sábado, 14 de setembro de 2013

Prece



PASSA UM BOM DIA

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Das maledicências ao amor pelo próximo


A missa do Papa em Santa Marta


As tagarelices matam como e mais que as armas. Sobre este conceito o Papa Francisco voltou a falar na manhã de sexta-feira 13 de Setembro, na missa celebrada na capela de Santa Marta. Comentando as leituras do dia, tiradas da carta a Timóteo (1, 1-2. 12-14) e do Evangelho de Lucas (6, 39-42), o Pontífice realçou como o Senhor – depois de ter proposto, nos últimos dias, atitudes de mansidão, humildade e magnanimidade - «hoje nos fala do contrário», ou seja, de uma «atitude odiosa para com o próximo», a que temos quando nos tornamos «juízes do irmão».

O Papa Francisco recordou o episódio evangélico no qual Jesus repreende quem pretende tirar o argueiro do olho do outro sem ver a trave que está no seu. Este comportamento, o facto de se sentir perfeitos e, por conseguinte, capazes de julgar os defeitos dos outros, é contrário à mansidão, à humildade sobre as quais fala o Senhor, «àquela luz que é tão bela e que consiste em perdoar». Jesus, evidenciou o Santo Padre, usa «uma palavra forte: hipócrita». E sublinhou: «Os que vivem julgando o próximo, falando mal do próximo são hipócritas: porque não têm a força, a coragem de ver os próprios defeitos. Sobre esta questão o Senhor não fala muito. Mais tarde dirá: aquele que tem no seu coração o ódio contra o irmão é um homicida. Isto será proferido também pelo apóstolo João, que muito claramente na sua primeira carta afirma: quem odeia o próprio irmão caminha nas trevas. Quem julga o seu irmão é um homicida». Por conseguinte, acrescentou, «todas as vezes que julgamos os nossos irmãos no nosso coração, ou pior, quando falamos mal deles com os outros, somos cristãos homicidas». E isto «não sou eu quem o digo, mas é o Senhor que o diz», especificou acrescentando que «sobre este ponto não há dúvidas: se falares mal do teu irmão estás a matá-lo. E todas as vezes que fizermos isto, imitamos o gesto de Caim, o primeiro homicida».
Ao recordar quanto, nestes dias, se falou sobre as guerras que no mundo provocam vítimas, sobretudo crianças, obrigando muitos a fugir à procura de um abrigo, o Papa Francisco questionou-se sobre como é possível pensar que se tem «o direito de matar» falando mal dos outros, desencadear «estas guerras diárias das tagarelices». Com efeito, afirmou, «as maledicências vão sempre na direcção da criminalidade. Não existem maledicências inocentes. E isto é Evangelho puro». Portanto, «neste tempo em que pedimos tanto a paz, talvez seja necessário um gesto de conversão». E aos «nãos» contra qualquer tipo de armas digamos «não também a esta arma» que é a maledicência porque «é mortal». Citando o apóstolo Tiago, o Papa recordou que a língua «serve para louvar a Deus». Mas, acrescentou ainda, «quando usamos a língua para falar mal do irmão e da irmã na realidade usamo-la para matar a Deus» porque a imagem de Deus está no nosso irmão, na nossa irmã; destruímos «aquela imagem de Deus».
E há também quem, recordou o Santo Padre, procura justificar tudo isto, dizendo que «ele o merece». A estas pessoas o Papa dirigiu um convite específico: «vai e reza por ele; vai e faz penitência por ela. E depois, se for necessário, fala com a pessoa que pode corrigir o problema. Mas não o digas a todos». Paulo, acrescentou o Pontífice, «foi um grande pecador. E diz de si mesmo: antes eu era um pecador, um blasfemador e um violento. Mas concederam-me a misericórdia. Talvez nenhum de nós blasfema, talvez. Mas se alguém de nós bisbilhotar, certamente é um perseguidor e um violento».
O Pontífice concluiu invocando «para nós, para toda a Igreja, a graça da conversão da criminalidade das maledicências na humildade, na mansidão, na magnanimidade do amor pelo próximo».

(L`OSSERVATORE ROMANO)


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

“O Senhor deu, o Senhor tirou”




A erva do campo, minúsculo talo, animou-se com a luz do sol. O calor deu-lhe ainda mais vigor. Achou que era um arbusto grande e poderoso. Projetou fazer montes de coisas giras neste dia...
Era tanto o entusiasmo que até se esqueceu de, ao acordar, dar graças ao Senhor por mais um dia, como o fazia habitualmente!

