Caminhando
terça-feira, 7 de abril de 2026
segunda-feira, 6 de abril de 2026
Qual é a relação do coelho e do ovo de Páscoa com a fé católica?
Coelho e ovos de Páscoa | Pixabay (Domínio público)
Por Redação central
5 de abr de 2026 às 04:00
Ao concluir a Semana Santa, aparece a tradição do coelho e dos ovos de Páscoa, geralmente feitos de chocolate, e muitos se perguntam se estes símbolos têm alguma relação com a fé católica.
Esta dúvida compartilhada por muitos fiéis ocorre por causa do processo de secularização que aos poucos foi tirando destes elementos o caráter religioso, assim como aconteceu com a figura de são Nicolau de Bari, na qual se inspirou o “Papai Noel”, ou a ideia do “espírito” de Natal que querem vender.
O ovo da Páscoa
O ovo era considerado pelos primeiros cristãos como símbolo da Ressurreição de Jesus. Na Idade Média, quando chegava a Páscoa, os ovos eram pintados coloridos e considerados como objetos muito preciosos.
No século XVII, o papa Paulo V abençoou o ovo em uma oração, talvez para abandonar a proibição decretada pela Igreja no século IX de consumi-los durante a Quaresma.
A chegada da Páscoa significava o fim da abstenção. Pode-se dizer que faziam a festa dos ovos para expressar a volta à alegria. Com o passar do tempo, esta proibição foi anulada, mas o costume de celebrar a Páscoa consumindo e dando ovos se manteve.
Através de sua reflexão diária "Punto de Vista" (Ponto de Vista), o ex-diretor do Grupo ACI, Alejandro Bermúdez, disse que em alguns países europeus, como na Itália, no Domingo de Ramos muitas famílias levam ovos para a igreja para abençoá-los e consumi-los na Domingo da Ressurreição.
Também comentou que nas igrejas dos Estados Unidos as crianças realizam uma caça aos ovos de chocolate ou de plástico com doces dentro. "Faz-se em um clima pascal, é pela alegria da ressurreição do Senhor, que é doce. Para eles, é um dia especial porque seus pais não brigam porque vão comer doces, mas permitem. Então há um poder catequético nesses símbolos".
Alejandro Bermúdez ressaltou que o ovo de Páscoa e o coelho são "símbolos que não podemos rejeitar, mas recuperá-los" em seu conteúdo cristão.
O coelho da Páscoa
A origem da tradição do coelho da Páscoa vem do fato de que, antigamente, a figura do coelho silvestre era utilizada como recurso na catequese para falar sobre como deveria ser o caminho do cristão para a ressurreição.
As patas traseiras do coelho são grandes, poderosas e servem para subir terrenos inclinados. Por outro lado, as patas dianteiras são pequenas e fracas.
"Essas patas facilitam a subida do coelho, mas dificultam a sua descida. Isso era utilizado para representar o caminho da vocação do cristão. Deve ter receio de ir para baixo em sua vida moral, mas, ao mesmo tempo, deve ser pronto e ágil para ir para cima, em direção à ressurreição do Senhor”.
Os papas e os ovos de Páscoa
Em 2009, o papa Bento XVI enviou centenas de ovos de Páscoa para crianças vítimas do terremoto que atingiu a cidade de Áquila, no centro da Itália, deixando 300 mortos. Em 2012, um grupo de artesãos da cidade italiana de Cremona deu a Bento XVI um ovo de Páscoa de chocolate gigante que tinha 2,5 metros de altura e 250 quilos. O papa recebeu o presente e o doou aos jovens detidos na Prisão Casal del Marmo, de Roma.
Em 2014, o papa Francisco enviou 150 ovos de Páscoa ao Hospital Pediátrico Bambino Gesù (Menino Jesus) para alegrar as crianças com câncer. Em 2017, enviou vários pacotes com ovos de Páscoa para as crianças que estão no centro de acolhida da Cáritas Roma.
