Caminhando
domingo, 19 de abril de 2026
ANGOLA HOMILIA
VIAGEM APOSTÓLICA DE SUA SANTIDADE LEÃO XIV
À ARGÉLIA, CAMARÕES, ANGOLA E GUINÉ EQUATORIAL
(13 - 23 de abril de 2026)
HOMILIA DO SANTO PADRE
Kilamba (Angola)
Domingo 19 de abril de 2026
Queridos irmãos e irmãs,
Com o coração cheio de gratidão, celebro a Eucaristia entre vós. Graças sejam dadas a Deus por esta dádiva e obrigado a todos pelo festivo acolhimento!
Neste Terceiro Domingo da Páscoa, o Senhor falou-nos através do Evangelho dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-35). Deixemo-nos iluminar por esta Palavra de vida.
Dois discípulos do Senhor, com o coração ferido e triste, partem de Jerusalém para regressar à sua aldeia de Emaús. Viram morrer aquele Jesus em quem tinham depositado a sua confiança e a quem tinham seguido e, agora, desiludidos e abatidos, regressam às suas casas. Pelo caminho, «conversavam entre si sobre tudo o que acontecera» (v. 14). Precisam de falar sobre isso, de contar um ao outro o que viram, de partilhar o que viveram. Porém, arriscavam-se a ficar presos na dor e fechados à esperança.
Irmãos e irmãs, nesta primeira cena do Evangelho, vejo refletida a história de Angola, deste país belíssimo e ferido, que tem fome e sede de esperança, de paz e de fraternidade. Na verdade, ao longo do caminho, a conversa dos dois discípulos, que recordam com desânimo o que aconteceu ao seu Mestre, traz à memória a dor que marcou o vosso país: uma longa guerra civil com o seu rasto de inimizades e divisões, de recursos desperdiçados e de pobreza.
Quando, durante muito tempo, se permanece imerso numa história tão marcada pela dor, corre-se o mesmo risco dos dois discípulos de Emaús: perder a esperança e ficar paralisados pelo desânimo. Com efeito, eles caminham, mas continuam presos aos acontecimentos ocorridos três dias antes, quando viram Jesus morrer; conversam entre si, mas sem ter esperança numa qualquer saída; continuam a falar do que aconteceu, com o cansaço de quem não sabe como recomeçar, nem se isso é possível.
Caríssimos, a Boa Nova do Senhor, hoje também para nós, é precisamente esta: Ele está vivo, ressuscitou e caminha ao nosso lado enquanto percorremos o caminho do sofrimento e da amargura, abrindo-nos os olhos para que possamos reconhecer a sua obra e concedendo-nos a graça de recomeçar e reconstruir o futuro.
O Senhor aproxima-se dos dois discípulos desiludidos e com pouca esperança e, fazendo-se companheiro de viagem, ajuda-os a juntar as peças daquela história, a olhar para além da dor, a descobrir que não estão sozinhos no caminho e que os espera um futuro, habitado ainda pelo Deus do amor. E quando Ele se detém para jantar com eles, se senta à mesa e parte o pão, então «os seus olhos abriram-se e reconheceram-no» (v. 31).
Eis aqui traçada também para nós, para vós, queridos irmãos e irmãs angolanos, a via para recomeçar: por um lado, a certeza de que o Senhor nos acompanha e tem compaixão de nós; por outro, o compromisso que Ele nos pede.
Experimentamos a companhia do Senhor sobretudo na relação com Ele, na oração, na escuta da sua Palavra que faz arder o nosso coração como o dos dois discípulos e, sobretudo, na celebração da Eucaristia. É aqui que encontramos Deus. Por isso, é necessário estar sempre atentos às formas de religiosidade tradicional, que certamente pertencem às raízes da vossa cultura, mas que, ao mesmo tempo, correm o risco de confundir e misturar elementos mágicos e supersticiosos que não ajudam no caminho espiritual. Permanecei fiéis ao que a Igreja ensina, confiai nos vossos pastores e mantende o olhar fixo em Jesus, que se revela especialmente na Palavra e na Eucaristia. Em ambas, experimentamos que o Senhor Ressuscitado caminha ao nosso lado e, unidos a Ele, também nós vencemos as mortes que nos cercam e vivemos como ressuscitados.
A esta certeza de não estarmos sozinhos ao longo do caminho junta-se também um esforço generoso, capaz de aliviar as feridas e reacender a esperança. Na verdade, se os dois de Emaús reconheceram Jesus ao partir o pão para eles, isso significa que também nós devemos reconhecê-lo assim: não apenas na Eucaristia, mas em qualquer lugar onde haja uma vida que se torna pão partido, em qualquer lugar onde alguém se torna dom de compaixão, tal como Ele.
