terça-feira, 20 de abril de 2010

MENSAGEM DO DIA

Viva a liberdade!



Todos nós queremos ser livres, e fomos criados por Deus para a liberdade. No entanto, no decorrer da nossa trajetória, vamos nos apegando a tantas coisas, pessoas, situações, ideias, ideologias, sentimentos, conceitos e preconceitos, – que quando nos damos conta –, estamos presos e cheios de respeito humano.

Temos uma edificante ajuda que nos orienta e nos ensina a usufruir da liberdade dos filhos de Deus: O Espírito Santo, porque “onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade”. É sabedoria deixar-se guiar e impelir por Ele. É maravilhoso invocá-Lo em todos os momentos, pedindo a graça de saber o caminho por onde devemos andar. Façamos a experiência e depois testemunhemos; com certeza, não ficaremos decepcionados.

Vinde, Espírito Santo!

Senhor, derrama sobre nós o Teu Santo Espírito, para que possamos enxergar a vida sob uma nova ótica e tomar posse de nossa condição de filhos de Deus.

Jesus, eu confio em Vós!


Luzia Santiago

(CançãoNova)


segunda-feira, 19 de abril de 2010

CRER NAQUELE QUE O PAI ENVIOU




O Livro dos Actos dos Apóstolos fala-nos hoje de Estevão, o primeiro mártir da Igreja Católica.


Estevão foi um dos escolhidos para ajudar os Apóstolos na ajuda concreta aos necessitados. Por outro lado, o Espírito Santo impelia-o a proclamar a Boa Notícia. Isto incomodou de tal forma os chefes locais que - à semelhança do que faziam sempre quando escutavam alguém denunciar a sua má conduta e anunciar a ressurreição de Cristo -, arranjavam falsas testemunhas, prendiam-nos e maltratavam-nos até à morte.


Estevão não fugiu à regra. E ele também foi flagelado por crer naquele que Deus enviou à terra para nos salvar e testemunhá-Lo corajosamente perante a sinagoga e todos quantos quiseram ouvir.


Ontem escutamos que os apóstolos ao saírem da prisão estavam alegres. Hoje Estevão foi levado para o meio da praça, pedindo a Deus que perdoasse os seus torturadores quando recebia no seu corpo as pedradas que o mataram.


Por quê tamanha raiva?

Quanto ódio,

ao ponto de matarem à pedrada e o fazerem com tanta frieza e gozo, por quê ?


FELIZ E SANTA CINQUENTENA PASCAL




Nota Pastoral sobre a Visita do Papa Bento XVI a Portugal


Segundo documento dos Bispos portugueses

sobre a viagem do Papa a Portugal

A visita do Papa Bento XVI a Portugal é um acontecimento de singular importância e, por isso, deve ser preparada condignamente, não apenas no brilho exterior e no ambiente festivo, mas sobretudo no horizonte da fé, da construção da unidade eclesial e de uma sociedade mais justa e fraterna.

Vem até nós como peregrino e a Igreja em Portugal deverá caminhar com o sucessor de Pedro, redescobrindo no cristianismo uma experiência de sabedoria e missão.

Sabedoria vivida no conhecimento das realidades terrestres, a partir de uma referência a valores, de modo que, na fidelidade à identidade cristã, sejamos capazes de dar um contributo positivo à construção de uma sociedade mais justa; missão como itinerário de uma vida que se quer mergulhada no mundo, mas diferente em opções e atitudes, e que, sobretudo pelo exemplo, anuncia Cristo e a sua boa nova.

1. PREPARAÇÃO ADEQUADA

Há uma feliz coincidência entre o tempo que antecede a visita do Santo Padre e a vivência litúrgica da Quaresma e do Tempo Pascal.

1.1. Na Quaresma, será importante reflectir e responder aos desafios da mensagem preparada pelo Papa Bento XVI: “A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo” (cf. Rm 3, 21-22). Destacamos três pensamentos:

A justiça será possível na medida em que se der ao homem o que ele verdadeiramente requer: Deus. Isto acontecerá através do testemunho de comunidades que se deixaram converter pelas interpelações de um anúncio fiel do Evangelho.

Comprometer-se com a justiça exige trabalho interior para afastar uma “força de gravidade estranha” que permanentemente nos impele para o egocentrismo, a afirmação pessoal e o individualismo. Só vivendo em conversão permanente, a Igreja poderá apresentar se com credibilidade, num mundo em que se pretende impor o relativismo e o indiferentismo.

