sábado, 2 de setembro de 2023

Ulan Bator, Encontro com as Autoridades, 02 de setembro de 2023, Papa Fr...




VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO
À MONGÓLIA
[31 de agosto - 4 de setembro 2023]

ENCONTRO COM AS AUTORIDADES, COM A SOCIEDADE CIVIL
E COM O CORPO DIPLOMÁTICO  

DISCURSO DO SANTO PADRE

Sala “Ikh Mongol” do Palácio de Governo (Ulaanbaatar)
Sábado, 2 de setembro de 2023



Senhor Presidente da República,
Senhor Presidente do Grande Hural de Estado,
Senhor Primeiro-Ministro,
Ilustres membros do Governo e do Corpo Diplomático,
Distintas Autoridades civis e religiosas,
Insignes Representantes do mundo da cultura,
Senhoras e Senhores!

Agradeço ao Senhor Presidente o acolhimento e as palavras que me dirigiu, e estendo a cada um de vós a minha cordial saudação. Sinto-me honrado por estar aqui, feliz por ter chegado a esta terra fascinante e vasta para visitar este povo que conhece bem o significado e o valor do caminho. Isto está patente nas suas moradas tradicionais, as ger, encantadoras casas itinerantes. Com respeito e emoção, imagino-me a entrar pela primeira vez numa dessas tendas circulares, disseminadas pela majestosa terra mongol, para vos encontrar e conhecer melhor. Eis-me na entrada, peregrino de amizade, que chego até junto de vós, em ponta de pés e com o coração feliz, desejoso de me enriquecer humanamente na vossa presença.

Quando se entra numa casa de amigos, fica bem a troca de presentes, acompanhando-os com palavras evocativas das anteriores ocasiões de encontro. E, se as relações diplomáticas modernas entre a Mongólia e a Santa Sé são recentes (ocorre este ano o 30º aniversário da assinatura duma carta para reforçar as relações bilaterais), temos de recuar no tempo muito mais, exatamente 777 anos (precisamente entre o fim de agosto e os princípios de setembro de 1246) quando o Enviado Papal, Frei Giovanni di Pian del Carpine, visitou Guyug, o terceiro Imperador mongol e apresentou ao Grã Khan a carta oficial do Papa Inocêncio IV. Pouco tempo depois, era redigida em carateres tradicionais mongóis a carta de resposta, timbrada com o selo do Grã Khan e traduzida em várias línguas. Está guardada na Biblioteca do Vaticano e hoje tenho a honra de lhe oferecer uma cópia autenticada, realizada com as técnicas mais avançadas para garantir a melhor qualidade possível. Que a mesma seja sinal duma amizade antiga que cresce e se renova.

Soube que as crianças das vossas aldeias, pela manhãzinha, da porta da ger estendem o olhar para o horizonte distante a fim de contar as cabeças de gado e referir o seu número aos pais. Também a nós, nos fará bem abraçar com o olhar o amplo horizonte que nos rodeia, superando estreitezas de perspetivas curtas para nos abrirmos a uma mentalidade de respiro global, como convidam a fazer as ger que, nascidas da experiência do nomadismo das estepes, espalharam-se por um vasto território, tornando-se um elemento identificador de várias culturas vizinhas. Os espaços imensos das vossas regiões, desde o deserto do Gobi à estepe, desde as grandes pradarias aos bosques de coníferas até chegar às cadeias montuosas dos Altai e dos Khangai, com os seus inúmeros ziguezagues dos cursos de água, que, vistos do alto, parecem requintadas decorações em tecidos preciosos antigos: tudo isto é um espelho da grandeza e beleza de todo o planeta, chamado a ser um jardim hospitaleiro. A vossa sabedoria, a sabedoria do vosso povo, que se foi sedimentando ao longo de gerações e gerações de criadores de gado e cultivadores prudentes e sempre atentos para não romper os delicados equilíbrios do ecossistema, tem muito a ensinar a quem hoje não quer fechar-se numa míope procura de interesses particulares, mas deseja entregar aos vindouros uma terra ainda acolhedora, uma terra ainda fecunda. Aquilo que a criação representa para nós, cristãos, isto é, o fruto dum benévolo desígnio de Deus, vós no-lo ajudais a reconhecer e promover com delicadeza e atenção, contrastando os efeitos da devastação humana com uma cultura feita de cuidado e previdência, que se reflete em políticas de ecologia responsável. As gers são espaços habitacionais que hoje poderíamos definir smart e green, porque versáteis, multifuncionais e com impacto-zero sobre o meio ambiente. Além disso, a visão holística da tradição xamânica mongol e o respeito por todo o ser vivo que lhes vem da filosofia budista constituem um válido contributo para o compromisso urgente e inadiável pela tutela do planeta Terra.

