quarta-feira, 23 de julho de 2025
terça-feira, 22 de julho de 2025
Leão XIV fala por telefone com o presidente da Palestina sobre crise em Gaza e na Cisjordânia
21 de jul de 2025 às 14:58
O papa Leão XIV recebeu hoje (21) de manhã um telefone do presidente do Estado Palestino, Mahmoud Abbas, segundo a Sala de Imprensa da Santa Sé.
O diálogo se concentrou na terrível situação humanitária causada pelo conflito na Faixa de Gaza e na escalada da violência na Cisjordânia. Abbas controla apenas a parcela da Cisjordânia do território palestino. A faixa de Gaza é governada pelo grupo terrorista islâmico Hamas, patrocinado pelo Irã.
Na última quinta-feira (17), o exército israelense atacou a paróquia da Sagrada Família em Gaza, a única igreja católica na faixa de Gaza, que havia sido usada como abrigo para mais de 500 pessoas desde o início da guerra.
O ataque matou três pessoas e feriu cerca de 12 pessoas, algumas delas gravemente.
No ângelus de ontem (20), Leão XIV pediu o cumprimento do "direito internacional humanitário" e, portanto, o respeito "à obrigação de proteger os civis, bem como a proibição de punições coletivas, do uso indiscriminado da força e do deslocamento forçado da população".
Em sua conversa com o presidente palestino, o papa reiterou seu firme apelo ao pleno respeito ao direito internacional humanitário.
Leão XIV enfatizou em particular a obrigação de proteger a população civil e os locais sagrados, assim como a proibição do uso indiscriminado da força e da realocação forçada de habitantes.
Diante da dramática emergência humanitária na região, Abbas e o papa concordaram sobre a urgência de garantir o acesso seguro de ajuda humanitária à população afetada.
O papa Leão XIV também falou sobre a comemoração do décimo aniversário do acordo global entre a Santa Sé e o Estado da Palestina, assinado em 26 de junho de 2015 e em vigor desde 2 de janeiro de 2016.
O tratado reconhece formalmente a Palestina como um Estado soberano e regula as relações entre a Igreja e as autoridades palestinas, enfatizando a importância do respeito à liberdade religiosa e à dignidade humana.
Depois do ataque de quinta-feira passada à paróquia de Gaza, o papa recebeu um telefonema do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Na conversa, Leão XIV renovou seu apelo para reativar urgentemente o processo de negociação para chegar a um cessar-fogo e acabar com a guerra.
Ele também reiterou a urgência de proteger os locais de culto e, acima de tudo, os fiéis e todas as pessoas que vivem na Palestina e em Israel.
(acidigital)
segunda-feira, 21 de julho de 2025
Dez belas amizades de santos na história da Igreja
Por Redação central
20 de jul de 2025 às 01:00
Um amigo fiel “não tem preço, e o seu valor é incalculável, é remédio que cura, e os que temem ao Senhor o encontrarão”, diz a Bíblia no capítulo 6 do livro de Eclesiástico.
Esses santos descobriram esse tesouro e testemunharam ao mundo que é possível ter uma amizade bonita, fecunda e centrada no Senhor. A seguir, apresentamos dez belas amizades de santos na história da Igreja.
1. São Francisco e santa Clara de Assis
A amizade desses dois santos italianos é uma das mais conhecidas na Igreja Católica.
Quando são Francisco de Assis conheceu santa Clara, tomou a decisão de “retirar do mundo malvados tão precioso dom para enriquecer com ele o seu Divino Mestre”. Em 1212, a jovem fugiu da sua casa para consagrar-se a Deus na igreja de são Damião e prometeu obedecer Francisco em tudo.
Logo depois, ela fundou a ordem das clarissas e cuidava dos doentes que Francisco lhe enviava. Em 1225, atendeu o seu amigo, que sofria devido aos estigmas e cuja saúde havia piorado.
Francisco, antes de morrer em 1226, enviou uma mensagem de encorajamento a santa Clara para que não desanimasse com a sua partida.
2. São João Paulo II e santa Teresa de Calcutá
A amizade entre o papa polonês e a fundadora albanesa das missionárias da caridade é uma das que mais comove os fiéis na atualidade. São João Paulo II costumava chamá-la de “minha mãe”.
