quinta-feira, 26 de novembro de 2015

XXI Governo Constitucional toma hoje posse 53 dias depois das eleições



 Cinquenta e três dias depois das eleições de 04 de outubro, o XXI Governo Constitucional liderado por António Costa toma hoje posse, sucedendo ao executivo de coligação PSD/CDS-PP que esteve apenas 28 dias em funções.

A cerimónia da tomada de posse está marcada para as 16:00, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, quase quatro semanas depois de ter sido empossado o XX Governo Constitucional, a 30 de outubro.
Entre as duas tomadas de posse, o programa do Governo liderado por Pedro Passos Coelho foi chumbado - a 10 de novembro - no parlamento com os votos de toda a oposição, o que implicou a demissão do executivo, que passou assim à história como o mais curto da democracia portuguesa.
Horas antes da aprovação da moção de rejeição ao programa do Governo, o secretário-geral do PS, António Costa, assinou três acordos com o PCP, BE e Partido Ecologista "Os Verdes", destinados a construir uma solução política alternativa ao executivo PSD/CDS-PP.
Depois disso, ao longo de mais de uma semana, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, ouviu 24 entidades e personalidades, entre parceiros sociais, instituições, economistas e presidentes dos principais bancos, além dos sete partidos políticos com assento parlamentar.
Já esta segunda-feira, Cavaco Silva chamou António Costa a Belém, entregando-lhe um documento onde solicitava a clarificação formal de questões que, "estando omissas nos documentos, distintos e assimétricos", subscritos entre o PS, o BE, o PCP e "Os Verdes", "suscitam dúvidas quanto à estabilidade e à durabilidade de um Governo minoritário do Partido Socialista, no horizonte temporal da legislatura".
Ao todo, foram seis questões que o chefe de Estado pediu para serem clarificadas, nomeadamente a aprovação dos Orçamentos do Estado, "em particular o Orçamento para 2016", a aprovação de moções de confiança e o "cumprimento das regras de disciplina orçamental aplicadas a todos os países da Zona Euro".
A resposta do PS chegou a Belém ainda na segunda-feira e, 24 horas depois da primeira audiência, o secretário-geral socialista voltava ao Palácio de Belém.
Minutos depois de sair do encontro, a Presidência da República anunciava em comunicado que António Costa tinha sido "indicado" para o cargo de primeiro-ministro.
Na nota divulgada era referido que as informações recolhidas nas reuniões do chefe de Estado com os parceiros sociais e instituições e personalidades da sociedade civil "confirmaram que a continuação em funções do XX Governo Constitucional, limitado à prática dos atos necessários para assegurar a gestão dos negócios públicos, não corresponderia ao interesse nacional".
No comunicado era feita referência às dúvidas suscitadas pelo Presidente da República aos acordos subscritos com o BE, o PCP e o PEV, sendo indicado que o chefe de Estado "tomou devida nota da resposta".
Ainda na terça-feira, António Costa enviou a lista do Governo ao chefe de Estado, mas só no dia seguinte, depois de novo encontro entre o chefe de Estado e o primeiro-ministro indigitado foi divulgada publicamente.

Diário Digital com Lusa

terça-feira, 24 de novembro de 2015

INSTALADA A CONFUSÃO






Um caça bombardeiro russo foi abatido por caças turcos esta terça-feira.
Fontes militares turcas dizem que o avião, um Sukhoï Su-24, foi abatido junto à fonteira com a Síria, depois de violar espaço aéreo turco.
O avião foi avisado dez vezes no espaço de cinco minutos que estava em violação do espaço aéreo da Turquia, antes de ser abatido por caças F-16, segundo responsáveis militares turcos.
O ministério da Defesa russo confirmou já que se trata de um SU-24 russo, ressalvando porém que sobrevoava território sírio.
“O avião sobrevoou sempre exclusivamente o território da Síria. Estava a seis mil metros de altitude e informações preliminares sugerem que foi abatido a partir do solo. As circunstâncias estão a ser investigadas”, informou Moscovo.
Imagens divulgadas pela emissora da televisão turca Habertürk TV mostram a queda de um avião em chamas numa zona de floresta.