A história do vosso país, as consequências ainda difíceis que suportais, os problemas sociais e económicos e as diversas formas de pobreza exigem a presença de uma Igreja que saiba estar próxima no caminho e saiba ouvir o clamor dos seus filhos. Uma Igreja que, com a luz da Palavra e o alimento da Eucaristia, saiba reavivar a esperança perdida. Uma Igreja feita de pessoas como vós, que se doam tal como Jesus parte o pão para os dois discípulos de Emaús. Angola precisa de bispos, sacerdotes, missionários, religiosas e religiosos, leigas e leigos que tenham no coração o desejo de partir a sua vida e doá-la uns aos outros, de se empenhar no amor e no perdão mútuos, de construir espaços de fraternidade e paz, de realizar gestos de compaixão e solidariedade para com quem mais precisa.
Com a graça de Cristo Ressuscitado, podemos tornar-nos esse pão partido que transforma a realidade. E assim como a Eucaristia nos recorda que somos um só corpo e um só espírito, unidos ao único Senhor, também nós podemos e queremos construir um país onde as antigas divisões sejam superadas para sempre, onde o ódio e a violência desapareçam, onde a chaga da corrupção seja curada por uma nova cultura de justiça e partilha. Só assim será possível um futuro de esperança, sobretudo para os muitos jovens que a perderam.
Irmãos e irmãs, hoje é necessário olhar para o futuro com esperança e construir a esperança do futuro. Não tenhais medo de o fazer! Jesus Ressuscitado, que percorre o caminho convosco e por vós se parte como pão, encoraja-vos a ser testemunhas da sua ressurreição e protagonistas de uma nova humanidade e de uma nova sociedade.
Neste caminho, caríssimos, podeis contar com a proximidade e com a oração do Papa! Também eu sei que posso contar convosco, e por isso vos agradeço! Confio-vos à proteção e à intercessão da Virgem Maria, Nossa Senhora de Muxima, para que Ela vos sustente sempre na fé, na esperança e na caridade.
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sábado, 18 de abril de 2026
DISCURSO DO SANTO PADRE EM ANGOLA
VIAGEM APOSTÓLICA DE SUA SANTIDADE LEÃO XIV
À ARGÉLIA, CAMARÕES, ANGOLA E GUINÉ EQUATORIAL
(13 - 23 de abril de 2026)
ENCONTRO COM AS AUTORIDADES, A SOCIEDADE CIVIL E O CORPO DIPLOMÁTICO
DISCURSO DO SANTO PADRE
Palácio Presidencial, Luanda
Sábado, 18 de abril de 2026
Senhor Presidente,
Distintas Autoridades e membros do Corpo Diplomático,
Senhoras e Senhores!
É para mim motivo de grande alegria estar entre vós. Obrigado, Senhor Presidente, pelo convite para visitar Angola e pelas palavras de boas-vindas. Venho até vós para encontrar o vosso povo, como um peregrino que procura os sinais da passagem de Deus por esta terra que Ele ama.
Antes de prosseguir, gostaria de assegurar a minha oração pelas vítimas das fortes chuvas e inundações que atingiram a província de Benguela, bem como expressar a minha proximidade com as famílias que perderam suas casas. Sei também que vós, angolanos, estais unidos em uma grande corrente de solidariedade em favor dos atingidos.
Desejo encontrar-vos na gratuidade da paz e constatar que o vosso povo possui tesouros que não se vendem nem se roubam. Em particular, possui em si uma alegria que nem mesmo as circunstâncias mais adversas conseguiram extinguir. Essa alegria, que também conhece a dor, a indignação, as desilusões e as derrotas, resiste e regenera-se entre aqueles que mantiveram o coração e a mente livres do engano da riqueza. Vós sabeis bem que, demasiadas vezes, se olhou e se olha às vossas terras para dar ou, mais frequentemente, para tirar algo. É necessário quebrar esta cadeia de interesses que reduz a realidade e a própria vida a uma mera mercadoria.
A África é, para o mundo inteiro, uma reserva de alegria e esperança, que eu não hesitaria em definir como virtudes “políticas”, porque os seus jovens e os seus pobres ainda sonham, ainda esperam, não se contentam com o que já existe, desejam reerguer-se, preparar-se para grandes responsabilidades, empenhar-se em primeira pessoa. Com efeito, a sabedoria de um povo não se deixa esmorecer por nenhuma ideologia e, realmente, o desejo de infinito que habita o coração humano é um princípio de transformação social mais profundo do que qualquer programa político ou cultural. Estou aqui, entre vós, ao serviço das melhores forças que animam as pessoas e as comunidades de que Angola é um mosaico muito colorido. Desejo ouvir e encorajar aqueles que já escolheram o bem, a justiça, a paz, a tolerância e a reconciliação. Ao mesmo tempo, com milhões de homens e mulheres de boa vontade que constituem a principal riqueza deste país, pretendo também invocar a conversão dos que, escolhendo caminhos opostos, impedem o seu desenvolvimento harmonioso e fraterno.
