sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Paris – Encontro com as autoridades e o Corpo Diplomático, 25 de setembro de 2026 – Papa Leão XIV

  

Papa na França: proteger a vida e promover a paz, que não é equilíbrio de forças

Leão XIV, no primeiro discurso no Palácio do Eliseu em Paris, recordou uma França iluminada pelo patrimônio cultural e religioso, mas também exortou as consciências sobre o respeito à dignidade humana, aos direitos e às liberdades das pessoas, independentemente das origens. Insistiu no tema da proteção à vida, diante dos desvios atuais da sociedade, e exortou o país a continuar sendo "artífice incansável da paz", especialmente "no interior da nossa querida Europa" para que o mundo tenha vida.

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV pronunciou o primeiro discurso da viagem apostólica à França na manhã desta sexta-feira (25/09), primeiro dos quatro dias no país, que além de Paris, ainda terá etapas em Lourdes e Metz. No Palácio do Eliseu, sede da Presidência da República, o Pontífice encontrou autoridades políticas e religiosas, representantes da sociedade civil, da cultura e do corpo diplomático. Leão se pronunciou logo após o presidente do país, Emmanuel Macron, na Salle des fêtes.


O Papa Leão XIV durante discurso na "Salla des fêtes", no Palácio do Eliseu
O Papa Leão XIV durante discurso na "Salla des fêtes", no Palácio do Eliseu   (@Vatican Media)
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A França e os brilhos da Cidade-Luz

Logo no início do discurso, o Papa agradeceu o convite feito pelo presidente Macron para visitar o país, feito em audiência no Vaticano, quando foi recebido em 10 de abril deste ano. Junto às saudações oficiais, também recordou o povo francês, formado por uma "diversidade de origens" que ajuda a "enriquecer a convivência e a vida democrática" em um país que é "patrimônio cultural e religioso". Um povo que também faz parte das origens familiares do Papa, bem recordadas por Leão, ao citar as raízes nas regiões francesas da Normandia e de Béarn.

Ao se direcionar à sua quinta viagem apostólica, o Papa salientou que parte da própria capital da França, Paris, "frequentemente designada como a Cidade-Luz" de um país que "brilha como um farol cultural, artístico e espiritual, não só na Europa, mas em todo o mundo". O país "contribuiu para formar a inteligência dos povos, muito além das suas fronteiras", para "o bem da humanidade, desde que estejam orientadas para a busca do belo, do bem e do verdadeiro, para que o mundo tenha vida". O savoir-faire, disse o Papa, o "saber fazer", é sinônimo de excelência em muitas áreas, como aconteceu com a grande obra de restauro da Catedral de Notre-Dame de Paris. A recente reabertura "não é apenas o coroamento de uma proeza técnica", mas testemunho "de unidade alcançada por meio do esforço comum", que serve de inspiração, disse o Papa, para agentes da vida política, social e religiosa do país.

O respeito à dignidade humana, aos direitos e liberdades

A França é também uma terra com ricas raízes cristãs, continuou o Papa em discurso, do humanismo, dos pensadores do Renascimento e do Iluminismo que, a partir do país, proporcionaram ao mundo várias conquistas como "o reconhecimento dos direitos humanos inscritos na natureza da própria pessoa, em particular a liberdade religiosa. Esta atenção permanente à dignidade inerente a toda a pessoa humana encontra eco no vosso lema nacional: liberdade, igualdade e fraternidade". Em Paris, por exemplo, foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos do Homem para "criar uma consciência geral da dignidade inalienável da pessoa humana". 

A questão do respeito da dignidade humana e dos direitos e liberdades fundamentais "deve acompanhar a evolução da sociedade e o progresso técnico". O Papa justificou assim a razão pela qual tratou da Inteligênia Artificial na sua primeira Carta Encíclica, a Magnifica humanitas, já que o progresso, sem responsabilidade e "quando não orientado para o bem é capaz de causar danos":

"Para não perdermos a nossa humanidade no meio do 'paraíso das máquinas', que invade e condiciona o nosso quotidiano, é urgente formar os espíritos para um discernimento ético, capaz de distinguir o que é moralmente bom. Esta exigência é fundamental para reconhecer o verdadeiro bem que faz o homem crescer de acordo com a sua vocação primordial, no respeito incondicional pela sua liberdade interior e pela sua dignidade sagrada."

