quarta-feira, 6 de maio de 2026

Meu Deus


 

Quarta-feira, 6 de Maio de 2026 - 11:00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Mulheres na Igreja #7 - Joana d`Arc


 

O Papa: a Igreja anuncia o Evangelho. Se alguém me criticar, que o faça com sinceridade

 


 

Em Castel Gandolfo, Leão XIV responde às perguntas dos jornalistas e comenta as últimas críticas do presidente dos Estados Unidos, Trump: “Há anos que a Igreja se pronuncia contra todas as armas nucleares. Espero ser ouvido pelo valor da palavra de Deus”. Sobre o encontro com o secretário de Estado dos EUA, Rubio, o Pontífice expressa a esperança de um “bom diálogo” para que “nos entendamos bem”

Vatican News

“A missão da Igreja é anunciar o Evangelho, pregar a paz. Se alguém quiser me criticar por anunciar o Evangelho, que o faça com a verdade”. Depois do cardeal Pietro Parolin, nesta manhã, foi o próprio Papa Leão XIV a comentar as declarações de hoje do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a criticar o Pontífice.

Na saída da Villa Barberini, sua residência em Castel Gandolfo, Leão se deteve com o grupo de jornalistas e respondeu às perguntas: “Há anos a Igreja se pronuncia contra todas as armas nucleares, portanto, não há dúvida alguma a esse respeito”, disse o Papa, respondendo às afirmações de Trump, segundo as quais o Pontífice consideraria aceitável que o Irã possua armas nucleares, colocando em risco todos os católicos.

“Espero simplesmente ser ouvido pelo valor da palavra de Deus”, destacou Leão XIV, reiterando que “já falei desde o primeiro momento em que fui eleito e agora estamos próximos do aniversário. Eu disse: que a paz esteja convosco”.

Sobre o encontro com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, marcado para a manhã de quinta-feira, 7 de maio, o Papa expressou a esperança de que seja “um bom diálogo” para que “com confiança” e “com abertura” seja possível “nos entender bem”. “Acho que os temas pelos quais ele vem não são os de hoje. Vejamos...”, acrescentou Leão, referindo-se mais uma vez às declarações do presidente dos Estados Unidos. 


May 06 2026, General Audience - Pope Leo XIV


 

 

LEÃO XIV

AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro
Quarta-feira, 6 de maio de 2026


Irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!

Refletindo hoje acerca de uma parte do cap. VII da Constituição do Concílio Vaticano II sobre a Igreja, meditamos sobre uma das suas caraterísticas fundamentais: a dimensão escatológica. Com efeito, a Igreja caminha nesta história terrena sempre orientada para a meta final, que é a pátria celeste. Trata-se de uma dimensão essencial que, no entanto, muitas vezes negligenciamos ou minimizamos, porque estamos demasiado concentrados no que é imediatamente visível e nas dinâmicas mais concretas da vida da comunidade cristã.

A Igreja é o povo de Deus a caminho na história, que tem o Reino de Deus como finalidade de todo o seu agir (cf. LG, 9). Jesus deu início à Igreja precisamente anunciando este Reino de amor, de justiça e de paz (cf. LG, 5). Portanto, somos chamados a considerar a dimensão comunitária e cósmica da salvação em Cristo, dirigindo o olhar para este horizonte final, a fim de medir e avaliar tudo nesta perspetiva.

A Igreja vive na história, ao serviço da vinda do Reino de Deus no mundo. Ela anuncia a todos e sempre as palavras desta promessa, recebe dela uma garantia na celebração dos Sacramentos, em particular da Eucaristia, concretizando e experimentando a sua lógica nas relações de amor e serviço. Além disso, ela sabe que é lugar e meio onde a união com Cristo se realiza «mais estreitamente» (LG, 48), reconhecendo ao mesmo tempo que a salvação pode ser concedida por Deus no Espírito Santo até fora dos seus confins visíveis.

A este propósito, a Constituição Lumen gentium faz uma afirmação importante: a Igreja é «sacramento universal de salvação» (LG, 48), ou seja, sinal e instrumento daquela plenitude de vida e de paz prometida por Deus. Isto significa que ela não se identifica perfeitamente com o Reino de Deus, mas é o seu germe e início, pois o cumprimento só será concedido à humanidade e ao cosmos no fim. Por isso, os crentes em Cristo caminham nesta história terrena, marcada pelo amadurecimento do bem, mas também por injustiças e sofrimentos, sem se deixar iludir nem desesperar; eles vivem orientados pela promessa recebida d’Aquele «que renova todas as coisas» (Ap 21, 5). Por isso, a Igreja cumpre a sua missão entre o “já” do início do Reino de Deus em Jesus e o “ainda não” do cumprimento prometido e esperado. Guardiã de uma esperança que ilumina o caminho, ela está investida também da missão de pronunciar palavras claras para rejeitar tudo o que mortifica a vida e impede o seu desenvolvimento, e de tomar posição a favor dos pobres, dos explorados, das vítimas da violência e da guerra e de quantos sofrem no corpo e no espírito (cf. Compêndio da doutrina social da Igreja, n. 159).

