segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
domingo, 4 de janeiro de 2026
Angelus 04 de janeiro de 2026 - Papa Leão XIV
PAPA LEÃO XIV
ANGELUS
Praça de São Pedro
II Domingo do Tempo de Natal, 4 de janeiro de 2026
Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Neste segundo domingo depois do Natal do Senhor, desejo em primeiro lugar renovar os meus votos a todos vós. Depois de amanhã, com o fechar da Porta Santa da Basílica de São Pedro, concluiremos o Jubileu da Esperança. E o Mistério do Natal, no qual estamos imersos, recorda-nos precisamente que o fundamento da nossa esperança é a encarnação de Deus. O Prólogo de João, que a Liturgia nos propõe também hoje, lembra-nos isso mesmo: «O Verbo fez-se homem e veio habitar conosco» (Jo 1, 14). Com efeito, a esperança cristã não se baseia em previsões otimistas ou cálculos humanos, mas na escolha de Deus vir partilhar o nosso caminho, para que nunca estejamos sós na travessia da vida. Esta é a obra de Deus: em Jesus, Ele tornou-se um de nós, escolheu ficar junto de nós, quis ser para sempre o Deus-conosco.
A vinda de Jesus na fraqueza da carne humana, se por um lado reaviva em nós a esperança, por outro lado confere-nos um duplo compromisso: um para com Deus e outro para com o ser humano.
Para com Deus, porque se Ele se fez carne, se Ele escolheu a nossa fragilidade humana como sua morada, então somos sempre chamados a repensar Deus a partir da carne de Jesus e não de uma doutrina abstrata. Portanto, devemos sempre rever a nossa espiritualidade e as formas de expressar a fé, para que sejam verdadeiramente encarnadas, ou seja, capazes de pensar, rezar e anunciar o Deus que em Jesus vem ao nosso encontro: não um Deus distante que vive num céu perfeito acima de nós, mas um Deus próximo que habita a nossa terra frágil, se faz presente no rosto dos irmãos e se revela nas situações do dia a dia.
Para com o ser humano, o nosso compromisso deve ser igualmente coerente. Se Deus se tornou um de nós, cada criatura humana é um reflexo seu, traz em si a sua imagem, guarda uma centelha da sua luz; e isto convida-nos a reconhecer em cada pessoa a sua dignidade inviolável e a exercitar-nos no amor mútuo, uns para com os outros. Neste sentido, a encarnação exige também de nós um compromisso concreto com a promoção da fraternidade e da comunhão, para que a solidariedade se torne o critério das relações humanas; com a justiça e a paz; com o cuidado dos mais fracos e a defesa dos mais vulneráveis. Deus fez-se carne, por isso não há culto autêntico a Deus sem o cuidado da carne humana.
Irmãos e irmãs, enquanto pedimos à Virgem Maria que nos torne cada vez mais disponíveis para servir a Deus e ao próximo, a alegria do Natal nos anime a prosseguir o nosso caminho.
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Depois do Angelus:
Queridos irmãos e irmãs!
Desejo expressar novamente a minha proximidade com todos aqueles que sofrem devido à tragédia ocorrida em Crans-Montana, na Suíça. Asseguro as minhas orações pelos jovens falecidos, pelos feridos e pelos seus familiares.
Acompanho com grande preocupação os desdobramentos da situação na Venezuela. O bem do amado povo venezuelano deve prevalecer acima de qualquer outra consideração e levar tanto à superação da violência quanto à adoção de caminhos de justiça e paz, garantindo a soberania do País, assegurando o Estado de direito estabelecido na Constituição, respeitando os direitos humanos e civis de cada um e de todos e trabalhando para construir juntos um futuro sereno de colaboração, estabilidade e concórdia, com especial atenção aos mais pobres, que sofrem devido à difícil situação económica. Por isso, rezo e convido-vos a rezar, confiando a nossa oração à intercessão de Nossa Senhora de Coromoto e dos Santos José Gregorio Hernández e Irmã Carmen Rendiles.
Saúdo com carinho todos vós, romanos e peregrinos de vários países, em particular os provenientes da Eslováquia e de Zagreb, os ministrantes da Catedral de Gozo, em Malta, e a comunidade do Seminário diocesano de Fréjus-Toulon, em França.
Saúdo o grupo do Oratório de Pugliano, em Ercolano; as famílias e os agentes pastorais de Postomia e Porcellengo; os fiéis de Sant'Antonio Abate, de Torano Nuovo e de Collepasso; bem como os professores do Instituto Rocco-Cinquegrana de Sant'Arpino, os escuteiros da província de Modena e de Roccella Jonica, os crismandos de Ula Tirso e Neoneli e os de Trescore Balneario.
Caríssimos, continuemos a ter fé no Deus da paz: rezemos e sejamos solidários com as populações que sofrem por causa das guerras. Desejo um bom domingo a todos!
