terça-feira, 27 de outubro de 2026

Viagem confirmada. Papa: estou feliz de voltar para a América Latina

 

Leão XIV: é o “continente no qual vivi tantos momentos da minha vida. Que esta viagem seja uma oportunidade para abrirmos nossos corações uns aos outros, fortalecermos nossa comunhão como irmãos e irmãs e renovarmos nosso compromisso de anunciar o Evangelho com alegria!”. Os médicos confirmam a boa recuperação pós-operatória: não há contraindicações.

Vatican News

“Duas semanas após a cirurgia à qual o Papa Leão XIV foi submetido, a Sala de Imprensa da Santa Sé confirma que a recuperação do Santo Padre prossegue, em linha com as avaliações favoráveis comunicadas pela equipe médica que o acompanha. Como já informado, a cirurgia foi realizada com sucesso e sem complicações. Os exames médicos posteriores confirmaram que a doença estava localizada e que não são necessários outros tratamentos oncológicos.” É o que informa um comunicado da Sala de Imprensa vaticana publicado nesta segunda-feira, 26 de outubro.

A recuperação pós-operatória

“Desde seu retorno ao Vaticano”, lê-se no texto, o Pontífice “retomou gradualmente suas atividades, adaptando a programação diária de acordo com os médicos, a fim de dar prioridade à recuperação pós-operatória, ao mesmo tempo em que continua a cumprir as responsabilidades de seu ministério. Manteve importantes compromissos e atividades públicas, prestando atenção às exigências de cada dia e reservando momentos adequados de repouso”.

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A gratidão de Leão XIV

O Papa, informa a Sala de Imprensa, “expressa profunda gratidão pelas orações e pelo carinho recebidos de todas as partes do mundo, bem como pelos atenciosos cuidados dos profissionais de saúde que o acompanharam durante a convalescença”.

Nenhuma contraindicação constatada

O doutor Luigi Carbone, médico pessoal do Papa Leão XIV, e o cirurgião que o operou no último dia 13 de outubro, no Hospital Policlínico Gemelli, confirmam que a recuperação pós-operatória do Pontífice “continua avançando e os últimos exames médicos confirmam seu bom estado de saúde e as condições clínicas favoráveis. Diante do quadro clínico atual e dos exames laboratoriais e instrumentais realizados, não foram constatadas contraindicações que impeçam a realização da próxima Viagem Apostólica à América Latina, conforme programado. O Papa segue as recomendações médicas com rigor e atenção, e com profunda determinação de continuar a servir a Igreja”.

A confirmação da viagem

Nesse sentido, a Sala de Imprensa da Santa Sé “confirma que a Viagem Apostólica do Papa Leão XIV ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, prevista de 6 a 17 de novembro de 2026, será realizada de acordo com o programa anteriormente publicado

Fortalecer a comunhão com as Igrejas locais

O Bispo de Roma, prossegue o texto, “aguarda com grande alegria e entusiasmo esta viagem, que oferecerá a oportunidade de fortalecer os laços de comunhão com as Igrejas locais, encorajar os fiéis em sua missão e levar uma mensagem de fé, esperança e paz aos povos do Uruguai, da Argentina e do Peru, encontrar a fé desses povos e partilhar a esperança e a paz que Cristo traz ao nosso mundo”.

A alegria do Pontífice

O comunicado conclui com uma declaração do Papa: “Estou feliz por poder voltar ao continente no qual vivi tantos momentos da minha vida. Que esta viagem seja uma oportunidade para abrirmos nossos corações uns aos outros, fortalecermos nossa comunhão como irmãos e irmãs e renovarmos nosso compromisso de anunciar o Evangelho com alegria!”.

'Eu estava sendo um padre católico', diz arcebispo sobre críticas a reunião de oração com Trump

 


O arcebispo de Denver, EUA, James Golka, reza pelo presidente Trump ao lado de outros bispos na Casa Branca em 22 de outubro de 2026. | Crédito da foto: Cortesia da Casa Branca ??
O arcebispo de Denver, EUA, James Golka, reza pelo presidente Trump ao lado de outros bispos na Casa Branca em 22 de outubro de 2026. | Crédito da foto: Cortesia da Casa Branca 
 

O arcebispo de Denver, EUA, James Golka, defendeu sua participação num evento de oração com o presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval, na Casa Branca, citando o encontro como uma oportunidade para rezar publicamente e evangelizar a fé.

