domingo, 15 de março de 2026

Angelus, 15 de março de 2026 - Papa Leão XIV Vatican News - Português 611 mil subscritores


 

PAPA LEÃO XIV

ANGELUS

Praça de São Pedro
Domingo, 15 de março de 2026


Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!

O Evangelho deste quarto domingo da Quaresma narra a cura de um homem cego de nascença (cf. Jo 9, 1-41). Por meio da simbologia deste episódio, o evangelista João fala-nos do mistério da salvação: enquanto estávamos na escuridão e a humanidade caminhava nas trevas (cf. Is 9, 1), Deus enviou o seu Filho como luz do mundo, para abrir os olhos dos cegos e iluminar a nossa vida.

Os profetas tinham anunciado que o Messias abriria os olhos dos cegos (cf. Is 29, 18; 35, 5; Sl 146, 8). O próprio Jesus confirma a sua missão mostrando que «os cegos veem» (Mt 11, 5); e apresenta-se dizendo: «Eu sou a luz do mundo» (Jo 8, 12). Realmente, todos podemos dizer que somos “cegos de nascença”, pois não conseguimos, por nós mesmos, ver em profundidade o mistério da vida. Por isso, Deus encarnou-se em Jesus, para que o barro da nossa humanidade, misturado com o sopro da sua graça, pudesse receber uma nova luz, capaz de nos fazer ver finalmente a nós próprios, aos outros e a Deus na verdade.

Chama a atenção que se tenha difundido, ao longo dos séculos, a opinião, ainda hoje presente, de que a fé seria uma espécie de “salto no escuro”, uma renúncia ao pensamento, de modo que ter fé significaria acreditar “cegamente”. Pelo contrário, o Evangelho nos diz que, ao entrar em contato com Cristo, os olhos se abrem, a tal ponto que as autoridades religiosas perguntam com insistência ao cego curado: «Como foi que os teus olhos se abriram?» (Jo 9, 10); e ainda: «Como é que te pôs a ver?» (v. 26).

Irmãos e irmãs, também nós, curados pelo amor de Cristo, somos chamados a viver um cristianismo “de olhos abertos”. A fé não é um ato cego, uma renúncia à razão, um refúgio em alguma certeza religiosa que nos faz desviar o olhar do mundo. Em vez disso, a fé ajuda-nos a olhar «a partir da perspectiva de Jesus e com os seus olhos: é uma participação no seu modo de ver» (Encíclica Lumen fidei, 18) e, por isso, pede-nos que “abramos os olhos”, como Ele fazia, sobretudo para os sofrimentos dos outros e para as feridas do mundo.

Hoje, em particular, face às inúmeras questões que o coração humano se coloca e às dramáticas situações de injustiça, violência e sofrimento que marcam o nosso tempo, é necessária uma fé vigilante, atenta e profética, que nos abra os olhos para as trevas do mundo e lhe traga a luz do Evangelho através de um comprometimento com a paz, a justiça e a solidariedade.

Peçamos à Virgem Maria que interceda por nós, a fim de que a luz de Cristo abra os olhos do nosso coração e possamos dar testemunho d’Ele com simplicidade e coragem.

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Depois do Angelus:

Queridos irmãos e irmãs,

Há duas semanas que os povos do Médio Oriente sofrem a atroz violência da guerra. Milhares de pessoas inocentes foram mortas e muitas outras foram obrigadas a abandonar as suas casas. Reitero a minha proximidade, através da oração, a todos aqueles que perderam os seus entes queridos nos ataques que atingiram escolas, hospitais e zonas habitadas.

A situação no Líbano é motivo de grande preocupação: Espero que se encontrem caminhos de diálogo que possam apoiar as autoridades do país na implementação de soluções duradouras para a grave crise em curso, em prol do bem comum de todos os libaneses.

Em nome dos cristãos do Médio Oriente e de todas as mulheres e homens de boa vontade, dirijo-me aos responsáveis por este conflito: façam um cessar-fogo! Que sejam reabertas as vias do diálogo!  A violência nunca poderá conduzir à justiça, à estabilidade e à paz que os povos esperam.

Dou as boas-vindas a todos vós que estais na Praça de São Pedro!

Saúdo os fiéis vindos de Valência e Barcelona, na Espanha, bem como os de Palermo.

Acolho, com alegria, alguns grupos de jovens que se preparam para receber o Sacramento da Confirmação: de Berceto, da Diocese de Parma; de Tuto, da Diocese de Florença; de Torre Maina e Gorzano, da Diocese de Modena-Nonantola. Saúdo também os jovens da paróquia de São Gregório Magno, em Roma, e os jovens de Capriano del Colle e Azzano Mella, da diocese de Brescia.