O encontro reuniu autoridades civis e eclesiásticas, sociedade civil e corpo diplomático
O encontro reuniu autoridades civis e eclesiásticas, sociedade civil e corpo diplomático   (@Vatican Media)

Diálogo urgente na França para proteger a diversidade

Uma sociedade livre, continuou o Papa, "não impõe a uniformidade, mas protege a diversidade de consciências". Esse diálogo "é ainda mais urgente no contexto da França de hoje, onde pessoas de diferentes origens culturais e religiosas são chamadas a viver juntas e a dar o seu contributo para a construção da sociedade". Pela atenção à riqueza do tecido social e à solidariedade, a própria Igreja no país "nunca deixou de agir em prol dos mais desfavorecidos, tornando-se o rosto vivo da ternura e da compaixão de Deus. São testemunhos de "uma autêntica escola de humanidade sobre a grandeza do cuidado e um apelo comovente para o valor único e insubstituível de cada ser humano":

"São também um convite a uma fraternidade renovada, pois exige que aprendamos a acolher a vida incondicionalmente, a amparar a fragilidade com ternura, a acompanhar com respeito e confiança mútua cada etapa da existência e a defender com coragem e compaixão aqueles que não têm voz ou que não se sentem suficientemente apoiados. É por isso que reafirmo «com veemência que a salvaguarda do direito à vida constitui o fundamento imprescindível de todos os outros direitos humanos»"

A proteção à vida é responsabilidade de todos

O Papa insistiu sobre a proteção à vida no discurso às autoridades, alertando sobre "a tentação de esperar da ciência solução e conforto para todos os nossos sofrimentos". As soluções imediatas são um risco enorme para se desviar do bem, afirmou Leão XIV, ao acrescentar:

“Por vezes, constato com preocupação os desvios atuais das sociedades, que correm o risco de deturpar a ciência e a tecnologia, transformando-as em empreendimentos lucrativos que favorecem as manipulações genéticas, a maternidade de substituição, o tráfico de órgãos ou a oferta de uma morte programada. Não esqueçamos que o respeito mútuo e a proteção da vida de uma só pessoa são uma responsabilidade de todos e de cada um, que começa com uma conversão da inteligência e do coração e que exige um compromisso real e desinteressado para com os nossos irmãos e irmãs.”

A laicidade não é ameaça 

O discurso do Pontífice, então, também seguiu para a importância de se respeitar também a laicidade, que "não exclui a dimensão religiosa, mas, pelo contrário, sabe valorizá-la como um recurso educativo". Leão XIV citou o exemplo das escolas católicas presentes na França, que ajudam a dialogar e a respeitar dentro da sociedade:

"Uma correta laicidade não consiste, portanto, em excluir a religião do espaço público ou do ensino, mas em trabalhar em prol do diálogo entre o Estado e as instituições religiosas, para que unam forças ao serviço do bem comum, para que o mundo tenha vida."

O presidente da França, Emmanuel Macron, no encontro no Palácio do Eliseu
O presidente da França, Emmanuel Macron, no encontro no Palácio do Eliseu   (@Vatican Media)

Uma paz desarmada e desarmante também pela França

O Papa, ao citar o lema da viagem ao país, "Para que o mundo tenha vida", insistiu sobre o respeito ao próximo e a serví-lo com dignidade, "independentemente da sua origem", constitui um contributo valioso para o diálogo entre os povos, para a defesa dos direitos das pessoas, bem como ao serviço da paz. E mesmo à distância, já que Leão citou diferentes colaborações a partir da França e da sua Igreja que prestam apoio às populações mais vulneráveis do Oriente Médio. Ao falar daquela região de conflitos, o Pontífice lembrou dos "atormentados pelo flagelo da guerra":

"Não podemos permanecer indiferentes perante tais sofrimentos, que ferem a dignidade humana e clamam justiça a Deus. A gravidade destas situações deve interpelar-nos, convidando cada um, onde quer que se encontre, a uma verdadeira conversão do coração e a uma mudança de atitude. É reconhecendo humildemente a necessidade que temos uns dos outros que juntos poderemos empenhar-nos ainda mais na construção da civilização do amor no meio do mundo, que se tornou tão complexo e interdependente."