Ser justo implica assumir uma dinâmica libertadora do pobre, do oprimido, do estrangeiro, da viúva, do órfão... “O cristão é levado a contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver, segundo a própria dignidade de pessoa humana, e onde a justiça é vivificada pelo amor”.

1.2. A Páscoa pode e deve tornar-se tempo favorável para mostrar ao mundo um “rosto de gente salva”, feliz, porque infinitamente amada por Deus. É importante que Cristo actue em nós, nos redima, nos transforme a mente e o coração, nos liberte do mal. Só assim seremos verdadeiros rostos de Cristo no mundo onde Ele nos envia e aí assumiremos o estatuto de apóstolos corajosos que concretizam uma necessária e urgente comunicação de Cristo nos ambientes do agir quotidiano: política e saúde, indústria e comércio, agricultura e pescas, educação e ensino, trabalho e lazer.

O dinamismo da Páscoa de Cristo precisa de encarnar em atitudes e gestos de esperança perseverante e de amor criativo.

2. ACOLHER A MENSAGEM

A visita do Papa não é apenas a Lisboa, a Fátima e ao Porto, mas a todo o Portugal, a todos os portugueses e também aos nossos irmãos imigrantes que trabalham e convivem connosco. O Papa a todos quer saudar, independentemente do seu credo ou da sua ideologia.

Assim, a nossa presença nos diversos momentos e lugares do programa da visita, testemunhará o amor ao Papa e a vontade explícita de aceitar as suas propostas. Para facilitar a comunicação, foi criado um site oficial – www.bentoxviportugal.pt – onde é possível encontrar as mais variadas informações, de modo a dinamizar a preparação, a realização e a continuidade da visita.

3. CONTINUIDADE E COMPROMISSOS

A nossa tradição cristã está marcada pelo respeito, apreço e fidelidade à Igreja de Roma. A cátedra de Pedro e dos seus sucessores, como recorda S. Inácio de Antioquia, é «a que preside na caridade», entre todas as Igrejas locais.

Preparar a visita do Papa Bento XVI e acolher os seus desafios deverá desenvolver em nós os dinamismos seguintes:

Reavivar a nossa fé através de um encontro mais consciente com a Palavra de Deus, dando às nossas comunidades um rosto missionário.

Dinamizar a nossa esperança, para podermos abrir caminhos de solução às dificuldades e crises que a nossa sociedade atravessa.

Revigorar a nossa caridade, dando maior consistência aos inúmeros espaços de solidariedade e acção social, como resposta aos dramas da sociedade, particularmente as novas formas de pobreza.

Fortalecer a nossa unidade através de um projecto de pastoral comum, acolhido por todas as comunidades, com o intuito de poder responder às alterações civilizacionais em que vivemos.

4. ACÇÕES CONCRETAS A PROMOVER

Confiando na criatividade das Dioceses e Paróquias, Congregações e Movimentos, apresentamos algumas sugestões para a preparação da visita de Sua Santidade o Papa Bento XVI:

Colocar esta visita nas intenções da oração pessoal e comunitária.

Aproveitar as acções de formação que a Igreja costuma promover (Retiros, Cursos, Encontros, Palestras, Publicações) para abordar temas relacionados com o Papa: Igrejas particulares e Igreja universal; Missão do Bispo de Roma e Pastor da Igreja universal; Catolicidade e diversidade, obediência e liberdade na Igreja; Temas fundamentais do magistério do Papa Bento XVI, etc.

Promover e facilitar a participação nas celebrações eucarísticas presididas pelo Santo Padre em Portugal (Lisboa, Fátima e Porto) e noutros encontros de sectores.

Queremos apelar a todos, para que não deixem que esta visita do Santo Padre se esgote num mero acontecimento passageiro, porventura muito participado e festivo, mas que seja antes uma semente que germine e dê frutos de renovação espiritual, apostólica e social.

Fátima, 1 de Março de 2010



domingo, 18 de abril de 2010

HOJE É O DIA DO SENHOR!




A Pesca


A Liturgia nos convida a refletir hoje sobre a IGREJA: a Comunidade que tem a missão de testemunhar e concretizar o projeto libertador que Jesus iniciou.