Golka, que assumiu o cargo na arquidiocese de Denver em março, depois de servir como bispo de Colorado Springs por vários anos, liderou uma oração numa reunião em 22 de outubro, no Salão Oval, entre Trump e vários bispos dos EUA.

No encontro, o arcebispo rezou, em parte, para que o Espírito Santo "envolva nosso país, para nos proteger de qualquer influência do mal".

O evento de oração gerou algumas críticas, pois alguns disseram que era uma oportunidade fotográfica com motivação política por parte da Casa Branca. Golka disse que "sabia que as pessoas poderiam ficar chateadas" com o evento e que ele poderia ser "usado para fins políticos".

“Mas enquanto eu rezava sobre isso, pensei que é isso que os católicos fazem. Rezamos pelas pessoas. Independentemente de concordarmos ou discordarmos em qualquer coisa, sempre rezamos pelo nosso país e pelos nossos líderes”, disse ao jornal Denver Catholic.

Golka disse que, durante a reunião, falou sobre as doutrinas da Igreja ao presidente. "Como católicos, somos chamados a compartilhar nossa fé em todos os momentos e a testemunhar a dignidade de cada pessoa humana", disse ao Denver Catholic.

O arcebispo negou que o evento, inclusive o vídeo da oração divulgado nas redes sociais, fosse um "apoio" ao presidente. "Essa nunca foi minha intenção", disse.

“Os bispos dos EUA ensinam que a Igreja não pode apoiar nenhum candidato ou partido”, disse. “Eu concordo com isso. Independentemente de como você vote, você pertence, em última análise, a Jesus, que te ama infinitamente mais do que você pode imaginar”.

O arcebispo disse ter recebido críticas de amigos sobre a decisão e que respondeu dizendo: "Eu estava sendo um padre católico".

Ele se descreveu como "desolado" com a raiva gerada pelo ocorrido. Ele exortou os cristãos a "olharem além das manchetes, que muitas vezes são criadas para provocar, e buscarem a verdade completa".

“Continuarei rezando pelo nosso presidente, pelo nosso governador e por todos que ocupam cargos públicos, independentemente de seu partido ou posição sobre temas polêmicos”, disse.

Depois do evento, a arquidiocese de Denver disse que rezar por líderes públicos "é uma longa prática católica" que remonta à Era Apostólica.

(acidigital) 

O que a Igreja no Egito está fazendo para manter jovens ligados à sua fé


A Igreja Católica no Egito enfrenta o desafio de manter sua população jovem ligada à fé. Em entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), o bispo Emmanuel Bishay, da Eparquia Copta Católica de Luxor, n... ??
A Igreja Católica no Egito enfrenta o desafio de manter sua população jovem ligada à fé. Em entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), o bispo Emmanuel Bishay, da Eparquia Copta Católica de Luxor, no Egito, esclareceu que as relações entre as igrejas Católica e Ortodoxa são boas. | Crédito: Cortesia da Ajuda à Igreja que Sofre 
 

A Igreja no Egito enfrenta o desafio de manter sua população jovem ligada à fé, disse o bispo Emmanuel Bishay, da eparquia Copta Católica de Luxor, Egito. Segundo ele, muitos jovens abandonam a fé católica ao se casarem.

Em declarações à Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) , o bispo Emmanuel Bishay disse que as relações entre as Igrejas Católica e Ortodoxa são boas.

Mas ele destacou o desafio de manter os jovens na Igreja, dizendo que, para aprofundar a fé católica, a Igreja faz programas de formação junto com iniciativas que facilitam o encontro e o estabelecimento de relacionamentos entre jovens católicos.

“A nível oficial, as relações entre as Igrejas Católica e Ortodoxa são boas. Há afeto e as pessoas trocam cumprimentos em ocasiões religiosas”, disse Bishay num relatório da ACN de 19 de outubro.

“Infelizmente, se um jovem católico ou uma jovem católica se casa com uma pessoa ortodoxa, pode ser exigido que se converta à ortodoxia e siga os preceitos da Igreja Ortodoxa”, disse ele. “Esse é um grande desafio para nós como Igreja: como podemos ajudar nossos jovens a aprofundar sua fé católica e permanecer ligados à sua Igreja?”.

