sábado, 22 de agosto de 2026

O #PapaLeãoXIV iniciou na manhã deste sábado sua


 

HISTÓRIA DE SAN MARINO | A República mais Antiga do Mundo | Globalizando Conhecimento


 

República de San Marino: Encontro com as autoridades, 22 de agosto de 2026 – Papa Leão XIV


 

Leão XIV: em um mundo ferido por conflitos, vamos responder com solidariedade

 

Ao encontrar na manhã deste sábado, 22 de agosto, sacerdotes, consagrados e comunidades eclesiais na Basílica de San Marino, o Papa recomenda o cuidado com os mais fracos e de escolher o perdão como antídoto contra a violência, o isolamento e o medo do outro. Ele encoraja os religiosos a fortalecer o “pacto educativo” com as famílias e convida os jovens a “manter aberta a janela para o infinito”, sem medo de fazer “escolhas exigentes”.

Daniele Piccini – Vatican News

Experiências de proximidade e solidariedade “aparentemente pequenas e marginais” podem ter um enorme “valor profético”, “em um mundo ferido por muitos conflitos, no qual se vê com preocupação aumentar a violência, o isolamento, o medo do outro”. É esse o incentivo que Leão XIV dirige, na manhã deste sábado, 22 de agosto, a sacerdotes, consagrados, religiosos e a toda a comunidade eclesial de San Marino-Montefeltro, ao encontrá-los na basílica diocesana, durante a visita pastoral à menor República do mundo.

"Diante dessas tendências inquietantes, a nossa resposta não pode ser outra senão a de trilhar com ainda maior convicção o caminho do Evangelho (…) que ensina e exige atenção aos mais fracos, perdão, comunhão e solidariedade."

Os jovens e a janela para o infinito

Na Basílica, Leão XIV venera as relíquias de San Marino, em um momento de oração, e pede à comunidade eclesial local, citando a carta encíclica Magnifica humanitas, cada um de acordo com seu papel, o compromisso diário de “pequenas e tenazes fidelidades”. Ele se dirige “antes de tudo” aos jovens, citando as palavras proféticas e poéticas do Papa Bento XVI, proferidas em 2011 justamente em San Marino, que os convidavam a “manter aberta a janela para o infinito”.

"Sigam com o olhar da alma os caminhos traçados em vocês pelos grandes anseios de beleza, de bondade e de vida que carregam no coração. Se observarem atentamente os percursos e ouvirem a voz deles, eles os levarão ao alto, ao encontro com Deus, lá onde Ele os busca e os espera."

Os jovens devem, antes de tudo, compreender qual é o chamado que Deus lhes dirige e, em seguida, abraçar “com entusiasmo” sua missão no mundo. Sem medo de fazer “escolhas exigentes, como o matrimônio, a consagração, o ministério ordenado, a vida profissional, o engajamento social e político”. O Papa os exorta a “deixarem-se envolver” em projetos de caridade e justiça, contribuindo assim – como reza o lema escolhido para sua visita à República de San Marino – para dar “um testemunho de paz que fala ao mundo”.

Fortalecer o pacto entre famílias, sacerdotes e educadores

Em seguida, o agradecimento aos sacerdotes, catequistas e a todos os educadores da diocese, fundada há 18 séculos pelos santos Marino e Leão com base nos “princípios cristãos de liberdade, de respeito mútuo e de comunhão”, valores — constata o Pontífice — que a comunidade eclesial e civil continua a levar adiante até hoje “com o mesmo entusiasmo e com a mesma fidelidade”. “É um trabalho discreto, mas muito importante” aquele do qual se dedica ao “crescimento humano e cristão das crianças”. Esse serviço é “humilde e precioso”, pois apoia os pais na missão de educar os filhos na fé: a família, ressalta o Bispo de Roma, é precisamente o seio natural onde “se aprende e se respira diariamente o Evangelho”.

"Por isso, uma pastoral sábia se empenhará em alimentar uma forte sinergia formativa entre famílias e comunidades eclesiais, um pacto educativo, para que os pais se sintam envolvidos, redescubram eles mesmos a fé de maneira nova e tenham a alegria de transmitir aos filhos os valores cristãos dos quais são depositários."

