sexta-feira, 20 de março de 2026

When every note is a surprise #piano #memes #classicalmusic


 

似兰非兰,花瓣如玉。


 

Sexta-feira, 20 de Março de 2026 - 11: 00Missa, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima


 

Los Reyes y León XIV perfilan el viaje a España del Papa en su primer encuentro en el Vaticano


 

Via Sacra em Jerusalém


 

Por que cobrir as imagens das igrejas na Quaresma

 


Imagem coberta por tecido roxo na Quaresma Imagem coberta por tecido roxo na Quaresma | Shutterstock
 

Um costume em muitas igrejas durante a Quaresma é cobrir as imagens e os crucifixos com um pano roxo. É tradição da velatio, latim para “velação”. O objetivo, segundo o padre Rafhael Silva Maciel, da arquidiocese de Fortaleza (CE), é focar a atenção em Jesus.

“Esse costume mostra que toda beleza das imagens é escondida para que nada possa tirar a atenção dos fiéis do Cristo que iniciará seu caminho de cruz até o calvário na sexta-feira da Paixão”, disse à ACI Digital o sacerdote, doutor em Liturgia pelo Pontifício Instituto de Santo Anselmo, em Roma.

O padre disse que as imagens são cobertas a partir do quinto domingo da Quaresma.

A velatio era obrigatória antes da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II. Depois, com o missal de Paulo VI, deixou de ser obrigatória. 

“O uso de cobrir as cruzes e as imagens na igreja, desde o V domingo da Quaresma, pode ser conservado segundo a disposição da Conferência Episcopal. As cruzes permanecem cobertas até o término da celebração da Paixão do Senhor na Sexta-feira Santa; as imagens até o início da Vigília Pascal”, diz a carta circular Paschalis sollemnitatis, da Congregação (atual dicastério) para o Culto Divino da Santa Sé, ao citar uma rubrica do missal.

Segundo o padre Rafhael, além de focar a atenção dos fiéis no Cristo, “cobrindo as imagens a Igreja antecipa, de algum modo, o luto pela morte do Senhor, buscando incutir nos fiéis, também, uma mortificação à sua visão”.

Quanto à cor do pano, ressaltou que este deve ser roxo, “a cor penitencial da Quaresma, que os ministros ordenados usam nos seus paramentos, e significa expectativa de vida nova”.

(acidigital) 

Homilia Diária | A Palavra que rompe a nossa surdez (Sexta-feira da 4ª Semana da Quaresma -20/03/26)


 

SANTO DO DIA - 20 DE MARÇO: SANTO AMBRÓSIO DE SENA


 

Misericórdia minha, misericórdia - Salmo 51 (50)


 

Liturgia das Horas: Laudes, 4ss.6ª, 20 mar 26


 

quinta-feira, 19 de março de 2026

Basílica da Anunciação em Nazaré Israel.


 

TERÇO DE SÃO JOSÉ - 19/03/26


 

Semana do Papa, Paz no Médio Oriente, Processo Sinodal em Beja, Dia do Pai


 

Quinta-feira, 19 de Março de 2026 - 11:00 Missa, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima


 

MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV

 the holy see

 

MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV
POR OCASIÃO DO DÉCIMO ANIVERSÁRIO DA EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL AMORIS LAETITIA


Queridos irmãos e irmãs!

O Papa Francisco, a 19 de março de 2016, como resultado de três anos de discernimento sinodal sustentados pelo Ano Santo da Misericórdia, ofereceu à Igreja universal uma luminosa mensagem de esperança a respeito do amor conjugal e familiar: a Exortação Apostólica Amoris laetitia. Neste décimo aniversário, queremos render graças ao Senhor pelo impulso dado ao estudo e à conversão pastoral da Igreja e pedir-lhe a coragem de continuar o caminho, acolhendo sem cessar o Evangelho, na alegria de poder anunciá-lo a todos.

Como ensina o Concílio Vaticano II, a família é «o fundamento da sociedade», [1] dom de Deus e «escola de valorização humana». [2] Por meio do Sacramento do matrimónio, os cônjuges cristãos constituem uma espécie de «Igreja doméstica», [3] cujo papel é essencial na educação e transmissão da fé. Na esteira do impulso conciliar, as Exortações Apostólicas Familiaris consortio – escrita por São João Paulo II em 1981 – e Amoris laetitia ( AL) estimularam o empenho doutrinal e pastoral da Igreja ao serviço dos jovens, dos esposos e das famílias.

Tendo em conta «as mudanças antropológico-culturais» ( AL, 32) que se acentuaram ao longo de trinta e cinco anos, o Papa Francisco quis comprometer ainda mais a Igreja no caminho do discernimento sinodal. O seu discurso de 17 de outubro de 2015, proferido durante a XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a família, exorta a uma «escuta recíproca» no meio do povo de Deus, «todos à escuta do Espírito Santo, o “Espírito da verdade” ( Jo 14, 17), para conhecer aquilo que Ele “diz às Igrejas” ( Ap 2, 7)». E especifica que não é «possível falar da família sem interpelar as famílias, auscultando as suas alegrias e as suas esperanças, os seus sofrimentos e as suas angústias». [4]

Hoje, ao colher os frutos do discernimento sinodal, a Amoris laetitia oferece um ensinamento valioso que devemos continuar a perscrutar: a esperança bíblica da presença amorosa e misericordiosa de Deus, que permite viver «histórias de amor» mesmo quando se enfrentam «crises familiares» (AL, 8); o convite a adotar «o olhar de Jesus» (AL, 60) e a estimular incansavelmente «o crescimento, a consolidação e o aprofundamento do amor conjugal e familiar» (AL, 89); o apelo a descobrir que o amor no matrimónio «sempre dá vida» (AL, 165) e que é «real» precisamente no seu modo «limitado e terreno» (AL, 113), como nos revela o mistério da Encarnação. O Papa Francisco afirma «a necessidade de desenvolver novos caminhos pastorais» (AL, 199) e de «reforçar a educação dos filhos» (AL, cap. VII), enquanto convoca a Igreja a «acompanhar, discernir e integrar a fragilidade» (AL, cap. VIII), superando uma concepção reduzida da norma, e a promover «a espiritualidade que brota da vida familiar» (AL, 313).

Como tive a oportunidade de dizer aos jovens reunidos em Tor Vergata durante o Jubileu da Esperança, «a fragilidade […] faz parte da maravilha que somos»: não fomos feitos «para uma vida onde tudo é óbvio e parado, mas para uma existência que se renova constantemente no dom, no amor». [5] Para servir à missão de anunciar o Evangelho da família às novas gerações, temos de aprender a evocar a beleza da vocação ao matrimónio exatamente no reconhecimento da fragilidade, de modo a despertar «a confiança na graça» ( AL, 36) e o desejo cristão de santidade. Temos também de apoiar as famílias, em particular aquelas que sofrem tantas formas de pobreza e violência presentes na sociedade contemporânea.