“Acredito que a formação que oferecemos, especialmente por meio da catequese, é um serviço importante. Também criamos muitas oportunidades para que os jovens católicos se conheçam”, disse.

No Egito, os católicos são descritos como “uma minoria dentro de uma minoria”, segundo o relatório da ACN. A organização beneficente diz que a maior denominação cristã no Egito é a histórica Igreja Ortodoxa Copta.

“Embora não existam números oficiais, as estimativas apontam para entre 10 e 15 milhões de coptas no país, o que a torna a maior comunidade cristã do Oriente Médio, por uma grande margem. Os muçulmanos são a vasta maioria dos restantes 120 milhões de habitantes do Egito”, disse o relatório da ACN.

A Igreja Católica Copta, por outro lado, tem só cerca de 300 mil fiéis vivendo no Egito, mas, segundo Bishay, eles têm um papel importante na promoção de boas relações entre diferentes comunidades religiosas, além de contribuírem para a saúde, a educação e a cultura.

“À medida que se viaja mais para o Alto Egito, as pessoas podem ser um pouco mais rígidas em suas atitudes. Fazemos todo o possível para construir relacionamentos com a comunidade ortodoxa e com os muçulmanos, que são a maioria, mesmo que encontremos algumas dificuldades, especialmente em aldeias e pequenos povoados”, disse Bishay, segundo a citação.

Em relação às relações com a comunidade muçulmana, o bispo católico disse que houve períodos difíceis, mas que a situação melhorou.

“As vozes radicais que antes eram ouvidas já não são tão proeminentes, enquanto outra voz, a moderada, está crescendo. A mudança é lenta, mas perceptível: as pessoas estão ouvindo aqueles com visões moderadas, e o governo está lhes dando espaço para agir. O processo está caminhando nessa direção. Acredito que, se o Egito continuar nesse caminho, as coisas continuarão melhorando”, disse o líder da Igreja.

Bishay disse também que a Igreja tem um papel preponderante nos serviços que presta no Egito, especialmente nas regiões mais pobres, mas os seus fiéis continuam enfrentando desafios difíceis por serem uma minoria num país tão vasto.

“A Igreja Católica é pequena em número, mas forte em serviços. Algumas das melhores escolas do Egito são católicas, e o fato de autoridades governamentais recorrerem regularmente a escolas católicas é prova disso. Também atuamos na área da saúde. Só a nossa diocese tem 14 clínicas, a maioria delas com equipes formadas por freiras que dedicam grande parte do seu tempo a esse trabalho. Outra contribuição vem por meio de centros culturais e bibliotecas”, disse Bishay.

“A Igreja Católica não só forneceu esses serviços; ela também mostrou à sociedade egípcia como fornecê-los. A Igreja Ortodoxa Copta aprendeu a fornecê-los conosco e, mais recentemente, as mesquitas também começaram a oferecer serviços desse tipo, seguindo nosso exemplo. A Igreja Católica foi pioneira nessa área”, disse.

O bispo disse que os serviços são particularmente importantes na eparquia de Luxor.

“O Alto Egito recebe menos atenção do que o Delta e o norte do país, o que significa que os serviços são menos adequados, particularmente na área da saúde. Os hospitais nem sempre atendem aos padrões exigidos, e também há deficiências na educação e no cuidado infantil. Isso exige um grande esforço de nossa parte como Igreja Católica”.

“Os números indicam que estamos entre as províncias mais pobres do Egito. Isso afeta as habilidades e os talentos das pessoas, sejam intelectuais ou de qualquer outra natureza. Entristece-me ver pessoas talentosas cujas habilidades não são devidamente valorizadas, ou cujo ambiente não lhes proporciona a oportunidade de se desenvolverem e realizarem seu potencial”, disse.

O bispo expressou gratidão à ACN, que, segundo ele, continua apoiando a Igreja no Egito em várias áreas.

“A ACN é um apoio muito importante para nós. O que é especialmente valioso é que a fundação considera as nossas prioridades, em vez de impor a sua própria agenda. Isso é muito importante!”, disse.

 

Homilia Diária | Como cooperar com a graça divina? (Terça-feira da 30ª Sem. Tempo Comum -27/10/26)


 

Hoje é dia de santo Odrano, abade e fundador irlandês, apóstolo da Escócia

 


Santo Odrano | ACI Digital ??
Santo Odrano | ACI Digital 
 

Hoje (27) é a festa de santo Odrano (Odran ou Odhran), que foi chamado de "nobre e sem mancha". Odrano viveu entre os séculos V e VI e talvez seja o mais famoso abade do mosteiro de Meath, Irlanda.

