Caminhando
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Nossa Senhora das Mercês na Manhenha, Ilha do Pico
A Ermida de Nossa Senhora das Mercês na Manhenha, situada na freguesia da Piedade (concelho das Lajes do Pico), é um pequeno templo de arquitetura tradicional açoriana localizado junto à zona costeira
Ó Senhora das Merces
Onde vens fazer morada
No terreiro da Manhenha
Perto da água salgada.
Rogai por nós!
Hoje é celebrada Nossa Senhora das Mercês, a Virgem da Misericórdia
Por Redação central
23 de set de 2026 às 22:01
Hoje (24), é celebrada Nossa Senhora das Mercês, que significa “misericórdia”, devoção que remonta ao século XIII, quando Nossa Senhora apareceu a são Pedro Nolasco e o encorajou a seguir libertando os cristãos escravos.
Naquela época, os mouros saqueavam regiões costeiras e levavam os cristãos como escravos para a África. Nessa horrível condição, muitos perdiam a fé por pensar que Deus os tinha abandonado.
Pedro Nolasco, vendo essa situação, vendeu até seu próprio patrimônio para libertar os cativos. Do mesmo modo, formou um grupo para organizar expedições e negociar resgates. Quando o dinheiro acabou, então, pediram esmolas. Entretanto, as ajudas também terminaram.
Foi quando Nolasco pediu a Deus para ajudá-lo. Em resposta, a Virgem apareceu a ele e pediu que fundasse uma congregação para resgatar os cativos.
Nolasco lhe perguntou: “Ó Virgem Maria, Mãe da graça, Mãe de misericórdia, quem poderia acreditar que tu me envias?”.
Maria respondeu dizendo: “Não duvides de nada, porque é vontade de Deus que se funde uma ordem desse tipo em minha honra; será uma ordem cujos irmãos e professos, a imitação de meu filho Jesus Cristo, estarão postos para ruína e redenção de muitos em Israel, isto é, entre os cristãos, e serão sinal de contradição para muitos”.
Diante desse desejo, foi fundada a ordem dos Mercedários no dia 10 de agosto de 1218 em Barcelona, Espanha. São Pedro Nolasco foi nomeado pelo papa Gregório IX como superior geral.
Os integrantes, além dos votos de pobreza, castidade e obediência, faziam um quarto voto em que se comprometiam a dedicar sua vida a libertar os escravos e que ficariam no lugar de um cativo que estivesse em perigo de perder a fé, quando o dinheiro fosse era suficiente para conseguir a libertação.
Mais tarde, no ano 1696, o papa Inocêncio XII fixou o dia 24 de setembro como a festa de Nossa Senhora das Mercês em toda a Igreja.
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Angelus 20 de setembro de 2026
LEÃO XIV
AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Catequese. Os Documentos do Concílio Vaticano II IV. Constituição pastoral Gaudium et spes 4. O sentido da atividade humana no mundo (GS, 33-39)
Irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!
Continuando o nosso percurso sobre a Constituição pastoral Gaudium et spes, do Concílio Ecuménico Vaticano II, chegamos ao terceiro capítulo da primeira parte, que tem um título atraente: «A atividade humana no mundo». A questão fundamental é a seguinte: qual é o valor da atividade humana no mundo e, por conseguinte, do progresso técnico, social e científico? Podemos recordar que, menos de quatro anos depois do encerramento do Concílio, na noite entre 20 e 21 de julho de 1969, o homem teria pisado pela primeira vez a Lua.
Criado à imagem e semelhança de Deus, o ser humano é sujeito de progresso. Com a liberdade e a inteligência, ele amplia os seus conhecimentos, fazendo assim progredir toda a sociedade. Vemo-lo facilmente, considerando as melhorias das condições de vida na sucessão das gerações. Com efeito, diz o Documento, «muitos bens que o homem noutros tempos esperava sobretudo das forças superiores, hoje alcança-os pelos seus próprios meios» (n. 33).
Por isso, alguns pensadores apresentaram o progresso técnico-científico como algo que debilita a relação com Deus, a ponto de a fazer parecer supérflua, ou até antagonista em relação à fé cristã. E esta leitura provocou uma mudança de perspetiva sobre o mundo por parte do homem contemporâneo, em comparação com as épocas precedentes. Tal preconceito afirma-se sobretudo naquela parte da cultura ocidental que perdeu a sua referência à Revelação cristã. Nos humanismos pós-cristãos, o ser humano e Deus são erroneamente apresentados como rivais: para afirmar os seus saberes, a sua liberdade e o seu progresso, o homem deveria emancipar-se de Deus. Mas no fim de contas, negando a relação com Deus, perde-se até a possibilidade de afirmar o valor transcendente da pessoa humana. É o “drama do humanismo ateu”, bem descrito por um importante teólogo do Concílio Vaticano II, Henri de Lubac. [1]
O Concílio deseja oferecer uma resposta clara: «Uma coisa é certa — afirma a Gaudium et spes — para os crentes: (considerada em si mesma) a atividade humana individual e coletiva, aquele imenso esforço com que os homens, no decurso dos séculos, tentaram melhorar as condições de vida, corresponde à vontade de Deus» (n. 34). Aliás, prossegue a Constituição, «longe de pensar que as obras do engenho e poder humano se opõem ao poder de Deus, ou de considerar a criatura racional como rival do Criador, os cristãos devem, pelo contrário, estar convencidos de que as vitórias do género humano manifestam a grandeza de Deus e são fruto do seu desígnio inefável» ( ibid.). Em síntese, Deus colocou nas mãos do homem e da mulher uma criação ainda in statu viae, ou seja, a caminho, em crescimento, a fim de que eles a levem à plenitude mediante a sua sábia atividade. [2]
Aqui há uma importante evocação do mistério da Encarnação. A humanidade — e com ela o trabalho, o progresso e a autonomia das realidades criadas — não é absorvida nem anulada pelo encontro com Deus, mas sim acolhida na sua integralidade, continuando a ser, em Cristo, livre e ativa: com efeito, é n’Ele que ela encontra a plena verdade e liberdade. Além disso, na celebração eucarística, o fruto da labuta humana, representado pelo pão e o vinho, é colocado todos os dias sobre o altar, para ser transformado no Corpo e Sangue de Cristo.
Desta perspetiva surge uma verdade importante: para encontrar Deus, o ser humano não deve abandonar as ocupações terrenas, mas pode viver plenamente a sua vocação, desempenhando bem o trabalho diário e santificando-o. [3] Os cristãos estão envolvidos como todos na edificação da cidade dos homens, tendo em vista a finalidade de todas as coisas e o encontro com Deus, e recordando este fim último àqueles com quem partilham a aventura do progresso, da ciência e da vida.
Certamente, o progresso terreno deve distinguir-se bem do desenvolvimento do reino de Cristo; no entanto, o Concílio afirma que «o progresso [...] na medida em que pode contribuir para a melhor organização da sociedade humana, interessa muito ao reino de Deus. Todos estes valores [...] fruto da natureza e do nosso trabalho, depois de os termos difundido na terra, no Espírito do Senhor e segundo o seu mandamento, voltaremos de novo a encontrá-los, mas então purificados de qualquer mancha, iluminados e transfigurados» (n. 39).
Para concluir recordemos que, para se tornar autêntico desenvolvimento humano — isto é, de todo o homem e de todos os homens — o progresso técnico e científico deve ser animado e orientado pela caridade. Só assim poderá ser colocado sempre em defesa da dignidade do homem e promover as condições de vida de todos, especialmente dos mais desfavorecidos.
Caros irmãos e irmãs, o Concílio Vaticano II convida-nos a partilhar o pão do conhecimento e do saber-fazer, a fim de que cada homem e cada povo possa desenvolver as suas potencialidades e juntos possamos construir, com a ajuda de Deus, um porvir melhor.
Queridos irmãos e irmãs de língua portuguesa, bem-vindos! No desempenho das vossas atividades, defendei sempre a dignidade humana, promovei as condições de vida do próximo e ponde só em Deus toda a esperança. O Senhor vos abençoe, a vós e às vossas famílias!
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Saudações:
Queridos irmãos e irmãs de língua portuguesa, bem-vindos! No desempenho das vossas atividades, defendei sempre a dignidade humana, promovei as condições de vida do próximo e ponde só em Deus toda a esperança. O Senhor vos abençoe, a vós e às vossas famílias!
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Apelo
No próximo domingo, 27 de setembro, celebra-se o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado. Dirijo o meu pensamento aos migrantes e refugiados, especialmente aos menores obrigados a abandonar a própria terra. As crianças e os adolescentes são os mais vulneráveis; muitas vezes vivem sofrimentos indizíveis: violências, torturas, exploração, condições traumáticas e, não raras vezes, perdem a vida ao longo das rotas migratórias. Apelo à responsabilidade de todos: que cada um se sinta envolvido na vida destes jovens, que devem ser sempre tutelados e assistidos.
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Resumo da catequese do Santo Padre:
O terceiro capítulo da Constituição pastoral Gaudium et Spes tem como título “A atividade humana no mundo”, levando a interrogar-nos sobre o valor do trabalho e do desenvolvimento. Alguns pensadores viram o progresso técnico, social e científico como algo que enfraqueceu a vida espiritual, chegando a entender Deus como rival do homem. Os cristãos, porém, estão convencidos que as vitórias da humanidade são antes sinal da grandeza de Deus e fruto do seu misterioso desígnio. Assim, para encontrar Deus, não se devem abandonar as ocupações humanas, mas impregná-las da caridade de Cristo, defendendo sempre a dignidade de cada pessoa, promovendo a vida de todos e construindo um futuro melhor.
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[1] Cf. H. de Lubac, Le drame de l’humanisme athée (1944).
[2] Cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 302, 306, 307.
[3] Cf. São João Paulo II, Homilia por ocasião da canonização de Josemaría Escrivá de Balaguer (6 de outubro de 2002).