A saudação entre Leão XIV e Emmanuel Macron na "Salle des fêtes"
A saudação entre Leão XIV e Emmanuel Macron na "Salle des fêtes"   (@Vatican Media)

Ao citar o pensamento do seu predecessor João XXIII, Leão XIV exortou novamente que "se pare com essa corrida ao poderio militar", que "sejam banidas as armas atômicas; e, finalmente, que se chegue a um acordo para a gradual diminuição dos armamentos, na base de garantias mútuas e eficazes". A posse de armas nucleares, observou o Pontífice, não é garantia de segurança: "na verdade, a paz não é um equilíbrio de forças, mas constrói-se dia a dia com o diálogo e a justiça". Não é para se resignar à perspectiva de uma guerra, considerando-a “inevitável”, disse o Papa, mas a promover incansavelmente o diálogo e a diplomacia:

“Perante os rumores de guerra e as crises multifacetadas que abalam o nosso mundo, a França tem a vocação de continuar a ser uma artífice incansável da paz e do multilateralismo, especialmente no interior da nossa querida Europa. Possa a França, fiel aos seus valores, abrir caminho para uma paz desarmada e desarmante, e oferecer, com responsabilidade, o seu contributo insubstituível em prol da paz; que a sua liberdade cresça incessantemente no cuidado pelo bem comum; que a sua fraternidade abrace toda a humanidade; e que a igualdade a que aspiram se baseie sempre nos alicerces da justiça e da caridade, sem suprimir as diferenças entre as pessoas, mas fazendo-as frutificar harmoniosamente em benefício de toda a sociedade.”

No Palácio do Eliseu, Leão XIV pronunciou o primeiro discurso da viagem de 4 dias à França
No Palácio do Eliseu, Leão XIV pronunciou o primeiro discurso da viagem de 4 dias à França   (@Vatican Media)

Leão XIV viaja para Paris

 

  

VIAGEM APOSTÓLICA DE SUA SANTIDADE O PAPA LEÃO XIV
A FRANÇA E VISITA À SEDE DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS
PARA A EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA (UNESCO)

25-28 DE SETEMBRO DE 2026

PALAVRAS DO SANTO PADRE
AOS JORNALISTAS DURANTE O VOO COM DESTINO A PARIS

Sexta-feira, 25 de setembro de 2026


Obrigado! Bom dia a todos!

Como se costuma dizer em inglês: welcome on board! Estou feliz por vos ver todos nesta manhã e poder saudar-vos brevemente nesta etapa da viagem. Gostaria de fazer uma menção especial àqueles que viajaram comigo quando regressámos a Roma a partir da Espanha. Quero pedir pessoalmente desculpas por um incidente do qual não tive qualquer responsabilidade, mas sei que deixou alguns de vós descontentes por não termos podido fazer juntos o voo de regresso a Roma.

Quero saudar sinceramente todos vós e agradecer-vos pela cobertura desta viagem a França, relativamente à qual, como sabeis pelas informações já recebidas, há uma série de temas muito importantes. Acima de tudo, viajo para França, tal como para qualquer outro lugar do mundo, como seguidor de Jesus Cristo, com o desejo de proclamar a paz de Cristo por todo o mundo. Neste momento, como sabeis, é uma mensagem particularmente importante.

Obrigado, pois, por estardes aqui e pelo trabalho que estais a fazer. Espero ver-vos durante a viagem e teremos oportunidade de conversar um pouco quando regressarmos. Muito obrigado.

 



Leão XIV chega a Paris para início de visita de quatro dias à França

Papa Leão XIV acena ao embarcar no avião A321 da ITA Airways, partindo de Roma para iniciar sua viagem apostólica à França em 25 de setembro de 2026. | Crédito: Vatican Media ??
Papa Leão XIV acena ao embarcar no avião A321 da ITA Airways, partindo de Roma para iniciar sua viagem apostólica à França em 25 de setembro de 2026. | Crédito: Vatican Media 
 

PARIS — O papa Leão XIV chegou hoje (25) à França para uma visita de quatro dias ao país, que começa com um primeiro dia repleto de compromissos, com paradas na sede da UNESCO, na catedral de Notre-Dame de Paris e no estádio nacional, onde participou de uma vigília de oração com 80 mil jovens. Leão XIV é o primeiro papa a visitar Paris desde o papa Bento XVI, em 2008.