Agradeçamos ao Senhor pelas famílias que, apesar das dificuldades e desafios, vivem «a espiritualidade do amor familiar […] feita de milhares de gestos reais e concretos» (AL, 315). Exprimo também a minha gratidão aos Pastores, aos agentes pastorais, às Associações de fiéis e aos Movimentos eclesiais empenhados na pastoral familiar.

Ainda mais do que há dez anos, o nosso tempo é marcado por rápidas transformações que exigem uma especial atenção pastoral às famílias, às quais o Senhor confia a tarefa de participar na missão da Igreja de proclamar e testemunhar o Evangelho. [6] Na verdade, existem lugares e circunstâncias em que a Igreja «não pode tornar-se sal da terra» [7] senão através dos fiéis leigos e, em particular, das famílias. Por isso, o compromisso da Igreja neste campo deve ser renovado e aprofundado, para que aqueles que o Senhor chama ao matrimónio e à família possam viver o seu amor conjugal em Cristo e os jovens se sintam atraídos pela intensidade da vocação matrimonial na Igreja.

Considerando as mudanças que continuam a influenciar as famílias, decidi convocar, para outubro de 2026, os Presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo, a fim de proceder, na escuta recíproca, a um discernimento sinodal sobre os passos a dar na transmissão do Evangelho às famílias de hoje, à luz da Amoris laetitia e levando em conta o que se está a realizar nas Igrejas locais.

Confio este caminho à intercessão de São José, guardião da Sagrada Família de Nazaré.

Vaticano, Solenidade de São José, 19 de março de 2026.

LEÃO PP. XIV

_____________________

[1] Conc. Ecum. Vat. II, Const. Past. Gaudium et spes, 52.

[2] Ibid.

[3] Id., Const. dogm. Lumen gentium, 11.

[4] Francisco, Discurso na Comemoração do Cinquentenário da Instituição do Sínodo dos Bispos (17 de outubro de 2015).

[5] Homilia na Missa do Jubileu dos Jovens (3 de agosto de 2025).

[6] Cf. Exort. ap. Familiaris consortio (22 de novembro de 1981), 17.

[7] Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Lumen gentium, 33.

 

Hino a São José


 

Homilia Diária | De onde vem a grandeza de São José? (Sol. de São José, esposo de Maria 19/03/26)


 

SANTO DO DIA - 19 DE MARÇO: SÃO JOSÉ


 

Laudes da Solenidade de São José, Esposo de Nossa Senhora


 

quarta-feira, 18 de março de 2026

Análise da situação no Médio Oriente por Catarina Martins Bettencourt e Paulo Aido da FAIS


 

Audiência Geral 18 de março de 2026 - Papa Leão XIV


 

AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro
Quarta-feira, 18 de marzo de 2026


Catequese. Os Documentos do Concílio Vaticano II II. Constituição dogmática Lumen Gentium 4. A Igreja, povo sacerdotal e profético

Estimados irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!

Hoje gostaria de voltar a refletir sobre o segundo capítulo da Constituição conciliar Lumen gentium (LG), dedicado à Igreja como povo de Deus.

O povo messiânico (LG, 9) recebe de Cristo a participação na obra sacerdotal, profética e real, na qual se realiza a sua missão salvífica. Os Padres conciliares ensinam que, mediante a nova e eterna Aliança, o Senhor Jesus instituiu um reino de sacerdotes, constituindo os seus discípulos num «sacerdócio real» (1 Pd 2, 9; cf. 1 Pd 2, 5; Ap 1, 6). Este sacerdócio comum dos fiéis é conferido através do Batismo, que nos torna capazes de prestar culto a Deus em espírito e verdade e de «confessar diante dos homens a fé recebida de Deus por meio da Igreja» (cf. LG, 11). Além disso, mediante o sacramento da Confirmação ou Crisma, todos os batizados «são mais perfeitamente vinculados à Igreja, enriquecidos com uma força especial do Espírito Santo e deste modo ficam obrigados a difundir e defender a fé por palavras e obras, como verdadeiras testemunhas de Cristo» (ibid.). Esta consagração está na raiz da missão comum que une os ministros ordenados e os fiéis leigos.

A este propósito, o Papa Francisco observava assim: «Olhar para o Povo de Deus é recordar que todos fazemos o nosso ingresso na Igreja como leigos. O primeiro Sacramento, que sela para sempre a nossa identidade, e do qual deveríamos ser sempre orgulhosos, é o Batismo. Através dele e com a unção do Espírito Santo [os fiéis] “são consagrados para ser edifício espiritual e sacerdócio santo” (LG, 10)... assim todos formamos o Santo Povo fiel de Deus» (Carta ao Presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, 19 de março de 2016).

O exercício do sacerdócio real realiza-se de muitas maneiras, todas elas orientadas para a nossa santificação, em primeiro lugar participando na oferta da Eucaristia. Mediante a oração, a ascese e a caridade ativa, testemunhamos assim uma vida renovada pela graça de Deus (cf. LG, 10). Como resume o Concílio, «a índole sagrada e a estrutura orgânica da comunidade sacerdotal efetivam-se pelos sacramentos e pelas virtudes» (LG, 11).

Além disso, os Padres conciliares ensinam que o santo Povo de Deus participa também da missão profética de Cristo (cf. LG, 12). Neste contexto, introduzem o importante tema do sentido da fé e do consenso dos fiéis. A Comissão doutrinal do Concílio especificava que este sensus fidei «é como uma faculdade de toda a Igreja graças à qual, na sua fé, ela reconhece a revelação transmitida, distinguindo entre o verdadeiro e o falso nas questões de fé e, ao mesmo tempo, penetra nela mais profundamente, aplicando-a na vida de maneira mais plena» (cf. Acta Synodalia, III/1, 199). Por conseguinte, o sentido da fé pertence aos fiéis individualmente não a título próprio, mas enquanto membros do povo de Deus no seu conjunto.

A Lumen gentium concentra a atenção neste último aspeto, pondo-o em relação com a infalibilidade da Igreja, à qual está intimamente ligada, servindo-a, a do Romano Pontífice. A totalidade dos fiéis que receberam a unção do Santo (cf. 1 Jo 2, 20 e 27), não pode enganar-se na fé; e esta sua propriedade peculiar manifesta-se por meio do sentir sobrenatural da fé de todo o povo quando ele, “desde os Bispos até ao último dos fiéis leigos”, manifesta o consenso universal em matéria de fé e costumes (cf. LG, 12). Assim a Igreja, como comunhão dos fiéis que inclui obviamente os pastores, não pode errar na fé: o órgão desta sua propriedade, assente na unção do Espírito Santo, é o sentido sobrenatural da fé de todo o povo de Deus, que se manifesta no consenso dos fiéis. Desta unidade, que o Magistério eclesial salvaguarda, decorre que cada batizado é sujeito ativo de evangelização, chamado a dar testemunho coerente de Cristo segundo o dom profético que o Senhor infunde em toda a sua Igreja.

