segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Segunda-feira, 24 de Agosto de 2026 -11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Encontro Rimini - Movimento Comunhão e Libertação


 

Mozart volta ao Vaticano

 


A orquestra juvenil de Salzburgo "Ensemble Bella Musica", proveniente da Universidade Mozarteum, da Áustria, fará um concerto na Sala Assunta da Rádio Vaticano em 2 de setembro. Entre os instrumentos utilizados estarão dois violinos originais, que pertenceram ao grande compositor austríaco Mozart. O pequeno violino, que ele usava quando criança, será utilizado por uma solista chinesa de 10 anos.

Gudrun Sailer - Vatican News

Para a orquestra "Ensemble Bella Musica", programa pré-universitário da Universidade Mozarteum, este não será um concerto qualquer, como afirma o diretor artístico, Stefan David Hummel: "Tivemos a honra de executar nossas músicas, diversas vezes, durante a Missa na Basílica de São Pedro. Agora, estamos ansiosos para fazer um concerto nos Jardins do Vaticano. Este será, sem dúvida, o ponto alto da nossa viagem".

Entre os jovens da orquestra — que apresentarão um concerto na Sala Assunta da Rádio Vaticano, em 2 de setembro — a expectativa já é palpável, enquanto manterão um breve encontro com o Papa Leão XIV, durante a Audiência Geral.

Wolfgang Amadeus Mozart
Wolfgang Amadeus Mozart

Hummel veio de Salzburgo, na última quinta-feira, especialmente para inspecionar a Sala Assunta, sede de gravações históricas da Rádio Vaticano, situada na Palazzina Leone XIII, na parte alta dos Jardins, onde será gravado o concerto. Através da União Europeia de Radiodifusão (UER), as emissoras de rádio interessadas poderão filmar a gravação. Isso permitirá que a música da jovem orquestra chegue a milhões de ouvintes.

O violino Costa de 1764 que será utilizado no concerto
O violino Costa de 1764 que será utilizado no concerto

Uma menina chinesa usará o violino de Mozart

A "estrela" do concerto será um instrumento bastante pequeno: o violino que Mozart usava quando criança. A Fundação Mozarteum de Salzburgo o levará a Roma, junto com o violino Costa de Mozart, construído em 1764, em Treviso, pelo artesão italiano, Pietro Antonio dalla Costa, que Mozart usou durante seus concertos em Viena. Com este pequeno instrumento, o jovem Wolfgang deu seus primeiros passos como músico. Ele será utilizado, no Vaticano, por Shuxuan Jin, uma menina de 10 anos de Xangai, que vive na Áustria desde a infância e estuda no curso preparatório da Universidade Mozarteum, uma das instituições musicais mais renomadas do mundo. A jovem solista obteve inúmeros sucessos em competições internacionais. Mas, o violino usado por Mozart, quando criança, representa certamente uma das etapas mais extraordinárias de sua jovem carreira.

Uma formação da orquestra do Mozarteum
Uma formação da orquestra do Mozarteum

A música é sinal de união além-fronteiras

O "Ensemble Bella Musica" não é simplesmente uma orquestra de jovens talentos, mas uma pequena Europa musical. Os músicos, com idades entre dez e vinte e dois anos, são provenientes da Áustria, Alemanha, Itália, Espanha, Eslovênia, Bósnia-Herzegovina e Hungria, como também da China, Tailândia, Coreia e Irã. Os "Jovens embaixadores das Rotas Europeias de Mozart", repercorrerão os passos de Mozart pela Europa, de 30 de agosto a 10 de setembro, com o objetivo de encurtar as fronteiras, pelo menos durante seus concertos, como explica Hummel: "Sobretudo, nestes tempos difíceis, estes concertos poderão ser um sinal de paz. A música pode unir pessoas para além das fronteiras, línguas e crenças. Somos gratos por poder levar juntos esta mensagem ao mundo".

David Stefan Hummel, diretor artístico da '"Ensemble Bella Musica" na Sala Assunta na Rádio Vaticano
David Stefan Hummel, diretor artístico da '"Ensemble Bella Musica" na Sala Assunta na Rádio Vaticano

Homenagem especial ao Papa Leão XIV

O programa do concerto no Vaticano consiste, sobretudo, em representar Mozart, desde abertura com “Così fan tutte alla Sinfonia Júpiter”. Antes do final, com Ave Verum, a orquestra preparou uma pequena despedida musical: no Vaticano e somente no Vaticano, será possível ouvir um trecho de “Tutti insieme appassionatamente” (“A Noviça Rebelde”). Esta não será uma mera coincidência, mas uma homenagem a Leão XIV, pois este filme musical americano de 1965, ambientado em Salzburgo, é um dos filmes mais favoritos pelo Papa norte-americano. Assim, pelo menos em forma musical, no dia 2 de setembro, Mozart encontrará no Vaticano "a família von Trapp". Haverá também outro detalhe histórico interessante: o próprio Mozart visitou o Vaticano quando adolescente. Em 1770, durante sua primeira viagem à Itália com seu pai, Leopold, o então jovem de 14 anos se apresentou ao Papa. Clemente XIV ficou profundamente impressionado pela extraordinária habilidade do jovem de Salzburgo, tanto que o condecorou com a “Ordem da Espora de Ouro”, nomeando-o formalmente cavaleiro.

Agora, após 250 anos, Mozart retorna ao Vaticano com dois de seus violinos, uma orquestra juvenil internacional e um músico chinês de dez anos, que usará o mesmo instrumento tocado pelo jovem Amadeus, que começava a revelar seu gênio pela primeira vez.

A gravação do concerto no Vaticano não será aberta ao público. No entanto, a orquestra “Bella Musica Ensemble” realizará mais três concertos em Roma, sempre com os violinos de Mozart: um, na tarde do dia 2 de setembro, na Igreja de Santa Maria dell'Anima, e outro, também na tarde do dia 4 de setembro, no Conservatório de Santa Cecília.

Arcebispo Gallagher inicia visita à Rússia

 


Em um posto no X da Secretaria de Estado, foi anunciada a agenda na Federação Russa do secretário para Relações com os Estados e Organizações Internacionais, que chega hoje a Moscou para uma missão em nome do diálogo e da paz.

Vatican News

Dias intensos, entre encontros com autoridades russas, representantes do Patriarcado de Moscou e a comunidade católica. Este é o programa da visita à Federação Russa de arcebispo Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais, divulgado em uma publicação no X da Terza Loggia, a conta da Secretaria de Estado. O prelado chega nesta segunda-feira a Moscou e retornará a Roma no dia 28 de agosto.

Amanhã, terça-feira, 25 de agosto, o arcebispo se encontrará com Sergey Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Federação Russa, seguido de uma conversa com o metropolita Antonij de Volokolamsk, presidente do Departamento para as Relações Eclesiásticas Externas do Patriarcado de Moscou.

No dia seguinte, quarta-feira, 26 de agosto, o arcebispo Gallagher se reunirá com Yuri Ushakov, conselheiro do presidente da Federação Russa para a política externa. A agenda confirma o desejo da Santa Sé de continuar percorrendo o caminho do diálogo, mesmo em uma das fases mais difíceis das relações internacionais em nível global.

A viagem do secretário vaticano para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais, também será uma oportunidade para encontrar a comunidade católica, com a qual se reunirá na quinta-feira, 27 de agosto. Antes, está previsto um encontro com o clero, os religiosos e as religiosas, seguido da celebração da Missa na Catedral da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, em Moscou. Em seguida, o secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais se encontrará com os bispos. A Igreja Católica na Rússia representa uma realidade numericamente minoritária e está geograficamente dispersa por um território muito vasto. Sua organização territorial compreende a Arquidiocese da Mãe de Deus, em Moscou, e as dioceses de São Clemente, em Saratov; da Transfiguração, em Novosibirsk; e de São José, em Irkutsk.

