quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Notas do meu cantinho - O NATAL EM CASA


O NATAL EM CASA

"O Natal está em casa. Mas como era diferente o Natal da minha distante juventude. Simples, modesto, mas não deixava de nos trazer uma alegria sã e comunicativa.

E a 13 de Dezembro era o dia em que normalmente principiava o Natal, com o preparar dos pratinhos ou taças e a colocação neles do trigo a grelar, para estar crescido e viçoso quando se “armava” o altarzinho do Menino Jesus. Começava também a retirar das gavetas ou arcas as toalhas e, dos oratórios, as imagens do Menino para preparar, na véspera do grande dia, o seu trono. um pequeno altar. com dois ou três degraus, feitos de caixas de madeira ou cartão rijo, e coberto com lençol ou toalha branca.

Na Matriz, já noite, iluminada com candeeiros de petróleo e, mais tarde com petromax, principiava no dia 16 –nove dias antes – a devoção da Novena preparatória para a grande Noite.

Anos antes, mas ainda no princípio do século vinte, a novena tinha lugar antes de amanhecer, o que obrigava as pessoas a caminhar com os lampiões de velas a alumiar o caminho. Os homens iam preparados, com suas alfaias para dali seguirem para os trabalhos de campo. Bem poucos dispensavam a Novena do Menino Jesus, e a Missa que se celebrava. A Capela lá estava também para executar os cânticos e antífonas próprias da Liturgia daqueles dias.

Depois passou a novena para a noite. Mesmo assim e embora não se houvesse Missa – ainda não havia acontecido o Vaticano II – a Novena era celebrada com a maior solenidade: Veni Santo Spíritus, Oração preparatória, Ladainha de Nossa Senhora, Tota Pulcra es Maria, e Cântico final Ó Infante Suavíssimo... Terminada a novena lá regressavam, novos e velhos, a suas casas para, no dia seguinte, voltarem.

No último dia, a Novena era incorporada nas Matinas cantadas. Uma partitura antiga, quase de música clássica, executada pela Capela e acompanhada a Órgão. A Igreja ficava completamente cheia de fieis que assistiam a todos os actos com o maior respeito e devoção.

(Na Noite de Natal, para evitar qualquer desacato provocado por algum que teria fumos da ceia pantagruélica da noite anterior, - a noite da Calhandra - o Regedor levava em sua companhia dois ou três “cabos de polícia” que dispersava pelo templo. Velhas tradições que cedo acabaram... Actualmente quem fica pelas ceias não vai às novenas...).

A miudagem havia sido deitada ao anoitecer para se levantar a tempo de ir com os pais e mais familiares às Matinas e Missa da Meia Noite. Mas todos iam dispersos e alegres, na esperança de, ao regressar, a casa encontrarem, alguma prenda do Menino Jesus. E bem poucas que eram...

Pela Meia-Noite dava-se início à “Missa do Galo”, cantada pela Capela. Solene e emocionante o Cântico do Glória in excelsis Deo entoado pelo celebrante. As campainhas e os sinos tocavam festivamente, crianças, no coro e no coreto, espalhavam flores pelos assistentes e a capela dava, depois, início à execução de uma partitura de autor célebre.

No final cumprimentava-se, na sacristia, em primeiro lugar o Celebrante e depois as pessoas em redor. E voltava-se a casa com a alma cheia de alegria, e um bem estar confortante.

Os mais novos corriam para descobrir aquilo que o Menino Jesus lhes havia trazido enquanto haviam decorrido as cerimónias na Igreja. E contentes e alegres ficavam quando descobriam qualquer coisa: uns rebuçados, figos passados, um brinquedo, feito artesanalmente pelos pais, durante os dias anteriores, mas sempre de maneira reservada para que não fossem vistos ou descobertos...

Mas que lindo era o Natal daqueles tempos!...
Hoje é tão diferente!”

