sexta-feira, 24 de agosto de 2012

S. Bartolomeu, apóstolo



FESTEJAR O APÓSTOLO BARTOLOMEU


NOTA INTRODUTÓRIA

São Bartolomeu - filho de Tholmai - é um dos doze apóstolos.

Muitos o identificam com Natanael, mencionado em João 1,45: Jesus viu Natanael vindo até ele, e disse a seu respeito: "Eis um verdadeiro israelita, em quem não há fraude". Natanael exclamou: "Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel". Jesus respondeu-lhe: "Crês só porque te disse: 'Eu vi-te sob a figueira'? Verás coisas maiores do que essas".

Além de João, Mateus, Marcos, Lucas, os Actos referem-se a ele como um dos Doze. Uma antiga tradição arménia afirma que o apóstolo Bartolomeu, que era da Galileia, foi para a Índia.

Pregou àquele povo a verdade do Senhor Jesus segundo o Evangelho de São Mateus. Depois de, naquela região, ter convertido muitos a Cristo, sustentando não poucas fadigas e superando muitas dificuldades, passou para a Arménia Maior, onde levou a fé cristã ao rei Polímio, a sua esposa e a mais de doze cidades. Essas conversões, no entanto, provocaram uma enorme inveja nos sacerdotes locais, que, por meio do irmão do rei Polímio, conseguiram obter ordem para tirar a pele de Bartolomeu e depois decapitá-lo.

LITURGIA

Livro do Apocalipse 21,9b-14.

Salmo 145(144),10-11.12-13ab.17-18

Evangelho segundo S. João 1,45-51

“Naquele tempo, Filipe encontrou Natanael e disse-lhe: «Encontrámos aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, e os Profetas: Jesus, filho de José de Nazaré.»
Então disse-lhe Natanael: «De Nazaré pode vir alguma coisa boa?» Filipe respondeu-lhe: «Vem e verás!»
Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse dele: «Aí vem um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento.»
Disse-lhe Natanael: «Donde me conheces?» Respondeu-lhe Jesus: «Antes de Filipe te chamar, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira!»
Respondeu Natanael: «Rabi, Tu és o Filho de Deus! Tu és o Rei de Israel!»
Retorquiu-lhe Jesus: «Tu crês por Eu te ter dito: 'Vi-te debaixo da figueira'? Hás-de ver coisas maiores do que estas!»
E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo por meio do Filho do Homem.»



Comentário ao Evangelho do dia feito por : Siluane (1866-1938), monge, santo das Igrejas ortodoxas – Escritos.

Bartolomeu-Natanael e os apóstolos de hoje
Depois da Ascensão do Senhor, os apóstolos voltaram, como está escrito no Evangelho, com uma grande alegria (Lc 24,52). O Senhor conhecia a alegria que lhes dava e a alma deles experimentou intensamente essa alegria. A sua primeira alegria foi conhecer o verdadeiro Senhor, Jesus Cristo; a segunda amá-Lo; a terceira conhecer a vida eterna e celeste; e a quarta alegria desejar a salvação para o mundo, tal como para si próprios. E, por fim, sentiram uma grande alegria por conhecerem o Espírito Santo e verem como operava neles.


Os apóstolos percorriam a terra e falavam ao povo do Senhor e do Reino dos Céus, mas a sua alma estava cheia de saudade e aspiravam a ver o Senhor. Era por isso que não temiam a morte, mas iam alegremente ao seu encontro; se desejavam viver na terra, era unicamente por amor aos homens. Os apóstolos amavam o Senhor e, assim, não temiam nenhuma tribulação. Amavam o Senhor, mas amavam também os homens, e esse amor tirava-lhes todo o receio. Não temiam nem as tribulações nem a morte, e foi por isso que o Senhor os enviou para o mundo, para iluminar os homens.


Ainda hoje, há pessoas de oração que experimentam esse amor divino e aspiram a ele dia e noite. Servem o mundo pela sua oração e pelo que escrevem. Mas essa tarefa compete sobretudo aos pastores da Igreja, que têm uma tão grande graça que, se os homens conseguissem ver o seu brilho, o mundo inteiro ficaria maravilhado. Mas o Senhor escondeu-o, para que os Seus servos não se encham de orgulho, mas se salvem na humildade.




(Evangelho Quotidiano)

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A SAUDADE JÁ BATE À PORTA




Regressámos do Pico


A minha montanha do Pico quis despedir-se de mim, com todo o seu estilo: altaneiro, cru, verdadeiro!

Vou partilhar contigo uma foto tirada do aeroporto e outra já do avião.








UM ABRAÇO


domingo, 12 de agosto de 2012

HOJE É O DIA DO SENHOR




"Levanta e come"

A Liturgia de hoje nos fala da preocupação de Deus
em oferecer aos homens o "pão" da vida plena e definitiva.

Na 1a Leitura Elias recebe no deserto um "pão do céu"
para refazer as forças e continuar a sua missão. (1 Rs 19,4-8)

Ele acusara o Rei e a Rainha de serem a ruína de Israel,
desafiara e matara os profetas de Baal, que davam sustentação
à religião pagã da rainha Jesabel (± ano 450).
Ameaçado de morte, foge para o DESERTO,
onde o povo encontrara a fonte de sua fé (êxodo).
Perseguido, cansado, faminto, abatido e desanimado,
adormece debaixo de uma árvore, desejando a morte...
- Deus não o abandona, manda um anjo, que lhe diz: "Levanta e come"…
- Elias, revigorado por aquele alimento vindo do céu,
continua o seu caminho (40 dias e 40 noites) até o monte de Deus (Horeb).
Deus não abandona o profeta em sua missão, nem elimina os inimigos,
apenas lhe dá a força para continuar a caminhada...

