domingo, 18 de janeiro de 2015

O PAPA EM MANILA: ENCONTRO COM JOVENS


ENCONTRO COM OS JOVENS
DISCURSO DO SANTO PADRE
Campo Desportivo da Universidade de São Tomás,
Manila-Filipinas 
Domingo, 18 de Janeiro de 2015

Queridos jovens amigos!
É uma alegria para mim estar hoje convosco. Saúdo cordialmente a cada um de vós e agradeço a todos aqueles que tornaram possível este encontro. Durante a minha visita às Filipinas, senti uma vontade particular de me encontrar convosco, queridos jovens, para vos escutar e falar. Desejo exprimir o amor e a esperança que a Igreja tem por vós e em vós. A minha intenção é encorajar-vos, como cidadãos cristãos deste país, na oferta de vós mesmos feita com entusiasmo e honestidade para o grande compromisso de renovar a vossa sociedade e contribuir para a construção de um mundo melhor.
De modo especial, agradeço aos jovens que me dirigiram palavras de boas-vindas. Expressaram de forma eloquente, em vosso nome, as vossas preocupações e ansiedades, a vossa fé e as vossas esperanças. Falaram das dificuldades e expectativas dos jovens. Embora não possa responder a cada uma destas questões de forma exaustiva, sei que, juntamente com os vossos pastores e entre vós, ireis considerá-las cuidadosamente com a ajuda da oração e fareis propostas concretas de acção.
Hoje quero sugerir-vos três áreas-chave onde tendes uma contribuição significativa a dar à vida do vosso país. A primeira é o desafio da integridade. O termo «desafio» pode ser entendido de duas maneiras. A primeira, de modo negativo, como uma tentativa de agir contra as vossas convicções morais, contra tudo o que vós professais acerca do que é verdadeiro, bom e justo. A nossa integridade pode ser desafiada por interesses egoístas, pela ganância, pela desonestidade ou pela intenção de manipular os outros.
Mas a palavra «desafio» pode-se entender também em sentido positivo. Pode ser vista como um convite a ser corajoso, a dar um testemunho profético da própria fé e de tudo o que se crê e considera sagrado. Neste sentido, o desafio da integridade é algo com que é preciso confrontar-vos nestes tempos e nas vossas vidas. Não se trata de algo que se pode adiar para quando fordes mais idosos ou tiverdes maiores responsabilidades. Mesmo agora, sois desafiados a agir com honestidade e lealdade nas vossas relações com os outros, sejam eles jovens ou idosos. Não fujais deste desafio. Um dos maiores desafios que os jovens têm pela frente é o de aprender a amar. Amar significa assumir um risco: o risco da rejeição, o risco de ser usados ou, pior, usar o outro. Não tenhais medo de amar. Mas, mesmo amando, preservai a vossa integridade. Também nisso, sede honestos e leais.
Na leitura que acabámos de ouvir, Paulo diz a Timóteo: «Ninguém escarneça da tua juventude; antes, sê modelo dos fiéis na palavra, na conduta, no amor, na fé, na castidade» (1 Tm 4, 12).
Portanto sois chamados a dar bom exemplo, exemplo de integridade. Ao fazê-lo, naturalmente tereis de enfrentar oposições e críticas, o desânimo e até o ridículo. Mas vós recebestes um dom que vos permite superar estas dificuldades: o dom do Espírito Santo. Se alimentardes este dom com a oração diária e tirardes força da participação na Eucaristia, sereis capazes de alcançar aquela grandeza moral a que vos chama Jesus. Tornar-vos-eis também uma bússola para os vossos amigos que andam à deriva. Penso especialmente nos jovens que se sentem tentados a perder a esperança, a abandonar os seus altos ideais, a deixar a escola ou a gozar o dia-a-dia.
Por isso, é essencial não perder a vossa integridade, não comprometer os vossos ideais, nem ceder às tentações contra a bondade, a santidade, a coragem e a pureza. Abraçai o desafio. Com Cristo, vós sereis – na verdade, já o sois – os artífices duma cultura filipina renovada e mais justa.