Além disso as gers, presentes tanto nas zonas rurais como nos centros urbanizados, testemunham a preciosa união entre tradição e modernidade; de facto, irmanam a vida de idosos e jovens, narrando a continuidade do povo mongol, que, desde a antiguidade até ao presente, soube preservar as suas raízes, abrindo-se, especialmente nas últimas décadas, aos grandes desafios globais do progresso e da democracia. Realmente, com a sua extensa rede de relações diplomáticas, a sua adesão ativa às Nações Unidas, o seu empenho pelos direitos humanos e a paz, a Mongólia de hoje desempenha um papel significativo no coração do grande continente asiático e no cenário internacional. Quero fazer menção também da vossa determinação em deter a proliferação nuclear e apresentar-vos ao mundo como país sem armas nucleares: a Mongólia não é só uma nação democrática que realiza uma política externa pacífica, mas pretende desempenhar um papel importante em prol da paz mundial. Além disso – outro sábio elemento a destacar –, a pena de morte já não aparece no vosso ordenamento judiciário.

Graças à sua possibilidade de adaptação aos extremos climáticos, as ger permitem viver em territórios muito variados, como aconteceu durante a conhecida epopeia do império mongol, que registou a continuidade territorial mais vasta de sempre. Para além do mais, chego à Mongólia em uma data importante para vós: no 860º aniversário do nascimento de Gengis Khan. Ao longo dos séculos, o fato de abraçar terras distantes e muito diversas pôs em relevo a capacidade não comum dos vossos antepassados em reconhecer as grandezas dos povos que compunham o imenso território imperial e colocá-las ao serviço do progresso comum. Este é um exemplo que deve ser valorizado e reproposto nos nossos dias. Queira o Céu que, nesta terra devastada por demasiados conflitos, se voltem a criar hoje, no respeito das leis internacionais, as condições daquela que foi outrora a pax mongolica, isto é, a ausência de conflitos. Como diz um vosso provérbio, «as nuvens passam, o céu permanece». Oxalá passem as nuvens escuras da guerra, sejam varridas pela firme vontade duma fraternidade universal, na qual as tensões se resolvam com base no encontro e no diálogo, e a todos sejam garantidos os direitos fundamentais! Aqui, no vosso país rico de história e de céu, imploremos este dom do Alto e trabalhemos juntos para construir um futuro de paz.

Entrando numa ger tradicional, o olhar sobe espontaneamente até ao ponto central mais alto, onde há uma janela para o céu. Quero sublinhar esta atitude fundamental que a vossa tradição nos ajuda a descobrir: saber manter o olhar fixo no alto. Elevar os olhos ao céu – aquele eterno céu azul, desde sempre por vós venerado – significa permanecer numa atitude de dócil abertura aos ensinamentos religiosos. De facto, há uma profunda conotação espiritual por entre as fibras da vossa identidade cultural e é estupendo que a Mongólia seja um símbolo de liberdade religiosa. Efetivamente, graças à contemplação daqueles horizontes infindos, escassamente povoados por seres humanos, aperfeiçoou-se no vosso povo uma propensão para a vertente espiritual, cujo acesso é possível valorizando o silêncio e a interioridade. À vista da terra que se vos impõe solenemente com os seus inumeráveis fenómenos naturais, brota também um sentimento de maravilha, que sugere humildade e frugalidade, escolha do essencial e capacidade de desapego de tudo o que não o é. Penso no perigo que representa o espírito consumista que hoje, além de criar tantas injustiças, leva a um individualismo que ignora os outros e as boas tradições recebidas. Ao contrário, as religiões, quando apelam ao seu património espiritual originário e não se deixam corromper por desvios sectários, são, a todos os efeitos, suportes fiáveis na construção de sociedades sãs e prósperas, onde os crentes se esforçam por que a convivência civil e as diretrizes políticas estejam sempre mais ao serviço do bem comum, constituindo também uma barreira ao perigoso verme da corrução. Esta constitui sem dúvida uma séria ameaça ao desenvolvimento de qualquer grupo humano, alimentando-se duma mentalidade utilitarista e sem escrúpulos que empobrece países inteiros. A corrução empobrece países inteiros. É indicativo dum olhar que se afasta do céu e evita os vastos horizontes da fraternidade, para se fechar em si mesmo e antepor a tudo os próprios interesses.

