Caminhando
domingo, 9 de agosto de 2026
O Papa: o Senhor converta os corações daqueles que semeiam a violência
Raimundo de Lima - Vatican News
“Continuo acompanhando com preocupação a trágica situação no Sudão, especialmente na cidade de El-Obeid. Ao expressar minha proximidade espiritual com todo o povo daquele país, renovo meu apelo às autoridades para que garantam corredores humanitários para a população civil. Ao mesmo tempo, exorto a comunidade internacional a apoiar os esforços destinados a alcançar um cessar-fogo imediato. Rezemos para que o Senhor sustente aqueles que sofrem, converta os corações daqueles que semeiam a violência e conceda a tão esperada paz.”
Foi o veemente apelo do Pontífice no Angelus deste domingo, 9 de agosto, ao manifestar sua proximidade espiritual com todo o povo daquele país africano que já de há muito vem sofrendo com as violências, pedindo um cessar-fogo imediato.
Ucrânia e Rússia, outra realidade de sofrimento
O olhar do Santo Padre voltou-se também para outra realidade de sofrimento, desta vez na Ucrânia e Rússia, de onde continuam a chegar notícias dolorosas de pessoas inocentes mortas e feridas, frisou o Papa:
Episódios trágicos se sucedem, ou melhor, se multiplicam, causando cada vez mais vítimas civis, entre as quais também crianças. Faço-me próximo das famílias das vítimas, dos feridos e de todos aqueles que sofrem por causa do conflito em curso. Diante de tanta dor, renovo um apelo veemente para que se respeite o direito humanitário e cessem, por ambas as partes, os ataques que atingem alvos civis. A guerra apenas gera mais guerra e provoca enormes sofrimentos. É hora de interromper a espiral de violência e dar espaço à diplomacia e ao diálogo para abrir caminho à paz.
Testemunhas luminosas do Evangelho
Após ressaltar a presença de muitos jovens, que escolhem dedicar alguns dias de férias a atividades formativas e de amizade, como um sinal de esperança, Leão XIV lembrou o evento dos jovens franciscanos que teve a alegria de encontrar na última quinta-feira em Assis, recordando, em seguida, que nestes dias o calendário litúrgico propõe algumas figuras luminosas de Santos e Santas, convidando-os a conhecê-las melhor e a se deixarem entusiasmar por estas testemunhas exemplares o Evangelho:
Ontem, São Domingos, fundador dos Frades Pregadores; hoje, Santa Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein, carmelita assassinada em Auschwitz e co-padroeira da Europa; São Lourenço, amanhã, diácono da Igreja de Roma; depois de amanhã, Santa Clara de Assis, que abandonou uma vida confortável para seguir Jesus, pobre e humilde, seguindo o exemplo de seu conterrâneo São Francisco. Queridos jovens, deixai-vos inspirar por essas testemunhas exemplares do Evangelho!
Angelus, 9 de agosto de 2026 - Papa Leão XIV
PAPA LEÃO XIV
ANGELUS
Praça de São Pedro
Domingo 9 de agosto de 2026
Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Hoje, o Evangelho fala-nos de Jesus que, caminhando sobre as águas do mar da Galileia, vai ter com os discípulos no meio de uma tempestade (cf. Mt 14, 22-33).
Após o milagre dos pães e dos peixes (cf. Mt 14, 13-21), o Mestre obriga os seus discípulos a embarcar e ir adiante para a outra margem, enquanto Ele se retira num monte, sozinho, para rezar. Longe da costa, porém, encontram-se à mercê do vento e têm dificuldade em avançar. Depois de uma experiência bem-sucedida, na qual tinham sido protagonistas de um sinal prodigioso, encontram-se agora impotentes e assustados perante a ameaça das ondas e do vento contrário.
No final da noite, Jesus vai ao encontro deles sobre as águas agitadas, e, assustados, confundem-no com um fantasma (v. 26). Mas Ele diz-lhes: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» (v. 27). A presença do Senhor muda tudo: Pedro chega até mesmo a dar alguns passos sobre as ondas na direção d’Ele; depois assusta-se, começa a afundar e Jesus salva-o. Quando o Mestre entra no barco, a tempestade acalma, e então brota espontaneamente do coração dos discípulos a profissão de fé: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!» (v. 33).
Para chegar a este ponto, não lhes bastou assistir a um milagre, nem ter tido bom êxito diante das pessoas: tiveram de passar pela experiência da própria fraqueza, reconhecendo nela a presença de Deus. Só assim conseguiram verdadeiramente abrir os olhos e o coração à sua proximidade, reencontrando a paz mesmo no meio da tempestade.
Um dia, mais tarde, Jesus dir-lhes-á: «Se tiverdes fé e não duvidardes […], se disserdes a este monte: “Tira-te daí e lança-te ao mar”, assim acontecerá» (Mt 21, 21). E foi precisamente isso que eles experimentaram no lago: a paz de Cristo, que tinha estado na montanha a rezar, alcançou-os no meio da fúria das águas.
Com efeito, este milagre ensina-nos algo importante: em primeiro lugar, a não nos vangloriarmos pelo sucesso e a nunca nos considerarmos superiores aos outros; depois, a não perdermos a esperança, nem mesmo nos momentos de escuridão, quando nos sentimos impotentes perante os problemas que, apesar dos nossos esforços, nos fazem pensar que estamos a recuar em vez de avançar. Em qualquer circunstância, Jesus não nos abandona e, se o acolhermos humildemente no barco da nossa vida – através da oração, dos Sacramentos e da escuta da Palavra –, n’Ele encontraremos a paz, a luz e a força para o nosso caminho.
Que Maria nos ajude a viver assim, com confiante abandono em Deus, Ela que foi proclamada bem-aventurada pela sua fé (cf. Lc 1, 45).
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Depois do Angelus
Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Hoje, o Evangelho fala-nos de Jesus que, caminhando sobre as águas do mar da Galileia, vai ter com os discípulos no meio de uma tempestade (cf. Mt 14, 22-33).
Após o milagre dos pães e dos peixes (cf. Mt 14, 13-21), o Mestre obriga os seus discípulos a embarcar e ir adiante para a outra margem, enquanto Ele se retira num monte, sozinho, para rezar. Longe da costa, porém, encontram-se à mercê do vento e têm dificuldade em avançar. Depois de uma experiência bem-sucedida, na qual tinham sido protagonistas de um sinal prodigioso, encontram-se agora impotentes e assustados perante a ameaça das ondas e do vento contrário.
No final da noite, Jesus vai ao encontro deles sobre as águas agitadas, e, assustados, confundem-no com um fantasma (v. 26). Mas Ele diz-lhes: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» (v. 27). A presença do Senhor muda tudo: Pedro chega mesmo a dar alguns passos sobre as ondas em direção a Ele; depois assusta-se, começa a afundar e Jesus salva-o. Quando o Mestre entra no barco, a tempestade acalma e então brota espontaneamente do coração dos discípulos a profissão de fé: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!» (v. 33).
Para chegar a este ponto, não lhes bastou assistir a um milagre, nem ter tido bom êxito diante das pessoas: tiveram de passar pela experiência da própria fraqueza, reconhecendo nela a presença de Deus. Só assim conseguiram verdadeiramente abrir os olhos e o coração à sua proximidade, reencontrando a paz mesmo no meio da tempestade.
Um dia, mais tarde, Jesus dir-lhes-á: «Se tiverdes fé e não duvidardes […], se disserdes a este monte: “Tira-te daí e lança-te ao mar”, assim acontecerá» (Mt 21, 21). E foi precisamente isso que eles experimentaram no lago: a paz de Cristo, que tinha estado na montanha a rezar, alcançou-os no meio da fúria das águas.
Com efeito, este milagre ensina-nos algo importante: em primeiro lugar, a não nos vangloriarmos do sucesso e a nunca nos considerarmos superiores aos outros; depois, a não perdermos a esperança, nem mesmo nos momentos de escuridão, quando nos sentimos impotentes perante os problemas que, apesar dos nossos esforços, nos fazem pensar que estamos a recuar em vez de avançar. Em qualquer circunstância, Jesus não nos abandona e, se o acolhermos humildemente no barco da nossa vida – através da oração, dos Sacramentos e da escuta da Palavra –, n’Ele encontraremos a paz, a luz e a força para o nosso caminho.
Que Maria nos ajude a viver assim, com confiante abandono em Deus, Ela que foi proclamada bem-aventurada pela sua fé (cf. Lc 1, 45).
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Depois do Angelus:
Queridos irmãos e irmãs,
Prossigo acompanhando, com preocupação, a trágica situação no Sudão, especialmente na cidade de El-Obeid. Ao manifestar a minha proximidade espiritual a todo o povo daquele país, renovo o meu apelo às autoridades a fim de que garantam corredores humanitários para a população civil. Ao mesmo tempo, exorto a comunidade internacional a apoiar os esforços voltados a alcançar um cessar-fogo imediato. Rezemos para que o Senhor sustente aqueles que sofrem, converta os corações daqueles que semeiam a violência e conceda a tão esperada paz.
Continuam a chegar notícias dolorosas de pessoas inocentes mortas e feridas na Ucrânia e na Rússia. Os episódios trágicos sucedem-se, ou melhor, multiplicam-se, causando cada vez mais vítimas civis, entre as quais também crianças. Estou próximo das famílias das vítimas, dos feridos e de todos aqueles que sofrem devido ao conflito em curso. Perante tanta dor, renovo um veemente apelo para que se respeite o direito humanitário e cessem, de ambas as partes, os ataques contra alvos civis. A guerra gera apenas mais guerra e provoca enormes sofrimentos. É tempo de deter a espiral de violência e dar espaço à diplomacia e ao diálogo para abrir caminho à paz.
E agora dou as boas-vindas a todos vós, romanos e peregrinos de vários países!
Em particular, saúdo os jovens da Comunidade de Santa Maria Madalena, da Diocese de Milão, que percorreram a Via Francigena, de Siena a Roma; bem como os escuteiros de Enna, que realizaram o seu acampamento nos Colli Romani, e os jovens de Pernumia, da Diocese de Pádua.
A presença de tantos grupos de jovens, que optam por dedicar alguns dias das suas férias a atividades formativas e de amizade, é um sinal de esperança; tal como o foi o evento com os jovens franciscanos que tive a alegria de encontrar na quinta-feira passada, em Assis.
A todos vós, jovens que me ouvis, gostaria de recordar que, nestes dias, o calendário litúrgico propõe-nos algumas figuras maravilhosas de santos e santas, que vos convido a conhecer melhor: ontem, o grande São Domingos, fundador dos Frades Pregadores; hoje, Santa Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein, carmelita assassinada em Auschwitz e copadroeira da Europa; amanhã, São Lourenço, diácono da Igreja de Roma; depois de amanhã, Santa Clara de Assis, que abandonou uma vida confortável para seguir Jesus, pobre e humilde, segundo o exemplo do seu conterrâneo São Francisco. Queridos jovens, deixai-vos entusiasmar por estas testemunhas exemplares do Evangelho!
Obrigado pela vossa presença e bom domingo a todos!
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Há 90 anos o Sagrado Coração de Jesus foi fuzilado na Guerra Civil Espanhola
Vista panorâmica da esplanada do monumento ao Sagrado Coração de Jesus no Cerro de los Ángeles. | Crédito: | Diocese de Getafe7 de ago de 2026 às 15:19
Hoje (7) completam-se 90 anos do dia em que milicianos da Frente Popular, um dos lados na Guerra Civil Espanhola, dispararam contra o monumento ao Sagrado Coração de Jesus, diante do qual o rei Afonso XIII consagrou a Espanha.
O monumento original, obra do arquiteto Carlos Maura e do escultor Aniceto Marinas, foi construído no Cerro de los Ángeles, ponto central da Espanha, e financiado por subscrição popular, embora a imagem central de Jesus Cristo tenha sido doada pelo conde de Guaqui, Juan Marino de Goyeneche.
O conjunto monumental, com 28 metros de altura, era composto, além da imagem central de Jesus Cristo, por dois grupos escultóricos que representavam, respectivamente, a humanidade santificada e a humanidade que caminha rumo à santidade.
O primeiro grupo era composto por figuras como santa Margarida Maria Alacoque, santo Agostinho, são Francisco de Assis, santa Teresa de Ávila, o beato Bernardo de Hoyos e são João Evangelista, entre outros. O segundo grupo apresentava imagens que aludem ao caminho da caridade, da virtude e do amor necessários para a conversão e a santificação.
A sua inauguração, prevista para 1918, foi adiada devido à pandemia da gripe espanhola até 30 de maio de 1919, quando, na presença do governo da Espanha, do núncio apostólico no país, Francos Ragonesi, e de um grande grupo de bispos e cardeais, o rei Afonso XIII pronunciou a fórmula de consagração da Espanha ao Sagrado Coração de Jesus:
"Espanha, povo de vossa herança e predileção, prostra-se reverentemente hoje diante desse trono de bondade que se ergue para Vós no centro da península. Reinai nos corações dos homens, no seio dos lares, na inteligência dos sábios, nas salas de aula da ciência e das letras, e em nossas leis e instituições nacionais”.
Julgado, fuzilado e dinamitado
A Guerra Civil Espanhola eclodiu em 18 de julho de 1936. Cinco dias depois, cinco jovens que haviam permanecido nas proximidades do monumento para defendê-lo de uma possível profanação foram mortos.
Em 7 de agosto, a primeira sexta-feira do mês, milicianos da Frente Popular fizeram um julgamento sumário simulado de Jesus Cristo e, depois de O sentenciarem, dispararam contra o monumento gritando "Apontem com ódio! Atirem com raiva!".
Eles então tentaram derrubar e demolir o monumento com todo tipo de ferramenta, como cabos e martelos, mas não tiveram sucesso, então decidiram dinamitá-lo. Chegaram até a arrastar a cabeça de Cristo amarrada a um cavalo como humilhação adicional.
O lugar, renomeado Cerro Rojo (morro vermelho), foi recapturado pelas forças nacionalistas em 6 de novembro de 1936, outra primeira sexta-feira do mês. Tropas sob o comando do general José Enrique Varela participaram de uma missa de reparação celebrada por um capelão militar.
O novo monumento
Depois do fim da Guerra Civil Espanhola em 1939 e depois dos primeiros anos do difícil período pós-guerra, a reconstrução do lugar começou em 1944, quando se comemorava o 25º aniversário da consagração da Espanha, razão pela qual a Santa Sé concedeu um ano jubilar.
A estátua do Sagrado Coração, com 11,5 metros de altura e colocada sobre um pedestal de 26 metros, foi criada pelo mesmo escultor da original. Quatro grupos de esculturas de Fernando Cruz foram dispostos ao redor do pedestal.
No primeiro grupo, Espanha Missionária, estão representados a rainha Isabel I de Castela, Cristóvão Colombo, Hernán Cortés e são Junípero Serra. Para representar a Espanha como defensora da fé, foram escolhidos o bispo Ósio de Córdoba, dom Pelayo, Diego Laínez, João da Áustria e o beato Anselmo Polanco, bispo assassinado na guerra.
O terceiro grupo, dedicado à Igreja Militante, é composto por figuras que representam a caridade, a virtude e o amor. O último grupo escultórico, representando a Igreja Triunfante, reproduz os santos do monumento original.
(aciigital)
Dez citações de santa Teresa Benedita da Cruz sobre o que significa ser mulher
Santa Teresa Benedita da Cruz retratada como estudante em 1913-1914. | Domínio PúblicoPor Kate Quiñones
9 de ago de 2026 às 03:00
A Igreja celebra hoje (9) a festa de santa Teresa Benedita da Cruz, que no século se chamava Edith Stein.
Nascida em uma família judia de Breslau, Prússia (atual Wroclaw, Polônia), Stein declarou-se ateia aos 15 anos. Depois, converteu-se ao catolicismo depois de ler a autobiografia de santa Teresa de Ávila. Mais tarde, ela entrou para a ordem carmelita, tomando o nome de Teresa Benedita da Cruz, vivendo lá até ser presa pela Gestapo, polícia secreta do regime nazista, em 2 de abril de 1942.
Ela morreu no campo de extermínio nazista de Auschwitz em 9 de agosto de 1942. O papa são João Paulo II a canonizou em 1998 e a proclamou copadroeira da Europa no ano seguinte. No início deste ano, as carmelitas descalças fizeram uma petição para que ela fosse declarada doutora da Igreja.
Santa Teresa Benedita da Cruz é conhecida por seus ensaios sobre mulheres e educação, entre muitas outras dissertações filosóficas. Seguem algumas de suas melhores citações sobre o que significa ser mulher em seus escritos sobre mulheres.
“A alma de uma mulher é moldada para ser um abrigo no qual outras almas podem se desenvolver.”
“Cada mulher que vive na luz da eternidade pode realizar sua vocação, não importa se é no casamento, em uma ordem religiosa ou em uma profissão mundana”.
“A alma da mulher deve ser expansiva e aberta a todos os seres humanos; deve ser tranquila para que nenhuma pequena chama fraca seja extinta pelos ventos tempestuosos; quente para não entorpecer os brotos frágeis; clara, para que nenhum verme se instale em cantos e recessos escuros; autocontida, para que nenhuma invasão de fora possa pôr em perigo a vida interior; vazia de si mesma, para que a vida de outro possa ter espaço nela; finalmente, dona de si mesma e também de seu corpo, para que a pessoa inteira esteja prontamente à disposição de qualquer chamado”.
“As mulheres naturalmente buscam abraçar o que é vivo, pessoal e completo”.
“Somente a pessoa cega pela paixão da controvérsia poderia negar que a mulher em alma e corpo é criada para um propósito particular… a mulher é destinada a ser esposa e mãe. Tanto física quanto espiritualmente, ela é dotada para esse propósito”.
“Tanto o companheirismo espiritual quanto a maternidade espiritual não se limitam aos relacionamentos físicos entre cônjuge e mãe, mas se estendem a todas as pessoas com quem a mulher entra em contato”.
“O anseio feminino mais profundo é alcançar uma união amorosa que, em seu desenvolvimento, valide esse amadurecimento e simultaneamente estimule e promova o desejo de perfeição nos outros, tal anseio é um aspecto essencial do destino eterno da mulher”.
“Seu corpo e alma são feitos menos para lutar e conquistar do que para cuidar, guardar e preservar”.
“Uma qualidade única da mulher é sua sensibilidade singular aos valores morais e uma aversão a tudo que é baixo e mesquinho.”
“A alma da mulher está presente e vive mais intensamente em todas as partes do corpo, e é internamente afetada por aquilo que acontece ao corpo”.
sábado, 8 de agosto de 2026
Reflexão para o 19º Domingo do Tempo Comum
Vatican News
Todos nós já vivemos momentos de tensões, de adversidades, de solidão. A liturgia deste domingo quer nos situar a Presença e a ação do Senhor, ao nosso lado, quando experienciamos essas situações adversas.
Dentro de uma situação de perseguição por ter se mantido fiel a Deus e por ter lutado pela preservação do autêntico culto, o Profeta Elias sofre bastante e tem de fugir. Deus não o livra de situações dolorosas, mas se manifesta de modo firme e com linguagem diferente da dos opressores. Deus se torna presente a Elias através de uma brisa leve. Isso nos fala a primeira leitura, extraída do1º Livro dos Reis.
Esta página do Evangelho, cap. 14 de Mateus, nos apresenta Jesus fazendo com que seus discípulos experimentem situação adversa. O Senhor proporciona aos Apóstolos a experiência de confiarem n’Ele, de sentirem-se seguros, em meio a situações adversas, apenas em Sua Palavra.
Eis a cena: após a multiplicação dos pães e dos peixes, após ter curado as pessoas, Jesus impele, leva os discípulos a embarcarem e a aguardá-lo na outra margem. Os Apóstolos estão alegres e confiantes. O Mestre fez belo discurso, curou os doentes, deu comida para todos e agora vai rezar. Eles sentem-se obrigados a deixar aquele que é o porto seguro e a atravessarem sozinhos o mar, viver uma situação de risco e até de desamparo. Contudo, o Mestre avisou que se encontrariam no outro lado. Portanto, não foi uma despedida, mas um até logo, apesar de terem a missão de atravessar a zona tenebrosa do mar, já dentro de um horário em que a luz diminuía e se dirigindo para uma região pagã.
Jesus permanece em oração, certamente pedindo ao Pai para fortalecer aqueles que Ele lhes dera.
No meio da noite, no meio do escuro, da incerteza, da dúvida, a barca onde estão os discípulos é agitada pelo vento. É a turbulência! No trabalho, na família, nos relacionamentos, na vida pública, as turbulências se fazem presentes e colocam à prova nossas certezas, nossas seguranças, sejam físicas, psíquicas ou espirituais. Os discípulos, já amedrontados, gritam de pavor quando avistam no mar um vulto. O medo é tamanho que são incapazes de refletir que Jesus já demonstrara amá-los e exercer seu poder para preservá-los. Gritam de medo!
Jesus, o Príncipe da Paz, faz jus ao seu nome e anuncia: “Tende confiança, sou eu, não tenhais medo!” Apesar do que vê, apesar das experiências passadas, Pedro ainda pergunta pedindo prova:
“Senhor, se és tu, manda que eu vá ao teu encontro sobre as águas.” Jesus diz sim e Pedro começa a caminhar, mas quando o vento sopra, surge a insegurança e Pedro começa a afundar. Ele acredita mais na força do perigo da água do que na Palavra de Jesus. Confia mais na insegurança, no poder da fragilidade, do que no amor de Jesus.
A dúvida o fez afundar e o mesmo acontece conosco! Quem não arrisca, afunda sempre!
Aí ele grita pedidndo socorro. Jesus estende a mão e o repreende: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?”
Jesus sobe à barca e o vento cessa. Quando temos consciência de que Jesus está conosco, de que ele é o Emanuel, todo e qualquer perigo desaparece de nossa mente. A certeza da presença, do companheirismo de Jesus é determinante para atraversarmos qualquer turbulência.
Certos disso, os Apóstolos deram glória a Deus ao se prostrarem e professarem a fé: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus”!
Vivamos na fé. O Senhor é nosso companheiro por toda a vida. Em qualquer situação que estejamos vivendo, Jesus está ao nosso lado e pede ao Pai por nós, para que sejamos fiéis a Ele, para que saibamos que nada de mal nos poderá suceder porque Deus está conosco!
Vivamos nossa vida, cumpramos nossa missão, atravessemos com garbo as dificuldades, certos de que jamais estamos sozinhos. Poderemos fazer tudo isso não baseados em nós mesmos, mas no poder de Deus. “Quando sou fraco, então é que sou forte!
O Papa Leão na França: programa, logotipo e lema da viagem
Vatican News
A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou, nesta sexta-feira (07/08), o programa, o logotipo e o lema da viagem apostólica do Papa Leão XIV à França que se realizará de 25 a 28 de setembro próximo, quando o Pontífice visitará a sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Visita à Unesco e encontro com os jovens
O programa do Pontífice em terras francesas, começa na sexta-feira, 25 de setembro, com sua saída do Aeroporto Internacional Leonardo da Vinci, Roma/Fiumicino, para Paris, às 7h50 locais. A chegada do Papa ao Aeroporto Internacional de Paris-Orly está prevista para às 10h locais. Ali, haverá a cerimônia de boas-vindas.
Às 11h, o Santo Papa visitará o presidente da República, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu. Macron foi recebido em audiência, no Vaticano, em 10 de abril passado. Às 11h45, o encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático no Palácio do Eliseu, onde o Pontífice fará seu primeiro discurso.
Depois, às 15h haverá a visita à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na sede da Unesco. Ali, Leão XIV fará seu segundo discurso em terras francesas.
Às 17h15, o Santo Padre rezará a oração das Vésperas com os bispos, sacerdotes, diáconos, consagrados, consagradas e seminaristas na Catedral de Notre-Dame de Paris, onde proferirá a homilia. Em 2019, a Catedral de Notre-Dame de Paris sofreu um incêndio e foi reabaerta ao público em 8 de dezembro de 2024.
O dia do Pontífice se encerra com a Vigília de Oração com os Jovens no Estádio da França de Saint-Denis às 21h. Ali, o Papa fará um discurso.
Missa na Praça da Concórdia
Leão XIV começará o sábado, 26 de setembro, com a visita ao Centro de Acompanhamento e Integração Social 'Maison Bakhita', às 9h locais. Este é um importante centro de acolhimento para migrantes e exilados, criado pela Arquidiocese de Paris em 2021 que leva o nome da religiosa sudanesa, testemunha de fé e símbolo universal da luta contra a escravidão. Nesse local, que oferece formação linguística e profissional, apoio familiar e assistência médica e psicológica para a recuperação de traumas, Leão XIV fará uma saudação aos visitantes e pacientes.
Depois, às 10h15, o encontro com os membros da Assembleia sinodal provincial, os catecúmenos e neófitos no Instituto Católico de Paris, onde fará um discurso. Às 15h, Leão XIV celebrará a missa na Praça da Concórdia, seguida da homilia. Às 17h45, o Papa partirá de avião do Aeroporto Internacional de Paris-Orly para Lourdes, onde a chegada está prevista para às 19h05 ao Aeroporto Internacional de Tarbes-Lourdes-Pyrénées. Às 19h40, haverá a oração na Gruta das Aparições de Massabielle no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes.
Terço no Santuário de Lourdes
No domingo, 27 de setembro, às 9h locais, Leão XIV se encontrará com os bispos da Conferência Episcopal Francesa no hemiciclo "Sainte-Bernadette" do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, onde fará um discurso.
Depois, às 11h, o Papa celebrará a missa no Prado do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, onde fará a homilia e a oração do Angelus. Às 15h30, haverá o encontro com os trabalhadores e hóspedes do Acolhimento Notre-Dame no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes. Ali fará um discurso. Às 16h45, haverá o encontro privado com as religiosas contemplativas no Mosteiro Carmelita de Lourdes. O dia do Pontífice se concluirá com a oração do Terço e a procissão das Velas às 21h, no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, com um discurso.
Na terra de Schuman
Na segunda-feira, 28 de setembro, último dia da viagem do Pontífice à França, o Papa partirá às 07h40 do aeroporto internacional “Tarbes-Lourdes-Pyrénées” com destino a Metz, onde a chegada está prevista para às 9h20 ao Aeroporto Internacional “Metz-Nancy-Lorraine”. Metz está localizada no nordeste da França, capital do departamento de Mosela, perto da fronteira com Luxemburgo. É conhecida como a terra natal de Schuman, que cresceu e se formou ali, desenvolvendo os ideais e princípios que mais tarde se tornariam parte do grande projeto da União Europeia.
Às 10h, haverá o encontro inter-religioso no Centro de Conferências Robert Schuman em Metz. Ali, o Papa fará um discurso. Às 11h, haverá o encontro “Nas raízes da Europa pela paz e unidade” no Centro de Conferências Robert Schuman em Metz. O Papa fará mais um discurso.
Às 16h, Leão XIV celebrará a missa e proferirá a homilia na Catedral de Santo Estêvão, obra-prima neogótica também conhecida como Lanterna de Deus, com seus mais de 6.500 metros quadrados de vitrais.
Às 18h30, haverá a cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional de Metz-Nancy-Lorraine. A partida está prevista para às 19h do Aeroporto Internacional de Metz-Nancy-Lorraine e a chegada ao Aeroporto Internacional de Roma/Fiumicino às 20h50.
Logotipo da viagem do Papa à França
"O logotipo da visita do Santo Padre à França retrata um vitral circular, que remete às rosáceas das catedrais góticas, simbolizando a beleza da comunhão e da unidade na Igreja. No centro, o arco ogival e a Cruz expressam a dimensão apostólica e litúrgica da viagem. A pomba, que paira no coração da composição, evoca o Espírito Santo e traz consigo um ramo de oliveira, sinal de paz para toda a humanidade. Os tons de azul, branco e vermelho, o amarelo-laranja da luz e o verde da esperança entrelaçam as cores da França com as do Vaticano, destacando ao mesmo tempo a dimensão espiritual da visita", explica a nota da Sala de Imprensa da Santa Sé.
O lema: 'Para que o mundo tenha vida'
"O lema escolhido, 'Para que o mundo tenha vida', é um convite a reconhecer o maior presente que nos foi dado por Cristo Salvador. É também um apelo à esperança e à comunhão, que nos encoraja a superar as divisões para partilhar a paz, a reconciliação e a fraternidade, sinais de vida nova no mundo. Nessas palavras se expressa também a atitude com que a Igreja na França acolhe a visita do Santo Padre: com alegria, abertura e um profundo desejo de testemunhar a todos a vida que vem de Deus."
Encontro com as vítimas de abuso
Ao anunciar o programa da visita, a Sala de Imprensa da Santa Sé anunciou que "durante sua próxima viagem apostólica à França, o Papa Leão XIV se encontrará em particular com algumas vítimas de abuso na Igreja". "As próprias vítimas participarão dos preparativos para este evento", afirma o comunicado, sem fornecer mais detalhes sobre a data, o local ou o número de participantes, que "serão divulgados posteriormente". Este encontro — que segue o encontro com as vítimas também realizado na Espanha — é significativo numa Igreja como a francesa, abalada pelo escândalo de abusos e que, nos últimos anos, iniciou reformas estruturais e um processo de reparação ainda em andamento.