domingo, 16 de agosto de 2026

Cantor coreano organiza peregrinação de brasileiros para a JMJ Seul 2027

 


Junho Chu na catedral de Myeong-dong em Seul. | Crédito: Facebook Setviatge. ??
Junho Chu na catedral de Myeong-dong em Seul. | Crédito: Facebook Setviatge. 
 

O cantor e missionário sul-coreano Junho Chu, que vive no Brasil e se apresenta em eventos católicos, está organizando uma peregrinação de brasileiros para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Seul 2027. O grupo já tem 19 inscritos e a expectativa é reunir mais de 50 jovens.

Chu vai conduzir a peregrinação, organizada em parceria com a operadora católica Setviatge. Além da programação oficial da JMJ, ele prepara encontros sobre a história e a espiritualidade da Igreja coreana e uma apresentação musical para o grupo.

“A Coreia é minha pátria. O Brasil se tornou uma parte muito importante da minha caminhada missionária”, disse Chu à ACI Digital. “Por isso, poder levar pessoas que conheci e aprendi a amar aqui no Brasil ao país onde nasci é como se essas duas partes da minha vida finalmente se encontrassem”.

“Não me vejo simplesmente como alguém que está levando brasileiros à Coreia”, disse. “Sinto que estou ajudando duas comunidades católicas a se encontrarem”.

O testemunho dos mártires coreanos

Um dos objetivos de Chu é apresentar aos peregrinos a história da Igreja na Coreia

“No século XVIII, estudiosos coreanos tiveram contato com livros católicos vindos da China e começaram a estudar a fé”, disse. “Eles buscaram a verdade, compartilharam entre si o que haviam descoberto e, por fim, pediram que sacerdotes fossem à Coreia para atendê-los. Assim, em um sentido muito profundo, a Igreja coreana nasceu da sede de verdade de leigos comuns”.

“Depois vieram os mártires”, contou Chu. “Milhares de católicos coreanos deram a vida em vez de negar a fé. O testemunho deles continua muito vivo na Igreja coreana”.

Chu também pretende apresentar ao grupo a espiritualidade de santo André Kim Tae-gon e seus 102 companheiros mártires. Primeiro padre coreano, santo André Kim foi morto em 1846. Os 103 mártires foram canonizados por são João Paulo II em Seul, em 1984.

“Acredito que a memória dos mártires oferece à Igreja coreana algo muito precioso: a compreensão de que a fé não é simplesmente algo que herdamos. É algo que escolhemos, que vivemos e que, às vezes, exige que sejamos corajosos”, disse. “Esse é um dos tesouros da Igreja coreana que espero que pessoas do mundo inteiro descubram na Jornada Mundial da Juventude de Seul”.

O cantor relacionou o testemunho dos mártires ao tema da JMJ Seul 2027: “Tende coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33).

“Os católicos coreanos estiveram dispostos a entregar tudo, até a própria vida, em vez de abandonar a fé”, disse. “Acredito que essa mensagem seja especialmente importante hoje”.

“Precisamos de coragem para permanecer fiéis, coragem para defender o que é certo e coragem para viver nossa fé mesmo quando isso é difícil”, disse.

“Minha maior esperança é que os peregrinos brasileiros voltem para casa não apenas com belas lembranças da Coreia, mas com um pouco mais de coragem no coração”.

De uma família ateia à missão no Brasil

Chu cresceu em uma família ateia e foi batizado quando prestava o serviço militar na Força Aérea da Coreia do Sul. Depois, tornou-se músico católico e veio ao Brasil como missionário.

Segundo o cantor, a convivência com os católicos brasileiros também transformou sua maneira de viver a fé.

“Vim ao Brasil pensando que viria para evangelizar”, disse. “Mas, quanto mais tempo permaneço aqui, mais percebo que também estou sendo evangelizado pelo povo brasileiro”.

“Sua alegria, sua devoção e a maneira como expressa seu amor por Deus me ensinaram muitas coisas sobre o que significa viver a fé de todo o coração”, disse Chu.

Para ele, levar brasileiros à Coreia representa a oportunidade de compartilhar com eles uma parte de sua própria história.