Vila das Lajes, 13 –Dezº - 2008
Ermelindo Ávila

In: www.domeuretiro.blogspot.com


(Nota: Este Artigo do Tio Ermelindo tocou-me sobremaneira, porque foi o Natal dos meus Pais, Avós, Tios...e o meu. Marcou a nossa Família. É este o meu Natal! Continua a ser este, o nosso Natal.)

NESTE NATAL...

Sementes da Paz

“Destruir as muralhas do egoísmo, criar um coração novo, trocar os motivos e critérios do homem, trabalhar pelos demais com o mesmo interesse que se trabalha por si mesmo, despreocupar-se de si mesmo para se preocupar com os demais, adquirir a capacidade de perdoar, compreender... Tudo isso é tarefa de séculos e milénios. Essa é a grande revolução de Jesus Cristo.

Senhor, cria em mim um coração novo, de tal maneira que eu consiga neste dia perdoar e compreender, aproximar-me com afecto do que menos me agrada, despreocupar-me de mim mesmo para preocupar-me com os demais e assim chegue a ser uma imagem de Cristo Jesus. Amém.”


(In: Oficinas de Oração e Vida)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

SÍNODO DOS BISPOS, "NOVO PENTECOSTES", DIZ O PAPA



«Deus continua falando e responde nossas perguntas», afirmou

Por Inma Alvarez

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008 (ZENIT.org).- O sínodo dos bispos celebrado no mês de Outubro passado supôs a oportunidade de «experimentar que na Igreja há um Pentecostes também hoje», explicou Bento XVI em seu tradicional discurso de Natal à cúria romana.
Neste sínodo, «pastores procedentes de todo o mundo se reuniram ao redor da Palavra de Deus; (...) cuja grande manifestação se encontra na Sagrada Escritura».
Este Pentecostes se deve entender em dois sentidos, explicou o Santo Padre: por um lado, «a Igreja fala em muitas línguas, já que nela «estão representadas todas as grandes línguas do mundo».
Mas também é preciso entender em seu aspecto mais profundo: «nela estão presentes as múltiplas formas de experiência de Deus e do mundo, a riqueza das culturas, e só assim aparece a amplitude da existência humana e, a partir dela, a amplitude da Palavra de Deus».
«Contudo, compreendemos também que Pentecostes está ainda ‘a caminho’, está ainda incompleto: existem muitas línguas que ainda esperam a Palavra de Deus contida na Bíblia», acrescentou.
O mais importante do Sínodo, sublinhou Bento XVI, é «redescobrir o que no dia-a-dia damos com freqüência por descontado: o fato de que Deus fala, de que Deus responde nossas perguntas, o fato de que Ele, ainda que em palavras humanas, fala em pessoa e podemos escutá-lo e, na escuta, aprender a conhecê-lo e a compreendê-lo».
A Palavra de Deus «se dirige a cada um de nós, fala ao coração de cada um: se nosso coração se desperta e o ouvido interior se abre, então cada um pode aprender a escutar a palavra que se dirige a ele».
«Então percebemos novamente que – precisamente porque a Palavra é tão pessoal – podemos compreendê-la de forma correta e total só no ‘nós’ da comunidade instituída por Deus: sendo sempre consciente de que nunca poderemos esgotá-la completamente, que esta tem algo novo a dizer a cada geração.»
O pontífice expressou seu desejo de que «as experiências e as conquistas do Sínodo influenciem eficazmente na vida da Igreja».
Especialmente assinalou como pontos importantes «a relação pessoal com as Sagradas Escrituras, sobre sua interpretação na Liturgia e na catequese e também na pesquisa científica, para que a Bíblia não fique em uma palavra do passado, mas que sua vitalidade e atualidade sejam lidas e reveladas na amplitude de dimensões de seus significados».
Bento XVI destacou como momentos importantes do Sínodo especialmente a intervenção do patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, e o discurso do rabino chefe de Haifa, Shear-Yashuv Cohen. Ambas as intervenções não têm precedentes na história.
Com relação à primeira, o bispo de Roma sublinhou que foi «um momento importante para o sínodo, e mais ainda, para o caminho da Igreja em seu conjunto, quando o patriarca Bartolomeu, à luz da tradição ortodoxa, com análise penetrante, abriu-nos um acesso à Palavra de Deus».
Destacou também «os comovedores testemunhos de fiéis leigos de todas as partes do mundo, que não só vivem a Palavra de Deus, mas que também sofrem por ela».
Em resumo, «vimos que a mensagem da Escritura não permanece no passado nem pode ser limitada a ele: Deus, no fundo, fala sempre ao presente, e escutaremos a Bíblia plenamente só quando descobrirmos este ‘presente’ de Deus que nos chama agora», afirmou.
«Esta Palavra modelou uma história comum e quer continuar fazendo-o», concluiu o Papa.

