sexta-feira, 17 de julho de 2026

Arcebispo Gallagher em missão na Ucrânia: “condições justas para uma paz justa”

 


O secretário para as Relações com os Estados está no país do Leste Europeu desde quinta (16/07) até 21 de julho, na qualidade de legado pontifício, por ocasião do aniversário de 35 anos da reabertura das estruturas da Igreja Católica de rito latino. Primeira parada em Lviv, com o arcebispo Mokrzycki e autoridades locais, às quais reiterou desejo de “trazer de volta a paz a esta parte da Europa”. À noite, a viagem seguiu para Kiev para encontrar o chefe da Igreja greco-católica, Shevchuk.

Roberto Paglialonga – enviado a Lviv

Um céu ensolarado acolhe o início da missão na Ucrânia do arcebispo Paul Richard Gallagher, na qualidade de legado pontifício para as celebrações do aniversário de 35 anos da reabertura das instalações da Igreja Católica de rito latino, que, conforme anunciado em uma postagem na conta X @TerzaLoggia da Secretaria de Estado, serão realizadas no domingo, 19 de julho, no Santuário de Nossa Senhora do Monte Carmelo, em Berdychiv. A ocasião serve também para relembrar a viagem de João Paulo II, que visitou o país em 2001.

O secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais da Santa Sé, que pousou em Cracóvia, na Polônia (o espaço aéreo ucraniano está fechado devido à guerra), na quinta-feira, 16 de julho, seguiu viagem de carro junto com o núncio apostólico em Kiev, o arcebispo Visvaldas Kulbokas. Ele permanecerá no país até terça-feira, 21.

O arcebispo Gallagher na Ucrânia
O arcebispo Gallagher na Ucrânia

A travessia de carro pela fronteira de Krakovets

Após a passagem pelo posto fronteiriço de Krakovets – com filas intermináveis de carros tanto na entrada quanto na saída do país, alguns chegam a esperar de 8 a 10 horas sem a certeza de obter permissão para o trânsito –, onde a delegação do Vaticano foi recebida pelo embaixador ucraniano junto à Santa Sé, Andrii Yurash, juntamente com representantes do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, e após a passagem por algumas aldeias situadas além da fronteira, a primeira parada foi em Lviv. Cidade com um patrimônio histórico, artístico e arquitetônico visível, que remonta aos períodos polonês e austro-húngaro, fundada oficialmente em 1256 pelo rei Danilo da Galícia (o nome foi dado em homenagem a seu filho Leão) no principado ruto da Galícia-Volínia, cujo centro urbano foi incluído em 1998 na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. A própria Lviv foi atingida várias vezes por ataques russos 0 a última vez no final de março de 2026.

A saudação do arcebispo a alguns doentes
A saudação do arcebispo a alguns doentes

Restaurar a paz nesta parte da Europa

Aqui, Gallagher, recebido pelo arcebispo católico de Lviv, Mieczyslaw Mokrzycki, na manhã de sexta-feira (17/07), reuniu-se na cúria arcebispal com um grupo de autoridades da região e da cidade. “Um fim justo para a guerra significa trazer de volta a paz a esta parte da Europa”, afirma o representante da Santa Sé, acrescentando que a Igreja e o Papa Leão XIV “não esquecem os sofrimentos do povo ucraniano e seus sacrifícios. Devemos criar as condições adequadas para uma paz justa”. Às 9h em ponto, na capela do local, foi realizado um momento de oração e silêncio pelas vítimas do conflito: um momento comovente e significativo que é observado em toda a Ucrânia à mesma hora desde o início das hostilidades, em fevereiro de 2022, de forma espontânea, tornando-se mais recentemente uma norma legal: trabalhadores, estudantes, cidadãos, todos param, descendo dos carros ou interrompendo tudo por um minuto de reflexão.