Uma segunda área onde sois chamados a dar a vossa contribuição é mostrar solicitude pelo meio ambiente. Isto não se deve apenas ao facto de que o vosso país, mais do que outros, corre o risco de ser seriamente afectado pelas alterações climáticas. Sois chamados a cuidar da criação, não só como cidadãos responsáveis, mas também como seguidores de Cristo. O respeito pelo ambiente requer mais do que simplesmente usar produtos não poluentes ou reciclá-los. Estes são aspectos importantes, mas não suficientes. Temos necessidade de ver, com os olhos da fé, a beleza do plano de salvação de Deus, a ligação entre o ambiente natural e a dignidade da pessoa humana. O homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus, tendo-lhes sido dado o domínio sobre a criação (cf. Gn 1, 26-28). Como administradores da criação, somos chamados a fazer da Terra um belíssimo jardim para a família humana. Quando destruímos as nossas florestas, devastamos o solo e poluímos os mares, traímos esta nobre vocação.
Há três meses, os vossos bispos abordaram estes temas numa Carta Pastoral profética. Pediram a cada um que reflectisse sobre a dimensão moral das nossas actividades e dos nossos estilos de vida, nos nossos consumos e no uso que fazemos dos recursos naturais. Hoje peço-vos que o façais no contexto das vossas vidas e do vosso compromisso em prol da construção do Reino de Cristo. Queridos jovens, o uso e a gestão correctos dos recursos naturais é uma tarefa urgente, para a qual tendes uma importante contribuição a dar. Sois o futuro das Filipinas. Mostrai-vos interessados por tudo o que sucede na vossa belíssima terra.
Outra área, para a qual podeis prestar uma contribuição, é particularmente querida a todos vós: o cuidado dos pobres. Somos cristãos, membros da família de Deus. Cada um de nós – não importa se, individualmente, temos muito ou pouco – é chamado a estender a mão pessoalmente e servir os nossos irmãos e irmãs necessitados. Há sempre alguém perto de nós que está em necessidade: material, psicológica, espiritual. O maior presente que lhe podemos dar é a nossa amizade, a nossa solicitude, a nossa ternura, o nosso amor por Jesus. Recebê-Lo significa receber com Ele tudo; dá-Lo significa dar o maior presente de todos.
Muitos de vós sabem o que significa ser pobre. Mas, muitos de vós terão experimentado também algo da bem-aventurança que Jesus prometeu aos «pobres em espírito» (Mt 5, 3). Gostaria de deixar aqui uma palavra de incentivo e gratidão àqueles de vós que escolheram seguir Nosso Senhor na sua pobreza, através da vocação ao sacerdócio e à vida religiosa; bebendo naquela pobreza, enriquecereis a muitos. A todos vós, porém, especialmente àqueles que podem fazer e dar mais, peço: Por favor, fazei mais! Por favor, dai mais! Quando ofereceis algo do vosso tempo, dos vossos talentos e dos vossos recursos a tantas pessoas carentes que vivem marginalizadas, sois diferentes. É uma diferença de que há uma necessidade desesperada e pela qual sereis abundantemente recompensados pelo Senhor, pois – como Ele disse - «tereis um tesouro no céu» (Mc 10, 21).
Vinte anos atrás, São João Paulo II afirmou, neste mesmo lugar, que o mundo precisa de «um novo tipo de jovem»: um jovem que esteja comprometido com os mais altos ideais e desejoso de construir a civilização do amor. Sede aqueles jovens de que falava São João Paulo II. Não percais os vossos ideais. Sede jubilosas testemunhas do amor de Deus e do plano maravilhoso que Ele tem para nós, para este país e para o mundo em que vivemos. Por favor, rezai por mim. Deus vos abençoe a todos.
 (www.vaticano)

