segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A violência no mundo



As contradições do mundo

Os primeiros dias de Janeiro foram marcados, no mundo que nos rodeia, por acontecimentos contraditórios, aberrantes, que nos deviam fazer pensar. Os crimes cometidos em Paris e noutros locais da França devem ser condenados com audácia e energia, mas sem violência. O mundo, porém, parece esquecer tantos outros crimes em tantos países, tantos raptos, tanta venda de pessoas, tanto sangue derramado, tantos náufragos no Mediterrâneo, que se tem tornado um cemitério de pobres, de explorados por pessoas criminosas. Parece que ninguém ousa falar deles, defendê-los. Que eu saiba, nunca houve manifestação nenhuma a defender essas vítimas espalhadas pelo mundo.
Parece que os slogans da manifestação em Paris e noutras cidades esqueceram que a liberdade de uns não pode atentar contra a liberdade de outros. A dos primeiros, que fazem as caricaturas, tem que terminar sempre onde começa a dos outros, pois a liberdade religiosa, quer de muçulmanos, quer de judeus, quer de hindus, quer de budistas, quer de católicos, se não violenta a liberdade de outros, deve ser respeitada com dignidade. E não tem sido assim. Buda, Maomé, Cristo e os seguidores das várias religiões têm direito a ser respeitados. A liberdade de uns só pode ir até onde começa a liberdade de outros.
Dá que pensar que gente que se diz cristã, que vai à igreja, que participa em actos piedosos continue a mentir, a roubar, a cometer fraudes, a enriquecer à custa de uma diabólica corrupção. A maldade, unida à ignorância, gera desvios sérios a nível moral, em comportamentos éticos. O egoísmo desenfreado e o culto do dinheiro, tantas vezes endeusado, geram ganância doentia que nem a cadeia cura ou resolve. Todos nos damos conta que se a violência gera violência, a corrupção económica causa estragos imensos naqueles que não têm nada, que são explorados até serem excluídos e tratados como «sobras» para deitar fora.
Mas o nosso querido Papa Francisco não se cala, é veemente nas palavras, mas sobretudo é um exemplo de vida e de virtude em seus gestos, seus comportamentos, seus telefonemas, como fez há dias para uma doente da Argentina internada no Hospital de Leiria. Não se fica em discursos, em homilias bonitas, embora sólidas e com doutrina. Vai mais longe, vai muito longe na sua oração e na sua caridade, na sua humildade e na sua simpatia, nos gestos de unidade e ecumenismo, nos diálogos com políticos, no socorro aos pobres, nos apelos à conversão de mentalidades e comportamentos, como fez no discurso perto do Natal, em que apontou quinze doenças que, na Cúria Romana e na Igreja universal, chegando a cada um de nós, precisam de ser examinadas e curadas.
E lá foi ao Extremo Oriente, numa viagem longa e difícil, com perigos, visitar pastoralmente o Sri Lanka e as Filipinas. Fala com o coração e toca o interior de todos. Um articulista dizia que ele não é só o Papa da Igreja, mas o Papa do mundo, pelo seu impacto e pela sua maneira de estar, de se impor pelo serviço dedicado e humilde, pelos esforços em favor da paz e dos pobres. Os políticos de todos os quadrantes têm que aprender com este Mestre de humanidade, de justiça, de partilha, de defesa dos direitos humanos, de coração apaixonado por Deus e pelo mundo. E grita-nos: «não ao individualismo», «não ao pessimismo estéril», «não ao culto do dinheiro», «não à corrupção que escraviza». Sim à vida, ao amor, à partilha, à liberdade de todos e não só de alguns.
Quem se manifesta e acode às jovens raptadas na Nigéria para serem exploradas sexualmente, vendidas, maltratadas? Quem se manifesta e acode aos estudantes no México que foram mortos, espezinhados, triturados? Quem acode a tantos milhões de pessoas que morrem por dia, vítimas da fome, da violência, da guerra? Quem acode e protesta pela proliferação da droga, pelo enriquecimento dos que a vendem e a destruição dos que a consomem? Quem se manifesta contra a perseguição da Igreja, dos cristãos que continuam a não poder ter e usar a liberdade religiosa, são presos e condenados à morte, simplesmente porque são cristãos?

