domingo, 2 de agosto de 2026

São Francisco e a Porciúncula: Saiba como obter a indulgência plenária hoje e amanhã

 


PorciunculaSanFrancisco_010816.jpg Igreja da Porciúncula em Assis | São Francisco de Assis
 

Todos os anos, os fiéis que visitarem uma igreja franciscana em qualquer lugar do mundo entre o meio-dia de hoje (1º) e o fim do dia 2 de agosto podem obter a indulgência plenária da Porciúncula.

Para isso, além da visita à igreja, é necessário cumprir as condições habituais: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do papa.

O irmão Gonzalo Cateriano, ex-provincial dos franciscanos capuchinhos no Peru, disse à ACI Prensa, agência em espanhol da EWTN News, que o Perdão de Assis expressa o "grande desejo de são Francisco de Assis de que todas as almas se salvem" e de que os fiéis recebam "com piedade e devoção" a indulgência, cumprindo as disposições da Igreja.

O frade disse que "antigamente era muito difícil que a Igreja concedesse indulgências" já que só se obtinham em peregrinação a alguns lugares como Terra Santa e, portanto, foi um grande presente que são Francisco obteve por seu amor às almas.

"Agora o Perdão de Assis pode ser obtido em todas as igrejas franciscanas do mundo desde a véspera da festa central", disse.

A concessão da Indulgência da Porciúncula se deu em 1216, quando são Francisco partiu para Perusa junto de outro frade para ver o papa Honório III, depois de uma aparição do próprio Cristo e de Nossa Senhora rodeados de anjos na capela de Santa Maria dos Anjos, em Assis.

Nesta aparição, o santo pediu ao Senhor que concedesse uma indulgência a quantos visitassem a Igreja dedicada à Virgem sob a devoção de Nossa Senhora dos Anjos. Segundo o relato, Cristo acolheu o pedido e orientou Francisco a procurar o papa para obter a aprovação da indulgência. Honório III concedeu o pedido.

Em 1966, por ocasião dos 750 anos da concessão da indulgência da Porciúncula, o papa Paulo VI publicou a carta apostólica Sacrosancta Portiunculae ecclesia. Na carta, ele pede que "a instituição desta indulgência seja celebrada de maneira que verdadeiramente a Porciúncula seja aquele lugar santo onde se consegue o perdão total e se faz estável a paz com Deus".

Referindo-se às peregrinações que os fiéis realizam para o lugar, disse: "Queira Deus que a peregrinação, transmitida durante séculos, à igreja da Porciúncula, que Nosso mesmo Predecessor João XXIII empreendeu com ânimo piedoso, não termine mas que cresça continuamente a multidão de fiéis que acodem ali ao encontro com Cristo rico em misericórdia e com sua Mãe, que intercede sempre perante ele".

A pequena igreja conhecida como Porciúncula que são Francisco de Assis dedicou a Santa Maria dos Anjos, encontra-se dentro da grande Basílica que leva o mesmo nome desta devoção mariana. A basílica data dos séculos XVI e XVII.

Esta igreja foi a segunda morada do santo e de seus primeiros irmãos, assim como o lugar onde na tarde de 3 de outubro de 1226, são Francisco morreu. Este também foi o lugar, onde no domingo de Ramos de 1211 São Francisco recebeu a consagração da santa Clara, dando origem à ordem das clarissas.

(acidigital) 

Por que a Porciúncula é importante na vida de são Francisco e da Igreja

 


SanFranciscoEnLaPorciuncula-MuseoSanFranciscoSantiagodeChile010818.jpg Quadro “São Francisco na Porciúncula” | Cortesia: Museu São Francisco, Santiago, Chile
 

Todos os anos, em 2 de agosto, os fiéis do mundo podem receber a indulgência plenária da Porciúncula, também conhecida como “Perdão de Assis”, concedida pela Igreja em 1216 a pedido de são Francisco de Assis.

A Porciúncula é uma pequena capela dentro da Basílica de Nossa Senhora dos Anjos, em Assis, na Itália, e integra o conjunto “Assis, Basílica de São Francisco e outros sítios franciscanos”, inscrito pela Unesco como Patrimônio Mundial. O lugar tem grande importância para a história e a espiritualidade franciscanas.