O dom do encontro com Cristo

Do ponto de vista do conteúdo, os “caminhos de crescimento” promovidos por sacerdotes e catequistas devem se concentrar, ressalta Leão XIV, antes de tudo na “beleza e no prazer da vida batismal”, de modo a fortalecer “nas comunidades os caminhos de santidade” e fazer amadurecer a consciência da “própria dignidade profética, sacerdotal e real”. Anunciar o Evangelho – “caminho de liberdade para os homens e as mulheres de todos os tempos” – e ajudar as pessoas que encontramos a encontrar o Deus feito homem é o “maior dom que podemos oferecer”.

"Nessa perspectiva, exercemos a caridade em todas as suas formas, sem economizar, mantendo, porém, sempre no coração e bem presente o bem último e integral das pessoas a quem oferecemos nosso apoio."

A “pequena chama” que vence o individualismo

Justamente o “apoio mútuo” e a “proximidade” dedicados às “pequenas comunidades” nas “regiões mais remotas deste território”, que enfrentam o “despovoamento” e a “falta de serviços”, têm grande importância, ressalta ainda o Papa. Esses testemunhos de proximidade são como “pequenas chamas” das quais sempre se pode recorrer para reacender “o fogo dos valores sólidos”, que mantêm vivo o calor daquela magnífica humanitas à qual é “necessário aspirar”, para vencer o “individualismo”, a “cultura metropolitana e consumista” e o “bairrismo desconfiado e que divide”. Um compromisso diário, acrescenta o Pontífice, que dá novo fôlego “às nossas esperanças de fraternidade e de paz”.

Confiando a realidade eclesial de San Marino à intercessão dos santos Marino e Leão e garantindo um lugar em suas orações pessoais, o Papa recomenda, por fim, a atenção ao valor da “comunhão”: a ser cultivada entre as paróquias, entre os pastores e os fiéis, e entre “os diversos carismas e ministérios”, a fim de dar sempre testemunho de unidade.


Sábado, 22 de Agosto de 2026 -11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Há uma promessa de Deus para você (Lc 1,26-38) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 22/08


 

SALVE RAINHA DOS CÉUS, NOSSA SENHORA, COMUNIDADES NEOCATECUMENAIS


 

SANTO DO DIA - 22 DE AGOSTO: NOSSA SENHORA RAINHA


 

Laudes da Memória de Nossa Senhora Rainha


 

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Comentário à liturgia do 21.º Domingo do Tempo Comum


 

Croácia: Um mar de Orações


 

Meta enfrenta julgamento nos EUA por supostos danos das redes sociais a crianças e adolescentes

 


Na Califórnia, os promotores alegam que a gigante da tecnologia projetou suas plataformas para incentivar comportamentos viciantes entre jovens, explorando-os para obter lucro e enganando o público sobre os riscos. O início do processo judicial também teve repercussões em Wall Street, onde as ações da Meta caíram 4,4%.

Vatican News

Teve início ontem quarta-feira, na Califórnia o julgamento contra a Meta. O caso, movido por uma coalizão bipartidária de 29 Estados americanos, diz respeito ao impacto do Facebook e do Instagram em crianças e adolescentes.

A acusação alega que a gigante da tecnologia projetou suas plataformas para incentivar comportamentos viciantes entre os jovens, explorando-os para obter lucro e enganando o público sobre os riscos.

Danos a menores e a resposta da Meta

 

"Vocês ouvirão como a Meta tentou desesperadamente reter essas crianças, o quanto as queria a todo custo, quão jovens as queria", disse ao júri a procuradora-geral adjunta da Califórnia, Megan O'Neill. O início do caso também teve repercussões em Wall Street, onde as ações da Meta caíram 4,4%. A empresa de Mark Zuckerberg nega as acusações, afirmando que tomou medidas para lidar com os riscos associados ao uso das redes sociais e proteger os usuários mais jovens.