Sinal e sacramento do Reino, a Igreja é o povo de Deus peregrino na terra que, precisamente a partir da promessa final, partindo do Evangelho lê e interpreta as dinâmicas da história, denunciando o mal em todas as suas formas e anunciando com palavras e obras a salvação que Cristo deseja realizar para toda a humanidade e o seu Reino de justiça, amor e paz. Assim, a Igreja não se anuncia a si própria; pelo contrário, nela tudo deve remeter para a salvação em Cristo.

Nesta perspetiva, a Igreja é chamada a reconhecer humildemente a fragilidade e caducidade humanas das próprias instituições que, embora estejam ao serviço do Reino de Deus, assumem a figura fugaz deste mundo (cf. LG, 48). Nenhuma instituição eclesial pode ser absolutizada; aliás, uma vez que vivem na história e no tempo, são chamadas a uma conversão contínua, à renovação das formas e à reforma das estruturas, à regeneração contínua das relações, de modo a poder realmente corresponder à sua missão.

No horizonte do Reino de Deus deve ser compreendida também a relação entre os cristãos que hoje cumprem a sua missão e quantos já terminaram a existência terrena e estão numa fase de purificação ou de bem-aventurança. Com efeito, a Lumen gentium afirma que todos os cristãos formam uma única Igreja, que existe uma comunhão e uma partilha dos bens espirituais fundamentada na união com Cristo de todos os crentes, uma sollicitudo fraterna entre Igreja terrena e Igreja celeste: aquela comunhão dos santos que se experimenta em particular na liturgia (cf. LG, 49-51). Orando pelos falecidos e seguindo as pegadas de quantos já viveram como discípulos de Jesus, também nós somos amparados no caminho e fortalecidos na adoração a Deus: marcados pelo único Espírito e unidos na única liturgia, com aqueles que nos precederam na fé, louvemos e demos glória à Santíssima Trindade.

Agradeçamos aos Padres conciliares por nos terem recordado esta dimensão tão importante e tão bela de ser cristão, e procuremos cultivá-la na nossa vida!

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Saudações:

Uma cordial saudação a todos os peregrinos de língua portuguesa! A nossa pátria definitiva é o Céu! Enquanto caminhamos neste mundo, não esqueçamos de rezar pelos nossos irmãos e irmãs defuntos e de recorrer à intercessão dos santos: unidos a estes e àqueles formamos uma única Igreja. Deus vos abençoe!

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Resumo da catequese do Santo Padre:

Continuando o ciclo de catequeses sobre a Constituição Dogmática Lumen Gentium, olhamos hoje para a dimensão escatológica da Igreja, com frequência esquecida. Povo de Deus que caminha na história, a Igreja tem o Reino de Deus como fim de todo o seu agir. Isto significa que ela não se identifica perfeitamente com o Reino de Deus, pois o cumprimento definitivo deste somente ocorrerá no fim dos tempos. Portanto, a Igreja é deve reconhecer com humildade a fragilidade e a caducidade das próprias instituições, que são chamadas a uma contínua conversão. A Lumen Gentium afirma que, pela comunhão dos santos, todos os cristãos – os que peregrinam na terra, e os que estão num estado de purificação ou de bem-aventurança eterna – formamos uma única Igreja.

Padre recomenda seguir ensinamentos de Nossa Senhora para se preparar para Pentecostes

 


Imagem do Espírito Santo num vitral da Basílica de São Pedro. ??
Imagem do Espírito Santo num vitral da Basílica de São Pedro. | Crédito: Dnalor 01, CC BY-SA 3.0
 

O padre e teólogo Eduardo Toraño, da Universidade Eclesiástica de San Dámaso (UESD), em Madri, Espanha, incentivou as pessoas a seguirem os ensinamentos de Nossa Senhora para se prepararem para a solenidade de Pentecostes, que será celebrada no dia 24 de maio.

O diretor do Instituto Superior de Ciências da Religião da UESD disse à ACI Prensa, agência em espanhol da EWTN, que Pentecostes é “a renovação e a reencenação da experiência dos primeiros discípulos que receberam o Espírito Santo”. Isso foi “uma mudança transcendental, de estar confinado ao Cenáculo para sair para o mundo inteiro”.