Dário Pedroso, s.j.

(Apostolado da Oração)


domingo, 25 de janeiro de 2015

HOJE É O DIA DO SENHOR




III DOMIGO DO TEMPO COMUM


Pescadores de homens

A Liturgia continua o tema do Chamado.
A resposta do homem passa por um caminho
de conversão pessoal e de identificação com Jesus.

Na 1ª Leitura, temos o envio do Profeta Jonas a pregar a conversão
aos habitantes de Nínive. (Jn 3,1-5.10)
A disponibilidade dos ninivitas em escutar os apelos de Deus
e em percorrer um caminho imediato de conversão
constitui um modelo de resposta adequada ao chamamento de Deus.

Na 2ª Leitura, São Paulo convida os cristãos a terem consciência
de que as realidades e valores deste mundo são passageiros
e não devem ser absolutizados. (1Cor 7,29-31)
Deus convida os cristãos, em marcha pela história, a darem prioridade
aos valores eternos, a converter-se aos valores do "Reino".

No Evangelho, Jesus convida os primeiros discípulos
a integrarem a sua comunidade. (Mc 1,14-20)

O texto apresenta Jesus no início de sua vida pública.
É o resumo de toda a sua mensagem:

+ Uma Afirmação:
"O tempo já se completou… o Reino de Deus está próximo…"
Reino de Deus resume a esperança de Israel num mundo novo
de Paz e de abundância, preparado por Deus ao seu Povo.
Era um fato esperado há muito tempo pelo Povo de Deus.
Agora o tempo da espera acabou. O Reino de Deus já chegou,
ele já está presente, as promessas estão se realizando.

+ Duas Condições para participar desse Reino:
   Convertei-vos… e crede no evangelho…"

- Converter-se não quer dizer mudar de religião.
Quer dizer mudar a mente e o coração, reformular os valores da vida,
para que Deus ocupe nela sempre o primeiro lugar.
É rever e remover em nós tudo aquilo que nos afasta de Deus e dos irmãos…
* Quem precisa de conversão? Só os outros?
                  
- Crer no evangelho não quer dizer apenas conhecer o que está escrito num livro.
Quer dizer aceitar Cristo e todos os valores que ele propõe para a nossa vida.     É escutar a sua palavra e conformar a nossa vida aos seus mandamentos,
que se resumem num só: O amor a Deus e ao próximo.
* E nós vivemos de fato o espírito do Evangelho?

+ Um Convite: Para continuar e completar esse Reino,
Cristo convida os primeiros quatro apóstolos e... hoje a todos nós:
"Vinde comigo… farei de vós PESCADORES DE HOMENS".

Escolhe pessoas ignorantes, pobres, desconhecidas, grosseiras…
Pareceria mais lógico a nós, que a escolha recaísse sobre os sacerdotes
de Jerusalém, sobre os fariseus e escribas, profundos conhecedores da  Bíblia.
E, no entanto, não… a escolha foi outra! Por que?

Mais uma vez Deus provou que a grandeza das coisas de Deus
não aparece na imponência dos fatos ou das pessoas,
mas na humildade, na simplicidade, onde geralmente existe mais fé…

+ Um Modelo de toda vocação cristã:
O Evangelho apresenta, portanto, o convite que Jesus faz a todos
e apresenta também um modelo para a forma
como os chamados devem escutar e acolher esse chamamento.

O chamamento é sempre:
- Uma iniciativa de Jesus dirigida a pessoas "normais".
  Não aconteceu enquanto estavam rezando ou fazendo algo de extraordinário,
  mas enquanto estavam simplesmente exercendo a sua profissão. 
- É sempre é radical e incondicional: exige que o "Reino" se torne
  o valor fundamental, a prioridade, o principal objetivo do discípulo.  
- É um chamamento para aderir à pessoa de Jesus,
  para fazer com Ele uma experiência de vida,
  para aprender com Ele a ser uma pessoa nova
  que vive no amor a Deus e aos irmãos.
- Exige uma resposta imediata, total e incondicional,
  que deve se sobrepor a tudo o resto
  para seguir Jesus e para integrar a comunidade do Reino.

O chamamento para integrar a comunidade do "Reino"
não é algo reservado a um grupo especial de pessoas,
com uma missão especial no mundo e na Igreja;
mas é algo que Deus dirige a todas as pessoas.
Todos os batizados são chamados a ser discípulos de Jesus,
a "converter-se", a "acreditar no Evangelho",
a seguir Jesus nesse caminho de amor e de dom da vida.

Cristo continua dirigindo ainda HOJE o mesmo apelo:
"Vinde após mim, farei de vocês pescadores de homens…"
Se tivermos medo, se nos sentirmos incapazes para tanto,
olhemos esses pescadores da galiléia… pobres e ignorantes,
mas com uma generosidade sem limites… Largaram tudo e seguiram a Jesus…

A nós também, ele continua exigindo as mesmas condições,
para poder segui-lo: "Convertei-vos e crede no evangelho…"

Renovemos a nossa fé para compreendermos a grandeza desse convite e
assim teremos a generosidade necessária para também segui-lo…

  Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 25.01.2009


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A minha fé em Deus salvou a vida do cientista ateu Stephen Hawking, assegura sue x-esposa




MADRI, 22 Jan. 15 / 12:14 pm (ACI/EWTN Noticias).- “Por favor, Senhor, que Stephen esteja vivo!”, foi a prece desesperada que Jane Wilde expressou em voz baixa em 1985, quando lhe disseram por telefone que seu marido, o agora famoso cientista Stephen Hawking, teria que ser desconectado do respirador após entrar em coma por uma pneumonia virulenta.
Jane recorda esta cena em seu livro “Rumo ao infinito”, onde conta que se aferrou a Deus nesta ocasião como em muitas outras vezes. Esse Deus no qual ela sempre acreditou “para resistir e manter a esperança” frente ao ateísmo fervente de seu marido doente, que desprezava e inclusive se burlava de suas “superstições religiosas”, porque “a única deusa de Stephen Hawking é e sempre foi a Física”.
Em entrevista com o jornal espanhol El Mundo, a ex-esposa recorda que os médicos suíços lhe deram a entender que não havia nada a fazer, e que se ela autorizava, desconectariam o respirador artificial para deixá-lo morrer com a mínima dor possível. “Desconectar o respirador era impensável. Que final mais ignominioso para uma luta tão heroica pela vida! Que negação de tudo pelo que eu também tinha lutado! Minha resposta foi rápida: Stephen deve viver”, afirmou.
Os médicos se viram na obrigação de realizar uma traqueotomia que salvou a vida do cientista mas também o deixou sem fala, obrigando-o a comunicar-se com a voz robótica de seu sintetizador.
Jane afirma que não se equivocou ao tomar esta decisão que permitiu ao astrofísico, que acaba de cumprir 73 anos em 8 de janeiro e segue escrevendo livros e dando conferências, seguir vivo.
O matrimônio
Jane Wilde se casou com Stephen Hawking quando ele tinha 23 anos, então era um jovem estudante de física que dois anos antes tinha sido diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, uma enfermidade neurodegenerativa.
Entretanto, isto não desanimou Jane quem decidiu dedicar sua vida a cuidar do homem que em pouco tempo se converteria em um dos mais famosos cientistas da história e com quem teve três filhos.
Na entrevista ao diário espanhol, a primeira mulher do famoso astrofísico assegura que conforme avançava a cruel enfermidade de seu marido, mais dependente dela ele se tornava, “e mais duro era o desafio de banhá-lo, asseá-lo, vesti-lo e dar de comer em colheradas ao brilhante cérebro com o corpo paralisado”, além de criar a seus três filhos.
Ante essa difícil situação assegura na entrevista que “a chave de sua resistência foi precisamente a fé nesse Deus rechaçado pelas teorias cosmológicas do professor Hawking”.
“Eu entendia as razões do ateísmo do Stephen, porque se à idade de 21 anos a uma pessoa é diagnosticada com uma enfermidade tão terrível, vai acreditar em um Deus bom? Eu acredito que não”, admite Jane.

