10 de mai de 2026 às 02:42
Por ocasião da celebração do Dias da
Mães, apresentamos uma lista de dez mães que chegaram à santidade.
Mulheres que são exemplo para as mães católicas de hoje, que mostram que
na vida cotidiana do matrimônio e da família é possível alcançar a
glória do céu.
Antes de todas as santas, porém,
destacamos a Mãe de Deus, a Virgem Maria, aquela que com o seu “sim”
concebeu e deu à luz o Salvador. Ela que acompanhou o Senhor em todos os
momentos, guardava e meditava tudo em seu coração.
Maria, a mais humilde entre as
mulheres, se tornou modelo para toda mulher e mãe, exemplo de amor,
fidelidade, confiança em Deus. Além disso, foi à Maria que, na cruz,
Jesus entregou toda a humanidade através de são João. Por isso, também
nós a chamamos nossa Mãe.
A seguir, a lista das dezsantas mães:
1. Santa Gianna Beretta Molla (1922-1962)
Esta Santa italiana adoeceu de
câncer e decidiu continuar com a gravidez de seu quarto filho, em vez
submeter-se a um aborto, como lhe sugeriam os médicos para salvar sua
vida.
Gianna estudou medicina e se
especializou em pediatria. Seu trabalho com os doentes se resumia na
seguinte frase: “Como o sacerdote toca Jesus, assim nós, os médicos,
tocamos Jesus nos corpos de nossos pacientes”.
Casou-se com o Pietro Molla, com
quem teve quatro filhos. Durante toda sua vida, conseguiu equilibrar seu
trabalho com sua missão de mãe de família.
Gianna morreu em 28
de abril de 1962, aos 39 anos, uma semana depois de ter dado à luz. Foi
canonizada em 16 de maio de 2004 pelo papa João Paulo II, que a tornou
padroeira da defesa da vida.
2. Santa Mônica (332-387), mãe de santo Agostinho
A mãe de santo Agostinho nasceu no
Tagaste (África) no ano 332. Seus pais a casaram com um homem chamado
Patrício. Embora fosse trabalhador, seu marido era violento, mulherengo,
jogador e desprezava a religião.
Durante 30 anos, Mônica sofreu os
ataques de ira de seu marido. Santa Mônica orava e oferecia sacrifícios
constantemente pela conversão de seu esposo. No ano 371, Deus lhe
concedeu este desejo e Patrício se batizou. Ficou viúva um ano depois,
quando Agostinho tinha 17 anos.
Durante 15 anos
rezou e ofereceu sacrifícios pela conversão de seu filho, que levava uma
vida libertina. No ano 386, santo Agostinho lhe anunciou sua conversão
ao catolicismo e seu desejo de permanecer celibatário até a morte.
Morreu santamente no ano 387, aos
55 anos. Muitas mães e esposas se pedem a intercessão de santa Mônica
pela conversão de seus filhos e maridos.
3. Santa Rita de Cássia (1381-1457)
Embora desde menina quisesse ser religiosa, seus pais a casaram com o Paolo Ferdinando.
Seu marido
pertencia a uma família de mercenários e, apesar de beber muito, ser
mulherengo e violento, Rita foi fiel durante todo seu matrimônio. O
casal teve filhos gêmeos do mesmo temperamento do pai. A Santa encontrou
fortaleza em Jesus, a quem oferecia sua dor.
Depois de 20 anos de oração, Paolo
se converteu e começou um caminho de santidade junto a Rita. Entretanto,
foi assassinado por seus inimigos. Seus filhos juraram vingar a morte
de seu pai e Rita pediu ao Senhor que lhes concedesse a morte antes de
vê-los cometer um pecado mortal. Antes de morrer, os gêmeos perdoaram os
assassinos de seu pai.
No ano 1417, ingressou como
religiosa no convento das religiosas Agostinianas. Ali meditou e
aprofundou a Paixão de Cristo. Em 1443, recebeu os estigmas. Depois de
uma grave enfermidade, faleceu em 1457. Seu corpo está incorrupto até
hoje. É conhecida como a “santa das causas impossíveis”.
4. Santa Maria da Cabeça (?- 1175)
Maria Toribia
nasceu na Espanha, próximo de Madri. Foi a esposa de São Isidro
Lavrador. Realizava seus trabalhos com humildade, paciência, devoção e
austeridade. Além disso, sempre foi atenta e serviçal com seu marido. O
casal só teve um filho.
Como tanto Isidro como Maria
queriam ter uma vida totalmente entregue a Deus, decidiram se separar.
Seu marido ficou em Madri e Maria partiu para uma ermida. Ali,
entregou-se a profundas meditações e fazia obras de caridade.
Quando Maria da Cabeça morreu, foi
enterrada na ermida que com tanto amor visitava. Seus restos foram
transladados para Madri e são atribuídos a ela milagres de cura dos
males da cabeça.
5. Santa Ana, Mãe da Virgem Maria
Joaquim e Ana eram um rico e piedoso casal que residia no Nazaré.
Como não tinham filhos, ele sofria humilhações no Templo. Um dia, o
santo não voltou para sua casa, mas foi às montanhas para entregar a
Deus sua dor. Quando Ana se inteirou do motivo da ausência de seu
marido, pediu ao Senhor que lhe tirasse a esterilidade e lhe prometeu
oferecer seus filhos para seu serviço.
