terça-feira, 6 de outubro de 2026
“O Diário pessoal do Papa Francisco”, um livro do cardeal Fernández
Vatican News
A Livraria Editora Vaticana publicará, em 24 de novembro de 2026, O Diário pessoal do Papa Francisco, livro do cardeal Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, que apresenta o Diário de Jorge Mario Bergoglio — Papa Francisco. Um texto de excepcional valor e importância para conhecer ainda mais a figura do pontífice jesuíta que guiou a Igreja Católica de 13 de março de 2013 até sua morte, ocorrida em 21 de abril de 2025. O Diário pessoal do Papa Francisco será lançado simultaneamente em todo o mundo em cinco idiomas e será distribuído em 24 de novembro em 94 países.
Será publicado em italiano pela Livraria Editora Vaticana, em espanhol, inglês e português pelas respectivas filiais da Penguin Random House, e em francês pela Editions Albin Michel.
Conhecer a interioridade do Pontífice argentino
“Estamos muito honrados em publicar este texto do cardeal Víctor Manuel Fernández, que apresenta ao público o Diário do Papa Francisco”, afirma Andrea Tornielli, diretor editorial do Dicastério para a Comunicação. “Com este livro, que acreditamos poderá ser apreciado por leitores em todo o mundo, poderemos conhecer ainda mais a interioridade do Pontífice argentino”.
O Diário pessoal do Papa Francisco apresenta e comenta anotações que Bergoglio fez de 20 de dezembro de 1992 a 18 de agosto de 2024.
A serviço da divulgação das palavras dos Papas
“A Livraria Editora Vaticana está a serviço da divulgação das palavras dos Papas em nível internacional, destaca Lorenzo Fazzini, diretor editorial da LEV. Este ano, cuidamos da publicação e divulgação dos escritos de Robert F. Prevost, hoje Papa Leão XIV, quando era Prior Geral dos Agostinianos, com o livro Liberi sotto la grazia, já publicado em várias línguas. Estamos realmente muito felizes em poder disponibilizar em breve aos leitores na Itália e, por meio de diversas editoras, em todo o mundo, essas páginas pessoais do Papa Francisco, apresentadas em um livro elaborado por um de seus colaboradores mais próximos, o cardeal Víctor Manuel Fernández”.
O livro será apresentado às editoras internacionais pela Livraria Editora Vaticana durante a próxima Feira do Livro de Frankfurt, programada para os dias 7 a 11 de outubro de 2026.
DISCURSO DO PAPA LEÃO XIV AOS SACERDOTES, RELIGIOSAS E RELIGIOSOS COREANOS RESIDENTES EM ROMA
DISCURSO DO PAPA LEÃO XIV
AOS SACERDOTES, RELIGIOSAS E RELIGIOSOS COREANOS RESIDENTES EM ROMA
Sala Clementina
Segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A paz esteja convosco!
Bom dia a todos, bem-vindos!
Joh-eun achim-ieyo! (bom dia!)
Eminência
Queridos irmãos e irmãs!
É uma alegria receber-vos hoje, sacerdotes, religiosas e religiosos coreanos em Roma. Aqui, diante das memórias dos Apóstolos Pedro e Paulo, a fé que recebestes na Coreia encontra as suas raízes e pode receber novo impulso missionário. Provindes de longe, é verdade, mas aqui estais em casa!
Saúdo em particular quantos estão comprometidos na preparação da Jornada Mundial da Juventude de Seul 2027. Além disso, comemora-se o vigésimo quinto aniversário da inauguração da sede do Pontifício Colégio Coreano: dirijo à comunidade do Colégio os meus votos de felicidades e o meu agradecimento pelo serviço prestado à Igreja na Coreia e à Igreja universal!
A história da vossa Igreja é verdadeiramente singular! A fé germinou espontaneamente na Coreia e desenvolveu-se também através da busca sincera da verdade por parte de homens que conheceram os textos cristãos e quiseram saber mais sobre Jesus Cristo. Daquela busca nasceu o desejo do Batismo e, do Batismo, uma comunidade que recordava a Igreja das origens (cf. At 4, 32).
Esta história transmite-nos duas palavras: memória e esperança. A memória cristã não é nostalgia, mas gratidão pelo que Deus realizou e responsabilidade pelo que Ele hoje confia às nossas mãos. A esperança não é mero otimismo, mas certeza de que Cristo ressuscitou e de que nenhuma escuridão pode ter a última palavra.
A Igreja na Coreia cresceu com o testemunho dos mártires. Ao longo da sua história, o povo coreano demonstrou uma extraordinária força de espírito: atravessou perseguições, guerras, pobreza e divisões, sabendo levantar-se de novo e olhar em frente. Iluminada pelo Evangelho, esta tenacidade tornou-se fortaleza cristã: capacidade de superar a provação sem perder a esperança e sem deixar que o sofrimento endureça o coração.
Preservar a memória dos mártires significa permitir que a sua fé continue a viver nas nossas escolhas, no serviço, no perdão e na entrega de nós mesmos. Penso, em particular, no Venerável Tomás Choe Yang-Eop, segundo sacerdote da história coreana, recordado como o “mártir do suor”. Durante onze anos percorreu incansavelmente as estradas da Coreia para chegar a comunidades cristãs longínquas e escondidas, levando-lhes a Palavra de Deus e os Sacramentos, até consumir a própria vida no serviço. O seu testemunho lembra-nos que existe o martírio de quem oferece a vida num instante e aquele, mais oculto, de quem a entrega dia após dia. Sim, é a isto que todos os cristãos são chamados: dar a vida com amor, todos os dias!
O nosso tempo tem necessidade precisamente disto: de homens e mulheres que tenham a coragem de praticar o bem, mesmo quando isto tem um preço. Aproximai-vos de quem está sozinho, sustentai quem está cansado, procurai quem se afastou. Tende a coragem de perdoar, de recomeçar, de dialogar. O bem nem sempre é reconhecido e muitas vezes custa cansaço, mas é esta coragem diária da caridade que torna credível o nosso anúncio do Evangelho.
A força para viver assim deriva da amizade com Jesus Cristo, que disse aos seus discípulos: «Chamei-vos amigos» (Jo 15, 15). Amados sacerdotes, religiosos e religiosas, preservai esta amizade! Alimentai-a na Eucaristia, na escuta da Palavra, na oração e no silêncio diante do Senhor. É permanecendo com Ele que reencontraremos a alegria da nossa vocação e aprenderemos a amar como Ele.
E a amizade com Cristo abre-nos à fraternidade. Provindes de diferentes dioceses, institutos, congregações e experiências: fazei desta diversidade um recurso para a sinodalidade. Uma Igreja sinodal é uma Igreja que caminha unida atrás do mesmo Senhor, ouvindo, acolhendo e reconhecendo no outro um irmão e um companheiro de caminho, nunca um concorrente.
Se pensarmos na vossa terra, isto adquire um significado particular. A Península coreana ainda carrega a dolorosa ferida da divisão. Por isso, peço-vos que sejais sempre homens e mulheres de reconciliação. A paz começa no coração e nas relações do dia a dia, quando ouvimos em vez de julgar, perdoamos em vez de guardar rancor, escolhemos a comunhão, não a oposição. Permanecei unidos e sede artífices de paz! Continuemos a esforçar-nos e a rezar para que se abram novos caminhos de encontro e a fim de que o Evangelho da paz possa ser anunciado livremente em todas as partes da Península coreana e no mundo.
Outrora terra de missão, hoje a Coreia tornou-se pátria de missionários. É um fruto precioso da fé e do sacrifício de quantos vos precederam: a memória gera missão, e a missão abre à esperança. A próxima Jornada Mundial da Juventude tornará tudo isto visível. Jovens provenientes de todas as partes do mundo chegarão a uma terra onde o Evangelho cresceu através do testemunho dos mártires. Gostaria que fosse um grandioso encontro entre a memória e o futuro: os mártires transmitem a fé às novas gerações e os jovens recebem-na para a levar pelas estradas do mundo.
Escutai os jovens, caminhai com eles e ajudai-os a descobrir que seguir Cristo não diminui a liberdade, mas torna-a plena; que a fé não restringe a vida, mas abre-lhe um horizonte mais vasto. Portanto, preparai a JMJ com paixão — como já fazeis — conservando no coração estas palavras: «Coragem, Eu venci o mundo!» (Jo 16, 33). Os vossos mártires compreenderam-no: a sua esperança não dependia de circunstâncias favoráveis, mas da certeza de que Cristo já tinha vencido.
Estimados irmãos e irmãs, recebestes uma grande herança. Sede fortes na fé, generosos na caridade e perseverantes na esperança. Nunca vos canseis de praticar o bem, mesmo quando custa e até quando ninguém o vê: nenhum gesto realizado por amor se perde diante de Deus!
Neste mês dedicado ao Santo Rosário, confio-vos, assim como o caminho rumo à Jornada Mundial da Juventude, à Virgem Maria Imaculada, Padroeira da Coreia. Peço a Santo André Kim Tae-gon, a São Paulo Chong Ha-sang e a todos os santos e beatos mártires coreanos que vos acompanhem e façam de vós guardiões da memória, testemunhas da esperança e artífices da paz.
A vós, às vossas famílias, aos vossos irmãos e irmãs e a todo o Povo de Deus que está na Coreia, concedo de coração a Bênção Apostólica. Obrigado!
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L'Osservatore Romano
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A um ano da JMJ 2027, Leão XIV elogia martírio e história missionária da Coreia
5 de out de 2026 às 12:47
Um ano antes da JMJ 2027 em Seul, Coreia do Sul, o papa Leão XIV elogiou o martírio e a história missionária da Coreia, sublinhando a “extraordinária força de espírito” do povo coreano, a quem insta à reconciliação e à paz.
Em encontro hoje (25) na Sala Clementina do Palácio Apostólico, no Vaticano, o papa recebeu padres, freiras e monges coreanos residentes em Roma, Itália, por ocasião da celebração da Jornada Mundial da Juventude e do 25º aniversário da inauguração da sede do Pontifício Colégio Coreano na Cidade Eterna.
Leão XIV, que conseguiu dizer "bom dia" em coreano, destacou no início de seu discurso a história singular da Igreja no país asiático, onde a fé germinou "espontaneamente" e se desenvolveu "através da busca sincera da verdade" sobre Jesus Cristo, da qual "nasceu o desejo pelo batismo e, do batismo, uma comunidade".
Ele disse também que “a Igreja na Coreia cresceu graças ao testemunho dos mártires” e à “extraordinária força de espírito” do povo coreano. O papa disse que esse povo suportou “perseguição, guerra, pobreza e divisão, sabendo se reerguer e olhar para o futuro”, com uma tenacidade que “se tornou uma força cristã” que lhes permite “suportar as provações sem perder a esperança e sem deixar que o sofrimento endureça seus corações”.
O martírio diário
"Preservar a memória dos mártires significa permitir que a sua fé continue viva nas nossas decisões, no serviço, no perdão e na entrega de nós mesmos", disse o papa, antes de citar o venerável Thomas Choe Yang-Eop, o segundo sacerdote coreano, conhecido como o "mártir do suor" pela sua incansável jornada pelo país "até consumir a sua vida".
Sobre o exemplo de Choe, Leão XIV disse que “há o martírio de quem oferece a vida num instante e o, mais oculto, de quem a entrega dia a dia”. Em seguida, disse que “nosso tempo precisa precisamente disso: homens e mulheres que tenham a coragem de fazer o bem mesmo quando é difícil”.
Para alcançar esse ideal, o papa disse que “a força para viver assim vem da amizade com Jesus Cristo”, e por isso encorajou as pessoas a cultivá-la, a alimentá-la na Eucaristia, a ouvir a Sua Palavra e “na oração, em silêncio diante do Senhor”.
Ele disse também que “a amizade com Cristo nos abre para a fraternidade”, encorajando as pessoas a fazer da diversidade “um recurso para a sinodalidade” na Igreja, reconhecendo o outro como “um companheiro de jornada, nunca um rival”.
Falando sobre a história de divisão que assolou o povo coreano, o papa os encorajou a serem “homens e mulheres de reconciliação”, dizendo-os de que “a paz começa no coração”. “Mantenham-se unidos e sejam pacificadores”, disse.
“Preparem-se para a JMJ com paixão”
Leão XIV falou também sobre próxima celebração da JMJ 2027 em Seul, dizendo que ela tornará visível que "a Coreia, que outrora foi uma terra de missões, tornou-se hoje uma pátria de missionários", um fruto que provém "da fé e do sacrifício" de muitos predecessores.
