podemos notar a feliz consonância com o Evangelho. Na verdade, os diversos carismas, os ministérios e o agir eclesiais são como que os ramos da única videira, ou seja, do único Senhor (cf. 1 Cor 12, 4-6), que infunde o Espírito Santo na sua Igreja. A esta unidade orgânica corresponde o critério que torna bons e agradáveis todos esses serviços eclesiais: o critério do bem comum (cf. v. 7).

Caríssimos, da Palavra de Deus que acabámos de ouvir, gostaria de extrair algumas orientações para o nosso discernimento nestes dias.

Em primeiro lugar, o exemplo dos santos Pedro e Paulo encoraja-nos a partilhar na fé a verdadeira liberdade. Com efeito, é precisamente a relação com o Senhor Jesus que nos liberta do pecado e do medo: ao mesmo tempo que nos chama a segui-l’O, Ele próprio nos envia ao mundo como sucessores dos Apóstolos. Anunciar o Evangelho, celebrar os Sacramentos e dedicar-nos ao rebanho do Senhor realizam-se e dão fruto na medida em que acreditamos n’Ele, o Bom Pastor. A fé é aquela virtude que, embora nunca se deva ter como garantida, dá vida à Igreja, pois corresponde à graça que alimenta os ramos da única videira. A Igreja viva é a Igreja que acredita, pelo dom do Espírito Santo derramado nos nossos corações: esta Igreja dá muito fruto. Como a graça divina precede a liberdade humana, assim a fé da Igreja precede a nossa e pede para ser testemunhada com ardor. Esta missão tem Cristo como princípio e fim. Usando as palavras do salmista: «proclamai, dia após dia, a sua salvação. Anunciai aos pagãos a sua glória» (Sl 96, 2-3).

Em segundo lugar, pedimos o dom da paz na unidade. Ao mesmo tempo que convidamos todos os povos à fé, na qual somos verdadeiramente livres, as tensões internacionais e os conflitos ferem gravemente a família humana. No entanto, não faltam – antes pelo contrário, multiplicam-se na Igreja e no mundo – iniciativas e experiências que apelam ao respeito pela dignidade humana, pela justiça, pelo direito e, simplesmente, pelo que é humano. Isto é motivo de esperança, pois atesta a beleza da obra de Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança, como sinal da sua glória no mundo. Quando este sinal é ferido, todos somos feridos. Quando é corrompido, todos sofremos. Quando é assassinado, todos nos sentimos dilacerados. Por isso, a guerra nunca é digna do homem e nunca é abençoada por Deus, pois o Criador dotou-nos de inteligência e vontade para resolver os conflitos como seres humanos e não como animais, eventualmente dotados de armas hipertecnológicas. A unidade da família humana precede cada povo e cada Estado. Não se trata apenas de um dado biológico: é um princípio ético. A paz é um dever de justiça, porque somos uma única família humana, uma magnifica humanitas que encontra em Cristo a sua Cabeça e Redentor.

Refletindo sobre a Encíclica que promulguei no passado dia 15 de maio, é necessário prosseguir o caminho traçado por São Paulo VI: quando ele «introduziu a expressão “civilização do amor”, o mundo estava marcado pela Guerra Fria, pela corrida ao armamento e por fortes desequilíbrios económicos. Naquele contexto, a Igreja apontava um caminho alternativo à oposição ideológica entre sistemas, imaginando uma ordem social em que a justiça e a caridade se entrelaçam» (Carta enc. Magnifica humanitas, 186. Cf. São Paulo VI, Regina Caeli, 17 de maio de 1970). É assim que o testemunho cristão se torna profecia dum mundo novo, evangelização e serviço, projeto cultural e social que promove integralmente o desenvolvimento humano. Ao anunciar o Evangelho, entre alegrias e perseguições, a Igreja nunca toma partido: é para todos, e a cada um dirige a mesma palavra de conversão e salvação

Em terceiro lugar, saboreemos hoje e sempre a concórdia na obediência, ou seja, na escuta que reconhece o dom do Verbo, que se fez carne por nós. Através deste exercício, o Espírito Santo orienta-nos, indicando Ele mesmo os problemas e as oportunidades pastorais, purificando as intenções e corrigindo aquilo que desvia do caminho comum. A implementação do Sínodo, pela qual nos empenhamos, convida todos a avançar na unidade da fé, na promoção da paz, na obediência à Palavra viva, que é Jesus. Nesta perspetiva, «as enormes e rápidas mudanças culturais exigem que prestemos constante atenção ao tentar exprimir as verdades de sempre numa linguagem que permita reconhecer a sua permanente novidade» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 41). Com efeito, o único Verbo, que se fez homem, expressa-se em todas as línguas: o Cristo morto e ressuscitado é a videira verdadeira, que dá fruto através de todas as culturas que os cristãos transformam a partir de dentro. Assim, enquanto as ideologias do mundo murcham, o Espírito Santo faz florescer na Igreja o entendimento fraterno, a caridade e o ímpeto missionário.

