quarta-feira, 24 de junho de 2026

A Eucaristia sustenta os fiéis em meio ao medo e ao sofrimento, diz Leão XIV

 


Papa Leão XIV saúda 120 mil pessoas reunidas no estádio Japoma, em Douala, Camarões, para uma missa papal em 17 de abril de 2026 ??
Papa Leão XIV saúda hoje (17) 120 mil pessoas reunidas no estádio Japoma, em Douala, Camarões, para uma missa papal. | George Wirnkar/ACI Africa
 

O alimento físico não basta, a alma precisa do alimento da Eucaristia, que sustenta os fiéis em tempos de medo e sofrimento, disse hoje (17) o papa Leão XIV numa missa em Douala, Camarões.

Celebrando missa para cerca de 120 mil pessoas do lado de fora do estádio Japoma, na capital econômica de Camarões, o papa disse em sua homilia que o milagre da multiplicação dos pães e peixes por Jesus Cristo é um sinal de que Ele veio para servir com amor, não para dominar.

O milagre “mostra-nos não só como Deus alimenta a humanidade com o pão da vida, mas também como podemos levar esse alimento a todos os homens e mulheres que, tal como nós, têm fome de paz, liberdade e justiça", disse Leão XIV.

“Cada gesto de solidariedade e perdão, cada iniciativa de bem é um pedaço de pão para a humanidade necessitada de cuidados”, disse o papa.

“E, no entanto, isto não basta”, disse ele. “Na verdade, ao alimento que nutre o corpo é necessário unir, com igual caridade, o alimento da alma, que nutre a nossa consciência, que nos sustenta na hora sombria do medo, nas trevas do sofrimento. Esse alimento é Cristo, que sempre alimenta em abundância a sua Igreja e com o seu Corpo nos fortalece ao longo do caminho”.

Leão XIV celebrou missa em francês em Douala, no seu terceiro dia nos Camarões. Amanhã (18), ele celebrará missa na capital do país, Iaundê, antes de partir para o terceiro país da sua viagem apostólica na África — Angola.

Em sua homilia, proferida principalmente em francês, o papa falou sobre o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, comparando a multidão do Evangelho às pessoas presentes na missa.

“O Evangelho que acabamos de ouvir (Jo 6, 1-15) é palavra de salvação para toda a humanidade”, disse ele. “Por toda a parte se proclama hoje essa Boa Nova, que para a Igreja nos Camarões ressoa como um anúncio providencial do amor de Deus e da nossa comunhão”.

Descrevendo a cena do Evangelho, o papa Leão XIV focou na multidão e na falta de comida: “Jesus pede-nos hoje, tal como pediu então aos seus discípulos: de que modo resolveis esse problema? Olhai quanta gente faminta, oprimida pelo cansaço. O que fazeis?”

O papa disse que essa questão diz respeito a todos: “Essa pergunta é dirigida a cada um de nós: é dirigida aos pais e mães que cuidam das suas famílias. É dirigida aos pastores da Igreja, que velam pelo rebanho do Senhor. É dirigida a todos os que têm a responsabilidade social e política de olhar pelo povo e pelo seu bem. Cristo dirige essa pergunta aos poderosos e aos fracos, aos ricos e aos pobres, aos jovens e aos idosos, porque todos sentimos fome da mesma maneira”.

“Essa carência nos lembra que somos criaturas”, disse ele. “Precisamos de comer para viver. Não somos Deus: mas, precisamente, onde está Deus perante a fome das pessoas?”

Falando sobre a resposta de Cristo, Leão XIV sublinhou o significado da gratidão e da partilha: “Enquanto aguarda as nossas respostas, Jesus dá a sua: «Tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os pelos que estavam sentados, tal como os peixes, e eles comeram quanto quiseram» (v. 11). Um grave problema é resolvido abençoando a pouca comida que há e repartindo-a por todos os que têm fome”.

Ele disse que o milagre é que “há pão para todos se for dado a todos”.

“Há pão para todos se for tomado não com uma mão que se apodera, mas com uma mão que doa”, disse o papa.

