quarta-feira, 23 de setembro de 2026

El papa León XIV pide cuidar el lenguaje en lasredes sociales: "La comunicaciónnunca es neutral"


 

Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026 -11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Angelus 20 de setembro de 2026


 

LEÃO XIV

AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro
Quarta-feira, 23 de setembro de 2026


Catequese. Os Documentos do Concílio Vaticano II IV. Constituição pastoral Gaudium et spes 4. O sentido da atividade humana no mundo (GS, 33-39)

Irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!

Continuando o nosso percurso sobre a Constituição pastoral Gaudium et spes, do Concílio Ecuménico Vaticano II, chegamos ao terceiro capítulo da primeira parte, que tem um título atraente: «A atividade humana no mundo». A questão fundamental é a seguinte: qual é o valor da atividade humana no mundo e, por conseguinte, do progresso técnico, social e científico? Podemos recordar que, menos de quatro anos depois do encerramento do Concílio, na noite entre 20 e 21 de julho de 1969, o homem teria pisado pela primeira vez a Lua.

Criado à imagem e semelhança de Deus, o ser humano é sujeito de progresso. Com a liberdade e a inteligência, ele amplia os seus conhecimentos, fazendo assim progredir toda a sociedade. Vemo-lo facilmente, considerando as melhorias das condições de vida na sucessão das gerações. Com efeito, diz o Documento, «muitos bens que o homem noutros tempos esperava sobretudo das forças superiores, hoje alcança-os pelos seus próprios meios» (n. 33).

Por isso, alguns pensadores apresentaram o progresso técnico-científico como algo que debilita a relação com Deus, a ponto de a fazer parecer supérflua, ou até antagonista em relação à fé cristã. E esta leitura provocou uma mudança de perspetiva sobre o mundo por parte do homem contemporâneo, em comparação com as épocas precedentes. Tal preconceito afirma-se sobretudo naquela parte da cultura ocidental que perdeu a sua referência à Revelação cristã. Nos humanismos pós-cristãos, o ser humano e Deus são erroneamente apresentados como rivais: para afirmar os seus saberes, a sua liberdade e o seu progresso, o homem deveria emancipar-se de Deus. Mas no fim de contas, negando a relação com Deus, perde-se até a possibilidade de afirmar o valor transcendente da pessoa humana. É o “drama do humanismo ateu”, bem descrito por um importante teólogo do Concílio Vaticano II, Henri de Lubac. [1]

O Concílio deseja oferecer uma resposta clara: «Uma coisa é certa — afirma a Gaudium et spes — para os crentes: (considerada em si mesma) a atividade humana individual e coletiva, aquele imenso esforço com que os homens, no decurso dos séculos, tentaram melhorar as condições de vida, corresponde à vontade de Deus» (n. 34). Aliás, prossegue a Constituição, «longe de pensar que as obras do engenho e poder humano se opõem ao poder de Deus, ou de considerar a criatura racional como rival do Criador, os cristãos devem, pelo contrário, estar convencidos de que as vitórias do género humano manifestam a grandeza de Deus e são fruto do seu desígnio inefável» ( ibid.). Em síntese, Deus colocou nas mãos do homem e da mulher uma criação ainda in statu viae, ou seja, a caminho, em crescimento, a fim de que eles a levem à plenitude mediante a sua sábia atividade. [2]

Aqui há uma importante evocação do mistério da Encarnação. A humanidade — e com ela o trabalho, o progresso e a autonomia das realidades criadas — não é absorvida nem anulada pelo encontro com Deus, mas sim acolhida na sua integralidade, continuando a ser, em Cristo, livre e ativa: com efeito, é n’Ele que ela encontra a plena verdade e liberdade. Além disso, na celebração eucarística, o fruto da labuta humana, representado pelo pão e o vinho, é colocado todos os dias sobre o altar, para ser transformado no Corpo e Sangue de Cristo.

Desta perspetiva surge uma verdade importante: para encontrar Deus, o ser humano não deve abandonar as ocupações terrenas, mas pode viver plenamente a sua vocação, desempenhando bem o trabalho diário e santificando-o. [3] Os cristãos estão envolvidos como todos na edificação da cidade dos homens, tendo em vista a finalidade de todas as coisas e o encontro com Deus, e recordando este fim último àqueles com quem partilham a aventura do progresso, da ciência e da vida.

Certamente, o progresso terreno deve distinguir-se bem do desenvolvimento do reino de Cristo; no entanto, o Concílio afirma que «o progresso [...] na medida em que pode contribuir para a melhor organização da sociedade humana, interessa muito ao reino de Deus. Todos estes valores [...] fruto da natureza e do nosso trabalho, depois de os termos difundido na terra, no Espírito do Senhor e segundo o seu mandamento, voltaremos de novo a encontrá-los, mas então purificados de qualquer mancha, iluminados e transfigurados» (n. 39).

Para concluir recordemos que, para se tornar autêntico desenvolvimento humano — isto é, de todo o homem e de todos os homens — o progresso técnico e científico deve ser animado e orientado pela caridade. Só assim poderá ser colocado sempre em defesa da dignidade do homem e promover as condições de vida de todos, especialmente dos mais desfavorecidos.

Caros irmãos e irmãs, o Concílio Vaticano II convida-nos a partilhar o pão do conhecimento e do saber-fazer, a fim de que cada homem e cada povo possa desenvolver as suas potencialidades e juntos possamos construir, com a ajuda de Deus, um porvir melhor.

Queridos irmãos e irmãs de língua portuguesa, bem-vindos! No desempenho das vossas atividades, defendei sempre a dignidade humana, promovei as condições de vida do próximo e ponde só em Deus toda a esperança. O Senhor vos abençoe, a vós e às vossas famílias!

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Saudações:

Queridos irmãos e irmãs de língua portuguesa, bem-vindos! No desempenho das vossas atividades, defendei sempre a dignidade humana, promovei as condições de vida do próximo e ponde só em Deus toda a esperança. O Senhor vos abençoe, a vós e às vossas famílias!

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Apelo

No próximo domingo, 27 de setembro, celebra-se o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado. Dirijo o meu pensamento aos migrantes e refugiados, especialmente aos menores obrigados a abandonar a própria terra. As crianças e os adolescentes são os mais vulneráveis; muitas vezes vivem sofrimentos indizíveis: violências, torturas, exploração, condições traumáticas e, não raras vezes, perdem a vida ao longo das rotas migratórias. Apelo à responsabilidade de todos: que cada um se sinta envolvido na vida destes jovens, que devem ser sempre tutelados e assistidos.