BOA NOVA PARA HOJE


LEITURAS

Mal 3 1-4.23-24
Sl 24, 4bc-5ab.8-9.10 e 14
Lc 1, 57-66

Quem virá a ser este menino?

Dos anseios mais naturais da psicologia humana é sabermos o que vai acontecer. Mas o salmista dá-nos a resposta a este anseio: «Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos». Deus mostra-nos os seus caminhos, o que implica uma fé prática na sua Providência e uma união de corações com Ele. Assim, as nossas ansiedades espirituais irão diminuindo, o que não implica ausência de sofrimento.

(In: Jesuitas)

Acrescento apenas que a profecia do profeta Malaquias reporta-nos para o Dia da Salvação e para a vinda do Salvador. O Evangelho de Lucas mostra como se cumpriu essa professia. É que Deus promete e cumpre!
Leiam que é muito bonito.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Mãe, vamos festejar o Natal como antigamente...



Como Antigamente


Mãe,

vamos festejar o Natal

como antigamente. . .



Vamos à quinta buscar,

à quinta da Cascalheira,

o musgo verde da terra,

laranjas da laranjeira.



O musgo verde da terra,

laranjas d'oiro esmaltado,

nosso Presépio – e o Menino

numas palhinhas deitado.



Nosso Presépio e o Menino,

a Estrela em cima a brilhar,

na nossa Casa à ladeira

por trás das rochas do mar.



Na nossa Casa à ladeira,

a mesa posta no meio,

e a gente à espera do último

que tarda e ainda não veio.



A mesa posta no meio,

alegria, luz acesa,

fartura de Pão e Amor

à volta da nossa mesa.



Sinos tocando no escuro,

a prenda no Sapatinho,

nossa prenda nos teus olhos,

duas gotas de carinho.



Mãe,

vamos festejar o Natal

como antigamente

(com estes versos escritos,

com estes versos sentidos

à moda das velhas trovas

dos velhos tempos perdidos)

o Natal de nunca mais

de tantos que já lá vão

e desta dor que nos fica

metida no coração.



Mãe,

vamos festejar o Natal

como antigamente,

Mãe...



Dias de Melo, Na Noite Silenciosa,

Papelaria da Matriz, Ponta Delgada, 1973


(Agradeço ao José Gabriel Ávila esta maravilhosa prenda de Natal)

domingo, 21 de dezembro de 2008

ÚLTIMO DOMINGO ANTES DO NATAL



DOMINGO IV DO ADVENTO – ANO B

LEITURAS

2 Sam 7, 1-5.8b-12.14a.16
Sl 88, 2-5.27.29

Rom 16, 25-27

Lc 1, 26-38



"O «Angelus». Em tempos não muito distantes, sobretudo nas aldeias, os sinos tocavam, a certas horas do dia – de manhãzinha, às 12 horas e ao fim da tarde – , dando o sinal para as «Ave-Marias». E as pessoas interrompiam o trabalho, tiravam o chapéu, e rezavam o Angelus. Ainda há quem o faça. A TV transmite frequentemente a recitação do Angelus pelo Papa, da varanda dos seus aposentos, para a multidão concentrada na Praça de S. Pedro. São três Ave-Marias precedidas por breve introdução: «O Anjo do Senhor anunciou a Maria…»; «Eis a escrava do Senhor…»; «E o Verbo de Deus encarnou…», concluindo com uma curta oração.

