domingo, 12 de fevereiro de 2012

HOJE É O DIA DO SENHOR



IV Domingo do Tempo Comum - B




Os Excluídos


Marcos, no seu Evangelho, vai mostrando: "Quem é Jesus".
Não se preocupa com definições abstratas...
mas apresenta concretamente Jesus agindo.
A partir de seus gestos, podemos descobrir quem ele é:
- Jesus liberta o homem possuído por um espírito mau;
- Estende a mão à sogra de Pedro e ajuda a levantar-se;
- HOJE vemos a sua atitude para com os marginalizados e EXCLUÍDOS.

A 1 a Leitura mostra severa discriminação dos LEPROSOS,
na lei de Moisés:
"O leproso andará com vestes rasgadas, cabelos soltos e barba coberta...
Viverá isolado, morando fora do acampamento...
Ao se encontra com alguém, deve gritar: sou impuro..." (Lv 13,1-2.44-46)

O preceito se explica pela preocupação de contágio
e pelo conceito dos hebreus, que viam na lepra um castigo de Deus...
O Leproso era assim um castigado de Deus e um excluído da comunidade.

Na 2ª Leitura, Paulo convida a "fazer tudo para a glória de Deus". (1Cor 10,31-11,1)

No Evangelho, vemos a atitude de Cristo para um LEPROSO:
purifica o doente e o reintegra na sua comunidade. (Mc 1,40-45)

- Um leproso, contrariando a lei, aproxima-se de Jesus...
e de joelhos implora: "Se queres, podes limpar-me..."
- Jesus "se compadece", "estende a mão e toca-o..."
e restitui a saúde: "Eu QUERO, fica curado..."

Ao acolher e tocar o leproso, Jesus transgredia a lei, que proibia tocar neles.
Mas logo em seguida a cumpre: manda apresentar-se ao Sacerdote,
a quem cabia a decisão de reconhecer a cura e reintegrar na comunidade.
Para Cristo, a caridade está acima da Lei...
Jesus "compadecido" cura dois males: o mal da solidão e o mal da lepra.
E reintegra o leproso na convivência fraterna...

- O Leproso, ao experimentar o poder salvador de Jesus,
torna-se um ardoroso testemunha do amor e da bondade de Deus.

* Deus não exclui ninguém.
Todos são chamados a integrar a família dos filhos de Deus.
O Leproso não é um marginal, um pecador condenado, um homem indigno,
mas um filho amado a quem Deus quer oferecer a Salvação e a vida.

* O Caminho do leproso deve ser o caminho de todo discípulo:
- Vir a Jesus, aceitar a própria limitação humana,
- experimentar a misericórdia e o poder libertador do Senhor
- e finalmente tornar-se testemunha das grandes obras de Deus.



* Outros vêm nesse episódio elementos do Sacramento da Penitência:
A Penitência é um encontro com Jesus, que cura da lepra do pecado e
re-introduz na comunidade eclesial.

Os leprosos de hoje...

Infelizmente a "lepra" ainda hoje existe em nossa sociedade e na Igreja.
Há muitos excluídos, mantidos "fora do acampamento".
- São rejeitados, como se fossem leprosos, todos os "DIVERSOS":
os que pensam ou agem diferente de nós....

- E quando alguém se sente um "leproso", a quem ele deve se dirigir?
Será que poderá contar com o apoio dos cristãos de sua comunidade,
com a mesma confiança do leproso que procurou Jesus ?

Leprosos de hoje são os que vivem nos barracos das favelas das cidades ricas;
são os desempregados das cidades industriais; os jovens drogados,
vítimas de uma sociedade consumista; são as crianças abandonadas;
são os idosos sem vez no emprego e na família, como produto descartável...
= São lepras que matam muito mais do que a lepra do tempo de Jesus.

+ Jesus não teve repugnância dos leprosos...

Pelo contrário, aproxima-se deles, porque vê neles um filho de Deus.
* Qual é a nossa atitude para com eles?
Nossos preconceitos, nosso legalismo não estão criando
marginalização e exclusão para os nossos irmãos?

- Jesus sentiu "compaixão"...
* O que sentimos diante do sofrimento, da injustiça, da miséria de um irmão?
"Estendemos a mão" ou apenas lamentamos: "Coitado"?

- A cura da lepra era um Sinal dos tempos messiânicos...
No Antigo Testamento, só dois grandes profetas tinham curado a lepra:
Moisés (sua irmã Maria) e Eliseu (Naaman, o Sírio).
- Os guias religiosos não reconhecem o dia da libertação...
- O leproso curado o vislumbra e o testemunha com entusiasmo.

O encontro com Jesus transformou totalmente a vida do leproso.
Ele não podia esconder a alegria, que esse encontro produziu na sua vida
e sentiu a necessidade de dar testemunho.

* O nosso encontro com Cristo nessa eucaristia nos torna capazes
de testemunhar no meio de nossos irmãos, com alegria e entusiasmo,
a libertação que Cristo nos trouxe?

- Quais são os NOSSOS leprosos... que excluímos do nosso convívio?
Estamos dispostos, a exemplo de Cristo,
nos aproximar deles e estender a nossa mão?

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 12.02.2012



sábado, 11 de fevereiro de 2012

"Soy la Inmaculada Concepción"