A evangelização da Escócia e a morte de Odrano

Santo Odrano viveu por mais de 40 anos em Silvermines, no condado de Tipperary, Irlanda, e é considerado o responsável pela construção da igreja local em 520. Segundo a tradição irlandesa, Odrano foi abade do mosteiro de Meath e fundou o mosteiro de Lattreagh.

Em 563, Odrano fez parte do grupo que partiu para a ilha escocesa de Iona (Ilhas Hébridas Interiores, arquipélago da Escócia), onde acabou morrendo. Odrano e seus companheiros partiram de Loch Foyle, Irlanda, para Iona ao lado de são Columba (521-597), santo padroeiro dos escoceses. Iona é uma pequena ilha no oeste da Escócia, onde foi construído um mosteiro e de onde começou a evangelização do povo escocês.

Uma antiga tradição irlandesa diz que, logo após desembarcar em Iona, Odrano sentiu que seu fim estava próximo e disse: "Serei o primeiro cristão a morrer nesta região". Ao que são Columba respondeu: "Eu lhe asseguro que você irá para o Reino dos Céus e prometo que ninguém obterá uma graça em meu túmulo sem tê-la pedido a você também". Como Columba não queria ver seu amigo morrer, ele lhe deu sua bênção e eles seguiram caminhos diferentes.

Um combate nas alturas

Columba estava na metade de seu caminho quando ergueu os olhos para o céu. De repente, ele ficou paralisado, como se estivesse em um profundo êxtase. Seus companheiros perguntaram o que ele estava vendo e Columba respondeu, para surpresa de todos, que estava vendo a batalha travada nas alturas entre os espíritos bons e os maus. Em seguida, disse que também tinha visto como os anjos estavam levando triunfantes a alma de santo Odrano para o céu.

A companhia aérea de bandeira da Irlanda, Aer Lingus, batizou um de seus aviões de passageiros, um Boeing 757, de "St. Otteran-Odhrán". ‘Otteranus é ‘Odrano’ em latim, provavelmente em alusão à lenda do santo voando pelos ares acompanhado por anjos.

Escócia e Irlanda unidas

Santo Odrano foi o primeiro dos monges irlandeses a morrer e ser enterrado em Iona, na Escócia. Sua morte foi registrada em 548. Seu local de sepultamento, que fica no único cemitério da ilha, é chamado de "Reilig Orain" em sua homenagem. Um relato antigo diz que seu túmulo está localizado na base da capela do local.

O santo fundou o mosteiro de Latteragh no condado de Tipperary, que mais tarde foi renomeado Leitrioch Odrain. Embora pouco se saiba sobre os detalhes de sua vida, ele é celebrado como um bispo santo em toda a Irlanda.

Laudes de Terça-feira da 30ª Semana do Tempo Comum


 

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Impossible TakeOff Supersonic Tupolev TU-144D From Short Runway


 

Missa a Nossa Senhora de Fátima desde a Capelinha das Aparições 26.10.2026


 

“Santa Maria, rogai por nós!”


 

Por que você se defende quando é corrigido? | A soberba


 

Comentário à liturgia do 1º Domingo do Advento - Ano A


 

Igrejas na Jordânia: “convivência entre cristãos e muçulmanos não está em perigo”

 

Após o ataque armado, ocorrido durante um funeral, à Igreja Greco-ortodoxa de São Jorge, em Hmoud, que causou 8 mortos e 40 feridos, os representantes das comunidades cristãs afirmaram que tal ação não fará senão fortalecer o vínculo com a Terra Santa e o diálogo inter-religioso: “a unidade vai repelir o extremismo e qualquer tentativa de semear divisão e discórdia”.