Sobre a Jornada Mundial da Juventude, ele expressou o desejo de que ela se torne “um grande encontro entre a memória e o futuro: os mártires transmitem a fé às novas gerações e os jovens a recebem para levá-la pelos caminhos do mundo”, e incentivou a escuta dos jovens e a ajuda para que descubram “que seguir a Cristo não diminui a liberdade, mas a realiza; que a fé não limita a vida, mas abre um horizonte mais amplo”.
“Preparem-se, então, para a JMJ com paixão — como já estão fazendo —, mantendo estas palavras em seus corações: ‘Tenham coragem! Eu venci o mundo!’ Seus mártires entenderam isso: a esperança deles não dependia de circunstâncias favoráveis, mas da certeza de que Cristo já havia vencido”, disse ele.
“Vocês receberam uma grande herança. Sejam fortes na fé, generosos na caridade e perseverantes na esperança. Nunca se cansem de fazer o bem, mesmo quando for difícil e mesmo quando ninguém o vir: nenhum gesto feito por amor se perde diante de Deus”, concluiu o papa.
Três santos eucarísticos para o mês de outubro
Por Redação central
6 de out de 2026 às 03:00
Esses santos contemporâneos se caracterizaram por ter um profundo amor pela eucaristia e, graças ao seu exemplo, os católicos podem aprender a alcançar a plenitude da vida cristã para a vida eterna.
Os santos são: são João Paulo II, santa Faustina Kowalska e o são Carlo Acutis. O padre Stan Smolenski escreveu sobre cada um deles para o jornal National Catholic Register, da EWTN.
Papa São João Paulo II
Padre Stan recorda que todos os colaboradores de “são João Paulo II sabiam que a missa era o centro do seu dia”.
“Passava 10 minutos com os assistentes em preparação e 10 minutos depois em ação de graças. Era claro que estava fisicamente lá, mas conscientemente profundamente na presença do Senhor. Seu secretário disse que fazia umas 20 visitas ao santíssimo sacramento por dia, geralmente prostado em forma de cruz”, conta.
Além disso, ele relata que todos os organizadores das viagens de João Paulo II ao exterior “sabiam que uma visita improvisada ao santíssimo sacramento poderia atrasar o cronograma em pelo menos 20 minutos, por isso era recomendado a eles que não deixassem ele passar por uma capela em seu caminho”.
Ele também contou uma anedota durante a visita do papa a Baltimore em 1995, na capela da residência do cardeal.
“O organizador papal enfatizou que a porta da capela deveria permanecer fechada. Era parecida com todas as outras portas. São João Paulo passou pela porta fechada e logo parou, deu meia-volta e se dirigiu para aquela porta. Ele entrou durante os 20 minutos habituais e depois assinalou com o dedo para o organizador papal. Parecia que ele tinha um sexto sentido em relação à sagrada eucaristia”, contou.
O padre Stan recorda que são João Paulo II escreveu vários documentos sobre a eucaristia, sendo o principal a encíclica Ecclesia de Eucharistia.
“Queria renovar a fé e a devoção à eucaristia como Presença, Sacrifício e Comunhão. Ele disse que cada congregação que vai à missa deve estar unida em assombro e ação de graças pelo que está participando, e que Maria, Mulher da eucaristia, é o nosso modelo”, disse.
Santa Faustina Kowalska
Santa Faustina nasceu na Polônia em 1905 e morreu em 1935. Foi a primeira santa canonizada em 2000. Recebendo revelações sobre a Divina Misericórdia, Jesus a instruiu a manter um diário e promover uma imagem especial, uma festa, um terço, uma novena e uma oração diária às 15h dedicada à Divina Misericórdia.
Segundo o padre Stan, ela "experimentou um conhecimento infundido, como anotou em seu diário sobre a eucaristia da Última Ceia”.
Santa Faustina escreveu: “Nessa hora de oração, Jesus me permitiu entrar no Cenáculo e pude ver o que sucedia ali. Emocionei-me profundamente no momento em que Jesus antes da consagração, ergueu os olhos para o Céu e entregou-Se a um misterioso diálogo com Seu Pai. Conheceremos devidamente esse momento apenas na eternidade. Seus olhos eram como duas chamas, o rosto radiante, branco como a neve, toda a postura majestosa, a Sua alma de saudade”.