Desejo a todos um bom Domingo!

 

Novena a San José l Dia 6 l Padre Carlos Yepes


 

Cristãos responsáveis por guerras devem se confessar, diz Leão XIV

 


O papa se reuniu com padres que participam do curso anual dedicado à formação de confessores, organizado pela Penitenciaria Apostólica. ??
O papa se reuniu com padres que participam do curso anual dedicado à formação de confessores, organizado pela Penitenciaria Apostólica. | Crédito: Vatican Media.
 

O papa Leão XIV disse hoje (13) que cristãos que têm responsabilidades em conflitos armados devem fazer um sério exame de consciência.

“Será que os cristãos que têm grande responsabilidade nos conflitos armados têm a humildade e a coragem de fazerem um sério exame de consciência e se confessar?”, perguntou o papa aos padres dedicados ao ministério da confissão.

A audiência aconteceu no Vaticano durante um encontro com padres participantes do curso anual dedicado à formação de confessores, organizado pela Penitenciaria Apostólica. Esses cursos reúnem anualmente padres de todo o mundo para aprofundar sua compreensão da prática pastoral do sacramento da penitência.

O papa defendeu a importância do sacramento da reconciliação, ao qual atribuiu a missão de restaurar a "unidade interior" da pessoa.

Essa reconciliação, acrescentou, "gera a unidade interior da pessoa e a unidade com a Igreja; consequentemente, promove também a paz e a unidade na família humana”.

Para o papa, o ministério da confissão exige proximidade, escuta e a capacidade de acompanhar espiritualmente os fiéis, especialmente em um contexto marcado por tensões e conflitos.

Em um mundo que, segundo ele, vive um tempo de “fragmentação”, o papa disse que a reconciliação fomenta a unidade interior da pessoa, uma busca particularmente presente entre os jovens. As decepções causadas pelo “consumismo desenfreado” ou por “uma liberdade afastada da verdade”, podem se tornar “oportunidades de evangelização”, disse.

“Quando, na confissão sacramental, os penitentes se reconciliam com Deus e com a Igreja, a própria Igreja se edifica e se enriquece com a renovada santidade de seus filhos arrependidos e perdoados”, disse.

Muitos cristãos não recorrem à confissão

O papa Leão XIV lamentou que muitos batizados não recorram frequentemente ao sacramento da reconciliação e alertou que o “tesouro infinito da misericórdia” da Igreja corre o risco de ser desperdiçado.

Durante seu encontro com padres e candidatos ao sacerdócio que participam do curso anual para confessores organizado pela Penitenciaria Apostólica no Vaticano, o papa disse que, embora o sacramento possa ser recebido repetidamente, isso nem sempre se traduz em prática efetiva entre os fiéis.

“É como se o tesouro infinito da misericórdia da Igreja permanecesse ‘inutilizado’, por uma distração generalizada dos cristãos que, não raro, permanecem por muito tempo em estado de pecado, em vez de se aproximarem do confessionário, com simplicidade de fé e de coração, para acolher o dom do Senhor Ressuscitado”, disse.

O papa disse que a prática da confissão tem uma longa tradição normativa na Igreja. Ele citou o Quarto Concílio de Latrão, que estabeleceu em 1215 a obrigação de confessar-se pelo menos uma vez por ano, norma incluída no Catecismo da Igreja Católica: “Todo fiel, tendo atingido a idade da razão, é obrigado a confessar fielmente os seus pecados graves pelo menos uma vez por ano”.

Durante o seu discurso, Leão XIV citou um ensinamento de santo Agostinho de Hipona: “Quem reconhece os seus pecados e os condena já está em acordo com Deus. Deus condena os teus pecados; e se tu também os condenas, estás em comunhão com Deus”.

Sacramento da reconciliação, um “laboratório da unidade”

O papa disse que o sacramento da reconciliação pode ser compreendido como um verdadeiro “laboratório da unidade”. “Restaura a unidade com Deus através do perdão dos pecados e da infusão da graça santificante”, disse.

Leão XIV dedicou parte de seu discurso a explicar como funciona o pecado que “não rompe a unidade entendida como a dependência ontológica da criatura em relação ao Criador”.

“Inclusive o pecador permanece totalmente dependente de Deus Criador. E essa dependência, quando reconhecida, pode abrir o caminho para a conversão”, disse o papa.