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Resumo da catequese do Santo Padre:

O terceiro capítulo da Constituição pastoral Gaudium et Spes tem como título “A atividade humana no mundo”, levando a interrogar-nos sobre o valor do trabalho e do desenvolvimento. Alguns pensadores viram o progresso técnico, social e científico como algo que enfraqueceu a vida espiritual, chegando a entender Deus como rival do homem. Os cristãos, porém, estão convencidos que as vitórias da humanidade são antes sinal da grandeza de Deus e fruto do seu misterioso desígnio. Assim, para encontrar Deus, não se devem abandonar as ocupações humanas, mas impregná-las da caridade de Cristo, defendendo sempre a dignidade de cada pessoa, promovendo a vida de todos e construindo um futuro melhor.

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[1] Cf. H. de Lubac, Le drame de l’humanisme athée (1944).

[2] Cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 302, 306, 307.

[3] Cf. São João Paulo II, Homilia por ocasião da canonização de Josemaría Escrivá de Balaguer (6 de outubro de 2002).

 

Homilia Diária | O sacerdote que veio mostrar o que é o sacerdócio (Mem. de São Pio de Pietrelcina)


 

Estas foram as palavras do padre Pio sobre o aborto

 


Padre Pio - Bebê | Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0) ??
Padre Pio - Bebê | Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0) 
 

Qual era a opinião do padre Pio sobre o aborto? Em uma conversa que teve com um amigo sacerdote, o santo dos estigmas mostrou que considerava essa prática não apenas o assassinato de um ser humano inocente, mas "um verdadeiro suicídio" para a humanidade.

A famosa história aconteceu no meio de uma conversa entre o padre Pio e o frade franciscano Pellegrino Funicelli, que a descreveu em seu livro "Jack of All Trades of Padre Pio" de 1991.

Na conversa, o padre Funicelli disse ao santo: “Hoje o senhor negou a absolvição a uma mulher porque tinha se submetido voluntariamente a um aborto. Por que foi tão rigoroso com esta pobre infeliz? " (O padre Pio às vezes se recusava a dar a absolvição a um penitente se mostrasse contrição insuficiente; frequentemente voltavam e só dava a absolvição se fossem sinceros).

Padre Pio respondeu: “O dia em que as pessoas perderem o horror pelo aborto será o dia mais terrível para a humanidade. O aborto não é apenas um homicídio, é também um suicídio. Não deveríamos ter a coragem de manifestar nossa fé diante daqueles que cometem dois crimes em um só ato?”.

"Suicídio?", perguntou o padre Pellegrino.

“O suicídio da raça humana será compreendido por aqueles que verão a terra povoada por idosos e despovoada de crianças: Queimados como um deserto”, respondeu padre Pio.

Mais de seis milhões morreram na Itália desde que o aborto foi legalizado em 1978 no país natal do padre Pio.

Publicado originalmente em National Catholic Register.


Frases emblemáticas do padre Pio

 


Padre Pio | Solomenco Bogdan - Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0) ??
Padre Pio | Solomenco Bogdan - Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0) 
 

Padre Pio será lembrado durante muito tempo por seus inúmeros ensinamentos espirituais, que foram materializados em dezenas de frases emblemáticas ao longo de sua vida. A seguir, 15 delas selecionadas do National Catholic Register.

1. A sociedade de hoje não reza, por isso está desmoronando.

2. A oração é a melhor arma que possuímos, a chave que abre o coração de Deus.

3. Ore, espere e não se preocupe. A preocupação é inútil. Nosso Senhor misericordioso escutará a sua oração.

4. Seria mais fácil para o mundo existir sem o sol do que sem a Santa Missa.

5. Mil anos de desfrutar da glória humana não valem nem uma hora na doce comunhão com Jesus no Santíssimo Sacramento.

6. Na vida espiritual, quem não avança retrocede. Acontece como um barco que sempre deve seguir adiante. Se parar, o vento o fará voltar.

7. Você deve falar a Jesus também com o coração, além dos lábios; na verdade, em certos casos, deve falar com Ele apenas com o coração.

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8. Sempre devemos ter coragem, e se nos chega alguma apatia espiritual, corramos aos pés de Jesus no Santíssimo Sacramento e coloquemo-nos no meio dos perfumes celestiais, e sem dúvida recuperaremos nossa força.

9. Faz algum tempo que você não ama o Senhor? Não o ama agora? Não anseia amá-lo para sempre? Portanto, não temas! Ainda admitindo que cometeu todos os pecados deste mundo, Jesus repete: “Muitos pecados lhe são perdoados porque muito amou”.

10. Não se preocupe com as coisas que causam preocupação, desordem e ansiedade. Apenas uma coisa é necessária: Elevar seu espírito e amar a Deus.

11. Onde não há obediência, não há virtude; não há bondade nem amor. E onde não há amor, não há Deus. Sem Deus, não podemos alcançar o Céu. Essas virtudes formam uma escada; se falta um passo, caímos.

12. Os melhores meios para se proteger da tentação são os seguintes: cuidar dos seus sentidos para salvá-los da tentação perigosa, evitar a vaidade, não deixar seu coração se exaltar, convencer-se do mal da complacência, fugir do ódio, rezar sempre que possível. Se a alma soubesse o mérito que se adquire nas tentações sofridas com paciência e vencidas, seria tentada a dizer: Senhor, envia-me as tentações.

13. É necessário proteger todos os seus sentidos, especialmente seus olhos: são os meios pelos quais toda a fascinação e o encanto da beleza e da voluptuosidade entram no coração. Quando a moda, como em nossa época, é voltada para a provocação e expõe o que antes era incorreto pensar, é preciso ter precaução e autocontrole. Sempre que necessário, deve olhar sem ver e ver sem pensar.

14. Deve lembrar que tem no céu não apenas um pai, mas também uma mãe. Portanto, vamos recorrer a Maria. Ela é toda doçura, misericórdia, bondade e amor para nós porque é nossa mãe.

15. O amor e o medo devem ir unidos, o medo sem amor converte-se em covardia. O amor sem medo converte-se em presunção. Quando há amor sem medo, o amor corre sem prudência e sem restrições, sem se preocupar para onde vai.

 (acidigital)

SANTO DO DIA - 23 DE SETEMBRO: SÃO PIO DE PIETRELCINA


 

A tu Luz Señor Vemos la Luz ♱ Camino Neocatecumenal 720P HD


 

Liturgia das Horas: Laudes, São Pio de Pietrelcina, 23 de setembro


 

terça-feira, 22 de setembro de 2026

San Juan Pablo II: ¡No tengáis miedo de mirarlo a Él!


 

Jornadas Nacionais de Comunicação Social 2026


 

Terça-feira, 22 de Setembro de 2026 - 11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

A #vocações nascem da #oração, não de estratégias!