Com efeito, o Espírito Santo que nos advém de Jesus Ressuscitado dispensa «graças especiais entre os fiéis de todas as classes, com as quais os tornam aptos e dispostos a assumir diversas tarefas e encargos, proveitosos para a renovação e cada vez mais ampla edificação da Igreja» (LG, 12). Uma demonstração peculiar desta vitalidade carismática é oferecida pela vida consagrada, que brota e floresce continuamente por obra da graça. Inclusive as formas associativas eclesiais constituem um exemplo resplandecente da variedade e fecundidade dos frutos espirituais para a edificação do Povo de Deus.

Caríssimos, despertemos em nós a consciência e a gratidão por ter recebido o dom de fazer parte do Povo de Deus; e também a responsabilidade que isto implica.

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Saudações:

Caros fiéis de língua portuguesa: bem-vindos! Uma especial saudação aos grupos de São José do Rio Preto e Recife, no Brasil! Que o Senhor desperte em todos vós a gratidão pelo dom do Batismo, que vos inseriu no seu Povo Santo. Sede sempre testemunhas coerentes do Evangelho. Deus vos abençoe!

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Resumo da catequese do Santo Padre:

Continuando o ciclo de catequeses sobre a Constituição Dogmática Lumen gentium, vemos hoje como a Igreja, Povo de Deus, foi instituída por Nosso Senhor, mediante a nova e eterna aliança, como um povo sacerdotal e profético. Pelo Sacramento do Batismo e pelo dom do Espírito Santo, os fiéis “são consagrados para serem […] sacerdócio santo” (LG 10). Trata-se de uma participação no sacerdócio real de Jesus. Os padres conciliares ensinam que “o Povo santo de Deus participa também da função profética de Cristo” (LG 12). Isto torna cada batizado um sujeito ativo na evangelização, chamado a ser uma testemunha coerente do Ressuscitado, segundo o dom profético que Ele infunde em toda a Sua Igreja.   

 

Homilia Diária | A incômoda verdade da divindade de Cristo (Quarta-feira da 4ª Semana da Quaresma)


 

9º dia - Novena a São José


 

Quarta-feira, 18 de Março de 2026 -11:00 Missa, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima


 

SANTO DO DIA - 18 DE MARÇO: SÃO CIRILO DE JERUSALÉM


 

Laudes de Quarta-feira da 4ª Semana da Quaresma


 

terça-feira, 17 de março de 2026

Minuto (ou mais) com Glorinha #64 : Consommé - Como fazer, como servir e como comer


 

Papa Leão XIV será homenageado com a Medalha da Liberdade nos EUA

 

Reconhecimento será entregue na véspera dos 250 anos dos Estados Unidos e destaca o compromisso do Pontífice com a liberdade religiosa, de consciência e de expressão.

Vatican News

O Centro Nacional da Constituição (National Constitution Center) concederá a 38ª Medalha da Liberdade ao Papa Leão XIV durante uma cerimônia na Filadélfia, marcada para o próximo dia 3 de julho, véspera do 250º aniversário da fundação dos Estados Unidos.

O prêmio reconhece o trabalho do Pontífice na promoção da liberdade religiosa, de expressão e de consciência em todo o mundo — princípios estabelecidos pelos pais fundadores estadunidenses na Primeira Emenda da Constituição do país. O Papa pretende fazer seu discurso de aceitação ao vivo, diretamente do Vaticano, por meio de transmissão online.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, informou que o Papa está profundamente grato “por este prestigioso reconhecimento, em uma ocasião tão significativa para o povo estadunidense, chamado a refletir sobre os 250 anos de sua própria história, preservando a Declaração de Independência, a Constituição dos Estados Unidos e a liberdade como marcas distintivas de sua herança para as futuras gerações”.

Reconhecimento ao compromisso com o diálogo
 

O comunicado de imprensa do Centro Nacional da Constituição destaca o compromisso do Pontífice com o diálogo inter-religioso e ecumênico. “Sua ação”, afirma o texto, “reflete uma visão moral mais ampla que considera a liberdade religiosa não como um direito abstrato, mas como uma expressão concreta da dignidade humana, especialmente para as comunidades marginalizadas, incluindo as minorias religiosas e aqueles afetados por conflitos”.

A Medalha da Liberdade
 

O Centro Nacional da Constituição, com sede na Filadélfia, reúne pessoas de diferentes idades e perspectivas, vindas de todo o mundo, para conhecer, discutir e celebrar a visão de liberdade humana proclamada pela Constituição dos Estados Unidos.

Instituída em 1988, por ocasião do bicentenário da Constituição, a Medalha da Liberdade é concedida anualmente a indivíduos e organizações que se destacam na promoção dos benefícios da liberdade para pessoas em todo o mundo.

Papa a jornalistas: mostrar a guerra com seus sofrimentos, não como um videogame

 

Nos 50 anos do TG2, o telejornal do segundo canal da RAI na Itália, Leão XIV parabenizou pelo aniversário e recordou que a história do noticiário contada pelo convívio de "posições culturais diferentes", ainda hoje pode ser "exemplo de diálogo" em tempos de guerra. Alertou para os riscos do jornalista em se tornar porta-voz do poder e do conflito virar videogame: "cabe a vocês mostrar o sofrimento que a guerra traz às populações; mostrar o rosto da guerra e contá-la com os olhos das vítimas".

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV se uniu às felicitações italianas pelos 50 anos do telejornal do segundo canal da RAI (Radiotelevisione Italiana SpA), o serviço público de rádio e televisão da Itália, que só de oferta na TV administra 13 canais nacionais. A RAI 2 é uma das três redes de editoria generalista, com abordagem mais leve e inovadora em relação ao canal nacional RAI 1, que desde a fundação em 1961 apresenta uma programação direcionada ao entretenimento e à informação. O TG2, então, o telejornal da RAI 2, nasceu 15 anos após a fundação da rede, em 15 de março de 1976, graças a uma reforma do serviço público que, na época, reorganizou o panorama de TV na Itália. Segundo a própria primeira-ministra, Giorgia Meloni, "o TG2 sempre foi caracterizado como o telejornal da inovação e da busca por novos formatos".