“Espero que, quando chegarmos a Seul, eu não diga apenas: ‘Bem-vindos ao meu país’. Espero também poder dizer: ‘Bem-vindos a uma parte da minha história. Agora, vamos compartilhar uns com os outros nossas histórias de fé’”.

Os pacotes para a peregrinação custam de US$ 2.750 a US$ 6.270, conforme a modalidade escolhida. Segundo a Setviatge, as opções mais completas incluem passagens aéreas a partir de São Paulo, hospedagem, parte das refeições, visitas previstas no itinerário e o pacote oficial da JMJ, com inscrição, alojamento, transporte e alimentação durante o encontro.

(acidigital) 

August 16 2026, Angelus prayer - Pope Leo XIV


 

 

PAPA LEÃO XIV

ANGELUS

Praça da Liberdade (Castel Gandolfo)
Domingo, 16 de agosto de 2026


Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!

Ontem contemplámos a Virgem Maria na sua inseparável relação com o Filho: nem mesmo a morte conseguiu interromper essa comunhão de alma e corpo, que é vida eterna. Todos os domingos ela nos recorda que essa mesma plenitude está reservada a quem segue Jesus: a sua ressurreição não é um acontecimento do passado, mas uma vida nova que nos envolve.

Isso é demonstrado hoje pela mulher cananeia, protagonista do Evangelho proclamado na liturgia (Mt 15, 21-28). Apesar de não pertencer ao seu povo e de viver numa região estrangeira, ela procura insistentemente falar com Jesus, seguindo-O como uma discípula que já tem uma ligação com Ele. Provavelmente nunca se tinham encontrado, mas a fé já havia, misteriosamente, surgido nela. Ela não deseja algo para si própria, mas a paz para a sua filha atormentada e confia em Jesus, em quem reconhece o Messias, descendente de David (cf. v. 22).

O evangelista não esconde os obstáculos que esta mulher tem de enfrentar. Os discípulos veem-na como uma pessoa incómoda, e o próprio Jesus resiste aos seus pedidos. Com efeito, o Mestre tinha-se retirado para aquela região (cf. v. 21) e podemos imaginar que, tal como noutras ocasiões, procurasse um lugar afastado onde rezar e formar os seus discípulos. Naquele momento, porém, acontece algo inesperado. Meditando sobre isto, podemos compreender a obediência de Jesus, que cumpre a sua missão deixando-se tocar pelo que vê e ouve. Por fim, diz-lhe: «Mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas» (v. 28).

Também hoje a Igreja pode deixar-se surpreender pela obra de Deus e comunicar a paz de Cristo para além das fronteiras já traçadas. A sua missão é antecipada pela graça divina, que atua no segredo das consciências, de modo que, em cada encontro, mesmo naqueles que perturbam os nossos planos, é preciso prestar atenção, abrir os olhos e abrir o coração ao que Deus nos quer dizer.

Da mulher cananeia aprendemos a humildade e a determinação. Graças à sua fé, aprendemos que a mesa de Deus está preparada para todos e que a ninguém estão reservadas só as migalhas (cf. vv. 26-27), porque cada um, junto do Pai, tem o seu lugar. À luz desta fé, as desigualdades, as discriminações e as barreiras que pisam a dignidade de tantos filhos e filhas de Deus tornam-se insuportáveis.

Queridos irmãos e irmãs: somos a Igreja de Jesus Cristo num mundo atormentado, um mundo que procura a paz. A Maria, nossa Mãe, pedimos que interceda por nós. «Dos seus lábios jorra o hino mais forte e inovador que jamais foi entoado, o Magnificat» (Magnifica humanitas, 244): é o cântico de quem já vê a realidade com o olhar de Deus e, por isso, não perde a esperança e age com caridade.

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Depois do Angelus:

Queridos irmãos e irmãs,

Renovo o meu apelo para que cessem os repetidos atos de violência contra a população civil palestiniana na Cisjordânia e exorto com urgência a comunidade internacional a garantir que a Solução de dois Estados avance, em prol de uma paz justa e duradoura.

