segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
domingo, 28 de dezembro de 2025
Fechada a Porta Santa da Basílica de São Paulo. Harvey: a esperança não foge das crises do mundo
Edoardo Giribaldi – Vatican News
A esperança cristã não foge das guerras, das crises, das injustiças e da desorientação que o mundo vive hoje. Foi o que disse o arcipreste da Basílica Papal de São Paulo Fora dos Muros, cardeal James Michael Harvey, em sua homilia durante a celebração eucarística com o rito de fechamento da Porta Santa, presidida na manhã deste domingo, 28 de dezembro. Evadir, fugir da realidade das próprias limitações e imperfeições, da história coletiva ferida de hoje, ou permanecer, acorrentado em suas próprias prisões internas, permitindo que a resignação se torne hábito e, depois, ferida. Dois movimentos opostos e complementares, como a abertura e o fechamento de uma Porta Santa. Contudo, nestes dois últimos, preservamos a memória de uma misericórdia que não se consome, de uma "salvação já doada" que, uma vez inserida na história, torna-se semente capaz de germinar sem murchar. Este é o horizonte de significado evocado pelo cardeal.
Paz e a única esperança
O sol alto acima da estátua de São Paulo, no centro do quadripórtico da Basílica, aquece os fiéis reunidos, amenizando as temperaturas gélidas do inverno. A Porta Santa está situada à direita da fachada, sob cuja cruz encontra-se a inscrição "Spes unica". E "a única esperança", como o cardeal estadunidense lembrou na missa, reside na "Cruz de Cristo": uma esperança pascal que brota da doação incondicional de si e "floresce na nova vida da ressurreição". Em vez disso, a frase gravada na Porta Santa que acompanhou os peregrinos ao longo do ano — "Ad sacram Pauli cunctis venientibus aedem – sit pacis donum perpetuumque salus" — torna-se uma esperança constante de que o "dom da paz" possa realmente se espalhar em um mundo marcado por "guerras, crises, injustiças e confusão".
O fechamento da Porta Santa
O rito de fechamento foi marcado por um silêncio contemplativo que acompanhou o cardeal Harvey em direção à Porta Santa, cujos três painéis recordam os três anos preparatórios para o Ano Santo de 2000, encomendados por São João Paulo II e dedicados ao Pai, rico em misericórdia, ao Espírito Santo, principal agente da evangelização, e ao Filho Redentor. O cardeal ajoelhou-se diante da Porta Santa e, após alguns momentos de reflexão em oração, a fechou.
Esperança em meio às “dificuldades da vida”
“A misericórdia de Deus permanece sempre aberta”, disse o cardeal em sua homilia. Ele convidou a prosseguir no caminho de “conversão e esperança” inspirado pelo Ano Santo. No lugar confiado à memória de São Paulo, as palavras da Carta aos Romanos ressoam com particular força: “a esperança não decepciona”, que acompanharam todo o Jubileu. Um “lema” que é muito mais do que isso: uma verdadeira “profissão de fé”. O Apóstolo dos Gentios, de fato, confia essas palavras à história consciente das “dificuldades da vida”, tendo experimentado a prisão, a perseguição e o “aparente fracasso”. Contudo, a esperança não desfalece, porque não se fundamenta em frágeis capacidades humanas, mas “no amor fiel de Deus”.
Entrar no espaço da misericórdia
A Porta Santa não é, portanto, um mero limiar material, mas um pórtico a ser atravessado, deixando para trás "o que pesa no coração" para entrar "no espaço da misericórdia". Atravessá-la significa, acrescentou o cardeal arcipreste, renunciar a toda "pretensão de autossuficiência" e confiar-se humildemente "Naquele que pode dar sentido pleno às nossas vidas". O pórtico também está ligado à caminhada penitencial, como um lugar "de reentrada na comunhão" e "um sinal do retorno à casa do Pai". Um gesto que, ao longo dos anos, não perdeu sua força simbólica: "Deus nunca fecha a porta ao homem; é o homem que é chamado a atravessá-la".