Pelo contrário, foram protagonistas dum olhar voltado para o alto e de perspetivas amplas, muitos dos vossos líderes antigos, que demonstraram uma capacidade invulgar de integrar vozes e experiências diferentes, inclusive do ponto de vista religioso. De facto, reservava-se uma atitude respeitosa e conciliadora também para as múltiplas tradições sagradas, como testemunham os vários locais de culto – entre os quais se conta um cristão – tutelados na antiga capital de Kharakhorum. E assim resultou quase natural, para vós, chegar à liberdade de pensamento e de religião, sancionada pela vossa atual Constituição; superada, sem derramamento de sangue, a ideologia ateia que pensava ser seu dever extirpar o sentido religioso por considerá-lo um travão ao desenvolvimento, hoje reconheceis-vos no valor essencial da harmonia e sinergia entre os seguidores das diversas crenças que contribuem, cada qual do próprio ponto de vista, para o progresso moral e espiritual.

De bom grado a comunidade católica mongol deseja continuar a prestar o seu contributo para isso. Há pouco mais de trinta anos começou ela a celebrar a sua fé dentro duma ger, e a própria catedral atual, que se encontra nesta grande cidade, sugere a sua forma. São sinais do desejo de partilhar a própria obra, em espírito de serviço responsável e fraterno, com o povo mongol, que é o seu povo. Por isso alegro-me que a comunidade católica, apesar de pequena e modesta, participe com entusiasmo e empenho no caminho de crescimento do país, difundindo a cultura da solidariedade, a cultura do respeito por todos e a cultura do diálogo inter-religioso, e trabalhando pela justiça, a paz e a harmonia social. Espero que uma legislação clarividente e atenta às exigências concretas permita aos católicos locais, ajudados por homens e mulheres consagrados vindos, em sua maioria, doutros países, a que possam prestar sempre à Mongólia o seu contributo humano e espiritual, sem dificuldades, em benefício deste povo. A propósito, as negociações em curso para o estabelecimento dum acordo bilateral entre a Mongólia e a Santa Sé representam um canal importante para a obtenção das condições essenciais para o desenvolvimento das atividades ordinárias em que a Igreja Católica está empenhada. Entre elas, além da dimensão mais especificamente religiosa do culto, sobressaem as numerosas iniciativas de desenvolvimento humana integral, nomeadamente nos setores da educação, da saúde, da assistência e da pesquisa e promoção cultural: tais iniciativas testemunham bem o espírito humilde, o espírito fraterno e solidário do Evangelho de Jesus, a única estrada que os católicos são chamados a percorrer no caminho que partilham com cada povo.

O lema escolhido para esta Viagem – esperar juntos – expressa precisamente as potencialidades contidas no ato de caminhar com o outro, no respeito mútuo e sinergia em prol do bem comum. A Igreja Católica, instituição antiga e presente em quase todos os países, é testemunha duma nobre e fecunda tradição espiritual que contribuiu para o desenvolvimento de nações inteiras em muitos campos da convivência humana, desde a ciência à literatura, desde a arte à política. Estou certo de que os próprios católicos mongóis estão e continuarão a estar prontos a dar a própria contribuição para a construção duma sociedade próspera e segura, em diálogo e colaboração com todos os componentes que habitam esta grande terra beijada pelo céu.

«Sê como o céu»: com estas palavras, um famoso poeta convidava a transcender a caducidade das instáveis vicissitudes terrenas, imitando a magnanimidade inspirada precisamente pelo imenso e límpido céu azul que se contempla na Mongólia. Hoje também nós, peregrinos e hóspedes neste país que pode oferecer tanto ao mundo, desejamos aceitar este convite, traduzindo-o em sinais concretos de compaixão, diálogo e projeto comum. Que os diversos componentes da sociedade mongol, aqui bem representados, possam continuar a oferecer ao mundo a beleza e a nobreza dum povo único. Tal como a vossa escrita, assim possais permanecer «de pé» e aliviar tantos sofrimentos humanos ao vosso redor, lembrando a todos a dignidade de cada ser humano, chamado a habitar a casa terrena abraçando o céu. Bayarlalaa [obrigado]!


