sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Hoje é celebrado são Martinho de Lima, o santo da vassoura





Por Redação central



“Eu te medico, Deus te cura”, costumava dizer são Martinho de Lima (ou são Martinho de Porres), o santo da vassoura e padroeiro dos barbeiros, dos grandes senhores e homens simples que acodem a ele em busca de sua ajuda. Sua festa é celebrada hoje (3).

São Martinho nasceu em Lima, em 1579. Desde a infância, sentiu a predileção pelos enfermos e os pobres. Aprendeu o ofício de barbeiro e algo sobre medicina. Aos 15 anos, pediu para ser admitido como terciário no convento dos dominicanos.

Em seu serviço como enfermeiro, não fazia diferença entre pobres e aqueles que tinham mais, embora tivesse que passar por experiências de incompreensão e inveja. Em 1603, fez a profissão religiosa.

Com a ajuda de Deus, realizava alguns milagres de curas instantâneas ou, em algumas ocasiões, bastava a sua presença para que os doentes terminais começassem a se recuperar. Alguns o viram entrar e sair de recintos com as portas fechadas, enquanto outros asseguram tê-lo visto em dois lugares diferentes ao mesmo tempo.

Era tão grande o carinho e a admiração que tinham pelo humilde frei Martinho, que até o vice-rei daquela época foi visitá-lo no seu leito de morte para beijar sua mão. Morreu em 3 de novembro de 1639, beijando o crucifixo com grande alegria.

São Martinho é recordado com a vassoura, que é o símbolo de seu humilde serviço. Por isso, são João XXIII, ao canonizá-lo em 1962, disse: “Que o exemplo de Martinho ensine a muitos como é feliz e maravilhoso seguir os passos e obedecer aos mandamentos divinos de Cristo!”.

(acidigital)

Laudes de Sexta-feira da 30ª Semana do Tempo Comum

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Esconde-me no oculto da tua tenda (Raul Vianna).

Comemoração dos Fiéis Defuntos


A morte não é um salto no vazio, mas para os braços de Deus: 

é o encontro pessoal com Ele, para habitar com Ele no amor e na alegria da sua amizade.

 



Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist. 

- Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


No dia 2 de novembro a Igreja nos convida, com insistência, a rezar e oferecer sufrágios pelos fiéis defuntos do Purgatório. Com esses nossos irmãos, que “também, participaram da fragilidade própria de todo o ser humano, sentimos o dever – que é ao mesmo tempo uma necessidade do coração – de oferecer-lhes a ajuda afetuosa da nossa oração, a fim de que qualquer eventual resíduo de debilidade humana, que ainda possa adiar o seu encontro feliz com Deus, seja definitivamente apagado” (São João Paulo II, no Cemitério em Madri, 2/11/1982).

Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11, 24). Em outra passagem Ele disse: “Todo aquele que crê em mim não morrerá para sempre” (Jo 11, 26). Na verdade, Jesus está dizendo que não nascemos para morrer. Mas sim, morremos para viver. A morte, para os que têm fé, não interrompe a vida. Não é ‘passageira ilusão’. Não é a destruição da vida, mas é o encontro com a plenitude da vida que está em Deus.

Deus nos criou para a vida plena e não para a morte. Na verdade, as pessoas que morrem no Senhor vão para um lugar bem melhor do que o nosso. Elas descansam para sempre na paz, na alegria, no convívio dos anjos, dos santos, na plena e eterna felicidade que só encontramos na comunhão com Deus.

O que perpassa todos os textos bíblicos da Comemoração dos Fiéis Defuntos é a esperança da vida que nasce da morte, a partir do mistério pascal de Cristo Jesus. Em Cristo Jesus abre-se uma nova perspectiva, em que a morte já não é mais o fim fatídico e desesperador, mas a passagem para uma realidade nova de plenitude de vida em Deus.

A fé no Cristo ressuscitado transforma a vida do cristão. A morte já não é mais o fim de todas as coisas. Ela é, antes, uma porta, uma passagem para uma realidade nova. O Cristo vivo garante a vida para sempre (Cf. Jó 19, 1.23-27; Rm 5, 5-11; Jo 6, 37-40). A morte será eliminada definitivamente em Cristo Jesus (Cf. Is 25, 6-9; Rm 8, 14-23; Mt 25, 31-46). A Igreja vive a esperança da glória em Cristo Jesus (Cf. Sb 3, 1-9; Ap 21, 1-7; Mt 5, 1-12).

A morte não é um salto no vazio, mas para os braços de Deus: é o encontro pessoal com Ele, para habitar com Ele no amor e na alegria da sua amizade.

O cristão autêntico não teme, por isso, a morte; pelo contrário: considerando que, enquanto vivemos na terra “vivemos longe do Senhor”, repete São Paulo: “desejamos sair deste corpo para habitar com o Senhor” (2Cor 5, 6.8). Não se trata de exaltar a morte, mas considerá-la como realmente é no projeto de Deus: o nascimento para a vida eterna.