Esta semana terão início os Jogos do Mediterrâneo, que ocorrerão em Taranto. Neles participarão vários países da África, da Ásia e da Europa que pertencem à região mediterrânica. Desejo que este evento desportivo seja um prenúncio de paz e de fraternidade entre os povos desta região e de todo o mundo.

E agora dou as boas-vindas a todos vós, que vos reunistes aqui em Castel Gandolfo para o Angelus dominical.

Saúdo com carinho os peregrinos provenientes de vários países. Ao saudar os polacos, estendo a minha bênção às numerosas participantes na tradicional peregrinação ao Santuário de Piekary Śląskie, na Alta Silésia.

Desejo a todos um bom domingo.

Crianças migrantes são ignoradas com muita facilidade pela sociedade, diz Leão XIV

 


Papa Leão XIV presta homenagem aos migrantes perdidos no mar em cerimônia no porto de Arguineguín, nas Ilhas Canárias, Espanha, em 11 de junho de 2026. | Daniel Ibáñez/EWTN ??
Papa Leão XIV presta homenagem aos migrantes perdidos no mar em cerimônia no porto de Arguineguín, nas Ilhas Canárias, Espanha, em 11 de junho de 2026. | Daniel Ibáñez/EWTN 
 

O papa Leão XIV apelou a todas as pessoas para que reconheçam o sofrimento de crianças migrantes, dizendo que elas são frequentemente as mais vulneráveis em migrações em massa.

Em mensagem publicada hoje (14) pela Santa Sé, o papa falou sobre o tema do 112º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, Mesmo uma só destas crianças, extraído de Mateus 18,5. A iniciativa é organizada pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

Leão XIV falou sobre os crescentes desafios enfrentados por menores forçados a migrar de seus países de origem, como o tráfico de pessoas, a perda dos pais e a violência sexual.

“Infelizmente, os menores migrantes são mais facilmente reduzidos à invisibilidade por não terem adultos que os protejam e apoiem”, disse o papa em sua mensagem.

“A esse cenário, em si já dramático, somam-se outras tragédias: as mortes ao longo das rotas migratórias, o tráfico e a exploração, o recrutamento de menores para o emprego em conflitos armados, a violência sexual, os casamentos forçados e as atrocidades sofridas ou testemunhadas na viagem”.

Ele falou também sobre as contribuições das famílias, da sociedade civil e das comunidades religiosas no auxílio às crianças migrantes.

“Pensemos nas famílias que abrem as portas das suas casas para devolver o calor de um lar a estas crianças, nos educadores das comunidades de acolhimento, nos voluntários e nos profissionais que, todos os dias, ao longo das rotas e nas nossas cidades, se dedicam a cuidar das feridas invisíveis desses pequenos”, disse Leão XIV.

Em seguida, o papa apelou às instituições civis para que trabalhem no sentido de melhorar a proteção das crianças migrantes, a fim de defender a dignidade de cada criança.

“Mesmo um só destes pequeninos, no contexto das instituições civis, chama-nos a reafirmar o princípio do interesse superior do menor. As instituições públicas e privadas são obrigadas a dar centralidade à proteção e à dignidade de cada criança e adolescente”, disse ele.


A violência contra os palestinos na Cisjordânia deve cessar, diz Leão XIV

 


O papa Leão XIV acena para os fiéis reunidos na Piazza della Libertà, em Castel Gandolfo, no Ângelus de 16 de agosto de 2026 O papa Leão XIV acena para os fiéis reunidos na Piazza della Libertà, em Castel Gandolfo, no Ângelus de 16 de agosto de 2026 | Vatican Media
 

Em sua mensagem do Ângelus de hoje (16), o papa Leão XIV renovou seu apelo pela paz no conflito entre Israel e Palestina, defendendo uma solução de dois Estados e o fim da violência contra os palestinos na Cisjordânia.

“Renovo o meu apelo para que cessem os repetidos atos de violência contra a população civil palestiniana na Cisjordânia e exorto com urgência a comunidade internacional a garantir que a Solução de dois Estados avance, em prol de uma paz justa e duradoura”, disse.