Caríssimos, referia-me às riquezas materiais nas quais, inclusivamente no vosso país, interesses prepotentes põem as mãos. Quanto sofrimento, quantas mortes, quantas catástrofes sociais e ambientais acarreta esta lógica extrativista! Em todas as partes do mundo, vemos como ela, no fundo, alimenta um modelo de desenvolvimento que discrimina e exclui, mas que ainda pretende impor-se como o único possível. O santo Papa Paulo VI, interpretando de forma penetrante as inquietudes do mundo juvenil, denunciava já há sessenta anos «o aspeto senil – totalmente anacrónico – de uma civilização comercial, hedonista, materialista, que ainda tenta passar por portadora do futuro». E observava: «Contra esta ilusão, a reação instintiva de numerosos jovens, apesar dos seus excessos, expressa um valor real. Esta geração aguarda outra coisa» (Exort. ap. Gaudete in Domino, VI). Graças a sabedorias muito antigas que alimentam o vosso pensar e o vosso sentir, vós sois testemunhas de que a criação é harmonia na riqueza da diversidade. Sempre que essa harmonia foi violada pela prepotência de alguns, o vosso povo sofreu. Ele traz as cicatrizes tanto da exploração material como da pretensão de impor uma ideia sobre outras. A África tem uma necessidade urgente de superar situações e fenómenos de conflitualidade e inimizade, que dilaceram o tecido social e político de tantos países, fomentando a pobreza e a exclusão. Somente no encontro a vida floresce. No princípio, está o diálogo. Ele não exclui a divergência, que contudo pode tornar-se conflito.
O meu venerado predecessor, Papa Francisco, ofereceu-nos uma interpretação inolvidável: «Perante o conflito, alguns limitam-se a olhá-lo e passam adiante como se nada fosse, lavam-se as mãos para poder continuar com a sua vida. Outros entram de tal maneira no conflito que ficam prisioneiros, perdem o horizonte, projectam nas instituições as suas próprias confusões e insatisfações e, assim, a unidade torna-se impossível. Mas há uma terceira forma, a mais adequada, de enfrentar o conflito: é aceitar suportar o conflito, resolvê-lo e transformá-lo no elo de ligação de um novo processo. «Felizes os pacificadores» (Mt 5, 9)» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 227). Angola pode crescer muito, se, em primeiro lugar, vós, que detendes autoridade no país, acreditardes na multiformidade da sua riqueza. Não temais as divergências, nem extingais as visões dos jovens e os sonhos dos idosos. Sabei, sim, gerir conflitos, transformando-os em caminhos de renovação. Colocai o bem comum acima do das partes, não confundindo nunca a vossa parte com o todo. Então, a história dar-vos-á razão, mesmo que, no imediato, alguns vos sejam hostis.
Referi-me à alegria e à esperança como características da vossa jovem sociedade. Normalmente, consideram-se sentimentos pessoais, privados. No entanto, elas são uma força intensa e expansiva, que contraria toda a resignação e a tentação de se fechar. Os déspotas e os tiranos do corpo e do espírito pretendem tornar as almas passivas e os ânimos tristes, propensos à inércia, dóceis e subjugados ao poder. Na tristeza, com efeito, ficamos à mercê dos nossos medos e fantasmas, refugiamo-nos no fanatismo, na submissão, no ruído mediático, na miragem do ouro, no mito identitário. O descontentamento, o sentimento de impotência e de desenraizamento separam-nos, em vez de nos colocarem em relação, difundindo um clima de estraneidade em relação aos assuntos públicos, desprezo perante a desgraça alheia e a negação de todo o tipo de fraternidade. Tal incongruência desagrega as relações fundamentais que cada um mantém consigo mesmo, com os outros e com a realidade. Como também observou o Papa Francisco: «A melhor maneira de dominar e avançar sem entraves é semear o desânimo e despertar uma desconfiança constante, mesmo disfarçada por detrás da defesa de alguns valores. Usa-se hoje, em muitos países, o mecanismo político de exasperar, exacerbar e polarizar» (Carta enc. Fratelli tutti, 15).
Desta alienação, liberta-nos a verdadeira alegria, que não por acaso a fé reconhece ser um dom do Espírito Santo. Como escreveu São Paulo, «onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade» (2 Cor 3, 17). A alegria é, efetivamente, o que intensifica a vida e impulsiona para o campo aberto da socialidade: cada um se alegra fazendo frutificar as suas capacidades relacionais, percebendo que contribui para o bem comum e vendo-se reconhecido como pessoa única e digna, numa comunidade de encontros que se multiplicam e ampliam o espírito. A alegria sabe traçar trajetórias mesmo nas regiões mais sombrias de estagnação e angústia. Caríssimos, examinemos, pois, o nosso coração, porque sem alegria não há renovação; sem interioridade não há libertação; sem encontro não há política; sem o outro não há justiça.
