Caminhando
domingo, 26 de julho de 2026
Angelus 26 de julho de 2026 - Papa Leão XIV
PAPA LEÃO XIV
ANGELUS
Praça da Liberdade (Castel Gandolfo)
Domingo, 26 de julho de 2026
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Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
No centro do ensinamento de Jesus está o mistério do Reino de Deus, que o Evangelho de hoje compara a uma pérola e a um tesouro (cf. Mt 13, 44-52). As parábolas dão a entender a surpresa de quem encontra algo que nem sequer podia esperar, a tal ponto que vender ou deixar tudo já não aparece como uma renúncia, mas sim como um ganho. Na verdade, os evangelistas, desde as primeiras páginas, descrevem como irresistível o chamamento de Jesus a segui-l’O: livre, certamente, mas urgente e capaz de suscitar uma resposta imediata e movida pelo desejo. Este é um primeiro e importante aspeto do modo como Deus está próximo e se deixa encontrar: o encontro com o Seu Reino é uma reviravolta que não restringe, mas alarga a vida. Se algo tem agora de mudar, é para trazer mais possibilidades, não menos.
Há um segundo aspeto ao qual Jesus parece dar muita importância: quem encontra o tesouro escondido no campo é provavelmente um agricultor; a pérola, por sua vez, é reconhecida como sendo de grande valor por um negociante, talvez um viajante. Seguem-se outras duas parábolas, nas quais os protagonistas são pescadores e um escriba entendido em coisas velhas e novas. Existem outras, ainda, em que o Reino se deixa vislumbrar numa mulher que amassa a farinha, noutra que arruma a casa, num rei que prepara a guerra, num homem que projeta construir uma torre, em administradores que gerem pagamentos ou investimentos, em pastores e agricultores. O Reino de Deus, em suma, revela a sua beleza inestimável de diversas formas, mas chama todos – homens e mulheres, jovens e idosos, pobres e ricos – a uma profunda renovação. Todos podem compreendê-lo e são atraídos por ele.
Também hoje a Igreja é uma comunhão de pessoas diferentes quanto à sua origem, à cultura, às competências e ao nível de responsabilidade, mas todas chamadas a reconhecerem-se como “um” em Jesus Cristo: é Ele o tesouro escondido, a pérola preciosa, a rede que recolhe os dispersos. Com efeito, desde o princípio, Jesus chamou e reuniu em torno de si pessoas que, de outro modo, nunca se teriam relacionado. Precisamente assim demonstrou que Deus não faz distinção de pessoas e que a sua eleição é predileção, especialmente por quem é pequeno e rejeitado.
Irmãos e irmãs, só nos resta pedir um dom, o mesmo que o jovem rei Salomão invocou (cf. 1 Reis 3, 5.7-12). É o dom de distinguir a pérola de grande valor, de saber reconhecer o tesouro pelo qual vale a pena vender tudo. Enquanto a indústria do consumo nos altera o paladar, suscitando sempre novas necessidades para depois nos vender respostas que não saciam e, por vezes, envenenam o coração, temos de aprender a perceber o que realmente importa, o tesouro da relação com Deus, que nos abre à alegria e ajuda a viver da melhor maneira as relações entre nós.
Que a intercessão de Maria, Sede da Sabedoria, oriente para Jesus o nosso desejo de vida, para que se realize em plenitude.
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Depois do Angelus:
Queridos irmãos e irmãs,
Ontem, no Líbano, foi beatificado Elia Hoayek, Patriarca de Antioquia dos Maronitas de 1899 a 1931 e Fundador da Congregação das Irmãs Maronitas da Sagrada Família. Com grande dedicação e sensibilidade pastoral, ele guiou a Igreja Maronita por mais de trinta anos. Homem de diálogo e de esperança, foi uma luminosa referência eclesial, social e política, a ponto de ser chamado “Pai do Grande Líbano”. Que a oração e a intercessão do novo Beato acompanhem sempre os fiéis maronitas em todo o mundo e alcancem o dom da paz para o povo inteiro do Líbano, que me é tão querido.
Acompanho com apreensão o prolongamento e o agravamento da violência na Terra Santa, da qual ultimamente foram vítimas também muitos civis, na Cisjordânia e em Gaza. Dirijo um sentido apelo para que se volte a negociar uma equitativa solução política, baseada na mesma dignidade e nos iguais direitos de toda a pessoa humana, e a rejeitar novas ações militares e decisões unilaterais, em particular aquelas que violam o respeito e o status quo dos lugares sagrados de cada religião.