HOJE É O DIA DO SENHOR




II DOMINGO DO TEMPO COMUM


 Mestre, onde moras?

Após as festas natalinas,
iniciamos os domingos do Tempo Comum,
apresentando nas leituras do Evangelho,
o início da vida pública de Jesus e
os primeiros encontros com os discípulos.

A Leituras falam do CHAMADO de Deus.

Na 1ª Leitura, SAMUEL, no silêncio da noite,
se ENCONTRA com Deus, que o "chama". (1Sm 3,3b-10-19)

- A Vocação é sempre uma iniciativa misteriosa e gratuita de Deus.
O Profeta torna-se profeta porque um dia escutou Deus
a chamá-lo pelo NOME e a confiar-lhe uma missão.
- A Voz de Deus se faz ouvir no silêncio da noite.
Longe das preocupações do dia a dia, o ambiente é mais favorável  
para ESCUTAR os apelos e os desafios de Deus.
- Samuel não reconhece logo e sozinho a voz de Deus.
Só consegue após quatro vezes e com a ajuda do sacerdote Eli.
Deus não desiste diante de nossa surdez...
- Samuel responde:"Fala, Senhor, o teu servo escuta".
É a expressão de uma total disponibilidade, abertura e entrega
face aos desafios e aos apelos de Deus.
* A Vocação de Samuel ilustra a vocação de todos nós.

Na 2ª Leitura, Paulo afirma que, pelo Batismo,
o cristão se ENCONTROU com Cristo e se tornou templo do Espírito Santo.
Não podemos profanar esse templo. (1Cor 6,13c-15a.17-20)

No Evangelho, temos o ENCONTRO
dos PRIMEIROS DISCÍPULOS com Jesus. (Jo 1,35-42)

O Texto faz parte da semana inaugural no Evangelho de João e
apresenta um modelo de chamado e de seguimento de Jesus.
O chamado nasce do testemunho de João Batista,
a partir do qual formou-se uma corrente. Ninguém chega a Jesus sozinho...
- João Batista reconhece o Cristo que "passa" e
aponta a dois discípulos, André e Filipe: "Eis o Cordeiro de Deus…"
- Os Dois Discípulos seguem o Cristo de longe, timidamente.
- Cristo vai ao encontro deles e começa o Diálogo:
   "Que procurais"? - "Mestre, onde moras"?   è "Vinde e vede"…
    Foram e permaneceram com ele todo o dia…
- No dia seguinte: André leva o irmão Pedro até Cristo:
  Felipe chama Natanael: "Encontramos o Cristo".

* Só podemos encontrar Jesus, se alguém nos fala dele.
   O Batista introduziu seus discípulos a Jesus,
   em seguida os discípulos procuraram outros candidatos.

VOCAÇÃO: Busca e Convite:
O Cristão é, antes de tudo, aquele que acolhe o chamado de Deus
para seguir Jesus Cristo. Esse seguimento tem um caminho a percorrer...

- "O que estais procurando?"
São as primeiras palavras de Jesus no evangelho de João.
Nós também estamos à PROCURA de algo e de alguém...
Como os discípulos, procuramos saber quem é Jesus...
* O que estais buscando na vida? Qual a razão principal que nos move?

 - "Mestre, onde moras?"
A resposta dos discípulos é movida pelo desejo de comunhão.
Os discípulos não estão interessados em teorias sobre Jesus.
Querem, ao contrário, criar laços de intimidade com ele. "Onde moras?"

- "Vinde e Vede"
Para criar intimidade com Jesus, são convidados: "Vinde e vede".
É o encontro com Jesus na intimidade, na simplicidade e acolhimento...
E o resultado da experiência aparece:
"Então eles foram e viram onde Jesus morava.
E permaneceram com ele naquele dia".

* Discípulo de Jesus é aquele que é capaz de reconhecer
no Cristo que passa o Messias libertador,
que está disponível para seguir Jesus no caminho do amor e da entrega,
que aceita o convite de Jesus para entrar na sua casa e
para viver em comunhão  com ele,
que é capaz de testemunhar Jesus e de anunciá-lo aos outros irmãos.

- Samuel reconheceu a voz de Deus e acolheu prontamente...
- João Batista: reconheceu a presença de Cristo no meio da multidão e
  o indicou como Salvador.                                                                         
- Os Discípulos também reconheceram a presença de Cristo,
  com alegria o anunciaram a seus amigos e o seguiram prontamente…

Deus também nos chama e convida
para fazer parte da Comunidade de Jesus...
- Temos a mesma disponibilidade de Samuel:
  "Fala, Senhor, que teu servo escuta".
- Temos o mesmo ardor missionário dos primeiros discípulos,
  que partiram com entusiasmo para anunciar aos amigos
  o tesouro que encontraram?