Pecado, virar as costas para Deus

O pecado "rompe a unidade espiritual com Deus", porque é como “virar as costas para Ele”, disse.

“É um afastamento de Deus, e essa possibilidade dramática é tão real quanto o dom da liberdade que o próprio Deus concedeu aos seres humanos. Negar a possibilidade de que o pecado realmente rompa a unidade com Deus é, na realidade, desrespeitar a dignidade do homem, que é — e permanece — livre e, portanto, responsável por seus próprios atos”, acrescentou.

Leão XIV falou da importância do ministério da confissão. “Estejam sempre conscientes da nobre tarefa que o próprio Cristo, por meio da Igreja, lhes confia: reconstruir a unidade das pessoas com Deus através da celebração do Sacramento da Reconciliação”.

Segundo o papa, muitos sacerdotes alcançaram a santidade precisamente por meio deste ministério. Ele recordou exemplos como são João Vianney, são Leopoldo Mandić, são Pio de Pietrelcina e o beato Miguel Sopoćko.

“Somente uma pessoa reconciliada é capaz de viver de forma desarmada e desarmante”, disse. E citou a conhecida oração atribuída a Francisco de Assis: “Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz”, disse.

Hoje a Igreja celebra são Longuinho, o soldado que perfurou o lado de Jesus


São Longuinho São Longuinho
 

Hoje (15) é o dia de são Longuinho, o centurião romano que, por ordem de Pôncio Pilatos, esteve ao pé da Cruz com seus soldados e perfurou o lado de Cristo com uma lança.

Segundo a tradição, foi também Longuinho quem, depois de ter incorrido na maior de todas as profanações, foi transpassado no profundo da sua alma pelo Amor de Deus, o que transformou para sempre a sua vida. Suas palavras ficaram eternizadas no Evangelho: "Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus" (Mt 27,54).

Um coração atravessado

São Longuinho já não aparece no Novus Ordo e já não é celebrado pela Igreja como costumava ser. No entanto, há ainda muitos devotos e aqueles que se inspiram na história da sua conversão. Por esta razão, ele é geralmente comemorado no dia 15 de março, embora em alguns lugares, especialmente depois de 1969, último ano antes da promulgação da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, ele seja lembrado em 16 de outubro. 

A tradição conta várias histórias sobre ele. Conta-se que Longuinho sofreu uma perda gradual da visão e que quando ele retirou sua lança do Corpo do Senhor, uma gota de sangue divino espirrou em seus olhos e ele foi instantaneamente curado.

A tradição também diz que abandonou a sua carreira militar e se uniu à comunidade cristã. Mais tarde, durante o seu processo de conversão, entrou em contato com os apóstolos e começou a se encontrar com eles, recebendo deles o testemunho direto de quem foi Jesus de Nazaré. A história conta que ele se retirou dos assuntos mundanos e peregrinou nas regiões de Cesareia e Capadócia, proclamando Cristo e conquistando pessoas para o Reino de Deus.

Dar a vida por um só Deus

O fim da sua vida teria chegado com a perseguição aos cristãos. Longuinho teria caído nas mãos de seus perseguidores na Capadócia, que o levaram a julgamento. Como ele se negou a fazer oferenda aos ídolos, o governador ordenou que arrancassem os seus dentes e cortassem a sua língua.

Depois que os verdugos terminaram a sua tarefa, o santo se levantou, pegou um machado que estava caído e quebrou as imagens dos ídolos que tinha na sua frente. Uma horda de demônios saiu dos fragmentos e se apoderou do governador e de seus ajudantes, que começaram a gritar e lamentar. Longuinho então enfrentou a autoridade máxima e lhe disse que só sua morte poderia salvá-lo. O governador, então, condenou-o à morte por decapitação. Por isso é considerado um mártir.

Assim que Longuinho foi executado, o governador caiu em si e começou a sentir arrependimento, de tal forma que acabou ficando revoltado com o que fez. Conta a lenda que o homem, profundamente comovido, se converteu ao Senhor naquele mesmo dia.

 

Laudes do 4º Domingo da Quaresma

 


sábado, 14 de março de 2026

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Quando Portugal Dominou o Estreito de Ormuz e o Golfo Pérsico | Histórias Desconhecidas


 

Papa a matemáticos: humanizem a esfera digital e sejam profetas de esperança

 

O Dia Internacional da Matemática é celebrado mundialmente em 14 de março. Em mensagem aos participantes de um webinário global que antecede a data instituída pela Unesco, Leão XIV pede atenção "às necessidades espirituais do coração", sobretudo diante das novas tecnologias como a IA, através de maneiras que humanizem "a esfera digital, transformando-a em uma oportunidade de fraternidade e de criatividade". Como ex-professor de matemática, o Papa alerta que não basta esforço intelectual.

