segunda-feira, 31 de agosto de 2026

#papaleãoxiv adverte: não manipular a religião para fins


 

Haiti, Nepal, Cuidado da Criação e a paz na oração do Papa

 



A dor causada por um suceder de catástrofes naturais ao redor do mundo, mas também pela violência causada pelo próprio homem, voltou a receber a atenção de Leão após rezar o Angelus em Castel Gandolfo: depois dos terremotos nas últimas semanas, agora é a tragédia no Nepal, bem como o flagelo da violência das gangues no Haiti. Por isso, a necessidade de aumentar no mundo aqueles que "distribuem o pão da paz". Também o agradecimentos aos policiais que garantem sua segurança e dos peregrinos.

Vatican News

Após rezar o Angelus, o Papa dirigiu seu olhar a várias realidades de sofrimento, a começar pelo Haiti, onde no último domingo, 23 de agosto, a violência das gangues que aterrorizam o país matou 47 pessoas na região de Kenscoff, nas proximidades de Porto Príncipe, deixando outras 22 feridas. Homens armados invadiram a comunidade, mataram moradores e incendiaram casas. Das pessoas sequestradas durante a ação, seis crianças - três com menos de 2 anos - e sete mulheres, foram libertadas. 

Do Haiti chegam notícias dramáticas do grave massacre perpetrado em Kenscoff, no qual numerosas pessoas perderam a vida, enquanto outras foram sequestradas. Expresso minha proximidade em oração às vítimas e aos seus familiares e peço que todos os reféns sejam libertados sem demora. Dirijo um veemente apelo a todos os responsáveis para que se empenhem concretamente em garantir a segurança da população e pôr fim a todas as formas de violência.

Nepal e Tibete

 

Ao Nepal, cuja catástrofe ocorrida na quarta-feira, 26 de agosto, já deixou mais de 750 mortos e 3.044 desaparecidos, o Santo Padre assegurou a sua oração. Após um telegrama enviado no dia 28, o Pontífice, por meio do Dicastério para o Serviço da Caridade, enviou ajuda financeira à Cáritas Nepal, enquanto prosseguem as operações de resgate:

Asseguro minhas orações às pessoas atingidas pela terrível inundação que ocorreu no Nepal e no Tibete. Rezemos por aqueles que perderam a vida, pelos feridos e desaparecidos, pelas famílias e pelos socorristas. Que a solicitude de todos possa contribuir para aliviar os sofrimentos e levar a ajuda necessária às populações.

"Partilhar e distribuir o pão da paz"

 

Na sequência de seus apelos, o pedido a continuarmos a rezar pela paz:

Santo Agostinho, cuja memória celebramos nestes dias, dizia que «a paz [...] é semelhante ao pão do milagre que crescia nas mãos dos discípulos enquanto o partiam e distribuíam» (Sermo 357, 2). Que possam aumentar no mundo aqueles que, com coragem, partem e distribuem o pão da paz, superando as divisões, promovendo a justiça e praticando o perdão, para o bem de todos.

Cuidado da Criação

 

Falando em inglês, Leão XIV recordou o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, em 1° de setembro, ocasião em que presidirá a Celebração Eucarística no Jardim da Madonnina do Borgo Laudato si’, nos Jardins Pontifícios de Castel Gandolfo:

Na terça-feira, celebraremos o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. Esta data marca o início do Tempo da Criação – celebrado por cristãos de várias denominações –, cujo tema neste ano é “Água Viva”. Como recordei na Mensagem para este Dia, cuidar da nossa casa comum exige uma conversão do coração, para que aquilo que foi usado para provocar destruição possa, ao contrário, ser orientado para a vida. Convido todos a se unirem em oração e ação, para que nos tornemos canais da água viva da paz de Deus, refrescando o nosso mundo ferido.

Agradecimento às forças de segurança

 

Depois de saudar os vários grupos presentes na Praça da Liberdade, diante do palácio Apostólico, o Santo Padre dirigiu um agradecimento especial às diversas forças policiais que garantem a sua segurança quando está em Castel Gandolfo, especialmente durantes os encontros com os peregrinos:

Agradeço às Forças da Ordem e a todos aqueles que contribuíram para a minha permanência de verão aqui em Castel Gandolfo, bem como pelo serviço prestado para garantir a segurança durante os encontros com os peregrinos. Muito obrigado!

Papa recebe Comissão de supervisão da Fundação Casa Alívio do Sofrimento

 

No encontro realizado na manhã deste 31 de agosto, em Castel Gandolfo, foi feito um balanço do trabalho da Comissão, instituída por um Quirógrafo do Papa em maio passado e acompanhada de perto por Leão XIV. Um trabalho que deverá prosseguir de acordo com as linhas de ação identificadas, a fim de assegurar continuidade e futuro à obra de São Pio de Pietrelcina.

Vatican News

Na manhã desta segunda-feira, 31 de agosto, o Papa Leão XIV recebeu em audiência, no Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, a Comissão de Orientação e Supervisão da Fundação “Casa Alívio do Sofrimento – Obra de São Pio de Pietrelcina, O.F.M. Cap.”, instituída pelo Quirógrafo de 27 de maio de 2026.

Participaram do encontro o presidente Maximino Caballero Ledo; o coordenador Fabio Gasperini; dom Paolo Rudelli, substituto da Secretaria de Estado; dom Giordano Piccinotti, presidente da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (APSA); e dom Giorgio Ferretti, arcebispo de Foggia-Bovino. Também esteve presente o secretário da Comissão, Fabrizio Colaci.

Durante o encontro, o Papa pôde verificar o andamento dos trabalhos da Comissão, com especial atenção à análise da situação econômica e financeira da Fundação e à identificação das soluções mais adequadas para garantir a sustentabilidade da obra a longo prazo, tendo em vista a revitalização do Hospital “Casa Alívio do Sofrimento”, de San Giovanni Rotondo.

A Comissão apresentou as principais prioridades nas quais atualmente concentra suas atividades: a estabilização das relações com os funcionários; o fortalecimento da colaboração com as instituições públicas italianas; a obtenção dos recursos necessários; e a redução progressiva dos principais passivos. Essas atividades fazem parte do mandato confiado à Comissão pelo Quirógrafo que a instituiu, com o objetivo de restabelecer as condições de sustentabilidade e implementar o plano de revitalização, preservando a continuidade das atividades hospitalares e o carisma do Fundador.

O Papa Leão tomou atentamente conhecimento do trabalho realizado até o momento pela Comissão, confirmando sua vontade de acompanhar de perto o caminho empreendido. A Comissão dará, portanto, continuidade às suas atividades de acordo com o mandato que lhe foi conferido, aprofundando e implementando progressivamente as linhas de ação identificadas, com o objetivo de assegurar continuidade e futuro ao Hospital e à Obra desejada por São Pio de Pietrelcina, a serviço dos enfermos e de suas famílias.


Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026 - 11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Homilia Diária | A rejeição dos nazarenos a Cristo (Segunda-feira da 22ª Semana do Tempo Comum)


 

SANTO DO DIA - 31 DE AGOSTO: SÃO RAIMUNDO NONATO


 

Laudes de Segunda-feira da 22ª Semana do Tempo Comum


 

domingo, 30 de agosto de 2026

Nepali Handcraft Fair: Quality, Beauty, Value #nepal #crafts


 

O #papaleãoxiv assegurou sua #oração às vítimas das


 

VIDEO 1) Domingo, 30 de Agosto de 2026 -11h00 Missa, no Recinto de Oração


 

Angelus 30 de agosto de 2026 - Papa Leão XIV


PAPA LEÃO XIV

ANGELUS

Praça da Liberdade (Castel Gandolfo)
Domingo, 30 de agosto de 2026


Queridos irmãos e irmãs, bom dia e bom domingo!

Hoje, o Evangelho fala-nos de Jesus que revela aos discípulos o Mistério da sua Páscoa iminente: o Messias — diz Ele — terá de «ir a Jerusalém e sofrer muito, da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos doutores da Lei, ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar» (Mt 16,21).

O que Ele afirma está muito longe das expectativas deles de um Messias triunfante e poderoso, com cuja ajuda derrotariam e esmagariam os inimigos (cf. Sl 108, 14). Já tinham tido oportunidade, durante o tempo que passaram com Ele, de se surpreender com tantos dos seus gestos e palavras. Esta última mensagem, porém, ultrapassa verdadeiramente todas as previsões. Em particular, Pedro manifesta o seu desacordo e repreende Jesus, dizendo-Lhe: «“Deus te livre, Senhor! Isso nunca te há de acontecer!”» (v. 22).

Pouco antes, tinha reconhecido n’Ele «o Messias, o Filho de Deus vivo» (v. 16). Agora, porém, surpreendido e talvez desapontado com o que ouve, em contraste com a belíssima profissão de fé que acabara de fazer, repreende-O. Parece dizer-Lhe: “Sim, acredito que és o Messias, mas não é assim que se salva o mundo”. O seu é um impulso de zelo, certamente animado por um amor sincero, e, no entanto, leva-nos a refletir.

Efetivamente, também para nós nem sempre é fácil compreender e aceitar os caminhos de Deus, especialmente quando estão muito distantes dos nossos. Nessa altura, surge a tentação de pensar, contra toda a lógica da fé, que é o Senhor quem está errado, ou pior ainda, que não nos ouve ou que não se interessa por nós. Perante esta incerteza, Pedro, apesar da sua impulsividade, ensina-nos duas coisas importantes.

A primeira é nunca interromper, nem mesmo nestes momentos, o diálogo com o Senhor; pelo contrário, manifestar-Lhe com confiança até mesmo a nossa dificuldade em compreender o que Ele nos pede.

A segunda, porém, é nunca julgar a ação de Deus, mas sim ouvir, com humildade, na oração, o que Ele nos está a revelar através da sua ação, mesmo quando isso não corresponde às nossas expectativas.

E a grandeza do Primeiro dos Apóstolos manifesta-se também nisto.

Jesus responde-lhe: «Afasta-te, Satanás!» (v. 23), e explica-lhe a ele e aos outros discípulos que, para seguirem as suas pegadas, terão de negar-se a si próprios, tomar a sua cruz e segui-lo (cf. v. 24). Pedro fá-lo-á: depois de o ter ouvido, aceitará o desafio e permanecerá fiel às palavras de Cristo – a quem reconheceu como seu Redentor – durante toda a sua vida, até ao martírio.

Peçamos ao Senhor, então, que também nós, na nossa vida de fé e na nossa oração, tenhamos a mesma sinceridade de Pedro, ao dizer-Lhe humildemente o que realmente sentimos, mesmo quando o coração está confuso, e, ao mesmo tempo, que saibamos cultivar a sua mesma docilidade, ao aceitar o que Ele nos pede para além das nossas expectativas.

Que Maria nos ajude, ela que foi obediente aos desígnios de Deus até junto à Cruz do seu Filho Jesus.

__________________

Depois do Angelus:

Queridos irmãos e irmãs,

Chegam do Haiti notícias dramáticas sobre o grave massacre perpetrado em Kenscoff, no qual perderam a vida numerosas pessoas, enquanto outras foram sequestradas. Manifesto a minha solidariedade orante pelas vítimas e pelos seus familiares e peço que todos os reféns sejam libertados sem demora. Dirijo um apelo urgente a todos os responsáveis para que se empenhem concretamente em garantir a segurança da população e pôr fim a toda a forma de violência.

Asseguro a minha oração pelos atingidos na terrível inundação que ocorreu no Nepal e no Tibete. Rezemos por quem perdeu a vida, pelos feridos e desaparecidos, pelas famílias e pelos socorristas. Que a solicitude de todos contribua para aliviar o sofrimento e levar a ajuda necessária à população.

Continuemos a rezar pela paz. Santo Agostinho, cuja memória celebrámos nestes dias, dizia que «a paz […] é semelhante àquele pão que se multiplicava nas mãos dos discípulos do Senhor enquanto eles o partiam e o distribuíam» (Sermo 357, 2). Que aumentem no mundo aqueles que, com coragem, partem e distribuem o pão da paz, superando as divisões, promovendo a justiça, praticando o perdão, para o bem de todos.

[Em inglês] Na terça-feira, celebramos o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. Este dia marca o início do Tempo da Criação – celebrado por cristãos de várias denominações – cujo tema este ano é «Água Viva». Como recordei na Mensagem para este Dia, cuidar da nossa casa comum exige uma conversão do coração, para que aquilo que tem sido utilizado para causar destruição possa, em vez disso, ser orientado para a vida. Convido todos a unirem-se em oração e ação, para que possamos tornar-nos canais onde flua a água viva da paz de Deus, revigorando o nosso mundo ferido.

Saúdo-vos a todos, fiéis de Castel Gandolfo e peregrinos de vários países! Em particular, dou as boas-vindas aos participantes na iniciativa solidária «Run to Rome», aos jovens que percorreram o caminho itinerante da Via Lucis, ao grupo dos Devotos de Nossa Senhora dos Milagres de Corbetta e aos motociclistas presentes para o seu tradicional encontro anual.

Agradeço às Forças da Ordem e a todos aqueles que contribuíram para a minha estadia de verão aqui em Castel Gandolfo, bem como pelos serviços prestados para garantir a segurança durante os encontros com os peregrinos. Muito obrigado!

Envio a minha saudação cordial aos fiéis que acompanham o Angelus na Praça de São Pedro.

Desejo a todos um bom domingo!