Assim como o mistério da encarnação de Cristo, a vinda do Espírito Santo sobre o colégio apostólico e Nossa Senhora é um "antes e um depois" na história, "porque é o momento em que a mensagem do Evangelho se espalha".

Também, “é um momento privilegiado para receber uma nova efusão do Espírito Santo”, que os cristãos recebem nos sacramentos do Batismo e da Confirmação.

O padre Toraño disse que, graças à efusão do Espírito Santo na consagração na Eucaristia, os fiéis podem receber Jesus Cristo através do Pão transformado em Seu Corpo.

“Docilidade, abertura, obediência e confiança”

Para uma melhor preparação, duas semanas antes da celebração da festa, o Padre Toraño propõe imitar as atitudes de Nossa Senhora diante do mistério da Encarnação: “Docilidade, abertura, obediência e confiança”.

Com esse objetivo, ele exortou as pessoas a invocar o Espírito Santo, "sabendo que a promessa de Jesus se cumpriu".

“Peçam e receberão. Se pedirem ao Espírito Santo, lhes será concedido”, disse o padre.

“Outros pedidos não têm garantia de serem atendidos; não há promessa de que serão cumpridos. Mas pedir o Espírito Santo é uma promessa que será atendida”, disse Toraño.

Ligado a esse pedido, o padre Toraño disse que "a oração é fundamental", tanto pessoal quanto comunitariamente, buscando "espaços e lugares onde possamos nos reunir para rezar" ou onde as invocações ao Paráclito já sejam feitas regularmente.

Em terceiro lugar, outra maneira de imitar as atitudes de Nossa Senhora para melhor receber o Espírito Santo no Pentecostes é “cuidar mais dos sacramentos”. O padre Toraño recomendou, especialmente, participar da “missa diária”, porque “é uma ótima preparação”.

Eutanásia é oferecida duas vezes a padre canadense que se recuperava de fratura no quadril

 


O padre Larry Holland aparece na foto no Hospital Geral de Vancouver, Canadá, com o capelão padre Ronald Sequeira. Enquanto se recuperava de uma fratura no quadril, Holland recebeu duas ofertas de eutanásia ??
O padre Larry Holland aparece na foto no Hospital Geral de Vancouver, Canadá, com o capelão padre Ronald Sequeira. Enquanto se recuperava de uma fratura no quadril, Holland recebeu duas ofertas de eutanásia. | Terry O'Neill
 

O padre Larry Holland, de Vancouver, Colúmbia Britânica, Canadá, que se recuperava de uma fratura no quadril no Hospital Geral de Vancouver (VGH, na sigla em inglês), disse que lhe ofereceram duas vezes morte assistida por parte de funcionários da área da saúde que sabiam que ele era padre e se opunha à eutanásia — prática que, segundo críticos, está se tornando cada vez mais comum, visto que os profissionais de saúde são incentivados a iniciar esse tipo de conversa.

“Há certas coisas sobre as quais simplesmente não se fala com algumas pessoas”, disse o padre Larry Holland, que concluiu estudos em capelania na área da saúde e atuou em várias paróquias na arquidiocese de Vancouver.

Ele falou sobre sua reação quando um médico mencionou a opção de assistência médica para morrer caso seu estado de saúde se deteriorasse. "Acho que fiquei muito chocado", disse. "É um assunto muito delicado”.

Holland, de 79 anos, está se recuperando no VGH depois de sofrer uma fratura no quadril numa queda no banheiro no Natal passado. Ele falou ao jornal católico canadense The BC Catholic sobre as ofertas de eutanásia feitas por dois profissionais de saúde, mesmo sabendo que ele era um padre católico.

Holland disse que não estava morrendo naquele momento, nem agora, e que a menção do médico à morte assistida o deixou "meio sem palavras" por um instante. O médico então voltou a abordar o assunto, dizendo que é "algo que eles precisam discutir com alguém que recebeu um diagnóstico terminal".

Holland citou ter dito ao médico que era moralmente contra a eutanásia. O médico disse que "só queria ter certeza de que, se surgisse ou não um diagnóstico [terminal]... eu soubesse dos diferentes serviços aos quais teria acesso".

Semanas depois, uma segunda oferta morte assistida veio de uma enfermeira que, segundo o padre, parecia desconfortável em abordar o assunto e provavelmente fazia isso por compaixão, devido à dor que ele estava sentindo.

“Na verdade, é uma falsa compaixão”, disse.

Um porta-voz da rede de serviços de saúde Vancouver Coastal Health, que administra o VGH, disse a The BC Catholic por e-mail que "a equipe pode considerar a possibilidade de abordar o tema da morte assistida com base em seu julgamento clínico, desde que tenha o conhecimento e as habilidades necessárias para fazê-lo".

