segunda-feira, 23 de junho de 2025

A humanidade clama e invoca a paz, diz Leão XIV depois de bombardeio dos EUA ao Irã


O papa se mostrou preocupado depois da participação dos EUA na guerra entre Irã e Israel O papa se mostrou preocupado depois da participação dos EUA na guerra entre Irã e Israel | Captura de vídeo Vatican Media
 

Depois da oração do Ângelus, o papa Leão XIV expressou sua profunda preocupação pela crescente tensão no Oriente Médio, com especial atenção à situação no Irã. “Sucedem-se notícias alarmantes vindas do Oriente Médio, especialmente do Irã”, disse no começo de sua mensagem.

O papa fez essa declaração pouco depois dos primeiros bombardeios dos EUA neste fim de semana em várias instalações nucleares iranianas, depois de mais de 45 anos de contenção nas tensas relações entre Washington e Teerã.

Os ataques agravaram o conflito entre Israel e Irã. O papa enquadrou esses eventos no contexto mais amplo de conflitos na região: “Neste cenário dramático, que inclui Israel e Palestina, leva ao risco de cair no esquecimento o sofrimento cotidiano da população, especialmente em Gaza e em outros territórios, onde a urgência de um adequado apoio humanitário se torna cada vez mais urgente”.

Leão XIV renovou seu apelo pelo fim do conflito, enfatizando que “hoje, mais do que nunca, a humanidade clama e invoca a paz”. Esse, disse ele, “é um grito que exige responsabilidade e razão, e não deve ser sufocado pelo fragor das armas e por palavras retóricas que incitam ao conflito”.

O papa disse que “cada membro da comunidade internacional tem uma responsabilidade moral: deter a tragédia da guerra, antes que ela se torne um precipício irreparável”.

Ele lembrou que “não existem conflitos distantes quando a dignidade humana está em jogo”. “A guerra não resolve os problemas, mas os amplifica e produz feridas profundas na história dos povos, que levam gerações para cicatrizar”, acrescentou.

O papa também evocou as consequências humanas mais desoladoras da violência. “Nenhuma vitória armada poderá compensar a dor das mães, o medo das crianças, o futuro roubado”.

Por fim, renovou seu apelo à diplomacia e ao compromisso com a paz. “Que a diplomacia faça silenciar as armas, que as Nações moldem seu futuro com obras de paz, não com violência e conflitos sangrentos”, disse.

(acidigital)

 

Cristo é a resposta de Deus à fome do homem, diz Leão XIV no Corpus Christi


Papa Leão XIV na procissão eucarística em Roma Papa Leão XIV na procissão eucarística em Roma | Daniel Ibáñez/EWTN
 

O papa Leão XIV fez um chamado a “partilhar o pão”, sinal do dom da salvação divina, a fim de “multiplicar a esperança” no mundo, ao celebrar a missa da solenidade de Corpus Christi hoje (22).

Nessa festa litúrgica em que a Igreja Católica celebra de maneira especial o mistério da Eucaristia, ou seja, a presença real de Jesus Cristo no pão e no vinho consagrados, o papa disse: "Cristo é a resposta de Deus à fome do homem, porque o seu corpo é o pão da vida eterna: tomai todos e comei”.

Por volta das 16h30 (horário local), o papa seguiu do Vaticano para a basílica de São João de Latrão, sua catedral como bispo de Roma, para celebrar a missa dominical, na qual refletiu sobre o profundo significado da Eucaristia e o valor da partilha. A celebração foi realizada no exterior da igreja.

Ao explicar o Evangelho do dia, que narra o milagre dos pães e dos peixes, o papa disse que, “ao salvar as multidões da fome, Jesus anuncia que salvará todos da morte”.

Desse modo, instituiu a base do “mistério da fé, que celebramos no sacramento da Eucaristia”. “Assim como a fome é sinal da nossa radical indigência de vida, assim também partir o pão é sinal do dom divino de salvação”, disse.

Leão XIV destacou como a compaixão de Jesus por aqueles que sofrem “manifesta a amorosa proximidade de Deus, que vem ao mundo para nos salvar”. “Quando Deus reina, o homem é liberto de todo o mal”, acrescentou.

Frente à finitude humana, “quando nos alimentamos de Jesus, pão vivo e verdadeiro, vivemos por Ele”.

Referindo-se novamente ao milagre do Evangelho, Leão XIV disse que, na fome do povo, um sinal profundo é revelado, porque é “nesta hora, no tempo da indigência e das sombras, que Jesus permanece entre nós”.

O papa disse que, diante da sugestão dos apóstolos de mandar a multidão embora, Jesus ensina uma lógica contrária, porque “a fome não é uma necessidade alheia ao anúncio do Reino e ao testemunho da salvação”.

“Com Jesus há tudo o que é necessário”

Jesus “tem compaixão do povo faminto e convida os seus discípulos a cuidar dele”, disse o papa.