Aguardar a salvação já doada
A esperança, mas também a fé e a caridade, foram definidas pelo Papa Francisco como o "coração da vida cristã". A virtude associada ao Jubileu de 2025, afirmou o cardeal Harvey, vai muito além do "otimismo ingênuo" e de qualquer "fuga da realidade". Como ele mesmo recordou por ocasião da abertura da Porta Santa, em 5 de janeiro passado, não se trata de uma "palavra vazia" ou de um "vago desejo de que as coisas deem certo". Esperar significa aguardar com confiança a "salvação já doada" e ainda a caminho para a sua realização. Uma realização que se desdobra na história da humanidade, a ser percorrida com o olhar "fixo em Cristo", enfrentando a dor na certeza de que "a última palavra pertence à vida e à salvação".
A coragem de descer na profundidade, livre das correntes
A esperança, portanto, está longe de ser abstrata, transmitida através da "conversão do coração" e da experiência libertadora do perdão vivida no sacramento da Reconciliação. O Papa Francisco insistiu nesse aspecto, e seu sucessor, Leão XIV, retomou-o, como lembrou Harvey, explicando que a esperança se alimenta da coragem de "descer na profundidade", cavando "sob a superfície da realidade" e rompendo a "crosta da resignação". Uma virtude frágil, mas com imenso potencial: o de "mudar o mundo".
O cardeal evocou mais uma vez a figura de São Paulo, que, tendo experimentado a sua própria fraqueza, afirmou na Segunda Carta aos Coríntios que foi precisamente dela, através do seu encontro com Cristo, que tirou a sua força. As correntes das prisões em que esteve confinado — de Filipos a Jerusalém, de Cesareia a Roma — não sufocaram o seu anseio de confiança, consolação e esperança. "Nenhuma prisão pode extinguir a liberdade interior de quem vive em Cristo."
A maior esperança
À esperança, recordou o cardeal Arcipreste, o Papa Bento XVI dedicou a Encíclica Spe Salvi, na qual enfatizou como o homem precisa de "muitas esperanças" para iluminar o seu caminho: pequenas e grandes, mas todas convergindo para a única grande esperança, o próprio Deus, na sua "face humana", manifestada como uma "realidade viva e presente" que abraça toda a história da humanidade. Um amor que sustenta a perseverança na vida quotidiana, mesmo num mundo marcado pela "imperfeição e limitação", porque garante a existência daquilo que o homem deseja em última instância: "A vida que é verdadeiramente vida".
A responsabilidade do peregrino
Passar pela Porta Santa torna-se, assim, um convite a "voltar ao mundo", testemunhando o dom recebido no ordinário. Um caminho tanto interior quanto concreto, que começa com o reconhecimento das próprias limitações e da "incompletude do olhar", confiando-se à orientação do Senhor. Um processo passo a passo, como na oração, na confiança de que cada passo é suficiente. Cada peregrino, enfatizou Harvey, carrega consigo a responsabilidade de ser uma testemunha crível do que recebeu, um "sinal humilde, porém luminoso, da presença de Deus" num mundo marcado por "divisões e medo".
As portas abertas do coração
Um fardo que os santos assumiram, permanecendo fiéis ao seu lugar na história e vivendo a esperança da vida cotidiana, como a Sagrada Família de Jesus, Maria e José, lembrada na liturgia de hoje: uma vida comum de trabalho silencioso, "cuidado recíproco" e escuta da vontade de Deus nas dobras da existência. Gestos repetidos com amor e, portanto, capazes de brilhar, sustentados por uma confiança que "persevera mesmo na escuridão". "Com o fechamento da Porta Santa", disse o cardeal, "que a porta da fé, da caridade e da esperança permaneça aberta em nossos corações. Que a porta da missão permaneça aberta, porque o mundo precisa de Cristo."
A Porta Santa da Basílica de São Paulo Fora dos Muros foi a terceira basílica papal a ser fechada. A primeira foi a de Santa Maria Maior, no dia de Natal. Na manhã de sábado, 27 de dezembro, foi a vez de São João de Latrão. Leão XIV fechará a Porta Santa da Basílica de São Pedro em 6 de janeiro, Solenidade da Epifania do Senhor.