 

Virgen de las maravillas


 

Homilia Diária | O amor maternal da Virgem Maria (Terça-feira da 25ª Semana do Tempo Comum)


 

SANTO DO DIA : S. Maurício e companheiros (soldados romanos) mártires, séc. III - Celebrado a 22 De Setembro

 


Maurício comandava a célebre Legião Tebana, constituída por cristãos do Egipto. Por volta do ano 286, enquanto reinava Diocleciano, essa divisão servia no território da actual Suíça, quando o comandante supremo, Maximiano, ordenou que todos os soldados oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos. Os membros da Legião Tebana recusaram-se e foram todos mortos por amor a Jesus Cristo.

 

(evangelho quotidiano)
 

Liturgia das Horas: Laudes, 1ss.3ª, 22 set 26


 

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

“Os desígnios de Deus são infinitamente maiores”, diz Leão XIV

 


O papa saúda peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano. Crédito: Vatican Media. ??
O papa saúda peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano. Crédito: Vatican Media. 
 

“Os desígnios de Deus são infinitamente maiores e, digamos até, mais ‘humanos’ do que aqueles que nós, homens e mulheres marcados pelo pecado, podemos conceber e realizar”, disse o papa Leão XIV antes da oração do Ângelus de hoje (20) na Praça de São Pedro, no Vaticano. Ele lembrou o convite do profeta Isaías para “abandonar os nossos caminhos tortuosos e regressar ao Senhor, que é misericórdia e perdão”.

O papa comentou o Evangelho do dia, que narra a parábola dos trabalhadores chamados para trabalhar na vinha. Nela, alguns trabalham o dia todo, outros apenas algumas horas, e outros ainda chegam quando o dia está prestes a terminar.

O papa destacou que o centro da parábola está no momento da retribuição. O dono da vinha cumpre fielmente seu acordo com os trabalhadores que foram contratados primeiro, mas, ao mesmo tempo, quer que eles vejam sua bondade refletida no tratamento dado aos que foram contratados por último.

“As parábolas de Jesus descrevem a novidade do que Deus tem reservado para nós, mas, em geral, também manifestam a resistência que estamos dispostos a opor a uma justiça mais generosa e a um amor maior”, disse.

Ele também convidou a todos a se concentrarem em um detalhe significativo da história: a ordem do dono ao seu administrador para pagar os trabalhadores “começando pelos últimos até aos primeiros”.

“A reação negativa daqueles que tinham trabalhado o dia inteiro poderia facilmente ter sido evitada; no entanto, foi intencional, porque a revelação da bondade de Deus é para todos, não apenas para alguns”, disse o papa.

“Deus tem caminhos diferentes e pensamentos novos também para aqueles que se consideram os primeiros e acham que conseguiram o que são por si mesmos, que mereceram os resultados que alcançaram”, continuou.

Leão XIV destacou que a lógica divina supera os critérios humanos de mérito e recompensa e exortou todos a aceitarem com gratidão a misericórdia de Deus.

“No entanto, todos nós experimentamos alegria, inteligência e futuro quando a lei do amor interrompe a do cálculo, a experiência da misericórdia amplifica a do mérito, o dom da paz coloca fim às rivalidades e nos aproxima na gratidão”, concluiu o papa.

 (acidigital)

Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026 -11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Homilia Diária | O contraste entre São Mateus e Judas Iscariotes (Festa de São Mateus - 21/09/26)


 

Hoje a Igreja celebra são Mateus Evangelista

 


São Mateus | ACI Digital ??
São Mateus | ACI Digital 
 

A Igreja celebra hoje (21) são Mateus, Apóstolo e Evangelista, que viveu no Cafarnaum, junto ao lago da Galileia. Ele foi escolhido por Jesus para ser um dos Doze que o acompanharam durante sua vida pública.

O Evangelista foi um publicano que cobrava os impostos para os romanos. Ao encontrá-lo realizando esta função, Jesus passou e o chamou. Ele, então, sem questionar seguiu o chamado de Deus.

Ao subir o Senhor aos céus, Mateus pregou durante anos na Judeia e em países próximos.

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São Mateus é considerado patrono dos banqueiros e é representado por um livro. São Jerônimo fixou a figura de um homem alado como símbolo de seu Evangelho.

Laudes da Festa de São Mateus, Apóstolo e Evangelista


 

domingo, 20 de setembro de 2026

Domingo, 20 de Setembro de 2026 -10:30 às 11:30 Eucaristia Dominical


 

Legião de Maria celebra 105 anos de presença em Hong Kong

 

Com cerca de 6 mil membros, associação católica mantém uma espiritualidade centrada em Maria, na oração, na formação e no apostolado junto aos mais necessitados

Com cerca de 6 mil membros, associação católica mantém uma espiritualidade centrada em Maria, na oração, na formação e no apostolado junto aos mais necessitados

A Legião de Maria celebrou em Hong Kong os 105 anos de sua fundação, recordando uma história marcada pela devoção mariana, pela formação dos leigos e pelo compromisso com a evangelização. Para marcar o aniversário, o Comitium de Hong Kong da associação promoveu uma solene Eucaristia de ação de graças na Catedral da Imaculada Conceição. A celebração foi presidida pelo cardeal Stephen Chow Sau-yan, bispo de Hong Kong, e concelebrada por 24 sacerdotes, com a participação litúrgica de cinco diáconos.

Fundada em Dublin, na Irlanda, em 7 de setembro de 1921, na véspera da festa da Natividade da Virgem Maria, a Legião de Maria chegou oficialmente a Hong Kong em dezembro de 1948. Atualmente, a associação conta na região com aproximadamente 6 mil membros, divididos entre membros ativos e auxiliares. Segundo o semanário diocesano Kung Kao Po, os legionários reuniram-se para agradecer a Deus pelas graças recebidas e renovar seu compromisso com a missão da Igreja.

A espiritualidade da Legião está profundamente vinculada ao exemplo de Maria, especialmente ao seu “fiat”, à obediência e à humildade. Criada pelo leigo irlandês Frank Duff juntamente com um pequeno grupo de católicos, a associação recebeu o nome de “Legião” como referência à antiga organização militar romana, evocando elementos como disciplina, fraternidade, dedicação e disponibilidade para o serviço. Ao longo de sua história, porém, a Legião se consolidou essencialmente como uma associação de leigos e uma escola de apostolado católico, destinada a viver e transmitir a fé sob a inspiração da Virgem Maria.

Oração que se transforma em serviço

A experiência da Legião de Maria em Hong Kong mostra que sua atividade não se limita à oração do Rosário. A espiritualidade mariana procura traduzir-se em ações concretas de evangelização e caridade. Os membros visitam idosos, doentes e pessoas que vivem sozinhas, desenvolvem atividades nas comunidades locais, trabalham com crianças e jovens e acompanham pessoas que desejam aproximar-se da Igreja.