En este día, 11 febrero, del año 1858 se apareció la Santísima Virgen a Bernardette Soubirous, cuando ésta tenía 14 años. Fue la primera de las 18 apariciones que tuvieron lugar durante los seis meses siguientes: desde ese día hasta el 16 julio de ese mismo año.
        Naturalmente en las primeras apariciones podría no estar claro que se trataba de la Madre de Dios. Incluso podría haber sido una aparición inducida por acción diabólica. En todo caso, el mensaje de Lourdes es un mensaje para la conversión de los pecadores que, estando apartados de Dios, se encuentran fuera de su amor y, por consiguiente, no pueden ser objeto de la bondad divina. La Virgen repite continuamente a Bernardette: penitencia, penitencia; oración, oración por los pecadores. De hecho, en seguida pide a Bernardette que hable con los sacerdotes para que construyan una capilla en aquel mismo lugar, adonde la gente acuda en procesión para rezar por los pecadores.
        Pero el sacerdote del lugar, el padre Peyramale, no quiere dejarse engañar y pide a Bernardette que pregunte a la Visión su nombre: "Soy la Inmaculada Concepción", responde la Santísima Virgen. Ante esta respuesta –Bernardette no comprende el significado de las palabras pronunciadas por la Virgen– el sacerdote queda plenamente convencido del carácter sobrenatural divino de las apariciones. Es necesario recordar que el dogma de la "Inmaculada Concepción" había sido definido sólo cuatro años antes, el 8 diciembre 1854, por el Papa Pío IX, mediante la bula "Ineffabilis Deus". La vidente, de muy poca formación intelectual, no tenía noticia alguna que tal definición, según la cual, es una verdad de fe católica que María, Madre de Dios, había sido concebida sin pecado original, en previsión a su maternidad divina.
        Por lo demás, el carácter sobrenatural de las apariciones se puso de manifiesto casi de inmediato, con la realización de milagros. La Santísima Virgen había pedido a Bernardette que excavara en el suelo de la gruta. De ahí manó una fuente de agua, donde lavó su ojo enfermo un hombre que había perdido la visión del ojo 20 años atrás por un accidente. La recuperación de la visión de su ojo enfermo fue el primero de los milagros de Lourdes. Muchos otros milagros han tenido lugar, también en nuestros días, a través del agua de esa fuente. Pero lo decisivo del mensaje de Lourdes es la necesidad de penitencia y oración por los pecadores.
         ¿Nos preocupa el perdón de los pecados nuestros y de otras personas? El pecado es el verdadero mal, lo que más daña al hombre. El amor que Dios nos tiene le ha llevado a concedernos el auxilio de Santa María mediante esta aparición suya en Lourdes y en otros lugares también conocidos. María aparece así como verdadera Madre de los hombres, que busca decididamente nuestro bien: vernos libres de nuestros pecados, que nos apartan de Dios: único sentido y fin de nuestra vida.
          Por nuestra debilidad y miseria caemos con frecuencia en el pecado: somos pecadores. "Ruega por nosotros pecadores, ahora y en la hora de nuestra muerte", repetimos en el Padre Nuestro. Aseguremos, por consiguiente, esta petición. Reparemos con penitencia, como nos aconseja la Virgen de Lourdes, los pecados cometidos por nosotros mismos y los pecados de todo el mundo.
         No es necesario que se trate de penitencias muy extraordinarias. Seguramente tenemos en nuestra jornada habitual muchas ocasiones de contrariar discretamente el propio gusto, de poner toda la intensidad en nuestros quehaceres habituales acabándolos con la perfección que a Dios le agrada, de tratar a las demás personas con la delicadeza y el amor que se merece todo hijo de Dios, de poner empeño en la difusión del Evangelio en nuestro ambiente más habitual, etc.
         El Sacramento de la Penitencia es el modo ordinario instituido por Jesucristo para la remisión de los pecados. Concretemos recibirlo cada uno con la frecuencia que nos recomienden en nuestra dirección espiritual.
         A Santa María, refugio de los pecadores y madre nuestra, nos encomendamos, para que sea eficaz ese empeño suyo de presentarnos ante Dios, Padre Nuestro, con el alma limpia, con la ilusión y la alegría de los buenos hijos.

(eldomingo)
 


Festa da Igreja : Nossa Senhora de Lourdes







Nossa Senhora de Lurdes, foi o primeiro nome que eu ouvi os meus pais chamarem à Mãe de Jesus, Maria de Nazaré.
A Senhora de Lourdes, é a Senhora venerada nas Lajes do Pico há muitas dezenas de anos. É ainda a Senhora dos Baleeiros que nas suas aflições recorriam fervorosamente à Mãe do Céu. Muitos pais “convidavam-Na” para madrinha de Baptismo dos seus filhos. O meu Pai era “afilhado” de Nossa Senhora de Lourdes.
A grande Festa das Lages do Pico, é a da Senhora de Lurdes, que ocorre no último domingo do mês de Agosto. De alguns anos a esta parte as festividades prolongam-se por uma semana com uma variedade de eventos, muitos deles, profanos.


Senhora, pede ao teu Filho que me dê ânimo para a luta da vida.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Camino Neocatecumenal: Os frutos do Espírito

(In: servodejave)

"O Senhor tem urgência em salvar os que sofrem!"



Caminho Neocatecumenal: 
A propósito da 4ª Catequese



Virgem do III Milénio




Apontamos hoje alguns dados numéricos sobre a crise de fé que grassa pelo planeta, referidos na Catequese de ontem.

Uns dois terços da população mundial, não conhece a Cristo e um terço, é cristão; destes, mais de metade é católico e uma minoria pratica os sacramentos por tradição. Dentre estes uma minúscula fatia tem uma fé adulta.
Sendo que Jesus veio ao mundo para salvar todos os homens, que fazer para chegar aos afastados de perto e aos que nunca ouviram falar de Deus?

Cabe àquele “resto”, minúsculo ponto, fazer chegar a Luz que Jesus irradia sobre toda a terra.

Então, a Igreja através da renovação suscitada pelo Espírito Santo no Concílio Vaticano II, pôs em prática o conceito primitivo de “Igreja”, com a formação de pequenas comunidades de católicos que, fortalecidos pela Palavra e pelos Sacramentos, serão o sal, o fermento e a luz destinados a dar sabor e a iluminar os afastados, através do seu testemunho de unidade entre os irmãos e do amor ao inimigo “Vê, como eles se amam!” .

Todos os anos, o Santo Padre envia equipas itinerantes, cada uma composta por uma família, um presbítero e um rapaz, para irem até aos lugares mais remotos da terra e/ou aos lugares bem perto de nós, mas que estão descristianizados.

“Se sentes um sopro do céu, um vento que move as portas, escuta a voz que te chama e convida a ir para longe...”, aceita o convite do Senhor que te chama a viveres numa comunidade para um serviço: seres sinal de Unidade e Amor, na dimensão da Cruz.

Muitos nunca virão à Igreja; só criticam. Mas têm que ser salvos também e sê-lo-ão, quando eu e tu “morrermos” - morte ôntica - por eles, para que se convertam e se salvem. Tal como o sal, o fermento e a vela têm de desfazer-se, morrendo, para dar sabor, para levedar, para dar luz, assim também eu e tu temos de morrer para levar aos outros o Espírito do Senhor.

Ânimo! Caminha nesta iniciação cristã para adultos, até o Senhor provar a tua fé e te dizer: Vai e anuncia a todos os povos … e eu estarei sempre contigo, até ao fim dos teus dias.

"O Senhor tem urgência em salvar os que sofrem!"


PASSA UM BOM DIA

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

AUDIÊNCIA GERAL-PAPA BENTO XVI








PAPA BENTO XVI
AUDIÊNCIA GERAL
Sala Paulo VIQuarta-feira, 
8 de Fevereiro de 2012



Queridos irmãos e irmãs,
Pregado na cruz, Jesus lança este grito: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?» No momento extremo da sua rejeição pelos homens, Ele reza, deixando transparecer tanto a solidão do seu coração como a certeza da presença do Pai, a quem reafirma plena adesão aos seus desígnios de salvação da humanidade. Mas, como é possível que Deus não intervenha para libertar o seu Filho desta prova terrível? É importante compreender que a oração de Jesus não é o grito de um desesperado, que se sente abandonado. Mas, ao rezar um salmo de Israel - as palavras referidas são o início do salmo 22, Jesus toma sobre Si o sofrimento do seu povo e de todos os homens oprimidos pelo mal e leva-o até ao próprio coração de Deus, seguro de que o seu grito será atendido na ressurreição. Enfim Jesus vive o seu sofrimento em comunhão connosco e por nós; é um sofrimento que brota do amor e, por isso, já contém em si a redenção, a vitória do amor.
* * *
Saúdo os fiéis da arquidiocese de Porto Alegre e restantes peregrinos de língua portuguesa. Sede bem-vindos! Com a sua ressurreição, Cristo abriu a estrada para além da morte; temos a estrada desimpedida até ao Céu. Que nada vos impeça de viver e crescer na amizade do Pai celeste, e testemunhar a todos a sua bondade e misericórdia! Sobre vós e vossas famílias, desça a sua Bênção generosa.