(euronews.com)
24/11 10:57 CET


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Francisco en la audiencia general



La Iglesia es la portera, no la padrona de la casa del Señor


Ante una plaza de San Pedro más vacía que de costumbre el Papa Francisco protagonizó una confortadora audiencia. Terminó el ciclo de catequesis sobre la familia y en esta ocasión habló sobre la Misericordia en vista del inminente Jubileo.

Dijo que todas las personas tienen algo de lo que arrepentirse, cosas que pesan en el corazón, y que para remediarlas siempre encontrarán abiertas las puertas de un Dios que no se cansa de perdonar.

FRANCISCO 
"Y si la puerta de la Misericordia de Dios está siempre abierta, también las puertas de nuestars iglesias, del amor de nuestras comunidades, de nuestras parroquias, de nuestras instituciones, de nuestras diócesis, deben estar abiertas. FLASH. Nada de puertas blindadas en la Iglesia. Todo abierto”.

El Papa pidió a los cristianos y especialmente a los pastores que sean acogedores. Dijo que no son quienes para decidir a qué ovejas ayudar y a cuáles no porque para Dios todas cuentan.

FRANCISCO
"Las ovejas no las escoge el guardián. No las elige el secretario parroquial o la secretaria de la parroquia. No. No las eligen. Todas las ovejas están invitadas. Son elegidas por el Buen Pastor. El guardián, también él, obedece la voz del Pastor”.

También señaló que los pastores, los guardianes de la Iglesia, no deben olvidar que son administradores de la misericordia de Dios, no los padrones.

FRANCISCO
"Podemos decir que debemos ser como ese guardián. La Iglesia es la portera de la Casa del Señor. La Iglesia es la portera, no la padrona de la Casa del Señor”.

Francisco recordó que el 20 de noviembre se celebra la Jornada Mundial de la Infancia por lo que clausuró la audiencia con un llamamiento a la comunidad internacional. Pidió que se garantice el acceso a la educación y que se trabaje por evitar el fenómeno de los niños soldado.


(romereports.com)
2015-11-18


audiencia geral: quartas-feiras

sábado, 21 de novembro de 2015

Papa: o mundo não entendeu o caminho da paz



Francisco destacou que Jesus chora 
por ver que o mundo rejeitou o caminho da paz 
e preferiu  fazer a guerra



Na Missa desta quinta-feira, 19, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco falou do cenário de guerras no mundo e de como isso entristece Jesus. Segundo o Papa, não há justificativa para a guerra, os conflitos são uma rejeição ao caminho de paz e Jesus chora por essa situação.
O Santo Padre comentou o Evangelho de Lucas (Lc 19,41-44), em que Jesus se comove e chora sobre Jerusalém. Jesus se aproximou, e quando viu a cidade, começou a chorar. Depois diz: “Se também você compreendesse hoje o caminho da paz! Agora, porém, isso está escondido aos seus olhos”. Na Missa de hoje, Francisco repetiu as palavras de Jesus:
“Mas também hoje, Jesus chora. Porque nós preferimos o caminho das guerras, o caminho do ódio, o caminho das inimizades. Estamos próximos ao Natal: teremos luzes, festas, árvores luminosas e presépio. Tudo falso: o mundo continua fazendo guerras. O mundo não entendeu o caminho da paz”.

Da Redação, com Rádio Vaticano
QUINTA-FEIRA, 19 DE NOVEMBRO DE 2015, 8H59
MODIFICADO: QUINTA-FEIRA, 19 DE NOVEMBRO DE 2015, 11H15

Paris tentou sair na sexta-feira à noite, mas é “demasiado cedo”



