domingo, 18 de outubro de 2015

Canonización de los padres de Teresa de Lisieux





El Papa proclamará santos a los padres de Santa Teresa de Lisieux, 
Luis Martin y Cèlia Guerin …


(romereports)



(Hoje: dia internacional das Missões, e no mês em que está reunido o Sínido dos Bispos para a Família)


HOJE É O DIA DO SENHOR




29º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Partilha tua Fé

No mês de outubro, a Igreja intensifica as atividades
para despertar a consciência e a vida Missionária.
Hoje, promove também a coleta mundial para as Missões,
para atividades de promoção humana e evangelização, sobretudo onde as necessidades materiais são mais urgentes.

As Leituras bíblicas e a Mensagem do Papa motivam essa realidade:

A 1a Leitura apresenta o "Servo de Javé". (Is 53,10-11)

Isaías apresenta o Messias como uma pessoa insignificante e desprezada
pelos homens, através do qual se revela a vida e a salvação de Deus.
O Messias não será um rei de grande poder, mas um humilde "servo sofredor".
Cristo, o grande Missionário do Pai,
"não veio para ser servido, mas PARA SERVIR".  

Na 2ª Leitura, Paulo afirma que Cristo foi para nós um grande Sacerdote,
mediador entre Deus e os homens, que resgatou com sua morte na cruz e continua intercedendo por nós junto ao Pai. (He 4,14-16)

No Evangelho, Jesus educa para a Missão os seus apóstolos,
ainda impregnados pelos falsos conceitos de grandeza da época. (Mc 10,35-45)

- Jesus continua sua caminhada para Jerusalém e,
  na sua catequese, faz o 3º Anúncio da Paixão.
- Dois discípulos íntimos de Jesus lhe fazem uma pergunta estranha:
   "Mestre, faça que nos sentemos um à tua direita e
    outro à tua esquerda, na tua glória".
- Os demais Apóstolos reagem indignados,
  pois todos eles tinham as mesmas pretensões.
- A resposta de Jesus foi taxativa: "Não sabeis o que pedis…"

* A procura dos primeiros lugares pelos dois irmãos,
e a indignação dos outros dez apóstolos
revelam muito bem a mentalidade dos discípulos,
que alimentavam sonhos pessoais de grandeza, de ambição e de poder.

Jesus convida os discípulos a não se deixarem levar por sonhos
de ambição, de grandeza, de poder e domínio,
mas a fazerem de sua vida um dom de amor e de "serviço".
- E Jesus apresenta seu exemplo:
"O Filho do homem não veio para ser servido,
mas para SERVIR e dar a sua vida em resgate de muitos.


Mensagem do Papa: (Resumo)
Neste ano de 2015, o Dia Mundial das Missões tem como pano de fundo
o Ano da Vida Consagrada, que serve de estímulo para a sua oração e reflexão. Na verdade, entre a vida consagrada e a missão subsiste uma forte ligação, porque, se todo o batizado é chamado a dar testemunho do Senhor Jesus, anunciando a fé que recebeu em dom,
isto vale de modo particular para a pessoa consagrada.
     O seguimento de Jesus, que motivou a aparição da vida consagrada na Igreja,
é reposta à chamada para se tomar a cruz e segui-lo, imitar a sua dedicação
ao Pai e os seus gestos de serviço e amor, perder a vida a fim de a reencontrar.
     A dimensão missionária, que pertence à própria natureza da Igreja,
é intrínseca também a cada forma de vida consagrada,
e não pode ser transcurada sem deixar um vazio que desfigura o carisma.
    Quem segue Cristo não pode deixar de tornar-se missionário, e sabe
que Jesus «caminha com ele, fala com ele, respira com ele, trabalha com ele.
Sente Jesus vivo com ele, no meio da tarefa missionária» (EG 266).
     A missão é uma paixão por Jesus Cristo e,
ao mesmo tempo, uma paixão pelas pessoas.
     Quando nos detemos em oração diante de Jesus crucificado,
reconhecemos a grandeza do seu amor, que nos dignifica e sustenta e, simultaneamente, apercebemo-nos de que aquele amor,
saído do seu coração transpassado, estende-se a todo o povo de Deus
e à humanidade inteira; e sentimos também que Ele quer servir-Se de nós
para chegar cada vez mais perto do seu povo amado
e de todos aqueles que O procuram de coração sincero.
     Hoje, a missão enfrenta o desafio de respeitar
a necessidade que todos os povos têm de recomeçar das próprias raízes
e salvaguardar os valores das respectivas culturas.
Dentro desta dinâmica complexa, ponhamo-nos a questão:
«Quem são os destinatários privilegiados do anúncio evangélico?”.»
A resposta é clara; encontramo-la no próprio Evangelho:
os pobres, os humildes e os doentes, aqueles que muitas vezes são desprezados e esquecidos, aqueles que não te podem retribuir (Lc 14, 13-14).
     Queridos irmãos e irmãs, a paixão do missionário é o Evangelho.
São Paulo podia afirmar: «Ai de mim, se eu não evangelizar!» (1 Cor 9, 16).
O Evangelho é fonte de alegria, liberdade e salvação para cada homem.
Ciente deste dom, a Igreja não se cansa de anunciar a todos
«O que existia desde o princípio, O que ouvimos,
O que vimos com os nossos olhos» (1 Jo 1, 1).
     A missão dos servidores da Palavra, bispos, sacerdotes, religiosos e leigos,
é colocar a todos, sem excluir ninguém, em relação pessoal com Cristo.
No campo imenso da atividade missionária da Igreja,
cada batizado é chamado a viver o melhor possível o seu compromisso,
segundo a sua situação pessoal.
Uma resposta generosa a esta vocação universal pode ser oferecida
pelos consagrados e consagradas através duma vida intensa de oração
e união com o Senhor e com o seu sacrifício redentor.


