quarta-feira, 16 de março de 2011

Benedicto XVI ora y manifiesta su cercanía a quienes en el Japón han sufrido las consecuencias del terremoto y porterior tsunami.









"CAMINEO.INFO.- Benedicto XVI, como todos los domingos, ha dirigido desde la ventana de su apartamento del palacio Apostólico la oración mariana del Ángelus... Las imágenes del trágico terremoto y del posterior tsunami en Japón nos han dejado a todos fuertemente impresionados. Deseo renovar mi espiritual cercanía a las queridas poblaciones de aquel País, que con dignidad y valentía están afrontando las consecuencias de tal calamidad. Rezo por las víctimas y por sus familiares, y por todos aquellos que sufren a causa de estos tremendos acontecimientos. Animo a cuantos, con encomiable prontitud, se han comprometido para ayudarles. Permanezcamos unidos en la oración. ¡El Señor nos está cerca! " ...



Adianta, fugir de Deus?




O sinal de Jonas: levar o povo à conversão


(O profeta Jonas foi chamado por Deus, para uma missão muito importante, mas ou por medo ou por comodismo, não aceitou o convite e "fugiu". A Bíblia conta que ele atravessou o mar, naufragou e foi salvo por uma baleia que o depositou numa praia da cidade de Nínive. O tempo que aí esteve deu para reflectir no que acontecera, reconhecer o seu pecado e penitenciar-se. (Jn 1-2)

Era precisamente para esta cidade que Deus o mandara a primeira vez. Não vale a pena fugirmos, porque Deus vai buscar-nos a onde estivermos! Deus não abandona aqueles que escolhe e chama para colaborarem na História da Salvação.

Esta cidade estava condenada a perecer, em função dos seus muitos e graves pecados e Jonas foi o instrumento de Deus para converter a população de Nínive. "Os homens de Nínive creram em Deus", fizeram jejuns, orações e penitência e mudaram os seus maus comportamentos por decreto do rei, como resposta à exortação do profeta. Deus viu as suas obras e perdoou a toda a cidade, porque Deus é misericordioso e cheio de compaixão.

Quantas vezes resisto a Deus por comodismo e preguiça? Já pensei que essa rebeldia é impedimento para a actuação de Deus em mim e nos outros? Quantas conversões deixaram de acontecer! Quantas!

Como Jonas vamos pedir perdão e deixar que o Senhor nos leve ... e ponha na nossa boca "... a mensagem que eu te disser." Não tenhas medo. O Senhor prometeu estar connosco todos os dias da nossa vida. Crê! Ele é fiel, não mente.)


Livro de Jonas 3,1-10.


"A palavra do Senhor foi dirigida pela segunda vez a Jonas, nestes termos:
«Levanta-te e vai a Nínive, à grande cidade e apregoa nela o que Eu te ordenar.»
Jonas levantou-se e foi a Nínive, segundo a ordem do Senhor. Nínive era uma cidade imensamente grande, e eram precisos três dias para a percorrer.
Jonas entrou na cidade e andou um dia inteiro a apregoar: «Dentro de quarenta dias Nínive será destruída.»
Os habitantes de Nínive acreditaram em Deus, ordenaram um jejum e vestiram-se de saco, do maior ao menor.
A notícia chegou ao conhecimento do rei de Nínive; ele levantou-se do seu trono, tirou o seu manto, cobriu-se de saco e sentou-se sobre a cinza.
Em seguida, foi publicado na cidade, por ordem do rei e dos príncipes, este decreto: «Os homens e os animais, os bois e as ovelhas não comam nada, não sejam levados a pastar nem bebam água.
Os homens e animais cubram-se de roupas grosseiras, e clamem a Deus com força; converta-se cada um do seu mau caminho e da violência que há nas suas mãos.
Quem sabe se Deus não se arrependerá e acalmará o ardor da sua ira, de modo que não pereçamos?»
Deus viu as suas obras, como se convertiam do seu mau caminho, e, arrependendo-se do mal que tinha resolvido fazer-lhes, não lho fez."


CAMINHA NESTA QUARESMA, DE CORAÇÃO ABERTO!




terça-feira, 15 de março de 2011

A Liturgia de hoje



A Palavra de Deus é Oração



(A Palavra da Liturgia de hoje é tão bonita que não resisti de partilhá-la.

A Leitura de Isaías diz-nos que a Palavra de Deus é viva e eficaz: Viva porque dá vida a quem a "come", a quem a reza, a quem a escuta e a "usa", tal como a água que vivifica a terra árida; é eficaz porque converte, modifica quem a acolhe, como a chuva que ao penetrar a terra só é devolvida à atmosfera, depois de ter cumprido a sua missão: fazer germinar a semente.

No Evangelho, Jesus ensina-nos como rezar e o que dizer ao Pai. O melhor é fugir do barulho e procurar o silêncio, postura de quem não é nada e precisa tudo de Deus, banir a hipocrisia e as grandes falaças, pois o Senhor conhece-nos e sabe do que cada um precisa.

O comentário a este Evangelho é da Beata Teresa de Calcutá.)


Liturgia da Palavra

Is. 55,10-11
"Assim como a chuva e a neve descem do céu, e não voltam mais para lá, senão depois de empapar a terra, de a fecundar e fazer germinar, para que dê semente ao semeador e pão para comer,
o mesmo sucede à palavra que sai da minha boca: não voltará para mim vazia, sem ter realizado a minha vontade e sem cumprir a sua missão"
.

Salmos 34 (33) ,4-5.6-7.16-17.18-19.


Mateus 6,7-15.

Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos.
Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de vós lho pedirdes.»
«Rezai, pois, assim:'Pai nosso, que estás no Céu, santificado seja o teu nome,
venha o teu Reino; faça-se a tua vontade, como no Céu, assim também na terra.
Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia;
perdoa as nossas ofensas, como nós perdoámos a quem nos tem ofendido;
e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do Mal.’
Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós.
Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas.»



Da Bíblia Sagrada

..................



Comentário ao Evangelho do dia feito por : Bem aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade - Oração: Frescura de uma Fonte, com o Ir. Roger de Taizé (trad. Isabel Figueiredo e Silva) cap.11, pp. 69-70.

«Pai Nosso»


"Só há uma voz que se eleva à face da terra: a voz de Cristo. Esta voz reúne e coordena, em Si mesma, todas as vozes que se elevam em oração. Rezar: muitas pessoas não sabem como fazer. Muitas não ousam fazê-lo e muitas não o querem fazer. Na comunhão dos santos, nós agimos e rezamos por elas.

Rezamos em nome daqueles que não rezam. A oração deveria tornar-se a nossa «profissão». Os Apóstolos compreenderam-no na perfeição: quando se aperceberam de que se arriscavam a perder-se na multiplicidade de actividades, decidiram dedicar-se à oração contínua e ao ministério da Palavra (Act 6, 4). [...]

[Deus] permite que falhemos, mas não quer o desânimo. Quer que sejamos cada vez mais como crianças, mais humildes, mais reconhecidos na oração e que não tentemos rezar sós, pois todos pertencemos ao Corpo místico de Cristo, que está sempre em oração. Não se trata de «eu rezo» mas de, em mim e comigo, Jesus rezar e, assim, é o Corpo de Cristo que reza. "



El sacramento perdona, pero es necesario reparar el daño



AICA

Sun, 13 Mar 2011 00:02:00



CAMINEO.INFO.- Puerto Iguazú/ARGENTINA.- Hay que tener en cuenta que “el pecado personal es la causa no sólo de la pérdida de la gracia individual, sino que también es causa del ‘pecado social’ y ‘eclesial’. Es causa más o menos grave de los males de la Comunidad y de la Iglesia como Comunidad de fe. En la Iglesia de los primeros siglos había una conciencia clara del aspecto social del pecado. Las injusticias sociales, la exclusión social, la pobreza extrema, la esclavitud de las drogas, del sexo y del alcohol, son hoy también causa de la falta de santidad de nosotros como miembros de la Iglesia”. Así lo expresa monseñor Marcelo Raúl Martorell, obispo de Puerto Iguazú, en su mensaje de Cuaresma, en el que llama a revisar nuestras vidas y a mirar “nuestro caminar como Iglesia, convirtiéndonos si fuera necesario por medio de la oración, la penitencia y la limosna”.

Explica que de esta manera “nos vamos reconciliando con Dios y con la Iglesia y nos vamos convirtiendo en constructores de una sociedad más cercana al amor de Dios y por lo tanto más justa y solidaria”. Al mismo tiempo advierte: “No digamos esto no es para mí, pues caeríamos en un pecado más grande: el de la soberbia”.

Por otro lado, explica que “el pecado daña a nuestro prójimo de un modo más directo. El sacramento en nombre de Dios nos perdona, pero el sacerdote nos debe obligar a la reparación del daño realizado. Por ello la conversión conlleva un cambio y la penitencia nos debe llevar a la conversión, de otra forma sería muy fácil, bastaría con confesarnos y todo estaría bien”.

“El sacramento nos lleva a vivir construyendo a través de nuestra conversión el bien común de la sociedad. Nos lleva a vivir de otra forma insertados en la sociedad, reparando y construyendo la misma por medio de la santidad de vida. De otra manera nuestra religiosidad sería desencarnada de la vida y de la sociedad que Dios nos pide construir y santificar”.



"Quaresma: Preparação para a Páscoa da Ressurreição"

Tarde de reflexão promovida
pelo

Núcleo das Agregadas e Adoradoras da Ilha terceira


Pelo: Mons. Padre José de Lima


Ocorreu ontem, dia 14 de Março, de 2011, nas Obras Católicas, com a presença de irmãos de toda a Ilha, a nossa Reflexão Quaresmal, sob a presidência do Sr Mons. Padre José de Lima. Da sua dissertação, destacamos:


- Origem da Quaresma


- Como faziam os primeiros cristãos, a preparação para a Páscoa


Relativamente ao primeiro aspecto foi sublinhado:


* que os primeiros cristãos, após a Ascensão de Jesus Cristo, começaram por celebrar a Eucaristia, com a Palavra de Deus, no 1º dia da semana, por ser o dia em que Jesus Ressuscitara. Foi então chamado, o Dia do Senhor, Domingo;

* depois incorporaram no dia anterior ao Domingo, uma Vigília, como preparação para a grande celebração da Eucaristia;


* ulteriormente destaca-se a grande Festa dos cristãos, a Celebração Pascal uma vez por ano, antecedida pelo que se chama hoje "Tríduo Pascal", com Vigília, recheada de orações, reflexões e baptismos;


* no princípio do século IV, implementou-se a "quadragésima" ou quaresma, que são os quarenta dias de preparação para a Páscoa, como bem sabemos.


Quanto ao último ponto, destaca-se:


* após o Concílio Vaticano II, houve uma nítida tendência para voltar às origens e aplicar o seu "espírito" aos dias de hoje;

* os primeiros cristãos faziam a sua preparação para a celebração da Páscoa do Senhor, na base do jejum, da oração e da esmola.


Jejum: os nossos antigos faziam jejum, cobrindo a cabeça de cinza e vestindo-se de saco e outros artefactos exteriores. Mas Deus, pela boca do profeta Isaías - 58, 1-9a -, diz que não é esse o jejum que lhe é agradável, mas sim, a conversão do coração, voltar-se para Deus, viver em intimidade com Ele, unir-se a Ele, abster-se do pecado.

Oração: é conversar com Deus. A vivência da Eucaristia é a melhor oração, por isso há que a fazer mais vezes e melhorar a "qualidade". Há as "orações particulares", devoções próprias de cada um, Adoração ao Santíssimo, a oferta de cada dia, rezar a Bíblia ...

Esmola: O profeta Isaías mostra como os primeiros cristãos utilizavam a esmola como preparação da Páscoa. O Papa Bento XVI também foca a esmola como necessária e apela-nos a "fugir da idolatria dos bens", a colocar tudo em Deus para ficarmos com o coração mais livre para partilharmos ... . Apelo à pobreza de bens materiais, para estar mais disponível para VER nos outros, a pobreza da solidão, a pobreza da cultura, a pobreza da fé ...