O papa proferiu seu discurso do Angelus mais uma vez a partir do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, depois de ter se deslocado do Vaticano para celebrar a festa da Assunção em 15 de agosto, ocasião em que também proferiu um discurso do Ângelus. Ele permanecerá lá de 12 a 18 de agosto.

O apoio à solução de dois Estados

O papa e a Santa Sé têm defendido consistentemente uma solução de dois Estados para o conflito na Terra Santa.

Em 2025, Leão XIV se reuniu separadamente com os presidentes de Israel e da Palestina e falou sobre a solução com ambos os chefes de Estado.

Em uma entrevista coletiva em 23 de setembro em Castel Gandolfo, o papa destacou o apoio de longa data da Santa Sé à solução de dois Estados.

“A Santa Sé apoia a solução de dois Estados há muitos anos”, disse o papa, ressaltando que a Santa Sé reconheceu formalmente a Palestina em 2015 com a assinatura do Acordo Abrangente. “A Santa Sé reconheceu a solução de dois Estados há algum tempo. Isso está claro: devemos buscar um caminho que respeite todos os povos.”

Apesar dos desafios, cada pessoa tem seu próprio lugar junto do Pai

No Ângelus, Leão XIV também pregou sobre o Evangelho do dia, que narra como Jesus curou a filha de uma mulher cananeia. O papa destacou a persistência e a fé da mulher em buscar um milagre, apesar de Jesus e seus discípulos terem inicialmente recusado seu pedido.

“Os discípulos veem-na como uma pessoa incômoda, e o próprio Jesus resiste aos seus pedidos”, disse o papa. “Meditando sobre isto, podemos compreender a obediência de Jesus, que cumpre a sua missão deixando-se tocar pelo que vê e ouve. Por fim, diz-lhe: ‘Mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas’”.

Com a persistência dela, disse o papa, os fiéis podem aprender “humildade e determinação” e que “cada um, junto do Pai, tem o seu lugar”.


Domingo, 16 de Agosto de 2026 - 10h30 Eucaristia Dominical


 

O SANTO DO DIA

 

Santo Estêvão

Santo Estêvão

rei da Hungria, +1038

Celebrado a 16 De Agosto

Santo Estêvão era filho do duque dos magiares, (tribo belicosa que se estabeleceu nas províncias da Panónia e da Morávia) nasceu no ano de 979. Chamava-se Voik e recebeu o nome de Estevão aquando da sua conversão aos 17 anos.

Aos 18 anos foi proclamado duque dos Húngaros. Desde o princípio da sua governação tomou como ponto fundamental a conversão total do seu povo ao Cristianismo.

Foi sempre um modelo para os cristãos e governantes. Durante o dia preocupava-se com os negócios e as noites eram para Deus. Entregava-se à ora­ção tanto na paz como na guerra, «A prática da oração, dizia ao filho, é a garantia da saúde do reino. Assim, não te esqueças nunca de repetir aquelas palavras de Salomão: "Envia, Senhor, a sabedoria desde o trono da tua grandeza, para que viva comigo e trabalhe comigo e eu saiba em todo o tempo o que é agradável diante de Ti"».

Verdadeiro pai do seu povo, não havia necessidade que não remediasse. A sua caridade fez que olhasse pelos que viviam dentro do reino e também pelos que estavam fora dele. Fundou hospedarias em Roma, Constantinopla e Jerusalém. para os Húngaros peregrinos.

A grande obra de Santo Estêvão como rei foi a conversão do seu povo. É considerado o primeiro apóstolo dos Húngaros. Deu ao reino uma legislação genuinamente cristã ao conceber o reino como templo sustentado por dez colunas, que são: a solidez da fé, o esplendor da Igreja, a pureza e sabedoria dos eclesiásticos, a fidelidade e fortale­za dos barões e cavaleiros, a generosidade com os estrangeiros, a reta administração da justiça, a sábia organização do conselho, o respeito às tradições dos maiores, o auxílio da oração e, por fim, a piedade e misericórdia;

Conservam-se ainda as leis que deu à Hungria,

Considerava-se um hu­milde súbdito da Igreja Romana e só passou a usar coroa de rei quando o papa Silvestre II o autorizou, mandando-lhe uma coroa de ouro.