 Pe, Antônio Geraldo Dalla Costa -18.10.2015


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Festa de Santa Teresa de Ávila


S. Teresa de Jesus, virgem e doutora

15 Outubro 2015


Nasceu em Ávila, a 28 de Março de 1515. Aos vinte anos, ingressou no Carmelo de Ávila. Espanhola, de família nobre, bela e inteligente, foi uma criatura que lutou contra as suas contradições internas, contra as mentiras e hipocrisias de uma vida espiritual vazia. Santa Teresa ocupa um lugar especial dentro da mística cristã; é considerada um dos grandes mestres espirituais que a história da Igreja já conheceu. Entretanto, ela não pode ser esquecida como reformadora do Carmelo, como aquela que conseguiu devolver à Ordem Carmelita o seu primitivo vigor espiritual. Tinha como conselheiro espiritual São João da Cruz.
É chamada Teresa, a Grande, por sua grandeza de mulher. Teresa sem a graça de Deus é uma pobre mulher. Com a graça de Deus, uma graça. Em 1970, o papa Paulo VI, proclamou-a “Doutora da Igreja”, (tal como Santa Catarina de Sena) pela profunda mística e espiritualidade. Foram as duas primeiras mulheres a quem se reconheceu esta qualidade pelos méritos dos escritos doutrinários que deixaram. Muitas das obras de Teresa d’Ávila continuam sendo lidas e produzindo abundantes frutos espirituais: “O caminho da perfeição”, “Pensamentos sobre o amor de Deus”, “Castelo interior”. Morreu em 1582.

LEITURA I Rom 3,21-30
«O homem é justificado pela fé, sem as obras da Lei»

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos
Irmãos:
Independentemente da Lei de Moisés,
manifestou-se agora a justiça de Deus,
de que dão testemunho a Lei e os Profetas;
porque a justiça de Deus vem pela fé em Jesus Cristo,
para todos e sobre todos os crentes.
De facto não há distinção alguma,
porque todos pecaram
e estão privados da glória de Deus;
e todos são justificados de maneira gratuita pela sua graça,
em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus,
que Deus apresentou como vítima de propiciação,
mediante a fé, pelo seu sangue.
Assim Deus manifestava a sua justiça,
tolerando as faltas outrora cometidas,
no tempo da sua paciência.
Ele quis manifestar a sua justiça no tempo presente,
não só para ser justo,
mas também para justificar aquele que vive da fé em Jesus.
Onde está então o motivo para alguém se gloriar?
Fica eliminado.
Por que lei? Pela lei das obras?
Não. Pela lei da fé.
Na verdade, estamos convencidos
de que o homem é justificado pela fé,
sem as obras da Lei.
Deus será somente Deus dos judeus?
Não o será também dos gentios?
Sim, Ele é também Deus dos gentios,
porque há um só Deus.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 129, 1-2.3-4ab.4c-6
Refrão: No Senhor está a misericórdia e abundante redenção.

