Estive muito doente e isso atrasou imenso o nosso regresso.
Espero que estejam todos bem.
A Despedida
Na Liturgia desses domingos de Páscoa, podemos perceber a preocupação de Cristo em formar a sua Igreja, que continuará a obra de salvação iniciada por ele:
- As aparições no Cenáculo e na pesca milagrosa...
- A imagem do Rebanho, do qual Cristo é o Bom Pastor...
Hoje nos fala do espírito que deve animar a nova Comunidade:
O AMOR MÚTUO.
A 1a Leitura mostra o final da 1a viagem missionária de São Paulo,
na qual fundou e organizou novas comunidades cristãs. (At 14,21b-27)
Nela podemos notar 3 elementos:
- O Anúncio da Palavra até os confins da terra:
anunciar o seu amor e o seu desejo de salvação para toda a humanidade.
- Os Conflitos são superados:
Os sofrimentos são indispensáveis para entrar no Reino, mas confirmam a autenticidade da mensagem e possibilitam sentir a presença de Deus na caminhada da comunidade.
- A Organização das Comunidades:
Paulo cria uma Instituição de Dirigentes ("Presbíteros"),
que aparecem aqui pela primeira vez fora da Igreja de Jerusalém.
É um ministério para administrar, vigiar e defender a comunidade.
São Paulo escolhe diretamente, após uma preparação de oração e jejum...
A 2ª Leitura mostra o rosto final dessa Comunidade de chamados a viver no amor. (Ap 21.1-5a)
Deus veio morar conosco. Cabe à Comunidade cristã transformar
a Babilônia em que vivemos em Nova Jerusalém.
A Igreja deve ser um anúncio dessa comunidade escatológica,
essa "noiva" bela, que caminha com amor
ao encontro de Deus, o Amado.
No Evangelho, Jesus, ao se despedir dos discípulos,
deixa em testamento à comunidade o "MANDAMENTO NOVO:
"Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei". (Jo 13,31-33a.34-35)
+ O AMOR MÚTUO:
- É SINAL da presença de Jesus na comunidade cristã.
Jesus continua sua presença e sua ação no amor mútuo dos discípulos.
- É o DISTINTIVO do verdadeiro cristão:
"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos,
se tiverdes amor uns para com os outros".
- É um MANDAMENTO NOVO:
> Mandamento: não é apenas conselho... convite...
> Novo: "Amar o próximo como a si mesmo" já existia no Antigo Testamento
(Lev 19,18). Onde está a novidade?
- A novidade está na medida, no modelo desse amor:
"Como EU vos tenho amado..."
Amar como Jesus:
Nós amamos quem "merece ser amado"...
Jesus ama os pobres, os doentes, os marginalizados... até os algozes...
Ele nos amou até o fim... de modo infinito, sem limites...
Amar como Deus ama:
"Como o Pai me ama... assim também eu vos amo...!"
Com a grandeza do coração de Deus, à semelhança dele.
Amar como Deus ama! É o nosso desafio, a nossa vocação...
- Como amar o Pai sem amar os filhos?
Eles também são feitos à semelhança de Deus e como Deus devem amar.
Só quem ama, com as palavra e com a ação, é verdadeiro cristão...
+ O Distintivo da Nova Comunidade:
Os discípulos de Jesus não são os depositários de uma doutrina,
ou de uma ideologia, ou os observadores de leis,
ou os fiéis cumpridores de ritos:
Mas são aqueles que, pelo amor mútuo,
vão ser um sinal vivo do Deus que ama.
Pelo amor, serão no mundo Sinal do Pai.
A proposta cristã resume-se no amor.
O amor é o distintivo, que nos identifica;
quem não vive o amor, não integra a comunidade de Jesus.
O amor mútuo é a síntese de toda a Lei da Nova Aliança,
é o estatuto que fundamenta a Comunidade cristã.
A Comunidade de Jesus deve testemunhar
com gestos concretos o amor de Deus.
Deve também demonstrar que a utopia é possível
e que os homens podem ser irmãos.
- A nossa religião é a religião do amor,
ou é a religião das leis, das exigências, dos ritos externos?
- Em nossos gestos, as pessoas descobrem
a presença do Amor de Deus no Mundo?
Canto: amar como Jesus amou
“Quem me ama será amado por meu Pai,
e eu o amarei e me manifestarei a ele.”
(Jo 14,21)
No último discurso de Jesus, é o amor que ocupa o centro: o amor do Pai pelo Filho, e o amor a Jesus, que consiste em cumprir os seus mandamentos.