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Estas foram as palavras do padre Pio sobre o aborto
Por Redação central
22 de set de 2026 às 02:00
Qual era a opinião do padre Pio sobre o aborto? Em uma conversa que teve com um amigo sacerdote, o santo dos estigmas mostrou que considerava essa prática não apenas o assassinato de um ser humano inocente, mas "um verdadeiro suicídio" para a humanidade.
A famosa história aconteceu no meio de uma conversa entre o padre Pio e o frade franciscano Pellegrino Funicelli, que a descreveu em seu livro "Jack of All Trades of Padre Pio" de 1991.
Na conversa, o padre Funicelli disse ao santo: “Hoje o senhor negou a absolvição a uma mulher porque tinha se submetido voluntariamente a um aborto. Por que foi tão rigoroso com esta pobre infeliz? " (O padre Pio às vezes se recusava a dar a absolvição a um penitente se mostrasse contrição insuficiente; frequentemente voltavam e só dava a absolvição se fossem sinceros).
Padre Pio respondeu: “O dia em que as pessoas perderem o horror pelo aborto será o dia mais terrível para a humanidade. O aborto não é apenas um homicídio, é também um suicídio. Não deveríamos ter a coragem de manifestar nossa fé diante daqueles que cometem dois crimes em um só ato?”.
"Suicídio?", perguntou o padre Pellegrino.
“O suicídio da raça humana será compreendido por aqueles que verão a terra povoada por idosos e despovoada de crianças: Queimados como um deserto”, respondeu padre Pio.
Mais de seis milhões morreram na Itália desde que o aborto foi legalizado em 1978 no país natal do padre Pio.
Publicado originalmente em National Catholic Register.
Frases emblemáticas do padre Pio
Por Redação central
22 de set de 2026 às 01:00
Padre Pio será lembrado durante muito tempo por seus inúmeros ensinamentos espirituais, que foram materializados em dezenas de frases emblemáticas ao longo de sua vida. A seguir, 15 delas selecionadas do National Catholic Register.
1. A sociedade de hoje não reza, por isso está desmoronando.
2. A oração é a melhor arma que possuímos, a chave que abre o coração de Deus.
3. Ore, espere e não se preocupe. A preocupação é inútil. Nosso Senhor misericordioso escutará a sua oração.
4. Seria mais fácil para o mundo existir sem o sol do que sem a Santa Missa.
5. Mil anos de desfrutar da glória humana não valem nem uma hora na doce comunhão com Jesus no Santíssimo Sacramento.
6. Na vida espiritual, quem não avança retrocede. Acontece como um barco que sempre deve seguir adiante. Se parar, o vento o fará voltar.
7. Você deve falar a Jesus também com o coração, além dos lábios; na verdade, em certos casos, deve falar com Ele apenas com o coração.
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8. Sempre devemos ter coragem, e se nos chega alguma apatia espiritual, corramos aos pés de Jesus no Santíssimo Sacramento e coloquemo-nos no meio dos perfumes celestiais, e sem dúvida recuperaremos nossa força.
9. Faz algum tempo que você não ama o Senhor? Não o ama agora? Não anseia amá-lo para sempre? Portanto, não temas! Ainda admitindo que cometeu todos os pecados deste mundo, Jesus repete: “Muitos pecados lhe são perdoados porque muito amou”.
10. Não se preocupe com as coisas que causam preocupação, desordem e ansiedade. Apenas uma coisa é necessária: Elevar seu espírito e amar a Deus.
11. Onde não há obediência, não há virtude; não há bondade nem amor. E onde não há amor, não há Deus. Sem Deus, não podemos alcançar o Céu. Essas virtudes formam uma escada; se falta um passo, caímos.
12. Os melhores meios para se proteger da tentação são os seguintes: cuidar dos seus sentidos para salvá-los da tentação perigosa, evitar a vaidade, não deixar seu coração se exaltar, convencer-se do mal da complacência, fugir do ódio, rezar sempre que possível. Se a alma soubesse o mérito que se adquire nas tentações sofridas com paciência e vencidas, seria tentada a dizer: Senhor, envia-me as tentações.
13. É necessário proteger todos os seus sentidos, especialmente seus olhos: são os meios pelos quais toda a fascinação e o encanto da beleza e da voluptuosidade entram no coração. Quando a moda, como em nossa época, é voltada para a provocação e expõe o que antes era incorreto pensar, é preciso ter precaução e autocontrole. Sempre que necessário, deve olhar sem ver e ver sem pensar.
14. Deve lembrar que tem no céu não apenas um pai, mas também uma mãe. Portanto, vamos recorrer a Maria. Ela é toda doçura, misericórdia, bondade e amor para nós porque é nossa mãe.
15. O amor e o medo devem ir unidos, o medo sem amor converte-se em covardia. O amor sem medo converte-se em presunção. Quando há amor sem medo, o amor corre sem prudência e sem restrições, sem se preocupar para onde vai.
(acidigital)