quinta-feira, 21 de maio de 2026

EU VENHO REUNIR - Isaias 66, 18-21


 

Papa: hoje se busca a paz com armas; é urgente fortalecer o diálogo e o multilateralismo

 

Leão XIV recebe em audiência os novos embaixadores junto à Santa Sé de Serra Leoa, Bangladesh, Iêmen, Ruanda, Namíbia, Maurício, Chade e Sri Lanka, por ocasião da apresentação das cartas credenciais. O Pontífice pede que se promova o diálogo para encontrar “caminhos de paz” e lembra que nenhuma nação e nenhuma ordem internacional pode se definir como “justa e humana” se medir o próprio sucesso “em termos de poder ou prosperidade”, negligenciando aqueles que vivem à margem.

Salvatore Cernuzio - Vatican News

"Em uma época em que se busca a paz por meio das armas como condição para afirmar o próprio domínio, há uma necessidade urgente de retornar a uma diplomacia que promova o diálogo e busque o consenso em todos os níveis: bilateral, regional e multilateral."

O Papa Leão XIV recordou aos novos embaixadores extraordinários e plenipotenciários da Serra Leoa, Bangladesh, Iêmen, Ruanda, Namíbia, Maurício, Chade e Sri Lanka a sua vocação, a essência da missão, o papel fundamental de construir “pontes” e promover “o diálogo”, bem como a importância do multilateralismo. O Pontífice recebeu o grupo em audiência na manhã desta quinta-feira, 21 de maio, no Palácio Apostólico Vaticano, por ocasião da apresentação das cartas credenciais.


A audiência foi realizada na Sala Clementina, no Vaticano
A audiência foi realizada na Sala Clementina, no Vaticano   (@Vatican Media)

Uma diplomacia que promove o diálogo

Em vista de Pentecostes, solenidade que recorda “como o Espírito Santo”, descendo sobre os discípulos, transformou “o medo em coragem e a divisão em unidade”, o Pontífice expressa a esperança de que “uma visão semelhante de unidade possa inspirar o mundo da diplomacia”. Um mundo, sublinha ele, “onde as relações construtivas entre as nações floresçam por meio de uma sincera abertura, da promoção do respeito mútuo e de um senso compartilhado de responsabilidade”.

"Em um momento em que as tensões geopolíticas continuam a fragmentar ainda mais o nosso mundo, é necessário torná-las mais representativas, eficazes e orientadas para a unidade da família humana."

Os embaixadores junto à Santa Sé desempenham, nesse sentido, um papel crucial, que é o de criar “uma preciosa ponte de confiança e cooperação” com os países representados. A eles, Leão XIV confia a missão de revigorar um diálogo “motivado por uma busca sincera de caminhos que conduzam à paz”; isso exige que “as palavras voltem a expressar realidades claras, sem distorções nem hostilidades”. “Só assim se poderão evitar os mal-entendidos”, afirma o Papa. E “só assim se poderão superar as incompreensões e reconstruir a confiança no contexto das relações internacionais”.

O sucesso se mede pelo amor aos mais necessitados

A esse diálogo “cortês e claro”, que certamente permanece “essencial”, deve, no entanto, acompanhar-se uma “profunda conversão do coração”, destaca o Papa, ou seja, “a disposição de deixar de lado os interesses particulares em nome do bem comum”. É precisamente esse “espírito de solidariedade” que deve, de fato, “animar o serviço dos diplomatas” e “fortalecer as organizações internacionais”. Instituições que, sublinha o Pontífice, “continuam sendo instrumentos indispensáveis para resolver controvérsias e promover a cooperação”. A esse respeito, ele recorda no discurso proferido em inglês uma das passagens mais significativas da exortação apostólica Dilexi te

"Nenhuma nação, nenhuma sociedade e nenhuma ordem internacional pode definir-se como justa e humana se medir o próprio sucesso exclusivamente em termos de poder ou prosperidade, negligenciando aqueles que vivem à margem. O amor de Cristo pelos últimos e pelos esquecidos nos impele a rejeitar toda forma de egoísmo que torna invisíveis os pobres e os vulneráveis."