O papa peregrino desenvolveu a sua vocação religiosa em meio à guerra e ao comunismo, enquanto ela descobriu o seu chamado a servir os mais necessitados em Calcutá, uma das cidades mais pobres da Índia.
Santa Teresa de Calcutá o visitou várias vezes no Vaticano e em 1986 o papa viajou à Índia, onde conheceu o asilo “Nirmal Hriday” (Sagrado Coração) que ela fundou. A religiosa expressou que este era “o dia mais feliz” da sua vida.
3. São Vicente de Paulo e santa Luísa de Marillac
O principal motor da vida destes santos franceses foi a caridade. Aos 36 anos, são Vicente de Paulo sentiu o chamado a servir os pobres.
Decidiu fundar a Congregação da Missão (Vicentinos) para evangelizar os mais necessitados e trabalhar na formação do clero.
Alguns anos depois, conheceu uma corajosa e determinada viúva chamada Luísa de Marillac. O santo decidiu dar-lhe uma formação espiritual e juntos fundaram em 1633 a Companhia das Filhas da Caridade.
4. Santa Teresa do Menino Jesus e santa Elisabete da Trindade
Santa Teresa de Lisieux e santa Elisabete da Trindade foram duas religiosas carmelitas francesas cuja amizade se baseava em sua profunda vida espiritual.
Elas se conheceram no carmelo de Dijon, localizado no leste da França. Elisabete, conhecida como a “irmã espiritual” de santa Teresa, escreveu diversos livros sobre a Santíssima Trindade.
Ambas desejavam fervorosamente chegar ao céu e estar junto com o seu amado Jesus. Elas morreram antes de completar 30 anos de idade. Santa Teresa de Lisieux morreu em 1897 e a sua amiga, nove anos depois.
5. Santa Rosa e são Martinho de Lima
Estes são os dois santos mais importantes do Peru e se tornaram conhecidos pelo seu testemunho de humildade e serviço aos mais necessitados. Segundo a tradição, ambos foram batizados na igreja de são Sebastião, com dois anos de diferença, e receberam o sacramento da Crisma das mãos de santo Toríbio de Mogrovejo, o segundo arcebispo de Lima.
Ambos cresceram em amizade enquanto atendiam os doentes e escravos da cidade. Além disso, pertenciam à ordem dos dominicanos. Santa Rosa de Lima era terciária, enquanto são Martinho era religioso.
6. Santo Inácio de Loyola e são Francisco Xavier
Estes dois santos espanhóis se conheceram na Universidade de La Sorbona em Paris, França. Santo Inácio de Loyola tinha aproximadamente 33 anos quando seu discípulo são Pedro Fabro o apresentou a são Francisco Xavier.
A princípio, Francisco considerou Inácio antipático, porque sempre repetia a frase de Cristo: “Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”. Pouco a pouco, o jovem deixou de lado a sua vaidade e fez os exercícios espirituais criados pelo fundador da Companhia de Jesus (jesuítas).
Em 1540, o papa Paulo III aprovou a criação da ordem e santo Inácio foi escolhido como seu primeiro superior geral, enquanto são Francisco Xavier partiu como missionário para Índia e Japão.
7. Santa Teresa d'Ávila e são João da Cruz
Teresa era uma jovem sonhadora e determinada quando fez seus votos no Carmelo, em 1536, aos 21 anos de idade. No Carmelo, percebeu que as carmelitas na Espanha e em outros lugares tinham diminuído e se converteram em um centro social para todos os que desejavam uma vida fácil e relaxada.
Quando começou a encontrar os novos conventos carmelitas, conheceu um jovem frade chamado João e depois de entrevistá-lo, convidou-o a fazer parte da reforma do carmelo a fim de revitalizar o carisma original de pobreza e da oração.
Esses amigos também escreveram lindos poemas que são baseados em suas provações e alegrias espirituais. O mais conhecido de santa Teresa d'Ávila é “Nada te turbe” e de são João Cruz é “A noite escura da Alma”.
