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terça-feira, 21 de julho de 2026
segunda-feira, 20 de julho de 2026
Papa Leão, Angola, três meses depois ... (I)
Tony Neves CSSp, em Angola
África, reserva de esperança
O resultado final foi fantástico e, por isso, tenho a alegria de partilhar esta seleção de provocações papais, feitas no Kilamba, na Muxima, no Saurimo, na Senhora de Fátima ou no Palácio Presidencial. Dada a quantidade (e qualidade) das reações, publico duas crónicas sobre esta visita tão marcante como estimulante para o futuro do país.
“África é, para o mundo inteiro, uma reserva de alegria e esperança’ – eis a escolha de D. Belmiro Chissengueti, o coordenador-geral da visita do Papa. A mesma frase foi sublinhada pela Irmã Florência Cassinda, pelo P. Alexandre Tchombe, pela Irmã Laurinda Severino, por Paula Gustavo e Alexandre Chombe. Acrescentaram Maria Mussolovela e o P. António Quimino: ‘…que eu não hesitaria em definir como virtudes políticas’. Ou então – como destacou Cristina Afonso - ‘a alegria e a esperança, frequentemente vistas como sentimentos privados, são, na verdade, forças sociais poderosas. Elas contrariam a resignação e o isolamento. Pelo contrário, a tristeza e o medo podem tornar as pessoas vulneráveis à manipulação, ao fanatismo e à divisão’ . A Irmã Júlia Clementina cita assim o Papa: ‘Nesta cena do Evangelho (discípulos de Emaús), vejo refletida a história de Angola, deste país belíssimo e ferido, que tem fome e sede de esperança, de paz e de fraternidade’.
Não ter medo do futuro
A Irmã Tecla Chitula dá continuidade diz: ‘Hoje é necessário olhar para o futuro com esperança e construir a esperança do futuro, não tenhais medo de o fazer’. Alzira Simões, o P. Cândido Luhuma e Gualberto Domingos insistem: ‘Juntos, podeis fazer de Angola um projeto de esperança’; Leonardo Pinto dá força ao desafio do Papa: ‘a história do vosso país, as consequências ainda difíceis que suportais, os problemas sociais e económicos e as diversas formas de pobreza exigem a presença de uma Igreja que saiba estar próxima no caminho e saiba ouvir o clamor dos seus filhos. Uma Igreja que, com a luz da Palavra e o alimento da Eucaristia, saiba reavivar a esperança perdida’. As escolhas de Leila Dias e de Chimerem Mbadugha vão na mesma linha: ‘Nós podemos e queremos construir um país onde as antigas divisões sejam superadas para sempre, onde o ódio e a violência desapareçam, onde a chaga da corrupção seja curada por uma nova cultura de justiça e partilha. Só assim será possível um futuro de esperança’.
Contra a lógica extrativista
A Irmã Elisabeth Cassongo e o P. Felisberto Sakulukusu salientaram: ‘O verdadeiro líder é aquele que tem a humildade de ouvir o seu povo e a firmeza de colocar a vida humana acima de qualquer lucro imediato’. O P. David Sandambongo, Óscar Freitas e Borges Pongolola defendem que não se pode permitir que Angola continue a ser tratada como um terreno de saque e citam o Papa: ‘caríssimos, referia-me às riquezas materiais nas quais, inclusivamente no vosso país, interesses prepotentes põem as mãos. Quanto sofrimento, quantas mortes, quantas catástrofes sociais e ambientais acarreta esta lógica extrativista!’. Por sua vez, Arminda Camati, o P. Jerónimo Lubongo e o P. Pascoal Domingos fizeram opção por esta partilha: ‘Desejo ouvir e encorajar aqueles que já escolheram o bem, a justiça, a paz, a tolerância e a reconciliação. Ao mesmo tempo, com milhões de homens e mulheres de boa vontade que constituem a principal riqueza deste país, pretendo também invocar a conversão dos que, escolhendo caminhos opostos, impedem o seu desenvolvimento harmonioso e fraterno’.
Em jeito de conclusão
Termino com duas seleções marcantes: O P. Alberto Tchindemba e a Irmã Júlia Capela escolheram: ‘quando a injustiça corrompe os corações, o pão de todos torna-se propriedade de poucos’. Por sua vez, o P. Celestino Epalanga (da Comissão Justiça e Paz da CEAST), Gustavo Silva, o P. Joaquim Kapango, o P. Arnaldo Loureiro, o P. Amílcar Gonga, o P. Alfredo Mavinga, António Faria e Félix Lussasse optaram por este pedido do Papa: ‘Colocai o bem comum acima do das partes, não confundindo nunca a vossa parte com o todo’.