Também fazem parte desse apostolado o auxílio à preparação para o Batismo, o acompanhamento de pessoas no caminho de descoberta ou aprofundamento da fé católica, a colaboração nas atividades paroquiais e o contato com aqueles que se encontram afastados da comunidade eclesial. A oração pelas pessoas e pelas situações difíceis permanece como outra dimensão essencial da missão.

Em uma sociedade marcada por um processo crescente de secularização, a experiência da Legião é apresentada como uma possibilidade de oferecer aos jovens um caminho estruturado de formação e vida cristã. A disciplina própria da associação, unida à fraternidade e ao serviço, pode ajudá-los a amadurecer na fé e a compartilhar com amigos e conhecidos a experiência espiritual vivida na comunidade.

Uma história marcada pela China

A trajetória da Legião de Maria no mundo chinês também está ligada às profundas transformações políticas e religiosas ocorridas ao longo do século XX. A associação chegou à China continental por volta da década de 1930, graças sobretudo ao trabalho do padre Aedan McGrath, sacerdote irlandês da Sociedade para as Missões Estrangeiras de São Columbano. Com o apoio do arcebispo Antonio Riberi, então delegado apostólico da Santa Sé na China, McGrath colaborou na criação de grupos da Legião em diferentes regiões do país.

Por volta de 1948, Xangai havia se tornado um dos principais centros da associação, que se expandiu para cidades como Tianjin, Guangzhou, Guilin e Chongqing. Entre 1948 e 1951, padre McGrath participou da fundação de aproximadamente 2 mil praesidia — grupos locais da Legião — em diferentes partes da China continental, muitos deles ligados às escolas.

A situação mudou radicalmente depois de 1949. A própria denominação “Legião”, associada literalmente à ideia de um exército, tornou-se particularmente sensível no novo contexto político. Ao mesmo tempo, a associação enfatizava a fidelidade à Igreja e ao Papa, a evangelização, a formação dos leigos, a unidade dos católicos e o testemunho cristão na sociedade.

Em 1951, as autoridades de Xangai proibiram oficialmente a Legião de Maria, e posteriormente suas organizações foram dissolvidas em outras partes da China continental. Muitos de seus integrantes foram presos, interrogados ou detidos e, em alguns casos, submetidos a longos períodos de trabalho forçado. Padre McGrath também foi preso e permaneceu detido em Xangai por mais de dois anos, sendo libertado em 1954.

Uma tradição que atravessou gerações

A história da Legião de Maria na China faz parte também da história de católicos que procuraram preservar sua fé e sua identidade eclesial em circunstâncias particularmente difíceis. A dissolução oficial das organizações legionárias na China continental não significa necessariamente que tenham desaparecido todas as pessoas e comunidades que conservaram vínculos com sua tradição espiritual.

A experiência transmitida de pessoa para pessoa permitiu, segundo a perspectiva da própria associação, que esse patrimônio de fé fosse preservado. Em Hong Kong e Taiwan, por sua vez, a Legião pôde continuar seu desenvolvimento público, mantendo estruturas organizadas e uma presença ativa.

Mais de um século depois de sua fundação, a experiência da Legião de Maria permanece assim marcada pela combinação entre devoção mariana, oração, formação e missão. Em Hong Kong, seus milhares de membros procuram renovar essa herança por meio de um apostolado que leva a oração para as ruas, para as paróquias, para as famílias e, sobretudo, para junto das pessoas que necessitam de companhia, cuidado e uma palavra de esperança.

*Com informações de Agência Fides

(vaticannews)

Discurso de ódio é veneno que leva a violência e perseguição, diz Santa Sé à ONU

 


Bandeiras tremulam na sede da Organização das Nações Unidas em Nova York, EUA, em 16 de setembro de 2025. | Crédito: Chen Fangxiang/Shutterstock ??
Bandeiras tremulam na sede da Organização das Nações Unidas em Nova York, EUA, em 16 de setembro de 2025. | Crédito: Chen Fangxiang/Shutterstock 
 

A Santa Sé condenou o discurso de ódio na Organização das Nações Unidas (ONU) como uma ameaça à dignidade humana e uma perigosa fonte de violência e divisão entre os povos.

O arcebispo Christophe-Zakhia El-Kassis, novo observador permanente da Santa Sé junto à ONU, fez essas declarações ontem (17), em seu primeiro discurso desde que foi nomeado pelo papa Leão XIV em julho. Ele proferiu o discurso em Nova York, na Conferência Global sobre a Promoção do Diálogo Inter-religioso e Intercultural e da Tolerância no Combate ao Discurso de Ódio.

Em seu discurso, El-Kassis reafirmou a posição da Santa Sé de que todos os seres humanos têm uma dignidade humana inviolável que não pode ser diminuída. Ele também alertou contra ameaças a essa dignidade, como discursos de ódio.

“O discurso de ódio — seja dirigido contra indivíduos ou comunidades com base em sua religião, etnia, nacionalidade ou qualquer outra característica — contradiz o mandamento de amar o próximo, envenena o debate público, inflama a divisão e, com muita frequência, prepara o terreno para a violência e a perseguição”, disse El-Kassis em seu discurso.

El-Kassis falou sobre o reconhecimento da Santa Sé ao direito à liberdade de expressão, desde que se tenha em mente as responsabilidades que acompanham essa liberdade.

O arcebispo citou a encíclica Magnifica humanitas, do papa Leão XIV, dizendo às pessoas presentes que “a primeira contribuição que podemos dar para uma civilização mais humana é sermos cuidadosos com as nossas palavras”.

“O papa Leão XIV diz: ‘… A comunicação desarmada e desarmante permite-nos partilhar uma visão diferente do mundo e agir de modo coerente com a nossa dignidade humana’”, concluiu El-Kassis.

(acidigital) 

Hoje começa a novena dos santos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

 


Novena aos santos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael | ACI Digital ??
Novena aos santos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael | ACI Digital 
 

Em 29 de setembro, a Igreja celebrará a festa dos santos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, que aparecem na Bíblia com missões importantes de Deus. Por isso, apresentamos uma novena em honra a esses três amigos do céu que têm a tarefa de defender o homem na luta contra os planos do demônio:

Pelo Sinal da Santa Cruz. Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos, Deus, nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Ato de Contrição

Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu: por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos Ter ofendido; pesa-me também de Ter perdido o céu e merecido o inferno; e proponho firmemente, ajudado com o auxílio de Vossa divina graça, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Amém.

Oração inicial

Deus todo-poderoso e eterno, bendito e louvado sejais por toda a eternidade, e que todos os Anjos e homens, por Vós criados, Vos adorem, Vos amem e Vos sirvem, ó Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal!

E vós, Maria, Rainha de todos os Anjos, aceitai benignamente as nossas súplicas dirigidas aos vossos servos e apresentai-as junto do trono do Altíssimo – vós que sois a omnipotência suplicante e Medianeira das graças –, a fim de obtermos graça, salvação e auxílio. Amém.

