terça-feira, 22 de agosto de 2023
segunda-feira, 21 de agosto de 2023
Hoje é celebrado são Pio X, o “papa da Eucaristia”
REDAÇÃO CENTRAL, 21 Ago. 23 / 05:00 am (ACI).- A Igreja celebra hoje (21) são Pio X, que decretou a permissão para que as crianças possam comungar desde que compreendam quem está na hóstia consagrada e animou os fiéis a recebê-la todos os dias.
Seu nome era Giuseppe Sarto e nasceu em Riese, povoado de Veneza, Itália, em 1835. Ainda menino sofreu a perda de seu pai e quis deixar os estudos para ajudar sua mãe. Ela, porém, o impediu. Então, continuou estudando no seminário graças a uma bolsa.
Após ser ordenado, foi nomeado vigário, pároco, cônego, bispo de Mantua e cardeal de Veneza, estando nove anos em cada cargo. Brincando, dizia que só lhe faltavam nove anos de papa.
Em 1903, quando o papa Leão XIII morreu, os cardeais se reuniram no conclave e tinham como favorito o cardeal Rampolla de Tíndaro, mas declinou ante o veto formal do imperador Francisco José, da Áustria. Foi assim que a balança se inclinou para Sarto, que tomou o nome de Pio X.
Um de seus primeiros atos como pontífice foi recorrer à constituição “Commissum nobis”, a fim de terminar com o suposto direito de qualquer poder civil para interferir em uma eleição papal.
Mais adiante, em 1905, o governo francês denunciou a “Concordata” de 1801 e decretou a separação entre Igreja e Estado, o que favoreceu a que a Santa Sé pudesse nomear diretamente os bispos franceses, sem a nomeação prévia dos poderes civis.
Redigiu e aprovou decretos sobre o Sacramento da Eucaristia, nos quais recomendava e elogiava a comunhão diária, com a possibilidade de que as crianças se aproximassem para recebê-la a partir do momento que entendessem quem está na Santa Hóstia Consagrada. Isto foi o suficiente para que passasse a ser chamado o “papa da Eucaristia”.
Sempre defendeu os fracos e oprimidos como fez ao denunciar os maus entendimentos aos quais eram submetidos os indígenas nas plantações de borracha do Peru. Visitava cada domingo os pátios, esquinas ou praças do Vaticano para pregar e explicar o Evangelho do dia.
Durante uma audiência pública, um participante lhe mostrou seu braço paralisado e lhe pediu que o curasse. O papa se aproximou sorridente, tocou o braço e disse: “Sim, sim”. E o homem ficou curado. Entretanto, sempre foi modesto e singelo.
Quando alguém o chamava de “padre santo”, ele corrigia sorrindo: “Não se diz santo, mas Sarto”, em alusão ao seu sobrenome de família.
Depois de tê-la profetizado, em 1914 eclodiu a primeira guerra mundial. “Esta será a última aflição que me manda o Senhor. Com gosto daria minha vida para salvar meus pobres filhos desta terrível calamidade”, disse. Poucos dias mais tarde, sofreu uma bronquite e morreu em 20 de agosto.
“Nasci pobre, vivi na pobreza e quero morrer pobre”, deixou escrito em seu testamento.
Foi canonizado em 1954 pelo papa Pio XII e foi o primeiro papa a ser elevado os altares depois de Pio V em 1672.
(acidigital)
O Papa: “quem ama sabe mudar, se deixa mover e se comove"
O Papa Francisco rezou o Angelus deste domingo na Praça São Pedro, repleta de fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo, apesar do forte calor europeu. Comentou o episódio evangélico da mulher cananeia.
Silvonei José - Vatican News
"Quem ama não permanece nas próprias posições, mas se deixa mover e comover; sabe como mudar seus programas. O amor é criativo. E nós, cristãos, se quisermos imitar Cristo, somos convidados à disponibilidade da mudança”. Foi o que disse o Papa Francisco no Angelus deste domingo na Praça São Pedro, repleta de fiéis e peregrinos de todas as partes do mundo, apesar do forte calor europeu. Na sua alocução comentou o episódio evangélico da mulher cananeia.
Como faz bem em nossos relacionamentos, - disse Francisco - mas também na vida de fé, ser dócil, realmente ouvir, ser carinhoso em nome da compaixão e do bem dos outros, como Jesus fez com a mulher cananeia. “A docilidade para mudar".
A esse respeito, o Pontífice enfatizou: "aqui está a concretude da fé, que não é uma etiqueta religiosa, mas um relacionamento pessoal com o Senhor. Quantas vezes caímos na tentação de confundir a fé com uma etiqueta. A fé da mulher cananeia não é feita de etiqueta teológica, mas de insistência; não de palavras, mas de oração. E Deus não resiste quando se reza a ele".
Vemos que Jesus muda sua atitude, - disse o Papa - e o que o faz mudar é a força da fé da mulher. Francisco se detém então brevemente em dois aspectos: a mudança de Jesus e a fé da mulher.
A mudança de Jesus. Ele estava dirigindo sua pregação ao povo eleito; depois, o Espírito Santo levaria a Igreja até os confins da terra. Mas aqui, poderíamos dizer, ocorre uma antecipação, pela qual, no episódio da mulher cananeia, a universalidade da obra de Deus já se manifesta.
E nós, cristãos, se quisermos imitar Cristo, somos convidados a estar prontos para a mudança.
Vejamos então a fé da mulher, que o Senhor elogia, dizendo que é "grande". Para os discípulos, apenas a insistência dela parece grande; em vez disso, Jesus vê a fé. Se pensarmos bem, - disse ainda o Papa - aquela mulher estrangeira provavelmente sabia pouco, ou quase nada, sobre as leis e os preceitos religiosos de Israel. Em que, então, consiste a sua fé? Ela não é rica de conceitos, mas de fatos: a mulher cananeia se aproxima, prostra-se, insiste, mantém um diálogo íntimo com Jesus, supera todos os obstáculos para falar com ele.
"À luz de tudo isso, podemos nos fazer algumas perguntas", acrescentou Francisco. Começando com a mudança de Jesus: sou capaz de mudar opinião? Sou capaz de ser compreensivo e compassivo ou permaneço rígido em minhas posições? E a partir da fé da mulher, disse ainda o Papa: como está a minha fé? Ela se limita a conceitos e palavras, ou é realmente vivida, com a oração e as ações? Sei dialogar com o Senhor, insistir com Ele, ou me contento em recitar alguma fórmula bonita?".
“Que Nossa Senhora nos torne disponíveis ao bem e concretos na fé", finalizou o Papa.
(vaticannews)
domingo, 20 de agosto de 2023
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