Segundo os advogados, diversos documentos internos apresentados pela acusação como prova da responsabilidade da empresa demonstram, na verdade, seu compromisso com a segurança. A Meta também contesta as exigências financeiras dos estados, que considera desproporcionais, e argumenta que questões como a verificação de idade afetam todo o setor. No caso de usuários menores de 13 anos, a defesa também argumenta que as restrições de retenção de dados dificultam o desenvolvimento de sistemas capazes de identificá-los e excluí-los das plataformas.

A sombra das sanções

 

No entanto, o que está em jogo vai muito além de uma possível compensação. Os procuradores-gerais da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey estão ameaçando com multas que, pelo menos em teoria, poderiam chegar a US$ 1,4 trilhão e exigem mudanças substanciais na forma como o Facebook e o Instagram operam. Em caso de violações das leis federais de privacidade infantil, os estados também pretendem exigir a exclusão dos dados pessoais de usuários menores de 13 anos e dos algoritmos treinados com essas informações.

O julgamento no tribunal federal de Oakland deve durar entre seis e oito semanas. Mark Zuckerberg, outros executivos da empresa e ex-funcionários também estarão entre as testemunhas.


Jogos do Mediterrâneo, Papa: no esporte, a imagem de um mundo fraterno


No dia de abertura das competições em Taranto, o telegrama de Leão XIV, assinado pelo cardeal Parolin e lido ontem à noite durante a Missa na catedral, onde foi colocada a Cruz dos Esportistas: das competições vividas com sentimentos de amizade e lealdade pode soprar “um novo vento de esperança”.

Giancarlo La Vella – enviado a Taranto

Faltam poucas horas, em Taranto, para o início dos XX Jogos do Mediterrâneo. Ontem, uma emocionante prévia foi marcada pela celebração eucarística presidida pelo arcebispo da “cidade dos dois mares”, dom Ciro Miniero. O esportista — afirmou em sua homilia — tem coragem e não tem medo de errar. Animada pelos cantos de jovens atletas, a Missa na Catedral de São Cataldo, em Taranto, marcou de fato a entrada no clima dos Jogos do Mediterrâneo, dos quais participam 26 países da região do Mare Nostrum e a pequena equipe da Athletica Vaticana, a associação poliesportiva da Santa Sé.

A cidade da região da Puglia vive a expectativa de um evento que a coloca no centro das atenções internacionais, e não apenas do ponto de vista esportivo. Nestes dias, Taranto respira esporte em suas ruas e praças, mas não se esquece das questões sociais, como a crise do emprego no setor siderúrgico, que atingiu a cidade nos últimos anos. Dom Miniero recordou essa realidade com veemência. O desenvolvimento e a retomada da cidade passam pela reconciliação e, como na parábola dos talentos, a conservação e o medo devem dar lugar à criatividade e à capacidade de arriscar.

Os Jogos, uma ponte de solidariedade

Muito terão a contar estes Jogos, de amanhã até 3 de setembro, com a Cruz dos Esportistas acompanhando, na Catedral de São Cataldo, as conquistas dos mais de quatro mil atletas participantes. Ampliando o olhar para o significado deste evento, também os Jogos do Mediterrâneo, assim como outras manifestações, se deparam com conflitos, tensões e injustiças. Mas justamente estes dias de esporte representam uma oportunidade para “construir pontes entre culturas e povos, promovendo a acolhida, a solidariedade e a paz”, segundo o desejo expresso por Leão XIV em um telegrama assinado pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, e lido ontem na abertura da Missa, no dia em que Taranto acolheu na catedral a Cruz dos Esportistas.

“Profecia de paz e fraternidade”

O Pontífice já havia afirmado no Angelus do último domingo: os Jogos do Mediterrâneo podem ser “profecia de paz e de fraternidade”. Além disso, no telegrama ao arcebispo Miniero, o Papa também convidou a viver as competições “com sentimentos de amizade, de fraternidade e de lealdade”. É justamente do esporte, de fato, que pode soprar um novo vento de esperança que, de imediato, não fará cessar as armas, mas pode indicar a possibilidade de construir uma humanidade mais fraterna. A Cruz dos Esportistas, que desde os Jogos Olímpicos de Londres de 2012 vem reunindo expectativas e esperanças de mulheres e homens, expressa a linguagem do esporte que aponta para uma transformação de uma sociedade na qual o conflito, com demasiada frequência, ocupa o lugar do diálogo.

