terça-feira, 28 de abril de 2015

Angelina Jolie mete o dedo na ferida




Ainda bem que existem pessoas com o calibre de Angelina Jolie. E não, não falo dos seus lábios carnudos ou das pernas esguias que encantam tantos dos seus fãs. Falo sim da mulher que tem a inteligência de usar o seu mediatismo para um bem maior: dar voz a quem ficou esquecido ou foi simplesmente transformado num número.
"Fracassámos". A expressão escolhida pela atriz para descrever a inércia da comunidade internacional no que diz respeito à Síria não podia ter mais honesta, dura e crítica. Enquanto enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados apontou o dedo ao Conselho de Segurança da ONU e conseguiu resumir a base do problema que continua a arrastar consigo a vida de milhares de inocentes: "O problema não é a falta de informação, é a falta de vontade política."
O trabalho de Angelina Jolie com refugiados não é novidade, tal como a sua capacidade de elegantemente meter o dedo bem fundo nas feridas que muitos tentam esconder com palavras mansas. "São quatro milhões de refugiados sírios que são estigmatizados, rejeitados, e vistos como um fardo", concluiu na passada sexta-feira, durante um debate no Conselho de Segurança da ONU. "As leis humanitárias internacionais proíbem a tortura, a fome, e que escolas e hospitais se tornem alvos, mas estes crimes acontecem todos os dias na Síria", relembrou.
"Um mar humano de excluídos"

As suas visitas ao cenário real de todas as dores levam-na a ter presentes não apenas os números "do mar humano de excluídos" que vivem nos campos de refugiados, mas também as caras, os nomes, as histórias de vida que nunca poderão ser reproduzidas num gráfico estatístico. E como aquelas pessoas não puderam estar naquela reunião para contar o que lhes vai na alma, Angelina decidiu dar-lhes voz.
"Lembro-me da mãe que encontrei recentemente no campo de refugiados no Iraque, que tenta voltar a viver depois de a sua filha ter sido arrancada da família por um homem armado, e tornada escrava sexual. Lembro-me também de Hala, uma das seis órfãs que vive numa tenda no campo do Líbano: ela poderia contar como é dividir a responsabilidade de alimentar a família aos 11 anos, porque a mãe morreu num ataque aéreo e o pai está desaparecido."
E em resposta clara ao desentendimento dos países-membros do Conselho de Segurança - facto que em muito tem contribuído para o total fracasso das medidas humanitárias faladas há um ano - a atriz deixou o seu apelo: "É hora do Conselho de Segurança trabalhar como um só para acabar com o conflito, e chegar a uma solução que traga justiça ao povo sírio."
4 anos, 200 mil mortos

Caso sobrem dúvidas sobre a importância desta participação mediática de Angelina Jolie, talvez os números elucidem quanto à urgência de manter o tema na ordem do dia: nos últimos quatro anos morreram mais de 200 mil pessoas na Síria, sendo que mais de 76 mil dessas mortes aconteceram em 2014, o ano mais sangrento do conflito. Ao contrário do que seria esperado, o acesso à ajuda humanitária não melhorou com as supostas medidas planeadas pela ONU: há quase 5 milhões de cidadãos a quem o apoio não chega, por viverem em áreas quase inacessíveis.
Ao todo já são mais de 5,6 milhões as crianças sírias que precisam de ajuda, um aumento de 31% face a 2013. Cerca de 2,6 milhões não podem ir à escola e outros dois milhões vivem em campos de refugiados em países como Líbano, Turquia ou Jordânia. Infâncias roubadas, adolescências destruídas, vidas que ficarão para sempre marcadas pela guerra. Caso sobrevivam.
Enquanto uns perdem tempo em discussões de barriga cheia que não parecem ter como objetivo primordial a vida destes inocentes, ainda bem que há alguém que lhes dá voz. Esquecê-los é compactuar com o crime.
(facebook)


TERREMOTO EN NEPAL



“Corrí hacia al aeropuerto y solo se veían cabezas, brazos, ríos de sangre”
Todos los españoles localizados en Nepal son evacuados a India. 107 están en paradero desconocido

