quarta-feira, 2 de julho de 2025

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Papa à Igreja Greco-Católica Ucraniana: em meio à guerra insensata, permanecer unidos na fé


Em cerca de 5 dias, Leão XIV encontrou por duas vezes peregrinos da Igreja Greco-Católica Ucraniana. Depois de sábado (28/06), nesta quarta (02/07) foi a vez dos bispos reunidos em assembleia sinodal. "Certamente, no contexto histórico atual, não é fácil falar de esperança a vocês", um povo que perdeu "entes queridos nesta guerra insensata", irmãos "cuja vida foi arrancada desta terra, mas acolhida por Deus". O Papa disse receber muitos testemunhos de fé e esperança, um "sinal da força de Deus".

Andressa Collet - Vatican News 

"No outro dia gostamos muito do canto do Pai Nosso em ucraniano. Se pudesse cantar para nós, poderíamos cantar o Pai Nosso", disse o Papa Leão XIV ao final da audiência com os membros do Sínodo da Igreja Greco-Católica Ucraniana na manhã desta quarta-feira (02/07), já que as Audiências Gerais estarão suspensas até 30 de julho em virtude da pausa de verão. O Pontífice fez referência ao encontro do último sábado (28/06), quando recebeu na Basílica de São Pedro um grupo em peregrinação jubilar "para renovar a fé" e "testemunhar a esperança que não decepciona". 

A audiência desta quarta-feira (02/06) foi na Sala do Consistório, no Vaticano
A audiência desta quarta-feira (02/06) foi na Sala do Consistório, no Vaticano   (@Vatican Media)

Em meio à guerra insensata, testemunhos de fé

Na audiência desta quarta (02/06), na Sala do Consistório, no Vaticano, Leão XIV se dirigiu aos 55 bispos e falou da alegria de mais um encontro, desta vez, por ocasião da assembleia sinodal e no contexto do Ano Jubilar, "que convida todo o Povo de Deus a renovar-se na esperança. Como o Papa Francisco amava repetir, a esperança não decepciona, porque se baseia no amor de Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor", disse Leão XIV em discurso, ao acrescentar:

"Certamente, no contexto histórico atual, não é fácil falar de esperança a vocês e ao povo confiado aos seus cuidados pastorais. Não é fácil encontrar palavras de consolo para as famílias que perderam seus entes queridos nesta guerra insensata. Imagino que também seja difícil para vocês, que estão em contato diário com pessoas feridas no coração e na carne. Apesar disso, recebo muitos testemunhos de fé e esperança por parte de homens e mulheres do seu povo. Isso é sinal da força de Deus que se manifesta em meio aos escombros da destruição."

O discurso do Papa Leão aos bispos da Igreja Greco-Católica Ucraniana
O discurso do Papa Leão aos bispos da Igreja Greco-Católica Ucraniana   (@Vatican Media)

A plenitude de sentido que se encontra em Deus

O Papa Leão XIV, ciente das muitas necessidades que os bispos da Igreja Greco-Católica estão precisando enfrentar na Ucrânia, tanto no âmbito eclesial quanto no humanitário, sendo "chamados a servir Cristo em cada pessoa ferida e angustiada, que se dirige às suas comunidades pedindo ajuda concreta", demonstrou mais uma vez solidariedade a todo povo ucraniano. E encorajando à esperança da paz encontrada em Cristo, disse rezar para que "a paz possa voltar o mais rápido possível à pátria de vocês": 

“Estou perto de vocês e, através de vocês, estou perto de todos os fiéis da sua Igreja. Permaneçamos unidos na única fé e na única esperança. A nossa comunhão é um grande mistério: é comunhão real também com todos os irmãos e irmãs cuja vida foi arrancada desta terra, mas acolhida por Deus. Nele tudo vive e encontra plenitude de sentido.”

Leão XIV demonstrou proximidade e solidariedade ao povo ucraniano

 

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE


 

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
PAPA LEÃO XIV

PARA O X DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO
PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO 2025

[1º de setembro de 2025]

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Sementes de paz e esperança

Queridos irmãos e irmãs!