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sábado, 3 de janeiro de 2026
Reflexão para a Solenidade da Epifania do Senhor
Vatican News
Esta festa nos fala da abertura do Reino de Deus, abertura de suas portas de para em par, para acolher todos aqueles homens que possuem os sentimentos de paz, que buscam fazer o bem e evitar o mal, ou seja, Deus acolhe em sua casa todos os homens de boa vontade. É o redimensionamento do História da Salvação, ou melhor, é a plenificação de seus objetivos. (No Brasil essa Solenidade – que a Igreja festeja no dia 06 de janeiro – é antecipada para este domingo, 4 de janeiro).
Se antes Deus possuía um povo, o Povo de Israel, agora o Senhor torna público, de modo absoluto, o seu amor pelo Homem. No presépio tivemos representando Israel, os pastores, agora, representando toda a Humanidade, temos os Magos. Portanto, a festa da Epifania celebra a manifestação do Amor de Deus a todos os Homens, não apenas ao Povo da Antiga Aliança, mas a todos os Povos de todos os Tempos!
Isso também vale para nós cristãos. Não somos donos do Amor do Senhor, mas temos a grata, a sublime missão de anunciá-lo a todos os homens. Não somos nós os batizados em nome da Trindade e nem os filhos da Antiga Aliança, os únicos chamados ao banquete celestial, mas todos aqueles que buscam a verdade, que são tementes a Deus, que fazem o bem e evitam o mal.
O Povo da Aliança deixa de ser um povo marcado pelo mesmo sangue e pela mesma cultura e passa a ser composto por aquelas pessoas que aceitam os ditames do Menino Deus, do Príncipe da Paz que surgiu na noite de Natal e ressuscitou ao terceiro dia após ter sido setenciado como blasfemo e criminoso – por ter dito que era Deus e que era Rei - em uma cruz ao lado de dois malfeitores. Os ditames desse rei diferente de todos os demais são; amor, perdão, simplicidade de vida, generosidade.
Nas festas de Natal demonstramos nosso poder aquisitivo na compra de presentes e no preparo de nossa ceia, contudo a comida já foi para um lugar escuso e os presentes começaram a perder o seu valor e poderão irão parar nas mãos de quem não amamos. O tempo corrói! Mas as esmolas que demos, as visitas que fizemos, o tempo gasto com pessoas marginalizadas pela sociedade e também o tempo dedicado à oração foram contabilizados na economia da salvação, se transformaram em bens de eternidade, de acordo com os valores do grande rei, o menino que nasceu no presépio e morreu na cruz, após lavar os pés de seus discípulos.
Supliquemos com muita fé ao Senhor, peçamos a intercessão da Virgem Maria e de São José para mudarmos o nosso modo de pensar e de agir. Temos consciência disso tudo, somos evangelizados, praticamos a religião, mas o velho e viciado modo de pensar e de agir, fala mais alto na hora das decisões. É preciso uma grande graça de Deus para vivermos de acordo com o Evangelho de Jesus Cristo. A salvação não virá dos poderosos, nem do dinheiro, nem da sociedade consumista. Será de um coração despojado, fraterno, pobre, que confia em Deus e nele tem sua única riqueza que o Senhor se servirá para fazer o bem.
O Papa Leão XIV na sua última audiência geral do ano de 2025, dia 31 de dezembro, falando sobre a conclusão do Jubileu da Esperança recordou "as palavras com que São Paulo VI, no final do Jubileu de 1975, descreveu a sua mensagem fundamental: ela, disse ele, está contida numa só palavra: "Amor". E acrescentou: “Deus é Amor! Esta é a revelação inefável com que o Jubileu, com a sua pedagogia, com a sua indulgência, com o seu perdão e, finalmente, com a sua paz, cheia de lágrimas e alegria, procurou preencher os nossos espíritos hoje e as nossas vidas para sempre amanhã: Deus é Amor! Deus me ama! Deus esperava-me e eu reencontrei-o! Deus é misericórdia! Deus é perdão! Deus é salvação! Deus, sim, Deus é a vida!”.
Datas importantes na agenda do papa e da Santa Sé em 2026
Por Victoria Cardiel
2 de jan de 2026 às 13:11
O papa Leão XIV está se preparando para um ano muito movimentado na Santa Sé este ano, com eventos importantes como a conclusão do Jubileu da Esperança e seu primeiro consistório de cardeais desde sua eleição em 8 de maio do ano passado.
1. Encerramento do Jubileu da Esperança — 6 de janeiro
Em 6 de janeiro, Solenidade da Epifania do Senhor, o papa Leão XIV vai celebrar a missa e fazer o rito de fechamento da porta santa na basílica de São Pedro, no Vaticano, encerrando o Jubileu da Esperança iniciado pelo papa Francisco em 24 de dezembro de 2024. Esse ato litúrgico encerra oficialmente um ano que, segundo a bula papal Spes non confundit, foi vivido como “um tempo de graça e esperança” para a Igreja mundial.
2. Consistório extraordinário de cardeais — 7 a 8 de janeiro
Depois da conclusão do jubileu, haverá um consistório extraordinário de cardeais em 7 e 8 de janeiro convocado pelo papa. Esse tipo de reunião é geralmente reservado para discutir questões doutrinais, institucionais ou pastorais importantes que afetam toda a Igreja.