Cristo conta com Você!...
                

 Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 18.01.2015


sábado, 17 de janeiro de 2015

O Papa em Tacloban, Filipinas



SANTA MISSA
HOMILIA DO SANTO PADRE
Tacloban International Airport, Filipinas
Sábado, 17 de Janeiro de 2015



Que belas palavras de consolação acabámos de ouvir! Uma vez mais foi-nos dito que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o nosso Salvador, o nosso Sumo Sacerdote que nos oferece misericórdia, graça e apoio em tudo o que precisamos (cf. Heb 4, 14-16). Cura as nossas feridas, perdoa os nossos pecados e chama-nos para sermos seus discípulos, como fez com São Mateus (cf. Mc2, 14). Louvemo-Lo pelo seu amor, a sua misericórdia e a sua compaixão. Louvemos o nosso grande Deus!
Dou graças ao Senhor Jesus por podermos estar juntos nesta manhã. Vim para estar convosco, nesta cidade que, há catorze meses, foi devastada pelo tufão Yolanda. Trago-vos o amor de um pai, as orações da Igreja inteira, a promessa de que não estais esquecidos enquanto procedeis à reconstrução. Aqui a tempestade mais forte de quantas já registadas no planeta foi vencida pela força mais poderosa do universo: o amor de Deus. Estamos aqui, nesta manhã, para dar testemunho deste amor, do seu poder de transformar morte e destruição em vida e comunidade. A ressurreição de Cristo, que celebramos nesta Missa, é a nossa esperança e uma realidade que experimentamos mesmo agora. E sabemos que a ressurreição só ocorre depois da cruz, aquela cruz que vós carregastes com fé, dignidade e força dada por Deus.
Estamos aqui congregados, antes de mais nada, para rezar por aqueles que morreram, por quantos ainda estão desaparecidos e pelos feridos. Elevemos a Deus as almas dos mortos, as nossas mães, os nossos pais, filhos e filhas, família, amigos e vizinhos. Temos confiança de que eles, tendo chegado à presença de Deus, encontraram misericórdia e paz (cf. Heb 4, 16). Mas resta muita tristeza por causa da sua ausência. Para vós que os conhecestes e amastes – e que ainda os amais –, a dor por tê-los perdido é real. Mas, contemplemos o futuro com os olhos da fé. A nossa tristeza é uma semente que um dia desabrochará na alegria que o Senhor prometeu a quantos acreditam nas suas palavras: «Felizes os que choram, porque serão consolados» (Mt 5, 4).
Além disso estamos aqui hoje congregados para dar graças a Deus pelo seu auxílio em tempo de necessidade. Ele foi a nossa força nestes meses verdadeiramente difíceis. Perderam-se tantas vidas, houve tanto sofrimento e destruição. E, no entanto, ainda somos capazes de nos reunir para Lhe agradecer. Sabemos que Deus cuida de nós; sabemos que em Jesus, seu Filho, temos um sumo sacerdote capaz de Se compadecer da nossa dor (cf. Heb 4, 15) e sofrer connosco. A com-paixão de Deus, o seu sofrer juntamente connosco, dá um significado e um valor eternos aos nossos esforços. O vosso desejo de Lhe agradecer por todas as graças e bênçãos, mesmo quando perdestes assim tanto, não é apenas um triunfo da capacidade de recuperação e da força do povo filipino; mas é também um sinal da bondade de Deus, da sua proximidade, da sua ternura, do seu poder salvífico.