O encontro com as autoridades
O encontro com as autoridades

A visita à Universidade de Lviv

Em seguida, ele visitou a Universidade Católica da cidade, que conta com cerca de 30 mil alunos matriculados, tanto on-line quanto presencialmente. O terreno onde fica a universidade, equipado com bunkers especiais onde também podem se refugiar os moradores dos bairros vizinhos em caso de ataque, foi adquirido pelas autoridades ucranianas em 1998, que mandaram construir ali um campus futurista (com sete faculdades), tendo no centro uma igreja. No local onde ela se encontra agora, estava inicialmente prevista a construção de escritórios dedicados à propaganda soviética. Os prédios, embora não tenham sido atingidos diretamente, sofreram de perto os bombardeios russos.

Há dois anos, um míssil caiu a poucas centenas de metros, causando de 7 a 8 vítimas. No total, são cerca de 40 mortos ligados à universidade, entre estudantes e seus familiares. “A guerra está aqui”, ressalta durante o encontro o reitor da universidade, o bispo metropolita greco-católico Borys Gudziak, ao receber o arcebispo Gallagher e apresentar as instalações e atividades acadêmicas. Entre elas, o apoio direto a muitas pessoas com deficiência, acolhidas em ambientes que são parte integrante da universidade: a delegação conversa com elas por alguns minutos, ouvindo suas histórias por meio do relato da responsável pelo programa de formação do Colégio Universitário, a Ir. Maria Radist, e compartilhando reflexões de esperança para o futuro. “Todos estão empenhados em prestar assistência e ajuda: os estudantes que vêm até nós recebem uma educação integral, que inclui também a capacidade de se doar pelos outros”, conclui Gudziak.

A visita à Universidade de Lviv
A visita à Universidade de Lviv

Em Kiev, o encontro com Shevchuk

Na noite desta sexta-feira (17/07), após uma parada na Igreja São João Paulo II, em Rivne, irá à nunciatura apostólica de Kiev, onde Gallagher se reunirá com o arcebispo-mayor greco-católico de Kiev-Halyc, Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk.

(vaticanews)

Leão XIV vai assistir concerto de verão em Castel Gandolfo

 


Papa Leão XIV aprecia concerto de Natal em 2025 ??
Papa Leão XIV aprecia concerto de Natal no ano passado. | Vatican Media
 

O papa Leão XIV, que restaurou a tradição papal interrompida pelo papa Francisco de passar parte do verão em Castel Gandolfo, Itália, deverá assistir a um concerto de música clássica no próximo sábado (18).

O Concerto em Honra ao Santo Padre Leão XIV vai acontecer no pátio do palácio apostólico de Castel Gandolfo, onde ele está hospedado de 5 a 27 de julho. A diocese suburbicária de Albano, que fica nas proximidades, vai oferecer o evento como um presente ao papa para marcar a renovação da presença papal na cidade à beira do lago, que faz parte da diocese.

Leão XIV, como cardeal Robert Prevost, foi o cardeal-bispo titular da diocese de Albano antes de sua eleição para o papado no ano passado.

Em comunicado de imprensa divulgado hoje (16) pela diocese, o bispo de Albano, Itália, Vincenzo Viva, descreveu o concerto como uma expressão da alegria e proximidade da diocese com o papa. 

“A presença renovada do Santo Padre em nosso território diocesano encheu de alegria nossa Igreja local e seus habitantes”, disse Viva em comunicado. “Desejamos oferecer esse concerto sinfônico como um gesto de afeto e comunhão, e o programa que elaboramos revela momentos de raro esplendor”.

O concerto apresentará repertório clássico de Niccolò Paganini e Vincenzo Bellini. A apresentação ficará a cargo da orquestra I Musici di Parma, de Parma, Itália.

O papa Leão XIV decidiu passar parte deste verão de férias no palácio apostólico de Castel Gandolfo, depois de o papa Francisco ter escolhido por não passar os seus verões lá em todo o seu pontificado de 12 anos. O complexo abrange também os Jardins Pontifícios, entre os quais o jardim Borgo Laudato Si'.

