sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Os Refugiados




Eu não sei o que dizer, nem sei como escrever o que sinto perante este holocausto do século XXI. Só sei que falam, falam, falam e não arrematam nada. Andam à volta mas ninguém consegue furar o círculo para chegar ao cerne da questão.
Li as palavras de um miúdo que dizia “Não queremos ir para a Europa. Só queremos que parem a guerra na Síria.”
Aí está a origem de tudo: a guerra e o poder do dinheiro!

            -por que a guerra?
            -a quem interessa fazer a guerra?
            -o que se ganha com o "fazer guerra"?

Identifiquem os países que exportam material de guerra e os países que o importam; digam o nome dos donos das fábricas desse armamento!

Divulguem!
Interceptem-no!
Denunciem!
Façam leis !
Acabem com a guerra!

Não há tanta conjuntura? Reuniões? Conselhos de tudo?
Os políticos, participantes destes Conselhos não têm vergonha de terem deixado as “coisas” chegarem a este ponto? Se são inoperantes, negligentes, impotentes, se tem medo do poder do dinheiro, demitam-se, façam isso para que outros livres, inteligentes e “lúcidos” possam defender a terra que Deus criou para todos e os direitos essenciais de todo o ser humano.

Toda a gente sabe o que se está a passar, toda a gente conhece esta farsa, principalmente quem sofre na carne este flagelo.
Quem está a enganar quem?


PASSA UM BOM DIA


Prece


"Vós que tudo criaste Senhor, 

com o vosso poder e tudo conservais com a vossa providencia,
ajudai-nos a descobrir a vossa presença em todas as criaturas. 

Só em Ti, está a nossa paz."

(LH)

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Deus não faz acepção de pessoas.



Escuta a Palavra de Deus e põe-na em prática.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Carta do Papa Francisco com motivo do Ano da Misericórdia



Vaticano, 01 Set. 15 / 11:10 am (ACI).- Nesta manhã, foi publicada uma Carta do Papa Francisco, no Vaticano, ante a proximidade do Ano da Misericórdia. A missiva está dirigida a Dom Rino Fisichella, Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, e contém indicações específicas sobre o perdão dos pecados graves como o aborto, as indulgências plenárias e outros temas de interesse para todos os católicos.

 Ao Venerado Irmão Dom Rino Fisichella, Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização.
A proximidade do Jubileu Extraordinário da Misericórdia permite-me focar alguns pontos sobre os quais considero importante intervir para consentir que a celebração do Ano Santo seja para todos os crentes um verdadeiro momento de encontro com a misericórdia de Deus. Com efeito, desejo que o Jubileu seja uma experiência viva da proximidade do Pai, como se quiséssemos sentir pessoalmente a sua ternura, para que a fé de cada crente se revigore e assim o testemunho se torne cada vez mais eficaz.
O meu pensamento dirige-se, em primeiro lugar, a todos os fiéis que em cada Diocese, ou como peregrinos em Roma, viverem a graça do Jubileu. Espero que a indulgência jubilar chegue a cada um como uma experiência genuína da misericórdia de Deus, a qual vai ao encontro de todos com o rosto do Pai que acolhe e perdoa, esquecendo completamente o pecado cometido. Para viver e obter a indulgência os fiéis são chamados a realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa, aberta em cada Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo Bispo diocesano, e nas quatro Basílicas Papais em Roma, como sinal do profundo desejo de verdadeira conversão. Estabeleço igualmente que se possa obter a indulgência nos Santuários onde se abrir a Porta da Misericórdia e nas igrejas que tradicionalmente são identificadas como jubilares. É importante que este momento esteja unido, em primeiro lugar, ao Sacramento da Reconciliação e à celebração da santa Eucaristia com uma reflexão sobre a misericórdia. Será necessário acompanhar estas celebrações com a profissão de fé e com a oração por mim e pelas intenções que trago no coração para o bem da Igreja e do mundo inteiro.
Penso também em quantos, por diversos motivos, estiverem impossibilitados de ir até à Porta Santa, sobretudo os doentes e as pessoas idosas e sós, que muitas vezes se encontram em condições de não poder sair de casa. Para eles será de grande ajuda viver a enfermidade e o sofrimento como experiência de proximidade ao Senhor que no mistério da sua paixão, morte e ressurreição indica a via mestra para dar sentido à dor e à solidão. Viver com fé e esperança jubilosa este momento de provação, recebendo a comunhão ou participando na santa Missa e na oração comunitária, inclusive através dos vários meios de comunicação, será para eles o modo de obter a indulgência jubilar. O meu pensamento dirige-se também aos encarcerados, que experimentam a limitação da sua liberdade. O Jubileu constituiu sempre a oportunidade de uma grande amnistia, destinada a envolver muitas pessoas que, mesmo merecedoras de punição, todavia tomaram consciência da injustiça perpetrada e desejam sinceramente inserir-se de novo na sociedade, oferecendo o seu contributo honesto. A todos eles chegue concretamente a misericórdia do Pai que quer estar próximo de quem mais necessita do seu perdão. Nas capelas dos cárceres poderão obter a indulgência, e todas as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai, que este gesto signifique para eles a passagem pela Porta Santa, porque a misericórdia de Deus, capaz de mudar os corações, consegue também transformar as grades em experiência de liberdade.
Eu pedi que a Igreja redescubra neste tempo jubilar a riqueza contida nas obras de misericórdia corporais e espirituais. De facto, a experiência da misericórdia torna-se visível no testemunho de sinais concretos como o próprio Jesus nos ensinou. Todas as vezes que um fiel viver uma ou mais destas obras pessoalmente obterá sem dúvida a indulgência jubilar. Daqui o compromisso a viver de misericórdia para alcançar a graça do perdão completo e exaustivo pela força do amor do Pai que não exclui ninguém. Portanto, tratar-se-á de uma indulgência jubilar plena, fruto do próprio evento que é celebrado e vivido com fé, esperança e caridade.
Enfim, a indulgência jubilar pode ser obtida também para quantos faleceram. A eles estamos unidos pelo testemunho de fé e caridade que nos deixaram. Assim como os recordamos na celebração eucarística, também podemos, no grande mistério da comunhão dos Santos, rezar por eles, para que o rosto misericordioso do Pai os liberte de qualquer resíduo de culpa e possa abraçá-los na beatitude sem fim.
Um dos graves problemas do nosso tempo é certamente a alterada relação com a vida. Uma mentalidade muito difundida já fez perder a necessária sensibilidade pessoal e social pelo acolhimento de uma nova vida. O drama do aborto é vivido por alguns com uma consciência superficial, quase sem se dar conta do gravíssimo mal que um gesto semelhante comporta. Muitos outros, ao contrário, mesmo vivendo este momento como uma derrota, julgam que não têm outro caminho a percorrer. Penso, de maneira particular, em todas as mulheres que recorreram ao aborto. Conheço bem os condicionamentos que as levaram a tomar esta decisão. Sei que é um drama existencial e moral. Encontrei muitas mulheres que traziam no seu coração a cicatriz causada por esta escolha sofrida e dolorosa. O que aconteceu é profundamente injusto; contudo, só a sua verdadeira compreensão pode impedir que se perca a esperança. O perdão de Deus não pode ser negado a quem quer que esteja arrependido, sobretudo quando com coração sincero se aproxima do Sacramento da Confissão para obter a reconciliação com o Pai. Também por este motivo, não obstante qualquer disposição em contrário, decidi conceder a todos os sacerdotes para o Ano Jubilar a faculdade de absolver do pecado de aborto quantos o cometeram e, arrependidos de coração, pedirem que lhes seja perdoado. Os sacerdotes se preparem para esta grande tarefa sabendo conjugar palavras de acolhimento genuíno com uma reflexão que ajude a compreender o pecado cometido, e indicar um percurso de conversão autêntica para conseguir entender o verdadeiro e generoso perdão do Pai, que tudo renova com a sua presença.
Uma última consideração é dirigida aos fiéis que por diversos motivos sentem o desejo de frequentar as igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade São Pio X. Este Ano Jubilar da Misericórdia não exclui ninguém. De diversas partes, alguns irmãos Bispos referiram-me acerca da sua boa fé e prática sacramental, porém unida à dificuldade de viver uma condição pastoralmente árdua. Confio que no futuro próximo se possam encontrar soluções para recuperar a plena comunhão com os sacerdotes e os superiores da Fraternidade. Entretanto, movido pela exigência de corresponder ao bem destes fiéis, estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados.
Confiando na intercessão da Mãe da Misericórdia, recomendo a sua proteção para a preparação deste Jubileu Extraordinário.
Vaticano, 1º de setembro de 2015
Franciscus