Aqueles que escutavam Jesus não tinham dificuldades em reconhecer nas suas palavras um eco dos Livros sapienciais: “O amor é a observância de suas leis (Sb 6,18) e “facilmente é contemplada (a Sabedoria) por aqueles que a amam” (cf. Sb 6,12). E, sobretudo, o “manifestar-se a quem o ama” encontra um paralelo no Antigo Testamento em Sb 1,2, onde está escrito que o Senhor se manifestará àqueles que acreditam nele.
Ora, o sentido desta Palavra de Vida que propomos é: quem ama o Filho é amado pelo Pai, e é, por sua vez, também amado pelo Filho, que se manifesta a ele.
“Quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”.
Essa manifestação de Jesus, porém, exige que estejamos no amor.
Não é concebível um cristão que não tenha esse dinamismo, essa carga de amor no coração. Um relógio não funciona, não marca a hora – e nem se pode dizer que é um relógio – se estiver com a bateria descarregada. Assim, um cristão que não está sempre na disposição de amar não merece ser chamado de cristão.
Isso porque todos os mandamentos de Jesus se resumem em um único mandamento: o amor a Deus e ao próximo, em quem devemos reconhecer e amar Jesus.
O amor não é mero sentimentalismo: ele se traduz em vida concreta, no serviço aos irmãos – principalmente os que estão ao nosso lado –, começando pelas pequenas coisas, pelos serviços mais humildes.
Diz Charles de Foucauld: “Quando amamos alguém, estamos de verdade nele, estamos nele com o amor, vivemos nele com o amor, não vivemos mais em nós mesmos, somos “desprendidos” de nós mesmos, “fora de nós mesmos” (Charles de Foucauld, Scritti Spirituali, VII, Città Nuova, Roma 1975, p. 110).
E é por causa desse amor que uma luz abre caminho em nós, a luz de Jesus, segundo a sua promessa: “Quem me ama... me manifestarei a ele” (cf. Jo 14,21). O amor é fonte de luz: amando compreende-se melhor a Deus, que é amor.
E isso faz com que se ame ainda mais e se aprofunde o relacionamento com o próximo.
Essa luz, esse conhecimento amoroso de Deus é, portanto, a marca, a prova do verdadeiro amor. E ela pode ser experimentada de vários modos, porque em cada um de nós ela assume uma cor, uma tonalidade própria. Mas essa luz possui algumas características comuns em todas as pessoas: ela nos ilumina sobre a vontade de Deus, nos dá paz, serenidade e uma compreensão sempre nova da Palavra de Deus. É uma luz quente que nos estimula a caminhar na estrada da vida de modo cada vez mais rápido e seguro. Quando as sombras da existência tornarem o nosso caminho inseguro, e até mesmo quando ficarmos paralizados pela escuridão, essa Palavra do Evangelho nos lembrará que a luz se acende com o amor e que bastará um gesto concreto de amor, ainda que pequeno (uma oração, um sorriso, uma palavra), para nos dar aquele tanto de luz que nos permitirá seguir adiante.
Quando andamos de bicicleta à noite (nas bicicletas antigas, com dínamo), se pararmos de pedalar precipitaremos na escuridão; mas se recomeçarmos a pedalar, o dínamo produzirá a energia necessária para iluminar o caminho.
O mesmo acontece na nossa vida: basta reativarmos o amor, o amor verdadeiro, aquele que dá sem esperar nada em troca, para que se reacenda em nós a fé e a esperança.
Chiara Lubich
CAMINEO.INFO. “Valencia/ESPAÑA.- El arzobispo de Valencia, monseñor Carlos Osoro, presidirá mañana la celebración de fin del itinerario de formación católica del Camino Neocatecumenal de un total de 45 feligreses de la parroquia valenciana de la Santísima Cruz, según informó hoy el Arzobispado en un comunicado.
La ceremonia, --que consistirá en una liturgia de la Palabra y la realización de los "ritos propios de la iniciación cristiana de adultos" así como en un diálogo posterior con el Arzobispo--, se desarrollará a las 21.00 horas, según explicó el párroco, José Canet.
Según la misma fuente, Canet indicó que se trata de la "primera vez que monseñor Osoro como arzobispo de Valencia preside una ceremonia con la que una comunidad del Camino Neocatecumenal de la diócesis valentina concluirá su itinerario. Asimismo, añadió que la parroquia cuenta, en la actualidad, con otras cinco comunidades en proceso y una que también finalizó su itinerario hace ahora diez años.