3. Restauração extraordinária na Capela Sistina — Janeiro
A partir de janeiro, os Museus Vaticanos iniciarão um trabalho extraordinário de conservação no afresco O Juízo Final de Michelangelo, na Capela Sistina, que se estenderá até março, com previsão de conclusão antes da Semana Santa. Esse projeto visa atender à necessidade de preservar a obra-prima, dado o impacto de milhões de visitantes a cada ano.
4. Audiência de apelação no caso Becciu — 3 de fevereiro
A audiência de apelação no caso sobre a gestão de fundos pela Secretaria de Estado da Santa Sé na compra de um edifício em Londres, Inglaterra, foi adiada para 3 de fevereiro. O juiz espanhol Alejandro Arellano Cedillo, decano da Rota Romana, lidera o painel de três juízes que analisa a apelação do cardeal Angelo Becciu, de 77 anos de idade. Em 16 de dezembro de 2023, o cardeal foi condenado por peculato e impedido de exercer cargos públicos. Ele também foi multado em € 8 mil (cerca de R$ 51 mil).
5. Segunda Jornada Mundial da Criança — 25 a 27 de setembro
O papa Leão XIV anunciou a celebração da II Jornada Mundial da Criança, que acontecerá em Roma de 25 a 27 de setembro. Organizada pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, o evento visa reunir milhares de crianças e famílias de todo o mundo para um momento de encontro, oração e celebração pela paz e pelo futuro das crianças.
Possíveis viagens internacionais do papa Leão XIV em 2026
Como abençoar sua casa na Solenidade da Epifania de 2026
Como abençoar sua casa na Solenidade da Epifania de 2026 | ACI DigitalPor Redação central
3 de jan de 2026 às 01:00
No dia da Epifania do Senhor, você já passou por uma porta com letras e números aleatórios escritos no topo? Essas inscrições estão carregadas de grande significado.
A Epifania, também conhecida como “Pequeno Natal”, é a festa que comemora a chegada dos três Reis Magos que adoraram o Menino Jesus recém-nascido. É comemorada em 6 de janeiro. No Brasil esta festa é sempre transferida para o domingo mais próximo e, por isso, neste ano será comemorada no domingo (4).
Tradicionalmente, na Solenidade da Epifania, os católicos abençoam as suas casas escrevendo as letras C, M e B, e os números do ano na parte de cima das portas.
As letras fazem alusão aos três Reis Magos: Gaspar (Caspar em latim), Melchior e Baltazar. Também representam a bênção em latim Christus Mansionem Benedicat, que significa “Que Cristo abençoe esta casa”.
Algumas paróquias católicas dão aos seus fiéis giz, uma garrafa de água benta e uma bênção impressa para que cada família possa fazer a oração em casa.
A bênção do lar, popular na Polônia e em outros países eslavos, espalhou-se por outros lugares do mundo.
Como fazer a bênção?
Todos os familiares se reúnem em frente à porta principal da casa e fazem o sinal da cruz e a oração:
Monitor: Paz para esta casa.
Todos: E a todos aqueles que moram nela.
Monitor: Do Oriente os Três Reis Magos foram para Belém para adorar o Senhor e, abrindo seus tesouros, ofereceram presentes preciosos: ouro para o grande Rei, incenso para o Deus verdadeiro e mirra como símbolo de sua sepultura.
Todos entram na casa e leem o Magnificat, o hino de louvor à Virgem Maria depois de cumprimentar sua prima Isabel. Nesse momento a porta é aspergida com água benta. Depois disso, continua:
Todos: Do Oriente, os Três Reis Magos foram a Belém para adorar o Senhor e, abrindo os seus tesouros, ofereceram presentes preciosos: ouro para o grande Rei, incenso para o Deus verdadeiro e mirra como símbolo de sua sepultura.
Monitor: Pai Nosso que estais
nos Céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o vosso Reino, seja
feita a vossa vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada
dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós
perdoamos a quem nos tem ofendido,
e não nos deixeis cair em tentação...
Todos: Mas livra-nos do mal.
Monitor: Todos de Saba virão.
Todos: Trazendo ouro e incenso.
Monitor: Oh Senhor, escutai minha oração.
Todos: E que o meu clamor chegue a Vós.
Monitor: Ó Deus, que hoje manifestaste o vosso Filho unigênito aos gentios, com a guia de uma estrela, fazei que nós, que vos conhecemos pela fé, cheguemos também à visão da vossa gloriosa majestade. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.
Monitor: Ilumina-te, ilumina-te, ó Jerusalém, porque chegou a tua luz, e sobre ti nasceu a glória do Senhor: Jesus Cristo, nascido da Virgem Maria.
Todos: E os gentios caminharão na tua luz e os reis no esplendor da tua ascensão, e a glória do Senhor surgirá sobre ti.
Monitor: Oremos. Abençoai, Senhor Deus Todo-Poderoso, este lar, para que nele haja saúde, pureza, força de vitória, humildade, bondade e misericórdia, cumprimento da vossa lei, ação de graças a Deus Pai e Filho e Espírito Santo. E que esta bênção permaneça sobre esta casa e sobre todos os que nela habitam. Por Cristo, nosso Senhor.