O tema para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação deste ano, escolhido pelo nosso amado Papa Francisco, é “Sementes de Paz e Esperança”. No décimo aniversário da instituição deste Dia de oração, que coincidiu com a publicação da Encíclica Laudato si’, encontramo-nos em pleno Jubileu, “peregrinos de Esperança”. E é precisamente neste contexto que o tema adquire todo o seu significado.

Na sua pregação, Jesus usa com frequência a imagem da semente para falar do Reino de Deus e, na véspera da Paixão, aplica-a a Si mesmo, comparando-Se ao grão de trigo, que deve morrer para dar fruto (cf. Jo 12, 24). A semente entrega-se inteiramente à terra e aí, com a força impetuosa do seu dom, a vida germina, mesmo nos lugares mais inesperados, numa surpreendente capacidade de gerar um futuro. Pensemos, por exemplo, nas flores que crescem à beira da estrada: ninguém as plantou, mas elas crescem graças a sementes que foram parar ali quase por acaso e conseguem decorar o cinzento do asfalto e até mesmo penetrar na sua dura superfície.

Assim, em Cristo, somos sementes. Não só isso, mas “sementes de Paz e Esperança”. Como diz o profeta Isaías, o Espírito de Deus é capaz de transformar o deserto árido e ressequido num jardim, num lugar de repouso e serenidade: «Uma vez mais virá sobre nós o espírito do alto. Então o deserto se converterá em pomar, e o pomar será como uma floresta. Na terra, agora deserta, habitará o direito, e a justiça no pomar. A paz será obra da justiça, e o fruto da justiça será a tranquilidade e a segurança para sempre. O povo de Deus repousará numa mansão serena, em moradas seguras e em lugares tranquilos» (Is 32, 15-18).

Estas palavras proféticas que, de 1º de setembro a 4 de outubro, acompanharão a iniciativa ecuménica do “Tempo da Criação”, afirmam com força que, junto à oração, são necessárias vontades e ações concretas que tornem perceptível esta “carícia de Deus” sobre o mundo (cf. Carta enc. Laudato si’, 84). Com efeito, a justiça e o direito parecem remediar a inospitalidade do deserto. Trata-se de um anúncio extraordinariamente atual. Em várias partes do mundo, já é evidente que a nossa terra está a cair na ruína. Por todo o lado, a injustiça, a violação do direito internacional e dos direitos dos povos, a desigualdade e a ganância provocam o desflorestamento, a poluição, a perda de biodiversidade. Os fenómenos naturais extremos, causados pelas alterações climáticas provocadas pelo homem, estão a aumentar de intensidade e frequência (cf. Exort. ap. Laudate Deum, 5), sem ter em conta os efeitos, a médio e longo prazo, de devastação humana e ecológica provocada pelos conflitos armados.

Parece ainda haver uma falta de consciência de que a destruição da natureza não afeta todos da mesma forma: espezinhar a justiça e a paz significa atingir principalmente os mais pobres, os marginalizados, os excluídos. A este respeito, o sofrimento das comunidades indígenas é emblemático.

E não basta: a própria natureza torna-se, por vezes, um instrumento de troca, uma mercadoria a negociar para obter ganhos económicos ou políticos. Nestas dinâmicas, a criação transforma-se num campo de batalha pelo controlo dos recursos vitais, como testemunham as zonas agrícolas e as florestas que se tornaram perigosas por causa das minas, a política da “terra queimada” [1] , os conflitos que eclodem em torno das fontes de água, a distribuição desigual das matérias-primas, penalizando as populações mais fracas e minando a própria estabilidade social.

Estas várias feridas devem-se ao pecado. Não era certamente isso que Deus tinha em mente quando confiou a Terra ao homem criado à sua imagem (cf. Gn 1, 24-29). A Bíblia não promove «o domínio despótico do ser humano sobre a criação» (Carta enc. Laudato si’, 200). Pelo contrário, «é importante ler os textos bíblicos no seu contexto, com uma justa hermenêutica, e lembrar que nos convidam a “cultivar e guardar” o jardim do mundo (cf. Gn 2, 15). Enquanto “cultivar” quer dizer lavrar ou trabalhar um terreno, “guardar” significa proteger, cuidar, preservar, velar. Isto implica uma relação de reciprocidade responsável entre o ser humano e a natureza» (ibid., 67).