Juiz manda que presidente da Colômbia se desculpe por falas religiosas na posse

 


Abelardo de la Espriella faz seu primeiro discurso como presidente da Colômbia em 7 de agosto de 2026. - @ABDELAESPRIELLA (X) ??
Abelardo de la Espriella faz seu primeiro discurso como presidente da Colômbia em 7 de agosto de 2026. - @ABDELAESPRIELLA (X) 
 

Um juiz em Bogotá, Colômbia, ordenou que o presidente do país, Abelardo de la Espriella, "apresente um pedido de desculpas" pelas manifestações religiosas que ocorreram na cerimônia de posse em 7 de agosto porque violaram "a neutralidade religiosa do Estado".

A ordem, divulgada pela emissora colombiana Blu Radio, diz que o presidente deve apresentar um pedido de desculpas num pronunciamento transmitido pelo rádio e pela televisão em 30 de setembro, às 19h, "por ter violado a neutralidade religiosa do Estado no ato oficial de sua posse".

O presidente terá que dizer "que se absterá de qualquer conduta que implique uma inclinação para a Igreja Católica ou qualquer outro credo específico".

A sentença também ordena a De la Espriella que "emita uma diretiva presidencial no mês de setembro, ordenando aos funcionários públicos que respeitem e garantam a neutralidade religiosa do Estado em todos os atos que praticarem no exercício de suas funções".

O juiz também puniu o presidente do Congresso do país, Honorio Miguel Henríquez Pinedo, ordenando-lhe que se desculpe em sessão plenária na última semana de setembro "por ter violado a neutralidade religiosa do Estado" e que diga que isso não se repetirá nos atos em que representa o poder legislativo da Colômbia.

Na cerimônia de posse, em 7 de agosto, realizada em Cali, uma imagem de Nossa Senhora de Fátima estava presente, e houve um momento de louvor e oração inter-religiosa, com a participação de um rabino, um pastor evangélico e um padre católico.

O arcebispo de Cartagena, Colômbia, Francisco Javier Múnera, presidente da Conferência Episcopal Colombiana, transmitiu ao presidente os anseios da população por unidade, reconciliação, paz, esperança e uma sociedade em que "ninguém se sinta excluído ou discriminado".

Henríquez Pinedo, ao fim de seu discurso como presidente do Congresso da Colômbia, pediu a Deus que abençoe a Colômbia e guie o novo líder do país em seu trabalho.

Naquele dia, De la Espriella fez seu primeiro discurso como presidente da Colômbia, no qual agradeceu a Deus por abençoar o país e encerrou suas palavras gritando "Viva Cristo Rei!".

(acidigital) 

Retira-te, satanás (Mt 16,21-27) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 30/08


 

Hoje é celebrado o beato Eustáquio van Lieshout, missionário da saúde e da paz no Brasil

 


Beato Eustáquio van Lieshout Beato Eustáquio van Lieshout | ACI Digital
 

Hoje (30), a Igreja celebra o beato Eustáquio van Lieshout, sacerdote holandês que veio para o Brasil e ficou conhecido como missionário da saúde e da paz, por sempre abençoar e saudar os fiéis com essas duas palavras. Atualmente, seus restos mortais estão no Memorial do Santuário da Saúde e da Paz, em Belo Horizonte (MG), que atrai grande número de devotos.

Padre Eustáquio nasceu em 3 de novembro de 1890, em Aarle Rixtel, na Holanda, e recebeu o nome de batismo de Humberto van Lieshout. Ingressou na Congregação dos Sagrados Corações e foi ordenado sacerdote em 10 de agosto de 1919. Seis anos depois, em 15 de julho de 1925, chegou como missionário ao Brasil, juntamente com seus irmãos de congregação, os padres Gil van den Boorgart e Matias van Rooy.

Inicialmente, foram para a cidade de Romaria, no Triângulo Mineiro, onde assumiram a pastoral do santuário episcopal e da paróquia de Nossa Senhora da Abadia de Água Suja e das paróquias de São Miguel de Nova Ponte e Santana de Indianópolis, na arquidiocese de Uberaba.

Padre Eustáquio dava especial atenção aos doentes. Segundo sua biografia publicada pelo site do Vaticano, quando ministrava suas orientações pessoais para “ações curativas de enfermidades físicas padre Eustáquio falava da disposição de Deus em curar as pessoas integralmente e, sempre que possível, indicava medicamentos naturais de aquisição fácil e uso seguro”, sempre recorrendo aos seu “Manual de Medicina no Campo”.

Mais tarde, padre Eustáquio foi transferido para Poá (SP), onde “também fazia bênçãos, entre elas a da água no reservatório e nas pias de água benta, à entrada da igreja”. Com o tempo, “fiéis começaram a levar para a igreja garrafas de água para ser abençoadas”. Mas, com a repercussão de notícias de curas por meio das bênçãos do sacerdote, “o aglomerado de pessoas começou a aumentar em Poá”. Assim, ele foi transferido para Araguari (MG) e cumpriu um tempo de reclusão.

Em 1942, foi transferido para Belo Horizonte (MG), aonde chegou “sem alarde, já que era nacionalmente venerado como santo e taumaturgo. Porém, a despeito da discrição, logo nos primeiros dias muitas pessoas o procuraram pedindo bênçãos e curas”.

No dia 16 de maio de 1943, lançou a pedra fundamental da atual Igreja dos Sagrados Corações, conhecida como Igreja do Padre Eustáquio, que não chegou a ver construída. Padre Eustáquio morreu em 30 de agosto daquele mesmo ano.

Padre Eustáquio foi beatificado em 15 de junho de 2006, em missa celebrada pelo então prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal José Saraiva Martins, no estádio Mineirão, na capital mineira. A beatificação aconteceu após o reconhecimento da cura milagrosa de um sacerdote por sua intercessão. Padre Gonçalo Belém, de Belo Horizonte, foi curado de um câncer, em 1962. Na época, o sacerdote tinha 39 anos e descobriu que tinha um tumor na laringe e que deveria ser submetido a uma cirurgia, sem garantia de cura. Foi incentivado a pedir a intercessão de padre Eustáquio e assim o fez. Na véspera de sua cirurgia, os médicos não detectaram nenhum sinal do tumor. Padre Gonçalo Belém Rocha morreu em 2007, aos 83 anos.


Laudes do 22º Domingo do Tempo Comum


 

sábado, 29 de agosto de 2026

Igrejas Orientais: o Papa concede aos Sínodos o poder de destituir Patriarcas

 


Com um Motu Proprio publicado neste sábado, 29 de agosto, Leão XIV estabelece a competência do Sínodo dos Bispos para remover o próprio Patriarca, a fim de “recompor a comunhão ferida, inclusive removendo-o do cargo, por causa grave”, no caso de seu “vínculo” estar “irremediavelmente comprometido”. Caberá ao Pontífice conceder o assentimento à decisão sinodal.