Juntos, podeis fazer de Angola um projeto de esperança. A Igreja Católica, cuja obra de serviço ao país sei o quanto estimais, deseja ser fermento na massa e promover o crescimento de um modelo justo de convivência, livre das escravidões impostas por elites com muito dinheiro e falsas alegrias. Só juntos poderemos multiplicar os talentos deste povo maravilhoso, mesmo nas periferias urbanas e nas regiões rurais mais remotas, onde pulsa a sua vida e se prepara o seu futuro. Eliminemos os obstáculos ao desenvolvimento humano integral, lutando e esperando com aqueles que o mundo rejeitou, mas que Deus escolheu. Foi assim, na verdade, que surgiu a nossa esperança: «A pedra que os construtores rejeitaram veio a tornar-se pedra angular» (Sl 118, 22), Jesus Cristo, plenitude do homem e da história.
Que Deus abençoe Angola!
Obrigado.
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Igreja celebra hoje santa Bernadette Soubirous, a vidente de Nossa Senhora de Lourdes
Por Redação central
16 de abr de 2026 às 00:01
“Sim, mãe querida, tu baixaste até a Terra e apareceste a humílima menina... Tu rainha do céu e da terra quiseste escolher-me porque era o que de mais frágil havia no mundo”, disse em uma ocasião santa Bernadette Soubirus, a vidente de Nossa Senhora de Lourdes e cuja festa se celebra hoje (16).
Santa Bernadette nasceu em 7 de janeiro de 1844 em Lourdes (França). Recebeu como nome de batismo Marie-Bernard, mas costumavam chamá-la pelo diminutivo “Bernardette”. Sua família padeceu a mais absoluta pobreza.
Bernadette ficou sob responsabilidade de sua ama, que a enviou ao pastoreio de ovelhas, mas isso dificultava que ela se preparasse para receber a primeira comunhão. Era a única menina de quase 14 anos que não tinha recebido a Eucaristia. Como era muito boa pastora, obrigaram-na a cuidar mais tempo das ovelhas.
Mais adiante, pediu aos seus pais para voltar para casa, porque queria receber a primeira comunhão e seus pais aceitaram. Com este desejo é que lhe aparece a Virgem de Lourdes, que chamava a si mesma “a Imaculada Conceição”.
Depois das aparições, a humilde jovem se manteve simples e modesta, sem procurar a agitação nem popularidade. Recebeu sua primeira comunhão em 3 de junho de 1858, no dia de Corpus Christi daquele ano.
Recebeu incompreensões, zombarias e quase sempre estava doente. Sofria de vômitos com sangue, asma crônica, tuberculose, aneurisma, dor de estômago, deterioração do osso, abcessos nos ouvidos e um tumor no joelho.
A Virgem havia dito a santa Bernadette: “Não prometo fazer-te feliz neste mundo, mas sim no outro”.
Em 1860, as Irmãs da Caridade de Nevers, que serviam na escola e hospital, ofereceram a ela asilo. Lá, foi designada uma irmã que lhe ensinou a ler e escrever. Ao crescer, Bernadette também passou por momentos de vaidade, buscando ter uma boa aparência, mas essas coisas passaram rápido e não prejudicaram sua simplicidade de coração.
Mais tarde, decidiu abraçar a vida religiosa e pediu para ser aceita pela Madre Superiora. Aos 22 anos, foi pela última vez à amada gruta para despedir-se, antes de ingressar no noviciado.
Sua saúde decaiu seriamente e a madre superiora quis lhe dar o consolo de que pronunciasse os votos. Durante a cerimônia, ela fez gestos de consentimento, porque não podia falar, e lhe deram o véu de professa. Na manhã seguinte, despertou feliz e a madre superiora lhe disse para remover o véu e ela humildemente aceitou.
Em 30 de outubro de 1867, fez seus votos temporários aos 23 anos e, em 1878, emitiu os votos perpétuos. Depois, sua saúde se deteriorou e voltou para a enfermaria. Ali, sofreu muito, superou a tentação de pensar que não poderia ser salva, não se deixou vencer e se manteve serena.
Padeceu durante a Semana Santa de 1879. Em 16 de abril, pediu às religiosas que rezassem o Rosário. Após a conclusão de uma Ave-Maria, seu rosto expressou um sorriso, como se visse de novo a Virgem da gruta e partiu para a Casa do Pai às 3h15.
“Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por mim pobre pecadora... pecadora”, foram suas últimas palavras. Seu corpo permanece incorrupto em sua capela em Nevers, com a aparência de estar adormecida.