Entre los 45 feligreses de la Santísima Cruz que forman parte de la segunda comunidad de la parroquia figuran matrimonios con hijos, dos mujeres solteras de cerca de 70 años y una madre octogenaria. La comunidad ha desarrollado su proceso formativo durante los últimos 20 años, añadió el párroco. Igualmente, realizarán próximamente una peregrinación a Tierra Santa con la que darán por terminado su itinerario de formación. “
A unidade é o fruto da oração, da humildade, do amor
“Terás dificuldade em rezar se não souberes como. Temos de nos ajudar a rezar: em primeiro lugar, recorrendo ao silêncio, porque não podemos pôr-nos na presença de Deus se não praticarmos o silêncio, tanto interior como exterior. Não é fácil fazer silêncio dentro de nós, mas é um esforço indispensável. Só no silêncio encontraremos novas forças e a verdadeira unidade. A força de Deus tornar-se-á a nossa, para realizarmos todas as coisas como devemos; o mesmo acontecerá com a unidade dos nossos pensamentos aos Seus pensamentos, a unidade das nossas orações às Suas orações, a unidade das nossas acções às Suas acções, da nossa vida à Sua vida. A unidade é o fruto da oração, da humildade, do amor.
É no silêncio do coração que Deus fala; se te colocares perante Deus em silêncio e em oração, Deus falar-te-á. Então saberás que não és nada. Só quando conheceres o teu nada, a tua vacuidade, é que Deus poderá preencher-te Consigo. As almas dos grandes orantes são almas de grande silêncio.
O silêncio faz-nos ver cada coisa de modo diferente. Necessitamos do silêncio para tocar as almas dos outros. O essencial não é o que dizemos, mas o que Deus diz - aquilo que nos diz, e o que diz através de nós. No silêncio, Ele ouvir-nos-á; no silêncio, falará à nossa alma, e ouviremos a Sua voz. “
Bem-Aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997),
fundadora das Irmãs Missionários da Caridade
No Greater Love (a partir da trad. Pas de plus grand amour, Lattès 1997, p. 22 rev.)
Senhor, que estás comigo em cada situação...
"Senhor, sei que me chamas sempre, em toda e qualquer circunstância da vida, mas às vezes é tão difícil ouvir-Te, perceber os Teus sinais, reconhecer a Tua mão nas coisas.
Há alturas em que a Tua voz me chega distorcida num ruído de doenças, mortes, alheamentos, traições, percas de emprego, surtos de insegurança: coisas que mais me soam a simples desgraças, a fatais acidentes de percurso ou a erros e fracassos meus que a um qualquer chamamento Teu.
Sei que o sucesso depende do que fazemos com os fracassos; sei também que a Tua voz e a Tua mão estão em tudo, que estás comigo em cada situação, por mais desagradável, para que eu a supere. Mas quando a angústia é funda e fala mais alto fico perdido(a) no fundo de um abismo, não Te oiço, perco-Te de vista.
Senhor, não quero deixar de Te ouvir nem Te quero perder de vista, Tu que curaste cegos, surdos e paralíticos, ajuda-me a reconhecer-Te nas pequenas, médias e grandes aflições que tantas vezes me ensurdecem, me cegam e me paralisam."
(Enviado pelo Nuno)
Para ver outras fotos, consulte o blog, que indicamos abaixo:
http://astropt.org/blog/2010/04/20/eyjafjallajokull-em-50-imagens-fabulosas/
“Terás dificuldade em rezar se não souberes como. Temos de nos ajudar a rezar: em primeiro lugar, recorrendo ao silêncio, porque não podemos pôr-nos na presença de Deus se não praticarmos o silêncio, tanto interior como exterior. Não é fácil fazer silêncio dentro de nós, mas é um esforço indispensável. Só no silêncio encontraremos novas forças e a verdadeira unidade. A força de Deus tornar-se-á a nossa, para realizarmos todas as coisas como devemos; o mesmo acontecerá com a unidade dos nossos pensamentos aos Seus pensamentos, a unidade das nossas orações às Suas orações, a unidade das nossas acções às Suas acções, da nossa vida à Sua vida. A unidade é o fruto da oração, da humildade, do amor.