Demos graças ao Deus Altíssimo também por tudo o que se fez para ajudar, reconstruir, prestar assistência nestes meses de necessidade sem precedentes. Penso em primeiro lugar naqueles que acolheram e deram guarida ao grande número de famílias deslocadas, aos idosos, à juventude. Como é duro deixar a própria casa e os meios próprios de subsistência! Agradecemos a quantos se ocuparam dos desabrigados, dos órfãos e dos desamparados. Sacerdotes, religiosos e religiosas que deram tudo o que podiam. A quantos de vós deram hospedagem e alimento às pessoas em busca de segurança nas igrejas, conventos, casas paroquiais e continuam a assistir aqueles que estão ainda em dificuldade, eu vos agradeço. Sois uma honra para a Igreja, sois o orgulho da vossa nação. Eu agradeço pessoalmente a cada um de vós, pois tudo o que fizestes pelo último dos irmãos e irmãs de Cristo, foi feito a Ele (cf. Mt 25, 40).
Nesta Missa, queremos também agradecer a Deus pelos bons homens e mulheres que prestaram serviço como operadores de salvamento e socorristas. Agradecemos a Ele pelas inúmeras pessoas de todo o mundo que ofereceram generosamente o seu tempo, dinheiro e bens. Estados, organizações e pessoas individuais de toda a terra colocaram em primeiro lugar os necessitados; trata-se de um exemplo que deveria ser seguido. Peço aos líderes de governo, às agências internacionais, aos benfeitores e às pessoas de boa vontade que não se cansem. Resta ainda tanto por fazer. Embora as primeiras páginas dos noticiários tenham mudado, as necessidades permanecem.
A primeira leitura de hoje, tirada da Carta aos Hebreus, incita-nos a permanecer firmes na nossa confissão, a perseverar na fé, a aproximar-nos com confiança do trono da graça de Deus (cf. Heb 4, 16). Estas palavras ganham uma ressonância especial neste lugar: no meio de tanto sofrimento, não cessastes jamais de confessar a vitória da cruz, o triunfo do amor de Deus. Vistes a força deste amor revelada na generosidade de muitíssimas pessoas, em inúmeros pequenos milagres de bondade. Mas constatastes também, nomeadamente na depredação, nas pilhagens e na falta de respostas a este grande drama humano, tantos trágicos sinais do mal, do qual Cristo nos vem salvar. Rezamos para que isto nos leve a uma maior confiança no poder que tem a graça de Deus de vencer o pecado e o egoísmo. Rezamos de modo particular para que cada um se torne cada vez mais sensível ao grito dos nossos irmãos e irmãs necessitados. Rezamos para que nos leve a rejeitar todas as formas de injustiça e corrupção, que, ao roubar aos pobres, envenenam as próprias raízes da sociedade.
Amados irmãos e irmãs, nesta grande provação sentistes de uma maneira especial a graça de Deus, através da presença e amorosa solicitude da Bem-aventurada Virgem Maria, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. É a nossa mãe. Que Ela vos ajude a perseverar na fé e na esperança e a ir ter com quantos estão necessitados. Com São Lorenzo Ruiz, São Pedro Calungsod e todos os Santos, que Ela continue a implorar de Deus a sua misericórdia e amorosa compaixão para este país e para todos os amados filipinos. Amen.