Devemos lembrar que a vida eterna começa aqui e agora. Quem vive com Deus neste mundo viverá com Ele eternamente. Quem tem Cristo na sua vida, vai tê-lo na outra vida. Quem vive no amor e na harmonia com seus irmãos, continuará na outra vida na plenitude do amor. Quem vive uma vida reconciliada e pacificada com seus irmãos, também continuará na outra vida na perfeita reconciliação. Por isso, a hora de amar, de perdoar, de servir, de espalhar o bem é agora. Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje, pois o amanhã pode não acontecer!

No momento do encontro final com Deus, de nada vale o dinheiro, o sucesso, o prestígio, a beleza, a fama e tantas outras coisas. Porém, o que conta são nossas boas obras e a retidão do agir. Levaremos, em nossa bagagem, o bem que realizamos ao longo da vida, sobretudo para os mais pobres.

Pois assim nos diz a divina sentença: “Vinde, benditos do meu Pai, recebei por herança o reino preparado para vós desde a fundação do mundo. Pois tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Estive nu e me vestistes” (Mt 25, 34). Esta passagem bíblica nos revela que o critério para o nosso julgamento será o exercício do amor e da caridade para o próximo, sobretudo os excluídos, que são os mais pobres entre os pobres.

Nesse dia da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos devemos – com grande fé e devoção na vida eterna – visitar os túmulos de nossos parentes, amigos e benfeitores. Rezando o rosário pelos cemitérios, vamos meditando sobre os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Finados – e todo o período de 1º a 8 de novembro – é momento de união da Igreja Militante com a Igreja Padecente, oferecendo os sufrágios necessários para aliviar as almas que estão no Purgatório.

Nestes dias de recolhimento e de repensar a nossa própria vida devemos valorizar o exame de consciência para abandonar o pecado e viver uma vida na graça de Deus, porque vivermos e sermos santos é a nossa vocação.

Para nós, cristãos, a morte, que era como uma caverna escura, sem saída, tornou-se um túnel, cujo final é luminoso. Isto mesmo: Cristo arrombou as portas da morte! Ela se tornou apenas uma passagem, um caminho para a nossa Páscoa, nossa passagem deste mundo para o Pai: “Ainda que eu passe pelo vale da morte, nenhum mal temerei, porque está comigo”. Assim, o Dia de Finados é uma excelente data para rezar pelos nossos irmãos já falecidos, mas também para pensarmos na nossa morte e na nossa vida, pois ‘tal vida, tal morte’.

(vaticannews)

Santa Missa pelos fiéis defuntos 02 de novembro de 2023 Papa Francisco

Levanto os meus olhos para os montes SALMO 121 120

Homilia Diária | A necessidade de rezar pelos falecidos (Comemoração de ...

Hoje a Igreja recorda os Fiéis Defuntos





Por Redação central


2 de nov de 2023 às 05:00

Após comemorar a solenidade de Todos os Santos, os católicos celebram hoje (2) os fiéis defuntos, recordando todos aqueles que já deixaram este mundo.

A celebração dos fiéis defuntos é oferecida, em particular, pelas almas do purgatório, onde estão para expiar os pecados veniais ou para satisfazer a pena temporal devida aos seus pecados.

O Catecismo da Igreja Católica recorda que os que morrem em graça e amizade de Deus, mas não perfeitamente purificados, passam depois de sua morte por um processo de purificação, para obter a completa formosura de sua alma.

A Igreja chama de purgatório essa purificação e, para falar que será como um fogo purificador, apoia-se na frase de são Paulo: “A obra de cada um aparecerá. O dia (do julgamento) demonstra-lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um”. (1Cor 3, 13).

Por isso, os fiéis na terra podem ajudar as almas do purgatório pelas orações, esmolas e especialmente pelo sacrifício da missa, para que possam ir para o céu em breve.

A prática de rezar pelos defuntos é extremamente antiga. O segundo livro dos Macabeus no Antigo Testamento diz: “Eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas” (2Mac 12, 46).

Seguindo esta tradição, a Igreja desde os primeiros séculos, tem o costume de rezar pelos defuntos.

São Gregório Magno diz: “Se Jesus Cristo disse que há faltas que não serão perdoadas nem neste mundo nem no outro, é sinal de que há faltas que sim são perdoadas no outro mundo. Para que Deus perdoe os defuntos das faltas veniais que tinham sem perdoar no momento de sua morte, para isso oferecemos missas, orações e esmolas por seu eterno descanso”.

Sobre a oração pelos defuntos, também são Francisco de Sales dizia: “Vós que chorais inconsoláveis a perda de vossos entes queridos, eu não vos proíbo de chorar, não. Mas, procurai adoçar vossas lágrimas com o suave bálsamo da oração, que pode concorrer para as aliviar”.

O próprio Jesus, certa vez, dirigiu a santa Gertrudes as seguintes palavras: “Muitíssimo grata me é a oração pelas almas do purgatório, porque por ela tenho ocasião de libertá-las das suas penas e introduzi-las na glória eterna”.

O Senhor prometeu à santa que seriam libertas mil almas do purgatório cada vez que esta oração fosse rezada com fervor:

“Eterno Pai, ofereço o Preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as missas que hoje são celebradas em todo o mundo, por todas as santas almas do purgatório, pelos pecadores, em todos os lugares, pelos pecadores, na Igreja Universal, pelos da minha casa e meus vizinhos. Amém”. 

(acidigital)

Laudes da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Amém, Amém, Amém - Apocalipse 7, 12-14

Solenidade do Dia de Todos os Santos (Eucaristia)(1/11/2023, 6:00pm)

Dia de Todos os Santos

 


Celebramos três momentos de santidade: 

o momento passado, o momento presente e o momento futuro.


Padre Cesar Augusto, SJ – Vatican News


«Fomos criados à imagem do Santo, isto é, de Deus. Sendo assim nosso modo de ser e de pensar é afinado com o modo de pensar e de agir de Deus. O contrário é aberração, é antinatural. A natureza humana foi feita para receber a divina.
Ouça e compartilhe

Quando falamos de santos, estamos tendo como referencial o Santo, Deus. É santa aquela pessoa que amou, que fez o bem, que foi feliz. Exatamente por isso soube perdoar, interessou-se pelos demais. Podemos ter como ideário dos santos as Bem-Aventuranças. Viveram seu agir especialmente a partir dos valores apontados nesse discurso de Jesus.

Celebramos três momentos de santidade: o momento passado, o momento presente e o momento futuro.

A Santidade do tempo presente é medida pela vivência das Bem-Aventuranças. Por isso hoje é nosso dia também, dia daqueles que tem em cada uma das bem-aventuranças de Jesus os mandamentos de seu dia a dia.

Quando homenageamos alguém e o intitulamos santo, queremos reconhecer nele a ação da Graça Divina que se concretizou na configuração da imagem do Criador nessa criatura.

E nossa devoção vai muito além do que colocar flores e acender velas. Nossa devoção será imitar suas virtudes, seu testemunho de seguir Jesus Cristo.

Pouco importa a época em que tenham vivido e qual a vocação que Deus lhes tenha dado. Importa como viveram, como responderam aos chamados, como enfrentaram as dificuldades, como superaram seus próprios limites, como vivenciaram a fé, a esperança e o amor.

Fomos feitos à imagem do Santo, para sermos santos: “Sede santos porque eu sou Santo!”» (Lev 11, 44).

Angelus 01 de novembro de 2023 Papa Francisco

Hoje é celebrada a solenidade de Todos os Santos


Por Redação central



Hoje (1º), a Igreja Católica se enche de alegria ao celebrar a solenidade de Todos os Santos, os que foram e os que não foram canonizados, mas que, com sua vida, são exemplo de que a santidade é possível.
Diz o Catecismo da Igreja Católica: “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ (Mt 5,48)”.

Cada cristão carrega dentro de si o dom da santidade dado por Deus, como diz a Carta de São Paulo aos Efésios: “Deus nos escolheu em Cristo, antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos” (Ef 1,4).

O culto aos santos por parte dos cristãos remonta aos primeiros séculos, começando pelos mártires. Ao viver essa tradição, a Igreja convida cada um a contemplar essas pessoas, exemplos de fé, esperança e caridade, e lançar o olhar ao Alto.

“Hoje estamos imersos com o nosso espírito entre esta grande multidão de santos, de salvos, os quais, a partir do ‘justo Abel’, até a quem neste momento talvez esteja a morrer em qualquer parte do mundo, nos fazem coroa, nos dão coragem, e cantam todos juntos um poderoso coro de glória Aquele a quem os Salmistas chamam justamente ‘o Deus meu Salvador’ e ‘o Deus que é a minha alegria e o meu júbilo’”, afirmou são João Paulo II em uma data como esta de 1980.

A Solenidade de Todos os Santos foi instaurada como consequência da grande perseguição do imperador Diocleciano, no princípio do século IV, pela grande quantidade de mártires causados pelo poder romano.

O papa Gregório III a fixou para 1º de novembro no século VIII, como resposta à celebração pagã do “Samhain” ou ano novo celta, celebrada na noite de 31 de outubro. Mais tarde, Gregório IV estenderia esta festividade a toda a Igreja.

A Solenidade de Todos os Santos antecede o Dia de Finados, 2 de novembro, data que recorda aqueles que já estão salvos, mas que ainda precisam ser purificados.

Ao celebrar esta data em 2014, o papa Francisco indicou como devem ser vividos esses dois dias: com esperança, seguindo os exemplos dos santos.

“Esta é a esperança que não cria desilusão. Hoje e amanhã são dias de esperança. A esperança é como o fermento que faz ampliar a alma. Mas também existem momentos difíceis na vida, mas com a esperança, a alma vai adiante. Olha o que te espera”, disse. 

acidigital


Laudes de Quarta-feira da 30ª Semana do Tempo Comum