Ele acompanhará sempre a sua Igreja em missão, vivificando-a com a sua presença e orientando-a com a sua Palavra.


A 1ª leitura apresenta o Testemunho de Pedro em Cristo ressuscitado. (At 5,27b-32.40b-41)

Proibido de dar testemunho de Jesus ressuscitado,Pedro responde apresentando um resumo do "Kerigma" cristão primitivo e afirmando: "É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens."

E os discípulos saem do tribunal do Sinédrio, onde foram flagelados, felizes por terem sofrido pelo nome de Jesus.


A 2ª Leitura apresenta Jesus, o "Cordeiro" imolado, que venceu a morte e que trouxe aos homens a libertação definitiva. (Ap 5,11-14)

Em contexto litúrgico, o autor põe a criação inteira a manifestar diante do "Cordeiro" vitorioso a sua alegria e o seu louvor.


O Evangelho narra a 3ª aparição de Cristo ressuscitado aos apóstolos, que pescavam às margens do mar de Tiberíades.

A presença de Jesus ressuscitado guia e sustenta a vida e a ação da Comunidade. (Jo 21,1-19)

A narração é mais uma Catequese, do que uma crônica.

Há 3 Cenas: uma Pesca, uma Refeição e um Diálogo:


1. Uma PESCA:

- Os apóstolos desanimados... cansados... desistem... "voltam a pescar"...

Jesus lhes dá uma tremenda lição:

Pescam a noite inteira sozinhos... sem apanhar nada...

- Ao amanhecer, com a chegada da "Luz", acolhendo a palavra do Senhor, conseguem um resultado surpreendente...

- Diante disso, reconhecem o Cristo ressuscitado: Antes o discípulo, que Jesus amava... Depois, Pedro... e os demais...

- Jesus queria lembrá-los que os tinha convidado para outra Pesca... Eles deviam ser "pescadores de homens"...


* A Pesca milagrosa simboliza a Missão da Igreja

- A Noite quer indicar a ausência de Jesus (a Luz).

- A Palavra de Jesus ressuscitado muda a situação.

- A Ressurreição ilumina a existência da Comunidade e a Missão recebida.

- O êxito da Missão não depende do esforço humano, mas da presença viva do Senhor Ressuscitado nessa comunidade.

- A Igreja, fundada sobre a palavra de Deus e guiada por Pedro, não se divide: a rede não se rompe.

2. Uma REFEIÇÃO: Jesus aguarda os discípulos na margem, e os convida a uma refeição: "Vinde comer".

Seus gestos são parecidos com os da multiplicação dos pães e dos peixes...

São também os gestos da instituição da eucaristia, na última ceia...

* Esse quadro tem um profundo sentido eucarístico.

Ainda hoje, todo domingo, Cristo nos convida: "Vinde comer".

Na Eucaristia, encontraremos a força, o alimento para realizar a nossa Missão.


3. Um DIÁLOGO entre Jesus e Pedro:

em que este recebe a missão de presidir e animar a Comunidade:

- "Simão, tu ME AMAS?" (3 x) "Tu sabes que te amo..."

Uma tríplice prova de amor, já que por 3 vezes o negara.

Só então transmite a ele o primado sobre a Igreja nascente.

- O essencial não é o exercício da autoridade, mas o amor, que se faz serviço, ao jeito de Jesus.

* Ainda hoje Cristo nos interpela, como a Pedro: "Tu me amas?"

... mais do que os familiares, os trabalhos, os amigos, o esporte, as novelas?

Temos a coragem de responder com sinceridade, como Pedro:

"Senhor, tu sabes que te amo?"


* Todos nós somos convidados a Pescar..

- Muitas vezes, "pescamos" apoiados apenas em nossas forças... confiantes, como Pedro, em nossa experiência de "velho Pescador..."


- Diante do fracasso inevitável, desanimamos...

Vendo as "redes vazias", somos tentados largar tudo e voltar à vidinha antiga... (na família, na sociedade, na comunidade...)


- Esquecemos que Jesus, embora esteja na "margem" (na glória do Pai) está sempre conosco todos os dias, até o fim do mundo.

Ele continua nos indicando onde e quando lançar as redes.

- Esse caminho, percorrido pelos apóstolos, é semelhante ao caminho que também nós devemos percorrer...

Só a presença de Jesus torna a Missão fecunda...


 Em nossas atividades, em quem depositamos a nossa confiança?