Confissão com sacerdotes lefebvristas será válida no Ano da Misericórdia




Vaticano, 01 Set. 15 / 05:00 pm (ACI).- Por ocasião do Ano da Misericórdia, o Papa Francisco dispôs que quem se confessar com sacerdotes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX-lefebvristas) “recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados”.
Em sua carta ao Arcebispo Rino Fisichella, divulgada hoje, o Santo Padre assinalou que tomou esta decisão “movido pela exigência de corresponder ao bem” de fiéis que por diversos motivos frequentam as igrejas nas quais celebram sacerdotes da FSSPX.
“Este Ano Jubilar da Misericórdia não exclui ninguém”, assegurou o Pontífice. “De diversas partes, alguns irmãos Bispos referiram-me acerca da sua boa-fé e prática sacramental, porém unida à dificuldade de viver uma condição pastoralmente árdua”, explicou.
“Confio que no futuro próximo se possam encontrar soluções para recuperar a plena comunhão com os sacerdotes e os superiores da Fraternidade”, expressou o Papa.
Por isso, “movido pela exigência de corresponder ao bem destes fiéis, estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados”.
Em um comunicado publicado pela agência dos lefebvristas DICI, a FSSPX “expressa sua gratidão ao Soberano Pontífice por este gesto paternal”, que estabeleceu que os fiéis que se confessem com os sacerdotes desta instituição “possam fazê-lo sem estarem preocupados”.
Esta decisão do Santo Padre, dentro do Ano Jubilar ou Ano Santo da Misericórdia, a ser realizado entre 8 de dezembro deste ano e 20 de novembro de 2016, é uma nova oportunidade do pontificado para a FSSPX, logo depois da histórica decisão de Bento XVI de levantar a excomunhão que pesava sobre os quatro bispos ordenados sem permissão do Papa por parte do arcebispo francês Marcel Lefebvre.
Durante os últimos anos e logo após esta decisão tomada pelo atual Papa Emérito, foram realizados diversos diálogos que, infelizmente, não chegaram a um bom término pela reação negativa por parte dos líderes da FSSPX, pois não aceitaram algumas condições elementares, como por exemplo, a adesão ao Concílio Vaticano II e ao magistério dos Papas posteriores ao Papa Pio XII.
(acidigital)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação é celebrado pela primeira vez na Igreja





Roma, 01 Set. 15 / 06:30 am (ACI).- Nesta terça-feira, 1º de setembro, a Igreja celebra, pela primeira vez, o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. A data foi convocada pelo Papa Francisco e será vivida anualmente, no mesmo dia em que acontece na Igreja Ortodoxa.
Na última quarta-feira, 26, ao término da Catequese, o Pontífice convidou todos a se unirem por esta razão. “Em comunhão de oração com os nossos irmãos ortodoxos e com todas as pessoas de boa vontade, queremos oferecer a nossa contribuição para a superação da crise ecológica que a humanidade está a viver”, disse.
Para celebrar este Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, recorde as preces escritas pelo Santo Padre em sua encíclica “Laudato Si, sobre o cuidado da casa comum”.
Oração pela nossa terra
Deus Onipotente,
que estais presente em todo o universo
e na mais pequenina das vossas criaturas,
Vós que envolveis com a vossa ternura
tudo o que existe,
derramai em nós a força do vosso amor
para cuidarmos da vida e da beleza.
Inundai-nos de paz,
para que vivamos como irmãos e irmãs
sem prejudicar ninguém.
Ó Deus dos pobres,
ajudai-nos a resgatar
os abandonados e esquecidos desta terra
que valem tanto aos vossos olhos.
Curai a nossa vida,
para que protejamos o mundo
e não o depredemos,
para que semeemos beleza
e não poluição nem destruição.
Tocai os corações
daqueles que buscam apenas benefícios
à custa dos pobres e da terra.
Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa,
a contemplar com encanto,
a reconhecer que estamos profundamente unidos
com todas as criaturas
no nosso caminho para a vossa luz infinita.
Obrigado porque estais conosco todos os dias.
Sustentai-nos, por favor, na nossa luta
pela justiça, o amor e a paz.

Ámen.

 (acidigital)