* Esse pão vindo do céu prefigura o "Pão", oferecido por Jesus.
O seguidor de Cristo, que caminha pelo deserto da vida,
pode sentir o cansaço, desânimo e a tentação de deixar tudo.
Mas, como Elias, deve despertar do sono, comer do "Pão do Céu"
e, fortalecido, retomar o caminho até chegar ao monte santo.

Na 2ª Leitura, Paulo exorta os efésios a serem imitadores de Deus,
em sua bondade e misericórdia e arrancar tudo o que se opõe
ao Espírito Santo e à caridade. (Ef 4, 30-5,2)

No Evangelho prossegue o discurso de Jesus em Cafarnaum,
onde Jesus se apresentara como o "Pão" descido do céu
para dar vida ao mundo. (Jo 6,41-51)

- Provoca uma forte REAÇÃO: "Os judeus murmuram" (como no deserto).
Daí nasce uma tremenda resistência e recusa…
- JESUS não desiste e reafirma:
"Eu sou o pão descido do céu… Quem come desse pão viverá eternamente"
E exige FÉ: "Quem crê, tem a vida eterna. Quem dele comer, não morrerá..."

"Comer a carne de Jesus"
- É assimilar na sua totalidade a pessoa e a Missão de Jesus e, como ele,
ter gestos de doação e de solidariedade em favor dos irmãos.
- É acolher Jesus na sua realidade divina e humana,
dom de Deus para a salvação da humanidade.

+ O que essas leituras bíblicas nos dizem no dia dos Pais?

- COMO SER PAI, HOJE,
num mundo que se transforma e enfrenta todo tipo de dificuldades?
Quantos pais se sentem cansados e desanimados, como Elias?

PAIS, não desanimem como Elias diante de situações difíceis e complicadas…
nem murmurem como os judeus diante do incompreensível…

SER PAI é uma Missão sublime…
- É participar do maravilhoso mistério da criação,
é iluminar o mundo com uma nova e insubstituível centelha de vida.
- É prosseguir na história e testemunhar a esperança
de um mundo sempre mais humano, fraterno e de paz…
Mas onde buscar força, quando parece tudo perdido?

O Evangelho de Hoje nos dá uma resposta…
Essa energia nos é dada no pão vivo descido do céu, que é CRISTO,
presente no meio de nós na EUCARISTIA e na sua PALAVRA.
E mais do que ninguém, o pai tem a missão de oferecer esse pão aos filhos…

SER PAI:

- É alimentar a vida dos filhos não apenas como o Pão material,
mas também o espiritual… também com a palavra amiga…
- É saber gastar tempo com os filhos:
Muitos pais puseram filhos ao mundo e não cresceram com os filhos;
depois talvez se queixam que não conseguem entender os filhos…

- É saber respeitar a liberdade dos filhos:
sendo uma presença certa na hora exata, respeitando a vocação de cada um...

- É saber confiar: As pessoas só confiam em que confiam nelas…
Pior que o erro, é perder essa confiança dos filhos...

FILHOS, O QUE É TER PAI?

- É saber descobrir a presença de Cristo
naquele que é responsável pelo progresso e felicidade da família…

- É saber respeitar e nas horas difíceis confiar…
Há dois momentos que nos ensinam o que é ter um pai:
- Quando não podemos mais tê-lo ao nosso lado…
- Quando um dia vocês forem pais responsáveis e
perceberem como é difícil ser um verdadeiro pai…

No dia de hoje, inicia também a Semana Nacional da Família,
com a qual a Igreja pretende fazer redescobrir os valores da família...

- Uma família nova que acredita no futuro... que vive de esperanças...
não apenas das lembranças do passado...
- Uma família, que a exemplo da sagrada família de Nazaré,
seja a família que Deus quer...
- Uma Família, onde os filhos encontram a paz e a segurança
tão desejada e tão necessária...

"FAMÍLIA: o Trabalho e a Festa:
Três dons de Deus, três dimensões de nossa vida,
que se devem encontrar num equilíbrio harmonioso". (Bento XVI)

