terça-feira, 18 de novembro de 2014

Os nossos filhos




É verdade, queridos amigos: a educação dos nossos filhos está a tornar-se um problema para muitos pais.
Há alguns anos atrás, vivíamos com dificuldades de toda a ordem, começando pela económico-financeira, passando pela saúde e educação. Vivíamos resignados, porque não tínhamos outro conhecimento que não o de viver a passar os dias.

As condições materiais modificaram-se, abrindo os “cordões à bolsa” de quase todos, os quais quiseram dar uma “vida melhor” aos filhos o que representou, dar-lhes tudo: o que se tinha e o que não se tinha. Habituaram-nos a ter e a gastar o que não possuíam.

Talvez agora se aprenda a dividir um chocolate por cinco ou seis. Talvez agora entendam que recorrem aos avós reformados e pobres para poderem comer pelo menos uma refeição e que a outra terá de ser feita na cantina da escola. Talvez agora saibam valorizar a sua família, a solidariedade, os afectos.

Talvez agora, os pais assumam alguns erros e se consciencializem de que respeito, verdade, justiça, amor, são valores indispensáveis à vida humana, tal como o “pão para a boca”. Talvez os pais pensem! pensem que a vida pode ser outra coisa e abram o seu ouvido em outra direção, onde se fala de vida nova, de esperança, do amor de Deus, do amor fraterno ...

Põe-te à escuta e quando Deus te chamar, segue-o e leva contigo a tua família. Não arranjes desculpas para adiar esse encontro que vai ser muito importante; quem sabe: único!


PASSA BEM


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

DEUS É PACIENTE



Estive "uns dias a pensar" que afinal, eu não tenho desenvolvido o “talento” de que fui e sou presenteada pelo Criador.
Gosto de guardá-lo no fundo do poço para que ninguém suspeite que o tenho e não mo venha roubar.
Sucede então que , nem eu nem outros beneficiam dele. É triste levar anos escrava das “coisas” sem usufruir delas, porque passo o meu tempo só a olhar para baixo, para o fundo do poço para ver se ele ainda lá está ... e a perder da liberdade, de tudo, da luz, da natureza, das pessoas , da vida!

Então na parábola dos talentos, o patrão dirige-se ao empregado que como eu  guardou e não pôs a render o talento, com palavras acusatórias porque ele foi um mau empregado que não zelou pelo património que lhe fora atribuído para cuidar e multiplica-lo. E por fim, “despediu-o”.

A sorte que eu tenho, é que o meu “patrão” não é como os outros que acusam e castigam; Ele é paciente para comigo! Não se cansa! e usa de misericórdia para com os meus pecados de medo, ganância e orgulho.
Ele é Aquele que me leva muitas vezes ao deserto para aí no silencio do meu coração, me falar de Amor.

Mais uma vez me reconduziu ao deserto e o transformou em “prado verdejante”.



PASSA UM BOM DIA

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

"NOTAS DO MEU CANTINHO"

segunda-feira, 3 de Novembro de 2014

RECORDANDO

NOTAS DO MEU CANTINHO


Passaram-se já tantos anos. Nada menos de 75 anos. Estava na minha juventude despreocupada e feliz.
Tinha conseguido, com a ajuda de um Amigo que não esqueço, um pequeno emprego, que era o início da minha carreira profissional. Resolvi ir gozar uma parte das minhas primeiras férias a S. Miguel, aonde tinha ido anos antes em condições nada agradáveis mas que não interessam recordar...
Era o mês de Agosto. Viajei no “Ribeirense” por gentileza do respectivo Mestre, o conhecido Mestre João Alves, de saudosa memória, que me ofereceu a viagem.
Em Ponta Delgada, hospedei-me na Pensão “Fontes” na Rua dos Mercadores. Uma senhora viúva e muito simpática, que acolhia os hóspedes – e éramos vários – muito familiarmente.
Passava os dias quase só, num dos cafés do Largo da Matriz. Um deles era o “Giesta” e um outro pertencente a um judeu cujo nome não recordo, mas que fornecia umas cavacasdeliciosas. O sol de Agosto não permitia grandes passeatas pela cidade.

