Caminhando
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
5 de Outubro. Implantação da República Portuguesa
5 de Outubro. Seguro contra "cultura de trincheiras" apela a soluções com "sentido de urgência"
No Dia da Implantação da República, diante da Câmara Municipal de Lisboa, António José Seguro fez o primeiro discurso nestas cerimónias enquanto chefe de Estado. O presidente defendeu, para Portugal, "uma nova cultura política" que coloque de parte o que retratou como "cultura de trincheiras".
(RTP Notícias)
domingo, 4 de outubro de 2026
Angelus, 4 de outubro de 2026
PAPA LEÃO XIV
ANGELUS
Praça de São Pedro
Domingo, 4 de outubro de 2026
Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
A parábola evangélica que é proclamada na Liturgia deste domingo fala da vida de Jesus e esclarece o sentido da sua missão (cf. Mt 21, 33-43). Ele é o Filho de Deus enviado ao mundo, mas rejeitado precisamente por aqueles que deveriam tê-lo acolhido de braços abertos. Aquele que veio para trazer a salvação recebe uma condenação; aquele que quer dar a vida é condenado à morte. Ao mesmo tempo que nos faz refletir sobre as tantas crueldades que assolam o mundo e a história dos povos, o ensinamento de Cristo revela a misericórdia cada vez maior do seu Pai.
Com efeito, essa rejeição violenta não quebra a vontade de Deus, que, na sua infinita justiça, transforma o mal em redenção: «A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular» (Mt 21, 42; cf. Sal 118, 22). O próprio Jesus recorda as palavras deste salmo, que celebra a obra maravilhosa realizada pelo Senhor: precisamente o rejeitado torna-se o alicerce que sustenta tudo. É assim que o Todo-Poderoso guia a história, socorrendo-nos em todas as nossas quedas: Deus nunca descarta a nossa vida!
De acordo com a imagem utilizada na parábola, a vinha a cultivar com justiça é a Igreja, que construímos ou prejudicamos com as nossas escolhas. A este respeito, precisamente hoje, no oitavo centenário da sua morte, desejo recordar um operário que trabalhou com grande fruto na vinha do Senhor: São Francisco de Assis, a quem o próprio Jesus pediu que reparasse a sua Igreja. Inspirado pelo Crucificado, Francisco edificou, antes de mais, a sua própria vida sobre o alicerce de Cristo, partilhando a sua pobreza, a sua alegria e os seus sofrimentos, até ao sinal místico dos estigmas. Homem de oração ardente, cheio de caridade para com todos, foi um exemplo para os primeiros frades que partilharam a sua ascese como condição autêntica para a reforma da Igreja. São Francisco reparou-a em virtude da fé no Senhor Jesus, sanando as fissuras da discórdia com o testemunho do amor fraterno.
Caríssimos, o carisma de São Francisco continua a dar frutos ainda hoje, após oito séculos: disso dão testemunho não só a grande e viva família franciscana, mas também os muitos dons que o seu legado espiritual difunde no Povo de Deus. Por isso, enquanto celebramos o ano jubilar franciscano, imploremos com perseverança o dom da paz e comprometamo-nos sinceramente a construir a concórdia entre os povos.
Que nos acompanhe sempre nesta obra a intercessão de Maria Santíssima, nossa Mãe, a quem agora nos dirigimos, espiritualmente unidos aos fiéis reunidos no Santuário de Pompeia para elevar a Súplica à Virgem do Santo Rosário.
_________________________________
Depois da oração do Angelus
Caros irmãos e irmãs,
no domingo passado, em Lourdes, convidei-vos a rezar o Santo Rosário, durante este mês de outubro, com a intenção especial de que cessem as guerras e se construa a paz. Entre os primeiros a rezar estiveram as crianças, e continuam a fazê-lo: de 1 a 7 de outubro, a Fundação “Ajuda à Igreja que sofre” promove a iniciativa “Um milhão de crianças reza o Santo Rosário”, pela paz e pela unidade no mundo. Agradeço de coração a todas as crianças que, em tantas partes do mundo, se unem a esta oração. Sigamos todos o seu exemplo, invocando a intercessão da Virgem Maria para que os povos sejam libertados do flagelo da guerra. Em particular, rezemos pela Terra Santa e pelas vítimas inocentes da violência.