8. São João Bosco e são Domingos Sávio
Após ser ordenado sacerdote em 1841, são João Bosco criou um oratório onde reuniu centenas de jovens para formá-los. Naquela época, um sacerdote o apresentou a um menino chamado Domingos. O santo ficou impressionado com a vida espiritual e a alegria do menino. Por isso, decidiu acolhê-lo e tornou-se seu diretor espiritual.
Em uma noite, dom Bosco o encontrou tremendo de frio na cama e coberto apenas com um lençol. Quando chamou a atenção de são Domingos Sávio, o menino brincou dizendo: “Nosso Senhor não pegou nenhuma pneumonia no estábulo em Belém”.
Domingos morreu em 1857. Dois anos depois, dom Bosco fundou a ordem dos salesianos junto com um grupo de jovens.
9. São Cornélio e são Cipriano
O papa são Cornélio e o bispo de Cartago, são Cipriano, testemunharam sua fé durante a perseguição que sofreram por parte do Império Romano.
Este papa enfrentou o sacerdote Novaciano, que proclamou a heresia de que a Igreja Católica não tinha o poder para perdoar os pecados. O santo o enfrentou e foi apoiado neste debate pelo seu amigo são Cipriano.
São Cornélio foi enviado ao exílio e morreu decapitado em 253. Por sua parte, São Cipriano foi martirizado da mesma maneira cinco anos depois.
10. Santas Felicidade e Perpétua
Perpétua era uma jovem mãe de 22 anos, de família rica e Felicidade era a sua escrava. Elas foram presas por serem cristãs.
Na prisão, Felicidade deu à luz a uma menina e os cristãos ajudaram para que Perpétua pudesse permanecer com seu bebê durante os seus últimos dias de vida.
Receberam a comunhão antes de serem jogadas a uma vaca selvagem e morrer decapitadas em 203. Os cristãos criaram a filha da Felicidade, enquanto as tias e a avó de Perpétua foram responsáveis pela educação do seu filho.
(acidigital)
Férias são um tempo para desacelerar e encontrar Jesus, diz Leão XIV
Por Victoria Cardiel
20 de jul de 2025 às 17:50
“A indústria das férias quer vender-nos todo o tipo de experiências, mas talvez não o que procuramos”, disse o papa Leão XIV antes de rezar a oração do Ângelus na Praça da Liberdade, em Castel Gandolfo. “Com efeito, todo o encontro verdadeiro é gratuito e não se compra: seja o encontro com Deus, seja o encontro com os outros, seja o encontro com a natureza”, disse
O papa exortou a “aprender mais sobre a arte da hospitalidade”. “É preciso simplesmente fazer-se hóspede: dar espaço e também pedi-lo; acolher e deixar-se acolher. Temos muito para receber e não apenas para dar”.
Ele comentou as passagens bíblicas da hospitalidade de Abraão (Gênesis 18,1-10) e do encontro de Jesus com Marta e Maria (Lucas 10,38-42), e convidou os fiéis a aproveitarem o verão para cultivar uma atitude mais contemplativa, semelhante à de Maria: “O tempo de verão pode ajudar-nos a abrandar e a tornarmo-nos mais parecidos com Maria do que com Marta. Por vezes, não nos damos a nós mesmos a melhor parte”.
O papa elogiou a beleza do termo “hóspede”, que em italiano significa tanto aquele que acolhe quanto aquele que é acolhido, e propôs contemplar a reciprocidade dessa dinâmica: “podemos contemplar este jogo de acolhimento recíproco, sem o qual a nossa vida empobrece”, disse.Leão XIV também disse que “é preciso humildade tanto para hospedar como para ser hospedado. É necessário delicadeza, atenção, abertura”.
Marta “está tão preocupada com o que tem de fazer para acolher Jesus, que se arrisca a estragar um momento inesquecível de encontro”, disse o papa. “Deus chama-a a algo mais bonito do que a própria generosidade: Ele chama-a a sair de si mesma”.
“Oremos a Maria Santíssima, a Mãe do acolhimento, que hospedou o Senhor no seu seio e, juntamente com José, lhe deu uma casa. Nela brilha a nossa vocação, a vocação da Igreja a permanecer uma casa aberta a todos, para continuar a acolher o seu Senhor, que pede licença para entrar”, concluiu.