Caminhando
terça-feira, 19 de maio de 2026
Leão XIV agradece organização católica dos EUA por ajudar migrantes e Cuba
Por Victoria Cardiel
18 de mai de 2026 às 15:32
O papa Leão XIV agradeceu hoje (18) à organização católica americana Catholic Extension Society pela ajuda que presta, especialmente a migrantes e a comunidades de Cuba e Porto Rico.
“Gostaria de destacar o vosso trabalho em Cuba e em Porto Rico”, disse o papa. “O apoio que prestam a essas comunidades é uma bela expressão da universalidade da Igreja e uma lembrança viva de que o amor ao próximo é prova tangível da autenticidade do nosso amor a Deus (Dilexi te 26)”.
Leão XIV também elogiou o apoio pastoral que oferecem aos mais desfavorecidos, "e a muitas famílias migrantes nos EUA".
“É imperativo que nossos irmãos e irmãs experimentem o calor de uma comunidade marcada pela presença de Cristo”, disse ele.
A Catholic Extension Society arrecada fundos para apoiar e fortalecer dioceses missionárias com poucos recursos nos EUA. Fundada em 1905, a sede da organização fica em Chicago, Illinois, EUA.
O papa elogiou o fundador da organização, o padre Francis Clement Kelley, que há cerca de 120 anos "procurou alcançar comunidades de fé remotas por todos os EUA, a fim de levar-lhes a própria vida de Cristo por meio dos sacramentos e do apoio de uma comunidade católica mais ampla".
“Esse entusiasmo missionário ainda é necessário hoje, e por isso gostaria de agradecer-lhes por seus esforços contínuos para atender às necessidades das comunidades católicas mais pobres, tanto nos EUA quanto no exterior”, disse Leão XIV.
Ao prosseguir com a missão, disse ele, a dedicação da Catholic Extension não só em "aliviar as necessidades materiais dos menos afortunados", mas também em "investir na construção de comunidades católicas vibrantes, é especialmente necessária hoje em dia".
“Comunidades cheias de fé oferecem uma oportunidade para que as pessoas experimentem a alegria de uma nova vida em Cristo, vivida de maneira cotidiana e comum”, concluiu o papa.
(vaticannews)
Nerses Shnorhali, grande "pioneiro do ecumenismo" do Oriente cristão
Vatican News
Uma grande alma e uma mente versátil e prolífica. Por essa razão — particularmente pelo tom inspirado e pacífico de seus escritos — seus contemporâneos o apelidaram de "o Gracioso", que significa "cheio de graça". Nesta segunda-feira, 18 de maio, o Papa Leão XIV anunciou a inclusão de São Nerses no Martirológio Romano, uma das figuras mais antigas e ilustres da Igreja Armênia, durante uma audiência com Sua Santidade Aram I, Catholicos da Igreja Apostólica Armênia - Sé da Cilícia.
Modelo de diplomacia
A grandeza da personalidade desse místico e teólogo do Oriente cristão — mas também poeta e compositor, falecido em 1173 — foi reconhecida até mesmo na ONU quando a UNESCO, em 2023, o incluiu no calendário de aniversários de personalidades famosas e eventos importantes daquele ano, por ocasião do 850º aniversário de sua morte.
Tornou-se Catholicos em 1166, e até sua morte, com o nome de Nerses IV, e, conforme lembrado por Leão XIV, sua ação o identifica como pioneiro no diálogo entre as Igrejas cristãs, com uma capacidade de abertura ecumênica indissociável de uma profunda humanidade e sensibilidade para a questão da paz, apesar das controvérsias de sua época, o que o tornou, com o tempo, também um exemplo de diplomacia na resolução de conflitos religiosos e étnicos.
O congresso no Vaticano em 2023
Em 2023, entre o final de novembro e o início de dezembro, São Nerses foi o tema central de um congresso internacional no Vaticano, promovido pelo Pontifício Instituto Oriental. Ao apresentar o evento, um dos organizadores, Marco Bais, destacou aspectos que podem suscitar analogias com dois grandes santos ocidentais, Francisco de Assis e Bernardo de Chiaravalle. Ele unia, argumentava Bais, “humildade e dedicação aos pobres”, mantidas mesmo depois de chegar ao vértice de sua Igreja, junto com uma “sobriedade de análise teológica e uma grande capacidade de liderança política de sua Igreja”, semelhantes às do famoso monge francês, seu quase contemporâneo.
Em setembro de 2023, os Correios do Vaticano também emitiram um selo comemorativo para lembrar "um autor espiritual original, profundamente versado no conhecimento da doutrina de sua Igreja, com total dedicação à paixão de Cristo".
Magnifica humanitas, a primeira encíclica de Leão XIV. Publicação em 25 de maio
Vatican News
"Magnifica humanitas". Este é o título da primeira encíclica de Leão XIV, "sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da Inteligência Artificial". O documento será publicado em 25 de maio e leva a assinatura do Papa com a data de 15 de maio, no 135º aniversário da promulgação da encíclica Rerum Novarum, do Papa Leão XIII.
A apresentação de "Magnifica humanitas" ocorrerá no mesmo dia de sua publicação, 25 de maio, às 11h30, no Salão Sinodal, com a presença do próprio Leão XIV.
Os oradores serão os cardeais Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, e Michael Czerny, S.J., prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. Na sequência, a professora Anna Rowlands, teóloga e professora da Durham University, no Reino Unido; Christopher Olah, cofundador da Anthropic (EUA) e responsável pela pesquisa sobre a interpretabilidade da inteligência artificial; a professora Leocadie Lushombo i.t., docente de teologia política e pensamento social católico na Jesuit School of Theology de Santa Clara, Califórnia.
A conclusão da apresentação estará a cargo do cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin. Em seguida, haverá um discurso e uma bênção do Papa Leão XIV.
Hoje é dia de santa Maria Bütler, ela deixou o convento para se tornar missionária
Santa Maria Bütler | ACI DigitalPor Redação central
19 de mai de 2026 às 00:01
A Igreja celebra hoje (19) santa Maria Bernarda Bütler, fundadora das Franciscanas Missionárias de Maria Auxiliadora, missionária que se santificou na evangelização dos abandonados da América do Sul. “Abram suas casas para ajudar os pobres e os marginalizados. Prefira cuidar dos indigentes a qualquer outra atividade”, disse a santa.
Amar a vontade de Deus e seus tempos
Santa Maria Bernarda nasceu na Suíça em 28 de maio de 1848. Em sua juventude, ingressou como aspirante em um convento da cidade, mas não ficou.
Voltou para a casa dos pais para ajudá-los nos trabalhos do campo. Nos meses seguintes, ela se entregou de novo ao trabalho manual, oração e serviço apostólico em uma paróquia. Pouco depois, com 19 anos, fez sua segunda e definitiva tentativa de se tornar freira, entrando para o mosteiro franciscano de Maria Auxiliadora.
Alguns anos depois, ela tomaria o hábito franciscano e adotaria o nome religioso de "Maria Bernarda do Sagrado Coração de Maria".
Passo a passo, enquanto a misericórdia de Deus mudava o seu coração, a freira correspondia mais generosamente a tão belo dom, esforçando-se por crescer na virtude e na vida espiritual. Maria Bernarda sabia que também devia adquirir as qualidades humanas necessárias para viver bem “na religião”, ou seja, totalmente consagrada a Deus.
Uma virada “imprevista”
O esforço e a boa disposição dela seriam coroados com abundantes graças e novas responsabilidades. Com humildade e espírito de obediência, aceitou ser mestra de noviças e depois superiora do seu convento, serviço que fez com dedicação até que Deus lhe confiou um novo desafio: ser missionária.
Aquele chamado parecia inusitado, mas foi se consolidando aos poucos, primeiro, na oração e, segundo, no recurso aos conselhos das instâncias pertinentes da Ordem. Depois de vencer a resistência inicial de algumas autoridades eclesiásticas, Maria Bernarda obteve a permissão pontifícia para deixar o mosteiro e partir, com seis de suas companheiras, para o Equador para servir populações remotas.
Este grande passo, originalmente concebido como a fundação de um ramo de seu mosteiro, faria mais tarde de irmã Maria Bernarda a fundadora de um novo instituto: as Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria Auxiliadora. Em Chone, no Equador, as freiras se dedicaram à educação de crianças e jovens, auxiliando os doentes e necessitados. Essa experiência de fé floresceu naquele lugar de difícil acesso e muito abandonado espiritualmente.
Outra mudança de direção
Em 1895, a madre Maria Bernarda e 14 irmãs foram obrigadas a fugir do Equador por causa de uma revolta contra a Igreja, rumo a Cartagena das Índias, na Colômbia. No novo lugar que os acolheu, começaram a brotar vocações e foi necessário abrir novas casas para as noviças. Primeiro foi construída uma na Colômbia, depois na Áustria e mais uma no Brasil.
Atenta ao crescimento da Ordem, madre Maria Bernarda dedicou-se ao cuidado de suas filhas. Começou a visitar cada um dos conventos do Instituto em todos os países onde este estava presente, ou onde havia possibilidade de abrir uma nova fundação. Aonde a santa ia, encantava por causa de sua simplicidade evangélica e amabilidade, edificando e animando muitas pessoas a cuidar das necessidades do povo de Deus.
Chamada para servir e não para ser servida
A madre liderou a congregação por 30 anos, até que renunciou ao cargo. Afastada das tarefas próprias do governo da congregação, dedicou-se, na medida do possível, ao cuidado espiritual das filhas mais novas. A madre era para elas um exemplo de humildade e alegria.
Santa Maria Bernarda Bütler morreu no dia 19 de maio de 1924 com 76 anos, 57 dos quais viveu como consagrada. Desses quase 60 anos, a madre trabalhou 38 como missionária. Ela foi beatificada por são João Paulo II em 1995 e canonizada pelo papa Bento XVI em 2008.