terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Papa visita local onde São Francisco instituiu o presépio



Visita surpresa do Papa aconteceu na tarde de hoje; 
Pontífice saudou  a comunidade franciscana local

O Papa Francisco foi de surpresa na tarde desta segunda-feira, 4, à comuna italiana de Greccio, na região do Lácio, para visitar o lugar em que São Francisco instituiu – na noite de Natal de 1223 – o Presépio. Ali Francisco permaneceu por alguns minutos em oração pessoal.
A visita surpresa foi comunicada somente ao prior do Santuário de Greccio e ao bispo de Rieti, Dom Domenico Pompilli. Situada a quase 100Km de Roma, o Pontífice fez a breve viagem de automóvel.
O Santo Padre foi acolhido por cerca de 70 jovens que estão participando de um encontro em andamento no Santuário desde sábado, 2 de janeiro. Antes de visitar a capela do Santuário de Greccio, Francisco havia almoçado com o bispo de Rieti, Dom Pompilli. Após a visita privada, o Papa se encontrou também com a comunidade franciscana local.
Os jovens cumprimentados pelo Papa estão reunidos em um encontro promovido pela Diocese de Rieti. Com participantes de toda a Itália, a iniciativa tem como fio condutor a “Laudato si”, encíclica do Papa Francisco sobre o cuidado da casa comum.

Da Redação, com Rádio Vaticano
SEGUNDA-FEIRA, 4 DE JANEIRO DE 2016, 15H23
(papa.cancaonova)                 

domingo, 3 de janeiro de 2016

HOJE É O DIA DO SENHOR




EPIFANIA DO SENHOR



Vimos e viemos...


Celebramos hoje a festa da EPIFANIA,
que apresenta a visita dos Magos ao Menino de Belém.

Epifania é uma palavra grega, que significa "Manifestação".
Para os cristãos, epifania é uma manifestação extraordinária de Deus,
pela qual ele se revela em fatos da história da salvação...
- No Antigo Testamento temos muitas epifanias...
- Essas epifanias eram a preparação da epifania definitiva, cuja festa hoje celebramos:  É a manifestação de Jesus, como "a Luz" que atrai a si todos os povos da terra.
Essa "luz" encarnou na história, a fim de iluminar os caminhos dos homens
com uma proposta de Salvação.

A 1ª Leitura anuncia a chegada da Luz salvadora de Javé, que alegrará Jerusalém
e que atrairá à cidade de Deus povos de todo o mundo. (Is 60,1-6)

A 2ª Leitura afirma que a presença salvadora de Deus no meio do povo
não se destinará apenas a Jerusalém, mas a todos os povo. (Ef 5,2-3.5-6)

* É uma síntese do pensamento de Paulo sobre o "Mistério":
O projeto salvador de Deus, definido desde toda a eternidade,
escondido durante séculos, revelado e concretizado em Jesus,
comunicado aos Apóstolos e dado a conhecer ao mundo pela Igreja.

No Evangelho, vemos a concretização das promessas. (Mt 2,1-12)

Os "Magos", atentos aos sinais da chegada do Messias,
vão ao encontro Jesus, aceitam-no como "Salvação de Deus".
O texto não é uma reportagem da visita de três chefes de estado.
É uma Catequese para apresentar Jesus como Salvador de todos os homens.
- Belém: aí deveria nascer o Messias, descendente de Davi...
- Os Magos representam os homens do mundo inteiro,
que se põem a caminho de Jerusalém com suas riquezas
para encontrar a Luz salvadora de Deus, que brilha sobre a cidade. (1ª L.)
- A Estrela não é um astro no céu, mas Jesus, a Luz que ilumina todos os homens.

Meditemos as ATITUDES dos principais personagens...

Os Magos: "Vimos a sua estrela no Oriente, e viemos adorá-lo..."
São "os homens dos sinais", que sabem ver numa estrela
o sinal da chegada da Libertação.
Deixam tudo... Não desistem perante o cansaço da longa viagem...
Não desanimam com o desaparecimento da estrela,
nem com a indiferença dos habitantes de Jerusalém:
perseveram até o fim e acabam encontrando o que procuram.
Não vão de mãos vazias... Oferecem o que têm de melhor...

* Os "Magos" representam os homens de todo o mundo
que vão ao encontro de Cristo e que se prostram diante dele.
É imagem da Igreja, essa família de irmãos, constituída por gente
de muitas cores e raças, que aderem a Jesus e o reconhecem como "o Senhor".

Os Doutores da Lei:
Souberam indicar muito bem o caminho aos magos, mas não foram a Belém...

Herodes: Ganancioso, tinha o poder em suas mãos...
E uma criança indefesa amedronta esse rei poderoso e sua luxuosa corte....

* DUAS ATITUDES vão se repetir ao longo de todo o Evangelho:
- O povo de Israel rejeita Jesus,
  enquanto que os "magos" do oriente (que são pagãos) O adoram;
- Herodes e Jerusalém "ficam perturbados" e planejam a sua morte,
  enquanto que os pagãos sentem uma grande alegria e  
  o reconhecem como o seu Senhor.
- Jesus vai ser rejeitado pelo seu povo; mas vai ser acolhido pelos pagãos,
  que entrarão a fazer parte do novo Povo de Deus.
- Diante de Jesus, as atitudes são diversas:
  vão desde a adoração dos "magos" até à rejeição total de Herodes,
  passando pela indiferença dos sacerdotes e os escribas:
  Eles conheciam bem as Escrituras, mas não foram ao encontro do Messias.

Com quem nos identificamos?
- Com os Magos, que se ajoelham:
   isto é: reconhecem nele a Luz do Mundo e o seguem por outro caminho.
- Com os sacerdotes e escribas, que ficam indiferentes...
- Com Herodes, que procura apagar essa Luz.

+ A Lição dos Magos.
- O itinerário dos "magos" reflete o processo dos pagãos para encontrarem Jesus:
estão atentos aos sinais (estrela), percebem que Jesus traz a salvação;
põem-se decididamente a caminho para o encontrar;
perguntam aos judeus, que conhecem as Escrituras, o que fazer;
encontram Jesus e o adoram.

* A exemplo dos Magos, somos todos peregrinos na fé!...
- ATENTOS aos sinais... e prontos a segui-lo com generosidade?
- PERSEVERANTES, mesmo nos momentos de dificuldades,
  quando a estrela indicadora parece ter desaparecido,
  ou próprio Deus parece ter-se esquecido da gente?
- FIÉIS, apesar da maldade dos Herodes da vida,
  ou da indiferença de tantos católicos, que encontramos
   ao longo de nossa caminhada para Deus?
- GENEROSOS em oferecer o que de melhor temos,
  ou nos apresentamos sempre de mãos vazias ?
Temos a certeza de que em nossa caminhada para Deus...
Ele sempre se manifesta a quem o procura de coração sincero?

                                                                     
 Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 03.01.2016       


sábado, 2 de janeiro de 2016

Primeiro Angelus de 2016: Paz deve ser conquistada, diz Papa





Neste dia em que se celebra o Dia Mundial da Paz, o Papa disse no Angelus que a paz que Deus deseja semear no mundo deve ser cultivada por cada pessoa
Após presidir a Missa por ocasião da Solenidade da Mãe de Deus, o Papa Francisco rezou o Angelus da janela do apartamento pontifício, com os milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano.
Neste primeiro dia de 2016, Francisco quis desejar a todos um futuro amparado por “uma esperança real”.
O Santo Padre observou que a troca de felicitações na virada no ano é “um sinal da esperança que nos anima e nos convida a acreditar na vida”, de que aquilo que nos espera “seja um pouco melhor”. Recordando também que todos sabemos “que com o ano novo nem tudo mudará, e que tantos problemas de ontem permanecerão também amanhã”. Apesar desta constatação, a sua mensagem é de esperança.
Inspirado nas palavras da liturgia do dia em que “o Senhor mesmo quis abençoar o seu povo”, Francisco diz que também ele deseja isto: “que o Senhor coloque o seu olhar sobre vocês e que possam se alegrar, sabendo que em cada dia o seu rosto misericordioso, mais radiante do que o sol, resplandece sobre vós e não se põe nunca!”.
O Pontífice disse ainda que descobrir o rosto de Deus renova a vida. “Porque é um Pai enamorado do homem, que não se cansa nunca de recomeçar conosco do início, para nos renovar. Porém, não promete mudanças mágicas. Ele não usa a varinha mágica. Ama mudar a realidade a partir de dentro, com paciência e amor; pede para entrar na nossa vida com delicadeza, como a chuva na terra, para dar fruto. E sempre nos espera e nos olha com ternura. A cada manhã, ao despertar, podemos dizer: ‘Hoje o Senhor faz resplandecer a sua face sobre mim!'”.