A justiça ambiental - implicitamente anunciada pelos profetas - já não pode ser considerada um conceito abstrato ou um objetivo distante. Ela representa uma necessidade urgente que ultrapassa a mera proteção do ambiente. Trata-se verdadeiramente de uma questão de justiça social, económica e antropológica. Para os que creem em Deus, além disso, é uma exigência teológica, que para os cristãos tem o rosto de Jesus Cristo, em quem tudo foi criado e redimido. Num mundo onde os mais frágeis são os primeiros a sofrer os efeitos devastadores das alterações climáticas, do desflorestamento e da poluição, cuidar da criação torna-se uma questão de fé e de humanidade.

Chegou verdadeiramente o tempo de dar seguimento às palavras com obras concretas. «Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã» (ibid., 217). Trabalhando com dedicação e ternura, muitas sementes de justiça podem germinar, contribuindo para a paz e a esperança. Por vezes, são precisos anos para que a árvore dê os primeiros frutos, anos que envolvem todo um ecossistema na continuidade, na fidelidade, na colaboração e no amor, sobretudo se este amor se tornar um espelho do Amor oblativo de Deus.

Entre as iniciativas da Igreja, que são como sementes lançadas neste campo, gostaria de recordar o projeto “Borgo Laudato si’”, que o Papa Francisco nos deixou como herança em Castel Gandolfo, uma semente que pode dar frutos de justiça e paz. Trata-se de um projeto de educação para a ecologia integral que visa ser um exemplo de como se pode viver, trabalhar e fazer comunidade aplicando os princípios da Encíclica Laudato si’.

Peço ao Todo-Poderoso que nos envie em abundância o seu «espírito do alto» (Is 32, 15), para que estas sementes e outras semelhantes possam dar frutos abundantes de paz e esperança.

A Encíclica Laudato si acompanha a Igreja Católica e muitas pessoas de boa vontade desde há dez anos: que ela continue a inspirar-nos, e que a ecologia integral seja cada vez mais escolhida e partilhada como caminho a seguir. Assim se multiplicarão as sementes de esperança, a serem “guardadas e cultivadas” com a graça da nossa grande e indefectível Esperança, Cristo Ressuscitado. Em seu nome, envio a todos vós a minha bênção.

Vaticano, 30 de junho de 2025, Memória dos Santos Protomártires da Igreja Romana.

LEÃO PP. XIV             

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[1] Cf. Pontifício Conselho Justiça e Paz, Terra e Cibo, LEV 2015, 51-53.



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SANTO DO DIA - 02 DE JULHO: SÃO BERNARDINO REALINO

Laudes de Quarta-feira da 13ª Semana do Tempo Comum

terça-feira, 1 de julho de 2025

Papa Leão XIV fala aos Movimentos Carismáticos

Missa desde a Basílica da Santíssima Trindade do Santuário de Fátima 01....

30 INCREÍBLES TRUCOS Y MANUALIDADES CON ROCAS

MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV


 

MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV  
AOS PARTICIPANTES NA XLIV SESSÃO DA
CONFERÊNCIA GERAL DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS
PARA A ALIMENTAÇÃO E A AGRICULTURA (FAO)

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Senhor Presidente
Senhor Diretor-Geral da FAO
Excelências
Ilustres senhoras e senhores!

Agradeço de coração a oportunidade que me foi dada de me dirigir pela primeira vez à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que este ano celebra o octogésimo aniversário da sua fundação. Saúdo cordialmente todos os participantes nesta quadragésima quarta sessão da Conferência, seu órgão supremo, e, em particular, o Diretor-Geral, Sr. Qu Dongyu, agradecendo o trabalho que a Organização realiza diariamente na busca de respostas adequadas ao problema da insegurança alimentar e da desnutrição, que continua a ser um dos maiores desafios do nosso tempo.

