sábado, 27 de janeiro de 2018

Esclarecimento



Papa Francisco dançando merengue?
A verdade sobre vídeo que se tornou viral


REDAÇÃO CENTRAL, 26 Jan. 18 / 10:00 am (ACI).- Uma festa animada, com música, muitas pessoas e o Papa Francisco dançando merengue com uma mulher. Essa é a cena de um vídeo que viralizou nas redes nos últimos dias, mas a verdade por trás dessa história passa longe do Pontífice e nada mais era que uma fantasia de Halloween.
O vídeo havia sido compartilhado em diversas contas de redes sociais no final do ano passado, alcançando mais de 2 milhões de reproduções. Agora, voltou a circular e algumas pessoas chegaram a dizer até mesmo que ocorreu durante a viagem do Santo Padre ao Peru.
Entretanto, como indicou o site ‘La República’, “tudo isso é uma mentira”.

O vídeo, na verdade, foi gravado durante uma festa de Halloween, na Colômbia, à qual um dos convidados decidiu comparecer fantasiado como o Papa Francisco.
Nas imagens, o homem dança merengue com uma mulher ao som de “Que Buena Esta La Fiesta” do grupo dominicano “Hermanos Rosario”.
Muitos internautas reagiram ao vídeo, alguns acreditaram se tratar do Papa Francisco e comentaram inclusive que o Pontífice “dança muito bem”.
Por outro lado, pessoas notaram não ser o Pontífice, o que se observa, por exemplo, pela diferença de estatura, a ausência da crua peitoral, além de ser um homem mais jovem.  Alguns desses internautas criticaram as imagens e assinalaram ser uma “falta de respeito”.
Conforme ressalta ‘La República’, a fim de enganar os internautas peruanos, os autores da brincadeira desfocaram o rosto do suposto Papa "para gerar dúvida e indignação de milhares de pessoas no Facebook”.
“Agora que você já sabe, não acredite em todos os vídeos que vê no Facebook, alguns são criados para gerar polêmica e para que se tornem virais nas redes sociais”, acrescenta o site.


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(acidigital)

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

A maternidade da Igreja se prolonga na maternidade da mulher
Na homilia, o Papa destacou três palavras que indicam como a fé deve ser transmitida: ‘filho’ – como Paulo chama Timóteo – ‘mãe e avó’ e enfim, ‘testemunho’.

Cidade do Vaticano

A transmissão da fé foi o fulcro da homilia proferida pelo Papa na manhã desta sexta-feira (26/01), na Casa Santa Marta. Francisco comentou a segunda carta de São Paulo Apóstolo a Timóteo, proposta pela liturgia do dia, quando Paulo se dirige a seu discípulo, ressaltando a sua ‘fé sincera’.

Com efeito, foi próprio o Apóstolo a falar a Timóteo de Cristo e da Carta, o Papa destacou três palavras que indicam como a fé deve ser transmitida: ‘filho’ – como Paulo chama Timóteo – ‘maternidade’ e enfim, ‘testemunho’.

Paulo – disse o Papa – gera Timóteo com a loucura da pregação e esta é a sua paternidade. E na leitura, fala-se também de lágrimas, porque Paulo não adoça o seu anúncio com meias-verdades, mas o faz com coragem: “A coragem que faz com que Paulo se torna pai de Timóteo”. É a pregação que não pode ser ‘morna’.

“A pregação – sempre – permitam-me a palavra – ‘estapeia’, é um ‘tapa’ que te comove e te sustenta. E o próprio Paulo diz: “A loucura da pregação”. É uma loucura, porque dizer que Deus se fez homem e foi crucificado e depois ressuscitou… O que disseram a Paulo os habitantes de Atenas? “Depois de amanhã te ouviremos”. Sempre, na pregação da fé, existe uma loucura. E a tentação é o falso bom senso, a mediocridade. “Não, não brinquemos… a fé morna”…

Hoje, em alguma paróquia (a de vocês, não, a de vocês é uma paróquia santa! – mas pensemos em outra. Em alguma paróquia), alguém vai, ouve o que diz esta pessoa da outra, daquela outra, daquela, daquela... Ao invés de dizer como se amam, dá vontade de dizer: “Como ferem! Como se machucam … a língua é uma faca para ferir o outro!  E como você pode transmitir a fé com um ar tão viciado de fofocas, de calúnias? Não. Testemunho. “Olha, esta pessoa jamais fala mal do outro; este faz obra de caridade; já este quando tem alguém doente vai visitá-lo, porque faz assim?”. A curiosidade: por que esta pessoa vive assim? E com o testemunho nasce a pergunta do porquê ali se transmite a fé, porque tem fé, porque segue os passos de Jesus.

E o Papa destaca o mal que faz o contratestemunho ou o mau testemunho: tira a fé, enfraquece as pessoas.

Mãe, avó: a maternidade é a terceira palavra. “A fé se transmite num ventre materno, o ventre da Igreja. Porque a Igreja é mãe, a Igreja é feminina. A maternidade da Igreja se prolonga na maternidade da mãe, da mulher.

E Francisco lembra ter conhecido na Albânia uma freira que durante a ditadura estava na prisão, mas de vez em quando os guardas a deixavam sair um pouco e ela ia em direção ao rio – tanto, eles pensavam – o que esta pobre senhora pode fazer. E ao invés, continua o Papa, ela era esperta e as mulheres sabiam quando ela saia e levavam seus filhos para que as batizasse escondido com a água do rio. Um belo exemplo, conclui.