E muitas outras palavras do Papa Leão foram sublinhadas…terão o seu espaço na próxima crónica. Dada a sua importância, não perderão pela demora!
( vaticannews)
Ucrânia: Gallagher em Maidan no memorial em homenagem às vítimas de 2014 e da guerra
Roberto Paglialonga – enviado a Kiev
Com a homenagem no memorial às vítimas da revolução de Maidan de 2013-2014 e da guerra – desencadeada pela Rússia em 2014 e que se intensificou ainda mais em fevereiro de 2022 –, teve início esta segunda-feira, 20 de julho, em Kiev, o quinto e último dia da missão na Ucrânia do arcebispo Paul Richard Gallagher, secretário das Relações com os Estados e as Organizações Internacionais da Santa Sé. Gallagher é o enviado especial do Papa Leão para as celebrações no santuário carmelitano de Berdychiv (a 180 quilômetros a leste da capital) por ocasião do 35º aniversário da reabertura das estruturas da Igreja católica de rito latino no país. A Missa no gramado em frente ao santuário dedicado a Maria, Mãe de Deus, foi celebrada no domingo, 19 de julho, diante de mais de 3 mil pessoas.
Encontros com o presidente Zelensky e o ministro das Relações Exteriores
A visita ao memorial, localizado nas proximidades de Maidan, contou com a presença do ministro interino das Relações Exteriores, Andrij Sibyha, com quem Gallagher manteve posteriormente uma reunião bilateral. Durante as conversações, foi reiterada a proximidade da Santa Sé ao povo ucraniano, especialmente neste momento de guerra, com a esperança de que se chegue o quanto antes a uma paz justa e duradoura. Mais tarde, ainda pela manhã, ocorreu o encontro com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
A reunião com o Conselho Pan-ucraniano das Igrejas e Organizações Religiosas
Na noite deste domingo foi realizada uma reunião com o Conselho Pan-ucraniano das Igrejas e Organizações Religiosas. Seus representantes falaram sobre os desafios que enfrentam constantemente, juntamente com a população, e sobre a colaboração positiva estabelecida entre as diversas denominações religiosas. O principal problema, explicaram, continua sendo, evidentemente, a guerra. “As pessoas estão cansadas, exaustas”, ressaltaram, “mas, mesmo assim, tentamos viver com dignidade e com a vontade de recomeçar a cada dia. Ninguém mais do que nós deseja a paz, mas deve ser uma paz justa”. Ao agradecerem à Santa Sé e ao núncio apostólico, Visvaldas Kulbokas, pelo trabalho, pela proximidade constante e pela ajuda nestes tempos de conflito, eles reiteraram a importância de continuarem a ser apoiados espiritualmente e na oração, destacando, porém, também a necessidade de poder solicitar aos líderes políticos, por meio da diplomacia, um compromisso cada vez maior para chegar ao fim do conflito.
A isenção dos religiosos do serviço militar
O resultado alcançado pelo Conselho com o objetivo de garantir a isenção dos ministros sagrados da convocação para o serviço militar foi significativo. “O governo e as autoridades políticas demonstraram compreender a importância das Igrejas, reconhecendo seu papel como serviços essenciais à pessoa e de apoio à população”, declararam. Gallagher expressou seu incentivo pelos resultados concretos alcançados, que nem sempre são dados por certo, sobretudo em tempos de guerra.
Papa: não nos esqueçamos de quem sofre e morre por causa dos conflitos
Alessandro Di Bussolo – Cidade do Vaticano
Da entrada do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, onde passa um período de repouso durante o período de verão - interrompido apenas por alguns eventos públicos e pela oração pública do Angelus dominical - o Papa, após a oração mariana deste domingo, volta mais uma vez seu pensamento para os muitos conflitos que ainda ocorrem em todo o mundo:
Continuamos a acompanhar com preocupação o que está acontecendo em vários países dilacerados pela guerra e pela violência. Não nos esqueçamos daqueles que sofrem e morrem por causa dos conflitos, e ao generoso compromisso pela paz, unamos também a nossa oração.
Relatos de vítimas na Ucrânia e novos ataques no Irã e no Kuwait
Mais uma vez, há relatos de vítimas no conflito na Ucrânia, com a capital Kiev atingida por um ataque maciço de mísseis russos, que teria resultado em uma morte e dezenas de feridos. Enquanto isso, o exército ucraniano reivindica operações contra alvos militares russos no Mar Negro e no Mar de Azov.
