Caminhando
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Hoje a Igreja celebra a natividade da Virgem Maria
Por Redação central
7 de set de 2026 às 22:01
A Igreja celebra hoje (8) a natividade da Santíssima Virgem Maria. “Esta festividade mariana é toda ela um convite à alegria, mais precisamente porque, com o nascimento de Maria Santíssima, Deus dava ao mundo como garantia concreta de que a salvação era já iminente”, disse são João Paulo II em 1980.
A celebração da festa da natividade da Santíssima Virgem Maria é conhecida no Oriente desde o século VI. Foi fixada em 8 de setembro, dia com o que se abre o ano litúrgico bizantino, que é encerrado com a Assunção, em agosto. No Ocidente foi introduzida no século VII e era celebrada com uma procissão-ladainha, que terminava na Basílica de Santa Maria Maior.
O evangelho não apresenta dados do nascimento de Maria, mas há várias tradições. Algumas consideram Maria descendente de Davi, assinalam seu nascimento em Belém. Outra corrente grega e armênia assinala Nazaré como berço de Maria.
Entretanto, já no século V existia em Jerusalém o santuário mariano situado junto aos restos da piscina Probática, ou seja, das ovelhas. Debaixo da formosa Igreja românica, levantada pelos cruzados, que ainda existe – a basílica de Santa Ana – acham-se os restos de uma basílica bizantina e criptas escavadas na rocha que parecem ter feito parte de uma moradia que se considerou como a casa natal da Virgem.
Esta tradição, fundada em apócrifos muito antigos como o chamado proto evangelho de são Tiago (século II), vincula-se com a convicção expressa por muitos autores a respeito de que Joaquim, o pai de Maria, fora proprietário de rebanhos de ovelhas. Estes animais eram lavados naquela piscina antes de serem oferecidos no templo.
A festa tem a alegria de um anúncio pré-messiânico. É famosa a homilia que pronunciou são João Damasceno (675-749) um 8 de setembro na basílica da Santa Ana, durante a qual exclamou:
“Eia!, povos todos, homens de qualquer raça e lugar, de qualquer época e condição, celebremos com alegria a festa natalícia do gozo de todo o Universo. Temos razões muito válidas para honrar o nascimento da Mãe de Deus, por meio da qual todo o gênero humano foi restaurado e a tristeza da primeira mãe, Eva, transformou-se em gozo. Esta escutou a sentença divina: parirá com dor. Maria, pelo contrário, lhe disse: alegra-te, cheia de graça!”.
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Genazzano espera Leão XIV, “peregrino” diante da Mãe do Bom Conselho
Benedetta Capelli e Eugenio Bonanata – Vatican News
Respira-se um clima de alegre expectativa em Genazzano, o vilarejo medieval situado a cerca de 40 quilômetros de Roma, entre os Castelos Romanos e os montes Prenestinos. A expectativa é pela chegada do Papa Leão, que retorna ao pequeno município onde se encontra um dos lugares mais queridos pela família agostiniana: a Basílica Santuário da Mãe do Bom Conselho. Às 18h locais deste 7 de setembro, o Pontífice celebrará a Missa na véspera da festa da Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria.
A visita do Papa marca seu retorno a Genazzano depois da visita privada realizada em 10 de maio de 2025, dois dias após sua eleição para a Cátedra de Pedro. Um retorno à Mãe que, como escreveu naquela ocasião no livro de assinaturas do santuário, confiando-lhe o seu magistério, acompanhou-o durante toda a vida “com sua presença materna, com sua sabedoria e com o exemplo de seu amor pelo Filho, que é sempre o centro da minha fé. Caminho, verdade e vida”.