O Evangelho deste domingo é o da Anunciação a Nossa Senhora e da Encarnação do Filho de Deus. E é ele que inspira a recitação do Angelus. Nele se recorda, com piedade, a nova Criação, o novo Adão e a nova Eva, o recomeço da relação de todas as criaturas com o único Deus que Se dignou inserir-Se, feito carne, na História da humanidade. Lembramos a Encarnação, nas vésperas de festejarmos o nascimento d’Aquele que é o centro que divide a História em dois tempos: antes e depois de Cristo.

A iniciativa é de Deus. Ele intervém, em determinado tempo e lugar, em determinada pessoa. Escolhe uma jovem desconhecida, num recanto insignificante de Israel, para Mãe de Deus, por obra do Espírito Santo. É só d’Ele que vem a salvação. Mas gosta de pedir a colaboração das criaturas. Aceitar, como Maria, a vocação (= chamamento) de Deus, pode ser árduo e difícil. Foi-o, certamente, para Nossa Senhora. Tornou-se modelo de fé, confiança, entrega, aceitação, para todos os que Jesus lhe entregou como filhos.

Responder sim e ser fiel. «Faça-se em mim, segundo a tua palavra». Foi um sim que Maria pronunciou sem saber as consequências dessa resposta. Como que passou um cheque em branco. Nós sabemos o que se seguiu: o presépio = manjedoura, a fuga para o Egipto, o mistério que envolveu o Filho, a sua rejeição, Paixão e morte na cruz… Quantas nuvens, quantas noites escuras! A fé cega «vê» que Deus é Amor e que sabe o que faz e o que permite, que escreve direito – só Ele – por linhas tortas. «Vê» que tudo é para o bem dos que n’Ele confiam. É esta fé que a «escrava do Senhor» nos ensina. É isso que Deus pede de nós: abertura, sem reservas, aos seus caminhos, fidelidade a Ele, mesmo sem O conseguirmos entender, esquecimento do «eu» mesquinho, egoísta, interesseiro, alérgico ao sacrifício."

TEM UM BOM DOMINGO!

NESTE DIA ESPECIAL DE ACÇÃO DE GRAÇAS


A minha irmã e eu.

EU VOS LOUVO SENHOR PELO DOM DA VIDA

EU VOS LOUVO E BENDIGO SENHOR, PELO DOM DA VIDA!

PELA VOSSA INTERVENÇÃO NA MINHA HISTÓRIA.

PELOS PAIS MARAVILHOSOS QUE ME DESTES E QUE IMPRIMIRAM NO MEU CORAÇÃO OS VALORES CRISTÃOS E CÍVICOS QUE AINDA HOJE PERDURAM EM MIM;

PELO MARIDO QUE ESCOLHESTES PARA COM ELE PARTILHAR AS MARAVILHAS QUE TENDES FEITO CONNOSCO E COM O FILHO COM QUE NOS PRESENTEASTES.

OBRIGADA MEU DEUS!

POR TUDO QUANTO ME ACONTECEU DURANTE TODOS ESTES ANOS,
PORQUE TUDO ME FEZ CRESCER ESPIRITUALMENTE;
AGORA SEI QUE OS VOSSOS ENSINAMENTOS FORAM E SÃO UMA PROVA DA VOSSA PRESENÇA NA MINHA VIDA,
PORQUE ME AMAS
E ME QUERES PARA TI.

OBRIGADA, SENHOR!

EU NÃO TENHO NADA PARA VOS DAR,
A NÃO SER EU COM OS MEUS PECADOS.