Educou o filho para ser rei fazendo-lhe algumas recomendações:

«O rei que não atende à voz da misericórdia, é tirano. Por isso, meu filho muito amado recomendo-te que tenhas entranhas de mãe, não só com os teus parentes, não só para com os chefes do exército e os potentados, mas para com todo o povo.

As obras de piedade serão a base da tua felicidade. Sê paciente não só com os ricos, mas também com os necessitados. Sê forte, de maneira que nem a fortuna te levan­te nem te desanime a adversidade. Sê humilde, que Deus se encarregará de exaltar-te. Sê doce, sem esquecer a justiça e sem castigar irrefletidamente. Sê casto e evita os estímu­los da concupiscência como latidos de morte. Estas são as pedras preciosas duma coroa real. Sem elas perderás o reino da terra e também não conseguirás aquele que não acaba».

Santo Estevão é um exemplo de como a capacidade de influenciar para o bem é um dom de Deus.

O filho, Santo Emerico, anjo de celestial pureza que Deus glorificou depois com milagres e prodígios, morreu sete anos antes de Santo Estevão.

A coroa real de Estêvão, oferecida pelo Papa Silvestre II, até hoje é venerada como relíquia e como símbolo da nacionalidade húngara.

Fonte: Santos de cada dia - Editorial A.O. - Braga 

sábado, 15 de agosto de 2026

Um grande sinal - Caminho Neocatecumenal.flv


 

Angelus, 15 de agosto de 2026 - Papa Leão XIV (e Homilia da Missa do Santo Padre)


 

 

SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA

PAPA LEÃO XIV

ANGELUS

Praça da Liberdade (Castel Gandolfo)
Sábado, 15 de agosto de 2026


Queridos irmãos e irmãs,

Celebramos hoje a solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria. Uma festa de grande importância, tanto para a teologia católica como para a devoção popular; com efeito, é uma data comemorada intensamente em várias comunidades, especialmente onde a catedral ou a igreja paroquial é dedicada à Nossa Senhora da Assunção.

Para contemplar este mistério da fé, podemos recorrer aos dois modelos iconográficos com que, ao longo dos séculos, os artistas o representaram.

O primeiro, o mais antigo, que foi o único durante quase um milénio, é o da “dormição” da Mãe de Deus: ela aparece deitada num catafalco, adormecida na morte; à sua volta estão os Apóstolos, que a veneram comovidos em oração; no centro, de pé, está Jesus ressuscitado, que segura nos braços a alma de Maria, como uma criança recém-nascida. Ele veio buscá-la para a levar consigo para a glória de Deus, “no céu”, como dizemos simbolicamente. Efetivamente, o Senhor cumpriu para a sua Mãe o que prometeu a todos os seus amigos: «Quando eu for [para junto do Pai] e vos tiver preparado um lugar, virei novamente e hei de levar-vos para junto de mim» (Jo 14, 3).

Este primeiro modelo realça a verdade central: é Cristo, morto e ressuscitado, que nos conduz à meta para a qual estamos desde sempre destinados, a vida eterna. É isto que gerações e gerações de fiéis contemplaram ao rezarem perante os ícones da Dormição, e que se pode admirar em Roma, no grande mosaico da ábside da Basílica de Santa Maria Maior.

A iconografia mais recente, que se desenvolveu posteriormente no Ocidente, mostra-nos, por sua vez, a Virgem Maria de corpo inteiro, no céu, envolta de luz, frequentemente rodeada por anjos e santos. Aqui, no centro, encontra-se o corpo glorificado da Virgem, em consonância com o que se lê no Livro do Apocalipse: «Apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida de Sol, com a Lua debaixo dos pés e com uma coroa de doze estrelas na cabeça» (Ap 12, 1).

Alguns artistas combinaram os dois esquemas, representando, na parte superior, a Virgem gloriosa e, na parte inferior, o seu túmulo vazio, frequentemente repleto de flores multicoloridas, e os Apóstolos com o olhar voltado para ela, no céu.

Este segundo modelo realça a verdade de que Maria foi elevada em corpo e alma, ou seja, na integridade da sua pessoa. Aquela mulher que, na terra, deu corpo e sangue ao Verbo encarnado e o seguiu até à união perfeita no sacrifício de amor, foi por Ele atraída para sempre à glória.