Mãos à obra para cumprir o “programa”.

No segundo seguinte cai uma grande escuridão sobre o mundo: nem uma nesga... o sol desaparecera, o ânimo deu lugar à fraqueza e a erva caiu inerte sobre a terra húmida.
Eu conheço bem esta ervinha e sei que vai ser tão difícil criar novo vigor a ponto de voltar a seiva da vida.

Como diz Jó “O Senhor deu, o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor. Se aceitamos os bens da mão de Deus, porque não havemos de aceitar também os males?”

Tem compaixão de mim, Senhor, e dá-me o dom da fé, se for da vossa vontade.

TENHAM UM BOM DIA

terça-feira, 10 de setembro de 2013

“No silêncio do coração, Deus falará”







«Passou a noite a orar a Deus»


Não conseguimos encontrar a Deus no barulho, na agitação. […] No silêncio, Deus escuta-nos; no silêncio, fala às nossas almas. No silêncio é-nos dado o privilégio de ouvir a sua voz: 





Silêncio dos nossos olhos. 


Silêncio dos nossos ouvidos. 


Silêncio da nossa boca. 


Silêncio do nosso espírito. 


No silêncio do coração, 


Deus falará. 





O silêncio do coração é necessário para escutar a Deus em todo o lado — na porta que se fecha, na pessoa que reclama a tua presença, nos pássaros que cantam, nas flores e nos animais. Se estivermos atentos ao silêncio, será fácil orar. Há tanta tagarelice, coisas repetidas, coisas escusadas naquilo que dizemos e escrevemos. A nossa vida de oração é afectada porque o nosso coração não está silencioso.
Vou manter com mais cuidado o silêncio no meu coração, para que, no silêncio do meu coração, oiça as suas palavras de consolação e, a partir da plenitude do meu coração, possa consolar Jesus escondido no infortúnio dos pobres.

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade – a propósito de Lc 6, 12-19.

HOMENAGEM AO PATRONO DA DIOCESE E ANGRA




Domingo passado, presbíteros e leigos prestaram homenagem  ao Patrono da Diocese de Angra, Beato João Baptista Machado, pela passagem dos 25 anos da inauguração do seu monumento.




PASSA UM BOM DIA


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A ESPERANÇA É UM DOM


(facebook)

ANGELUS:Domingo, 8 de Setembro de 2013


PAPA FRANCISCO
Praça de São Pedro

CHAMADA
Queria agradecer a todos aqueles que, de vários modos, aderiram à vigília de oração e de jejum de ontem de noite. Agradeço as várias pessoas que ofereceram os seus sofrimentos por esta intenção. Agradeço as autoridades civis, bem como os membros de outras comunidades cristãs e de outras religiões e os homens e mulheres de boa vontade que viveram, nessa circunstância, momentos de oração, jejum e reflexão.
Mas o compromisso deve seguir adiante: continuemos com a oração e com as obras de paz! Convido-vos a continuar a rezar para que cesse imediatamente a violência e a devastação na Síria e se trabalhe com um esforço renovado por uma justa solução do conflito fratricida. Rezemos também pelos outros países do Oriente Médio, particularmente pelo Líbano, para que encontre a desejada estabilidade e continue a ser um modelo de convivência; pelo Iraque, para que a violência sectária dê lugar à reconciliação; pelo processo de paz entre israelenses e palestinos, para que possa avançar com decisão e coragem. E rezemos pelo Egito, para que todos os egípcios, muçulmanos e cristãos, se comprometam em construir juntos uma sociedade para o bem de toda a população.
A busca pela paz é um longo caminho que exige paciência e perseverança!
Continuemos com a oração!

(vatican.va)

domingo, 8 de setembro de 2013

HOJE É O DIA DO SENHOR


XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Igreja de Nossa Senhora Senhora da Piedade
Piedade - Ilha do Pico

O Seguimento de Jesus

Estamos no Mês da BIBLIA.
Ela é sempre uma luz em nossa caminhada cristã.
Hoje ela nos fala do Seguimento de Jesus
e suas EXIGÊNCIAS:
Não é um caminho de facilidade, mas sim de renúncia...