Ao mesmo tempo, novos bombardeios dos EUA foram relatados no sul do Irã, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra instalações militares americanas no Kuwait. O Curdistão iraquiano também foi envolvido. Washington relacionou a nova ofensiva ao ataque da última sexta-feira contra a base aérea de Muwaffaq al Salti, na Jordânia, que matou dois soldados estadunidense e deixou um terceiro desaparecido.
Saudações aos moradores de Castel Gandolfo e peregrinos
Leão XIV renova suas saudações e agradecimentos a todos os moradores de Castel Gandolfo e acolhe com alegria os peregrinos "que vêm de todas as partes do mundo!" Ele saúda em particular a Comunidade Cenacolo de Madre Elvira, reunida em Saluzzo para a Festa da Vida, o Movimento Novas Famílias do Movimento dos Focolares, reunido para a Escola Internacional, os estudantes mexicanos que participam da Escola de Verão da APRA e o grupo Catholic Worldview Fellowship.
Em inglês, saúda então os jovens adultos do Regnum Christi, que participam de um curso internacional para formadores, e os australianos que participam da "Peregrinação do Leão", acompanhados pelo bispo auxiliar Anthony Percy de Sydney.
Por fim, saúda as famílias e crianças das Irmãs da Caridade da Assunção de Roma, os jovens da paróquia de San Salvatore in Gerusalemme, o grupo de jovens da paróquia de Sant'Agostino di Bovolenta e os peregrinos da Academia Litúrgica de Rzeszów.
(vaticannews)
Dez belas amizades de santos na história da Igreja
Por Redação central
20 de jul de 2026 às 01:00
Um amigo fiel “não tem preço, e o seu valor é incalculável, é remédio que cura, e os que temem ao Senhor o encontrarão”, diz a Bíblia no capítulo 6 do livro de Eclesiástico.
Esses santos descobriram esse tesouro e testemunharam ao mundo que é possível ter uma amizade bonita, fecunda e centrada no Senhor. A seguir, apresentamos dez belas amizades de santos na história da Igreja.
1. São Francisco e santa Clara de Assis
A amizade desses dois santos italianos é uma das mais conhecidas na Igreja Católica.
Quando são Francisco de Assis conheceu santa Clara, tomou a decisão de “retirar do mundo malvados tão precioso dom para enriquecer com ele o seu Divino Mestre”. Em 1212, a jovem fugiu da sua casa para consagrar-se a Deus na igreja de são Damião e prometeu obedecer Francisco em tudo.
Logo depois, ela fundou a ordem das clarissas e cuidava dos doentes que Francisco lhe enviava. Em 1225, atendeu o seu amigo, que sofria devido aos estigmas e cuja saúde havia piorado.
Francisco, antes de morrer em 1226, enviou uma mensagem de encorajamento a santa Clara para que não desanimasse com a sua partida.
2. São João Paulo II e santa Teresa de Calcutá
A amizade entre o papa polonês e a fundadora albanesa das missionárias da caridade é uma das que mais comove os fiéis na atualidade. São João Paulo II costumava chamá-la de “minha mãe”.
O papa peregrino desenvolveu a sua vocação religiosa em meio à guerra e ao comunismo, enquanto ela descobriu o seu chamado a servir os mais necessitados em Calcutá, uma das cidades mais pobres da Índia.
Santa Teresa de Calcutá o visitou várias vezes no Vaticano e em 1986 o papa viajou à Índia, onde conheceu o asilo “Nirmal Hriday” (Sagrado Coração) que ela fundou. A religiosa expressou que este era “o dia mais feliz” da sua vida.
3. São Vicente de Paulo e santa Luísa de Marillac
O principal motor da vida destes santos franceses foi a caridade. Aos 36 anos, são Vicente de Paulo sentiu o chamado a servir os pobres.
Decidiu fundar a Congregação da Missão (Vicentinos) para evangelizar os mais necessitados e trabalhar na formação do clero.
Alguns anos depois, conheceu uma corajosa e determinada viúva chamada Luísa de Marillac. O santo decidiu dar-lhe uma formação espiritual e juntos fundaram em 1633 a Companhia das Filhas da Caridade.
4. Santa Teresa do Menino Jesus e santa Elisabete da Trindade
Santa Teresa de Lisieux e santa Elisabete da Trindade foram duas religiosas carmelitas francesas cuja amizade se baseava em sua profunda vida espiritual.
Elas se conheceram no carmelo de Dijon, localizado no leste da França. Elisabete, conhecida como a “irmã espiritual” de santa Teresa, escreveu diversos livros sobre a Santíssima Trindade.