O Papa recebeu os novos embaixadores por ocasião da apresentação das cartas credenciais
O Papa recebeu os novos embaixadores por ocasião da apresentação das cartas credenciais   (@Vatican Media)

A paz de que o mundo precisa

O Papa Leão garante, por fim, suas orações para que os “esforços comuns contribuam para renovar o compromisso no âmbito das relações bilaterais e multilaterais e ajudem a chamar a atenção para aqueles que, à margem de nossas sociedades, são frequentemente esquecidos”. “Desta forma, poderemos trabalhar juntos para lançar bases mais sólidas para um mundo mais justo, fraterno e pacífico”, afirma ele. Por parte da Secretaria de Estado e dos Dicastérios da Cúria Romana, haverá sempre plena “disponibilidade” para assistir os novos diplomatas.

"Que a missão de vocês possa fortalecer o diálogo, aprofundar a compreensão mútua e contribuir para a paz de que o nosso mundo tanto necessita."


Presidente de Portugal convida Leão XIV a visitar o país em 2027

 


Papa Leão XIV Papa Leão XIV | Daniel Ibáñez / EWTN

O presidente de Portugal, António José Seguro, convidou o papa Leão XIV para visitar o país no ano que vem, “tendo em conta que, em 2027, se assinalam os 500 anos da formalização da nunciatura apostólica em Portugal, a par do 110º aniversário das aparições marianas em Fátima e, ainda, do 10º aniversário da canonização de Francisco e Jacinta”, disse a Presidência da República.

A Presidência destacou que “as relações diplomáticas entre Portugal e a Santa Sé constituem um exemplo de diálogo institucional, respeito mútuo e cooperação histórica entre Estados soberanos, ligados por uma proximidade cultural e espiritual que resulta da partilha de valores universais como o humanismo, a paz e a dignidade humana”.

A visita de Leão XIV “constituirá, sem dúvida, uma oportunidade para aprofundar ainda mais o relacionamento entre o Estado português e a Santa Sé”, acrescentou.

Papas que visitaram Portugal

Caso aceite o convite do presidente português, Leão XIV seria o quinto papa a visitar Portugal.

O primeiro foi Paulo VI, em 1967, para celebrar os 50 anos das aparições de Nossa Senhora de Fátima.

São João Paulo II esteve em Portugal em três ocasiões. A primeira vez foi de 12 a 15 de maio de 1982, um ano depois do atentado que sofreu na Praça de São Pedro, no Vaticano. A visita teve o objetivo de agradecer a Nossa Senhora de Fátima por ter sobrevivido ao ataque. A segunda visita foi de 10 a 13 de maio 1991, quando, além de Lisboa e Fátima, o papa visitou também os arquipélagos da Madeira e dos Açores. João Paulo II retornou a Portugal em 12 e 13 de maior de 2000 e, durante esta visita, beatificou os pastorinhos de Fátima, Francisco e Jacinta Marto.

Bento XVI visitou Portugal uma vez, entre 11 e 14 de maio de 2010, tendo passado por Lisboa, Fátima e Porto. Em Fátima, celebrou os dez anos da beatificação de Francisco e Jacinta Marto.

O papa Francisco esteve duas vezes em Portugal. A primeira foi nos dias 12 e 13 de maio de 2017, no santuário de Fátima, para celebrar o centenário das aparições de Nossa Senhora e a canonização de Francisco e Jacinta Marto. Ele retornou ao país em agosto de 2023, para a Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, tendo também visita Fátima.

(acidigital) 

O que essas três aparições de Nossa Senhora têm em comum?

 


240522-VirgenDeGuadalupe-Virgen-de-Fatima-Virgen-de-Lourdes.Credito-Dominio-Publico-y.jpg Pintura original de Nossa Senhora de Guadalupe, imagens de Nossa Senhora de Fátima e de Nossa Senhora de Lourdes | Domínio público, Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0) e (CC BY-SA 4.0).
 

Em um artigo recente no jornal National Catholic Register, do grupo de comunicação católico EWTN, ao qual pertence a ACI Digital, o padre Stanley Smolenski, da arquidiocese de Hartford, Connecticut, EUA, explicou através de passagens bíblicas a relação entre as três aparições marianas mais populares.

Smolenski disse que as várias “aparições da Virgem Maria estão repletas de imagens bíblicas”, pois a Mãe de Deus as utiliza para comunicar suas mensagens à humanidade.

O padre descreveu os símbolos bíblicos de algumas das devoções marianas mais populares do mundo: Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora de Guadalupe.

Nossa Senhora de Lourdes

O padre Smolenski recordou que Nossa Senhora apareceu em Lourdes, França, com rosas a seus pés, um símbolo muito especial e raro que só pode ser compreendido na Bíblia.

Ele disse que “as flores são usadas para decorar as nossas igrejas, casas e jardins” e que embora “as mães recebam buquês de flores no Dia das Mães”, não é comum que sejam colocadas aos pés.

Ele disse que entendeu o significado ao recordar que a Virgem Maria faz as coisas com inteligência e depois de ler a seguinte passagem bíblica: "Como são belos sobre as montanhas os pés do mensageiro que anuncia a felicidade (Isaías 52,7)". Então, "percebi que Nossa Senhora estava usando imagens bíblicas em suas mensagens", disse.

Também se perguntou por que Nossa Senhora apareceu a santa Bernadete na Rocha de Massabielle, e conseguiu resolver o mistério graças ao simbolismo bíblico.

O padre Smolenski recordou que “as Escrituras falam de rochas tanto no Antigo como no Novo Testamento” e também de água.

“Moisés feriu uma rocha e dela brotou água (Números 20, 11). São Paulo comparou Cristo com essa rocha, mas que dá bebida espiritual (1 Coríntios 1, 4). Isso nos leva a Cristo Crucificado, que foi perfurado em seu lado, do qual saiu sangue e água (João 19, 34), que significa a graça pela qual a Igreja nasce”.

Vale lembrar que “a Virgem Maria se apresentou a Bernadette como a Imaculada Conceição”, uma devoção que “exemplifica a Igreja em sua perfeição nascida do coração ferido de Cristo”, disse.

Com base nessas premissas, o padre disse que “a água milagrosa que brota da Gruta de Lourdes se encaixa muito bem nessa imagem”, pois “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a na lavagem da água pela palavra, a fim de apresentá-la a si mesmo, uma igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e sem mancha (imaculada)”.

Nossa Senhora de Fátima

O padre Smolenski disse que a estrela situada na parte inferior do manto de Nossa Senhora de Fátima tem dois significados.

Primeiro, disse que "Estrela" significa "Ester" em idioma persa, e Ester "foi a rainha judia que salvou seu povo do extermínio no 13º dia do mês hebraico de Adar". Claramente, "isso significa a missão de Maria como a Ester moderna que salva a Igreja em nosso tempo", disse.

Também significa que a Virgem Maria é a "Estrela da Evangelização", nome que foi proclamado por são Paulo VI em seu documento de 1975 sobre a evangelização. “Assim como os Reis Magos foram guiados por uma estrela em sua busca por Cristo, Maria pode nos guiar até Ele por causa de sua relação materna única com Ele”, disse.

O papa Bento XVI também se referiu a Maria como a estrela dos católicos em sua encíclica de 2007 sobre a esperança cristã. “Quem mais além de Maria poderia ser uma estrela de esperança para nós?”, disse.

Por fim, o padre Smolenski se referiu ao milagre do sol de 1917, assim chamado porque durante a aparição de Nossa Senhora em Fátima o sol foi visto tremendo, numa espécie de "dança", e disse que neste evento é possível ver a "renovação milagrosa da terra".

O milagre "tem os símbolos da época de Noé: chuva, arco-íris e uma nova terra", disse, lembrando que "nesse dia choveu muito em Fátima" e que "durante a rotação do sol, a Cova da Iria foi coberta de várias cores, e que no final, a terra e as roupas das pessoas foram limpas de lama e água”.

“Na história do Antigo Testamento, a antiga população imoral foi substituída pela família temerosa de Deus de Noé como um novo começo. A Virgem Maria havia dito que no final seu Imaculado Coração triunfaria, o que implica um novo começo. Tudo isso foi revelado no milagre de Fátima", disse ele.

Nossa Senhora de Guadalupe

O padre Smolenski recordou que Nossa Senhora de Guadalupe imprimiu milagrosamente sua imagem quando apareceu a são Juan Diego na colina de Tepeyac, no México, e que “está representada com uma túnica rosa decorada com um padrão floral segundo os hieróglifos religiosos astecas e um manto azulado cravejado de estrelas de acordo com o padrão celeste daquele dia”.

Disse que estes símbolos remetem para a passagem do Livro do Apocalipse: "Eis que faço novas todas as coisas (21,5)", pois "a sua túnica floral representa a terra e o seu manto cravejado de estrelas representa a céu".

Ele também observou que Nossa Senhora de Guadalupe apareceu em 9 de dezembro, um dia após a festa da Imaculada Conceição, "que comemora sua completa liberdade do pecado e perfeita santidade para com Deus, e prefigura a criação totalmente restaurada para a Glória de Deus Pai".

(acidigital) 

Com a aproximação do Pentecostes, Leão XIV pede a Deus que ‘desperte as consciências’

 


Papa Leão XIV saúda fiéis na audiência geral em 20 de maio de 2026, no Vaticano Papa Leão XIV saúda fiéis em audiência geral hoje (20) no Vaticano. | Daniel Ibáñez / EWTN

O papa Leão XIV convidou hoje (20) os fiéis a pedir a Deus "que desperte as consciências humanas com seus dons para nos afastar da injustiça, da violência e da guerra, e de renovar a face da Terra" com vistas à celebração de Pentecostes no próximo domingo (24).

Pentecostes, uma das festas mais importantes do calendário litúrgico, celebra a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos e a Igreja.

O papa fez essa reflexão na audiência geral de hoje, dizendo que, há 40 anos, o papa são João Paulo II disse que o Espírito Santo é a “Luz dos corações” e Aquele que permite aos seres humanos “chamar o bem e o mal pelos seus nomes”.

Na saudação aos peregrinos de língua italiana, Leão XIV recebeu os participantes de uma manifestação promovida pelo Movimento Ética no Esporte, agradecendo particularmente a jovens atletas que escreveram uma redação inspirada em suas próprias experiências desportivas.

Na mensagem, o papa falou sobre a dimensão educativa do esporte e disse a todos que os atletas têm "uma nobre missão: salvaguardar a alma do esporte", dizendo que o verdadeiro objetivo não é a vitória material, mas "o respeito pelo adversário, a lealdade no jogo e a inclusão de todos".

Por fim, Leão XIV falou aos jovens, aos doentes e aos recém-casados, desejando que cada um possa sempre servir a Deus com alegria e amar o próximo com um autêntico espírito evangélico, antes de conceder a sua bênção a todas as pessoas presentes.


Quinta-feira, 21 de Maio de 2026 - 11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

7º dia - Novena ao Divino Espírito Santo


 

Homilia Diária | A oração de Jesus por nós (Quinta-feira da 7.ª Semana da Páscoa - 21/05/26)


 

Hoje são celebrados os beatos Manuel e Adílio, mártires da fé do sul do Brasil

 


Beatos Manuel e Adílio, mártires da fé do sul do Brasil Beatos Manuel e Adílio, mártires da fé do sul do Brasil | ACI Digital
 

Hoje (21), a Igreja recorda os mártires da fé, beatos Manuel e Adílio, um sacerdote espanhol que veio como missionário para o Brasil e evangelizou as terras do sul do país e um coroinha que se tornou o primeiro jovem brasileiro a ser elevado ao altar.

Manuel Gómez González nasceu em 29 de maio de 1877, nas proximidades de Tuy-Pontevedra, Espanha. Foi ordenado sacerdote em 24 de maio de 1902 e começou a exercer seu ministério em sua diocese. Dois anos depois, foi para Portugal e, em 1913, por conta de problemas políticos e religiosos no país, seguiu para o Brasil.

Inicialmente, teve uma breve estadia no Rio de Janeiro e, depois, foi para a diocese de Santa Maria (RS). Foi pároco de Saudade (RS) por um tempo, até que, em dezembro de 1915, assumiu a paróquia de Nonoai (RS), que abrangia um vasto território.

Como recordou o cardeal José Saraiva Martins, então prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, na Missa de beatificação dos mártires em 2007, padre Manuel González “desenvolveu uma obra pastoral tão intensa, que em oito anos, transformou o rosto da paróquia, cuidando também dos índios e devendo também, pontualmente, ocupar-se da vizinha paróquia de Palmeiras das Missões, na qualidade de administrador”.

Adílio Daronch nasceu em 25de outubro de 1908, perto de Dona Francisca, na zona de Cachoeira do Sul (RS). Seus pais, Pedro Daronch e Judite Segabinazzi, tinham oito filhos. A famíliase mudou para Passo Fundo (RS) em 1911 e, em 1913, para Nonoai.

O menino fazia parte do grupo de adolescentes que acompanhava padre Manuel em suas viagens pastorais, ajudando-o como coroinha. Era também aluno da escola fundada pelo sacerdote.

Certa vez, o bispo de Santa Maria, dom Ático Eusébio da Rocha, pediu que padre Manuel fosse visitar um grupo de colonos instalados na floresta de Três Passos, viagem que o sacerdote realizou na companhia do jovem Adílio.

Nesta época, o Rio Grande do Sul vivia a Revolução de 1923, a disputa armada entre partidários do então presidente do Rio Grande do Sul, Borges de Medeiros, conhecidos Ximangos, e os revolucionários aliados de Joaquim Francisco de Assis Brasil, chamados de Maragatos. Mesmo assim, padre Manuel não deixava de pregar e ensinar os valores cristãos.

Durante sua viagem, padre Manuel e o coroinha Adílio pararam em Palmeiras, onde o sacerdote administrou os sacramentos e “não deixou de exortar ao dever da paz aos revolucionários locais, pelo menos em nome da fé cristã”, como relatou a homilia do cardeal Saraiva. Os revolucionários, porém, não gostaram das palavras do sacerdote nem do fato de ter dado sepultura cristã às vítimas dos bandos locais.

Embora avisado dos riscos que corria, padre Manuel seguiu o caminho acompanhado por Adílio, que também sabia das ameaças sofridas pelo sacerdote.

Os dois caíram em uma emboscada e foram levados para uma zona de floresta, onde foram amarrados em duas árvores e fuzilados, morrendo por ódio à fé e à Igreja Católica, em 21 de maio de 1924.

“É admirável rever nestes acontecimentos, a mesma vitalidade, o mesmo vigor, a mesma extraordinária força das ‘Paixões’ dos Mártires dos primórdios da era cristã”, disse o cardeal Saraiva na missa de beatificação, em 21 de outubro de 2007, em Frederico Westphalen.

Os beatos Manuel e Adílio são padroeiros da diocese de Frederico Westphalen, onde anualmente acontece a Romaria Penitencial ao Santuário Nossa Senhora da Luz.

Em março de 1964, na presença do então bispo de Frederico Westphalen, dom João Hoffmann, os restos mortais de padre Manuel e Adílio foram exumados em Feijão Miúdo, município de Três Passos, e levados para Nonoai. Durante o translado, realizou-se uma longa e solene peregrinação por diversas comunidades, chegando ao seu destino em maio daquele ano.

Em Nonoai, os restos mortais dos mártires foram colocados no mausoléu ao lado da igreja Nossa Senhora da Luz. Desde então acontece a Romaria Penitencial ao santuário Nossa Senhora da Luz.


Laudes de Quinta-feira da 7ª Semana da Páscoa


 

quarta-feira, 20 de maio de 2026

It's Amazing How Beautiful Toilet Paper Roll Decorations Can Look? ♻️ Creative Recycling DIY Crafts


 

Papa León XIV visita la tumba de San Pablo 20 mayo de 2025


 

Audiência Geral, 20 de maio 2026 - Papa Leão XIV


 

 

LEÃO XIV

AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro
Quarta-feira, 20 de maio de 2026


Catequese. Os Documentos do Concílio Vaticano II III. Constituição dogmática Sacrosanctum Concilium 1. A liturgia no mistério da Igreja

Prezados irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!

Hoje damos início a uma série de catequeses sobre o primeiro Documento promulgado pelo Concílio Vaticano II: a Constituição sobre a sagrada liturgia Sacrosanctum Concilium (SC).

Elaborando esta Constituição, os Padres conciliares quiseram não só empreender uma reforma dos ritos, mas levar a Igreja a contemplar e a aprofundar aquele vínculo vivo que a constitui e une: o mistério de Cristo. Com efeito, a liturgia toca o próprio coração deste mistério: ela é simultaneamente o espaço, o tempo e o contexto em que a Igreja recebe de Cristo a própria vida. Sim, na liturgia «cumpre-se a obra da nossa Redenção» (SC, 2), que faz de nós uma raça eleita, um sacerdócio real, uma nação santa, um povo adquirido por Deus (cf. 1 Pd 2, 9).

Como manifestou a tripla renovação – bíblica, patrística e litúrgica – que atravessou a Igreja ao longo do século XX, o Mistério em questão não designa uma realidade obscura, mas o desígnio salvífico de Deus, escondido desde a eternidade e revelado em Cristo, segundo a afirmação de São Paulo (cf. Ef 3, 3-6). Eis, pois, o Mistério cristão: o evento pascal, ou seja, a paixão, a morte, a ressurreição e a glorificação de Cristo, que precisamente na liturgia se nos torna sacramentalmente presente, de tal modo que cada vez que participamos na assembleia congregada «em seu nome» (Mt 18, 20) mergulhamos neste Mistério.