ACEITA-ME, AJUDA-ME, SENHOR, PORQUE EU TAMBÉM QUERO SER TUA,
HOJE E TODOS OS DIAS DA MINHA VIDA!



sábado, 20 de dezembro de 2008

A FRASE MAIS BONITA


VEM, SENHOR JESUS!



A FRASE MAIS BONITA DE HOJE


“ Desça o orvalho do alto dos céus e as nuvens chovam o Justo.
Abra-se a terra e germine o Salvador.”



Ao ler este versículo, do Livro do Profeta Isaías, achei-o um poema maravilhoso e por isso o adoptei para HOJE como mais uma oração, pedindo ao Senhor que se “abra a terra e germine o Salvador” no meu coração, no da minha família - a que está próxima e a que está longe, geograficamente – e no dos meus amigos.

Bom dia para ti.

TELEFONES DE EMERGÊNCIA




• Estás apático, ainda não escutaste o Anúncio do Advento, o da chegada do Salvador, então liga Rm 13, 11-12


ASSIM TE FALA O SENHOR

“Chegou a hora de despertarmos do sono, porque a salvação está agora mais perto de nós do que na altura em que abraçamos a fé. A noite vai adiantada e o dia está próximo. “

Esta Leitura diz-me que não posso continuar nesta apatia, não sou quente nem fria. Então o Senhor diz-me para eu ter ânimo e crer que a salvação está a chegar, está a passar por mim. Por isso tenho de estar bem atenta, para quando o dia vier eu me encontrar bem acordada e feliz. Eu só tenho que querer receber este Menino que nos vai salvar e pedir-Lhe que venha ao meu coração disposto a fazer a Sua vontade.

A propósito, já fizeste o teu Presépio? Pede a ajuda dos teus filhos ou dos teus netos e fala-lhes de cada uma das figurinhas, pois como sabes, cada uma tem a sua história e simbolismo muito próprios.Isso tambémnos ajuda muito.

Um Feliz Natal para todos!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

PADRE ACÁCIO


Faz hoje um ano que o Senhor Padre Acácio passou para o Pai.

O Senhor Padre Acácio era o responsável da equipa do Caminho Neocatecumenal das Ilhas da Madeira e Açores - formada também pelo casal de Catequistas, Lourenço e Paula Tourais e o Miguel.
Nos finais de Outubro de 2007 fizeram as Catequeses nas paróquias de S. Sebastião, Agualva e Lajes, realizando-se o Convívio Final em meados de Dezembro. Após a reunião com as Comunidades recém formadas e em vésperas de regressarem ao continente, o Pai do Céu chamou-o.
Que o Senhor, através dele nos fortaleça, anime e ajude "a não duvidar nunca do Seu Amor".

A Paz para todos

S. JOSÉ NO ADVENTO



El silencio de san José

Fuente: Catholic.net
Autor: SS Benedicto XVI

"En estos últimos días del Adviento, la liturgia nos invita a contemplar de modo especial a la Virgen María y a san José, que vivieron con intensidad única el tiempo de la espera y de la preparación del nacimiento de Jesús. Hoy deseo dirigir mi mirada a la figura de san José. (......)

Desde luego, la función de san José no puede reducirse a un aspecto legal. Es modelo del hombre "justo" (Mt 1, 19), que en perfecta sintonía con su esposa acoge al Hijo de Dios hecho hombre y vela por su crecimiento humano. Por eso, en los días que preceden a la Navidad, es muy oportuno entablar una especie de coloquio espiritual con san José, para que él nos ayude a vivir en plenitud este gran misterio de la fe.

El amado Papa Juan Pablo II, que era muy devoto de san José, nos ha dejado una admirable meditación dedicada a él en la exhortación apostólica Redemptoris Custos, "Custodio del Redentor". Entre los muchos aspectos que pone de relieve, pondera en especial el silencio de san José. Su silencio estaba impregnado de contemplación del misterio de Dios, con una actitud de total disponibilidad a la voluntad divina. En otras palabras, el silencio de san José no manifiesta un vacío interior, sino, al contrario, la plenitud de fe que lleva en su corazón y que guía todos sus pensamientos y todos sus actos.