A audiência foi realizada na Sala Clementina, no Vaticano
A audiência foi realizada na Sala Clementina, no Vaticano   (@Vatican Media)

A saudação do Papa Leão XIV

Nesta segunda-feira (16/03), um dia após as comemorações oficiais do TG2, o Papa Leão XIV recebeu em audiência os profissionais que compõem aa redação com seus familiares na Sala Clementina, no Vaticano. Após parabenizar o noticiário por "ter alcançado a marca de 50 anos", o Pontífice propôs uma reflexão "de aniversário" sobre o caminho percorrido, "como paradigma dos desafios que o jornalismo televisivo enfrentou e daqueles que ainda tem pela frente":

"Penso na transição do sistema analógico para o digital, na qual vocês foram protagonistas ao aproveitar as oportunidades e compreender que nenhuma novidade tecnológica pode substituir a criatividade, o discernimento crítico e a liberdade de pensamento. E se o desafio do nosso tempo é aquele da inteligência artificial, penso na necessidade de regular a comunicação de acordo com o paradigma humano e não com o tecnológico. O que significa, em última instância, saber distinguir entre os meios e os fins."

O Papa junto ao grupo de jornalistas para a foto oficial do encontro
O Papa junto ao grupo de jornalistas para a foto oficial do encontro   (@Vatican Media)

O desafio do TG2 em tempos de guerra

O Papa, então, recordou das características distintivas que, desde o início, marcaram a identidade do TG2: a laicidade e o pluralismo das fontes de informação, "inclusive na televisão estatal". Ao comentar sobre a "forte tentação" de buscar somente o que confirma a própria opinião, Leão XIV alertou que "não pode haver boa comunicação, nem verdadeira liberdade e pluralismo saudável" sem uma abertura autêntica ao fatos, encontros, olhares e vozes dos outros. E a história do TG2, contada pelo convívio de "posições culturais diferentes", ainda hoje pode ser "um exemplo de diálogo" diante de uma época dominada "por polarizações, fechamentos ideológicos e slogans, que impedem de ver e compreender a complexidade da realidade":

"Sempre, mas de maneira especial nas circunstâncias dramáticas de guerra, como as que estamos vivendo, a informação deve evitar o risco de se transformar em propaganda. E a tarefa dos jornalistas, ao verificar as notícias, para não se tornar megafone do poder, torna-se ainda mais urgente e delicada, diria que essencial."

“Cabe a vocês mostrar o sofrimento que a guerra sempre traz às populações; mostrar o rosto da guerra e contá-la com os olhos das vítimas para não transformá-la em um videogame. Não é fácil nos poucos minutos de um telejornal e dos seus espaços de aprofundamento. Mas é aí que está o desafio.”

A audiência foi em comemoração aos 50 anos do telejornal do segundo canal da RAI
A audiência foi em comemoração aos 50 anos do telejornal do segundo canal da RAI   (@Vatican Media)

O Papa: a prevenção de abusos é uma dimensão constitutiva da missão da Igreja

 

Leão XIV recebeu a Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores e convidou a construir "uma cultura do cuidado", auxiliando as comunidades. "A esperança impede-nos de cair no desânimo; a prudência protege-nos da improvisação e da superficialidade quando abordamos a prevenção de abusos", disse o Papa.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta segunda-feira (16/03), na Sala do Consistório, no Vaticano, os participantes da Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores.

O Pontífice expressou sua gratidão a todos os "membros e colaboradores pelo serviço prestado à Igreja na proteção de crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade". "É um serviço exigente, por vezes silencioso e árduo, mas essencial para a vida da Igreja e para a construção de uma autêntica cultura do cuidado", sublinhou.

Garantir a prevenção do abuso

Leão XIV destacou que o Papa Francisco quis situar, de forma permanente, o serviço da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores dentro da Cúria Romana, para lembrar "a toda a Igreja que a prevenção de abusos não é uma tarefa opcional, mas sim uma dimensão constitutiva da missão da Igreja".

"Desde a minha eleição, tenho me sentido muito encorajado pelo diálogo que vocês têm fomentado com a Seção Disciplinar do Dicastério para a Doutrina da Fé, pois, desta forma, alcança-se o objetivo desejado: que a prevenção – da qual vocês são responsáveis ​​– e a vigilância disciplinar sejam reforçadas por este Dicastério, de maneira verdadeiramente sinérgica e eficaz", disse ainda o Papa, acrescentando:

“A missão de vocês é ajudar a garantir a prevenção do abuso. No entanto, a prevenção nunca se resume a um conjunto de protocolos ou procedimentos. Trata-se de ajudar a formar, em toda a Igreja, uma cultura do cuidado, na qual a proteção dos menores e pessoas em situação de vulnerabilidade não seja vista como uma obrigação imposta externamente, mas como uma expressão natural da fé.”

Caminho crível de esperança e renovação

De acordo com o Pontífice, "isso requer um processo de conversão em que o sofrimento alheio seja ouvido e nos motive a agir".

“Nesse sentido, as experiências das vítimas e sobreviventes são pontos de referência essenciais. Embora certamente dolorosas e difíceis de ouvir, essas experiências revelam a verdade de forma impactante e nos ensinam a humildade enquanto nos esforçamos para ajudar as vítimas e os sobreviventes. Ao mesmo tempo, é justamente reconhecendo a dor causada que se abre um caminho crível de esperança e renovação.”

Outro elemento importante do serviço da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores "é a incorporação de uma abordagem multidisciplinar e sistemática". "Como parte da Cúria Romana, dentro do Dicastério para a Doutrina da Fé, vocês têm um papel claro que os coloca em diálogo com os Dicastérios e outras instituições que exercem a sua responsabilidade nas diversas áreas relacionadas com a proteção", disse ainda o Papa.

Esperança e prudência

A propósito do Relatório Anual da Comissão, Leão XIV disse que se trata de "uma ferramenta de grande importância".

“Representa um exercício de verdade e responsabilidade, bem como de esperança e prudência, que devem caminhar juntas para o bem da Igreja. A esperança impede-nos de cair no desânimo; a prudência protege-nos da improvisação e da superficialidade quando abordamos a prevenção de abusos.”

"Os Ordinários e os Superiores Maiores também têm a sua própria responsabilidade, que não pode ser delegada", disse ainda Leão XIV. "A escuta e o acompanhamento das vítimas devem encontrar expressão concreta em cada instituição e comunidade eclesial", destacou, frisando que nenhuma comunidade dentro da Igreja deve se sentir sozinha nesta tarefa. "O apoio às igrejas locais, especialmente onde faltam recursos ou experiência, dá expressão concreta à solidariedade eclesial", sublinhou o Papa Leão.

Comunhão e responsabilidade partilhada

Citando duas áreas de proteção em rápida evolução: "O conceito de vulnerabilidade em relação ao abuso e a prevenção do abuso de menores facilitado pela tecnologia no espaço digital", o Papa disse que "ao ler esses 'sinais dos tempos', a Comissão ajuda a Igreja a enfrentar corajosamente os desafios da proteção e a responder com clareza pastoral e renovação estrutural".

Leão XIV concluiu, dizendo que todos os esforços da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores "demonstram que sua missão não é simplesmente o estabelecimento de um processo formal, mas um sinal de comunhão e responsabilidade partilhada" e que "a proteção dos menores e pessoas vulneráveis não é uma área isolada da vida da Igreja, mas uma dimensão que atravessa a pastoral, a formação, a governança e a disciplina. Cada passo dado neste caminho é um passo em direção a Cristo e em direção a uma Igreja mais evangélica e autêntica".