Renovo também o meu apelo relativo à situação em todo o Médio Oriente, onde a intensificação das operações militares trouxe de volta a violência e a destruição, colocando gravemente em risco a vida de numerosos civis e agravando a escassez de água potável e de eletricidade. Do fundo do coração, exorto as partes envolvidas a suspender os ataques e a reabrir, com urgência, espaços de diálogo e diplomacia, para alcançar o mais rapidamente possível a paz, tão desejada pela inteira região.
Continuemos a rezar por todos os povos que, no mundo, sofrem por causa da guerra. O Senhor toque os corações e ilumine as mentes dos responsáveis, para que se chegue em breve à reconciliação e à paz.
Manifesto a minha proximidade diante dos devastadores incêndios que, nestes dias, afetaram várias localidades em França e na Espanha, e convido todos a rezarem pelas pessoas atingidas e pelo trabalho dos socorristas.
Hoje celebra-se o VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que tem como tema as palavras do Profeta Isaías: «Eu nunca te esquecerei» (Is 49, 15). Agradeçamos juntos ao Senhor pelo dom que os idosos são para a Igreja e a sociedade, e comprometamo-nos a respeitar e valorizar a sua preciosa função, garantindo-lhes sempre a devida atenção e assistência.
Saúdo afetuosamente todos aqui presentes, residentes e vindos de várias partes da Itália e do mundo!
Dirijo uma saudação especial de boas-vindas aos peregrinos pertencentes à Obra da Igreja e aos bispos que os acompanham. As boas-vindas e a minha saudação às crianças provenientes da “Casa da Misericórdia” de Chortkiv, na Ucrânia, hóspedes na Paróquia de São Miguel Arcanjo de Nocera Superiore; aos adolescentes da Paróquia de Manerbio; aos participantes no Encontro Internacional de Jovens organizado por ocasião do bicentenário da morte de Santa Joana Antida Thouret; aos jovens peregrinos do movimento de estudantes católicos Önze-Lieve-Vrouw Ster-Der-Zee, de Maldegem, na Bélgica, bem como aos alunos da Scuola Allievi Carabinieri de Velletri, acompanhados pelo capelão e pelos seus oficiais.
Saúdo os membros da Catholic Men Association of Cameroon.
Dirijo-me em particular aos participantes na Festa dos Pêssegos de Castel Gandolfo, que vieram com os seus frutos para receberem a bênção.
Esta tarde, em Roma, no rio Tibre, terá lugar a procissão da Nossa Senhora “fiumarola”: que Maria, Mãe de Jesus, conceda aos participantes nesta bonita tradição e a todos nós a graça de viver cada dia segundo os ensinamentos do Evangelho!
E, de coração, desejo a todos vós um bom domingo!
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Dia dos Avós: transmitir a ternura de Deus a cada idoso
Sebastián Sansón Ferrari - Vatican News
Em uma sociedade marcada pela pressa, pela tecnologia e pelo culto à juventude, os idosos podem frequentemente sentir solidão ou a sensação de terem sido deixados de lado. Diante dessa realidade, a Irmã Rosa Parra, das Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados, convida a resgatar o valor da presença, da escuta e dos pequenos gestos de proximidade.
No âmbito do VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que este ano será celebrado neste domingo, 26 de julho, a religiosa destaca que a atenção aos idosos não pode se limitar ao atendimento de suas necessidades físicas. Implica também acompanhá-los em sua dimensão espiritual, reconhecer a dignidade e ajudá-los a viver essa etapa com fé e esperança.
Para a religiosa, este Dia Mundial, instituído pelo Papa Francisco em 2021 e confirmada pelo Papa Leão XIV, representa uma oportunidade para voltar o olhar para aqueles que podem ser esquecidos. As celebrações, as visitas aos doentes e as iniciativas promovidas pelas comunidades são, em sua opinião, uma forma concreta de lembrar que os idosos continuam fazendo parte da grande família da Igreja. “É sempre como uma lembrança”, observa ela. Para a religiosa, essa data permite “tirar a poeira” de realidades que, durante o resto do ano, podem ficar mais esquecidas.
Visitar, ouvir e acompanhar
Nesse contexto, a partir da Santa Sé, o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida convida as comunidades paroquiais e diocesanas a se dedicarem de maneira especial àqueles que vivem sozinhos, àqueles que passam os dias em centros de assistência e àqueles que não recebem visitas. Em comunicado, o prefeito e o próprio secretário, cardeal Kevin Farrell e Dario Gervasi, desejam que a data “seja para todos — e, em particular, para os mais jovens — uma ocasião concreta para ir ao encontro de seus próprios avós, dos idosos de sua família e, sobretudo, daqueles que não têm ninguém ao seu lado”.