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Ulaanbaatar, Welcome Ceremony, 2 September 2023 Pope Francis

Santo do Dia : Beata Ingrid Elofsdotter, viúva e freira dominicana



Origens 

Beata Ingrid  Elofsdotter nasceu em Skänninge, na Suécia, no século XIII. Desde a infância, mostrou-se virtuosa, amável, caridosa e religiosa, recebeu uma educação nobre e primorosamente cristã. Alma de ideais cândidos, viveu desde os primeiros anos num fervor de piedade que nunca falhou. 

Matrimônio

As virtudes mais heroicas lhe pareciam naturais. E, quando muito jovem, foi forçada por seus pais a contrair um casamento muito rico, casou-se na adolescência, como era o costume da época, mesmo contrariando sua vocação, todo aquele esplendor mundano não a cegou, continuando a viver no mundo sem ser do mundo. 

Aceitou tudo com humildade e resignação, e continuou a cuidar das obras de caridade que fundou para os pobres e doentes. Entre a população, tinha a fama de santidade.

Votos Perpétuos

Em 1281, já viúva, fez seus votos perpétuos. Com um fiel séquito de damas de honra, embarcou em uma longa peregrinação à Terra Santa, onde seu coração se iluminou ainda mais com o eterno amor ao Salvador Jesus. Da Palestina, ela foi para Roma e, depois, para São Giacomo di Compostela. De volta à sua terra natal, um único desejo a dominava: consagrar-se para sempre a uma vida de oração e penitência. 

Fundação do Mosteiro

Fundou um Mosteiro sob as regras de São Domingos. Dedicou-se totalmente às orações contemplativas e à vida de rigorosa austeridade. Isso aconteceu em 15 de agosto de 1281, na presença do rei Magnus Ladulas, com a ajuda e apoio do padre dominicano Pietro di Dacia e a autorização do bispo de Linkoping e do provincial. 

Páscoa

Faleceu em 2 de setembro de 1282, no convento em Skanninge, quando era Priora daquele Mosteiro, com tal fama de santidade e de prodígios maravilhosos, tanto que seu culto logo se estendeu aos povos vizinhos. 

Processo de Canonização

Em 1414, o Bispo de Linkoping, Canuto Bosson, pediu autorização à Santa Sé para abrir o processo de canonização. Encalhado em 1448, o processo recomeçou no início do século seguinte. 

Relíquias 

Embora não tenha chegado a uma canonização formal, levaram à solene tradução de suas relíquias em 29 de julho de 1507, por autoridade do Papa Alexandre VI, presente o Rei, uma grande multidão, todos os Bispos da Suécia e obviamente os Pregadores dessa área.

Minha oração

“Após dedicar-se à família, entregou-se totalmente à vida contemplativa. Dai-nos um desejo ardente de oração e contemplação mesmo em meio às atividades do dia. Que a oração se torne prioridade em nossa vida. Amém!”

Beata Ingrid Elofsdotter, rogai por nós!


(cancaonova)

Laudes de Sábado da 21ª Semana do Tempo Comum

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

FLYING OVER MONGOLIA (4K Video UHD) - Peaceful Piano Music With Beautifu...

HẠNH PHÚC KHI THẤY TẬN MẮT ĐỨC THÁNH CHA PHANXICÔ | Sân bay quốc tế Thàn...

Mongólia: evangelizando pelas mãos de Deus


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O missionário da Consolata, Padre James Mate, do Quênia, fala sobre os desafios para evangelizar que os missionários enfrentam na Mongólia, incluindo o aprendizado do idioma mongol e o clima rigoroso. Evangelizar mesmo com 40 graus negativos de temperatura.

Patricia Ynestroza - enviada a Ulan Bator

O Vatican News conversou com o Padre James Mate, missionário da Consolata, sobre a Igreja na Mongólia e o trabalho que está sendo feito para a evangelização. A Mongólia, uma terra de missão, é um país onde os que conheceram Jesus são em minoria: 1500 batizados.

O sacerdote explica que, pouco a pouco, com perseverança, há um interesse crescente pelo cristianismo. No ano passado, a Igreja Católica na Mongólia comemorou 30 anos de presença no país. Atualmente, há 9 paróquias, algumas delas muito pequenas, e há várias escolas e projetos de assistência social. A comunidade missionária é composta por 75 pessoas, representando 10 congregações religiosas e 27 nacionalidades, o que a torna uma comunidade verdadeiramente internacional. Há 29 padres, dos quais dois são locais, 36 irmãs religiosas, seis religiosos não sacerdotes e três missionários leigos. Há quatro Fidei Donum da Coreia do Sul.

Entre os desafios enfrentados pelos missionários, afirma ele, está o clima invernal, as temperaturas muito baixas, abaixo de 40 graus. Além disso, o idioma mongol é muito difícil de aprender.


A Mongólia é um país aberto a religiões e culturas


O Vatican News também entrevistou Munkhbolor Gungaa, o responsável oficial do Programa Nacional da ONUDI em Ulan bator, que faz parte da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial. Sua missão é promover, estimular e acelerar o desenvolvimento industrial, trabalhando para um mundo livre da pobreza e da fome, no qual a indústria impulsione economias de baixa emissão, melhore os padrões de vida e preserve um ambiente habitável para as gerações presentes e futuras.


A visita do Papa ao país dará um caráter totalmente internacional. O que gostaria de destacar, Gungaa?


Em primeiro lugar, para mim, pessoalmente, é uma ótima notícia o fato do Papa vir à Mongólia e acho que é uma grande oportunidade para a visibilidade da Mongólia no mundo e para atrair atenção e interesse globais. Também acredito que a Mongólia está se tornando um país cada vez mais importante do ponto de vista geopolítico. Além da China e da Rússia, os líderes mundiais agora estão mais interessados na Mongólia como um país de paz, como afirmou Antonio Gutierrez, secretário geral da ONU, que visitou a Mongólia recentemente.


(vaticannews)

Em viagem à Mongólia, Papa envia telegrama a 11 países



No voo rumo à Ásia e por cerca de 9h30 de viagem, Francisco dirige mensagem aos chefes de Estados dos países sobrevoados: a começar pela própria Itália e depois Croácia, Bósnia-Herzegovina, Sérvia, Montenegro, Bulgária, TurqOuça a reportagem e compartilhe

Andressa Collet - Vatican News

Uma viagem de 5 dias com 6 horas de fuso horário. O Papa Francisco partiu da Itália para a Mongólia, na Ásia, no final da tarde desta quinta-feira (31) para percorrer 8.278 Km em cerca de 9h30. Na capital Ulan Bator, a partir desta sexta-feira (1), o Pontífice deve confirmar na fé a comunidade jovem e reduzida de cerca de 1500 católicos que vivem no país, num encorajamento ao caminho da vida cristã. A dimensão inter-religiosa também irá ganhar destaque na visita apostólica, num país marcado pela tradição budista.

Durante o voo, porém, a mensagem do Papa foi dirigida a chefes de Estado de 11 países sobrevoados: a começar pela própria Itália e depois Croácia, Bósnia e Herzegovina, Sérvia, Montenegro, Bulgária, Turquia, Geórgia, Azerbaijão, Cazaquistão e China. Ao deixar o Aeroporto Internacional Leonardo da Vinci, em Fiumicino, na grande Roma, Francisco enviou um telegrama ao presidente da Itália, Sergio Mattarella, prestes "a deixar a Itália para fazer a primeira visita de um bispo de Roma à mongólia, a fim de encontrar aquele nobre povo e a pequena, mas animada, comunidade católica". A saudação ao povo italiano veio acompanhada "com votos de frutífero compromisso com o bem comum e com a oração a Deus para que possa apoiar todos aqueles que trabalham com iniciativas de solidariedade".

Os outros telegramas foram dirigidos em língua inglesa, primeiro ao presidente da República da Croácia, Zoran Milanović, em Zagreb. Francisco recordou com alegria da recente visita do chefe de Estado no Vaticano e aproveitou para invocar bênçãos sobre a nação, rezando para que Deus conceda "seus dons de paz e alegria".

Ao sobrevoar o espaço aéreo da Bósnia-Herzegovina a caminho da Mongólgia, Francisco se dirigiu ao presidente Željko Komšić em Sarajevo: assegurou oração e invocou sobre o país bênção de "unidade, fraternidade e concórdia".

Já ao presidente da República da Sérvia em Belgrado, Aleksandar Vučić, enviou saudações aos cidadãos "com a garantia de minhas orações pela paz e unidade da nação". Ao presidente de Montenegro, Jakov Milatović, também assegurou "orações pela paz e bem-estar da nação".

