segunda-feira, 22 de março de 2021

NRP SAGRES, A VIAGEM 500 ANOS DEPOIS | REPORTAGEM RTP

Igreja de Madri é reaberta após explosão que causou 4 mortos


MADRI, 22 mar. 21 / 10:12 am (ACI).- A paróquia da Virgen de la Paloma, em Madri, reabriu as suas portas na sexta-feira, 19 de março, depois da trágica explosão de gás, ocorrida no dia 20 de janeiro, na qual morreram 4 pessoas: o Pe. Rubén Pérez Ayala, o paroquiano David Santos e duas outras pessoas, Javier Gandía e Stefko Ivanov.

O pároco, Gabriel Benedicto, celebrou a Missa de reabertura do templo e nela recordou e rezou pelos mortos, cujos familiares e amigos estiveram presente na celebração.

A explosão aconteceu do lado de fora do edifício paroquial, localizado na rua Toledo, devido ao vazamento de gás que entrou no prédio por causa do rompimento da tubulação subterrânea.

O cheiro de gás começou a ser sentido com força dentro do edifício poucos minutos antes da explosão, embora alguns pedestres tenham sentido o cheiro na rua em diferentes momentos do dia, como se soube mais tarde.

No momento do acidente, as quatro pessoas que morreram estavam do lado de fora, em frente ao edifício. Pe. Rubén foi resgatado ainda com vida e levado ao hospital, onde morreu logo depois.

Segundo informou a Arquidiocese de Madri por meio de uma notícia da agência arquidiocesana Infomadrid, em sua homilia, o pároco Gabriel Benedicto expressou a incapacidade de "compreender o significado completo dos acontecimentos vividos".

No entanto, recordou que “hoje o Senhor quer consolar a todos nós”. "Em quem podemos confiar senão em Deus?"

Por isso pediu a Deus “que nos faça sentir que nos reuniu aqui para nos abraçar e consolar depois deste golpe. Ele é um Pai, nós somos seus filhos e Ele nos aproxima e nos chama ao amor mútuo”.

Além disso, destacou que “a cura começa por acolher a própria história” e destacou que, perante a tragédia, “reconhecemo-nos mais como irmãos e como família”.

Também confiou a Deus a comunidade paroquial para que “possamos olhar para o futuro com esperança” e destacou que São José –a Missa foi celebrada na solenidade de São José–, “que teve que abraçar uma realidade que não havia escolhido, ajuda-nos a escolher e abraçar esta história que já faz parte da história da paróquia, de La Paloma, de cada um de nós”.

Da mesma forma, revelou que, depois da explosão, entregaram-lhe a Bíblia que pertencia ao Pe. Rubén e dentro dela encontrou este fragmento: “Mestre, olha este templo tão belo. Mas tenho que dizer-te que não ficará pedra sobre pedra”.

Isso o levou a refletir que “é verdade que nada restará de todo este templo, mas sim do nosso templo, de nós, da nossa vida, das nossas ações, de tudo o que fizemos”.

O pároco citou algumas lembranças que tem dos mortos. Do Pe. Rubén recordou o entusiasmo que sentia com a paróquia e os seus esforços por levar esperança ao bairro durante o confinamento pela pandemia de coronavírus, mostrando que “estamos juntos, não estamos sozinhos, somos seus vizinhos”.

De David Santos destacou que era “um esposo e pai excelente”, destacou o seu “carisma com os jovens”, a sua simplicidade e a sua “capacidade de aceitar as coisas boas das circunstâncias”.

De Javier Gandía ressaltou que era um grande pai e que tinha um matrimônio muito unido, e lamentou que seus familiares não puderam participar da Eucaristia devido aos confinamentos regionais pela pandemia de coronavírus na Espanha.

Por último, recordou Stefko Ivanov, "um irmão búlgaro que vivia na cidade de Madri e que sua mãe havia conquistado o seu coração”.

(acidigital)


Dia da água, o Papa: agir sem demora para não desperdiçar e poluir


Em uma mensagem em nome de Francisco, assinada pelo cardeal Parolin e dirigida aos responsáveis da FAO e da UNESCO no Dia mundial da água, o Pontífice reitera o valor deste recurso indispensável, a urgência de mudar os estilos de vida e a linguagem para protegê-la, e a necessidade de uma colaboração global para permitir sua distribuição justa em qualidade e quantidade em todo o mundo.