Giovanni Zavatta - Vatican News

“Se o objetivo dessa ação é nos expulsar da Terra Santa e nos obrigar a fugir, o único resultado que vai alcançar será o de fortalecer nosso vínculo com ela e aprofundar ainda mais nossas raízes neste lugar. Tal ato atroz e sangrento não irá abalar a nossa unidade nacional, nem nossa determinação inabalável. Pelo contrário, reforça ainda mais os laços entre cristãos e muçulmanos, unindo-nos em torno de nosso líder hachemita». É firme e inequívoca a declaração com a qual o Patriarca Greco-ortodoxo de Jerusalém, Teófilo III, condenou sem reservas o atentado terrorista perpetrado na sexta-feira, 23 de outubro, na Jordânia, na Igreja Greco-ortodoxa de São Jorge, na aldeia de Hmoud, província de Al-Karak.

Medidas de segurança foram reforçadas enquanto se procura os agressores

Pelo menos três homens armados invadiram o local durante uma cerimônia fúnebre, abrindo fogo indiscriminadamente contra os fiéis indefesos, matando 8 pessoas e ferindo outras 40. As autoridades jordanianas afirmaram que ainda estão atrás dos agressores, acrescentando que é prematuro determinar se há ligações com grupos conhecidos, dentro ou fora do país. Até o momento, não houve nenhuma reivindicação do ato criminoso. “Esse é o resultado de uma ideologia terrorista e de um extremismo cego; não permitiremos que a sociedade siga esse caminho”, escreveu o primeiro-ministro, Jafar Hassan, em uma postagem no X, enquanto o rei da Jordânia, Abdullah II, dirigiu-se ao local do massacre, declarando que os responsáveis serão punidos “com mão de ferro”. Enquanto isso, as medidas de segurança foram reforçadas em shoppings, embaixadas estrangeiras e outros locais sensíveis em todo o reino hachemita.

A firmeza do Patriarca Greco-ortodoxo Teófilo III

Teófilo III, que na Jordânia é representado por dois vigários patriarcais em Amã e em Irbid, destacou em sua declaração que, “por mais graves que sejam os acontecimentos que estão ocorrendo ao nosso redor e por mais difíceis que sejam as provações que somos chamados a enfrentar, nunca abandonaremos nossa terra. Somos filhos desta terra, nós mesmos somos suas origens e fazemos parte de sua história, de seu presente e de seu futuro. Permaneceremos aqui, testemunhando nossa fé, independentemente da magnitude dos desafios e da gravidade das provações”. O Patriarca Greco-ortodoxo manifestou ainda a convicção de que a sociedade jordaniana “permanecerá imune a qualquer ideologia obscura e extremista” e que esse ato criminoso “é completamente alheio ao islamismo moderado, tal como é promovido e praticado no país de maneira discreta e sensata”.

Solidariedade dos líderes das Igrejas de Jerusalém

Os patriarcas e líderes das Igrejas de Jerusalém expressaram dor e consternação. Em um comunicado divulgado neste sábado (24/10), eles se referem a um “ataque terrorista brutal e desumano” contra civis indefesos, que “constitui uma grave ofensa a Deus e à humanidade”. Atacar pessoas em oração, dentro da casa de Deus, enquanto choram seus entes queridos, viola todos os valores sagrados e humanos”, prosseguem, destacando que “trata-se de uma agressão a toda a comunidade cristã do Reino Hachemita da Jordânia e ao tecido social jordaniano, um modelo exemplar de convivência onde muçulmanos e cristãos vivem unidos, em espírito de fraternidade, há gerações”.

Ao luto dirigido às famílias das vítimas e à solidariedade fraterna manifestada a Teófilo III, soma-se, no entanto, “o consolo” pelas palavras inequívocas de Abdullah II e pela firme rejeição a tal ato por parte do povo jordaniano: “ações desse tipo não podem, nem jamais conseguirão, abalar a unidade do povo da Jordânia”, concluem os representantes das Igrejas de Jerusalém, convidando todas as paróquias da região a tocar os sinos ao meio-dia (hora da Jordânia), em sinal de solidariedade e oração pelos fiéis falecidos e pelos feridos.

O Patriarcado Latino sobre a importância do papel desempenhado pelo rei Abdullah II

Na sexta-feira (23/10), de forma isolada, o Patriarcado Latino de Jerusalém se pronunciou, expressando condenação e pesar, e destacou o papel desempenhado pela família hachemita, liderada pelo rei Abdullah II, “na consolidação dos valores de moderação e tolerância, na defesa da dignidade humana e na salvaguarda da liberdade de praticar os ritos religiosos”. A coesão nacional do povo jordaniano representa “uma proteção fundamental contra o terrorismo, o extremismo e qualquer tentativa de semear divisão ou discórdia”. Os jordanianos, tanto muçulmanos quanto cristãos, formam uma única família nacional — diz a declaração — unida por uma história compartilhada e um destino comum, ligada por laços de afeto, pertencimento e lealdade à sua terra e à sua liderança”.

