sábado, 4 de maio de 2019

Papa: Madre Teresa, missionária corajosa da caridade de Cristo



Na videomensagem ao povo da Macedônia do Norte, o Papa Francisco afirma que "é preciso fazer crescer na Europa e no mundo inteiro a cultura do encontro, a cultura da fraternidade", e recorda Madre Teresa de Calcutá.
Mariangela Jaguraba - Cidade do Vaticano

O Papa Francisco enviou uma mensagem de vídeo, neste sábado (04/05), ao povo da Macedônia do Norte, manifestando sua alegria e  afeto aos irmãos desse país e à Igreja.

O Santo Padre visitará a Macedônia do Norte na próxima terça-feira (07/05), após a visita à Bulgária.

Depois que a Macedônia do Norte alcançou a independência, Santa Sé quis estabelecer com essa nação relações diplomáticas e de amizade.

Fazer crescer a cultura da fraternidade

“Hoje, mais do que nunca, é preciso fazer crescer na Europa e no mundo inteiro a cultura do encontro, a cultura da fraternidade, e eu irei até vocês para lançar essas sementes, certo de que a terra de vocês é boa e saberá acolhê-las e dar fruto.”
Segundo Francisco, a beleza peculiar do rosto desse país “deve-se precisamente à variedade de culturas e pertenças étnicas e religiosas que ali vivem”.
“Claro, a convivência nem sempre é fácil, sabemos disso. Mas é um esforço que vale a pena fazer, porque os mais belos mosaicos são os mais ricos de cores”, ressalta o Papa.

Madre Teresa de Calcutá

“Confio a minha visita à intercessão de uma grande santa, filha desta  terra: Madre Teresa. Nascida e criada em Skopje, ela se tornou, com a graça de Deus, uma missionária corajosa da caridade de Cristo no mundo, dando conforto e dignidade aos mais pobres entre os pobres.”
O Papa conclui a videomensagem, convidando o povo macedônio a se preparar para esse encontro com a oração, a fim de que seja fecundo de paz e bem.

(vaticannews)

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Papa Francisco: Deus conceda paz e prosperidade à Bulgária



O Papa recorda na videomensagem que a Bulgária "é a Pátria de testemunhas da fé desde a época em que os santos irmãos, Cirilo e Metódio, ali semearam o Evangelho".

Manoel Tavares - Cidade do Vaticano

O Santo Padre enviou, nesta sexta-feira (03/5), uma videomensagem aos fiéis da Bulgária, em vista de sua próxima Viagem Apostólica àquele país, que se realizará de 5 a 7 deste mês.

Em sua mensagem, o Papa recorda que a sua Viagem à Bulgária será uma peregrinação sob o signo da fé, da unidade e da paz:
“A sua terra é a Pátria de testemunhas da fé, desde a época em que os santos irmãos, Cirilo e Metódio, ali semearam o Evangelho: uma semeadura fecunda, que produziu frutos abundantes também nos períodos difíceis do século passado”.

São João Paulo II, - recordou Francisco – sempre fez com que a Europa redescobrisse o poder libertador de Cristo e continuasse a respirar com seus dois pulmões.
Neste sentido, seguindo as pegadas de São João Paulo II, o Papa Francisco expressou sua alegria de conhecer, pessoalmente, Sua Santidade o Patriarca e o Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa na Bulgária. E afirmou:

Juntos, manifestaremos nosso desejo de seguir o Senhor Jesus no caminho da comunhão fraterna entre todos os cristãos”.

No final da sua Vídeo-mensagem, o Pontífice disse que a sua peregrinação à Bulgária será totalmente em memória de São João XXIII, que, durante quase dez anos transcorridos em Sófia, como Delegado Apostólico, criou, com o seu povo, um vínculo de estima e afeto, que ainda perdura em nossos dias. E o Papa concluiu:

Ele era um homem de fé, de comunhão e de paz. Por isso, escolhi como lema desta minha Viagem o título da sua histórica encíclica "Pacem in terris - Mir na zemyata". Que Deus conceda a paz e a prosperidade à Bulgária!