Vatican News

A Carta Apostólica em forma de Motu Proprio de Leão XIV, Mutua concordia, publicada hoje, 29 de agosto, pretende preencher uma lacuna normativa. O documento modifica os cânones 106 e 126 do Código dos Cânones das Igrejas Orientais e atribui ao Sínodo dos Bispos a faculdade, mediante “um procedimento ordenado”, de remover de seu cargo um Patriarca quando, por motivos graves, sua relação com o Sínodo estiver irremediavelmente comprometida. Permanecendo intactas as prerrogativas da Sé Apostólica, portanto, os Sínodos dos Bispos são chamados “a recompor a comunhão ferida”, mediante um procedimento que, respeitando as normas, garante ao Patriarca “o direito à plena defesa diante do Sínodo”. Caberá, porém, ao Papa a “concessão do assentimento à decisão sinodal, para ter a certeza de que seja garantida a plena liberdade dos Padres ao expressarem sua escolha, protegidos de qualquer possível pressão indevida, interna ou externa”.

O Pontífice determinou que, no cânon 106, depois do § 2, seja inserido um novo parágrafo, o § 3, no qual se especifique que “se o Patriarca deixar de cumprir as obrigações” previstas pelo próprio Código, “o Sínodo dos Bispos da Igreja patriarcal pode ser legitimamente convocado pelo Bispo mais antigo por ordenação episcopal, com direito a voto; e, se também este deixar de proceder à convocação, tal faculdade caberá aos Bispos seguintes, mais antigos por ordenação episcopal, que estejam disponíveis e tenham direito a voto”.

No cânon 126, com o Motu Proprio, estabelece-se ainda, no § 3, que “por uma causa grave, reconhecida como tal pelo Sínodo dos Bispos da Igreja patriarcal, o mesmo Sínodo, convocado segundo o previsto nos cânones 106 § 1, n. 3, e 108 § 3, pode pedir ao Patriarca que renuncie ao cargo”. E o § 4 seguinte determina que, se, após esse pedido, “o Patriarca não renunciar ao próprio cargo, o Bispo mais antigo por ordenação episcopal, com direito a voto, providencia a eleição de um novo Presidente pelo Sínodo, o qual submete a remoção do Patriarca ao voto secreto de pelo menos dois terços dos membros do Sínodo com direito a voto, respeitando seu direito de defesa diante do próprio Sínodo”. Compete também ao Presidente informar o Papa, que deverá dar “o assentimento à remoção que torna vacante a sede patriarcal”.

Nas Igrejas Orientais existe uma estreita relação entre o Patriarca — que preside à sua Igreja patriarcal como pai e chefe, tamquam pater et caput (CCEO, cân. 55) — e o Sínodo dos Bispos, por ele próprio convocado e presidido. Para uma vida eclesial fecunda, na unidade do Espírito e tendo como único interesse o bem da própria Igreja, é necessária a existência de uma relação harmoniosa entre eles. Entretanto, o Código dos Cânones das Igrejas Orientais, que determina o funcionamento e as atribuições dos Sínodos dos Bispos, nada estabelecia para o caso em que “o sagrado vínculo entre o Pater et Caput e os demais Bispos viesse a ser irreparavelmente comprometido”, provocando “uma grave ferida que deveria ser sanada, como também solicitado por numerosos Prelados orientais”.

Com o Motu Proprio, entra em vigor, portanto, uma disciplina a ser seguida diante de uma ruptura insanável entre o Patriarca e o Sínodo, no caso de o Patriarca não apresentar sua renúncia. Estabelece-se que cabe ao Sínodo formular as graves razões que determinaram a ruptura, definir quem e como deve convocá-lo nessa situação, determinar qual é a maioria dos votantes necessária para pôr fim ao mandato patriarcal e garantir a salvaguarda do direito de defesa do Patriarca. As disposições do Papa pretendem valorizar as prerrogativas dos Sínodos dos Bispos das Igrejas Católicas Orientais, dotando-os de uma nova faculdade coerente com sua natureza de Igrejas sui iuris e devolvendo a elas aquilo que nelas tem origem, uma vez que estão em melhores condições de compreender e avaliar a situação, reservando ao Romano Pontífice um papel de garantia. O que foi estabelecido no Motu Proprio aplica-se também, por sua natureza, às Igrejas arquiepiscopais maiores (cf. cân. 152).


Papa: pesquisas sobre IA ajudem os governos a humanizar tecnologias digitais

 


Cerca de 500 pesquisadores de vários países encontraram Leão XIV e foram encorajados a continuar refletindo sobre o equilíbrio no uso das tecnologias digitais, sobretudo pela velocidade no progresso das ferramentas. Não é barrar a evolução, mas desenvolver "certa ética para orientar o uso" que tem se concentrado "nas mãos de grandes atores": "é preciso garantir que o bem da família não seja sacrificado por interesses privados" e que as tecnologias digitais sejam humanizadas para servir à paz.

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV, entre as audiências da manhã desta sexta-feira (28/08), também recebeu os membros do Instituto Internacional de Ciências Administrativas (IIAS) com sede em Bruxelas, na Bélgica, ao final da conferência anual da organização, que está sendo realizada em Roma. O grupo de 500 pessoas, provenientes de várias partes do mundo e inclusive da Santa Sé, foi recebido na Sala Clementina, no Vaticano.

O Instituto, como recordou o Pontífice em discurso, foi fundado em 1930, logo após a grande crise econômica que o mundo enfrentou. A organização promove eventos de alto impacto focados em estudos e reformas da administração pública, e tem como vocação, recordou Leão XIV nas palavras de Pio XII em 1950, ser “um apelo incessante à consciência das autoridades políticas, com o objetivo de adaptar a vida social às condições continuamente variáveis do tempo, de modo que ela possa concretizar as intenções e os planos da Sabedoria do Criador”. Uma missão que "não é fácil", disse o Papa, esperando que o desânimo não ameace a determinação de realizar essa "nobre tarefa".

A audiência foi realizada na Sala Clementina, no Vaticano
A audiência foi realizada na Sala Clementina, no Vaticano   (@VATICAN MEDIA)

Tecnologias digitais: velocidade x equilíbrio

Em Roma, por exemplo, a conferência trouxe o tema da Inteligência Artificial e o uso equilibrado das tecnologias digitais, assim como fez o próprio Papa com a recente encíclica sobre a salvaguarda da pessoa humana nesta era, a Magnifica humanitas. Essa realidade, que afeta a vida diária de todos, também progride com muita velocidade, levando a se questionar "se, no futuro, será possível controlar essas máquinas, se o ser humano não corre o risco de se tornar vítima das próprias invenções".

A situação é preocupante, observou o Papa, pois "um dos graves problemas atuais é constatar que as decisões relativas à vida humana estão a cargo das máquinas". Um encontro de aprofundamento, como o do Instituto Internacional, disse Leão XIV, pode ajudar "as autoridades a tomar decisões nessa área para o bem da humanidade". Apelar à prudência, a auditorias rigorosas e, por vezes, a um abrandamento na adoção da IA, disse o Pontífice citando Magnifica humanitas, "não significa ser contra o progresso, mas sim exercer a salvaguarda responsável da família humana".