Un silencio gracias al cual san José, al unísono con María, guarda la palabra de Dios, conocida a través de las sagradas Escrituras, confrontándola continuamente con los acontecimientos de la vida de Jesús; un silencio entretejido de oración constante, oración de bendición del Señor, de adoración de su santísima voluntad y de confianza sin reservas en su providencia.

No se exagera si se piensa que, precisamente de su "padre" José, Jesús aprendió, en el plano humano, la fuerte interioridad que es presupuesto de la auténtica justicia, la "justicia superior", que él un día enseñará a sus discípulos (cf. Mt 5, 20).

Dejémonos "contagiar" por el silencio de san José. Nos es muy necesario, en un mundo a menudo demasiado ruidoso, que no favorece el recogimiento y la escucha de la voz de Dios. En este tiempo de preparación para la Navidad cultivemos el recogimiento interior, para acoger y tener siempre a Jesús en nuestra vida."

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

OS ANJOS PROTEGEM-NOS


OS ANJOS FORAM ENVIADOS PELO SENHOR

PARA NOS PROTEGER

Os anjos foram enviados pelo Senhor para nos proteger
. Nessa batalha em que vivemos já somos vitoriosos. Pena que nós cristãos não olhamos para isso e paramos nos problemas, nas dificuldades. Não nos iludamos: batalha é batalha! Meu filho, é melhor você aceitar que essa vida é um “vale de lágrimas” do que viver na ilusão. A Igreja quer frisar em nós a vitória do Senhor.

Resta pouco tempo para o demônio, por isso ele está furioso, pois a vitória é de Jesus e acabou a sua chance, mas ele é mau e, mesmo sabendo que é vencido, vem com todas as forças para cima de nós, a luta não vai acabar. Por isso nós precisamos da ajuda dos santos anjos.

Deus cercou-nos de anjos. Neste dia de Adoração Eucarística, os anjos estão conosco adorando ao Senhor. Precisamos deles, de sua intercessão, eles lutam conosco. No seu trabalho, em sua família, Deus colocou vários anjos. Mas, infelizmente, queremos lutar sozinhos e assim como existem miríades de anjos, há de demônios e sozinho não conseguiremos vencer.

Porque nós somos do Senhor, somos alvos do inimigo, por isso necessitamos dos Anjos. Este é o dia de nos unirmos a eles, buscando sua presença e ajuda. Você, seu filho, seu casamento, sua família, no seu trabalho, no seu apostolado.

É uma batalha que os anjos enfrentam, porque o demônio sabe que pouco tempo lhe resta. É importante que tenhamos essa convicção de que Deus mandou anjos para nos proteger. É uma batalha em que sozinhos não podemos nada. Obrigado, Senhor, porque eles estão conosco! Senhor, aumenta a nossa fé!

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

BENTO XVI VIVE E FALA DO NATAL

Papa apresenta simplicidade das músicas natalinas para redescobrir Natal
Conselho a um grupo musical


Por Carmen Elena Villa

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- A terceira semana do Advento se conhece como a semana da alegria. E este sentimento se respirou nesta quarta-feira, na audiência que Bento XVI concedeu na Sala Paulo VI do Vaticano, na qual as músicas natalinas deram uma cor única ao encontro.
Dada a proximidade do Natal, o Papa fez uma pausa na série de catequeses dedicadas a São Paulo e dessa vez convidou a viver o recolhimento e a alegria cristã durante as celebrações natalinas.
Entre os presentes havia grupos musicais de peregrinos que alegraram com músicas natalinas o encontro com o Santo Padre, que por sua vez os convidou a anunciar o Natal com simplicidade.
Após as palavras do Santo Padre, a agência Zenit falou com vários peregrinos sobre o significado do Natal. Muitos deles se deixaram tocar pela exortação do Papa a viver esta festa de forma cristã.
Natalie, uma destas peregrinas, confessou que havia ficado comovida com as palavras do Papa: «O Natal é um período importante porque nos recorda o nascimento do Menino Jesus e a presença importante das crianças em nossa família».
Antes e depois da audiência se escutava sons de gaitas e flautas que entoavam hinos de natal como o tradicional italiano «Tu scendi dalle stelle», em latim «Adeste Fideles» ou «Noite Feliz» («Heilige Nacht»). Tratava-se de um grupo tradicional italiano de Gaiteiros da localidade de Matese di Boiano.
Dezenas de peregrinos e turistas queriam tirar fotos com os músicos vestidos com trajes típicos, que continuaram tocando os instrumentos ainda quando saíram da Sala.
Após a audiência, o Papa os saudou pessoalmente e segundo comentou Antonio, disse-lhes: «Ide e anunciai o Natal, o Natal verdadeiro, com a simplicidade dos pastores».

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Papa pede a cristãos que «montem o presépio em casa»

"É um sinal «não só de fé, mas também da cultura e arte cristãs», afirma

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI sublinhou a importância do presépio como símbolo do Natal nos lares, durante as saudações nas diversas línguas aos peregrinos reunidos na Sala Paulo VI para a audiência geral.
Após uma linda catequese, na qual explicou o sentido profundo do Natal, o Papa se dirigiu aos peregrinos de língua italiana e lhes explicou a importância deste tradicional símbolo natalino nos lares cristãos.
«Imagino que em vossas casas estarão terminando de preparar o presépio, que constitui uma sugestiva representação do mistério do Natal de Cristo», disse o Papa aos presentes.
Trata-se de «um elemento muito importante, não só da nossa fé, mas também da arte e da cultura cristãs», assegurou.
O bispo de Roma expressou seu desejo de que a tradição do presépio «continue fazendo parte desta grande solenidade: no fundo, é uma simples e eloqüente forma de recordar Jesus, que, fazendo-se homem, veio habitar no meio de nós».
«Com o presépio, Ele realmente está no meio de nós», acrescentou. "
(Zenit)

Eu já armei o meu Presépio, até coloquei uma tacinha com trigo e outra com laranjas; é uma tradição da nossa casa.
E tu, já fizeste o teu Presépio?

ANUNCIAÇÃO DO ANJO A S. JOSÉ

Evangelho segundo S. Mateus 1,18-24.



“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo poder do Espírito Santo. José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. Andando ele a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados.» Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho; e hão-de chamá lo Emanuel, que quer dizer: Deus connosco. Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa.” 



Da Bíblia Sagrada 





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Comentário ao Evangelho do dia feito por : 

Papa Bento XVI 

(copyright trad. © L'Osservatore Romano) 


São José, modelo de escuta



O silêncio de São José é um silêncio pleno de contemplação do mistério de Deus, numa atitude de disponibilidade total à vontade divina. Por outras palavras, o silêncio de São José não revela um vazio interior, pelo contrário revela a penitude da fé que transporta no seu coração e que guia cada um dos seus pensamentos e cada uma das suas acções. Um silêncio que leva José, em união com Maria, a guardar a Palavra de Deus conhecida através das Sagradas Escrituras, confrontando-o permanentemente com a vida de Jesus; um silêncio tecido na oração constante, oração de louvor ao Senhor, de adoração da Sua Vontade e de confiança sem reservas na providência.

 Deixemo-nos «contaminar» pelo silêncio de S. José! Precisamos tanto, neste mundo tantas vezes demasiado barulhento, que não favorece o recolhimento e a escuta da voz de Deus. Neste tempo de preparação do Natal, cultivemos o recolhimento interior para acolhermos e conservarmos Jesus nas nossas vidas.





(Do: Evangelho Quotidiano)