 Estamos convencidos que sem Ele NADA podemos fazer?

- Estamos atentos à voz de Cristo? Da Igreja?

- Buscamos na eucaristia alimento para nossa caminhada?


Acolhendo com humildade a voz do Senhor, animados pelo amor, alimentados com o alimento que Cristo nos oferece, continuemos a "pescar" com renovado ardor missionário...


Com Jesus, teremos a certeza de que a pesca será abundante...


Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 18.04.2010


sexta-feira, 16 de abril de 2010

As coisas de Deus prevalecem para sempre



Muitos homens só querem fazer o que lhes convém, segundo os seus interesses; são os deuses de si próprios e dos outros que lhes estão subordinados. Criam regras arbitrárias e fazem-nas cumprir como se fossem os donos da natureza e das pessoas. Não aceitam opinião diferente mesmo que seja a justa e verdadeira!


Os fariseus e os sumos sacerdotes, como muitos de nós, também estavam neste “clube”. Por isso não suportando a Verdade, mataram os profetas, crucificaram Jesus, e constatamos pela leitura dos Actos dos Apóstolos, que maltrataram, prenderam e também mataram os Apóstolos e outros seguidores de Cristo, até nos dias de hoje.


Mas, apesar disso, Jesus Ressuscitado continua Vivo, no meio de nós,

tal como prometera.


A Leitura de hoje – Act 5, 34 s – fala de Gamaliel, doutor da Lei, mestre de Saul que, perante a intenção dos judeus querem matar os Apóstolos que evangelizavam, aconselhou-os “Soltai- os. Pois, se o seu intento ou sua obra provém dos homens, destruir-se-a por si mesma; se vem de Deus, porém, não podereis destruí-los.” - Act 5, 38-39


De facto, o ser humano é capaz das maiores atrocidades para com o seu semelhante; por vezes chega a ser um monstro! Mas não há tribulação, não há calúnia, não há injustiça que destrua o “intento” do Espírito de Deus. As Obras do Alto são indestrutíveis.


Somos todos frágeis e pecadores, mas temos um Deus que nos Ama infinitamente e perdoa os pecados daqueles que se arrependem e penitenciam do mal, feito a Deus, a si próprios e à comunidade.



FELIZ E SANTA CINQUENTENA PASCAL



Papa apela à penitência perante pecados da Igreja






Bento XVI fala aos cristãos tendo em mente os «ataques do mundo»


Bento XVI admitiu esta Quinta-feira que, perante “os ataques do mundo”, os cristãos devem fazer penitência pelos seus pecados.

Na homilia da Missa a que presidiu, com os membros da Comissão Bíblica Pontifícia, o Papa disse que os cristãos, nos últimos tempos, têm “evitado a palavra penitência, que nos parecia demasiado dura”.

“Sob os ataques do mundo, que nos falam dos nossos pecados, vemos que poder fazer penitência é uma graça, que é necessário fazer penitência, reconhecer o que está errado na nossa vida”, assinalou, numa referência indirecta aos últimos casos de pedofilia envolvendo membros do clero.

O Papa falou contra o "conformismo" e considerou que "as agressões subtis contra a Igreja, ou mesmo as menos subtis, demonstram que este conformismo pode ser realmente uma verdadeira ditadura".

Para Bento XVI, o reconhecer os erros e a necessidade de mudança devem levar a uma “renovação”.

Cada cristão, assinalou, tem de “abrir-se ao perdão, preparar-se para o perdão, deixar-se transformar”.

A homilia do Papa foi dedicada ao significado da penitência e do perdão na vida dos fiéis.

“Rezemos para que o nosso nome entre no nome de Deus e a nossa vida se torne verdadeira vida, vida eterna, amor e verdade”, concluiu.


(Ag Ecclesia)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Jesus dá o Espírito sem medida



Os Apóstolos, cheios de ânimo e coragem, obedeciam alegremente aos impulsos do Espírito Santo e iam de terra em terra, de cidade em cidade proclamar a Palavra de Deus. Sem medos porque Jesus Ressuscitado prometera estar sempre com eles. Por isso, quando eram perseguidos, maltratados e presos, não se preocupavam em fazer a vontade de Deus , porque acreditavam mesmo, que Jesus estava a guia-los .


O testemunho e a força do Espírito de Jesus Ressuscitado foi decisivo para que os Apóstolos confessassem corajosamente perante judeus, orgulhosos e enraivecidos, e pagãos que Jesus é o Filho de Deus que O ressuscitou dos mortos ao terceiro dia.


Para eles, o Senhor sempre foi o Rochedo da Água viva que mata a sede espiritual e que salva da morte, porque conduz ao “porto” da Jerusalém Celeste.


É esta força e ânimo que eu peço ao Pai, em nome de Jesus Ressuscitado, para todos nós, tu e eu, nos momentos de dor e angústia que tantas vezes nos derrubam. Que o Rochedo seja a nossa “tábua de salvação” e que o nosso orgulho não nos impeça de nos agarrarmos a Ele e pedirmos:

Senhor, fazei que eu veja!

Senhor, fazei que eu ouça!

Senhor, tem compaixão de mim que sou uma pecadora.


FELIZ E SANTA CINQUENTENA PASCAL


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Obrigada Senhor




"
FICA COMIGO



Senhor, fica comigo durante este dia, e guia os meus pensamentos e desejos, as minhas acções e os meus projectos.


Guia os meus passos, para que caminhem ligeiros ao encontro dos cansados e desanimados.


Guia minhas mãos, para que acompanhem aqueles que se perderam no caminho.


Abre os meus braços,para que eu possa abraçar aos que se sentem sós e sem esperança.


Ilumina os meus olhos, torna os meus ouvidos atentos ao clamor dos meus irmãos.


Pai nosso, deposito na tua protecção o meu descanso e o de todos os meus amigos e entes queridos.


Coloco em tuas mãos a nossa terra, as nossas cidades, o nosso mundo tão retalhado pela violência, pelas catástrofes, pelas guerras e pelas injustiças...

IIlumina, senhor, a mente e o coração dos poderosos da terra.


Que eu sempre possa, com a tua graça, abrir as mãos para partilhar

o que sou e com a tua ajuda possa ver aparecer a aurora de um mundo novo.


Obrigada Senhor.

Amen”


Formatado por: António Elísio Portela


(Do meu correio electrónico)



“É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens.”



Jesus depois de Ressuscitado e antes da sua Ascenção ao Céu, enviou os Apóstolos a evangelizar, com estas palavras: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, baptizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” Mt 28,19-20


Assim fizeram . Após receberem o Espírito Santo, começaram a proclamar com propriedade e alegria a Boa Nova de Jesus Ressuscitado e a dar testemunho do que haviam visto e ouvido, realizando muitos prodígios em nome do Senhor. Todos os que os ouviam falar assim, ficavam “estupefactos”. Pedro na sua catequese inicial disse “Saiba, portanto, com certeza, toda a casa de Israel: Deus o constituiu Senhor e Cristo, este Jesus a quem crucificastes. … Arrependei-vos, e cada um de vós seja baptizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados. Então recebereis o dom do Espírito Santo.” Act 2, 36.38

Foram muitos os convertidos e baptizados, logo nesse dia.


Esta realidade nova irritou grandemente os sacerdotes, que observavam a conversão dos judeus, em grande número , coisa que eles não aceitavam. E tal como aconteceu com Jesus, a história repetiu-se: a inveja e o orgulho apoderaram-se deles e perseguiram os Apóstolos, prendendo-os e maltratando-os. Mas Jesus venceu a morte e Ressuscitou e está Vivo no meio de nós! É Ele a Cabeça da Igreja! É Ele que actua na sua Igreja e então acontece o impossível para os homens!

“ … durante a noite, o Anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, depois de os ter conduzido para fora, disse-lhes: «Ide para o templo e anunciai ao povo a Palavra da Vida.» Obedientes a essas ordens, entraram no templo de manhã cedo e começaram a ensinar.”


Nós somos testemunhas destas coisas, nós e o Espírito Santo,

que Deus concedeu aos que lhe obedecem.

Act 5, 32



FELIZ E SANTA CINQUENTENA PASCAL



terça-feira, 13 de abril de 2010

Associação dos Padres do Prado



Está a decorrer em Angra do Heroísmo um Encontro da Associação dos Padres do Prado.

Padre Chevrier, fundador da Associação dos Padres do Prado, beatificado por João Paulo II, em 4 de Outubro de 1986, faz agora 20 anos.
Padre da diocese de Lyon (França), exerceu o seu ministério numa paróquia pobre do Bairro da Guillotière. Aí se dedicou duma forma especial à preparação de crianças e jovens para a Primeira Comunhão, segundo o costume da época, e à formação de “padres pobres para evangelizar os pobres”.