Os discípulos ofereceram apenas cinco pães e dois peixes, mas esses são cálculos “aparentemente razoáveis” que revelam “sua falta de fé”. "Com Jesus há tudo o que é necessário para dar força e sentido à nossa vida”, acrescentou o papa.

Os gestos de Jesus ao partir o pão, disse Leão XIV, “não inauguram um complexo ritual mágico, mas testemunham com simplicidade a gratidão para com o Pai, a oração filial de Cristo e a comunhão fraterna que o Espírito Santo sustenta”.

“Para multiplicar os pães e os peixes, Jesus divide os poucos que há, e assim mesmo são suficientes para todos, e ainda sobram”, disse.

Com um gesto sério, o papa denunciou as atuais desigualdades no mundo e criticou “a acumulação de poucos” como um sinal visível “de uma soberba indiferente, que produz dor e injustiça”.

“Hoje, no lugar das multidões recordadas no Evangelho estão povos inteiros, humilhados pela ganância alheia mais ainda do que pela própria fome”, disse.

O papa pediu para seguir o exemplo do Senhor e exortou a viver esse ensinamento com gestos concretos, especialmente no Jubileu da Esperança: “O exemplo do Senhor continua a ser para nós um critério urgente de ação e serviço: partilhar o pão, para multiplicar a esperança, proclama o advento do Reino de Deus”.

A Eucaristia, alimento que transforma

Leão XIV citou santo Agostinho para descrever a Eucaristia como “um pão que alimenta e não falta; um pão que se pode comer, mas não se esgota”, e disse que “a Eucaristia é a presença verdadeira, real e substancial do Salvador, que transforma o pão em si mesmo, para nos transformar n’Ele”.

O papa também abordou a raiz existencial dessa comunhão com Cristo: “A nossa natureza faminta traz o sinal de uma indigência que é saciada pela graça da Eucaristia”.

Ao se referir à unidade da Igreja, o papa lembrou que “o Corpus Domini, vivo e vivificante, torna-nos a nós, isto é, a própria Igreja, corpo do Senhor”. E acrescentou, citando a constituição dogmática Lumen gentium do Concílio Vaticano II: “Todos os homens são chamados a esta união com Cristo, luz do mundo, do qual vimos, por quem vivemos, e para o qual caminhamos”.

Antes de iniciar a procissão eucarística que o levou – expondo o Santíssimo Sacramento – à basílica de Santa Maria Maior, o papa quis explicar seu significado espiritual e missionário: “Juntos, pastores e rebanho, alimentamo-nos do Santíssimo Sacramento, adoramo-lo e levamo-lo pelas ruas”.

“Ao fazê-lo, apresentamo-lo ao olhar, à consciência e ao coração das pessoas”, acrescentou.

Leão XIV concluiu com um convite a todos os fiéis: “Restaurados pelo alimento que Deus nos dá, levemos Jesus ao coração de todos, porque Jesus a todos envolve na obra da salvação, convidando cada um a participar da sua mesa. Felizes os convidados, que se tornam testemunhas deste amor”.

 (acidigital)

Tudo muda quando você muda (Mt 7,1-5) | Palavra de Deus | Irmã Maria Raq...

SANTO DO DIA - 23 DE JUNHO: SÃO JOSÉ CAFASSO

Laudes de Segunda-feira da 12ª Semana do Tempo Comum

sábado, 21 de junho de 2025

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 21.06.2025

Ilha Terceira Açores, 20-06-25 Desfile de Abertura das Sanjoaninas 2025.

Papa no Jubileu dos Governantes: uma boa ação política pode contribuir para a paz

“Uma boa ação política, que favoreça a distribuição equitativa de recursos, pode oferecer um serviço eficaz à harmonia e à paz, tanto a nível social quanto no âmbito internacional”. Palavras do Papa Leão XIV aos Parlamentares presentes no Vaticano neste sábado, 21 de junho, por ocasião do Jubileu dos Governantes

Jane Nogara - Cidade do Vaticano

Na programação do Jubileu dos Governantes, na manhã deste sábado (21/06) o Papa Leão XIV recebeu Parlamentares e suas delegações provenientes de 68 países. Ao iniciar seu discurso o Papa definiu a ação política como “a forma mais alta de caridade" por seu serviço à sociedade e ao bem comum, compartilhando com os presentes três considerações fundamentais para o atual contexto cultural.

Papel da política ao serviço do bem comum

A primeira destaca a tarefa dos políticos de promover e proteger o “bem da comunidade”, especialmente em defesa dos mais fracos e marginalizados, tentando superar a inaceitável desproporção entre riqueza e pobreza. Destacando que “uma boa ação política, ao favorecer a distribuição equitativa dos recursos, pode oferecer um serviço eficaz à harmonia e à paz, tanto em nível social quanto no âmbito internacional”.