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 12.08.2012

sábado, 11 de agosto de 2012

La necesidad de la Gracia






 Nadie puede venir a mí si no le atrae el Padre que me ha enviado, afirmó Jesús con toda franqueza, dirigiéndose a los judíos. Aprovechemos, pues, nosotros sus palabras para meditar, aunque sea brevemente, este domingo - Jo 6, 41-51.
        Tal vez pensemos en ocasiones que es muy difícil el trato con Dios. La vida cristiana, que es vida de Cristo para el hombre y relación con Dios, como hijos con su Padre, es posible que se nos presente como una empresa de gran envergadura, a duras penas alcanzable. Y, por eso, bastantes desisten del intento y ni se plantean la tarea de su santificación. Ser buenos cristianos lo dejan para gentes especiales –según ellos–, especialmente dotadas –piensan algunos–, capaces de un heroísmo extraordinario.
        Es innegable que el camino de la santidad nada más es transitable por los esforzados. El propio Jesús lo advertía: Desde los días de Juan el Bautista hasta ahora, el Reino de los Cielos padece violencia, y los esforzados lo conquistan. Cada uno notamos con bastante claridad, sin necesidad de particulares demostraciones al respecto, que seguir la doctrina de Cristo es tarea ardua. Pero los santos no han tenido por excesiva, desde ningún punto de vista, la empresa que llevaron a cabo. Sus ejemplos nos muestran vidas heroicas, en ocasiones muy fuera de lo común, pero una especial visión de sí mismos y de Dios con ellos, les hacía pensar, sin embargo, y sin falsos engaños, que no hacían nada desproporcionado, que era muy poco lo que aún se esforzaban por Dios.
        La Constitución Pastoral Gaudim et Spes, del Concilio Vaticano II, resume en un párrafo la necesaria historia de la existencia humana, a la luz de la Revelación: A través de toda la historia humana existe una dura batalla contra el poder de las tinieblas, que, iniciada en los orígenes del mundo, durará, como dice el Señor, hasta el día final. Enzarzado en esta pelea, el hombre ha de luchar continuamente para acatar el bien, y sólo a costa de grandes esfuerzos, con la ayuda de la gracia de Dios, es capaz de establecer la unidad en sí mismo.
        Es indudable, pues, que cada uno necesitamos aportar lo mejor de nosotros mismos para la empresa de la santificación personal. Se trata de una dura batalla. Es necesario hacerse violencia y ser esforzados, como condición para alcanzar la meta propuesta por Dios. Pero no olvidemos que nuestra santidad es una iniciativa divina y que si apreciáramos una gran dificultad para vivir el Evangelio sería por una visión de la santidad demasiado sólo "de tejas abajo". ¿Acaso es posible que nos cueste en exceso cumplir los planes de Dios? ¿Nos puede Él pedir objetivos a duras penas accesibles?
        El plan es de Dios. Intentemos comprender lo que significa verse incluido en un plan divino. Un proyecto de Dios para el hombre y, por consiguiente, siempre amoroso; eficaz de modo necesario y posible, pues es a la medida de cada uno, que dispone de la gracia de Dios para poder. Su poder –el divino poder– nos respalda al llamarnos a la santidad, es garantía para el hombre y el fundamento seguro del optimismo y la confianza del cristiano. No temáis, pequeño rebaño, porque vuestro Padre ha tenido a bien daros el Reino. Con esas tiernas palabras habla Jesús del plan salvador de Dios, para disipar temores desproporcionados y que nos animemos a ser optimistas, a confiar: a vivir de fe.
        Pero la afirmación de Jesús, con que comenzábamos esta reflexión, parece referirse –y con fuerza– a bastante más que a una ayuda: Nadie puede venir a mí si no le atrae el Padre que me ha enviado. Es Nuestro Padre Dios quien se ocupa, de hecho, de que lleguemos a ser santos: Él nos atrae. Lo nuestro sería secundar esa iniciativa divina y no resistirnos a su atraccción, que nos garantiza para cada día su Gracia para que sigamos viviendo de fe y esperanza. Mientras, cada día, sentimos gozosos y asombrados, ante dificultades e incomprensiones, la confirmación de que la fidelidad mantenida sirve: que, por así decir, funciona. Así se acrisola el amor a Dios; y un deseo grande de gratitud y de perseverancia, que querríamos inundara todo nuestro ser, se desarrolla más y más en nosotros cada jornada. Y Dios nos hace notar cada día una alegría feliz –sólo suya– que nosotros entendemos bien, aunque bastantes no lo comprendan. Es Dios haciendo su obra, su plan en sus hijos. ¿Quién mejor? Nadie, como nuestro Creador y Padre conoce lo que podemos y lo que nos deleita. Nadie –tampoco nosotros– quiere que seamos felices tanto como Dios lo quiere.
        La vida nuestra puede y debe ser una conversación habitual con el Padre Nuestro que está en los Cielos. Con frecuencia le habremos dado gracias, habremos intercedido ante Él por las necesidades de los demás, le habremos pedido perdón, etc. Digámosle, con mucha frecuencia, que tome las riendas de nuestra vida; que nos atraiga a Sí, por encima de tanta apetencia y vanidad; que queremos ser sólo suyos, también sus siervos, como Santa María, esclava del Señor.
(Eldomingo)

Santa Clara de Assis



... virgem, fundadora, +1253




Nasceu em Assis, em 1193. Conterrânea de São Francisco, Clara foi sua discípula e fiel intérprete de seu ideal ascético. De família nobre, dotada de extraordinária beleza e possuidora de muitas riquezas, Clara, aos 18 anos, fugiu de casa para se consagrar a Deus, mediante uma vida de absoluta pobreza, a exemplo de Francisco de Assis. Juntamente com Inês, sua irmã mais jovem, e outras companheiras, Clara instalou-se no oratório de São Damião. Era o início das Clarissas. Procuravam em tudo viver o ideal franciscano da pobreza. Actualmente somam cerca de umas 19 mil religiosas, espalhadas por todo o mundo.

Contam as fioretti que um dia, Francisco mandou dizer a Clara que rezasse a Deus para que ele pudesse saber o que mais agradava a Deus: dedicar-se à pregação ou à oração. Depois de muita oração, o mensageiro levou a resposta a Francisco: "Tanto a frei Silvestre como a irmã Clara e sua irmã, Cristo respondeu e revelou que sua vontade é que vás pelo mundo a pregar, porque Ele não te escolheu para ti somente, mas ainda para a salvação dos outros!"

Com frei Masseo, São Francisco pôs-se a caminhar conforme o Espírito o movia ... Pregou a muitos com muita unção ... As aves do céu faziam silêncio para que o Santo pudesse falar ...

