sábado, 22 de junho de 2024

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Santa Sé pede a proibição absoluta da “barriga de aluguel” e reitera que ter filhos “não é um direito”


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Imagem ilustrativa. | Crédito: Shutterstock.

A Santa Sé denunciou mais uma vez a prática da barriga de aluguel durante uma reunião que aconteceu na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), na Suíça.

Gabriella Gambino, subsecretária do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, foi a responsável por moderar esse evento organizado para conscientizar sobre a necessidade de proteger as mulheres e as crianças de todas as formas de exploração.

O evento “A que preço? Rumo à abolição da barriga de aluguel: prevenir a exploração e a mercantilização de mulheres e crianças” aconteceu no Palácio das Nações Unidas em Genebra, Suíça.

O encontro foi organizado pela Missão Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas em Genebra e pela Fundação Caritas in Veritate.

Como porta-voz da Santa Sé, Gambino disse que a barriga de aluguel representa “uma grave violação da dignidade e dos direitos das mulheres e crianças” e pediu que a comunidade internacional “reflita sobre a urgência de estabelecer uma proibição absoluta”.

Ela disse que existe “um consenso global” contra esta prática, “inclusive a partir de diferentes posições políticas, éticas e religiosas”.

Para Gambino, é necessário dar uma resposta internacional que atue contra o “turismo procriativo” que continua sendo “a causa da exploração transnacional de mulheres e crianças”.

“É necessário”, continuou ela, “promover um compromisso comum para garantir a proteção universal da dignidade e dos direitos humanos fundamentais das pessoas envolvidas”.

(acidigital)

 

Hoje é festa de são Tomás More, padroeiro dos governantes e políticos


São Tomás More São Tomás More

“O homem não pode ser separado de Deus, nem a política da moral”, disse são Tomás More, declarado padroeiro dos governantes e dos políticos por são João Paulo II e cuja memória litúrgica é recordada hoje (22).

Morreu mártir quando se negou a reconhecer o divórcio de Henrique VIII e o projeto de uma igreja liderada pelo rei da Inglaterra e não pelo papa.

São Tomás nasceu em Londres, em 1477, e manteve sempre uma vida de fé. Graduou-se na Universidade de Oxford como advogado e sua carreira bem-sucedida o levou ao parlamento. Casou-se com Jane Colt, teve um filho e três filhas. Após a morte de sua esposa, casou-se com Alice Middleton.

Em 1516, são Tomás escreveu o seu livro mais famoso, conhecido como “Utopia”. Esta obra chamou muito a atenção de Henrique VIII e o colocou em um cargo importante.

Quando o rei Henrique VIII continuava com a intenção de repudiar sua esposa para se casar com outra e planejava se separar da Igreja de Roma para formar a igreja anglicana sob sua autoridade, são Tomás More renunciou.

Em seguida, Tomás se dedicou a escrever em defesa da Igreja e com seu amigo, o bispo são João Fisher, recusou-se a obedecer ao rei como “cabeça” da igreja. Ambos, fiéis a Cristo, foram presos. Alguns meses após a prisão, executaram são João Fisher e posteriormente são Tomás, condenados como traidores do reino.

Antes de ser executado, o santo disse à multidão: “Morrerei como bom servidor do rei, mas sobretudo como servo de Deus”. Foi decapitado no dia 6 de julho de 1535. O dia de são Tomás More é comemorado a cada 22 de junho, junto com são João Fisher.

“A vida de são Tomás More ilustra, com clareza, uma verdade fundamental da ética política. De fato, a defesa da liberdade da Igreja face a indevidas ingerências do Estado é simultaneamente uma defesa, em nome do primado da consciência, da liberdade da pessoa frente ao poder político. Está aqui o princípio basilar de qualquer ordem civil respeitadora da natureza do homem”, disse são João Paulo II no ano 2000.

 

Laudes de Sábado da 11ª Semana do Tempo Comum

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Hoje é a festa de são Luís Gonzaga, padroeiro da juventude cristã


São Luís Gonzaga São Luís Gonzaga

Hoje (21), é celebrada a festa de são Luís Gonzaga, padroeiro da juventude cristã e protetor dos jovens estudantes. Ele passou por muitas incompreensões e sofrimentos na “vida de luxo” que teve que experimentar, até que ouviu um “chamado especial”.

São Luís Gonzaga nasceu em 1568 na Itália, em uma família nobre. Sua mãe, preocupada pelas questões de fé, consagrou-o à Virgem e batizou-o, enquanto ao seu pai só interessava o futuro mundano do filho e que fosse soldado como ele.

São Luís frequentava muito os quartéis e aprendeu a importância de ser corajoso, mas também adquiriu um vocabulário rude. Seu tutor o fez ver que essa linguagem era grosseira, vulgar e blasfema. Então, o menino nunca mais voltou a falar desse modo.

Aos poucos foi crescendo na fé e, aos nove anos, fez um voto de virgindade. Quando tinha treze anos, conheceu o bispo são Carlos Borromeu, que ficou impressionado com a sabedoria e a inocência de Luís e deu-lhe a Primeira Comunhão.

Alguns historiadores afirmam que o ambiente em que se vivia na nobreza e sociedade daquela época estava repleto de fraude, vício, crime e luxúria. Por isso, são Luís se submeteu a uma ordem rigorosa e práticas de piedade constantes, sem descurar de suas responsabilidades na corte.

Por assuntos de seu pai, teve que viajar para a Espanha e, na igreja dos jesuítas em Madri, ouviu uma voz que lhe dizia: “Luís, ingressa na Companhia de Jesus”. Sua mãe recebeu com alegria os projetos de Luís, mas o pai ficou furioso e não aceitou facilmente a inquietude vocacional do filho.

Mais tarde, depois de tê-lo enviado a várias viagens e lhe dado cargos importantes, o pai teve que ceder e escreveu ao superior dos jesuítas dizendo: “Envio o que mais amo no mundo, um filho no qual toda a família tinha colocado suas esperanças”.

São Luís entrou para o noviciado da Companhia de Jesus. Continuou com suas penitências e mortificações que já tinham afetado a sua saúde. Com o tempo, tornou-se um noviço modelo, manteve-se fiel às regras e sempre buscava exercer as tarefas mais humildes. Em algumas ocasiões, durante o intervalo ou no refeitório, caia em êxtase.

Naquela época, a população de Roma foi afetada por uma epidemia de febre, os jesuítas abriram um hospital onde os membros da ordem atendiam. Luís começou a mendigar mantimentos para os doentes e conseguiu cuidar dos enfermos até que contraiu a doença.

Recuperou-se desse mal, mas ficou afetado por uma febre intermitente que em poucos meses levou-o a um estado de grande debilidade. Acompanhado por seu confessor são Roberto Belarmino, foi se preparando para a morte.

Em uma ocasião, caiu em êxtase e lhe foi revelado que morreria na oitava de Corpus Christi. Com o olhar posto no crucifixo e o nome de Jesus em seus lábios, partiu para a Casa do Pai por volta da meia noite, entre os dias 20 e 21 de junho, com apenas 23 anos.

 

Laudes da Memória de São Luís Gonzaga