domingo, 4 de outubro de 2026
sábado, 3 de outubro de 2026
Leão XIV a artistas: a Igreja precisa de vocês, especialmente nesta era da inteligência artificial
Mariangela Jaguraba - Vatican News
O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta sexta-feira (02/10), na Sala do Consistório, no Vaticano, os artistas e curadores que participam do encontro intitulado "A arte da possibilidade: tecer juntos", promovido pelo Dicastério para a Cultura e a Educação.
O Pontífice iniciou o seu discurso, agradecendo aos artistas e curadores pela colaboração deles com a Santa Sé nos últimos anos, "em particular pela montagem do Pavilhão da Bienal de Veneza e pelos projetos de arte contemporânea promovidos pelo Dicastério para a Cultura e a Educação". "Obrigado pela confiança com que aceitaram caminhar ao lado da Igreja, inclusive por novos caminhos", ressaltou Leão XIV.
A pessoa é maior que sua fragilidade ou seus erros
A seguir, o Papa recordou que o Papa Francisco visitou o pavilhão montado no Cárcere Feminino da Ilha da Giudecca, situada a sul do centro de Veneza, na Itália.
“Quem já passou por lá sabe que não se tratava de levar a arte para a prisão, mas de permitir que o cárcere, com sua verdade muitas vezes ignorada, ensinasse algo à arte e a todos nós. Pois «a pessoa humana é 'digna' pelo simples fato de existir e de ter como fim a eternidade», e é sempre maior do que sua fragilidade ou seus erros.”
Para a Igreja, a arte é um lugar fundamental de escuta
De acordo com o Papa, "Santo Agostinho nos deixou um testemunho imortal da inquietação do coração humano em busca da verdade. A arte, quando autêntica, é animada por essa inquietação. Por isso, a Igreja jamais considerou a arte um acessório".
“Para a Igreja, a arte é um lugar fundamental de escuta, onde se pode aprender sobre as aspirações e as feridas da humanidade, sobre sua sede de beleza, justiça e paz, sobre sua busca por sentido.”
"Vivemos na era dos mecanismos de busca, que nos oferecem milhares de respostas em um segundo. Mas eles, por mais poderosos que sejam, apresentam o que já existe e tendem a nos dar o que já queremos", sublinhou Leão XIV, acrescentando:
“Na era da tecnologia e do consumo, o grande perigo não é mais apenas a censura, mas a uniformização; não apenas o silêncio imposto, mas o ruído que torna impossível ouvir.”
De acordo com o Papa, "a arte é outro tipo de 'mecanismo de busca'. Ela não funciona por indexação, mas por interrogação. Sua pergunta é uma atenção tensa, que não se contenta com a mera soma dos fatos, pois não para de cavar mais fundo, buscando a trama que os une". "A arte de vocês", sublinhou o Papa, "quando resiste à uniformização, quando desacelera o olhar, quando obriga a parar diante do que não se deixa consumir, é uma forma de regeneração cultural e espiritual".
Distinguir a arte humana do que é produzido pelas máquinas
A seguir, Leão XIV recordou o Papa São Paulo VI que "proferiu palavras que permanecem um marco na relação da Igreja com os artistas": "Precisamos de vocês", disse Paulo VI na homilia da missa com os artistas em maio de 1964. "Nosso ministério precisa da colaboração de vocês. Porque, como vocês sabem, nosso ministério é pregar e tornar acessível e compreensível, aliás, comovente, o mundo do espírito, do invisível, do inefável, de Deus. E nessa tarefa, que traduz o mundo invisível em fórmulas acessíveis e compreensíveis, vocês são mestres", disse ainda o Papa Giovanni Battista Montini.
“Hoje, eu também lhes digo: a Igreja precisa de vocês. Especialmente nesta era da inteligência artificial, em que se torna urgente distinguir a arte humana daquilo que é produzido pelas máquinas.”
De acordo com o Papa Leão, "há uma diferença ontológica, antes mesmo de estética, entre a arte e o que uma máquina pode gerar por meio de cálculos estatísticos a partir de milhões de imagens de outras pessoas. Faltam aos algoritmos a centelha do humano". «A cultura e a arte, quando são autênticas, conservam essa centelha», disse o Papa, citando um trecho de sua Encíclica Magnifica humanitas.