(vaticannews)

Hoje a Igreja celebra os santos apóstolos Filipe e Tiago





REDAÇÃO CENTRAL, 03 Mai. 19 / 05:00 am (ACI).- A Igreja recorda neste dia 3 de maio os santos apóstolos Filipe e Tiago, que morreram como mártires por causa de sua fé em Cristo.
São Filipe nasceu em Betsaida e foi discípulo de São João Batista. Foi um dos primeiros apóstolos chamados por Jesus. Foi ele quem perguntou a Jesus sobre a distribuição dos pães: “Como vamos dar de comer a tanta gente?” (Jo 6,5-7). E também foi a ele que recorreram os pagãos que queriam conhecer o Senhor (Jo 12 20-22). Além disso, Filipe pediu a Cristo na Última Ceia: “mostra-nos o Pai” (Jo 14,8-11).
Filipe foi também quem pediu permissão a Jesus para ir enterrar seu pai. “Segue-me e deixa que os mortos enterrem seus mortos” (Mt 8,22), respondeu-lhe o Senhor.
Depois da ascensão, Filipe recebeu o Espírito Santo em Pentecostes, junto com os outros apóstolos e a Virgem Maria. Mais tarde, foi evangelizar a região da Frígia, atual Turquia, Hungria, Ucrânia e Rússia oriental.
São Filipe foi martirizado e morreu crucificado e apedrejado em Hierápolis. No século VI, as relíquias do apóstolo foram levadas para Roma e colocadas na Basílica dos Doze Apóstolos. O Martirológio da Idade Média celebrava sua festa no dia 1º de maio, mas a data foi alterada para 3 de maio.
São Tiago é chamado de “filho de Alfeu” e também é conhecido como “o primo do Senhor”, porque sua mãe era parente da Virgem. A ele é creditada a autoria da primeira epístola católica. Um de seus mais profundos e famosos provérbios é: “A fé sem obras é morta”.
Também se encontra nos Atos dos Apóstolos referências ao apóstolo assinalando que era muito querido pela Igreja de Jerusalém e que o chamavam “o bispo de Jerusalém”. São Paulo o considera em sua carta aos Gálatas, junto com São Pedro e São João, um dos principais pilares da Igreja. Além disso, o apóstolo dos gentios diz que depois de sua conversão foi visitar Pedro, mas não encontrou nenhum discípulo a não ser São Tiago. Inclusive na última visita de São Paulo a Jerusalém, este foi direto para a casa de São Tiago, onde se reuniu com todos os líderes da Igreja de Jerusalém. (At 21,15).
Nos registros históricos da época, São Tiago é chamado “O Santo”. Os fiéis asseguravam que ele nunca tinha cometido um pecado grave, não bebia nem comia carne. O apóstolo passava muito tempo orando e, por isso, teve calos nos joelhos.
Em suas orações, pedia perdão a Deus pelos pecados do seu povo. Por essa razão, as pessoas o chamavam “O que intercede pelo povo”. Essas ações comoveram muitos judeus que, pelo exemplo de São Tiago, se converteram.
O êxito da sua evangelização provocou indignação entre os fariseus e os escribas. Portanto, em um dia de festa, o sumo sacerdote Anás II, aproveitando a multidão, disse: “Nós rogamos que já que o povo sente por ti grande admiração, apresente-se diante da multidão e lhes diga que Jesus não é o Messias ou redentor”. Frente a esse pedido, São Tiago respondeu: “Jesus é o enviado de Deus para a salvação dos que querem se salvar. E um dia o veremos sobre as nuvens, sentado à direita de Deus”.
Os sumos sacerdotes se enfureceram com essa resposta, pois temiam que todos os judeus se convertessem ao cristianismo. Então, tomaram São Tiago, levaram-no para a parte mais alta do templo para precipitá-lo lá de cima. De joelhos, ele rezava: “Deus Pai, eu te rogo que os perdoe, porque não sabem o que fazem”.

(acidigital)

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Presidente Marcelo em Macau



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Marcelo diz adeus à China com uma viagem curta e intensa a Macau.
 “Saio com a Flor de Lótus no coração”

1/5/2019, 15:25221

Em menos de 12 horas, Marcelo passeou pelo centro histórico, contactou portugueses e elite política. Sai com a promessa de voltar em breve e deixou boas notícias para a Escola Portuguesa de Macau.
Marcelo trazia boas notícias para dar na visita à Escola Portuguesa de Macau. Depois de ter posto alunos e professores a gritar “EPM” (a sigla da escola), voltou a levar a plateia ao rubro ao decretar que “é a melhor escola do mundo”.