É no silêncio do coração que Deus fala; se te colocares perante Deus em silêncio e em oração, Deus falar-te-á. Então saberás que não és nada. Só quando conheceres o teu nada, a tua vacuidade, é que Deus poderá preencher-te Consigo. As almas dos grandes orantes são almas de grande silêncio.
O silêncio faz-nos ver cada coisa de modo diferente. Necessitamos do silêncio para tocar as almas dos outros. O essencial não é o que dizemos, mas o que Deus diz - aquilo que nos diz, e o que diz através de nós. No silêncio, Ele ouvir-nos-á; no silêncio, falará à nossa alma, e ouviremos a Sua voz. “
Bem-Aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997),
fundadora das Irmãs Missionários da Caridade
No Greater Love (a partir da trad. Pas de plus grand amour, Lattès 1997, p. 22 rev.)
CAMINEO.INFO.- Hong Kong/CHINA.- La Iglesia de Hong Kong ha registrado un récord de bautismos en esta Pascua. Durante la Vigilia Pascual, 3.000 adultos recibieron el bautismo en las distintas parroquias que forman la diócesis. La media de los años anteriores giraba en torno a los 1.500 o 2.000 catecúmenos. “La misión de llevar a los demás el conocimiento de Jesús es el compromiso cristiano más importante”, afirmaba Mons. John Tong-Hon, obispo de Hong Kong, en la carta dirigida a sus files con motivo de la Pascua. Les pedía que se hicieran cada vez más misioneros y agradecía a todos los catequistas la valiosa misión que desempeñan. En la diócesis hay 580 catequistas que preparan durante el año a los catecúmenos.
Actualmente los católicos de Hong Kong son 350.000 en medio de una población de 6,8 millones de habitantes. En los últimos 50 años la población católica se ha multiplicado por diez.
A idade do Cardeal Ratzinger aquando da eleição pontifícia ditou, por esse único indicador, sentenças que se foram generalizando: será um pontificado de transição.
Aos seus 78 anos, assinalados em período de sede vacante, juntava-se o facto de Joseph Ratzinger ser número dois de João Paulo II e a referência doutrinária de todo um pontificado marcado pelo justo protagonismo do Papa polaco.
Passados cinco anos, impõe-se uma certeza: o pontificado de Bento XVI responde aos desafios que emergem do juízo da história lançado sobre os que decidiram seguir os passos de Cristo, corres-ponde ao exercício de uma liderança religiosa de acordo com as exigências sociais dos tempos em que vivemos e está em sintonia com as questões e a busca de sentido da vida pela pessoa humana, incontornável em qualquer indivíduo, em qualquer tempo.
Na mediatização de todas as mensagens, indivíduos e grupos absorvem imagens, as primeiras imagens que se oferecem sobre pessoas ou acontecimentos. Também as do Papa.
Nos dias que correm, na espera de Bento XVI, são essas as imagens, as que primeiro foram mediatizadas, que percorrem opiniões ditas. Nem sempre as pensadas. Mas as proclamadas, embaladas no facilitismo aparente de querer estar em sintonia com maiorias.
No virar de muitas páginas, cresce o número dos que analisam o pontificado de Bento XVI e apontam como qualidades o que antes pareciam ser fragilidades. Seriedade intelectual, busca da verdade, operacionalização das decisões, coerência, assunção de culpas, determinação na configuração de tudo e de todos com o exemplo de Jesus Cristo. É nessa esteira que tem de se compreender o pontificado de Bento XVI. Também na capacidade demonstrada em perscrutar valores e projectos que ficam para a história, mesmo quando não motivam popularidade imediata.
A partilha destas opiniões de imediato esbarram com questões clássicas, que pintam o estandarte de muitos debates, e que não se podem excluir da recriação da experiência cristã em cada tempo. É, no entanto, do actual Papa, pelos contributos que ofereceu à Igreja Católica como professor e como Cardeal, que se colhe uma certeza: não é por questões de moda, a favor ou contra, que todos os debates são assumidos; antes por se imporem a quem procura, sem rodeios e livre de condicionalismos, descobrir a Pessoa de Jesus Cristo e viver de acordo com a Sua Mensagem.
Os dias em que Bento XVI está entre nós podem ser uma oportunidade para descobrir essa ousadia do actual Papa.
Paulo Rocha
O Bom Pastor
O 4o Domingo de Páscoa é conhecido como o "Domingo do Bom Pastor " porque todos os anos a Liturgia propõe uma passagem do capítulo 10o de São João, na qual Jesus é apresentado como "Bom Pastor".
É o tema central de hoje.
PASTOR é aquele que vai à frente do rebanho para indicar o caminho, que conduz às pastagens e às nascentes de água.
No Antigo Testamento essa imagem era muito familiar ao povo judeu.
Muitos líderes foram pastores: Jacó, Moisés, Davi...
Freqüentemente Israel é comparado a um rebanho, do qual Deus é o Pastor.
Ezequiel afirma que o próprio Deus assumirá a condução do seu povo.
Ele porá à sua frente um Bom Pastor, que o livrará da escravidão e o conduzirá à vida. Essa promessa se cumpre em Jesus.
A 1ª Leitura narra a reação de judeus e pagãos à pregação de Paulo e Barnabé (At 13,14.43-52) :
- Os Judeus pensam ter o monopólio de Deus e da Verdade:
são ovelhas fechadas, que ficam indiferentes às propostas cristãs;
- Os pagãos respondem com alegria e entusiasmo:
são ovelhas atentas à voz do Pastor e dispostas a segui-lo.
A 2ª Leitura apresenta a meta final do Rebanho:
"O Cordeiro será o seu Pastor e os conduzirá às fontes da água vivificante."
(Ap 7,9.14b-17)
No Evangelho, Cristo se apresenta como o "BOM PASTOR". (Jo 10,27-30)
O texto é uma Catequese sobre a Missão de Jesus:
consiste em conduzir os homens às pastagens verdejantes e às fontes cristalinas de onde brota a vida em plenitude.
Na Parábola, vemos DUAS ATITUDES:
1. A Atitude do Pastor (Cristo):
- "Dá a vida pelas ovelhas..."
- conhece: "Eu conheço as minhas ovelhas..."
- cuida delas: "Jamais se perderão, ninguém vai arrancá-las de minhas mãos"
* Muitos ficam perturbados diante das falhas de representantes da Igreja... das crises e confusões, que percebem nas comunidades.
A Igreja não está confiada apenas nas mãos de pastores humanos...
Estes são apenas instrumentos, necessários e imperfeitos, do único pastor que guia a Igreja e que sempre supre as falhas dos cristãos através do Espírito Santo:
Podemos ter confiança. Cristo nos garante: "Eu mesmo dou a vida para elas... e ninguém vai arrancá-las de minhas mãos..."
Quem são os "Verdadeiros Pastores"?
Hoje muitos se apresentam como Pastores... prometendo vida, conforto, felicidade...
- Em quem devemos confiar? Quem são os "verdadeiros Pastores"
- CRISTO: É o único Pastor dos cristãos, da Igreja, na qual os demais pastores são apenas instrumentos
- Pessoas que presidem e animam nossas comunidades cristãs:
Bispos, Padres, Ministros... apesar dos seus limites e imperfeições;
mas o único Pastor, que devemos a escutar e a seguir sem condições, é Cristo.
- Pessoas que ensinam a mensagem de Cristo:
. Os pais, os mestres, Catequistas...
. Os companheiros de trabalho que se comportam com honestidade,
. A mãe, que marcada pela dor, tudo suporta com paciência e com amor,
. O Pai que educa o filho para o perdão, para a reconciliação, para a partilha...
* Como distinguir a "Voz" do Bom Pastor?
- Através de um confronto permanente com a sua Palavra.
Quem ensina diferente de Cristo, não é Pastor.
- Através da participação nos Sacramentos,
onde se nos comunica a vida que o Pastor nos oferece.
- Através da Oração, onde nos faz conhecer e reconhecer a sua voz.
2. A Atitude das Ovelhas:
Elas o conhecem numa intimidade profunda: ESCUTAM e SEGUEM...
Isso significa percorrer o mesmo caminho de Jesus, numa entrega total aos projetos de Deus e
numa doação total de amor e de serviço aos irmãos.
Quem são as ovelhas desse Rebanho?
- Só os que foram batizados e estão associados a uma paróquia?
- Só os "fiéis", que obedecem à palavra do padre?
- Só os que freqüentam regularmente a igreja?
São todas as pessoas que ESCUTAM A SUA VOZ e O SEGUEM...
Pode ser discípulo do bom Pastor também aquele que, embora não conheça Cristo, se sacrifica pelo pobre, pratica a justiça, a fraternidade, a partilha dos bens, a hospitalidade, a fidelidade, a sinceridade, a recusa à violência, o perdão aos inimigos, o compromisso com a paz.