Para informações, contactar: Pe. Horácio Noronha, telm. 93 664 31 00, ou email horácio.noronha@netcabo.pt


(Ag Ecclesia)


A Primeira comunidade cristã



O Livro dos Actos dos Apóstolos - 4,32-37 - fala-nos hoje, de como viviam os Apóstolos que formaram a primeira comunidade, a Igreja:.


A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum. Com grande poder, os Apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e uma grande graça operava em todos eles. Entre eles não havia ninguém necessitado, pois todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas, traziam o produto da venda e depositavam-no aos pés dos Apóstolos. Distribuía-se, então, a cada um conforme a necessidade que tivesse.


Quando um grupo de irmãos se reúne, livremente em resposta ao convite do Senhor, apenas impelidos pelo Espírito Santo e se entregam à vontade Daquele que os reuniu, recebem graças incalculáveis.


A nossa Comunidade de Angra, agora recém-nascida, quer caminhar tendo como modelo a primeira comunidade dos apóstolos.

Assim, também nos reunimos para a oração, a celebração da Palavra e a celebração da Eucaristia – que nos Act se chama, Fracção do Pão.


O coração de cada um de nós– ainda muito envolvido em trevas – quer deixar esta escuridão e escravidão e libertar-se e receber a Luz do Senhor Ressuscitado. Queremos viver nas nossas vidas a Ressurreição de Jesus, queremos dar testemunho desta Boa Notícia a todos os que nos rodeiam. Por isso, tal como os Apóstolos, vamos ter de sofrer, perseverar e nos ajudarmos uns aos outros, através da amizade, do amor, da tolerância, da humildade e do serviço...

Fortalecidos pela Fé, que nos é transmitida pela Palavra e pela Eucaristia, a nossa Comunidade será a coluna que falta ao tripé.



FELIZ E SANTA CINQUENTENA PASCAL



segunda-feira, 12 de abril de 2010

BISPO DE ANGRA NO ENCONTRO DA "DOMUS GALILAEAE"





Domus Galilaeae, no Monte das Bem-Aventuranças




El Camino Neocatecumenal

reúne Obispos Franceses y de Latinoamérica

para discernir sobre la fe cristiana en sus diócesis.



JACOB BELLIDO RECODER

Sat, 10 Apr 2010 16:03:00



CAMINEO.INFO.- Galilea/TIERRA SANTA.- Durante estos días de la octava pascual, el Camino Neocatecumenal, de la mano de sus iniciadores Kiko Argüello, Carmen Hernández y el Padre Mario Pezzi, han organizado unauna convivenciade obispos de Francia y Latinoamerica con el fin de reflexionar sobre la nueva evangelización.

El encuentro se está llevando a cabo en el centro internacional 'Domus Galilaeae' situado en el Monte de las Bienaventuranzas (Israel) junto al lugar en el que Cristo envió a sus discípulos a anunciar el Evangelio después de la predicación del Sermón de la montaña.

Desde 1993 y propiciadas por la Santa Sede y los Papas Juan Pablo II y Benedicto XVI los iniciadores del Camino han realizado ya numerosas convivencias con Obispos de todo el mundo (América, África, Europa, Asia, Iglesia Oriental…) para conocer qué es exactamente el Neocatecumenado y la iniciación cristiana de adultos, y discernir lo que está sucediendo en Europa y el mundo occidental con la secularización y la correspondiente descristianización.

A este encuentro asisten más de 150 Obispos de Francia y Latinoamérica, y un centenar de presbíteros, muchos de ellos franceses, que enviados por sus Obispos van a gustar la nueva evangelización que el Camino Neocatecumenal propone a las parroquias a la luz del Concilio Vaticano II y que tantos frutos está aportando a la Iglesia.

(...)


FELIZ E SANTA CINQUENTENA PASCAL


É arriscado escrever sobre estas coisas – 3




Bento XVI é parte da solução, e não parte do problema, na crise que os casos de pedofilia abriram na Igreja Católica



Por José Manuel Fernandes

(continuação)



Bento XVI, que não despertou para este problema nas últimas semanas, não deverá precipitar decisões por causa desta polémica. No passado domingo, durante as cerimónias do Domingo de Ramos, pediu aos crentes para não se deixarem intimidar pelos "murmúrios da opinião dominante", e é natural que o tenha feito: se a Igreja tivesse deixado que a sua vida bimilenar fosse guiada pelo sentido volátil dos ventos há muito que teria desaparecido. 