© Copyright 2012 - Libreria Editrice Vaticana


“Deus antes de nos dar a Sua graça, prova a nossa fé”








Ao longo da História da Salvação, muitos foram “os escolhidos” a quem Deus permitiu que passassem por muitas tribulações, nomeadamente os Patriarcas, como Abraão, Moisés e o Povo Hebreu, os Profetas e outros, para merecerem a riqueza dos bens espirituais.
Job clamou, gritou por socorro, porque estava sendo objecto de escárnio dos amigos, abandonado pela mulher, doente …, mas nunca maldisse a Deus. Sempre teve esperança e confiou no amor de Deus.

As minhas tribulações são irrisórias, não tem comparação com os sofrimentos vividos pelos meus antepassados bíblicos, só que para mim são “enormes” porque eu sou muito pequena … A minha grandeza advém apenas do tamanho desmedido do meu orgulho, egoísmo e falta de paciência...
Hoje, o Senhor faz o mesmo comigo: está a testar a minha fé. Mas eu creio no socorro do Senhor!Por isso, tal como eles, eu vou aceitar e “aguentar” este momento de ansiedade e tristeza por que estou passando, oferecendo-o a Cristo, para que tenha compaixão de mim e infunda no meu coração o Seu Espírito de Graça.

Quando a provação “passar” eu estarei mais purificada e disponível para escutar a Sua voz, os ensinamentos e testemunhá-los na prática, com as minhas vivências. O Senhor dar-me-à a graça da Sua fortaleza, paz, liberdade e sabedoria necessárias para proclamar as Suas maravilhas.


TEM UM BOM DIA



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Escutar, confiar, para obedecer!



Descer, até à Água do Baptismo


Continuam os “Encontros do Caminho Neocatecumenal” nas Obras Católicas, às 3ª e 5ª feiras, em Angra do Heroísmo.

Como sabem, no final do mês de Janeiro, todas as Igrejas de Angra, na pessoa dos párocos, receberam irmãos do Caminho que foram fazer o Anuncio para a Nova Evangelização. Porém constato agora, que a partir desse momento, nunca mais se ouviu falar destes Encontros nem dentro das Igrejas com um simples anúncio da realização de um evento semanal a decorrer, nem nos boletins paroquiais como parte das actividades paroquiais, nem em outras publicações diocesanas, como uma iniciativa que é, do seu Bispo!
Há um silêncio que não é normal noutras situações.
Por quê?

O Evangelho de hoje convida-nos a escutar e a confiar, para compreender a palavra que Jesus nos quer dizer. Confiar, para obedecer, porque é num coração simples e humilde que o Senhor descansa.

Gostei, por isso vou partilhar, o “comentário” ao Evangelho do dia - Mc 7,14-23 - feito por São Gregório de Nissa (c. 335-395), monge e bispo - Homilias sobre as Bem-aventuranças, n°6 .


«Cria em mim, ó Deus, um coração puro» (Sl 50,12)

«Felizes os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5,8). Com facilidade acreditamos que um coração purificado nos fará conhecer a alegria suprema. Mas tal purificação de coração parece tão ilusória como a subida aos céus. Que escada de Jacob (Gn 28,12), que carro de fogo semelhante ao que transportou o profeta Elias para o céu (2Rs 2,11) encontraremos nós que nos leve o coração até à beleza celeste e que no-lo liberte de todo o seu peso terreno? [...]


Não é sem dificuldade que alcançamos a virtude: quanto suor, quantas provações! Quanto esforço e sofrimento! As Escrituras lembram-nos muitas vezes: «como é estreita a porta e quão apertado é o caminho» que leva ao Reino, ao passo que «larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição», pelo pecado (Mt 7,13-14). E, no entanto, as mesmas Escrituras asseguram-nos de que podemos alcançar essa existência superior. [...] Como nos tornarmos puros? O Sermão da montanha ensina-no-lo em quase todos os passos. Lede os mandamentos nele expressos uns após outros, e descobrireis a verdadeira arte da purificação do coração. [...]


Ao mesmo tempo que Cristo nos promete a bem-aventurança, instrui-nos e forma-nos para o bom êxito desta promessa. Não é certamente sem dificuldades que se atinge a bem-aventurança. Mas compara bem tais dificuldades com a existência de que elas te afastam, e verás quão mais penoso é o pecado, se não no imediato, pelo menos na vida futura. [...] Infelizes aqueles cujo espírito se mantém, com obstinação, na impureza! Apenas verão a face do Adversário. Contrariamente, a existência de um justo ficará marcada pela efígie de Deus. [...]. Sabemos que traços reveste, por um lado, uma vida de pecado e, por outro, uma vida de justiça. Face à alternativa, temos a liberdade de escolher. Fujamos portanto do rosto do demónio, arranquemos a sua máscara odiosa e, revestidos da imagem divina, purifiquemos o coração. Possuiremos assim a alegria e a imagem divina brilhará em nós, graças à nossa pureza em Cristo Jesus, Nosso Senhor. “




( Evangelho Quotidiano)



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Estamos en la misión por agradecimiento al Señor










Florencio y María Fernanda son un matrimonio del Camino Neocatecumenal en misión en Marsella (Francia). Casados  desde hace 17 años, tienen nueve hijos, de tres meses a 16 años:



¿Por qué decidisteis ir a la misión con vuestros hijos? 
Por agradecimiento al Señor, por lo bien que lo ha hecho en nuestras vidas; yo –habla Florencio– pasé la juventud en el ateísmo y en la droga, buscando un sentido a la vida, que no encontraba. Después de un accidente de coche en el que hubo varios muertos, entré de nuevo en la Iglesia. Años después, nos ofrecimos para ir a la misión; en una convivencia, el Papa nos dio una cruz y nos envió como misioneros a Marsella.




¿Cómo evangeliza una familia en uno de los países más desarrollados del mundo? 

En Francia, de cada tres matrimonios, más de uno está divorciado; existen muchísimas familias monoparentales, y familias formadas por hijos de distintos padres. Es el Estado el que se encarga de la educación de los hijos; pero como no existe una moral –ya que el Estado francés es laico–, se limita a poner parches, dando ayudas económicas. Nuestra misión allí es hacer presente, la familia, con nuestra vida cotidiana, recogiendo la visión del Papa de evangelizar Europa reconstruyendo aquello que no existe: una familia tradicional, con un padre y una madre, con hijos. Nosotros no hacemos gran cosa, simplemente vivir y ofrecer nuestra vida por este país.




¿Cómo os reciben allí? 