Não é a primeira vez que o arcebispo Gallagher se dirige à capital russa. Sua última visita foi em novembro de 2021. Naquela ocasião, o prelado encontrou-se com o primeiro-ministro Mikhail Mishustin, o ministro das Relações Exteriores Sergey Lavrov e o então responsável pelo Departamento para as Relações Eclesiásticas Externas do Patriarcado de Moscou, o metropolita Ilarion.


Homilia Diária | O que é a sucessão apostólica? (Festa de São Bartolomeu, Apóstolo - 24/08/2026)


 

SANTO DO DIA - 24 DE AGOSTO: SÃO BARTOLOMEU


 

Laudes da Festa de São Bartolomeu, apóstolo


 

domingo, 23 de agosto de 2026

DIY Miniature Plates – Made From CARDBOARD! | 1:12 Scale Dollhouse Tutorial


 

Domingo, 23 de Agosto de 2026 -11h00 Missa, no Recinto de Oração


 

Cidade de Rimini: Encontro com os participantes do Meeting, 22 de agosto de 2026 – Papa Leão XIV


 

Papa em Rimini: opor a misericórdia ao falso realismo que rearma mentes e nações

Leão XIV se dirige ao público da 47ª edição do Encontro de Rimini e exorta a “inverter a rota” e a “reacender sonhos e visões”, em vez de apenas alimentar o “fogo do cansaço e do desespero”. Chegou “a hora da responsabilidade”, afirma o Pontífice: “desmascaremos as injustas relações de poder, que estão na origem da pobreza e das desigualdades, da guerra e dos desastres ambientais. Desarmemos o desenvolvimento tecnológico quando este se torna invasivo e destrutivo”. Aos jovens: “envolvam-se!”.

Salvatore Cernuzio - Vatican News

“Sim, queridos amigos, é hora da responsabilidade, especialmente para quem muito recebeu de uma tradição milenar de fé que se faz cultura.”

Havia a guerra, a Guerra Fria, em 29 de agosto de 1982, quando São João Paulo II subiu ao palco da Feira de Rimini para participar da terceira edição do Encontro pela Amizade entre os Povos. Uma intuição do fundador da Comunhão e Libertação, Pe. Luigi Giussani, que não permaneceu como um “enclave” do movimento, mas se tornou, com o tempo, um “cruzamento para a Igreja e para a sociedade”, um “encontro que multiplica os encontros e inspira novos caminhos”.

E há a guerra, ou melhor, há muitas guerras — pequenas, grandes, “fragmentadas” —, juntamente com as crises, as divisões, as ideologias, as desigualdades, os desastres ambientais e os “negócios da morte”, agora que um Pontífice, Leão XIV, volta a se dirigir ao público diversificado do evento de Rimini. Políticos, artistas, líderes religiosos, representantes de instituições ou da sociedade civil, jovens, voluntários, testemunhas, todos estão reunidos no Grande Auditório em nome dessa “amizade”, justamente, que, neste tempo de divisões, é um valor que não se pode dar como garantido. São cerca de 20 mil (outras 55 mil pessoas estão dentro da Feira) e recebem o Papa com um longo aplauso que, em seguida, dá lugar a um silêncio profundo que permeia todos os pavilhões, assim que ele pega o microfone.

Desmascarar as injustiças

Há meses se aguardavam as palavras do Sucessor de Pedro, ponte e ponto de referência para a Igreja e para o mundo. Ele, Leão, propõe ao Meeting de Rimini um discurso/apelo de amplo alcance que aborda a atualidade desta humanidade chamada a uma “inversão de rota”, que se tornou “convincente e verosímil” pela obra de “pioneiros corajosos”.

Libertemos a convivência da suspeita, a cultura da prepotência, a educação da ideologia, o trabalho da idolatria do lucro, a tecnologia e as finanças dos negócios de morte. A partir das organizações que criamos e nas quais atuamos, desmascaremos as injustas relações de poder, que estão na origem da pobreza e das desigualdades, da guerra e dos desastres ambientais. Desarmemos o desenvolvimento tecnológico quando este se torna invasivo e destrutivo.

O espaço que acolheu o Papa para o discurso desta tarde na Feira de Rimini
O espaço que acolheu o Papa para o discurso desta tarde na Feira de Rimini   (@VATICAN MEDIA)

O amor que move o mundo

“Que não haja apenas quem atice o fogo do cansaço e do desespero; que haja também quem reacenda sonhos e visões!”, diz o Papa do palco, deixando aos que o ouvem uma orientação: o Amor, aquele que “move o sol e as outras estrelas”, como escreveu Dante no último verso da Divina Comédia, que dá título à 47ª edição do evento.

Várias vezes, o Pontífice faz referência ao Grande Poeta no seu discurso, no qual cita o Concílio, Pe. Giussani e os predecessores Francisco, Bento XVI e, naturalmente, João Paulo II, que já há 44 anos havia compreendido “a profecia” de um encontro como este: “já só pronunciar estas palavras alegra o coração: 'Encontro'! 'Encontro de amizade'! 'Amizade entre os povos'! Palavras que adquirem um significado nestas horas, muitas vezes dramáticas, da história do mundo”.

As pessoas antes das fronteiras e das instituições

Leão faz suas as palavras do Papa polonês: “também hoje a paz é preservada e difundida por pessoas que gostam de se encontrar e não têm medo de dialogar”, ressalta ele, exortando — na esteira da Fratelli tutti — a “cultivar a amizade social” para que possamos nos reconhecer “na dignidade de filhos de Deus” que une todos os seres humanos, “além de qualquer diversidade, separação ou conflito”.

Podemos nos identificar uns com os outros, nos ouvir e nos tornar amigos, entre pessoas e, portanto, também entre povos. Antes das fronteiras, das definições e das instituições, estão sempre as pessoas.

O realismo da misericórdia

É a força do amor, o amor que “move” e que, desde os tempos de Dante, “não desapareceu, nem perdeu vigor nem intensidade”, embora permaneça “silencioso de bom grado, ao contrário das forças ruidosas que abalam a terra, o céu e todas as criaturas”, destaca o Papa, evocando o ensinamento dos Papas sobre a “Misericórdia”. “O mal não se combate com o mal – acrescenta ele. Assim na terra como no céu, o amor é a lei da vida, o método da redenção, do Messias crucificado”.

Ao falso realismo, que rearma mentes, palavras e nações, a cultura católica tem hoje de opor o realismo da misericórdia, segundo o qual não podem existir inimigos e todos, mesmo os adversários, são irmãos e irmãs que devem ser olhados nos olhos e encontrados na verdade. O pecado existe, sem dúvida, mas mais forte do que ele é o amor redentor de Cristo, que nos empenha a purificar pensamentos, interesses, hábitos, companhias, projetos, investimentos – todos os aspectos da vida – de tudo o que a cultura do poder contaminou.

É, portanto, “uma autêntica conversão do povo” que o Papa pede. Quantos estão sentados no Auditório, com suas competências, responsabilidades e recursos, podem realmente colocar-se a serviço e acompanhar a humanidade no caminho certo: não aquele que “explora a divisão, a alienação e o desespero”, mas aquele que “serve o Reino de Deus e a sua justiça”.