A Igreja deseja caminhar ao lado dos artistas
Leão XIV reiterou que "a Igreja deseja renovar uma aliança com artistas e instituições culturais: uma aliança para proteger o ser humano". Recordou suas palavras proferidas durante sua recente visita à sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em Paris, no âmbito de sua viagem à França: «É impossível promover a educação, as ciências e a cultura sem promover a vida do homem e da mulher, que são seus protagonistas».
"Queridos artistas, queridos curadores, saibam que a Igreja olha para vocês com estima, gratidão e esperança, que precisa de vocês e que deseja caminhar ao lado de vocês, para que, juntos, possamos zelar pela magnífica humanidade que nos foi confiada", concluiu.
Papa: a unidade é essencial para a credibilidade do testemunho
Vatican News
O Papa Leão recebeu em audiência uma delegação do Pontifício Colégio Teutônico de Santa Maria em Campo Santo, que está completando 150 anos de fundação. Na realidade, as origens desta instituição remontam ao século VIII, quando foi ponto de referência para os peregrinos que vinham a Roma provenientes do território do Sagrado Império Romano.
No século XIX, este local assumiu uma importância particular para os sacerdotes quando a atividade do clero foi dificultada, senão impossibilitada, por causa das medidas de política eclesiástica do Kulturkampf no Império alemão (o acirrado conflito político e religioso que, entre 1871 e 1878, opôs o governo do Império Alemão — liderado pelo chanceler Otto von Bismarck — e o Reino da Prússia à Igreja Católica) Assim, tornou-se espaço de refúgio e estudo para os sacerdotes de língua alemã, transformando-se num centro importante para a arqueologia cristã, a história da Igreja e a pesquisa sobre as origens cristãs.
Também hoje, notou o Papa, o Colégio sacerdotal tem como finalidade ser um local seguro de formação, no qual os clérigos que ali vivem possam aprofundar o próprio caminho intelectual e espiritual, para poder responder aos grandes desafios do nosso tempo.
Leão XIV apontou como característica especial do Colégio a proximidade ao túmulo de São Pedro, que na história da instituição moldou sua fiel adesão ao Papa. Com efeito, o título de Pontifício Colégio foi conferido por Bento XVI em 2010.
“Esta única fé em Cristo é o princípio da unidade entre os fiéis, pela qual o Senhor orou por seus discípulos, pois ela constitui um elemento essencial para a credibilidade do nosso testemunho. Façam sua esta súplica sincera de Jesus, peçam por esse dom, para que a comunidade do seu Colégio seja um lugar onde essa unidade possa ser concretamente vivida e tornada visível.”
O Santo Padre concluiu confiando toda a comunidade à sua padroeira, Santa Maria da Piedade, e concedendo a sua bênção apostólica.
Leão XIV sobre arte com IA: Além da estética, 'existe uma diferença ontológica'
Por Hannah Brockhaus
2 de out de 2026 às 14:03
CIDADE DO VATICANO — Existe uma diferença fundamental entre a arte criada pelos humanos e o que a inteligência artificial (IA) pode produzir com base no trabalho de outros, disse hoje (2) o papa Leão XIV a um grupo de artistas.
“A Igreja precisa de vós!”, disse o papa no encontro de hoje no Vaticano. “Isso é especialmente verdade nesta era da inteligência artificial, em que devemos urgentemente distinguir a arte humana daquilo que é produzido pelas máquinas”.
“Existe uma diferença ontológica — ainda antes de ser estética — entre a arte e aquilo que uma máquina pode gerar através de cálculos estatísticos baseados em milhões de imagens criadas por terceiros. Aos algoritmos falta a centelha do humano, enquanto «a cultura e a arte, quando são autênticas, conservam essa centelha»”, disse Leão XIV, citando sua encíclica sobre IA, Magnifica humanitas.
O papa disse que essa é a razão pela qual a Igreja deseja renovar sua aliança com artistas e instituições culturais.
O discurso de Leão XIV para artistas e curadores no Palácio Apostólico fez parte de um encontro sobre A Arte da Possibilidade: Tecer Juntos, organizado pelo Dicastério para a Cultura e a Educação.
O papa citou santo Agostinho e seu testemunho sobre a “inquietação do coração humano em busca da verdade”.