Conmovedora Canción a San José para Casos Imposibles | Inspirada en la Oración a San José.


 

8º dia - Novena a São José


 

Terça-feira, 17 de Março de 2026 -11:00 Missa, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima


 

Jesus cura a sua dor (Jo 5,1-16) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel 17/03


 

SANTO DO DIA - 17 DE MARÇO: SÃO PATRÍCIO


 

Laudes de Terça-feira da 4ª Semana da Quaresma


 

domingo, 15 de março de 2026

Em tua luz, Senhor, vemos a luz - Canto novo - Caminho Neocatecumenal ( Salmo 36 )


 

2026 March 15, Holy Mass - Pope Leo XIV


 

Angelus, 15 de março de 2026 - Papa Leão XIV Vatican News - Português 611 mil subscritores


 

PAPA LEÃO XIV

ANGELUS

Praça de São Pedro
Domingo, 15 de março de 2026


Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!

O Evangelho deste quarto domingo da Quaresma narra a cura de um homem cego de nascença (cf. Jo 9, 1-41). Por meio da simbologia deste episódio, o evangelista João fala-nos do mistério da salvação: enquanto estávamos na escuridão e a humanidade caminhava nas trevas (cf. Is 9, 1), Deus enviou o seu Filho como luz do mundo, para abrir os olhos dos cegos e iluminar a nossa vida.

Os profetas tinham anunciado que o Messias abriria os olhos dos cegos (cf. Is 29, 18; 35, 5; Sl 146, 8). O próprio Jesus confirma a sua missão mostrando que «os cegos veem» (Mt 11, 5); e apresenta-se dizendo: «Eu sou a luz do mundo» (Jo 8, 12). Realmente, todos podemos dizer que somos “cegos de nascença”, pois não conseguimos, por nós mesmos, ver em profundidade o mistério da vida. Por isso, Deus encarnou-se em Jesus, para que o barro da nossa humanidade, misturado com o sopro da sua graça, pudesse receber uma nova luz, capaz de nos fazer ver finalmente a nós próprios, aos outros e a Deus na verdade.

Chama a atenção que se tenha difundido, ao longo dos séculos, a opinião, ainda hoje presente, de que a fé seria uma espécie de “salto no escuro”, uma renúncia ao pensamento, de modo que ter fé significaria acreditar “cegamente”. Pelo contrário, o Evangelho nos diz que, ao entrar em contato com Cristo, os olhos se abrem, a tal ponto que as autoridades religiosas perguntam com insistência ao cego curado: «Como foi que os teus olhos se abriram?» (Jo 9, 10); e ainda: «Como é que te pôs a ver?» (v. 26).

Irmãos e irmãs, também nós, curados pelo amor de Cristo, somos chamados a viver um cristianismo “de olhos abertos”. A fé não é um ato cego, uma renúncia à razão, um refúgio em alguma certeza religiosa que nos faz desviar o olhar do mundo. Em vez disso, a fé ajuda-nos a olhar «a partir da perspectiva de Jesus e com os seus olhos: é uma participação no seu modo de ver» (Encíclica Lumen fidei, 18) e, por isso, pede-nos que “abramos os olhos”, como Ele fazia, sobretudo para os sofrimentos dos outros e para as feridas do mundo.

Hoje, em particular, face às inúmeras questões que o coração humano se coloca e às dramáticas situações de injustiça, violência e sofrimento que marcam o nosso tempo, é necessária uma fé vigilante, atenta e profética, que nos abra os olhos para as trevas do mundo e lhe traga a luz do Evangelho através de um comprometimento com a paz, a justiça e a solidariedade.

Peçamos à Virgem Maria que interceda por nós, a fim de que a luz de Cristo abra os olhos do nosso coração e possamos dar testemunho d’Ele com simplicidade e coragem.

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Depois do Angelus:

Queridos irmãos e irmãs,

Há duas semanas que os povos do Médio Oriente sofrem a atroz violência da guerra. Milhares de pessoas inocentes foram mortas e muitas outras foram obrigadas a abandonar as suas casas. Reitero a minha proximidade, através da oração, a todos aqueles que perderam os seus entes queridos nos ataques que atingiram escolas, hospitais e zonas habitadas.

A situação no Líbano é motivo de grande preocupação: Espero que se encontrem caminhos de diálogo que possam apoiar as autoridades do país na implementação de soluções duradouras para a grave crise em curso, em prol do bem comum de todos os libaneses.

Em nome dos cristãos do Médio Oriente e de todas as mulheres e homens de boa vontade, dirijo-me aos responsáveis por este conflito: façam um cessar-fogo! Que sejam reabertas as vias do diálogo!  A violência nunca poderá conduzir à justiça, à estabilidade e à paz que os povos esperam.

Dou as boas-vindas a todos vós que estais na Praça de São Pedro!

Saúdo os fiéis vindos de Valência e Barcelona, na Espanha, bem como os de Palermo.

Acolho, com alegria, alguns grupos de jovens que se preparam para receber o Sacramento da Confirmação: de Berceto, da Diocese de Parma; de Tuto, da Diocese de Florença; de Torre Maina e Gorzano, da Diocese de Modena-Nonantola. Saúdo também os jovens da paróquia de São Gregório Magno, em Roma, e os jovens de Capriano del Colle e Azzano Mella, da diocese de Brescia.

Desejo a todos um bom Domingo!

 

Novena a San José l Dia 6 l Padre Carlos Yepes


 

Cristãos responsáveis por guerras devem se confessar, diz Leão XIV

 


O papa se reuniu com padres que participam do curso anual dedicado à formação de confessores, organizado pela Penitenciaria Apostólica. ??
O papa se reuniu com padres que participam do curso anual dedicado à formação de confessores, organizado pela Penitenciaria Apostólica. | Crédito: Vatican Media.
 

O papa Leão XIV disse hoje (13) que cristãos que têm responsabilidades em conflitos armados devem fazer um sério exame de consciência.

“Será que os cristãos que têm grande responsabilidade nos conflitos armados têm a humildade e a coragem de fazerem um sério exame de consciência e se confessar?”, perguntou o papa aos padres dedicados ao ministério da confissão.

A audiência aconteceu no Vaticano durante um encontro com padres participantes do curso anual dedicado à formação de confessores, organizado pela Penitenciaria Apostólica. Esses cursos reúnem anualmente padres de todo o mundo para aprofundar sua compreensão da prática pastoral do sacramento da penitência.

O papa defendeu a importância do sacramento da reconciliação, ao qual atribuiu a missão de restaurar a "unidade interior" da pessoa.