Assim, esta iconografia permite-nos contemplar o nosso destino último. A plenitude de vida, que hoje admiramos com alegria em Maria, espera-nos também a nós, no fim dos tempos, quando, como diz São Paulo, Cristo Ressuscitado «transfigurará o nosso pobre corpo, conformando-o ao seu corpo glorioso» (Fl 3, 21), revestindo o que é corruptível de incorruptibilidade e o que é mortal de imortalidade (cf. 1 Cor 15, 54). Então, com a nossa carne transformada pelo amor do Redentor, viveremos eternamente, na festa sem fim.

Louvemos o Senhor, que fez grandes coisas na sua e nossa Santíssima Mãe!

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Depois do Angelus

Queridos irmãos e irmãs,

Maria Santíssima, assunta na glória do céu, é para todo o povo de Deus um sinal de esperança e de consolação. Por isso, desejo hoje invocar a sua intercessão maternal em favor das comunidades que têm uma necessidade especial de serem consoladas e de continuarem a ter esperança. Penso nos irmãos e irmãs da Terra Santa, que é também, por excelência, a Terra de Maria. Penso no povo ucraniano e no povo russo, ambos unidos por uma devoção filial à Santa Mãe de Deus. Penso nos cristãos que sofrem discriminação ou perseguição.

Continuo a rezar nestes dias pelo povo colombiano que sofre devido ao terremoto.

Uno-me a estas comunidades e a todas as que vivem em contextos difíceis, e, juntamente com elas, invoco: “Santa Maria, rogai por nós!”.

Dirijo a minha saudação a todos vós, fiéis de Castel Gandolfo e peregrinos vindos da Itália e de outros países. Obrigado pela vossa presença, obrigado pela vossa oração!

Desejo a todos que possam viver um tempo de descanso, para revigorar o corpo e o espírito, também com alguma boa leitura e em contato com a natureza.

Boa festa pelo dia de hoje e vemo-nos novamente amanhã!

São João Paulo II explicou a “dormição” da Virgem Maria

 


SanJuanPabloiiVirgenMaria-15082018.jpg São João Paulo II | Virgem Maria

No marco da solenidade da Assunção, recordamos o que o papa são João Paulo II explicou há pouco mais de 27 anos sobre a “dormição” da Virgem Maria.

Em sua catequese de 25 de junho de 1997, o papa que consagrou seu pontificado à Mãe de Deus com seu lema Totus tuus (todo teu) recordou que, quando Pio XII proclamou o dogma da Assunção da Virgem Maria em 1º de novembro de 1950, “não quis negar o fato da morte, mas apenas não julgou oportuno afirmar solenemente a morte da Mãe de Deus, como verdade que devia ser admitida por todos os crentes”.

“Refletindo sobre o destino de Maria e sobre a sua relação com o Filho divino, parece legítimo responder afirmativamente: dado que Cristo morreu, seria difícil afirmar o contrário no que concerne à Mãe”, disse o santo que considerava o Terço como sua oração favorita.

Em seguida, são João Paulo II citou dois santos que se referiram a este tema: São Modesto de Jerusalém, falecido no ano 634, e são João Damasceno, que morreu no ano 704.

Este último escreveu sobre a Virgem Maria, que “aquela que no parto ultrapassou todos os limites da natureza”, ao ser assunta ao céu, despojou-se “da parte mortal” para “se revestir de imortalidade, porque nem o Senhor da natureza rejeitou a experiência da morte”.

“É verdade que na Revelação a morte se apresenta como castigo do pecado. Todavia, o fato de a Igreja proclamar Maria liberta do pecado original por singular privilégio divino não induz a concluir que Ela recebeu também a imortalidade corporal. A Mãe não é superior ao Filho, que assumiu a morte, dando-lhe novo significado e transformando-a em instrumento de salvação”, sublinhou o papa Wojtyla.


“Para ser partícipe da ressurreição de Cristo, Maria devia compartilhar antes de mais a Sua morte”, destacou.

