Santo Estêvão

Santo Estêvão

rei da Hungria, +1038

Celebrado a 16 De Agosto

Santo Estêvão era filho do duque dos magiares, (tribo belicosa que se estabeleceu nas províncias da Panónia e da Morávia) nasceu no ano de 979. Chamava-se Voik e recebeu o nome de Estevão aquando da sua conversão aos 17 anos.

Aos 18 anos foi proclamado duque dos Húngaros. Desde o princípio da sua governação tomou como ponto fundamental a conversão total do seu povo ao Cristianismo.

Foi sempre um modelo para os cristãos e governantes. Durante o dia preocupava-se com os negócios e as noites eram para Deus. Entregava-se à ora­ção tanto na paz como na guerra, «A prática da oração, dizia ao filho, é a garantia da saúde do reino. Assim, não te esqueças nunca de repetir aquelas palavras de Salomão: "Envia, Senhor, a sabedoria desde o trono da tua grandeza, para que viva comigo e trabalhe comigo e eu saiba em todo o tempo o que é agradável diante de Ti"».

Verdadeiro pai do seu povo, não havia necessidade que não remediasse. A sua caridade fez que olhasse pelos que viviam dentro do reino e também pelos que estavam fora dele. Fundou hospedarias em Roma, Constantinopla e Jerusalém. para os Húngaros peregrinos.

A grande obra de Santo Estêvão como rei foi a conversão do seu povo. É considerado o primeiro apóstolo dos Húngaros. Deu ao reino uma legislação genuinamente cristã ao conceber o reino como templo sustentado por dez colunas, que são: a solidez da fé, o esplendor da Igreja, a pureza e sabedoria dos eclesiásticos, a fidelidade e fortale­za dos barões e cavaleiros, a generosidade com os estrangeiros, a reta administração da justiça, a sábia organização do conselho, o respeito às tradições dos maiores, o auxílio da oração e, por fim, a piedade e misericórdia;

Conservam-se ainda as leis que deu à Hungria,

Considerava-se um hu­milde súbdito da Igreja Romana e só passou a usar coroa de rei quando o papa Silvestre II o autorizou, mandando-lhe uma coroa de ouro.

Educou o filho para ser rei fazendo-lhe algumas recomendações:

«O rei que não atende à voz da misericórdia, é tirano. Por isso, meu filho muito amado recomendo-te que tenhas entranhas de mãe, não só com os teus parentes, não só para com os chefes do exército e os potentados, mas para com todo o povo.

As obras de piedade serão a base da tua felicidade. Sê paciente não só com os ricos, mas também com os necessitados. Sê forte, de maneira que nem a fortuna te levan­te nem te desanime a adversidade. Sê humilde, que Deus se encarregará de exaltar-te. Sê doce, sem esquecer a justiça e sem castigar irrefletidamente. Sê casto e evita os estímu­los da concupiscência como latidos de morte. Estas são as pedras preciosas duma coroa real. Sem elas perderás o reino da terra e também não conseguirás aquele que não acaba».

Santo Estevão é um exemplo de como a capacidade de influenciar para o bem é um dom de Deus.

O filho, Santo Emerico, anjo de celestial pureza que Deus glorificou depois com milagres e prodígios, morreu sete anos antes de Santo Estevão.

A coroa real de Estêvão, oferecida pelo Papa Silvestre II, até hoje é venerada como relíquia e como símbolo da nacionalidade húngara.

Fonte: Santos de cada dia - Editorial A.O. - Braga