Angelus 28 de dezembro de 2025 - Papa Leão XIV
FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ
PAPA LEÃO XIV
ANGELUS
Praça São Pedro
Domingo, 28 de dezembro de 2025
Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Hoje celebramos a Festa da Sagrada Família e a Liturgia apresenta-nos a narração da “fuga para o Egito” (cf. Mt 2, 13-15.19-23).
É um momento de provação para Jesus, Maria e José. Com efeito, no contexto luminoso do Natal, projeta-se, quase inesperadamente, a sombra inquietante de uma ameaça mortal, que tem a sua origem na vida atormentada de Herodes, um homem cruel e sanguinário, temido pela sua brutalidade e, precisamente por isso, profundamente só e obcecado pelo medo de ser destronado. Quando, através dos Magos, toma conhecimento que nasceu o “rei dos Judeus” (cf. Mt 2, 2), sentindo-se ameaçado no seu poder, decreta a morte de todas as crianças com a idade correspondente à de Jesus. Deus está a realizar, no seu reino, o maior milagre da história, no qual se cumprem todas as antigas promessas de salvação; porém, cego pelo medo de perder o trono, as suas riquezas e os seus privilégios, ele não consegue ver isso. Em Belém, há luz e alegria: alguns pastores receberam o anúncio celestial e, diante do presépio, glorificaram a Deus (cf. Lc 2, 8-20), mas nada disso consegue penetrar além das fortificações do palácio real, a não ser como um eco distorcido de uma ameaça, a ser sufocada com uma violência cega.
Não obstante, precisamente esta dureza de coração evidencia ainda mais o valor da presença e da missão da Sagrada Família que, no mundo despótico e ganancioso que o tirano representa, é o ninho e o berço da única resposta de salvação possível: a de Deus que, em total gratuidade, se doa aos homens sem reservas nem pretensões. E o gesto de José que, obediente à voz do Senhor, põe a salvo a Esposa e o Menino, manifesta-se aqui em todo o seu significado redentor. Com efeito, no Egito, a chama do amor doméstico a que o Senhor confiou a sua presença no mundo cresce e ganha vigor para levar luz ao mundo inteiro.
Enquanto contemplamos este mistério com admiração e gratidão, pensamos nas nossas famílias e na luz que elas também podem trazer à sociedade em que vivemos. Infelizmente, o mundo sempre tem os seus “Herodes”, os seus mitos de sucesso a qualquer custo, de poder sem escrúpulos, de bem-estar vazio e superficial, e muitas vezes paga as consequências com solidão, desespero, divisões e conflitos. Não deixemos que estas miragens sufoquem a chama do amor nas famílias cristãs. Pelo contrário, conservemos nelas os valores do Evangelho: a oração, a frequência aos sacramentos – especialmente a Confissão e a Comunhão –, os afetos saudáveis, o diálogo sincero, a fidelidade, a concretude simples e bela das palavras e dos bons gestos de cada dia. Isso torná-las-á luz de esperança para os ambientes em que vivemos, escola de amor e instrumento de salvação nas mãos de Deus (cf. Francisco, Homilia na Missa pelo X Encontro Mundial das Famílias, 25 de junho de 2022).
Peçamos, então, ao Pai do Céu, por intercessão de Maria e São José, que abençoe as nossas famílias e as do mundo inteiro, para que, crescendo segundo o modelo da família do seu Filho feito homem, elas sejam para todos um sinal eficaz da sua presença e da sua caridade sem fim.
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Depois do Angelus:
Queridos irmãos e irmãs,
a todos vós, romanos e peregrinos de vários países, dirijo a minha calorosa saudação.
Em particular, saúdo as crianças de Clusone, Gerenzano e San Bartolomeo in Bosco, os crismandos de Adrara San Martino, os jovens e os acólitos de Brescia, os participantes na peregrinação dos pré-adolescentes da Unidade Pastoral de Sarezzo e os escuteiros de Treviso.