Taciturnos, ojerosos, exhaustos, como si salieran de una pesadilla, los españoles evacuados de Nepal, también los primeros europeos, han ido llegando desde la pasada madrugada al aeropuerto de Nueva Delhi. Al llegar, muy pocos tenían ganas de hablar, pero quienes lo hicieron no podían contener la tristeza y la rabia. “Nos han tratado como a perros”, exclamaba Jonathan Herranz, un extremeño de 27 años, residente en Barcelona, que salió de Nepal en el primer avión, un vuelo comercial de la compañía aérea Spice Jet.
El terremoto sorprendió a Herranz en un taxi, camino del aeropuerto. El coche se empotró contra una casa, él tuvo el reflejo de salir, tirado del brazo por un nepalí. El taxista y sus dos compañeros de trayecto murieron aplastados en el vehículo. “Corrí durante 45 minutos en shock hacia al aeropuerto y nada más se veían cabezas, brazos, ríos de sangre y gente superpreocupada. La ciudad está en el suelo, no existe, el patrimonio histórico se ha destruido totalmente”, relata.
Herranz abandonó Nepal en el primer grupo, junto a otros 35 adultos y un bebé. El resto de españoles que estaban localizados en Katmandú fueron saliendo del país en otros dos vuelos, uno comercial y otro de las fuerzas aéreas. En total, 127 españoles han sido evacuados de Nepal a India, pero el Ministerio de Exteriores aún trata de localizar a otros 107 compatriotas.
Quienes han logrado salir de Katmandú relatan el caos tras el seísmo que ha asolado el país y que ha provocado ya  más de 4.000 muertos. Herranz pasó las 50 horas siguientes al terremoto confinado en el aeropuerto, custodiado por guardias armados y sin poder salir porque le obligaban a pagar una nueva visa. “Cada botella de agua costaba 10 dólares, me robaron y no solo a mí, a todo el mundo”. La prioridad, asegura, la tenían indios y chinos, a quienes separaron del resto y a los que daban comida y bebida, al contrario que a los demás extranjeros. “Fueron 50 horas en la pista, lloviendo, en manga corta, sin mantas…hacía mucho frío y yo soy un adulto, pero allí había niños”.
Herranz afirma que ha llegado mucha ayuda humanitaria a Katmandú, pero que lo único que han recibido los nepalíes es una botella de agua un solo día. “La mercancía llegó al aeropuerto, pero de ahí no salió”. Arremete contra el Gobierno nepalí del que dice que es “la peor escoria" que ha visto jamás, y se confiesa “deprimido” pero “orgulloso por tener un Gobierno como el español". "Al menos me ha sacado de una catástrofe como ésta y no intenta estafarme como han hecho ellos”, dice.
Al contrario que Herranz, que solo llevaba 19 días en Katmandú, Mikel Aingueru Leizeaga, un guipuzcoana de 49 años, vive en Katmandú desde hace 22 y está casado con una nepalí. A las 11.57 del sábado, cuando se produjo el seísmo, estaba en su agencia de viajes en Thamel, “el barrio mochilero por excelencia, sin posibilidades de escape, porque son todo edificios juntos, con calles por las que no cabe un camión y apenas entra un taxi. No tienes escapatoria”.
A su lado se derrumbó un edificio de siete plantas y él buscó refugio en un jardín público. Las dos últimas noches las ha pasado en una campa, donde se reunieron todos los vecinos y cada uno colaboraba aportando lo que podía: mantas, algún colchón, una esterilla, galletas, un poco de té; lo básico.
Lo peor han sido las más de 70 réplicas que siguieron al terremoto. “Son horas eternas, no puedes dormir, cada vez que notas una vibración en el suelo piensas que puede ser peor que la primera, es una angustia total”.
Algunos familiares de conocidos de Aingueru Leizeaga han muerto. De otros no lo sabe, porque no ha podido contactar con ellos. Lo que más le preocupa es que, en poco tiempo, sin electricidad, sin agua, se agotarán los alimentos y el combustible y pueden llegar las enfermedades. Aún así, piensa regresar. “En cuanto nos quitemos el susto”. Allí está su vida.
            (internacional.elpais)


Seguir o Cristo Bom Pastor como servos, não como “managers”







VATICANO, 27 Abr. 15 / 01:01 pm (ACI).- O Papa Francisco recitou ontem a oração do Regina Coeli da janela do Apartamento Pontifício junto com milhares de peregrinos presentes na Praça de São Pedro. O Santo Padre os exortou a seguir Cristo como um “servo” e não como “manager”, ou seja, como um gerente.
Em suas palavras prévias à oração mariana, o Santo Padre recordou que no Quarto Domingo de Páscoa, celebramos o domingo do Bom Pastor”, que “a cada ano nos convida a redescobrir maravilhados, esta definição que Jesus deu de si mesmo relendo-a à luz da sua paixão, morte e ressurreição”.
Francisco recordou que Cristo se imolou na Cruz, como diz a parábola e, portanto, está claro porque Ele é ‘o bom pastor’: porque ofereceu sua vida em sacrifício por nós.
“Cristo é o verdadeiro pastor, que realiza o modelo mais alto de amor pelo rebanho: Ele dispõe livremente da sua própria vida, ninguém tira a sua vida, Ele se doa pelo bem das ovelhas”.
Enquanto “o falso pastor “pensa em si mesmo e explora as ovelhas”. O bom pastor, pelo contrário, “pensa nas ovelhas e doa a si mesmo”, reiterou.
O Papa destacou que Cristo “é um guia atento que participa da vida de seu rebanho, não busca outro interesse, não tem outra ambição senão guiar, nutrir, proteger as suas ovelhas. E tudo isto ao preço mais alto, o do sacrifício de sua própria vida”.
O Papa explicou, que na figura de Jesus, bom pastor, “contemplamos a Providência de Deus, a sua solicitude paterna por cada um de nós “e “porque dando-nos Jesus como Pastor que dá a vida por nós, o Pai nos deu tudo aquilo que de maior e precioso poderia nos dar”.
“É o amor mais alto e mais puro, porque não é motivado por nenhuma necessidade, não é condicionado por nenhum cálculo, não é motivado por nenhum interessado desejo de troca”, disse ainda o Santo Padre.
Também nós, continuou, “experimentamos uma alegria imensa e nos abrimos ao reconhecimento por aquilo que recebemos gratuitamente”. Mas, “contemplar e agradecer não basta”. “É necessário seguir o Bom Pastor”, especialmente “aqueles que têm a missão de guiar na Igreja –como sacerdotes, bispos, Papas– não são chamados a assumir a mentalidade do ‘manager’, mas a de ‘servo’, à imitação de Jesus que, despojando-se de si mesmo, nos salvou com sua misericórdia”.
Fazendo menção aos novos sacerdotes da diocese de Roma, ordenados por ele na manhã de domingo na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco pediu que a Virgem Maria conceda, a ele e a todos os bispos e sacerdotes do mundo inteiro, a graça de servir o povo santo de Deus, mediante a “gloriosa pregação do Evangelho, a celebração dos Sacramentos e a paciente e humilde guia pastoral”.         