Essa reconciliação, acrescentou, "gera a unidade interior da pessoa e a unidade com a Igreja; consequentemente, promove também a paz e a unidade na família humana”.

Para o papa, o ministério da confissão exige proximidade, escuta e a capacidade de acompanhar espiritualmente os fiéis, especialmente em um contexto marcado por tensões e conflitos.

Em um mundo que, segundo ele, vive um tempo de “fragmentação”, o papa disse que a reconciliação fomenta a unidade interior da pessoa, uma busca particularmente presente entre os jovens. As decepções causadas pelo “consumismo desenfreado” ou por “uma liberdade afastada da verdade”, podem se tornar “oportunidades de evangelização”, disse.

“Quando, na confissão sacramental, os penitentes se reconciliam com Deus e com a Igreja, a própria Igreja se edifica e se enriquece com a renovada santidade de seus filhos arrependidos e perdoados”, disse.

Muitos cristãos não recorrem à confissão

O papa Leão XIV lamentou que muitos batizados não recorram frequentemente ao sacramento da reconciliação e alertou que o “tesouro infinito da misericórdia” da Igreja corre o risco de ser desperdiçado.

Durante seu encontro com padres e candidatos ao sacerdócio que participam do curso anual para confessores organizado pela Penitenciaria Apostólica no Vaticano, o papa disse que, embora o sacramento possa ser recebido repetidamente, isso nem sempre se traduz em prática efetiva entre os fiéis.

“É como se o tesouro infinito da misericórdia da Igreja permanecesse ‘inutilizado’, por uma distração generalizada dos cristãos que, não raro, permanecem por muito tempo em estado de pecado, em vez de se aproximarem do confessionário, com simplicidade de fé e de coração, para acolher o dom do Senhor Ressuscitado”, disse.

O papa disse que a prática da confissão tem uma longa tradição normativa na Igreja. Ele citou o Quarto Concílio de Latrão, que estabeleceu em 1215 a obrigação de confessar-se pelo menos uma vez por ano, norma incluída no Catecismo da Igreja Católica: “Todo fiel, tendo atingido a idade da razão, é obrigado a confessar fielmente os seus pecados graves pelo menos uma vez por ano”.

Durante o seu discurso, Leão XIV citou um ensinamento de santo Agostinho de Hipona: “Quem reconhece os seus pecados e os condena já está em acordo com Deus. Deus condena os teus pecados; e se tu também os condenas, estás em comunhão com Deus”.

Sacramento da reconciliação, um “laboratório da unidade”

O papa disse que o sacramento da reconciliação pode ser compreendido como um verdadeiro “laboratório da unidade”. “Restaura a unidade com Deus através do perdão dos pecados e da infusão da graça santificante”, disse.

Leão XIV dedicou parte de seu discurso a explicar como funciona o pecado que “não rompe a unidade entendida como a dependência ontológica da criatura em relação ao Criador”.

“Inclusive o pecador permanece totalmente dependente de Deus Criador. E essa dependência, quando reconhecida, pode abrir o caminho para a conversão”, disse o papa.

Pecado, virar as costas para Deus

O pecado "rompe a unidade espiritual com Deus", porque é como “virar as costas para Ele”, disse.

“É um afastamento de Deus, e essa possibilidade dramática é tão real quanto o dom da liberdade que o próprio Deus concedeu aos seres humanos. Negar a possibilidade de que o pecado realmente rompa a unidade com Deus é, na realidade, desrespeitar a dignidade do homem, que é — e permanece — livre e, portanto, responsável por seus próprios atos”, acrescentou.

Leão XIV falou da importância do ministério da confissão. “Estejam sempre conscientes da nobre tarefa que o próprio Cristo, por meio da Igreja, lhes confia: reconstruir a unidade das pessoas com Deus através da celebração do Sacramento da Reconciliação”.

Segundo o papa, muitos sacerdotes alcançaram a santidade precisamente por meio deste ministério. Ele recordou exemplos como são João Vianney, são Leopoldo Mandić, são Pio de Pietrelcina e o beato Miguel Sopoćko.

“Somente uma pessoa reconciliada é capaz de viver de forma desarmada e desarmante”, disse. E citou a conhecida oração atribuída a Francisco de Assis: “Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz”, disse.

Hoje a Igreja celebra são Longuinho, o soldado que perfurou o lado de Jesus


São Longuinho São Longuinho
 

Hoje (15) é o dia de são Longuinho, o centurião romano que, por ordem de Pôncio Pilatos, esteve ao pé da Cruz com seus soldados e perfurou o lado de Cristo com uma lança.

Segundo a tradição, foi também Longuinho quem, depois de ter incorrido na maior de todas as profanações, foi transpassado no profundo da sua alma pelo Amor de Deus, o que transformou para sempre a sua vida. Suas palavras ficaram eternizadas no Evangelho: "Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus" (Mt 27,54).

Um coração atravessado

São Longuinho já não aparece no Novus Ordo e já não é celebrado pela Igreja como costumava ser. No entanto, há ainda muitos devotos e aqueles que se inspiram na história da sua conversão. Por esta razão, ele é geralmente comemorado no dia 15 de março, embora em alguns lugares, especialmente depois de 1969, último ano antes da promulgação da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, ele seja lembrado em 16 de outubro. 

A tradição conta várias histórias sobre ele. Conta-se que Longuinho sofreu uma perda gradual da visão e que quando ele retirou sua lança do Corpo do Senhor, uma gota de sangue divino espirrou em seus olhos e ele foi instantaneamente curado.

A tradição também diz que abandonou a sua carreira militar e se uniu à comunidade cristã. Mais tarde, durante o seu processo de conversão, entrou em contato com os apóstolos e começou a se encontrar com eles, recebendo deles o testemunho direto de quem foi Jesus de Nazaré. A história conta que ele se retirou dos assuntos mundanos e peregrinou nas regiões de Cesareia e Capadócia, proclamando Cristo e conquistando pessoas para o Reino de Deus.

Dar a vida por um só Deus

O fim da sua vida teria chegado com a perseguição aos cristãos. Longuinho teria caído nas mãos de seus perseguidores na Capadócia, que o levaram a julgamento. Como ele se negou a fazer oferenda aos ídolos, o governador ordenou que arrancassem os seus dentes e cortassem a sua língua.

Depois que os verdugos terminaram a sua tarefa, o santo se levantou, pegou um machado que estava caído e quebrou as imagens dos ídolos que tinha na sua frente. Uma horda de demônios saiu dos fragmentos e se apoderou do governador e de seus ajudantes, que começaram a gritar e lamentar. Longuinho então enfrentou a autoridade máxima e lhe disse que só sua morte poderia salvá-lo. O governador, então, condenou-o à morte por decapitação. Por isso é considerado um mártir.

Assim que Longuinho foi executado, o governador caiu em si e começou a sentir arrependimento, de tal forma que acabou ficando revoltado com o que fez. Conta a lenda que o homem, profundamente comovido, se converteu ao Senhor naquele mesmo dia.