Nos próximos dias, por ocasião do décimo aniversário da Exortação Apostólica Amoris laetitia, terá lugar no Vaticano um encontro para o qual convoquei os líderes das Igrejas Orientais Católicas e os Presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo. Será um momento de discernimento sinodal, para identificar os passos a dar para anunciar hoje o Evangelho junto das famílias e das jovens gerações. Confio à vossa oração este compromisso e, sobretudo, as famílias, que, com a ajuda de Deus, são sinal de esperança e riqueza inestimável para a Igreja e para a sociedade.
Alegro-me com as múltiplas iniciativas que celebram o oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis. Recordo, em particular, as que tiveram lugar em Assis, com a presença das mais altas autoridades do Estado italiano. E saúdo também os radioamadores de Assis e Foligno que difundem a mensagem de paz de São Francisco.
Dirijo agora a minha saudação a todos vós, que estais hoje na Praça de São Pedro!
Dou as boas-vindas aos participantes da Semana Internacional de Música Sacra, organizada pelo Pontifício Instituto de Música Sacra, aos fiéis de Puente Alto, em Santiago do Chile, bem como aos professores e alunos do Gymnasium Sankt Bonaventura de Dillingen, na Alemanha.
Saúdo os confirmandos de Pinerolo; os fiéis de Fasana Polesine; os jovens do Vale Brembana que percorreram a Via Francígena de Viterbo a Roma; a Associação FIABA, que promove campanhas para melhorar a acessibilidade dos locais públicos; o grupo “Mães que oferecem um sorriso”, de Taranto; e a associação “Estudantes com Estrelinhas”, de Lurago d’Erba.
Abençoo de coração os fiéis que hoje, a partir desta praça, se deslocarão em peregrinação ao Santuário da Nossa Senhora da Revelação, na Via Laurentina, dando continuidade à tradição iniciada pelo Papa Pio XII.
Desejo a todos um bom domingo.
Copyright © Dicastério para a Comunicação - Libreria Editrice Vaticana
Antonio Cardoso na Canção e a Prece: "Oração de São Francisco”
Vatican News
No Evangelho de hoje nós nos perguntamos, que frutos estamos oferecendo a Deus? A parábola dos maus lavradores nos apresenta uma imagem muito forte. Deus confia os cuidados da sua vinha ao ser humano. O proprietário prepara tudo. Planta a vinha, coloca uma cerda, constrói o lagar. Levanta uma torre, depois entrega a vinha aos lavradores. A vinha já estava preparada, eles receberam algo que não construíram sozinhos, receberam confiança…
A CANÇÃO - "ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO" - Autor da música: Pe. Irala, SJ
Doze fatos sobre são Francisco de Assis
Por Redação central
4 de out de 2026 às 01:00
Hoje (4), é celebrada a festa de são Francisco de Assis, um dos santos mais conhecidos e queridos da Igreja.
A seguir, 12 fatos fascinantes que talvez não conhecia sobre a vida deste santo:
1. Os retratos mais antigos de são Francisco estão na Itália
There was an error serializing the asset
Failed to fetch embed data: API returned 404
O primeiro (esquerda) se encontra no mosteiro beneditino de Subiaco. Foi feito durante uma visita ao mosteiro; neste , são Francisco não tem auréola nem estigmas.
O segundo (direita) está na basílica inferior de Assis e foi pintado por Cimabue. O afresco completo representa a Virgem com o Menino Jesus entronizados, quatro anjos e são Francisco.
2. Foi chamado Francisco pelo povo da França
Seu pai, Pedro Bernardone, foi um comerciante que trabalhava na França. Como estava neste país quando seu filho nasceu, as pessoas o apelidaram de “Francesco” (o francês), por mais que no batismo tenha recebido o nome de João.
3. Foi prisioneiro de guerra durante um ano
Quando tinha cerca de 19 anos, antes de sua conversão, uniu-se ao exército e lutou em uma guerra travada entre as cidades de Perugia e Assis. Foi feito prisioneiro durante um ano, mas finalmente foi libertado ileso.