Oração aos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

São Miguel Arcanjo, tu és o Príncipe das milícias celestiais, o vencedor do dragão infernal, recebeste de Deus a força e o poder para aniquilar por meio da humildade o orgulho dos poderes das trevas. Imploramos-te, suscita em nós a autêntica humildade do coração, a fidelidade inquebrantável, para cumprir sempre a vontade de Deus, a força no sofrimento e nas necessidades, ajuda-nos a subsistir diante do tribunal de Deus.

São Gabriel Arcanjo, tu és o anjo da Encarnação, o mensageiro fiel de Deus, abre nossos ouvidos para captar os menores sinais e chamados do coração amante de nosso Senhor; Permanece sempre diante de nossos olhos, imploramos-te, para que compreendamos corretamente a Palavra de Deus e a sigamos e obedeçamos para cumprir aquilo que Deus quer de nós. Faz-nos vigilantes na espera do Senhor para que não nos encontre adormecidos quando chegue.

São Rafael Arcanjo, tu és o mensageiro do amor de Deus. Imploramos-te, fere nosso coração com um amor ardente por Deus e não deixes que esta ferida se feche jamais para que permaneçamos sobre o caminho do amor na vida diária e vençamos todos os obstáculos pela força deste amor.

Ajudai-nos grandes irmãos e santos, servidores como nós diante de Deus. Protegei-nos contra nós mesmos, contra nossa covardia e tibieza, contra nosso egoísmo e nossa avareza, contra nossa inveja e desconfiança, contra nossa suficiência e comodidade, contra nosso desejo de ser apreciados. Desligai-nos dos laços do pecado e de toda atadura ao mundo.

Desatai a venda que nós mesmos atamos sobre nossos olhos, para dispensar-nos de ver a miséria que nos rodeia, e poder olhar nosso próprio eu sem nos incomodar e com compaixão.

Cravai em nosso coração o aguilhão da santa inquietude de Deus, para que não cessemos jamais de busca-lo com paixão, contrição e amor.

Buscai em nós o Sangue de Nosso Senhor que se derramou por nós. Buscai em nós as lágrimas de nossa Rainha vertidas por nossa causa. Buscai em nós a imagem de Deus destroçada, desvanecida, deteriorada, imagem à qual Deus quis nos criar por amor.

Ajudai-nos a reconhecer Deus, a adorá-Lo, amá-Lo e servi-Lo. Ajudai-nos na luta contra os poderes das trevas que nos rodeiam e nos oprimem solapadamente.

Ajudai-nos para que nenhum de nós se perca e para que, um dia, gozosos, possamos nos reunir na felicidade eterna. Amém.

(Diz-se as intenções da novena e reza-se três Pai Nosso, Ave Maria e Glória)

Invocações finais

São Miguel, luta ao nosso lado com teus anjos, ajuda-nos e roga por nós.

São Rafael, luta ao nosso lado com teus anjos, ajuda-nos e roga por nós.

São Gabriel, luta ao nosso lado com teus anjos, ajuda-nos e roga por nós.

Amém.

Angelus 20 de setembro de 2026 - Papa Leão XIV


 

 

PAPA LEÃO XIV

ANGELUS

Praça de São Pedro
Domingo, 20 de setembro de 2026


Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!

Na liturgia de hoje, o Senhor, pela boca do profeta Isaías, dá-nos um grande motivo de esperança, dizendo que os seus pensamentos não são os nossos pensamentos e os seus caminhos não são os nossos caminhos (cf. Is 55, 8). Sim, os desígnios de Deus são infinitamente maiores e, digamos até, mais “humanos” do que aqueles que nós, homens e mulheres marcados pelo pecado, podemos conceber e realizar. Por isso, eis – mais atual do que nunca – o apelo do profeta: abandonar os nossos caminhos tortuosos e regressar ao Senhor, que é misericórdia e perdão (vv. 6-7).

No Evangelho, as parábolas de Jesus descrevem a novidade do que Deus tem reservado para nós, mas, em geral, também manifestam a resistência que estamos dispostos a opor a uma justiça mais generosa e a um amor maior. Hoje, em particular, escutamos a história dos trabalhadores chamados para a vinha (cf. Mt 20, 1-16): uns por um dia inteiro, outros apenas por algumas horas, outros ainda já quase ao pôr-do-sol. Mas o núcleo da parábola está no momento da remuneração, quando o dono da vinha cumpre a palavra dada aos trabalhadores da primeira hora e lhes paga conforme acordado, embora queira que eles vejam a sua bondade tratando, diante dos seus olhos, os últimos da mesma forma.

Há um pormenor que não nos deve escapar. O dono dá ao capataz uma ordem precisa a seguir: os trabalhadores devem ser pagos «começando pelos últimos até aos primeiros» (Mt 20, 8). Assim, a reação negativa daqueles que tinham trabalhado o dia inteiro poderia facilmente ter sido evitada; no entanto, foi intencional, porque a revelação da bondade de Deus é para todos, não apenas para alguns. Deus tem caminhos diferentes e pensamentos novos também para aqueles que se consideram os primeiros e acham que conseguiram o que são por si mesmos, que mereceram os resultados que alcançaram. No entanto, todos nós experimentamos alegria, inteligência e futuro quando a lei do amor interrompe a do cálculo, a experiência da misericórdia amplifica a do mérito, o dom da paz coloca fim às rivalidades e nos aproxima na gratidão.

Irmãos e irmãs, é uma graça sermos colaboradores de Deus, trabalhar na Sua vinha, servir o Seu Reino de justiça e paz! Onde irrompe a novidade de Deus, não há lugar para invejas nem divisões. Procuremos, pois, o Senhor enquanto Ele se pode encontrar, invoquemo-Lo enquanto está perto; abandonemos os caminhos tortuosos e os pensamentos iníquos (cf. Is 55, 6-7)!

Olhemos para a nossa Mãe Santíssima: é uma criatura como nós, mas sem mancha; por isso, Ela ajuda-nos a esperar em Deus e a confiar na sua misericórdia, para que os seus caminhos se tornem os nossos caminhos e os seus pensamentos os nossos pensamentos.

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Depois da oração do Angelus

Queridos irmãos e irmãs,

Acompanho com grande preocupação a atual crise humanitária em algumas regiões da Somália, onde episódios de violência e fenómenos climáticos extremos estão a piorar as já precárias condições de vida da população, em particular das mulheres e das crianças. Espero que a comunidade internacional se mobilize generosamente, para que não falte a estes nossos irmãos e irmãs a assistência necessária.

E a todos vós, romanos e peregrinos, dirijo agora a minha saudação!

Dou as boas-vindas ao Bispo e aos fiéis da diocese de Toruń, na Polónia, que visitam os lugares dos milagres eucarísticos na Itália; bem como às famílias provenientes da diocese de Spiš, na Eslováquia.