 

O concerto do próximo sábado será a segunda aparição pública de Leão XIV (além do seu Ângelus do domingo passado) em Castel Gandolfo até o momento, depois do almoço com os pobres no jardim do Borgo Laudato Si' em 11 de julho. Com exceção do Ângelus de domingo, todas as audiências, privadas e públicas, inclusive a audiência geral de quarta-feira, estão suspensas em suas férias.


Especialistas assinam declaração de Roma sobre limites para IA e armas nucleares

 


O Palazzo Senatorio, a prefeitura de Roma, está localizado na Piazza del Campidoglio, no topo do monte Capitolino ??
O Palazzo Senatorio, a prefeitura de Roma, está localizado na Piazza del Campidoglio, no topo do monte Capitolino. | Ishmael Adibuah/EWTN News
 

Inspirados pela encíclica Magnifica humanitas, do papa Leão XIV, cerca de 200 acadêmicos, inovadores e laureados com o prêmio Nobel assinaram hoje (16) uma declaração em Roma, Itália, pedindo o desenvolvimento responsável da inteligência artificial (IA) e a eliminação completa das armas nucleares.

“Precisamos desarmar a próxima corrida armamentista, tanto em inteligência artificial quanto nuclear, antes que elas definam também o próximo século”, disse a declaração.

Segundo o Vatican News, serviço de informações da Santa Sé, a assinatura da declaração por “uma paz desarmada e desarmante na era da inteligência artificial, das armas nucleares e autônomas, dos novos protocolos digitais e dos modelos emergentes de desenvolvimento digital” ocorreu no salão Giulio Cesare, no Palazzo Senatorio, a prefeitura de Roma, no topo do monte Capitolino.

A assinatura também encerrou a assembleia global de Laureados com o Prêmio Nobel sobre Inteligência Artificial e Guerra Nuclear, realizada de 14 a 16 de julho no Borgo Laudato Si', parte dos jardins pontifícios de Castel Gandolfo, onde o papa Leão XIV está hospedado de 5 a 27 de julho.

Entre as pessoas presentes na assinatura estavam o vigário-geral de Roma, cardeal Baldassare Reina; o prefeito de Roma, Roberto Gualtieri; e Sharon Stone, atriz de Hollywood.

Por uma paz desarmada e libertadora

A declaração apelou aos governos e às empresas para que desacelerem o desenvolvimento da IA, interrompam a expansão das armas nucleares e trabalhem para a sua eliminação total.

“Apelamos aos governos, às empresas e às organizações internacionais para que promovam uma desaceleração coordenada do desenvolvimento de inteligência artificial de ponta”, disse a declaração. “Apelamos a negociações urgentes, sustentadas e de boa-fé que conduzam, dentro de um quadro acordado e com prazos definidos, à eliminação verificável e irreversível das armas nucleares”.

Segundo um comunicado de imprensa divulgado hoje (16), a declaração e a cúpula foram inspiradas pela encíclica Magnifica humanitas, escrita por Leão XIV.

“O papa Leão XIV, invocando valores comuns a todas as tradições religiosas, apelou à humanidade para uma paz desarmada e desarmante”.

Uma corrida pela sobrevivência da humanidade

Discursando na assinatura da declaração, Reina falou sobre a importância dela para a sobrevivência da humanidade em meio às ameaças de guerra nuclear e uso indevido da inteligência artificial.

"A declaração apresentada hoje nos lembra com muita clareza que nenhuma máquina, nenhum algoritmo e nenhum sistema autônomo pode ser colocado no centro das decisões das quais depende a sobrevivência da humanidade", disse Reina.

O professor David Gross, laureado com o prêmio Nobel de Física e professor de física teórica na Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, EUA, falou sobre a necessidade de países com armas nucleares adotarem políticas para reduzir o risco de guerra nuclear.

“Estamos no meio de uma corrida armamentista acelerada”, disse Gross.