Entretanto, “eu precisava da minha fé, porque me deu o apoio e o consolo necessários para poder continuar. Sem minha fé, não teria tido nada, salvo a ajuda de meus pais e de alguns amigos. Mas graças à fé, sempre acreditei que superaria todos os problemas que surgissem”.
Em ocasiões anteriores Stephen Hawking tinha declarado ao mesmo periódico que “O milagre não é compatível com a ciência”.
“Ele disse isso? Engraçado... porque eu acredito que é um milagre que ele siga vivo. É um milagre da ciência médica, da determinação humana, são muitos milagres juntos. Para mim é muito difícil explicá-lo”, expressou Jane surpresa pelas declarações do ex-marido. A doença da qual sofre o astrofísico costuma dar uma estimativa de vida de um ou dois anos aos pacientes.
Segundo precisa em seu livro titulado “Rumo ao infinito”, Jane assegura que enquanto Stephen “caçoava” da religião, ela “necessitava ferventemente acreditar que na vida havia algo mais que os meros dados da leis da Física e a luta cotidiana pela sobrevivência”, porque o ateísmo de seu marido “não podia oferecer consolo, bem-estar nem esperança em relação à condição humana”.

(acidigital.com)


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O farol reflecte luz!


Se assim o quiserdes Senhor, serei "farol" para irradiar a vossa Luz.


PASSA UM BOM DIA

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Agora, é a hora!






É hora de acordar do sono!

É hora de deixar o conforto do egoísmo para partilhar o Amor de Cristo Jesus.

É hora de abrir a porta para o “noivo” entrar e ficar contigo.

É hora de sair das trevas e vir para a luz!

É hora de “Vinde e vede” e permanecer com Ele. (Jo 1,39)

É hora de dizeres o teu SIM e confessares que Jesus é o teu Senhor!

É hora de aceitar a vontade de Deus e a missão.

É hora de confiar e segui-Lo.

É hora da conversão.

É hora de Evangelizar.


PASSA UM BOM DIA


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

NOTÍCIAS BREVES SOBRE A VISITA DO PAPA ÀS FILIPINAS





É oficial. A missa que celebrou o Papa Francisco no Parque Rizal este domingo na Manila (Filipinas) congregou entre 6 e 7 milhões de pessoas, convertendo-se assim no evento mais multitudinário já presidido por um Pontífice.


O Papa Francisco teve este domingo um encontro com 70.000 jovens na Pontifícia e Real Universidade de Santo Tomás em Manila (Filipinas), a quem exortou a não serem jovens de museu, que só acumulam informação, mas sábios que aprendem a chorar, a comover-se com o sofrimento alheio e que aprendam também a amar, deixar-se amar e ser evangelizados pelos pobres, os doentes e órfãos, que “têm muito a nos ensinar”.


Diante de mais de seis milhões de fiéis reunidos no Parque Rizal em Manila (capital Filipinas), o Papa Francisco pronunciou uma intensa homilia na que falou sobre a necessidade de ser como o Menino Jesus e explicou como age "o pai da mentira", o demônio.


O Papa Francisco expressou seu profundo pesar pela morte acidental de uma jovem de 27 anos de idade depois da Missa que celebrou na localidade de Tlacoban, Filipinas. Kristel Mae Padasas faleceu logo depois de que um andaime com alto-falantes caísse sobre ela devido aos fortes ventos da tormenta Amang.

(www.acidigital.com)