Andressa Collet - Vatican News

O Dia Internacional da Matemática, conhecido mundialmente como Dia do Pi (porque a data é escrita como 3/14 em alguns países e a constante matemática π é de aproximadamente 3,14), será comemorado neste sábado, 14 de março, com atividades que visam conscientizar sobre o papel essencial que a disciplina desempenha na ciência, na tecnologia, no bem-estar social e na conquista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas para 2030. O próprio Papa Leão XIV se une à mobilização, divulgando uma mensagem de reflexão e encorajamento, já que o tema deste ano é "Matemática e esperança", dois bens universais da humanidade segundo a Unesco, e os próprios "matemáticos podem ser sinais de esperança para o mundo inteiro", enalteceu o Pontífice.

Abraçar a dimensão moral das novas tecnologias

De fato, em mensagem assinada pelo secretário de Estado, o cardeal Pietro Parolin, o Papa se dirige à professora Betül Tanbay, presidente do Dia Internacional da Matemática, um projeto liderado pela União Matemática Internacional com o apoio de diversas organizações internacionais e regionais. No texto, Leão XIV agradece a carta recebida de divulgação do webinário global comemorativo ao Dia do Pi, realizado nesta sexta-feira (13/03) e promovido pela Unesco para matemáticos e educadores de renome mundial.

Ao refletir sobre o tema proposto para este ano, "'Matemática e esperança' no contexto dos múltiplos desafios que a família humana está enfrentando", o Pontífice destacou "o rápido desenvolvimento tecnológico com todo o seu potencial para o bem ou para o mal", e procurou encorajar os participantes do webinário a serem "sinais de esperança para o mundo inteiro":

"A esse respeito, uma área de pesquisa particularmente fecunda é o uso de algoritmos, especialmente no campo da inteligência artificial. Uma tarefa como essa requer não apenas esforço intelectual e engenhosidade, mas também um crescimento integral de toda a pessoa, a fim de abraçar a dimensão moral dessas tecnologias emergentes."

Papa recorda novamente quando foi professor de Matemática

Leão XIV, então, antes de conceder a bênção apostólica a todos que devem participar do Dia Internacioal deste ano, recordou na mensagem o período em que foi professor de matemática e física, e o próprio discurso feito aos estudantes reunidos para o Jubileu do Mundo Educativo em outubro de 2025: "não basta ter grande conhecimento científico, se depois não sabemos quem somos e qual é o sentido da vida". Por isso, o Papa reza para que todas as pessoas envolvidas neste evento "estejam atentas às profundas necessidades espirituais do coração humano, para que busquem maneiras de humanizar a esfera digital, transformando-a em uma oportunidade de fraternidade e de criatividade", e para que "sejam profetas de esperança, verdade e bondade no mundo".

As atividades ao redor do mundo, inclusive no Brasil

O site oficial dedicado à data comemorativa está divulgando em um mapa interativo as mais de 860 atividades cadastradas para o Dia Internacional da Matemática em todo o mundo, dirigidas a estudantes e público em geral promovidas em escolas, museus, bibliotecas e livrarias. No Brasil, há registros de norte a sul do país, desde a Paraíba, em Matureia e João Pessoa, até na Escola Estadual Técnica Affonso Wolf no município de Dois Irmãos, no Rio Grande do Sul. A programação se concentra, porém, no sudeste brasileiro, como no Rio de Janeiro e São Paulo, com palestras, exposições e lançamento de livros. Ainda dá tempo de organizar e cadastrar os eventos locais e também se inspirar com atividades ligadas à matemática acessíveis no www.idem314.org, inclusive com material em português.

Papa Leão XIV: “Todo ato de amor ao próximo é um reflexo da caridade divina”

 

Em mensagem pelos 50 anos do FADICA, o Pontífice agradece o apoio da rede filantrópica a iniciativas da Igreja e ao cuidado com os mais vulneráveis.

Matheus Macedo - Vatican News

Nesta sexta-feira (13/03), o Papa Leão XIV enviou uma mensagem por ocasião do 50º aniversário da Rede de Filantropia Católica (FADICA), instituição estadunidense que reúne fundações e doadores para apoiar atividades e iniciativas da Igreja Católica.

No texto, o Pontífice expressa sua gratidão pelo generoso apoio oferecido a diversos Dicastérios da Cúria Romana ao longo de cinco décadas de colaboração, além das iniciativas católicas promovidas nos Estados Unidos e em outras partes do mundo.

Leão XIV recorda que o encontro dos membros da rede ocorre durante o tempo da Quaresma, quando, além da oração e do jejum, a Igreja convida todos os católicos a realizarem obras de misericórdia com maior fervor.

Papa Leão XIV durante almoço com os pobres no Vaticano.
Papa Leão XIV durante almoço com os pobres no Vaticano.   (ANSA)

“Jesus nos ensinou que, ao discernir como ajudar o nosso próximo, devemos imitar o exemplo do Bom Samaritano, que doou de maneira altruísta o seu tempo e os seus recursos a alguém que nunca havia encontrado antes”, escreve o Papa. Segundo ele, essa parábola revela o “estilo de Deus”, que o Papa Francisco costumava resumir como “proximidade, compaixão e ternura”.

O Pontífice acrescenta que, quando ajudamos quem está em necessidade, especialmente aqueles que não podem retribuir, tornamo-nos instrumentos do Senhor, pois “todo ato de amor ao próximo é, de certo modo, um reflexo da caridade divina”.

Na mensagem, Leão XIV também destaca que as contribuições da instituição para “sustentar programas que promovem a justiça social, fortalecem a educação católica, defendem a dignidade humana e cuidam dos mais vulneráveis” constituem uma verdadeira manifestação da caridade divina.

Entre sorrisos e gestos de proximidade, o Papa Leão XIV tira uma foto com crianças durante encontro na Diocese de Albano Laziale.
Entre sorrisos e gestos de proximidade, o Papa Leão XIV tira uma foto com crianças durante encontro na Diocese de Albano Laziale.   (@Vatican Media)

O Papa expressa ainda o desejo de que o trabalho realizado pela rede inspire outras pessoas a um renovado encontro com Cristo por meio do serviço aos mais necessitados e a uma participação cada vez mais consciente na missão da Igreja. Ele também encoraja os membros da organização a perseverarem em sua missão, recordando que “o Altíssimo não se deixa vencer em generosidade por aqueles que o servem nos mais necessitados”.

Ao assegurar suas orações, o Pontífice confiou os membros do FADICA – (Rede de Filantropia Católica) à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, e concedeu sua Bênção Apostólica como sinal de paz e alegria no Senhor.

O Papa: os cristãos responsáveis pelos conflitos armados fazem um exame de consciência?

 

Leão XIV recebeu os participantes do 36º Curso sobre o Foro Interno da Penitenciaria Apostólica e recordou que "o Sacramento da Reconciliação é um "laboratório da unidade": restabelece a unidade com Deus através do perdão dos pecados e da infusão da graça santificante. Isso gera a unidade interior da pessoa e a unidade com a Igreja; consequentemente, promove também a paz e a unidade na família humana".

Mariangela Jaguraba – Vatican News

O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta sexta-feira (13/03), no Vaticano, os participantes da 36ª edição do Curso sobre o Foro Interno, organizado pela Penitenciaria Apostólica, sobre o tema “A Igreja chamada a ser casa de Misericórdia”.

O curso é destinado aos que estão fazendo os primeiros passos no ministério sacerdotal ou que estão à espera de serem ordenados, a fim de que aperfeiçoem "a sua formação como confessores, através do Curso sobre o Foro Interno, oferecido anualmente pela Penitenciaria Apostólica".

Acolher o dom do Senhor Ressuscitado

De acordo com Leão XIV, "esse curso foi fortemente desejado por São João Paulo II, que o apoiou com sua paixão pastoral, foi confirmado pelo Papa Bento XVI com sua sabedoria teológica, assim como pelo Papa Francisco, que sempre teve grande cuidado com o rosto misericordioso da Igreja".

“Eu também os exorto a continuarem neste serviço, aprofundando e ampliando a oferta formativa, para que o quarto Sacramento seja cada vez mais profundamente conhecido, adequadamente celebrado e, portanto, serenamente e eficazmente vivido por todo o santo povo de Deus.”

O Papa sublinhou que "Sacramento da Reconciliação teve um desenvolvimento notável ao longo da história, tanto na compreensão teológica quanto na forma de celebração". "A Igreja, mãe e mestra, reconheceu progressivamente o seu significado e função, ampliando a possibilidade da sua celebração. No entanto, a reiteração do Sacramento nem sempre corresponde, por parte dos batizados, a uma vontade de recorrer a ele: é como se o tesouro infinito da misericórdia da Igreja permanecesse “inutilizado”, por uma distração generalizada dos cristãos que, não raro, permanecem por muito tempo em estado de pecado, em vez de se aproximarem do confessionário, com simplicidade de fé e de coração, para acolher o dom do Senhor Ressuscitado", ressaltou.

Fazer um sério exame de consciência

De acordo com Leão XIV, o Concílio Lateranense IV, em 1215, estabeleceu que todo cristão deve se confessar pelo menos uma vez por ano. O Catecismo da Igreja Católica, após o Concílio Vaticano II, também confirmou essa norma.

A seguir, o Papa citou Santo Agostinho que afirma: "Quem reconhece os seus pecados e os condena já está em acordo com Deus". "Reconhecer os nossos pecados, especialmente durante este Tempo da Quaresma, significa "concordar" com Deus, unir-nos a Ele", sublinhou.

“O Sacramento da Reconciliação é, portanto, um "laboratório da unidade": restabelece a unidade com Deus através do perdão dos pecados e da infusão da graça santificante. Isso gera a unidade interior da pessoa e a unidade com a Igreja; consequentemente, promove também a paz e a unidade na família humana.”

A seguir, Leão XIV perguntou: "Os cristãos que têm grande responsabilidade nos conflitos armados têm a humildade e a coragem de fazerem um sério exame de consciência e se confessar?"

O homem é responsável por seus próprios atos

O Pontífice ressaltou que o pecado "rompe a unidade espiritual com Deus". "É um afastamento de Deus, e essa possibilidade dramática é tão real quanto o dom da liberdade que o próprio Deus concedeu aos seres humanos. Negar a possibilidade de que o pecado realmente rompa a unidade com Deus é, na realidade, desrespeitar a dignidade do homem, que é — e permanece — livre e, portanto, responsável por seus próprios atos".

O Santo Padre convidou os participantes do Curso sobre o Foro Interno, a estarem "sempre conscientes da nobre tarefa que o próprio Cristo, por meio da Igreja, lhes confia: reconstruir a unidade das pessoas com Deus através da celebração do Sacramento da Reconciliação. A vida inteira de um sacerdote pode ser plenamente realizada pela celebração assídua e fiel deste Sacramento.  De fato, quantos sacerdotes se tornaram santos no confessionário"!

Leão XIV citou, como exemplo, São João Maria Vianney, São Leopoldo Mandić, São Pio de Pietrelcina e o Beato Miguel Sopoćko.

Unidade interior das pessoas

"A unidade restabelecida com Deus é também unidade com a Igreja, que é o corpo místico de Cristo", disse ainda o Papa, ressaltando que no confessionário os confessores colaboram "na edificação contínua da Igreja: una, santa, católica e apostólica; e, ao fazê-lo", dão "também nova energia à sociedade e ao mundo".

Leão XIV disse ainda que "a unidade com Deus e com a Igreja é o pressuposto da unidade interior das pessoas, tão necessária hoje, no tempo de fragmentação em que vivemos. Uma unidade interior que se manifesta como um desejo real, sobretudo nas novas gerações".

“As promessas não cumpridas de um consumismo desenfreado e a experiência frustrante de uma liberdade desvinculada da verdade podem transformar-se, pela misericórdia divina, em oportunidades de evangelização: ao fazer emergir o sentimento de incompletude, permitem despertar aquelas questões existenciais às quais somente Cristo responde plenamente. Deus se fez homem para nos salvar, e o faz também educando nosso sentido religioso, nossa irreprimível busca pela verdade e pelo amor, para que possamos acolher o Mistério no qual 'vivemos, nos movemos e existimos'.”

Ser agente de reconciliação na vida cotidiana

"Essa dinâmica de unidade com Deus, com a Igreja e em nós mesmos é um pré-requisito para a paz entre os indivíduos e os povos", disse ainda o Papa, acrescentando:

“Somente uma pessoa reconciliada é capaz de viver de forma desarmada e desarmante! Quem depõe as armas do orgulho e se deixa renovar continuamente pelo perdão de Deus torna-se agente de reconciliação na vida cotidiana. Nele ou nela, se concretizam as palavras atribuídas a São Francisco de Assis: 'Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz'.”

Sabado, 14 de Março de 2026 11:00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Conmovedora Canción a San José para Casos Imposibles | Inspirada en la Oración a San José.


 

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