Caminhando
sábado, 6 de junho de 2026
Hoje é festa de são Marcelino Champagnat, fundador dos Irmãos Maristas
São Marcelino ChampagnatPor Redação central
6 de jun de 2026 às 00:01
"Tudo em honra a Jesus, mas por meio de Maria. Tudo por Maria, para levar a Jesus”, dizia são Marcelino Champagnat, fundador dos Irmãos Maristas, cuja festa é celebrada hoje (6).
São Marcelino nasceu em 1789 em uma família francesa e muito cristã que passou dificuldades com a revolução. Sua mãe o consagrou a Nossa Senhora e sua tia lia para ele a vida dos santos.
Cresceu sem frequentar a escola, mas se formou com leituras caseiras no amor pela fé. Em sua infância, aprendeu a profissão de pedreiro e sua habilidade nos negócios para a venda de cordeiros lhe ajudou a pagar seus estudos depois.
Mais tarde, ingressou em um seminário menor perto de sua cidade. Embora tenha achado difícil aprender as matérias, a ponto de quase ser expulso do lugar, seu bom comportamento e o apoio de bons amigos permitiram que ele continuasse.
Um de seus companheiros, que também tinha problemas no estudo, foi o futuro são João Maria Vianney, também conhecido como o santo Cura de Ars.
São Marcelino foi ordenado sacerdote em 1816. Foi enviado como vigário de um sacerdote idoso em uma cidade onde as pessoas desperdiçavam seu tempo em bebedeiras e festas; mas o santo incentivou tanto os jovens a aprenderem as coisas de Deus, que os meninos chegavam à igreja antes das seis da manhã para a catequese.
Em uma de suas visitas ao santuário mariano de la Fourvière, são Marcelino recebeu a inspiração de fundar uma congregação religiosa dedicada a ensinar o catecismo. Naquela época, conheceu um jovem doente, sem preparação na fé. Ajudou-o a morrer em paz e procurou companheiros para começar a obra educativa.
Em 2 de janeiro de 1817, começou a nova comunidade de Irmãos Maristas, a quem o santo instruiu com grande dedicação, enviando-os para diversas paróquias como professores de religião e catequistas, enquanto chegavam novos aspirantes.
Dentro do método que utilizava na formação estavam a caridade, o canto e a participação ativa dos alunos. Estavam rotundamente proibidos o trato humilhante e os castigos físicos e deprimentes. Outra essência de sua pedagogia era o amor a Maria.
“Nossa Comunidade pertence inteiramente a Nossa Senhora, a Mãe de Deus. Nossas atividades devem estar dirigidas a fazê-la amar, estimar e glorificar. Ensinemos sua devoção aos nossos jovens, e assim os conduziremos mais facilmente a Jesus Cristo”, dizia são Marcelino aos seus religiosos.
O fundador dos Irmãos Maristas faleceu em 6 de junho de 1840, quando tinha apenas 51 anos, depois de sofrer muito de gastrite aguda e de câncer no estômago que causou sua morte. Seu trabalho educacional se expandiu em muitos países.
Foi canonizado em 1999 por são João Paulo II, que enfatizou que “são Marcelino anunciava o Evangelho com coração totalmente ardente. Foi sensível às necessidades espirituais e educativas da sua época, sobretudo a ignorância religiosa e as situações de abandono vividas em particular pela juventude”.
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Papa a estudantes alemães: ser testemunha do humanismo cristão na universidade e no trabalho
Andressa Collet - Vatican News
O Papa Leão XIV recebeu em audiência nesta sexta-feira (05/06) um grupo de mais de mil pessoas das Associações Católicas de Estudantes Alemães que estão reunidos em Roma para uma conferência, "a Cartellversammlung, pela primeira vez fora da Alemanha", como recordou o Pontífice logo no início do discurso. Uma decisão, continuou o Papa, motivada pela fé católica, pela comunhão e atividades culturais que realizam. "Queridos irmãos e irmãs, sejam bem-vindos! Herzlich willkommen!" foram então as palavras acolhedoras de Leão XIV, que refletiu sobre três aspectos para fortalecer ainda mais os laços de fraternidade e a dedicação comum à Igreja, começando justamente pelo compromisso com a identidade católica:
"Perante o despotismo e as ideologias do passado, a fé católica nunca foi meramente uma fachada ou um rótulo, mas sim um modo de vida a ser partilhado nos ambientes universitários e de trabalho. Como fermento evangélico, a fraternidade de vocês continua a crescer nos contextos científico e político, bem como em vários círculos acadêmicos, profissionais e sociais. Essa dimensão comunitária das suas atividades beneficia não só o país de vocês, mas também toda a Europa, da qual a Alemanha é o centro."
Na Sala Paulo VI, o Papa convidou os estudantes a estudar e a promover a "humanidade comum", sobretudo diante dos desafios da revolução tecnológica. A pessoa humana, "sempre relacional e limitada" é chamada "a se tornar uma tarefa para si mesma e um dom para o outro", dando o "melhor de si para ajudar a construir uma sociedade justa e pacífica", acrescentou o Pontífice.
A mesma fé que une é comum e não individual
Leão XIV, então, abordou o espírito de comunhão que anima os estudantes, enaltecido pelo lema que fala de unidade, liberdade e caridade. O Papa recordou a importância da relação das associações não se "limitar à partilha de conhecimento", mas amadurecer em estima recíproca:
"Como todos vocês seguem Cristo, o único Senhor e Mestre da vida, vocês representam os valores católicos na sociedade não como portadores de bandeiras partidárias, mas como representantes do bem comum da humanidade. Na Alemanha, na Itália e em todo o mundo, a mesma fé católica fortalece nossa cooperação, sem ceder às tendências do momento, sem colocar as preferências individualistas à frente da Tradição comum da Igreja."
Ser testemunha da verdade e do humanismo cristão
Junto ao testemunho da "autêntica amizade cristã", o Papa também abordou sobre a busca pela verdade percorrida pelas associações através das atividades culturais em vários campos de estudo e trabalho. Uma vocação, disse ele, que "exige autodisciplina e conversão: uma transformação da mente, que cultivamos como solo fértil, aprimorando nossas ferramentas de trabalho".
“Ao dar o nosso melhor, tornamo-nos administradores responsáveis na sociedade, sem nos deixarmos seduzir por carreiras centradas no dinheiro. Reconheçamos, em vez disso, que a cultura é o bem da humanidade: a verdade nos liberta, enquanto a falsidade distorce nomes e coisas. Diante do que desumaniza as pessoas – especialmente os pequenos, os pobres ou os doentes –, peço-lhes que sejam testemunhas do humanismo cristão.”
A esse respeito Leão XIV recordou em discurso dois dos seus predecessores que trataram sobre o tema. Um deles, Bento XIV, inclusive um "ilustre ex-membro da associação", exortou a desenvolver uma “ecologia do homem” coerente. Já o Papa Francisco, ao conceituar a ecologia integral, "nos mostra que o mundo está repleto de sentido e não é uma entidade inerte a ser moldada arbitrariamente ou pela sede de poder". Ao "orientar nossa sede de vida e justiça, de sabedoria e amor, descobrimos juntos a verdade no conhecer, no fazer e no crer", disse Leão XIV, ao finalizar:
"Não é apesar de nossas atividades, portanto, mas precisamente por meio do que fazemos que desenvolvemos uma relação com Deus, que se torna um caminho para a santidade. Sim, a missão cultural dos cristãos é orientar a sociedade e a história para esse ápice de uma vida centrada em Deus."
Deve-se redescobrir os sinais e símbolos da sagrada liturgia, diz Leão XIV
Por Ishmael Adibuah
3 de jun de 2026 às 12:48
O papa Leão XIV exortou os fiéis a se abrirem para um “encontro com Deus, redescobrindo os sinais e símbolos da sagrada liturgia”, hoje (3) na audiência geral de quarta-feira no Vaticano.
“Precisamos nos deixar educar pelos ritos da liturgia, cuidando com delicadeza e sem arbitrariedade da beleza das nossas celebrações”, disse Leão XIV aos fiéis.
Liturgia como rito, signo e símbolo
As observações do papa fazem parte de sua catequese sobre a liturgia, com foco no documento Sacrosanctum concilium do Concílio Vaticano II. “Na liturgia, somos convidados a participar — corpo, mente e coração — e a entrar numa dimensão habitada pelo Espírito Santo”, disse Leão XIV. “Para entrarmos nessa dimensão, a liturgia é tecida com sinais e símbolos que têm uma dimensão performativa e transformadora”.
Ele também pediu aos fiéis que lembrem o significado dos vários gestos associados à liturgia, como o sinal da paz e o ajoelhar-se diante do Santíssimo Sacramento. O papa disse que esses símbolos e sinais não são gestos arbitrários, mas importantes para ajudar os católicos a experimentar “a presença de Deus por meio de Jesus Cristo”.
“Os ritos da liturgia cristã não são um revestimento exterior do mistério sacramental, um conjunto de cerimônias arbitrárias”, disse Leão XIV. “São a mediação eclesial através da qual o dom divino nos alcança. Através do rito sagrado, somos assim formados para a escuta da Palavra de Deus, para a ação de graças e a adoração, para a partilha fraterna e a comunhão eclesial”.
Procissões de Corpus Christi
Num apelo ao fim da audiência geral, Leão XIV convidou os fiéis a dar testemunho público do mistério da Eucaristia nas procissões eucarísticas da Solenidade de Corpus Christi.
“As procissões com o Santíssimo Sacramento que acontecem nas ruas de muitas cidades são uma expressão de piedade eucarística popular; sobre isso, encorajo-vos a manter viva essa bela manifestação de testemunho público da fé”, disse o papa.
Ele fez também uma saudação especial aos sacerdotes que atuam no Oriente Médio em meio aos conflitos armados contínuos na região.