O próprio Cristo é o princípio interior do mistério da Igreja, santo povo de Deus, nascido do seu lado trespassado na cruz. Na sagrada liturgia, com o poder do seu Espírito, Ele continua a agir. Santifica e associa a Igreja, sua esposa, à sua oferenda ao Pai. Exerce o seu sacerdócio absolutamente singular, Ele que está presente na Palavra proclamada, nos Sacramentos, nos ministros que celebram, na comunidade congregada e, em sumo grau, na Eucaristia (cf. SC, 7). É assim que, segundo Santo Agostinho (cf. Serm., 277), celebrando a Eucaristia, a Igreja «recebe o Corpo do Senhor, tornando-se aquilo que recebe»: torna-se o Corpo de Cristo, «morada de Deus pelo Espírito» (Ef 2, 22). Esta é «a obra da nossa Redenção», que nos configura a Cristo e nos edifica na comunhão.

Na sagrada liturgia, esta comunhão realiza-se «por meio dos ritos e das orações» (SC, 48). A ritualidade da Igreja expressa a sua fé – de acordo com o famoso ditado lex orandi, lex credendi – e, ao mesmo tempo, modela a identidade eclesial: a Palavra proclamada, a celebração do Sacramento, os gestos, os momentos de silêncio, o espaço, tudo isto representa e dá forma ao povo convocado pelo Pai, Corpo de Cristo, Templo do Espírito Santo. Assim, cada celebração torna-se uma verdadeira epifania da Igreja em oração, como recordou São João Paulo II (Carta apostólica Vicesimus quintus annus, 9).

Se a liturgia está ao serviço do mistério de Cristo, compreende-se por que motivo foi definida como, «simultaneamente, a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força» (SC, 10). É verdade que a ação da Igreja não se limita unicamente à liturgia; no entanto, todas as suas atividades (pregação, serviço aos pobres, acompanhamento das realidades humanas) convergem para esta «meta». No sentido inverso, a liturgia sustenta os fiéis, mergulhando-os sempre e de novo na Páscoa do Senhor e, por isso, através da proclamação da Palavra, da celebração dos Sacramentos e da oração comum, eles são revigorados, encorajados e renovados no seu compromisso de fé e na sua missão. Em síntese, a participação dos fiéis na ação litúrgica é «interior» e, ao mesmo tempo, «exterior».

Isto significa também que ela é chamada a manifestar-se concretamente ao longo de toda a vida diária, numa dinâmica ética e espiritual, de tal maneira que a liturgia celebrada se traduz em vida e exige uma existência fiel, capaz de tornar concreto o que foi vivido na celebração: é desta forma que a nossa vida se torna «sacrifício vivo, santo e agradável a Deus», realizando o nosso «culto espiritual» (Rm 12, 1).

Deste modo, «a liturgia edifica os que estão na Igreja em templo santo no Senhor» (SC, 2), e forma uma comunidade aberta e acolhedora para todos. Com efeito, ela é habitada pelo Espírito Santo, introduz-nos na vida de Cristo, torna-nos seu Corpo e, em todas as suas dimensões, representa um sinal da unidade de toda a humanidade em Cristo. Como dizia o Papa Francisco, «o mundo ainda não o sabe, mas todos “são convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro” (Ap 19, 9)» (Carta apostólica Desiderio desideravi, 5).

Caríssimos, deixemo-nos plasmar interiormente pelos ritos, símbolos, gestos e principalmente pela presença viva de Cristo na liturgia, que ainda teremos a oportunidade de aprofundar nas próximas Catequeses.

_________________

Saudações:

Uma cordial saudação a todos os fiéis de língua portuguesa, em particular aos sacerdotes da Arquidiocese de Maringá e aos grupos de peregrinos vindos do Brasil e de Portugal. Unidos na mesma fé, peçamos ao Senhor uma renovada efusão do Espírito Santo sobre a sua Igreja. Deus vos abençoe!

____________________________________

Resumo da catequese do Santo Padre:

Iniciamos hoje o ciclo de catequeses sobre a Constituição Sacrosanctum Concilium, primeiro documento promulgado pelo Concílio Vaticano II. A liturgia é o espaço, o tempo e o contexto no qual a Igreja recebe de Cristo a própria vida; nela «se opera o fruto da nossa Redenção» (n. 2). O Mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor torna-se presente de modo sacramental na celebração litúrgica, de modo que, sempre que participamos da assembleia reunida em seu nome, somos imersos neste Mistério. Os ritos litúrgicos exprimem a fé da Igreja e, ao mesmo tempo, plasmam a sua identidade enquanto Corpo místico de Cristo. Deste modo, a liturgia é «simultaneamente a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força» (n. 10).

 

Resucitó !


 

Quarta-feira, 20 de Maio de 2026 - 11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade