sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Italy, September 2019

Diocese de Angra, em Portugal, tem novo bispo

 


Lisboa, 04 Nov. 22 / 09:09 am (ACI).- Dom Armando Esteves Domingues foi nomeado hoje bispo de Angra, em Portugal. Até então, ele era bispo auxiliar do Porto. Em mensagem à sua nova diocese, o bispo afirmou que não tem “um plano preconcebido”, mas que vai se inserir “no caminho que a diocese está a fazer, tanto no percurso sinodal da diocese em comunhão com toda a Igreja, como na corrida, em passo apressado e próprio dos jovens, para a próxima JMJ Lisboa 2023”.

“Criaremos o ambiente para escutarmos o que o Espírito Santo nos tem a dizer. Caminhada sinodal e Jornada Mundial da Juventude sei que são já duas grandes prioridades da diocese”, declarou.

Em sua mensagem, dom Armando Domingues destaca que sua nomeação se dá em “uma data providencial: ocorre na celebração dos 488 anos desta histórica diocese”. A diocese de Angra foi criada em novembro de 1534 pelo papa Paulo III, através da bula Aequum Reputamus. Estava vacante desde setembro de 2021, quando seu então bispo, dom João Lavrador, foi transferido para Viana do Castelo.

Ao saudar a sua nova diocese, dom Armando Domingues deixou uma “palavra de esperança”. “Que na diocese de Angra possamos caminhar juntos, sempre com um olhar de esperança. Como não conheço a diocese, o primeiro desafio será conhecer-vos e dar-me a conhecer. Não se caminha com quem não se conhece”, disse.

“Angra é já para mim a mais bonita de todas as dioceses do mundo, pela sua natureza de uma beleza ímpar, mas também pelas pessoas, porque já são ‘minha gente’, ‘minha família’! Teremos tempo para nos conhecermos melhor”, completou.

Dom Armando Esteves Domingues nasceu em 10 de março de 1957, em Oleiros, diocese de Portalegre-Castelo Branco. Frequentou o seminário diocesano de Viseu e foi ordenado sacerdote em 13 de janeiro de 1982, incardinado na mesma diocese. 

Atuou como pároco em diversas paróquias, capelão militar da Força Aérea, professor de Educação Moral e Religiosa Católica, ecônomo diocesano, assistente regional do Corpo Nacional de Escutas, do Movimento de Educadores Católicos e do Movimento Equipes de Nossa Senhora.

Em 27 de outubro de 2018, foi nomeado bispo auxiliar do Porto, tendo recebido a ordenação episcopal em 16 de dezembro de 2018.

Na conferência Episcopal Portuguesa (CEP), dom Armando Domingues preside a comissão Missão e Nova Evangelização.


(acidigital)

❄️ COPO de NIEVE de CARTÓN reciclando ROLLOS de PAPEL HIGIÉNICO - CHRIST...

Vatican Media Live - Português

Vatican Media Live - Português

DISCURSO DO SANTO PADRE por ocasião do "Bahrain Forum for Dialogue



 VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO

AO REINO DO BAHREIN

por ocasião do "Bahrain Forum for Dialogue: East and West for Human Coexistence"

(3 - 6 DE NOVEMBRO DE 2022)


CONCLUSÃO DO "BAHRAIN FORUM FOR DIALOGUE: EAST AND WEST FOR HUMAN COEXISTENCE"


DISCURSO DO SANTO PADRE


Praça Al-Fida' no complexo do "Sakhir Royal Palace" em Awali

Sexta-feira, 4 de novembro de 2022

 

Majestade,

Altezas Reais,

Caro Irmão, Doutor Al-Tayyeb, Grande Imã de Al-Azhar,

Caro Irmão Bartolomeu, Patriarca Ecuménico,

Distintas Autoridades religiosas e civis,

Senhoras e Senhores!


Saúdo-vos cordialmente, grato pelo acolhimento recebido e pela realização deste Fórum de diálogo organizado sob o patrocínio de Sua Majestade o Rei do Bahrein. O nome deste país deriva das suas águas: de facto, a palavra «Bahrein» evoca «dois mares». Pensemos nas águas do mar que põem em contacto as terras, e em comunicação as pessoas, ligando povos distantes. «O que a terra divide, o mar une»: afirma um dito antigo. E o nosso planeta Terra, visto do alto, apresenta-se como um vasto mar azul, que liga margens distintas. Do céu, parece recordar-nos que somos uma família: não ilhas, mas um único grande arquipélago. É assim que o Altíssimo nos quer, e bem pode simbolizar o seu anseio este país, um arquipélago de mais de trinta ilhas.


Contudo vivemos tempos em que uma humanidade, interligada como nunca, se apresenta bem mais dividida do que unida. E o nome do «Bahrein» pode ajudar-nos a ir mais longe na nossa reflexão: os «dois mares», que evoca, referem-se às águas doces das suas nascentes submarinas e às águas salobras do Golfo. De modo semelhante, encontramo-nos hoje perante dois mares de sabor oposto: por um lado, o mar calmo e doce da convivência comum, por outro, o mar amargo da indiferença, afligido por confrontos e agitado por ventos de guerra, com as suas devastadoras ondas sempre mais tumultuosas, com o risco de nos arrastar a todos. Infelizmente, Oriente e Ocidente assemelham-se cada vez mais a dois mares contrapostos. Entretanto nós estamos aqui juntos, porque pretendemos navegar no mesmo mar, escolhendo a rota do encontro em vez da do confronto, o caminho do diálogo indicado por este Fórum: «Oriente e Ocidente em prol da coexistência humana».


Após duas Guerras Mundiais tremendas, depois duma guerra fria que manteve o mundo em suspense durante dezenas de anos, encontramo-nos ainda num equilíbrio frágil a balouçar sobre o precipício feito de tantos conflitos desastrosos por toda a parte do globo, entre rumores de acusação, ameaças e condenações, e não queremos afundar. Impressiona este paradoxo: enquanto a maior parte da população mundial se encontra unida pelas mesmas dificuldades, atormentada por graves crises alimentares, ecológicas e pandémicas, bem como por uma injustiça planetária cada vez mais escandalosa, uns poucos poderosos concentram-se decididamente numa luta por interesses de parte, desenterrando linguagens obsoletas, redesenhando áreas de influência e blocos contrapostos. Tem-se a impressão de assistir a uma cena dramaticamente infantil: no jardim da humanidade, em vez de cuidar do todo, brincamos com o fogo, com mísseis e bombas, com armas que provocam pranto e morte, cobrindo a casa comum de cinzas e de ódio.


E veremos multiplicar-se estas amargas consequências, se continuarmos a acentuar as oposições sem redescobrir a compreensão, se persistirmos na decidida imposição dos próprios modelos e visões despóticas, imperialistas, nacionalistas e populistas, se não nos interessarmos com a cultura do outro, se não prestarmos ouvidos ao clamor da gente comum e à voz dos pobres, se não deixarmos de distinguir de forma maniqueísta quem é bom e quem é mau, se não nos esforçarmos por compreender e colaborar para o bem de todos. Estas opções estão diante de nós, porque, num mundo globalizado, só se avança remando juntos; ao passo que, navegando sozinho, vai-se à deriva.


No mar borrascoso dos conflitos, tenhamos diante dos olhos o Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Convivência Comum, onde se almeja um encontro fecundo entre Ocidente e Oriente, útil para sarar as respetivas doenças [1]. Encontramo-nos aqui, crentes em Deus e nos irmãos, para rejeitar « o pensamento isolante», aquele modo de ver a realidade que ignora o mar único da humanidade para se concentrar apenas nas suas próprias correntes. Desejamos que os litígios entre Oriente e Ocidente se resolvam para bem de todos, sem desviar a atenção dum outro desnível, em constante e dramático crescimento, que é o desnível entre Norte e Sul do mundo. Que os conflitos emergentes não façam perder de vista as tragédias latentes da humanidade, como a catástrofe das desigualdades na qual a maioria das pessoas que povoam a Terra experimenta uma injustiça sem precedentes, a vergonhosa chaga da fome e a calamidade das alterações climáticas, sinal da falta de cuidado para com a casa comum.


Sobre tais temas debatidos nestes dias, não podem deixar de se comprometer e dar bom exemplo os líderes religiosos. Temos um papel específico e este Fórum proporciona-nos mais uma oportunidade nesse sentido. É nossa tarefa encorajar e ajudar a humanidade, tão interdependente como desconexa, a navegar em conjunto. Assim queria delinear três desafios, que sobressaem do Documento sobre a Fraternidade Humana e da Declaração do Reino do Bahrein e sobre os quais se refletiu nestes dias. Dizem respeito à oração, à educação e à ação.


Em primeiro lugar, a oração, que toca o coração do homem. Na realidade, os dramas que sofremos e as perigosas dilacerações que experimentamos, «os desequilíbrios de que sofre o mundo atual estão ligados com aquele desequilíbrio fundamental que se radica no coração do homem» (Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, 10). Aqui está a raiz. Consequentemente o perigo maior não reside nas coisas, nas realidades materiais, nas organizações, mas na inclinação do ser humano para se fechar na imanência do próprio eu, do seu grupo, dos seus interesses mesquinhos. Não é um defeito do nosso tempo; existe desde que o homem é homem mas, com a ajuda de Deus, é possível pôr-lhe remédio (cf. Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 166).


Por isso mesmo a oração, a abertura do coração ao Altíssimo, é fundamental para nos purificar do egoísmo, do isolamento, da autorreferencialidade, das falsidades e da injustiça. Quem reza, recebe no coração a paz, não podendo deixar de se fazer sua testemunha e mensageiro, convidando os seus semelhantes – primariamente através do exemplo – para não se tornarem reféns dum paganismo que reduz o ser humano àquilo que vende, compra ou com que se diverte, mas redescobrirem a dignidade infinita que cada um traz impressa. O homem religioso, o homem de paz é aquele que, ao caminhar na terra com os outros, os convida, com doçura e respeito, a levantarem o olhar para o Céu. E recorda na sua oração, como incenso que sobe ao Altíssimo (cf. Sal 141, 2), as canseiras e dificuldades de todos.


Mas, para que isso possa acontecer, há uma premissa indispensável: a liberdade religiosa. A Declaração do Reino do Bahrein explica que «Deus nos orientou para o dom divino da liberdade de opção» e, por conseguinte, «qualquer forma de coerção religiosa não pode levar a pessoa a uma relação significativa com Deus». Ou seja, toda a coerção é indigna do Omnipotente, pois Ele não entregou o mundo a escravos, mas a criaturas livres, a quem respeita profundamente. Então empenhemo-nos por que a liberdade das criaturas espelhe a liberdade soberana do Criador, para que os lugares de culto sejam protegidos e respeitados, sempre e em toda a parte, e a oração nunca seja obstaculizada, mas favorecida. Entretanto não basta conceder autorizações e reconhecer a liberdade de culto; é preciso alcançar a verdadeira liberdade de religião. E não só cada sociedade, mas também cada credo são chamados a examinar-se sobre isto. São chamados a interrogar-se se constringem as criaturas de Deus de fora ou as libertam dentro; se ajudam o homem a rejeitar a rigidez, o isolamento e a violência; se aumentam nos crentes a verdadeira liberdade, que não é fazer o que me apetece e vem à cabeça, mas predispor-se ao bem para o qual fomos criados.


Se o desafio da oração tem a ver com o coração, o segundo desafio – a educação – diz respeito essencialmente à mente do homem. A Declaração do Reino do Bahrein afirma que «a ignorância é inimiga da paz». É verdade que, onde faltam oportunidades de instrução, aumentam os extremismos e radicam-se os fundamentalismos. E, se a ignorância é inimiga da paz, a educação é amiga do progresso, desde que seja uma educação verdadeiramente digna do homem, ser dinâmico e relacional: por conseguinte não é rígida nem monolítica, mas aberta aos desafios e sensível às mudanças culturais; não é autorreferencial nem isoladora, mas atenta à história e à cultura alheia; não é estática, mas indagadora, para abraçar aspetos diversos e essenciais da única humanidade a que pertencemos. Isto permite, de modo particular, entrar no cerne dos problemas sem se presumir ter a solução e resolver de forma simplicista problemas complexos, mas com a predisposição a viver a crise sem ceder à lógica do conflito. Enquanto a lógica do conflito sempre nos leva à destruição, a crise ajuda-nos a pensar e amadurecer. De facto, é indigno da mente humana crer que as razões da força prevalecem sobre a força da razão, usar métodos do passado para as questões presentes, aplicar os esquemas da técnica e da conveniência à história e à cultura do homem. Isto requer questionar-se, entrar em crise e saber dialogar com paciência, respeito e espírito de escuta; aprender a história e a cultura alheia. Assim se educa a mente do homem, alimentando a compreensão recíproca. Porque não basta dizer que somos tolerantes, é preciso abrir verdadeiramente espaço ao outro, dar-lhe direitos e oportunidades. É uma mentalidade que começa com a educação e que as religiões são chamadas a apoiar.


Concretamente, quero destacar três urgências educativas. Em primeiro lugar, o reconhecimento da mulher na esfera pública: reconhecer o seu direito «à instrução, ao trabalho, ao exercício dos seus direitos políticos» (Documento sobre a Fraternidade Humana). Nisto, como noutras áreas, a educação é o caminho para se emancipar de resquícios históricos e sociais contrários àquele espírito de solidariedade fraterna que deve caraterizar quem adora a Deus e ama o próximo.


Em segundo lugar, «a tutela dos direitos fundamentais das crianças» (Ibidem), para que cresçam instruídas, assistidas, acompanhadas, não condenadas a viver nos mordimentos da fome e nos remordimentos da violência. Eduquemos – e eduquemo-nos – para olhar as crises, os problemas, as guerras com os olhos das crianças: não é ingénua bonacheirice, mas sabedoria clarividente, porque só pensando nelas é que o progresso se espelhará, não no lucro, mas na inocência e contribuirá para construir um futuro à medida do homem.


A educação, que tem início no seio da família, continua no contexto da comunidade, da aldeia ou da cidade. Por isso tenho a peito sublinhar, em terceiro lugar, a educação para a cidadania, para viver juntos, no respeito e na legalidade. E, em particular, a importância do «conceito de cidadania», que «se baseia na igualdade dos direitos e dos deveres». É preciso empenhar-se nisto, para que se possa «estabelecer nas nossas sociedades o conceito da cidadania plena e renunciar ao uso discriminatório do termo minorias, que traz consigo as sementes do isolamento e da inferioridade, prepara o terreno para as hostilidades e a discórdia e retira as conquistas e os direitos religiosos e civis de alguns cidadãos, discriminando-os» (Ibidem).


E chegamos, assim, ao último dos três desafios: aquele que diz respeito à ação, poder-se-ia dizer às forças do homem. A Declaração do Reino do Bahrein ensina que, «quando se prega ódio, violência e discórdia, profana-se o nome de Deus». Quem é religioso recusa-se a fazê-lo, sem precisar de qualquer justificação. Com vigor, diz «não» à blasfémia da guerra e ao uso da violência. E estes «nãos», tradu-los coerentemente na prática. Com efeito não basta dizer que uma religião é pacífica, é preciso condenar e isolar os violentos que abusam do seu nome. E não basta sequer distanciar-se da intolerância e do extremismo, é preciso agir em sentido contrário. «Por isso, é necessário interromper o apoio aos movimentos terroristas através do fornecimento de dinheiro, de armas, de planos ou justificações e também da cobertura mediática, e considerar tudo isto como crimes internacionais que ameaçam a segurança e a paz mundial. É preciso condenar tal terrorismo em todas as suas formas e manifestações» (Documento sobre a Fraternidade Humana), incluindo o terrorismo ideológico.


O homem religioso, o homem de paz, opõe-se também à corrida ao rearmamento, aos negócios da guerra, ao mercado da morte. Não sustenta «alianças contra ninguém», mas caminhos de encontro com todos: sem ceder a relativismos ou sincretismos de qualquer espécie, segue apenas uma estrada, a da fraternidade, do diálogo, da paz. Estes são os seus «sins». Percorramos, queridos amigos, este caminho: alarguemos o coração ao irmão, avancemos no percurso de conhecimento recíproco. Estreitemos entre nós laços mais fortes, sem duplicidade nem medo, em nome do Criador que nos colocou juntos no mundo como guardiões dos irmãos e das irmãs. E, se vários poderosos negoceiam entre si por interesses, dinheiro e estratégias de poder, demonstremos que é possível outro caminho de encontro; possível e necessário, porque a força, as armas e o dinheiro nunca colorirão de paz o futuro. Portanto encontremo-nos para o bem do homem e em nome d’Aquele que ama o homem, cujo Nome é Paz. Promovamos iniciativas concretas, para que o caminho das grandes religiões seja cada vez mais concreto e constante, seja consciência de paz para o mundo! E aqui dirijo a todos o meu veemente apelo a fim de que se ponha fim à guerra na Ucrânia e se dê início a sérias negociações de paz.


O Criador convida-nos a agir, especialmente a favor de tantas criaturas d’Ele que ainda não encontram espaço suficiente nas agendas dos poderosos: pobres, nascituros, idosos, doentes, migrantes... Se nós, que acreditamos no Deus da misericórdia, não prestamos ouvidos aos miseráveis e não damos voz àqueles que a não tèm, quem o fará? Estejamos do seu lado, esforcemo-nos por socorrer o homem ferido e provado! Assim fazendo, atrairemos sobre o mundo a bênção do Altíssimo. Que Ele ilumine os nossos passos e una os nossos corações, as nossas mentes e as nossas forças (cf. Mc 12, 30), para que, à adoração de Deus, corresponda o amor concreto e fraterno do próximo; para sermos, juntos, profetas da convivência, artesãos de unidade, construtores de paz. Obrigado!

 

[1] «O Ocidente poderia encontrar na civilização do Oriente remédios para algumas das suas doenças espirituais e religiosas causadas pelo domínio do materialismo. E o Oriente poderia encontrar na civilização do Ocidente tantos elementos que o podem ajudar a salvar-se da fragilidade, da divisão, do conflito e do declínio científico, técnico e cultural. É importante prestar atenção às diferenças religiosas, culturais e históricas que são uma componente essencial na formação da personalidade, da cultura e da civilização oriental; e é importante consolidar os direitos humanos gerais e comuns, para ajudar a garantir uma vida digna para todos os homens no Oriente e no Ocidente» (Sua Santidade Papa Francisco e Grande Imã de Al-Azhar Ahmad Al-Tayyeb, Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Convivência Comum, 04/II/2019).


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Hoje é celebrado são Carlos Borromeu, patrono de são João Paulo II

 


REDAÇÃO CENTRAL, 04 Nov. 22 / 05:00 am (ACI).- Hoje (4), a Igreja celebra são Carlos Borromeu, o santo padroeiro de são João Paulo II e muito ligado à vida do pontífice polonês. Conheça a história do valente são Carlos, que também é padroeiro dos catequistas e seminaristas.

São Carlos Borromeu nasceu na Itália em 1538, em uma família muito rica. Era sobrinho do papa Pio IV e ocupou altos cargos eclesiásticos, chegando a ser arcebispo de Milão e Cardeal.

Sua participação no Concílio de Trento foi a chave para este chegar a um término, no qual foram aprovados muitos decretos dogmáticos e disciplinares.

São Carlos se preocupou bastante com a formação dos sacerdotes. Destituiu alguns presbíteros indignos e os substituiu por pessoas que restauraram a fé e os costumes do povo.

A vida de são Carlos Borromeu correu grave perigo quando a ordem religiosa dos Humiliati, que possuía muitos mosteiros, terras e membros corrompidos, tentou desprestigiá-lo para que o papa anulasse as disposições do santo. Não alcançando este objetivo, três priores da ordem armaram um complô para matá-lo.

Jerónimo Donati, um mau sacerdote da ordem, aceitou assassiná-lo por 20 moedas de ouro e disparou contra ele quando estava rezando na capela de sua casa, mas a bala só tocou a roupa e o manto do Cardeal.

Quando se propagou em Milão uma terrível peste, são Carlos se dedicou aos cuidados dos enfermos. Como seu clero não era o suficiente para atender as vítimas, pediu ajuda aos superiores das comunidades religiosas e imediatamente muitos religiosos se ofereceram como voluntários.

Borromeu não se contentou em rezar e atender pessoalmente os moribundos, mas também esgotou seus recursos para ajudar os necessitados e contraiu grandes dívidas.

Foi amigo de são Francisco de Borja, são Felipe Neri, são Pio V, são Félix de Cantalício, santo André Avelino e muitos outros. Chegou inclusive a dar a primeira comunhão ao adolescente são Luís Gonzaga.

Morreu no dia 4 de novembro de 1584, sendo pobre e dizendo: “Já vou, Senhor, já vou”.


São Carlos Borromeu e são João Paulo II

Embora tenham vivido em épocas diferentes, os dois estão unidos por ter histórias parecidas que o próprio são João Paulo II ressaltou em sua audiência de 4 de novembro de 1981.

A primeira semelhança está no nome. “Karol” Wojtyla em português é “Carlos”, nome com o qual João Paulo II foi batizado, estando sob a proteção do santo para crescer na missão de ser filho adotivo de Deus.

“Eis o papel que São Carlos desempenha na minha vida e na vida de todos aqueles que usam o seu nome”, disse.

A segunda semelhança é em uma arma. Assim como tentaram acabar com a vida do arcebispo de Milão, no século XVI, o papa peregrino enfatizou que o atentado que sofreu em maio de 1981 tinha lhe permitido “olhar para a vida de modo novo: esta vida cujo início anda unido à memória dos meus pais e ao mesmo tempo ao mistério do batismo e com o nome de são Carlos Borromeu”, assinalou.

O terceiro fato parecido está nos Concílios. São Borromeu participou no Concílio de Trento e são João Paulo II fez o mesmo no Vaticano II. Como seu padroeiro, o santo do século XX também introduziu os ensinamentos do Concílio em sua própria arquidiocese.

Por último, está o amor pelos pobres e os doentes. João Paulo II é lembrado por visitar os mais necessitados e Borromeu não hesitou em ajudar pessoalmente os afetados pela praga.

Diz-se que são Carlos Borromeu era tão amado em Milão que quase ninguém dormiu na noite em que ele agonizava. E João Paulo II manteve o mundo em oração antes de morrer.

“Olhando para a minha vida na perspectiva do batismo, olhando através do exemplo de são Carlos Borromeu, agradeço a todos os que, hoje, em todo o período passado e continuamente ainda agora, me sustentam com a oração e por vezes também com grande sacrifício pessoal”, disse naquela ocasião o santo polonês.


(acidigital)

Laudes da Memória de São Carlos Borromeu, bispo

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

LIVE: Pope Francis arrives in Bahrain for a four-day visit

Semana do Papa Francisco, Procissão dos Símbolos da JMJ em Setúbal, Elei...

A CAUSA DA EVASÃO DE PESSOAS DA IGREJA | Cortes do SantoFlow Podcast

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Papa Francisco deixa Roma rumo ao Bahrein


VATICANO, 03 Nov. 22 / 08:53 am (ACI).- O papa Francisco saiu de Roma hoje (13) às 9h46 (5h46 no horário de Brasília) e está voando para o Bahrein, país do Golfo Pérsico onde fica até domingo (6).

É a 39ª viagem apostólica do papa Francisco. Após um voo de 5 horas, ele pousará na base aérea de Sakhir, na cidade de Awali, onde acontecerá a recepção oficial.

Por causa dos problemas no joelho, o papa não subiu as escadas do avião, mas foi transportado em cadeira de rodas por um elevador, como fez em viagens recentes.

Segundo o papa Francisco, esta "será uma visita em nome do diálogo: participarei de um fórum que tematiza a necessidade imprescindível de que o Oriente e o Ocidente se encontrem cada vez mais para o bem da convivência humana. Terei a oportunidade de conversar com representantes religiosos, especialmente muçulmanos”.

Por isso, Francisco pediu a todos os fiéis que o acompanhem com a oração, "para que cada encontro e evento possa ser uma ocasião fecunda para apoiar, em nome de Deus, a causa da fraternidade e da paz, de que nossos tempos têm extrema e urgente necessidade”.


(acidigital)

Hoje é celebrado são Martinho de Lima, o santo da vassoura

 


REDAÇÃO CENTRAL, 03 Nov. 22 / 05:00 am (ACI).- “Eu te medico, Deus te cura”, costumava dizer são Martinho de Lima (ou são Martinho de Porres), o santo da vassoura e padroeiro dos barbeiros, dos grandes senhores e homens simples que acodem a ele em busca de sua ajuda. Sua festa é celebrada hoje (3).

São Martinho nasceu em Lima, em 1579. Desde a infância, sentiu a predileção pelos enfermos e os pobres. Aprendeu o ofício de barbeiro e algo sobre medicina. Aos 15 anos, pediu para ser admitido como terciário no convento dos dominicanos.

Em seu serviço como enfermeiro, não fazia diferença entre pobres e aqueles que tinham mais, embora tivesse que passar por experiências de incompreensão e inveja. Em 1603, fez a profissão religiosa.

Com a ajuda de Deus, realizava alguns milagres de curas instantâneas ou, em algumas ocasiões, bastava a sua presença para que os doentes terminais começassem a se recuperar. Alguns o viram entrar e sair de recintos com as portas fechadas, enquanto outros asseguram tê-lo visto em dois lugares diferentes ao mesmo tempo.

Era tão grande o carinho e a admiração que tinham pelo humilde frei Martinho, que até o vice-rei daquela época foi visitá-lo no seu leito de morte para beijar sua mão. Morreu em 3 de novembro de 1639, beijando o crucifixo com grande alegria.

São Martinho é recordado com a vassoura, que é o símbolo de seu humilde serviço. Por isso, são João XXIII, ao canonizá-lo em 1962, disse: “Que o exemplo de Martinho ensine a muitos como é feliz e maravilhoso seguir os passos e obedecer aos mandamentos divinos de Cristo!”.


(acidigital)