As discotecas e bares, o primeiro-ministro francês, o cantor Charles Aznavour ou o ex-ministro da Cultura Jack Lang pediram que a noite em que se assinalou uma semana sobre os atentados de Paris fosse de regresso – às ruas, às esplanadas, à dança e à vida contra o terrorismo. Mas sexta-feira muitos parisienses responderam que era demasiado cedo. Concentraram-se, sim, alguns de cerveja na mão e música a ressoar, mas a maioria esteve nas ruas sobretudo para chorar as vítimas nos memoriais da cidade.
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“Esta noite, fiel a si mesmo, o povo de Paris está nas ruas e não cede #Pariséumafesta”, escreveu no Twitter o primeiro-ministro francês, Manuel Vals, na sexta-feira. Uma semana após os atentados que mataram 130 pessoas e deixaram mais de 350 feridas, Valls unia a sua voz às de Charles Aznavour, da actriz e realizadora Sylvie Testud, do ex-ministro Jack Lang, da radialista Anne Sinclair ou do Instituto do Mundo Árabe para apelar aos parisienses e aos franceses que “façam barulho e luz para que eles compreendam que perderam”.
Num texto publicado na edição francesa do Huffington Post e subscrito por dezenas de personalidades da Cultura, cidadãos e instituições, pedia-se que às 21h20 de sexta-feira dia 20 de Novembro, “uma semana depois, acendamos luzes e velas e ocupemos os nossos cafés, a nossa rua, os nossos lugares, as nossas cidades, façamos ouvir as músicas que eles odeiam”. As velas saíram à rua, de facto, como mostram as imagens recolhidas pelos fotojornalistas e partilhadas por muitos nas redes sociais, mas como escreve na manhã deste sábado o diário francês Le Monde, “a festa não se faz sob uma palavra de ordem”, “por mais generosa e entusiástica que seja”. “Demasiado cedo”, repetem os parisienses nas ruas, ouvidos pelos jornais.
Um símbolo da paz fundido com a silhueta da Torre Eiffel fez-se de velas frente ao restaurante La Belle Équipe, onde morreram pessoas de todas as nacionalidades há uma semana. Lá estiveram dezenas de pessoas, sobretudo em silêncio e de semblante comovido frente a uma muralha de flores. Frente ao Le Carillon e ao restaurante Le Petit Cambodge, onde outras 15 pessoas morreram e na última semana se acumula um tapete de flores e tributos, continuam a depositar-se velas. “Calmamente”, como escreve o Libération. Um papel afixado num poste com a mesma imagem usada após o ataque ao semanário satírico Charlie Hebdo reivindica, ao invés de “Je suis Charlie”, “Je suis en Terrace” – “estou na esplanada”.
Na Rue Bichat, prossegue o diário francês, bebe-se um copo de vinho. As flores e as velas frente à pizaria Casa Nostra, onde morreram cinco pessoas, são também visitadas por algumas pessoas. O Libération relata, no seu périplo de sexta-feira à noite, que no boulevard Richard-Lenoir, perto da Rua Fontaine au Roi, onde o terrorismo também fez vítimas há uma semana, se ouve ruído. Um camião, o de Manu “Daddy Reggae”, solta Bob Marley. Um grupo dança na rua frente ao La Dernière.
Durante a semana, um grupo de clubes nocturnos, bares e discotecas parisienses juntou-se num movimento: “Dançar mais do que nunca”. O objectivo era que, na última semana, dias passados sobre a perda de “colegas e muitos amigos” da “grande família da noite parisiense”, a cidade reclamasse o seu “modo de ver a vida” que os atentados visaram. “A música, a dança, a partilha, os encontros, a ligação social”, escrevem no Facebook, que o Estado Islâmico quis destruir. “Isso não vai acontecer”, dizem, mesmo carregando o luto, rejeitando “viver no medo”. Com medidas de segurança reforçadas, reabriram porque “nada nem ninguém impedirá Paris de dançar”.
Uma semana depois em Paris queriam contra o terror dançar, dançar. O Libération descreve vários bares cheios no bairro do Bataclan, o 11.º, e arredores. Mas era demasiado cedo para muitos, especialmente em torno dos locais atingidos pelos atentados. Frente à sala de concertos Le Bataclan, onde a maioria das vítimas se concentrou, alvejadas durante o concerto dos Eagles of Death Metal, Jack Lang juntou-se ao colectivo de jovens #maindanslamain (mão na mão, mãos dadas em tradução livre) porque querem “resistência”, cita o Le Monde. Esperavam muita gente, mas nem tanta compareceu.

21/11/2015 - 10:34
(www.publico.pt)