Sendo assim, continuou o Presidente, “uma grande escola merece um grande presente”, e Marcelo fez o anúncio: a ampliação das instalações tinha finalmente luz verde do governo da Região Administrativa Especial, as obras do novo polo arrancam ainda em 2019, o que significa que está a chegar ao fim uma espera já com 14 anos.

Frequentam esta escola 577 alunos, na grande maioria portugueses. Mas há no total 24 nacionalidades representadas nesta instituição de ensino que faz agora 20 anos e que recentemente introduziu também o ensino do mandarim num currículo que segue o modelo português.

Agora vai crescer, e boas notícias são sempre bem-vindas. Sobretudo se vierem numa altura em que a comunidade portuguesa vive alguma incerteza relativamente ao futuro. Ainda que ao longe, já se vai ouvindo um relógio a fazer a contagem decrescente para 2049 – data em que o estatuto de Região Administrativa Especial perde a validade. O que acontece depois desse período? Ninguém sabe.

A visita do Presidente da República acontece alguns meses antes de se assinalarem os 20 anos da entrega da administração do território à “mãe-pátria“. Nessa data, 20 de Dezembro, tomará também posse o novo governo, o que representará a chegada de um ciclo novo ao pequeno território que está hoje praticamente irreconhecível para os portugueses que saíram em 1999 e nunca mais regressaram. Macau cresceu e enriqueceu, sobretudo graças à multiplicação de casinos (e de receitas de turismo) que fazem desta a capital mundial do jogo.

O  futuro desenhado em Pequim passa pela criação de uma metrópole mundial que vai unir Macau, Hong Kong (que também está ao abrigo do princípio “Um País, Dois Sistemas”) e nove localidades da província de Guangdong, que em conjunto ultrapassa ligeiramente a população de França. Um projeto “muito querido do Presidente Xi”, confirma Marcelo, que aproveita para saudar a decisão portuguesa de reabrir o consulado em Cantão.

Quanto a Macau, não deixa de ser significativo que o Presidente tenha passado um dia inteiro de programa intenso e sem intervalos, a falar da “diferença” de Macau. Da importância de preservar essa diferença, de garantir que essa diferença sobrevive para além daquilo que consta da Lei Básica (a lei em vigor desde 1999 e que define o estatuto especial):”A Lei Básica fala num prazo de 50 anos. O que são 50 anos para uma cultura milenar como a chinesa e para uma cultura de quase mil anos como a portuguesa? Não é nada. Passarão 50 anos e Macau continuará a ser Macau”.

E o português, como língua oficial? Marcelo “tem a certeza” que sim. E puxa de alguns números que também fazem o balanço positivo da viagem: 45 escolas primárias e básicas a ensinar português em Macau, 48 universidades a ensinar português em toda a China, um acordo assinado que permite a instalação de uma antena em Pequim do Instituto Português do Oriente para “o ensino do português em toda a China continental e não apenas em Macau”, disse Marcelo.

“Há mais alunos e mais pessoas a falar e a aprender português do que no momento da transição”, garantiu o Presidente da República.

Quanto ao balanço da viagem de seis dias à China, que terminou esta quarta-feira, houve, claro, as habituais manifestações de regozijo: “A visita ultrapassou as expectativas”, “o momento das relações é excelente”, “saio muito feliz”.
A última palavra pública que deixou antes de regressar a Lisboa foi num jantar oferecido em sua honra pelo governador da RAEM: “Saio com a flor de Lótus no meu coração”, disse Marcelo.
Aos portugueses de Macau prometeu um regresso para breve (provavelmente para os 20 anos da transição) até porque ainda antes de ter aterrado na China já estava a ser criticado pelo escasso número de horas que dedicou ao território: “É pouco, muito pouco“, dizia à Lusa no início de Abril o conselheiro das Comunidades Portuguesas na China.
Segundo a comunicação social macaense, esta foi a visita mais curta de sempre de um chefe de Estado português a Macau. O Presidente da República esteve menos de 24 horas no território. Não admira por isso que tenha repetido algumas vezes que esta visita deu vontade de voltar, e que só está a dizer um “até logo”.

(observador)