“Solicitamos que os países com armas nucleares promovam políticas que reduzam o risco de guerra, guerra nuclear e aniquilação”, disse ele.


Sexta-feira, 17 de Julho de 2026 - 11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

O amor vence (Mt 12,1-8) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 17/07


 

SANTO DO DIA - 17 DE JULHO: BEATO INÁCIO DE AZEVEDO E COMAPNHEIROS MÁRTIRES


 

Laudes da Memória do Bem-aventurado Inácio de Azevedo, presbítero, e seus companheiros, mártires


 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Maria Pequena Maria Caminho Neocatecumenal com Cifras


 

Hoje celebramos Nossa Senhora do Carmo, a mais bela flor do jardim de Deus

 


Nossa Senhora do Carmo Nossa Senhora do Carmo | ACI Digital
 

Segundo a tradição, no dia 16 de julho de 1251, são Simão Stock, superior dos carmelitas, encontrava-se em profunda oração rogando por seus religiosos perseguidos quando a Virgem lhe apareceu com o hábito da Ordem na mão e entregou-lhe o escapulário.

Tempos depois, a devoção a Nossa Senhora do Carmo foi florescendo e a espiritualidade carmelita se estendeu por vários lugares do mundo.

A festa de Nossa Senhora do Carmo, que se celebra hoje, 16 de julho, é ainda símbolo do encontro entre a Antiga e a Nova Aliança, porque foi no monte Carmelo (vocábulo hebreu que significa jardim) onde o profeta Elias defendeu a fé do povo escolhido contra os pagãos.

Elias e Eliseu permaneceram no Monte Carmelo e com seus discípulos viveram de maneira contemplativa, como eremitas em oração. Em meados do século XII de nossa era, são Bertolo fundou a Ordem do Carmelo e vários sacerdotes foram viver no Carmelo como eremitas.

Por volta de 1205, santo Alberto, patriarca de Jerusalém, entregou aos eremitas do Carmelo uma regra de vida, que foi aprovada pelo papa Honório III em 1226. Eles tinham a missão de viver na forma de Elias e de Maria Santíssima, a quem veneravam como a Virgem do Carmo.

No século XIII, o papa Inocêncio IV concedeu aos carmelitas o privilégio de ser incluídos entre as ordens mendicantes junto com os franciscanos e dominicanos. Os carmelitas passaram por algumas reformas, sendo a maior delas a realizada por santa Teresa d´Ávila (Santa Teresa de Jesus) e são João da Cruz. Através dos séculos, esta espiritualidade deu muitos santos à Igreja.

Oração à Nossa Senhora do Carmo

Ó bendita e imaculada Virgem Maria, honra e esplendor do Carmelo! Vós que olhais com especial bondade para quem traz o vosso bendito escapulário, olhai para mim benignamente e cobri-me com o manto de vossa fraqueza com o vosso poder, iluminai as trevas do meu espírito com a vossa sabedoria, aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Ornai minha alma com a graça e as virtudes que a tornem agradável ao vosso divino Filho. Assisti-me durante a vida, consolai-me na hora da morte com a vossa amável presença e apresentai-me à Santíssima Trindade como vosso filho e servo dedicado; e lá do céu, eu quero louvar-vos e bendizer-vos por toda a eternidade.

Nossa Senhora do Carmo libertai as benditas almas do purgatório. Amém!

Quinta-feira, 16 de Julho de 2026 -11:00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Homilia Diária | A principal intuição da espiritualidade carmelita (Festa de Nossa Senhora do Carmo)


 

Laudes da Festa de Nossa Senhora do Carmo


 

Bendita és tu, Maria - Caminho Neocatecumenal


 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Orações à Virgem do Carmo

 


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Amanhã (16) é o dia de Nossa Senhora do Carmo. A seguir, algumas orações á Virgem do Carmo.

