sábado, 10 de abril de 2010
É arriscado escrever sobre estas coisas – 1
(continuação)
Bento XVI é parte da solução, e não parte do problema, na crise que os casos de pedofilia abriram na Igreja Católica
Por José Manuel Fernandes
Uma segunda questão muito discutida é a de saber se existe uma relação entre o celibato e a ocorrência de abusos sexuais. Também aqui não só a evidência é a contrária - a esmagadora maioria dos abusos é praticada por familiares próximos das vítimas - como o tema do celibato é, antes do mais, um tema da Igreja e de quem o escolhe. Não existiu sempre como norma na Igreja de Roma e hoje esta aceita excepções (no clero do Oriente e entre os anglicanos convertidos). Pode ser que a norma mude um dia, mas provavelmente ninguém melhor do que o actual Papa para avaliar se esse momento é chegado - até porque talvez ninguém, no seio da Igreja Católica, tenha dedicado tanta atenção ao tema dos abusos sexuais e feito mudar tanta coisa como Bento XVI. Se algo choca na forma como têm vindo a ser noticiados estes "escândalos" é o modo como, incluindo no New York Times, se tem procurado atingir o Papa. Não tenho espaço, nem é relevante para esta discussão, para explicar as múltiplas deturpações e/ou omissões que têm permitido dirigir as setas das críticas contra Bento XVI, mas não posso deixar de recordar o que ele, primeiro como cardeal Ratzinger e prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, depois como sucessor de João Paulo II, já fez neste domínio. Até ao final do século XX o Vaticano não tinha qualquer responsabilidade no julgamento e punição dos padres acusados de abusos sexuais (e não apenas de pedofilia). A partir de 2001, por influência de Ratzinger, o Papa João Paulo II assinou um decreto – Motu proprio Sacramentorum Sanctitatis Tutela – de acordo com o qual todos os casos detectados passaram a ter de ser comunicados à Congregação para a Doutrina da Fé. Ratzinger enfrentou então muitas oposições, pois passou a tratar de forma muito mais expedita casos que, de acordo com instruções datadas de 1962, exigiam processos muito morosos. A nova política da Congregação para a Doutrina da Fé passou a ser a de considerar que era mais importante agir rapidamente do que preservar os formalismos legais da Igreja, o que lhe permitiu encerrar administrativamente 60 por cento dos casos e adoptar uma linha de "tolerância zero".
(continua)
sexta-feira, 9 de abril de 2010
É arriscado escrever sobre estas coisas...
… Não estão na moda
Bento XVI é parte da solução, e não parte do problema, na crise que os casos de pedofilia abriram na Igreja Católica
Por José Manuel Fernandes
Não sou crente. Educado na fé católica, passei pelo ateísmo militante e hoje defino-me como agnóstico. Talvez não devesse, por isso, pôr-me a discutir os chamados "escândalos de pedofilia" na Igreja Católica. Até porque não sei se, como escreveu António Marujo neste jornal – no texto mais informado publicado sobre o tema em jornais portugueses –, estamos ou não perante "A maior crise da Igreja Católica dos últimos 100 anos".
Tendo porém a concordar com um outro agnóstico, Marcello Pera, filósofo e membro do Senado italiano, que escreveu no Corriere della Sera que se, sob o comunismo e o nazismo, "a destruição da religião comportou a destruição da razão", a guerra hoje aberta visa de novo a destruição da religião e isso "não significará o triunfo da razão laica, mas uma nova barbárie". Por isso acho importante contrariar muitas das ideias feitas que têm marcado um debate inquinado por muita informação errada ou manipulada.
Vale por isso a pena começar por tentar saber se o problema da pedofilia e dos abusos sexuais - um problema cuja gravidade ninguém contesta, ocorram num colégio católico, na Casa Pia ou na residência de um embaixador - tem uma incidência especial em instituições da Igreja Católica. Os dados disponíveis não indicam que tenha: de acordo com os dados recolhidos por Thomas Plante, professor nas universidades de Stanford e Santa Clara, a ocorrência de relações sexuais com menores de 18 anos entre o clero do sexo masculino é, em proporção, metade da registada entre os homens adultos. É mesmo assim um crime imenso, pois não deveria existir um só caso, mas permite perceber que o problema não só não é mais frequente nas instituições católicas, como até é menos comum. Tem é muito mais visibilidade ao atingir instituições católicas.
(continua)
quinta-feira, 8 de abril de 2010
“Era necessário que se cumprisse tudo quanto a meu respeito está escrito”
«Tocai-Me e olhai»
Comentário ao Evangelho do dia – Lc 24, 35-48 - feito por : Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), franciscano, Doutor da Igreja - Sermões para o domingo e as festas dos santos (a partir da trad. Eds. Franciscaines 1944, p. 139)
«Vede as Minhas mãos e os Meus pés: sou Eu mesmo». A meu ver, são quatro as razões pelas quais o Senhor mostra o lado, as mãos e os pés aos apóstolos. Em primeiro lugar, para mostrar que tinha ressuscitado verdadeiramente e afastar qualquer espécie de dúvida do nosso espírito. Em segundo lugar, para que «a pomba», ou seja, a Igreja ou a alma fiel, fizesse o ninho nas Suas chagas como «nos recessos dos rochedos» (Ct 2, 14) e aí encontrasse abrigo contra o gavião que a espreita. Em terceiro lugar, para imprimir no nosso coração, quais insígnias, as marcas da Sua Paixão. Em quarto lugar, para nos advertir e nos pedir que tivéssemos piedade Dele e não O trespassássemos de novo com os cravos dos nossos pecados.
Ele mostra-nos as mãos e os pés: «Eis as mãos que vos formaram», diz-nos (cf Sl 118, 73): vede os cravos que as trespassaram. Eis o Meu coração, onde nascestes, vós, os fiéis, vós, a Minha Igreja, como Eva nasceu do lado de Adão: vede a lança que o abriu, a fim de que vos fosse aberta a porta do Paraíso, que o Querubim de fogo mantinha encerrada. O sangue que correu do Meu lado afastou este anjo, embotou-lhe a espada: a água extinguiu o fogo (cf Jo 19, 34). [...] Escutai com atenção, ouvi estas palavras, e tereis paz em vós. “
(Do: Evangelho Quotidiano)
FELIZ E SANTA CINQUENTENA PASCAL
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Tempo de Paz!
Neste Tempo Pascal que começámos a viver , façamo-lo com profundidade e em paz, aquela Paz que o Ressuscitado entregou aos discípulos quando se apresentou pela primeira vez. Este Tempo é para ser vivido como um “noviciado”, em que tudo é puro, inocente, novidade, surpresa, leitura dos textos sobre a Ressurreição do Senhor e do Livro dos Actos dos Apóstolos e aprendizagem com o exemplo da vivência da primeira comunidade cristã.
Depois da Ressurreição, Jesus Cristo apareceu aos “seus” e esteve com eles durante muitos dias, continuando a ensinar e a preparar a sua ida definitiva para o Pai, com vista a perpetuar a Sua Missão na terra. Jesus cria assim, a primeira Família, comunidade de cristãos, ou seja, a Igreja! Com estrutura própria, nomeando Pedro, Seu continuador e os Apóstolos, com poderes de baptizar, perdoar e fazer memória da Sua Paixão-Morte e Ressurreição. Recomendou-lhes também que fossem pelo mundo espalhar a Boa Notícia a todos os povos. Esta primeira comunidade, vivia muito unida no mesmo sentimento, ligada pela oração perseverante e pela fracção do pão, aguardando a vinda do Espírito Santo prometido por Jesus.
Eu gostaria que vocês me acompanhassem, de hoje até ao Pentecostes, a viver como os Apóstolos nesta primeira comunidade: Jesus está com eles e connosco, vivendo no Amor, na unidade, na oração e na celebração da Eucaristia.
FELIZ E SANTA CINQUENTENA PASCAL
terça-feira, 6 de abril de 2010
CRISTO, VERDADEIRAMENTE RESSUSCITOU!
Os discípulos foram instruídos por Jesus, durante cerca de três anos: conviveram com Ele, viram os seus prodígios, escutaram as catequeses, foram chamados à atenção quando pensavam ou faziam coisas menos correctas, comeram com Ele, viveram como Jesus vivia. Tudo lhes foi transmitido por Jesus, inclusivamente, que iria sofrer, morrer e ao terceiro dia ressuscitar.
Mas quando chegou ao momento crucial,
acreditaram na Palavra de Jesus?
Os discípulos não se achavam preparados para a revelação pascal, apesar dos ensinamentos de Jesus. Depois da Paixão do Senhor, fecharam-se em casa cheios de medo. Não estavam alegres aguardando a Ressurreição de Jesus, tal como Ele prometera que iria acontecer.
Por isso, quando as mulheres se depararam com o túmulo vazio, lê-se as expressões: perplexas, medo, lembraram-se do que dissera Jesus quando anunciou a sua Paixão … . Em Mateus diz-se: ficaram com “medo e alegria”- sente alegria quem crê.
Quanto aos discípulos, perante a narração das Mulheres, não creram no que escutaram. Pedro e outro apóstolo, foram ao sepulcro e só depois de o verem vazio e apenas os lençóis, acreditaram.
E nós, que fazemos parte dos discípulos de Jesus, cremos:
Como as Mulheres?
Ou
Como os discípulos?
segunda-feira, 5 de abril de 2010
CAMINHO NEOCATECUMENAL: 1ª Vigília Pascal da Comunidade de Angra
DAS COMUNIDADES NEOCATECUMENAIS
DA ILHA TERCEIRA
Tiempo Pascual
Los cincuenta días que van desde el domingo de resurrección hasta el domingo de Pentecostés
Autor: Teresa Fernández (catholic.net) |
| “El Domingo de Resurrección o de Pascua es la fiesta más importante para todos los católicos, ya que con la Resurrección de Jesús es cuando adquiere sentido toda nuestra religión. Cristo triunfó sobre la muerte y con esto nos abrió las puertas del Cielo. En la Misa dominical recordamos de una manera especial esta gran alegría. Se enciende el Cirio Pascual que representa la luz de Cristo resucitado y que permanecerá prendido hasta el día de la Ascensión, cuando Jesús sube al Cielo. La Resurrección de Jesús es un hecho histórico, cuyas pruebas entre otras, son el sepulcro vacío y las numerosas apariciones de Jesucristo a sus apóstoles. Cuando celebramos la Resurrección de Cristo, estamos celebrando también nuestra propia liberación. Celebramos la derrota del pecado y de la muerte. En la resurrección encontramos la clave de la esperanza cristiana: si Jesús está vivo y está junto a nosotros, ¿qué podemos temer?, ¿qué nos puede preocupar? Cualquier sufrimiento adquiere sentido con la Resurrección, pues podemos estar seguros de que, después de una corta vida en la tierra, si hemos sido fieles, llegaremos a una vida nueva y eterna, en la que gozaremos de Dios para siempre. (...) La Resurrección es fuente de profunda alegría. A partir de ella, los cristianos no podemos vivir más con caras tristes. Debemos tener cara de resucitados, demostrar al mundo nuestra alegría porque Jesús ha vencido a la muerte. La Resurrección es una luz para los hombres y cada cristiano debe irradiar esa misma luz a todos los hombres haciéndolos partícipes de la alegría de la Resurrección por medio de sus palabras, su testimonio y su trabajo apostólico. Debemos estar verdaderamente alegres por la Resurrección de Jesucristo, nuestro Señor. En este tiempo de Pascua que comienza, debemos aprovechar todas las gracias que Dios nos da para crecer en nuestra fe y ser mejores cristianos. Vivamos con profundidad este tiempo. Con el Domingo de Resurrección comienza un Tiempo pascual, en el que recordamos el tiempo que Jesús permaneció con los apóstoles antes de subir a los cielos, durante la fiesta de la Ascensión. La fiesta de la Pascua es tan importante, que un solo día no nos alcanza para festejarla. Por eso la Iglesia ha fijado un Tiempo Pascual (cincuenta días) para seguir festejando la Resurrección del Señor.” (…) |
“Diz-nos, Maria, que viste no caminho?”
- Mateus 28,8-15 -
feito por : Liturgia romana
«Jesus saiu ao seu encontro»
À Vítima pascal
ofereçam os cristãos sacrifícios de louvor.
O Cordeiro resgatou as ovelhas;
Cristo, o Inocente,
reconciliou com o Pai os pecadores.
A morte e a vida
travaram um admirável combate;
depois de morto,
vive e reina o Autor da vida.
Diz-nos, Maria, que viste no caminho?
Vi o sepulcro de Cristo vivo
e a glória do Ressuscitado.
Vi as testemunhas dos Anjos,
vi o sudário e a mortalha.
Ressuscitou Cristo, minha esperança;
precederá os Seus discípulos na Galileia.
Nós sabemos e acreditamos:
Cristo ressuscitou dos mortos.
Ó Rei vitorioso,
tende piedade de nós.
(Evangelho quotidiano)
….........
domingo, 4 de abril de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
ESTA, É A NOITE!
Deixando o Sábado Santo, dia do silêncio, da meditação nos Mistérios da nossa Salvação, entramos na GRANDE NOITE.