Saúdo também os educadores da Ação Católica de Limena e de Morciano di Romagna, os animadores do Oratório São Pio X de Portogruaro, o grupo de voluntários de Borgomanero, os fiéis de San Cataldo e Serradifalco e os membros da Pro Loco de Sant’Egídio de Monte Albino.
À luz do Natal do Senhor, continuemos a rezar pela paz. De modo particular, oremos hoje pelas famílias que sofrem devido à guerra, pelas crianças, pelos idosos e pelas pessoas mais frágeis. Confiemo-nos uns aos outros à intercessão da Sagrada Família de Nazaré.
Desejo a todos um bom domingo!
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Hoje é celebrada a festa da Sagrada Família
Sagrada Família | ACI DigitalPor Redação central
28 de dez de 2025 às 00:01
Hoje é celebrada a festa da Sagrada Família e a Igreja convida a contemplar José, Maria e o Menino Jesus como modelos para a vida cotidiana. Os três juntos, desde o início, tiveram de enfrentar perigos, privações e dificuldades. No entanto, a presença de Deus no meio deles fortaleceu o amor mútuo de tal forma que conseguiram sempre seguir em frente.
Como família santa — Jesus, Maria e José — eles são um reflexo da Trindade e um cenáculo no qual se compartilha o verdadeiro Amor.
Luz de esperança para as famílias de hoje
A festa da Sagrada Família, celebrada durante a Oitava de Natal, é um convite para aprofundar o sentido do amor familiar, para depois examinar a própria situação do lar e buscar os meios adequados para que cada membro, pai, mãe e filhos, se assemelhem cada vez mais às pessoas que compõem a Família de Nazaré. Em muitos casos, há ausências ou carências dentro de uma família, mas isso não significa que a Sagrada Família deixe de ser fonte de inspiração e modelo de amor. Todos nós estamos ou viemos de uma família.
Hoje, há perigos que ameaçam a família como instituição humana amada por Deus. É preciso estar alerta. A vida familiar não pode ser reduzida a problemas, dificuldades e desentendimentos. Essas coisas geralmente surgem por causa de nossas fragilidades e imperfeições, que devem ser encaradas como o que são: questões que podem ser superadas com amor, compreensão e perdão. Para isso, é preciso sempre contar com a graça de Deus.
“Estejam vigilantes” (Mc 13, 33ss)
As dificuldades mal assumidas, não enfrentadas ou resolvidas, obscurecem os valores transcendentais; e surge o risco de esquecer o fundamental. Mudemos de direção! Tenhamos presente que a família é sinal do “diálogo” entre Deus e o homem e, portanto, seus membros – pais e filhos – devem estar sempre abertos ao encontro com quem sustenta a vida familiar: Deus. Essa abertura deve ser vivida também com a Palavra de Deus e com o que a Igreja ensina sobre o casamento e a família. Trata-se de saber ouvir o outro e respeitar sua liberdade. Nunca se pode prescindir da oração familiar, porque ela sela e fortalece o vínculo entre os membros.
São João Paulo II — o grande promotor das Jornadas Mundiais da Família — recomendava muito a recitação do terço em família e repetia constantemente uma frase que deve ser lema para todos e, ao mesmo tempo, meta: “Família que reza unida, permanece unida”.
Cinco coisas que talvez não saiba sobre os Santos Inocentes
Por Redação central
28 de dez de 2025 às 01:00
No marco da festa dos Santos Inocentes, apresentamos cinco coisas que talvez não sabia sobre estes mártires, cujas mortes seguem repercutindo na sociedade de hoje, segundo artigo de padre Sergio Román, publicado no SIAME (Serviço Informativo da Arquidiocese do México).
A história
Herodes disse aos Magos do Oriente que ele estava muito interessado no rei que tinha acabado de nascer e pediu-lhes para informá-lo sobre este rei em seu retorno para também ir adorá-lo. A estrela guiou os Magos até a criança e, cumprida sua missão, voltaram para seus países de origem por outros caminhos, pois um anjo lhes avisou em sonhos que Herodes queria matar Jesus.