Do profundo abismo chamo por Vós, Senhor,
Senhor, escutai a minha voz.
Estejam os vossos ouvidos atentos
à voz da minha súplica.

Se tiverdes em conta as nossas faltas,
Senhor, quem poderá salvar-se?
Mas em Vós está o perdão,
para Vos servirmos com reverência.

Eu confio no Senhor,
a minha alma espera na sua palavra.
A minha alma espera pelo Senhor
mais do que as sentinelas pela aurora.


ALELUIA Jo 14, 6 
Refrão: Aleluia Repete-se
Eu sou o caminho, a verdade e a vida, diz o Senhor:
ninguém vai ao Pai senão por Mim. Refrão


EVANGELHO Lc 11, 47-54
«Serão pedidas contas do sangue dos profetas,
desde o sangue de Abel até ao sangue de Zacarias»

@ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
disse o Senhor aos doutores da lei:
«Ai de vós, porque edificais os túmulos dos profetas,
quando foram os vossos pais que os mataram.
Assim dais testemunho e aprovação às obras dos vossos pais,
porque eles mataram-nos e vós levantais os monumentos.
É por isso que a Sabedoria de Deus disse:
‘Eu lhes enviarei profetas e apóstolos;
e eles hão-de matar uns e perseguir outros’.
Mas Deus vai pedir contas a esta geração
do sangue de todos os profetas,
que foi derramado desde a criação do mundo,
desde o sangue de Abel até ao sangue de Zacarias,
que pereceu entre o altar e o Santuário.
Sim, Eu vos digo que se pedirão contas a esta geração.
Ai de vós, doutores da lei,
porque tirastes a chave da ciência:
vós não entrastes
e impedistes os que queriam entrar!».
Quando Jesus saiu dali,
os escribas e os fariseus começaram a persegui-l’O terrivelmente
e a provocá-l’O com perguntas sobre muitas coisas,
armando-Lhe ciladas,
para O surpreenderem nalguma palavra da sua boca. 

Palavra da salvação. 


(Blog SOLENIDADES)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Relíquias de Santa Teresinha e seus pais ficarão expostas no Vaticano, durante Sínodo



VATICANO, 01 Out. 15 / 11:25 am (ACI).- Durante o Sínodo Ordinário dos Bispos sobre a família, os fiéis que forem ao Vaticano terão a oportunidade de venerar as relíquias de uma família modelo de santidade: de Santa Teresa do Menino Jesus e de seus pais, os Beatos Louis Martin e Zélie Guérin, que serão canonizados no próximo dia 18 de outubro, na Praça de São Pedro.
As urnas contendo as relíquias ficarão expostas para veneração dos fiéis na Capela da Virgem Salus Populi Romani, na Basílica de Santa Maria Maior, de 4 a 25 de outubro de 2015, durante o horário normal de abertura da Basílica, ou seja, diariamente das 7 às 19 horas.
Os cônjuges Louis Martin e Zélie Guérin serão o primeiro casal não mártir na história da Igreja a ser elevado à honra dos altares na mesma cerimônia. Esta celebração ganhará maior relevância por se realizar, por decisão do Pontífice, justamente durante o Sínodo sobre as famílias.
Segundo declarou à Rádio Vaticano, o Vice Postulador da Causa de Canonização, o Padre carmelita Antonio Sangalli, “Louis e Zélie demonstraram com as suas vidas que o amor conjugal é um instrumento de santidade, é um caminho em direção à santidade realizado junto por duas pessoas”.
Padre Sangalli expressou que, hoje isto é “o elemento mais importante para analisar a família”. “Existe uma necessidade enorme de uma espiritualidade simples realizada na vida cotidiana”.
Outro fato que torna particular a exposição das relíquias na Basílica de Santa Maria Maior é por ser justamente diante da Virgem Salus Populi Romani que o Papa Francisco pediu para rezar pelos frutos dos trabalhos sinodais e por todas as famílias do mundo.
A família de Santa Teresinha também possui outra filha com processo de canonização em andamento, a Serva de Deus Irmã Francisca Teresa (Leonia Martin), conhecida como a irmã difícil da Santa de Lisieux.
Religiosa da Ordem da Visitação, Leonia foi uma menina frágil, insegura e introvertida, que deu muita dor de cabeça aos seus pais e que também lutou para viver a sua vocação à vida religiosa. Sua causa de canonização foi aberta no dia 2 de julho deste ano, em Caen, na França.

(Acidigital)

Homilia do Santo Padre no Sínodo dos Bispos sobre a Família



«Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor chegou à perfeição em nós» (1 Jo 4, 12).

As Leituras bíblicas deste Domingo parecem escolhidas de propósito para o evento de graça que a Igreja está a viver, ou seja, a Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos que tem por tema a família e é inaugurada com esta celebração eucarística.
Aquelas estão centradas em três argumentos: o drama da solidão, o amor entre homem-mulher e a família.

A solidão
Como lemos na primeira Leitura, Adão vivia no Paraíso, impunha os nomes às outras criaturas, exercendo um domínio que demonstra a sua indiscutível e incomparável superioridade, e contudo sentia-se só, porque «não encontrou auxiliar semelhante a ele» (Gn 2, 20) e sentia a solidão.

A solidão, o drama que ainda hoje aflige muitos homens e mulheres. Penso nos idosos abandonados até pelos seus entes queridos e pelos próprios filhos; nos viúvos e nas viúvas; em tantos homens e mulheres, deixados pela sua esposa e pelo seu marido; em muitas pessoas que se sentem realmente sozinhas, não compreendidas nem escutadas; nos migrantes e prófugos que escapam de guerras e perseguições; e em tantos jovens vítimas da cultura do consumismo, do «usa e joga fora» e da cultura do descarte.

Hoje vive-se o paradoxo dum mundo globalizado onde vemos tantas habitações de luxo e arranha-céus, mas o calor da casa e da família é cada vez menor; muitos projetos ambiciosos, mas pouco tempo para viver aquilo que foi realizado; muitos meios sofisticados de diversão, mas há um vazio cada vez mais profundo no coração; tantos prazeres, mas pouco amor; tanta liberdade, mas pouca autonomia... Aumenta cada vez mais o número das pessoas que se sentem sozinhas, e também daquelas que se fecham no egoísmo, na melancolia, na violência destrutiva e na escravidão do prazer e do deus-dinheiro.

Em certo sentido, hoje vivemos a mesma experiência de Adão: tanto poder acompanhado por tanta solidão e vulnerabilidade; e ícone disso mesmo é a família. Verifica-se cada vez menos seriedade em levar por diante uma relação sólida e fecunda de amor: na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na boa e na má sorte. Cada vez mais o amor duradouro, fiel, consciencioso, estável, fecundo é objecto de zombaria e olhado como se fosse uma antiguidade. Parece que as sociedades mais avançadas sejam precisamente aquelas que têm a taxa mais baixa de natalidade e a taxa maior de abortos, de divórcios, de suicídios e de poluição ambiental e social.

O amor entre homem e mulher
Ainda na primeira Leitura, lemos que o coração de Deus, ao ver a solidão de Adão, ficou como que entristecido e disse: «Não é conveniente que o homem esteja só; vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele» (Gn 2, 18). Estas palavras demonstram que nada torna tão feliz o coração do homem como um coração que lhe seja semelhante, lhe corresponda, o ame e tire da solidão e de sentir-se só. Demonstram também que Deus não criou o ser humano para viver na tristeza ou para estar sozinho, mas para a felicidade, para partilhar o seu caminho com outra pessoa que lhe seja complementar; para viver a experiência maravilhosa do amor, isto é, amar e ser amado; e para ver o seu amor fecundo nos filhos, como diz o salmo de hoje (cf. Sal 128).

Tal é o sonho de Deus para a sua dileta criatura: vê-la realizada na união de amor entre homem e mulher; feliz no caminho comum, fecunda na doação recíproca. É o mesmo desígnio que Jesus, no Evangelho de hoje, resume com estas palavras: «Desde o princípio da criação, Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher, e serão os dois um só. Portanto, já não são dois, mas um só» (Mc 10, 6-8; cf. Gn 1, 27; 2, 24).

Jesus, perante a pergunta retórica que Lhe puseram (provavelmente como uma cilada, para fazê-Lo sem mais aparecer odioso à multidão que O seguia e que praticava o divórcio, como uma realidade consolidada e intangível), responde de maneira franca e inesperada: leva tudo de volta à origem da criação, para nos ensinar que Deus abençoa o amor humano, é Ele que une os corações de duas pessoas que se amam e liga-os na unidade e na indissolubilidade. Isto significa que o objectivo da vida conjugal não é apenas viver juntos para sempre, mas amar-se para sempre. Jesus restabelece assim a ordem originária e originadora.

A família
«Pois bem. O que Deus uniu não o separe o homem» (Mc 10, 9). É uma exortação aos crentes para superar toda a forma de individualismo e de legalismo, que se esconde num egoísmo mesquinho e no medo de aderir ao significado autêntico do casal e da sexualidade humana no projeto de Deus.

Com efeito, só à luz da loucura da gratuidade do amor pascal de Jesus é que aparecerá compreensível a loucura da gratuidade dum amor conjugal único e usque ad mortem.

Para Deus, o matrimónio não é utopia da adolescência, mas um sonho sem o qual a sua criatura estará condenada à solidão. De facto, o medo de aderir a este projeto paralisa o coração humano.

Paradoxalmente, também o homem de hoje – que muitas vezes ridiculariza este desígnio – continua atraído e fascinado por todo o amor autêntico, por todo o amor sólido, por todo o amor fecundo, por todo o amor fiel e perpétuo. Vemo-lo ir atrás dos amores temporários, mas sonha com o amor autêntico; corre atrás dos prazeres carnais, mas deseja a doação total.

De facto, «agora que provámos plenamente as promessas da liberdade ilimitada, começamos de novo a compreender a expressão “a tristeza deste mundo”. Os prazeres proibidos perderam o seu fascínio, logo que deixaram de ser proibidos. Mesmo quando são levados ao extremo e repetidos ao infinito, aparecem insípidos, porque são coisas finitas, e nós, ao contrário, temos sede de infinito» (Joseph Ratzinger, Auf Christus schauen. Einübung in Glaube, Hoffnung, Liebe, Friburgo 1989, p. 73).

Neste contexto social e matrimonial bastante difícil, a Igreja é chamada a viver a sua missão na fidelidade, na verdade e na caridade.

Viver a sua missão na fidelidade ao seu Mestre como voz que grita no deserto, para defender o amor fiel e encorajar as inúmeras famílias que vivem o seu matrimónio como um espaço onde se manifesta o amor divino; para defender a sacralidade da vida, de toda a vida; para defender a unidade e a indissolubilidade do vínculo conjugal como sinal da graça de Deus e da capacidade que o homem tem de amar seriamente.
Viver a sua missão na verdade que não se altera segundo as modas passageiras ou as opiniões dominantes. A verdade que protege o homem e a humanidade das tentações da auto-referencialidade e de transformar o amor fecundo em egoísmo estéril, a união fiel em ligações temporárias. «Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente. É o risco fatal do amor numa cultura sem verdade» (Bento XVI, Enc. Caritas in veritate, 3).

Viver a sua missão na caridade que não aponta o dedo para julgar os outros, mas – fiel à sua natureza de mãe – sente-se no dever de procurar e cuidar dos casais feridos com o óleo da aceitação e da misericórdia; de ser «hospital de campanha», com as portas abertas para acolher todo aquele que bate pedindo ajuda e apoio; de sair do próprio redil ao encontro dos outros com amor verdadeiro, para caminhar com a humanidade ferida, para a integrar e conduzir à fonte da salvação.

Uma Igreja que ensina e defende os valores fundamentais, sem esquecer que «o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado» (Mc 2, 27); e sem esquecer que Jesus disse também: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores» (Mc 2, 17). Uma Igreja que educa para o amor autêntico, capaz de tirar da solidão, sem esquecer a sua missão de bom samaritano da humanidade ferida.

Recordo São João Paulo II, quando dizia: «O erro e o mal devem sempre ser condenados e combatidos; mas o homem que cai ou que erra deve ser compreendido e amado. (...) Devemos amar o nosso tempo e ajudar o homem do nosso tempo» [Discurso à Acção Católica Italiana, 30 de Dezembro de 1978: Insegnamenti (1978), 450]. E a Igreja deve procurá-lo, acolhê-lo e acompanhá-lo, porque uma Igreja com as portas fechadas atraiçoa-se a si mesma e à sua missão e, em vez de ser ponte, torna-se uma barreira: «De facto, tanto o que santifica, como os que são santificados, provêm todos de um só; razão pela qual não se envergonha de lhes chamar irmãos» (Heb 2, 11).

Com este espírito, peçamos ao Senhor que nos acompanhe no Sínodo e guie a sua Igreja pela intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria e de São José, seu castíssimo esposo.



Publicada por Spe Deus à(s) domingo, outubro 04, 2015 
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domingo, 4 de outubro de 2015

Hoje é o dia do Senhor


27 Domingo do Tempo Comum

 A Família que Deus quer

 

Vivemos num tempo em que os Valores da família

são por muitos ignorados ou esquecidos.

 

As leituras falam da dignidade do Matrimônio cristão,

dentro do maravilhoso PLANO DE DEUS...

 

A 1a leitura apresenta Deus criando o Homem e a Mulher,

para se completarem, para se ajudarem, para se amarem. (Gn 2,18-24)

 

O texto não é uma reportagem de fatos passados, mas uma CATEQUESE:

 

1) A Origem da vida e do homem está em Deus...

 

2) A solidão é uma experiência terrível para a pessoa humana.

- ADÃO, apesar de possuir o domínio sobre todas as criaturas,

não está plenamente realizado. Sente profunda SOLIDÃO.

Falta-lhe alguém com quem compartilhar a vida e a felicidade.

- DEUS preenche sua solidão, criando então a mulher,

dotada da mesma natureza e da mesma dignidade.

É na partilha de suas vidas no amor, que o homem encontra

a realização plena de sua existência.

 

3) Homem e mulher são iguais em dignidade.

Eles são "da mesma carne", partícipes do mesmo destino.

Completam-se um ao outro e juntos complementam a obra do Criador.

Esta realidade exige que homem e mulher se respeitem

e exclui qualquer atitude egoísta de dominação.

 

4) Unidade: "Se tornarão uma só carne" = uma só pessoa...

Uma fusão não apenas dos corpos, mas na sua totalidade: corpo e alma:

com seus projetos, seus sentimentos, seus ideais, suas tendências,

suas esperanças, suas amizades... SUA FÉ...

 

A 2ª Leitura lembra a "qualidade" do amor de Deus pelos homens. (Hb 2,9-11)

 

Deus amou tanto os homens, que enviou ao mundo o seu Filho único.

O Filho solidarizou-se com os homens, partilhou a debilidade deles

e aceitou morrer na cruz para dizer aos homens

que a verdadeira vida está no amor, que se dá até às últimas conseqüências.

 

* O casal cristão deve também testemunhar,

com a sua doação sem limites e com a sua entrega total,

o amor de Deus pela humanidade.

 

No Evangelho, Jesus é perguntado sobre o DIVÓRCIO

permitido pela lei de Moisés em certos casos,

para proteger a mulher das arbitrariedades do marido. (Mc 10,2-6)

 

- Cristo responde: Moisés permitiu por causa da dureza do vosso coração…

 Mas desde o começo da Criação, Deus os fez homem e mulher.

 

 Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe, e os dois serão uma só carne...

 Portanto, o que Deus uniu o homem não separe”.  

 

- Diante da posição do Mestre, os discípulos ficam perplexos...

- E Jesus conclui:

  "Quem despede sua mulher e se casa com outra, comete adultério"

 

* O Evangelho nos apresenta o projeto ideal de Deus

para o homem e para a mulher que se amam:

eles são convidados a viverem em comunhão total um com o outro,

dando-se um ao outro, partilhando a vida um com o outro,

unidos por um amor que é mais forte do que qualquer outro vínculo.

O amor de um homem e de uma mulher que se comprometem

diante de Deus e da sociedade deve ser um amor eterno e indestrutível,

que é reflexo desse amor que Deus tem pelos homens.

 

O divórcio e a poligamia não fazem parte do projeto de Deus.

Jesus reafirma a unidade e indissolubilidade do matrimônio

e condena o divórcio e a poligamia.

- Numa época, em que muitos procuram destruir ou desfigurar a família,

é urgente proclamar o Plano de Deus sobre o Matrimônio e a Família.

Não é uma norma da Igreja, é Plano de Deus, reafirmado por Cristo.

 

+ O texto finaliza com uma referência às CRIANÇAS,

  as maiores vítimas de uma família fragmentada:

 

- As mães levam seus filhos até Jesus para que os abençoe.

- Os apóstolos impacientes tentam impedir…

- JESUS: "Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais,

  porque o Reino de Deus é dos que são como elas…

  Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos".

 

* Os esposos não podem pensar só em si mesmos, esquecendo os filhos…

A Missão dos pais é repetir o gesto das mães israelitas:

levar seus filhos a Jesus, para que, abençoadas por ele e

crescendo na sua escola, conservem a inocência

e sejam um dia recebidas no reino dos céus, preparado para elas.

 

+ Nossa atitude para com os divorciados: ​

- Acolher, integrar, compreender e ajudar aqueles a quem

  as circunstâncias da vida impediram de viver o projeto ideal de Deus.

- Sem renunciar ao "ideal", que Deus propõe e Jesus reafirma no Evangelho.

 

A felicidade de uma família só existe quando há COMUNHÃO:

- entre os esposos  - com os filhos e  - também com Deus…

 

Rezemos para que nossas famílias sejam a família que Deus quer:

"Santuário da vida" e "Berço do Amor e da Fé".

 

 

       Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 04.10.2015

sábado, 3 de outubro de 2015

Ermelindo Ávila agradecendo


Quiseram os meus filhos, netos e bisnetos assinalar, de maneira especial, a passagem do meu aniversário natalício.
A eles se associaram as autoridades regionais e municipais e outras entidades oficiais, com destaque para a “Filarmónica Liberdade Lajense”, além da Imprensa, particularmente “O Dever”, o “Diário dos Açores”, o “Correio dos Açores”, “O Jornal do Pico”, o “Ilha Maior”, o “Tribuna das Ilhas”, a RTP-Açores e tantos outros amigos, alguns - não poucos - com gentis lembranças, e não só, que me é totalmente impossível a todos dizer directamente o quanto agradecido e reconhecido lhes estou.
Lembro respeitosamente os Revmos. Sacerdotes que concelebraram na Eucaristia de Acção de Graças, Revmo. Ouvidor Marco Martinho, e Revmos. P. João Neves, P. Francisco Rodrigues e Frei Luís de Oliveira, que pronunciou a homília.
Sirvo-me, pois, abusivamente embora, deste meio de comunicação, e disso peço me desculpem, para a todos e a cada um em particular deixar aqui o meu reconhecimento, a minha gratidão e o meu respeitoso obrigado por tantas provas de consideração e de amizade que sempre recordarei com respeitosa estima durante os meses ou anos que o Senhor me reservar.
Deus lhes pague tantas e tamanhas gentilezas.
Lajes do Pico, 23 de Setembro de 2015

Ermelindo Ávila                       

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Festa de Santa Teresa do Menino Jesus

 
"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68








 
                    

Quinta-feira, dia 01 de Outubro de 2015

Santa Teresa do Menino Jesus, virgem, doutora da Igreja (+ Lisieux, França, 1897)








Santa Teresa do Menino Jesus,

Virgem e Doutora da Igreja







Discreta e silenciosa, durante a vida quase não chamou a atenção sobre si.

Parecia uma freira comum, sem nada de excepcional. Faleceu aos 24 anos,

tuberculosa, depois de passar por terríveis sofrimentos. Enquanto agonizava,

ouviu duas freiras comentarem entre si, do lado de fora de sua cela:

"Coitada da Irmã Teresa! Ela não fez nada na vida... O que nossa Madre

poderá escrever sobre ela, na circular em que dará aos outros conventos a

notícia da sua morte?" Assim viveu Santa Teresinha, desconhecida até mesmo

das freiras que com ela compartilhavam a clausura do Carmelo.

 Somente depois de morta seus escritos e seus milagres revelariam ao mundo inteiro a verdadeira envergadura da grande Santa e Mestra da espiritualidade.

 A jovem e humilde carmelita que abriu, na espiritualidade católica, um caminho novo para atingir a santidade (a célebre "Pequena Via"), foi declarada pelo Papa João Paulo II Doutora da Igreja.