segunda-feira, 9 de março de 2026

Teólogos dizem a Trump que siga doutrina da guerra justa no Irã

 


Homens observam de uma encosta a coluna de fumaça que sobe devido a uma explosão em 2 de março de 2026, em Teerã, Irã. Os EUA e Israel continuaram seus ataques conjuntos iniciados em 28 de fevereiro ??
Homens observam de uma encosta a coluna de fumaça que sobe devido a uma explosão em 2 de março de 2026, em Teerã, Irã. Os EUA e Israel continuaram seus ataques conjuntos iniciados em 28 de fevereiro. | Majid Saeedi/Getty Images
 

Os EUA e Israel lançaram ataques militares conjuntos contra a República Islâmica do Irã no último fim de semana, levando o regime iraniano a retaliar com ataques de drones e mísseis contra Israel, bases e instalações americanas, aeroportos e infraestrutura energética dos países do golfo, e outros alvos.

Em meio à tensão, teólogos católicos que falaram com a EWTN News alertam o presidente dos EUA, Donald Trump, para que mantenha a clareza moral em suas decisões e conduta, cumprindo a longa tradição católica da doutrina da guerra justa.

Seguir a doutrina da guerra justa “não é só importante, mas imprescindível”, disse Joseph Capizzi, reitor e professor titular de teologia moral e ética da Universidade Católica da América, nos EUA. “Os governos devem considerar esses princípios da guerra justa porque eles são, antes de tudo, e melhor compreendidos como princípios da boa governança, ou da arte de governar”.

Para que uma guerra seja justificada, segundo o Catecismo da Igreja Católica, ela deve ser travada para combater um mal grave, o dano causado pela guerra não pode ser maior do que o mal que ela visa eliminar, deve haver uma perspectiva séria de sucesso e todas as alternativas à guerra devem já ter sido tentadas.

Taylor Patrick O'Neill, professor de teologia no Thomas Aquinas College, disse à EWTN News que todas as condições devem estar presentes para que uma guerra seja justa. Ele disse que uma guerra é pecaminosa "se não atender a um único desses critérios".

Justa causa e último recurso

A justificativa de Trump baseia-se na alegação de que o regime iraniano busca obter uma arma nuclear por meio de seu programa de enriquecimento de urânio.

Em junho do ano passado, Trump ordenou o bombardeio da usina de enriquecimento de urânio de Fordow, Irã, e disse na ocasião que o Irã estava "a poucas semanas de ter uma arma nuclear". Autoridades divulgaram relatos conflitantes sobre o sucesso do ataque e o quanto ele atrasou o programa nuclear iraniano, variando de meses a anos.

As declarações de Trump pareciam contradizer o depoimento prestado três meses antes por Tulsi Gabbard, diretora de Inteligência Nacional dos EUA, que disse que a avaliação da comunidade de inteligência era de que “o Irã não está construindo uma arma nuclear” e que o então líder supremo do país, Ali Khamenei, sequer havia autorizado um programa de armas nucleares.

Em janeiro, Trump retomou as negociações com o Irã, mantendo as mesmas alegações e exigindo um acordo que previsse o fim ou a redução do enriquecimento de urânio e a diminuição do programa de mísseis balísticos.

O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Al Busaidi — mediador nas negociações — disse ao programa Face the Nation, da rede de televisão americana CBS em 27 de fevereiro, que o Irã concordou com várias concessões. O país concordou em reduzir o enriquecimento de urânio e seu estoque a um nível em que o Irã “jamais poderia ter material nuclear capaz de produzir uma bomba” e se submeteria a inspeções.

Al Busaidi disse acreditar que “o acordo de paz está ao nosso alcance”, mas menos de um dia depois, Trump lançou a Operação Fúria Épica, que deu início aos ataques militares contra o Irã. Trump disse na última terça-feira (3): “Na minha opinião, eles atacariam primeiro”.

O'Neill disse à EWTN News que, para uma guerra ser justificada, ela precisa de uma causa justa e uma intenção correta, o que significa que uma guerra não é justificada por uma causa justa se "na verdade, sua intenção ao entrar em guerra for outra".

Ele disse que os fiéis têm o direito de “perguntar se existe ou não justa causa” e “perguntar se existe ou não boa intenção”. Ele disse que seria necessária uma ameaça “iminente”, como, por exemplo, se houvesse “alguma arma ou [se] algum tipo de ação militar estivesse sendo planejada e fosse executada”.

O'Neill disse que muitas vezes é difícil para o público em geral saber se a causa é legítima ou se é realmente o último recurso: "Não sabemos quais opções foram tentadas antes". Ele disse que pode haver informações indisponíveis ao público que fazem "parte do cálculo moral".

Capizzi disse que, ao considerar se a ação militar é realmente o último recurso, ela deve ser "avaliada em termos da gravidade da ameaça" e do impacto de não conseguir "diminuir ou eliminar essa ameaça".

Ele disse que uma ameaça mais grave poderia acelerar o processo rumo a um "uso justo da força".