Além disso, o Dicastério propõe algumas orientações pastorais para as visitas a pessoas que estão sozinhas: por exemplo, quem fizer essas visitas não permaneça apenas nas áreas comuns, mas se aproxime dos quartos; pedir aos ministros extraordinários da Eucaristia que prolonguem as visitas habituais aos idosos e dediquem um tempo mais tranquilo à escuta; convidar as famílias a visitar os idosos solitários que moram em seu próprio prédio ou bairro, entre outras orientações.
Por sua vez, afirmam que seria desejável que, a partir da data, começassem a ser organizados momentos de reflexão sobre a mensagem do Pontífice, que pode ser distribuída a todos os participantes. Consideram que “pode-se pedir aos idosos uma oração especial pelos jovens e pela paz” e incentivam a promover a participação do maior número possível de idosos na missa dominical celebrada por ocasião da Jornada.
Cuidar do corpo e acompanhar a alma
A Congregação das Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados surgiu em 1873, a partir da preocupação do Pe. Saturnino López Novoa com a situação de muitos idosos que ficavam sozinhos e desamparados. Seu carisma, explica Parra, consiste em acompanhar os idosos, atendendo tanto às suas necessidades materiais quanto espirituais. Elas contam com uma ampla rede de cerca de 197 lares em aproximadamente 21 países.
“Nossa missão concreta é essa assistência, não apenas material”, afirma. O cuidado integral se expressa nas tarefas mais simples da vida cotidiana: alimentar, higienizar, acompanhar, ouvir ou simplesmente segurar a mão. Mas também em levar o idoso à Eucaristia, rezar o terço e criar um ambiente no qual ele possa viver essa etapa a partir da fé. “Cada irmãzinha, cada voluntário, nosso objetivo é transmitir essa ternura de Deus”, explica.
Para a religiosa, essa missão pode ser comparada à casa de Betânia. Da mesma forma, as residências devem ser locais onde os idosos possam se sentir acompanhados e acolhidos, mesmo quando a doença ou a dependência limitam suas capacidades. O carisma da congregação, lembra ela, então, resume-se a uma expressão que tem orientado a missão: “cuidar dos corpos para salvar as almas”.
Uma sabedoria de que as novas gerações precisam
A Ir. Rosa também alerta para o risco de reduzir a velhice à fragilidade física e à deterioração. Diante dessa visão, ela convida a descobrir a riqueza da experiência e da sabedoria que os idosos podem transmitir. Em seu trabalho com jovens voluntários, ela procura que sejam justamente os idosos a ocupar o centro. “Nós, jovens, gostamos de ser protagonistas, os melhores, os líderes, os mais rápidos, mas aqui viemos para que os protagonistas sejam os idosos”, relata.
As histórias daqueles que trabalharam durante décadas, formaram uma família, enfrentaram dificuldades ou aprenderam um ofício podem se tornar uma escola para as novas gerações. “Todo idoso, por mais limitado que seja, nos dá uma lição”, afirma. Pode ser um ensinamento de paciência, de aceitação da dor ou de capacidade de enfrentar o sofrimento.
Para a religiosa, o encontro entre jovens e idosos permite, além disso, superar uma visão superficial sobre a fragilidade. “Eu não cuido de um idoso por causa de seus títulos, porque ele seja mais ou menos bonito, porque tenha conquistado mais ou menos na vida, mas porque ele é Filho de Deus”, comenta.
Nessa perspectiva, a dignidade de uma pessoa não depende de suas capacidades nem do que tenha conquistado ao longo da vida. Mesmo quando já não consegue falar ou manter uma conversa, ela continua merecendo cuidado, respeito e amor. “O fato de eu poder apenas dar a mão a ele e que ele sinta minha força, que ele sinta meu calor, já é uma bênção de Deus”, explica.
Diante da cultura do descarte
A religiosa também chama a atenção para a tendência da sociedade contemporânea de marginalizar aqueles que já não conseguem acompanhar o ritmo acelerado da vida. “O idoso, o jeito do idoso não é a rapidez, é antes de tudo a calma”, observa. As novas tecnologias e as mudanças nas formas de comunicação podem fazer com que alguns idosos se sintam deslocados ou até mesmo como um fardo, mesmo que suas famílias os amem.
Diante dessa realidade, a Ir. Rosa considera fundamental cultivar a empatia e buscar novas formas de aproximação. A resposta, afirma ela, nem sempre requer grandes ações. Pode começar com gestos cotidianos: ajudar um idoso a atravessar a rua, acompanhá-lo com as sacolas de compras ou simplesmente parar para cumprimentá-lo.
“Que gestos tão bonitos e tão simples”, afirma ela. Pois por trás de uma ação aparentemente pequena pode haver uma experiência profunda: a certeza de que “alguém se lembra de mim”. Nessa tarefa, a religiosa considera que os cristãos têm uma responsabilidade especial. “Quando fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequenos, a mim o fizestes”, lembra ela, evocando as palavras do Evangelho.
A Pastoral dos Idosos, portanto, não é apenas uma tarefa daqueles que trabalham em lares ou instituições. É uma responsabilidade que envolve as famílias, as paróquias, os voluntários e toda a comunidade.
“Eu não vou te esquecer”
O lema do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos deste ano, “Eu nunca te esquecerei”, escolhido pelo Papa Leão XIV, ganha um significado especial nas palavras da Ir. Rosa. Para a religiosa, essa expressão lembra que Deus permanece próximo de cada pessoa e que a Igreja é chamada a tornar visível essa proximidade, especialmente entre aqueles que passam por momentos de fragilidade.
“Deus não se esquece de nós e Deus ama cada um de nós”, afirma ela. Por isso, a missão daqueles que acompanham os idosos consiste também em ajudá-los a descobrir que continuam sendo importantes, que suas vidas têm valor e que ainda têm um lugar dentro da comunidade. A Ir. Rosa também convida os jovens a se aproximarem, sem medo, dos idosos. Não se trata de realizar grandes ações, mas de dedicar tempo a eles. Sentar-se ao lado de um idoso, deixar de lado, por um momento, o celular e o relógio e simplesmente estar presente, sem pressa.
“Meu tempo é para você”, propõe ela como uma atitude concreta de acompanhamento. A religiosa afirma que os idosos sabem reconhecer quando uma pessoa está verdadeiramente presente e quando a visita é feita com pressa. Por isso, ela considera que recuperar o valor da presença constitui uma das respostas mais importantes diante da solidão.
“Dediquemos tempo aos outros, dediquemos tempo à terceira idade”, insiste ela. Aos idosos, por outro lado, ela os incentiva a confiar na misericórdia de Deus e a viver com paz essa etapa da vida. A partir da sua experiência acompanhando idosos doentes e nos últimos momentos de vida, ela relembra o testemunho de um deles que, apesar de suas limitações físicas, falava com serenidade sobre sua família, sobre o bem que havia podido realizar e sobre a esperança de se encontrar em breve com Deus.
Para a Ir. Rosa, essa experiência expressa o sentido profundo da pastoral dos idosos: acompanhar até o fim, cuidar com ternura e lembrar que nenhuma pessoa, por mais frágil que seja, deve se sentir esquecida. “Deus é amor”, lembra a religiosa. E, a partir dessa certeza, ela convida a encarar os idosos não como um fardo, mas como filhos de Deus, portadores de uma história e de uma sabedoria que ainda têm muito a oferecer à Igreja e à sociedade.
Seis dados que talvez não saiba sobre a vida de são Joaquim e sant’Ana
São Joaquim e sant’Ana com a Virgem Maria | Pixabay (Domínio público)Por Redação central
26 de jul de 2026 às 01:00
Hoje (26), a Igreja celebra a festa de são Joaquim e sant’Ana, os avós de Jesus; por isso oferecemos alguns dados que talvez você não conheça sobre suas vidas e para que se anime a pedir a sua intercessão.
1. Seus nomes aparecem nos evangelhos apócrifos
Segundo indica a Enciclopédia Católica, a menção a Joaquim e Ana como os pais de Nossa Senhora aparece nos evangelhos apócrifos: "evangelho de São Tiago", o "evangelho da Natividade da Santíssima Virgem" e no "Livro da natividade da Santa Virgem Maria e a infância do Salvador".
2. São Joaquim se retirou por 40 dias no deserto
O evangelho apócrifo de São Tiago narra que um dia o Sumo Sacerdote do Templo de Jerusalém não quis aceitar a oferta de Joaquim porque ele era de idade avançada e não tinha filhos.
Entristecido, o santo decidiu se retirar para o deserto, onde passou 40 dias rezando e jejuando a Deus como penitência por seus pecados e implorando-lhe que lhe concedesse a bênção de ter filhos.
3. Um anjo disse a sant’Ana que ela ficaria grávida
Segundo a tradição, depois que o esposo partiu para o deserto, Sant’Ana se entristeceu e rezava e jejuava por ele. Também pedia fervorosamente a Deus a graça de ter um filho, já que sofria humilhações por causa de sua esterilidade.
Como resposta às suas orações, um anjo lhe apareceu e disse: "Ana, o Senhor escutou tua oração: conceberás e darás a luz a uma filha santíssima, diante de cuja presença todos se ajoelharão e bendirão porque trará a salvação ao mundo; seu nome será Maria”.
São Joaquim também recebeu a visita do anjo no deserto e voltou para casa.
4. Consagraram sua única filha ao Senhor
A tradição também assinala que, três anos após o nascimento da Virgem Maria e depois do período de amamentação, são Joaquim e sant’Ana levaram a menina ao templo para consagrá-la ao Senhor.
5. Ensinaram Maria a escutar e fazer a vontade de Deus
Em uma ocasião, o papa Francisco disse que em sua casa, a Virgem Maria "cresceu, acompanhada pelo seu amor e pela sua fé; na casa deles, aprendeu a escutar o Senhor e seguir a sua vontade".
"São Joaquim e Sant’Ana fazem parte de uma longa corrente que transmitiu a fé e o amor a Deus, no calor da família, até Maria, que acolheu em seu seio o Filho de Deus e o ofereceu ao mundo, ofereceu-o a nós. Vemos aqui o valor precioso da família como lugar privilegiado para transmitir a fé!", expressou.
6. Iam passear com Jesus no Monte Carmelo
Uma antiga tradição da Igreja Católica indica que o Menino Jesus ia com frequência ao Monte Carmelo (Israel) para rezar e passear junto com seus pais, São José e Santa Maria, e seus avós, são Joaquim e sant’Ana.
Os habitantes da região tinham muito carinho por eles. Séculos depois, os carmelitas expandiram a devoção ao Divino Menino.
Hoje a Igreja celebra são Joaquim e sant’Ana, padroeiros dos avós
São Joaquim e santa'Ana | ACI DigitalPor Redação central
26 de jul de 2026 às 00:01
Hoje (26) é celebrada na Igreja Católica a festa dos pais da santíssima Virgem Maria e avós de Jesus, são Joaquim e sant’Ana.
Ambos os santos, chamados padroeiros dos avós, foram pessoas de profunda fé e confiança em Deus; foram os encarregados de educar no caminho da fé sua filha Maria, alimentando seu amor pelo Criador e preparando-a para sua missão.
Bento XVI, em um dia como este em 2009, destacou – através das figuras de ssão Joaquim e sant’Ana – a importância do papel educativo dos avós, que na família “são os depositários e muitas vezes as testemunhas dos valores fundamentais da vida”.
Em 2013, quando estava no Rio de Janeiro, Brasil, para a Jornada Mundial da Juventude, coincidindo sua estadia com esta data, o papa Francisco destacou que “são Joaquim e sant’Ana fazem parte de uma longa corrente que transmitiu o amor a Deus, no calor da família, até Maria, que acolheu em seu seio o Filho de Deus e o ofereceu ao mundo, ofereceu-o a nós. Vemos aqui o valor precioso da família como lugar privilegiado para transmitir a fé!”.
“Olhando para o ambiente familiar, queria destacar uma coisa: hoje, na festa de são Joaquim e sant’Ana, no Brasil como em outros países, se celebra a festa dos avós. Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade! E como é importante o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da família”, acrescentou.
sábado, 25 de julho de 2026
Terceira idade: não um peso a ser gerido, mas um dom a ser valorizado
Lorena Leonardi - Vatican News
“Não basta organizar serviços, é preciso construir relações”: só assim “a certeza de não ser esquecido por Deus” se traduz “na experiência cotidiana de não ser esquecido pela própria paróquia e pela própria família”. Palavras de Vittorio Scelzo, oficial do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, responsável pela pastoral dos idosos, que em uma entrevista faz um balanço a seis anos da instituição do Dia Mundial dedicado à Terceira Idade, que este ano é celebrado no domingo, 26 de julho, na festa de São Joaquim e Sant'Ana, pais da Bem-Aventurada Virgem Maria, ou seja, “os avós de Jesus”.
O Dia Mundial dos Avós e dos Idosos chegou à sua sexta edição. Qual balanço se pode fazer do caminho percorrido até agora?
Nesses anos, o Dia começou a se consolidar como um compromisso estável na vida da Igreja. Criado para responder ao isolamento imposto pela pandemia da Covid-19, deu à reflexão sobre a terceira idade um fôlego mais orgânico. O objetivo nunca se limitou à celebração de um dia especial, mas buscou o desenvolvimento de uma verdadeira pastoral dos idosos, capaz de superar uma ideia da velhice reduzida à assistência: o idoso, não mais apenas destinatário de serviços caritativos, torna-se sujeito ativo da pastoral. Os idosos são uma parcela consistente do povo de Deus, e é necessário oferecer-lhes a atenção pastoral que merecem. O desafio, a longo prazo, é transformar essa sensibilidade em prática ordinária, enraizando-a nos caminhos formativos das comunidades eclesiais.
O tema escolhido por Leão XIV, “Eu jamais te esquecerei” (Is 49, 15), recorda a proximidade de Deus e o compromisso da comunidade para com os idosos, especialmente os mais sós. Quais perspectivas concretas essa mensagem abre?
As palavras de Isaías abrem perspectivas muito interessantes. Antes de tudo, a superação daquilo que o Papa Francisco chamava de “cultura do descarte”, que pede às comunidades que saiam e vão ao encontro dos idosos: em um tempo que mede o valor das pessoas com base em sua eficiência, quem perde as forças ou a memória arrisca-se a se sentir esquecido. Leão XIV acrescenta que “o amor de Deus, que não esquece ninguém, é a resposta ao anonimato no qual a vida humana acaba por se perder”. A mensagem recorda que a missão da Igreja é tornar visível e tangível este “não esquecer” divino, fazendo eco à encíclica Magnifica humanitas. Não basta afirmar com palavras a dignidade dos idosos: é preciso ir ao encontro deles, fazer-se próximo com uma visita, com um abraço. Na prática, o Papa pede para ir visitar os idosos: um convite que pesa de modo particular neste tempo, marcado pelo calor do verão e por uma solidão muitas vezes mais aguda do que em outros períodos do ano. Pode parecer, e também é, um pedido de atenção social; mas a experiência ensina que essa proximidade deixará de ser um gesto isolado apenas quando os idosos forem realmente colocados no centro da vida eclesial, e então ficará claro para todos o quanto a sua presença é preciosa: não um peso a ser gerido, mas um dom a ser guardado. No plano operacional, isso significa que a comunidade deve se encarregar da solidão, verdadeira pobreza da terceira idade: não basta organizar serviços, é preciso construir relações. Como repetimos no Dicastério, o desafio é passar “da assistência à existência”, com projetos de vida nos quais o idoso se sinta parte de um “nós” comunitário. A certeza de não ser esquecido por Deus deve se traduzir na experiência cotidiana de não ser esquecido pela própria paróquia e pela própria família.
Nesses anos, vocês recolheram experiências significativas nas dioceses e nas paróquias. Há boas práticas ou iniciativas particularmente bem-sucedidas que relatam uma crescente sensibilidade em relação aos idosos?
Sim, o monitoramento constante do Dicastério mostra uma criatividade pastoral muito viva, com respostas diferentes dependendo dos contextos geográficos. Em muitas dioceses latino-americanas, a celebração se entrelaça com a devoção a Sant’Ana. Na Venezuela, a pastoral dos idosos está particularmente empenhada para que a mensagem “Eu jamais te esquecerei” chegue a todos os idosos atingidos pelo terremoto. Também na Ásia e na África não faltam iniciativas que, a partir deste Dia, recolocam os idosos no centro da vida eclesial: a diocese de Campala, em Uganda, é provavelmente aquela com as atividades mais numerosas e capilares. Na Índia, por sua vez, foram os jovens que, ao longo dos anos, criaram campanhas nas redes sociais para promover este Dia. Uma prática que está se espalhando por toda parte, e que apoiamos com convicção, é a visita aos idosos sós: muitas paróquias organizaram verdadeiros turnos de companhia. Na Europa, destacam-se os projetos de “aliança intergeracional”, onde jovens e idosos compartilham momentos de oração ou de lazer, superando uma separação geracional que acaba por empobrecer a ambos. Quando o idoso volta ao centro, toda a comunidade se beneficia.
O Pontífice convida a fazer da proximidade aos idosos um estilo ordinário da vida eclesial, não limitado a um único dia. Quais são hoje os principais desafios para que isso aconteça?
É necessário, antes de tudo, uma mudança de mentalidade, por parte da sociedade, mas também dos próprios idosos. Não se pode aceitar viver, e deixar viver, vinte ou trinta anos sem motivações e sem missão: a velhice é uma estação da vida que deve encontrar a sua própria espiritualidade, não um tempo vazio a ser preenchido ou gerido à espera do fim. Tampouco se pode fingir que não existe e continuar a viver como se o tempo não tivesse passado. O próprio Leão XIV, dirigindo-se diretamente aos idosos em sua mensagem, encoraja-os com um apelo claro: “Não tenham medo da fragilidade!”, explicando que esta fraqueza, se acolhida, abre o coração à invocação e torna-se ela mesma vocação. Um sinal concreto disso é a missão que o Papa confia justamente aos idosos: unir-se a ele na oração insistente para que a paz chegue logo ao mundo. Uma vocação, não uma aposentadoria espiritual.
Para acompanhar o Dia dos Idosos, foram preparados subsídios pastorais, a oração oficial e outros materiais. A quem são direcionados e como podem ajudar as comunidades a viver esta data de modo concreto?
Os materiais preparados — o chamado “kit pastoral” disponível no site do Dicastério — são instrumentos pensados para facilitar o trabalho das comunidades eclesiais. A proposta é propositalmente simples: celebrar uma missa com os idosos, possivelmente na igreja catedral, e visitar os idosos sós da própria comunidade. São indicações muito concretas: coerentemente com o tema escolhido para este ano, pede-se para não esquecer ninguém e, portanto, visitar também os idosos acamados ou sem condições de participar das atividades comuns. Também para eles o Dia dos Idosos é um chamado a se renovarem e a levarem a sério o pedido de Leão XIV de interceder pela paz.
Cardeal Kikuchi: a Igreja na Ásia, comunidade de realidades diversas unidas por uma só fé
Deborah Castellano Lubov - Vatican News
“Tivemos a oportunidade de aprofundar a nossa compreensão da realidade na Ásia e a conscientização de que, embora vivendo em contextos muito diferentes, estamos unidos em uma única fé, em um único Corpo de Cristo”. Quem explica é o cardeal Tarcisius Isao Kikuchi, arcebispo de Tóquio e Secretário-geral da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC), em conversa com a mídia do Vaticano sobre a XII Assembleia Plenária aberta na segunda-feira (20/07) em Jacarta, na Indonésia, e que se encerra no domingo, 26 de julho. Mais de 120 cardeais e bispos reuniram-se para rezar e refletir sobre a missão da Igreja no continente asiático. O cardeal Kikuchi presidiu a celebração eucarística que deu início à Assembleia, marcada por dias ricos em partilha e pela apresentação das reflexões surgidas nas discussões em grupo.
Eminência, quais os principais frutos da Assembleia Plenária até agora? Quais foram os temas e as prioridades principais das suas discussões?
A Igreja na Ásia existe nas diversas realidades culturais, linguísticas, políticas e econômicas, mas uma coisa é comum à maioria de nós: somos uma minoria absoluta na sociedade, com exceção das Filipinas. No primeiro dia, os participantes apresentaram breves vídeos de três minutos; na quarta-feira, tivemos um dia de oração e conversação no Espírito, guiado pelo cardeal Luis Antonio Tagle; e, na quinta-feira, nos dedicamos ao aprofundamento do mutável panorama sociopolítico da Ásia e à partilha da realidade das nossas Igrejas locais. Tivemos a oportunidade de aprofundar a nossa compreensão da realidade na Ásia e de aumentar a conscientização de que vivemos em realidades muito diferentes, mas unidos em uma única fé, em um único Corpo de Cristo. Compartilhamos os desafios e as oportunidades para a missão, baseados nas realidades locais, e encontramos alguns elementos comuns, em particular a importância do diálogo. Estamos buscando o melhor modo de sermos nós mesmos pontes, mas também construtores de pontes entre as pessoas, junto com as pessoas através do diálogo: com culturas diferentes, com as pessoas, especialmente os pobres, na variada realidade das numerosas religiões e na resposta à crise ecológica.
Eminência, a Ásia é um continente extraordinariamente diversificado. O que o senhor aprendeu com os seus confrades bispos durante esta assembleia?
As grandes ondas migratórias na Ásia exigem uma atenção pastoral imediata em muitos países. A tutela da dignidade humana também é uma prioridade em muitos Estados. Embora cada Nação tenha a sua própria situação e os seus próprios problemas, podemos buscar caminhos de cooperação entre as comunidades eclesiais na Ásia. O que as respectivas comunidades eclesiais na Ásia precisam é da compreensão recíproca de suas realidades e de cooperação mútua. Todos os meus confrades bispos, apesar de suas diferentes realidades, pedem o reconhecimento das circunstâncias em que atuam e o apoio, sobretudo espiritual, recíproco.
Os católicos no Japão representam uma porcentagem relativamente pequena da população. Como arcebispo de Tóquio, de que modo o senhor considera que as deliberações destes dias possam ajudar a sua Igreja a testemunhar melhor ou até mesmo a difundir a fé neste contexto?
Segundo as estatísticas oficiais da Igreja, no Japão há menos de meio milhão de católicos. No entanto, na realidade, no país reside pelo menos outro meio milhão de católicos migrantes. O sistema de registro oficial da Igreja no Japão não leva totalmente em conta essas pessoas. Por exemplo, estima-se que cerca de 40 mil filipinos residam na arquidiocese de Tóquio, e muitos jovens vietnamitas que trabalham no Japão com vistos temporários também são católicos. Através dos nossos encontros com os bispos de outros países asiáticos, iniciamos discussões profícuas sobre a realidade dos católicos migrantes e trocamos perspectivas significativas sobre a sua pastoral. Todos concordamos com o fato de que a presença dos católicos migrantes representa uma contribuição significativa para a comunidade eclesial local, enriquecendo a sua diversidade e permitindo à Igreja ser testemunha de unidade na diversidade, em particular em uma sociedade que frequentemente tende à exclusão e ao nacionalismo, como a japonesa. Sendo um exemplo de “unidade na diversidade”, a Igreja no Japão pode proclamar os valores do Evangelho através da sua própria existência, sendo uma comunidade de pessoas de diferentes nacionalidades que caminham e rezam juntas. A sinodalidade é fundamental para este testemunho.
Como foi recebida no Japão a encíclica Magnifica humanitas, do Papa Leão XIV? Dada a liderança do Japão na inovação tecnológica, o senhor considera que o documento teve repercussão na sociedade japonesa? Em sua opinião, quais aspectos podem ser particularmente valiosos no contexto japonês?
A nova encíclica Magnifica humanitas foi objeto de numerosos artigos na imprensa no Japão. De fato, desde a eleição, as palavras e as ações do Papa Leão têm sido amplamente acompanhadas pelos meios de comunicação japoneses. Há um interesse notável pela nova encíclica porque ela aborda o tema da inteligência artificial — que também é uma questão de interesse nacional neste momento —, mas a tradução oficial em japonês ainda está em andamento e aguardamos com expectativa a sua publicação. Somente então poderemos avaliar a reação da opinião pública.
Papa: Igreja na Ásia, fortalecer a unidade para construir pontes no continente
Vatican News
Neste sábado (25/07), o Papa Leão XIV falou através de uma mensagem de vídeo aos participantes da Assembleia Plenária da Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FABC) que se realiza em Jacarta, na Indonésia, de 20 a 26 de julho.
Cerca de 150 bispos provenientes de 29 países asiáticos se reúnem "para debater as importantes questões relativas à vida e ao futuro da Igreja Católica na Ásia", recordou o Santo Padre, asseguro-lhes sua "proximidade espiritual" e pedindo "ao Espírito Santo que inspire e guie este tempo que passam juntos".
Leão XIV recordou que o tema escolhido para assembleia plenária se inspira nas palavras de Jesus dirigidas a Natanael: “Você verá coisas maiores do que estas!”. "Ao chamar Filipe e Natanael para segui-lo e se tornarem seus discípulos, o Senhor se refere a si mesmo como o único mediador entre Deus e a humanidade", disse o Papa.
"Como seus discípulos hoje, sabemos que Jesus não é apenas a fonte da nossa comunhão com Deus, mas também da nossa comunhão uns com os outros", sublinhou. A seguir, recordou sua Carta Encíclica Magnifica Humanitas, publicada recentemente, onde escreve "que a solidariedade cristã encontra sua origem no mistério de Cristo e nasce de nossa comunhão nos sacramentos, particularmente na Eucaristia".
“Por esse motivo, desejo encorajá-los a continuar promovendo uma espiritualidade eucarística em suas Igrejas locais, ou seja, uma espiritualidade de unidade eclesial fundada na caridade que brota do dom do Senhor na Eucaristia.”
O Papa espera "que os laços de comunhão dentro e entre as Igrejas locais se fortaleçam e se tornem um sinal cada vez maior da presença de Deus em seus diferentes países, ajudando-os assim a serem construtores de pontes em toda a Ásia".
Por fim, confiou os participantes da assembleia plenária "à intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja", invocando sobre eles "os dons da sabedoria e força do Senhor".