1. Deu origem à Ordem Franciscana

São Francisco descobriu sua vocação e viveu parte de sua vida na pequena capela, que estava deteriorada e havia sido cedida pelos beneditinos.

O bispo de Iquique, no Chile, dom Isauro Covili, franciscano, disse à ACI Prensa, agência em espanhol da EWTN News, que são Francisco considerava o lugar “uma pequena porção do céu na terra”. Por isso, decidiu reconstruir a capela com a ajuda de outras pessoas e de leprosos.

“Esse lugar constitui o início da ordem franciscana, da vida evangélica de São Francisco e de Santa Clara”, disse dom Isauro Covili.

“São Francisco sempre se preocupou para que os irmãos que habitavam no local fossem os mais virtuosos”, pois considerava a Porciúncula “um lugarzinho onde o céu se fazia presente”, disse o bispo.

2. As almas encontram o perdão

Segundo a tradição franciscana, em 1216, enquanto são Francisco rezava na Porciúncula pelos pecadores e pela salvação das almas, Cristo e a Virgem Maria apareceram a ele rodeados por anjos.

O santo pediu a indulgência para todos os que visitassem a capela. Depois, procurou o papa Honório III, que concedeu a autorização eclesial.

“Esta indulgência representa a vida penitencial que é um retorno permanente a Deus, é voltar-se a Deus desde as entranhas, desde o amor de Deus, do próprio Jesus que fala e ama muito”, disse dom Isauro Covili.

“Uma indulgência é uma experiência profunda de espiritualidade e de perdão. E esta foi pedida por São Francisco para a Igreja e todos os que quisessem reparar situações pessoais e comunitárias, e experimentar o amor de Deus que repara e que purifica o coração”.

3. Convida a renovar a missão

A Porciúncula é uma reivindicação à vida e à dignidade humana. É um lugar onde são Francisco viveu o Evangelho de Jesus. E, estando ali, enviou os primeiros irmãos em missão”, disse dom Isauro Covili.

“Esta é uma festa que nos remete a voltar a Jesus Cristo, ao Evangelho, ao essencial, abraçar o pobre, o excluído, é uma festa que tem relação com a fraternidade, a comunhão e o diálogo”.

“É uma oportunidade para que a Igreja se renove a partir do encontro com a Palavra e a partir do anúncio missionário”, disse o bispo.

4. Dá valor à mulher

Santa Clara, incentivada por são Francisco em sua vida espiritual, foi à Porciúncula em 1212 para consagrar sua vida a Deus.

Naquele mesmo ano, surgiu a segunda ordem franciscana, conhecida como Ordem de Santa Clara ou ordem das clarissas.

A amizade, a fraternidade e a orientação de são Francisco na vida de santa Clara são uma expressão do “valor do feminino que hoje nos desafia a reconhecê-lo e incorporá-lo como expressão real na vida da Igreja”, disse dom Isauro Covili.

A festa da Porciúncula “faz muito bem à Igreja” por ser uma “oportunidade de se renovar a partir do essencial, é um retorno para Jesus Cristo, para uma vida mais profunda, uma Igreja mais da comunhão, do anúncio missionário”, concluiu


Papa exorta fiéis a abençoar a mesa como testemunho de fé no dia a dia

 


Papa Leão XIV faz a oração do Ângelus da varanda do Palácio Apostólico, no Vaticano, em 2 de agosto de 2026 ??
Papa Leão XIV faz a oração do Ângelus hoje (2), da varanda do Palácio Apostólico, no Vaticano. | Vatican Media
 

O papa Leão XIV encorajou os fiéis hoje (2), na oração do Ângelus, a redescobrirem a bênção da mesa como uma simples expressão de fé e como um modo concreto de transmitir a “beleza” da Eucaristia na vida diária.

“Enquanto saboreamos a graça da Eucaristia, comprometamo-nos a testemunhar a sua beleza nos nossos gestos cotidianos, a começar pela bênção da mesa, quando partilhamos o pão em família e entre amigos”, disse o papa da varanda do Palácio Apostólico, no Vaticano, onde retomou a oração mariana depois de concluir três semanas de repouso de verão em Castel Gandolfo, Itália.

