O papa Leão XIV acena para os
fiéis reunidos na Piazza della Libertà, em Castel Gandolfo, no Ângelus
de 16 de agosto de 2026 | Vatican Media16 de ago de 2026 às 09:46
Em sua mensagem do Ângelus de hoje (16), o papa Leão XIV renovou seu apelo pela paz no conflito entre Israel e Palestina, defendendo uma solução de dois Estados e o fim da violência contra os palestinos na Cisjordânia.
“Renovo o meu apelo para que cessem os repetidos atos de violência contra a população civil palestiniana na Cisjordânia e exorto com urgência a comunidade internacional a garantir que a Solução de dois Estados avance, em prol de uma paz justa e duradoura”, disse.
O papa proferiu seu discurso do Angelus mais uma vez a partir do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, depois de ter se deslocado do Vaticano para celebrar a festa da Assunção em 15 de agosto, ocasião em que também proferiu um discurso do Ângelus. Ele permanecerá lá de 12 a 18 de agosto.
O apoio à solução de dois Estados
O papa e a Santa Sé têm defendido consistentemente uma solução de dois Estados para o conflito na Terra Santa.
Em 2025, Leão XIV se reuniu separadamente com os presidentes de Israel e da Palestina e falou sobre a solução com ambos os chefes de Estado.
Em uma entrevista coletiva em 23 de setembro em Castel Gandolfo, o papa destacou o apoio de longa data da Santa Sé à solução de dois Estados.
“A Santa Sé apoia a solução de dois Estados há muitos anos”, disse o papa, ressaltando que a Santa Sé reconheceu formalmente a Palestina em 2015 com a assinatura do Acordo Abrangente. “A Santa Sé reconheceu a solução de dois Estados há algum tempo. Isso está claro: devemos buscar um caminho que respeite todos os povos.”
Apesar dos desafios, cada pessoa tem seu próprio lugar junto do Pai
No Ângelus, Leão XIV também pregou sobre o Evangelho do dia, que narra como Jesus curou a filha de uma mulher cananeia. O papa destacou a persistência e a fé da mulher em buscar um milagre, apesar de Jesus e seus discípulos terem inicialmente recusado seu pedido.
“Os discípulos veem-na como uma pessoa incômoda, e o próprio Jesus resiste aos seus pedidos”, disse o papa. “Meditando sobre isto, podemos compreender a obediência de Jesus, que cumpre a sua missão deixando-se tocar pelo que vê e ouve. Por fim, diz-lhe: ‘Mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas’”.
Com a persistência dela, disse o papa, os fiéis podem aprender “humildade e determinação” e que “cada um, junto do Pai, tem o seu lugar”.
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