Celebremos a Páscoa com muita alegria e com a consciência muito tranquila por temos realizado o que o senhor nos pediu.



INSTITUTO DAS IRMÃS REPARADORAS MISSIONÁRIAS DA SANTA FACE

De Maria da Conceição Pinto da Rocha


segunda-feira, 14 de março de 2011

As demoras de Deus e os efeitos da perseverança


"... e Deus não fará justiça aos seus escolhidos,

que dia e noite gritam por ele?"

Lc 18, 7


"Há momentos em que somos tentados a desistir de tudo. O trabalho não está bem, o casamento vai de mal a pior ou o namoro parece que acabou. Sofremos perseguições, calúnias, somos maltratados. Nosso grande esforço para fazer valer algo, passa despercebido, sem a consideração de ninguém.

As lindas promessas de Deus, aquele plano de amor maravilhoso sobre o qual, um dia, ouvimos dizer e que era para nossa felicidade, não se faz presente nem em fragmentos. Não conseguimos vislumbrar nem mesmo a sombra de dias melhores vindouros. Quantas pessoas assim desistem até de viver?

Talvez você até já tenha resolvido: "Vou abandonar tudo!"; mas uma voz, aquela mesma, suave, porém, clara, que um dia encheu seu coração de alegria por meio das promessas e da esperança de que tudo seria diferente, continua ressoando sutil, e digamos, agora até incomôda, dizendo: "Não desista".

Essa é a hora de ser forte! A perseverança é necessária para que seus sonhos se construam. Perseverar forja em nós os moldes para nos habilitar e correspondermos ao plano que Deus quer nos abençoar. "Sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça" (Eclo 2,3).

Diante da caminhada, devemos nos perguntar: "Será que já estamos configurados, compatíveis com o que Deus tem para nós?".

Se o bem ainda não chegou, será necessário caminhar mais um pouquinho.

Um dos homens mais talentosos que a humanidade conheceu disse uma vez: "O gênio se compõe de 2% de talento e 98% de perseverantes aplicações ao trabalho" (Ludwing van Beethoven – compositor alemão).

O Senhor conta conosco para dar pleno cumprimento de Suas obras e nesse processo também nós vamos sendo lapidados. Talvez, por isso, algumas coisas sejam tão demoradas. "A criação tem sua bondade e sua perfeição próprias, mas não saiu completamente acabada das mãos do Criador. Ela é criada 'em estado de caminhada' para uma perfeição última a ser atingida, para a qual Deus a destinou" (cf. Catecismo da Igreja Católica – art. nº. 302) e "Deus concede assim aos homens serem causas inteligentes e livres para completar sua obra da Criação, aperfeiçoar sua harmonia para o bem deles e de seus próximos" (cf. Catecismo da Igreja Católica – art. nº. 307).

Os grandes homens da Bíblia também foram muito provados na espera. José do Egito tinha dezessete anos quando foi vendido por seus irmãos (cf. Gn 37, 2), somente aos trinta é que sua vida melhorou um pouco como intendente do faraó (cf. Gn 41, 46) e só depois de sete anos de fartas colheitas e dois anos de escassez (cf. Gn 45, 6), é que ele reencontra o pai, Jacó. Ou seja, aos trinta e nove anos, após vinte e dois anos de aflições, (desconsiderado pelos irmãos, acusado injustamente de trair a confiança de Putifar por tentar ter relações sexuais com a esposa do ministro da casa do faraó, depois de ter sido escravo e preso) foi que ele alcançou sua consolação.

Davi foi ungido rei por Samuel e lutou com Golias quando ainda menino (cf. I Sm 17, 33), mas somente aos trinta anos é que realmente foi coroado, assumindo o trono. Durante todo esse tempo, ele foi perseguido por Saul, que tentava matá-lo.

Interessante que não imaginamos o tamanho da graça que há nas promessas do Senhor nem o que Ele pode fazer em uma alma que se deixa moldar e persevera até o fim.

Bento XVI disse: "Nunca fica desapontado quem se entrega a Deus, as promessas do Senhor são sempre maiores que as expectativas humanas", pois o Senhor também proclamou: "Mas tanto quanto o céu domina a terra, tanto é superior à vossa a minha conduta e meus pensamentos ultrapassam os vossos" (cf. Is 55, 9).

José, na sua fidelidade, não somente reencontra os seus, mas marca a história do seu povo, salvando todo o mundo da fome. Davi vai muito além de se tornar um monarca: é em seu governo que as doze tribos de Israel são unificadas e ele passa a simbolizar o protótipo de rei soberano e ideal, e também se torna ascendente do Filho de Deus, o Cristo.

Jesus nos alerta de que para alcançarmos o que almejamos, temos de perseverar: "Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto" (cf. Mt 7, 7). Na parábola do juiz injusto "e Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele?" (cf. Lc 18, 7).

Até mesmo as empresas, em seus inícios, precisam de capital de giro para sobreviver e perseverar, e só depois, tornarem-se lucrativas e autossustentáveis. Continue plantando, um dia quando menos esperar, as sementes frutificarão, e pode ser no terreno em que menos se esperava.

Permita-se ser gerado naquilo que Deus tem para você. Não desista do seu casamento, dos seus dotes, não desista das pessoas, dos seus sonhos. Não desista de você nem de sua vida.

Que o Senhor lhe conceda toda têmpera necessária para o tempo que você está vivendo.

Deus o abençoe!"

Sandro Ap. Arquejada - Missionário Canção Nova



Prece






"Senhor, ensinai-nos a ser hoje a alegria para os que sofrem
e a servir-Vos em cada irmão que precise da nossa ajuda."



domingo, 13 de março de 2011

Hoje é o dia do Senhor

I Domingo da Quaresma





As tentações continuam...


A Quaresma é um tempo sagrado para aprofundar

o Plano de Deus e rever a nossa vida cristã.

E nós somos convidados pelo Espírito ao DESERTO

da Quaresma para nos fortalecer nas TENTAÇÕES,

que freqüentemente tentam nos afastar dos planos de Deus.


As Leituras bíblicas nos ajudam nesse sentido...


A 1a Leitura apresenta a tentação de Adão e Eva: (Gen 2,7-9.3,1-7)


Deus criou o homem para a felicidade e para a vida plena.

No entanto o homem preferiu construir o "paraíso" a seu modo.

Rompendo com o projeto de Deus, "sentiu-se nu",

despojado dos dons de Deus, incapaz de ser feliz.


A finalidade do autor sagrado não é uma descrição histórica ou científica,

mas uma Catequese sobre a Origem do Mundo e da Vida.

- O Homem vem "da terra", no entanto recebe também o "sopro de Deus".

- Deus criou o homem para ser feliz, em comunhão com Deus

e indica-lhe o caminho da imortalidade e da vida plena.

- As escolhas erradas do homem, desde o início da história,

destroem a harmonia no mundo e é a Origem do Mal.


- "Jardim, plantas, água abundante": é o ideal de felicidade

desejado por um povo que vive os rigores do deserto árido.

- "Árvore da vida": símbolo da imortalidade concedida ao homem.

- "Árvore do conhecimento do bem e do mal": representa a auto-suficiência

de quem busca a própria felicidade longe de Deus.

- "Nus": Despojados da dignidade inicial (viver nu é a condição dos animais).

- "A Serpente": representa a Religião Cananéia, que cultuava a serpente.

Por ela, os israelitas eram tentados a abandonar o caminho exigente da Lei.

É símbolo de tudo o que afasta os homens de Deus e de suas propostas.


A 2ª Leitura nos propõe dois exemplos: Adão e Jesus. (Rm 5,12-19)


Adão representa o homem que escolhe ignorar as propostas de Deus

e decidir, por si só, os caminhos da salvação e da vida plena;

Jesus é o homem que escolhe viver na obediência às propostas de Deus.

O esquema de Adão gera egoísmo, sofrimento e morte;

o esquema de Jesus gera vida plena e definitiva.

O Evangelho fala das tentações de Jesus. (Mt 4,1-11)


Na sua quaresma no DESERTO, Jesus é tentado três vezes a abandonar

o plano de Deus e procurar outros caminhos, mas Ele se recusa.


Esse relato não é uma reportagem histórica, mas uma Catequese, cujo objetivo

é mostrar que também Jesus foi tentado, mas foi fiel à vontade do Pai.

Os 40 dias simbolizam os 40 anos passados por Israel no deserto.

Jesus revive a experiência da fome e da confiança do povo na Providência divina.

Mateus sintetiza em três tentações simbólicas todas aquelas provas,

que Jesus enfrentou e venceu durante toda a sua vida:


1) Tentação da Abundância (Riqueza):

Jesus é tentado a transformar as pedras em pães, como no tempo do Maná.

Jesus vence a prova, demonstrando a necessidade essencial de alimentar-se da Palavra de Deus: "Nem só de pão vive o homem..."


2) Tentação do Prestígio:

Jesus poderia ter escolhido um caminho de êxito fácil, mostrando o seu poder através de gestos espetaculares e sendo admirado e aclamado pelas multidões.

Jesus rejeita todo o desejo de prestígio e afirma:

"Não tentarás o Senhor teu Deus".

Não força Deus para solucionar magicamente problemas humanos.


3) Tentação do Poder:

Jesus poderia ter escolhido um caminho de poder, de domínio.

No entanto, Jesus rejeita essa tentação, afirmando: "Só a Deus adorarás".


As três tentações aqui apresentadas são três faces de uma única tentação:

ignorar as propostas de Deus e escolher um caminho pessoal.

Jesus recusou a tentação do pão, da glória e do poder...

Para Ele, só uma coisa é verdadeiramente decisiva e fundamental:

a comunhão com o Pai e o cumprimento obediente do seu projeto…


+ As Tentações continuam ainda hoje...

Ainda hoje somos tentados a esquecer as propostas de Deus

e seguir outros deuses.

A Quaresma é um tempo favorável para rever quais são os ídolos,

que adoramos no lugar de Deus e

que condicionam as nossas decisões e opções.

As nossas tentações talvez sejam semelhantes às de Jesus:


- Tentação da Riqueza: de "ter mais": dinheiro, bens, conforto, comodidade...

Até recusamos compromissos voluntários, pois podem prejudicar o conforto...

achando que para ser feliz, basta ter muitos bens...


- Tentação do Prestígio, da fama: Adoramos ser elogiados, aparecer...

Até exigimos de Deus sinais do seu amor: "Senhor, se me amas, ajuda-me..."

E se o milagre não acontece, a nossa fé vacila!...


- Tentação do Poder: procuramos o Poder a todo custo e

o exercemos com prepotência... em todos os ambientes...


+ As tentações continuam ainda... Qual é a nossa atitude diante delas?


Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa -13.03.2011

sábado, 12 de março de 2011

EXPOSIÇÃO DE PINTURA

De Carlota Monjardino








No Museu de Angra do Heroísmo, está patente ao público até 30 de Abril, a exposição de Pintura de Carlota Monjardino.

A pintora nasceu e vive em Angra do Heroísmo. Em 1995 terminou a sua Licenciatura em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.


Eu, que sou leiga no assunto, gostei muito desta exposição, porque é romântica, suave, transmitindo muita paz. As cores predominantes que usa são por acaso, as que mais gosto: azul, cinza, pastel e uns laivos de poente, combinadas em várias nuanças como se tratasse de uma dança, de uma beleza peculiar.


Partilho contigo, alguns dos muitos Quadros expostos.


Se vives na Ilha, não deixes de visitar esta Exposição.



sexta-feira, 11 de março de 2011

Prece





"Senhor Jesus Cristo, que Vos humilhastes na obediência até à morte
e morte de cruz,
ensinai-nos a ser obedientes e a sofrer com paciência."


(LH - 6ª feira depois das Cinzas)

1ª sexta-feira da Quaresma







O JEJUM AGRADÁVEL A DEUS


Esta Palavra é muito eficaz e necessária para HOJE, primeira sexta-feira da Quaresma, em que pretendo começar, mais uma vez a preparação para a Páscoa, num caminho de conversão interior, sem hipocrisias e profunda.