Em sua reflexão, Leão XIV falou sobre o relato evangélico da multiplicação dos pães e peixes, proclamado na liturgia de hoje, e disse que as ações de Jesus Cristo revelam o profundo significado de Sua missão salvífica. O papa disse: "São gestos que manifestam a sua dedicação especial por nós, ou seja, a salvação que Ele traz ao mundo”.

Leão XIV disse que Cristo não só fez milagres extraordinários, mas, por meio deles, anunciou a proximidade do Reino de Deus. “O Senhor é recordado como Aquele que dá sentido à vida, libertando-a do mal e do pecado”, disse o papa. “Ao dar vista aos cegos e audição aos surdos, Cristo não apenas realiza atos milagrosos, mas também anuncia a todos que o Reino de Deus está próximo”.

O papa disse que o Evangelho mostra como Jesus Cristo transforma a existência humana de modo integral. Leão XIV disse que o texto bíblico de hoje "testemunha que Jesus não se limita a restaurar os sentidos a quem deles carece, mas também dá sabor aos nossos sentidos".

Encontro com Cristo, “uma experiência nutritiva”

O papa disse que a multiplicação dos pães é uma imagem eloquente do encontro com Cristo. “O episódio da multiplicação dos pães significa que o encontro com o Senhor é uma experiência nutritiva”, disse ele. “No deserto, ou seja, no lugar da nossa necessidade, Cristo é o pão da vida”.

Sobre isso, Leão XIV disse que o Senhor responde aos anseios mais profundos do coração humano. “Cristo sacia verdadeiramente a fome da humanidade, a nossa fome de verdade e de vida”. O papa disse também que o milagre transmite uma lição fundamental sobre solidariedade e partilha.

Em contraste com a lógica do egoísmo, Leão XIV falou sobre os riscos de uma cultura centrada na acumulação. "Seu gesto ensina que nada se desperdiça quando é partilhado".

Em contrapartida, o papa disse que "a acumulação e o desperdício, por outro lado, são duas faces do mesmo mal: a ganância".

Leão XIV definiu-a como uma “doença da alma” que “faz perder o juízo, porque embriaga de riquezas, ao ponto de ignorar aqueles que choram de fome e clamam de sede”.

O papa falou também sobre as contradições de um mundo marcado por profundas desigualdades e conflitos: “E assim, perante a opulência das coisas que perecem, estão as mãos estendidas de quem não tem o que comer, as casas incendiadas de quem não tem paz”.

Falando sobre o contexto atual de guerras e tensões internacionais, Leão XIV convidou a todos a contemplar o milagre da multiplicação dos pães como uma manifestação da caridade divina. “Nesse milagre da caridade, reconhecemos os gestos característicos de Jesus, que encontram na Última Ceia o seu ápice”, disse o papa.

Por fim, Leão XIV disse que até mesmo as férias podem ser uma oportunidade para viver a fraternidade e cuidar dos mais necessitados. “Na companhia de Jesus, também as férias podem tornar-se um tempo de serenidade fraterna, envolvendo aqueles que, ao nosso lado, se encontram em necessidade”, disse ele.

 

(acidigital) 

Angelus, 2 de agosto de 2026 - Papa Leão XIV


 

 

PAPA LEÃO XIV

ANGELUS

Praça de São Pedro
Domingo, 2 de agosto de 2026


Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!

Quando ouvimos o Evangelho, frequentemente escutamos falar dos sinais realizados por Jesus: são gestos que manifestam a sua dedicação especial por nós, ou seja, a salvação que Ele traz ao mundo. O Senhor é recordado como Aquele que dá sentido à vida, libertando-a do mal e do pecado.

Ao dar a visão aos cegos e a audição aos surdos, Cristo não se limita a realizar milagres, mas anuncia a todos que o Reino de Deus está próximo. Por isso, o Evangelho de hoje (Mt 14,13-21) testemunha que Jesus não se limita a restaurar os sentidos a quem deles carece, mas também dá sabor aos nossos sentidos. A quem era surdo e passa a ouvir, o Senhor dirige a Boa Nova para ser ouvida; a quem era cego e passa a ver, mostra a esplêndida obra da redenção que é realizada por Ele. Da mesma forma, Jesus dá aos que têm fome o alimento para comer: o episódio da multiplicação dos pães significa que o encontro com o Senhor é uma experiência nutritiva. No deserto, ou seja, no lugar da nossa necessidade, Cristo é o pão da vida. Com Ele, o essencial é abundante: «Todos comeram e ficaram saciados»; e, com o que sobrou, «encheram doze cestos» (v. 20). Este número realça que a dádiva do Senhor é universal e que a sua providência para conosco nunca falha.

Caríssimos, Cristo sacia verdadeiramente a fome da humanidade, a nossa fome de verdade e de vida. Ao mesmo tempo, o seu gesto ensina que nada se desperdiça quando é partilhado. A acumulação e o desperdício, por outro lado, são duas faces do mesmo mal: a ganância. Esta doença da alma faz perder o juízo, porque embriaga de riquezas, ao ponto de ignorar aqueles que choram de fome e clamam de sede. E assim, perante a opulência das coisas que perecem, estão as mãos estendidas de quem não tem o que comer, as casas incendiadas de quem não tem paz.

No deserto da guerra e da arrogância, observemos com que benevolência o Senhor «ergueu os olhos ao céu», «pronunciou a bênção», «partiu os pães e deu-os» aos seus discípulos, para que os distribuíssem à multidão (cf. v. 19). Neste milagre da caridade, reconhecemos os gestos característicos de Jesus, que encontram na Última Ceia o seu ápice. Com efeito, nessa ocasião o Filho de Deus entrega-nos a sua própria vida, como nosso irmão na humanidade. Enquanto saboreamos a graça da Eucaristia, comprometamo-nos a testemunhar a sua beleza nos nossos gestos quotidianos, a começar pela bênção da mesa, quando partilhamos o pão em família e entre amigos. Na companhia de Jesus, também as férias podem tornar-se um tempo de serenidade fraterna, envolvendo aqueles que, ao nosso lado, se encontram em necessidade.

Peçamos, portanto, à Virgem Maria, mãe atenciosa, que nos faça crescer na caridade, para que a ninguém falte o pão de cada dia.

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Depois do Angelus:

Queridos irmãos e irmãs,

Acompanho com preocupação a situação alarmante em Ceuta, pedindo a Deus, por intercessão de Nossa Senhora de África, que se possam encontrar soluções de paz, estabilidade e justiça.

Continuemos a rezar pela paz, para que cessem as guerras no mundo e se encontrem soluções diplomáticas para os conflitos. Recordemos todas as vítimas das hostilidades, sobretudo os mais fracos e indefesos: crianças, idosos, doentes. Que o Senhor conforte os que sofrem e abençoe a obra de quem presta ajuda e consolo.

Nestes dias celebra-se o “Perdão de Assis”. São Francisco obteve esta Indulgência do Papa Honório III, em 1216, inspirado por uma visão de Jesus e de Maria, rodeados pelos Anjos, enquanto orava na Porciúncula. Demos graças ao Senhor por este grande dom e valorizemo-lo, especialmente no oitavo centenário do “Trânsito” do Poverello de Assis, que faleceu precisamente na Porciúncula, a 3 de outubro de 1226.

Saúdo-vos a todos, romanos e peregrinos vindos de vários países: em particular os “jovenzinhos” das paróquias de Saccolongo e Creola (Pádua), os jovens da paróquia de São João Bosco em Altamura e os rapazes da Colaboração Pastoral de Castelfranco Veneto, acompanhados pelos seus sacerdotes e animadores.

Desejo a todos um bom domingo!

 

Domingo, 2 de Agosto de 2026 - 11h00 Missa, no Recinto de Oração


 

SANTO DO DIA - 02 DE AGOSTO: SÃO PEDRO JULIÃO EYMARD


 

II Vésperas do 18º Domingo do Tempo Comum