No son muy expresivos. Nosotros hacemos allí lo que yo llamo una pastoral de contagio, entre los vecinos, los compañeros de colegio de los niños… Cuando nos preguntan, es cuando ofrecemos razones de nuestra fe; pero sin imposiciones, porque es una sociedad que está de vuelta y no quiere escuchar ya nada que tenga que ver con la religión. Existe una pobreza espiritual y humana muy grande; las personas llegan de nuevo a la Iglesia muy destruidas, sin voluntad ni autoestima, aunque sean intelectuales, o tengan una buena profesión. Jesucristo las va reconstruyendo poco a poco. Yo creo que el Señor nos ha enviado a Marsella como una barrera frente a las sectas y al Islam; y no es que hagamos proselitismo, sino que sólo aportamos nuestra presencia.

(Posted: 04 Feb 2012 10:19 AM PST)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A propósito da Leitura do Livro de Job




(Quero partilhar o presente comentário sobre o tema da Liturgia de hoje, “o sofrimento”, por ter aprendido muito com ele, porque este Job, sou eu. Espero que gostes também.)


LEITURA – Job 7,1-4.6-7

Job tomou a palavra, dizendo:
«Não vive o homem sobre a terra como um soldado?
Não são os seus dias como os de um mercenário?
Como o escravo que suspira pela sombra
e o trabalhador que espera pelo seu salário,
assim eu recebi em herança meses de desilusão
e couberam-me em sorte noites de amargura.
Se me deito, digo: ‘Quando é que me levanto?’
Se me levanto: ‘Quando chegará a noite?’
E agito-me angustiado até ao crepúsculo.
Os meus dias passam mais velozes que uma lançadeira de tear
e desvanecem-se sem esperança.
– Recordai-Vos que a minha vida não passa de um sopro
e que os meus olhos nunca mais verão a felicidade».



AMBIENTE

O Livro de Job é um clássico da literatura universal. Além de uma extraordinária beleza literária, este livro apresenta uma bem elaborada reflexão sobre algumas das grandes questões que o homem de todos os tempos coloca a si próprio: qual o sentido da vida? Qual a situação do homem diante de Deus? Qual o papel de Deus na vida e nos dramas do homem? Qual o sentido do sofrimento?

Job, o herói desta história, é apresentado como um homem piedoso, bom, generoso e cheio de “temor de Deus”. Possuía muitos bens e uma família numerosa… Mas, repentinamente, viu-se privado de todos os seus bens, perdeu a família e foi atingido por uma grave doença.

A história dos dramas de Job serve para introduzir uma reflexão sobre um dogma intocável da fé israelita: o dogma da retribuição. Para a catequese tradicional de Israel, a atitude de Deus em relação aos homens estava perfeitamente definida: Iahweh recompensava os bons pelas suas boas obras e os maus recebiam sempre um castigo exemplar pelas injustiças e arbitrariedades que praticavam. A justiça de Deus – realizada sempre nesta terra – era linear, previsível, lógica, imutável. Iahweh é, de acordo com esta catequese, um Deus definido, previsível, que Se limita a fazer a contabilidade das acções boas e das acções más do homem e a pagar-lhe em consequência.
No entanto, a vida punha em causa esta visão “oficial” de Deus e da sua acção na vida do homem. Constatava-se, com alguma frequência, que os maus possuíam bens em abundância e viviam vidas longas e felizes, enquanto que os justos eram pobres e sofriam por causa da injustiça e da violência dos poderosos. O dogma acabava, sobretudo, por ser totalmente posto em causa pelo problema do sofrimento do inocente: se um homem bom, piedoso, que teme o Senhor e que vive na observância dos mandamentos sofre, como explicar esse sofrimento?

O Livro de Job reflecte, precisamente, sobre esta questão. O herói (Job) discorda da teologia tradicional (no livro, apresentada por quatro amigos, que procuram explicar a Job que o seu sofrimento tem de ser o resultado lógico das suas faltas) e, a partir da sua própria experiência, denuncia uma fé instalada em preconceitos e em teorias abstractas que não tem nada a ver com a vida. Ele não aceita as falsas imagens de Deus fabricadas pelos teólogos profissionais, para quem Deus não passa de um comerciante que paga conforme a qualidade da mercadoria que recebe…

Como não pode aceitar esse deus falso, Job parte em busca do verdadeiro rosto de Deus. Numa busca apaixonada, emotiva, dramática, veemente, temperada pelo sofrimento, marcada pela rebeldia e, às vezes, pela revolta, Job chega ao “face a face” com Deus. Descobre um Deus omnipotente, desconcertante, incompreensível, que ultrapassa infinitamente as lógicas humanas; mas descobre, também, um Deus que ama com amor de Pai cada uma das suas criaturas. Job reconhece, então, a sua pequenez e finitude, a sua incapacidade para compreender os projectos de Deus. Reconhece que ele não pode julgar Deus, nem entendê-l’O à luz da lógica dos homens. A Job, o homem finito e limitado, só resta uma coisa: entregar-se totalmente nas mãos desse Deus, incompreensível mas cheio de amor, e confiar plenamente n’Ele. E é isso que Job faz, finalmente.

O nosso texto integra o corpo central do livro. Entre 3,1 e 31,40, o autor apresenta, em forma de poesia, um diálogo entre Job (o crente inconformado, polémico, contestatário) e os amigos (os defensores da teologia e da catequese tradicionais). Nesse diálogo, Job vai desfazendo os argumentos da catequese oficial de Israel; e vai, também, derramando a sua insatisfação e revolta, num desafio a esse deus falso que os amigos lhe apresentam e que Job se recusa a aceitar.
MENSAGEM
O texto que nos é hoje proposto apresenta-se como uma reflexão do próprio Job sobre o sentido da sua vida.
Job começa por tecer considerações de carácter geral sobre a vida do homem na terra. O quadro apresentado é muito negativo… Para mostrar como a vida é dura, triste e dolorosa, ele utiliza três exemplos (vers. 1-2). O primeiro exemplo é o da vida do soldado, condenado a uma existência de luta, de risco e de sujeição. O segundo exemplo é o do escravo, condenado a uma vida de trabalho, de tortura e de maus tratos (só os breves momentos de descanso, à sombra, lhe dão algum alívio). O terceiro exemplo é o do trabalhador assalariado, condenado a trabalhar duramente de sol a sol (embora receba a recompensa de um salário). Estes são, na época, os três “estados” considerados mais penosos e miseráveis da vida do homem.
No entanto, Job considera que a sua situação pessoal ainda é mais terrível. A dor que enche a sua existência fatiga mais do que o trabalho do assalariado; a sua infelicidade é mais dolorosa do que a vida de luta e de risco do soldado; o seu desespero é mais pesado do que a sujeição do escravo. O sofrimento de Job não lhe dá descanso, nem de noite nem de dia, e a sua desilusão não é atenuada (como no caso do trabalhador) com a esperança de uma recompensa (vers. 3-4. 6).
Depois de traçar o quadro da sua triste existência, Job dirige-se directamente a Deus (vers. 7 e seguintes) e pede-lhe que “recorde” (isto é, que tenha em consideração) a triste situação do seu servo.
O texto que a liturgia nos propõe termina aqui… No entanto, na “oração” original, Job continua a expor a Deus a sua triste situação (cf. Job 7,7-21). A oração de Job está carregada de desespero, de amargura e de revolta contra esse Deus incompreensível e prepotente que Se recusa a pôr um fim ao drama do seu amigo Job. O grito de revolta de Job brota de um coração dolorido e sem esperança e é a expressão da angústia de um homem que, na sua miséria, se sente injustiçado e condenado pelo próprio Deus; mas é também o grito do crente que sabe que só em Deus pode encontrar a esperança e o sentido para a sua existência.
ACTUALIZAÇÃO
• O sofrimento – sobretudo o sofrimento do inocente – é, talvez, o drama mais inexplicável que atinge o homem ao longo da sua caminhada pela história. Que razões há para o sofrimento de uma criança ou de uma pessoa boa e justa? Porque é que algumas vidas estão marcadas por um sofrimento atroz e sem esperança? Como é que um Deus bom, cheio de amor, preocupado com a felicidade dos seus filhos, Se situa face ao drama do sofrimento humano? A única resposta honesta é dizer que não temos uma resposta clara e definitiva para esta questão. O “sábio” autor do livro de Job lembra-nos, contudo, a nossa pequenez, os nossos limites, a nossa finitude, a nossa incapacidade para entender os mistérios de Deus e para compreender os caminhos por onde se desenrolam os projectos de Deus. De uma coisa podemos estar certos: Deus ama-nos com amor de pai e de mãe e quer conduzir-nos ao encontro da vida verdadeira e definitiva, da felicidade sem fim… Talvez nem sempre sejamos capazes de entender os caminhos de Deus e a sua lógica… Mas, mesmo quando as coisas não fazem sentido do ponto de vista da nossa humana lógica, resta-nos confiar no amor e na bondade do nosso Deus e entregarmo-nos confiadamente nas suas mãos.
• Ao longo do livro de Job, multiplicam-se os desabafos magoados de um homem a quem o sofrimento tornou duro, exigente, amargo, agressivo, inconformado, revoltado até. No entanto, Deus nunca condena o seu amigo Job pela violência das suas palavras e das suas exigências… Deus sabe que as vicissitudes da vida podem levar o homem ao desespero; por isso, entende o seu drama e não leva demasiado a sério as suas expressões menos próprias e menos respeitosas. A atitude compreensiva e tolerante de Deus convida-nos a uma atitude semelhante face aos lamentos de revolta e de incompreensão vindos do coração daqueles irmãos que a vida maltratou… Que ressonância tem no nosso coração o lamento sentido dos nossos irmãos, mesmo quando esse lamento assume expressões mais contundentes e mais chocantes?
• Job é, também, o crente honesto e livre, que não aceita certas imagens pré-fabricadas de Deus, apresentadas pelos profissionais do sagrado. Recusa-se a acreditar num Deus construído à imagem dos esquemas mentais do homem, que funciona de acordo com a lógica humana da recompensa e do castigo, que Se limita a fazer a contabilidade do bem e do mal do homem e a responder com a mesma lógica. Com coragem, correndo o risco de não ser compreendido, Job recusa esse Deus e parte à procura do verdadeiro rosto de Deus – esse rosto que não se descobre nos livros ou nas discussões teológicas abstractas, mas apenas no encontro “face a face”, na aventura da procura arriscada, na novidade infinita do mistério. É esse mesmo percurso que Job, o protótipo do verdadeiro crente, nos convida a percorrer.


(Dehonianos)

TEM UM BOM DOMINGO

HOJE É O DIA DO SENHOR





O Sofrimento

A Liturgia dominical procura sempre iluminar a nossa vida
nas mais diversas situações.
Uma situação concreta que aflige o homem
de todos os tempos é o SOFRIMENTO.

- Por que há no mundo tantas pessoas sofrendo?
Ninguém gosta de sofrer… mas o sofrimento existe:
injustiças, guerras, calamidades, pobreza, fome, discórdias, doenças…
- Quem é o culpado? Seriam os nossos pecados? É um castigo de Deus?
Como explicar então os inocentes... o Cristo na cruz?
Por que Deus permite essas coisas sem intervir?
Por que o justo também sofre e o malvado parece estar em situação melhor?
- Qual é o sentido do sofrimento e da dor?

As leituras bíblicas nos dão uma resposta...

Na 1ª leitura, vemos a experiência do Sofrimento de Jó (Jó 7,1-4.6-7)

Jó é um homem justo e fiel ao Senhor.
Possuía muitos bens e uma família generosa.
De repente, viu-se privado de todos os seus bens, perdeu a família e
foi atingido por uma doença grave.
Essa triste situação provoca no coração dolorido de Jó
sentimentos de amargura e de revolta contra esse Deus incompreensível.
Até os amigos insinuam ser castigo de Deus…
Jó lamenta sua condição de sofredor, mas confia em Deus,
pois tem a certeza de que só em Deus pode encontrar
esperança e o sentido para a sua existência.

* A experiência de Jó no sofrimento é um modelo para todos os que têm fé.
Mesmo amaldiçoando seu próprio nascimento, Jó não amaldiçoa Deus,
pelo contrário, reconhece e louva sua sabedoria e suas obras na criação:
o abismo de seu sofrimento pessoal não lhe fecha os olhos
para a grandeza de Deus
- Diante do sofrimento, ou descobrimos o rosto verdadeiro de Deus ,
ou fazemos dele um monstro, que nos devora e inferniza a nossa vida…
- Não nos esqueçamos: o Sofrimento pode ser uma visita de Deus…
E quando entendermos isso, tudo fica muito diferente…
"Não nascemos para sofrer, mas o sofrimento nos faz crescer..."

Na 2ª Leitura, a expressão "ai de mim se não evangelizar"
traduz o princípio fundamental da vida de São Paulo. (1Cor 9,16-19.22-23)

No Evangelho, vemos Jesus diante do sofrimento (Mc 1,29-39)

O texto narra uma jornada messiânica de Jesus,
no início de sua missão pública na Galiléia.
Inicialmente, mostra o Messias proclamando o Reino de Deus.
A seguir, mostra a realidade do Reino atuando no mundo
como salvação e libertação, nas palavras e gestos de Jesus.
Apresenta Jesus agindo diante de uma multidão de sofredores:
Ele aparece solidário à dor dos homens e atento às suas necessidades.
Com a autoridade que lhe vem do Pai e em comunhão total com o Pai,
Jesus vence o mal e a dor que escravizam o homem e
anuncia um mundo novo de liberdade e de vida plena.

- Sai da sinagoga e na casa de Pedro:
Aproxima-se da sogra de Pedro… estende a mão… e a "levanta"…
Ela retoma a vida normal, acolhe e serve os hóspedes...
- "Todos o procuram... Cura muitos doentes e endemoniados"…
- "De madrugada, levanta-se e vai rezar, num lugar DESERTO…":

Com a pregação: ilumina os espíritos, revela o amor de Deus,
leva as almas à fé, dá sentido à dor… e mostra o caminho da salvação.
Com os milagres: cura corpos enfermos… expulsa demônios…
Quer um mundo novo, sem qualquer forma de dor...
Com a oração: compreende o plano de Deus e aceita a vontade do Pai…
Só a verdadeira oração pode nos iluminar o sentido da dor…

+ O sofrimento continuará sempre sendo um mistério…
Jesus não elimina o sofrimento, mas nos ensina a carregá-lo
com amor e esperança, para que dê frutos de vida eterna…
Jesus nos garante de que Deus nunca nos abandona…
Resta-nos confiar em Deus e entregar-nos em seu amor.

Os cristãos não descobriram o caminho para evitar o sofrimento.
Sofrem como os outros e, às vezes, até mais do que os outros,
mas descobriram que a Cruz de Jesus Cristo é redentora.

Carregar a cruz sozinhos é desesperador…
Mas unidos a Cristo, todo sofrimento é salvador, inclusive o nosso…

* Qual é a nossa atitude diante dos nossos sofrimentos?
- de aceitação... ou de revolta? (Jesus: no Getsêmani... no Pai Nosso...)
"Ninguém nasceu para sofrer, mas a dor nos faz crescer..."
* Qual é a nossa atitude diante do sofrimento dos outros?
- Estendemos a mão e ajudamos a se libertar?

* No dia 11/02, celebramos o Dia mundial do enfermo.
"Levanta-te e vai, a tua fé te salvou". (Lc 17, 19 : Lema de 2012)
- Como podemos ajudar concretamente os doentes de nossa comunidade?
- Valorizamos o trabalho da Pastoral da Saúde?

Rezemos para que Deus nos dê muita luz para compreender o mistério do sofrimento e muita coragem para carregá-lo com amor.

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 05.02.2012


sábado, 4 de fevereiro de 2012

PALAVRA DE VIDA - Fevereiro



“Convertei-vos e crede no Evangelho.” (Mc 1,15)


É assim que começa, no Evangelho de Marcos, o anúncio de Jesus ao mundo, a sua mensagem de salvação: “Cumpriu-se o tempo e o Reino de Deus se aproxima. Convertei-vos e crede no Evangelho”.
Com a vinda de Jesus inicia uma era nova, o tempo da graça e da salvação. Suas primeiras palavras são um convite a abraçar a grande novidade, a própria realidade do Reino de Deus, que Ele coloca ao alcance de todos, perto de cada homem.
Jesus indica imediatamente o caminho: converter-se e crer no Evangelho, isto é, mudar radicalmente de vida e aceitar, em Jesus, a palavra que Deus dirige por meio Dele à humanidade de todos os tempos.
São duas coisas que caminham lado a lado: a conversão e a fé. Uma não existe sem a outra. Ambas nascem pelo contato com a Palavra viva, pela presença de Jesus, que também hoje repete às multidões:

“Convertei-vos e crede no Evangelho.”

A Palavra de Deus acolhida e vivida, realiza uma completa mudança de mentalidade (= conversão). Coloca no coração de todos – europeus, asiáticos, australianos, americanos, africanos – os sentimentos de Cristo diante das circunstâncias, das pessoas e da sociedade.
Mas de que modo o Evangelho pode realizar o milagre de uma profunda conversão, de uma fé nova e luminosa? O segredo está no mistério que as Palavras de Jesus encerram. Elas não são simplesmente exortações, sugestões, indicações, diretrizes, ordens ou comandos. Na Palavra de Jesus está presente o próprio Jesus a falar, a nos falar. As suas Palavras são Ele mesmo, são o próprio Jesus.
É por isso que nós o encontramos na Palavra. E acolhendo a Palavra no nosso coração, como Ele quer que seja acolhida (ou seja, estando dispostos a traduzi-la em vida), tornamo-nos uma só coisa com Ele, e Ele nasce ou cresce em nós. É esse o motivo pelo qual cada um de nós pode e deve acolher esse convite tão urgente e tão exigente de Jesus.

“Convertei-vos e crede no Evangelho.”

Pode ser que alguém ache as palavras do Evangelho muito elevadas e difíceis, muito distantes do modo comum de viver e de pensar, e se sinta tentado a não escutá-las, a desanimar. Mas isso acontece quando se pensa que se deve remover sozinho a montanha da própria incredulidade. Ao passo que bastaria esforçar-se em viver ainda que fosse uma única Palavra do Evangelho, para encontrar nela uma ajuda inesperada, uma força sem igual, uma lâmpada para guiar os próprios passos (cf. Sl 118,105); porque a comunhão com aquela Palavra – sendo essa uma presença de Deus – liberta, purifica, converte, conforta, comunica alegria, doa sabedoria.

“Convertei-vos e crede no Evangelho.”

Quantas vezes durante o dia essa Palavra pode ser uma luz para nós! Toda vez que deparamos com a nossa fraqueza ou com a fraqueza dos outros, cada vez que nos parecer absurdo ou impossível seguir Jesus, quando as dificuldades tentarem nos abater, essa Palavra nos pode fazer alçar voo, pode ser para nós uma rajada de ar fresco, um estímulo a recomeçar.
Bastará uma pequena e rápida “conversão” de rota para sairmos do isolamento do nosso eu e nos abrirmos a Deus, para experimentarmos uma vida diferente, a vida verdadeira.
Depois, se pudermos compartilhar essa experiência com alguma pessoa amiga que também escolheu o Evangelho como seu código de vida, veremos a comunidade cristã brotar ou reflorescer ao nosso redor.
Porque a Palavra de Deus, vivida e comunicada, realiza também este milagre: dá origem a uma comunidade visível, que se torna fermento e sal da sociedade, testemunhando Cristo em todos os pontos da terra.

Chiara Lubich




sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

“Jesus, filho de David tem compaixão de mim, que sou um pecador.”







Ontem foi “dia de amigas”, aqui nos Açores e alguns de nós preferiu comemorar essa efeméride, juntos, a escutar a 2ª Catequese do Caminho Neocatecumenal.

Deu que pensar esta Catequese, pois fomos confrontados com a nossa religiosidade, realidade desconfortável para quem acha que tudo vai bem. Mas a verdade é a de que: ou nos mantemos na Igreja por tradição , porque é mesmo assim , ou já nos afastámos da Igreja porque Deus não nos faz falta. Ou estou numa situação morna tipo pantanal, ou me considero auto-suficiente e basto-me.

O que é que vemos na Igreja? Que testemunhos? Que frutos do Espírito Santo nos dão os baptizados?

O cego da piscina de Siloé, também estava resignado com a sua cegueira; há tantos anos que estava ali … e foi Jesus que se aproximou dele para o ajudar. Cada um de nós é um cego de Siloé, instalado! Mas chega o Senhor para te desinstalar, te inquietar, te fazer sair do teu egoísmo, da tua auto-suficiência, porque te ama e quer salvar. Esta Palavra, hoje é para ti e para mim!

O Caminho Neocatecumenal vem propor a cada um de nós, baptizado ou não, que escutemos com o coração aberto esta Palavra que nos vai ser dada nestes encontros, para vivermos como Jesus viveu: no amor, na dimensão da Cruz e na unidade, onde haja um só coração e um só Espírito.

O cego de Jericó já tinha ouvido falar de Jesus e ao saber que passava, gritou por Ele, pedindo que o curasse. Digamos também a Jesus que queremos verdadeiramente, VER!




quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI À COMUNIDADE DO CAMINHO NEOCATECUMENAL





Sala Paulo VI
Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

Prezados irmãos e irmãs

Também este ano tenho a alegria de poder encontrar-me e compartilhar convosco este momento de envio para a missão. Dirijo uma saudação particular a Kiko Argüello, a Carmen Hernández e a Pe. Mario Pezzi, bem como uma saudação carinhosa a todos vós: sacerdotes, seminaristas, famílias, formadores e membros do Caminho Neocatecumenal. A vossa presença hoje é um testemunho visível do vosso compromisso jubiloso de viver a fé, em comunhão com toda a Igreja e com o Sucessor de Pedro, e de ser anunciadores intrépidos do Evangelho.
No trecho de são Mateus que ouvimos, os Apóstolos recebem uma ordem específica de Jesus: «Ide, pois, e fazei discípulos de todas as nações» (Mt 28, 19). Inicialmente tinham duvidado, no seu coração ainda havia incerteza, o deslumbramento diante do acontecimento da Ressurreição. E é o próprio Jesus, o Ressuscitado — ressalta o Evangelista — que se aproxima deles, que faz sentir a sua presença, que os envia a ensinar tudo aquilo que lhes tinha comunicado, infundindo uma certeza que acompanha todos os anunciadores de Cristo: «Eis que Eu estou convosco todos os dias, até ao fim do mundo» (Mt 28, 20). São palavras que ressoam fortes no vosso coração. Entoastes o Resurrexit, que exprime a fé no Vivente, naquele que, num gesto supremo de amor, venceu o pecado e a morte, oferecendo ao homem, a nós, o entusiasmo do amor de Deus, a esperança de sermos salvos, um futuro de eternidade.
Nestas décadas de vida do Caminho, um vosso compromisso firme consistiu em proclamar Cristo Ressuscitado, em responder às suas palavras com generosidade, abandonando com frequência seguranças pessoais e materiais, deixando também os próprios países, enfrentando situações novas e nem sempre fáceis. Levar Cristo aos homens e conduzir os homens para Cristo: é isto que anima hoje a obra evangelizadora. Vós realizai-lo num percurso que ajuda a fazer redescobrir a quantos já receberam o Baptismo, a beleza da vida de fé, a alegria de serem cristãos. «Seguir Cristo» exige a aventura pessoal de O procurar, de caminhar com Ele, mas requer sempre também que abandonemos o fechamento do nosso ego, eliminando o individualismo que muitas vezes caracteriza a sociedade do nosso tempo, para substituir o egoísmo com a comunidade do homem novo em Jesus Cristo. E isto acontece numa profunda relação pessoal com Ele, na escuta da sua palavra, no percorrer o caminho que Ele nos indicou, mas verifica-se também inseparavelmente no crer com a sua Igreja, com os seus santos, nos quais se dá a conhecer sempre de novo o verdadeiro rosto da Esposa de Cristo.
Trata-se de um compromisso — como sabemos — nem sempre fácil. Às vezes estais presentes em lugares onde há necessidade de um primeiro anúncio do Evangelho, a missio ad gentes; muitas vezes, ao contrário, em regiões que, embora tenham conhecido Cristo, se tornaram indiferentes à fé: o secularismo fez desaparecer nelas o sentido de Deus e ofuscou os valores cristãos. Aqui o vosso compromisso e o vosso testemunho sejam como o fermento que, com paciência, respeitando os tempos, com o sensus Ecclesiae, faz crescer toda a massa. A Igreja reconheceu no Caminho um dom especial que o Espírito Santo concedeu à nossa época, e a aprovação dos Estatutos e do «Directório catequético» são disto um sinal. Encorajo-vos a oferecer a vossa contribuição original para a causa do Evangelho. Na vossa obra preciosa, procurai sempre uma comunhão profunda com a Sé Apostólica e com os Pastores das Igrejas particulares, nas quais estais inseridos: a unidade e a harmonia do Corpo eclesial constituem um testemunho importante de Cristo e do seu Evangelho no mundo em que vivemos.
Amadas famílias, a Igreja agradece-vos; ela tem necessidade de vós para a nova evangelização. A família é uma célula importante para a comunidade eclesial, onde as pessoas se formam para a vida humana e cristã. Queridos pais, é com grande alegria que vejo os vossos filhos, tantas crianças que olham para vós, para o vosso exemplo. Uma centena de famílias estão prestes a partir para doze Missões ad gentes. Convido-vos a não ter medo: quem leva o Evangelho nunca está sozinho. Saúdo com afecto os sacerdotes e os seminaristas: amai Cristo e a Igreja, comunicai a alegria de O ter encontrado e a beleza de ter doado tudo a Ele. Saúdo inclusive os itinerantes, os responsáveis e todas as comunidades do Caminho. Continuai a ser generosos com o Senhor: Ele não vos deixará faltar a sua consolação!
Há pouco foi lido o Decreto com que são aprovadas as celebrações presentes no «Directório catequético do Caminho Neocatecumenal», que não são estritamente litúrgicas, mas fazem parte do itinerário de crescimento na fé. É mais um elemento que vos mostra como a Igreja vos acompanha com atenção, num discernimento paciente que compreende a vossa riqueza, mas olha também para a comunhão e para a harmonia de todo o Corpus Ecclesiae.
Este facto oferece-me a ocasião para um breve pensamento sobre o valor da Liturgia. O Concílio Vaticano II define-a como a obra de Cristo sacerdote e do seu Corpo, que é a Igreja (cf. Sacrosanctum Concilium, 7). À primeira vista, isto poderia parecer estranho, pois tem-se a impressão de que a obra de Cristo designa as obras redentoras históricas de Jesus, a sua Paixão, Morte e Ressurreição. Então, neste sentido, a Liturgia é obra de Cristo? A Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus constituem apenas acontecimentos históricos; alcançam e imbuem a história, mas transcendem-na e permanecem sempre presentes no Coração de Cristo. No gesto litúrgico da Igreja encontra-se a presença concreta de Cristo Ressuscitado, que torna presente e eficaz para nós, hoje, o próprio Mistério pascal, para a nossa salvação; atrai-nos neste gesto de dom de Si, que no seu Coração está sempre presente e nos faz participar nesta presença do Mistério pascal. Esta obra do Senhor Jesus, que é o verdadeiro conteúdo da Liturgia, o entrar na presença do Mistério pascal é também obra da Igreja que, sendo seu Corpo, é um único sujeito com Cristo — Christus totus caput et corpus — reza santo Agostinho. Na celebração dos Sacramentos, Cristo imerge-nos no Mistério pascal a fim de nos fazer passar da morte para a vida, do pecado para a existência nova em Cristo.
Isto vale de modo extremamente especial para a celebração da Eucaristia que, como ápice da vida cristã, é também o fulcro da sua redescoberta, para a qual tende o neocatecumenato. Como recitam os vossos Estatutos, «a Eucaristia é essencial para o neocatecumenato, enquanto catecumenato pós-baptismal, vivido em pequenas comunidades» (art. 13 § 1). Precisamente com a finalidade de favorecer a reaproximação à riqueza da vida sacramental por parte de pessoas que se afastaram da Igreja, ou que não receberam uma formação adequada, os neocatecumenais podem celebrar a Eucaristia dominical na pequena comunidade, após as primeiras Vésperas do domingo, segundo as disposições do Bispos diocesano (cf. Estatutos, art. 13 § 2). Mas cada celebração eucarística é uma acção do único Cristo, juntamente com a sua única Igreja e, por isso, essencialmente aberta a todos aqueles que pertencem a esta sua Igreja. Esta índole pública da Sagrada Eucaristia manifesta-se no facto de que cada celebração da Santa Missa, última análise, é presidida pelo Bispo como membro do Colégio episcopal para uma determinada Igreja local (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Lumen gentium, 26). A celebração nas pequenas comunidades, regulada pelos Livros litúrgicos, que devem ser seguidos fielmente, e com as particularidades aprovadas nos Estatutos do Caminho, tem a tarefa de ajudar quantos percorrem o itinerário neocatecumenal a sentir a graça de estar inseridos no Mistério salvífico de Cristo, que torna possível um testemunho cristão capaz de assumir também os traços da radicalidade. Ao mesmo tempo, o amadurecimento progressivo na fé do indivíduo e da pequena comunidade deve favorecer a sua inserção na vida da grande comunidade eclesial, que encontra na celebração litúrgica da paróquia, na qual e para a qual se realiza o Neocatecumenato (cf. Estatutos, art. 6), a sua forma ordinária. Mas também durante o percurso é importante não se separar da comunidade paroquial, precisamente na celebração da Eucaristia, que é o lugar autêntico da unidade de todos, onde o Senhor nos abraça nas diferenciadas condições da nossa maturidade espiritual e nos une no único pão que faz de nós um único Corpo (cf. 1 Cor 10, 16 s.).
Ânimo! O Senhor não deixa de vos acompanhar, e também eu vos asseguro a minha oração e vos agradeço os numerosos sinais de proximidade. Peço-vos que vos recordeis também de mim nas vossas preces. A Santa Virgem Maria vos assista com o seu olhar materno e vos sustenha a minha Bênção apostólica, que faço extensiva a todos os membros do Caminho. Obrigado!
(Site do Vaticano)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