A Igreja encoraja todas as iniciativas para pôr fim ao escândalo da fome no mundo, fazendo seus os sentimentos do seu Senhor, Jesus, que, como narram os Evangelhos, ao ver uma grande multidão aproximar-se para ouvir a sua palavra, preocupou-se antes de mais em alimentá-la e, para isso, pediu aos discípulos que se encarregassem do problema, abençoando abundantemente os esforços realizados (cf. Jo 6, 1-13). No entanto, quando lemos o relato do que comumente se denomina a «multiplicação dos pães» (cf. Mt 14, 13-21; Mc 6, 30-44; Lc 9, 12-17; Jo 6, 1-13), percebemos que o verdadeiro milagre realizado por Cristo consistiu em revelar que a chave para derrotar a fome está mais em partilhar do que em acumular avidamente. Algo que talvez hoje tenhamos esquecido porque, embora tenham sido dados alguns passos importantes, a segurança alimentar mundial continua a deteriorar-se, tornando cada vez mais improvável a consecução do objetivo da «Fome Zero» da Agenda 2030. Isto significa que estamos longe de cumprir o mandato que deu origem, em 1945, a esta instituição intergovernamental.

Há pessoas que sofrem cruelmente e anseiam por ver resolvidas as suas muitas necessidades. Sabemos bem que, por si mesmas, não podem resolvê-las. A tragédia constante da fome e da desnutrição generalizadas, que hoje em dia persiste em muitos países, é ainda mais triste e vergonhosa quando percebemos que, embora a terra seja capaz de produzir alimentos suficientes para todos os seres humanos, e apesar dos compromissos internacionais em matéria de segurança alimentar, é lamentável que tantos pobres no mundo continuem a carecer do pão nosso de cada dia.

Por outro lado, assistimos atualmente, com desolação, ao uso iníquo da fome como arma de guerra. Matar a população com a fome é uma forma muito barata de fazer guerra. É por isso que hoje, quando a maioria dos conflitos não é travada por exércitos regulares, mas por grupos de civis armados com poucos recursos, queimar terras, roubar gado e bloquear a ajuda são táticas cada vez mais utilizadas por aqueles que pretendem controlar populações inteiras indefesas. Assim, neste tipo de conflitos, os primeiros alvos militares passam a ser as redes de abastecimento de água e as vias de comunicação. Os agricultores não podem vender os seus produtos em ambientes ameaçados pela violência e a inflação dispara. Isto leva a que um grande número de pessoas sucumba ao flagelo da fome e morra, com o agravante de que, enquanto os civis definham na miséria, os líderes políticos engordam com a corrupção e a impunidade.

Por isso, é hora de o mundo adotar limites claros, reconhecíveis e consensuais para punir esses abusos e perseguir os seus causadores e executores. Adiar uma solução para este panorama doloroso não ajudará; pelo contrário, as angústias e privações dos necessitados continuarão a acumular-se, tornando o caminho ainda mais difícil e intrincado.

Portanto, é urgente passar das palavras às ações, colocando no centro medidas eficazes que permitam a essas pessoas olhar para o seu presente e futuro com confiança e serenidade, e não apenas com resignação, encerrando assim a era dos slogans e das promessas enganosas. A este respeito, não devemos esquecer que, mais cedo ou mais tarde, teremos de dar explicações às gerações futuras, que receberão uma herança de injustiças e desigualdades se não agirmos agora com sensatez.

As crises políticas, os conflitos armados e as perturbações económicas desempenham um papel central no agravamento da crise alimentar, dificultando a ajuda humanitária e comprometendo a produção agrícola local, negando assim não só o acesso aos alimentos, mas também o direito a uma vida digna e cheia de oportunidades. Seria um erro fatal não curar as feridas e as fraturas causadas por anos de egoísmo e superficialidade. Além disso, sem paz e estabilidade, não será possível garantir sistemas agroalimentares resilientes, nem assegurar uma alimentação saudável, acessível e sustentável para todos. Daí surge a necessidade de um diálogo, onde as partes envolvidas tenham não só a vontade de falar, mas também de se ouvir, de se compreender mutuamente e de agir em conjunto. Não faltarão obstáculos, mas com sentido de humanidade e fraternidade, os resultados só poderão ser positivos.

