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sexta-feira, 29 de maio de 2026
Sete coisas que talvez não conhecia sobre são Paulo VI
Paulo VI cria o cardeal Karol Wojtyla, agora são João Paulo IIPor Redação central
29 de mai de 2026 às 01:00
A maioria dos católicos conhece o papa são Paulo VI por ser o papa que levou ao término o Concílio Vaticano II, que seu predecessor são João XXIII havia começado.
Entretanto, muitos momentos importantes de seu pontificado são pouco conhecidos. Eram tempos em que os meios de comunicação não tinham o alcance que possuem atualmente.
A seguir, apresentamos sete coisas que talvez você não conhecia sobre são Paulo VI:
1. Apunhalaram-no duas vezes
Em 27 de novembro de 1970, no Aeroporto Internacional de Manila (Filipinas), Paulo VI recebeu duas punhaladas do pintor boliviano Benjamín Mendoza y Amor Flores, que sofria de problemas mentais e que disfarçado de sacerdote tentou assassinar o pontífice com um punhal.
2. Foi o primeiro papa a usar um avião
Efetivamente, Paulo VI foi o primeiro pontífice a usar um avião e o primeiro a deixar a Itália desde 1809.
3. Também foi o primeiro papa a visitar os cinco continentes
Visitou os cinco continentes antes de são João Paulo II e foi apelidado de “papa peregrino” também antes deste último.
São Paulo VI realizou uma visita pastoral ao continente africano; visitou a Colômbia e os Estados Unidos, na América; Portugal, na Europa; Austrália, na Oceania; Filipinas e Índia, na Ásia.
4. Foi o primeiro papa a visitar a Terra Santa desde são Pedro
Em 1964, viajou a Jerusalém e se encontrou com o patriarca ortodoxo Atenágoras I, com quem celebrou o levantamento das mútuas excomunhões impostas depois do Grande Cisma entre o Oriente e o Ocidente, em 1054.
O papa Francisco visitou a Terra Santa em 2014 para celebrar os 50 anos deste acontecimento.
5. Foi o último papa a ter uma cerimônia de coroação
Além de ser o último papa a receber a coroa, dispensou o uso da tiara, durante as sessões do Concílio Vaticano II.
Eventualmente, doou a sua tiara, um presente da sua antiga arquidiocese de Milão, à Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição, em Washington (Estados Unidos), como um sinal do seu apreço pelos católicos norte-americanos.
6. Era apaixonado por leitura
Nino Lo Bello, veterano “vaticanista” norte-americano, garantiu que Paulo VI, um apaixonado pela leitura, levava na sua bagagem durante suas viagens até 75 livros para escolher quais ler.
7. Criou cardeais dois futuros papas
Paulo VI criou os cardeais Karol Wojtyla, em 1967, e Joseph Ratzinger, em 1977, que alguns anos depois foram os seus sucessores, são João Paulo II e Bento XVI, respectivamente.
Hoje é celebrado são Paulo VI, autor da Humanae Vitae
Por Redação central
29 de mai de 2026 às 00:01
A Igreja celebra hoje (29) a festa de são Paulo VI, autor da encíclica Humanae Vitae, que foi canonizado pelo papa Francisco em 14 de outubro de 2018.
Antes de sua canonização, a festa do então beato Paulo VI era celebrada em 26 de setembro. Entretanto, após ser declarado santo, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos divulgou decreto sobre a inscrição da celebração de São Paulo VI no Calendário Romano Geral, estabelecendo como data o dia sua ordenação sacerdotal, 29 de maio.
São Paulo VI é o papa autor da encíclica Humanae Vitae, a visionária encíclica sobre a defesa da vida e da família, e quem concluiu o Concílio Vaticano II, iniciado em 1962 por são João XXIII.
Giovanni Battista Montini nasceu na Lombardia (Itália), em 26 de setembro de 1897, e faleceu em Castel Gandolfo, em 6 de agosto de 1978, após um pontificado de 15 anos iniciado em 1963.
Em 29 de maio de 1920, aos 22 anos, foi ordenado sacerdote e enviado a Roma para estudar na Pontifícia Universidade Gregoriana, na Universidade de Roma La Sapienza e na Pontifícia Academia Eclesiástica.
Quatro anos depois, foi designado para o escritório da Secretaria de Estado, onde permaneceu por 30 anos.
No dia 1ºde novembro de 1954, aos 57 anos, foi nomeado arcebispo de Milão e, em 15 de dezembro de 1958, são João XXIII o nomeou cardeal.
Em 1963, com a morte de são João XXIII, o então cardeal Montini foi eleito papa no dia 21 de junho, tomando o nome Paulo VI e dizendo ao mundo que continuaria com o trabalho de seu predecessor.
No dia 24 de junho de 1967, abordou o tema do celibato em uma encíclica e em 24 de julho de 1968 escreveu em sua encíclica Humanae Vitae sobre a regulação da natalidade. Ambos foram temas controversos durante seu pontificado.
O santo protagonizou importantes mudanças na Igreja. Algumas de natureza ecumênica, como seu célebre abraço com o patriarca Atenágoras, em 1964, e o mútuo levantamento de excomunhões.
Outros, de índole pastoral, como ter iniciado a era moderna das viagens pontifícias com visitas aos cinco continentes, assim como a Terra Santa e a ONU. Além disso, promulgou em 1969 a reforma litúrgica.
Paulo VI também criou cardeais Karol Wojtyla, em 1967 e Joseph Ratzinger, em 1977, os quais seriam seus sucessores são João Paulo II e Bento XVI, respectivamente.
As encíclicas escritas por ele são Ecclesiam Suam (6 de agosto de 1964), Mense Maio (29 de abril de 1965), Mysterium Fidei (3 de setembro de 1965), Christi Matri (15 de setembro de 1966), Populorum Progressio (26 de março de 1967), Sacerdotalis Caelibatus (24 de junho de 1967) e Humanae Vitae (25 de julho de 1968).
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Hoje é dia de são Germano de Paris, o pai dos pobres
São Germano de ParisPor Redação central
28 de mai de 2026 às 00:01
A Igreja recorda hoje (28) são Germano de Paris, bispo da cidade luz entre 555 e 576, lembrado por seu intenso amor pelos pobres e por seu papel na pacificação da França de seu tempo.
Antes de se tornar bispo, são Germano foi abade do mosteiro de são Sinforiano, onde fomentou o espírito de pobreza entre os monges. Diz-se que o seu desapego das coisas materiais era tal que a sua conduta incomodava os monges mais apegados às seguranças deste mundo. Conta-se também que em certa ocasião ele teve que enfrentar um grupo de monges que se rebelaram contra sua autoridade, temendo que o santo doasse os seus pertences. São Germano viveu em tempos em que a nobreza estava em decadência, nos quais a ostentação e a vida desordenada eram a norma, e onde ninguém simpatizava com aqueles que tinham menos.
O menino abandonado que virou monge
São Germano de Paris nasceu em 496, perto da cidade de Autun. Ainda criança foi abandonado pelos pais, embora pela graça de Deus um parente seu, Scapilion, que era padre, cuidou dele. Scapilion deu ao pequeno os cuidados necessários e a educação de que precisava.
Mais tarde, Germano, muito inclinado à vida espiritual, entrou para o mosteiro de São Sinforiano de Autun e tornou-se monge segundo a Regra de São Basílio. A sua dedicação e observância foram tão grandes que os seus irmãos o elegeram abade. Segundo o testemunho de seu amigo e também bispo, são Venancio Fortunato De Poitiers, sabe-se que Germano foi um abade de fervorosa oração e simplicidade, e que muitos milagres seriam operados por sua intercessão.
“De graça recebestes, de graça dai”
A são Germano é atribuída a conversão ao catolicismo do rei franco Quildeberto I, a quem ele pediu para colocar ordem nos costumes de seus súditos. Muitas práticas pagãs eram mantidas na França da época, principalmente entre aqueles que se diziam cristãos. Os excessos abundavam ali por igual, mesmo em dias de festas religiosas.
No ano de 555, morreu o bispo de Paris, Eusébio. Germano estava na cidade e dado o seu prestígio de homem nobre e santo, tanto o clero como o povo pediram ao rei que Germano ocupasse a sede vacante. Quildeberto I, rei das Galias, acedeu ao pedido do povo e reteve-o na cidade.
Como pastor, são Germano fortaleceu o anúncio evangelizador dos povos pagãos, defendeu a doutrina e ampliou a prática dos costumes cristãos na vida social, especialmente a esmola. Ele também participou do terceiro e quarto Concílio de Paris, bem como do segundo Concílio de Tours (566). Foi Germano quem, com a morte de Quildeberto, colocou em prática seus bons ofícios para reconciliar os herdeiros que disputavam o legado do rei. Infelizmente, ele não teve muito sucesso nessa empreitada e morreu sem ver a paz restaurada.
O protetor de Paris e as esmolas
Um tema que deve ser destacado quando se fala de são Germano de Paris é o da generosidade, e sua realização prática na “esmola”. A “comunhão de bens” é uma tradição desde os tempos apostólicos. Isso, em essência, é compartilhar o que Deus dá, material ou não, para o bem de cada um.
O Senhor Jesus foi o primeiro exemplo: deu tudo, não guardou nada para si; a ponto de não ter "onde reclinar a cabeça". Deu o exemplo da viúva pobre e mostrou, através do gesto daquela mulher, que o amor é coerente com o desapego e o desprendimento. São Germano quis fazer eco dessa santa generosidade e mobilizou toda uma cidade para contribuir com o sustento da Igreja e dos mais necessitados. Isso lhe valeu ser chamado de "o pai dos pobres". Por isso, é preciso lembrar que a esmola é expressão de amor, de entrega; uma prova irrefutável de que as "coisas" não são o mais importante e devem ser um meio para fazer o bem.
Tesouros no céu
Depois de uma vida de austeridade e penitência, ele morreu com quase 80 anos, em 28 de maio de 576. Muitos franceses o veneram hoje como o santo padroeiro da grande metrópole parisiense.
O santo foi enterrado na capela de são Sinforiano, que foi construída por ordem de Quildeberto I, localizada na igreja de São Vicente. No entanto, em 754, suas relíquias foram transferidas para a nave principal, na presença de Pipino, o Breve, e de seu filho Carlos Magno, que na época era um menino de sete anos. Mais tarde, essa igreja se tornou a igreja da Abadia de Saint-Germain-des-Prés, construída em homenagem ao santo bispo.