Ao mesmo tempo, como assinalava John L. Allen, jornalista do National Catholic Reporter, em coluna de opinião no New York Times, "para todos os que conhecem a experiência recente do Vaticano nesta matéria, Bento XVI não é parte do problema, antes poderá ser boa parte da solução".

Uma demonstração disso mesmo pode ser encontrada na sua primeira encíclica, Deus Caritas Est, de 25 de Dezembro de 2005, ano em que foi eleito. ...

Se, como referia António Marujo na sua análise, o teólogo Hans Küng considera que existe uma "relação crispada" entre catolicismo e sexualidade, essa encíclica, ao recuperar o valor do "eros", mostra que Bento XVI conhece o mundo que pisa. 

Por isso eu, que nem sou crente, fui informar-me sobre os casos e sobre a doutrina e escrevi este texto que, nos dias inflamados que correm, se arrisca a atrair muita pedrada. Ela que venha. Jornalista"

(conclusão)


domingo, 11 de abril de 2010

É arriscado escrever sobre estas coisas – 2

(continuação)



Bento XVI é parte da solução, e não parte do problema, na crise que os casos de pedofilia abriram na Igreja Católica



Por José Manuel Fernandes



Depois, mal foi eleito Papa, Bento XVI continuou a agir com rapidez e, entre as suas primeiras decisões, há que assinalar a tomada de medidas disciplinares contra dois altos responsáveis que, há décadas, as conseguiam iludir por terem "protectores" nas altas esferas do Vaticano. A seguir escolheu os Estados Unidos - um dos países onde os casos de abusos cometidos por padres haviam atingido maiores proporções - para uma das suas primeiras deslocações ao estrangeiro e, aí (tal como, depois, na Austrália), tornou-se no primeiro chefe da Igreja de Roma a receber pessoalmente vítimas de abusos sexuais. Nessa visita não evitou o tema e referiu-se-lhe cinco vezes nas suas diferentes orações e discursos.

Agora, na carta que escreveu aos cristãos irlandeses, não só não se limitou a pedir perdão, como definiu claramente o comportamento dos abusadores como "um crime" e não apenas como "um pecado", ao contrário do que alguns têm escrito por Portugal. Ao aceitar a resignação do máximo responsável pela Igreja da Irlanda também deu outro importante sinal: a dureza com que o antigo responsável pela Congregação para a Doutrina da Fé passou a tratar os abusadores tem agora correspondência na dureza com que o Papa trata a hierarquia que não soube tratar do problema e pôr cobro aos crimes. 

De facto - e este aspecto é muito importante - a ocorrência destes casos de abusos sexuais obriga à tomada de medidas pelos diferentes episcopados. Quando isso acontece, a situação muda radicalmente. Nos Estados Unidos, país onde primeiro se conheceu a dimensão do problema, a Conferência de Dallas de 2002 adoptou uma "Carta para a Protecção de Menores de Abuso Sexual" que levaria à expulsão de 700 padres. No Reino Unido, na sequência do Relatório Nolan (2001), acabou-se de vez com a prática de tratar estes assuntos apenas no interior da Igreja, passando a ser obrigatório dar deles conta às autoridades judiciais. A partir de então, como notava esta semana, no The Times, William Rees-Mogg, a Igreja de Inglaterra e de Gales "optou pela reforma, pela abertura e pela perseguição dos abusadores em vez de persistir no segredo, na ocultação e na transferência de paróquia dos incriminados". 


(continua)


HOJE É O DIA DO SENHOR!





A Comunidade


Todo Domingo é Dia do Senhor Ressuscitado...

Vivendo ainda o clima de Páscoa,

nos reunimos hoje em nome de Jesus,

para proclamar a nossa fé na Ressurreição.


A liturgia nos mostra que a COMUNIDADE CRISTÃ

é um espaço privilegiado de "Encontro" com Jesus Ressuscitado.


A 1a Leitura apresenta um dos "Sumários", que "retrata"

a vida da Comunidade de Jerusalém, continuando a Missão de Jesus. (At 5,12-16)


- Era uma comunidade viva: "Todos os fiéis se reuniam, com muita união..."