Prefeitura de Taranto
Prefeitura de Taranto   (ANSA)

A fraternidade para além da competição

A Cruz foi entregue a dom Miniero por dois representantes da Athletica Vaticana, juntamente com o bispo Paul Tighe, secretário do Dicastério para a Cultura e a Educação, e crianças dos oratórios de Taranto. Ela permanecerá na catedral até o término dos Jogos. “Vocês não estão aqui apenas para as competições esportivas, mas para oferecer ao mundo um forte testemunho de paz, de partilha e de fraternidade”, afirmou dom Miniero na homilia.

“Este evento entra para a história por aquilo que será vivido nestes dias, mas sobretudo pelo patrimônio espiritual, social, moral e cultural que deixará e pela mensagem que lançará ao mundo inteiro a partir das margens do Mar Jônico, atravessando todos os mares até alcançar os confins da terra.” Palavras que atribuem um papel social fundamental àquilo que muitos consideram apenas um jogo. Recordando as palavras de São Paulo, o arcebispo afirmou, de fato, que “o esporte, como domínio do próprio corpo e, portanto, de si mesmo, torna-se um caminho rumo a metas mais elevadas, com seu importante papel na formação dos jovens”.

A convivência das diferenças

Retomando a parábola evangélica dos talentos, o arcebispo convidou a considerar o esporte justamente como um dos talentos concedidos pelo Senhor, que “pode ser usado para os próprios interesses, para a própria imagem, para alcançar um recorde nas diferentes modalidades, para ocupar as primeiras páginas dos jornais e dos noticiários, por vanglória, para ser admirado pelos homens, como denuncia Jesus. Pode, ao contrário, ser valorizado para partilhar, doar e contribuir para a construção de um mundo de paz, na solidariedade com os mais fracos e com os pobres”.

Além disso, concluiu o arcebispo, “praticando esporte, vocês têm a possibilidade de viver experiências de encontro com atletas de todas as culturas, religiões e condições sociais; descobrem a beleza da convivência das diferenças, com o objetivo de contribuir para a realização do sonho da família humana que vive na paz e no respeito às liberdades”. De Taranto, portanto, com os Jogos do Mediterrâneo, pode ser lançada ao mundo “uma mensagem concreta de esperança”.


(vaticannews) 

Papa Leão: o mundo não precisa de uma inteligência artificial que diminua a humanidade

 

Ao receber os participantes do encontro anual da Rede Internacional de Legisladores Católicos, Leão XIV alertou para o risco de a inovação se tornar um instrumento de "colonialismo ideológico ou econômico"; uma "forma sutil de domínio" que corre o risco de tornar "as nações mais pobres cada vez mais dependentes das mais ricas". O Papa reafirmou a família como a "primeira escola da humanidade" e convidou a promover políticas para fortalecê-la.

Mariangela Jaguraba – Vatican News

O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta sexta-feira (21/08), na Sala Clementina, no Vaticano, os participantes do 17° encontro anual da Rede Internacional de Legisladores Católicos.

O Pontífice iniciou o seu discurso, agradecendo-lhes pela paciência e se desculpando "pelo pequeno atraso". Devido ao calor em Roma, Leão XIV disse aos seus convidados: "Sinto vontade de dizer: Bem-vindos à sauna do Vaticano!" Todos riram!

A seguir, disse que o tema do encontro da Rede Internacional de Legisladores Católicos, deste ano, "Dignidade humana e inteligência artificial: desafios, oportunidades e controle", "oferece a oportunidade de refletir sobre uma das questões fundamentais da nossa época". "O extraordinário progresso da inteligência artificial está abrindo horizontes que as gerações anteriores mal poderiam imaginar. No entanto, cada avanço tecnológico também coloca a humanidade diante de uma questão moral: não apenas o que podemos fazer, mas o que devemos fazer?"