4. Sua vida se inspirou em Mateus 10,9
Em Mateus 10,9, Jesus diz a seus discípulos: “Não leveis nem ouro, nem prata, nem dinheiro em vossos cintos”, quando saírem para pregar o Evangelho. Sentiu-se inspirado a fazer o mesmo e começou a viajar na pobreza para pregar o arrependimento.
5. Em um ano, ganhou 11 seguidores
No ano de 12010, havia 12 deles no total, ou seja, como o número dos apóstolos. Então, Francisco redigiu uma regra breve e informal que consistia principalmente nos conselhos evangélicos para alcançar a perfeição. Com ela, foram para Roma a fim de apresenta-la para a aprovação do Papa. Viajaram a pé, cantando e rezando, cheios de felicidade e vivendo das esmolas que as pessoas lhes davam.
6. O papa Inocêncio III decidiu apoiar os franciscanos depois de um sonho sobrenatural
O papa Inocêncio III se mostrou adverso ao dar apoio a Francisco e seu novo grupo de seguidores. Então, teve um sonho no qual viu Francisco sustentando com seu corpo a basílica de São João de Latrão, a catedral da Diocese de Roma, que estava a ponto de desmoronar.
O papa interpretou o sonho como uma indicação de que Francisco e seu grupo poderiam servir de apoio à Igreja e, assim, deu-lhes o reconhecimento oficial como uma ordem.
7. Assistiu ao IV Concílio de Latrão, onde conheceu são Domingos de Gusmão
O IV Concílio de Latrão foi o concílio ecumênico 12 da Igreja Católica no qual se ratificou a transubstanciação e a primazia papal, entre outras coisas. São Domingos, fundador da Ordem dos Pregadores ou dominicanos, também esteve presente.
8. Visitou um sultão muçulmano, pregou o Evangelho e o desafiou a uma prova “de fogo” a fim de provar a verdade do cristianismo
Durante a quinta cruzada, Francisco e um acompanhante viajaram a território muçulmano para visitar o sultão do Egito e Síria, Al-Kamil.
O santo pregou diante do sultão e, para demonstrar sua grande fé na religião cristã, desafiou os presentes a um “prova de fogo”, que consistia em que ele e um muçulmano caminhassem por uma trilha em chamas, com a ideia de que o seguidor da religião verdadeira deveria ser protegido por Deus.
Francisco se ofereceu a ir primeiro, mas Al-Kamil recusou o desafio. Entretanto, o sultão ficou tão impressionado por sua fé que deu permissão para Francisco pregar em sua terra.
9. Deteve os milagres de um franciscano falecido
Em 1220, Francisco se retirou do governo da Ordem e nomeou como seu Vigário Pedro Cattani. Entretanto, Pedro morreu apenas cinco meses depois.
As pessoas que visitaram seu túmulo reportaram muitos milagres, o que levou grandes multidões ao local, o que causava problemas na região. Por isso, Francisco rezou a Cattani para que os milagres se detivessem, e estes cessaram.
10. Recebeu os estigmas enquanto realizava um jejum de 40 dias
Os estigmas são uma condição na qual as feridas de Cristo aparecem sobrenaturalmente no corpo de uma pessoa. Um franciscano que o acompanhou disso: “De repente, teve a visão de um serafim, um anjo de seis asas em uma cruz. Este anjo lhe deu o dom das cinco chagas de Cristo”.
Isto aconteceu em 1224, durante um jejum de 40 dias no Monte Alvernia, quando se preparava para a festa de São Miguel Arcanjo, em 29 de setembro.
11. A primeira pedra da basílica de São Francisco de Assis foi colocada no dia seguinte de sua canonização
Francisco morreu em 3 de outubro de 1226. Foi declarado santo pelo papa Gregório IX, em 16 de julho de 1228, e no dia seguinte o Santo Padre colocou pessoalmente a primeira pedra da nova basílica de São Francisco de Assis.
12. Seu túmulo se perdeu durante séculos até que foi redescoberto em 1818
Seu corpo foi transladado para sua basílica em 1230, mas logo foi ocultado pelos franciscanos para protegê-lo dos invasores sarracenos. A localização de seu corpo ficou esquecida e não foi redescoberta até quase seis séculos depois, em 1818.