“Quando é autêntica, até a arte é animada por esta inquietação. Por isso, a Igreja nunca considerou a arte como algo meramente decorativo. Pelo contrário, para a Igreja, a arte alimenta a atitude fundamental da escuta, através da qual podemos conhecer as aspirações e feridas da humanidade, a nossa sede de beleza, justiça e paz, e a nossa busca de sentido”, disse ele.
Na era dos mecanismos de busca e suas respostas infinitas e instantâneas que só "tendem a dar-nos aquilo que já queremos ", a arte é diferente, disse Leão XIV.
A arte “não funciona por indexação, mas por investigação”, disse o papa. “Com efeito, a sua investigação é uma atenção concentrada que não se satisfaz com a mera soma de dados, pois nunca cessa de aprofundar, procurando o fio condutor que os une. Quando resiste à homogeneização, quando atrai o nosso olhar, quando nos obriga a fazer uma pausa perante aquilo que não pode ser consumido, a vossa arte é uma forma de regeneração cultural e espiritual”.
Leão XIV citou a homilia de seu antecessor, o papa são Paulo VI, de uma missa com artistas em 1964.
“São Paulo VI proferiu palavras que continuam a ser um marco na relação da Igreja com os artistas: «Precisamos de vós», disse. «O nosso ministério tem necessidade da vossa colaboração. Pois, como sabeis, o nosso ministério consiste em pregar e tornar acessível e compreensível — e, na verdade, inspirador — o mundo do espírito, do invisível, do inefável, de Deus. E nesta tarefa, que traduz o mundo invisível em formas acessíveis e inteligíveis, vós sois mestres»”, disse o papa Leão XIV.
sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Papa: que a Igreja seja uma casa aberta para quem sofre com ansiedade e depressão
Thulio Fonseca - Vatican News
“Rezemos para que a pastoral da saúde mental se integre em toda a Igreja, ajudando a superar o estigma e a discriminação contra as pessoas com doenças mentais.” É a intenção de oração de Leão XIV para o mês de outubro, divulgada pela Rede Mundial de Oração do Papa.
Uma intenção que dirige o olhar para uma realidade que atinge mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. Segundo os dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos mentais estão entre as principais causas de incapacidade, enquanto persistem grandes desigualdades no acesso aos cuidados. O gasto público com saúde mental representa, em média, apenas 2% dos orçamentos destinados à saúde, percentual que permanece inalterado desde 2017.
“Feridas silenciosas que, às vezes, ninguém vê”
Na oração que acompanha a intenção deste mês, Leão XIV tem nas mãos uma imagem de Santa Dimpna, tradicionalmente invocada como padroeira das pessoas que sofrem com transtornos mentais e daqueles que delas cuidam. Dirigindo-se ao “Deus da vida”, o Papa recorda as “feridas silenciosas que, às vezes, ninguém vê”:
“Hoje apresentamos-Te os nossos irmãos e irmãs que enfrentam desafios na sua saúde mental, que sofrem em silêncio a ansiedade, a depressão ou outra doença mental. Tu chamas cada um pelo nome, com ternura, e em Ti encontram dignidade e esperança.”
O Pontífice pede também perdão pelas vezes em que a comunidade cristã desviou o olhar, contribuindo para alimentar o estigma e a discriminação contra as pessoas com doenças mentais:
“Faz com que a tua Igreja seja uma casa aberta, um espaço seguro onde todos tenham lugar, uma comunidade que acompanha e não exclui, que escuta sem julgar e se aproxima sem medo.”
Uma Igreja que acompanha
A oração se estende ainda aos profissionais, familiares e voluntários que acompanham as pessoas que sofrem com ansiedade, depressão e outras doenças mentais. Para eles, o Papa pede “força e compaixão para amparar”. Leão XIV invoca, por fim, o Espírito Santo para que o cuidado com a saúde mental seja integrado “na vida e na missão” das comunidades cristãs e de toda a Igreja, tornando-as sinal da misericórdia de Deus “que nunca abandona e sempre restaura”.
A intenção de outubro chama a atenção também para a necessidade de uma pastoral capaz de acompanhar sem pretender substituir o trabalho dos profissionais da área. Como recorda o bispo de Phoenix, nos Estados Unidos, dom John Dolan, que em 2022 criou na diocese um Ministério da Saúde Mental, esse serviço não consiste em “diagnosticar, prescrever ou tratar”, mas em caminhar ao lado de quem atravessa momentos difíceis e ajudá-lo a reconhecer a própria dignidade. “Este ministério consiste em amar e acompanhar.”
“Não podemos fazer isso sozinhos”
O tema da saúde mental já havia sido abordado diretamente pelo Santo Padre durante a viagem apostólica à Espanha. Na Vigília de oração com os jovens, realizada em Barcelona, em 9 de junho, uma jovem compartilhou com o Papa sua experiência com a depressão e uma tentativa de suicídio. Em sua resposta, o Pontífice chamou a atenção para o fato de que a saúde mental está “cada vez mais ameaçada” mesmo em sociedades que se consideram avançadas. Para Leão XIV, trata-se de um sinal de que existe algo profundamente equivocado em uma determinada concepção de progresso que submete as pessoas a pressões, expectativas e tensões capazes de comprometer equilíbrios fundamentais.
Diante do sofrimento, da angústia e da solidão, o Papa recordou que Cristo assumiu sobre si a dor da humanidade e revelou o rosto de um Deus que permanece ao lado de quem sofre. Uma presença que recorda também a necessidade de caminhar juntos: “Não podemos fazer isso sozinhos”. É nesse horizonte que a intenção de oração de outubro convida toda a Igreja a transformar a proximidade em compromisso concreto: acolher, escutar e acompanhar, combatendo o estigma e a discriminação para que ninguém que enfrente ansiedade, depressão ou outra doença mental se sinta sozinho ou excluído.
Cinco motivos para que não afaste o anjo da guarda da sua vida
Por Redação central
2 de out de 2026 às 00:30
“A Igreja confessa sua fé no anjo da guarda, venerando-o na liturgia com uma festa especial e recomendando procurar a sua proteção com uma oração frequente”, assinalou uma vez são João Paulo II em uma das suas catequeses acerca dos anjos. Confira a seguir cinco coisas que talvez não sabia ou não lembrava sobre seu anjo da guarda, cuja festa é celebrada hoje (2).
1. Acompanha-nos desde a concepção
Cada ser humano, desde o momento de sua concepção, tem um anjo da guarda. Diz o Catecismo (336): “Desde o seu começo até a morte, a vida humana é acompanhada pela sua custódia e intercessão”. Do mesmo modo, acrescenta uma frase de são Basílio Magno: “Ninguém poderá negar que cada fiel tem ao seu lado um Anjo como protetor e pastor para conduzir sua vida”.
Com estas afirmações compreendemos que a missão do anjo da guarda é velar por cada pessoa, proteger dos perigos e guiar nossa vida a Cristo. Por isso, são João Maria Vianney (o Cura D’Ars) indicava: “Que feliz é esse anjo da guarda, pois acompanha a alma quando vai à Missa”.
2. Sua existência não é uma invenção nem um conto infantil, fundamenta-se na Bíblia
Na Bíblia, desde o Antigo Testamento existem várias passagens que mencionam a presença dos anjos que custodiam, como no Êxodo (23, 20-21): “Eu vou enviar um anjo diante de ti, para que te proteja no caminho e te conduza até o lugar que te preparei. Respeita-o e escuta sua voz”.
Do mesmo modo, no Novo Testamento, Jesus diz (Mt 18,10): “Não desprezem a nenhum destes pequenos, porque lhes asseguro que seus anjos no céu estão constantemente na presença do meu Pai celestial”.
3. São amigos próximos dos santos
Muitos santos deram testemunho da inseparável relação que tiveram com seus anjos da guarda. Entre eles, estão são Francisco de Sales, santa Teresinha do Menino Jesus, aão Pio de Pietrelcina, aão Josemaria Escrivá, entre outros.
Dizem que santa Francisca Romana (1384-1440), padroeira dos motoristas, teve a sorte de ver seu anjo da guarda, que velava por ela dia e noite. A santa o descreve assim: “Era de uma beleza incrível, com uma pele mais branca que a neve e um rubor que superava a vermelhidão das rosas”.
“Seus olhos, sempre abertos olhando para o céu, o cabelo comprido e cacheado cor do ouro. Sua túnica era comprida até os pés e era branca um pouco azulada e, outras vezes, com brilhos avermelhados. Era tal a irradiação luminosa que o seu rosto emanava, que podia ler as matinas em plena meia-noite”.