Referindo-se à missa que estava sendo celebrada, Leão XIV falou sobre seu poder transformador como “uma fonte de uma fé renovada, pois Jesus está presente no meio de nós".

“O Sacramento não reaviva uma memória distante no tempo, mas realiza uma companhia que nos transforma, porque nos santifica”, disse ele.

“Em torno da Eucaristia, esta mesma mesa torna-se anúncio de esperança nas provações da história e nas injustiças que vemos à nossa volta”, disse Leão XIV. “Torna-se sinal da caridade de Deus, que em Cristo nos convida a partilhar o que temos, para que seja multiplicado na fraternidade eclesial”.

Em inglês, o papa Leão XIV falou aos jovens, pedindo-lhes que “sejam em primeiro lugar, os rostos e as mãos que levam ao próximo o pão da vida: alimento de sabedoria e de libertação de tudo aquilo que não nos nutre, mas que, pelo contrário, confunde os nossos bons desejos e nos rouba a dignidade”.

Falando sobre a realidade da pobreza, ele fez um alerta contra a violência e a corrupção, exortando as pessoas a "não cederem à desconfiança e ao desânimo" e a "rejeitarem toda forma de abuso ou violência, que iludem prometendo ganhos fáceis, mas endurecem o coração e tornam-no insensível".

“Não vos esqueçais de que o vosso povo é ainda mais rico do que esta terra, pois o seu tesouro são os seus valores: a fé, a família, a hospitalidade, o trabalho”, disse o papa.

Audiência Geral, 24 de junho 2026 - Papa Leão XIV


 

 

LEÃO XIV

AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro
Quarta-feira, 24 de junho de 2026

[Multimídia]

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Catequese. Os Documentos do Concílio Vaticano II III. Constituição Sacrosanctum Concilium 4. O mistério eucarístico

Estimados irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!

Continuamos as catequeses sobre os documentos do Concílio Vaticano II, de modo particular a respeito da Constituição Sacrosanctum Concilium (SC) sobre a Liturgia.

Quando Santo Agostinho quer explicar o mistério do Corpo de Cristo aos recém-batizados, retoma a passagem de São Paulo que ouvimos: «Vós sois o corpo de Cristo e, cada um segundo a sua parte, os seus membros» (1 Cor 12, 27). E acrescenta: «É o vosso mistério que recebeis. Àquilo que sois, respondeis: Amém, e a vossa resposta é como a vossa assinatura. Diz-se: “Corpo de Cristo”, e vós respondeis: “Amém”. Sede, pois, membros do Corpo de Cristo, para que o vosso amém seja verdadeiro. […] Sede o que vedes e recebei o que sois» (Sermão 272: PL 38, 1247).

Imediatamente depois de ter evocado a Última Ceia de Jesus, a Constituição sobre a Liturgia fala da Eucaristia com estas conotações agostinianas. Para os cristãos, participar na mesa do Senhor significa realmente «ser instruído pela Palavra de Deus, alimentar-se à mesa do Corpo do Senhor, dar graças a Deus» (cf. SC, 48). É recebendo-o na sua Palavra e na Eucaristia que nos tornamos aquilo que recebemos. Tornamo-nos o Corpo cuja Cabeça é Cristo ressuscitado, sentado à direita do Pai (cf. Cl 1, 18), que nos prepara um lugar nos céus (cf. Jo 14, 3): assim, a Eucaristia é o sacramento do Reino que vem. É o Pão do caminho, que nos conduz rumo à Pátria celestial, até ao dia bem-aventurado em que «Deus for tudo em todos» (cf. 1 Cor 15, 28).

A assembleia litúrgica oferece o Sacrifício «não só pelas mãos do sacerdote, mas juntamente com ele» (SC, 48). Nesta perspetiva, a Eucaristia é a forma do sacrifício espiritual dos cristãos (cf. Hb 13, 16; Rm 12, 1), enquanto caminho da união com Deus e da união recíproca. Participando nela, eles aprendem «a oferecer-se a si mesmos e, dia após dia, por Cristo mediador, progredir na unidade com Deus e entre si» (cf. ibid.). Assim, incorporando-nos a Cristo, a Eucaristia ensina-nos a adotar o estilo de vida do próprio Senhor Jesus, marcado pela doação gratuita de si. Por isso, esta doação faz-nos entrar na dinâmica da unidade, que oferece um poderoso antídoto contra os fermentos de divisão que minam o nosso mundo, as nossas comunidades, as nossas famílias, o nosso coração (cf. SC, 47).

Caríssimos, quando participamos na Eucaristia, somos convidados a ouvir a Palavra de Deus e a alimentar-nos à mesa do Senhor, onde Ele próprio se oferece ao Pai. Estas duas partes da Missa, a Liturgia da Palavra e a Liturgia eucarística, «estão tão intimamente ligadas entre si [...] que formam um só ato de culto» (SC, 56).

No que se refere à Palavra, é preciso recordar que não se trata apenas de adquirir um conhecimento intelectual das Escrituras, mas de receber a Palavra «viva e eficaz» (Hb 4, 12), dirigida por Deus a todos e, ao mesmo tempo, a cada um, Palavra que nutre e alimenta com o Pão eucarístico, levando-nos a passar da decadência do pecado para a vida nova em Cristo. «A Eucaristia abre-nos à inteligência da Sagrada Escritura, assim como esta, por sua vez, ilumina e explica o Mistério eucarístico» (Bento XVI, Exortação apostólica pós-sinodal Verbum Domini, 55).

O Concílio Ecuménico Vaticano II pediu que se abrissem mais amplamente os tesouros da Bíblia, a fim de oferecer aos fiéis com maior abundância a mesa da Palavra de Deus (cf. SC, 51). A reforma litúrgica traduziu este pedido naquele tesouro que é o Lecionário, ou seja, o livro que reúne todas as Leituras bíblicas para as celebrações litúrgicas. Esta amplitude inspirou-se na fonte mais pura da Tradição viva, que une a fidelidade à tradição com a abertura a um progresso legítimo (cf. SC, 23).

O início do capítulo II da Constituição sobre a Liturgia está repleto de referências ao grande rio da Tradição, que vai desde os Padres da Igreja até aos nossos dias. Cito: «O nosso Salvador instituiu na última Ceia, na noite em que foi entregue, o Sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar pelo decorrer dos séculos, até Ele voltar, o Sacrifício da cruz, confiando à Igreja, sua amada esposa, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é concedido o penhor da glória futura» (SC, 47).

Caros irmãos e irmãs, bebamos com fé desta nascente de vida divina, deixando-nos transformar pelo mistério que celebramos.

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Saudações:

Saúdo com carinho todos os peregrinos de língua portuguesa, em especial o grupo de São José do Rio Preto e os sacerdotes de Sorocaba! Queridos irmãos e irmãs, gostaria de aconselhar a todos que não descuideis da preparação para a Missa: interiormente, através da confissão frequente; e, à nossa volta, silenciando os ruídos que nos impedem de ouvir a Palavra de Deus. Que o Senhor vos abençoe!

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Resumo da catequese do Santo Padre:

A partir do Concílio Vaticano II, refletimos hoje sobre o mistério eucarístico. Instruídos pela Palavra e saciados à mesa do Senhor – realidades que, na Missa, constituem um único ato de culto –, os cristãos tornam-se o Corpo do qual Cristo é a Cabeça. A esse respeito, Santo Agostinho exorta: “Sede o que vedes e recebei o que sois”. Na Eucaristia, a assembleia litúrgica é nutrida pelo Pão do Céu de modo especial: unida ao sacerdote, oferece pelas suas mãos o sacrifício. Além disso, o desejo do Concílio de um maior contato com a riqueza bíblica realizou-se com o Lecionário. Antídoto contra as divisões, a Palavra de Deus faz-nos passar da decadência à vida nova da graça. Realmente, por meio de uma participação ativa, aprendemos a doar-nos, assumindo o estilo de vida de Jesus, que faz de si dom para os outros.

Como fazer Genuflexão na Igreja!


 

Quarta-feira, 24 de Junho de 2026 - 11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Seu milagre virá (Lc 1,57-66.80) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 24/06


 

La cabeza que anunció al Mesías está en Roma: el misterio de una de las reliquias más veneradas


 

SANTO DO DIA - 24 DE JUNHO: SÃO JOÃO BATISTA


 

Laudes da Solenidade do Nascimento de São João Batista


 

terça-feira, 23 de junho de 2026

The Pope’s Heartwarming Reaction to This Hym


 

COMO CELEBRAR O SÃO JOÃO DA MANEIRA CERTA? | Pe. Gabriel Vila Verde


 

Ativistas nigerianos se manifestam nos EUA em defesa de cristãos perseguido

 


Alveda King discursa no comício Save Nigeria (Salve a Nigéria
Alveda King discursa no comício Save Nigeria (Salve a Nigéria") perto da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 20 de junho de 2026. Ativistas pressionam o governo dos EUA a ajudar no combate à violência e ao extremismo no país da África ocidental. | Cortesia de Save Nigeria
 

Num protesto perto da Casa Branca, ativistas nigerianos pediram ao governo Trump para intensificar ações para acabar com o terrorismo e a perseguição aos cristãos no país da África ocidental.

O comício Save Nigeria (Salve a Nigéria) teve oradores como Alveda King, sobrinha do ativista dos direitos civis Martin Luther King Jr., e representantes de todas as seis zonas geopolíticas da Nigéria no sábado (20).

“Estamos aqui para apoiar os cristãos perseguidos da Nigéria”, disse Stephen Osemwegie, presidente do Save Nigeria Group USA, em discurso no comício, no qual agradeceu ao presidente dos EUA, Donald Trump, por seus esforços para redesignar a Nigéria como um “país de preocupação especial” e para fazer ataques estratégicos contra grupos terroristas no país.

“Este é o fim de semana do feriado de Juneteenth (19 de Junho)”, disse Osemwegie. “Enquanto nossos irmãos e irmãs americanos celebram a vitória histórica sobre os males da escravidão e da opressão de pessoas, vemos uma conexão espiritual inquebrável entre a luta pelos direitos civis nos EUA e nossa luta contra a perseguição religiosa e o terrorismo hoje”.

“As algemas podem parecer diferentes, mas o espírito demoníaco da opressão é exatamente o mesmo”, disse ele.

Osemwegie disse à EWTN News que acabar com o terrorismo radical e a perseguição na Nigéria é "de vital interesse para a segurança nacional dos EUA".

Sendo um país de 240 milhões de habitantes, dos quais 70% têm menos de 45 anos, Osemwegie enfatizou a necessidade crucial de os EUA impedirem que a Nigéria caia “nas mãos do terrorismo islâmico radical”.

“A Nigéria está hoje no epicentro da jihad global”, disse ele. “Se o Boko Haram e o Estado Islâmico se reorganizarem como fizeram na Síria, a Nigéria poderá se tornar outra Síria, outro Afeganistão. E isso significa que seu principal objetivo... [seria] se reorganizar e atacar os EUA”.

“Eles estão realmente planejando se reagrupar usando os incríveis recursos da África e da Nigéria, que têm lítio, terras raras, ouro, entre outros, e uma produção de petróleo de dois milhões de barris por dia”, disse ele. “Não podemos permitir que um país assim se torne um centro terrorista. Isso será uma ameaça para a comunidade global”.

Osemwegie disse também que a escalada do terrorismo poderia desencadear uma crise migratória. “Somos 240 milhõe, poderíamos lotar muitos países vizinhos e a Europa. Queremos que os EUA e o mundo nos ajudem a permanecer aqui, combatendo o terrorismo”.

“O que a Nigéria precisa não são tropas americanas lutando em terra”, disse Osemwegie. “Precisamos de apoio — a plataforma, os drones, os assessores que estarão ao lado de nossas valentes tropas nigerianas que estão dando suas vidas todos os dias. Aliás, perdemos oficiais superiores, generais e soldados lutando sem o equipamento adequado”.

Segundo Osemwegie, a Nigéria precisa que os EUA intervenham para cortar o financiamento de grupos terroristas no país, como o Boko Haram e o Estado Islâmico, que, segundo ele, recebem a maior parte de seu financiamento do Oriente Médio e de outras “partes nefastas do mundo”.

O ativista também chamou a atenção para a “crise humanitária que a Nigéria enfrenta”, com aqueles que foram forçados a fugir de suas casas por sofrerem perseguição por parte de grupos militantes armados, particularmente os grupos militantes Fulani, que têm realizado a maior parte da perseguição aos cristãos no país.

“Estima-se que 11 milhões de pessoas tenham sido forçadas a deixar suas casas desde 2009”, disse ele. “Essas pessoas agora vivem em acampamentos improvisados. Elas não têm acesso a nada, mas o mundo não se dá conta de que precisam de comida, abrigo e, principalmente, de voltar em segurança para suas comunidades”.

'Nigéria, nós te ouvimos, nós te amamos'

“Encorajo o presidente Trump, e oro continuamente por ele, para que se preocupe com o povo da Nigéria”, disse Alveda King em seu discurso no comício.

Falando sobre a mensagem de seu tio, King fez um apelo para que pessoas de todas as crenças se considerem irmãos e irmãs.

“Temos que aprender a conviver. O mesmo vale para Israel, os palestinos e os judeus. Eles são irmãos. Não são vizinhos nem primos. São irmãos de verdade”, disse ela, aludindo a conflitos em curso em Israel e no Oriente Médio em geral.

Em diferentes momentos de seu discurso, King cantou versos dos hinos gospel This Little Light of Mine (Essa Minha Pequena Luz) e How Great Thou Art (Quão Grande És Tu).

Ela enfatizou a necessidade de os cristãos apoiarem causas humanitárias. “Quando criancinhas estão com fome, eu não pergunto 'Você é muçulmano ou judeu?' 'Você é da Nigéria ou dos EUA?'. Uma criancinha está com fome, então vamos alimentá-la”.

Em entrevista à EWTN News, King encorajou o povo nigeriano a manter a esperança.

“Não desanimem”, disse ela. “De um só sangue, Deus criou todas as pessoas para viverem juntas na face da Terra. Meu tio, o reverendo Dr. Martin Luther King Jr., disse: Devemos aprender a viver juntos como irmãos… e não perecer juntos como tolos”.

“Nigéria, nós ouvimos vocês, nós amamos vocês, animem-se e tenham fé em Deus”, disse ela.

Sobrevivente de sequestro pelo Boko Haram pede 'portas abertas'

Rebecca Samuel Dali, que foi sequestrada pelo Boko Haram em 2014 e sobreviveu a abusos sexuais quando criança, disse à EWTN News no comício que compareceu para dizer que é grata pelos esforços de Trump para acabar com a perseguição na Nigéria e para pedir que ele "abra as portas" para aqueles que fogem da perseguição.

Dali foi sequestrada pelo Boko Haram em 30 de julho de 2014. Ela contou que o grupo a libertou depois de três horas, quando seu líder percebeu que sua família foi beneficiada pelos serviços prestados por sua organização, o Centro para a Compaixão, o Empoderamento e a Iniciativa da Paz.

“Se os EUA estivessem fechados, eu não estaria aqui agora”, disse ela. “Então, para abrir as portas para que as pessoas venham e fiquem neste país pacífico, é por isso que estou aqui”.


Jamais um médico deveria ‘decidir sobre a vida de um embrião’, diz Leão XIV

 


Papa Leão XIV no Vaticano em 22 de junho de 2026 ??
Papa Leão XIV hoje (22) no Vaticano. | Vatican Media
 

O papa Leão XIV defendeu hoje (22) a dignidade da vida humana em todas as suas fases e alertou sobre os riscos de uma medicina subordinada a critérios técnicos ou utilitários.

“Um médico jamais deveria se permitir, com base em algoritmos de laboratório, decidir sobre a vida de um determinado embrião ou de uma determinada pessoa idosa”, disse ele hoje no Vaticano, diante de membros da Fundação Jérôme Lejeune. “A medicina nunca poderá se tornar serva da morte programada”.

A fundação foi fundada na França em 1995, depois da morte do geneticista Jérôme Lejeune, que descobriu em 1958 a trissomia do cromossomo 21, causa da síndrome de Down.

Segundo seu site, a organização destina entre € 4 milhões (R$ 23,5 milhões) e € 5 milhões (R$ 147 milhões) anualmente para pesquisa, tem um banco de dados em Paris com cerca de 20 mil amostras e quatro centros médicos: Paris, onde cerca de 13 mil pacientes foram tratados; Nantes, França; Córdoba, Argentina; e Madri.

“Quero expressar meu encorajamento a vocês em seu compromisso com a vida e a dignidade humana”, disse Leão XIV.

Em seu discurso, o papa recordou o cientista francês, cuja causa de beatificação avançou quando o papa Francisco assinou o decreto de suas virtudes heroicas em 2021.

Apesar do reconhecimento internacional que sua descoberta lhe rendeu, ela foi depois usada pela indústria do aborto para identificar bebês nascituros com síndrome de Down, o que Lejeune rejeitou veementemente.

O geneticista francês, declarado venerável pela Igreja, defendeu publicamente a vida dos mais vulneráveis, apesar da rejeição que sofreu em certos círculos científicos.

No encontro, realizado por ocasião do centenário do nascimento de Lejeune, o papa disse que o professor dedicou sua vida às crianças com deficiência: "Comovido pela difícil situação das crianças com deficiência, o professor Lejeune dedicou sua vida a elas como pesquisador científico”.

Ele disse também que a descoberta da anomalia cromossômica responsável pela trissomia do cromossomo 21 o tornou um "precursor da genética moderna".

Medicina é ódio à doença e amor ao doente

O papa também destacou a vocação médica e o compromisso de Lejeune com os pacientes, a quem chamou de "os pobres entre os pobres", e citou uma de suas expressões mais conhecidas: "A medicina é o ódio à doença e o amor ao doente".

Leão XIV falou também sobre a influência de Lejeune na Igreja, dizendo que o papa são Paulo VI o nomeou membro da Pontifícia Academia das Ciências e que a sua proximidade ao papa são João Paulo II contribuiu para a criação da Pontifícia Academia para a Vida.

Em seu discurso, Leão XIV alertou contra o uso eticamente questionável dos avanços científicos. "Homem de ciência e sabedoria, Jérôme Lejeune compreendeu rapidamente que sua descoberta científica seria usada para erradicar pessoas com trissomia do cromossomo 21 antes mesmo de nascerem", disse. O papa disse que o geneticista denunciou esse fenômeno como "racismo cromossômico".

“Sejam, como ele, testemunhas comprometidas na sociedade, a serviço da busca constante pelo bem comum”, disse Leão XIV.

O papa reafirmou que a tecnologia não pode substituir a medicina nem ser separada de um quadro ético: "O valor da pessoa não depende do que ela faz ou produz”.

Por fim, ele disse ser grato pelo trabalho da Fundação Lejeune, que dá continuidade ao trabalho de seu fundador nas áreas de pesquisa, saúde e defesa da dignidade humana. "Fico satisfeito com o papel de destaque que desempenham globalmente na pesquisa sobre deficiências intelectuais de origem genética", disse ele.

O papa concluiu encorajando os membros da instituição a continuarem promovendo uma cultura de vida e do bem comum, e concedeu sua bênção apostólica às suas famílias e aos pacientes atendidos pela instituição.


Homilia Diária | O caminho de Jesus sempre é estreito (Terça-feira da 12ª Semana do Tempo Comum)


 

SANTO DO DIA - 23 DE JUNHO: SÃO JOSÉ CAFASSO


 

Laudes de Terça-feira da 12ª Semana do Tempo Comum