Não existia a Avenida. Naquelas noites quentes de Agosto, o sítio mais procurado era o “Aterro” que ficava nas traseira dos “cafés”, virado para a doca a qual, nessa altura, estava a ser prolongada com mais vinte e cinco metros, para melhor acolher a navegação. Trabalhava-se, naquela gigantesca obra, continuamente, de noite e de dia.
Normalmente, a navegação não atracava ao molhe, mas ficava no meio da bacia. Os passageiros eram dali transportados nas lanchinhas do Manteiga para o cais da Alfandega, um pequeno espaço, com escada e acesso à via pública, junto do edifício onde estava instalada a Alfândega. Hoje, é o quartel da PSP. A carga era transportada em batelões, da doca para os navios e vice-versa.
A navegação, naqueles recuados tempos, quase se limitava aos dois barcos da EIN, Lima eCarvalho Araújo e aos cargueiros dos Carregadores Açorianos, destinados a transportar para a Europa os ananáses produzidos em S. Miguel. Eram quatro ou cinco navios com acomodações para uma dúzia de passageiros.
Algumas vezes no ano, passava, pelos portos de Horta e Ponta Delgada, o Sináia, da Empresa Fabre Line. Depois apareceram, ainda nos primeiros anos da década de trinta, o Saturnia e o Vulcania, verdadeiras cidades flutuantes, como os classificou um jornalista da época. Nesses recuados tempos estava pouco desenvolvida a navegação turística.
Por indicação do Pe. José Jacinto Rebelo, já meu conhecido, relacionei-me com dois ou três jovens que faziam parte do grupo de Jocistas, movimento católico formado havia poucos anos e que já chegara às Lajes do Pico.
No domingo que lá estive, creio que foi o primeiro domingo de Agosto, ofereceram-me um passeio até à freguesia da Relva que, nesse dia, celebrava a festa da Padroeira. Qual? Já nem me lembro.
Tomei parte numa reunião jocista em casa do Pe. Rebelo, bastante animada. Aí conheci outros jovens jocistas.
Mas, no sábado anterior, estava sentado numa cadeira das várias que os Cafés colocavam nos passeios em frente aos respectivos estabelecimentos, e tive oportunidade de ler o jornal do dia – “A Ilha”.
Ponta Delgada vivia, na época, um período de grande desenvolvimento turístico, mercê da Casa Bensaúde, que ali se havia estabelecido. Sob o seu patrocínio apareceu a Sociedade Terra Nostra que construiu nas Furnas o primeiro hotel da Ilha. Na cidade construiu a Pensão Terra Nostra e instalou o Bureau de Turismo. Explorava a carreira de navegação Empresa Ínsula de Navegação. Fundou o jornal A Ilha, cuja direcção (creio) entregou ao Dr. Agnelo Casimiro, professor liceal e um dos mais destacados literatos açorianos do tempo. Julgo que não estou errado e se isso acontece o leitor que corrija.
O Bureau de Turismo, a seguir aos cafés, estava entregue a um jovem que o desenvolveu, notavelmente. Refiro o velho e saudoso amigo J. Silva Júnior, que ali esteve durante muitos anos.
Nas Furnas, a sociedade Terra Nostra havia construído um campo de Golfe, parece que, ainda hoje, um dos melhores do mundo.
Para a inauguração desse complexo desportivo foi convidado um Milionário americano.
Nesse sábado em que me encontrava em Ponta Delgada, o jornal “A Ilha”, julgo que órgão da Terra Nostra, e naturalmente os restantes jornais que ali se publicavam: ”O Açoriano Oriental”, o “Diário dos Açores” e “Correio dos Açores”, salvo erro, davam a notícia em parangonas na primeira página, da chegada do Milionário americano e seu secretário para inaugurarem o campo de golfe das Furnas. E como atrativo havia uma “matança de porco” em estilo regional!...
Nessa tarde a cidade despovoou-se. Ao tempo, eram poucos os carros que circulavam, mas todos eles se encaminharam para as Furnas, ou para assistir à exibição do Milionário ou para assistir à tradicional matança. Qualquer delas era um atractivo aliciante.
E, como no princípio dizia, já se passaram setenta e cinco anos!

Lajes do Pico,
27 de Outubro de 2014
Ermelindo Ávila

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Engenheiro agrónomo açoriano é o novo enviado do Caminho Neocatecumenal para o sul de Espanha



João Ponte tem 26 anos, é natural da Lagoa, na ilha de São Miguel e a missa de envio, presidida pelo Bispo de Angra, decorreu este domingo

Aos 26 anos de idade, João Ponte parte para o Sul de Espanha, para evangelizar, respondendo a uma missão do Caminho Neocatecumenal, a que pertence, “não por vontade própria – queria casar e ter filhos- mas porque percebi que o Senhor poderia ter outra coisa reservada para mim”.
Natural da Lagoa, na ilha de São Miguel, este engenheiro agrónomo é o segundo açoriano que integra missões do Caminho fora do país.
“A minha ida para a missão é puramente um esforço por deixar-me conduzir pelo Senhor, para que se faça na minha vida a Sua vontade”, disse ao Sítio Igreja Açores num pequeno testemunho acerca desta opção de vida.
João Ponte integra a comunidade neocatecumenal do Cabouco, ouvidoria da Lagoa e parte em missão, depois de ter estado integrado numa comunidade em Lisboa, que lhe foi destinada no convivio internacional em Madrid, já este ano.
Leigo ativo dentro da igreja- foi acolito e catequista- João Ponte sublinha que “foi depois de ter conhecido este novo carisma da Igreja” que a sua “relação pessoal com Deus mudou”.
“Através deste caminho e dos catequistas percebo que Deus tem um projeto para mim”  e isso “tem-me ajudado a descobrir quem sou, para que vivo e a perceber e descobrir os enganos do demónio na minha vida”, frisa ainda João Ponte.
E, questiona: “se Ele aprendeu a obediência pelo sofrimento e morreu crucificado por mim, quem sou eu para não ter sofrimento algum? O segredo está em perceber o que o que Ele me quer dizer com esse acontecimento”, conclui.
Antes da partida, João Ponte ainda participará numa missa de despedida na sua comunidade neocatecumenal, em data ainda por definir.
“O Caminho Neocatecumenal ao ajudar os cristãos a fazerem uma verdadeira iniciação cristã faz com que muitos deles descubram também a sua vocação na Igreja” sublinha a nota da equipa de catequistas itinerante dos Açores ((liderada pelo Pe Angel e Lourenço Tourais) a que o Sítio Igreja Açores teve acesso, que refere que “a disponibilidade para a missão aparece nesta caminhada, sobretudo, como uma resposta agradecida às graças de Deus recebidas”.
É o segundo elemento que as comunidades neocatecumenais dos Açores dão para as missões evangelizadoras. Recordo que em setembro passado, uma açoriana de 25 anos, pertencente à comunidade de São josé, partiu para a Mongólia, para uma missão ad gentes.
O Caminho Neocatecumenal nasceu há 50 anos em Espanha, por iniciativa do pintor e músico Kiko Argüello e da missionária Carmen Hernández e é reconhecido pela Igreja Católica como “um itinerário de formação católica válido para a sociedade e os dias de hoje”, assente em três pilares fundamentais: a palavra de Deus, a Eucaristia e a vida em comunidade.
Atualmente o Caminho Neocatecumenal está implantado também em algumas nações tradicionalmente não cristãs, como China, Egito, Coreia do Sul e Japão.
No que respeita à missão ad gentes, o grupo católico conta atualmente com mais de 230 famílias a trabalharem em 52 cidades.
Nos Açores o Caminho Neocatecumenal entrou pela “ mão” de D. António de Sousa Braga, em 2004, e está “instalado” em sete paróquias onde existem 13 comunidades neocatecumenais, nas ilhas de São Miguel (7) e da Terceira(6) e as mais jovens no Pico (2).

Nov 10, 2014 | Açores
(In: facebook)


Caminha comigo! ajuda-me.






Vai, sai ao encontro...

Eu saí e fui ao encontro..., só que fui para usufruir e não para que o outro beneficiasse dele, por isso não resultou!

Não há nada melhor para aprender, do que experimentar... Ontem eu disse uma coisa e hoje fiz outra! Não era esta a minha intensão, mas o mal que tenho no coração prevaleceu. É difícil! É difícil deixar-se cair do pedestal da arrogância e do orgulho.
As coisas passam-se como se tudo fosse normal; as minhas defesas foram convincentes! O demónio é muito subtil. Mas o Espírito de Deus faz-nos parar para pensar e a luz da sabedoria divina vem ao de cima. Neste “encontro”, eu recebi um “não, tenho de ir ali... e depois acolá...” .

Programar, treinar discurso não funciona nesta caminhada. Mas sim, revestir-me de simplicidade e deixar que o Senhor decida e atue, porque continuo a acreditar no “vai para a rua e distribui o teu sorriso e/ou uma palavra de conforto a quem precisa; sai, sai ao encontro e verás que não te sentirás só. ”

Hoje, este dia é mais um passo para a conversão.

Caminha comigo! ajuda-me.



PASSA UM DIA TRANQUILO



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Na solidão, há uma luz que vem do “alto”



O Papa pede que rezemos neste mês de Novembro, pelas pessoas que vivem na solidão.
Tocou-me verdadeiramente esta sensibilidade do Santo Padre! Muitos vivem sós, por variadas razões: por escolha pessoal  ou por vicissitudes da própria vida.

Acordar sozinha, tomar as refeições sozinha, seroar sozinha, deitar à noite sozinha..., é muito duro, se há pouco tempo atrás a casa estava cheia e animada. Esta é para alguns, mais uma etapa desta vida. Aceitá-la é bom de dizer, mas para a fragilidade humana, é impossível! Só Deus nos pode valer! E é que nos acode mesmo.

Então é muito reconfortante rezarmos uns pelos outros, pedindo a força do Espírito Santo para nos animar, alegrar, ver sinais de salvação nas tribulações e também oferecermos ao Senhor os dons que ele nos deu colocando-os ao serviço dos outros. Então vai para a rua e distribui o teu sorriso e/ou uma palavra de conforto a quem precisa; sai, sai ao encontro e verás que não te sentirás só. 

Por isso, a Comunidade religiosa é uma benção do Alto, porque aí, eu me reconforto com a Palavra de Deus que transforma a terra seca em prado de erva verdejante que consola a minha alma. Aí me envolve o Senhor nos braços dos meus irmãos. Aí, choramos e rimos com a tristeza e a alegria de cada um. Porque aí com a ajuda do Espírito Santo, queremos ter um só coração e uma só alma.




PASSA UM BOM DIA

domingo, 9 de novembro de 2014

El Papa pide que en noviembre se rece por quienes están solos

             

  Durante este mes de noviembre, 
el Papa pide oraciones 
"para que las personas que sufren la soledad 
sientan la cercanía de Dios y 
el apoyo de los hermanos”.