(www.vaticano)

"FALAI SENHOR QUE O VOSSO SERVO ESCUTA"



PASSA UM BOM DIA

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O SANTO PADRE NAS FILIPINAS



SANTA MISSA COM OS BISPOS, SACERDOTES, RELIGIOSOS E RELIGIOSAS
HOMILIA DO SANTO PADRE
Catedral da Imaculada Conceição , Manila
Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2015
«Tu amas-Me?» [as pessoas: «Sim!»] Obrigado; mas eu estava a ler a palavra de Jesus! Diz o Senhor: «Tu amas-Me? (…) Apascenta os meus cordeiros» (Jo 21, 15.16). As palavras de Jesus a Pedro, no Evangelho de hoje, são as primeiras palavras que vos dirijo, amados irmãos bispos e sacerdotes, religiosos e religiosas, e jovens seminaristas. Estas palavras recordam-nos algo de essencial: todo o ministério pastoral nasce do amor. Todo o ministério pastoral nasce do amor! Toda a vida consagrada é um sinal do amor reconciliador de Cristo. Na variedade das nossas vocações, cada um de nós é chamado de alguma forma, como Santa Teresa do Menino Jesus, a ser o amor no coração da Igreja.
Com grande afecto vos saúdo e peço para levardes o meu afecto a todos os vossos irmãos e irmãs idosos e doentes e a todos aqueles que hoje não puderam juntar-se a nós. Com a Igreja nas Filipinas que olha para o quinto centenário da sua evangelização, sentimos gratidão pela herança deixada por tantos bispos, sacerdotes e religiosos das gerações passadas. Eles esforçaram-se não só por pregar o Evangelho e construir a Igreja nesta nação, mas também por forjar uma sociedade inspirada pela mensagem evangélica da caridade, do perdão e da solidariedade ao serviço do bem comum. Hoje vós continuais a mesma obra de amor. Como eles, sois chamados a construir pontes, apascentar o rebanho de Cristo e preparar vigorosos caminhos para o Evangelho na Ásia ao alvorecer duma nova era.
«O amor de Cristo nos absorve completamente» (2 Cor 5, 14). Na primeira leitura de hoje, São Paulo diz-nos que o amor que somos chamados a anunciar é um amor reconciliador, que jorra do coração do Salvador crucificado. Somos chamados a ser «embaixadores em nome de Cristo» (cf. 2 Cor 5, 20). O nosso é um ministério de reconciliação. Proclamamos a Boa-Nova do amor, da misericórdia e da compaixão infinitos de Deus. Proclamamos a alegria do Evangelho. Uma vez que o Evangelho é a promessa da graça de Deus, a única que pode trazer plenitude e cura ao nosso mundo arruinado, ele pode inspirar a construção duma ordem social verdadeiramente justa e redimida.
Ser embaixador de Cristo significa, antes de mais nada, convidar cada pessoa a um renovado encontro com o Senhor Jesus (cf. Evangelii gaudium, 3 ). O nosso encontro pessoal com Ele. Este convite deve estar no centro da vossa comemoração da evangelização das Filipinas. Mas o Evangelho é também uma exortação à conversão, a um exame da nossa consciência, como indivíduos e como povo. Como justamente ensinaram os vossos bispos, a Igreja nas Filipinas é chamada a individuar e combater as causas da desigualdade e injustiça profundamente enraizadas, que desfeiam o rosto da sociedade filipina, contradizendo claramente o ensinamento de Cristo. O Evangelho chama os indivíduos cristãos a conduzirem vidas honestas, íntegras e solícitas pelo bem comum. Mas chama também as comunidades cristãs a criarem «círculos de integridade», redes de solidariedade que possam impelir a abraçar e transformar a sociedade com o seu testemunho profético.