O papa foi recebido no aeroporto de Orly, em Paris, pelo presidente da França, Emmanuel Macron. Duas crianças da região entregaram flores enquanto o papa recebia honras militares — uma homenagem cerimonial formal — antes de entrar numa sala do aeroporto com o presidente da França para uma conversa privada.

No voo de Roma, Itália, o papa disse aos jornalistas que abordaria “vários temas muito importantes” em sua visita. “Estou viajando para a França, acima de tudo, como para qualquer outro lugar do mundo, como um seguidor de Jesus Cristo que deseja levar a paz de Cristo ao mundo todo”, disse.

A primeira parada do papa na capital francesa é o palácio do Eliseu, residência oficial do presidente da França, mansão do século XVIII cercada por elaborados jardins paisagísticos.

Lá, Leão XIV terá novamente tempo para conversar com Macron, antes de proferir o primeiro discurso oficial da viagem, dirigido às autoridades políticas e a membros da sociedade civil, do mundo empresarial e do corpo diplomático.

Entre os temas mais sensíveis que o papa está previsto para abordar estão as questões relativas ao fim da vida. A França legalizou o suicídio assistido e a eutanásia neste verão, tornando-se o quinto país europeu a fazer isso, depois da Bélgica, da Holanda, de Luxemburgo e da Espanha.

Depois de uma pausa para o almoço, Leão XIV visita a sede da UNESCO — a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura — agência especializada da Organização das Nações Unidas que preserva sítios de patrimônio cultural e promove a paz, o desenvolvimento sustentável e os direitos humanos.


Hoje começa a novena a são Francisco de Assis

 


Novena a são Francisco de Assis | ACI Digital ??
Novena a são Francisco de Assis | ACI Digital 
 

“Nenhuma outra coisa temos que fazer senão sermos solícitos em seguir a vontade de Deus e em agradá-lo em todas as coisas”, dizia são Francisco de Assis, que recebeu o dom dos estigmas e foi declarado “padroeiro dos cultivadores da ecologia” por são João Paulo II em 1979.

O papa Francisco, que adotou seu nome por causa deste santo e que publicou sua encíclica Laudato Si’ sobre a ecologia, destacou em sua visita a Assis em 2013 que são Francisco “á testemunho de respeito por tudo o que Deus criou e como Ele o criou, sem fazer experiências sobre a criação destruindo-a”.

Próximos da festa de são Francisco de Assis, que é celebrada em 4 de outubro, apresentamos uma novena em sua honra, disponibilizada pelo portal Canção Nova, para pedir sua intercessão:

– Fazer o sinal da cruz; – Rezar a oração para todos os dias; – Rezar a oração de cada dia; – Rezar 3 Pai-Nossos, 3 Ave-Marias, 3 Glórias ao Pai; – Meditar e comentar um texto do Novo Testamento (ver sugestões); – Rezar a oração e bênção de São Francisco.

Oração para todos os dias

Absolvei, Senhor, eu Vos suplico, o meu espírito, e pela suave e ardente força de Vosso amor, desfeiçoai-me de todas as coisas que existem debaixo do céu, a fim de que eu possa morrer por Vosso amor, ó Deus, que por meu amor Vos dignastes morrer.

Oração de São Francisco

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor. Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvida, que eu leve a fé. Onde houver erro, que eu leve a verdade. Onde houver desespero, que eu leve a esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado, compreender que ser compreendido, amar que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna.

Bênção de são Francisco

O Senhor vos abençoe e vos guarde. O Senhor vos mostre a Sua face e se compadeça de vós. Amém.

O Senhor volva Seu rosto para vós e dê a paz. O Senhor vos abençoe. Amém.

Que o Senhor Deus, pelos méritos de São Francisco, vos conceda toda a paz e todo o bem. Amém.

Primeiro dia

Meu amigo e protetor São Francisco, em vossa juventude, cantáveis alegremente pelas ruas de Assis, participando das boas alegrias dos jovens de vossa idade e fazendo grande projetos de conquistas e aventuras, ensinai-me a encontrar a alegria que vem de Deus e fazer-me nela viver continuamente.

Afastai de mim toda a tristeza que me torna fechado ao próximo.