4. Protege-nos nos momentos difíceis
Em certa ocasião, são João Bosco narrou que no dia da festa do anjo da guarda, recomendou aos seus alunos que nos momentos de perigo invocassem o seu Anjo. Naquela semana, dois jovens trabalhadores estavam em um andaime muito alto alcançando materiais e de repente a tábua quebrou e ambos caíram no chão.
Um deles recordou o conselho do santo e exclamou: “Anjo da minha guarda!”. Caíram de repente e quando seus companheiros foram vê-los, um deles estava morto, mas o que tinha invocado o seu Anjo da Guarda ficou consciente e subiu a escada do andaime como se nada tivesse acontecido. Em seguida, o menino contou que ao invocar o seu anjo sentiu como se colocassem debaixo dele um lençol, que o abaixava devagar, e depois disso já não lembrava mais nada.
5. São poderosos servidores de Deus
São Bernardo Abade em um de seus sermões indicou: “Sejamos, pois, devotos e agradecidos àqueles guardiães tão exímios; correspondamos o seu amor, honremo-los quanto possamos e conforme devemos”.
“Eles nos guiam nos nossos caminhos, não podem ser vencidos nem enganados e menos ainda podem nos enganar. São fiéis, prudentes, poderosos: por que nos assustamos? Basta com que os sigamos, com que estejamos unidos a eles, e viveremos assim, à sombra do Onipotente”.
A tradição da Igreja recomenda saudar e invocar o anjo da guarda durante o dia, especialmente com a seguinte oração:
Santo anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, sempre me guarda, sempre me governa e sempre me ilumina Amém.
(acidigital)
Nove frases de santos sobre anjos da guarda
2 de out de 2026 às 03:00
No mês de outubro, a Igreja celebra os anjos da guarda.
Os anjos da guarda são instrumentos da providência que protegem de danos graves e auxiliam no caminho da salvação.
É uma doutrina da Igreja que cada fiel tem seu próprio anjo da guarda desde o nascimento.
O Catecismo da Igreja Católica diz: “Desde o seu começo até à morte, a vida humana é acompanhada pela sua assistência e intercessão. Cada fiel tem a seu lado um anjo como protetor e pastor para o guiar na vida. Desde este mundo, a vida cristã participa, pela fé, na sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus” (n.º 336).
Vários dos grandes santos fizeram suas reflexões sobre anjos da guarda. Veja o que eles disseram:
São João Maria Vianney
“Nossos anjos da guarda são nossos amigos mais fiéis, porque estão conosco dia e noite, sempre e em todos os lugares. Devemos invocá-los com frequência”.
São João Bosco
“Quando tentado, invoque o seu anjo. Ele está mais ansioso para ajudá-lo do que você para ser ajudado. Ignore o diabo e não tenha medo dele; ele treme e foge ao ver o seu anjo da guarda”.
São Jerônimo
“Quão grande é a dignidade das almas, que cada pessoa recebeu desde o nascimento um anjo para protegê-la”.
Santa Teresa de Lisieux
“Meu santo Anjo da Guarda, cobre-me com tuas asas. Com teu fogo ilumina o caminho que sigo. Vem, dirige meus passos… ajuda-me, eu te invoco. Só por hoje”.
São Basílio Magno
“Ao lado de cada crente está um anjo como protetor e pastor, conduzindo-o à vida”.
São Bernardo de Claraval
“Devemos demonstrar nossa afeição pelos anjos, pois um dia eles serão nossos co-herdeiros, assim como aqui na terra eles são nossos guardiões e administradores, nomeados e colocados sobre nós pelo Pai”.
São Francisco de Sales
“Familiarize-se com os anjos e observe-os frequentemente em espírito. Sem serem vistos, eles estão presentes com você”.
São Josemaria Escrivá
“Se você se lembrasse da presença do seu anjo e dos anjos dos seus vizinhos, evitaria muitas das coisas tolas que surgem em suas conversas”.
São João Cassiano
“Querubins significam conhecimento em abundância. Eles dão proteção eterna para aquilo que apazigua a Deus, ou seja, a paz do seu coração, e lançarão uma sombra de proteção contra todos os ataques de espíritos malignos”.
(acidigital)