São João Paulo II também afirmou que, embora o “Novo Testamento não oferece qualquer notícia sobre as circunstâncias da morte de Maria”, este silêncio “induz a supor que esta se tenha verificado normalmente, sem qualquer pormenor digno de menção. Se assim não tivesse sido, como poderia a notícia permanecer escondida aos contemporâneos e, de alguma forma, não chegar até nós?”.

O papa peregrino citou, em seguida, são Francisco de Sales, o qual considerou que “a morte de Maria se tenha verificado como efeito de um transporte de amor. Ele fala de um morrer ‘no amor, por causa do amor e por amor’, chegando por isso a afirmar que a Mãe de Deus morreu de amor pelo seu filho Jesus”.

Em todo caso, “qualquer que tenha sido o fato orgânico e biológico que, sob o aspecto físico, causou a cessação da vida do corpo, pode-se dizer que a passagem desta vida à outra constituiu para Maria uma maturação da graça na glória, de tal forma que jamais como nesse caso a morte pôde ser concebida como uma ‘dormida’”.

“A experiência da morte enriqueceu a pessoa da Virgem: passando pela comum sorte dos homens, ela pode exercer com mais eficácia a sua maternidade espiritual em relação àqueles que chegam à hora suprema da vida”, concluiu.

A primeira missa da Capela Sistina foi na solenidade da Assunção

 


CapillaSixtinaAsunciondelaVirgendeJuandelCastillo_MuseodeBellasArtesdeSevilla.jpg Capela Sistina | Wikimedia Snowdog (CC BY-SA 3.0) - Assunção da Virgem de Juan del Castillo, Museu de Bellas Artes de Sevilha / Wikimedia Tiberioclaudio99
 

Em um dia como hoje, 15 de agosto de 1483, a Capela Sistina foi consagrada e dedicada à Virgem Maria durante a primeira Missa celebrada neste lugar pelo papa Sisto IV.

A Capela Sistina, pertencente ao Palácio Apostólico da Cidade do Vaticano e conhecida pela celebração de importantes conclaves e cerimônias, recebeu o nome do papa Sisto IV, que ordenou a sua construção entre 1473 e 1481.

O templo é uma reconstrução e ampliação da capela magna, um lugar utilizado pelo papa e pelo seu séquito para o culto diário, que estava grandes falhas na sua estrutura.

Após a sua construção, a Capela Sistina foi decorada pelos pintores renascentistas Sandro Botticelli, Pietro Perugino, Pinturicchio, Domenico Ghirlandaio, Cosimo Rosselli e Luca Signorelli.

Eles fizeram os primeiros afrescos sobre a vida de Moisés e de Cristo, e retratos dos papas que governaram até então.

As pinturas foram instaladas em 1482, mas só no dia 15 de agosto do ano seguinte que o papa Sisto IV celebrou a primeira missa na solenidade da Assunção da Virgem Maria.

A etapa seguinte da decoração ficou a cargo de Michelangelo entre 1508 e 1512, a pedido do papa Júlio II.

Originalmente, o artista deveria pintar os doze apóstolos na abóbada da Capela Sistina. Entretanto, Michelangelo propôs e realizou nove cenas do Gênesis, que mostram a Criação, a Relação de Deus com a Humanidade e a Queda do Homem.

Entre 1536 e 1541, o artista também pintou a parede do altar com O Juízo Final, onde tinham pintado as cenas da Natividade e de Moisés e alguns retratos dos papas.

Em 1515, veio a intervenção de Rafael, que a pedido do papa Leão X fez dez pinturas que representam a vida de são Pedro e são Paulo e cuja realização demorou 4 anos.

Continuaram fazendo modificações e restaurações na Capela Sistina, até se tornar um tesouro artístico incalculável, considerado Patrimônio da Humanidade.