Tanta coisa que o Senhor me ensina, duma forma muito clara, pela boca do profeta Isaías. É que Deus dá poderes aos seus "colaboradores" para a realização do Seu projecto de Salvação da humanidade, enviando-os para falarem com autoridade, por isso exorta Isaías a gritar bem alto para que eu escute bem os ensinamentos e admoestações de que preciso ouvir neste dia!


Deus denuncia-me! Mostra como os meus pecados orgulho, auto-suficiência, de hipocrisia - o faz de conta, manter uma fachada piedosa para parecer bem, dou esmolas, faço jejum... me conduzem à morte. Mesmo assim, eu continuo a pedir uma vida boa, bons negócios e muito dinheiro ...! e continuo angustiada, infeliz, e sem vida.


Mas Deus é fiel e ama-me apaixonadamente, por isso mais uma vez chama por mim e ensina-me como devo proceder "Não jejueis como tendes feito até hoje, se quereis que a vossa voz seja ouvida no alto. Acaso é esse o jejum que me agrada... ? O jejum que me agrada é este: libertar os que foram presos injustamente, livrá-los do jugo que levam às costas, pôr em liberdade os oprimidos, quebrar toda a espécie de opressão, repartir o teu pão com os esfomeados, dar abrigo aos infelizes sem casa, atender e vestir os nus e não desprezar o teu irmão. " Is 58, 1-9


E sei também que da forma como sou pecadora, terei que ter a intervenção de Deus na minha vida: preciso e quero fazer a Sua vontade, agora "Então invocarás o SENHOR e Ele te atenderá, pedirás auxílio e te dirá: «Aqui estou!» "


Senhor, fazei que eu ouça!




quinta-feira, 10 de março de 2011

História da música "Amazing Grace (Maravilhosa Graça)" - Wintley Phipps ...

Joven asesina a sacerdote católico en India por dinero



CAMINEO.INFO.- Un joven de 24 años asesinó el 16 de febrero al sacerdote G. Amalan, Secretario de la Comisión de Familia de la diócesis de Palayamkotta, estado de Tamil Nadu (India meridional) para robarle el poco dinero que tenía.

Según señala la agencia vaticana Fides, el joven, que recibía con frecuencia la ayuda material del sacerdote, ha confesado el crimen y ha sido luego arrestado.

Hasta el momento las investigaciones revelan que el móvil del crimen ha sido el poco dinero que tenía. Después de golpearlo en su casa se llevó una pequeña suma que encontró y que no se ha precisado aún.

El Vicario General de la Diócesis de Palayamkotta, P. Antonysamy, dijo a Fides que "estamos profundamente turbados por este hecho. La comunidad está muy triste. El culpable ha sido capturado y ahora la justicia humana hará lo suyo".

"Es la primera vez que un episodio de este tipo se da en nuestra diócesis, que suele ser muy tranquila", añadió.


JUDAS, POR DINHEIRO, TAMBÉM MANDOU JESUS PARA A MORTE!

QUANTOS JUDAS ANDAM POR AÍ!

ASSASSINOS DE MORTES FÍSICAS E MORTES MORAIS ...

SEREI UM DELES?



MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA BENTO XVI PARA A QUARESMA DE 2011 - 3



«Sepultados com Ele no baptismo,
foi também com Ele que ressuscitastes»
(cf. Cl 2, 12)

O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas baptismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos «da água e do Espírito Santo», e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à acção da Graça para sermos seus discípulos.

3. O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Baptismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a «terra», que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1 Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a «palavra da Cruz» manifesta o poder salvífico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus caritas est, 12). Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc 12, 31).

No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insídia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida. Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projectos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma...» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.

Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciámos no dia do Baptismo. A oração permite-nos também adquirir uma nova concepção do tempo: de facto, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que «as suas palavras não passarão» (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele «que ninguém nos poderá tirar» (cf. Jo 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.

Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela acção do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.



Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Baptismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas acções. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.

Vaticano, 4 de Novembro de 2010

BENEDICTUS PP. XVI

(Conclusão)