Desapontado com os Magos, Herodes mandou matar todas as crianças menores de dois anos com o desejo de acabar com aquele Rei nascido em Belém, que colocava em perigo seu próprio reinado. Um genocídio. A matança dos inocentes. A Igreja os recorda no dia 28 de dezembro, unidos aos Natal, porque eles não morreram por Cristo, mas no lugar de Cristo.
Herodes, o Grande!
Assim se fazia chamar aquele rei da Palestina, fantoche do Império Romano. Foi grande porque soube ganhar guerras e conquistar terras para o seu reino, mas também por seus crimes: casou-se com Mariana, filha do sumo sacerdote Hircano II. Temeroso de que desejavam o seu reino, mandou matar seu genro, José; Salomé; o sumo sacerdote Hircano II; sua esposa Mariana; os irmãos dela, Aristóbulo e Alexandra; seus próprios filhos, Aristóbulo, Alexander e Antipatro.
Quando ficou enfermo, mandou prender todos os personagens importantes de Jericó, com a ordem de que assim que morresse, matassem-nos a flechadas. Quando Herodes morreu, esta ordem não foi cumprida. Com esses dados, podemos compreender que para ele foi fácil mandar matar os Santos Inocentes. Quantos foram? Hoje, sabe-se que Belém não devia ter mais de mil habitantes e que a este número, provavelmente, corresponderia uma população de 20 meninos.
A gruta de Belém
Santa Helena, mãe do imperador Constantino, que deu paz aos cristãos no século IV, construiu uma Basílica sobre a gruta de Belém, onde o Menino Jesus nasceu. Essa Basílica, reconstruída, ainda existe e guarda em sua cripta a preciosa gruta onde uma estrela de prata marca o lugar do santo nascimento. “Aqui nascei Jesus Cristo de Maria, a Virgem”, diz a inscrição em latim.
A gruta de Belém é um sistema de cavernas que se estendem debaixo da antiga basílica e do templo católico de Santa Catarina. Em uma dessas cavernas foram encontrados restos de crianças enterradas. O primeiro pensamento foi que eram os restos dos Santos Inocentes, mas os caixões correspondiam a uma época muito posterior. De todo modo, essa caverna foi dedicada à memória dos Santos Inocentes.
Ain Karen
Ain Karen é uma cidade perto de Jerusalém. Segundo a tradição, é o lugar da “Visitação” e do nascimento de João Batista. Este era mais velho do que Jesus apenas seis meses e existe a lenda de que também ao ser vítima de Herodes. Perseguida por soldados assassinos, sua mãe Isabel buscou uma rocha no monte atrás da qual ocultou seu pequeno João antes que os soldados a alcançassem.
Quando os soldados a alcançaram, procuraram até atrás da rocha, mas não viram nada. Quando saíram, Isabel correu para buscar seu menino e descobriu que a rocha tinha aberto um espaço para dar lugar em seu interior ao pequeno perseguido e, assim, salvou João Batista. Na Basílica da Visitação, sobre o monte, guarda-se uma estranha rocha que recorda esta história.
Os santos inocentes de hoje
A celebração litúrgica deve nos recordar não apenas o fato histórico daquelas crianças assassinadas no lugar de Cristo, mas também o acontecimento diário de todos aqueles inocentes perseguidos e assassinados entre nós. Os humanos somos capazes de monstruosidades que nos envergonham.
Seguimos assassinando por motivos religiosos, políticos, econômicos e, cada vez que denunciamos um desses crimes, clamamos indignados “Nunca mais!”, para, em seguida, repetir a história. Não permaneçamos indiferentes ante esses genocídios, despertemos em nós a solidariedade e unamos nossas vozes e nossas ações às desses inocentes que seguem morrendo no lugar de Cristo.