Um desígnio que atravessa a história

“Num mundo marcado por tantas estratégias que visam conquistar mercados e espaços de influência, muitas vezes revestidas de retóricas apaziguadoras e construções ideológicas sedutoras, o nosso coração sente a necessidade de descobrir um desígnio diferente, sábio e benevolente, semelhante ao que Maria contempla no Magnificat”, afirma o Papa Leão. Esse desígnio de misericórdia atravessa a história também hoje, em meio às “mudanças rápidas e inquietantes marcadas por algoritmos e redes globais” e se torna “a bússola para uma existência evangélica na era digital”.

Leão XIV durante a leitura do discurso no Meeting de Rimini
Leão XIV durante a leitura do discurso no Meeting de Rimini   (@Vatican Media)

Apelo aos jovens

O Papa invoca também uma “responsabilidade” para o vasto mundo educacional, hoje cada vez mais em “risco”. E dirige uma palavra aos jovens, presentes em grande número como voluntários: “vocês são o sinal de que o futuro é uma promessa, não uma ameaça!”, enfatiza Leão. “Deixem-se envolver! Abram-se a uma verdadeira catolicidade, alargando os vínculos de vocês para além de qualquer pertença demasiado restrita”, exorta o Bispo de Roma.

Contrastem o que pretende os afastar dos irmãos e irmãs com culturas, sensibilidades e origens diferentes, especialmente dos mais pobres. Em vez disso, saiam ao encontro de todos! Em todas as latitudes, especialmente nas margens e entre aqueles que sofrem, vocês irão encontrar quem já está pronto para construir a civilização do amor.

Despertar da fé

Ninguém deve se permitir menosprezar a palavra “amor”, que, como ressalta o Papa, “é o próprio nome de Deus: Deus é amor”. E “no amor nunca há coação, doutrinação; nunca há sedução, engano ou recrutamento. O amor só existe na liberdade, no diálogo vivo, no dom generoso de si mesmo”.

Essa mesma liberdade é o motor do despertar da fé de tantos jovens: “hoje o mundo parece se surpreender com a adesão de vocês a Cristo, com a atração que sentem por Ele e pela sua Palavra, com a sua pertença à Igreja”, observa Leão. Mas não é “uma questão de números, embora seja comovente ver milhares dos seus coetâneos pedindo o Batismo em sociedades consideradas entre as mais secularizadas do mundo”. “É uma questão de liberdade: a verdade só se encontra na liberdade”, afirma Leão XIV. E a própria Igreja, como dizia Bento XIV, “não faz proselitismo”, mas “desenvolve-se, antes, por atração”.

“Amem sempre a Igreja!”

“Amem sempre a Igreja!”, acrescenta ainda o Papa, repetindo mais uma vez: “amem sempre a Igreja!”.

“Amem e preservem a unidade da 'companhia' através da qual Cristo alcançou vocês e os atrai a Si”, diz ele, desta vez dirigindo-se aos membros da Comunhão e Libertação. “Até os momentos difíceis podem ser momentos de graça, momentos de renascimento”. O convite é para “aprender a ouvir uns aos outros”, pois o dom da escuta “muitas vezes se perdeu em alguns setores da Igreja”. Escuta da Palavra de Deus, escuta recíproca, escuta da sabedoria presente em homens e mulheres, membros da Igreja e todos aqueles que buscam a verdade, indica o Papa.

Leão XIV no Encontro da Amizade entre os Povos, em Rimini
Leão XIV no Encontro da Amizade entre os Povos, em Rimini   (@Vatican Media)

Sinodalidade

O caminho é, portanto, o da “sinodalidade”, que “não é o nome de um processo, mas a natureza de um povo que, na amizade e no encontro com o outro, reconhece a sua pertença exclusiva a Deus”.

Então, a autoridade se transforma em serviço, que honra as diversidades e facilita a harmonia entre elas.

“Nesta época conturbada, este estilo constitui um verdadeiro sinal dos tempos”, observa o Papa. “Testemunhamos que cada carisma é útil para todos, que cada riqueza se multiplica quando é partilhada, que cada medo pode ser superado: devemos tornar este testemunho tangível, confiável, desejável”.


Angelus, 23 de agosto de 2026 - Papa Leão XIV


 

PAPA LEÃO XIV

ANGELUS

Praça de São Pedro
Domingo, 23 de agosto de 2026


Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!

O Evangelho deste domingo (Mt 16, 13-20) coloca-nos diante de uma pergunta que interpela cada um de nós no caminho da fé: para mim, quem é realmente Jesus?

A partir da narração evangélica, percebe-se o quanto esta pergunta é decisiva para a experiência do discipulado. Na verdade, ainda que os doze apóstolos já tivessem compartilhado muito da vida e do ministério do Mestre, Jesus não quis pressupor que eles O conheciam realmente e que tinham compreendido o mistério do Reino de Deus. Então, depois de perguntar quais eram as opiniões das pessoas sobre Ele, dirige-se-lhes diretamente: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» (Mt 16, 15).

Irmãos e irmãs, este é um passo fundamental para os discípulos de todos os tempos, para cada um de nós. Com efeito, a fé não nos é dada de uma vez para sempre; pelo contrário, precisamos constantemente de redescobrir o rosto de Cristo e o seu Evangelho, aprofundar a sua mensagem e renovar as escolhas da nossa vida, para que sejam coerentes com o que professamos, vencendo a tentação de pensar que já sabemos tudo e de transformar a fé num costume.

A pergunta que diariamente nos é colocada – quem é Jesus para mim e qual o significado da sua presença na minha vida – surge especialmente na oração e quando meditamos sobre o Evangelho; mas também quando nos deparamos com as feridas e as necessidades dos irmãos, ou nas relações e situações que mais interpelam a nossa consciência. Enfim, no âmbito da nossa vida, podemos avaliar se, para nós, o Senhor Jesus é apenas uma grande figura da história que disse e fez coisas importantes, ou se é o Cristo de Deus, Aquele que foi enviado para nos introduzir no amor do Pai e transformar a nossa vida e o mundo em que vivemos.

Caríssimos, aprendamos a não nos fecharmos nas nossas convicções e certezas religiosas, para nos mantermos abertos a uma relação autêntica com Cristo. Por vezes, no que diz respeito à fé cristã, contentamo-nos com o que “ouvimos dizer”, com os lugares-comuns, com aquilo que nos foi transmitido, talvez até com boas intenções; mas Jesus chama-nos a uma resposta pessoal, a conhecê-Lo de perto, a deixarmo-nos escrutinar a partir da amizade com Ele, num encontro sempre novo que pode exigir-nos percorrer caminhos inéditos e fazer escolhas diferentes das que imaginávamos. Isto é válido tanto para o nosso percurso pessoal, como para o caminho da Igreja e para as escolhas pastorais, onde, por vezes, pensamos que basta continuar a fazer como sempre fizemos. É importante, pelo contrário, perguntarmo-nos frequentemente: para mim, quem é o Senhor? Conheço-O realmente? O que me pede hoje o seu Evangelho? Que passos e que escolhas deveria tomar?

Invoquemos a Virgem Maria, que no seu coração procurava a vontade de Deus através do seu Filho, para que nos guie sempre no caminho da fé.

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Depois do Angelus

Queridos irmãos e irmãs,

Na minha oração, recordo com frequência a República Democrática do Congo, devido – em particular – à propagação da epidemia de Ébola, que está infelizmente a causar muitas vítimas. A fim de salvar tantas vidas humana, encorajo uma resposta por parte da Comunidade Internacional, que envolva também as comunidades locais no trabalho de prevenção.

Estou igualmente próximo à população da República Centro-Africana, que chora as vítimas do deslizamento de terras ocorrido numa mina em Zamboyé. Que o Senhor acolha aqueles que perderam a vida e sustente o empenho colocado para garantir a segurança e a legalidade nas zonas mineiras.