“No momento da Consagração, o amor descansou saciado – o sacrifício fora consumado na sua plenitude. Agora, apenas se cumprirá a cerimônia exterior da morte – a aniquilação exterior; a essência está no Cenáculo. Durante toda a minha vida, nunca tive um conhecimento tão profundo desse mistério, como naquela hora de adoração. Oh! Como desejo ardentemente que o mundo inteiro conheça este insondável mistério.” (Diário 684).
Padre Stan recorda que “Santa Faustina relatou ter visto os raios vermelho-claros que saíam da custódia, enquanto ouvia Nosso Senhor dizer: 'Aqui estou, o Rei da Misericórdia', forte motivação para a nossa frequente adoração".
São Carlo Acutis
Carlo Acutis nasceu em 1991 na Inglaterra de pais italianos, morreu em 2006 na Itália de leucemia. Carlo mostrou todos os interesses característicos de uma criança, incluindo o futebol, a fotografia e especialmente os computadores.
Embora fosse um estudante comum, ele tinha a genialidade de um professor universitário nessa tecnologia. Carlo era fortemente pró-vida e manifestava isso. Sua vida era guiada por sua fé católica, embora seus pais não fossem praticantes.
O padre Stan diz que "a eucaristia foi o centro da sua vida".
“Informa-se que Carlo recebeu a sagrada comunhão todos os dias após a sua primeira comunhão. Ele disse que a eucaristia era o seu ‘caminho para o céu’. Não um caminho ou rodovia (via em italiano), com semáforos e placas de pare, mas uma rodovia, sem obstáculos e direto para o seu destino”, comentou.
O interesse de Carlo na eucaristia levou-o a estudar os 126 milagres eucarísticos conhecidos na Europa.
“As férias em família serviam para visitar estes locais. Ele aplicou seus conhecimentos de informática e produziu cartazes de cada um que estão circulando ao redor do mundo em vários idiomas. Todas as igrejas de Assis, sua cidade preferida onde é consagrado, tiveram a adoração eucarística no dia em que foi beatificado em outubro de 2020, transformando-a em cidade eucarística”, disse o padre Stan.
Isto “demonstra que inclusive os jovens podem se converter em evangelizadores da eucaristia utilizando seus talentos para este propósito”, acrescentou.
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
5 de Outubro. Implantação da República Portuguesa
5 de Outubro. Seguro contra "cultura de trincheiras" apela a soluções com "sentido de urgência"
No Dia da Implantação da República, diante da Câmara Municipal de Lisboa, António José Seguro fez o primeiro discurso nestas cerimónias enquanto chefe de Estado. O presidente defendeu, para Portugal, "uma nova cultura política" que coloque de parte o que retratou como "cultura de trincheiras".
(RTP Notícias)
domingo, 4 de outubro de 2026
Angelus, 4 de outubro de 2026
PAPA LEÃO XIV
ANGELUS
Praça de São Pedro
Domingo, 4 de outubro de 2026
Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
A parábola evangélica que é proclamada na Liturgia deste domingo fala da vida de Jesus e esclarece o sentido da sua missão (cf. Mt 21, 33-43). Ele é o Filho de Deus enviado ao mundo, mas rejeitado precisamente por aqueles que deveriam tê-lo acolhido de braços abertos. Aquele que veio para trazer a salvação recebe uma condenação; aquele que quer dar a vida é condenado à morte. Ao mesmo tempo que nos faz refletir sobre as tantas crueldades que assolam o mundo e a história dos povos, o ensinamento de Cristo revela a misericórdia cada vez maior do seu Pai.
Com efeito, essa rejeição violenta não quebra a vontade de Deus, que, na sua infinita justiça, transforma o mal em redenção: «A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular» (Mt 21, 42; cf. Sal 118, 22). O próprio Jesus recorda as palavras deste salmo, que celebra a obra maravilhosa realizada pelo Senhor: precisamente o rejeitado torna-se o alicerce que sustenta tudo. É assim que o Todo-Poderoso guia a história, socorrendo-nos em todas as nossas quedas: Deus nunca descarta a nossa vida!