Ao trabalharmos juntos, a nossa colegialidade resume a sinodalidade na qual todos os batizados participam, na unidade do povo de Deus. Sinodalidade e colegialidade são, na verdade, formas de fraternidade cristã, que nos une enquanto batizados e enquanto bispos. Por isso, a ajuda que me podereis prestar, no exercício do ministério petrino, encontra em mim alguém que pede, e não alguém que manda. Efetivamente, a autoridade do primado é própria de quem escuta e, só por causa disso, guia; de quem aprende e, só por causa disso, ensina, sempre no seguimento do único Mestre. Que a intercessão dos santos Apóstolos Pedro e Paulo nos acompanhe neste apaixonante caminho.

 

O toque que cura (Mt 8,1-4) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 26/06


 

Hoje é celebrado são Josemaria Escrivá, “o santo do ordinário”

 


São Josemaria Escrivá São Josemaria Escrivá | ACI Digital
 

“Deus não te arranca do teu ambiente, não te retira do mundo, nem do teu estado de vida, nem das tuas ambições humanas nobres, nem do teu trabalho profissional... mas, aí, te quer santo!”, dizia são Josemaria Escrivá , fundador do Opus Dei e conhecido como “o santo do ordinário”.

São Josemaria Escrivá de Balaguer nasceu em Barbastro (Espanha – 1902) em uma família profundamente cristã. Quando criança, teve uma infância muito difícil. Três irmãs mais novas que ele morreram ainda meninas, o negócio de seu pai faliu e a família teve que se mudar para Logroño.

Certo dia, viu pegadas na neve dos pés descalços de um religioso e sentiu que Deus desejava algo dele. Pouco a pouco, foi aumentando sua inquietude vocacional e ingressou no seminário. Mais tarde, estudou Direito na Universidade de Saragoça.

Caracterizava-se por um caráter generoso e alegre, enquanto sua simplicidade e serenidade o fizessem muito querido entre seus companheiros. Tinha muito esmero na piedade, disciplina e estudo, tornando-se um exemplo para seus colegas.

Foi ordenado sacerdote em 28 de março de 1925. Anos mais tarde, com a permissão de seu Bispo, mudou-se para Madri para obter seu doutorado em Direito. Em 2 de outubro de 1928, Deus lhe fez ver o que queria dele e fundou o Opus Dei.

Na ocasião, são Josemaria definiu o Opus Dei como “uma mobilização de cristãos que soubessem sacrificar-se gostosamente pelos outros, que tornassem divinos os caminhos humanos da terra (todos!), santificando qualquer trabalho nobre, qualquer trabalho limpo”.

Em 1933, o santo promoveu uma academia universitária compreendendo que o mundo da cultura e da ciência é um ponto importante para a evangelização de toda a sociedade. Com a eclosão da guerra civil em 1936, teve início a perseguição religiosa e são Josemaria se viu obrigado a refugiar-se em vários lugares até chegar a Burgos.

Com o fim da guerra, em 1939, retornou para Madri e terminou seus estudos de doutorado em direito. Sua fama de santidade foi se estendendo e dirigiu muitos exercícios espirituais a pedido de vários bispos e superiores religiosos. Em 1946, mudou-se para Roma e obteve da Santa Sé a aprovação definitiva do Opus Dei.

Aos poucos, foi-lhe sendo confiados cargos importantes no Vaticano e seguiu com atenção o Concílio Vaticano II, relacionando-se com muitos padres conciliares. Viajou por vários países da Europa e América, impulsionando e consolidando o trabalho apostólico do Opus Dei. É autor do livro ‘Caminho’, que se converteu em um clássico moderno da espiritualidade católica.

“Ali onde estão vossas aspirações, vosso trabalho, vossos amores, ali está o lugar de seu encontro cotidiano com Cristo”, incentivava são Josemaria.

Partiu para a Casa do Pai em 26 de junho de 1975, por causa de uma parada cardíaca, e aos pés de um quadro da Santíssima Virgem de Guadalupe. Foi canonizado por João Paulo II em 2002.

Ofício das Leituras de Sexta-feira da 12ª Semana do Tempo Comum