terça-feira, 27 de janeiro de 2009

MENSAGEM DO DIA




Espírito Santo, em Ti busco graça, força e poder!


E você? Não quer também ser cheio do Espírito?
É a hora, é a sua hora!
O Deus vivo e verdadeiro precisa de suas testemunhas. Nós já fomos testemunhas muito fracas d'Ele; e o Senhor agora precisa de uma verdadeira defesa, porque o mundo não viu ainda o que Ele pode fazer com a humanidade cheia do Espírito Santo. E mais ainda: as consequências disso é que são importantes.

Você pode ser conduzido pelo Espírito Santo, guiado por Ele, orientado passo a passo por Ele e experimentar o poder de Deus agindo por seu intermédio. Seu corpo vai ser como um instrumento, no qual o Espírito Santo toca. Você é o instrumento no qual o Espírito Santo toca. Você é o instrumento, mas quem toca é a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, e a melodia o mundo todo vai ouvir.

Rezemos: Vinde, Espírito Santo! Jesus, eu quero ser como Maria, cheio do Espírito Santo. Eu quero experimentar o poder de Deus agindo em mim. Quero ser essa pessoa cheia do Espírito Santo que o mundo ainda não conheceu.
Eis-me aqui, Jesus, revendo a minha vida e percebendo que até agora não fiz nada. Eu quero, Senhor, que o Espírito Santo toque em mim a melodia que o mundo precisa ouvir.
Divino Espírito Santo, em Ti busco graça, força e poder. Vem ser o gerador de energia e de força que meus irmãos precisam ver em minha vida. Amém.

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib
(cançãonova.com)


segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

AS TRÊS FRASES...

Concentra-te nas frases abaixo:



'Para obter algo que você nunca teve,
precisa fazer algo que nunca fez'.




'Quando Deus “tira” algo de você, Ele não o está punindo,
mas apenas abrindo suas mãos para receber algo melhor'.




'A Vontade de Deus nunca irá levá-lo
aonde a Graça de Deus não possa protegê-lo'.




FAZ APENAS ISTO!

(Do meu correio electrónico)

UNIDADE DOS CRISTÃOS TRAZ ESPERANÇA

Ao concluir a Semana de Oração

ROMA, domingo, 25 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- A unidade dos cristãos é um motivo de esperança para o mundo, assegura o Pe. Federico Lombardi, S.J, porta-voz do Vaticano.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé comentou o tema do último dia da Semana de Oração pela Unidade dos cristãos, celebrado neste domingo: «Os cristãos proclamam a esperança em um mundo dividido».

O tema, segundo o Pe. Lombardi, «expressa com muita força o serviço precioso que os cristãos, juntos, podem e devem desenvolver pela unidade: com a força da sua esperança, conduzir a família humana rumo à unidade e à paz».

«Porque esperança e união são termos inseparáveis – acrescenta o porta-voz vaticano. Por um lado, a divisão e o ódio matam a esperança; por outro, a verdadeira grande esperança é sempre uma esperança para todos e supõe, portanto, a união.»

O Pe. Lombardi convida a «encontrar o sentido sólido e duradouro da esperança, de forma que as esperanças humanas sejam plataformas para ela, e não fonte de ilusões e desilusões contínuas».

Além disso, ele alenta a «encontrar a força da reconciliação e do perdão, sim o qual a guerra não terminará jamais».

«O mundo tem necessidade de tudo isso, e estas coisas os cristãos podem encontrar, e todos os cristãos juntos podem e devem testemunhar isso, porque conhecem uma fonte que suas divisões confessionais: Jesus Cristo e o seu Evangelho.»

domingo, 25 de janeiro de 2009

HOJE É O DIA DO SENHOR



Pescadores de homens

A Liturgia continua o tema do Chamado.
A resposta do homem passa por um caminho de conversão pessoal e de identificação com Jesus.

Na 1ª Leitura, temos o envio do Profeta Jonas a pregar a conversão
aos habitantes de Nínive. (Jn 3,1-5.10)
A disponibilidade dos ninivitas em escutar os apelos de Deus e em percorrer um caminho imediato de conversão constitui um modelo de resposta adequada ao chamamento de Deus.

Na 2ª Leitura, São Paulo convida os cristãos a terem consciência
de que as realidades e valores deste mundo são passageiros e não devem ser absolutizados. (1Cor 7,29-31)
Deus convida os cristãos, em marcha pela história, a darem prioridade aos valores eternos, a converter-se aos valores do "Reino".

No Evangelho, Jesus convida os primeiros discípulos a integrarem a sua comunidade. (Mc 1,14-20)

O texto apresenta Jesus no início de sua vida pública.


É o resumo de toda a sua mensagem:

+ Uma Afirmação:

"O tempo já se completou… o Reino de Deus está próximo…"

+ Duas Condições para participar desse Reino:

"Convertei-vos… e crede no evangelho…"

- Converter-se não quer dizer mudar de religião. Quer dizer mudar a mente e o coração, reformular os valores da vida, para que Deus ocupe nela sempre o primeiro lugar. É rever e remover em nós tudo aquilo que nos afasta de Deus e dos irmãos…

* Quem precisa de conversão? Só os outros?

- Crer no evangelho não quer dizer apenas conhecer o que está escrito num livro.
Quer dizer aceitar Cristo e todos os valores que ele propõe para a nossa vida. É escutar a sua palavra e conformar a nossa vida aos seus mandamentos, que se resumem num só: O amor a Deus e ao próximo.

* E nós vivemos de fato o espírito do Evangelho?

+ Um Convite: Para continuar e completar esse Reino, Cristo convida os primeiros quatro apóstolos e... hoje a todos nós:

"Vinde comigo… farei de vós PESCADORES DE HOMENS".


Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 25.01.2009

sábado, 24 de janeiro de 2009

SEMANA DE UNIDADE DOS CRISTÃOS – 7

Os cristãos perante o pluralismo religioso 


"Estarão unidos na tua mão"


Liturgia da Palavra

Is 25, 6-9 : Foi no Senhor que esperámos

Sl 117 (116), 1-2 : Louvai o Senhor, todas as nações

Rm 2, 12-16 : Os que puserem em prática a lei serão justificados.

Mc 7, 24-30 : Por causa desta palavra, vai, porque o demónio já saiu da tua filha.


Comentário

Quase todos os dias ouvimos falar das violências que, em várias regiões do mundo, opõem fiéis de diversas religiões. Em contrapartida, a Coreia apresenta-se como um país em que religiões diferentes – budistas, cristãos, confucionistas – conseguem normalmente coexistir em paz.

Num grande hino de louvor, o profeta Isaías anuncia que Deus enxugará todas as lágrimas e preparará um festim para todos os povos e todas as nações! Um dia – diz o profeta – todos os povos da terra glorificarão a Deus e exultarão pois Ele os terá salvo. O Senhor em quem esperámos é o anfitrião do banquete eterno de que fala Isaías na sua acção de graças.

Quando Jesus encontra uma mulher que não é judia e que lhe pede para curar a sua filha, ele responde de maneira surpreendente e começa por recusar ajudá-la. A mulher insiste no mesmo tom que ele: “Mas os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas do pão dos filhos”. Jesus reconhece a sagacidade desta mulher que compreendeu que a missão de Cristo se dirige aos judeus e aos não-judeus e convida-a a regressar a casa, prometendo-lhe curar a filha.

As Igrejas comprometeram-se em dialogar para promover a unidade dos cristãos. No decorrer dos últimos anos, o diálogo afirmou-se também entre os fiéis de outras religiões, em particular das religiões do “Livro” (Judaísmo e Islão). Trata-se de encontros que não são apenas enriquecedores mas que contribuem para promover o respeito e as boas relações entre uns e outros e para construir a paz nas zonas de conflitos. Se nós, cristãos, nos unirmos no nosso testemunho contra os preconceitos e contra a violência, isso tornar-se-á mais eficaz. E se escutarmos atentamente os nossos irmãos das outras religiões, não poderemos aprender mais sobre a universalidade do amor de Deus e do seu reino?

O diálogo com os outros cristãos não teria de significar uma perda da nossa própria identidade religiosa; pelo contrário, deveríamos alegrar-nos por obedecer à oração de Jesus, “que todos sejam um, como Ele é um com o Pai”. A unidade não se fará de um dia para o outro. Trata-se antes de uma peregrinação que efectuamos com os outros crentes e que nos conduz a um destino comum de amor e de salvação.


Oração

Senhor Deus, nós te agradecemos pela sabedoria que as tuas escrituras nos transmitem. Dá-nos a coragem de abrirmos o coração e o espírito ao nosso próximo, seja ele de outra confissão cristã ou de qualquer outra religião. Concede-nos a graça de ultrapassarmos as barreiras da indiferença, dos preconceitos e do ódio. Reforça a nossa visão dos últimos dias, quando todos os cristãos caminharem juntos para o banquete final e quando todas as lágrimas e todo o desacordo forem vencidos pelo amor.
Ámen.

(Evangelho Quotidiano)

MENSAGEM DO DIA




'Quando sou fraco é que sou forte!'


É preciso, com urgência, compreender que existe em todos nós uma força que nos impele a superarmos tudo. Trata-se da presença de Deus, do Amor d'Ele em nós, da força do Espírito Santo, que nos move.

Em momentos de crise, o pior que fazemos é olhar para nós mesmos. Pedro, ao caminhar sobre as águas, teve medo exactamente quando olhou para si e viu-se fraco e, assim, começou a afundar. O mesmo se dá com cada um de nós, quando – nos momentos de maior necessidade e dor – insistimos em olhar para nós mesmos.

Do "fundo do poço" devemos olhar para o alto... e rezar! Só assim poderemos experimentar o que São Paulo insiste em nos ensinar: "Quando sou fraco é que sou forte!" (2 Cor 12, 10c).

Com carinho e orações!,

Seu irmão,
Ricardo Sá

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

“Vinde a mim todos o que estais cansados..”

...e eu vos darei descanso"


“Por que receias pois tomar a Cruz, pela qual se caminha para o reino?

Na Cruz está a saúde e a vida; na Cruz está a fortaleza do coração e o gozo do espírito...Toma pois a tua Cruz e segue a Jesus Cristo e caminharás para a vida eterna.

Este Senhor foi diante, levando às costas a Cruz; morreu por teu amor, para que tu também leves a Cruz...

Pouco é o que padeces, em comparação dos que padeceram, sendo tão gravemente atribulados, tão diversamente provados.

Convém, pois, que te lembres dos trabalhos mui graves dos outros, para que facilmente sofras os teus leves; e se te não parecem leves, olha não seja impaciência que os figure pesados. Porém ou sejam leves ou graves, procura levá-los todos com paciência.”

(Imitação de Cristo)

SEMANA DE UNIDADE DOS CRISTÃOS – 6

Meditação para o sexto dia
da Semana pela Unidade dos Cristãos


CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 22 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos o comentário aos textos bíblicos escolhidos para o sexto dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, 23 de janeiro.
O texto forma parte dos materiais distribuídos pela Comissão Fé e Constituição do Conselho Ecumênico das Igrejas e o Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. A base do texto foi redigida por uma equipe de representantes ecumênicos da Coréia.

* * *

"Os cristãos
diante da doença e do sofrimento"


Liturgia da Palavra

- 2 Rs 20, 1-6: Ah, Senhor, digna-te lembrares de mim
- Sl 22 (21), 1-11: Por que me abandonaste?
- Tg 5, 13-15: A oração com fé salvará o enfermo
- Mc 10, 46-52: Que queres que eu te faça?

Comentário

Quantas vezes Jesus encontrou os doentes e quis curá-los! Todas as nossas Igrejas, ainda que divididas, têm uma clara consciência da compaixão do Senhor pelos que sofrem. No que toca às doenças, os cristãos sempre procuraram seguir o exemplo do Mestre, cuidando dos enfermos, construindo hospitais e dispensários, organizando “mutirões de saúde”, não se preocupando apenas com “a alma”, mas também dos corpos dos pequeninos de Deus.

Contudo, isto nem sempre é tão evidente. As pessoas saudáveis tendem a considerar a saúde como uma conquista sua, e esquecem aqueles que não podem participar plenamente da comunidade por causa da sua enfermidade ou limitação. Quanto aos enfermos, muitos deles se sentem esquecidos por Deus; distantes de sua presença, de sua graça e de sua força salvadora.

A profunda fé de Ezequias o sustenta na doença. Nos momentos de dor, ele encontra os termos certos para recordar a Deus sua promessa misericordiosa. Sim, aqueles que sofrem às vezes tomam da Bíblia as palavras inspiradoras para clamar por suas dores e confrontar o desígnio de Deus: “Por que me abandonaste?” Se nossa relação com Deus é sincera, profunda, e se diz com palavras de fé e reconhecimento, ela poderá também expressar na oração a nossa aflição, nossa dor e até mesmo nossa ira, quando esta última for necessária.

Os doentes não são apenas objeto de cuidados. Ao contrário, são sujeitos de viva experiência de fé, como descobriram os discípulos de Jesus certa vez – no relato que lemos no Evangelho de Marcos. Aconteceu que os discípulos queriam fazer seu próprio caminho ao seguir Jesus, ignorando o homem doente marginalizado pela multidão. Quando Jesus os interpela, ele os desvia de seus objetivos individualistas. Conosco pode acontecer algo parecido: estamos dispostos a cuidar dos doentes, desde que eles não reclamem e nos perturbem.

Hoje, freqüentemente, são os doentes dos países pobres que gritam para nós pedindo medicamentos; isto que nos leva a refletir sobre a concessão de patentes e do lucro. Os discípulos que antes queriam impedir o cego de se aproximar de Jesus são interpelados pelo mesmo Jesus a levar a ele sua mensagem de cura; uma mensagem de amor que soa completamente nova: “Coragem! Levanta-te, ele te chama”.
Somente quando os discípulos conduzem o doente até Jesus é que eles finalmente entendem o que quer o Senhor: dedicar o tempo para encontrar-se com o doente, para lhe falar e ouvir, perguntando-lhe o que deseja e do que necessita.

Uma comunidade de reconciliação só pode florescer quando os enfermos experimentam a presença de Deus nas suas relações com os irmãos e as irmãs em Cristo.

Oração

Senhor, escuta teu povo quando este grita por ti, aflito pela doença e pela dor. Que aqueles que são saudáveis se façam dom pelo bem-estar dos outros; que eles possam servir os que sofrem com coração generoso e mãos abertas. Senhor, dá-nos viver na tua graça e pela tua providência, tornando-nos uma comunidade de reconciliação onde todos te louvem unidos.
Amém.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

SEMANA DE UNIDADE DOS CRISTÃOS – 5

Meditação para o quinto dia da Semana pela Unidade dos Cristãos


Os cristãos diante das discriminações

e dos preconceitos sociais


CIDADE DO VATICANO, (ZENIT.org).- Publicamos o comentário aos textos bíblicos escolhidos para o quinto dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, 22 de janeiro.
O texto forma parte dos materiais distribuídos pela Comissão Fé e Constituição do Conselho Ecumênico das Igrejas e o Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. A base do texto foi redigida por uma equipe de representantes ecumênicos da Coréia.

* * *

Liturgia da Palavra

- Is 58, 6-12: Não te esquives daquele que é tua própria carne
- Sl 133: Que prazer encontrar-se entre irmãos
- Gl 3, 26-29: Todos vós sois um só em Cristo
- Lc 18, 9-14: A estes, convencidos de serem justos

Comentário

No início do mundo, os seres humanos criados à imagem de Deus constituíam uma só humanidade “unidos em tua mão”.
No entanto, o pecado interferiu no coração do homem... Desde então, não cessamos de construir categorias discriminatórias. Neste mundo, muitas escolhas são feitas com base na raça ou etnia; há casos em que a identidade sexual ou o simples fato de ser homem ou mulher alimenta os preconceitos; em outros lugares, ainda, o obstáculo é a religião, usada como feitora de exclusão.
Todas estas discriminações são desumanas. Elas são fontes de conflito e de grande sofrimento.

No seu ministério terrestre, Jesus mostrou-se particularmente sensível à humanidade comum, a todos os homens e mulheres. Ele denunciou sem cessar as discriminações de toda espécie e as vantagens que alguns podiam tirar disso. Jesus mostra que nem sempre os “justos” são aqueles que parecem sê-lo, e alerta que o desprezo não tem lugar no coração dos verdadeiros crentes.

Como os benefícios do óleo precioso ou do orvalho do Hermon, o Salmo 133 canta a felicidade da vida fraternalmente partilhada. Quão prazeroso e alegre é viver juntos como irmãos e irmãs: é esta a graça que saboreamos no fundo do coração em nossos encontros ecumênicos, quando renunciamos às discriminações confessionais.

Restaurar a unidade da família humana é missão comum de todos os cristãos. Importa agirmos unidos contra toda sorte de discriminação. Esta é a esperança que partilhamos: não há judeu, nem grego; nem escravo, nem livre; nem homem, nem mulher, pois todos somos “um” em Cristo Jesus.

Oração

Senhor, faz-nos perceber as discriminações e exclusões que marcam nossa sociedade. Conduze nosso olhar e ajuda-nos a reconhecer os preconceitos que habitam em nós. Ensina-nos a expulsar todo desprezo de nosso coração, para apreciarmos a alegria de viver jutos em unidade.
Amém.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

TESTEMUNHOS



ESCUTA A VOZ DO SENHOR:


“Nosso Senhor pediu-me

um completo desprendimento.”



(Beata Maria do Divino Coração)

SEMANA DE UNIDADE DOS CRISTÃOS – 4

Meditação para o quarto dia da Semana
pela Unidade dos Cristãos


"Os cristãos diante da crise ecológica"


CIDADE DO VATICANO, (ZENIT.org).- Publicamos o comentário aos textos bíblicos escolhidos para o quarto dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, 21 de janeiro.
O texto forma parte dos materiais distribuídos pela Comissão Fé e Constituição do Conselho Ecumênico das Igrejas e o Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. A base do texto foi redigida por uma equipe de representantes ecumênicos da Coréia.

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Liturgia da Palavra

- Gn 1, 31-2,3: Deus viu tudo o que havia feito; e eis que era muito bom
- Sl 148, 1-5: Pois ele ordenou, e foram criados
- Rm 8, 18-23: A criação libertada do poder do nada
- Mt 13, 31-32: A menor de todas as sementes

Comentário

Deus criou nosso mundo com sabedoria e amor; quando ele terminou a obra da criação, viu que tudo era bom. Mas hoje, o mundo enfrenta uma grave crise ecológica. Nossa Terra sofre com o aquecimento climático, devido ao nosso consumo excessivo de energia. A superfície das florestas sobre o Planeta diminuiu 50% nos últimos quarenta anos, enquanto que cresce sempre mais a desertificação.
Os coreanos, que gostam muito de peixe se preocupam: são três quartos dos habitantes do mar que desaparecem por dia. A cada dia, são mais de cem espécies vivas que se extinguem! Esta perda de biodiversidade é uma ameaça para a própria humanidade. Com o apóstolo Paulo, nós podemos afirmar: a criação foi libertada do poder do nada; ela geme, como nas dores do parto.
Não encobrimos o rosto!

Nós humanos carregamos uma grande responsabilidade nesta destruição do meio-ambiente. A ganância atrai a sombra da morte sobre o conjunto da criação.

Juntos, nós cristãos devemos nos envolver eficazmente na salvaguarda da criação. Esta imensa tarefa não permite que nós, batizados, trabalhemos sozinhos. Precisamos conjugar nossos esforços: atuando juntos, nos será possível proteger a obra do Criador.

No Evangelho, observamos o lugar central que os elementos da natureza ocupam nas parábolas e no ensino de Jesus. Ele valoriza até mesmo a menor de todas as sementes: o grãozinho de mostarda. Cristo manifesta grande consideração pelas criaturas. Com base na visão bíblica da Criação, nós cristãos podemos oferecer uma contribuição conjunta à reflexão e ação hodiernas pelo futuro do planeta.

Oração

Deus Criador, formaste o mundo pela da tua Palavra e viste que tudo era bom. Mas hoje nós cumprimos obras de morte e provocamos irremediavelmente a depredação do meio-ambiente. Dá-nos o arrependimento de nossas ganâncias; ensina-nos a cuidar das tuas criaturas. Juntos, nós queremos proteger a criação.
Amém.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

SEMANA DE UNIDADE DOS CRISTÃOS – 3

Meditação para o terceiro dia da Semana pela Unidade dos Cristãos


Os cristãos diante da injustiça econômica e da pobreza


CIDADE DO VATICANO, (ZENIT.org).- Publicamos o comentário aos textos bíblicos escolhidos para o terceiro dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, 20 de janeiro.
O texto forma parte dos materiais distribuídos pela Comissão Fé e Constituição do Conselho Ecumênico das Igrejas e o Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. A base do texto foi redigida por uma equipe de representantes ecumênicos da Coréia.


* * *


Liturgia da Palavra

- Lv 25, 8-14: O jubileu como libertação
- Sl 146 (145): O Senhor faz justiça aos oprimidos
- 1Tm 6, 9-10: O amor ao dinheiro, raiz de todos os males
- Lc 4, 16-21: Jesus e o jubileu como libertação

Comentário

Nós pedimos que o Reino de Deus venha; somos desejosos de um mundo em que as pessoas, principalmente os mais pobres, não morram prematuramente. Todavia, a ordem econômica do mundo atual agrava a situação dos pobres e acentua as desigualdades sociais.

A comunidade mundial, hoje, se confronta com a precarização crescente do trabalho humano e suas conseqüências. A idolatria do mercado e o amor ao dinheiro, conforme a 1ª Carta a Timóteo, se mostra logo como “a raiz de todos os males”.

O que as Igrejas Cristãs podem e devem fazer neste contexto? Voltemo-nos juntos para o tema bíblico do jubileu, que Jesus evoca para explicar seu ministério.

Conforme o que é proposto em Levítico 25, no Jubileu se anunciava: os emigrados econômicos poderiam retornar para sua propriedade ao lado de sua família; se alguém tinha perdido todos os seus bens, ele podia também viver com o povo como residente estrangeiro; não se podia emprestar dinheiro com o interesse de cobrar juros no seu compenso; não se oferecia alimento para se tirar proveito.

O Jubileu implicava uma ética comunitária: a libertação dos escravos e seu retorno para suas casas, a restauração dos direitos territoriais, o perdão das dívidas. Para quem foi vítima das estruturas sociais injustas, o Jubileu significava o restabelecimento do direito e a restituição dos seus meios de existência.

O ponto-de-chegada de um mundo que considera “ter mais dinheiro” o valor e o alvo absoluto da vida só poderá ser a morte. Quanto à Igreja, ao contrário, nós somos chamados a viver no espírito do Jubileu e, a exemplo de Cristo, anunciar juntos esta boa nova. Tendo experimentado a cura de sua própria divisão, os cristãos se tornariam mais sensíveis às outras divisões, promovendo a cura da humanidade e toda a criação.

Oração

Deus de Justiça, em nosso mundo há lugares em que transborda comida; mas outros em que não se tem o bastante, com uma legião de doentes e famintos.
Deus da Paz, em nosso mundo há pessoas que tiram proveito da violência e da guerra, enquanto outros, por causa da guerra e da violência, são obrigados a abandonar seus lares e encontrar refúgio em terra estranha.
Deus de Compaixão dá-nos compreender que não podemos viver apenas do dinheiro, mas que somos necessitados da tua Palavra. Ajuda-nos a compreender que não podemos chegar à vida e à prosperidade verdadeira senão amando a Ti, na obediência à tua vontade e aos teus ensinamentos.
Nós te pedimos em nome de Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Amém.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

SEMANA DE UNIDADE DOS CRISTÃOS – 2

Meditação para o segundo dia (19)
da Semana pela Unidade dos Cristãos



Os cristãos diante da guerra e da violência


- Is 2, 1-4: Não se aprenderá mais a guerra
- Sl 74, 18-23: Não esqueças para sempre a vida dos teus pobres
- 1Pd 2, 21-25: Suas chagas vos curaram
- Mt 5, 38-48: Orai pelos que vos perseguem


Comentário

A guerra e a violência erguem os maiores obstáculos à unidade que Deus concede aos cristãos. A guerra e a violência procedem, em última análise, da divisão que existe no interior de nós mesmos – que ainda não foi curada – e da arrogância humana que é incapaz de voltar ao fundamento verdadeiro da nossa existência.

Os cristãos na Coréia desejam pôr um fim a mais de cinqüenta anos de separação entre a Coréia do Sul e a Coréia do Norte, para estabelecer a paz no mundo. A instabilidade que reina na península coreana, não representa apenas a dor da única nação do mundo ainda dividida institucionalmente, mas simboliza os mecanismos de divisão, de paradoxo, de hostilidade e de vingança que afetam toda a humanidade. Quem colocará fim neste ciclo de guerra e violência?

Nas situações de violência e de injustiça mais brutais, Jesus nos mostra a força capaz de pôr fim ao ciclo vicioso da guerra e da violência: aos discípulos que pretendiam reagiram à violência e ao furor conforme a lógica do mundo, ele instrui de modo paradoxal a renúncia de toda violência (Mateus 26,51-52).

Jesus revela a verdade da violência humana; fiel ao Pai, ele morreu na cruz para nos salvar do pecado e da morte. A cruz revela o paradoxo e o conflito inerente à natureza humana. A morte violenta de Jesus marca a instauração de uma nova criação, carregando sobre a cruz os pecados dos humanos, a violência e a guerra.

Jesus Cristo não propõe uma não-violência baseada apenas sobre o humanismo. Ele propõe a restauração da Criação de Deus e por Deus, confirmando nossa esperança e nossa fé na manifestação vindoura dos novos céus e da nova terra. A esperança fundada sobre a vitória definitiva de Jesus Cristo sobre a cruz nos permite perseverar na busca da unidade dos cristãos e na luta contra toda forma de guerra e violência.

Oração

Senhor, tu que te entregaste na cruz pela unidade do gênero humano, nós te oferecemos nossa humanidade ferida pelo egoísmo, arrogância, vaidade e ira. 
Senhor, não abandones teu povo oprimido a sofrer toda forma de violência, de ira e de ódio, vítima de falsas crenças e de divergências ideológicas.
Senhor, concede que nós, cristãos, trabalhemos juntos para que se cumpra a tua justiça, antes que a nossa.
Dá-nos coragem de ajudar os outros a levar sua cruz, ao invés de colocar a nossa sobre seus ombros.
Senhor, ensina-nos a sabedoria de tratar nossos inimigos com amor ao invés de odiá-los.

Amém.

SEMANA DE UNIDADE DOS CRISTÃOS – 1




As comunidades cristãs diante de suas velhas e novas divisões


Por: “Evangelho Quotidiano”


“Ao longo desta semana, vamos enviar aos nossos leitores as meditações propostos pela Santa Sé, a partir dos trabalhos de uma equipa ecuménica na Coreia, no âmbito da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.


- Ez 37, 15-19.22-24s: Serão um, em tua mão

- Sl 103, 8-13 ou 18: O Senhor é misericordioso e benevolente; cheio de fidelidade

- 1Co 3, 3-7.21-23: Há entre vós ciúme e contendas; vós sois de Cristo

- Jo 17, 17-21: Que todos sejam um, para que o mundo creia


Comentário

Os cristãos são chamados a ser instrumentos do amor fiel e reconciliador de Deus, num mundo marcado por separações e alienações. Batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, professando nossa fé no Cristo crucificado e ressuscitado, nós somos um povo que pertence a Cristo, um povo chamado a constituir seu Corpo no e para o mundo. Foi isto que o Senhor pediu, quando orou por seus discípulos: “que eles sejam um, a fim de que o mundo creia”.

As divisões entre os cristãos, no que toca às questões fundamentais da fé e da vida dos discípulos de Cristo, prejudicam gravemente nossa capacidade de testemunho diante do mundo. Na Coréia, como em muitos outros países, o Evangelho do Cristo foi anunciado por vozes contraditórias que proclamavam a Boa Nova com formas discordantes. Há quem se sinta tentado a simplesmente resignar-se, considerando tais divisões e os conflitos que lhes são subjacentes como mera e natural herança nossa história. Contudo, trata-se de uma ferida ao interno da comunidade cristã, que contradiz claramente o anúncio de que Deus reconciliou o mundo em Cristo.

Em Ezequiel, a visão dos dois pedaços de madeira sobre os quais estão escritos os nomes dos reinos divididos, no antigo Israel, que tornariam a ser “um” na mão de Deus, é uma imagem eloqüente da reconciliação eficaz que Deus cumpriu para o povo, suprimindo suas divisões – unidade que o povo não pode restaurar por si mesmo.Esta metáfora evoca adequadamente a divisão dos cristãos e prefigura a reconciliação que está no coração da proclamação cristã. Sobre os dois pedaços de madeira que formam sua cruz, o Senhor da história cura as feridas e as divisões da humanidade. No dom total de Si sobre a cruz, Jesus uniu o pecado do homem ao amor fiel e redentor de Deus. Ser cristãos significa ser batizados nesta morte pela qual o Senhor, na sua infinita misericórdia, grava os nomes da humanidade ferida no madeiro de sua cruz, nos unindo a ele e restabelecendo, assim, nossa relação com Deus e com o próximo.

A unidade cristã é uma comunhão que se baseia na nossa subscrição a Cristo e a Deus. Convertendo-nos sempre mais a Cristo, nós nos percebemos reconciliados pela potência do Espírito Santo. Rezar pela unidade cristã é reconhecer nossa confiança em Deus; é nos abrir inteiramente ao Espírito. Unida aos demais esforços que empreendemos em prol da unidade dos cristãos – como o diálogo, o testemunho comum e a missão – a oração é um instrumento privilegiado pelo qual o Espírito Santo manifesta ao mundo nossa reconciliação em Cristo, este mundo que ele veio salvar.

Oração

Deus de compaixão, tu nos amaste e perdoaste em Cristo. Tu reconciliaste toda a humanidade em teu amor redentor. Olha com bondade todos aqueles que trabalham e rezam pela unidade das Comunidades cristãs, ainda divididas. Dá-lhes serem irmãos e irmãs em teu amor. Possamos nós ser um, “um em tua mão”.
Amém.

A CRUZ DA RECONCILIAÇÃO E DA SALVAÇÃO


Finque a cruz de Cristo em sua vida!


Deus não enviou seu Filho ao mundo para condená-lo, mas para que este fosse salvo por Ele. Da mesma forma, Deus não enviou seu Filho para condenar sua família, mas para que ela seja salva por Ele.

Esta é a grande verdade: não podemos rejeitar a salvação de Jesus. O Filho de Deus quis se fazer Filho do homem, porque viu a situação dos seus irmãos, era vontade do Pai e do Filho.[...]

Até que o Pai tomou a iniciativa e o Filho aceitou de coração enfrentar tudo, até alcançar a salvação dos seus irmãos. Foi rejeitado pelo seu próprio povo, condenado e morto na cruz, aceitou tudo isso, do fundo do coração para a nossa salvação. Por isso, nenhum de nós pode rejeitá-la [salvação].

Deus foi conduzindo o povo ao longo do deserto até a Terra Prometida. Foi uma caminhada difícil, porque era necessário passar pelo deserto. Logo começaram a murmurar, rejeitando tudo o que o Senhor fez. Deus Pai providenciava, a cada dia, o maná como alimento para aquele povo, era o único alimento, porque eles estavam no deserto. Mas o povo era ingrato e dizia “estamos com nojo deste miserável alimento” (cf. Nm 21,5b).

Da mesma forma, Jesus vem nos dizer “como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do homem” (João 3,14).

Porque Deus não enviou seu Filho ao mundo para condená-lo, mas para salvá-lo. O Senhor viu a bobagem que fizemos de rejeitar a salvação, mas quis tanto nos salvar que facilitou as coisas para nós, basta olhar para aquela cruz. Porque seu Filho já fez tudo, agora basta que a acreditemos, pois estamos vivendo o tempo da misericórdia.

Vemos nossos filhos preferindo as drogas, a corrupção. E assim como aquele povo precisava passar pelo deserto, nós passamos pela dureza de deixar o pecado e as nossas más inclinações para sermos salvos. Por não querermos enfrentar isso, estamos perdendo aqueles que amamos.

Hoje é um dia especial para chamar todos de volta. Cada um precisa se dispor a não mais rejeitar a salvação, e então fincar a cruz de Cristo na sua vida, nos seus afetos, na sua vontade rebelde, no seu corpo que procura prazer a qualquer custo.

Seu irmão, Monsenhor Jonas Abib