Saúdo os padres jesuítas que iniciam o seu novo percurso de estudos em Roma; e o grupo da Paróquia romana da Sagrada Família de Nazaré, com o Clube polidesportivo Centocelle e o Oratório “São José Manyanet”.

Envio a minha bênção à população de Pescantina, perto de Verona, que hoje se reúne em torno do Monumento dos Antigos Internados, para recordar todos os que foram deportados e feitos prisioneiros durante a Segunda Guerra Mundial. Faço-o para sublinhar que não devemos esquecer, mas sim aprender com a história para não repetirmos os erros do passado.

Caríssimos, agradeço-vos por terdes vindo aqui. Bom domingo para todos!

 

Hoje a Igreja celebra santo André Kim e companheiros mártires na Coreia

 


Santo André e companheiros mártires | ACI Digital ??
Santo André e companheiros mártires | ACI Digital 
 

“Minha vida imortal está em seu ponto inicial. Convertam-se ao cristianismo se desejam a felicidade após a morte”, dizia enquanto morria santo André Kim, cuja festa é celebrada hoje (20), junto com seus 102 companheiros mártires na Coreia.

Santo André Kim Tae-Gon nasceu em Solmoe (Coreia) em 1821, em uma família nobre. Quando ainda era criança, sua família se mudou para Kolbaemasil para fugir da perseguição. Seu pai, Santo Inácio Kim, morreu mártir em 1839.

André foi batizado aos 15 anos e mais tarde ingressou no seminário de Macau (China). Em Shangai, recebeu a ordenação sacerdotal (1845), tornando-se o primeiro sacerdote coreano.

Posteriormente, regressou para a Coreia com a finalidade de facilitar a entrada de missionários em seu país e pôde ver sua mãe, a quem encontrou mendigando por comida.

Em seu país, dedicou-se a difundir a fé, pregando e batizando todos os que convertia com suas palavras e testemunho de vida. Realizava toda esta atividade colocando em prática certas normas de segurança para não ser descoberto.

Entretanto, foi preso ao tentar levar à Coreia os missionários franceses que estavam na China. Depois de alguns meses na prisão, morreu decapitado em 1846.

Os 103 mártires foram canonizados por São João Paulo II em 1984, quando o papa visitou a Coreia.

Laudes do 25º Domingo do Tempo Comum


 

sábado, 19 de setembro de 2026

Calheta de Nesquim , ilha do pico


 

Freguesia onde nasceu e cresceu a minha Família Materna. "Gomes Machado Medina" . 

A casa dos meus avós, Luísa Gomes e Francisco Machado Medina,   foi destinada, por lei, a ser destruída para em seu lugar emergir aquele imóvel ao fundo da rampa, destinado a  guardar barcos. Era a casa maior e mais central da freguesia.

Uma humilde homenagem à minha Mãe , Emiliana que hoje estaria de aniversário.

 


Sábado, 19 de Setembro de 2026 - 11h00 Missa, na Basílica da Santíssima Trindade


 

Bispos, amem as pessoas que o Senhor lhes confiou!


 

Highlights Diocese of Rome Assembly, September 18, 2026 - Pope Leo XIV


Leão XIV: partilhar um estilo pastoral, não uniformizar experiências

Na Assembleia da Diocese de Roma na Basílica de São João de Latrão, o Papa convidou a Igreja em Roma a encontrar Cristo, gerar comunidades "livres e reconciliadas" e servir a cidade como um "local de missão". Leão XIV anunciou que aprovou com alegria a abertura do processo de canonização do pe. Di Liegro, fundador da Caritas de Roma, que nos ensina que o Evangelho não pode se encarnar sem escutar a realidade.

Mariangela Jaguraba – Vatican News

O Papa Leão XIV presidiu a Assembleia da Diocese de Roma, nesta sexta-feira (18/09), na Basílica de São João de Latrão.

O Santo Padre iniciou o seu discurso, recordando o que aconteceu na manhã de Páscoa, num jardim e num túmulo vazio. Maria Madalena estava lá. "Um homem se aproxima dela, que ela confunde com o jardineiro, e lhe faz duas perguntas: 'Por que você está chorando? Quem você está procurando?'"

Leão XIV disse que essas duas perguntas podem inspirar "o caminho imediato da Diocese de Roma", pois podemos "ouvi-las hoje dirigidas à nossa Igreja e a toda a cidade", sublinhou.

"Maria Madalena acorda antes do amanhecer e corre para o túmulo, porque nela há vida, há esperança! Assim, em Roma, há muitas pessoas que recomeçam a cada manhã, mas também comunidades paroquiais, associações, movimentos, grupos e entidades eclesiais que trabalham generosamente na evangelização, na caridade, no serviço à oração litúrgica. Claro que, ao lado dessa riqueza, vocês reconheceram honestamente algumas dificuldades. É o desânimo de quem não consegue encontrar o Senhor. Uma experiência que partilhamos com muitos irmãos e irmãs, mas que também vivenciamos. Às vezes, as propostas, as atividades e os encontros se multiplicam, e o centro, o sentido evangélico do que fazemos, se perde", disse o Papa.

“Em nossas comunidades, podemos permanecer anônimos, invisíveis e incompreendidos, ou podemos ser vistos, conhecidos e chamados pelo nome. E quem realmente encontra Cristo, como Maria Madalena, sente o coração cheio e, então, não consegue ficar parado; corre e vai anunciar. "Eu vi o Senhor!", diz a mulher aos discípulos. Não uma lembrança, não um assunto privado, mas uma alegria profunda que gera comunidade.”

Um momento do encontro na Basílica de São João de Latrão
Um momento do encontro na Basílica de São João de Latrão   (@Vatican Media)

O método da verificação pastoral

O Papa disse que não estava ali para apresentar "um novo programa pastoral". "Não estamos começando do zero, e nada do que vivemos deve ser arquivado. Nosso trabalho sobre as "doenças espirituais" nos ensinou a reconhecer o que, em nossa vida eclesial, precisa de cura, correção ou conversão. O Caminho Sinodal nos ensinou a escutar e discernir juntos, corresponsáveis ​​pela única missão", disse Leão XIV, convidando a desenvolver a dimensão "da verificação pastoral".

“Verificar, sob a luz do Espírito Santo, significa parar, reler o que aconteceu, reconhecer o que deu frutos, compreender o que não funcionou e buscar juntos as razões. Significa, em suma, estabelecer a verdade. Convido vocês a fazerem essa verificação envolvendo toda a comunidade e, sempre que possível, ouvindo também aqueles que não fazem parte dela e que veem as coisas, por assim dizer, "de fora".”