Que a minha alegria e o meu espírito comunicativo deem testemunho da alegre presença de Deus em minha vida.

Sugestão: Jo 6,41-51.

Segundo dia

Meu amigo e protetor São Francisco, o encontro com um leproso, a quem fostes beijar e a quem destes generosa esmola, num gesto de autossuperação, marcou o começo de vossa conversão e da vida maravilhosa, que, a partir de então, iniciastes, causando admiração ao mundo inteiro. Pelo vosso espírito de renúncia e penitência, ensinai-me a vencer as paixões e más inclinações, canalizando essas energias para o caminho do bem, a fim de que alcance minha plena realização humana, na perfeição a que Deus me chamou.

Sugestão: Rm 8,18-22.

Terceiro dia

Grande patriarca Francisco, conta-se que, na igrejinha de São Damião, enquanto estáveis em oração, o crucifixo vos falou: “Francisco, vai e restaura a minha Igreja”. Foi uma ordem profética. Com vosso exemplo e com os numerosos seguidores que tivestes ainda em vida, nova aurora despertou para a Igreja. Pelo amor que tivestes à Igreja de Cristo, ensinai-me a ser-lhe fiel, vivendo em união com ele, apoiando-a por palavras e pelo testemunho da Igreja, levando uma vida de verdadeiro cristão.

Sugestão: 1Cor 12,31;13,4-13.

Quarto dia

Ó São Francisco, vós vos tornastes um apaixonado do amor de Cristo e saístes pelo mundo a lamentas que “o Amor não é amado”, e vos apresentastes aos homens como o “Amante do Grande Rei”. Livrai-me da indiferença e comunicai-me vosso entusiasmo para que aprenda a amar a Nosso Senhor e saiba encontrá-Lo na natureza e nos acontecimentos de cada dia.

Sugestão: Mc 16,1-8 ou Mt 28,1-10.

Quinto dia

São Francisco, enviastes vossos primeiros discípulos pelo mundo inteiro, a fim de que apregoassem a Boa Nova do Reino de Deus. Alcançai-me do Senhor o espírito apostólico e o zelo missionário, para que me interesse por Sua obra e procure colaborar com a Igreja, a fim de que o Reino de Cristo se estabeleça na Terra.

Sugestão: Mc 9,33-41.

Sexto dia

São Francisco, na contemplação e meditação da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, encontrastes vigorosa motivação para vos entregardes a Deus numa vida desprovida de conforto e segurança. Submetestes vosso corpo a rudes penitências para experimentar uma parte dos padecimentos que Cristo enfrentou por amor de nós. A lembrança da Paixão do Senhor vos arrancava sentidas lágrimas de arrependimento e de gratidão. De vós quero aprender a grande lição do Crucificado: que, no sofrimento aceito livremente e por amor, atingimos nossa purificação.

Ensinai-me a aceitar os males e contrariedades que não posso evitar, para, por meio deles, expiar, com Jesus, os males que o pecado inflige ao mundo.

Sugestão: Mc 9,25-30 ou Rm 8,9-13.

Sétimo dia

São Francisco, fostes chamado “o Pobrezinho de Assis”. Abandonastes os bens e o conforto do mundo e vivestes na maior pobreza para mais perfeitamente imitar a Jesus, que nasceu pobre em Belém e na cruz foi despojado de tudo. Ajudai-me a superar o fascínio e os atrativos que os bens da terra exercem sobre mim. Que saiba repartir do que é meu com os mais necessitados, e assim mereça gozar da liberdade dos filhos de Deus.

Sugestão: Jo 19,31-37 ou Ef 3,8-12.14-19.

Oitavo dia

São Francisco, fostes o grande amigo da natureza. No Cântico do Sol, convidastes a todas as criaturas para cantarem louvores a Deus. Para vós, a natureza era o livro aberto onde se leem a bondade e a beleza de Deus, que tudo criou com amor de Pai. Fazei que, para mim, as criaturas não sejam pedras de tropeço, mas degraus que me levem para junto do Criador. Dai-me a graça de não me prender exageradamente às criaturas nem a mim mesmo. E que, de coração livre, possa levantar voo para as alturas do amor de Deus.

Sugestão: Jo 14,1-12 ou 1Pd 2,4-10.