Bendita e imaculada Virgem Maria, beleza e glória do Carmelo, vós, que tratais com bondade inteiramente especial aqueles que se vestem com vosso amantíssimo hábito, volvei sobre mim também um olhar propício e cobri-me com o manto de vossa maternal proteção.

Por vosso poder, fortificai minha fraqueza; por vossa sabedoria, esclarecei meu espírito; em mim aumentai a fé, a esperança e a caridade. Ornai minha alma com graças e virtudes que a façam cara a vosso Divino Filho e a vós.

Assisti-me durante a vida, consolai-me na morte por vossa amável presença e apresentai-me à Augusta Trindade como vosso filho e servo dedicado, para vos louvar e bendizer eternamente.

Amém!

Ó Senhora do Carmo, revestido(a) de vosso escapulário eu vos peço que ele seja para mim sinal de vossa materna proteção em todas as necessidades, nos perigos e nas aflições da vida. Acompanhai-me com vossa intercessão, para que eu possa crescer na fé, esperança e caridade, seguindo a Jesus e praticando a Sua Palavra. Ajudai-me, ó mãe querida, para que, levando com devoção vosso santo escapulário, alcance a graça de morrer piedosamente como ele, na graça de Deus, e assim chegar à vida eterna.

Amém.

Súplica à Virgem do Carmo

Dos inimigos da alma: livrai-nos.

Em nossos desencontros: iluminai-nos.

Em nossas dúvidas e dores: confortai-nos.

Em nossas tentações: defendei-nos.

Nas horas difíceis: consolai-nos.

Com vosso coração maternal: amai-nos.

Com vossa imensa bondade: protegei-nos.

E com os vossos braços abertos: recebei-nos.

Virgem do Carmo, rogai por nós!

Amém.

A oração em ucraniano de Zuppi em Kiev: “que Deus conceda uma paz justa”

 


Terceiro dia de missão do presidente dos bispos italianos ao país em guerra. Em Lviv, cardeal Zuppi se reuniu com deslocados atendidos pela Comunidade de Santo Egídio. Na capital estão sendo realizadas as celebrações do Dia da Soberania Ucraniana, feriado civil e religioso que comemora o batismo da Rus’ de Kiev, durante o qual o cardeal depositou um buquê de rosas e rezou para que os prisioneiros voltem para casa, as crianças possam abraçar as famílias e os desaparecidos sejam encontrados.

Salvatore Cernuzio – Vatican News

Para aquele mesmo céu de onde, até a última noite, caíram mísseis que destruíram infraestruturas civis, o cardeal Matteo Maria Zuppi, da capital Kiev, elevou uma oração em ucraniano a “Deus Todo-Poderoso” pela “querida Ucrânia”, pedindo bênção e proteção:

“Conceda uma paz justa, para que os prisioneiros possam voltar para casa, as crianças possam abraçar novamente suas famílias, os desaparecidos sejam encontrados e todos possam chorar diante do corpo do seu ente querido que morreu. Inspire em cada um de nós a coragem e a sabedoria para sermos construtores de paz…”

O presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI) está nesta quarta-feira, 15 de julho, em seu terceiro dia de missão no país atacado, onde chegou na noite de segunda-feira, dia 13, partindo da região de Lviv até chegar na noite de terça (14/07) a Kiev, para levar a solidariedade do Papa Leão XIV e fortalecer os contatos e canais já estabelecidos com a primeira missão de 2023 promovida pelo Papa Francisco, em prol da ação humanitária da Santa Sé. Uma ação voltada para facilitar a troca de prisioneiros de guerra, a devolução das crianças que, segundo a Ucrânia, foram levadas à força para a Rússia e o repatriamento dos corpos. É justamente com as associações e ONGs locais que atuam nessas áreas que Zuppi irá se reunir durante a tarde, além das reuniões institucionais que, no entanto, não incluem, pelo menos para esta quarta-feira (15/07), um encontro com o presidente Volodymyr Zelensky, com quem já se reuniu há três anos.