Amanhã assinala-se o décimo aniversário do terramoto que atingiu o centro de Itália, entre Lácio, Úmbria e Marcas. Rezo pelos falecidos e suas famílias, bem como por todas as comunidades afetadas. Que a fé e a solidariedade continuem a amparar a obra de reconstrução.

Saúdo com afeto todos vós, romanos e peregrinos de vários países. Em particular, dou as boas-vindas ao Coro Primacial da Catedral de Gniezno, na Polónia; bem como aos seminaristas e aos superiores do Pontifical North American College; e aos jovens de Bormio e de Valfurva.

Desejo a todos um bom domingo!

SANTO DO DIA - 23 DE AGOSTO: SANTA ROSA DE LIMA


 

Laudes de Domingo da 21º do Tempo Comum


 

sábado, 22 de agosto de 2026

O #PapaLeãoXIV iniciou na manhã deste sábado sua


 

HISTÓRIA DE SAN MARINO | A República mais Antiga do Mundo | Globalizando Conhecimento


 

República de San Marino: Encontro com as autoridades, 22 de agosto de 2026 – Papa Leão XIV


 

Leão XIV: em um mundo ferido por conflitos, vamos responder com solidariedade

 

Ao encontrar na manhã deste sábado, 22 de agosto, sacerdotes, consagrados e comunidades eclesiais na Basílica de San Marino, o Papa recomenda o cuidado com os mais fracos e de escolher o perdão como antídoto contra a violência, o isolamento e o medo do outro. Ele encoraja os religiosos a fortalecer o “pacto educativo” com as famílias e convida os jovens a “manter aberta a janela para o infinito”, sem medo de fazer “escolhas exigentes”.

Daniele Piccini – Vatican News

Experiências de proximidade e solidariedade “aparentemente pequenas e marginais” podem ter um enorme “valor profético”, “em um mundo ferido por muitos conflitos, no qual se vê com preocupação aumentar a violência, o isolamento, o medo do outro”. É esse o incentivo que Leão XIV dirige, na manhã deste sábado, 22 de agosto, a sacerdotes, consagrados, religiosos e a toda a comunidade eclesial de San Marino-Montefeltro, ao encontrá-los na basílica diocesana, durante a visita pastoral à menor República do mundo.

"Diante dessas tendências inquietantes, a nossa resposta não pode ser outra senão a de trilhar com ainda maior convicção o caminho do Evangelho (…) que ensina e exige atenção aos mais fracos, perdão, comunhão e solidariedade."

Os jovens e a janela para o infinito

Na Basílica, Leão XIV venera as relíquias de San Marino, em um momento de oração, e pede à comunidade eclesial local, citando a carta encíclica Magnifica humanitas, cada um de acordo com seu papel, o compromisso diário de “pequenas e tenazes fidelidades”. Ele se dirige “antes de tudo” aos jovens, citando as palavras proféticas e poéticas do Papa Bento XVI, proferidas em 2011 justamente em San Marino, que os convidavam a “manter aberta a janela para o infinito”.

"Sigam com o olhar da alma os caminhos traçados em vocês pelos grandes anseios de beleza, de bondade e de vida que carregam no coração. Se observarem atentamente os percursos e ouvirem a voz deles, eles os levarão ao alto, ao encontro com Deus, lá onde Ele os busca e os espera."

Os jovens devem, antes de tudo, compreender qual é o chamado que Deus lhes dirige e, em seguida, abraçar “com entusiasmo” sua missão no mundo. Sem medo de fazer “escolhas exigentes, como o matrimônio, a consagração, o ministério ordenado, a vida profissional, o engajamento social e político”. O Papa os exorta a “deixarem-se envolver” em projetos de caridade e justiça, contribuindo assim – como reza o lema escolhido para sua visita à República de San Marino – para dar “um testemunho de paz que fala ao mundo”.

Fortalecer o pacto entre famílias, sacerdotes e educadores

Em seguida, o agradecimento aos sacerdotes, catequistas e a todos os educadores da diocese, fundada há 18 séculos pelos santos Marino e Leão com base nos “princípios cristãos de liberdade, de respeito mútuo e de comunhão”, valores — constata o Pontífice — que a comunidade eclesial e civil continua a levar adiante até hoje “com o mesmo entusiasmo e com a mesma fidelidade”. “É um trabalho discreto, mas muito importante” aquele do qual se dedica ao “crescimento humano e cristão das crianças”. Esse serviço é “humilde e precioso”, pois apoia os pais na missão de educar os filhos na fé: a família, ressalta o Bispo de Roma, é precisamente o seio natural onde “se aprende e se respira diariamente o Evangelho”.

"Por isso, uma pastoral sábia se empenhará em alimentar uma forte sinergia formativa entre famílias e comunidades eclesiais, um pacto educativo, para que os pais se sintam envolvidos, redescubram eles mesmos a fé de maneira nova e tenham a alegria de transmitir aos filhos os valores cristãos dos quais são depositários."

O dom do encontro com Cristo

Do ponto de vista do conteúdo, os “caminhos de crescimento” promovidos por sacerdotes e catequistas devem se concentrar, ressalta Leão XIV, antes de tudo na “beleza e no prazer da vida batismal”, de modo a fortalecer “nas comunidades os caminhos de santidade” e fazer amadurecer a consciência da “própria dignidade profética, sacerdotal e real”. Anunciar o Evangelho – “caminho de liberdade para os homens e as mulheres de todos os tempos” – e ajudar as pessoas que encontramos a encontrar o Deus feito homem é o “maior dom que podemos oferecer”.

"Nessa perspectiva, exercemos a caridade em todas as suas formas, sem economizar, mantendo, porém, sempre no coração e bem presente o bem último e integral das pessoas a quem oferecemos nosso apoio."

A “pequena chama” que vence o individualismo

Justamente o “apoio mútuo” e a “proximidade” dedicados às “pequenas comunidades” nas “regiões mais remotas deste território”, que enfrentam o “despovoamento” e a “falta de serviços”, têm grande importância, ressalta ainda o Papa. Esses testemunhos de proximidade são como “pequenas chamas” das quais sempre se pode recorrer para reacender “o fogo dos valores sólidos”, que mantêm vivo o calor daquela magnífica humanitas à qual é “necessário aspirar”, para vencer o “individualismo”, a “cultura metropolitana e consumista” e o “bairrismo desconfiado e que divide”. Um compromisso diário, acrescenta o Pontífice, que dá novo fôlego “às nossas esperanças de fraternidade e de paz”.

Confiando a realidade eclesial de San Marino à intercessão dos santos Marino e Leão e garantindo um lugar em suas orações pessoais, o Papa recomenda, por fim, a atenção ao valor da “comunhão”: a ser cultivada entre as paróquias, entre os pastores e os fiéis, e entre “os diversos carismas e ministérios”, a fim de dar sempre testemunho de unidade.


Sábado, 22 de Agosto de 2026 -11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Há uma promessa de Deus para você (Lc 1,26-38) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 22/08


 

SALVE RAINHA DOS CÉUS, NOSSA SENHORA, COMUNIDADES NEOCATECUMENAIS


 

SANTO DO DIA - 22 DE AGOSTO: NOSSA SENHORA RAINHA


 

Laudes da Memória de Nossa Senhora Rainha


 

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Comentário à liturgia do 21.º Domingo do Tempo Comum


 

Croácia: Um mar de Orações


 

Meta enfrenta julgamento nos EUA por supostos danos das redes sociais a crianças e adolescentes

 


Na Califórnia, os promotores alegam que a gigante da tecnologia projetou suas plataformas para incentivar comportamentos viciantes entre jovens, explorando-os para obter lucro e enganando o público sobre os riscos. O início do processo judicial também teve repercussões em Wall Street, onde as ações da Meta caíram 4,4%.