Para fazer essa verificação pastoral, o Papa sugeriu alguns pontos: primeiro, encontrar Cristo e fazer com que os outros o encontrem. "A Igreja não existe para si mesma, mas para conduzir cada pessoa a um encontro com o Senhor." Segundo, gerar comunidade. "A partir da Páscoa de Cristo, nascem novas comunidades livres e reconciliadas." Terceiro, habitar e servir a cidade. "Roma não é o cenário indiferente de nossas comunidades: é o local da nossa missão." "A essas três vertentes de verificação soma-se uma quarta, que abrange todas elas: a formação do Povo de Deus", acrescentou o Papa.

“O Bispo não está pedindo que vocês planejem novas atividades: está propondo um método compartilhado de escuta, discernimento, verificação e conversão. Os conteúdos e as prioridades continuam sendo de responsabilidade de suas comunidades, nos cinco âmbitos que são a catequese e a iniciação cristã, juventude, família, caridade e vocações, porque o objetivo é partilhar um estilo pastoral, não uniformizar as experiências. Nesse sentido, as Prefeituras são chamadas a se tornarem cada vez mais lugares de encontro, diálogo e elaboração pastoral compartilhada.”

O testemunho de uma família
O testemunho de uma família   (@VATICAN MEDIA)

Inicia o processo de canonização do pe. Di Liegro 

Uma grande aplauso saudou o anúncio de Leão XIV a propósito do início do processo de canonização do pe. Luigi Di Liegro — fundador e posteriormente diretor da Caritas de Roma e promotor, em 1974, da histórica conferência diocesana sobre "A responsabilidade dos cristãos diante das expectativas de caridade e justiça na cidade de Roma", conhecida como "a conferência sobre os males de Roma".

Aos presentes, representantes das 334 paróquias de um território de 881 quilômetros quadrados, o Papa indicou o pe. Di Liegro como referência para uma ação pastoral autêntica e concreta. O Pontífice reiterou que o testemunho desse sacerdote para a caminhada da Igreja "não reside primordialmente nas obras que realizou: o padre Luigi, antes de construir qualquer coisa, queria 'ver'. Em 1969, encomendou um levantamento sobre a religiosidade romana, pois aprendera que não há encarnação da mensagem sem escutar a realidade. Em seu último discurso, poucas semanas antes de morrer, pe. Luigi disse à sua equipe: "O discernimento é esta pergunta: Senhor, onde você está?"

O Papa durante a Assembleia Diocesana de Roma
O Papa durante a Assembleia Diocesana de Roma   (@VATICAN MEDIA)

Que os presbíteros sejam homens de escuta

A seguir, o Papa enfatizou que Roma precisa de sacerdotes que sejam homens de escuta e discernimento, homens que permanecem "diante do Senhor" para conduzir outros a um encontro verdadeiramente vivido com Ele. Sacerdotes que refletem sua vocação todos os dias.

“O sacerdote não concentra toda a responsabilidade em si mesmo. Ele reconhece carismas, forma consciências e possibilita a corresponsabilidade dos leigos: não por falta de força, mas por fidelidade à natureza da Igreja. Uma comunidade em que tudo depende do pároco é uma comunidade frágil, e presidir não significa fazer tudo. Significa gerar comunhão, valorizar as energias dos outros, conectar pessoas e realidades e preservar a unidade.”

"O sacerdote integra-se e deseja pertencer a uma comunidade capaz de compreender seu entorno, compartilhar suas feridas e esperanças, responsável pela vida de todos, mesmo daqueles que nunca entram na Igreja. Esta é a forma que a caridade assume na presidência pastoral, e é o que impede uma paróquia de se autopreservar", sublinhou.

Basílica de São João de Latrão durante a Assembleia Diocesana de Roma
Basílica de São João de Latrão durante a Assembleia Diocesana de Roma   (@VATICAN MEDIA)

O presbitério é uma fraternidade

"O presbitério não é a soma de sacerdotes que se reúnem para fins organizacionais: é uma fraternidade, e é o primeiro lugar para verificar se o que fazemos realmente gera comunhão", disse Leão XIV. O Papa convidou os seminaristas a deixarem-se "formar tanto pelos livros, necessários para o encontro com bons mestres, quanto pelos rostos: dos pobres, dos doentes, do povo de nossas paróquias. A vocês e aos seus formadores, expresso minha gratidão e minha confiança. Os jovens não se entregam a um papel, mas seguem homens e mulheres felizes com o que são".

O Papa concluiu, dizendo: "Queridos irmãos e irmãs de Roma, não tenham medo de se deixarem chamar pelo nome! O Senhor vivo se deixa encontrar por quem, como Maria no amanhecer da Páscoa, ainda têm a coragem de procurá-lo, mesmo em lágrimas, mesmo na escuridão. Que a Mãe de Deus, Salus Populi Romani, os acompanhe".


Hoje é celebrada Nossa Senhora de La Salette

 


Nossa Senhora de La Salette | ACI Digital ??
Nossa Senhora de La Salette | ACI Digital 
 

A Igreja celebra hoje (19) Nossa Senhora de La Salette, título mariano que recorda a aparição da Virgem Maria, chorando, a dois pastorinhos na França, no século XIX. Os motivos das lágrimas foram revelados por Ela às duas crianças: o descuido do domingo, dia do Senhor, e a blasfêmia.

Era 19 de setembro de 1846, Melânia Calvat, com 15 anos, e Maximino Giraud, 11 anos, cuidavam de rebanhos na cidade de La Salette, nos alpes franceses. De repente, Mélanie avistou nos alpes uma luz muito forte como se fosse o sol. As crianças se aproximaram e viram, dentro da luz, uma “bela senhora”, como descreveram mais tarde. Ela estava chorando, sentada sobre uma pedra, com os cotovelos apoiados nos joelhos e o rosto escondido entre as mãos, em um gesto de profunda tristeza.

A senhora estava vestida como uma camponesa da região, com vestido longo, um avental, lenço cruzado e amarrado às costas, touca. Algumas rosas coroavam sua cabeça, ladeavam seu lenço e rodeavam seu calçado. Uma luz brilhava em sua fronte como um diadema. Carregava uma pesada corrente sobre os ombros e uma corrente mais leve pendia sobre o peito com um crucifixo que tinha de um lado um martelo e do outro uma torquês.

A “bela senhora” disse às duas crianças: “Vinde meus filhos, não temais, aqui estou para vos comunicar uma grande notícia”. “Se meu povo não quiser aceitar, vejo-me forçada a deixar cair o braço de meu Filho. É tão forte e tão pesado que não posso mais segurar. Há tanto tempo que sofro por vós”, acrescentou.

