15 de abr de 2026 às 16:18
O papa Leão XIV fez hoje (15) um apelo às autoridades de Camarões para que invistam na educação e formação dos jovens, visando uma paz duradoura no início de sua visita de três dias ao país.
Em seu encontro com autoridades, representantes da sociedade civil e do corpo diplomático no palácio presidencial, no primeiro dia de sua visita, hoje, o papa Leão XIV disse que os jovens são o maior patrimônio de Camarões e a chave para o futuro do país.
“Os jovens representam a esperança do país e da Igreja”, disse o papa. “A sua energia e criatividade são riquezas inestimáveis. Naturalmente, quando o desemprego e a exclusão persistem, a frustração pode gerar violência”.
“Investir na instrução, na formação e no empreendedorismo dos jovens é, portanto, uma escolha estratégica para a paz”, disse Leão XIV.
Segundo o papa, investir nos jovens é a única maneira de conter a fuga de talentos para outras partes do mundo.
É também a única maneira de combater “os flagelos da droga, da prostituição e da apatia, que devastam demasiadas vidas jovens, de modo cada vez mais dramático”, disse ele.
“Graças a Deus, não falta aos jovens camaronenses uma profunda espiritualidade, que ainda resiste à homogeneização do mercado”, disse Leão XIV. “Trata-se de uma energia que torna preciosos os seus sonhos, enraizados nas profecias que alimentam a sua oração e os seus corações”.
O papa disse que, quando os jovens não são corrompidos pelo que ele descreveu como “o veneno do fundamentalismo” que “distorce as tradições religiosas”, eles se tornam profetas da paz, da justiça, do perdão e da solidariedade.
Leão XIV falou também sobre a força espiritual da juventude camaronesa, dizendo que, apesar dos desafios, muitos permanecem profundamente enraizados na fé.
Ele expressou particular preocupação com os jovens, instando-os a serem capacitados para ter um papel ativo na construção da sociedade. “É meu grande desejo chegar ao coração de todos, em particular dos jovens, chamados a dar forma, também política, a um mundo mais equitativo”, disse o papa.
Em seu discurso, o papa Leão XIV também elogiou a riqueza da terra, das culturas, das línguas e das tradições do país, dizendo que tais recursos não devem ser vistos como fraqueza, mas como um tesouro a ser valorizado.
“Agradeço sinceramente o caloroso acolhimento que me dedicaram e as palavras de boas-vindas que me foram dirigidas”, disse ele. “É com profunda alegria que me encontro nos Camarões, frequentemente chamado África em miniatura, em virtude da riqueza dos seus territórios, culturas, línguas e tradições. Esta variedade não é uma fragilidade: é um tesouro”.
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