Vatican News

Teve início ontem quarta-feira, na Califórnia o julgamento contra a Meta. O caso, movido por uma coalizão bipartidária de 29 Estados americanos, diz respeito ao impacto do Facebook e do Instagram em crianças e adolescentes.

A acusação alega que a gigante da tecnologia projetou suas plataformas para incentivar comportamentos viciantes entre os jovens, explorando-os para obter lucro e enganando o público sobre os riscos.

Danos a menores e a resposta da Meta

 

"Vocês ouvirão como a Meta tentou desesperadamente reter essas crianças, o quanto as queria a todo custo, quão jovens as queria", disse ao júri a procuradora-geral adjunta da Califórnia, Megan O'Neill. O início do caso também teve repercussões em Wall Street, onde as ações da Meta caíram 4,4%. A empresa de Mark Zuckerberg nega as acusações, afirmando que tomou medidas para lidar com os riscos associados ao uso das redes sociais e proteger os usuários mais jovens.

Segundo os advogados, diversos documentos internos apresentados pela acusação como prova da responsabilidade da empresa demonstram, na verdade, seu compromisso com a segurança. A Meta também contesta as exigências financeiras dos estados, que considera desproporcionais, e argumenta que questões como a verificação de idade afetam todo o setor. No caso de usuários menores de 13 anos, a defesa também argumenta que as restrições de retenção de dados dificultam o desenvolvimento de sistemas capazes de identificá-los e excluí-los das plataformas.

A sombra das sanções

 

No entanto, o que está em jogo vai muito além de uma possível compensação. Os procuradores-gerais da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey estão ameaçando com multas que, pelo menos em teoria, poderiam chegar a US$ 1,4 trilhão e exigem mudanças substanciais na forma como o Facebook e o Instagram operam. Em caso de violações das leis federais de privacidade infantil, os estados também pretendem exigir a exclusão dos dados pessoais de usuários menores de 13 anos e dos algoritmos treinados com essas informações.

O julgamento no tribunal federal de Oakland deve durar entre seis e oito semanas. Mark Zuckerberg, outros executivos da empresa e ex-funcionários também estarão entre as testemunhas.


Jogos do Mediterrâneo, Papa: no esporte, a imagem de um mundo fraterno


No dia de abertura das competições em Taranto, o telegrama de Leão XIV, assinado pelo cardeal Parolin e lido ontem à noite durante a Missa na catedral, onde foi colocada a Cruz dos Esportistas: das competições vividas com sentimentos de amizade e lealdade pode soprar “um novo vento de esperança”.

Giancarlo La Vella – enviado a Taranto

Faltam poucas horas, em Taranto, para o início dos XX Jogos do Mediterrâneo. Ontem, uma emocionante prévia foi marcada pela celebração eucarística presidida pelo arcebispo da “cidade dos dois mares”, dom Ciro Miniero. O esportista — afirmou em sua homilia — tem coragem e não tem medo de errar. Animada pelos cantos de jovens atletas, a Missa na Catedral de São Cataldo, em Taranto, marcou de fato a entrada no clima dos Jogos do Mediterrâneo, dos quais participam 26 países da região do Mare Nostrum e a pequena equipe da Athletica Vaticana, a associação poliesportiva da Santa Sé.

A cidade da região da Puglia vive a expectativa de um evento que a coloca no centro das atenções internacionais, e não apenas do ponto de vista esportivo. Nestes dias, Taranto respira esporte em suas ruas e praças, mas não se esquece das questões sociais, como a crise do emprego no setor siderúrgico, que atingiu a cidade nos últimos anos. Dom Miniero recordou essa realidade com veemência. O desenvolvimento e a retomada da cidade passam pela reconciliação e, como na parábola dos talentos, a conservação e o medo devem dar lugar à criatividade e à capacidade de arriscar.

Os Jogos, uma ponte de solidariedade

Muito terão a contar estes Jogos, de amanhã até 3 de setembro, com a Cruz dos Esportistas acompanhando, na Catedral de São Cataldo, as conquistas dos mais de quatro mil atletas participantes. Ampliando o olhar para o significado deste evento, também os Jogos do Mediterrâneo, assim como outras manifestações, se deparam com conflitos, tensões e injustiças. Mas justamente estes dias de esporte representam uma oportunidade para “construir pontes entre culturas e povos, promovendo a acolhida, a solidariedade e a paz”, segundo o desejo expresso por Leão XIV em um telegrama assinado pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, e lido ontem na abertura da Missa, no dia em que Taranto acolheu na catedral a Cruz dos Esportistas.

“Profecia de paz e fraternidade”

O Pontífice já havia afirmado no Angelus do último domingo: os Jogos do Mediterrâneo podem ser “profecia de paz e de fraternidade”. Além disso, no telegrama ao arcebispo Miniero, o Papa também convidou a viver as competições “com sentimentos de amizade, de fraternidade e de lealdade”. É justamente do esporte, de fato, que pode soprar um novo vento de esperança que, de imediato, não fará cessar as armas, mas pode indicar a possibilidade de construir uma humanidade mais fraterna. A Cruz dos Esportistas, que desde os Jogos Olímpicos de Londres de 2012 vem reunindo expectativas e esperanças de mulheres e homens, expressa a linguagem do esporte que aponta para uma transformação de uma sociedade na qual o conflito, com demasiada frequência, ocupa o lugar do diálogo.

Prefeitura de Taranto
Prefeitura de Taranto   (ANSA)

A fraternidade para além da competição

A Cruz foi entregue a dom Miniero por dois representantes da Athletica Vaticana, juntamente com o bispo Paul Tighe, secretário do Dicastério para a Cultura e a Educação, e crianças dos oratórios de Taranto. Ela permanecerá na catedral até o término dos Jogos. “Vocês não estão aqui apenas para as competições esportivas, mas para oferecer ao mundo um forte testemunho de paz, de partilha e de fraternidade”, afirmou dom Miniero na homilia.

“Este evento entra para a história por aquilo que será vivido nestes dias, mas sobretudo pelo patrimônio espiritual, social, moral e cultural que deixará e pela mensagem que lançará ao mundo inteiro a partir das margens do Mar Jônico, atravessando todos os mares até alcançar os confins da terra.” Palavras que atribuem um papel social fundamental àquilo que muitos consideram apenas um jogo. Recordando as palavras de São Paulo, o arcebispo afirmou, de fato, que “o esporte, como domínio do próprio corpo e, portanto, de si mesmo, torna-se um caminho rumo a metas mais elevadas, com seu importante papel na formação dos jovens”.

A convivência das diferenças

Retomando a parábola evangélica dos talentos, o arcebispo convidou a considerar o esporte justamente como um dos talentos concedidos pelo Senhor, que “pode ser usado para os próprios interesses, para a própria imagem, para alcançar um recorde nas diferentes modalidades, para ocupar as primeiras páginas dos jornais e dos noticiários, por vanglória, para ser admirado pelos homens, como denuncia Jesus. Pode, ao contrário, ser valorizado para partilhar, doar e contribuir para a construção de um mundo de paz, na solidariedade com os mais fracos e com os pobres”.

Além disso, concluiu o arcebispo, “praticando esporte, vocês têm a possibilidade de viver experiências de encontro com atletas de todas as culturas, religiões e condições sociais; descobrem a beleza da convivência das diferenças, com o objetivo de contribuir para a realização do sonho da família humana que vive na paz e no respeito às liberdades”. De Taranto, portanto, com os Jogos do Mediterrâneo, pode ser lançada ao mundo “uma mensagem concreta de esperança”.