"Não significa ser contra o progresso, mas sim exercer a salvaguarda responsável da família humana"
"Não significa ser contra o progresso, mas sim exercer a salvaguarda responsável da família humana"   (@Vatican Media)

O próprio Papa Francisco, recordou Leão XIV, alertava para a "imensa expansão da tecnologia" que deveria ser acompanhada por adequada formação da responsabilidade, orientando a pesquisa técnico-científica, pela "paz e o bem comum a serviço do desenvolvimento integral do homem e da comunidade". E Prevost acrescentou:

“É importante definir uma ética que acompanhe o uso dessas importantes ferramentas, que, infelizmente, se concentram nas mãos dos grandes atores econômicos e tecnológicos, e que o Estado tem dificuldade em controlar. É preciso garantir que o bem da família humana não seja sacrificado por interesses privados. Encorajo-os a prosseguir suas pesquisas para encontrar formas e meios de contribuir com a administração pública para a humanização das tecnologias digitais, de modo que sejam a serviço da vida e da paz.”

Cerca de 500 pessoas ouviram o discurso do Papa no Vaticano
Cerca de 500 pessoas ouviram o discurso do Papa no Vaticano   (@VATICAN MEDIA)

Évora capital da Cultura 2027 e Comentário à liturgia


 

Sábado, 29 de Agosto de 2026 - 11H00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindad


 

Homilia Diária | São João Batista e a graça precursora (Memória do Martírio de São João Batista)


 

São João Paulo II elogiou o beato mártir que a Polônia celebra hoje

 


Beato Dominik Jedrzejewski. Beato Dominik Jedrzejewski. | Crédito: ACI Digital.
 

Hoje (29), a Igreja na Polônia recorda o sacerdote mártir Dominik Jedrzejewski, beatificado em 1999, por são João Paulo II, em uma cerimônia na qual pronunciou uma homilia que assume especial atualidade por ser um chamado à esperança e à fidelidade para todos os filhos da igreja.

Em 13 de junho de 1999, o papa peregrino beatificou em Varsóvia, Polônia, o padre Jedrzejewski, como parte de um grupo de 108 mártires da Segunda Guerra Mundial.

“A fé viva, a esperança inabalável e a caridade generosa foram-lhes atribuídas como justiça, porque eles estavam profundamente arraigados no mistério pascal de Cristo. Assim, é com razão que exortamos ao seguimento de Cristo na fidelidade, a exemplo deles”.

“Precisamente hoje – continuou o santo – estamos celebrando a vitória daqueles que, no nosso tempo, deram a vida por Cristo, deram a vida temporal para a possuir pelos séculos na sua glória. Trata-se de uma vitória particular, porque é compartilhada pelos representantes do clero e dos leigos, jovens e idosos, pessoas de várias classes e posições”.

“Se hoje nos alegramos pela beatificação de 108 mártires clérigos e leigos, fazemo-lo antes de mais porque eles são o testemunho da vitória de Cristo, o dom que restitui a esperança. Enquanto realizamos este ato solene, num certo sentido revive em nós a certeza de que, independentemente das circunstâncias, podemos obter a vitória plena em tudo, graças Àquele que nos amou”.

Para concluir sua homilia,são João Paulo II disse que “os beatos mártires bradam aos nossos corações: crede que Deus é amor! Acreditai n'Ele, no bem e no mal! Despertai a esperança em vós! Que esta dê em vós o fruto da fidelidade a Deus em cada provação!”.

Dominik Jedrzejewski nasceu em Kowal, na Polônia, foi o mais novo de seis irmãos. Entrou no seminário de Wloclawek e foi ordenado sacerdote em 18 de junho de 1911.

Serviu em três paróquias e foi capelão em uma prisão, prefeito de uma escola local e se dedicou ao trabalho com os jovens.

Em 26 de agosto de 1940, foi preso pelos alemães e enviado ao campo de Sachsenhausen. Em dezembro do mesmo ano, foi transferido para o campo de concentração de Dachau, onde se recusou a renunciar ao sacerdócio em troca de sua liberdade.

Muito enfraquecido por causa do trabalho duro imposto a ele, morreu em 29 de agosto de 1942.

Laudes da Memória do Martírio de São João Batista


 

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Sexta-feira, 28 de Agosto de 2026 -11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Não há melhor prevenção contra as drogas do que


 

A MALDIÇÃO DE JERICÓ! Israel com Aline


 

Prontidão (Mt 25,1-13) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 28/08


 

Cinco grandes citações das Confissões de santo Agostinho

Cinco grandes citações das Confissões de santo Agostinho

Santo Agostinho de Hipona Santo Agostinho de Hipona. | Cathopic
 

A Igreja celebra hoje (28) santo Agostinho de Hipona, um dos primeiros Padres da Igreja, doutor da Igreja e teólogo fundamental.

Santo Agostinho foi criado como cristão na infância, mas se afastou da Igreja, teve um filho fora do casamento e aderiu à heresia do maniqueísmo. Sua mãe, santa Mônica nunca deixou de rezar pela volta de seu filho à Igreja.

Das cerca de 5 milhões de palavras que santo Agostinho escreveu em sua vida (354-430 d.C.), suas Confissões tiveram uma influência particularmente duradoura como obra filosófica, teológica, mística e literária. Escritas por volta de 400 d.C., as Confissões detalham como Deus atuou na vida de santo Agostinho e podem ser lidas não só como uma história, mas como uma oração.

Seguem abaixo cinco citações poderosas das “Confissões” de santo Agostinho: 

1.    “Tu nos criaste para Ti, ó Senhor, e nosso coração está inquieto até que encontre descanso em Ti” (Livro I).

2.    “Cheguei a Cartago, onde cantava ao meu redor, em meus ouvidos, um caldeirão de amores profanos. Eu ainda não amava, mas amava amar, e por uma profunda carência, odiava-me por não desejar... Pois dentro de mim havia uma fome daquele alimento interior, Tu mesmo, Meu Deus” (Livro III).

3.    “Mas o que sou eu para mim mesmo sem Ti, senão um guia para minha própria queda?” (Livro IV).

4.    “Eu me lancei, não sei como, sob uma certa figueira, dando vazão total às minhas lágrimas; e as torrentes dos meus olhos jorraram um sacrifício aceitável a Ti” (Livro VIII).

5.    “Tarde te amei, ó Beleza sempre antiga, sempre nova, tarde te amei! Estavas dentro de mim, mas eu estava fora, e foi lá que Te procurei. Em minha falta de amor, mergulhei nas coisas belas que criaste. Estavas comigo, mas eu não estava contigo. As coisas criadas me afastaram de Ti; no entanto, se não estivessem em Ti, não existiriam. Chamaste, gritaste e rompeste a minha surdez. Iluminaste, brilhaste e dissipaste a minha cegueira. Sopraste Tua fragrância em mim; eu a inalei e agora anseio por Ti. Provei-Te, agora tenho fome e sede de mais. Tocaste-me e ardi por Tua paz” (Livro X).