Os pobres. Os pobres estão no centro do Evangelho, são o coração do Evangelho; se tirarmos os pobres do Evangelho, não podemos compreender plenamente a mensagem de Jesus Cristo. Como embaixadores de Cristo, nós, bispos, sacerdotes e religiosos, devemos ser os primeiros a receber a sua graça reconciliadora nos nossos corações. São Paulo deixa claro o que isto significa; significa rejeitar perspectivas mundanas, olhando tudo de novo à luz de Cristo. Isto comporta que sejamos os primeiros a examinar a nossa consciência, reconhecer os nossos falimentos e quedas e embocar o caminho duma contínua conversão, da conversão diária. Como poderemos proclamar aos outros a novidade e o poder libertador da Cruz, se nós mesmos não permitirmos que a Palavra de Deus abale o comprazimento em nós próprios, o nosso medo de mudar, os nossos comprometimentos mesquinhos com as modalidades deste mundo, o nosso «mundanismo espiritual» (cf. Evangelii gaudium, 93 )?
Para nós, sacerdotes e pessoas consagradas, a conversão à novidade do Evangelho implica um encontro diário com o Senhor na oração. Os Santos ensinam-nos que isto é a fonte de todo o zelo apostólico. Para os religiosos, viver a novidade do Evangelho significa encontrar incessantemente na vida da comunidade e nos apostolados da comunidade o incentivo para uma união cada vez mais estreita com o Senhor na caridade perfeita. Para todos nós, isto significa viver de tal forma que espelhemos a pobreza de Cristo, cuja vida estava inteiramente focalizada em fazer a vontade do Pai e servir os outros. Naturalmente, a grande ameaça a isto mesmo é cair num certo materialismo que pode insinuar-se dentro das nossas vidas e comprometer o testemunho que prestamos. Somente o tornar-nos pobres, tornando-nos nós próprios pobres, expulsando o nosso autocomprazimento, permitirá identificar-nos com os últimos dos nossos irmãos e irmãs. Veremos as coisas sob uma nova luz e, deste modo, poderemos responder, com honestidade e integridade, ao desafio de anunciar a radicalidade do Evangelho numa sociedade acostumada à exclusão, à polarização e a uma desigualdade escandalosa.
Aqui desejo dizer uma palavra especial aos jovens sacerdotes, religiosos, e seminaristas presentes. Peço-vos que partilheis a alegria e o entusiasmo do vosso amor por Cristo e pela Igreja com todos, mas sobretudo com os da vossa idade. Mantende-vos presentes no meio dos jovens que possam sentir-se confusos e desanimados, e todavia continuam a ver a Igreja como sua amiga no caminho e uma fonte de esperança.
Sede solidários com aqueles que, vivendo no meio duma sociedade molesta pela pobreza e a corrupção, sentem-se com o espírito abatido, tentados a largar tudo, deixar a escola e viver pela estrada. Proclamai a beleza e a verdade do matrimónio cristão a uma sociedade que é tentada por apresentações confusas da sexualidade, do matrimónio e da família. Como sabeis, estas realidades estão cada vez mais sob ataque de forças poderosas que ameaçam desfigurar o plano criador de Deus e trair os verdadeiros valores que inspiraram e moldaram quanto de belo existe na vossa cultura.
Na realidade, a cultura filipina foi plasmada pela criatividade da fé. Por todo o lado, os filipinos são conhecidos pelo seu amor a Deus, pela sua piedade fervorosa e a sua ardente e cordial devoção a Nossa Senhora e ao seu terço; pelo seu amor a Deus, pela sua piedade fervorosa e a sua ardente e cordial devoção a Nossa Senhora e ao seu terço. Este grande legado contém um forte potencial missionário. É o modo como o vosso povo inculturou o Evangelho e continua a acolher a sua mensagem (cf. Evangelii gaudium, 122 ). No vosso esforço de preparação para o quinto centenário, construí sobre estas bases sólidas.
Cristo morreu por todos a fim de que, mortos n'Ele, não vivamos mais para nós mesmos, mas para Ele (cf. 2 Cor 5, 15). Amados irmãos bispos, sacerdotes e religiosos, rogo a Maria, Mãe da Igreja, que faça jorrar de todos vós uma tal abundância de zelo, que possais gastar-vos abnegadamente ao serviço dos nossos irmãos e irmãs. Possa, assim, o amor reconciliador de Cristo penetrar ainda mais profundamente no tecido da sociedade filipina e, por vosso intermédio, nos ângulos mais distantes do mundo. Amen.