(vaticannews) 

Papa Leão: o mundo não precisa de uma inteligência artificial que diminua a humanidade

 

Ao receber os participantes do encontro anual da Rede Internacional de Legisladores Católicos, Leão XIV alertou para o risco de a inovação se tornar um instrumento de "colonialismo ideológico ou econômico"; uma "forma sutil de domínio" que corre o risco de tornar "as nações mais pobres cada vez mais dependentes das mais ricas". O Papa reafirmou a família como a "primeira escola da humanidade" e convidou a promover políticas para fortalecê-la.

Mariangela Jaguraba – Vatican News

O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta sexta-feira (21/08), na Sala Clementina, no Vaticano, os participantes do 17° encontro anual da Rede Internacional de Legisladores Católicos.

O Pontífice iniciou o seu discurso, agradecendo-lhes pela paciência e se desculpando "pelo pequeno atraso". Devido ao calor em Roma, Leão XIV disse aos seus convidados: "Sinto vontade de dizer: Bem-vindos à sauna do Vaticano!" Todos riram!

A seguir, disse que o tema do encontro da Rede Internacional de Legisladores Católicos, deste ano, "Dignidade humana e inteligência artificial: desafios, oportunidades e controle", "oferece a oportunidade de refletir sobre uma das questões fundamentais da nossa época". "O extraordinário progresso da inteligência artificial está abrindo horizontes que as gerações anteriores mal poderiam imaginar. No entanto, cada avanço tecnológico também coloca a humanidade diante de uma questão moral: não apenas o que podemos fazer, mas o que devemos fazer?"

"De fato, hoje nossa família humana se encontra diante de uma escolha fundamental. Como escrevi na Carta Encíclica Magnifica humanitas, podemos ser tentados a construir uma nova Torre de Babel, onde o poder, a eficiência e o controle obscurecem o rosto da pessoa humana; ou podemos construir uma civilização na qual a tecnologia sirva ao desenvolvimento integral de cada pessoa", disse o Papa.

De acordo com o Pontífice, "a questão decisiva continua a mesma: a tecnologia ajuda as pessoas a se tornarem mais fraternas e responsáveis para consigo mesmas e umas para com as outras? A esse respeito, os princípios da Doutrina Social da Igreja — a dignidade inviolável de cada pessoa, o bem comum, a destinação universal dos bens, a subsidiariedade e a solidariedade — fornecem critérios seguros para o discernimento".

Prezados legisladores, sua vocação os coloca no centro deste desafio. Responsáveis ​​por elaborar políticas para a gestão da tecnologia para o bem comum, sua tarefa não é impedir a inovação, mas guiá-la com sabedoria. Uma boa legislação deve incentivar a criatividade científica e tecnológica, ao mesmo tempo que salvaguarda os direitos humanos e as liberdades. Deve proteger os usuários da exploração, zelar pela privacidade pessoal, garantir a transparência no uso das tecnologias emergentes e assegurar que elas fortaleçam as instituições democráticas.

Para isso, "são necessários quadros jurídicos adequados, vigilância independente, educação dos utilizadores, uma política que não renuncie à sua missão", disse ainda o Papa, citando um trecho da Magnifica humanitas. Segundo ele, "essa vigilância pode atuar em diversos níveis, local, nacional e internacional, facilitando o debate aberto sobre o “código ético a ser utilizado, submetendo-o a critérios de justiça social partilhada” e "garantindo que nenhuma ideologia ou interesse específico dite os valores incorporados nos sistemas de inteligência artificial".

Ao mesmo tempo, o rápido desenvolvimento da inteligência artificial corre o risco de criar novas formas de dependência tecnológica, com as nações mais pobres cada vez mais dependentes das mais ricas. Devemos permanecer vigilantes a este respeito, para evitar que a inovação se torne mais um veículo de colonialismo ideológico ou econômico.

A seguir, o Papa acrescentou:

Infelizmente, nos deparamos com uma forma sutil de domínio quando são os algoritmos que decidem quem é visto e quem permanece invisível, quando plataformas digitais influenciam o debate público sem prestar contas e quando a dignidade dos trabalhadores é subordinada à otimização de sistemas. Esses desenvolvimentos revelam uma nova face da antiga tentação do domínio e do poder sem serviço.

"Contra essa cultura do poder, a Igreja propõe 'a civilização do amor'", disse Leão XIV, usando as palavras do Papa Paulo VI. "Uma civilização que saiba guiar com sabedoria a inteligência artificial, formando corações capazes de caridade, compaixão e responsabilidade", sublinhou. "Numa sociedade assim, a primeira escola da humanidade seria a família. Pois é na família que aprendemos a confiar antes de calcular, a generosidade antes da competição, o diálogo antes da divisão e o amor antes do poder", disse Leão XIV, acrescentando:

Nunca se deve permitir que a inteligência artificial corroa essa célula primária da sociedade, seja reduzindo as pessoas e as relações a dados e simulações, seja inundando as mentes jovens com conteúdos que distorcem o desejo, nem mesmo com modelos econômicos que tornam a vida familiar economicamente precária.

O Papa encorajou os participantes do 17° encontro anual da Rede Internacional de Legisladores Católicos a promoverem "políticas que fortaleçam o matrimônio e as famílias, que apoiem os pais em sua missão educativa e permitam que os jovens olhem para o futuro com confiança”.

Caros amigos, o mundo não precisa de uma inteligência artificial que diminua a humanidade; pelo contrário, precisa de inteligência humana iluminada pela sabedoria, de autoridade política guiada pela consciência e inovação tecnológica impelida pela caridade. Só assim a inteligência artificial deixará de ser uma rival da humanidade e para se tornar uma servidora do bem comum.

Leão XIV concluiu, pedindo a Nossa Senhora do Bom Conselho que os acompanhe sempre.


Sexta-feira, 21 de Agosto de 2026 -11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Kerigma Kiko Argüello ✟ Camino Neocatecumenal.


 

Shemá Israel - Kiko Arguello Camino Neocatecumenal


 

Aprenda a decidir (Mt 22,34-40) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 21/08


 

SANTO DO DIA - 21 DE AGOSTO: SÃO PIO X


 

Laudes da Memória de São Pio X, papa


 

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

@ГлебСаблев


 

Quinta-feira, 20 de Agosto de 2026 -11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE


 

 

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
PAPA LEÃO XIV

PARA O XI DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO
PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO 2026

1º de setembro de 2026


“Transformarão as suas espadas em relhas de arados e as suas lanças em foices” (Isaías 2, 4)

 

Queridos irmãos e irmãs,

Nosso Senhor Jesus Cristo veio para que tenhamos vida e a tenhamos em abundância (cf. Jo 10, 10). Este dom da vida está no cerne da nossa missão como discípulos e do chamamento comum para construir uma civilização do amor. Ao celebrarmos este Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, somos mais uma vez convidados a contemplar o dom da vida e a valorizar a terra que a sustenta, pois estas são formas concretas de louvar o nosso Criador.

Hoje, testemunhamos muitas crises e muito sofrimento humano. Parece, ao mesmo tempo, que a perturbação do equilíbrio harmonioso da criação está a acelerar. Estes fenómenos não deixam de estar relacionados: constituem um único apelo à cura e à paz, proveniente dum mundo ferido.

O Deus da vida, revelado em Jesus Cristo, oferece uma paz que o mundo não pode dar: «Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz» (Jo 14, 27). Esta paz não é superficial nem efémera, mas brota do amor perene de Cristo e do seu cuidado por cada pessoa humana.

No entanto, esta promessa de paz contrasta fortemente com as realidades que observamos em muitas partes do mundo. O profeta Isaías falou de um tempo em que as nações «transformarão as suas espadas em relhas de arados» (Is 2, 4), mudando aquilo que destrói a vida naquilo que a sustenta. Hoje, porém, testemunhamos com demasiada frequência exatamente o contrário, já que os esforços continuam a ser direcionados para a violência e a guerra.