Os sistemas alimentares têm uma grande influência nas alterações climáticas e vice-versa. A injustiça social provocada pelas catástrofes naturais e pela perda de biodiversidade deve ser revertida para alcançar uma transição ecológica justa, que coloque o meio ambiente e as pessoas no centro. Para proteger os ecossistemas e as comunidades mais desfavorecidas, entre as quais se encontram os povos indígenas, é necessária uma mobilização de recursos por parte dos governos, das entidades públicas e privadas, dos organismos nacionais e locais, de modo a adotar estratégias que priorizem a regeneração da biodiversidade e a riqueza do solo. Sem uma ação climática decidida e coordenada, será impossível garantir sistemas agroalimentares capazes de nutrir uma população mundial em crescimento. Produzir alimentos não é suficiente, também é importante garantir que os sistemas alimentares sejam sustentáveis e proporcionem dietas saudáveis e acessíveis para todos. Trata-se, portanto, de repensar e renovar os nossos sistemas alimentares, numa perspetiva solidária, superando a lógica da exploração selvagem da criação e orientando melhor o nosso compromisso de cultivar e cuidar do ambiente e dos seus recursos, para garantir a segurança alimentar e avançar para uma nutrição suficiente e saudável para todos.

Senhor Presidente, neste momento, assistimos a uma enorme polarização das relações internacionais devido às crises e aos conflitos existentes. Recursos financeiros e tecnologias inovadoras destinadas à erradicação da pobreza e da fome no mundo são desviados para a fabricação e o comércio de armas. Desta forma, promovem-se ideologias questionáveis, ao mesmo tempo que se assiste a um arrefecimento das relações humanas, o que empobrece a comunhão e afasta a fraternidade e a amizade social.

Nunca antes foi tão urgente como agora que nos tornemos artífices da paz, trabalhando para o bem comum, que beneficia a todos e não apenas a alguns, que são sempre os mesmos. Para garantir a paz e o desenvolvimento, entendido como a melhoria das condições de vida das populações que sofrem com a fome, a guerra e a pobreza, são necessárias ações concretas, enraizadas em abordagens sérias e com visão de futuro. Portanto, é preciso deixar de lado a retórica estéril para, com firme vontade política, como disse o Papa Francisco, aplainar «as divergências para favorecer um clima de colaboração e confiança recíprocas para a satisfação das necessidades comuns»[1].

Senhoras e senhores, para alcançar esta nobre causa, desejo assegurar que a Santa Sé estará sempre ao serviço da concórdia entre os povos e não se cansará de cooperar para o bem comum da família das nações, tendo especialmente em conta os seres humanos mais provados, que passam fome e sede, e também as regiões remotas, que não conseguem levantar-se da sua prostração devido à indiferença daqueles que deveriam ter como emblema na sua vida o exercício de uma solidariedade sem fissuras. Com esta esperança, e fazendo-me porta-voz de todos aqueles que no mundo se sentem dilacerados pela indigência, peço a Deus Todo-Poderoso que os vossos trabalhos sejam repletos de frutos e redundem em benefício dos desfavorecidos e de toda a humanidade.

Vaticano, 30 de junho de 2025

LEÃO PP. XIV

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[1] Discurso aos membros do Corpo Diplomático acreditado junto da Santa Sé (9 de janeiro de 2023).

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L'Osservatore Romano



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Arcebispos recebem o pálio


Na manhã deste domingo (29/06), 54 arcebispos metropolitanos, entre eles cinco brasileiros, receberam do Papa Leão XIV o pálio, símbolo de comunhão com a Igreja de Roma. Durante a cerimônia, fizeram o juramento de fidelidade ao Santo Padre e à Igreja.