Força proporcional e um objetivo final

Na última segunda-feira (2), Trump discursou aos EUA para agradecer aos militares do país pela eliminação de líderes militares iranianos e prometer uma intensificação de ataques aéreos.

Ele disse que a missão poderia durar de quatro a cinco semanas, mas não disse quem controlaria o país ao término da missão. Antes, ele disse que poderia trabalhar com a nova liderança dentro do regime, mas também instou os iranianos a se revoltarem e assumirem o controle do país.

(acidigital) 

Hoje é celebrada santa Francisca Romana, padroeira dos motoristas

 


Santa Francisca Romana Santa Francisca Romana
 

Hoje (9), a Igreja celebra a festa de santa Francisca Romana, padroeira dos motoristas. Suportou muitas provações, como a morte de seus filhos, ficar viúva e ter suas terras confiscadas. Em meio ao sofrimento, teve a graça de poder ver seu anjo da guarda que velava por ela o tempo todo e a guiava.

Em entrevista ao Grupo ACI, o beneditino olivetano, padreTeodoro Muti, expressou que “santa Francisco Romana foi a madre Teresa do século IV. Era a santa dos pobres e necessitados. Pertencia a uma família rica e nobre, mas ajudava os enfermos nos hospitais e se preocupava também com a saúde espiritual”.

Santa Francisco nasceu em Roma no ano de 1384. Apesar da dura época em que viveu, dividiu seus bens entre os pobres e atendia com bondade e paciência os enfermos. Todos encontravam nela consolo.

Ela descreveu assim seu anjo da guarda: “Era de uma beleza incrível, com uma pele mais branca que a neve e um rubor que superava a vermelhidão das rosas. Seus olhos, sempre abertos olhando para o céu, o cabelo comprido e cacheado cor do ouro”.

“Sua túnica era comprida até os pés e era branca um pouco azulada e, outras vezes, com brilhos avermelhados. Era tal a irradiação luminosa que o seu rosto emanava, que podia ler as matinas em plena meia noite”.

Certo dia, o cético pai de Francisca pediu a ela a honra de que lhe apresentasse a criatura que ele considerava imaginária. Ela segurou a mão do anjo, juntou com a de seu pai e os apresentou. O homem pode ver o ser celestial e não duvidou nunca mais.

Santa Francisco instituiu a Congregação das Oblatas de Maria (Oblatas de Tor de' Specchi), sob a regra de são Bento. Morreu em 1440 e seu confessor, padre John Matteotti, escreveu sua biografia. Foi canonizada em 1608.

No dia 9 de março, há uma grande tradição romana de reunir vários carros nas imediações da igreja de santa Francisca Romana (ou também conhecida com o nome de santa Maria Nova) para receber a bênção da santa, padroeira dos condutores.

Homilia Diária | Configurar-se a Cristo, não a Satanás (Segunda-feira da 3.ª Semana da Quaresma)


 

Laudes de Segunda-feira da 3ª Semana da Quaresma Liturgia das Horas 127 mil subscritores


 

domingo, 8 de março de 2026

Arabic star surprises a whole crowd ??


 

ANGELUS

 

PAPA LEÃO XIV

ANGELUS

Praça de São Pedro
Domingo, 8 de março de 2026


Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!

O diálogo entre Jesus e a samaritana, a cura do cego de nascença e a ressurreição de Lázaro, desde os primeiros séculos da história da Igreja, iluminam o caminho de quem, na Páscoa, receberá o Batismo e dará início a uma nova vida. Estas grandiosas páginas evangélicas, que lemos a partir deste domingo, são oferecidas aos catecúmenos e, ao mesmo tempo, são ouvidas novamente por toda a comunidade, pois ajudam a tornarmo-nos cristãos ou, se já o somos, a sê-lo com mais autenticidade e alegria.

Jesus, na verdade, é a resposta de Deus à nossa sede. Como indica à samaritana, o encontro com Ele faz brotar no íntimo de todos uma «fonte de água que dá a vida eterna» ( Jo 4, 14). Ainda hoje, quantas pessoas, em todo o mundo, procuram esta fonte espiritual! «Às vezes – escrevia a jovem Etty Hillesum no seu diário – consigo alcançá-la, mas frequentemente ela está coberta por pedras e areia: Deus está, então, sepultado. É preciso, por isso, voltar a desenterrá-lo» [1]. Caríssimos, não há energia melhor empregada do que aquela que dedicamos a libertar o coração. Por isso, a Quaresma é um dom: estamos a entrar na terceira semana e podemos, portanto, intensificar o caminho!