O porta-voz disse que os funcionários são “responsáveis ​​por responder às perguntas quando os pacientes mencionam o tema da morte assistida”.

Os dois incidentes ocorrem num momento em que o Canadá se aproxima da marca de 100 mil mortes assistidas.

O padre Larry Lynn, capelão pró-vida da arquidiocese, disse estar chocado ao saber do caso de Holland.

“Esse deve ser, sem dúvida, um dos exemplos mais terríveis do regime coercitivo e insensível de eutanásia do Canadá”, diz Lynn.

Ele disse ser perturbador que um profissional de saúde sugira a eutanásia a qualquer paciente, especialmente quando se trata de um religioso consagrado, conhecido por sua oposição moral. "Isso coloca o profissional médico no papel do diabo, tentando uma pessoa vulnerável a cometer um pecado mortal", diz Lynn

Ele está igualmente preocupado com o fato de que os provedores de eutanásia canadenses não estejam descartando iniciar discussões com católicos romanos sobre a Assistência Médica para Morrer (MAID). Num documento intitulado Abordando a Assistência Médica para Morrer (MAID) como uma Opção de Cuidado Clínico, a Associação Canadense de Avaliadores e Provedores de MAID recomenda que não se presuma que pacientes se opõem à MAID por causa de sua fé.

O documento diz: “Os profissionais de saúde podem tirar conclusões errôneas sobre a opinião de uma pessoa em relação à morte assistida; por exemplo, podem presumir que uma paciente se opõe à morte assistida por ser freira católica, quando, na verdade, freiras católicas e outras pessoas dedicadas a um estilo de vida religioso já solicitaram a morte assistida.” O folheto não indica a fonte da informação.

Uma versão atualizada, publicada em março, remove a referência católica, mas mantém o mesmo conselho em relação a pessoas de uma “comunidade religiosa” e até mesmo àquelas de “fé intensa”.

Lynn considerou "diabólico" usar uma freira como exemplo para passar por cima de objeções morais de um paciente.

O folheto mostra uma tendência recente de incentivar profissionais de saúde a iniciar discussões sobre morte assistida com os pacientes. Em novembro do ano passado, o jornal The BC Catholic noticiou um documento pouco conhecido do Ministério da Saúde do Canadá, de 2023, que instava autoridades de saúde e órgãos profissionais a adotarem "padrões de prática" que exigem que médicos e enfermeiros de prática avançada abordassem o tema da morte assistida com determinados pacientes.

O documento de avaliação e prestação de serviços de morte assistida diz, de modo semelhante, que médicos e enfermeiros envolvidos no planejamento de cuidados e nos processos de consentimento “têm a obrigação profissional de iniciar uma discussão sobre MAID se um paciente puder ser elegível para tal”. Mas, o Ministério da Saúde do Canadá não tem autoridade para exigir que as províncias ou autoridades de saúde adotem tais diretrizes, e o jornal The BC Catholic não encontrou evidências de que qualquer agência pública ou órgão profissional na Colúmbia Britânica tenha feito isso.

Amanda Achtman, criadora do projeto anti-eutanásia Dying to Meet You e diretora de ética da organização Canadian Physicians for Life (Médicos Canadenses pela Vida), disse que iniciar discussões sobre morte assistida em um ambiente médico é um modo de coerção que ataca as convicções mais profundas dos pacientes num momento de vulnerabilidade. "Torturar" alguém com crenças profundamente arraigadas com a oferta de morte assistida é "um ataque à sua identidade", disse Achtman.

Holland disse que estava com tanta dor que podia "sentir a tentação" de aceitar a eutanásia. "É uma reação humana”, disse. “Sempre procuramos o caminho mais fácil”.

O deputado Garnett Genuis, do Partido Conservador do Canadá, apresentou o Projeto de Lei C-260, intitulado Lei para Prevenir a Coerção de Pessoas que Não Buscam Assistência Médica para Morrer, que proibiria funcionários federais de oferecer ou recomendar proativamente a morte assistida. O projeto de lei surgiu em resposta a incidentes envolvendo funcionários públicos, como conselheiros de veteranos, que tentaram direcionar pessoas vulneráveis ​​para o suicídio assistido.

Em março, o governo do Estado de Alberta apresentou um projeto de lei que restringiria a atuação de profissionais de saúde regulamentados, impedindo-os de fornecer informações sobre o suicídio assistido a seus pacientes, a menos que o próprio paciente mencione o assunto. A Lei de Salvaguardas para o Suicídio Assistido como Último Recurso também restringiria a exibição pública de informações sobre o MAID, como cartazes, em instalações de saúde.

Homilia Diária | Como ser ramos que dão fruto? (Quarta-feira da 5.ª Semana da Páscoa)