Thulio Fonseca - Vatican News 

“Serei sempre fiel e obediente ao Bem-aventurado Apóstolo Pedro, à Santa e Apostólica Igreja de Roma, a ti, Sumo Pontífice, e a teus legítimos sucessores. Assim me ajude Deus Onipotente”.

Este foi o juramento feito na manhã deste 29 de junho, Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, pelos arcebispos metropolitanos nomeados ao longo do último ano, aos quais o papa Leão XIV concedeu a bênção e impôs o pálio.

Ao todo, 54 arcebispos receberam o paramento litúrgico que simboliza a comunhão com a Igreja de Roma, entre eles cinco brasileiros: dom Ângelo Ademir Mezzari, r.c.i., arcebispo de Vitória (ES); dom Odelir José Magri, m.c.c.j., arcebispo de Chapecó (SC); dom Francisco Carlos Bach, arcebispo de Joinville (SC); dom Vítor Agnaldo de Menezes, arcebispo de Vitória da Conquista (BA); e dom Antônio Emídio Vilar, s.d.b., arcebispo de São José do Rio Preto (SP).

O arcebispo dom Antônio Emílio Vilar foi recebido nos estúdios da Rádio Vaticano para falar sobre a entrega do palio e o crescimento da arquidiocese de São José do Rio Preto. O ...

Origem

O pálio — do latim pallium, manto de lã — é uma veste litúrgica da Igreja Católica, composta por uma faixa de lã branca colocada sobre os ombros dos arcebispos. Simboliza a ovelha que o pastor carrega nos ombros, representando a missão pastoral do bispo. É também sinal da jurisdição dos arcebispos metropolitanos em comunhão com a Santa Sé.

O pálio tem origem no manto usado por filósofos e aparece na arte paleocristã vestindo Jesus e os apóstolos. Foi adotado pela Igreja com função semelhante ao omoforion das tradições orientais. Inicialmente, era uma tira de pano enrolada nos ombros, usada por todos os bispos, como mostram ícones de santos como Santo Ambrósio e São João Crisóstomo. O primeiro registro de sua concessão formal é de 513, quando o Papa Simmaco o entregou a São Cesário de Arles. No século IX, ganhou o formato atual de “Y”, passando a ser exclusivo dos arcebispos metropolitanos. Em ocasiões especiais, como no Jubileu de 2000, o Papa João Paulo II utilizou um modelo semelhante ao antigo omoforion.

Confecção 

Dois cordeiros, criados pelos monges trapistas da Abadia de Tre Fontane, fornecem a lã. Eles são abençoados em 21 de janeiro, festa de Santa Inês, e levados ao Papa. As freiras do convento de Santa Cecília, em Trastevere, tecem e costuram os pálios, que ficam guardados na Basílica de São Pedro, junto ao túmulo do apóstolo.

Como é o Pálio

O pálio atual é uma faixa de lã branca, com cerca de 5 cm de largura, curvada para os ombros, com duas abas pretas pendentes na frente e nas costas, formando um “Y”. Possui seis cruzes negras (lembrando as chagas de Cristo) e três alfinetes que remetem ao antigo modo de fixá-lo. No pontificado de Bento XVI, Piero Marini restaurou o uso de um modelo mais longo, inspirado no formato antigo. Contudo, desde 2008, o Papa voltou a usar um pálio em “Y”, semelhante ao dos arcebispos, mas maior e com cruzes vermelhas, destacando a jurisdição singular do Bispo de Roma.


 (vaticannews)

A fé que te faz vencer (Mt 8,23-27) Palavra de Deus | Irmã Maria Raquel ...

Hoje é celebrado são Junípero Serra, o apóstolo da Califórnia

São Junípero Serra São Junípero Serra
 

“Sempre avante”, este foi o lema que inspirou os passos e plasmou a vida de são Junípero Serra, cuja festa é celebrada hoje (1º). “Esta foi a maneira que Junípero encontrou para viver a alegria do Evangelho, para que não se anestesiasse o seu coração”, disse o papa Francisco ao canonizá-lo em 2015.