(acidigital)
Hoje são celebrados os Santos Inocentes, crianças que morreram por Cristo
Santos Inocentes | ACI DigitalPor Redação central
28 de dez de 2025 às 00:15
“Ainda não falam e já confessam a Cristo. Ainda não podem mover os seus membros para travar batalha e já alcançam a palma da vitória”, disse uma vez são Quodvultdeus (século V) ao exortar os fiéis sobre os Santos Inocentes, as crianças que morreram por Cristo e cuja festa se celebra hoje (28).
De acordo com o relato de são Mateus, o rei Herodes mandou matar em Belém e seus arredores os meninos menores de dois anos, ao sentir-se enganado pelos Reis Magos, os quais retornaram aos seus países por outro caminho para não lhe revelar onde estava o Messias.
A festa para venerar estes meninos que morreram como mártires foi instituída no século IV. A tradição oriental os recorda em 29 de dezembro, enquanto que a latina, no dia 28 deste mês.
Posteriormente, são Quodvultdeus, padre da Igreja do século V e bispo de Cartago (norte da África), deu um sermão sobre este lamentável feito.
“Que temes, Herodes, ao ouvir dizer que nasceu o Rei? Ele não veio para te destronar, mas para vencer o demónio. Tu, porém, não o compreendes; e por isso te perturbas e te enfureces, e, para que não escape aquele único Menino que buscas, te convertes em cruel assassino de tantas crianças”, disse.
O santo ainda acrescenta: “Nem as lágrimas das mães nem o lamento dos pais pela morte de seus filhos, nem os gritos e gemidos das crianças te comovem. Matas o corpo das crianças, porque o temor te matou o coração”.
“As crianças, sem o saberem, morrem por Cristo; os pais choram os mártires que morrem. Àqueles que ainda não podiam falar, Cristo os faz suas dignas testemunhas”, enfatizou são Quodvultdeus.
sábado, 27 de dezembro de 2025
sexta-feira, 26 de dezembro de 2025
Leão XIV revive tradição: Fazer saudações de Natal em diferentes idiomas
Por Victoria Cardiel
25 de dez de 2025 às 12:49
O papa Leão XIV surpreendeu fiéis este ano ao reviver uma tradição que não se via com frequência nos últimos anos: saudações de Natal em vários idiomas, como chinês, árabe, espanhol e latim, na bênção Urbi et orbi, à cidade [de Roma] e ao mundo, a partir da varanda central da basílica de São Pedro, no Vaticano.
A facilidade do papa com idiomas, demonstrada em sua recente visita a Ancara, Turquia, quando cumprimentou soldados em turco, permitiu-lhe retomar saudações em vários idiomas neste Natal, reforçando assim o caráter global da celebração.
A iniciativa lembra costumes do papa são João Paulo II e do papa Bento XVI, que também costumavam dirigir-se aos fiéis em diferentes idiomas.
O primeiro Natal do papa Leão XIV teve várias mudanças. A primeira foi a mudança do horário da missa da Véspera de Natal para as 22h, em vez das habituais 19h, alteração implementada devido à pandemia de COVID-19. Historicamente, a celebração ocorria à meia-noite, embora Bento XVI tenha decidido antecipá-la em duas horas em 2009.
Apesar da cerimônia tardia, o papa também celebrou a missa de Natal às 10h da manhã (6h no horário de Brasília) de hoje (25), algo que não acontecia desde 1994, no pontificado de são João Paulo II.
A manhã de Natal teve uma surpresa para os fiéis: momentos antes de dar a bênção apostólica, Leão XIV percorreu a praça de São Pedro no papamóvel para saudar e felicitar pessoalmente milhares de fiéis que o aguardavam há horas sob a chuva.
Segundo a programação prevista, amanhã (26) o papa viajará para Castel Gandolfo, Itália, para descansar fora de Roma. Ele voltará ao Vaticano para celebrar o tradicional hino Te Deum, no Ano Novo, na basílica de São Pedro, acompanhado por cidadãos romanos, e em seguida visitará o presépio e a árvore de Natal na praça de São Pedro, seguindo outro costume natalino do papado.