Ao sobrevoar a Bulgária, Franciscou saudou o presidente em Sófia, Rumen Radev, e escreveu rezar "para que Deus Todo-Poderoso" abençoe todos com "Seus dons de unidade, alegria e paz". 

Já ao presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, em Ancara, o Papa enviou sua saudação, assegurando ao povo do país as suas orações e invocando "as bênçãos divinas da harmonia fraterna e da paz". Ao sobrevoar a Geórgia, Francisco saudou o presidente do país, Salome Zurabishvili, em Tiblíssi, e toda a população, invocando Deus para conceder "a cada um de vocês suas dádivas de unidade e concórdia".

Ao sobrevoar a República do Azerbaijão, o Papa enviou um telegrama ao presidente em Baku, Ilham Aliyev, dizendo orar "para que a nação seja abençoada com fraternidade e paz". Já ao presidente Kassym-Jomart Tokayev do Cazaquistão, foram enviadas orações "para que o Todo-Poderoso conceda abundantes bênçãos à nação".

Por fim, antes de chegar à Mongólia, o Papa enviou um telegrama a Xi Jinping, presidente da China, dizendo: "assegurando-lhes minhas orações pelo bem-estar da nação, invoco sobre todos vocês as bênçãos divinas da unidade e da paz".



(vaticannews)

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 01.09.2023

Pope Francis arrives in Mongolia

Ulaanbaatar, Official Welcome, 1 September 2023 Pope Francis

O Papa Já Está à Caminho Da Mongólia, a Rota Não Inclui Moscou.

MONGOLIA | Así es MONGOLIA | El País más Extraño del Mundo

Santo do Dia: Santa Beatriz, exemplo de obediência e assistência aos pobres

 




Beatriz nasceu no Século XV em Ceuta, ao norte da África, cidade que, nessa época, encontrava-se sob o domínio da coroa de Portugal. Nasceu portuguesa, portanto. Seu pai foi governador de Ceuta. Ainda pequena, mudou-se para Portugal com sua família, que cultivou na menina uma profunda devoção a Nossa Senhora da Conceição. Aos vinte anos de idade, foi enviada para a Espanha como dama de honra de D. Isabel, neta de D. João I, que se tornou esposa do rei João II de Castela, onde começou seu calvário.


Beatriz era muito bonita, e a rainha, dominada por uma mistura de ciúme e inveja, fechou Beatriz em um caixão durante dias, a fim de que morresse asfixiada, mas uma invisível proteção da Virgem Maria a salvou.


Como gesto concreto de agradecimento, Santa Beatriz aceitou sua vocação para a vida religiosa, e logo em seguida partiu a Toledo, onde se recolheu no mosteiro das Dominicanas (ramo feminino da Ordem de São Domingos de Gusmão), cujas religiosas viviam sob a regra cisterniense, onde viveu cerca de 30 anos.


Deus, entretanto, tinha predestinado Beatriz para uma obra maior: fundar uma Ordem de estrita clausura numa vida contemplativa na oração, penitência e trabalho.


Santa Beatriz da Silva deixou o mosteiro dominicano e foi habitar numa nova sede que veio a ser o berço das monjas concepcionistas. Essa Ordem está caracterizada por três heranças espirituais de Santa Beatriz: o amor a Maria Imaculada, a Paixão de Jesus Cristo e a Santíssima Eucaristia.


Santa Beatriz faleceu, em 9 de agosto de 1490, com 66 anos de idade. No momento de sua morte, seu rosto fora visto transfigurado por uma grande claridade e uma estrela resplandecente sobre sua cabeça até ela expirar.


Beatificada em 1926 pelo Papa Pio XI, sua canonização ocorreu no dia 3 de outubro de 1976 por Paulo VI.


Minha oração


“Senhor Pai de bondade, aprendamos com Santa Beatriz a aceitar os desafios da vida e nunca abandonar o projeto de Deus em favor da libertação da humanidade. Guia-nos pelos caminhos da sabedoria e do discernimento, e ajudai-nos a Vos encontrar nos mais pequeninos e sofredores. Por Cristo nosso Senhor. Amém!”


Santa Beatriz, rogai por nós!

(cancaonova)

Laudes de Sexta-feira da 21ª Semana do Tempo Comum