Condolências também de Bartolomeu e do CMI

De Roma, onde se encontra em visita, o Patriarca Ecumênico Bartolomeu ligou para Teófilo III para expressar o mais profundo pesar, condenando sem reservas o atentado. “Todo ato terrorista é, na verdade, dirigido contra a convivência pacífica entre povos, religiões e culturas, que reveste uma importância vital, sobretudo para o Oriente Médio, que há muito tempo sofre”, diz uma nota. O secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas, o reverendo Jerry Pillay, também destacou que “os fortes laços de amizade e respeito mútuo entre cristãos e muçulmanos na Jordânia não serão abalados por esse ato de violência”, pedindo a proteção de todos os locais de culto para que todos possam se reunir em oração com paz e segurança.


Apelos do Papa pelos povos do Iêmen e Jordânia: todos têm direito de viver em paz

 

"Continuemos juntos a rezar pela paz", exortou Leão XIV ao final do Angelus: "que o Senhor inspire escolhas de diálogo e de paz!". Os apelos foram dirigidos ao Iêmen, que sofre agravamento da emergência humanitária na cidade de Taiz, e à Jordânia, onde um ataque terrorista desestabilizou a "convivência pacífica" em Hammoud. "Vamos nos unir espiritualmente" aos líderes religiosos a partir de Assis, lembrou o Papa, para o Encontro pela paz que começa neste domingo (25/10).
 
Ouça a reportagem com a voz do Papa e compartilhe

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV, ao final da oração mariana do Angelus deste domingo (25/10) a cerca de 20 mil pessoas na Praça São Pedro, voltou a exortar "o diálogo e a paz" entre os povos. Os apelos do Pontífice começaram pelo Iêmen, para que "cessem as hostilidades", favorecendo "o direito de viver em paz" sobretudo na cidade de Taiz - a terceira maior do país -, que sofre com o agravamento rápido da emergência humanitária. Segundo as Nações Unidas, o centro urbano local está isolado há 20 dias com os combates entre rebeldes e forças do governo que tomaram as principais rotas de abastecimento, o que dificulta o deslocamento de civis e a entrada de alimentos e combustível. O Programa Mundial de Alimentos da ONU estima que mais de 800 mil pessoas em Taiz continuam sem acesso a ajuda humanitária. Pela grave situação, veio o apelo do Papa:

"Queridos irmãos e irmãs, acompanho com preocupação a grave situação humanitária no Iêmen, especialmente na cidade de Taiz, onde a população sofre com a falta de alimentos, água e cuidados médicos. Dirijo um apelo sincero para que cessem as hostilidades e seja garantido ao povo iemenita e a todos os povos da região o direito de viver na paz."

A oração pelas vítimas na Jordânia

Ainda no Oriente Médio, o Papa direciona o pensamento às vítimas do atentado durante um funeral na Jordânia. Após o ataque armado de 23 de outubro, que causou 8 mortos e 40 feridos, os representantes das comunidades cristãs afirmaram à Greco-ortodoxa que o ocorrido não fará senão fortalecer o vínculo com a Terra Santa e o diálogo inter-religioso. Leão XIV demonstrou proximidade e preocupação:

"Asseguro minhas orações por todos aqueles que foram mortos e feridos na última sexta-feira, no ataque terrorista contra os fiéis da Igreja Ortodoxa de São Jorge, em Hammoud, na Jordânia. Estou próximo àquela comunidade e a todo o país, que se destaca pela convivência pacífica e pelo respeito entre as diferentes religiões."

Encontro pela paz e de união espiritual em Assis

Enfim, o Papa Leão XIV citou o encontro "Paz desarmada e desarmante" que começa neste domingo (25/10), em Assis, para reforçar o apelo apartir da Itália:

“Continuemos juntos a rezar pela paz. Depois de amanhã, 27 de outubro, vamos nos unir espiritualmente aos Chefes das Igrejas e aos líderes religiosos que irão se reunir em Assis por ocasião do aniversário de 40 anos do encontro convocado por São João Paulo II. Nunca como hoje ficou tão evidente que as guerras, além de semear morte e destruição, empobrecem e prejudicam o mundo. Que o Senhor inspire escolhas de diálogo e de paz!”