No Evangelho também está escrito que «chegaram os seus discípulos e ficaram admirados de Ele [Jesus] estar a falar com uma mulher» (Jo 4, 27). Sentem tanta dificuldade em aceitar a própria missão, que o Mestre precisa desafiá-los: «Não dizeis vós: ‘Mais quatro meses e vem a ceifa’? Pois Eu digo-vos: Levantai os olhos e vede os campos que estão doirados para a ceifa» (Jo 4, 35). O Senhor diz também à sua Igreja: “Levanta os olhos e reconhece as surpresas de Deus!”. Quatro meses antes da colheita, quase nada se vê nos campos. Mas onde nós não vemos nada, a Graça já está em ação e os frutos estão prontos para serem colhidos. A messe é grande: talvez os trabalhadores sejam poucos, porque distraídos noutras atividades. Porém, Jesus está atento. Segundo os costumes, Ele deveria simplesmente ignorar aquela mulher samaritana; mas, em vez disso, Jesus fala com ela, escuta-a, dá-lhe atenção, sem segundas intenções e sem desprezo.

Quantas pessoas procuram na Igreja esta mesma delicadeza, esta disponibilidade! E como é belo quando perdemos a noção do tempo para dar atenção àqueles que encontramos, tal como são. Jesus chegava a esquecer-se de comer, de tal modo o alimentava a vontade divina de chegar a todos em profundidade (cf. Jo 4, 34). Assim, a samaritana torna-se a primeira de muitas evangelizadoras. Por causa do seu testemunho, a partir da sua aldeia de desprezados e rejeitados, muitos vão ao encontro de Jesus e também neles brota a fé como água pura.

Irmãs e irmãos, peçamos hoje a Maria, Mãe da Igreja, para podermos servir, com Jesus e como Jesus, a humanidade sedenta de verdade e justiça. Não é tempo de confrontos entre um templo e outro, entre o “nós” e os “outros”: os adoradores que Deus procura são homens e mulheres de paz, que O adoram em Espírito e verdade (cf. Jo 4, 23-24).

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Depois do Angelus:

Queridos irmãos e irmãs,

Do Irão e de todo o Médio Oriente continuam a chegar notícias que suscitam profunda consternação. Aos episódios de violência e devastação, e ao clima generalizado de ódio e medo, junta-se o receio de que o conflito se alargue e outros países da região, entre os quais o querido Líbano, possam afundar novamente na instabilidade.

Elevemos a nossa humilde oração ao Senhor, para que cesse o ruído das bombas, se calem as armas e se abra um espaço de diálogo, no qual se possa ouvir a voz dos povos. Confio esta súplica a Maria, Rainha da Paz: Ela interceda por aqueles que sofrem por causa da guerra, acompanhando os corações por caminhos de reconciliação e esperança.

Hoje, 8 de março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Renovemos o empenho, que para nós cristãos está alicerçado no Evangelho, pelo reconhecimento da igual dignidade entre homens e mulheres. Infelizmente, muitas mulheres ainda são, desde a infância, discriminadas e sofrem várias formas de violência: a elas, de maneira especial, dirijo a minha solidariedade e oração.

Dou as boas-vindas aos estudantes vindos dos Estados Unidos da América: de College Station, Texas, de Kansas City, Missouri, de Fort Wayne, Indiana. E de Jerez e Cádiz, na Espanha; bem como ao grupo de peregrinos do Peru, Panamá, Honduras, México e Chile.

Saúdo os fiéis de Brescia, Castrolibero, Gravina di Puglia, Perugia e das paróquias de São Clemente Papa e São Pio de Pietrelcina, em Roma.

Saúdo a comunidade “Casa de Maria” de Roma, o grupo de crismandos da Diocese de Orvieto-Todi, os adolescentes de Mantova e a equipa de rugby de Rovigo.

Desejo a todos um feliz domingo.

 


[1] Etty Hillesum, Diario, Milano 2012, 153.

Caritas Internationalis: dignidade, justiça e ação para todas as mulheres

 

A declaração para o Dia Internacional de 8 de março lembra que hoje as mulheres em todo o mundo detêm “apenas” 64% dos direitos legais de que gozam os homens. Daí o apelo para promover a igualdade, proteger a dignidade humana e garantir segurança e justiça, para que não sejam conceitos “ideais”, mas “realidades vividas”.

Vatican News

Promover a igualdade, proteger a dignidade humana e garantir segurança e justiça para todas as mulheres e meninas, não como conceitos “ideais”, mas como “realidades vividas”. A exortação da Caritas Internationalis para o Dia Internacional da Mulher, neste 8 de março, está relacionada ao relatório do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, intitulado: “Garantir e reforçar o acesso à justiça para todas as mulheres e meninas”, do qual emerge que, em 2026, as mulheres em todo o mundo deterão “apenas 64% dos direitos legais de que gozam os homens”. Ao ritmo atual, destaca uma declaração publicada em caritas.org, preencher essa lacuna levaria 286 anos: “não é aceitável”. Para a Caritas, a igualdade entre mulheres e homens está enraizada na convicção de que cada pessoa é criada à imagem e semelhança de Deus: a dignidade humana é “universal e indivisível”.

Barreiras sociais, culturais e econômicas

Quando a dignidade e os direitos são ignorados, também por barreiras sociais, culturais ou econômicas, “nossa humanidade comum fica diminuída”. Portanto, apoiar a dignidade das mulheres e meninas e “promover sua emancipação, sua liderança e sua participação igualitária” na busca do bem comum são “essenciais para o florescimento de toda a família humana”.