A Igreja está toda engalanada, cheia de flores, com lindas toalhas e os melhores paramentos porque,
esta NOITE É DIFERENTE!
Também nós vestimos roupa de festa, apropriada para o Banquete; colocamos os adornos mais bonitos que temos porque,
esta NOITE É DIFERENTE!
Esta, é a NOITE das Noites
A Noite de Jesus Cristo Ressuscitado: o Povo de Deus, nós os Cristãos, aguardamos com expectativa e esperamos a Ressurreição! Sabemos que Deus é fiel e cumpre o que promete.
É a Noite em que os pais passam a Fé aos filhos.
É a Noite dos Catecúmenos.
Irmãos, reconheçamos que o Senhor nos preparou para esta NOITE, porque fazemos parte do povo escolhido, do povo santo. Esta NOITE é Santa!
ESTA NOITE, DEUS DÁ-NOS A SALVAÇÃO!
Esta, é a GRANDE NOITE!
É a NOITE DA SALVAÇÃO!
"Ó NOITE maravilhosa
só tu conheceste a hora
em que Cristo ressuscitou!
Ó NOITE que destróis o pecado
e lavas todas as nossas culpas!
Esta, é a NOITE
em que Cristo venceu a morte
e do inferno retorna vitorioso.”
O CAMINHO DO AMOR - 14
VIA-SACRA -
DÉCIMA QUINTA ESTAÇÃO
Jesus ressuscita glorioso
P/ Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus
T/ Porque com a vossa Cruz remistes o mundo.
“No primeiro dia da semana, ao romper da alva, foram ao sepulcro, levando os perfumes que haviam preparado. Como estivessem amedrontadas e voltassem o rosto para o chão, os anjos disseram-lhes: “Porque buscais entre os mortos Aquele que vive? Não está aqui; ressuscitou!” Lc 24, 1. 5
Meditação
A grande nova, a verdadeira boa nova do Domingo de Páscoa é a certeza da Ressurreição. “Não está aqui! Ressuscitou”.Doravante é o Senhor da glória, com todo o poder e majestade, é o Senhor da Vida. O Pai Lhe deu um nome que está acima de todo o nome. Vivo, glorioso, ressuscitado, continua presente no meio de nós.
Fonte da nossa paz, da nossa alegria, fonte e fundamento da nossa esperança. Ele venceu a morte e o pecado. Ele está connosco para sempre. E nos envia como seus mensageiros para o meio do mundo, anunciar a sua Vida, o seu Amor. Nascemos, como cristãos, na manhã de Páscoa, e somos convidados a anunciá-LO, a dar testemunho, a fazer discípulos.
A sua vida de Ressuscitado deve chegar ao coração de todos os homens e mulheres, deve ser fermento dum mundo novo, duma sociedade nova, de famílias renovadas pelo amor, duma Igreja renovada pelo amor do Esposo que deu a vida por ela.
Oração
Senhor da Vida e da Alegria,
Cristo Vivo, Glorioso e Ressuscitado,
faz-nos acreditar no poder da Ressurreição,
faz-nos discípulos alegres da tua presença.
Cristo ressuscitado, escuta a nossa prece.
Vencedor da morte e do pecado,
faz-nos, Contigo, vencedores
do Maligno, das, da morte,
para viver do amor que gera vida.
Cristo ressuscitado, escuta a nossa prece.
Senhor da Esperança e da Festa,
faz-nos cristãos alegre e felizes,
porque acreditamos que estás vivo,
presente no meio de nós.
Cristo ressuscitado, escuta a nossa prece.
Todos: Pai Nosso...
(Autor: Pe Dário Pedroso. S.J.)
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Viernes Santo
Que gracia,
que don tener un Dios
que nos ama de esta manera.
Mn. Francesc Jordana Soler
Fri, 02 Apr 2010 11:13:00
CAMINEO.INFO.- Lo que Jesucristo nos quiere dar es tan grande, tan sublime, que valía la pena (sufrir todo lo que hoy hemos visto que ha sufrido y) dejarse matar siendo Hijo de Dios.
Jesucristo no ha muerto para darnos cuatro consejitos (sed buenos, no matéis, no robéis, no adulteréis, …) y ya está. Esto ya estaba en la Ley que Dios dio a Moisés.
Jesús ha venido y ha muerto para darnos una nueva vida. La vida de hijos de Dios, por la efusión del ES, llamados a la santidad, a la perfección en el amor.