Em seguida, ela falou sobre os motivos de suas lágrimas: “Dei-vos seis dias para trabalhar, reservei-me o sétimo, e não mo querem dar. É isso que torna tão pesado o braço de meu Filho”. “Os que conduzem as charretes não sabem falar sem pôr no meio o nome do meu Filho. São as duas coisas que tornam tão pesado o braço de meu Filho”, disse.

“Se a colheita se estraga, não é senão por vossa causa. Eu vos fiz ver isso no ano passado, relativamente às batatas inglesas; não fizestes caso; pelo contrário, quanto as encontráveis estragadas, blasfemáveis e pronunciáveis o nome de meu Filho. Elas vão continuar a deteriorar-se, e no Natal não haverá mais batatas inglesas”, acrescentou.

A Virgem se dirigia aos pastorinhos em francês e também no dialeto regional de um modo que pudessem entender. Ao perceber que não entendiam o que dizia quando falou das batatas, a senhora disse: “Não compreendeis, meus filhos? Vou dizê-lo de outro modo”.

“Se tiverdes trigo, não se deve semeá-lo. Tudo o que semeardes será devorado pelos insetos, e o que produzir se transformará em pó ao ser malhado. Virá grande fome. Antes que a fome chegue, as crianças menores de sete anos serão acometidas de tremor e morrerão entre as mãos das pessoas que as carregarem. Os outros farão penitência pela fome. As nozes caruncharão, as uvas apodrecerão”.

A senhora falou, depois, a cada uma das crianças, sem que a outra pudesse entender o que estava dizendo. Em seguida, voltou a falar aos dois: “Se se converterem, as pedras e rochedos se transformarão em montões de trigo, e as batatas serão semeadas nos roçados”. Perguntou ainda se as crianças faziam “bem” suas orações. Eles disseram que não e ela respondeu: “Ah! Meus filhos, é preciso fazê-la bem, à noite e de manhã, dizendo ao menos um Pai Nosso e uma Ave Maria quando não puderdes rezar mais. Quando puderdes rezar mais, dizei mais”.

“Durante o verão, só algumas mulheres mais idosas vão à Missa. Os outros trabalham no domingo, durante todo o verão. Durante o inverno, quanto não sabem o que fazer, vão a Missa zombar da religião. Durante a Quaresma vão ao açougue como cães”, disse.

Por fim, pediu que as crianças transmitissem a mensagem a todos. E depois subiu o monte e se elevou e desapareceu.

A aparição de Nossa Senhora de La Salette foi reconhecida pelo bispo de Grenoble, dom Philibert de Bruillard, em 19 de setembro de 1851. Em seu pronunciamento doutrinal, o bispo disse que “a aparição da Virgem Santa a dois pastores, a 19 de setembro de 1846, sobre uma montanha da cadeia dos Alpes, situada na paróquia de La Salette, traz em si mesma todas as características da verdade e que os fiéis têm razão em crê-la indubitável e certa”. Dom Philibert também deu início ao santuário de La Salette.

Depois da aparição, Maximino voltou para casa de seu pai, em Corps. Com ajuda do pároco e do bispo, foi admitido ao Colégio das Irmãs da Providência, onde estudou por quatro anos. Em 1850, ingressou no seminário menor de Rondeau e, em 1856, passou para o seminário maior dos jesuítas, em Landes, mas desistiu depois de um tempo. Em 1859, foi estudar medicina em Paris, mas, desencantados, desistiu dos estudos e voltou para Corps em 1864. No ano seguinte, foi para Roma, onde chegou a ser admitido no Corpo da Guarda Pontifícia, onde serviu por poucos meses.

De volta a Corps em 1866, publicou “Minha profissão de fé a respeito da Aparição de Nossa Senhora de La Salette”. Em 1870, foi convocado para servir no Forte Militar de Barraux, em Grenoble, na Guerra entre França e Prússia.

Ficou doente no começo de 1874 e, em novembro daquele ano, subiu pela última vez ao local da aparição de La Salette. Morreu em 1º de março de 1875, aos 40 anos, depois de receber os sacramentos.

Melânia continuou pastora até que retornou para junto de sua família em Corps em 15 de dezembro de 1846 e também foi admitida no Colégio das Irmãs da Providência, onde permaneceu por quatro anos. Mais tarde, tornou-se religiosa, tendo passado por algumas congregações como Irmãs da Providência, as Irmãs Carmelitas de Darlington, no Reino Unido, as Irmãs da Compaixão, em Marselha, da qual se desligou mais tarde.

Em 1892, mudou-se para a Itália, na diocese de Lecce. Em 1897, se transferiu para Messina, na Sicília, onde ajudou o bispo Annibale di Francia, hoje canonizado, a fundar uma congregação feminina.

Subiu à montanha da aparição em La Salette pela última vez em 1902. Em junho do ano seguinte, voltou para a Itália, onde morava sozinha em uma casa cedida por benfeitores em Altamura. Embora não pertencesse mais a nenhuma congregação, ainda usava um hábito religioso e levava uma vida de oração e penitência. Morreu em 15 de dezembro de 1904.


Menos #celular mais #coração


 

Homilia Diária | Os três terrenos e os três inimigos da alma (Sábado da 24.ª Semana do Tempo Comum)


 

Hoje a Igreja celebra são Januário, o santo da “liquefação do sangue”

 


São Januário | ACI Digital ??
São Januário | ACI Digital 
 

Hoje (19), a Igreja celebra a festa de são Januário, que morreu mártir e cujo sangue, depositado há séculos em um relicário especial, sofre liquefação.

São Januário, padroeiro de Nápoles (Itália), foi bispo de Benevento. Durante a perseguição contra os cristãos foi feito prisioneiro junto com seus companheiros e submetido a terríveis torturas. Um dia, ele e seus amigos foram lançados aos leões, mas os animais só rugiram sem se aproximar deles.

Então, foram acusados de usar magia e condenados a morrer decapitados perto de Pozzuoli, onde também foram enterrados. Isso aconteceu por volta do ano 305.

As relíquias de são Januário foram transladadas por diferentes lugares até que finalmente chegaram a Nápoles em 1497.

Embora muitos questionem, ninguém pode explicar o fato que acontece com o sangue do santo, o qual se torna líquido (liquefação) em três celebrações durante o ano: a transladação de seus restos mortais para Nápoles (no sábado anterior ao primeiro domingo de maio), sua festa litúrgica (19 de setembro) e o aniversário de sua intervenção para evitar os efeitos de uma erupção do vulcão Vesúvio em 1631 (16 de dezembro).

Em cada uma dessas ocasiões, o bispo ou um sacerdote apresenta a relíquia com o sangue, diante da urna que contém a cabeça de são Januário. Tudo isso ante a presença dos fiéis. Depois de um tempo, ele agita o relicário, coloca-o de cabeça para baixo e a massa de sangue se torna líquida e com cor avermelhada e, às vezes, borbulha. Então anuncia: “O milagre aconteceu!”.