Nono dia

Meu grande São Francisco, apesar da ingratidão dos homens que se fecham ao amor de Deus, soubestes viver em contínua alegria. Estáveis consciente de que o amor do Pai nos predestinou à felicidade do céu. Tão grande foi vosso amor a Cristo, vossa identificação com o Amado atingiu incomparável perfeição. Ensinai-me a encarar a vida com seriedade e alegria. Quero assumir com amor e alegria as responsabilidades que ele me impõe. Que seja compreensivo e alegre no relacionamento com o próximo. Que não esqueça minha vocação de filho de Deus chamado para servir. Fazei que, a vosso exemplo, eu me deixe arrastar pelo amor de Cristo, caminhando decidido e alegre ao seu encontro, todos os dias da vida.

Sexta-feira, 25 de Setembro de 2026 - 11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Jesus é o Senhor (Lc 9,18-22) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 25/09


 

SANTO DO DIA - 25 DE SETEMBRO: SANTAS AURÉLIA E NEOMÍSIA


 

Laudes de Sexta-feira da 25ª Semana do Tempo Comum


 

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Ecclesia 24 Setembro 2026


 

Puede la música expresar el dolor que muchas veces


 

"Nós Aprendemos a rezar, rezando!" Santa Madre Tereza de Calcutá


 

Quinta-feira, 24 de Setembro de 2026 -11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Acolha a graça (Lc 9,7-9) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 24/09


 

Nossa Senhora das Mercês na Manhenha, Ilha do Pico

  

A Ermida de Nossa Senhora das Mercês na Manhenha, situada na freguesia da Piedade (concelho das Lajes do Pico), é um pequeno templo de arquitetura tradicional açoriana localizado junto à zona costeira


 

Ó Senhora das Merces

Onde vens fazer morada

No terreiro da Manhenha

Perto da água salgada. 

 

 

 

 Rogai por nós!

FESTA DE NOSSA SENHORA DAS MERCÊS!!! (Oração)


 

Hoje é celebrada Nossa Senhora das Mercês, a Virgem da Misericórdia

 


Nossa Senhora das Mercês | ACI Digital ??
Nossa Senhora das Mercês | ACI Digital 
 

Hoje (24), é celebrada Nossa Senhora das Mercês, que significa “misericórdia”, devoção que remonta ao século XIII, quando Nossa Senhora apareceu a são Pedro Nolasco e o encorajou a seguir libertando os cristãos escravos.

Naquela época, os mouros saqueavam regiões costeiras e levavam os cristãos como escravos para a África. Nessa horrível condição, muitos perdiam a fé por pensar que Deus os tinha abandonado.

Pedro Nolasco, vendo essa situação, vendeu até seu próprio patrimônio para libertar os cativos. Do mesmo modo, formou um grupo para organizar expedições e negociar resgates. Quando o dinheiro acabou, então, pediram esmolas. Entretanto, as ajudas também terminaram.

Foi quando Nolasco pediu a Deus para ajudá-lo. Em resposta, a Virgem apareceu a ele e pediu que fundasse uma congregação para resgatar os cativos.

Nolasco lhe perguntou: “Ó Virgem Maria, Mãe da graça, Mãe de misericórdia, quem poderia acreditar que tu me envias?”.

Maria respondeu dizendo: “Não duvides de nada, porque é vontade de Deus que se funde uma ordem desse tipo em minha honra; será uma ordem cujos irmãos e professos, a imitação de meu filho Jesus Cristo, estarão postos para ruína e redenção de muitos em Israel, isto é, entre os cristãos, e serão sinal de contradição para muitos”.

Diante desse desejo, foi fundada a ordem dos Mercedários no dia 10 de agosto de 1218 em Barcelona, Espanha. São Pedro Nolasco foi nomeado pelo papa Gregório IX como superior geral.

Os integrantes, além dos votos de pobreza, castidade e obediência, faziam um quarto voto em que se comprometiam a dedicar sua vida a libertar os escravos e que ficariam no lugar de um cativo que estivesse em perigo de perder a fé, quando o dinheiro fosse era suficiente para conseguir a libertação.

Mais tarde, no ano 1696, o papa Inocêncio XII fixou o dia 24 de setembro como a festa de Nossa Senhora das Mercês em toda a Igreja.