Liberdade religiosa e Lei natural

A segunda reflexão feita pelo Pontífice aos Parlamentares, diz respeito à liberdade religiosa e ao diálogo inter-religioso. Também neste campo, continuou o Papa, “a ação política pode fazer muito, promovendo as condições para que haja efetiva liberdade religiosa e possa se desenvolver um encontro respeitoso e construtivo entre as diversas comunidades religiosas”. Reconhecendo que, “acreditar em Deus, com os valores positivos que daí derivam, é uma fonte imensa de bem e de verdade na vida dos indivíduos e das comunidades”

Em seguida Papa Leão introduziu o conceito de Lei natural “não escrita pelas mãos do homem, mas reconhecida como universalmente válida e em todos os tempos, encontrando na própria natureza a sua forma mais plausível e convincente”. “A lei natural”, explicou o Papa, “universalmente válida para além e acima de outras convicções de caráter mais opinável, constitui a bússola para se orientar ao legislar e ao agir, em particular sobre delicadas questões éticas que hoje se colocam de maneira muito mais premente do que no passado, tocando a esfera da intimidade pessoal”.

Também foi recordada a Declaração Universal dos Direitos Humanos que já pertence ao patrimônio cultural da humanidade, disse ainda o Pontífice, pois “é um texto fundamental que coloca a pessoa humana no centro da busca pela verdade, devolvendo dignidade a quem não se sente respeitado”.

O desafio da Inteligência Artificial

A terceira consideração feita pelo Papa no Jubileu dos Parlamentares refere-se ao desafio imposto pela inteligência artificial (IA). Embora se reconheça o seu potencial de ajuda para a sociedade, adverte-se que a sua utilização não deve comprometer a identidade, a dignidade e as liberdades fundamentais da pessoa humana. O Papa neste ponto destacou que “a IA é um instrumento para o bem do ser humano, não para diminuí-lo ou, pior ainda, para definir a sua derrota”.

“A vida pessoal - evidenciou ainda o Pontífice - vale muito mais que um algoritmo, e as relações sociais precisam de espaços humanos muito maiores do que os esquemas limitados que qualquer máquina sem alma possa pré-fabricar”. Concluindo que a política não pode ignorar tal provocação, ao contrário, é chamada a responder aos desafios da nova cultura digital com visão e atenção.

O exemplo de São Tomás Moro

Por fim, o Papa citou o exemplo de São Tomás Moro (Thomas More, Thomas Morus)  para os políticos presentes. Recordando que foi um homem fiel às suas responsabilidades civis e um servidor do Estado, interpretando a política como uma missão para o crescimento da verdade e do bem. “A coragem com que não hesitou em sacrificar a própria vida para não trair a verdade, torna-o ainda hoje, para nós, um mártir da liberdade e da primazia da consciência. Que o seu exemplo seja também para cada um de vocês fonte de inspiração e de planejamento”.

 (vaticannews)

Leão XIV dá sua primeira entrevista na televisão


Leão XIV dá entrevista à televisão pública italiana em 19 de junho de 2025 ??
Leão XIV dá entrevista ontem (19) à televisão pública italiana. | RAI - captura de tela
 

O papa Leão XIV deu ontem (19) uma entrevista à TV pela primeira vez. Depois de visitar o Centro de Transmissão de Ondas Curtas da Rádio Vaticano, na zona extraterritorial de Santa Maria della Galleria, um jornalista do programa de notícias TG1 da RAI, televisão pública italiana, lhe fez algumas perguntas.

O papa respondeu sobre a situação internacional.

"É realmente preocupante. Dia e noite, tento acompanhar o que está acontecendo em tantas partes do mundo”, disse ele. “As pessoas falam principalmente sobre o Oriente Médio hoje em dia, mas não é só lá".

Assim como fez na audiência geral da última quarta-feira (18), Leão XIV renovou seu apelo pela paz mundial e pediu que “busquemos a todo custo evitar o uso de armas” e avançar “no diálogo por meio de instrumentos diplomáticos”.

"Há muitas pessoas inocentes morrendo, e devemos sempre promover a paz", disse o papa.

Ele disse que aproveitou o feriado de ontem no Vaticano, na solenidade de Corpus Christi, para visitar o terreno da Rádio Vaticano, onde está sendo planejado um sistema de energia solar fotovoltaica. O projeto permitirá que o pequeno Estado seja abastecido inteiramente com energia sustentável.

"A Santa Sé iniciou um projeto que esperamos que corra bem e que seja realmente uma contribuição ecológica, também para o bem de toda a região italiana e do Vaticano", disse Leão XIV.

"Todos nós conhecemos os efeitos das mudanças climáticas e realmente precisamos cuidar do mundo inteiro, de toda a criação, como o papa Francisco ensinou tão claramente", disse o papa.

Leão XIV disse que ouvia a Rádio Vaticano em seus anos como missionário no Peru. “Na América Latina, muitas vezes até nas montanhas, onde não havia outras opções, a Rádio Vaticano nos alcançava. Eu sempre carregava um pequeno rádio comigo”, disse ele.

 

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