A guerra deixa feridas que vão muito além do campo de batalha. Ela ceifa vidas, separa famílias e obriga milhões de pessoas a fugir para longe dos seus lares, aumentando assim o medo, a injustiça e a divisão (cf. Gaudium et Spes, 77-82). A guerra deixa também para trás uma destruição social e ecológica que perdura por gerações. Além disso, a interação entre os conflitos armados e a degradação ambiental cria frequentemente um ciclo vicioso, que destrói ecossistemas, contamina recursos essenciais, como o ar e a água, e compromete a segurança alimentar. Isto faz crescer a pobreza, a desigualdade e novas tensões sociais que podem contribuir para o surgimento de mais conflitos.

Mais ainda, a guerra cria feridas que danificam todo o tecido da vida, prejudicando não só as pessoas e as comunidades, mas também a sua rede mais ampla de relações com a inteira família humana e a sua harmonia com a criação. Isso revela uma incapacidade ainda maior de viver à imagem e semelhança de Deus, de respeitar a vida e de cuidar da terra que nos foi confiada. Não se trata apenas dum fracasso político, mas também moral e espiritual. Enraizada em desejos distorcidos e no uso indevido da liberdade e do poder humanos, a guerra apresenta-se como um contratestemunho do Evangelho da paz.

As crises mencionadas acima exigem não só responsabilidade, mas também uma conversão do coração que dê fruto numa maior fidelidade a Deus, no amor mútuo e no respeito pelo dom da criação. Realmente, as discórdias que vemos no mundo, como a violência, a injustiça e a degradação ecológica, não são simplesmente o resultado de sistemas ou estruturas insuficientes, mas estão ligadas «com aquele desequilíbrio fundamental que se radica no coração do homem» (Gaudium et Spes, 10). Na verdade, o coração humano é o lugar onde acontecem as lutas fundamentais e onde a nossa condição decaída se revela. Não é meramente a sede das emoções, mas o centro da pessoa: o lugar onde convergem razão, desejo, vontade e consciência. É aqui que lutamos com desejos contraditórios que existem dentro de nós entre amor e indiferença, verdade e ilusão, justiça e injustiça (cf. Tg 1, 14–15). As feridas da guerra e a degradação da terra estão, portanto, intimamente ligadas à condição do coração humano. Os conflitos que atormentam a humanidade são, em muitos aspectos, a expressão exterior da discórdia e da divisão interiores. Quando o coração está deformado, as relações sofrem e as estruturas que construímos começam a refletir essa desordem.

O Papa Bento XVI recordou-nos que «os desertos exteriores multiplicam-se no mundo, porque os desertos interiores tornaram-se tão amplos» (Homilia na Santa Missa para o início do ministério petrino do Bispo de Roma, 24 de abril de 2005). Isto convida-nos a reconhecer que, de certa forma, o que está quebrado à nossa volta também está quebrado dentro de nós. Portanto, para construir uma sociedade pacífica não devemos apenas reformar as estruturas, mas também renovar os nossos corações. As causas profundas dos conflitos e da exploração da criação têm origem numa crise ética e cultural, que inclui a perda do sentido dos limites, a vontade de domínio, a busca do lucro imediato e a incapacidade de reconhecer a dignidade, concedida por Deus a cada pessoa humana.

O apelo profético a «transformar as espadas em relhas de arados» (Is 2, 4) não é simplesmente um ideal para as nações, mas um chamamento individual, que nos convida a transformar o mal em vida. Esta transformação, todavia, não pode ser alcançada por meio de mudanças apenas exteriores. Ela exige, em colaboração com a graça de Deus, uma conversão pessoal e coletiva mais radical: um regresso a Deus, que reordenará os nossos desejos, curará as nossas feridas e nos ajudará a crescer na virtude.

Sem esta transformação interior, a paz continuará a ser frágil e de curta duração. Mas, onde os corações se renovam, começam a abrir-se novas possibilidades. O que tem sido utilizado para a destruição pode ser redirecionado para a vida, para o cuidado dos pobres, para a alimentação dos famintos e para a salvaguarda da criação. Este é o caminho da autêntica conversão ecológica, onde os efeitos do nosso encontro com Jesus Cristo se tornam evidentes na nossa relação com o mundo que nos rodeia (cf. Francisco, Laudato Si’, 217). A paz, então, começa no coração e flui para as nossas relações, comunidades e para o mundo inteiro.

Embora os desafios que temos pela frente sejam enormes, Deus não nos deixa sem os meios para a cura e a transformação. Em vez das armas de guerra, o Deus da paz concede-nos a força para curar, reconciliar e construir uma civilização do amor. Desta forma, somos chamados a salvaguardar os muitos “ecossistemas” que nos foram confiados: os ecossistemas da criação, das relações humanas e do próprio coração humano.

Imaginemos um mundo em que as energias atualmente investidas na guerra fossem canalizadas para o desenvolvimento humano integral, a superação da pobreza, a proteção da dignidade humana e a reconciliação entre os povos. Tal visão reflete a fé na vinda do Reino de Deus.

As verdadeiras ferramentas para construir a paz não são as armas de destruição, mas sim a verdade, o diálogo, a paciência, a bondade, a justiça, a misericórdia, a compreensão, o cuidado e o amor. Estas qualidades brotam de corações moldados pelo Evangelho e sustentados pela graça de Deus. Só estas qualidades possuem o poder de transformar os indivíduos, renovar as comunidades e curar as feridas do nosso mundo.

Queridos irmãos e irmãs, o caminho que temos pela frente é claro, embora não seja fácil. Somos chamados a deixar que os nossos corações sejam renovados, para que possamos procurar a paz e cuidar da criação. A Escritura diz-nos para guardarmos os nossos corações, pois tudo o que fazemos brota deles (cf. Pr 4, 23).

Se assumirmos esta tarefa com humildade e fé, tornar-nos-emos colaboradores na obra divina de renovação. Lenta, mas certamente, passaremos do deserto ao jardim, da divisão à comunhão e da violência à paz.

Que o Senhor nos conceda a coragem de percorrer este caminho, para que, no nosso tempo, as espadas sejam verdadeiramente transformadas em relhas de arados, a promessa do Evangelho se enraíze mais profundamente no nosso mundo e a paz de Cristo reine sobre toda a criação.

Vaticano, 15 de agosto de 2026, Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria.

 

LEÃO PP. XIV

Santuário português inaugura trilha em homenagem a são Pier Giorgio Frassati


Santuário de Nossa Senhora da Peneda, em Portugal Santuário de Nossa Senhora da Peneda, em Portugal | Shutterstock
 

O santuário de Nossa Senhora da Peneda, Portugal, vai inaugurar uma trilha de 10 km em homenagem a são Pier Giorgio Frassati. A inauguração será em 7 de setembro, quando se recorda um ano da canonização do santo italiano.

Para o prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé, o cardeal português José Tolentino Mendonça, esse percurso, em Arcos Valdevez, diocese de Viana do Castelo, “permite que um maior número de pessoas — inspiradas pela história de vida de são Pier Giorgio Frassati — se aproxime do transcendente através do alpinismo e do senderismo”, diz comunicado do santuário da Peneda enviado à Agência Ecclesia, da Conferência Episcopal Portuguesa. O cardeal Tolentino, também poeta e escritor, esteve na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em Paraty (RJ), no mês passado.

São Pier Giorgio Frassati foi esportista, esquiador e montanhista. Ele escalava os Alpes, na Itália. Esses passeios com os amigos combinavam esporte e fé. Para ele era ocasião de apostolado. Costumava dizer a frase “Verso l'alto!” (“Para o alto!”).