O cardeal junto aos outros líderes religiosos em Kiev (ph. © Andrii Yurash)
O cardeal junto aos outros líderes religiosos em Kiev (ph. © Andrii Yurash)

As celebrações pelo Batismo da Rus’ de Kiev

Pela manhã — após a missa na Nunciatura Apostólica que o hospeda, presidida pelo arcebispo Visvaldas Kulbokas, que acompanha o cardeal nestes dias de visita – o cardeal participou das celebrações pelo Batismo da Rus’ de Kiev, data comemorativa que ocorre anualmente em 15 de julho e que celebra a cristianização do país em 988 pelo príncipe Volodymyr, o Grande, considerado santo tanto pela Igreja Católica quanto pela Ortodoxa, simbolizando as raízes históricas e espirituais da Europa Oriental. Uma festa civil e religiosa, portanto, conhecida na Ucrânia também como Dia da Soberania Ucraniana, de acordo com o título escolhido pelo presidente Zelensky em 2021, que inseriu a data no calendário nacional. Inúmeras autoridades estiveram presentes na capital, entre elas, líderes de diversas religiões, o chefe da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Sviatoslav Shevchuk; e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em sua décima primeira visita à Ucrânia desde o início do conflito.

A oração do cardeal

Convidado de honra, o cardeal Zuppi participou da cerimônia na Praça São Miguel, em frente ao mosteiro dourado que – como lembra o jornal católico italiano Avvenire, acompanhando a missão – tornou-se um memorial de guerra desde os primeiros dias da invasão russa. Em “procissão” ao lado de Zelensky e das demais autoridades, o cardeal caminhou pela avenida ladeada pelo Memory Wall, o muro da memória no qual estão expostas as fotografias dos que morreram nestes anos de guerra, segurando um buquê de rosas vermelhas que depois depositou em homenagem àqueles que perderam a vida no campo de batalha.

Do centro da praça, o presidente da Conferência Episcopal Italiana e arcebispo de Bolonha, lendo um texto escrito em ucraniano, invocou então uma “paz justa” para esta terra tantas vezes definida pelo Papa Francisco como “martirizada”. Desejo este confiado a Deus e também à intercessão de São Volodymyr, cujo nome – disse ele – remete tanto ao nome do presidente da Ucrânia quanto ao do presidente da Rússia: “Que São Volodymyr ilumine as mentes e os corações dos dois chefes de Estado para abrir caminhos de justiça e paz”.

O cardeal Zuppi entre os deslocados de Lviv (ph. © Avvenire - Giacomo Gambassi)
O cardeal Zuppi entre os deslocados de Lviv (ph. © Avvenire - Giacomo Gambassi)

A oração pela paz também foi o fio condutor dos compromissos de terça-feira (14/07) do cardeal Zuppi na Ucrânia, que começou na fronteira com a Polônia, na região de Lviv, com uma visita à colônia penal de Zakhid-1, onde estão detidos prisioneiros de guerra capturados nos campos de batalha. Ainda em Lviv, o cardeal se reuniu com o chefe da administração regional, Maksym Kozytskyi, que lhe agradeceu pelos esforços voltados para o repatriamento de prisioneiros de guerra e crianças, bem como pela busca dos desaparecidos, e propôs áreas específicas de colaboração entre a capital ocidental da Ucrânia e as instituições da Santa Sé e da Itália.

Comovente, por fim, foi o evento de encerramento do primeiro dia de compromissos: a visita à sede da Comunidade de Santo Egídio em Lviv. Lá, o cardeal, guiado por Yuriy Lifanse, líder da seção ucraniana da Comunidade, recebeu e retribuiu o abraço de um numeroso grupo de fiéis, entre os quais, muitos deslocados assistidos por Santo Egídio. Mulheres, idosos e crianças cercavam o cardeal, que dirigiu a todos palavras de encorajamento e reiterou “a proximidade” do Papa Leão.