No 47º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, o papa nos lembra, que
"o TESTEMUNHO de sacerdotes fiéis à sua missão suscita vocações na Igreja:
Testemunho de amizade com Cristo, dom total de si a Deus e viver a comunhão."
Depois da morte de Estevão, o primeiro mártir da Igreja, o medo instalou-se em alguns seguidores de Jesus Cristo porque se iniciou uma grande perseguição contra a “Via” . Fugiram para outras terras, à excepção dos Apóstolos que continuaram em Jerusalém.
Dispersaram-se por toda a região da Judeia e Samaria e começaram a proclamar a Boa Nova, percorrendo as cidades da região e realizando sinais e prodígios em Nome de Jesus Ressuscitado que lhes transmitia pela Fé, a Força do Espírito Santo.
É a Igreja nascente, esse grupo de cristãos que formaram a primeira comunidade cristã, espalhando pelo mundo, a verdade do Evangelho, até hoje.
Simultaneamente Saul, o fariseu que consentiu e testemunhou o apedrejamento até à morte de Estevão querendo acabar com a Igreja, continuava a ceifar vidas humanas, nomeadamente entrando nas casas dos crentes e arrastando mulheres e homens para a prisão.
Ainda HOJE a Igreja tem mártires! Ainda HOJE se matam pessoas por serem cristãs!
O que incomoda tanto, ao ponto de se matar?
Quem és tu, que achas ter o direito para matares o teu semelhante?
FELIZ E SANTA CINQUENTENA PASCAL
Nunca as águas foram tranquilas nem os ventos favoráveis. Ou melhor, o tempo da tranquilidade foi o mais perigoso
Quando menos se espera levanta-se uma tempestade. Num lago rodeado de montanhas, aparentemente protegido. Com pescadores experimentados, batidos por todos os ventos e habituados às águas agitadas. Da arte de marear todos sabiam mais que Jesus. Todos, porém, para Ele se voltam pedindo socorro. E Ele parecia nem ouvir os primeiros gritos de aflição, pois simplesmente dormia. Como não sentiu o bramir das ondas ou os roncos do vento ou a braveza daquele pequeno oceano. Mas os discípulos, com o pânico na alma pediram socorro. Possivelmente os gritos eram mais medo que perigo real. O medo é um terrível inimigo para os que navegam em qualquer embarcação da vida. Com um ligeiro sinal, Jesus acalmou a tempestade. E chegaram tranquilamente à margem aqueles que quase se consideravam náufragos.
E a barca da Igreja. Ventos e tempestades, Pedro e os outros, sopros do Espírito e violência de vagas alterosas para uma nau que sempre se reconheceu como frágil. Sempre assim foi na sua história. Nunca as águas foram tranquilas nem os ventos favoráveis. Ou melhor, o tempo da tranquilidade foi o mais perigoso, deixando as mãos fora do leme, o olhar distraído do farol, os pescadores esquecidos da missão, os mestres de bordo entretidos com fardas e galões. Estonteados com o poder aliaram-se a ricos e criaram silêncios cúmplices. Até que uma onda, um baixio, uma escuridão repentina, um mar de levante, pareciam apoderar-se do barco e provocar-lhe um tombo ou um rombo não distante dum possível naufrágio. Como sempre todos se voltam para o Mestre pedindo a acalmia do vento e das águas quantas vezes adversas por desleixo dos timoneiros.
Assim foram rolando as ondas do tempo e as vagas dos séculos, as espumas dos modos e modas, as fraquezas dos lemes que muitas vezes perderam o sentido do porto. E o Mestre sempre lá, acompanhando a viagem, vigiando o mar numa espécie de sonolência distraída e desinteressada desse percurso breve de séculos e milénios, insignificantes, face aos oceanos da eternidade.
Desde que partiu do cais de embarque a Igreja mesmo una e santa acumulou traições, pecados, corrupção de poderes e costumes, rasgos cruéis na túnica inconsutil, concubinatos sacrílegos do sagrado com o profano, volúpias de grandeza e oiro, estreiteza orgulhosa de olhares intolerantes sobre pecadores e dissidentes. Tudo isso ao lado do coro imaculado e vibrante dos Cento e Quarenta e Quatro Mil que nunca deixaram de entoar ao Cordeiro o hino sempre novo da humanidade remida e do Ressuscitado que recebe os frutos da semente do bom semeador. E que nos pergunta nas viagens das nossas pequenas tormentas: porque temeis, homens de pouca fé?
António Rego
(Publicada por BlogsEcclesia)