A pintura a ser revelada
Leão XIV é aguardado às 16h30 locais na Praça da Paz e seguirá até o santuário no papamóvel, concedendo a bênção aos fiéis ao longo do percurso. Em seguida, o Pontífice será acolhido pelas autoridades, pela comunidade agostiniana e pelo bispo das dioceses de Tivoli e Palestrina, dom Mauro Parmeggiani. Às 17h30, será inaugurada a pintura realizada por Marco Innocenzi, que foi restaurador do Laboratório de Restauração de Pinturas e Materiais em Madeira dos Museus Vaticanos. A obra retrata o Papa Leão de perfil, ajoelhado em um genuflexório e com o olhar voltado para o ícone de Nossa Senhora. A pintura encontra-se na capela que reúne as representações dos Pontífices que, no passado, visitaram Genazzano, começando por Urbano VIII, que, em 1630, confiou à Virgem a Itália atingida pela peste; o retrato do beato Pio IX, peregrino em Genazzano em 15 de agosto de 1864 e profundamente devoto da Mãe do Bom Conselho; o de João XXIII, realizado após sua visita em 25 de agosto de 1959; e, por fim, o de São João Paulo II em oração diante da imagem sagrada durante a peregrinação de 22 de abril de 1993, na véspera de sua viagem apostólica à Albânia.
O vínculo com a Albânia
Também virá da Albânia o arcebispo de Escútari-Pult, dom Giovanni Peragine, que concelebrará a Missa com o Papa. Segundo a tradição, de fato, a imagem da Mãe do Bom Conselho conservada no santuário de Genazzano teria sido transportada pelos anjos da cidade albanesa de Escútari e aparecido milagrosamente em 25 de abril de 1467, sendo posteriormente reconhecida por dois peregrinos albaneses. Ainda hoje, em Genazzano, celebra-se todos os anos, em 25 de abril, a “Vinda” da santa Imagem, enquanto os católicos albaneses invocam a Mãe do Bom Conselho com o antigo título de “Senhora da Albânia”.
Entre os concelebrantes estarão ainda o prior-geral da Ordem de Santo Agostinho, padre Joseph Farrell; o prior da Província Agostiniana da Itália, padre Gabriele Pedicino; o procurador-geral da Ordem de Santo Agostinho, padre Pasquale Di Lernia; e padre Rocco Ronzani, prefeito do Arquivo Apostólico Vaticano e natural de Genazzano. Concelebrarão também os padres agostinianos da comunidade e o reitor do santuário, padre Ludovico Centra. O Papa usará alva, casula e mitra oferecidas pelos fiéis de Genazzano. Os bordados remetem à água e, portanto, às Bodas de Caná, o primeiro milagre de Jesus, realizado na presença de Maria. A casula e a mitra permanecerão no museu do santuário de Genazzano.
A rosa de ouro
Um momento importante da celebração será a oferta à Mãe do Bom Conselho de uma rosa de ouro com três ramos. Em sua base encontram-se os brasões do Santuário da Mãe do Bom Conselho; de Martinho V, o primeiro Papa a oferecer, em 1431, uma rosa de ouro, que se perdeu durante o período napoleônico; de Leão XIII, que elevou o santuário de Genazzano à condição de basílica; e de Leão XIV. O Pontífice receberá uma relíquia ex ossibus do beato Stefano Bellesini, agostiniano e pároco do santuário, cujos restos mortais são venerados na basílica de Genazzano.
O bispo de Tivoli: “um grande dom”
“Uma grande festa, uma festa em família”: assim dom Mauro Parmeggiani, bispo das dioceses de Tivoli e Palestrina, descreve o clima vivido nestas horas em Genazzano. O bispo destaca o “grande dom” que esse lugar recebeu com a presença do Santuário de Nossa Senhora do Bom Conselho, diante do qual “não se pode permanecer indiferente”. “A visita do Papa”, afirma, “é um estímulo que nos convida novamente a corresponder ao dom de termos uma mãe que indica Cristo como o caminho a seguir, como a meta a alcançar, apesar de nossas imperfeições e dificuldades”. O desejo do bispo é que a comunidade responda com “uma fé forte”, sentindo-se cada vez mais unida “ao Santo Padre e à Igreja de Roma” e tornando-se “promotora de uma pastoral ativa, capaz de construir a unidade e a paz, no respeito aos nossos irmãos e também à criação”.