(acidigital)
Por que rezamos o Regina Coeli e não o Ângelus no tempo Pascal
Madonna col Bambino (a Virgem e o Menino), de Filippo LippiPor Redação central
5 de abr de 2026 às 02:00
Durante o tempo pascal, a Igreja Universal se une em alegria por meio da oração do Regina Coeli ou Rainha do Céu, junto à Mãe de Deus, pela ressurreição de seu Filho Jesus Cristo, acontecimento que marca o maior mistério da fé católica.
A oração da antífona do Regina Coeli foi estabelecida pelo papa Bento XIV em 1742 e substitui durante o tempo pascal, da celebração da ressurreição até o dia de Pentecostes, a oração do Ângelus cuja meditação central é o mistério da Encarnação.
Assim como o Ângelus, o Regina Coeli é rezado três vezes ao dia: ao amanhecer, ao meio dia e ao entardecer como uma forma de consagrar o dia a Deus e à Virgem Maria.
Não se conhece o autor desta composição litúrgica que remonta ao século XII e era repetido pelos Frades Menores Franciscanos depois das completas na primeira metade do século seguinte popularizando-a e difundindo-a por todo mundo cristão.
A oração
V. Rainha do Céu, alegrai-vos, Aleluia!
R. Porque Aquele que merecestes trazer em Vosso ventre, Aleluia!
V. Ressuscitou como disse, Aleluia!
R. Rogai por nós a Deus, Aleluia!
V. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, Aleluia!
R. Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia!
Oremos:
Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei-nos, Vos suplicamos, que por sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio agora e sempre. Amém. (Três vezes).
Regina Caeli, 06 de abril de 2026 - Papa Leão XIV
PAPA LEÃO XIV
REGINA CAELI
Praça de São Pedro
Segunda-feira, 6 de abril de 2026
Queridos irmãos e irmãs, Cristo ressuscitou! Feliz Páscoa!
Esta saudação, repleta de maravilha e alegria, irá acompanhar-nos durante toda a semana. Ao festejar o dia novo que o Senhor fez para nós, a liturgia celebra a entrada da criação inteira no tempo da salvação: em nome de Jesus, o desespero da morte é eliminado para sempre.
O Evangelho de hoje (Mt 28, 8-15) convida-nos a escolher entre dois relatos: ou o das mulheres, que encontraram o Ressuscitado (v. 9-11), ou o dos guardas, que foram subornados pelos chefes do sinédrio (v. 11-14). As primeiras anunciam a vitória de Cristo sobre a morte; os segundos anunciam que a morte vence sempre e em qualquer caso. Na versão destes, Jesus não ressuscitou, mas o seu cadáver foi roubado. A partir de um único dado, o túmulo vazio, surgem duas interpretações: uma é fonte de vida nova e eterna, a outra de morte segura e definitiva.
Este contraste leva-nos a refletir sobre o valor do testemunho cristão e sobre a honestidade da comunicação humana. Com efeito, muitas vezes, a narrativa da verdade é ofuscada pelas fake news, como se diz hoje, ou seja, por mentiras, insinuações e acusações infundadas. Perante tais obstáculos, porém, a verdade não permanece escondida, pelo contrário: vem ao nosso encontro, viva e resplandecente, iluminando as trevas mais densas. Tal como disse às mulheres que chegaram ao sepulcro, também a nós Jesus diz hoje: «Não temais! Ide anunciar» (v. 10). Ele próprio se torna, assim, a boa nova a testemunhar no mundo: a Páscoa do Senhor é a nossa Páscoa, a Páscoa da humanidade, porque este homem, que morreu por nós, é o Filho de Deus, que deu a sua vida por nós. Assim como o Ressuscitado, sempre vivo e presente, liberta o passado dum fim destrutivo, também o anúncio pascal salva do sepulcro o nosso futuro.