(news.va)

Um presente do céu? Papa recebe uma inesperada “saudação” da Santa Teresinha do Menino Jesus




AVIÃO PAPAL, 15 Jan. 15 / 10:51 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco agradeceu emocionado uma imagem de Santa  Teresinha do Menino Jesus que recebeu durante o voo papal do Sri Lanka às Filipinas e revelou que em oração “pediu uma rosa” à santa francesa como sinal de ter ouvido sua oração, mas em troca “ela mesma veio me saudar”.  

A jornalista da revista Paris Match, Caroline Pigozzi, deu de presente ao Papa uma imagem da santa em baixo relevo.   “Quando não sei como irão as coisas, tenho o costume de pedir a Santa Teresa do Menino Jesus, que tome o problema em suas mãos, algo assim, e que me envie uma rosa”, explicou o Pontífice na coletiva durante o voo que o levou a Manila.   "Pedi-lhe também por esta viagem, se ela podia toma-la em suas mãos, e se me poderia enviar uma rosa, mas em troca ela mesma veio me saudar”, assinalou.

(acidigital.com)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O PAPA NO SRI LANKA


Crenças religiosas jamais devem ser usadas 

para justificar a guerra e a violência



“Pelo bem da paz, nunca se deve permitir que as crenças religiosas sejam utilizadas para justificar a violência e a guerra”, disse o Papa Francisco em seu discurso aos líderes religiosos do Sri Lanka no Bandaranaike Memorial International Conference Hall da capital cingalesa. 
No encontro com os líderes budistas, muçulmanos, hindus e cristãos do Sri Lanka, o Santo Padre assinalou que “temos que exigir às nossas comunidades, com claridade e sem equívocos, que vivam plenamente os princípios da paz e da convivência encontrados em cada religião, e denunciar os atos de violência que se cometam”.
(news.va)

Bom dia



PASSA BEM O DIA GLORIFICANDO O SENHOR

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Papa Francisco: Um cristão “surdo” à voz do Espírito Santo não evangeliza




Ângelus dominical


Vaticano, 11 Jan. 15 / 09:54 pm (ACI/EWTN Noticias).- O último Ângelus antes do início da viagem do Papa Francisco ao Sri Lanka e Filipinas teve como centro a festa do Batismo do Senhor que, como explicou o Santo Padre, encerra o tempo de Natal.


Por isso, destacou, “um cristão e uma comunidade ‘surdos’ à voz do Espírito Santo, que impulsiona a levar o Evangelho aos extremos confins da terra e da sociedade, torna-se um cristão e uma comunidade de “mudos” que não falam e não evangelizam”.


“Colocar sob a ação do Espírito Santo a nossa vida de cristãos e a missão, que todos recebemos em virtude do Batismo, significa encontrar a coragem apostólica necessária para superar fáceis acomodações mundanas”, disse.


Francisco pediu a todos que rezem frequentemente ao Espírito Santo “porque nos ajuda, nos dá força, inspiração e nos faz ir adiante”.


Francisco fez referência às palavras do profeta Isaías -“Quem dera rasgasses o céus para descer, as montanhas se derreteriam diante de ti!- para indicar que esta invocação se escutou no Batismo de Jesus. Desta maneira “acabou o tempo 'dos céus fechados' que assinalam a separação entre Deus e o homem, como consequência do pecado”.


“O pecado afasta o ser humano de Deus e interrompe a ligação entre o Céu e a terra, o que causa nossa miséria e o fracasso das nossas vidas. Os céus abertos indicam que Deus deu a sua graça para que a terra dê os seus frutos”.


O Papa indicou que “Assim a terra tornou-se morada de Deus entre os homens e cada um de nós tem a possibilidade de encontrar o Filho de Deus, experimentando todo o amor e a infinita misericórdia”.


À continuação, o Santo Padre, da janela do Apartamento Apostólico, enumerou alguns lugares onde encontrar o Senhor: “nos sacramentos”, “especialmente na eucaristia”; “na face dos nossos irmãos, em particular nos pobres, nos doentes, nos encarcerados, nos refugiados. Estes são as carnes vivas de Cristo sofredor e imagem visível de Deus invisível”.


Em relação ao Batismo de Jesus, “não só se rasgam os céus, mas Deus fala de novo fazendo ressoar a sua voz: 'Tu és meu filho muito amado, em quem eu ponho toda a minha afeição'”.


“A voz do Pai proclama o mistério que se esconde no homem batizado pelo precursor. Jesus, o Filho de Deus encarnado, e também a Palavra definitiva que o Pai quis dizer ao mundo”.


“Só escutando, seguindo e testemunhando esta Palavra, podemos fazer totalmente frutífera nossa experiência de fé, cujo germe se depositou em nós no dia de nosso Batismo”.


O Bispo de Roma destacou que “a descida do Espírito Santo, em forma de pomba consente a Cristo, o Consagrado do Senhor, inaugurar a sua missão , que é a nossa salvação”.


Neste sentido, “o Espírito Santo que animou a vida e o ministério de Jesus é o mesmo que hoje guia a existência cristã”.


Depois da oração do Ângelus, o Papa, como fez há um tempo, aconselhou buscar a data em que cada um foi batizado e viver hoje “a alegria do Batismo”.


Por outro lado, recordou que amanhã começa a sua visita ao Sri Lanka e às Filipinas e pediu a todos que acompanhem com a oração.


Também pediu aos cidadãos de ambos os países “que estão aqui em Roma, que rezem especialmente por mim nesta viagem”.
 

Por Alvaro de la Juana
 (news.va)