Dia Mundial da Paz
O Papa recordou que a Igreja celebra hoje o Dia Mundial da Paz com o tema “Vença a indiferença e conquista a paz”. “A paz que Deus deseja semear no mundo – disse – deve ser cultivada por nós. E não somente, mas deve ser “conquistada””:
“Isto comporta uma verdadeira luta, um combate espiritual, que tem lugar em nosso coração. Porque inimiga da paz não é somente a guerra, mas também a indiferença, que faz pensar somente em si mesma e cria barreiras, suspeitas, medos, fechamentos. Temos, graças a Deus, tantas informações; mas às vezes somos tão bombardeados por notícias que ficamos distraídos da realidade, do irmão e da irmã que tem necessidade de nós. Comecemos a abrir o coração, despertando a atenção pelo próximo. Este é o caminho para a conquista da paz”.
Ao concluir sua reflexão, o Santo Padre dirige-se a Rainha da Paz, a Mãe de Deus, cuja Solenidade é celebrada neste 1º de janeiro, perguntando “de que se trata estas coisas que ela guardava, meditando-as em seu coração?”:
“Certamente da alegria pelo nascimento de Jesus, mas também das dificuldades que havia encontrado: teve que colocar o seu Filho em uma manjedoura porque para eles não havia lugar no alojamento e o futuro era muito incerto. As esperanças e as preocupações, a gratidão e os problemas: tudo aquilo que acontecia na vida tornava-se, no coração de Maria, oração, diálogo com Deus. Eis o segredo da Mãe de Deus. E ela faz isto também por nós: guarda as alegrias e desata os nós da nossa vida, entregando-os ao Senhor”.
Após recitar a oração do Angelus, o Papa dirigiu-se aos fieis manifestando o seu reconhecimento “pelas inúmeras iniciativas de oração e de ação pela paz organizadas e todas as partes do mundo por ocasião do Dia Mundial da Paz.
O Pontífice também saudou os “Cantores da Estrela” – “crianças e jovens que na Alemanha e na Áustria levam nas casas a bênção de Jesus e fazem uma coleta de ofertas para os pobres”.
Ao concluir, o Santo Padre desejou a todos um “ano de paz na graça do Senhor, rico de misericórdia, e com a proteção materna de Maria, a Santa Mãe de Deus”.

(papa.cancaonova)
Da redação, com Rádio Vaticano

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus



… e Dia Mundial da Paz
Tema
Neste dia, a liturgia coloca-nos diante de evocações diversas, ainda que todas importantes.

Celebra-se, em primeiro lugar, a Solenidade da Mãe de Deus: somos convidados a olhar a figura de Maria, aquela que, com o seu sim ao projecto de Deus, nos ofereceu a figura de Jesus, o nosso libertador.
Celebra-se, em segundo lugar, o Dia Mundial da Paz: em 1968, o Papa Paulo VI quis que, neste dia, os cristãos rezassem pela paz.
Celebra-se, finalmente, o primeiro dia do ano civil: é o início de uma caminhada percorrida de mãos dadas com esse Deus que nunca nos deixa, mas que em cada dia nos cumula da sua bênção e nos oferece a vida em plenitude.
As leituras de hoje exploram, portanto, diversas coordenadas. Elas têm a ver com esta multiplicidade de evocações.
Na primeira leitura - Num 6,22-27 -, sublinha-se a dimensão da presença contínua de Deus na nossa caminhada, como bênção que nos proporciona a vida em plenitude.
Na segunda leitura - Gal 4,4-7 - , a liturgia evoca outra vez o amor de Deus, que enviou o seu “Filho” ao nosso encontro, a fim de nos libertar da escravidão da Lei e nos tornar seus “filhos”. É nessa situação privilegiada de “filhos” livres e amados que podemos dirigir-nos a Deus e chamar-Lhe “papá”.
O Evangelho - Lc 2, 16-21 - mostra como a chegada do projecto libertador de Deus (que veio ao nosso encontro em Jesus) provoca alegria e contentamento por parte daqueles que não têm outra possibilidade de acesso à salvação: os pobres e os débeis. Convida-nos, também, a louvar a Deus pelo seu cuidado e amor e a testemunhar a libertação de Deus aos homens.

Maria, a mulher que proporcionou o nosso encontro com Jesus, é o modelo do crente que é sensível ao projecto de Deus, que sabe ler os seus sinais na história, que aceita acolher a proposta de Deus no coração e que colabora com Deus na concretização do projecto divino de salvação para o mundo.

(dehonianos)