Caríssimos, como é importante que este Evangelho chegue sobretudo a quantos são oprimidos pela maldade que corrompe a história e confunde as consciências! Penso nos povos atormentados pela guerra, nos cristãos perseguidos por causa da sua fé, nas crianças privadas de instrução. Anunciar, em palavras e obras, a Páscoa de Cristo significa dar nova voz à esperança, caso contrário fica asfixiada às mãos dos violentos. Na verdade, ao ser proclamada no mundo, a Boa Nova ilumina qualquer tipo de sombra, em todos os tempos.
À luz do Ressuscitado, recordemos hoje com especial carinho o Papa Francisco, que na segunda-feira de Páscoa do ano passado entregou a sua vida ao Senhor. Ao fazermos memória do seu grande testemunho de fé e amor, rezemos juntos à Virgem Maria, Sede da Sabedoria, para que possamos tornar-nos, cada vez mais, anunciadores luminosos da verdade.
_______________________
Depois do Regina Caeli:
Queridos irmãos e irmãs!
Saúdo cordialmente todos vós, queridos peregrinos vindos de Itália e de diversos países. Saúdo, em particular, os jovens do Arciprestado de Appiano Gentile. Lembro todos os que, em diferentes partes do mundo, participam nas iniciativas promovidas por ocasião do Dia Internacional do Desporto para o Desenvolvimento e a Paz, renovando o apelo para que o desporto, com a sua linguagem universal de fraternidade, seja um espaço de inclusão e de paz.
Agradeço a quantos, nestes dias, me fizeram chegar mensagens de felicitações pela Santa Páscoa. Agradeço-lhes especialmente as orações. Que, por intercessão da Virgem Maria, Deus recompense cada um com os seus dons!
Desejo que vivais com alegria e fé esta Segunda-feira de Páscoa e estes dias da Oitava da Páscoa, em que se prolonga a celebração da Ressurreição de Cristo. Continuemos a invocar o dom da paz para todo o mundo.
Feliz Segunda-feira de Páscoa!
Copyright © Dicastério para a Comunicação - Libreria Editrice Vaticana
Hoje a Igreja Católica celebra a “Segunda-feira do Anjo”
Segunda-feira do AnjoPor Redação central
6 de abr de 2026 às 00:01
Hoje (6), segunda-feira da Páscoa, a Igreja celebra a chamada “Segunda-feira do Anjo”, que recebe este nome porque foi precisamente um anjo que, no sepulcro, anunciou às mulheres que Jesus tinha ressuscitado.
Em um dia como hoje, em 2017, Vatican News recordou a explicação dada por são João Paulo II em 1994.
“Por que se chama assim?”, perguntou o papa, colocando em evidência a necessidade de destacar a figura daquele anjo, que disse das profundezas do sepulcro: “Ele ressuscitou”.
Estas palavras “eram muito difíceis de pronunciar, de expressar, para uma pessoa. Além disso, as mulheres que foram ao sepulcro, o encontraram vazio, mas não puderam dizer ‘ressuscitou’; só afirmaram que o sepulcro estava vazio. Mas o anjo disse: ‘Ele não está aqui, ressuscitou’”.
Assim narra o evangelho de Mateus: “Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia. Ide pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dentre os mortos. E eis que ele vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis. Eis que os disse” (Mt 28, 5-7).
Os anjos são servidores e mensageiros de Deus. Como criaturas puramente espirituais, têm inteligência e vontade: são criaturas pessoais e imortais. Superam a perfeição de todas as criaturas visíveis.
O resplendor da sua glória testemunha isso: Cristo é o centro do mundo dos anjos e estes lhe pertencem, ainda mais, porque os tornou mensageiros do seu plano de salvação.
A partir de hoje, até o final da Páscoa no dia de Pentecostes, se reza a oração do Regina Coeli em vez da Oração do Ângelus.
O papa Bento XVI, em 2009, disse que o “Alegrai-vos” Maria pronunciado pelo anjo é um convite à alegria: “Gaude et laetare, Virgem Maria, aleluia, quia Surrexit Dominus vere, aleluia”, “Alegrai-vos e exultai, Virgem Maria, aleluia, pois o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia”.