Deus escutou suas orações e
enviou-lhe um anjo que lhe disse: “Ana, o Senhor olhou suas lágrimas;
conceberá e dará à luz e o fruto de seu ventre será bendito por todo
mundo”. Este anjo fez a mesma promessa a Joaquim. Ana deu à luz uma
filha a quem chamou Miriam (Maria) e que foi a Mãe de Jesus Cristo.
6. Beata Ângela de Foligno (1249-1309)
Ângela viveu apegada às riquezas desde sua juventude até sua vida de casada. Além disso, teve uma vida libertina.
Em 1285, sofreu uma crise
existencial. Como vivia perto de Assis, sentiu-se tocada e desafiada
pelo exemplo de são Francisco. Um dia, estava tão atormentada pelo
remorso que pediu ao Santo que a livrasse. Então foi à igreja de são
Feliciano, onde fez uma confissão de vida.
Ali fez uma promessa de castidade
perpétua e começou a levar uma vida de penitência, dando de presente
seus melhores vestidos e fazendo estritos jejuns. Depois de sua
conversão, perdeu sucessivamente sua mãe, seu marido e seus oito filhos.
Morreu em 1309.
7. Santa Isabel de Portugal (1274-1336)
Aos 12 anos tornou-se esposa do
Diniz, rei de Portugal. Desde que chegou ao país, ganhou a simpatia do
povo por seu caráter piedoso e devoto. Embora seu marido fosse
mulherengo e tivesse filhos com várias mulheres, Isabel os acolheu na
corte e lhes deu uma atenção cristã. Mas, quando o príncipe Afonso
advertiu que seu direito ao trono estava em perigo, decidiu rebelar-se e
o rei respondeu violentamente.
Esta briga entre Diniz e Afonso
causou muita dor a Isabel que interveio muitas vezes nas batalhas entre
eles. Um dia, a rainha se interpôs entre ambos exércitos para evitar o
derramamento de sangue.
Logo depois da morte do rei em
1324, Isabel se retirou para Coimbra e recebeu o hábito como franciscana
clarissa. Em 1336, eclodiu um novo conflito entre o Afonso IV e o rei
de Castilla, Afonso XI, que era neto da Isabel.
A rainha foi até o acampamento dos
exércitos, onde foi recebida e caiu doente. Antes de morrer, seu filho
lhe prometeu que não invadiria Castilla.
8. Santa Clotilde (474-545)
Graças a ela, o fundador da nação
francesa se converteu ao catolicismo e a França foi um país católico. A
rainha convencei seu marido a converter-se ao cristianismo se ele
ganhasse a batalha de Tolbiac, contra os alemães.
O rei Clodoveu obteve a vitória e
foi batizado no Natal de 496 pelo bispo são Remígio. Naquela mesma
noite, receberam o sacramento a irmã do rei e três mil de seus homens.
Desde esse momento, Clotilde foi chamada na França: “Filha primogênita
da Igreja”.
Clotilde era amada por todos por
causa de sua grande generosidade com os pobres, sua pureza e devoção.
Seus súditos estavam acostumados a dizer que parecia mais uma religiosa
do que uma rainha.
Depois da morte de Clodoveu, houve
guerra porque seus dois filhos queriam o trono. Durante 36 anos,
Clotilde rezou pela reconciliação de ambos. Um dia, quando os dois
exércitos estavam preparados para o combate, surgiu uma forte tormenta
que impediu a batalha. Graças à oração da rainha, os irmãos fizeram as
pazes.
9. Santa Helena (270-329)
Em meio à pobreza, conheceu o
general romano Constâncio Cloro. Apaixonaram-se e se casaram. O filho do
casal foi o imperador Constantino. Foi repudiada por seu marido, por
ambição ao poder. Santa Helena passou 14 anos de sofrimento e se
converteu ao cristianismo.
Em 306, Constantino foi proclamado
imperador romano, embora continuasse sendo pagão. Entretanto,
converteu-se quando viu uma Cruz, antes da batalha da Saxa Rubra, com
uma legenda que dizia: “Com este sinal vencerás”.
Depois da vitória, Constantino
decretou a livre profissão da religião católica e expandiu o
cristianismo por todo o império. O imperador autorizou sua mãe para que
utilizasse o dinheiro do governo para realizar boas obras. A Igreja
atribui à santa Helena o descobrimento da Cruz de Cristo. Morreu
santamente no ano 329.
10. Santa Zélia Martin, mãe de santa Teresinha de Lisieux (1831-1877)
Embora durante sua juventude também
quisesse ser religiosa, a abadessa lhe negou a entrada ao convento. Por
isso, decidiu abrir uma fábrica de rendas caseiras. A boa qualidade de
seu trabalho fez sua oficina famosa. Sempre teve uma boa relação para
com seus trabalhadores.
Em 1858, Zélia passou pelo jovem
relojoeiro Luís Martin na rua. Em pouco tempo ambos se apaixonaram e se
casaram três meses depois.
Zélia sempre quis ter muitos filhos
e que todos fossem educados para o céu. Isso foi exatamente o que fez
porque suas cinco filhas Paulina, Leonia, Maria, Celina e Teresa foram
religiosas. A última foi santa e doutora da Igreja.
O amor que Zélia sentia por Luís
era profundo e elevado. Para ela, sua maior alegria era estar junto a
seu marido e compartilhar com ele uma vida santa.
Em 1865, o câncer no seio
provocaria muito sofrimento a Zélia. Entretanto, soube assumir sua
enfermidade e estava disposta a aceitar a vontade de Deus. Morreu em
1877. Foi beatificada junto com seu marido pelo papa Bento XVI no ano
2008. Em 2015, o casal foi canonizado pelo papa Francisco.
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