Gabriella Ceraso – Vatican News


Responsabilidade e cuidado com a água estão no centro da mensagem assinada em nome de Francisco pelo Secretário de Estado, Pietro Parolin, no Dia que vê uma mobilização no mundo inteiro para dar a devida importância a uma fonte indispensável de vida, como afirma o tema escolhido este ano, "Valorizar a água". No entanto, observa o cardeal - que falou através de uma mensagem em vídeo à cúpula da FAO sobre a alimentação - "este recurso não foi tratado com o cuidado e a atenção que merece. Desperdiçá-la, negligenciá-la ou poluí-la é um erro" que ainda hoje se repete.


Questões críticas: água insalubre, mudanças climáticas, exploração


Existem vários problemas relacionados à água no século XXI, a "era do progresso e dos avanços tecnológicos". O primeiro, que gera uma dívida com os países pobres, é o acesso à água potável segura que ainda não está ao alcance de todos. A água - recorda o Papa na Laudato si' - é "um direito humano básico, fundamental e universal, [...] uma condição para o exercício de outros direitos humanos"; um bem ao qual todos os seres humanos, sem exceção, têm o direito de ter acesso adequado, a fim de levar uma vida digna.  A isto se acrescenta hoje - aponta o cardeal Parolin - "os efeitos nocivos da mudança climática, das enchentes à seca ao degelo e ao empobrecimento das águas subterrâneas", todos fenômenos que comprometem a qualidade da água e impedem uma vida serena e fértil. Para este estado de coisas, observa o Secretário de Estado, "contribui também a difusão da cultura do usa e joga fora e a globalização da indiferença, levando o homem a sentir-se autorizado a saquear e esgotar a criação". Sem mencionar a pandemia que tem exacerbado as desigualdades sociais e econômicas, "destacando os danos causados pela ausência ou ineficiência dos serviços hídricos entre os mais necessitados".


Sobriedade e solidariedade nos estilos de vida e na linguagem


Basta, portanto de formas de poluição dos recursos hídricos, mares, rios. Basta de estilos de vida que não visam o bem comum. Em sua mensagem, o cardeal Parolin, olhando para o futuro e para a vida das próximas gerações, pede, antes de tudo, o início de um processo educacional que mude o foco na busca do bem, da verdade e da beleza para que estes sejam os motores por trás das escolhas de consumo, poupança e investimentos.  E com o estilo de vida, mude também a linguagem em termos de respeito, precisamente para continuar neste âmbito a "valorizar a água", como requer o tema deste ano. Assim, indica o Secretário de Estado, "em vez de falar de seu consumo, devemos nos referir ao seu uso sensato, de acordo com nossas reais necessidades e respeitando as dos outros". "Se vivermos de modo sóbrio e colocarmos a solidariedade no centro de nossos critérios, usaremos a água de forma racional, sem desperdiçá-la inutilmente, e poderemos compartilhá-la com aqueles que mais precisam dela. Por exemplo, se protegermos as áreas úmidas, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa, possibilitaremos a irrigação de pequenos proprietários e melhoraremos a resiliência nas áreas rurais, e assim as comunidades de baixa renda, que são as mais vulneráveis no abastecimento de água, se beneficiariam e seriam retiradas de sua prostração e negligência".


Água e alimentos: uma ligação estreita e fundamental


Enfim, dar valor ao precioso recurso da água também significa reconhecer a ligação entre sua qualidade e segurança alimentar, tanto em termos de abastecimento quanto de higiene e saúde. De acordo com a mensagem, a água está na base de "todos os aspectos dos sistemas alimentares: na produção, processamento, preparação, consumo e, em parte, também na distribuição de alimentos". O acesso à água potável e ao saneamento adequados reduz o risco de contaminação de alimentos e a propagação de doenças infecciosas".


Agir sem demora para dar de beber aos sedentos


A advertência, portanto, é de "agir sem demora" para que todos tenham acesso à água de maneira justa: parar de desperdiçá-la, de mercantizá-la e de contaminá-la. O cardeal Parolin afirma que a colaboração entre os Estados, setor público e privado é necessária, assim como a contribuição das organizações intergovernamentais, e que há uma necessidade urgente de "cobertura legal obrigatória e apoio sistemático e eficaz" para garantir água de igual qualidade e quantidade em todo o mundo. "Apressemo-nos portanto a dar de beber aos sedentos, a corrigir nossos estilos de vida para não desperdiçar ou poluir, a nos tornarmos protagonistas dessa bondade que levou São Francisco de Assis a descrever a água como uma irmã 'muito humilde, preciosa e casta'". 

 (vaticannews)


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