"De fato, hoje nossa família humana se encontra diante de uma escolha fundamental. Como escrevi na Carta Encíclica Magnifica humanitas, podemos ser tentados a construir uma nova Torre de Babel, onde o poder, a eficiência e o controle obscurecem o rosto da pessoa humana; ou podemos construir uma civilização na qual a tecnologia sirva ao desenvolvimento integral de cada pessoa", disse o Papa.

De acordo com o Pontífice, "a questão decisiva continua a mesma: a tecnologia ajuda as pessoas a se tornarem mais fraternas e responsáveis para consigo mesmas e umas para com as outras? A esse respeito, os princípios da Doutrina Social da Igreja — a dignidade inviolável de cada pessoa, o bem comum, a destinação universal dos bens, a subsidiariedade e a solidariedade — fornecem critérios seguros para o discernimento".

Prezados legisladores, sua vocação os coloca no centro deste desafio. Responsáveis ​​por elaborar políticas para a gestão da tecnologia para o bem comum, sua tarefa não é impedir a inovação, mas guiá-la com sabedoria. Uma boa legislação deve incentivar a criatividade científica e tecnológica, ao mesmo tempo que salvaguarda os direitos humanos e as liberdades. Deve proteger os usuários da exploração, zelar pela privacidade pessoal, garantir a transparência no uso das tecnologias emergentes e assegurar que elas fortaleçam as instituições democráticas.

Para isso, "são necessários quadros jurídicos adequados, vigilância independente, educação dos utilizadores, uma política que não renuncie à sua missão", disse ainda o Papa, citando um trecho da Magnifica humanitas. Segundo ele, "essa vigilância pode atuar em diversos níveis, local, nacional e internacional, facilitando o debate aberto sobre o “código ético a ser utilizado, submetendo-o a critérios de justiça social partilhada” e "garantindo que nenhuma ideologia ou interesse específico dite os valores incorporados nos sistemas de inteligência artificial".

Ao mesmo tempo, o rápido desenvolvimento da inteligência artificial corre o risco de criar novas formas de dependência tecnológica, com as nações mais pobres cada vez mais dependentes das mais ricas. Devemos permanecer vigilantes a este respeito, para evitar que a inovação se torne mais um veículo de colonialismo ideológico ou econômico.

A seguir, o Papa acrescentou:

Infelizmente, nos deparamos com uma forma sutil de domínio quando são os algoritmos que decidem quem é visto e quem permanece invisível, quando plataformas digitais influenciam o debate público sem prestar contas e quando a dignidade dos trabalhadores é subordinada à otimização de sistemas. Esses desenvolvimentos revelam uma nova face da antiga tentação do domínio e do poder sem serviço.

"Contra essa cultura do poder, a Igreja propõe 'a civilização do amor'", disse Leão XIV, usando as palavras do Papa Paulo VI. "Uma civilização que saiba guiar com sabedoria a inteligência artificial, formando corações capazes de caridade, compaixão e responsabilidade", sublinhou. "Numa sociedade assim, a primeira escola da humanidade seria a família. Pois é na família que aprendemos a confiar antes de calcular, a generosidade antes da competição, o diálogo antes da divisão e o amor antes do poder", disse Leão XIV, acrescentando:

Nunca se deve permitir que a inteligência artificial corroa essa célula primária da sociedade, seja reduzindo as pessoas e as relações a dados e simulações, seja inundando as mentes jovens com conteúdos que distorcem o desejo, nem mesmo com modelos econômicos que tornam a vida familiar economicamente precária.

O Papa encorajou os participantes do 17° encontro anual da Rede Internacional de Legisladores Católicos a promoverem "políticas que fortaleçam o matrimônio e as famílias, que apoiem os pais em sua missão educativa e permitam que os jovens olhem para o futuro com confiança”.

Caros amigos, o mundo não precisa de uma inteligência artificial que diminua a humanidade; pelo contrário, precisa de inteligência humana iluminada pela sabedoria, de autoridade política guiada pela consciência e inovação tecnológica impelida pela caridade. Só assim a inteligência artificial deixará de ser uma rival da humanidade e para se tornar uma servidora do bem comum.

Leão XIV concluiu, pedindo a Nossa Senhora do Bom Conselho que os acompanhe sempre.


Sexta-feira, 21 de Agosto de 2026 -11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade