domingo, 8 de março de 2026

Caritas Internationalis: dignidade, justiça e ação para todas as mulheres

 

A declaração para o Dia Internacional de 8 de março lembra que hoje as mulheres em todo o mundo detêm “apenas” 64% dos direitos legais de que gozam os homens. Daí o apelo para promover a igualdade, proteger a dignidade humana e garantir segurança e justiça, para que não sejam conceitos “ideais”, mas “realidades vividas”.

Vatican News

Promover a igualdade, proteger a dignidade humana e garantir segurança e justiça para todas as mulheres e meninas, não como conceitos “ideais”, mas como “realidades vividas”. A exortação da Caritas Internationalis para o Dia Internacional da Mulher, neste 8 de março, está relacionada ao relatório do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, intitulado: “Garantir e reforçar o acesso à justiça para todas as mulheres e meninas”, do qual emerge que, em 2026, as mulheres em todo o mundo deterão “apenas 64% dos direitos legais de que gozam os homens”. Ao ritmo atual, destaca uma declaração publicada em caritas.org, preencher essa lacuna levaria 286 anos: “não é aceitável”. Para a Caritas, a igualdade entre mulheres e homens está enraizada na convicção de que cada pessoa é criada à imagem e semelhança de Deus: a dignidade humana é “universal e indivisível”.

Barreiras sociais, culturais e econômicas

Quando a dignidade e os direitos são ignorados, também por barreiras sociais, culturais ou econômicas, “nossa humanidade comum fica diminuída”. Portanto, apoiar a dignidade das mulheres e meninas e “promover sua emancipação, sua liderança e sua participação igualitária” na busca do bem comum são “essenciais para o florescimento de toda a família humana”.

 Em um momento de cortes internacionais nos financiamentos para a ajuda ao desenvolvimento, destaca-se que “reconhecer, apoiar e investir na liderança das mulheres” é igualmente “essencial” para uma prosperidade autêntica e integral e para uma mudança duradoura: a igualdade e a dignidade não estão “sujeitas” à variabilidade dos orçamentos, “a justiça não é opcional”.

A segurança é uma obrigação

Como escreve Leão XIV na exortação apostólica Dilexi te, referindo-se à Evangelii gaudium do Papa Francisco, “duplamente pobres são as mulheres que sofrem situações de exclusão, maus-tratos e violência”. Em caso de guerra, “as mulheres e as meninas são frequentemente as mais afetadas, obrigadas a fugir de suas casas e comunidades para salvar suas vidas, muitas vezes vítimas de abusos físicos e sexuais, abandonadas a cuidar de seus filhos, com as mais graves violações de seus direitos fundamentais”, observa Alistair Dutton, secretário-geral da Caritas Internationalis. O compromisso da Caritas é, portanto, claro e evoca o tema da edição de 2026 do Dia: “Dignidade, justiça e ação. Para todas as mulheres e meninas”, porque “garantir a segurança das pessoas é uma obrigação”.

(vaticannews) 

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