São Damião foi milagre que irradiou pureza, como o sol irradia os seus raios. As mulheres queriam ser puras como Clara e os homens aprendiam a respeitar a pureza das mulheres. Santa Clara é apresentada de custódia do Santíssimo Sacramento na mão a deter os mouros às portas de Assis. Por lhe ter sido atribuído ver de longe o sepulcro de S. Francisco, foi ela declarada padroeira da televisão.


www.ecclesia.pt

TELEFONES DE EMERGÊNCIA



    QUERES SER FELIZ?


    Então liga para: Rm 12,14-16a



ASSIM TE FALA O SENHOR

“Bendizei aqueles que vos perseguem, abençoai-os e não os amaldiçoeis.Alegrai-vos com os que estão alegres, chorai com os que choram. Tende os mesmos sentimentos uns para com os outros. Não aspireis às grandezas, mas conformai-vos com o que é humilde.”


….......

Ter medo da dor, de sofrer com a doença, com a falta de dinheiro, de emprego; ter medo de desagradar, de ser abandonado, gozado, é uma situação do nosso quotidiano. Viver debaixo desta pressão, mata.

A Leitura que li hoje – Rm 12, 14-16a – vem ensinar que, para ser feliz, tenho que estar em paz comigo e com o mundo, olhar mais para os outros que me rodeiam e menos para mim abdicando da posição de egoísmo que me é muito peculiar! Se eu privilegiar a simplicidade, não sofro com o orgulho nem com a ganância, nem invejo o que não tenho; preocupar-me-ei com os problemas dos outros e estarei onde estiver o mais carente; passarei um testemunho cristão aos que caminham longe talvez pelo meu mau exemplo... Sei que para tudo isto, é preciso ter muito amor – que não tenho -, aquele amor que Jesus teve por mim ao dar-Se na Cruz.

Como é difícil tudo isto e Deus sabe, porque sou muito débil. Por isso me diz que é na minha fraqueza que sou forte, porque Ele está “disponível”para dar a força que eu preciso, se eu quiser e Lhe pedir.

Agradecer cada dia, o dom da vida!
Agradecer cada dia todos os sinais de amor que o Senhor me envia!
Pedir cada dia que o Espírito de Deus habite em mim e me transforme.

“Ensinai-nos, Senhor, a descobrir a vossa imagem
em todos os homens e a servir-Vos em cada um deles.”


PASSA UM BOM DIA

 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

“Quem se ama a si mesmo, perde-se...”




Comentário ao Evangelho do dia - Jo 12,24-26 - feito por : Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja - Sermão 304
«Quem se ama a si mesmo, perde-se;
quem se despreza a si mesmo, neste mundo, assegura para si a vida eterna»


Na Igreja de Roma, o bem-aventurado Lourenço exercia as funções de diácono. Era ele que distribuía aos fiéis o Sangue sagrado de Cristo e foi aí que derramou o próprio sangue pelo nome de Cristo. [...] O apóstolo São João trouxe à luz o mistério da Ceia do Senhor quando disse: «Ele, Jesus, deu a Sua vida por nós; assim também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1Jo 3,16). São Lourenço compreendeu isso, meus irmãos, compreendeu-o e fê-lo; preparou esta oferenda para que fosse consumida nesta mesa. Amou a Cristo com a sua vida; e imitou-O na sua morte.


E nós, meus irmãos, se O amamos verdadeiramente, devemos imitá-Lo. A melhor prova que Lhe podemos dar do nosso amor é imitar os Seus exemplos: «Cristo também padeceu por vós, deixando-vos o exemplo, para que sigais os Seus passos» (1Pe 2,21). [...] No jardim do Senhor há verdadeiramente todo o tipo de flores: não apenas as rosas dos mártires, mas também os lírios das virgens, a hera das pessoas casadas, as violetas das viúvas. Absolutamente nenhuma categoria de pessoas, meus bem-amados, deve desesperar da sua vocação: o Senhor sofreu por todos. [...] É pois preciso compreender como é que o cristão deve seguir Cristo sem derramar o seu sangue nem enfrentar os sofrimentos do martírio.


O apóstolo Paulo diz a respeito de Cristo Senhor: «Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus». Que majestade! «No entanto, esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-Se semelhante aos homens e sendo, ao manifestar-Se, identificado como homem» (Fl 2,6s). Como Cristo Se humilhou! Cristo humilhou-Se. Eis portanto, cristão, aquilo que está à tua disposição. «Tornando-Se obediente» (v. 8): então por que és orgulhoso? [...] Em seguida, depois de ter ido até ao fim do Seu rebaixamento e de ter derrubado a morte, Cristo subiu ao céu: sigamo-Lo. “



(EvangelhoQuotidiano)



Jesús Serrat, in memoriam





“Mil gracias derramando / pasó por estos Sotos con presura, / e, yéndolos mirando, / con sola su figura / vestidos los dejó de su hermosura". (Cántico Espiritual - San Juan de la Cruz)

En Salamanca, donde todo comenzó, descansan ya los restos mortales de Jesús Serrat, responsable del Camino Neocatecumenal en la vieja Castilla a la que tanto quiso y que ya le echa de menos. Después de un duro combate contra la enfermedad, pasó a la casa del Padre al que tanto amó y al que entregó su vida durante casi cuatro décadas en las que su único empeño fue predicar y anunciar la Buena Noticia que un día cambió su vida y con la que contribuyó a cambiar la de muchas personas que escucharon la palabra de Dios por medio de su predicación.

Durante todo este tiempo, muchos hemos sido testigos de la obra que el Espíritu Santo ha hecho junto a Antonio Riquelme y Mariví Gorostiza en todas las provincias en las que ha trabajado con la paciencia y perseverancia de quien sabe que "Sólo Dios Basta" a la hora de extender y difundir su palabra. Dejando de lado personalismos y con el "seny" catalán y el humor como herramientas imprescindibles, Serrat vivió por y para Cristo, convencido de que seguirle a Él es garantía de una vida que no se acaba, y así lo transmitió a todo aquel que quiso escucharle, a veces con temor y temblor, pero siempre con la pasión de un hombre enamorado.

Ahora, desde el cielo al que tanto ansió llegar, Jesús Serrat seguirá ejerciendo la paternidad espiritual que con tanto amor practicó hacia sus catecúmenos. Quienes en su día le escuchamos, lloramos la pérdida de un hombre de Dios, pero con la alegre esperanza de saber que descansa junto al Padre y que desde allí continúa velando por nosotros.


Marcelo Galindo / EL ADELANTADO
(camineo.info)

“Basta-te a minha graça...”


Algures, na Ilha do Pico


Mais um dia o Senhor me quis oferecer!
Dia de verão: sol, calor a convidar um mergulho no mar ... e eu, cheia de dores!
É nestes dias de aflição, quando parece que o mundo vai desabar em cima de mim, que eu grito ao Senhor com o máximo de força que tenho! É aqui no meu canto, que sou verdadeira e humilde, porque assumo o meu "ser nada" perante a lealdade, a justiça e os desígnios de Deus. Peço ajuda, embora esteja consciente que o Senhor cuida de mim e que as provações me fortalecem, são uma realidade da vida e que vem e vão. Porém, quando elas vem, esqueço tudo isto e volto a gritar por socorro!

Estou numa fase destas e tudo isto por que estou a passar já eu o havia oferecido ao Senhor!!! Só que, parece simples oferecer, mas quando chega a altura do sofrimento, aí é que eu me mostro como sou: resistente e negativa.

Senhor, envia o Teu Espírito para que me venha assistir!

Há dias li uma passagem de Mateus, em que Jesus foi sobre as águas ao encontro dos discípulos e Pedro também quis ir ao encontro de Jesus; o mar estava muito bravo e a certa altura Pedro teve medo e começou a afundar... É o que se passa comigo: quando começo a duvidar, afundo-me e o “processo” recomeça!

Quem é “este”, que não se cansa de mim? Que aguenta as minhas desconfianças, as minhas traições? Que responde com amor, aos meus constantes esquecimentos? Só pode ser o meu Deus!

Será esta a minha cruz! Lutar sempre, pela minha conversão!

“Basta-te a minha graça,
pois é na fraqueza que a força manifesta todo o seu poder.” 2Cor 12, 9


PASSA UM DIA SERENO.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

PALAVRA DE VIDA - AGOSTO







“Todo aquele, pois, que se declarar por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante do meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me renegar diante dos homens, também eu o renegarei diante de meu Pai". (Mt 10,32-33).
Essas palavras são muito confortantes e encorajadoras para todos nós, cristãos.
Com elas, Jesus nos exorta a viver coerentemente a nossa fé Nele, já que o nosso destino eterno depende da atitude que tivermos assumido em relação a Ele durante a nossa existência terrena.
Se nos tivermos declarado por Ele, ou seja, se o tivermos testemunhado diante dos homens – diz Ele – lhe daremos motivo para que Ele nos testemunhe diante de seu Pai; se, pelo contrário, o tivermos renegado diante dos homens, também Ele nos renegará diante do Pai.

“Todo aquele, pois, que se declarar por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante do meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me renegar diante dos homens, também eu o renegarei diante de meu Pai”.

Jesus lembra-nos o prêmio ou o castigo que nos esperam depois dessa vida, porque nos ama. Ele bem sabe – como disse um antigo Padre da Igreja – que às vezes o temor de uma punição é mais eficaz do que uma promessa estimulante. Por isso Ele alimenta em nós a esperança da felicidade sem fim e, ao mesmo tempo, justamente para nos salvar, suscita em nós o temor da condenação.
O que lhe interessa é que cheguemos a viver para sempre com Deus. Além do mais, essa é a única coisa que tem valor: é o objetivo pelo qual fomos chamados à existência. De fato, somente com Jesus atingiremos a completa realização de nós mesmos, a plena satisfação de todas as nossas aspirações. É por isso que Ele nos exorta a “testemunhá-lo” desde já, aqui na terra.
Se, pelo contrário, não quisermos ter nada a ver com Ele nesta vida, se agora o renegarmos, quando tivermos que passar para a outra vida, nos encontraremos excluídos Dele para sempre. Portanto Jesus, ao término de nossa caminhada terrena, não fará outra coisa senão confirmar, diante do Pai, a escolha que cada um de nós tiver feito nesta terra, com todas as suas consequências.
E ao referir-se ao juízo final Ele nos manifesta toda a importância e seriedade da decisão que tomamos aqui na terra; com efeito, está em jogo a nossa eternidade.

“Todo aquele, pois, que se declarar por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante do meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me renegar diante dos homens, também eu o renegarei diante de meu Pai”.

Então, como podemos tirar proveito dessa advertência de Jesus? Como podemos viver essas suas Palavras?
É Ele mesmo que responde: “Todo aquele que se declarar por mim…”
Portanto, decidamo nos por Ele diante dos homens com simplicidade e franqueza.
Vamos vencer o respeito humano! Vamos sair da mediocridade e das concessões, coisas que tiram toda a autenticidade da nossa vida, inclusive como cristãos!
Lembremo-nos de que somos chamados a ser testemunhas de Cristo: Ele quer chegar a todos os homens, justamente através de nós, com a sua mensagem de paz, de justiça, de amor.
Vamos testemunhá-lo onde quer que nos encontremos: por motivos de família, de trabalho, de amizade, de estudo ou devido às diversas circunstâncias da vida.
Demos esse testemunho primeiro com o nosso comportamento: com uma vida honesta, com a pureza dos costumes, sendo desprendidos do dinheiro, participando das alegrias e dos sofrimentos dos outros.
De modo especial, testemunhemo-lo com o nosso amor mútuo, com a nossa unidade, de modo que a paz e a alegria, prometidas por Jesus a quem está unido a Ele, possam inundar o nosso ser já desde esta terra, transbordando sobre os outros.
E quando alguém nos perguntar por que nos comportamos dessa forma, por que somos tão serenos, embora vivendo num mundo tão atribulado, respondamos simplesmente, com humildade e sinceridade, com as palavras que o Espírito Santo nos sugerir, dando assim testemunho de Cristo também com a palavra, inclusive no plano intelectual.
Então, quem sabe, muitos daqueles que o procuram poderão encontrálo.
Em outras ocasiões poderemos ser mal interpretados, contestados; poderemos nos tornar objeto de zombaria, até mesmo de aversão e de perseguição. Também quanto a isso Jesus nos avisou, dizendo: “Se me perseguiram, perseguirão a vós também” (Jo 15,20).
Também esse é um sinal de que estamos no caminho certo. Por isso continuemos testemunhando o com coragem, também em meio às provações, mesmo a custo da nossa vida. A meta que nos espera vale isto: o Céu, onde Jesus, que nós amamos, nos testemunhará diante de seu Pai, por toda a eternidade.
Chiara Lubich


QUEM SOU EU PARA TI?






TEM UM BOM DIA

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Solenidade: Transfiguração do Senhor




A TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR


A festa da Transfiguração, celebrada no Oriente desde o século V e no Ocidente a partir de 1457, faz-nos reviver um acontecimento importante da vida de Jesus, com reflexos na nossa vida.
Situada antes do anúncio da Paixão e da Morte, a Transfiguração foi uma manifestação da vida divina, que está em Jesus. A luz do Tabor é, porém, uma antecipação do esplendor, que encherá a noite da Páscoa. Por isso, os Apóstolos, contemplando a glória divina na Pessoa de Jesus, ficaram preparados para os dolorosos acontecimentos, que iriam pôr à prova a sua fé. Vendo Jesus na Sua condição de servo, já não poderão esquecer a Sua condição divina.
Anúncio da Páscoa, a Transfiguração encerra também uma promessa – a da nossa transfiguração. Jesus, com efeito, fez transparecer na Sua Humanidade a glória de que resplandecerá o seu Corpo Místico, a Igreja, na Sua vinda final.
A nossa vida cristã é, pois, um processo de lenta transformação em Cristo. Iniciado no nosso Baptismo, completa-se na Eucaristia, «penhor da futura glória», que opera a nossa transformação, até atingirmos a imagem de Cristo glorioso.

LEITURA I Dan 7, 9-10.13-14
«As suas vestes eram brancas como a neve»

SALMO 96, 1-2.5-6.9 e 12
Refrão: O Senhor é rei, o Altíssimo sobre toda a terra.

LEITURA II 2 Pedro 1, 16-19
«Ouvimos esta voz vinda do céu»

ALELUIA Mt 17, 5c
Refrão: Aleluia Repete-se
Este é o meu Filho muito amado,
no qual pus toda a minha complacência.
Escutai-O. Refrão


EVANGELHO Mc 9, 2-10
«Este é o meu Filho muito amado»

(Solenidades)


domingo, 5 de agosto de 2012

HOJE É O DIA DO SENHOR




XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Igreja de Santa Cruz - Coimbra


 "O Pão da Vida"


Nosso coração está sempre insatisfeito
do que é e do que tem... sempre está com fome de algo…
E Deus intervém sempre na vida dos homens,
saciando-os de toda fome.

Na 1a Leitura, Deus alimenta o Povo com o MANÁ no deserto. (Ex 16,2-4.12-15)

- O povo de Deus está no deserto faminto, a caminho da terra Prometida.
Depois dos primeiros dias de entusiasmo pela liberdade conquistada,
o povo sente a dureza da marcha e a escassez de alimento e de água.
Começa, então, a reclamar de Moisés e Aarão.
No Egito era escravo sim, mas tinha comida em abundância.
E estavam dispostos a trocar a liberdade por um pouco de comida...
- Deus não o abandona, pelo contrário, oferece um alimento inesperado:
o Maná e codornizes para que possam fortalecidos prosseguir a caminhada.
* O Maná é Sinal de outro alimento, de que nos falará o evangelho...

A 2ª Leitura diz que quem aceita Jesus como o "pão" da vida e adere a ele, deixa de ser homem velho e passa a ser "o homem novo". (Ef 4,17.20-24)

No Evangelho Jesus se apresenta como o "PÃO DA VIDA".
O Povo busca o pão do milagre e não o Messias que dá o pão. (Jo 6, 24-35)

Continua o capítulo 6o de João, introduzindo o "sermão do pão da vida",
que Jesus pronunciou na sinagoga de Cafarnaum,
dando continuidade ao "sinal" da multiplicação dos pães.
Entusiasmado com aquele milagre estrondoso, o povo procura Jesus.
Poderia parecer um sucesso... Para Jesus, ao invés, foi um fracasso.
O povo não entendeu o sentido daquele gesto.

- Por que o povo está à sua procura?
Não foi para escutar suas palavras e aprofundar a sua mensagem.
Mas porque comeu pão em abundância e de graça e
esperava continuar tendo o pão garantido sem precisar trabalhar.

1) JESUS: critica essa procura e sugere outra procura: a FÉ.
    "Vocês estão me procurando porque comeram e ficaram satisfeitos.
    Não busquem o alimento que perece,
    mas o pão que permanece  até a vida eterna."
   Jesus não veio para oferecer pão com milagres,
   mas para ensinar que o amor e a partilha produzem pão em abundância.

* Quantos ainda hoje o procuram, esperando apenas graças... milagres...
   E quando não conseguem... passam para seitas que os prometem...

2) Povo: "Que obras devemos fazer para conseguir
                esse alimento que permanece até a vida eterna ?"  
   Jesus: "Que acrediteis naquele que Deus enviou...":  
   Deus não exige "obras" (práticas da lei), mas fé em Cristo, enviado do Pai.
3) O Povo exige milagres para acreditar. Querem uma fé com garantias. 
    Não foi suficiente a multiplicação dos pães:
    querem um sinal comparável ao de Moisés: Por isso, exigem :
         "Que sinal tu fazes para que vejamos e creiamos em ti?"
   Jesus: tenta explicar que foi Deus quem deu o Maná,
             e que o mesmo Deus envia o novo e verdadeiro pão do céu,
             que pode dar a vida verdadeira e sem fim.

4) E o Povo não entende a resposta de Jesus.
     E fixo nos seus interesses materiais, insiste:
     "Senhor, dá-nos sempre desse pão".
    - Jesus, constrangido, esclarece:
"EU SOU o Pão da vida… Quem vem a mim não terá mais fome
e quem crer em mim jamais terá sede".
    Cristo, Palavra de Deus, é o único pão do céu que sacia plenamente
    nossa fome de felicidade e de paz do homem.

No deserto, o Povo recebeu o Maná, um alimento para prosseguir
a caminhada para a Terra Prometida... mas assim mesmo morreu.
Hoje: Deus alimenta o seu povo com o pão da vida,
com a sua PALAVRA, que é Jesus Cristo de Nazaré...

+ E Nós o que buscamos?
O Povo procurou o pão do milagre, não o seu autor.
Não basta buscar o pão de cada dia.
É necessário buscar o pão que não perece e dura até a vida eterna.
O Pão da vida eterna está presente na bondade, no amor,
na luta pela justiça, na construção de um mundo novo...
* Qual é a atitude que motiva a nossa busca de Deus, hoje?

O encontro dominical é um momento privilegiado em que Cristo
continua alimentar o seu povo, com sua palavra e seu pão...
Nós aceitamos o convite e estamos aqui nessa celebração à sua procura.
- É uma procura sincera de Deus, animada pela fé,
  para um encontro pessoal com Cristo, "Pão da Vida"?
  Ou é apenas um encontro social, movido por motivos humanos?

Peçamos que Deus aumente a nossa fé para perceber seus sinais
e seguir com generosidade seus apelos...
Façamos nosso (no bom sentido) o pedido do povo de ontem:
"Senhor, dá-nos sempre desse pão".  

O primeiro domingo de agosto é dedicado à Vocação Sacerdotal.

Rezemos ao Senhor para que continue enviando sacerdotes
para o serviço da evangelização e da fraternidade.
Que ele continue abençoando e plenificando a vida de todos os sacerdotes.
                   
 Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 05.08.2012


sábado, 4 de agosto de 2012

UMA NOVA PINTORA NO MEU MUNDO




Partilho com muita alegria duas realidades artísticas da autoria da minha amiga Albertina C.
A primeira é uma pintura a óleo sobre tela, inspirada no caderno de apontamentos do filho, a quando adolescente e que atualmente se encontra no gabinete de trabalho do engenheiro; a segunda é uma graciosa pintura em pano de algodão, com o “logo” da Associação “Sorriso”- Ninho, Coimbra e que hoje me foi oferecida.
Sei que se tem dedicado ultimamente à pintura a óleo e a outras iniciativas, por isso espero, quando tiver oportunidade, continuar a partilhar nesta “montra”, alguns dos seus trabalhos.








PASSA UM BOM DIA


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

DISCURSO DO KIKO – 2



 Bien sobre la música…

[Kiko lee el texto del programa]

Queridos hermanos,
Cómo pretender componer música. Será una presunción mía o es mi vanidad. Sea como fuere, "No dejes nunca de hacer el bien por miedo a la vanidad, porque eso viene del demonio", me dijo una vez un anciano sacerdote. Hacer el bien.¿Es un bien intentar componer música? Os presento una pequeña composición musical que querría que fuese celebrativa, catequética también, sobre el sufrimiento de los inocentes.¿Quizá que la música logra decirnos algo más profundo sobre un tema tan importante? El sufrimiento de los inocentes.