Junípero Serra Ferrer, conhecido como o apóstolo da Califórnia, nasceu em Petra na ilha de Maiorca (Espanha), em 24 de novembro de 1713, filho de Antônio Serra e Margarida Ferrer, exemplares pelos costumes e piedade, embora pessoas de pouca instrução.

Foi batizado com o nome de Miguel José e crismado com apenas dois anos, por ocasião da visita do bispo de Maiorca, Atanasio Esterripa. Ajudava os pais nos trabalhos do campo e frequentou a escola anexa ao convento franciscano de são Bernardino, dando provas de inteligência viva e aberta. Desta forma, pôde ser encaminhado para fazer estudos superiores.

Depois de um ano de estudos filosóficos no convento de são Francisco de Palma, com 17 anos, vestiu o hábito franciscano no convento Santa Maria de Jesus. No dia 15 de setembro de 1731, emitiu os votos religiosos mudando o nome de batismo para o de Junípero, devido à grande admiração que tinha para com Frei Junípero, um dos primeiros companheiros de são Francisco.

Aos 35 anos, obedecendo a um chamado interior, partiu rumo às missões da América junto com seu discípulo, frei Francisco Palòu. Os dois permaneceram juntos por toda a vida.

Partiram no dia 13 de abril de 1749, de Málaga. Após uma dramática travessia, chegaram a San Juan de Porto Rico no dia 18 de outubro e, em 7 de dezembro, alcançaram Vera Cruz, na costa sul do México. Prosseguiram a pé até a cidade do México.

Em solo mexicano, exerceu apostolado junto aos indígenas falando em sua língua. Fez um catecismo na língua do povo e ensinava ciência e técnicas a respeito do trabalho da terra.

Em junho de 1767, depois da expulsão dos jesuítas dos domínios do vice-reino de Espanha por decisão de Carlos III, as missões da Baixa Califórnia foram confiadas aos franciscanos e Frei Junípero foi nomeado seu superior. Em 1º de abril de 1768, junto com 14 companheiros, empreendeu a corajosa e extenuante viagem rumo à península da Baixa Califórnia.

Após dois anos, pôde fundar a primeira missão californiana de São Diego de Alcalà. Deslocou-se na direção da Alta Califórnia e fundou as Missões de São Carlos Borromeu, de Santo Antônio de Pádua, São Gabriel e de São Luis e muitas outras.

No final da vida, retirou-se para Monterrey, na Califórnia, com seu confrade fiel, o qual escreveu a biografia do santo como testemunha ocular.

Junípero Serra, segundo o site dos franciscanos no Brasil, foi definido como um colosso de evangelizador. Durante dezessete anos, precisamente de 1767 a 1784 percorreu, apenas na Califórnia, cerca de 9.900km a pé, 5.400 em embarcação, não obstante a idade e as enfermidades. Fundou 9 missões, das quais derivam os nomes franciscanos de cidades californianas muito importantes, como São Francisco, São Diego, Los Angeles, etc.

Em 28 de agosto de 1784, partiu para a Casa do Pai, aos 71 anos, sendo que 36 deles foram dedicados à missão.

Considerado o pai dos índios, foi honrado como herói nacional. Desde 1º de março de 1931, a sua estátua representando o Estado da Califórnia está entre as outras dos Pais fundadores dos Estados Unidos na Sala do Congresso de Washington, estátua única de um religioso no santuário dos americanos ilustres.

Junípero Serra foi beatificado pelo papa são João Paulo II em 25 de setembro de 1988, e canonizado pelo papa Francisco durante sua visita aos Estados Unidos, em 23 de setembro de 2015.

“Foi sempre avante, porque o Senhor espera; sempre avante, porque o irmão espera; sempre avante por tudo aquilo que ainda tinha para viver; foi sempre avante. Como ele então, possamos também nós hoje dizer: sempre avante”, expressou Francisco na ocasião.

 

Laudes de Terça-feira da 13ª Semana do Tempo Comum