 

Laudes do 4º Domingo da Quaresma

 


sábado, 14 de março de 2026

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Quando Portugal Dominou o Estreito de Ormuz e o Golfo Pérsico | Histórias Desconhecidas


 

Papa a matemáticos: humanizem a esfera digital e sejam profetas de esperança

 

O Dia Internacional da Matemática é celebrado mundialmente em 14 de março. Em mensagem aos participantes de um webinário global que antecede a data instituída pela Unesco, Leão XIV pede atenção "às necessidades espirituais do coração", sobretudo diante das novas tecnologias como a IA, através de maneiras que humanizem "a esfera digital, transformando-a em uma oportunidade de fraternidade e de criatividade". Como ex-professor de matemática, o Papa alerta que não basta esforço intelectual.

Andressa Collet - Vatican News

O Dia Internacional da Matemática, conhecido mundialmente como Dia do Pi (porque a data é escrita como 3/14 em alguns países e a constante matemática π é de aproximadamente 3,14), será comemorado neste sábado, 14 de março, com atividades que visam conscientizar sobre o papel essencial que a disciplina desempenha na ciência, na tecnologia, no bem-estar social e na conquista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas para 2030. O próprio Papa Leão XIV se une à mobilização, divulgando uma mensagem de reflexão e encorajamento, já que o tema deste ano é "Matemática e esperança", dois bens universais da humanidade segundo a Unesco, e os próprios "matemáticos podem ser sinais de esperança para o mundo inteiro", enalteceu o Pontífice.

Abraçar a dimensão moral das novas tecnologias

De fato, em mensagem assinada pelo secretário de Estado, o cardeal Pietro Parolin, o Papa se dirige à professora Betül Tanbay, presidente do Dia Internacional da Matemática, um projeto liderado pela União Matemática Internacional com o apoio de diversas organizações internacionais e regionais. No texto, Leão XIV agradece a carta recebida de divulgação do webinário global comemorativo ao Dia do Pi, realizado nesta sexta-feira (13/03) e promovido pela Unesco para matemáticos e educadores de renome mundial.

Ao refletir sobre o tema proposto para este ano, "'Matemática e esperança' no contexto dos múltiplos desafios que a família humana está enfrentando", o Pontífice destacou "o rápido desenvolvimento tecnológico com todo o seu potencial para o bem ou para o mal", e procurou encorajar os participantes do webinário a serem "sinais de esperança para o mundo inteiro":

"A esse respeito, uma área de pesquisa particularmente fecunda é o uso de algoritmos, especialmente no campo da inteligência artificial. Uma tarefa como essa requer não apenas esforço intelectual e engenhosidade, mas também um crescimento integral de toda a pessoa, a fim de abraçar a dimensão moral dessas tecnologias emergentes."

Papa recorda novamente quando foi professor de Matemática

Leão XIV, então, antes de conceder a bênção apostólica a todos que devem participar do Dia Internacioal deste ano, recordou na mensagem o período em que foi professor de matemática e física, e o próprio discurso feito aos estudantes reunidos para o Jubileu do Mundo Educativo em outubro de 2025: "não basta ter grande conhecimento científico, se depois não sabemos quem somos e qual é o sentido da vida". Por isso, o Papa reza para que todas as pessoas envolvidas neste evento "estejam atentas às profundas necessidades espirituais do coração humano, para que busquem maneiras de humanizar a esfera digital, transformando-a em uma oportunidade de fraternidade e de criatividade", e para que "sejam profetas de esperança, verdade e bondade no mundo".

As atividades ao redor do mundo, inclusive no Brasil

O site oficial dedicado à data comemorativa está divulgando em um mapa interativo as mais de 860 atividades cadastradas para o Dia Internacional da Matemática em todo o mundo, dirigidas a estudantes e público em geral promovidas em escolas, museus, bibliotecas e livrarias. No Brasil, há registros de norte a sul do país, desde a Paraíba, em Matureia e João Pessoa, até na Escola Estadual Técnica Affonso Wolf no município de Dois Irmãos, no Rio Grande do Sul. A programação se concentra, porém, no sudeste brasileiro, como no Rio de Janeiro e São Paulo, com palestras, exposições e lançamento de livros. Ainda dá tempo de organizar e cadastrar os eventos locais e também se inspirar com atividades ligadas à matemática acessíveis no www.idem314.org, inclusive com material em português.

Papa Leão XIV: “Todo ato de amor ao próximo é um reflexo da caridade divina”

 

Em mensagem pelos 50 anos do FADICA, o Pontífice agradece o apoio da rede filantrópica a iniciativas da Igreja e ao cuidado com os mais vulneráveis.

Matheus Macedo - Vatican News

Nesta sexta-feira (13/03), o Papa Leão XIV enviou uma mensagem por ocasião do 50º aniversário da Rede de Filantropia Católica (FADICA), instituição estadunidense que reúne fundações e doadores para apoiar atividades e iniciativas da Igreja Católica.

No texto, o Pontífice expressa sua gratidão pelo generoso apoio oferecido a diversos Dicastérios da Cúria Romana ao longo de cinco décadas de colaboração, além das iniciativas católicas promovidas nos Estados Unidos e em outras partes do mundo.

Leão XIV recorda que o encontro dos membros da rede ocorre durante o tempo da Quaresma, quando, além da oração e do jejum, a Igreja convida todos os católicos a realizarem obras de misericórdia com maior fervor.

Papa Leão XIV durante almoço com os pobres no Vaticano.
Papa Leão XIV durante almoço com os pobres no Vaticano.   (ANSA)

“Jesus nos ensinou que, ao discernir como ajudar o nosso próximo, devemos imitar o exemplo do Bom Samaritano, que doou de maneira altruísta o seu tempo e os seus recursos a alguém que nunca havia encontrado antes”, escreve o Papa. Segundo ele, essa parábola revela o “estilo de Deus”, que o Papa Francisco costumava resumir como “proximidade, compaixão e ternura”.

O Pontífice acrescenta que, quando ajudamos quem está em necessidade, especialmente aqueles que não podem retribuir, tornamo-nos instrumentos do Senhor, pois “todo ato de amor ao próximo é, de certo modo, um reflexo da caridade divina”.

Na mensagem, Leão XIV também destaca que as contribuições da instituição para “sustentar programas que promovem a justiça social, fortalecem a educação católica, defendem a dignidade humana e cuidam dos mais vulneráveis” constituem uma verdadeira manifestação da caridade divina.