ÍINCIO DAS CATEQUESES DO CAMINHO NEOCATECUMENAL




A HISTORIA QUE O SENHOR ESTÁ FAZENDO CONNOSCO!

O Papa Bento XVI com os Fundadores do Caminho



Como previsto, iniciaram-se ontem as Catequeses do Caminho Neocatecumenal.

O Sr Padre Dolores, ouvidor de Angra, em substituição do Sr Vigário Geral, fez a apresentação da Equipa do Caminho, aos presentes.


O Catequista Lourenço entre muitas coisas deu a conhecer a “história real” do Caminho:


Era uma vez …

Um rapaz chamado Francisco – Kiko para a família e os amigos -, de nacionalidade espanhola, licenciado em Belas Artes, filho de pais de classe média alta, educado na religião católica. Dedicou-se à Pintura e ganhou o 1º prémio num evento artístico que lhe proporcionou uma bolsa de três anos, em Paris. Durante esse tempo viveu uma vida de boémio, abusando do álcool e do jogo, pois a vida não lhe dizia nada, sentia um vazio dentre de si.


Nesta altura, 1962-1965, estava a decorrer em Roma, o Concílio Vaticano II. O Espírito Santo estava a suscitar ao Papa, aos Cardeais e aos Bispos, uma renovação para a Igreja. Simultaneamente o mesmo Espírito escolhia e a preparava os trabalhadores para a sua vinha: carismáticos, focolares, caminho neocatecumenal ...


Entretanto o nosso jovem, regressou a Paris e alguém conhecido viu o seu modo de vida e convidou-o para um “curso de cristandade”, que lhe causou algum efeito. Começou a ler a Bíblia.

Kiko tinha uma empregada que vivia nas barracas da periferia de Paris, em Palomeras; um dia ela pediu-lhe ajuda porque o marido era alcoólico e batia-lhe muito. Kiko foi lá falar com ele; levou a Bíblia e instalou-se num galinheiro abandonado, junto das barracas. Estas eram “residência” de ladrões, ciganos , prostitutas, drogados, … tudo o que era marginalizado pela sociedade.

No princípio, julgavam-no espião do governo vigente, mas rapidamente constataram que era inofensivo: só lia a Bíblia e tocava no seu violão. Começaram a chegar-se para que lesse para eles e foram verificando que aquela PALAVRA lhes dizia respeito, que de facto aqueles pecadores de que falava a Bíblia, eram eles e que Deus os amava assim mesmo, pecadores.


Algures em Barcelona, licenciava-se em Química a descendente de um império de empresas dessa área, uma moça de nome Carmen. Decidiu ter uma vida completamente diferente daquela que os pais haviam determinado para ela, e foi para religiosa missionaria destinada à Colombia. Procurava voluntários para colaborarem com ela e falaram-lhe desse Kiko. Procurou-o nas barracas e acabou ela também em Palomeras.


O grupo foi crescendo e sentindo necessidade de celebrar a LITURGIA, pois eram assíduos à Palavra viviam em comunhão de sentimentos, com o mesmo espírito e vontade. Este pequeno grupo tornou-se uma COMUNIDADE. Frequentaram a Igreja da paróquia algumas vezes, mas foram expulsos porque estavam andrajosos e cheiravam mal. Então o Kiko convidou Padres para irem celebrar às barracas. Isso aconteceu algumas vezes. Até que o Pároco se queixou ao Bispo, que foi visitar as barracas e após estudo e reflexão sobre o que viu, autorizou e pediu ao Kiko que criasse outras comunidades ... até hoje.


Depois de muitas tribulações e passados 45 anos, o Caminho Neocatecumenal está em Angra do Heroísmo, já com Estatutos e Liturgia aprovados pelos Papas João Paulo II e Bento XVI . Todavia, continua a ser maltratado e flagelado, como fizeram com os apóstolos e os primeiros cristãos, apesar de estarmos no século XXI.

Quer se queira ou não, o Caminho Neocatecumenal, não é um movimento, mas sim uma iniciação cristã.


Cremos que, este carisma converta também o nosso coração de pecadores, como aconteceu com os marginais de Palomeras, que creram no Espírito Santo que receberam pela Palavra e pela Liturgia dentro da Comunidade de irmãos.