De acordo com a imagem utilizada na parábola, a vinha a cultivar com justiça é a Igreja, que construímos ou prejudicamos com as nossas escolhas. A este respeito, precisamente hoje, no oitavo centenário da sua morte, desejo recordar um operário que trabalhou com grande fruto na vinha do Senhor: São Francisco de Assis, a quem o próprio Jesus pediu que reparasse a sua Igreja. Inspirado pelo Crucificado, Francisco edificou, antes de mais, a sua própria vida sobre o alicerce de Cristo, partilhando a sua pobreza, a sua alegria e os seus sofrimentos, até ao sinal místico dos estigmas. Homem de oração ardente, cheio de caridade para com todos, foi um exemplo para os primeiros frades que partilharam a sua ascese como condição autêntica para a reforma da Igreja. São Francisco reparou-a em virtude da fé no Senhor Jesus, sanando as fissuras da discórdia com o testemunho do amor fraterno.
Caríssimos, o carisma de São Francisco continua a dar frutos ainda hoje, após oito séculos: disso dão testemunho não só a grande e viva família franciscana, mas também os muitos dons que o seu legado espiritual difunde no Povo de Deus. Por isso, enquanto celebramos o ano jubilar franciscano, imploremos com perseverança o dom da paz e comprometamo-nos sinceramente a construir a concórdia entre os povos.
Que nos acompanhe sempre nesta obra a intercessão de Maria Santíssima, nossa Mãe, a quem agora nos dirigimos, espiritualmente unidos aos fiéis reunidos no Santuário de Pompeia para elevar a Súplica à Virgem do Santo Rosário.
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Depois da oração do Angelus
Caros irmãos e irmãs,
no domingo passado, em Lourdes, convidei-vos a rezar o Santo Rosário, durante este mês de outubro, com a intenção especial de que cessem as guerras e se construa a paz. Entre os primeiros a rezar estiveram as crianças, e continuam a fazê-lo: de 1 a 7 de outubro, a Fundação “Ajuda à Igreja que sofre” promove a iniciativa “Um milhão de crianças reza o Santo Rosário”, pela paz e pela unidade no mundo. Agradeço de coração a todas as crianças que, em tantas partes do mundo, se unem a esta oração. Sigamos todos o seu exemplo, invocando a intercessão da Virgem Maria para que os povos sejam libertados do flagelo da guerra. Em particular, rezemos pela Terra Santa e pelas vítimas inocentes da violência.
Nos próximos dias, por ocasião do décimo aniversário da Exortação Apostólica Amoris laetitia, terá lugar no Vaticano um encontro para o qual convoquei os líderes das Igrejas Orientais Católicas e os Presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo. Será um momento de discernimento sinodal, para identificar os passos a dar para anunciar hoje o Evangelho junto das famílias e das jovens gerações. Confio à vossa oração este compromisso e, sobretudo, as famílias, que, com a ajuda de Deus, são sinal de esperança e riqueza inestimável para a Igreja e para a sociedade.
Alegro-me com as múltiplas iniciativas que celebram o oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis. Recordo, em particular, as que tiveram lugar em Assis, com a presença das mais altas autoridades do Estado italiano. E saúdo também os radioamadores de Assis e Foligno que difundem a mensagem de paz de São Francisco.
Dirijo agora a minha saudação a todos vós, que estais hoje na Praça de São Pedro!
Dou as boas-vindas aos participantes da Semana Internacional de Música Sacra, organizada pelo Pontifício Instituto de Música Sacra, aos fiéis de Puente Alto, em Santiago do Chile, bem como aos professores e alunos do Gymnasium Sankt Bonaventura de Dillingen, na Alemanha.
Saúdo os confirmandos de Pinerolo; os fiéis de Fasana Polesine; os jovens do Vale Brembana que percorreram a Via Francígena de Viterbo a Roma; a Associação FIABA, que promove campanhas para melhorar a acessibilidade dos locais públicos; o grupo “Mães que oferecem um sorriso”, de Taranto; e a associação “Estudantes com Estrelinhas”, de Lurago d’Erba.
Abençoo de coração os fiéis que hoje, a partir desta praça, se deslocarão em peregrinação ao Santuário da Nossa Senhora da Revelação, na Via Laurentina, dando continuidade à tradição iniciada pelo Papa Pio XII.
Desejo a todos um bom domingo.
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