Dijo el filósofo Sartre: "¡Ay de aquel a quien el dedo de Dios aplaste contra la pared! Y el filósofo Nieztsche dice: "Si Dios existe y no ayuda a los que sufren, es un monstruo y si no puede ayudarles, no es Dios, no existe". ¡Ser estrellados contra la pared! Hombres tirados en la calle muertos de frío. Niños abandonados y recogidos en orfelinatos de horror donde son violentados y abusados. Aquella mujer que conocí en aquel barrio con la enfermedad de Parkinson abandonada por su marido, a quién su hijo, enfermo mental, golpeaba con un bastón y que pedía limosna en la calle. Me quedé sobrecogido. ¡Qué misterio el sufrimiento de tantos inocentes que cargan con el pecado de otros! El incesto, una violencia inaudita. Aquella fila de mujeres y niños desnudos hacia la cámara de gas. Y el dolor profundo de uno de los guardianes, que dentro de su corazón sentía una voz: "Desnúdate y entra en la fila y ve con ellos a la muerte". Y no sabía de dónde le venía. Esto lo ha escrito un nazi que se llama Kurt Gerstein, que después de la guerra no entendía (porque entrar en la muerte es no ayudarles, es uno más que muere). Sin embargo esa voz que sentía dentro es la verdad. Porque si el mundo es una monstruosidad, si hay la droga, los asesinatos, la violencia, todo lo que está sucediendo, las guerras… si todo es una monstruosidad… y la monstruosidad de Auschwitz.
Dicen que después de Auschwitz ya no se puede creer en Dios. Pero si un hombre se desnuda y por amor entra con otro a la muerte, el amor existe en el mundo y si existe el amor, existe Dios. Dicen que después del horror de Auschwitz ya no se puede creer Dios. No. No es verdad. Dios se ha hecho hombre para cargar Él con el sufrimiento de todos los inocentes. Él es el inocente total. El cordero llevado al matadero. En esta pequeña obra, se presenta a María sometida al escándalo del sufrimiento de los inocentes en su propia carne, en la carne de su hijo.Querríamos celebrar juntos con estos trazos musicales a la Virgen que acepta la espada que, según el profeta Ezequiel, Dios ha preparado por los pecados de su pueblo. "¡Ay, qué dolor!" canta una voz mientras una espada atraviesa su alma. María, unida a todas las madres que han visto como mataban a sus hijos en los campos de concentración y lloraban mientras cantaban "Shemá Israel". A ella y a todas las madres, queremos ofrecer esta obra como un puente de amor y reconciliación entre la Iglesia Católica y el Pueblo Hebreo.

Thank you. 
Todá.


LECTURA DE PROFETA EZEQUIEL, CAPS. 21 Y 22
PROCLAMACIÓN DEL EVANGELIO SEGÚN SAN LUCAS, CAP. 2, 33-35



KIKO ARGÜELLO:

Ahora escucharemos la sinfonía… Habéis tenido paciencia. Está compuesta de cinco movimientos. 
El primer movimiento se llama Getsemaní, donde Nuestro Señor Jesús está sufriendo porque ve que tiene que beber un cáliz, una copa. La copa que el profeta Ezequiel había profetizado por la cantidad de pecados, y que le habían ofrecido a Cristo. Pero Él no tiene fuerzas. Entonces el Padre le manda un Ángel que le abrace y lo ayude. En un momento de este movimiento los violines se levantarán marcando el momento en qué Dios envía al Ángel. Después se siente un tamborque anuncia que vienen los soldados.
Y termina el coro cantando "Abba, Abba Padre", significando que Jesús ha aceptado la voluntad de su Padre. 
El segundo movimiento se llama Lamento. Y vemos a la Virgen María frente al escándalo terrible del sufrimiento de su hijo. Sentiremos el arpa, que significa las lágrimas silenciosas de esta mujer hebrea. 
El tercer movimiento se llama Perdónales. Y escucharemos a Jesús que grita crucificado: "Perdónales". 
Y después La espada. La espada es muy importante… porque se profetiza la espada. Como sabemos todos, la palabra de Dios es perfecta y estos pecados que hemos escuchado de incesto, de asesinato, de entregar los hijos a Moloch están hoy presentes en el mundo.
Son 50 millones de abortos que se hacen, al año. La cantidad de mafias, de asesinatos, de drogas… Puede venir en cualquier momento la espada sobre el mundo, como ha llegado la Segunda Guerra Mundial -con millones de muertos-, si los hombres continuamos a transgredir la voluntad de Dios. Por eso es una palabra también de conversión para todos nosotros. En esto de la espada, al final, como la Virgen María ha sentido la espada que le atraviesa el alma (esta espada que está destinada para todos los pecadores), ella acepta que le atraviese su alma. Entonces el coro, para ayudar a la Virgen cantará Shemá Israel, Shema Israel. Después que lo ha hecho tres veces el coro, el director se volverá a nosotros y nos pondremos de pie y cantaremos con el coro Shemá Israel.
La música es muy sencilla. Será un momento de emoción. Hemos hecho este homenaje a la Virgen y a todas las madres de Israel que ha visto sus hijos muertos en los campos de concentración. 
Y terminaremos con un momento fuerte que se llama Resurrexit porque el mundo no acaba en la muerte sino en la resurrección universal. Escuchemos.

La orquesta será dirigida por un director de orquesta… Es un catalán, del Camino Neocatecumenal, casado, con cuatro hijos. 
Y todos los músicos son del Camino Neocatecumenal. Son italianos y españoles.

INTERPRETACIÓN DE LA SINFONÍA KIKO ARGÜELLO:
Todá. Todá. 
Grazie. 
Thank you.


(camineo.info)