quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Hoje é celebrada a memória litúrgica do beato Carlo Acutis, o ciberapóstolo da Eucaristia




REDAÇÃO CENTRAL, 12 Out. 22 / 06:00 am (ACI).- A Igreja recorda hoje, (12) o beato Carlo Acutis, que morreu em 2006, aos 15 anos, de leucemia. Durante a doença, ofereceu seu sofrimento pelo Senhor, pelo papa e pela Igreja. Costumava dizer a Eucaristia era a sua autoestrada para o céu e é chamado “ciberapóstolo da Eucaristia”.

“A sua vida é um modelo particularmente para os jovens, a não encontrar gratificação somente nos sucessos efêmeros, mas nos valores perenes que Jesus sugere no Evangelho, ou seja, colocar Deus em primeiro lugar nas grandes e pequenas circunstâncias da vida, e para servir aos irmãos, especialmente os considerados últimos”, disse o cardeal Agostino Vallini, na homilia pela beatificação de Carlo Acutis, em 10 de outubro de 2020, em Assis (Itália).

Estas palavras, pronunciadas pelo cardeal Vallini, sintetizam algo essencial na vida cristã e que Carlo soube viver muito bem: o centro da nossa vida deve ser Deus. Quando fazemos de Cristo "a pedra angular", a santidade se torna possível.

Carlo Acutis nasceu em 3 de maio de 1991 em Londres (Inglaterra), onde trabalhavam seus pais, Andrea Acutis e Antonia Salzano, ambos italianos. Meses depois de seu nascimento, seus pais decidiram retornar à Itália e se estabelecer com ele em Milão.

Desde muito jovem, Carlo demonstrou um carinho especial por Deus e uma sensibilidade singular para conhecer a fé, apesar de seus pais não serem particularmente devotos naquela época. Esse amor pelo Senhor não parava de crescer e se fortalecia na adolescência, quando Carlo foi diagnosticado com leucemia. Naquele momento, longe de se desesperar, Carlo expressou sua vontade de oferecer seus sofrimentos “pelo Senhor, pelo Papa e pela Igreja”. Esse desejo, que revelou profunda maturidade espiritual em seus curtos 15 anos, era a expressão de um coração que desde a mais tenra infância foi tomando a forma do coração de Cristo.

São abundantes os testemunhos da alegria de Carlo, da sua força, da sua preocupação pelo bem dos que o rodeavam, da sua sensibilidade e empatia com os colegas – especialmente se fossem maltratados – ou com os pobres, a quem atendeu várias vezes, sozinho ou com seus amigos. Muitos ficavam impressionados com a naturalidade com que Cario abordava qualquer pessoa que estivesse sofrendo; ele queria se assegurar sempre de que Deus estivesse em suas vidas e os aliviasse material e espiritualmente.

Carlo foi chamado de "ciberapóstolo da Eucaristia", "apóstolo dos millennials" e, recentemente, "apóstolo da Internet", e há razões para isso. Carlo foi um promotor dos milagres eucarísticos no ciberespaço. Criou um site com essa finalidade, onde escreveu coisas belas como estas: “quanto mais frequente for a nossa recepção da Eucaristia, mais seremos como Jesus. E nesta terra poderemos experimentar o Céu”. Sem dúvida, palavras que revelam a sã compreensão que tinha das novas tecnologias e sua utilidade na evangelização. Diz-se também que gostava de videogames e que tinha até um PlayStation 2, que por sua própria decisão usava somente aos domingos durante uma hora.

Todo santo é filho de seu tempo, mas, ao mesmo tempo, é alguém que questiona as condições de seu tempo. O que pode ser dito sobre Carlo Acutis só pode ser entendido desta forma. Viveu como um menino comum do final do século XX – passeava, brincava, estudava, ajudava em casa, divertia-se com os amigos e a família – mas se focou no eterno, n melhor parte, sem se deixar levar pela corrente. Teve contato frequente com a Eucaristia – na oração diante do Santíssimo Sacramento e na comunhão frequente – e uma bela relação com a Virgem Maria. Carlo ia à missa várias vezes por semana e gostava de rezar o terço todos os dias. Era um jovem forjado na oração que não se perdia no “turbilhão” do mundo de hoje. Repetia constantemente: "A Eucaristia é minha autoestrada para o céu”.

Carlo morreu em 12 de outubro de 2006, dia de Nossa Senhora Aparecida. Foi sepultado em Assis, a seu pedido, pelo grande amor que nutria por são Francisco. Sua causa de beatificação foi aberta em 2013. Foi declarado venerável em 2018 e beatificado em 10 de outubro de 2020.

O milagre que tornou possível a beatificação de Carlo aconteceu no Brasil. Graças à sua intercessão, o menino Matheus foi curado de uma malformação congênita conhecida como pâncreas anular. Esta condição impede a correta ingestão e digestão dos alimentos, atrapalha a nutrição e impede o crescimento de uma pessoa, causando também graves desconfortos.

A mãe de Matheus ouviu falar de Carlo Acutis por meio de um padre amigo e se dedicou a pedir a intercessão de Carlo pela cura de seu filho. O milagre aconteceu depois que Matheus venerou uma das relíquias do beato que chegou ao Brasil em 2013.


(acidigital)

Laudes da Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida

terça-feira, 11 de outubro de 2022

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Vatican Media Live - Português (Eucaristia: 60° aniversário do início do Concílio Ecumênico Vaticano II )

Mensagem do Papa Francisco pela 230ª edição do Círio de Nazaré

 


Com o olhar voltado para a Padroeira da Arquidiocese de Belém do Pará e Rainha da Amazônia, o Papa Francisco recorda a todos que “Maria guardava todas as coisas, meditando-as no seu coração”, e ao mesmo tempo suplica que, como Mãe e Mestra, “Ela nos ajude a guardar e meditar tudo, sem ter medo das provações, na jubilosa certeza de que o Senhor é fiel e sabe transformar as cruzes em ressurreições”.

Vatican News

Neste domingo, 9 de outubro, a arquidiocese de Belém (PA) celebra a edição de número 230 do Círio de Nazaré, celebração mariana que reúne durante todo o mês fiéis de todo Brasil na capital paraense. O tema deste ano é “Maria, Mãe e Mestra” e convida a refletir sobre os ensinamentos de Maria para a evangelização. Para a ocasião, o Papa Francisco enviou uma mensagem ao arcebispo de Belém do Pará, dom Alberto Taveira Corrêa.


A mensagem, assinada pelo secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, foi publicada pela Arquidiocese de Belém no último dia 5. Segue o texto na íntegra.


"Por ocasião do ducentésimo trigésimo «Círio de Nazaré», no dia 9 de outubro, o Santo Padre deseja unir-se à filial devoção dos fiéis que recorrem à Nossa Senhora de Nazaré, colocando sob o seu manto amoroso e sua materna proteção as intenções que trazem no coração. Com o olhar voltado para a Padroeira da Arquidiocese de Belém do Pará e Rainha da Amazônia, o Papa Francisco recorda a todos que “Maria guardava todas as coisas, meditando-as no seu coração”, e ao mesmo tempo suplica que, como Mãe e Mestra, “Ela nos ajude a guardar e meditar tudo, sem ter medo das provações, na jubilosa certeza de que o Senhor é fiel e sabe transformar as cruzes em ressurreições”. Sua Santidade implora à Virgem Mãe Amorosa que interceda junto a Seu Filho a fim de que sejam derramadas abundantes graças sobre o povo paraense e brasileiro, que auxiliem a todos e a cada um na vivência do Evangelho. E, como penhor destes votos, o Santo Padre de bom grado lhes concede a Bênção Apostólica, pedindo igualmente que não deixem de rezar por ele."


(vaticannews)

Em um dia como hoje, são João XXIII inaugurou o Concílio Vaticano II

 


Vaticano, 11 Out. 22 / 06:00 am (ACI).- Hoje (11), completa-se 60 anos da abertura do Concílio Vaticano II, o grande evento mundial e eclesial convocado por são João XXIII para buscar o “aggiornamento”, ou seja, a atualização da Igreja para aproximá-la do mundo atual.

O concílio ecumênico foi inaugurado em 11 de outubro de 1962 e se dividiu em quatro etapas. Participaram cerca de 2 mil padres conciliares de todo o mundo.

Antes de inaugurar o concílio, João XXIII criou em 1960 o secretariado para a promoção da unidade dos cristãos, uma comissão preparatória que mais tarde se tornaria o Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos. Foi a primeira vez que a Santa Sé criava uma estrutura para tratar de temas ecumênicos.

Para a presidência desse organismo, o pontífice nomeou o cardeal Augusto Bea, que depois se tornaria uma importante figura do Concílio.

Desde a abertura do Concílio Vaticano II, o papa bom destacou a natureza pastoral de seus objetivos: não se tratava de definir novas verdades nem condenar erros, mas era necessário renovar a Igreja para fazê-la capaz de transmitir o Evangelho nos novos tempos, buscar os caminhos de unidade com as outras confissões cristãs, buscar o bom dos novos tempos e estabelecer um diálogo com o mundo moderno, centrando-se primeiro “no que nos une e não no que nos separa”.

Ao Concílio foram convidados como observadores membros de diversos credos desde muçulmanos até índios americanos, assim como membros de todas as igrejas cristãs: ortodoxos, anglicanos, quacres e protestantes em geral, incluindo evangélicos, metodistas e calvinistas não presentes em Roma desde o tempo dos cismas.

Assim, o Concílio Vaticano II se tornou o fato mais decisivo da história da Igreja no século XX. São João XXIII não pôde ver a conclusão porque faleceu em 3 de junho de 1963.

Quem prosseguiu com o Concílio foi são Paulo VI, que foi eleito sucessor de são Pedro em 21 de junho de 1963.

O Concílio Vaticano II foi encerrado em 8 de dezembro de 1965 e deixou como legado uma série de importantes documentos que seguem sendo de grande atualidade.

Quatro Constituições: Dei Verbum, Lumen Gentium, Sacrosanctum Concilium e Gaudium et Spes; três Declarações: Gravissimum Educationis, Nostra Aetate e Dignitatis Humanae; e nove decretos: Ad Gentes, Presbyterorum Ordinis, Apostolicam Actuositatem, Optatam Totius, Perfectae Caritatis, Christus Dominus, Unitatis


(acidigital)

Hoje é celebrado são João XXIII, o papa bom

 


REDAÇÃO CENTRAL, 11 Out. 22 / 05:00 am (ACI).- “Ah, os santos, os santos do Senhor, que em todos os lugares nos alegram, nos animam e nos abençoam!”, dizia são João XXIII, chamado “papa bom” e cuja festa litúrgica é celebrada hoje (11).

Angelo Giuseppe Roncalli, mais conhecido como são João XXIII, nasceu na Itália em 1881. Ingressou muito jovem no seminário e foi ordenado sacerdote em 1904.

Na Segunda Guerra Mundial, quando era bispo, salvou muitos judeus com a ajuda do “visto de trânsito” da Delegação Apostólica.

Em 1953, foi criado cardeal e, com a morte de Pio XII, foi eleito pontífice em 1958. Aos poucos, ganhou o apelido de “papa bom”, por suas qualidades humanas e cristãs.

O mundo inteiro pôde ver nele um pastor humilde, atento, decidido, corajoso, simples e ativo. Enveredou-se pelos caminhos do ecumenismo e do diálogo com todos. Escreveu as famosas encíclicas “Pacem in terris” e “Mater et magistra” e convocou o Concílio Vaticano II.

Morreu em 3 de julho de 1963. No ano 2000, foi beatificado por são João Paulo II e canonizado pelo papa Francisco em abril de 2014.

O milagre para sua beatificação foi baseado na cura de irmã Caterina Capitani, uma religiosa que tinha uma grave doença estomacal.

As irmãs da paciente, que sabiam da grande admiração da irmã Caterina por João XXIII, rezaram pedindo a intercessão do “papa bom” e colocaram uma imagem dele no estômago da religiosa.

Minutos depois, a religiosa começou a se sentir bem e pediu para comer. Mais tarde, Irmã Caterina relataria que viu João XXIII sentado ao pé de sua cama e que lhe disse que sua oração havia sido escutada. A ciência não pôde dar explicações para esta cura.


(acidigital)

Laudes de Terça-feira da 28ª Semana do Tempo Comum

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 10.10.2022

Minuto (ou mais) com Glorinha #83 : Trajes: dicas

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O Papa: "“Não podemos esquecer o perigo da guerra nuclear ..."

 Papa relembra o início do Concílio Vaticano II no Angelus e declara: “Não podemos esquecer o perigo da guerra nuclear que então ameaçava o mundo naquele momento”.



Vaticano, 09 Out. 22 / 12:42 pm (ACI).- Finalizando a missa de canonização de João Batista Scalabrini e Artêmides Zatti neste domingo (9), Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, e durante a oração recordou as vítimas da tragédia na creche na Tailândia, no dia 6 de outubro e a preocupante escalada nuclear do conflito na Ucrânia.

O Pontífice também lembrou que hoje (9), está acontecendo na catedral de Fabriano, situada na região dos Marche, na Itália, a beatificação de Maria Costanza Panas, uma monja Clarissa capuchinha, que viveu entre os anos de 1917 a 1963 no Mosteiro de Fabriano.

E sobre a nova beata Francisco disse: "Ela acolhia todos os que batiam à porta do mosteiro, infundindo em todos serenidade e confiança. Em seus últimos anos, gravemente doente, ela ofereceu seus sofrimentos para o Concílio Vaticano II, cujo 60º aniversário de abertura recorre depois de amanhã. Que a Beata Maria Constanza nos ajude a confiar sempre em Deus e a sermos acolhedores do próximo".

Recordando o início do Concílio Vaticano II há 60 anos, o Pontífice declarou: “Não podemos esquecer o perigo da guerra nuclear que então ameaçava o mundo naquele momento. Por que não aprender com a história? Mesmo naquela época havia conflitos e grandes tensões, mas o caminho pacífico foi escolhido. Está escrito na Bíblia: Assim diz o Senhor: “Parem no caminho e vejam, informem-se quanto às estradas do passado, onde está o bom caminho. Andem por ele, e vocês encontrarão um lugar tranquilo para viver”.

Em seguida, o Papa relembrou as vítimas que morreram por ocasião de um ato de violência em uma creche na Tailândia, ocorrido há três dias.  “Com emoção confio ao Pai da vida, em particular, as crianças pequenas e suas famílias", expressou o Santo Padre.

Ao final do Angelus, Francisco convidou a todos que recorressem à Virgem Maria: “que ela nos ajude a sermos testemunhas do Evangelho, animados pelo exemplo dos Santos".


(acidigital)