Entre sorrisos e gestos de proximidade, o Papa Leão XIV tira uma foto com crianças durante encontro na Diocese de Albano Laziale.
Entre sorrisos e gestos de proximidade, o Papa Leão XIV tira uma foto com crianças durante encontro na Diocese de Albano Laziale.   (@Vatican Media)

O Papa expressa ainda o desejo de que o trabalho realizado pela rede inspire outras pessoas a um renovado encontro com Cristo por meio do serviço aos mais necessitados e a uma participação cada vez mais consciente na missão da Igreja. Ele também encoraja os membros da organização a perseverarem em sua missão, recordando que “o Altíssimo não se deixa vencer em generosidade por aqueles que o servem nos mais necessitados”.

Ao assegurar suas orações, o Pontífice confiou os membros do FADICA – (Rede de Filantropia Católica) à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, e concedeu sua Bênção Apostólica como sinal de paz e alegria no Senhor.

O Papa: os cristãos responsáveis pelos conflitos armados fazem um exame de consciência?

 

Leão XIV recebeu os participantes do 36º Curso sobre o Foro Interno da Penitenciaria Apostólica e recordou que "o Sacramento da Reconciliação é um "laboratório da unidade": restabelece a unidade com Deus através do perdão dos pecados e da infusão da graça santificante. Isso gera a unidade interior da pessoa e a unidade com a Igreja; consequentemente, promove também a paz e a unidade na família humana".

Mariangela Jaguraba – Vatican News

O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta sexta-feira (13/03), no Vaticano, os participantes da 36ª edição do Curso sobre o Foro Interno, organizado pela Penitenciaria Apostólica, sobre o tema “A Igreja chamada a ser casa de Misericórdia”.

O curso é destinado aos que estão fazendo os primeiros passos no ministério sacerdotal ou que estão à espera de serem ordenados, a fim de que aperfeiçoem "a sua formação como confessores, através do Curso sobre o Foro Interno, oferecido anualmente pela Penitenciaria Apostólica".

Acolher o dom do Senhor Ressuscitado

De acordo com Leão XIV, "esse curso foi fortemente desejado por São João Paulo II, que o apoiou com sua paixão pastoral, foi confirmado pelo Papa Bento XVI com sua sabedoria teológica, assim como pelo Papa Francisco, que sempre teve grande cuidado com o rosto misericordioso da Igreja".

“Eu também os exorto a continuarem neste serviço, aprofundando e ampliando a oferta formativa, para que o quarto Sacramento seja cada vez mais profundamente conhecido, adequadamente celebrado e, portanto, serenamente e eficazmente vivido por todo o santo povo de Deus.”

O Papa sublinhou que "Sacramento da Reconciliação teve um desenvolvimento notável ao longo da história, tanto na compreensão teológica quanto na forma de celebração". "A Igreja, mãe e mestra, reconheceu progressivamente o seu significado e função, ampliando a possibilidade da sua celebração. No entanto, a reiteração do Sacramento nem sempre corresponde, por parte dos batizados, a uma vontade de recorrer a ele: é como se o tesouro infinito da misericórdia da Igreja permanecesse “inutilizado”, por uma distração generalizada dos cristãos que, não raro, permanecem por muito tempo em estado de pecado, em vez de se aproximarem do confessionário, com simplicidade de fé e de coração, para acolher o dom do Senhor Ressuscitado", ressaltou.

Fazer um sério exame de consciência

De acordo com Leão XIV, o Concílio Lateranense IV, em 1215, estabeleceu que todo cristão deve se confessar pelo menos uma vez por ano. O Catecismo da Igreja Católica, após o Concílio Vaticano II, também confirmou essa norma.

A seguir, o Papa citou Santo Agostinho que afirma: "Quem reconhece os seus pecados e os condena já está em acordo com Deus". "Reconhecer os nossos pecados, especialmente durante este Tempo da Quaresma, significa "concordar" com Deus, unir-nos a Ele", sublinhou.

“O Sacramento da Reconciliação é, portanto, um "laboratório da unidade": restabelece a unidade com Deus através do perdão dos pecados e da infusão da graça santificante. Isso gera a unidade interior da pessoa e a unidade com a Igreja; consequentemente, promove também a paz e a unidade na família humana.”

A seguir, Leão XIV perguntou: "Os cristãos que têm grande responsabilidade nos conflitos armados têm a humildade e a coragem de fazerem um sério exame de consciência e se confessar?"

O homem é responsável por seus próprios atos

O Pontífice ressaltou que o pecado "rompe a unidade espiritual com Deus". "É um afastamento de Deus, e essa possibilidade dramática é tão real quanto o dom da liberdade que o próprio Deus concedeu aos seres humanos. Negar a possibilidade de que o pecado realmente rompa a unidade com Deus é, na realidade, desrespeitar a dignidade do homem, que é — e permanece — livre e, portanto, responsável por seus próprios atos".

O Santo Padre convidou os participantes do Curso sobre o Foro Interno, a estarem "sempre conscientes da nobre tarefa que o próprio Cristo, por meio da Igreja, lhes confia: reconstruir a unidade das pessoas com Deus através da celebração do Sacramento da Reconciliação. A vida inteira de um sacerdote pode ser plenamente realizada pela celebração assídua e fiel deste Sacramento.  De fato, quantos sacerdotes se tornaram santos no confessionário"!

Leão XIV citou, como exemplo, São João Maria Vianney, São Leopoldo Mandić, São Pio de Pietrelcina e o Beato Miguel Sopoćko.

Unidade interior das pessoas

"A unidade restabelecida com Deus é também unidade com a Igreja, que é o corpo místico de Cristo", disse ainda o Papa, ressaltando que no confessionário os confessores colaboram "na edificação contínua da Igreja: una, santa, católica e apostólica; e, ao fazê-lo", dão "também nova energia à sociedade e ao mundo".

Leão XIV disse ainda que "a unidade com Deus e com a Igreja é o pressuposto da unidade interior das pessoas, tão necessária hoje, no tempo de fragmentação em que vivemos. Uma unidade interior que se manifesta como um desejo real, sobretudo nas novas gerações".

“As promessas não cumpridas de um consumismo desenfreado e a experiência frustrante de uma liberdade desvinculada da verdade podem transformar-se, pela misericórdia divina, em oportunidades de evangelização: ao fazer emergir o sentimento de incompletude, permitem despertar aquelas questões existenciais às quais somente Cristo responde plenamente. Deus se fez homem para nos salvar, e o faz também educando nosso sentido religioso, nossa irreprimível busca pela verdade e pelo amor, para que possamos acolher o Mistério no qual 'vivemos, nos movemos e existimos'.”

Ser agente de reconciliação na vida cotidiana

"Essa dinâmica de unidade com Deus, com a Igreja e em nós mesmos é um pré-requisito para a paz entre os indivíduos e os povos", disse ainda o Papa, acrescentando:

“Somente uma pessoa reconciliada é capaz de viver de forma desarmada e desarmante! Quem depõe as armas do orgulho e se deixa renovar continuamente pelo perdão de Deus torna-se agente de reconciliação na vida cotidiana. Nele ou nela, se concretizam as palavras atribuídas a São Francisco de Assis: 'Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz'.”