SANTO DO DIA - 15 DE AGOSTO: ASSUNÇÃO DE MARIA AO CÉU


 

Liturgia das Horas: Laudes, 3ss.sab, 15 Ago 26


 

BENDITA ÉS TU MARIA


 

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Darci Lynne (ventríloqua mirim) - Todas as apresentações - America's Got Talent 2017


 

A história da Assunção e por que é um dia de preceito em muitos países

 


AsuncionMaria_WikimediaCommons_150817_1.jpg Pintura da Assunção de Maria na basílica de São Martinho de Tours | Wikimedia Commons
 

Os católicos de todo o mundo celebram a solenidade da Assunção de Maria no dia 15 de agosto, comemorando sua subida gloriosa ao céu.Embora o dia da celebração seja relativamente novo, sua história tem raízes nos primeiros séculos da igreja.

O numeral 1246 do Código de Direito Canônico indica que este feriado é um preceito, ou seja, uma solenidade na qual o católico é obrigado a participar da missa.

No entanto, no mesmo numeral, indica-se que a “Conferência episcopal contudo pode, com aprovação prévia da Sé Apos­tólica, abolir alguns dias festivos de preceito ou transferi-los para o domingo”. Por esse motivo, em alguns países, não é obrigatório.

O Dr. Matthew Bunson, principal colaborador da EWTN, ressaltou que “à medida que a vida terrena da Virgem Maria chega ao fim, a Assunção nos ajuda a entender mais plenamente não apenas sua vida, mas também nos ajuda a sempre focar nosso olhar na eternidade".

“Vemos em Maria a lógica da Assunção como a culminação de sua vida. Um requisito eucarístico para esse dia é muito apropriado”, continuou.

O dogma da Assunção de Maria, também chamado "Dormição de Maria" nas igrejas orientais, tem suas raízes nos primeiros séculos da Igreja. A Igreja Católica ensina que quando Maria terminou sua vida terrena, Deus a elevou em corpo e alma ao céu.

Essa crença tem suas raízes nos primeiros anos da Igreja. Enquanto um local fora de Jerusalém foi reconhecido como o túmulo de Maria, os primeiros cristãos argumentavam que "não havia ninguém lá", assegurou Bunson.

De acordo com são João Damasceno, no Concílio de Calcedônia, em 451 d.C., o imperador romano Marciano solicitou o corpo de Maria, Mãe de Deus. São Juvenal, que era bispo de Jerusalém, respondeu “que Maria morreu na presença de todos os apóstolos, mas que seu túmulo, quando aberto a pedido de Santo Tomé, foi encontrado vazio; de onde os apóstolos concluíram que o corpo foi levado ao céu”.

No século VIII, por volta da época do papa Adriano, a Igreja começou a mudar sua terminologia, renomeando a festa do "Memorial de Maria" para a "Assunção de Maria", observou Bunson.

A crença na Assunção de Maria foi uma tradição muito estendida e uma meditação frequente nos escritos dos santos através dos séculos. No entanto, não foi definido oficialmente até o século passado.

Em 1950, o papa Pio XII fez uma declaração infalível "ex-cathedra" na Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, definindo oficialmente o dogma da Assunção.

“Com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”, escreveu o papa.

No decreto, que foi aprovado de antemão pelas dioceses de todo o mundo, o papa Pio XII examinou séculos de pensamento cristão e os escritos de vários santos sobre a Assunção de Maria.

“Temos ao longo da história da Igreja um testemunho quase universal disso. Temos este fio que recorre toda a história da Igreja em apoio ao dogma. Isso é significativo porque respalda a tradição da Igreja, mas também apoia uma compreensão mais profunda dos ensinamentos da Igreja de como confiamos nas reflexões de algumas das maiores mentes da mesma”, comentou Bunson.

O que também é notável sobre o dogma, acrescentou, é que ele "usa a voz passiva", enfatizando que Maria não subiu ao céu pelo seu próprio poder, como Cristo o fez, mas foi elevada ao céu pela graça de Deus.

Atualmente, a festa da Assunção está marcada como um grande dia de festa e de preceito em vários países, incluindo Estados Unidos.

O Dr. Bunson explicou que, em festividades importantes, é necessário destacar o significado real da celebração, enfatizando a necessidade de celebrar a Eucaristia naquele dia.

"Haveria algo mais apropriado do que, na Festa da Assunção da Mãe Santíssima, mais uma vez, centrar-se em seu Filho, na Eucaristia?", questionou.

(acidigital)