  • (acidigital)

 

SANTO DO DIA - 28 DE AGOSTO: SANTO AGOSTINHO


 

Laudes da Memória de Santo Agostinho, bispo e doutor da Igreja


 

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026 - 11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Ficai atentos (Mt 24,42-51) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 27/08


 

Leão XIV pede reforço do valor da liturgia na formação cristã

 


Papa Leão XIV em audiência com os participantes da reunião da Rede Internacional de Legisladores Católicos em 21 de agosto de 2026. | Crédito: Vatican Media.
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Papa Leão XIV em audiência com os participantes da reunião da Rede Internacional de Legisladores Católicos em 21 de agosto de 2026. | Crédito: Vatican Media. Eduardo Berdejo 
 

Em mensagem aos participantes da 76ª Semana Litúrgica Nacional, realizada em Catânia, Itália, o papa Leão XIV pediu o fortalecimento e a recuperação, quando necessário, do valor da liturgia na formação cristã.

A mensagem traz a assinatura do secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, e foi enviada em nome do papa ao arcebispo de Catanzaro, Claudio Maniago, anfitrião do evento que ocorre de 24 a 27 de agosto com o lema Uma Igreja que gera. Liturgia e iniciação cristã.

O texto, datado de 6 de agosto, cita as palavras que o papa dirigiu aos membros da Conferência Episcopal Italiana em sua recente assembleia geral, quando disse que a iniciação cristã "não pode ser pensada só como preparação para os sacramentos", mas como o ventre no qual a comunidade gera a fé e a introduz na vida pascal.

"A unidade entre catequese e celebração tem caracterizado a fecunda generatividade da Esposa de Cristo desde as suas origens, quando os irmãos 'se dedicavam ao ensino dos apóstolos, à comunhão, à fração do pão e à oração' ", diz o texto.

A mensagem diz que "o Santo Padre nos chama a voltar à fonte, fortalecendo e, quando necessário, recuperando, na formação cristã, o valor da liturgia, na qual o mistério de Cristo nos alcança, nos transforma e nos faz nascer como novas criaturas".

A mensagem diz que, em suas audiências de quarta-feira, o papa abordou os documentos do Concílio Vaticano II e disse, na catequese de 3 de junho, que "os ritos da liturgia cristã não são um revestimento exterior do mistério sacramental, um conjunto de cerimônias arbitrárias, mas são a mediação eclesial através da qual o dom divino nos alcança".

Ele diz ser "necessário ensinar como cultivar e apreciar a solenidade sóbria dos gestos litúrgicos, ajudando as pessoas a compreender e viver seus significados do modo mais pleno possível".

Por fim, a mensagem enviada em nome do papa diz que "a liturgia é um lugar privilegiado" para ouvir e compreender a Palavra de Deus e, assim, "é essencial dar a conhecer esse patrimônio àqueles que se aproximam dos caminhos da Iniciação Cristã, ensinando-os a alimentar-se dele frequentemente, com um coração atento e sedento, e fornecendo-lhes as ferramentas adequadas".

"Só assim a fé, nascida do altar, pode alcançar os caminhos da humanidade, dando frutos de bondade, reconciliação e paz", diz o texto enviado aos participantes da 76ª Semana Litúrgica Nacional.

Concílio Vaticano II reformou a liturgia para promover participação ativa, diz Leão XIV

 


Papa Leão XIV concede sua bênção apostólica ao fim da audiência geral de hoje (26) na Basílica de São Pedro, no Vaticano. | Crédito: Vatican Media ??
Papa Leão XIV concede sua bênção apostólica ao fim da audiência geral de hoje (26) na Basílica de São Pedro, no Vaticano. | Crédito: Vatican Media 
 

CIDADE DO VATICANO — O papa Leão XIV descreveu hoje (26) as reformas litúrgicas que se seguiram ao Concílio Vaticano II como necessárias para incentivar a participação ativa dos fiéis.

“Uma vez que os gestos e as palavras da sagrada liturgia são decisivos para concretizar essa experiência, a participação dos fiéis não pode ser passiva”, disse Leão XIV. “A reforma litúrgica promovida pelo Concílio Vaticano II se insere, portanto, na tradição viva da Igreja”.

Em audiência geral hoje no Vaticano, o papa concluiu sua catequese de verão sobre a constituição litúrgica do Concílio Vaticano II, Sacrosanctum concilium. A audiência foi realizada na basílica de São Pedro por causa do calor do verão romano.

Os fiéis não podem ser passivos na liturgia

Leão XIV defendeu a decisão dos padres conciliares no Concílio Vaticano II de reformar a liturgia, citando uma carta que o papa são Paulo VI escreveu quando arcebispo de Milão, Itália, para encorajar a participação dos fiéis.

“Motivado por essas convicções, o futuro papa são Paulo VI disse que os fiéis não podem e não devem mais permanecer em silêncio e passivos. Sua presença física não pode ser conciliada com sua ausência espiritual”, disse Leão XIV.

O papa disse também que a liturgia tem aspectos divinos que não podem mudar e elementos humanos que podem mudar para promover a participação dos fiéis.

“Quando a Igreja faz uma reforma da liturgia — um processo constante de desenvolvimento ao longo dos séculos — é importante distinguir entre os elementos divinos e imutáveis ​​e os elementos humanos, que podem sofrer várias modificações”.

“Surgiu a necessidade de os fiéis celebrarem as liturgias de modo mais consciente e ativo, não como estranhos e espectadores silenciosos, mas participando plenamente do mistério salvífico”, disse Leão XIV.

A reforma litúrgica começou muito antes do Concílio Vaticano II

A liturgia atual da Igreja foi estabelecida em 1969, depois do Concílio Vaticano II. Ela substituiu a antiga liturgia tridentina, padronizada desde o Concílio de Trento, em 1570.

A liturgia tridentina foi substituída depois do Concílio. O papa Bento XVI permitiu maior acesso a ela em 2007, mas o papa Francisco restringiu esse acesso em 2021.

Leão XIV disse também que a reforma litúrgica começou muito antes do Concílio Vaticano II, sob o pontificado de vários papas.

“A constituição apostólica Divini Cultus, de Pio XI, também já havia retomado a necessidade de os fiéis não assistirem às celebrações como estranhos ou espectadores mudos”, disse o papa.

Leão XIV falou também sofre a reforma da liturgia da Semana Santa Tridentina feita pelo papa venerável Pio XII em 1955, que "reorganizou os ritos da Semana Santa, recolocando-os nos horários correspondentes aos acontecimentos pascais, depois de terem sido antecipados por séculos para o período da manhã".

Leão XIV falou também sobre as intervenções do papa são João XXIII, que convocou o Concílio Vaticano II em 1959. Leão XIV disse que são João XXIII contribuiu para a reforma litúrgica da Igreja ao simplificar “as rubricas do Breviário e do Missal, nas quais ele apresentou a definição dos princípios fundamentais de uma reforma litúrgica”.