 Em um momento de cortes internacionais nos financiamentos para a ajuda ao desenvolvimento, destaca-se que “reconhecer, apoiar e investir na liderança das mulheres” é igualmente “essencial” para uma prosperidade autêntica e integral e para uma mudança duradoura: a igualdade e a dignidade não estão “sujeitas” à variabilidade dos orçamentos, “a justiça não é opcional”.

A segurança é uma obrigação

Como escreve Leão XIV na exortação apostólica Dilexi te, referindo-se à Evangelii gaudium do Papa Francisco, “duplamente pobres são as mulheres que sofrem situações de exclusão, maus-tratos e violência”. Em caso de guerra, “as mulheres e as meninas são frequentemente as mais afetadas, obrigadas a fugir de suas casas e comunidades para salvar suas vidas, muitas vezes vítimas de abusos físicos e sexuais, abandonadas a cuidar de seus filhos, com as mais graves violações de seus direitos fundamentais”, observa Alistair Dutton, secretário-geral da Caritas Internationalis. O compromisso da Caritas é, portanto, claro e evoca o tema da edição de 2026 do Dia: “Dignidade, justiça e ação. Para todas as mulheres e meninas”, porque “garantir a segurança das pessoas é uma obrigação”.

(vaticannews) 

Domingo, 08/de Março de 2026 11:00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Oração pelas mulheres em seu dia

 


Virgen-de-Guadalupe-8-marzo-2023.jpg Nossa Senhora de Guadalupe | Grant Whitty no Unsplash
 

Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, que é celebrado hoje (8), apresentamos uma oração para pedir por cada uma das mulheres, para que Deus as proteja.

A oração abaixo foi publicada pela basílica de São Francisco de Assis, na Itália. O texto pede proteção para as mulheres em todas as fases, pelas filhas, irmãs, mães ou esposas, inclusive por aquelas que se sentem sozinhas ou são maltratadas.

Oração pelas mulheres

Obrigado, bom Deus, pelo amor que tendes por nós;

porque nos criaste à vossa imagem e semelhança

na condição de homem e mulher;

para que, reconhecendo a nossa diversidade,

Procuremos complementar-nos:

O homem em apoio das mulheres

e as mulheres em apoio dos homens.

Obrigado pela mulher, Bom Pai, e pela sua missão na comunidade humana.

Nós vos pedimos pela mulher que é filha:

que ela seja acolhida e amada por seus pais,

tratada com ternura e delicadeza.

Nós vos pedimos pela mulher que é irmã:

que ela seja respeitada e defendida por seus irmãos.

Nós vos pedimos pela mulher que é esposa:

que ela seja apreciada, valorizada e ajudada pelo marido,

companheiro fiel na vida conjugal;

que ela seja respeitada e que se faça respeitar,

para viver a comunhão de corações e desejos para dar frutos,

participando assim da maior obra da criação: o ser humano.

Nós vos pedimos pela mulher que é mãe:

que reconhece na maternidade o florescimento de sua feminilidade. 

Criada para o relacionamento

que seja sensível, terna e disposta a se sacrificar na formação de cada filho;

com doçura e força,

serenidade e coragem,

fé e esperança,

para que forje a pessoa, o cidadão, o filho de Deus.

Nós vos pedimos pelas mulheres boas e generosas

que deram as suas vidas pelas nossas.

Nós vos pedimos pelas mulheres que se sentem sozinhas,

Por aquelas que não encontram sentido em suas próprias vidas;

pelas marginalizadas, por aquelas que são usadas ​​como objeto de prazer e consumo;

por aquelas que foram abusadas e mortas.

Nós vos pedimos, bom Pai, por todos nós,

homens e mulheres;

para que possamos entender, apreciar e ajudar-nos uns aos outros,

para que na relação agradável e positiva

Trabalhemos juntos a serviço da família e da vida.

Nós vos pedimos, por intercessão da Virgem Maria de Guadalupe,

Mulher, Esposa e Boa Mãe,

cheia de fé humilde e corajosa,

que nos acompanhe, nos sustente e nos conduza

ao vosso Filho Jesus Cristo,

que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.


A agenda de Leão XIV para a Semana Santa 2026

 


O papa Leão XIV celebra missa na basílica de São Pedro O papa Leão XIV celebra missa na basílica de São Pedro | Daniel Ibáñez / EWTN News
 

A Santa Sé divulgou a agenda de celebrações litúrgicas do papa Leão XIV na Semana Santa 2026, de 29 de março, Domingo de Ramos, até 5 de abril, Domingo de Páscoa, com destaque para a missa da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, que será celebrada na basílica São João de Latrão, a catedral de Roma.

Domingo de Ramos – 29 de março

O papa Leão XIV celebrará, na Praça de São Pedro, no Vaticano, a Comemoração da Entrada do Senhor em Jerusalém e a Santa Missa do Domingo de Ramos no dia 29 de março às 10h.

Quinta-feira Santa – 2 de abril

Leão XVI celebrará às 9h30 do dia 2 de abril a Missa Crismal na basílica de São Pedro, que será concelebrada pelos patriarcas, cardeais, bispos e padres presentes em Roma. Antes será rezada a Hora Tercia a partir das 9h. Nesta Eucaristia, é abençoado o óleo ou crisma que será usado posteriormente em sacramentos como o batismo e a confirmação, por isso nome missa crismal.

À tarde, o papa Leão celebrará a Missa da Ceia do Senhor às 17h30 na basílica de São João de Latrão, a catedral de Roma, onde será realizado o gesto da lavagem dos pés.

Leão XIV retorna a celebração desta missa a uma basílica papal, ao contrário do papa Francisco, que havia optado por celebrar nas prisões de Roma, com exceção de 2020 e 2021, que foram celebradas na basílica de São Pedro devido à pandemia; e 2025, que ele não celebrou devido à sua saúde frágil, embora tenha visitado um centro penitenciário.

Sexta-feira Santa – 3 de abril

O papa Leão XIV presidirá a Celebração da Paixão do Senhor na basílica de São Pedro às 17h.

Neste dia, a Igreja não celebra a Eucaristia nem nenhum sacramento, com exceção da reconciliação e da unção dos enfermos. A celebração litúrgica celebra a morte do Senhor, com a adoração da Cruz e com a comunhão eucarística que foi consagrada no dia anterior, Quinta-feira Santa.

À noite, Leão XIV presidirá a tradicional via-sacra no Coliseu Romano a partir das 21h15, e ao final dará a bênção apostólica.

Sábado Santo – 4 de abril

O papa Leão XIV celebrará, às 21h, na basílica de São Pedro, a vigília pascal: a missa mais solene de todo o ano litúrgico, com a qual se iniciam os 50 dias da Páscoa pela Ressurreição do Senhor.

Domingo de Páscoa – 5 de abril

O papa celebrará a missa do Domingo de Páscoa às 10h15 na Praça de São Pedro. Em seguida, Leão XIV pronunciará sua mensagem pascal para todos e dará a bênção Urbi et orbi (para a cidade e o mundo).

Hoje a Igreja celebra santas Perpétua e Felicidade, mulheres guerreiras e mártires da fé

 


Santas Perpétua e Felicidade Santas Perpétua e Felicidade
 

“Permanecei firmes na fé e guardai a caridade entre vós; não deixeis que o sofrimento se converta em pedra de escândalo”, disse santa Perpétua antes de morrer com a amiga Santa Felicidade. Com coragem, essas mulheres guerreiras se tornaram mártires e sua festa é celebrada hoje (7).

Perpétua era filha de uma família nobre e tinha um filho recém-nascido. Felicidade era escrava e estava grávida. As duas foram presas, no norte da África, na época em que o imperador Severo havia decretado pena de morte para os cristãos.

Na prisão, Felicidade obteve a graça que tanto pedia, de que seu filho nascesse antes da sua execução. Ao gemer com as dores do parto, respondeu ao guarda que a perturbava: “O que sofro agora é fruto da natureza, mas quando for atacada pelas feras, não estarei sofrendo sozinha, Cristo sofrerá por mim!”.

As duas mulheres se mantiveram firmes e fizeram questão de ser batizadas mesmo na prisão.

De acordo com as atas dessas santas, no dia de seu martírio, Perpétua e Felicidade foram jogadas a uma vaca selvagem, que atacou primeiro Perpétua. A santa se sentou imediatamente e arrumou sua túnica e seu cabelo para que as pessoas não achassem que estava com medo. Em seguida, aproximou-se de Felicidade, que estava no chão.

Pessoas gritavam que isso bastava e os guardas as retiraram pela porta dos gladiadores vitoriosos. Perpétua voltou a si de uma espécie de êxtase e perguntou se já iria enfrentar as feras. Quando lhe contaram o que havia acontecido, a santa não podia acreditar.

Em seguida, a multidão pediu que as mártires comparecessem novamente. Depois que as santas se deram um beijo da paz, Felicidade foi decapitada pelos gladiadores.

O carrasco de Perpétua estava nervoso e errou o primeiro golpe. Então, Perpétua ofereceu o pescoço ela mesma e, dessa maneira, também morreu pela fé. Naquele dia também deram suas vidas outros mártires valentes.


Laudes do 3º Domingo da Quaresma


 

sábado, 7 de março de 2026

3-Year-Old Baby Joelle Played with the Orchestra - Shostakovich's Waltz No 2

 


Irã: quando nem mesmo a morte de mais de 150 meninas é notícia

 

É doloroso constatar que a notícia da morte de pelo menos 150 estudantes na escola primária Shajareh Tayyebeh, em Minab, recebeu pouca atenção. No entanto, nos conflitos em todo o mundo, as crianças estão sempre entre as primeiras vítimas, apesar das convenções internacionais que impõem sua tutela e proteção.

Guglielmo Gallone – Vatican News

Seis dias se passaram desde o ataque dos EUA e de Israel ao Irã. É doloroso constatar que a notícia do assassinato de pelo menos 150 meninas, estudantes da escola primária Shajareh Tayyebeh em Minab, no sul do Irã, alvo do ataque no primeiro dia da ofensiva, tenha recebido pouca atenção.