O Pontífice deve enviar uma mensagem manifestando "proximidade aos organizadores, aos líderes e representantes das confissões cristãs e das religiões, assim como aos convidados que estarão presentes, na convicção de que o Espírito de Assis, o diálogo e a busca de palavras e gestos de paz são recursos preciosos em uma época de conflitos”. Isso porque, ainda segundo um comunicado da Santa Sé divulgado na última sexta-feira (23/10), o Papa "não poderá estar presente em Assis no dia 27 de outubro, como estava previsto”, para "favorecer a recuperação após a cirurgia torácica" realizada em 13 de outubro, no Hospital Gemelli, de Roma, para a remoção de um adenocarcinoma pulmonar.

A natureza da doença foi confirmada em boletim médico de 21 de outubro, que apresentou os resultados definitivos dos exames histológicos e das análises de biologia molecular: com base em uma avaliação oncológica posterior, “não é necessária nenhuma terapia adicional” para o Papa. Nessa última semana, após alta do hospital em 17 de outubro, Leão XIV manteve os compromissos previstos na agenda, enquanto prossegue o período de recuperação no Vaticano.

O Papa: numa sociedade como a nossa, a dimensão da caridade é fundamental

 

Na audiência com as Irmãs da Caridade, Leão XIV destacou o legado da fundadora, Santa Joana Antida Thouret, que colocou Cristo no centro de sua vida, dedicando-se aos pobres, aos enfermos e aos mais necessitados. Um ensinamento que hoje deve nos levar a cultivar e difundir a atenção ao próximo, "ao bem integral, espiritual e temporal, do próximo".

Vatican News

O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta segunda-feira (26/10), na Sala do Consistório, no Vaticano, as participantes do Capítulo Geral eletivo das Irmãs da Caridade de Santa Joana Antida Thouret, religiosa francesa, fundadora da Congregação das Irmãs da Caridade.

O Capítulo Geral de uma família religiosa é sempre um contexto privilegiado para a ação do Espírito Santo em favor do Povo de Deus. Nos dias de graça que vocês vivenciaram, em atitude de docilidade às suas inspirações, vocês exerceram o discernimento comunitário, que é em si mesmo uma experiência edificante.

Leão XIV prosseguiu o seu discurso, ressaltando que "Santa Joana Antida Thouret compreendeu muito bem a importância dessa 'doação conjunta' na Igreja, demonstrando, ao longo de sua vida, grande amor e respeito pelo Sucessor de Pedro, mesmo ao custo de enfrentar dolorosos mal-entendidos e sacrifícios pelo bem e pela unidade das pessoas que lhe foram confiadas".

A seguir, recordou o tema escolhido pelas Irmãs da Caridade de Santa Joana Antida Thouret para os trabalhos do capítulo, "Raízes em Cristo, missão no mundo", afirmando que "ele descreve com muita propriedade a essência de sua consagração e do seu apostolado".

Ter raízes em Cristo significa, de fato, seguindo o exemplo de Santa Joana Antida, colocar somente Ele no centro de nossa existência e de nossos pensamentos, acostumando-nos a sentir e celebrar Sua presença a cada instante, confiantes de que, unidos a Ele, estaremos cada vez mais próximos uns dos outros e mais capazes de ajudar os outros de acordo com seus desígnios.

O Papa recordou um aspecto importante do legado carismático que santa Fundadora deixou para as suas religiosas: "Prestar atenção ao bem integral, espiritual e temporal dos outros".

Recordo isso porque, numa sociedade como a nossa, que tende a fragmentar o ser humano, dividindo as pessoas não apenas entre si, mas também — e de forma mais grave — dentro de si mesmas, essa dimensão da caridade é fundamental para a recuperação, a promoção e o autêntico respeito pela dignidade de cada um, especialmente dos mais pobres e necessitados. Valorizem-na, cultivem-na e difundam-na.

Leão XIV disse ainda que "neste ano bicentenário do nascimento para o Céu da Santa Madre Thouret, é reconfortante notar o quanto o Senhor abençoou e acompanhou a sua caminhada ao longo do tempo". "Isso é testemunhado na riqueza e diversidade de sua expansão apostólica, agora presente em trinta e dois países, onde vocês mantêm vivo o 'carisma da Caridade' graças ao trabalho de religiosas, leigos, jovens, voluntários e colaboradores de todas as idades e origens", sublinhou.

O Papa concluiu, incentivando as religiosas a continuarem "seu trabalho generosamente", pois "ele é precioso aos olhos de Deus e da Igreja. Obrigado por tudo o que vocês fazem". 


Dez salmos que podem animar em tempos difíceis

 


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Imagem ilustrativa | Josh Applegate (Unsplash) 
 

Na sociedade de hoje, é cada vez mais comum sentir-se sobrecarregado pelos problemas e, por isso, temeroso e desanimado. Permanecer com esse sentimento de angústia por muito tempo pode fazer com que a preocupação tome conta de nós e nos deixe adormecidos e impotentes, a ponto de fazer com que nossa vida de oração decline. Embora possa ser difícil, é nestes momentos que devemos rezar mais e os salmos podem nos ajudar nesta tarefa, diz Marge Fenelon, jornalista católica e autora de vários livros sobre a devoção mariana e a vida familiar.

Em artigo publicado no jornal National Catholic Register, Fenelon disse que são Francisco de Sales encorajou os católicos a confiar em Deus, como resposta ao medo e à preocupação humanos.

“Não se preocupe com o que pode acontecer amanhã; o mesmo Pai eterno que cuida de você hoje, se encarrega de você amanhã e todos os dias. Ou Ele protegerá você do sofrimento, ou lhe dará a força infalível para suportá-lo. Esteja em paz, pois, e afaste todos os pensamentos de angústia”, disse o santo.

Como as palavras dos santos, que geralmente se baseiam em mensagens bíblicas, "os salmos são um tesouro espiritual e literário de poesia, louvor a Deus, conselho, conforto e, às vezes, arrependimento", disse Fenelon. Hoje, continuam sendo proclamados na missa e também são úteis para os fiéis que recorrem a eles em sua oração.

"O salmista clama a Deus com sinceridade, e podemos nos ver refletidos em suas expressões muito humanas de petição e amor", disse. Quando a preocupação torna nossa oração difícil, "rezar por meio dos salmos pode nos ajudar a sair de nós mesmos e alcançar Deus". Sempre que lutamos para encontrar nossas próprias palavras, os salmos "têm as palavras certas", disse Fenelon.

A escritora recomendou que, embora se possa rezar através da leitura de todos os salmos em um único momento de oração, você também pode rezar apenas um ou dois salmos por dia.

“Você os achará especialmente úteis quando se sentir angustiado. Rezo para que sejam uma fonte de ânimo para vocês, enquanto meditam no Pai amoroso que os protegerá do sofrimento ou dará a força inesgotável para suportá-lo”, concluiu.

A seguir, 10 salmos que podem ajudar a aliviar as preocupações destes tempos:

1. Não temerá notícias funestas, porque seu coração está firme e confiante no Senhor (Salmo 111, 7).

2. Confia ao Senhor a tua sorte, espera nele, e ele agirá (Salmo 36, 5).

3. Fazei-me sentir, logo, vossa bondade, porque ponho em vós a minha confiança. Mostrai-me o caminho que devo seguir, porque é para vós que se eleva a minha alma (Salmo 142, 8).

4. Meus inimigos continuamente me espezinham, são numerosos os que me fazem guerra. Ó Altíssimo, quando o terror me assalta, é em vós que eu ponho a minha confiança (Salmo 55, 3-4).

5. Ele não permitirá que teus pés resvalem; não dormirá aquele que te guarda (Salmo 120, 3).

6. Os que confiam no Senhor são como o monte Sião, eternamente firme (Salmo 124, 1).

7. O Senhor se aproxima dos que o invocam, daqueles que o invocam com sinceridade (Salmo 144, 18).

8. São muitos os sofrimentos do ímpio. Mas quem espera no Senhor, sua misericórdia o envolve (Salmo 31, 10).

9. Só em Deus repousa a minha alma, é dele que me vem o que eu espero. Só ele é meu rochedo e minha salvação; minha fortaleza: jamais vacilarei (Salmo 61, 6-7).

10. O Senhor torna-se refúgio para o oprimido, uma defesa oportuna para os tempos de perigo (Salmo 9, 10).

(acidigital)