Ambas desejavam fervorosamente chegar ao céu e estar junto com o seu amado Jesus. Elas morreram antes de completar 30 anos de idade. Santa Teresa de Lisieux morreu em 1897 e a sua amiga, nove anos depois.
5. Santa Rosa e são Martinho de Lima
Estes são os dois santos mais importantes do Peru e se tornaram conhecidos pelo seu testemunho de humildade e serviço aos mais necessitados. Segundo a tradição, ambos foram batizados na igreja de são Sebastião, com dois anos de diferença, e receberam o sacramento da Crisma das mãos de santo Toríbio de Mogrovejo, o segundo arcebispo de Lima.
Ambos cresceram em amizade enquanto atendiam os doentes e escravos da cidade. Além disso, pertenciam à ordem dos dominicanos. Santa Rosa de Lima era terciária, enquanto são Martinho era religioso.
6. Santo Inácio de Loyola e são Francisco Xavier
Estes dois santos espanhóis se conheceram na Universidade de La Sorbona em Paris, França. Santo Inácio de Loyola tinha aproximadamente 33 anos quando seu discípulo são Pedro Fabro o apresentou a são Francisco Xavier.
A princípio, Francisco considerou Inácio antipático, porque sempre repetia a frase de Cristo: “Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”. Pouco a pouco, o jovem deixou de lado a sua vaidade e fez os exercícios espirituais criados pelo fundador da Companhia de Jesus (jesuítas).
Em 1540, o papa Paulo III aprovou a criação da ordem e santo Inácio foi escolhido como seu primeiro superior geral, enquanto são Francisco Xavier partiu como missionário para Índia e Japão.
7. Santa Teresa d'Ávila e são João da Cruz
Teresa era uma jovem sonhadora e determinada quando fez seus votos no Carmelo, em 1536, aos 21 anos de idade. No Carmelo, percebeu que as carmelitas na Espanha e em outros lugares tinham diminuído e se converteram em um centro social para todos os que desejavam uma vida fácil e relaxada.
Quando começou a encontrar os novos conventos carmelitas, conheceu um jovem frade chamado João e depois de entrevistá-lo, convidou-o a fazer parte da reforma do carmelo a fim de revitalizar o carisma original de pobreza e da oração.
Esses amigos também escreveram lindos poemas que são baseados em suas provações e alegrias espirituais. O mais conhecido de santa Teresa d'Ávila é “Nada te turbe” e de são João Cruz é “A noite escura da Alma”.
8. São João Bosco e são Domingos Sávio
Após ser ordenado sacerdote em 1841, são João Bosco criou um oratório onde reuniu centenas de jovens para formá-los. Naquela época, um sacerdote o apresentou a um menino chamado Domingos. O santo ficou impressionado com a vida espiritual e a alegria do menino. Por isso, decidiu acolhê-lo e tornou-se seu diretor espiritual.
Em uma noite, dom Bosco o encontrou tremendo de frio na cama e coberto apenas com um lençol. Quando chamou a atenção de são Domingos Sávio, o menino brincou dizendo: “Nosso Senhor não pegou nenhuma pneumonia no estábulo em Belém”.
Domingos morreu em 1857. Dois anos depois, dom Bosco fundou a ordem dos salesianos junto com um grupo de jovens.
9. São Cornélio e são Cipriano
O papa são Cornélio e o bispo de Cartago, são Cipriano, testemunharam sua fé durante a perseguição que sofreram por parte do Império Romano.
Este papa enfrentou o sacerdote Novaciano, que proclamou a heresia de que a Igreja Católica não tinha o poder para perdoar os pecados. O santo o enfrentou e foi apoiado neste debate pelo seu amigo são Cipriano.
São Cornélio foi enviado ao exílio e morreu decapitado em 253. Por sua parte, São Cipriano foi martirizado da mesma maneira cinco anos depois.
10. Santas Felicidade e Perpétua
Perpétua era uma jovem mãe de 22 anos, de família rica e Felicidade era a sua escrava. Elas foram presas por serem cristãs.
Na prisão, Felicidade deu à luz a uma menina e os cristãos ajudaram para que Perpétua pudesse permanecer com seu bebê durante os seus últimos dias de vida.
Receberam a comunhão antes de serem jogadas a uma vaca selvagem e morrer decapitadas em 203. Os cristãos criaram a filha da Felicidade, enquanto as tias e a avó de Perpétua foram responsáveis pela educação do seu filho.
- (acidigital)