- Eram pessoas estimadas: "O Povo estimava-os muito..."

- Exercia forte atração sobre todos: "Crescia sempre mais

o número dos que aderiam ao Senhor pela fé ..."


O que atraía? Os gestos concretos de libertação:

O Ressuscitado não podia mais ser visto pessoalmente,

mas havia algo que podia ser visto: a COMUNIDADE,

que, através de sua vida, dá testemunho de que Cristo está vivo.


* A comunidade cristã deve ser SINAL VISÍVEL de Cristo ressuscitado.

Se formos uma família unida e solidária, capaz de partilhar,

estaremos anunciando esse mundo novo que Jesus propôs.


A 2ª Leitura apresenta Jesus caminhando com a sua Igreja.

É nele que a COMUNIDADE encontra a força para caminhar e

para vencer as forças que se opõem à vida nova de Deus.

Por isso, os cristãos nada terão a temer. (Ap 1,9-11a.12-13.17-19)


+ No Evangelho, o CRISTO vivo e ressuscitado

é o Centro da Comunidade cristã. (Jo 20,19-31)

A Comunidade insegura e frágil, dominada pelo medo,

se estrutura ao redor de Cristo e dele recebe a vida que a anima

e que lhe permite enfrentar as dificuldades e as perseguições.

Na vida da comunidade, encontramos as provas de que Jesus está vivo.


O texto apresenta dois encontros dos apóstolos com Cristo Ressuscitado:

Aprofundemos alguns DETALHES:


- "1o Dia da semana... Oito dias depois..." (Domingo)


* Lembra as celebrações dominicais da Comunidade primitiva

e mostra a nossa experiência pascal que se renova cada domingo.

O Domingo é o dia do "encontro" com o Ressuscitado.

É o dia em que a comunidade é convocada para celebrar a Eucaristia.

É no "encontro" com o amor fraterno, com o perdão dos irmãos,

com a Palavra proclamada, com o pão de Jesus partilhado,

que se descobre Jesus ressuscitado.




- Na Comunidade:

A Assembléia dominical da Comunidade é o lugar privilegiado

para encontrar o Ressuscitado e ouvir a sua Palavra.


* Não basta rezar em casa, assistir a missa pela TV...

Em casa podemos fazer a experiência de Deus, mas não a do Ressuscitado, porque esse se faz presente onde a Comunidade está reunida...


- "Com portas trancadas por medo dos judeus..."

Mais do que as portas e janelas, o coração deles estava fechado..

O Ressuscitado os liberta do medo e lhes traz a alegria...


* Retrata a situação de insegurança e fragilidade, que dominava a comunidade.


A essa comunidade fechada, com medo, mergulhada num mundo hostil,

ao aparecer "no meio deles", JESUS...


- Transmite o Dom da PAZ... do PERDÃO:

- "A Paz esteja convosco..."

- " A quem perdoardes os pecados..."


- Comunica o ESPÍRITO SANTO:

- "SOPROU... recebei o Espírito Santo..."

(Lembra o "sopro" de Deus na Criação)


- Envia em MISSÃO:

- "Como o Pai me enviou, eu também VOS ENVIO..."


+ O Episódio de Tomé

é uma CATEQUESE SOBRE A FÉ:


Inicialmente exige provas, só acredita vendo...

Não valoriza o testemunho da Comunidade.

Não percebe os sinais de vida nova que nela se manifestam...

Fora da comunidade, não encontra o Cristo ressuscitado.

Depois, voltando à comunidade, no "dia do Senhor" (Domingo),

o encontra e faz uma linda profissão de fé: "Meu Senhor e meu Deus".

Quem não encontrou o Ressuscitado na Comunidade

precisa de "provas" para acreditar.


As dúvidas de Tomé expressam a experiência da Comunidade apostólica.

Manifestam também a dificuldade de todos nós em nos inserir progressivamente

no mistério do Senhor ressuscitado.

Somos convidados à bem-aventurança dos que crêem ser ver...


- O que significa para nós

a EUCARISTIA na COMUNIDADE, no MEU DOMINGO?


Peçamos a Deus, nesta celebração, que a nossa vida, através de gestos concretos,

torne visível aos homens de nosso tempo, que Jesus está ainda vivo?


Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa – 11.04.2010