A reconstrução do ocorrido

No entanto, após ter sido inicialmente divulgada apenas pelas autoridades iranianas, a notícia foi analisada e retomada também por fontes internacionais de renome, como The Guardian, Washington Post, Le Monde e NBC News. Em particular, o jornal britânico The Guardian analisou a dinâmica do que aconteceu, cruzando vídeos verificados, imagens geolocalizadas e fotografias de satélite, na tentativa de reconstruir um dos episódios mais graves em termos de vítimas civis desde o início da ofensiva. De acordo com a reconstrução, o ataque ocorreu na manhã de sábado, enquanto as aulas estavam em andamento. No Irã, a semana letiva vai de sábado a quinta-feira e, por volta das 10h da manhã, quando a primeira onda de bombardeios dos Estados Unidos e de Israel atingiu vários alvos no país, os alunos estavam normalmente em sala de aula. Entre 10h e 10h45, um míssil atingiu diretamente o prédio da escola Shajareh Tayyebeh, demolindo a estrutura de concreto armado e destruindo as salas de aula onde estavam meninas entre sete e doze anos.

Histórias além de números

As imagens do local do ataque mostram janelas destruídas pela explosão, paredes escuras pela fumaça e um parque infantil devastado, com cadeiras infantis espalhadas entre os escombros e mochilas cobertas de poeira e sangue. De acordo com a reconstituição publicada pelo “The Guardian”, muitos corpos foram recuperados sob os escombros do prédio desabado, enquanto os socorristas cavavam com as mãos entre as ruínas. O número de vítimas continua difícil de verificar de forma independente, em parte devido às restrições ao trabalho dos jornalistas e aos apagões de internet no país. A mídia estatal iraniana fala de 168 mortos e pelo menos 95 feridos, números que os jornais internacionais citam com cautela, mas que, mesmo assim, descrevem o episódio como o evento mais grave com vítimas civis em massa desde o início do ataque. Aos números somam-se os relatos dramáticos de quem viveu aquele momento. Uma mãe, obstetra na cidade, contou à NBC News que recebeu um telefonema urgente da escola pedindo que voltasse para buscar o filho porque “a guerra tinha começado”. Quando chegou ao prédio, porém, era tarde demais: os ataques aéreos tinham atingido a escola, fazendo-a desabar sobre as salas de aula. “Quando chegamos”, contou ela, “a escola inteira tinha desabado sobre as crianças”. De acordo com investigações conduzidas pelo The Guardian, o prédio da escola ficava nas imediações de um complexo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que inclui estruturas de apoio como uma clínica e outros prédios administrativos. No entanto, não há indícios de que a escola fosse usada para fins militares: o pátio e as salas de aula eram separados e cercados do restante do complexo. Além disso, a escola também atendia muitas crianças da comunidade local, frequentemente de famílias que não podiam pagar mensalidades de escolas particulares. O momento exato do ataque também permanece incerto. As autoridades iranianas começaram a ordenar o fechamento das escolas logo após o início dos bombardeios, mas, segundo fontes do sindicato dos professores citadas pelo The Guardian, o intervalo entre o anúncio do fechamento e a explosão foi muito curto para que os pais chegassem à escola e retirassem seus filhos.

Reações dos Estados Unidos e Israel

Enquanto os funerais coletivos das vítimas se realizavam na cidade costeira de Minab, nenhum dos lados reivindicou diretamente a responsabilidade pelo ataque. Em resposta às declarações do presidente iraniano Masoud Pezeshkian, que descreveu o ato como "selvagem" e "desumano", Washington afirmou estar ciente dos relatos de vítimas civis e ter iniciado uma investigação sobre o acontecimento, reiterando que as forças estadunidenses "não atacariam deliberadamente uma escola". "Estamos cientes dos relatos de danos a civis resultantes de operações militares em andamento. Levamos esses relatos a sério e estamos investigando-os", declarou inicialmente o capitão Tim Hawkins, do Comando Central dos EUA (CENTCOM), que supervisiona as operações estadunidenses na região. Ele acrescentou posteriormente: "A proteção de civis é de suma importância e continuaremos a tomar todas as precauções disponíveis para reduzir o risco de danos não intencionais." Mais tarde, o secretário da Defesa Pete Hegseth disse aos jornalistas que o Pentágono está examinando relatos do acontecimento: "Tudo o que sei é que estamos investigando o que aconteceu. É claro que nunca atacamos civis, mas estamos analisando e realizando verificações." O secretário de Estado Marco Rubio também afirmou que os Estados Unidos "não atacariam uma escola deliberadamente", acrescentando que o Departamento de Defesa "investigará se foi um ataque nosso". Nadav Shoshani, porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), disse ontem que os militares israelenses "não têm conhecimento de nenhuma operação da IDF naquela área" onde a escola está localizada. Nas últimas horas, a Reuters, citando dois oficiais estadunidenses, informou que investigadores militares dos EUA acreditam ser "provável" que o ataque à escola tenha sido realizado por forças estadunidenses, embora tenha especificado que a investigação ainda está em andamento e que uma conclusão definitiva ainda não foi alcançada.

A tragédia das crianças mortas na guerra

É precisamente essa zona cinzenta — uma estrutura civil localizada ao lado de um alvo potencialmente militar — que torna o episódio de Minab emblemático das guerras contemporâneas. Em conflitos de alta intensidade, especialmente quando se combatem campanhas de bombardeio em larga escala, a distinção entre alvos militares e espaços civis torna-se cada vez mais tênue. Escolas, hospitais e bairros residenciais muitas vezes se encontram nas imediações de infraestruturas estratégicas, transformando a geografia urbana num campo de batalha indistinto. Isso aconteceu em Gaza: durante os 23 meses de guerra que mataram mais de 50 mil crianças (dados do UNICEF). Em abril de 2025, um ataque aéreo israelense atingiu a Escola Yaffa na Cidade de Gaza, onde famílias deslocadas tinham se refugiado. Em maio de 2025, foi a vez de Fahmi AlJarjaoui, no bairro de Aldaraj, na Cidade de Gaza, que abrigava cerca de cem pessoas deslocadas, 30 das quais — incluindo algumas crianças — foram mortas no ataque, que também deixou cerca de sessenta feridos. Situações semelhantes também ocorreram na guerra na Ucrânia. De acordo com um relatório do UNICEF, mais de 1.300 escolas foram destruídas ou gravemente danificadas desde o início da invasão russa em 2022, enquanto as Nações Unidas documentaram centenas de ataques a escolas e hospitais e vários casos de crianças mortas ou mutiladas durante o conflito. Também no Sudão, onde a pior crise humanitária do mundo persiste desde 2023, causada por uma guerra civil entre o Exército regular e as Forças de Apoio Rápido (RSF), a Organização Mundial da Saúde relatou que, em dezembro de 2025, um ataque a um jardim de infância matou mais de cem pessoas, incluindo 63 crianças, no Estado de Kordofan do Sul.

Não existem mortes de primeira e segunda classe

Por quê? O que as crianças têm a ver com a guerra? Se é verdade que escolas ou hospitais são frequentemente escolhidos covardemente por terroristas ou pelo inimigo como abrigo, é possível que não haja lógica moral e humana para evitar bombardear esses lugares? Na era da inteligência artificial, geolocalização, drones e mísseis balísticos, o que aconteceu com os olhos — humanos e somente humanos — que devem avaliar e autorizar tais operações? "Não existem mortes de primeira e segunda classe, nem pessoas que tenham mais direito à vida do que outras simplesmente por terem nascido num continente em vez de outro ou num determinado país", disse o secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, numa entrevista à mídia vaticana, lembrando "a importância do direito internacional humanitário, cujo respeito não pode depender de circunstâncias e interesses militares e estratégicos".

Uma vergonha para a humanidade

Estas palavras ecoam as proferidas pelo Papa Leão XIV desde o início de seu pontificado e encontram-se bem representadas no seu discurso aos participantes da assembleia plenária da Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais (ROACO), no qual afirmou: "Isto é indigno do homem, é vergonhoso para a humanidade e para os líderes das nações. Como se pode acreditar, depois de séculos de história, que as ações bélicas trazem a paz e não se voltam contra aqueles que as travaram? Como se pode pensar em lançar as bases para o amanhã sem coesão, sem uma visão de conjunto inspirada no bem comum? Como se pode continuar traindo o desejo de paz dos povos com falsa propaganda de rearmamento, na vã ilusão de que a supremacia resolve os problemas em vez de alimentar o ódio e a vingança? As pessoas desconhecem cada vez mais a quantidade de dinheiro que vai para os bolsos dos mercadores da morte e com a qual se poderiam construir hospitais e escolas; e, em vez disso, os que já foram construídos são destruídos!"

A sombra de um abismo irreparável

No entanto, tal como na tragédia da escola iraniana em Minab, palavras semelhantes parecem encontrar cada vez menos espaço no debate público internacional. Palavras que, tal como as de muitos outros líderes religiosos, não só questionam a legitimidade ou a eficácia da guerra, mas sobretudo recordam aquilo que muitas vezes desaparece na linguagem estratégica e analítica tão difundida hoje em dia: as vidas que estão sendo destruídas. Crianças, famílias, comunidades inteiras que pagam o preço mais alto por decisões tomadas noutros lugares. Este é talvez o paradoxo mais marcante da guerra contemporânea. Não apenas a guerra em si. Mas sim o fato de, apesar de gerações inteiras terem visto e vivido as imensas consequências da guerra contemporânea travada com os meios tecnológicos e militares mais avançados, apesar das imagens ao vivo e disponíveis em smartphones, de cidades bombardeadas e escolas destruídas, o discurso público global e as decisões políticas parecerem cada vez mais orientados para debater não se a guerra deve parar, mas como deve continuar. E as crianças tornam-se, assim, as primeiras vítimas não só das armas, mas também desta lógica absurda que está se tornando um "abismo irreparável".

(vaticannews)

O Papa: somente unidos no amor poderemos vencer as contínuas ameaças da guerra

 

Por ocasião do centenário do Ordinariado Militar para a Itália o Papa Leão XIV, em seu discurso, recordou aos presentes a importância da formação, da vocação, do ser instrumentos de unidade, reiterando que “a paz não é apenas ausência de conflito, mas plenitude de justiça, de verdade e de amor”. O encontro foi realizado neste sábado (07/03) no Vaticano.

Vatican News

Na manhã deste sábado (07/03), o Papa Leão XIV recebeu no Vaticano os membros do Ordinariado Militar para a Itália por ocasião do seu Centenário. O Pontífice iniciou seu discurso recordando palavras que orientam o caminho do Ordinariado: “Inter Arma Caritas: levar Cristo às veias da humanidade, renovando e partilhando a missão apostólica, olhando para o amanhã com serenidade, fazendo escolhas corajosas”, um evento disse ainda “que guarda memória, atualidade e profecia”.

Memória, celebração de Deus na história

“Vivemos em uma sociedade que corre o risco de perder o sentido da memória”, advertiu o Papa, “a nossa época possui uma capacidade extraordinária de transmitir informações, mas uma capacidade cada vez mais fraca de interiorizá-las”. Esclarecendo que para a Igreja, ao contrário, a memória “é consciência viva: não acúmulo de dados, mas constante apelo à responsabilidade; não nostalgia, mas raiz que gera profecia”. Enquanto que “para os cristãos a memória tem um caráter único: é celebração de Deus que entra na história, porque a fé cristã se fundamenta em um fato histórico e a salvação não é uma ideia, mas a pessoa viva do Senhor Jesus Cristo”. Leão XIV destacou em seguida que o “Centenário do Ordinariado Militar para a Itália insere-se nesta lógica, como memória encarnada de uma história concreta, feita de homens e mulheres de farda que, em caminhada na Igreja, sustentados e acompanhados por seus Pastores, nos dias luminosos de paz e nos dramáticos da guerra, com sacrifício, coragem e dedicação, contribuíram para o crescimento desta sociedade, por vezes à custa da própria vida”.

Leão XIV recebeu no Vaticano os membros do Ordinariado Militar para a Itália por ocasião do seu Centenário.
Leão XIV recebeu no Vaticano os membros do Ordinariado Militar para a Itália por ocasião do seu Centenário.   (@VATICAN MEDIA)

Formação e instrumento de unidade

“A ação do Capelão Militar”, explicou o Papa, “desenvolve-se frequentemente no silêncio, em locais de paz e aqueles de conflito, em instalações militares”, evidenciado neste sentido a importância dos contextos formativos: “lugares nos quais se moldam as consciências”. Recordou ainda que “o Capelão se coloca também a serviço do diálogo entre os povos, as culturas e as religiões, testemunhando uma Igreja que se faz instrumento de unidade”. Contribuindo deste modo para a promoção do bem comum e da paz social, fruto de um paciente trabalho artesanal, que requer formação, justiça e caridade.

Uma vocação, resposta a um chamado que interpela a consciência

“Os homens”, continuou o Papa, “enquanto pecadores, estão e estarão sempre sob a ameaça da guerra até a vinda de Cristo; mas, na medida em que conseguem, unidos no amor, vencer o pecado, eles vencem também a violência”, e nesse horizonte situa-se a missão do militar cristão. “Defender os fracos, tutelar a convivência pacífica, intervir em calamidades, atuar em missões internacionais para guardar a paz e restabelecer a ordem”. Porém, tudo isso não pode reduzir-se a mera profissão: “é uma vocação, resposta a um chamado que interpela a consciência. A identidade do militar é forjada por generosidade, espírito de serviço, altas aspirações e sentimentos profundos”. Tendo sempre presente que, “tais valores exigem um fundamento, um dom da Graça capaz de alimentar a caridade até a dedicação total de si. É necessário, portanto, inspirar com a seiva do Evangelho os códigos, as normas e as missões da vida militar para que, no serviço à segurança e à paz, o bem comum dos povos esteja sempre em primeiro lugar”.

O Evangelho da paz

Por fim, o Papa Leão disse aos presentes que para a promoção do Evangelho da Paz, “o Ordinariado Militar para a Itália, através da cura espiritual, quer ser um laboratório eficaz da ação de Deus em favor do homem, um espaço de formação para a passagem do amor sui ao amor Dei, fundamento daquela Civitas Dei na qual a lei fundamental é a caridade”, e “onde a paz não é apenas ausência de conflito, mas plenitude de justiça, de verdade e de amor”. Nesta perspectiva, o Papa Leão encorajou-os a prosseguirem na realização dos projetos voltados a promover uma reflexão interdisciplinar sobre os desafios do mundo atual, sobre a inculturação da fé, sobre a relação entre Evangelho, cultura, ciências e novas tecnologias.


(vaticannews)