“A liturgia é uma realidade viva e esteve sempre sujeita a evoluções e mudanças”, disse Leão XIV.

Ao Despertar - Salmo 17 (16)


 

SANTO DO DIA - 27 DE AGOSTO: SANTA MÔNICA


 

Laudes da Memória de Santa Mônica


 

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026 -12h30 Missa, na Capelinha das Aparições


 

@MrGong_Flowers


 

Em tua luz, Senhor, vemos a luz - Caminho Neocatecumenal ( Salmo 36 )


 

CATEQUESIS KIKO ARGUELLO: " LOS TRES ÁNGELES "


 

Santuário Fátima 22/10/2025 /Frei Gilson


 

Audiência Geral, 26 de agosto 2026 - Papa Leão XIV


 

 

LEÃO XIV

AUDIÊNCIA GERAL

Basílica de São Pedro
Quarta-feira, 26 de agosto de 2026


Catequese. Os Documentos do Concílio Vaticano II III. Constituição Sacrosanctum Concilium 8. As razões da reforma litúrgica

Locutor:

Nesta catequese, a última sobre a Constituição Sacrosanctum Concilim do Vaticano II, refletimos sobre as razões pelas quais os Padres conciliares reformaram a liturgia. Efetivamente, a Igreja vela para que os cristãos não sejam meros espectadores mudos durante a celebração do mistério da fé, mas sejam introduzidos no evento salvífico de Cristo através dos gestos e das palavras da sagrada liturgia, que comunica a vida de Deus. Portanto, reformam-se os textos e os ritos para que estes «exprimam com mais clareza as coisas santas que significam, e, quanto possível, o povo cristão possa mais facilmente […] participar neles por meio de uma celebração plena, ativa e comunitária» (n. 21), crescer na fé e configurar-se cada vez mais com Cristo.

* * *

Santo Padre: 

Saluto di cuore i pellegrini di lingua portoghese, specialmente il gruppo di catechismo di Válega, in Portogallo. Carissimi, gioite nella Chiesa Madre e Maestra, e partecipate sempre più attivamente nelle celebrazioni liturgiche, dove vi arricchite dall’insegnamento divino e vi nutrite del Corpo di Gesù che ci custodisce nell’unità. Dio vi benedica!

* * *

Locutor:

Saúdo cordialmente os peregrinos de língua portuguesa, em especial o grupo de catequese de Válega, em Portugal. Caríssimos, alegrai-vos na Igreja Mãe e Mestra, e participai cada vez mais ativamente nas celebrações litúrgicas, nas quais vos enriqueceis com o ensinamento divino e vos nutris do Corpo de Jesus, que nos guarda na unidade. Deus vos abençoe!

 

Audiência aos Bispos da Igreja Luterana da Noruega

 

SAUDAÇÃO DE SUA SANTIDADE O PAPA LEÃO XIV
AOS BISPOS DA IGREJA DA NORUEGA

Quarto adjacente ao Audience Hall
Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026


Queridos amigos,

É-me grato receber-vos esta manhã em Roma e aqui no Vaticano, e espero que tenhais tempo, ou tenhais tido tempo, para visitar os vários locais sagrados associados aos primeiros cristãos e mártires, cujo testemunho da fé em nosso Senhor continua a ser uma fonte duradoura de inspiração, encorajando-nos igualmente a dar a nossa vida pela glória de Deus e pelo bem dos nossos irmãos e irmãs.

Não há dúvida de que enfrentamos desafios difíceis em nosso próprio tempo, à medida que o mundo passa por um período particularmente turbulento. Parece haver uma crescente animosidade entre os povos, evidente não só em conflitos e disputas internacionais, como você mencionou, mas também dentro de países individuais, como demonstrado pela amargura que freqüentemente caracteriza o discurso político e social.

Dada a nossa condição humana caída, é muito fácil adotar uma atitude de hostilidade em relação àqueles com quem discordamos. Por esta razão, é necessário um esforço concertado para buscar caminhos concretos de reconciliação e de fraternidade. A este respeito, Jesus nos mostra outro caminho, revelando que a bondade e a caridade têm o poder de desarmar. Estou, portanto, sinceramente grato pela vossa presença aqui e pelo vosso desejo comum de procurar formas de construir a comunhão. De fato, mesmo pequenos gestos podem nos inspirar e guiar pelo caminho da reconciliação.

Como bem sabemos, nosso Senhor orou ao Pai celestial pela unidade de seus discípulos: “para que se tornem completamente um só, para que o mundo saiba que me enviaste e os amaste assim como me amaste” (Jo 17,23). Fundamentado em nosso Batismo comum e nossa missão compartilhada no mundo, rezo para que possamos sempre crescer juntos em nosso serviço à promoção da paz e da justiça.

À medida que seguimos neste caminho, podemos olhar para o exemplo dos primeiros mártires e dos santos, como São Olaf e Santa Sunniva, cujas vidas, dedicadas a Deus e ao próximo, ajudaram a unir os povos e a dar testemunho duradouro do poder transformador da caridade.

Por isso, meus queridos amigos, meus queridos irmãos e irmãs, agradeço-vos mais uma vez a vossa vinda esta manhã e a vossa proximidade. Peçamos a bênção de Deus, para que, na infinita bondade e sabedoria de Deus, ele nos ajude a viver cada vez mais verdadeiramente como irmãos e irmãs, e assim dar testemunho comum de nosso Salvador, nosso Senhor Jesus Cristo.

Obrigado.

 

Chanceler da Santa Sé discute guerra na Ucrânia com autoridades na Rússia

 


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Dom Richard Gallagher. | Daniel Ibáñez / EWTN
 

O arcebispo Paul Gallagher, secretário da Santa Sé para as Relações com os Estados e Organizações Internacionais, reuniu-se hoje (25) com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, na Rússia, para discutir a guerra em curso entre a Rússia e a Ucrânia.

A Secretaria de Estado da Santa Sé anunciou a reunião em sua conta na rede social X no mesmo dia, descrevendo-a como um encontro onde “temas de interesse comum e questões internacionais da atualidade” foram discutidos entre as duas partes.

“No encontro, foram abordados temas de interesse comum e questões internacionais da atualidade, com especial atenção à guerra na Ucrânia e às perspectivas de paz”, disse o comunicado divulgado na rede social X.

O encontro ocorreu no primeiro dia da viagem de Gallagher à Rússia, de 25 a 27 de agosto. O Vatican News, serviço de informações da Santa Sé, descreveu a viagem de Gallagher como “uma missão de diálogo e paz”. Essa é a primeira viagem dele à Rússia desde 2021.

Segundo a agenda publicada na rede social X pela Secretaria de Estado da Santa Sé, o encontro de Gallagher com Lavrov hoje será seguido por uma reunião com o metropolita Anton de Volokolamsk, presidente do Departamento de Relações Externas da Igreja do Patriarcado de Moscou.