¿Somos conscientes de lo mucho que el Señor nos quiere comunicar, de lo mucho que nos quiere transformar, del mucho bien que quiere hacer a través nuestro?.
Hoy contemplamos como JC se ha dado totalmente, con abundancia, hasta el extremo, por eso Cristo en la cruz dirá “todo se ha consumado”, que quiere decir: “todo se ha cumplido”, “todo lo que ha podido hacer lo ha hecho”, “no le queda nada para dar”, “se ha vaciado del todo”. El Padre, el Hijo y el Espíritu Santo han quedado extenuados dando su amor.
Jesús no nos impone una salvación
que no pase por nuestra libertad. “
(...)
O CAMINHO DO AMOR - 13
DÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO
Jesus é colocado no sepulcro
P/ Nós Vos adoramos e bendizemos, ó Jesus
T/ Porque com a vossa Cruz remistes o mundo.
“ José de Arimateia, depois de comprar um lençol, desceu o corpo da cruz e envolveu-o nele. Em seguida, depositou-o num sepulcro cavado na rocha. “ Mc 15, 46
Meditação
Há sempre um amigo que aparece no momento oportuno. Desta vez é José de Arimateia, que depois de ter pedido a Pilatos para tirar o corpo da cruz, lhe vai dar uma sepultura digna, num sepulcro novo, símbolo da dignidade de Jesus e da futura ressurreição. Tudo parece terminado, a morte parece o maior fracasso, reina o silêncio, parece tudo ficar acabado e sem sentido. Mais um morto num túmulo. Mas vai nascer a esperança, a vida, pela força do amor. Quem porre de amor e por amor, não pode terminar assim.
Todas as mortes e todas as vidas têm doravante um sentido novo, polo poder da morte de Jesus de Nazaré. Este é escolhido pelo Pai, que Lhe vai dar o “prémio” de ter ido até ao fim no dom, no amor generoso e sem reservas, na humilhação que se transformará em vitória e em glória. Afinal, agora é que tudo começa... Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde estão os inimigos que ficam derrotados?... Vai surgir a vida nova.
Oração
Senhor Jesus, que experimentaste a morte,
que morreste por amor, para dar a vida,
ensina-nos a retribuir tanta amizade.
Dá-nos Senhor, um coração novo.
Senhor Jesus, vencedor da morte,
que quereis que todos se salvem,
sê a nossa vida, a nossa força,
sê semente de esperança e de amor novo.
Dá-nos Senhor, um coração novo.
Senhor Jesus, que Tua Mãe,
a Virgem desolada, no silêncio da dor,
seja para todos nós, seus filhos,
amparo, fortaleza, ajuda, fonte de amor.
Dá-nos Senhor, um coração novo.
Todos: Pai Nosso...
(Autor: Pe Dário Pedroso. S.J.)
quinta-feira, 1 de abril de 2010
O MENINO DO PRESÉPIO DEU-SE POR AMOR
“A liturgia de Quinta-Feira Santa é riquíssima de conteúdo. É o dia grande da instituição da Sagrada Eucaristia, dom do Céu para os homens; o dia da instituição do sacerdócio, nova prenda divina que assegura a presença real e actual do Sacrifício do Calvário em todos os tempos e lugares, tornando possível que nos apropriemos dos seus frutos.
Jesus oferece a sua vida pelos homens. Tão grande é o seu amor, que na sua Sabedoria infinita encontrou o modo de ir e de ficar, ao mesmo tempo. Fica Ele mesmo. Embora vá para o Pai, permanece entre os homens. Sob as espécies do pão e do vinho está Ele, realmente presente, com o seu Corpo, o seu Sangue, a alma e a sua Divindade.”
É o momento de pensarmos
como corresponder a tanto Amor?
Participando na Eucaristia, onde se faz presente o Mistério da Salvação.
E na Eucaristia de hoje, segundo o Evangelho de S. João, Jesus lava os pés aos seus Apóstolos – tarefa própria dos criados – para dar o exemplo de humildade e serviço, de purificação e preparação para o Banquete.
É o Lava-pés que todas as crianças gostam de presenciar bem de perto.
Que todos nós saibamos transmitir-lhes estes ensinamentos e verdades, através do nosso testemunho e exemplo.
Comemoramos também a instituição do Sacerdócio. Somos povo santo, povo sacerdotal a quem Jesus envia a evangelizar, na unidade com o nosso Pastor na Terra, o Papa coadjuvado com os Bispos.
QUE SEJAS MAIS UM (UMA)
NO CENÁCULO COM JESUS.