(acidigital)


segunda-feira, 27 de abril de 2015

NOTÍCIAS DO DIA




Quatro portugueses em expedição nos Himalaias
 «estão bem» apesar do sismo no Nepal



Luís Almeida, um dos quatro portugueses que estão nos Himalaias há uma semana numa expedição, disse hoje à agência Lusa que “estão todos bem”, apesar das dificuldades causadas pelo sismo no Nepal, que causou até agora 3.218 mortos.
Numa mensagem escrita, enviada hoje à agência Lusa, Luís Almeida, que está a participar numa expedição organizada pela Espaços Naturais às montanhas dos Himalaias, garantiu que os portugueses “estão todos bem”.
“Estamos bem. É o meu quarto ano consecutivo nos Himalaias. Esta expedição já era assumidamente de grande aventura, pois a zona é pouco conhecida e muito remota, e encontrámos condições climatéricas adversas”, adiantou.
Luís Almeida explicou na mensagem via telemóvel que, devido ao sismo, “o trilho era inexistente ou estava cortado por avalanches ou deslizamentos de terra e rochas, tornando o trajeto mais difícil”.
“Tivemos de montar o campo base a cerca de 4400 metros, não era possível ir mais além. Fizemos um cume de apenas 5.480 metros em 4 horas”, disse ainda.
Uma fonte da família de Luís Almeida disse hoje à Lusa que os quatro portugueses que estão nos Himalaias há uma semana "estão bem", mas "com muitas dificuldades de comunicação”.
A mesma fonte disse que os quatro portugueses, residentes em Coimbra e no Porto, ainda não pediram ajuda e estão a tentar chegar hoje a uma aldeia (Tal).
No sábado, o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, disse à Lusa que os sete portugueses referenciados como estando no Nepal, na altura do sismo, "estão todos bem" e não há notícia de qualquer ferimento.
O número de mortos na sequência do forte sismo de magnitude de 7,9 na escala de Richter de sábado ascende a 3.000, de acordo com fontes oficiais do Nepal e de países vizinhos.
O sismo, de magnitude 7,9 na escala de Richter, foi registado no sábado e teve o epicentro a cerca de 80 quilómetros de Katmandu. O abalo foi sentido noutros países, como Índia, Bangladesh e China, e provocou avalanchas nos Himalaias.
A comunidade internacional mobilizou equipas de resgate e ajuda humanitária para o Nepal.
Membros do exército da Índia, país onde o sismo provocou pelo menos 51 mortos, foram mobilizados para a capital nepalesa de Katmandu, para ajudar nas operações de resgate. As autoridades indianas também mobilizaram vários helicópteros para sobrevoar a zona afetada.
São estes helicópteros que estão a ajudar nas operações de resgate dos montanhistas retidos na região do monte Everest, nos Himalaias, devido às avalanchas que ocorreram após o terramoto. O último balanço dava conta de 18 mortos e 51 feridos nesta região.
A União Europeia (UE) também informou que equipas europeias de assistência e de resgate já estão no terreno a trabalhar.

Diário Digital com Lusa




«500 Alunos a aprender mandarim nas escolas portuguesas a partir de setembro» Diário de Notícias



«Negociação de Nuno Crato com as autoridades chinesas prevê criar 20 turmas do secundário já no próximo ano letivo. Será disciplina curricular para os alunos de Humanidades e opcional para os restantes, a partir do 10ºano, nas escolas abrangidas pelo projeto-piloto».

«Atualmente existe já um projeto-piloto em curso nos agrupamentos de escolas de São João da Madeira, iniciado em 2013, que já abrange mais de 750 alunos do 3º, 4º e 5º ano de escolaridade».

«Também no ensino particular o Colégio de São Tomás, em Lisboa, arrancou neste ano letivo com a oferta de chinês mandarim, abrangendo 73 alunos dos 5º, 7º e 8º anos de escolaridade».

«Um dos maiores desafios do projeto será encontrar professores chineses capazes de ensinar alunos portugueses». Diário de Notícias 27/4/2015
Redação
(news. google)