Gallagher vai se reunir amanhã (26) com Yuri Ushakov, assessor de política externa do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e na quinta-feira (27), com membros do clero católico, religiosos e bispos. Ele também celebrará uma missa na catedral da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, em Moscou, Rússia.

O Vatican News disse que a agenda de Gallagher “confirma a determinação da Santa Sé em continuar no caminho do diálogo, mesmo num dos momentos mais difíceis das relações internacionais em nível global”.

França protege objeção de consciência de católicos contra lei da eutanásia

 


O deputado Philippe Vigier, do partido Os Democratas, discursa perante os deputados na sessão de exame da votação do projeto de lei sobre morte assistida na Assembleia Nacional, a câmara baixa do Parlamento francês, em Paris, em 15 de julho de 2026. ??
O deputado Philippe Vigier, do partido Os Democratas, discursa perante os deputados na sessão de exame da votação do projeto de lei sobre morte assistida na Assembleia Nacional, a câmara baixa do Parlamento francês, em Paris, em 15 de julho de 2026. O projeto de lei foi aprovado, permitindo o suicídio assistido. | STEPHANE DE SAKUTIN/AFP via Getty Images
 

A promulgação oficial de uma lei na França sobre o fim da vida no Diário Oficial do país em 19 de agosto foi uma vitória significativa para a liberdade religiosa e de consciência.

Hospitais, casas de repouso e lares de idosos católicos não serão obrigados a permitir a eutanásia ou o suicídio assistido em suas instalações, e os farmacêuticos não poderão ser obrigados a preparar ou ministrar a substância letal.

Essa vitória relativa à cláusula de objeção de consciência, garantida por reservas interpretativas do Conselho Constitucional da França em 14 de agosto, recebeu menos atenção do que a própria lei, aprovada pelo parlamento do país no mês passado, e que o governo progressista do presidente Emmanuel Macron vinha defendendo vigorosamente desde 2023.

Num comunicado à imprensa sobre sua decisão, o conselho — a mais alta autoridade constitucional da França — disse que a isenção se aplica quando a realização de morte assistida for “manifestamente contrária” à missão ou projeto estatutário de uma instituição, e somente se essa oposição estiver formalmente prevista em seus estatutos ou numa carta de ética, e só se outros estabelecimentos forem capazes de atender às necessidades locais.

Para os farmacêuticos, o conselho emitiu uma ressalva separada, fundamentada no artigo décimo da Declaração dos Direitos do Homem de 1789, dizendo que preparar ou dispensar a substância letal "é passível de ofender" convicções pessoais.

Na versão original, o texto dizia que, quando uma pessoa estivesse hospitalizada ou vivendo em determinadas instalações abrangidas, “o diretor do estabelecimento deveria permitir a intervenção dos profissionais que participam do procedimento”, assim como o acesso de qualquer pessoa que acompanhasse a pessoa que solicitava a morte digna — sem exceção para objeções da própria instituição.

O arcebispo de Paris, Laurent Ulrich, acolheu as reservas em sua mensagem de 19 de agosto aos fiéis, por ocasião da promulgação da lei, chamando-as de “uma oportunidade”. Ele disse ter esperança de que as instituições construídas em torno do cuidado aos doentes graves e da especialização em cuidados paliativos “encontrassem nessas reservas um incentivo para manter seu caráter particular e permanecerem lugares onde ninguém será morto”.

A isenção concedida em 14 de agosto ocorreu depois do envio de pareceres formais ao conselho por várias organizações católicas e pró-vida, como a Fundação Jérôme Lejeune e o Centro Europeu de Direito e Justiça (ECLJ), grupo de defesa com sede em Estrasburgo, França, que disseram que obrigar as instituições a acomodar equipes móveis de eutanásia “é uma clara violação de sua liberdade”.

Enquanto o projeto de lei ainda tramitava no parlamento da França, a Irmã Agnès, freira médica da Congregação das Irmãzinhas dos Pobres, discursou em 3 de março em nome das congregações católicas francesas que administram hospitais e casas de repouso, num diálogo interativo com o relator especial do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre liberdade de religião ou crença, em Genebra, Suíça. Ela disse ao relator que o projeto de lei obrigaria essas congregações a aceitar a eutanásia em suas instalações, sob pena de até dois anos de prisão e multa de R$ 30 mil (R$ 180 mil), dizendo que poderiam ser forçadas a “renegar os mandamentos de Deus” para continuarem operando.

Especialistas em direito falam sobre o caráter incomum dessa reviravolta e destacam o peso da atuação das organizações católicas.

Roseline Letteron, professora de direito público e autora do blog Libertés, Libertés chéries (Liberdades, liberdades queridas), escreveu que o conselho fundamentou a isenção das instituições em bases jurídicas diferentes daquelas aplicadas à cláusula dos farmacêuticos: não no direito individual à objeção de consciência, mas no direito de formar uma associação e no direito de administrar um negócio como bem entender, combinados com uma ideia mais antiga, extraída de uma lei de 1959 sobre escolas religiosas, de que uma instituição pode ter um “caráter” distinto que merece ser protegido.

Tribunais da França já haviam rejeitado antes isenções institucionais semelhantes, como no caso de registradores civis que se recusaram a realizar casamentos entre pessoas do mesmo sexo em 2013 e chefes de departamento hospitalar que se opuseram ao aborto em 2001. Letteron perguntou diretamente se o conselho “queria dar uma satisfação simbólica ao lobby católico”, concluindo que “a resposta é sim”.

Mas o diretor da ECLJ, Grégor Puppinck, classificou a decisão de 14 de agosto como "uma grande vitória", dizendo em comunicado que o grupo agora "continuará essa luta em outros países que já legalizaram a eutanásia, a fim de garantir também a liberdade das instituições religiosas nesses locais".

Uma decisão constitucional na França não vincula tribunais estrangeiros, mas o ECLJ — que publicou seu próprio estudo de direito comparado sobre a questão — pretende apresentar o mesmo argumento por meio da jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos sobre autonomia institucional, dizendo que a liberdade religiosa protege “comunidades e instituições”, não só indivíduos, e que “o direito de recusar matar deve ser aceito integralmente” para ambas.

A Fundação Jérôme Lejeune, cuja própria petição se concentrou especialmente na falta de proteção da lei para pessoas com deficiência intelectual — preocupação que, segundo a fundação, também levantou repetidamente junto à ONU — classificou a decisão do Conselho como "escandalosamente mínima" num comunicado de 14 de agosto.

“A Fundação Jérôme Lejeune jamais se resignará”, disse seu presidente, Jean-Marie Le Méné. “A luta está longe de terminar”.

A fundação disse que acompanhará de perto a elaboração dos decretos de implementação pelo governo, continuando a pressionar por proteções para pessoas com deficiência intelectual.