O reitor do santuário: “confiar-se a Maria”
Padre Ludovico Centra, reitor da Basílica Santuário de Nossa Senhora do Bom Conselho, recorda o amor do Papa pela Virgem desde os tempos em que vivia em Chicago. A mensagem que Leão deixa com sua visita, afirma, é a de “confiar-se a Maria, esta esplêndida aurora que anuncia o dia que é Jesus”. “Isso é essencial. Digo sempre aos peregrinos quando vêm aqui: Ela é a Mãe do Bom Conselho, isto é, a mãe de Jesus, que é o bom conselho de Deus. E Maria continua tendo essa missão, como em Caná. Creio”, conclui, “que o Papa traz isso no coração e certamente nos confiará a Maria, precisamente para que possamos continuar a ouvi-la e a cumprir a vontade do Filho”.
Famílias são “grande milagre” que dá amor e vida, diz Leão XIV
6 de set de 2026 às 09:17
O papa Leão XIV disse ontem (5) que as famílias são um “grande milagre” que dá vida e amor, na terceira edição da Festa da Família, celebração para funcionários da Santa Sé e suas famílias.
Nos jardins do Vaticano e depois de uma missa na gruta de Lourdes, o papa saudou ontem os participantes da festa, dizendo-lhes que o papa são João Paulo II disse que "a família é o espelho no qual Deus se vê".
“Deus quer ver-se na nossa comunidade, na nossa família, na sua família Deus está presente”, disse o papa Leão XIV, segundo o Vatican News, serviço de informações da Santa Sé.
Leão XIV também agradeceu às pessoas presentes e “às suas famílias, por esse grande milagre que são” e sublinhou que “talvez todos os dias possamos olhar para a nossa família como este espelho de Deus e redescobrir o seu amor, o que significa doar a vida, o que significa não viver apenas para si mesmo, não ser egoísta, mas doar a vida pelos outros, na família, entre os amigos e entre aqueles que ainda não são nossos amigos”.
Depois de encorajar a todos a fazer da celebração de ontem "um reflexo do amor de Deus", o Papa Leão XIV os exortou a "viver verdadeiramente essa alegria que só Deus pode nos dar, e que Ele nos conceda hoje a alegria de estarmos juntos em celebração, como um reflexo do Seu amor".
Papa Leão XIV, o meme six-seven e a “aura”
Num ambiente descontraído e amigável, o papa fez referência ao popular meme "six-seven" (seis-sete, em inglês), difundido nas redes sociais como um gesto que muitos fazem com as mãos estendidas e movendo-as de baixo para cima.
“No verão, tive a oportunidade de conhecer muitas crianças. Estou muito feliz em vê-las aqui; todas aprenderam um pouco de matemática. Quanto é six-seven... six-seven? São 13, muito bom! ” disse o papa, causando risos entre os presentes.
Depois, algumas pessoas perguntaram a Leão XIV: "Papa, Papa, o senhor pode dizer 'aura'?", ao que o papa respondeu: "Aura?", o que gerou risos novamente. "Aura" ou "farmar aura" também é uma tendência viral nas redes sociais que se refere à presença, estilo ou carisma que uma pessoa projeta.
A freira Raffaella Petrini, presidente do Governatorato da Cidade do Vaticano, tomou a palavra e expressou ao papa “mais uma vez nossa gratidão e afeto filial”, dizendo que “é uma grande alegria para nós servi-lo e ajudá-lo, ainda que modestamente, na grande missão que o Senhor lhe confiou”.
O papa Leão XIV também reservou um tempo para cumprimentar pessoalmente várias pessoas presentes, tirar fotos e responder a algumas perguntas, de maneira amigável e paternal.