A trilha em “homenagem” a Pier Giorgio Frassati em Portugal terá “um desnível de 560 metros, que percorre um circuito de 10 km”, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, segundo o santuário da Peneda.

A inauguração em 7 de setembro vai começar às 9h30, com a oração das Laudes e a missa, no santuário de Nossa Senhora da Peneda. A partir das 13h30, começará a caminhada na trilha de 10 km.

A trilha em Portugal conta com a organização do Clube Alpino de Portugal (CNM – Clube Nacional de Montanhismo), que, segundo o santuário da Peneda, “foi o primeiro no mundo a aceitar” o convite que o Clube Alpino Italiano lançou no Grande Jubileu do Ano 2000, ao inaugurar o Percurso Internacional Frassati da Itália (Sentiero Frassati internazionale dell’Italia), em Pollone (Piemonte/Biella).

O clube italiano desafiou à criação de uma rede internacional de percursos, sendo um por país, de particular interesse natural, histórico e religioso, dedicados a Pier Giorgio Frassati.

São Pier Giorgio Frassati

Pior Giorgio nasceu em Turim, Itália, em 6 de abril de 1901. Cresceu no seio de uma família muito rica. Seu pai foi o fundador e diretor do jornal ‘La Stampa’ e sua mãe, uma notável pintora que lhe transmitiu a fé. Na adolescência, cultivou uma profunda vida espiritual, tornou-se membro ativo da Ação Católica, do Apostolado da Oração, da Liga Eucarística e da Associação de jovens adoradores universitários.

Decidiu estudar Engenharia Industrial Mecânica para trabalhar perto dos operários pobres e ingressou no Politécnico de Turim, onde fundou um círculo de jovens que buscavam fazer Cristo o centro de sua amizade. Teve uma vida austera e destinava à obra de caridade boa parte do dinheiro que seus pais lhe davam para gastos pessoais. Sua força estava na comunhão diária e na frequente adoração ao Santíssimo.

Frassati morreu aos 24 anos de poliomielite, em 4 de julho de 1925. Acredita-se que tenha contraído a doença de uma das pessoas a quem servia.

Foi canonizado pelo papa Leão XIV em 7 de setembro de 2025, em uma cerimônia em que também foi declarado santo Carlo Acutis.

 

DIZEI AOS DE CORAÇÃO CANSADO - Isaías 35, 4ss


 

Deus te chama (Mt 22,1-14) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 20/08


 

Hoje é celebrado são Bernardo de Claraval, o “caçador de almas e vocações”

 


São Bernardo de Claraval São Bernardo de Claraval | ACI Digital
 

Seu nome significa “batalhador e valente”. Tinha uma incrível capacidade de persuasão com a qual levou centenas de homens aos pés de Cristo, incluindo toda a sua família. Foi conselheiro de reis e Papas, escreveu vários livros e uma das orações mais formosas à Virgem. Era conhecido como “o caçador de almas e vocações” e “o oráculo da cristandade”.

São Bernardo de Claraval nasceu no castelo de Fontaine-les-Dijon, localizado na Borgonha (França), em 1090. Sua família pertencia à nobreza francesa, pois seu pai Tescelino era um dos cavaleiros do Duque de Borgonha e sua mãe Alice era filha de um poderoso senhor feudal chamado Bernardo de Montbard. Foi o terceiro de sete filhos.

Desde a infância, teve uma relação estreita com sua mãe, que durante sua gravidez teve uma visão sobre a vida do santo. Bernardo era muito sensível e reservado. Junto com seus irmãos, recebeu uma esmerada educação em história, literatura e latim.

Quando sua mãe morreu, o jovem voltou seus olhos para a Virgem Maria, por quem tinha uma forte devoção durante toda a sua vida. Compôs o “Lembrai-vos”, uma de suas mais belas orações marianas.

Durante sua juventude, desenvolveu uma personalidade alegre, inteligente, bondosa e carismática. Seu temperamento vigoroso o levou a se inclinar por atrações e amizades mundanas, mas no fundo sentia-se vazio e cansado.

Uma noite de Natal no ano de 1111, Bernardo adormeceu. Em seu sonho apareceu a Virgem levando o Menino Jesus em seus braços e o oferecia para que o amasse e o fizesse ser amado pelos demais. Desde então, decidiu se dedicar a Deus e alcançar a santidade.

Para combater as tentações carnais, revolvia-se em gelo. Em 1112, ingressou no mosteiro cisterciense de Citeaux, fundado por são Roberto, santo Alberico e santo Estêvão Harding, e era o primeiro lugar onde se praticava rigorosamente a regra de são Bento. Santo Estêvão, que era o prior, aceitou Bernardo com alegria, porque não recebiam vocações há 15 anos.

Com apenas 25 anos, foi enviado como superior para fundar, com outros doze monges, um novo mosteiro em Champagne, ao qual chamou Clairvaux (Claraval – que significa vale claro).

São Bernardo era dotado de uma incrível capacidade de persuasão e de fascinação. Levou muitas almas para a vida religiosa e, por isso, ganhou o apelido de “o caçador de almas e vocações”. As jovens tinham medo de que seus noivos falassem com o santo, porque Bernardo ia às universidades, aos povoados e aos campos para falar sobre as maravilhas e os benefícios da vida religiosa e acabava convencendo muitos.

Fundou cerca de 300 conventos e conseguiu que 900 homens professassem os votos. Um de seus discípulos, Bernardo de Pisa, chegou a se tornar papa sob o nome Eugênio III.

A família que alcançou Cristo

Além de pertencer a uma família nobre, Bernardo pertenceu a uma família santa.

Sua mãe, a beata Alice Montbard, foi uma mulher caritativa e entregue à vontade de Deus. Formou na fé cristã seus sete filhos e morreu rezando o terço. Seu pai, o venerável Tescelino, perdoou um cavalheiro que o desafiou para um duelo e o feriu com sua lança. Ensinou a seus dois filhos mais velhos, o beato Gerardo e o beato Guy, a importância da misericórdia.

Quando são Bernardo manifestou diante de sua família sua decisão de se tornar religioso, a princípio se opuseram, mas o santo conseguiu convencê-los e levou consigo seus quatro irmãos mais velhos, o beato Gerardo, o beato Guy, o beato Andrés e o beato Bartolomeu, seu tio e 31 companheiros. Quando saiam, o beato Nirvardo, o irmão mais novo, disse: “Ah! Como vocês vão ganhar o céu e me deixam aqui na terra? Não posso aceitar isso”. Anos mais tarde, o caçula da família se tornou um religioso.

Antes de ingressar no mosteiro, Bernardo conduziu seus familiares e amigos a uma fazenda para prepará-los espiritualmente. Tempos depois, seu pai Tescelino entrou no mosteiro de Citeaux.

A esposa do beato Guy, Isabel, também se tornou monja com suas duas filhas. A irmã do santo, a beata Humbelina, que ansiava pela vida religiosa graças aos conselhos de seu irmão, chegou a um acordo mútuo com seu marido, Guy de Marcy, de que ambos se consagrariam a Deus. Guy se foi com demais familiares. Humbelina fundou vários conventos e seu lema foi “Amar é servir”.

A fama de suas qualidades intelectuais e espirituais era tão grande que os príncipes e bispos o consultavam para os assuntos mais importantes e respeitavam suas opiniões e decisões. Chamavam-no “o oráculo da cristandade”.

Bernardo morreu no dia 21 de agosto de 1153, aos 73 anos, e tinha sido abade por 38. Foi canonizado em 1174 e proclamado doutor da Igreja em 1830.