A 1ª Leitura lembra que só em DEUS é possível encontrar
a verdadeira felicidade e o sentido da vida. (Sb 9,13-19)

Na 2ª Leitura, Paulo aplica as conseqüências do seguimento de Jesus:
intercede em favor de um escravo fugitivo (Onésimo),
junto a seu "dono" (Filêmon). (Fm 9b-10.12.17)

O Evangelho aponta o "Caminho do Discípulo". (Lc 14,25-33)

- Jesus estava a caminho de Jerusalém... onde iria ser morto numa Cruz...
- O Povo o seguia numeroso, entusiasmado pela sua pessoa.
- Mas Cristo não era um demagogo, que fazia promessas fáceis,
  para atrair multidões a qualquer preço. Ele sabia que entre eles havia:

   * Bons, desejosos da boa palavra... que buscavam sinceramente o Messias...
   * Curiosos: em satisfazer o desejo de novidade...
   * Interesseiros: na esperança de participar da glória e da fama...
   * Inimigos: à espreita de uma ocasião para acusá-lo e condená-lo.

+ Sem medo de perder alguns simpatizantes,
   Jesus aponta TRÊS CONDIÇÕES para segui-lo:

1. DESAPEGO afetivo: aos familiares... até à própria vida:
   "Quem não 'odeia' o seu pai, sua mãe...
     até a própria vida, não pode ser meu discípulo..."
     * ODIAR aqui não significa rejeitar os sagrados laços familiares,
        mas priorizar os valores do Reino.

2. DISPONIBILIDADE em carregar a Cruz:
    "Quem não carrega a sua cruz e não caminha atrás de mim,
      não pode ser meu discípulo..."

      * A CRUZ é a imagem que melhor sintetiza toda a vida de Cristo.

         O "Discípulo" é convidado a imitar o Mestre...

3. RENÚNCIA aos bens materiais:
   "Quem não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo..."
     * Vivendo em função deles, não sobra espaço para Deus,
         nem relações de partilha e solidariedade com os irmãos...

+ Seguir o Mestre, não deve ser uma atitude passageira,
   nascida num momento de entusiasmo,
   mas sim, uma decisão ponderada, amadurecida e coerente até o fim.
+ Duas pequenas PARÁBOLAS,
a TORRE a construir e a GUERRA a conduzir, ilustram
a necessidade de planejar, empenhando-se cada dia na vivência cristã.

 * O Povo não podia se deixar levar pelo entusiasmo momentâneo,
   pelo contrário, devia calcular bem, se está em condições de perseverar...
                    
* O seguimento de Cristo é...

   - um caminho fácil, onde cabe tudo?  ou
   - um caminho exigente, onde só cabem os que aceitam a radicalidade de Jesus?
     A nossa Pastoral deve facilitar tudo, ou ir pelo caminho da exigência?

- A grande maioria no nosso povo se diz "cristão"... seguidor de Cristo...
   Recebe os Sacramentos de Iniciação... Reconhece os valores de Deus e da Fé... 
   mas a vivência cristã deixa a desejar...

- Muitas vezes, ficamos felizes, quando vemos a igreja lotada...
  Mas qual é o verdadeiro motivo que leva muitas pessoas à igreja?
  Todos os que participam com entusiasmo das cerimônias solenes,
  das procissões, das romarias... estão realmente conscientes
  dos compromissos que a fé cristã envolve?

- O que nos diria a respeito, o Evangelho de hoje?
  Será que Cristo está mais interessado no número, ou na qualidade?

+ Há dois tipos de Religião:

- As REVELADAS: como a nossa... em que a Bíblia é a fonte de inspiração...
   É Deus que se revela e nós aceitamos o que essa revelação nos propõe...
- As CRIADAS: que foram inventadas pelos homens,
  segundo o modelo que mais satisfaz seu modo de pensar e de agir...

Qual nos dá mais segurança de realizar o Plano de Deus?
Uma religião mais fácil pode até ser mais atraente...
mas certamente não será a mais fiel à proposta de Cristo... 

à Estamos nós dispostos a ser verdadeiros Discípulos de Cristo,
     pelo caminho duro e exigente, que o evangelho de hoje nos propõe?

     Peçamos a Deus nessa celebração
     muita LUZ para compreender essa verdade...
     e muita FORÇA para sermos fiéis à escolha feita...

Procuremos nesse mês dedicado à Bíblia, valorizar ainda mais a Palavra de Deus
dedicando-lhe um tempo especial dentro do nosso dia,
para uma atenciosa LEITURA ORANTE DA BÍLIA.

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 08.09.2013