Mas eu me pergunto: as mães, as avós, são como essas duas de que fala Paulo: “Também sua avó Lóide e sua mãe Eunice” que trasmitiram a fé, a fé sincera?  Um pouco.... diz: “Mas sim, aprenderá quando fará o catecismo. Mas eu lhes digo, fico triste quando vejo crianças que não sabem fazer o sinal da Cruz e fazem um desenho assim.... porque falta a mãe e a avó que ensine isso a elas. Quantas vezes penso nas coisas que se ensinam para a preparação do matrimônio, na noiva, que será mãe: é ensinado que ela deve transmitir a fé? 

"Peçamos ao Senhor que nos ensine como testemunhas, como pregradores e também às mulheres, como mães, a transmitir a fé", conclui o Papa.



(vaticannews)
Um primeiro balanço da viagem
ao Chile e ao Peru
· ​No colóquio com os jornalistas durante o voo para Roma ·


Concluiu-se na tarde de 22 de janeiro a viagem apostólica do Papa Francisco ao Chile e ao Peru. Durante o voo de regresso realizou-se a habitual conferência de imprensa com os jornalistas que o acompanharam. Depois de quarenta minutos da partida de Lima, não obstante os ritmos dos últimos dias, por cerca de uma hora o Pontífice respondeu às perguntas que lhe foram formuladas. Durante o colóquio houve um breve imprevisto: o avião atravessou uma zona de turbulência e o Papa teve que se sentar por um instante entre os jornalistas. Além das “turbulências” a propósito dos temas tratados atravessemos também esta meteorológica e depois continuemos, disse sorrindo.
Antes de tudo, o Papa expressou palavras de apreço pelos países visitados, dizendo-se impressionado pela profunda religiosidade do povo peruano e muito admirado com alguns encontros no Chile, como por exemplo em Iquique, onde disse que sentiu pessoalmente a religiosidade do norte do país.
No centro do diálogo também a questão da corrupção nos países latino-americanos. A propósito, o Pontífice disse que na América Latina há muitos casos. Fala-se muito da Odebrecht [empresa brasileira há alguns anos no centro de um enorme escândalo de corrupção], mas é só um exemplo. Segundo o Papa a fonte da corrupção é o pecado original que cada um tem em si. E recordou que escreveu um pequeno livro intitulado precisamente Peccato di corruzione, cujo tema poderia ser resumido na fórmula «pecadores sim, corruptos não».
Francisco, respondendo aos jornalistas que o entrevistaram a propósito de algumas palavras que pronunciou e da sua posição sobre a questão dos abusos por parte do clero e do caso específico do bispo de Osorno, fez uma longa reflexão sobre a atenção que deve ser reservada às pessoas que sofreram abusos e reafirmou a linha adotada pelo seu predecessor e por ele mantida com decisão.
Por fim o Pontífice contou que se comoveu durante a visita à prisão feminina em Santiago, confidenciando que deixou lá o coração. Sou muito sensível aos presos, acrescentou, e para mim foi comovedor ver aquelas mulheres e as atividades que desempenham, a capacidade que têm de mudar de vida, de se reinserir na sociedade, com a alegria do Evangelho.
da nossa enviada Silvina Pérez


(osservatoreromano)

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018



Hoje a Igreja celebra a Conversão de São Paulo


REDAÇÃO CENTRAL, 25 Jan. 18 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 25 de janeiro, a Igreja Católica celebra o dia em que São Paulo – então chamado Saulo – alcançou a conversão, a caminho de Damasco, para onde se dirigia para perseguir os cristãos.
Como se recorda, quando ia para Damasco, Saulo foi derrubado do cavalo pelo próprio Jesus por meio de uma luz do céu que brilhou sobre ele e seus companheiros, cegando-o por três dias. Durante esse tempo, Saulo permaneceu na casa de um judeu chamado Judas, sem comer nem beber.

O cristão Ananias, a pedido de Cristo, foi ao encontro de Saulo, que recuperou a vista e se converteu, recebendo o batismo e passando a pregar nas sinagogas sobre o Filho de Deus, com grande espanto de seus ouvintes. Assim, o antigo perseguidor se converteu em apóstolo e foi eleito por Deus como um de seus principais instrumentos para a conversão do mundo.
São Paulo nasceu no Tarso, Cilícia (atual Turquia), e seu pai era cidadão romano. Cresceu no seio de uma família em que a piedade era hereditária e muito ligada às tradições e observâncias dos fariseus. Colocaram-lhe o nome Saulo e, como também era cidadão romano, levava o nome latino de Pablo (Paulo).
Para os judeus daquele tempo era bastante comum ter dois nomes, um hebreu e outro latino ou grego. Paulo será, pois, o nome que utilizará o apóstolo para evangelizar os gentios.
O período que vai do ano 45 ao 57 foi o mais ativo e frutífero de sua vida. Compreende três grandes expedições apostólicas das quais Antioquia foi sempre o ponto de partida e que, invariavelmente, terminaram por uma visita à Jerusalém.
Os restos do santo descansam na Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma. Este templo é o maior, depois da Basílica de São Pedro.


(acidigital)